Até mais ver você é muit’area para minha pá,
E tá na cara que sabe o quanto vale
Seu preço é sua liberdade:
Tão alto que por mais que frenétiqueueinvista sei que não vou
Poder comprar todas as ações, estou no fim da fila!
Seu monopólio só compraria um trilionárioinfinitoinconcebível.
Porque como firmar, pactuar, assegurar-me, apossar-me
de você, Minha grandEmpresa, a maior transação,
Se dependo do livre-arbítrio de quem Pode mais?
Quem sou eu?
Perto dessa vertigem descomunal de cataratas de valor e valia e estima
O meu dom é ter carência e só possuir minhas mãos e mais nada
Minha Sociedade Identificada, Limitada, Nenhum Direito Reservado,
Meu escritório abandonado, micromundo autônomo se’Incentivo do ’stado
das coisas comélas são, parece que já sint’aquela dor
de quem só trabalh’em vão.
Es
tou
es
gotado.
Eis
que você se
deu – cedeu!, não reconhecendo seu valor,
Caiu em minhas mãos.
Ou eu a quem você o deu – o valor –,
Enganada, por não ser sujeito, Desse jeito,
Acaba que
seu dom é a exuberância do seu cativeiro inestimável,
Posto que quando está cativa volta a ser despreocupada perdulária,
Sem constrições ou amarras: Podes tudo novamente! Na minha mente!
A razão disso tudo é que com razão eu o novo dono devolvi
a quem merece (o valor no valor se multiplica): não ignoro sua riqueza incalculável!
Imensurável por qualquer Auditoria.
O que sou, o que sou de capital nesta História?!
Sou o imaterial, o ideal, tipo feudal, não-comercial, antiquaria, mitologia,
quimera, utopia, bruxaria!
Para ser mais claro que diáfano, sou fofas nuvens brancas sobre uma coroa doiro:
Sonho perfeito dum rei – Não! Tu és o sonho, eu sou o Rei que nada fez,
Só nasceu com sorte – Meu sonho lúcido preferido és Tu,
Consorte!
Porque tu és, e minha razão de ser é ser quem te sonhassim
O sonho é a vida vivida por um sujeito, predicado, cheia de seguimentos
Cheia de nuvens e fofuras cotadas em Libras esterlinas e muita sanha.
Eu (não sou o) sonho mas eu-sonho! Somos +2!
O bei!et0
&
ligação entre sonhador e sonhado
E diferente do inconsciente,
Saiba que a coisa que muita coisa ignora não vai
desaparecer quando
como e porque:
Eu não vou acordar!
