[ARQUIVO] O FEITIÇO VIROU CONTRA A FEITICEIRA

Originalmente publicado em 4 de dezembro de 2010

Noite, noite, noite…

Você me tranqüiliza…

Por que é que não me engole?

de uma vez…

Os dias demoram a passar

Para teu azar

não foram só eles que senti que, afinal,

iriam expirar

(em sua lenta agonia)…

Porque a lança com que me atravessaste,

não sabes,

mas tua imperícia já fez com que a ferida

cicatrizasse…

Acaba de passar,

meu sentimento de te amar

O que chamas de desperdiçar,

se pelo ar oxidam-se as chamas

nada devagar?

Pensar que em vão?

Mas cinzas deixam na lareira,

para recomeçar a fogueira

Assustada e atroz,

a nova, como a primeira?

Me doaria feito uma fênix

à cegueira;

mas já não posso mentir,

a menos que tu queiras

Freiras matreiras guerreiras,

erguei-as!

Não são as de pano preto e bíblia na mão,

essas devotas.

Derrotas dessas são,

na insídia e na falta de enlevo,

enganos do coração santo e são

Adianto que me espanto

diante do tanto que pequei

devido a teu infiel encanto

Antro de perdição,

ou de perdizes,

que me dizes?

Meretrizes pelos cantos,

saindo das filiais e matrizes?

Patifes, vós sois os culpados!

Entrais no salão todos armados,

de um bom bocado de querer-ser-macho

e afastam o lastro dourado

da flor, antiga e específica

simbologia dessa dor,

outrora digna de louvor

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre Seclusão Anagógica

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo