Originalmente publicado em 22 de dezembro de 2010
“o que se exige para a exposição da filosofia é, antes, o contrário da forma do conceito. O absoluto não deve ser conceitualizado, mas somente sentido e intuído”
“Não é o conceito, mas o êxtase, não é a necessidade fria e metódica da Coisa (…) mas sim o entusiasmo abrasador.”
“Pela insignificância daquilo com que o espírito se satisfaz, pode-se medir a grandeza do que perdeu.”
“Mas a filosofia deve guardar-se de querer ser edificante [moral].”
“a frivolidade e o tédio que invadem o que ainda subsiste, o pressentimento vazio de um desconhecido são os sinais precursores de algo diverso que se avizinha.”
“o começo é fim”
“O espírito só alcança sua verdade na medida em que se encontra a si mesmo no dilaceramento absoluto. (…) Esse demorar-se é o poder mágico que converte o negativo em ser.” “Foi por isso que alguns dos antigos conceberam o vazio como motor.”
“A matemática se orgulha e se pavoneia frente à filosofia (…) proposições mortas e rígidas.”
“a necessidade de um outro saber.”
“A aparição é o surgir e passar que não surge nem passa”
“O formalismo da filosofia da natureza pode ensinar que a inteligência é a eletricidade, ou que o animal é o nitrogênio.”
“Difícil decidir o que é maior: a sem-cerimônia com que se pinta tudo que há no céu, na terra e nos infernos com tal sopa de tintas; ou a vaidade pela excelência desse meio-universal: uma coisa serve de apoio à outra.”
“Sofistaria é uma palavra-de-ordem do senso comum contra a razão cultivada”
“O cepticismo que termina com a abstração do nada ou do esvaziamento não pode ir além disso, mas tem de esperar que algo de novo se lhe apresente”
“no movimento da consciência ocorre um momento do ser-em-si ou do ser-para-nós, que não se apresenta à consciência, pois ela mesma está compreendida na experiência.”
“Fica patente que por trás da assim chamada cortina, que deve cobrir o interior, nada há para ver; a não ser que nós entremos lá dentro—tanto para ver como para que haja algo ali atrás para ser visto.”
“A consciência-de-si só alcança sua satisfação em uma outra consciência-de-si.”
SUPRASSUMIR, que permeia toda a obra: não aniquilar, porque isso inexiste, mas superar algo e conservá-lo de forma metamorfoseada, mutada, sintetizada, modificada—primeiro inconsciente, depois que vem à baila. Funde-se um momento do passado com o ser; mas então já é algo novo, de características inéditas, embora a matéria-prima não possa ser negada. Portanto suprassumir é superar e voltar. Incorporar. É como a morte do pai: ele não morre, realmente.
“obstinação (…) uma liberdade que ainda permanece no interior da escravidão” Paralelamente, se se pensa que o senhor não teme e se põe cego a um perigo que é real, pode-se dizer que ele nunca foi tão inumano, não no sentido que lhe seria mais desejável, o de cruel, mas de que ele se coisifica, por coisificar o Outro: me ignora como dotado de sentimentos, ousadia e liberdade, torna-se simplesmente vulnerável…
“Seu falatório [o da consciência] é, de fato, uma discussão entre rapazes teimosos: um diz A quando o outro diz B, e diz B quando o outro diz A: e assim cada um, à custa da contradição consigo mesmo, se paga a alegria de ficar sempre em contradição com o outro.”
Estoicismo como estágio preliminar do ceticismo. Ceticismo como estágio preliminar da consciência infeliz. “Movimento de uma nostalgia infinita”
Se para Marx o moto é o trabalho, em Hegel são o desejo e o trabalho.
165: no fim, um tratado anti-cartesiano em sua essência
“gozo” “graças” “Além” “dom”: brincalhão Hegel.
“Na luta da alma, a consciência singular só está como momento musical, abstrato”
POR QUE SE TEM RAZÃO EM DIZER QUE NÃO SE PODE ESCAPAR OU AINDA NINGUÉM ESCAPOU DE HEGEL: “O que deve-ser, também é, de fato. O que apenas deve ser, sem ser, não tem verdade nenhuma.”
