INSPIRADOS X APÓCRIFOS: “Nos primórdios do cristianismo eram 315 evangelhos, mas a Igreja admitiu apenas 4 (os já conhecidos, que formam o Novo Testamento). Isto ocorreu no concílio de Nicéia, aos 325 d.C., 1º concílio ecumênico da Igreja, convocado pelo imperador Constantino. Trezentos bispos, homens comuns, mas sedentos de poder, reuniram-se como se fossem detentores da verdade e decidiram que apenas os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João eram verdadeiros.”
“A princípio, os hebreus respaldaram-se apenas na mitologia sumeriana (…) posteriormente sincretizaram [sua mitologia] com o zoroastrismo persa, absorvendo principalmente o dualismo e a escatologia zoroástrica, durante o cativeiro da Babilônia. Ao se fazer um estudo comparativo, constata-se a intensa influência das mitologias mesopotâmicas e do zoroastrismo nas escrituras hebraicas e, por conseguinte, na Bíblia”
“As passagens bíblicas existentes no Gênesis, inerentes à criação do mundo, refletem claramente a intensa influência do épico da criação Enuma Elish. (…) Enuma Elish é o mito babilônio da Criação, descoberto por Austen Henry Layard, em 1849 (de forma fragmentada em tábuas de argila), nas ruínas da biblioteca de Assurbanipal, em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith, em 1876.”
“O livro mais antigo da Bíblia é o de Jó, datando entre 500 a 400 a.C.”
“não há lógica em Deus referir-se a Ele mesmo no plural para dizer que criará o homem à Sua imagem e semelhança.”
“Edom significa vermelho, segundo nome de Esaú, irmão gêmeo de Jacó, considerado o pai dos edomitas; a terra dos edomitas”
O ARQUÉTIPO DAS BRUXAS
Lilith laylah, layl (noite, hebraico); lil (vento/ar) + lulti (lascívia, sumério); lulu (libertinagem, sumério)
“A exclusão de Lilith do texto bíblico ocorreu de maneira gradual, e bem anteriormente à tradução da versão Vulgata (…) feita por São Jerônimo, em latim, usada pela I. Católica durante muitos séculos e fonte de diversas traduções das quais derivam as Bíblias atuais). Roberto Sicuteri, autor do livro Lilith, a Lua Negra, confirma que é na época da transposição da versão jeovística da Bíblia (séc. X a.C.)¹ para a versão sacerdotal (587-538 a.C.) que a lenda de Lilith teria sido eliminada, entretanto, ainda restam pequenos resquícios desta tradição em fragmentos deste texto, à exemplo (sic) do Livro de Isaías.”
¹ Não bate com a datação do Livro de Jó dada acima.
“Lilith também é um demônio feminino da mitologia babilônica (…) que habitava lugares desertos. A Cabala faz referência à (sic) Lilith como a 1ª mulher de Adão, mas, em outro trecho, também é tida como a serpente que induziu Eva a comer o fruto proibido (Patai 81:455f).”
EVA POTRANQUINHA DO SENHOR: “Lilith não aceitava ficar por baixo nas relações sexuais e Adão recusava-se em inverter as posições. Isto foi o estopim para desencadear uma grande altercação entre o casal primordial, à qual (sic) gerou uma imensa indisposição, que culminou na separação.”
“…onde se tornou a noiva de Samael/Asmodeus/Leviatã, o senhor das forças do mal do sitra achra (‘outro lado’…) (…) um dos príncipes de Lúcifer” “Lilith acasala-se (sic) com os demônios, parindo cem (…) diariamente, cujos machos são denominados Lilim, ou Liliotes, ou Linilins, e as fêmeas Liliths (o termo Lilim aparece no Targum Jerushalami, a bênção sacerdotal dos Números 6:26”
“Lilith [em esculturas babilônicas] ostenta um tipo de gorro ou chapéu escalonado, adornado com enfeites laterais e um disco solar no topo, caracterizando-a como uma deusa (e não como um demônio)”
“Lilith aparece também no épico babilônico de Gilgamesh (o lendário rei sumério), em aproximadamente 2 mil a.C., como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios estavam secos.” “Muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra, da fertilidade e do prazer sexual.” “Em seus templos [de Inanna] se praticava a prostituição sagrada e suas sacerdotisas eram conhecidas como Nu-gig.” “Também não é incomum que se confunda Lilith com Ishtar ou até mesmo com Ísis, pela ligação destas com a morte. Vale dizer que as deusas Inanna dos sumérios, Asterote dos filisteus, Ísis dos egípcios, Ishtar dos acádios e posteriormente dos babilônios, Astarte dos fenícios e Ostara (Easter), a deusa da fertilidade e da primavera na mitologia nórdica, são cognatas.”
“Quando a lua nova chegava, costumava-se dizer que a deusa estava com as regras.” Literalmente? Genealogia do termo regras para se referir ao mênstruo na faculdade de legislar sobre…?
“Entre 3 mil e 2,5 mil a.C., quando os sumerianos passaram a ter contatos com culturas patriarcais, ocorre a passagem da concepção religiosa matriarcal para a patriarcal, então os templos dedicados à deusa foram postos abaixo e as práticas sexuais foram reprimidas e se tornaram parte da sombra, o poder da mulher foi identificado com o mal e o demônio (mas o politeísmo foi mantido, diga-se de passagem).” “A deusa passou a ser denominada como <a Grande Abominação>” “A deusa de Israel chamava-se Asherah (ou Aserá), esposa de Yahweh. Para a maioria das pessoas que lêem a Bíblia, a idéia de um único Deus de Israel, Yahweh, parece ser clara. No entanto, descobertas arqueológicas das últimas décadas vêm demonstrando que nem sempre foi assim.” Vou explicar ao longo das passagens por que esse “cientificismo” do autor depõe contra ele, e não a favor.
“Pesquisas destacam [fonte???] a época do profeta Elias como o período histórico em que se começa a falar da exclusividade do Deus de Israel, principalmente no embate com o deus Baal e no processo de sincretismo, onde Yahweh incorpora as características de Baal.” Interessante.
“processo de diabolização de outras divindades”
“Num primeiro momento, a divindade Yahweh teria sido um elemento religioso que veio de fora do contexto cananeu. Nesta época, possivelmente era o Deus El que ocupava o trono do panteão divino.”
“Haroldo Reimer aponta 5 fases do desenvolvimento do monoteísmo no Antigo Israel, a saber: a 1ª fase seria marcada pelo sincretismo entre El e Yahweh, no qual El é uma divindade cananéia cujas características são de Criador da terra e pai dos deuses (analogamente, o sumeriano deus Apsu também era o progenitor dos deuses, diga-se de passagem); a 2ª fase, por volta do séc. IX a.C., seria marcada pelos conflitos com o deus Baal. Baal era filho de El, cuja característica principal era a fertilidade; [nenhum deus pode ser eunuco!] a 3ª fase estaria na ênfase da adoração exclusiva de Yahweh. O profeta Oséias, no séc. VIII a.C., equipara a idolatria à adoração de outras divindades. [?] Neste período, acontece a reforma de Ezequias (II Reis 18:4), que mostra a remoção dos lugares altos e a destruição da serpente de bronze, Neustã. Reforma legitimada legalmente através do Código da Aliança (Êx. 20:22-23 e 29); A 4ª fase remete à época de dominação assíria, com a reforma de Josias (II Reis 22 e 23), justificada legalmente pelo Código Deuteronômico, englobando uma série de medidas visando a (sic) exclusividade de Yahweh e sua centralidade em Jerusalém. (…) A 5ª fase seria marcada pelo monoteísmo absoluto e estaria relacionada com o período do exílio. Gên. 1 afirma o poder criacional de Yahweh diante do domínio babilônico ancorado na fidelidade à divindade Marduk (a influência da mitologia babilônica).”
