Páginas destacadas e temáticas (ed. Escala):
13: a importância do silêncio no grande diálogo
21: a luz em Platão
27: gravidez
28: “a lanterna”
33: a estratégia do advogado criminalista
35: a reputação do réu
36: Ájax e a inveja dos deuses
40: “náusea”
41: sobre o indigente
48: pistas da loucura cavalar
49: a prova natural de que o caminho mais curto entre dois pontos não é a linha reta
50: o “fatalismo turco”, Moira
55: a necessidade da barba no sábio varonil, para que o queixo não contraste com seus olhos de águia velha e o rosto não apresente duas idades
64: “O pão neutraliza o gosto”
69: “Para ler em voz alta é necessário estar disposto a fazê-lo.”
72: o final do Fausto
86-7: prazer na música como artista (pelo presente, pelo que ela é) x prazer na música como leigo (nostalgia); possibilidade da arte diretamente vinculada ao trabalho e sua flexibilização.
89: minha relação residual com a sociologia; sobre a personalidade que quer encontrar “o fim dos fins” em tudo em que põe as mãos.
90: da pesada amargura; e sobre o pateta palhaço por opção
93: selecionar o amigo com base em suas opiniões religiosas
94: alimentação e mau humor
98: para a história (benéfica) do desinteresse…
101: não ter filhos; afastar-se dos amigos, mas não da natureza.
102: “Aquele que disser agora: ‘Nada me aconteceu ainda’—passa por um imbecil.”
107: Uniformes e nacionalismo. Moda como antídoto. Novo conceito de moda para além de “o que sai de circulação rapidamente”.
111: Helvétius
112: cidadezinha e grande cidade—entendendo melhor nossas utopias e devaneios
113: sucinta fisiologia da máquina, até melhor que a mcluhaniana; Epicuro.
118: mendicância
128: Europa hoje (XXI)
129: sobre as abstenções eleitorais
131: sobre a precariedade da mercadoria no capitalismo avançado
132: Ampliar o quadro de professores? Que tal o contrário?
135: contra o mendigo e o bilionário; para entender a reforma agrária; tocquevilleanismo.
139: quando caminho com um bando, eu sempre vou atrás—desconfiado de que não me seguiriam
153: o supra-homem e o animal
154: cão e gato
A vaidade: tema recorrente, demasiado recorrente.
Homem significa: “aquele que mede”. Aquele que sabe que sabe que mede. Mas mais nada mede.
“O remorso é, como a mordida de um cão numa pedra, uma asneira.”
Só o trabalho faz o tédio.
Quase sempre os gêneros de aforismos obedecem à mesma seqüência.
“escrever bem e ler bem—essas duas virtudes aumentam e diminuem ao mesmo tempo” “A forma das frases indica se o autor está cansado”
“Para um livro é uma maneira conhecida de envelhecer o fato de descer a idades cada vez menos maduras.”
PARA O ABSTÊMIO MUSICAL: “Se ouvirmos música depois de termos sido privados dela por muito tempo, ela passa rápido demais no sangue, como um desses vinhos encorpados do sul, e deixa na alma uma embriaguez parecida com a de um narcótico que a mergulha num estado de semi-sono e de desejo” “acreditamos finalmente ouvir a música como se entrasse numa prisão onde a nostalgia impede um pobre homem de dormir.”
“Então—foi talvez em torno dos nove anos de nossa vida—ouvimos a primeira música”
“para o profano, toda música antiga parece se tornar sempre melhor e toda música recente passa a ter pouco valor, pois não desperta ainda essa ‘sentimentalidade’ que, como indiquei, é o principal elemento de felicidade na música, para quem não sente puramente prazer nessa arte como artista.”
“173—RIR E SORRIR—Quanto mais o espírito se torna alegre e seguro de si mesmo, tanto mais o homem desaprende a risada explosiva”
NIILISMO EUROPEU: “Uma vez que as palavras ‘moderno’, ‘europeu’ são aqui quase equivalentes, entendemos por Europa extensões de território bem maiores que aquelas que a Europa geográfica abrange, a pequena quase ilha da Ásia: devemos especialmente compreender a América, porquanto é filha de nossa civilização.”
“Se todas as esmolas só fossem dadas por compaixão, todos os mendigos já estariam mortos de fome.”
“As interrupções são os corvos que trazem alimento ao solitário”
Anotações de cunho pessoal:
A sombra do cigarro. Dimitri e um pouco de pigarro. Narradores prosadores comediantes. Discurso melodioso. A me(sca)lina das amenidades.
O metal é stravinskyano-romântico—Master of Puppets como encarnação disso, com seu solo diante do quê você procura com seu corpo o que fazer, e não acha, até a audição passar, boquiaberto. Ainda predomina esse tipo de objetivo entre as pessoas (vide meu apreço por Prisoner of Your Eyes, Cardigans, Calcanhotto… pelas fases posteriores do Megadeth, o carinho pelas lembranças suscitadas, mas ao mesmo tempo tem um tempo que venho me concentrando na técnica em-si, ou pelo menos no limiar. e.g.: Death).
De 26 a 28 de novembro de 2009
