[ARQUIVO] GÊNIO PRECOCE? GENEALOGIA DE UM MAL, VISLUMBRE DA CURA.

Original – e PROFETICAMENTE – publicado em 14 de outubro de 2006! Com trechos censurados, por motivos óbvios.

Sou Rafael e Araújo Aguiar, 18 anos, cursando jornalismo (2º semestre, turno noturno) pelo UniCEUB-DF. Estou no projeto Abrigo Polar¹ por intermédio de B., o qual conheci por M., antigo vizinho e estudante do Colégio Militar de Brasília, onde estive detido por quatro anos e meio.

¹ (P.S. 2024) Era um blog com mais três pessoas, nenhuma delas do curso de jornalismo.

Como bicho solto, vejo o mundo de uma forma ainda pior e mais ácida. Minha cefaléia deve decorrer das relações invariavelmente atritantes com pessoas de intelecto inferior (porém, em oposição à capacidade cerebral, insinuantes demais), que proliferam no meio em que me encontro.

Sempre tive uma rotina de postar em blogs, de traduzir matérias do inglês, de divulga-las entre amigos, no MSN Messenger e mais recentemente no Orkut, além do finado IRC, é claro. Às vezes me cansa ser tão atarefado. Mas pela primeira vez em muito tempo pareço sentir aquela lesão por esforço repetitivo nos meus dedos ao digitar este excerto, e uma fadiga muscular generalizada. (…)

Sinteticamente, eu não sei quando farei meu regresso com matérias palatáveis. Meu estado físico-mental é muito mais lastimável do que a descrição permite imaginar. Não tenho certeza do meu futuro como jornalista, muito embora esteja virtualmente certo de que vá me formar. O curso em si me agrada, não obstante os estágios nas redações me dêem calafrios. Todos são deveras burros, seu eufemismos: burros. Talvez seja coisa de jornalista esportivo. Talvez seja coisa de jornaleco da capital. Não gosto de apurar matérias na rua ou falar ao telefone. Gosto de “googlar”. (…) até ter um espaço de livre emissão de opinião um profissional do ramo sofre muitas perdas, para as quais não me julgo preparado. Ou, se assim me julgo, meu sistema nervoso me faria ser demitido antes do tempo.

Recentemente briguei com o staff do horariodebrasilia.com e larguei o “projeto” (“pôjéto do pôfêxô”, como diria Vanderlei Luxemburgo). Veja que o Abrigo Polar é PROJETO, sem aspas.¹ É que no HdB são todos muito burros. Sem exceção. Nem hipérboles. Não são “iniciantes”, “caras com falhas”. São arrogantes, prepotentes, cínicos, despreparados gramatical e intelectualmente, e se julgam no direito de oprimir – os mais fortes –, quanta petulância! Não têm coisas produtivas a dizer, e tudo que explicitam o fazem de modo incrivelmente abestado. Abestado, um adjetivo bem nordestino; gosto de remontar a minhas origens (…) Eles mudavam meus textos, depois de enviados, sem que me avisassem dessas insidiosas alterações. “Manipulação do repórter.” Ah, se eu não tivesse olhos de águia (envoltos por lentes de 7 graus e meio de miopia)…

¹ (P.S. 2024) Embora tenha durado tanto quanto as calotas polares estão destinadas a durar frente às protelações na redução da emissão de CO2 pelos países ricos, dentre outras medidas.

Eu vou dar a volta por cima. Eu vou colocar todos os burros em seus devidos lugares. Eu juro. Nem que seja como professor de sociologia, distribuindo conceitos II e MI. Nem que seja como funcionário público que trabalha pouco, ganha bem e dedica seu tempo ao ócio cibernético. Como jornalista minhas chances serão menores, sem embargo permitam-me assim denominar-me ao menos pelos próximos 4 anos.

Eu grito com as pessoas quando não gosto. Alto. Se é pela internet, dizem que é ainda pior – e eu não uso microfone.

Sou Rafael de Araújo Aguiar do Abrigo Polar. Em meu iglu vou aguardar, até a dor de cabeça passar.

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