“Conforme a pesquisadora Monika Ottermann, que traça o panorama da presença da deusa em Israel, da Idade do Bronze à Idade do Ferro, no Oriente Médio, datando a Idade do Bronze Médio entre 1800 a 1500 a.C., a representação da deusa é caracterizada como ‘Deusa-Nua’, destacando o triângulo púbico, emergindo também representações em forma de ramos ou pequenas árvores estilizadas, combinação que vem a ser denominada ‘Deusa-Árvore’. Os ramos, árvore ou pequenas árvores, brotando com suas raízes no triângulo púbico, simboliza a busca pela vida (…) (vale dizer que o hexagrama judaico, conhecido como estrela de Davi, símbolo do Estado de Israel, é formado por 2 triângulos opostos e sobrepostos” Ou seja: SEXO!
“Vários selos ou impressões de selos que associam símbolos astrais com árvores estilizadas foram encontrados na Palestina e na Transjordânia, o que reforça interpretações sobre a existência de um culto à deusa Asherah ao lado de Yahweh.”
“No âmbito da mitologia grega, Lilith é associada à deusa Hécate – analogamente, <a mulher escarlate> do Apocalipse –, uma deusa que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de 3 cabeças”
“Sol Invictus (Sol Invicto, em latim [não diga!]), também conhecido pelo nome completo, Deus Sol Invicto, era um título religioso aplicado a 3 divindades distintas durante o Império Romano tardio.” Mitra Marte
Correção: Não se trata do império romano tardio, posto que muito anterior à cristianização.
“Mitra significava amigo no idioma falado na Índia védica. Já no persa avéstico, tinha o significado de contrato. Atualmente, usa-se esta última semasiologia,¹ e existem diversas grafias para Mitra: Mihr [amor], Meher, Meitros, etc.”
¹ “Linguística Estudo semântico que consiste em partir do signo linguístico para a determinação do conceito (por opos. a onomasiologia).”
onomasiologia: “Estudo semântico que consiste em buscar, a partir do conceito, os signos linguísticos, a expressão que lhe corresponde (por opos. a semasiologia).”
“A deusa Anahita (Anihata, Anahira) era uma virgem imaculada, era a mãe de Mitra, era considerada a mãe de deus e a deidade feminina do fogo, dentro do panteão de deuses avésticos.”
“Mitra (…) foi despojado de sua soberania e todos os seus poderes e atributos foram atribuídos a Ahura-Mazda.”
HaShatan HaSatan Satã
A Síndrome de Estocolmo aplicada em grande escala a um povo se chama Síndrome Babilônica.
“Os soldados macedônios, com suas esposas e filhos persas, levaram o culto [de] Mitra à Macedônia e à Grécia.”
Mitrídates, o Grande – 120 a 63 a.C., o último persa de sua estirpe, derrotado por Roma em 66. Chamado em Montesquieu, Espírito das Leis (Jean Melville) de Mitríades.
“Na época, existiam 2 escolas rabínicas. Cada uma com pontos de vista diferentes. Uma seguia os ensinamentos de Hilel, o ancião, e a outra os ensinamentos de Shamai. Beit Hilel e Beit Shamai eram os nomes das escolas. Hilel e Shamai foram 2 renomados eruditos judeus. Hilel era uma pessoa amável, simples, próxima às camadas mais modestas da sociedade, e suas máximas breves refletem sua generosidade, piedade e amor à humanidade. Shamai era extremamente íntegro e mais rígido e irascível. Yeshua deve ter estudado na escola de Hilel.”
“Aquele que tenta engrandecer seu nome o destrói; aquele que não aumenta seu conhecimento o diminui; e aquele que não estuda, merece morrer.”
Hilel
“Conta-se que [quem conta?], quando Herodes apareceu na sala do Sinédrio, rodeado pela guarda real, totalmente armados, (sic) o silêncio reinava. Podia-se sentir o sentimento (sic) de intimidação naquela sala, quando, (sic) apenas Shamai, sem medo, levantou-se para falar contra ele.”
“Em suma, a escola Beit Hilel pendia ao judaísmo essênio, que era mais uma filosofia de vida do que uma religião. Já a escola Beit Shamai tinha um perfil notoriamente farisaico, o que a aproximava do judaísmo dominante.” A história do farisaísmo e a história da religião se confundem.
“Em função de Sua Missão neste orbe, os pais de Yeshua foram previamente selecionados em razão de seus genes, [Genes? Deus veio do século XX numa máquina do tempo, como uma espécie de John Connor?] conduta moral e, obviamente, evolução espiritual.”
O CARPINTEIRO QUE NÃO CARPIA, POIS TINHA MUITOS LIVROS QUE LER: “Certamente, Yeshua estudou o hinduísmo, o zoroastrismo, o budismo, filosofias, mitologias e crenças gregas, egípcias, etc. Tudo isso, Ele (sic) deve ter feito durante os Seus (sic) anos de vida oculta.”
“A Igreja Católica não aceita Jesus como rabino porque um rabino deve ser casado, principalmente no séc. I, e isto vai contra o celibato. Outras questões: se Jesus fôra casado, quem fôra a Sua (sic) esposa? Maria Madalena? Jesus teve filhos? A vida do Mestre é um mistério total. Ele mesmo não deixara nada escrito por razões óbvias. [?] O importante era Sua Mensagem. (sic) Ele não tencionava criar religião alguma.” Ora, se o importante era sua mensagem, ele deveria ter deixado escritos. Mas se ele não pretendia deixar escritos, por razões óbvias, tampouco poderia esperar semear alguma coisa, religião ou não! Paroxismo.
“O libertador que os sacerdotes esperavam era diferente. Esperavam um messias que entrasse em conluio com eles, ocupasse o trono de Davi e promovesse a união do povo de Israel para deflagrar uma insurreição contra Roma”
“Estar na fé implica o indivíduo freqüentar assiduamente o templo ou igreja, participar dos rituais, ler e crer na bíblia e nas pregações, sem duvidar de nada.”
“Trechos que foram criados pelos antigos líderes judaicos-hebreus (muito antes de Cristo) para sustentar o judaísmo, que os mantinha na opulência e no poder, p.ex.: ‘Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida’ (Malaquias 3:10)”
FILHOS DE LEVI QUERIA DIZER O CENTRÃO DE ARTHUR LIRA? “Aos filhos de Levi, dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel [os populares] se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. [Porém, quando o dízimo é secreto, não há apuração de faltas] E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. [não terão trabalho honesto, viverão do roubo do povo] Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas…” Números 18:21-23 – Números, esse pessoal gosta muito de númeRo$!
“No entanto, nada do que alguém dedicar irremissivelmente ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, ou animal, ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor” Levítico 27:28 Extremamente ambíguo!