205: a mesma coisa que o “coeficiente de atrito” sartriano. “É indiferente a esse rio da vida que espécie de moinhos ele faz girar.”
“as leis são sem verdade”
226: sobre videntes que lêem a mão do cliente!
238: Hamlet e a cena do crânio
240: Hegel, o criminalista: por que seus coleguinhas cientistas do séc. XIX erravam clamorosamente ao medir a periculosidade de um criminoso pelas medidas de seu crânio. “Por conseguinte, as observações estabelecidas sobre esse ponto têm o mesmo valor que as do vendedor e da lavandeira”
254-5: moral e virtude
257: hedonismo; “ipseidade”
261: equilibrando-se entre altruísmo e egoísmo
262: o que “Durkheim e seu deus” e Dostoievsky também souberam em seu tempo—a teoria do grande criminoso (ou quando a sociedade é o revoltado em questão, e o indivíduo indolente ou inadaptado o conservador)
271: nossa quixotesca missão
“Mas a consciência virtuosa entra em luta contra o curso-do-mundo como contra um oposto ao bem.” “Portanto a virtude é vencida pelo curso-do-mundo”
274: inversão (moral cristã vs. moral antiga): “tudo isso só produz tédio” (“[N]a cultura de nossa época”)—A morte de Deus.
E mais adiante, um prato cheio para mal-entendidos, partindo de uma consciência proletária: “o curso-do-mundo não é tão mau como aparentava (…) o movimento da individualidade é a realidade do universal.” “são apenas uma maneira de ver, e nada mais.” E ainda metade do livro pela frente…
“um nada labutando rumo ao nada.”
“O talento, do mesmo modo, não é outra coisa que a individualidade originária determinada que se considera como meio interior, ou como passagem do fim à efetividade”
281: da concorrência e da competição. Formulação antecipada do “além do bem e do mal”.
“desvanecer do desvanecer”
NÃO SERIA UM RIO DO QUAL SÓ SE FOGE DUAS VEZES? “Haja o que houver, a consciência honesta vai sempre implementar e atingir a Coisa mesma, já que é o predicado de todos esses momentos como este gênero universal.”
Por que não preferir o congelamento do tempo? Por que todo domingo parece uma tortura, cadafalso para a alma, o último gole, a última canção, o despertador, tudo que cause muita dor? Pessoas que querem dormir mais de 10 ou 12h, i.e., hibernar, para um ser humano, que compartilham algo realmente profundo comigo mas que não dispõem da complexidade ou força de caráter que seriam necessárias para compreenderem em que ovos elas mesmas estão pisando… Passar pelas humilhações como um trator, é o que pensamos que queremos… A questão é: melhor uma hipocrisia mórbida exagerada do que o Complexo de Poliana da ditadura do prazer!
“É como meninos maus, que recebendo uma palmada se alegram a si mesmos, por terem sido precisamente a causa do castigo.”
“Para ela [a consciência honesta], a Coisa mesma é tanto Coisa sua como absolutamente obra nenhuma; ou seja, é o puro agir, ou o fim vazio, ou ainda, uma efetividade desativada. Faz sujeito desse predicado uma significação depois da outra, e as esquece sucessivamente.”
“O consolo pelo fracasso do fim, pois pelo menos foi querido, pelo menos foi puramente agido—como também a satisfação de ter dado aos outros algo para fazerem, fazem do puro agir ou de uma obra totalmente má, a essência: porque se deve chamar uma obra má a que não é absolutamente nenhuma.”
