[ARQUIVO] O MAIS TERRÍVEL – SUPERINTERPRETAÇÃO DE UM SONHO

15/03/11 [com pequenas edições e negritos em 16/08/11]

Meu sonho de hoje foi, talvez, o mais transparente e cristalino que já tive, e possivelmente nada mais será como foi até aqui, pois tenho a franqueza, o acaso e, sim, novas possibilidades ao meu lado, e à frente, e tendo sentido o insípido tão de perto, tão de frente, tão sem censuras… Justo hoje que me curo duma doença, talvez dum câncer… Pode querer dizer a morte de um plano? Impossível! Dificuldade e afobação passageiras, ainda tenho a genialidade trancada para quando quiser se manifestar, mas os alunos vão deixar? Dane-se, nada tenho que provar. Primeiro dia: Nando Reis – “que você era aquilo tudo que me fal-ta-va, a-a-u, uh-uh!”. Primeira lembrança consciente após despertar do presente sonho, o terrível. Esse sonho é diferente de todos os outros no sentido mais importante – ele já teve sua interpretação concluída, perfeita e freudiana, sem tirar nem pôr. Pela única pessoa que poderia fazê-lo. Exatamente isso: eu mesmo. Antes de ter escrito qualquer coisa aqui: porque eu o fiz dentro do sonho de hoje, e lembro com nitidez – e agora posso superinterpretar minha própria interpretação, que não devo menoscabar:

Eu anotava num caderno esse último sonho sinistro, parecendo um adolescente no auge da confusão – até pelo título escolhido… Lá vamos nós tentar recuperar minúcias… Eu rasurava o primeiro título escolhido, algo mais ameno, “Os Meus Pais… (algum verbo)”. Ou “O que os meus pais (verbo)”. Sei que ao final ele tinha três palavras que começavam com “N”, o que me remetia de cara ao Nirvana – pela própria letra do alfabeto, pela minha intenção, por ter o “tamanho” de Smells Like Teen Spirit (era essa a sensação durante a representação, que a palavra, que o título que escolhi, tinha a mesma dimensão do título da música do Nirvana, ocupava o mesmo número de caracteres, aproximadamente!) e por conter uma idéia de amputação/suicídio/morte. O próprio nome de banda Nirvana é um tanto revelador, já que sonoramente eu não me sinto ligado ao grupo nem um pouco. O afeto contido no emprego desta nomenclatura – embora evoque instantaneamente o conjunto de Kurt Cobain, o suicida – é todo de outra ordem. No sonho eu interpreto, e julgo estar sendo definitivo na minha análise, meu sonho-síntese (I), para meu próprio terror.