MERCADORES DA FÉ: “Os atuais finórios de Deus utilizam muito os supracitados versículos do capítulo 18 do livro de Números para se colocarem na mesma posição dos levitas judeus, transferindo a eles uma incumbência textualmente aplicada tão-somente aos levitas, mas literalmente incabível aos missionários da cristandade, pois não encontra respaldo no Novo Testamento” “A isto se deu o nome de teologia da prosperidade, principal característica das religiões neopentecostais.”
“a cultura sumeriana formou a hebraica.” Nomeadamente a doutrina do povo eleito.
“Os Evangelhos Sinóticos foram escritos por volta dos anos 50. O evangelho de João foi escrito aproximadamente no ano 90, portanto, apesar de serem cópias de cópias de outras cópias, assim como o de João também, os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas são mais confiáveis do que o de João, por serem mais contemporâneos a Jesus, ou seja, estão mais próximos do Jesus histórico na linha temporal.”
NÃO EXISTE IGREJA SEM FÉ, MAS EXISTE FÉ SEM IGREJA: “Dentre os Evangelhos Sinóticos, somente Marcos 16:16 menciona a salvação apenas pela fé, entretanto, a maioria dos estudiosos bíblicos afirma que Marcos 16:16 é um versículo espúrio no evangelho segundo Marcos, pois destoa totalmente dos demais escritos atribuídos ao evangelista e, principalmente, porque o trecho em questão não consta nos primeiros manuscritos do evangelho de Marcos.”
MANUAL DE COMO SER ANTICRISTÃO NO SÉCULO XXI
Suriman ataca da forma errada: expondo contradições entre escritos bíblicos. Mas eu diria que se não houvesse qualquer contradição esse grande livro (ou livro grande) seria muito menos amado! Não é expondo contradições que se combaterá os cristãos de todos os tempos e lugares. Uma estratégia melhor seria, p.ex., denunciar o livro sagrado como muito estreito e linear. Um Deus onisciente e onipresente deveria poder ser capaz de mais nuances, matizes, perspectivas e contradições – as que vemos são muito poucas, mambembes, astutas no pior sentido de pobreza argumentativa, quase que evidenciam um pragmatismo, uma racionalidade temporã, de mercadores da fé, um livro ESCRITO ATRAVÉS DE DEUS por mãos humanas que nada tem de divino, é chão e abjeto, parece um manual de economia! Por isso é que é uma fraude, e esse Deus não existe ou foi incrivelmente traído pelos descendentes de seus profetas e sacerdotes, que conseguiram apagar todos os traços do Evangelho Original e até calar a boca de seu Filho, que Era Ele Mesmo. Ou seja, um deus fraco; e deuses não são fracos. Ou apenas um Deus satânico – mas cuidado, isso é muito popular entre os cristãos que hoje já não sentem necessidade sequer de simular o ascetismo! Pois Ele quer o mal; e nosso objetivo não é mais atacar o livro, que o deixa claro, mas, com poder político, não deixar qualquer traço ou tolerância dessas práticas más!
“Paulo encoraja a soberba e a megalomania, elitizando o cristianismo, fazendo um jogo perigoso, que fomenta discriminações, preconceitos, discórdias e até pelejas, opondo-se ao amor universal pregado por Jesus, e contrariando outros trechos que afirmam que Deus não faz acepção de pessoas, como, p.ex., em Romanos 2:11, que é uma epístola dele mesmo, por sinal.”
“No hinduísmo, um avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatara, que significa <descida>, normalmente denotando (sic – conotando) uma religião das encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.”
“A 1ª semelhança encontrada pelos tradutores das tábuas em escrita cuneiforme é a mais impressionante. Foi a mola propulsora de toda a discussão sobre a veracidade dos textos bíblicos, pois a descrição do dilúvio não só é a mais bem-conservada tábua de toda a epopéia, mas a mais rica em detalhes e semelhanças com a descrição no Gênesis. Além do quê, outras narrativas do dilúvio foram encontradas em forma de poemas isolados e com outros personagens, como as tábuas de Atra-Hasis, a Epopéia de Erra, os textos do rei Ziusudra (Utnapishtim).”
“Ea (deus da água doce e da sabedoria, patrono das artes e protetor da humanidade na mitologia acadiana e babilônica; denominado Enki na mitologia suméria) avisa Utnapishtim em um sonho das intenções de Enlil e orienta-o a como sobreviver à catástrofe que estaria por vir [extinção do homem?]: <põe abaixo tua casa e constrói um barco….>”
“Eu carreguei o interior da nave com tudo o que eu tinha de ouro e de coisas vivas. Minha família, meus parentes, os animais do campo – os domesticados e os selvagens – e todos os artesãos.” O que seria do mundo sem os artesãos! Até o detalhe do corvo que foi solto e encontrou, finalmente, terra firme após 6 dias de dilúvio foi copiado pelo VT de Gilgamesh!
“Enlil, furioso com Ea por ter permitido que um humano sobrevivesse e conhece[sse] o segredo dos deuses, viu-se sem alternativa que não a de transformar Utnapishtim em um imortal, para que sua maldição de que nenhum mortal sobrevivesse se completasse.”
Gilgamesh então mergulha no oceano e obtém a planta da juventude eterna. Mas não se alimenta dela a tempo, decidindo levá-la consigo para Uruk e compartilhá-la com os anciãos do povo. “Gilgamesh é surpreendido por uma serpente marinha que lhe rouba a flor, perdendo para sempre o segredo da imortalidade”
fruto – serpente – mortalidade (terra)
fruto – serpente – imortalidade (água)
“Gilgamesh então ficou desolado e abatido, pois além de fracassar em sua missão perdera para sempre o irmão Enkidu, restando-lhe apenas, melancolicamente, esperar o dia de sua morte chegar.”
O Mito de Dilmum (o casal divino Enki e Nintu).
“Os sumérios foram, provavelmente, os primeiros a habitar o sul da Mesopotâmia. A região foi ocupada em 5 mil a.C. (…) ali [se] constru[íram] as primeiras cidades de que a humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk e Lagash. As cidades foram erigidas sobre colinas.”
“No início do 2º milênio a.C. a região da Mesop. constitui-se em um grande e unificado império que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas margens do rio Eufrates. Os amoritas, povos semitas provenientes da Arábia, edificaram o Primeiro Império Babilônico. Este povo é conhecido também como <antigos babilônicos>, o que os diferencia dos caldeus, fundadores do II Império Bab., denominados NEOBABILÔNICOS.”
“De origem semita, os assírios viviam do pastoreio e habitavam as margens do rio Tigre.” “conquistaram (…) o Egito. O centro adm. do império assírio era Nínive.”
“os [também semitas] caldeus foram os principais responsáveis pela derrota dos assírios e pela organização do novo império babil. Nabucodonosor foi o soberano mais conhecido dos caldeus. (…) governou por 60 anos e após sua morte os persas dominaram o novo imp. bab.” Ao todo, em somente 7 décadas construíram os lendários Jardins Suspensos e a Torre de Babel.
Uma etnia tão fratricida realmente precisava inventar um Deus vingador-Deus do amor (no fim é indiferente, desde que unisse as “tribos”). Para o leigo que lê a bíblia, entretanto, monarcas como Nabucodonosor passam como governantes dos gentios, cem por cento pagãos, sem qualquer relação com a árvore genealógica hebraica.
