NOMES-DO-PAI OU OS NÃO-TOLOS ERRAM – Trad. André Telles (Jorge Zahar, 2005)

Les Noms-du-Perre et Les non-dupe errent

Sistema SIR (na verdade R.S.I.)

O SIMBÓLICO, O IMAGINÁRIO E O REAL

Ensaio de preposições e predisposições

Saussure

Lorenz

Mallarmé

Reich

eu resisto!”

a resistência política

metabol

metanfet

mais en effet!

plus1

+ena

falogo

ergo ergo caio

sem tregar

Leenhardt

Não é um livro que mereça todas as recomendações”

Lévi-Strauss

proibido acertar a tabuada

Masserman

contraretratação

ele se tratou de novo

com-sem-tração

expansão social

ex-premido

tava demorando:

APARÊNCIA DA IDÉIA: “Ora, encontramos ali ilustrado algo que parece bem obscuro quando o lemos em Hegel, isto é, que o conceito é o tempo. Seria preciso uma conferência de uma hora para fazer a demonstração de que o conceito é o tempo. Coisa curiosa, o sr. Hyppolite, em sua tradução da Fenomenologia do espírito, contentou-se em colocar uma nota dizendo que esse era um dos pontos mais obscuros da teoria de Hegel.”

tô-aí

tô à toa qui

sempre compre

pre-dador

diz-posição

dur-ação

sem espaço, irmão

com-servo

pré-servo

sem-ciente

com-siso

Chamo símbolo tudo o que tentei mostrar com a fenomenologia.”

assim-inalo

malo es

ano malo

o-clusão

C

cluster

clister

crista de galo

ESPERTINHO: “É preciso sempre apresentar uma pequena ilustração para o que se conta.” quadratura do círculo

Tudo começa com uma risada (Rs).

SR – sem rendimento volte mais tarde ou não

Como dizia Chaves quando leu Hegel (tríade): Isso-Isso-Isso!

Daí ser preferível e necessário que o analista tenha uma formação tão completa quanto possível na ordem cultural.”

O rR é seu trabalho, impropriamente designado pela famosa expressão ‘neutralidade benevolente’, [o finito mal] da qual se fala a torto e a direito, e que quer simplesmente dizer que, para um analista, todas as realidades são, em suma, equivalentes, que todas são realidades. Isso parte da idéia de que tudo o que é real é racional, e vice-versa.” VV amigo

Hegel está errado, logo a análise é uma fraude. Pseudanálise.

Era marxista da terapia – ainda não chegou – nem com Deleuze.

Mas Marx também erra (geografia geóide)

psicologia dos fudidos

AA arx

xra VV

o círculo sendo tragado

o círculo sendo comido

o círculo enquanto quadrado

o círculo qua quadrado

Deus está torto (é um quadro na parede).

com-forto

axial

Lagache

sra. Marcus-Blajan

Ironicamente, o agorafóbico é o ansioso do espaço; e o ansioso o agorafóbico do tempo (agora).

Vie et Nam

Rien – Nein!

O Resgate do Soldado Nada

Spielberg the bloooooood

Portanto, a ansiedade é normal. Segue o gozojogo!

não estou mais tão sozinho, pois a culpa está Aguiar meus atos compulsórios.

Jeff Bezos circula fora do tempo terrestre, no espaço, o que quer dizer que ele não é um fudido pelo capitalismo (transcendeu a questão do paciente que não tem paciência, não precisa ser tratado, é dono dos meios de tratamento e produção)

é um sujeito realmente associal e exorbitante!

– Eu não sei do que chamar a interseção de duas retas, alguém pode me ajudar?

– Esse é um bom ponto!

– Acho que vou arranjar um nome para um dos lados do cubo!

– Esse é um bom plano!

– Vou comer a Terra!

– Esse não é um bom prato!

dr. Gessain

dr. Guest-alt

Para a criança, os adultos são transcendentes na medida em que são iniciados. O mais curioso é que as crianças não são menos transcendentes para os adultos.”

Serge Leclaire: SL: sujeito-lacan: Symbh0lyk0-l’Imaginaire

Leal-ao-maistre

Tomo um exemplo totalmente concreto, o dos sonhos” Tá de sacanagem, porra!

Um ser completamente engaiolado na realidade, como o animal, não tem nenhuma idéia disso.” Hohohoho!

embasamento embaçado

embaçamento embasado

Octave Mannoni

Wladimir Granoff

Todos do encontro se tornaram grandes analistas, que coincidência!

porque estavam ali, e não por que estavam ali

dr. Pidoux

Didier Anzieu (não é doutor, mas Dr. Anzieu mesmo assim)

Françoise Dolto: “Mas você é um mestre tão extraordinário que podemos acompanhá-lo mesmo só o compreendendo depois.”

podemos apanhá-lo mesmo só prendendo-o depois

Club do Zinco

Club do Porrete

Hegel é um Kant sublimado que não sente. Nem pouco nem muito. Que mal educado!

