Páginas destacadas e temáticas (ed. Escala):
24-5: história e metafísica
31: a alegoria do deserto; “a grande aranha do mundo”, a tecedora de fios.
35: Sócrates
45: sobre o fazer planos
49: cristianismo para os frígidos e estéreis
50: pistas sobre a erradicação do cristianismo na sociedade do trabalho
51: teoria do conhecimento e teologia cristã
53: Gaia-Ciência ainda sem nome…
54: o artista e a distribuição de seu dom
55: Baudelaire
65: Wagner como mulherzinha. O espaço de sua música é muito cheio (“melodia infinita”), não há a calmaria de Beethoven.
73: críticos de arte, as muriçocas de nossa cultura, levianos inocentes
77: “sophia”; gosto.
85: transição do sistema educacional
86-7: história compreendida como música
89: a aranha de 3 gerações
92: moda como libertação
93: nomadismo; sol e cegueira; Homero
95: Górgias
96-7: o paganismo grego
99: Ferramentas para compreender os fragmentos finais de N. Vocábulos semi-deus, infra-humano, mosca, estrela…
103: Ivan de Dostoievsky
105: Goethe tinha medo de ser poeta
106: saber viajar
107 (232): comédia pública; tragédia idiossincrática.
114: Platão, o teórico trintão
115: “a natureza da mulher se revela no timbre de seu riso.”
127: parece a Brasília concurseira; como se recai no belicismo.
136: a nostalgia
137: sonhar com pessoas e entes do passado; o pensador esgotado.
138: “Empregar o excesso como remédio [à alma ressequida], aí está um dos golpes de mestre na arte de viver.”
141: espírito do tempo
146: tributo aos principais filósofos e poetas de sua vida, mesmo àqueles que sói criticar
Laurence Sterne, A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy
“Quando nos sentimos à altura de uma coisa muito difícil, não toleramos que seja mencionada diante de nós.”
“Não sabemos se temos um dente de serpente antes que alguém tenha posto seu calcanhar sobre o que nos é caro.”
“Uma obra que deve produzir uma impressão de saúde deve ser executada no máximo com ¾ da força de seu autor.”
“Todo bom livro tem um sabor áspero quando aparece (…) Muitas horas deverão ter passado e muitas aranhas devem ter tecido suas teias.”
“Nem [os professores] se educam, como poderiam educar?” “A extraordinária incerteza de todo ensino público que, para todo adulto, dá a impressão que seu único educador foi o acaso – o cata-vento dos métodos e das intenções educacionais – se explica pelo fato de que, em nossos dias, as potências pedagógicas mais antigas e as mais novas, como numa tumultuada reunião pública, insistem antes em ser ouvidas do que compreendidas e querem, por meio das suas vozes, a todo custo, (…) [dizer que elas] existem ainda ou que já existem.”
“como poderíamos, pois, prescindir da nota baixa fundamental, profunda e muitas vezes inquietante, sem a qual a melodia não poderia ser melodia?”
“em geral as escolas primárias farão bem em dar preferência à arte dos olhos àquela dos ouvidos.”
“Aquele que considera a humanidade como um rebanho e que foge diante dela tão depressa quanto possível, será certamente alcançado por esse rebanho, que o cobrirá de chifradas.”
“Quando nos transformamos radicalmente, nossos amigos, aqueles que não se transformaram, se tornam os fantasmas de nosso próprio passado.”
“Cumpre tomar cuidado para não nos afiarmos muito cedo.” Como se fosse possível escolher.
“cada mestre só tem um aluno—e esse aluno se lhe torna infiel”
Anotações de cunho pessoal:
Calar-se ou desaguar o azedume numa conversa para nascer de novo? O que acaba sendo mais eficaz? Bipolar.
Cuidado!—Concentrar-se na obra deixa o gênio avoado e desleixado para sua própria imagem pública.
Juntem-se os conceitos demasiado humano e supra-homem e temos um paradoxo—apenas aparente.
De 23 a 25 de novembro de 2009