Apesar de matemática, astronomia e medicina altamente desenvolvidas, a principal realização cultural dos sumérios foi a escrita fonética. “Quem decifrou a escrita cuneiforme foi Henry C. Rawlinson.”
“Anterior ao Código de Hamurabi [por muito tempo considerada a lei mais antiga da humanidade] tem-se o o Cód. de Ur-Nammu, descoberto em 1952 pelo assiriólogo (…) Samuel Noah Kromer.”
“Sargão I é o 1º monarca da história a manter um exército de prontidão.”
“Apesar de terem preservado a maior parte da cultura suméria, os amoritas introduziram seu idioma semítico, um ancestral do hebreu na região” Neste idioma é escrita a Epopéia gilgameshiana.
“1750 a.C.: (…) os cassitas, um povo não-semítico, conquista a maior parte da Mesop.”
“o historiador e lingüista Zecharia Sitchin, especialista em traduções de tabletes cuneiformes, revela que[,] para os sumérios e babilônios os Anunnaki eram, literalmente, astronautas extraterrestres que aterrissaram na região onde se situa o Iraque, há aproximadamente 450 mil anos, em missão de mineração, que se estendeu do Oriente-Médio à África.” Eridu, considerada a cidade mais antiga do mundo, teria sido fundada por esses curiosos E.T.s! “…com o objetivo de obter ouro em quantidade suficiente para sanar os problemas no ecossistema de seu planeta natal, Nibiru.” Ah, o homem! Por que um povo capaz de se teletransportar precisaria de OURO?! Péssima base literária!
“Segundo os sumérios, o trab. de mineração ficou comprometido por rebilões entre os Anunnaki, o que levou Enki e Ninti, brilhantes cientistas, a interferir no ritmo evolutivo do tipo humanóide simiesco que habitava o planeta. Através de experiências de engenharia genética, foi obtido o protótipo do Homo sapiens, chamado pelos sum. de Adapa/Adamu.” E daqui pra frente só piora! Mas como série estilo Arquivo X seria sensacional!
“a cada 3600 anos [curiosamente coincidindo com o sistema matemático sexagesimal babilônico, que coisa!] o planeta Nibiru completa um período orbital em torno do Sol [qual sol?] e, durante sua aproximação da Terra, diversos cataclismos se sucedem. Os Anunnaki então aproveitariam essa <janela cósmica> para retornarem à Terra.” Prefiro o lore de One Piece!
“Nibiru/Marduk, 10º planeta (tendo Plutão como 9º) do sistema solar ou talvez o 6º ou 7º planeta da estrela anã-marrom que seria a suposta irmã gêmea do nosso Sol.” U-A-U!
“Nibiru é um planeta do s.s. citado no poema Enuma Elish (Batalha Celeste)¹ e associado ao deus Marduk (…) Os sumérios descreviam nosso sistema solar como um conjunto de 12 corpos celestes significativos” Claro que também corresponderia ao sistema duodecimal criado para a medição do tempo!
¹ Narração da criação do planeta Terra por Marduk.
“Marduk (…) era filho de uma relação incestuosa entre Enki e Ninhursag. Foi pai de Dumuzi (o bíblico Tamuz), correspondente ao deus egípcio Osíris. Sua consorte era Sarpanitu.” “foi o vencedor do monstro Tiamat, que personifica o caos primordial; divide-o em 2 partes, com as quais forma o céu e a terra.”
“Intertestamentário é o período de tempo que abrange 400 anos entre 397 e 6 a.C.. Trata-se do período situado entre o V. e o N. Testamento.” Hiato Malaquias-Mateus.
“De acordo com o Livro dos Jubileus, Sete casou-se com sua irmã mais jovem Azura e teve vários filhos, entre os quais Enos. [que não sofria de azia]” “É importante esclarecer que Sete é também o nome de um personagem jaredita do Livro de Éter (um dos livros que compõem o Livro de Mórmon). § Alguns estudiosos do séc. XIX identificam Sete com Shitti, um epíteto do deus Marduque”
“Algumas religiões e crenças, culturalmente atrasadas, encorajam seus seguidores à prática do suicídio.” São tantas coisas erradas na frase que mal saberia por onde começar…
“Eostre, Ostara ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.” Páscoa vem do latim pache, passagem, originalmente transição entre estações (fim do inverno no hemisfério norte). Mas também “Deusa da Aurora” no Alto Alemão ou simplesmente sol nascente em outras raízes anglo-saxãs.
“Eos, Deusa do Amanhecer na mitologia grega.” // Astarte // Ishtar
“Varuna é um deus indiano da criação. Possivelmente é a mais augusta divindade do panteão védico.” “Varuna tentou impedir o nascimento de Indra, mas foi impossível” Varuna foi então rebaixado de Zeus hindu para mero deus da noite e dos oceanos. Nenhum olimpo é uma liga, i.e., há sempre rebaixamento e ascensão de semi-deuses e heróis correndo por fora!
“A principal coletânea da mitologia persa é o Shahnameh de Ferdowsi, escrito há mil anos. A obra de Ferdowsi tem por base as histórias e personagens do zoroastrismo e do masdeísmo, não apenas o Avesta, mas também o Bundahishn e o Denkard. Segundo a crença, o sexo era predominante, assim como o amor verdadeiro. [?!] O primeiro beijo (…) era fundamental…” Bem, continua sendo entre nós… “Já a 1ª relação sexual deveria ser presenciada pelos pais.” Isto sim está fora da cartilha!
“A mitologia persa é ao mesmo tempo muito próxima e diferente da mitologia hindu. Elas são próximas, porque os iranianos são um povo indo-europeu cuja língua tem grande semelhança com o sânscrito e foram um povo que estabeleceu constantes relações com os arianos da Índia. E são diferentes, pois a religião dos antigos persas adquiriu um aspecto mais moral que mitológico.”
“Ahura Mazda é o criador de outras 6 ou 7 divindades supremas, os Amesha Spenta, que reinam, cada um, sobre uma parte da criação”
Subordinados dos Amesha Spenta:
I. Mitra, o mestre do espaço livre;
II. Tistrya, o deus das trovoadas;
III. Verethraghna, o deus da vitória;
IV. Os Izeds.
“Angra Mainyu perdeu sua identidade zoroastrista e masdeísta original na posterior literatura persa, sendo finalmente descrito como um Dev ou div, celestial ou radiante [um gigante com o corpo manchado e 2 chifres].”
“Somente após a reforma religiosa de Zaratustra o termo dev foi associado com demônios. Mesmo assim os persas que habitavam a região ao sul do mar Cáspio continuaram a adorar os devs e resistiram à pressão para aceitar o zoroastrismo e as lendas em torno dos devs sobreviveram até os dias atuais. P.ex., a lenda do Dev-e Sepid (Dev branco) de Mazandaran.”
“A personagem mais importante nos épicos persas é Rostam. Sua contraparte é Zahhak, um símbolo do despotismo que foi finalmente derrotado por Kaveh, que liderou um levante popular contra ele.” “A serpente, como em muitas outras mitologias, representava o mal” “os pássaros, em especial, eram sinal de boa sorte.”