Exatamente o que se passou pela minha cabeça ao ler o epílogo de Neurose, de Edgar Morin, nem pela primeira, nem pela última vez, esse fluir que independe de nós, o qual devemos nos preparar para aproveitar, é essa bem a palavra, considerando apenas os acontecimentos correntes e seus efeitos imediatos, a supressão do filosofar, em verdade filosofia efetiva, quer seja, em carne viva—Espírito poderoso!—Porque o amanhã ainda pode esperar em seu devido lugar e agora nada há de mais importante a considerar… Nada de atropelamentos… Mas se não der, tudo bem também. Era parte do plano, estava fixado no firmamento, tinha que se suceder assim, você não tem culpa, era incapaz. A própria sensação de suportar é só uma sensação de sensação, fugidia… Suporta-se qualquer coisa desde que haja oxigênio para puxar e, afinal, por que a pressa? Só não precisa recair no outro extremo e ter calma demais… Cada refeição tem sua hora de ser servida e saboreada…
“O todo é interpenetração semovente da individualidade e do universal” “surge um jogo de individualidades, uma com a outra, jogo em que se enganam e se encontram enganadas, umas pelas outras, como se enganam a si mesmas.”
“O que lhe interessa [à primeira individualidade] na Coisa é seu agir e atarefar-se; e quando os outros se dão conta que era isso a Coisa mesma, se sentem também ludibriados. Mas, de fato (…) queriam enganar os outros, do mesmo modo como lamentam ter sido enganados.”
296: primeira menção de “Estado”
“O mundo ético—o mundo cindido entre o aquém e o além”
O ÚTERO DA TERRA: “[o morto] desposar o seio da terra, a individualidade elementar imperecível.”
FAMÍLIA, PIEDADE, INCESTO: “a relação sem mistura encontra lugar entre irmão e irmã. São o mesmo sangue, o qual porém neles chegou à sua quietude e equilíbrio. Por isso não se desejam um ao outro”
CERTA ASSIMETRIA QUE IRRITARIA AS FEMINISTAS: “a perda do irmão é irreparável para a irmã; e seu dever para com ele, o dever supremo.”
“O irmão [o homem] é o lado segundo o qual o espírito da família se torna a individualidade que se volta para Outro e passa à consciência da universalidade. O irmão abandona essa eticidade da família—imediata elementar e por isso propriamente negativa—a fim de conquistar e produzir a eticidade efetiva, consciente de si mesma.” “A irmã, porém (…) ou a mulher (…) a guardiã da lei divina.”
325: Édipo. Antígona, a Anti-Édipo. Ele atenta contra a lei de Deus; ela, contra a lei da polis. Édipo apenas age como um bom cidadão, Antígona como fiel e temente ao Olimpo.
“os irmãos encontram ambos sua mútua destruição, através um do outro.”
Recorrente referência a um mundo “subterrâneo”.
Hegel masculiniza o Estado ou governo e feminiza o genos. Em tempos em que o mais viril não aceitaria guerrear…
“A figura ética do espírito desvaneceu, e surge uma outra em seu lugar.”
“mesmo o espírito que partiu está presente no sangue dos parentes, no Si da família”
“o todo, como cada momento singular, é uma realidade alienada de si mesma”
“O Iluminismo leva a cabo a alienação (…) Essa revolução produz a liberdade absoluta”
340: o nacionalista Hegel
362: “Diógenes no tonel”
“na substância ética a religião aparecia como fé no mundo subterrâneo”
“carente-de-espírito”: se refere a um além
“rico-de-espírito”: auto-suficiente, essência fenomenológica
Cada pessoa é uma igreja. Mas não são Capelas Sistinas, apenas frágeis toldos sobre suas cabeças.
“No que concerne o seu conteúdo, o Iluminismo é, antes de tudo, a inteligência vazia (…) encontra-o [o conteúdo] na fé.” “Com isso declara a fé como sendo um erro, e uma ficção poética sobre o mesmo que o Iluminismo é.” “está descartado completamente o pensamento do engano.”
