Originalmente publicado em 9 de abril de 2010.
O que leitores de carne fraca do meu blog não podem compreender (pois, ao passo que esses, que ladram duas ou três vezes por ano nos comentários – e que jamais mordem, como os cachorros dos meus sonhos –, são quase sempre seres magrelos, lhes parece faltar a condição da correta circulação do sangue – são um tanto anêmicos, não conhecem as próprias emoções; como poderiam avaliar os corações dos outros?) é o preço incorruptível da vontade de me expressar, pela qual aceito todo o ônus. Disposição esta perfeitamente confundível, em meu caso, com a vontade de viver. Nisso tudo se ergue a verdade fundamental deste espaço, que é: o ponto mais forte e o ponto mais fraco do blog são uma e a mesma coisa, quer seja, que ele lida o tempo todo com tabus. Pense-se no quanto é conveniente ser discreto e, ainda assim, se arrogar títulos como: mente perfeitamente sã, desbravador, etc., etc…
Duele comigo no meu terreno! Que não é o dos inautênticos…
Atacar primeiro, eis o meu lema, e com elegância. O revide grosseiro eu deixo para os covardes.