“Peri (avéstico Pairika), considerada uma mulher bonita porém má na mitologia mais antiga, tornou-se gradualmente menos má e mais bonita até transformar-se em um símbolo de beleza no período islâmico similar aos houri – espécie de anjos – do Paraíso. Entretanto, outra mulher má, Patiareh, atualmente simboliza a prostituição.”
“a reconstrução da história da Índia Védica é baseada no estudo dos Vedas (…) associado às informações arqueológicas.” “muito do que se sabe da época é baseado no Rig Veda – o mais antigo texto sânscrito escrito e preservado. Acredita-se que estas e outras narrativas épicas, como o Ramayana e o Mahabharata, se originam neste período, a partir da tradição oral” “era de mistura cultural. A cultura ariana foi aos poucos se mesclando à cultura indiana local. A partir de 200 a.C. este processo se completou e o que conhecemos como cultura indiana tomou sua forma geral.”
“A ordem social reflete a presença dos árias [brâmanes] no poder e, com isso, a supremacia dos sacerdotes [sempre um mal!] se consolidou no sistema de castas.” Em breve, THE LAWS OF MANU no Seclusão.
“Os chamados impuros ou párias não pertenciam a nenhuma casta [<quinta casta>]. Eram nascidos de uma união de pessoas de castas diferentes [superficial: não procede – apenas se forem provindos de união não-sancionada – e desde que um brâmane tenha pelo menos 4 esposas a 4ª pode até ser uma Sudra] ou de expulsos de suas castas por terem violado as leis. Não podiam viver nas cidades, ler os livros sagrados [falso: nem mesmo os shatriya podem ler o Veda!] e banhar-se nas águas do Ganges.”
Ahura Mazda deriva de ashura, senhor, deus menor hindu. E no entanto os outros deuses são devas, que na etimologia seriam aproximados de dev, demônio. Ou seja: Índia e Zoroastrismo são essencialmente opostos (pode-se dizer que uma religião é a outra de ponta-cabeça). E no entanto estas duas religiões são um contraste absoluto com as noções hebraicas – formando-se um triângulo de oposição entre macro-religiões, a dos judeus a mais contrária e refratária às outras crenças.
Sempre imaginei que Maniqueísmo e Mazdeísmo ou Masdeísmo (o Zoroastrismo, enfim) fossem sinônimos. O que não quadra é a informação seguinte: “Maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística ensinada pelo profeta persa Mani (ou Manes), combinando elementos do Zoroastrismo, Cristianismo e Gnosticismo” O mais curioso é que Mani é muito próximo de Manu, autor de um dos códigos de lei mais antigos, inscrito no hinduísmo e obedecendo aos Vedas. E manes também é uma nomenclatura para determinada classe de divindades importantes na ritualística bramânica.
Zoroastrismo (doutrina mais pura) > Masdeísmo (refundação “decadente”)
“Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.” E ainda: médica, casamenteira (inscrito em amor e magia) e incentivadora da agricultura, patrona da harmonia e das festas, além de governante no sentido sócio-político, ao lado de seu marido Osíris. Podemos portanto chamá-la sem equívoco de Deusa da Cultura Egípcia, ou Embaixadora do Egito enquanto civilização. Teria originado o Rio Nilo. Por diversos acontecimentos da mitologia, é associada à árvore do tamarindo. Por último, Ísis também é a deusa da Morte ou da transição da vida terrena para a próxima vida, tendo criado o ritual do embalsamento.
MITOS & ARQUÉTIPOS
Nas odisséias de Ísis e inúmeros outros deuses de outras mitologias há sempre uma cena arquetípica: a deusa (sempre uma mulher), disfarçada, se torna ama de um príncipe recém-nascido, filho do rei do local. A ele se afeiçoa e deseja presenteá-lo com a imortalidade mediante um ritual que, visto pelos olhos de um leigo, parece um homicídio hediondo, geralmente envolvendo as labaredas do fogo. Sempre, no momento de ser consumada a imortalidade, o ritual é interrompido por alguma testemunha do palácio e o príncipe nunca obtém a imortalidade. A estória de Zigfried e Aquiles é uma variante deste arquétipo, excluindo elementos como “príncipe ainda bebê” e a ama, que se converte noutra figura feminina, como a mãe de Aquiles, que o segura pelos calcanhares e o banha em águas que concedem a imortalidade – dando-lhe uma imortalidade parcial ou condicionada, destinada a ser vencida quando um guerreiro atinge seu ponto fraco, única parte mortal do corpo, o calcanhar-de-Aquiles.
No mito de Osíris há outra alusão a um ser assexuado ou hermafrodita, tema de inúmeros mitos, como o de Platão n’O Banquete, conotando uma suposta perfeição ou transcendência em relação à condição limitada dos dois sexos, fundindo todas as suas qualidades num ser Uno. Osíris fôra retalhado em inúmeros pedaços e pelos dons de Ísis e sua irmã voltou à vida, com todas as suas partes reconectadas, exceto a genitália, que havia sido devorada por um peixe do Nilo. Nasce o ser perfeito e assexual – e o que eu comentei acima de “nenhum deus pode ser hermafrodita”, cai por terra!
Hórus é o filho de Ísis e Osíris. Como a ressurreição de Osíris pôde ser apenas temporária, já que ele possuía o corpo mas sua alma já havia partido, Hórus foi concebido numa “atípica lua-de-mel” entre Ísis e o deus morto-vivo, que finalmente foi embalsamado e partiu de maneira pacífica ao Outro Mundo. Tal circunstância torna Hórus divindade dual, tanto da Vida quanto da Morte, e sua aparência reflete sua capacidade espiritual: meio-homem, meio-falcão.
Set, deus-cobra, arqui-inimigo de Hórus, Osíris e Ísis, entrou em combate com o filho do casal: este embate entre falcão e serpente é outro arquétipo. Nietzsche utiliza tal simbologia em seu próprio Zaratustra (o que podemos considerar o mesmo que: a superação de todas as religiões monoteístas após a morte de Deus, ainda que usando velhos nomes e velhos símbolos), em que Zaratustra é secundado por dois discípulos, uma serpente e um falcão [na verdade, águia], falantes. Como Zaratustra anuncia aquilo que virá muito além do bem e do mal, a serpente e o falcão não são mais, respectivamente, representantes nem do mal nem do bem.
Sobre Ísis (bom tropo para usar em um RPG): “Suas habilidades mágicas melhoraram muito quando ela tirou proveito da velhice de Rá a fim de enganá-lo, fazendo-o revelar seu nome e, assim, dando a ela acesso a um pouco de seu poder.”
A VIRGEM MARIA EGÍPCIA: “Do morto e castrado Osíris, Ísis extraiu por conta própria a semente viva. E muitas vezes foi retratada em pinturas ou esculturas com o divino filho, Hórus, sobre o joelho.”
“Osíris mandava no mundo dos mortos, seu falo perdido para sempre nas águas do Nilo, onde dele corria um fluxo interminável de sêmen, fertilizando os extraordinários campos do Egito todos os anos quando o rio transbordava.” “Osíris, o deus do sangue, julgava o malfeitor olhando dentro do coração do mesmo.” Isso não o impediu de cair numa simplória armadilha de Set.
“Bellenus é o deus celta do Sol.” “Era um dos principais deuses da mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itália e na costa mediterrânea da Gália.”