I

No sonho-síntese, a família celebra algo na varanda de uma cobertura sem parapeito… Parece Ano-Novo ou data marcante idem, minha mãe está arrumada, a tia Rosângela, minhas primas, estão por ali… Ouço vozes… De certo modo, eu me sinto, nesse átimo, enquadrado em algo extremamente repetitivo, mera conseqüência de uma vida estúpida que já vivi.1 E não só repetitivo, maçante, mas também angustiante, opressor, eu diria. Eu que nunca gostei da minha família [eu que nunca gostei de mim – adendo 2025]. Parecia, de certo ângulo, um autor onisciente que contempla um dos momentos tardios de sua trama… A história já vem avançada, chegará um dia ao seu fim, e os escassos momentos felizes vão passando, sem perdão, como na mesma velocidade em que um estranho qualquer passa as páginas do álbum de fotografias… Aquilo tudo deveria ser ilusório, apenas uma seqüência de frames de uma película já conhecida e muito batida. Simplesmente não tinha a coloração do real. Como um conto de fadas, se desmancharia fácil pelo império do tempo. Eu bem sabia, como numa profecia, [note que só podemos de certa forma prever aquilo que só depende de nossa própria volição – 2025] também o que vinha a seguir, e que destoava da “normalidade” desse evento de família… Como se esperasse isso há milênios, ou décadas, vejo, bem ao lado, e lentamente, de forma que podia ter interferido em sua trajetória (fosse para empurrar de vez ou salvá-lo), mas preferi ficar de expectador, o corpo do meu pai silenciosamente deslizando pelo ar, nós que estávamos no topo de algum prédio, à noite, corpo que eu já sentia desprovido de carne e sangue pulsante, um tanto inócuo, só uma casca, mergulhando de ponta rumo ao concreto. E ao mesmo tempo que foi lerda a queda do corpo enquanto ele estava no mesmo patamar que nós da festa, [ao mesmo tempo que o outro pode ser eu no meu sonho, o “nós” pode muito bem ser eles – eles os que festejam e têm uma boa vida, enquanto vivo deprimido – 2025] ao mesmo tempo parece ter se dado em 1 ou 2 segundos, se se considerar que assim que se atirou do chão da cobertura para o piso lá embaixo, tão distante, não houve tempo para nenhum gesto ou pensamento de minha parte: [imagino que da perspectiva de quem se joga de uma grande altura, o tempo deve passar ao mesmo tempo o mais lenta e o mais rapidamente possível, ao mesmo tempo – 2025] metade (da cintura para cima) de seu corpo estava submersa, soterrada, abaixo da calçada. Espatifou-se. [mergulhou de cabeça no inframundo, conseguindo quebrar até o concreto – 2025] Claramente morto (como era um sonho, não está descartada qualquer anormalidade, com ar de naturalidade, haja vista não estranharmos pessoas que voam ou mortos que ressuscitam enquanto não estivermos despertos e de lucidez recuperada!). O choque do corpo com o piso havia gerado um forte estrondo. De forma que quando os outros ouvem o baque e são noticiados do desastre, vem logo à tona um dissabor característico dos meus sonhos de morte (uma espécie de rubor facial, grande pesar e vexame, paralisante, mas que nunca senti, dessa mesma forma, a não ser em representações oníricas). [e não poderia sentir, a não ser mesmo em sonho: o vexame de haver se matado – 2025] E veio porque todos conversavam animadamente, era uma ocasião festiva e foi uma morte inesperada (desculpem pelo chavão!) [de certa forma quase todos ao meu redor ignoram, ou pelo menos ignoravam em 2009, quando minha depressão não era diagnosticada e expressa sem tabus, que não levo uma existência simplesmente feliz – 2025] de um ente próximo, cujo comportamento contrastou imensamente com o da família desde o início do sonho… Curioso que só eu tenha notado o corpo no momento em que ele se jogava. O restante das pessoas só se deu conta do trágico por conta do forte barulho, que já indicava o final da abrupta trajetória daquele corpo, vários andares abaixo. [a casa do sonho só tinha 2 andares; mas o lugar de onde eu sempre pude ter me arremessado na vida real é a janela do meu quinto andar, mais um indício de que meu pai neste sonho não passa do meu próprio avatar – 2025] Ao notar o rosto da minha mãe contemplando o cadáver (ou o que era visível dele), apreendendo o que tinha acontecido e que foi tão efêmero e súbito, me enchi de assombro. Mas dissimulado, até certo ponto, porque queria passar outra imagem aos convidados da festa. [o suicida não quer passar pela vergonha de ser lamentado como suicida, queria ter uma morte normal, e o pior de tudo é o suicida cuja mãe ainda vive, ao pensar na dor que lhe causaria – 2025] Por dentro, na realidade, eu era capaz até de alegria, uma alegria longamente anunciada em desejos e palpitações… [a morte de meu pai? não, a minha despedida desse mundo! tive este sonho logo que me graduei, pouco antes de ser expelido e vomitado no mercado de trabalho; de certa forma é como “passar de fase”, “cumprir com (alguma, se não toda) a obrigação”; i.e., já havia sofrido o suficiente – 2025] O presente sonho se encerra ali, e depois sou eu desperto (ou eu já me imaginava como tal) relatando tudo numa folha de papel. Sabe-se que um sonho NO sonho faz com que devamos inverter todos os sentidos – posto que o único substrato do onírico é o real, o que foi representado nele como OUTRO sonho é manifestamente um parêntese ou o pronto acréscimo da palavra NÃO a tudo o que deriva desse real: o oposto do que você quer, o contrário do desfecho desejável… Aos que relativizam essa característica, não considero nada casual a escolha dessa forma negativa de representar a morte do meu pai para mim mesmo. Não como forma de censura que retirasse o fundamental e mais imoral da interpretação do sonho, justamente porque é um dos sonhos de que me lembro com mais exatidão e fidelidade, além de seu teor ser pesadíssimo. Caso fosse realmente uma mensagem positiva, não seria difícil que pulássemos agora para outra etapa do sonho ou que eu tivesse de me despertar do meu sono para rememorá-lo conscientemente e quase sem brechas (o que costuma acontecer quando temos um pesadelo), como o fiz somente ao acordar verdadeiramente. Mas ao “acordar e continuar dormindo”, ou seja, criar o subterfúgio do sonho dentro do sonho, e ter sabido de todas essas operações logo que acordei no mundo real, ficou patente para mim que o que eu fiz foi emitir uma sinalização clara, sem distorções, do que é que eu deveria refutar, o ideal que deveria ser ignorado (meu pensamento crônico da vida consciente de desejo de morte do meu pai [de querer morrer – 2025]). Revelar-se-ia, assim, com um pouco mais de análise a posteriori, o conteúdo latente significativo de verdade, por trás desse teatro tão convincente que encenou a morte do meu pai (ora, dir-se-ia que o sonho é sempre simbólico, mas ele não acaba aqui! Há mais coisas para desvendar, nem tudo me foi dado de presente! Se disse logo acima que quando acordei o sonho já estava totalmente interpretado, foi apenas figura de retórica).

