Os 13 procedimentos de tradução: palavra-por-palavra, literal, transposição, modulação, equivalência, omissão x explicitação, compensação, reconstrução de períodos, melhorias, transferência (sub-categorias: estrangeirismo, transliteração, aclimatação, transferência com explicação), explicação, decalque e adaptação.
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PALAVRA-POR-PALAVRA
Catford (1965), Newmark (1988), Aubert (1987).
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LITERAL
adversário: Vázquez-Ayora (1977)
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TRANSPOSIÇÃO
Catford (1965), Newmark (1988), Vinay & Darbelnet (1977), Vázquez-Ayora (1977).
Mudança de classe gramatical de determinadas palavras por falta de correspondência interlinguística.
O advérbio inglês é o maior inimigo do bom português.
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MODULAÇÃO
Vinay e Darbelnet (op. cit.), Vázquez-Ayora (op. cit.), Newmark (1981, op. cit.)
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EQUIVALÊNCIA
Vinay e Darbelnet, Vázquez-Ayora, Newmark.
ex: God bless you!; piece of cake; Sincerely yours…
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OMISSÃO X EXPLICITAÇÃO
Vázquez-Ayora
ex: pronomes obrigatórios no Inglês e Alemão.
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COMPENSAÇÃO
Nida (1964), Vázquez-Ayora, Newmark.
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RECONSTRUÇÃO DE PERÍODOOS
Newmark
“Na tradução do português para o inglês é muitas vezes necessário distribuir as orações complexas do português em períodos mais curtos em inglês. Na tradução do inglês para o português ocorre o inverso.”
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MELHORIAS
Newmark
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TRANSFERÊNCIA
Newmark
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Estrangeirismo ou Empréstimos (cf. Vinay e Dalbernet) ou Transcrição, Transferência, Adoção (cf. Newmark)
Cópia literal, com grifos ou aspas.
Normas de editoração: Silva (1984), Houaiss (1975).
Câmara Jr. (1977) diz: “Com o passar do tempo, sendo o vocábulo estrangeiro amplamente aceito pelos falantes, este tende a se adaptar à fonologia e à morfologia locais, tornando-se o estrangeirismo em empréstimo.” Pei (1966): “Esse processo chama-se aclimatação.” Ex. de aclimatação inglês-português: chulipa (sleeper), escrete (scratch), nocaute (knockout), piquenique (pic-nic), sinuca (snooker), time (team).” (Ferreira, s/d)
“Embora o termo empregado por Vinay e Dalbernet não seja estritamente correto, pelos motivos examinados acima, já adquiriu livre curso entre tradutores, professores e teóricos da tradução.”
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Transliteração
Catford, Dubois (1978), Pei (op. cit.).
Ex: glasnost (transcrição do alfabeto cirílico)
Não ocorrem entre línguas do alfabeto romano.
Normas de editoração: Maillot (1975), ABNT (1961).
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Aclimatação ou Decalque (cf. Pei e Crystal, 1980)
Facultativo (vide “a”).
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Transferência com explicação
Nida, Newmark.
Devem ser feitas em notas de rodapé (ou de fim de capítulo, de fim de livro) ou diluídas no texto principal.
A explicação pode ser via equivalente cultural ou funcional (quando é oficial, p.ex. High School, que é o ensino médio). Ex: bac francês um “vestibular”.
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EXPLICAÇÃO
Nida
Indicada como substituta do estrangeirismo para formatos como o teatro ou a Bíblia (evita notas de rodapé, adapta a idéia sem marcadores no texto).
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DECALQUE (Aclimatação em Vinay e Dalbertnet)
“Tal como o estrangeirismo e a aclimatação, o decalque só pode ser detectado em uma tradução existente através de uma análise diacrônica, que determine se já havia sido usado ou não, como observa Alves (1983).”
Para mim é um procedimento irrelevante, já subentendido nos demais.
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ADAPTAÇÃO
Vinay e Darbelnet, Vázquez-Ayora, Newmark.
Quando o contexto é ininteligível ou por algum motivo censurável ou condenável na LC ou TL.
Ex: quando um livro de sucesso com conteúdo pornográfico é traduzido para a língua de um país que proíbe e/ou censura esse tipo de conteúdo. Serão utilizadas atenuações. Um beijo na boca pode se tornar um beijo na testa ou na mão, conforme os costumes locais, etc. Outro ex.: quando personagens de um livro que não necessariamente se ambienta na China compartilham uma refeição de cachorro num restaurante. A matéria não é relevante para a obra, mas ofenderia nossa moral e senso culinário.