Entra no olvido. Sai pelo outro. Que Outro?

8vio: “O problema é saber se a imagem é símbolo ou realidade. Isso é extremamente difícil.”

INTRODUÇÃO AOS NOMES-DO-PAI

Tá me tirano, L.? “Peço que mantenham silêncio absoluto durante esta sessão.”

empata fodida, quero dizer…

preten-dia um dia

Angústia era do que Hegel era incapaz.

O que é o objeto a?” Me diz você!

Eu sou Engels e Lacan é o Sr. Dãring: “Fico tentado, no momento de deixá-los, a lembrar-lhes o caráter radical, totalmente reestruturante…”

Isso justifica essa psicologia de cartomante, que pode ser desenvolvida em lugares aparentemente os mais isentos, do alto das cátedras universitárias.” Do alto das associações psicanalíticas é possível ser também cartomante. Jogador de pôquer!

Isto é para fazê-los perceber sentir que os primeiros passos do meu ensino caminharam nas vias da dialética hegeliana. Era uma etapa necessária para investir contra o mundo dito da positividade.” O ruim da ‘dialética hegeliana’ é que uma vez dentro não se consegue sair dela – percebo sinto isso em você!

escansão é quando o poema perde a graça porque seu autor deixou de cantá-lo: ex-canção!

prestigiosa transmutação” de H.

a dialética hegeliana é falsa. É contradita tanto pela atestação das ciências da natureza quanto pelo progresso histórico da ciência fundamental, ou seja, a matemática.” É falsa sim, mas não por isso, seu nó cego!

Kierkegaard

DUHRINGUISMOS: “eis a falha que não nos permite tratar do desejo na imanência lógica exclusiva da violência como dimensão a forçar os impasses da lógica.”

os Padres da Igreja – permitam-me dizer-lhes que não os achei suficientes.”

Alguns sabem que pratico a leitura de santo Agostinho desde a idade pubertária. (…) Soube nos falar, claro, do Filho, e muito do Espírito Santo, porém temos, não diria a ilusão, mas a sensação de que uma espécie de fuga se produz sob sua pluma, por uma espécie de automaton, quando se trato do Pai.” Bom, pelo menos ele soube fazer música!!

seu protesto radical”

O Sou aquele que sou com que D. afirma-se idêntico ao Ser motiva um puro absurdo quando se trata do D. que fala a Moisés na sarça ardente.”

Na angústia, o objeto pequeno a cai. Essa queda é primitiva.” É o pinto de Adão depois da transa. Mas é apenas um levantamento (suspensão hegeliana), i.e., é temporário!!

Esse ato em que a criança, de certa maneira espantada, vira a cabeça ao se afastar do seio, mostra que apenas aparentemente esse seio pertence à mãe.”

Acredito que o homem sofre porque perdeu o seu seio!!

Com efeito, o seio é parte do complexo nutricional, que se estrutura diferentemente em outras espécies animais. No caso, ele tem uma parte profunda e uma parte chapada no tórax da mãe.”

objeto anal” “fenomenologia do presente” HÁ-HÁ-HÁ! “dom na efusão”

Ensaio sobre a dádiva ou ensaio sobre a borra de café.

A criança, ao soltar as fezes, concede-as ao que aparece pela 1ª vez como dominando a demanda do Outro”

Ovídio

Conrad Stein

Robertson Smith

Andrew Lang

Miticamente – e é o que quer dizer mítica mente –, o pai pode ser um animal.”

Prova disso é que Bertrand Russel se enganou quanto a isso” Conhecemos estranhas cabriolas de Bertrand Russell”

a cerâmica nunca teve oportunidade de tomar a palavra”

cocô-conformidade

se posso me permitir duplicar assim o prefixo”

O misticismo está em todas as tradições, exceto na que vou introduzir”

Eu tinha estudado um pouco de hebraico o ano passado pensando em vocês, as férias que lhes dou evitarão que tenham de fazer esse mesmo esforço.”

Pascal

Os gregos, que fizeram a tradução da Septuaginta, estavam muito mais bem-informados que nós.¹ Eles não traduziram Ehyeh acher ehyeh por ‘Eu sou aquele que sou’, como santo Agostinho, mas por ‘Eu sou aquele que é’, como’ – designando o ente, Emi to on, ‘Eu sou o Ente’, e não o Ser, einai.

¹ Eles eram bons tradutores, não é, L.?

Antes de nos emocionarmos como é praxe em ocasiões assim, poderíamos lembrar que sacrificar seu filhinho ao Eloim da esquina era corrente, e não apenas na época, pois isso continuou até tão tarde que foi preciso incessantemente que o anjo do Nome ou o profeta que fala em nome do Nome detivessem os israelitas prestes a recomeçar.” Dificilmente esse tarde era mesmo ‘tão tarde’ a ponto de ter qualquer coisa a ver com o Antigo Testamento, já muito posterior a essas práticas. Péssima antropologia, sr. Lacan!

Como Sem tinha tido seus filhos à idade de 30 anos, e viveu 500 anos, e, em toda a linhagem, eles tiveram filhos aos 30 anos, tinha-se tão-somente chegado próximo dos 400 anos de Sem no momento do nascimento de Isaac. Enfim, nem todos gostam da leitura como eu.”

É claro que a menopausa existia naquela época.” Na do ‘Era uma vez…’? Ali não existia, não!

Não me recriminem por ter feito pouco caso da sensibilidade de Abraão, pois ao abrirem um livrinho que data do final do século XI, do chamado Rachi, em outras palavras Rabbi Salomon ben Isaac, de Troyes, que é um asquenaze da França, vocês lerão estranhos comentários. Quando Abraão fica sabendo pelo anjo que ele não está ali para imolar Isaac, Rachi faz-lhe dizer: ‘E então? Quer dizer que eu vim para nada? Vou, mesmo assim, lhe fazer ao menos um leve ferimento, para sair um pouco de sangue. Isso te dará prazer, Eloim?’ Não sou eu quem está inventando, é um judeu devotíssimo, e cujos comentários são bastante estimados na tradição da Mishnah.”

Não lhes direi as passagens que consultei, seja na Mishnah, nomeadamente nos Pirké Avot, que são as sentenças, ou máximas, ou capítulos dos Pais – digo isso para aqueles a quem isso possa interessar, não é grande como o Talmude, podem se remeter a ele, foi traduzido em francês”

O hebraico odeia a prática dos ritos metafísico-sexuais que, na festa, unem a comunidade ao gozo de Deus. Valoriza, ao contrário, a hiância que separa desejo e gozo.”

AZEDUME INFANTIL DO CHEFINHO OU APÓSTOLO

Num desses debates confusos durante os quais um grupo, o nosso, mostrou-se verdadeiramente em sua função de grupo, [horda caótica e burra, bestial] arrastado, daqui, dali, por turbilhões cegos, um de meus alunos¹ – peço-lhe desculpas por ter depreciado seu esforço, que seguramente teria sido capaz de carregar um eco e reconduzir a discussão a um nível analítico – achou por bem dever dizer que o sentido do meu ensino seria que a verdade, sua verdadeira apreensão, é que não a agarraremos jamais. Inacreditável contra-senso! No melhor dos casos, que impaciência infantil! É preciso que eu tenha pessoas consideradas cultas não sei por que entre aqueles que estão mais imediatamente ao alcance de me seguir! Onde já se viu uma ciência, ainda que matemática, [caminhão de merda] em que cada capítulo não remeta ao capítulo seguinte?”(*)

¹ Dá nome ao cordeiro, vamos! Sê macho! Se tu não dizes, te cagüetam…

(*) “A declaração de um aluno (J.B. Pontalis, então membro do comitê de redação da revista de Jean-Paul Sartre) é estigmatizada no fim da lição”

Não vêem que, à medida que eu avançava, continuava a me aproximar de certo ponto de densidade¹ aonde vocês não poderiam chegar sem os passos precedentes?” Muito bem, oráculo de Delfos! Felizmente, para você e sua turba, a IPA possibilitou que você fugisse com o rabinho entre as pernas antes de recorrer a algum ilusionismo barato e que caísse em descrédito…

¹ No máximo uma flecha de Zenão.

Ouvindo uma réplica dessas, não dá vontade de invocar os atributos da vaidade e da tolice, espécie de espírito em forma de casca, que recolhemos em operação nos comitês de redação?” Ouvindo isso do seu perspicaz aluno, não dá vontade de mandar tomar no cu? – tradução do empolado.

Então, se minha marcha é progressiva, se é até mesmo prudente, não será porque devo lhes alertar contra o declive onde a análise arrisca-se sempre a escorregar, quer dizer, a via da impostura?” Definição de desonestidade intelectual.

Não estou aqui num libelo a meu favor. No entanto, devo dizer que, ao ter confiado a outros há dois anos o manejo, no seio do grupo, de uma política – para preservar o espaço e a pureza do que tenho a lhes dizer –, nunca, em momento algum, dei-lhes pretexto para acreditar que para mim não havia diferença entre o sim e o não.” Patético epílogo!

GENEALOGIA DA EXPRESSÃO LACRE ENTRE OS POSMOD NEOCON: “Nunca mais retomarei esse tema, vendo nisso o sinal de que esse lacre ainda não pode ser retirado para a psicanálise.” É bem costumeiro dos psicanalistas colocar suas ‘coisinhas’ em arquivos sigilosos por décadas, ou até mesmo séculos, não é?