CURSOS DE ESTÉTICA Vol. I/IV (ou: TELEOLOGIA IDEALISTA DA ARTE) – Hegel (trad. Marco Aurélio Werle) (Edusp, 2001, 2.ed.)

NOTA DO TRADUTOR

Para distinguir a ‘idéia’, em sentido hegeliano, do termo corrente ‘idéia’, optamos por marcá-la com maiúscula: ‘Idéia’.”

Preferimos traduzir Gestalt por ‘forma’ e não por ‘figura’, em razão da conotação estética que o termo ‘figura’ apresenta nas artes visuais. Ressalte-se, porém, que a tradução para ‘figura’ não é incorreta, tanto que em alguns momentos optamos por ela, p.ex. no caso de caracteres, personagens de uma tragédia, e quando se tratava de uma figura matemática, p.ex. um triângulo.” “Gestalt é ‘forma’ enquanto Form é ‘Forma’.” O sentido de Form é mais universal. Ex: Gestalte de arte: simbolismo, classicismo, romantismo; Formen de arte: um objeto particular numa dada pintura. Toda Gestalt é uma Form, nem toda Form é uma Gestalt.

O termo Darstellung na maior parte das vezes foi traduzido por ‘exposição’; algumas vezes, porém, por ‘representação’ (com acréscimo do termo alemão entre colchetes), tendo em vista que o termo ‘exposição’ pode facilmente ser confundido com ‘mostra’, no sentido de uma ‘mostra de arte’. Nesta opção de Darstellung por ‘representação’, porém, apresenta-se o perigo do falseamento de uma distinção importante da filosofia pós-kantiana e idealista, a saber, entre Darstellung e Vorstellung, termo este que mais propriamente corresponde a ‘representação’ em português.” “‘representação’ quando traduz Darstellung deve ser tomada no sentido de uma ‘representação plena’ (onde não há separação entre interior e exterior), de uma ‘apresentação’ ou ‘manifestação’ total do espírito e não no sentido estrito de ‘re-presentação’ ou de mera ‘concepção’.”

um erro grave: confundir ‘estado’ (Zustand) com ‘Estado’ (Staat) no subitem ‘O estado universal do mundo’ da 1ª parte. Esta é a mesma tradução que se encontra reproduzida, em parte, no volume Hegel da Col. ‘Os Pensadores’ (SP, Abril Cultural) e que recentemente foi reeditada na íntegra pela Ed. Martins Fontes, SP, 1996-7, em 2 vols. (vol. I: O Belo na Arte, 1996 e vol. 2: O Sistema das Artes, 1997).”

algumas vezes optamos por desmembrar alguns períodos longos, para adaptar o texto alemão à estrutura da língua portuguesa.”

PREFÁCIO DE HEINRICH GUSTAV HOTHO PARA A 1ª EDIÇÃO DOS CURSOS DE ESTÉTICA

Como com História da Filosofia: “o texto dos Cursos de Estética não foi publicado pelo próprio Hegel e sim é uma reconstituição feita por um de seus alunos.”

É difícil compreender como o próprio Hegel na cátedra sempre conseguia se orientar no fluxo das preleções a partir destes cadernos com seu vocabulário lacônico e notas marginais confusas escritas umas por cima das outras e ampliadas ano após ano. Pois mesmo o leitor mais experiente não consegue orientar-se na leitura destes manuscritos valendo-se do reconhecimento dos sinais que apontam para cima e para baixo, para a direita e para a esquerda e ao dispô-los adequadamente.”

ouvir e ler são coisas distintas e o próprio Hegel, como se mostra pelos manuscritos, nunca escreveu assim como falava.”

manter (…) o colorido de sua dicção, que se imprimia vivamente em todos os que mais demoradamente se familiarizavam com seus escritos e preleções.” Todo editor acha que seu próprio método é superior, fim.

INTRODUÇÃO

Em virtude da inadequação ou, mais precisamente, por causa da superficialidade deste nome, [a Estética propriamente wolffiana] procuraram-se também formar outras denominações, como o nome kalística (do grego kallos).”

(*) Wolff (1679-1754) foi o último expoente da filosofia na Alemanha anterior ao Kantismo. “O termo latino aesthetica foi pela 1ª vez aplicado a esta nova ciência por Alexander Baumgarten (1714-62) em sua Methaphysica (1739) e Aesthetica (1750-8). O termo deriva do grego aisthanesthai: ‘perceber’; aisthesis: ‘percepção’; aisthetikos: ‘o que é capaz de percepção’.”

enquanto mero vocábulo, ele é para nós indiferente e uma vez que já penetrou na linguagem comum pode ser mantido como um nome. A autêntica expressão para nossa ciência é, porém, filosofia da arte, mais precisamente filosofia da bela-arte.” Contradiz-se.

Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza.”

A superioridade do espírito e de sua beleza artística perante a natureza, porém, não é apenas algo relativo, pois somente o espírito é o verdadeiro, que tudo abrange em si mesmo, de modo que tudo o que é belo só é verdadeiramente belo quando toma parte desta superioridade e é por ela gerada.”

parece que sempre permanecerá prejudicial para a arte o fato de necessitar da ilusão [Täuschung], mesmo que de fato se submeta a fins sérios e produza efeitos sérios.”

