5 de agosto de 2008
Algo me aflige. E não é como antigamente. Subitamente sinto-me atrofiado: faz tempo que não utilizo polegar e indicador para escrever (a dupla dinâmica). E já há um tempo o ruído do ônibus da madrugada me seduz. NÃO É COMO DAS OUTRAS VEZES!
Não quero mais compartilhar esse excerto – como faria em janeiro, em julho, dia 4 de agosto…
Do que eu preciso? A solidão é a companhia pela qual meu coração neste segundo bate forte. As asas libertadoras da moral dos pais.
Estou farto de não poder caminhar, fumar e ser livre. De escrever o que devia FAZER.
Pouco valor tem a forma. E o conteúdo – se mentira. Passemos à natureza:
Rotina, tempo, submissão – 3 problemas.
Contingência, desamarrar-me, voar.
Neste verbo há algo de encantador: na minha insônia, muito mais. Quero a bem-aventurança – e nada de herança. De que me vale a avareza?
Ninharias. Eu, podendo, atirava fora a TV. Lembrei-me há 10 minutos do Carlos Gomes. A cibercultura –outrossim a Morte de GAIA (o que fazer?).
Quero caminhar até saber o que fazer. Já NÃO DEPENDO DE NENHUMA PARAFERNÁLIA ELETRÔNICA, NEM STRICTO SENSU… Que diabo é o latim?
Eu sou, de fato, MANÍACO?
Vêm meus surtos piorando?
Poderá ser uma virilidade extrema que a sociedade mata. Mas encontro chaveiros esparsos, se as portas estão trancadas!
Ludibrio… com a linguagem.
A resposta da RUA está na CASA.
Uma geladeira dispondo de conhaque; tênis e meias sempre embotados. A esquina, moradia. EU DEMANDO SOLIDÃO. SOLIDÃO INCLUSIVE OBJETAL.
