Baseado em anotações de 11 de agosto de 2019.
1. A OBJETIVIDADE DO CONHECIMENTO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS
“O historiador moderno de espírito relativista sente a necessidade de obter os padrões dos seus juízos a partir da ‘própria matéria’ do seu estudo. [método científico auto-justificador] E o atrativo estético desse procedimento constantemente o incita a esquecer a linha que separa o ‘tipo ideal’ [instrumento simplificador que se sabe simplificador] e o ‘ideal’, [descrição não-fidedigna], donde esta situação intermediária que, por um lado, não pode reprimir o juízo de valor, e que por outro tende a declinar a responsabilidade dos seus juízos.” O fazer-ciência pós-moderno: acredita-se no que se quer; referenda-se o subjetivismo descontrolado do pesquisador. No fundo é apenas uma questão de tato: ou se o tem ou não se o tem.
O tipo-ideal foi cunhado como solução empírica para o problema do relativismo de todo discurso e de todo conceito. Porém não consegue escapar do estatuto do metafísico. O fazer-sociológico, mesmo o compreensivo, é Metafísica. Marx empreendeu a dialética trágica, o super-empirismo, o principal rival da escola compreensiva. Hoje podemos afirmar: os tipos-ideais são mais perecíveis que as leis econômicas d’O Capital.
2. AS CAUSAS SOCIAIS DO DECLÍNIO DA CULTURA ANTIGA
A inadmissibilidade moderna da escravocracia.
A idade média como transição entre a comunhão mágica e a degenerescência (individualização, liberalização).
O dilema do Império Romano: impasse entre recrutamento para o exército ou serviço remunerado no campo. O Estado precisava de dinheiro para custeio do exército e no campo o pagamento era diretamente em bens. Ou havia falta de comida, ou havia deficiência de segurança nas fronteiras. Então os bárbaros começam a ser contratados – as forças militares se tornam milícias. O comércio decai. Buraco-negro desmantelador: Roma como grande fisco não se pagava, ao mesmo tempo que empobrecia a periferia. Incapaz de gerar riqueza.
