07/08/11
Estávamos em uma espécie de viagem.
As pessoas estão na praia. Vanessa dizia a Sandra que a palavra que eu escrevi para ela, a garota do intercâmbio, “intelligentis”, era para vir acompanhada de outras duas, uma antes e uma depois. De repente, Vanessa começava a cavar na areia – antes disso, Vanessa estava de pé com roupa de banho e Sandra sentada sobre uma toalha estendida na areia. As duas estavam de frente uma para a outra e o mar, embora eu não pudesse enxergá-lo, parecia estar às costas de Vanessa. Então Vanessa consegue encontrar a palavra “intelligentis”, como se eu a tivesse escrito na areia com o dedo momentos antes. E há rastros que não são identificáveis por enquanto como letras, tanto à esquerda quanto à direita da primeira palavra. Eis que a Vanessa começa a cavar mais e mais fundo, até achar um objeto: meus óculos, armação negra e lentes um pouco sujas.
Neste momento, Sandra sumia, e eu finalmente surgia. Eu estava muito contente e não sabia como agradecer por terem encontrado uma coisa tão importante para mim, sem a qual eu ficaria completamente incapacitado, refém do mundo. Dizia a Vanessa que não sabia o que faria se não fosse ela em minha vida. De repente, estávamos num quarto (como se fosse um hotel), eu, Vanessa e sua melhor amiga Lorena. Havia cochichos do lado de fora, a partir do corredor. Ou, melhor dizendo, havia murmúrios ou ecos, porque eram distantes demais. Mas eu tinha medo de que outros hóspedes pudessem intervir em hora tão delicada, o que me fez pedir a Lorena que fechasse a porta para eu poder conversar com mais privacidade com Vanessa. Eu queria desabafar, mas não sabia como começar… Minha primeira frase foi claramente: “I want to ask you some questions…”. No exato instante em que acabava de proferir este desejo, percebia que empregava o idioma errado e emendava com um “ops!”. Na seqüência, eu confessava estar apaixonado. Após minha confissão, nossos rostos nos aproximavam…
