Terminal, doença terminal?
Tarde demais, brother!
O que é essa tosse, essa falta de ar?
Fatal?
Tá de brincadeira, irmão!
Preciso duma segunda opinião!
Gargalhando diante dum tufão
Que arranca toda a plantação
Chorando numa casa
que mais parece um funeral
Chegou algum boleto e é pra mim?
Errou o endereço:
sete palmos mais abaixo!
Extinção, extinção
Extinção, extinção!
Contagiosa? E por que não?!
Se não for só eu pra cova…
É, dói, eu sei
Nunca é fácil se deixar partir!
Puxo o fio da tomada
Mas é difícil de arrancar!
Na hora derradeira
Sua visão muda
Não há nada a perder…
Expulsão, expulsão
Expulsão, expulsão!
Exterminar o certo
Exterminar o errado
Exterminar o fraco
Exterminar o forte
Exterminar seus sentimentos
Extinguir, tarde demais!
Suprimir a fé
Erradicar, erradicar!
Se eu vivesse mais um dia
Faria do céu terra, da terra céu
Faria uma boa atuação
Sou bonzinho, não me levarão!
Ah, se eu tivesse só mais um dia!
Diria na sua cara:
“Arrancaria os aparelhos da tomada
De todo mundo, todos podres!
Extinguiria a raça!”
Queremos a cura, queremos o saber
Tenha esperança, seja lá como
Não, você está espalhando o caos
Infectando uma nação!
Um trem-bala – próxima parada:
Aniquilação!
Desenganado, ah, sem dúvida!
Decadência lenta, de dentro pra fora
Me cuidar pra quê?
O último a sair fecha a tampa do caixão
Gastar tudo que tem guardado
E ‘inda querer mais um bocado
Se vejo o teto agora
É porque estou no chão!
Excreção, excreção
Excreção, excreção!
Troçando a epidemia
Tem algo no ar
Lamentando a pandemia
Escavar, escavar, meu túmulo
Até ficar sem unha!
Eliminar a fé,
Eliminar, eliminar!