Na interpretação do sonho NO sonho, eu, inclusive, me mostrava satisfeito, vingado, quitado, mas, por outro lado, pesado, desgastado, de alguma forma muito severa, enfim, ressentido, rindo amargamente por dentro da postura condenável dos meus pais – daí o prazer em rabiscar o título e reescrevê-lo mais cruel ainda. [não preciso dizer que me ressentia de mim mesmo mais que de qualquer outra pessoa, certo? – 2025] E agora preciso chegar à cena final do sonho… A parte mais hermética, que complementa a tão transparente mensagem do trecho acima:

II

Uma espécie de bar de entrequadra, desses típicos daqui, é o ambiente. Bem na orla da calçada, já invadindo a vegetação, dialogo, em uma mesa, ou sem a mesa, mas sei que sentado, com um interlocutor mais ou menos da minha idade a quem tentava explicar “minha teoria”. Eu dizia que árvores novas continuavam sempre nascendo, ou algo assim, em oposição às podres e velhas, que morriam. E então me aparecia uma árvore “nova”, recoberta de um musgo bem verde e vivo, e formigas sem cessar brotavam dela e me forçavam a agitar as mãos e os braços, porque elas vinham em grande quantidade para cima de mim, de todas as direções. O interlocutor se gabava dizendo que eu estava errado e ele certo, mas apesar do incômodo da comichão provocada pelas formigas e tentando espantá-las, eu afirmava confiante: “Não, isso só comprova que eu estou certo!”. Algo mais acontecia nesta cena e de repente eu me via com todas as pontas dos dedos das duas mãos decepadas (e por um instante pareciam mesmo caules de árvores serrados!),2 como a dizer: uma árvore genealógica que não prossegue é o que de pior pode haver, sinônimo de esterilidade e anti-vida, sem frutos. Para além da morte de meu pai, já exteriorizei a alguns confidentes o forte desejo de extirpar minha própria raça. [e o que mais eficaz que um suicídio, para extirpar a própria raça? por que esperar até a morte senil tomando ainda o cuidado de não ter descendentes para isso? mas uma árvore que morre ainda nova seria absurdo; então sim, eu estava certo sobre a minha “teoria”! além disso, meu pai sempre viverá em mim. – 2025] Eu, pequeno, força apenas reacionária de um mundo decadente, não tendo filhos (nem metas de que me orgulhasse) e morrendo, implicando assim a ainda mais real e ulterior “re-morte” de meu pai, que findaria sem netos, ou seja, o fim da linhagem. Porém, percebi que no fim das contas estamos vinculados de tal forma que querer a morte de um é querer consumar a morte do outro… [já está decidido de antemão que as árvores seguirão aí, independentemente de qualquer ato nosso, então se preocupar excessivamente com isso é ninharia – 2025] E acho que nem é isso o que eu quero – o que qualquer impulso vital quer… Ficou claro que eu não podia ter um juízo independente, que havia algo mais forte que eu me sustentando e me puxando, mesmo que inclusive me oprimindo, ora ou outra, mas garantindo, de qualquer maneira, minha existência e meus pensamentos de fundo. Existia esse algo que me superava, por trás, soberano, cimentava todos os meus atos, sendo impossível ser contra ele, já que qualquer estado de ânimo meu, ainda que belicoso e adverso para com a própria árvore que me deu origem, seria um mero reflexo do estado de espírito deste “primeiro” ente, que vou deixar aqui como uma abstração (todos os meus finados avós reunidos, quem sabe).

O principal já foi fornecido, mas não esgotei a escrita aqui. Cronologicamente, depois da cena das árvores e do espanto das formigas, e da constatação da amputação múltipla, já estou num carro, só não sei se estacionado ou em movimento. Uma mulher, talvez da minha idade, me pergunta algo a respeito de todos os engodos que se sucederam, e o homem, ao lado dela, talvez eu, talvez não (imagens sobrepostas, parece um amigo chamado Gabriel, muito provavelmente porque a mulher também se parece com uma Gabriela que pensei ter visto num carro qualquer dia desses, no banco do carona, estacionado em uma entrequadra), contestava: “É preciso não acreditar em nenhuma mentira – nem nas dos comerciais…”. “Nem nessas?”, ela insistia. Mas a personagem masculina seguia resoluta em seu ponto de vista…

