agni: fogo; divino quando em letra maiúscula.
Anga: parte. Estudar um Anga do Veda é estudar apenas uma porção dele.
amrita: ambrosia
anna: primeiro
apara: inferior.
asma: consciência de si mesmo. Eu tenho asma! Voltando a falar sério, ASMITA seria a asma doentia (o egoísmo exacerbado).
dva: 2
Dvapara: bronze ou terceira era.
garbha: feto
Kali: “divindade negativa” emanada de Shiva.
kali: ferro; conflito. KALIYUGA vem a ser a “era dos conflitos”, a idade contemporânea, quarta era e final, ainda chamada de era da cobiça.
kalpa: “preceito, dissolução ou aniquilação do mundo, um dia na vida de Brahmā, período de 4.320.000 anos.” Não é a definição correta para a ocorrência de Kalpa acima.
Kandali: “1. Candala ou Chandala é uma classe de pessoas na Índia geralmente consideradas como sem castas e intocáveis; 2. De acordo com a antiga lei do código de Manu smrti, é a classe formada a partir da união de uma mulher brâmane e um homem sudra; 3. O termo também é usado em tempos modernos para uma determinada casta dos agricultores, pescadores, barqueiros.”
karma: grosso modo, ação. (palavra polissêmica)
kaya: corpo = KOSA
Krita ou krta: ouro. Primeira das 4 eras.
manas: como deixado claro pelo contexto, acima, quando citado, manas se refere ao que é exclusivo do homem, i.e., sua faculdade intelectiva.
Nara: Vishnu, divindade mais associada ao homem em si e às águas dentre as formas do “Olimpo hindu”.
“Oṁ — símbolo do hinduísmo e do Yoga, é a vibração primordial do Universo, o mais poderoso dos mantras. É dito que ele contém o conhecimento dos Vedas e se considera o corpo sonoro do Ilimitado, Śābda Brahman.” … “o Oṁ é o mundo inteiro. O passado, o presente, o futuro: tudo é o mantra Oṁ”
Pisaka: semelhante ao Rakshasa, mas considerado uma representação ainda mais acurada do mal.
prana: respiração, energia vital, embora exista PRANANA e VATA para dizer respiração (desambiguação).
Pranayama: “exercício respiratório feito com acompanhamento mental de mantra.”
prasana: sentido do gosto ou a língua.
Rakshasa: criatura devoradora de humanos.
Sadhya: aquilo que pode ser realizado via esforço sincero, disciplina e a prática espiritual. Na hierarquia védica, trata-se da segunda existência mais louvável (calcada nos méritos no mundo dos fenômenos, na ação propriamente dita), ultrapassável apenas pelo completo desapego à existência e fusão com Brahman.
Sapinda: num sentido geral, parentes mais próximos. No sentido mais puro da época das Leis, parentes até sétimo grau a que está aplicado o tabu do incesto. No sentido legal indiano até a década de 1950, estende-se até terceira ou quinta geração (dependendo do sexo do cônjuge), remontando para o radical da árvore genealógica (antepassados). Os filhos do casal são de primeiro grau. Os netos, de segundo, etc. Sapindas, em suma, não podem se casar entre si.
sat: ser, verdade, realidade.
Smriti: “‘memória’ [não consta das citações, mas coloquei à guisa complementar] Toda a produção literária posterior aos textos revelados do Shruti (a partir de 500 a.C. até o século V d.C.: o Vedánga (Membros do Veda: fonética, gramática, métrica, etimologia, astronomia e ritual), os Ágamas, os Puránas, o Manuvadharmashástra (Leis de Manu), as Upanishads tardias, et coetera.”
Snataka: estudante iniciado no Veda
svah (ou swa): o si-mesmo, a alma.
Treta: prata ou segunda era.
vak: falar, palavra.
yama: ato, exercício, atividade, o que decorre da ação ou KARMA. Num sentido mais estrito: controle, refreamento, isto é, a conduta ou postura do indivíduo visando conscientemente à liberação. As escolas clássicas do yoga dizem haver 5 yamas-base.
yana = yajña: sacrifício;
ritual do fogo;
prática de Yoga.
Yoga: união com o Um através da respiração e do progressivo desmascaramento dos conceitos humanos.
Alguns esclarecimentos do glossário foram obtidos via https://www.yoga.pro.br/glossario-sanscrito-525-verbetes-pedro-kupfer/.