SOBRE A FALTA DE SOFISTICAÇÃO DO PENSAMENTO MODERNO: “Essa sabedoria própria do Iluminismo aparece-lhe [à religião], necessariamente, como a banalidade mesma, e ao mesmo tempo como a confissão da banalidade.” “consciência crente” “A fé tem naquele Si o momento que a leva à perfeição; mas perecendo por causa dessa plenitude (…)”
INDÍCIOS DE POR QUE A MORAL, NO SISTEMA HEGELIANO, NÃO SE AUTO-SUPRIMIRIA, COMO A LIBERDADE, A INTELIGÊNCIA, A FÉ, O CETICISMO & O ESTOICISMO: “A perfeição, portanto, não há que atingi-la efetivamente, mas só há que pensa-la como uma tarefa absoluta, i.e., como uma tal que permanece tarefa, pura e simplesmente. (…) O que ocorre de fato, não se consegue distinguir nos longes obscuros da infinitude—para onde se deve protelar, por esse motivo, a obtenção da meta. (…) isso leva a contradições: uma tarefa que deve permanecer tarefa e, contudo, ser cumprida (…) Pela consideração de que a moralidade consumada encerra uma contradição, se lesaria a santidade da essencialidade moral, e o dever absoluto pareceria como algo inefetivo.”—Niilismo em estado bruto, grassando entre os pós-modernos cansados de missões, anômicos, baratas tontas que pedem arrego e são tão vaidosos quanto vãos… Pit stop.
Em seguida, todos os elementos do saber-mentir!
“aproximar-se sempre mais e mais do nada significa diminuir.” “a lamentação que é mais uma lágrima sobre a necessidade.”
448: a “bela alma”—odor de Wilde?
DE QUE TODA AÇÃO GERA FINS INDESEJADOS, E DE POR QUE ISSO NÃO PODE PARAR
É necessário que por mais que se capte a lei trágica dos fins indesejáveis da ação, exerça-se a ação apaixonadamente, i.e., com convicção de que não havia mais certo a fazer. Pelo simples fato de que não fosse assim e: 1) ou viveríamos no aborrecido mundo em que “querer” seria sempre “poder” e aí então indelevelmente, depois de um pouco de sacanagem, o Espírito se suprimiria, ao invés de apenas suprassumir seus estados um pelo outro. Porque a realidade tem que estar deslocada do pensamento “para dar certo”; 2) ou nos manteríamos inertes, ou enraivecidos. O fato é que seríamos ainda obrigados a agir, e qualquer ação destrutiva ainda seria carregada de paixão. Mas, se quisermos exagerar, se sabemos (e acreditamos a cada segundo!) que tudo que fizermos “dá errado” ou no seu oposto, passaríamos a viver de pura má-fé—mas assim que descobríssemos que mesmo a ação maligna visando ao bem seria traída pela sua benignidade última, e porque nada mais era que uma esperteza pessoal de última hora, desistiríamos desse modo “birrento” de proceder e simplesmente nos colapsaríamos ou nos suicidaríamos. Rá! Porém, como isso é mais uma artimanha do Para-Si imediato, simplesmente ingênua demais para capturar o inconsciente, aí então acho que seríamos forçados a continuar a viver! E para viver… Que nem sonho quando… O mundo, os acontecimentos, são o meio-termo entre a onipotência sem-sal e o autômato-barata-tonta-super-títere, afinal temos que ter alguma autonomia para fazer as escolhas, mas nunca, rigorosamente sob nenhuma circunstância, podemos assumir total controle. Deus e coisas não dariam certo aqui, apenas humanos, um espírito propulsor e propalado por fenômenos. É pisar em outra pedra quando saltar da anterior… A vida é um jogo de tabuleiro enquanto ainda gostamos dele. Num banco imobiliário sem ser Lex Luthor, o Rei do Crime, nem alguém tão endividado quanto o Corinthians. Eternamente bailando a mesma Dança dos Cisnes… Navegadores do Mar dos Erros! Não seria de Eros?!
“Ninguém é herói para seu criado-de-quarto” Ninguém mais tem criado-de-quarto…
“A série das diversas religiões, que vão produzir-se, só apresenta igualmente de novo os diversos lados de uma única religião”
649: totemismo
478: deus ex machina
479: nacionalismo; Hobbes.
“deus, que é o espírito do povo ético” “a consciência ética se deixa (…) assim determinar (…) de uma maneira irrefletida e estranha, como por meio de um jogo de dados.”