III

E há, ainda, no miolo do sonho, um outro trecho que por enquanto omiti para não jogar informações demais e atrapalhar a narrativa central (I), que parece ter sido uma ramificação mais madura de várias problematizações aqui levantadas, antes do “suicídio paterno” na sacada do prédio. Estou em casa só, tenho muito tempo para fazer o que quiser, com bastante liberdade à disposição, como se tivessem viajado e me deixado ali. Uso uma espécie de tecido na cabeça que serve de bandana, algo que pertence aos produtos de limpeza da casa ou que fazia parte da decoração. Talvez uma toalha, mas um tanto gasta e irreconhecível. Ao mesmo tempo, o banheiro está bem sujo e diferente do convencional, com a tampa da privada estofada e colorida como se fosse um sofá, mas o urinol está úmido. Encontro-me meio atordoado porque gostaria de fazer alguma coisa, talvez cantar, cantar várias músicas na seqüência, mas não sei por onde começar nem como encontrá-las… Em seguida, em outro trecho, estou tentando dormir, mas sou acordado pelos parentes da casa que abrem a porta fazendo estardalhaço. O Diogo é o culpado, e me irrita bastante. Alguns objetos do criado-mudo e da cama são mudados de lugar, como almofadas, meus óculos, que estavam longe de mim e de repente estão no meu rosto, e os controles remotos, que vão parar na minha mão. Ligo a TV mas pretendo continuar dormindo, ou fingir que estou dormindo, para os demais da casa. Posso pressentir a presença do meu pai e da minha mãe. Mas agora estou de pé, desperto, e recepciono o Alex, Gnomo, amigo do meu irmão Diogo, com quem costumo ser até mais simpático do que com ele. Ele está sem camisa e começamos a lutar – de brincadeira. Tento acertar chutes, e socar com toda a força, mas são golpes fracos demais, que não causam praticamente efeito. Quando ele tenta uma joelhada ou investida, sinto que poderia me derrubar, mas ele não luta pra valer, e eu faço a esquiva ou o bloqueio, mas com dificuldade. Gnomo tenta me dar dicas de como combater melhor, me avisa para não abrir a guarda antes de aplicar o direto com a direita, notando que eu abaixava o outro braço e ficava vulnerável.

De repente o cenário muda. Somos três – eu, Gnomo e o Diogo, se bem que outrora é o Aloísio, meu antigo vizinho, ao invés do Gnomo – acompanhando o jogo sub-17 do Brasil, no horário do almoço. Minha mãe entra no quarto, aparentemente trazendo um lanche. GOL da Seleção nessa mesma hora! A bola parece que nem passou da linha, o lance foi muito rápido para acompanhar com os olhos. Havia ali uma bola, na nossa frente, e eu sentado começava a brincar com ela, fazendo embaixadinhas curtas, com o joelho – até passava para o Árlesson (outro amigo meu que morava perto e com quem convivi nos anos de infância, como com o Aloísio, que agora substituía meu irmão na cena), que estava de costas, e cutucava a cabeça na bola, talvez involuntariamente…

FRASES SOLTAS QUE O FLUXO DE ESCRITOR LIBEROU E QUE NÃO PUDE INSERIR NO TRANSCORRER DA NARRAÇÃO DO SONHO, MAS QUE TÊM RELAÇÃO COM O MESMO:

Sim, nossa danação é que somos supersticiosos, e não há quem tire isso!

A vida é como um sonho gigante! Mas se o final está condicionado pelo começo… Então não pode ser um sonho…

Felizmente, nada é tão claro nem tão hermético – a não ser esse mundo do professor-proletário…

1 E mais tarde preciso narrar uma cena prévia (ou um conjunto delas) que não estaria diretamente nessa interpretação escrita do final do sonho, mas que cronologicamente, da ótica do acordado, é-lhe anterior. [Vide número III]

2 Dentro do próprio sonho, “descobrindo” que estava sonhando (mas esquecendo disso logo depois, ou eu realmente despertei mas voltei logo a dormir), me pus a perguntar por quais causas externas, por quais hipóteses, havia-me representado as mãos decepadas: 1) fui ao médico no mesmo dia e ele não tinha o dedo polegar da mão direita; havíamos apertado as mãos e eu estranhei bastante; 2) pensei na possibilidade de estar deitado sobre uma das mãos e ela se encontrar dormente. Não sei se acordei e constatei que a tese estava correta, me deitando de forma adequada, ou se a sensação de dormência, de que recordo com perfeição, foi artificialmente produzida, como o formigamento dos insetos na cena imediatamente anterior!

Adendo 21-10-25: Nova interpretação: meu pai era eu e, portanto, a mensagem central de todo o sonho era: e u n ã o q u e r o c o m e t e r s u i c í d i o , não desejo seguir sendo apenas expectador de minha própria vida. O que, aliás, à luz de tudo que venho enfrentando, posso dizer, de 2009 a 2025, em termos de saúde mental, tem um caráter muito mais provável. Resumo: nenhum sonho pode ser jamais superinterpretado – eis que já está mega, hiperinterpretado!

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