“Na antiga religião, antes da Igreja destruir este culto e transformá-lo no que se conhece como <bruxaria>, os camponeses iam para os bosques de carvalhos à noite e acendiam enormes fogueiras para a deusa, o que tornou esta festividade conhecida como As Fogueiras de Beltane.” Origem de nossa festa junina, cristianizada.
“Mabon (pronuncia-se mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião wicca. (…) corresponde a (…) 20 de março no hemisfério sul e (…) 22 de setembro no hemisfério norte”
“o ano-novo pagão (Samhain – pronuncia-se sou-en)” etimologia: samh, verão + fuin, fim. “É uma época de quilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.”
“O nome Mabon veio de um deus celta (também conhecido como Angus), o deus do amor.”
“Lughnasadh (pronuncia-se lusaná) é também conhecido como Lammas ou Festival da Primeira Colheita. (…) Celebrado dia 2 de fevereiro no hemisfério sul”
“O nome lusaná tem suas raízes em uma festa agrícola típica dos célticos. (…) em honra ao deus (…) do Sol: Lugh”
“Já o nome Lammas significa <A Massa de Lugh>, que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com grãos, que representam a colheita”
“coven (grupo de bruxos)” ui ui ui!
Mani: a deusa brasileira da mandioca, alva como a lua!
“grande parte da tradição do Halloween, do dia de todos os santos e do dia dos finados pode ser associada ao Samhain.” “Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samhain com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no séc. XIX.” “Era também a época em que o Sidhe (nome celta para duende) deixava antever o outro mundo.” Origem ainda do espantalho ou do Jack o’Lantern.
MITO <TEBAIDO> (+1 ARQUÉTIPO PARA A LISTA…): “A religião mitraica dos magos tem uma lenda como a maçonaria. [?] É a seguinte: Mitra (Luz) (…) nasceu da <rocha generativa>, [a pedra do gênesis de Raul Seixas?] debaixo da sombra de uma árvore sagrada. Uns pastores foram testemunhas (…) Viram-no sair da rocha, com a cabeça adornada (…) armado de um cutelo e levando uma tocha para iluminar as trevas” Pedra do tempo; quem tem teto de vidro que atire o primeiro dente!
“Os pontos em comum entre a mitologia maga e a vida de Cristo segundo os evangelhos saltam à vista.” Com toda a certeza.
“O mitraísmo – religião da moda no Império Romano – cultuava Mitra e a supracitada mitologia não poderia ficar de fora. Provavelmente os líderes da embrionária Igreja Católica optaram pela absorção da mitologia dos magos, amalgamando-a com a história de Jesus para adaptar o cristianismo às crenças romanas e, deste modo, torná-lo aprazível aos mitraístas, facilitando a conversão.”
“Na tentativa de consolidar a totalidade do Imp. Romano sob o seu domínio, Licínio o Breve [imperador da banda oriental] marchou contra Constantino. Como parte de seu esforço para ganhar a lealdade de suas legiões, L. dispensou o exército e o serviço civil da política de tolerância do Edito de Milão, [que cessou a perseguição aos cristãos] permitindo-lhes sua expulsão. Alguns perderam propriedades e outros a vida. § Constantino venceu a guerra em 324 d.C.”
“Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido em 1546 (no Concílio de Trento), sendo incluídos o Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiastes ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, os Livros dos Macabeus e ainda outros.”
LINHA DO TEMPO (somente inseri os mais relevantes)
ANO – nº romano do Concílio – local – principais resultados
325 – IV – Nicéia – Apostasia do Arianismo; Fundação da Igreja Católica.
432 – VI – Éfeso – Apostasia do Nestorianismo.
451 – VII – Calcedônia – Apostasia do Monofisitismo.
553 – VIII – Constantinopla – Apostasia do resiliente Nestorianismo!
681 – IX – Constantinopla – Apostasia do Monotelitismo.
767 – X – Nicéia – permite a veneração de imagens [destruição do cristianismo primitivo, na opinião de muitos protestantes…]
(Entre 867 e 1064 – incontáveis cismas, mas o principal, entre a Romana e a Ortodoxa.)
869 – XI – Constantinopla – primeira trégua provisória Ocid. x Or.
1123 – XII – Latrão – Apostasia do Valdensismo e Albigensismo.
1139 – XIII Latrão – idem [!]
(Seguiriam mais dois em Latrão para o mesmo fim, o segundo em 1215 – XV Concílio.)
Daqui em diante não importa o número, os concílios são cada vez mais estapafúrdios, se já não o eram o bastante…
1431 – Concílio da Reforma (Basiléia, Ferrara, Florenza e Lausana)
1517 – real surgimento das Igrejas Protestantes (conclusão do processo de cisma iniciado quase um século antes). (Trento)
1545 – Contra-Reforma (Trento)
1870 – A grande besteira e heresia da infalibilidade papal, que duraria muito pouco tempo para uma religião milenar! (Vaticano)
1962 – “Concílio da modernização”, para fisgar os beatlemaníacos e afins!
“O judaísmo era para ser uma filosofia de vida e não uma religião (assim como o cristianismo deveria[, e o hinduísmo logrou]).”
RECAPITULAÇÃO:
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Essênios: judeus mais ortodoxos (anti-fariseus).
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A partir dos cismas com os essênios, tudo é história política.
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Os essênios eram vegetarianos e nunca sacrificaram animais a Javé. Não havia quase nenhuma lei religiosa entre eles.
“Os hebreus (<descendentes do patriarca bíblico Éber>) é o nome dado ao povo que viveu na região do Oriente Médio a partir do II milênio a.C., e que daria origem aos povos semitas como os árabes e os israelitas, antepassados históricos e espirituais dos atuais judeus e muçulmanos.” “Os hebreus permaneceram por 3 séculos na Palestina, até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região.” Não me admira inventarem a estória de Noé depois de tamanho trauma.
No regresso à Palestina, após a escravidão egípcia e a morte de Moisés, assim era a demografia (principais etnias):
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hebreus
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cananeus
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filisteus
Começa o Estado judeu.
A teoria de que os altos impostos derrubaram o reinado de Salomão (ancaps aprovam!).
Dominação assíria-babilônica da etnia já dividida em dois reinos (patética decadência).
Alexandre, o Grande bem que tentou mais uma vez separar o que jamais deveria ter sido novamente reunido (judeus e Palestina), mas depois de sua morte o ciclo seguiria…
“palestinos, descedentes dos antigos filisteus” Gostaria de saber como essa palavra foi virar uma crítica da erudição acadêmica!
Suriman destaca os versículos sobre holocausto animal: Gênesis 8; Êxodo 18; Êxodo 29; Levítico 1, Levítico 4; Levítico 4; Números 6; Números 7; Números 8.
Espírito Santo, do hebraico Ruach Ha Kodesh. Suriman defende que a única razão d’<O> Espírito Santo (seria apenas ‘um espírito santo’) ter adquirido tamanha importância no credo cristão se deveu a um erro de tradução de Jerônimo. Depois cita o mesmo fenômeno como “jogada de mestre por parte da Igreja”. Ou é jogada de mestre ou é erro não-intencional de um tradutor honesto! Nem a Igreja é tão “inteligente” nem Jerônimo, patrono dos tradutores, era tão burro.
CITANDO O MIDRASH: “o Espírito Santo foi concebido como sendo por vezes um homem e outras uma mulher.” Aí está a drag queen do “pastor” André (indo pra) Vala***.