482: idealismo musical
484: o banquete
“princípio feminino da nutrição” “espírito masculino da força”
488: da desportividade
490: as Musas e os Aedos (cantores, intérpretes mundanos)
491: moral do Prólogo do Céu—“os deuses existem para servir os humanos”. Não havendo consenso divino… Os deuses nada arriscam…
493: tragédia
496: de Édipo a Macbeth e Hamlet. Fala justamente da hesitação em cumprir a vingança, o príncipe dinamarquês como que livre de uma superstição ancestral. Ele duvida do pai e monta a peça. Mas não fugiu ao fado! Não tente a ação contrária (reflexões acima)!
“O frenesi da sacerdotisa, a figura desumana das bruxas, a voz da árvore, do pássaro, o sonho, etc., não são modos em que a verdade apareça, mas sinais de advertência do embuste, da irreflexão, da singularidade e contingência do saber.”
Comédia como o destino dos deuses. Somos anti-trágicos, porque sabemos demais, e Hamlet já é assaz engraçado.
502: sobre a comedialização do mundo
504: “Deus morreu”
Conclusão da consciência infeliz-trágica; em oposição à divina consciência feliz-cômica. Porém, algo não bate aí: o pós-moderno não é alegre e mundano demais? O tempo de Hegel, por mais que ele fosse capaz de pressentir um outro dele derivado, não é, ao mesmo tempo que confiante, sério e amuado? “no Estado de Direito [o Todo-Poderoso de Hegel], o mundo ético e sua religião soçobraram na consciência cômica; e a consciência infeliz é o saber dessa perda total.”
“As estátuas são agora cadáveres cuja alma vivificante escapou, como os hinos são palavras cuja fé escapou”
“Deus só é acessível no puro saber especulativo (…) Deus é o espírito” “auto-humilhação da essência divina (…) O representar toma o outro lado, o mal, como um acontecer alheio à essência divina. Captar o mal nessa essência mesma, como a sua cólera, é o esforço extremo e mais árduo do representar em conflito consigo mesmo;—esforço que, por carecer de conceito, permanece infrutífero.”
524: a figura do semi-Deus, Cristo, qualquer um na História que serve conscientemente de pára-raio universal. Aceita todo o depósito do mal e lança as sementes.
“Esse movimento é o círculo que retorna sobre si, que pressupõe seu começo e que só o atinge no fim.” “o conteúdo da religião proclama no tempo, mais cedo que a ciência, o que é o espírito; mas só a ciência é o verdadeiro saber do espírito sobre si mesmo.” Fim que deixa patente a formulação apócrifa do eterno retorno: um momento forçoso da “máquina universal” em que o Espírito se auto-denotaria antes de seguir a sua marcha como sempre… “é o novo ser-aí, um novo mundo e uma nova figura-de-espírito. (…) como se todo o anterior estivesse perdido para ele, e nada houvesse aprendido da experiência dos espíritos precedentes. (…) embora esse princípio recomece desde o princípio sua formação, parecendo partir somente de si, ao mesmo tempo é de um nível mais alto que [re]começa.” “Sua meta [do espírito] é a revelação da profundeza, e essa é o conceito absoluto.” Muito bem, e depois da transa vem outra transa, sem perdão… De modo que se o mundo alcança mesmo esse fim, só que isso não tem nada de mais. É apenas belo. E no dia seguinte Fenomenologia está na gráfica e… Sils-Maria recebe convidados e… eu me apoio a esta escrivaninha… Disso, reitera-se ainda: Rafael, espero que este seja (mais) um marco para sua vida. Olvidar e caminhar, até mesmo SEM olhar para trás—ironicamente neste mesmo momento quero reler meu primeiro livro, o do astronauta—, porque o caminho pela frente pressupõe a bagagem… Dir-se-ia que TODA vida precisa dessa culminância? Que renasci, etc.?
GLOSSÁRIO
penates: deuses romanos do lar









