A demarcação da codicologia é imprecisa. Alguns vêem-na como uma disciplina completa em si mesma, outros como disciplina auxiliar da análise textual crítica e sua transmissão, que são aspectos estudados na filologia. Codicologistas também podem estudar a história das bibliotecas, coleções de manuscritos, catalogação de livros e os escribas, campos pertencentes, por outro lado, ao ramo da história do livro. Alguns codicologistas alegam que seu campo do conhecimento engloba a paleografia, o estudo da escrita manual ou caligrafia, ao passo que certos paleógrafos insistem que seu campo abrange justamente a codicologia. O estudo de porções da escrita como a marginália (anotações nas margens), glosas, autoria de inscrições, etc., acaba sendo compartilhado por ambos os campos, como o estudo de aspectos físicos de decorações, que, não fosse a abordagem codicológica, seria uma subespecialidade exclusiva da história da arte. Ao contrário da paleografia tradicional, a codicologia presta mais ênfase ao aspecto cultural dos livros. O foco na parte material é referido como codicologia stricto sensu, enquanto uma abordagem mais holística, incorporando ferramentas e métodos paleográficos, filológicos e das histórias da arte e dos livros, é referida como codicologia lato sensu, e na verdade as fronteiras são continuamente definidas pelo próprio codicologista individual.
Técnicas paleográficas são utilizadas em concerto com técnicas codicológicas. A análise do trabalho dos escribas, estilos de escrita e variações pode vir a revelar o caráter, o valor, o propósito, a data e a importância atribuída às diferentes partes de um livro.
Muitos incunabula (uma espécie de elo perdido entre a era dos manuscritos puros e simples e a invenção da imprensa de Gutenberg), livros impressos até o ano de 1500, foram finalizados inteira ou parcialmente à mão, fato que liga seu estudo eminentemente ao domínio da codicologia.