O Talmude também “enche” o saco com “aparições” do Espírito Santo ao longo da ZZZzzzhis…, perdão, da zzzhistória.
“qualquer um que ensine a Torah em público partilha do E.S.” Virou um diplominha à la Direito pelo UniCEUB. Hahaha!
“A visão judaica retrata, na idiossincrasia deles, a sintonia com o PAI e, conseqüentemente, com o Cosmo.” Quem é esse PAI, e esse Cosmo?! Qual a religião do autor?! Não me diga que é espírita?
EQUAÇÃO DA FÉ
(Torah + Neviim + Ctuvim) = Tanach = Antigo Testamento
“hoje a maior parte dos estudiosos são unânimes [ou são unânimes ou são a maior parte… os dois não dá!] em concordar que Moisés não é o autor do texto que possuímos” Ó!
Talmude = Torá oral (que virou livro, duh)
Torah = Pentateuco, para todos os efeitos
Chumash (os 5): Bereshit, Shemot, Vayicra, Bamidbar, Devarim
“O conteúdo do Tanakh é equivalente ao A.T., porém com outra divisão.”
Neviim = livros dos profetas, juízes, reis, etc. (História de Israel, haha)
Ctuvim = resíduo salomônico, Jó, Eclesiastes, Crônicas (senta que lá vem MAIS história…) etc.
“Maomé não escreveu o Alcorão.” U-a-u!!!
Sufismo (os hereges místicos do maometismo, necessários, conforme toda religião monoteísta ensina): desdobramento em Cabala e Gnose.
POEMA DO ASSIM
ZAratustra: início e fim, A a Z.
choro-riso-choro
dança-reza-dança
sim-sala-bim
coisa ZAntiga ZAgora voltam às modaz.
Zaratustra se perguntava na infância: quem estipulou o valor dos valores?
“Zaratustra, nascido de uma virgem…” Porra, variem um pouco o arquétipo!!!
“Dos 20 aos 30, Z. viveu quase sempre isolado, habitando no alto de uma montanha, em cavernas sagradas.” “Em outros relatos, teria ido ao deserto, onde fôra tentado pelo diabo…” Dá até preguiça de digitar
“Após 7 anos de solidão completa…” Ué, não eram 10?
“Em dez anos de pregação (30-40 anos) teve somente um crente: seu primo.”
“Ninguém o escutava. Ninguém o entendia.”
É preciso aprender a colher desprezo onde esperas carinho! Depois garfas esses malditos – tudo tem sua hora…
“Com 40 anos realizou milagres…” Poxa vida, até então era só um homem comum. Plot twist nota zero!
“Aos 77 anos ele teria morrido assassinado enquanto rezava no templo”
“Em seu sentido mais abrangente, o gnosticismo significa <a crença na salvação pelo conhecimento> (Joan O’Grady).”
COSMOVISÃO DUALISTA
A tentativa de conciliar Jeová, o deus mau, com o do Novo Testamento.
Principais “patronos”: Marcião (marcionismo); Valentim (valentinismo ou valencionismo), Nestor (nestorianismo). Nenhum desses escapou de ser perseguido pela igreja…
Aeons, Pleroma, Demiurgo, décimo terceiro aeon, …
Pelo menos reconhece-se que a era cristã é decadente!
“Os escritos joaninos são do final do 1º séc., quando nasceu o gnosticismo.” O mais ‘malvado’ dos escritores do NT.
Um rip-off do hinduísmo, em minha modesta expertise… Tanto que a maneira como os gnósticos se expressam é muito similar à minha interpretação dos Vedas: “Assim, os primeiros cristãos sabiam que 2 tipos de pessoas se achegariam ao cristianismo, um tipo sem o toque pneumático [e que tal torque? haha], e, portanto, incapaz de aproximar-se da salvação pelo conhecimento e pela sabedoria dos Mistérios, mas possuindo apenas capacidade de assimilar pela fé o lado superficial da Lei; o outro tipo, tocado pelo dom pneumático, pela centalha-espírito, que possuiria plena capacidade de assimilar os conhecimentos e a sabedoria dos Mistérios divinos e descer ao nível do profundo e espiritual da Lei, podendo gozar de completa iluminação e redenção.” Trecho de Orígenes, De Principiis
Trocando em miúdos, há duas religiões neste mundo: a dos superiores e a dos inferiores. Ou o que é mais: há a existência esotérica (Filosofia transcendental) e a exotérica (tudo o mais, filosofia ou qualquer outra coisa). “Outro patamar”… O princípio ecumênico do brâmane “em toda cultura posterior”…
Aspectos esotéricos da doutrina de Cristo: mais esotéricos do que a própria ortodoxia; mais ortodoxos do que os (maus) ortodoxos! Ver ainda mais sobre: naasenos ou ofitas; perates; sethianos; docéticos; carpocráticos; basilidianos (Basílio).
(mais conhecidos em negrito) “Com o passar do tempo, os herdeiros da tradição gnóstica e maniqueísta foram mudando de nome. Podemos indicar o aparecimento dos seguintes grupos: entre os sécs. III e IX: Euchites, Magistri Comacini, Artífices Dionisianos, Nestorianos (DV), e Eutychianos; no séc. X: Paulicianos e Bogomilos; no séc. XI: Cátharos, Patarini, Cavaleiros de Rodes, Cavaleiros de Malta, Místicos Escolásticos; [!!!] no séc. XII: Albigenses, Cavaleiros Templários, Hermetistas; no séc. XIII: a Fraternidade dos Winklers, os Beghards e Beguinen, os Irmãos do Livre Espírito, os Lollards, e os Trovadores; no séc. XIV: os Hesychastas, os Amigos de Deus, os Rosa-cruzes (Johann Valentin Andrea), os Fraticelli; no séc. XV: os Fraters Lucis, a Academia Platônica, a Sociedade Alquímica, a Sociedade da Trolha [!], os Irmãos da Boêmia (Unitas Fratrum); no séc. XVI: A Ordem de Cristo (derivada dos Templários), os Filósofos do Fogo, a Militia Crucífera Evangélica e os Ministérios dos Mestres Herméticos; no séc. XVII: os Irmãos Asiáticos (Irmãos Iniciados de São João Evangelista da Ásia), a Academia di Secreti e os Quietistas; no séc. XVIII: os Martinistas;no séc. XIX: a Sociedade Teosófica.” Teosofia é uma palavra que cheira mal…
Paulicianos como alguns dos mais persistentes e perseguidos dentre todos…
“Pouco material chegou até os dias de hoje; a maioria dos personagens e suas doutrinas só pôde ser conhecida por meio dos criticos do gnosticismo. A maior polêmica contra os gnósticos apareceu no período patrístico [proto-Escolástica], com os escritos apologéticos de Irineu (130-200), Tertuliano (160-225)¹ e Hipólito (170-236).”
¹ Um dos primeiros posts do Seclusão: https://seclusao.art.blog/2017/01/30/patience-tertullian/.
“Por isso a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi em 1945 foi de suma importância, visto que seu conteúdo é eminentemente gnóstico. O achado impulsionou as pesquisas sobre o assunto na 2ª metade do XX. Estes manuscritos totalizavam 52 textos, em 13 códices de papiro, escritos em copta. (…) 3 obras pertencentes ao Corpus Hermeticum [Códice Askew, Códice Bruce e Códice de Berlim] e 1 tradução parcial da República de Platão.”
