MAL DE ARQUIVO: Uma impressão freudiana – Derrida (trad. Claudia de Moraes Rego), 2001.

“Que futuro terá a psicanálise na era do correio eletrônico, do cartão telefônico, da multimídia e do cd-rom? [já defasado!]”

“Uma ciência do arquivo deve incluir a teoria desta institucionalização, isto é, ao mesmo tempo, da lei que aí se inscreve e do direito que a autoriza.”

“A democratização efetiva se mede sempre por este critério essencial: a participação e o acesso ao arquivo, à sua constituição e à sua interpretação.”

EXERGO (inscrição)

“Um exergo estoca por antecipação e pré-arquiva um léxico que, a partir daí, deverá fazer a lei e dar a ordem contentando-se em nomear o problema, i.e., o tema.” “violência arquival”

“Arquivo eco-nômico (…) guarda, põe em reserva, economiza, mas de modo tão natural, fazendo a lei (nomos) ou fazendo respeitá-la.”

“A pulsão de morte não é um princípio. Ela ameaça de fato todo principado, todo primado arcôntico, todo desejo de arquivo. É a isto que mais tarde chamaremos de mal de arquivo.”

“Uma circuncisão, p.ex., é uma marca exterior? É um arquivo?”

“O aparelho psíquico seria mais bem representado ou diferentemente afetado pelos muitos dispositivos técnicos de arquivamento e reprodução (…) que já serão no futuro mais refinados, complicados, potentes que o ‘bloco mágico’ (computorização, etc.)?”

“Quer se trate da vida pública ou privada de Fraud, de seus parceiros ou de seus herdeiros, às vezes até de seus pacientes, das trocas pessoais ou científicas das correspondências, deliberações ou decisões político-institucionais, das práticas e suas regras (…), em que o conjunto deste campo foi determinado por um estado das técnicas de comunicação e arquivamento? Podemos sonhar ou especular sobre os abalos geo-tecno-lógicos que teriam tornado irreconhecível a paisagem do arquivo psicanalítico depois de um século, se, para me contentar com apenas uma palavra de seus índices, F., seus contemporâneos, colaboradores e discípulos imediatos, em lugar de escrever milhares de cartas à mão, dispusessem de cartões telefônicos, MCI ou ATT, de gravadores portáteis, computadores, impressoras, fax, televisão, teleconferências e sobretudo correio eletrônico (E-mail).” Fetiche superdimensionador do impacto dessas atualizações.

“Não, a estrutura técnica do arquivo arquivante determina também a estrutura do conteúdo arquivável em seu próprio surgimento e em sua relação com o futuro.”

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