“No séc. XX, Jung pesquisou profundamente as doutrinas gnósticas, inclusive ajudando no trabalho de organização da Biblioteca de Nag Hammadi, e fez uma ligação entre os mitos gnósticos e os arquétipos do inconsciente coletivo. Escreve[u] o livro Sete sermões aos mortos sob o pseudônimo de Basilides de Alexandria, onde coloca a sua visão gnóstica em 7 textos no formato dos evangelhos.” Não sabia disso! Googlando, só encontrei um documento de 11 páginas…
Ironicamente, a-gnósticos assume uma conotação extremamente pejorativa se levarmos os gnósticos em consideração!
“Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo uma metodologia de trabalho interior.” Mas só faltava mesmo essa! Chega de clero em tudo e qualquer coisa, até nas doutrinas anticlericais!
“A magia hermética passou por um renascimento no séc. XIX europeu, quando foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado [haha] e Eliphas Levi. No séc. XX foi estudada por Franz Bardon.”
Nem tudo que é hermético é hermético (haha).
Caibalion, livro-síntese do hermetismo do século XIX.
9 9 9
“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima.”
…God is satan deep below, satan is God high above
In the end it’s all the same…
Mercyful Fate, 9
6 6 6
“Muitos historiadores consideram os Vedas os textos sobreviventes mais antigos.” Coincidência ou destino? Não há começo ou fim para a sabedoria. A vida seria um erro sem… os Vedas?!
O autor nada sabe sobre o bramanismo. Mero conhecimento linear de wikipedia!
* * *
Pode-se chamar de tradição algo que sequer monta a 70 anos (‘religião’ wicca)? Vários artigos ainda em uso do capitalismo (valor transcendental = 0) têm mais tradição do que isto!
“Os dados que temos nos mostram que a maioria dos wiccanos dos dias de hoje são solitários, i.e., não participam de nenhum coven.” Hahaha! Incel ideology.
O tal do Perispírito encerra com chave de bosta a obra (engano meu, ainda havia muitas páginas desgostosas, vide abaixo). O mais chucro sobre esse “pessoal” é que eles querem transformar suas crenças sobre reencarnação e plano astral em ciência, i.e., ficam buscando sem descanso uma ratificação empírica. O cúmulo da idiotia. Assim como Nietzsche afirma que o sono é o parente mais próximo da morte, aquele que não pára de falar sobre reencarnação é o mais covarde dos acovardados diante da morte. Fale de vida ou da própria morte, ou então não fale nada – falar em reencarnar é atestar sua insignificância e falta de propósito corrente (tudo o que importa valorar).
Volto a afirmar, se já não o fiz neste blog: numa hierarquia das religiões, eu sempre posicionarei o Espiritismo no degrau mais baixo de todos. A degradação da degradação de uma degradação de uma crença original. A pior das quimeras.
Pergunto-me, aliás, quanto do texto foi redigido efetivamente pelo autor e o quanto não foi recortado diretamente de enciclopédias públicas virtuais… 70% do livro são platitudes… Como eu retirei o equivalente a 30 páginas de meras “platitudes”? Ora, um dos meus hobbies confessos é acumular conhecimentos “chatos”, superficiais, bidimensionais, sou um leitor habitual da Wikipédia, é claro! Mas afora as curios, não há qualquer valor metafísico nestas páginas!
“Algumas fontes [dentro da sua cabeça] afirmam que Platão ensinava a reencarnação aos seus iniciados e a metempsicose aos leigos.”
Atenção, ainda há algumas páginas para exibição das tendências sádicas do autor!
“No Liber Sententiarum Inquisitiones (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Gui (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro.”
“Roda do despedaçamento: uma roda onde o acusado era amarrado na parte externa. … Dama-de-Ferro … a 1ª ref. confiável de uma execução com a D-F data de 14/08/1515. A vítima era um falsificador de moedas”
“Berço de Judas: peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada ‘sentada’ sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, o cóccix ou o saco escrotal.”
“Potro … Na legislação espanhola havia uma lei que regulamentava um nº máx. de 5 voltas na manivela para que, caso a vítima fosse considerada inocente, não sofresse seqüelas irreversíveis. Mesmo assim, era comum que os carrascos, incitados pelos interrogadores, excedessem muito esse limite e a vítima tivesse a carne e os ossos esmagados.” Nem Hitler pensaria em criar um Código Penal dos Campos de Concentração. Talvez estejamos aqui diante do ápice da maldade humana…
“A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres.” Como filosofar com a espada!
“O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.” Alguma dúvida de por que a Peste Negra quase exterminou o “píncaro da civilização” dos sujismundos europeus?
“Cremação … Para garantir que morresse queimada e não asfixiada pela fumaça, a vítima era vestida com uma camisola embebida em enxofre” A banalidade do mal.
“Hoje a Igreja ainda pode emitir um admonitum: uma advertência para o fiel, em determinados casos. É o atual modus agendi da Igreja para declarar que uma obra literária é nociva à fé. Parece inverossímil, mas o caso citado a seguir é contemporâneo (final do séc. XX). Este absurdo medieval aconteceu com o frei Leonardo Boff, um teólogo militante dos direitos humanos desde 1972. Cada livro que ele publicava era objeto de análise do Santo Ofício. Trata-se de fato recente. Ele sentou na mesma cadeira na qual sentaram Galileu Galilei e Giordano Bruno, entre outros. Lugar no qual eram e continuam sendo julgados os inquiridos, no Palácio do Vaticano, onde está tudo exatamente como antes, inclusiva [na arquitetura] a famosa Sala de Torturas.”
“FREI BETTO: [O processo] até piorou, porque atualmente, depois do estabelecimento da infalibilidade do papa, nenhum réu pode ter direito à defesa; não se pode partir do princípio de que a autoridade eclesiástica errou. (…)
BOFF: (…)
FREI BETTO: Não pode pedir perdão?
BOFF: Não.
BETTO: Não pode se defender, constituir advogado…
BOFF: Não pode. Aliás, existe advogado, mas você não conhece. Você tem um adv. chamado advocatus pro autore, que não conhece, que com os cardeais faz o adv. do diabo, toma a minha defesa, mas não pode conversar comigo.
BETTO: Você pode falar ali?
BOFF: Não, só responder. E você (…) não sabe quem são os acusadores. Só conhece algumas perguntas; o cardeal é que tem todo o material, extenso, que é o documentário dele.”
AUTOR OTIMISTA! “Não obstante, graças à era da informação, aos poucos as pessoas estão se libertando desses grilhões e passando a pensar por conta própria, sem medo de questionar e nem de pesquisar.” “Só permanece na ignorância quem quer.” Kardecismo liberal: nojento! Com certeza apóia o homeschooling… Mirar diretamente o sol é o mesmo que a cegueira, senhor. Isso que eu chamo de tunnel vision: mesmo pessoas obscurantistas se crêem iluminadores em nossos tempos mesquinhos…
BLIOGRAFIA (alguns livros que me parecerem interessantes da seção final…)
4 livros de Kardec, malíssimo, malíssimo sinal!…
…
É, nenhuma das leituras me pareceu fundamental! Vade retro.