A arte tem à sua disposição não somente todo o reino das configurações naturais em suas aparências múltiplas e coloridas, mas também a imaginação criadora que pode ainda, além disso, manifestar-se em produções próprias inesgotáveis. Perante esta plenitude incomensurável da fantasia e de seus produtos livres, o pensamento parece que tem de perder a coragem para trazê-los em sua completude diante de si, para julgá-los e enquadrá-los em suas fórmulas gerais.”

Segundo todos estes aspectos parece que a bela-arte, tanto em sua origem quanto em seu efeito e âmbito de abrangência, em vez de se mostrar adequada ao esforço científico, antes resiste em sua autonomia contra a atividade reguladora do pensamento e não se mostra adequada à autêntica investigação científica.”

[segundo a estética seminal francesa, anterior à minha filosofia – diz Hegel] não podem existir leis gerais do belo e do gosto, uma vez que as representações do belo são tão infinitamente variadas e, por isso, algo de particular.”

a arte não é de fato independente e livre, mas servil. Entretanto, o que nós pretendemos examinar é a arte livre tanto em seus fins quanto em seus meios.” “a ciência [também] pode ser empregada como entendimento servil para fins finitos e meios casuais e assim não adquire sua determinação a partir de si mesma, mas a partir de outros objetos e relações”

A bela-arte é, pois, apenas nesta sua liberdade verdadeira arte e leva a termo a sua mais alta tarefa quando se situa na mesma esfera da religião e da filosofia e torna-se apenas um modo de trazer à consciência e exprimir o divino, os interesses mais profundos da humanidade, as verdades mais abrangentes do espírito.”

trata-se da liberdade do conhecimento pensante, que se desobriga do aquém, ou seja, da efetividade sensível e da finitude.”

toda esta esfera do mundo empírico interior e exterior não é o mundo da verdadeira efetividade e deve com mais rigor do que a aparência artística ser denominada de uma mera aparência e de uma ilusão mais dura.”

As representações [Darstellungen] artísticas tampouco podem ser consideradas uma aparência ilusória perante as representações [Darstellungen] mais verazes da historiografia. Pois a histor. não possui como elemento de suas descrições a existência imediata, mas sua aparência espiritual. (…) [Já] a obra de arte coloca diante de nós as forças eternas que regem a história, desligadas do presente sensível imediato e de sua inconsistente aparência.”

A penetração do espírito na Idéia é-lhe mais penosa quando passa pela dura casca da natureza e do mundo cotidiano do que lhe é pelas obras de arte.”

sobretudo o espírito do mundo atual, ou melhor, o espírito de nossa religião e de nossa formação racional se mostra como tendo ultrapassado o estágio no qual a arte constitui o modo mais alto do absoluto se tornar consciente [, ao contrário do mundo grego].”

O pensamento e a reflexão sobrepujaram a bela-arte.”

ou podemos lamentar a miséria do presente, o estado intrincado da vida burguesa e política, que não permite que o ânimo aprisionado a interesses mesquinhos possa libertar-se para os fins superiores da arte. Já que a própria inteligência, nas ciências, está a serviço dessa miséria e de seus interesses, e as ciências, só tendo utilidade para tais fins, se deixam seduzir e envolver por essa aridez.”

Os belos dias da arte grega assim como a época de ouro da Baixa Idade Média passaram.”

o estado de coisas da nossa época não é favorável à arte. Mesmo o artista experiente não escapa desta situação.” “a natureza de toda a cultura espiritual faz com que ele esteja justamente no centro desse mundo reflexivo e de suas relações. Ele não pode abstraí-lo por vontade e decisão pessoais; nem por meio de uma educação específica ou de um distanciamento das relações humanas fabricar e formar uma solidão particular, restauradora do que se perdeu.”

A ciência da arte é, pois, em nossa época muito mais necessária do que em épocas na qual a arte por si só, enquanto arte, proporcionava plena satisfação.” Já não suportamos mais a crítica. Fora com ela!

considero o filosofar completamente inseparável da cientificidade, sejam quais forem as concepções que se possa ter da filosofia e do filosofar.”

Nesta ocupação com o outro de si mesmo, o espírito pensante nem se trai, a ponto de esquecer-se e de abandonar-se, nem é tão impotente, a ponto de não poder apreender o que se distingue dele. Na verdade, ele apreende conceitualmente a si e a seu oposto. (…) É por isso que a obra de arte, na qual o pensamento se aliena, pertence ao âmbito do pensamento conceitual. (…) A arte, porém, longe de ser a Forma suprema do espírito, como ainda veremos de um modo mais detido, apenas na ciência alcança sua autêntica legitimidade.”


FILOSOFIA ABSTRATA E PARTICULARISTA DO BELO (1)

X

FILOSOFIA UNIVERSALISTA DA ARTE (2)

  1. tem o empírico como ponto de partida – é o caminho necessário para aquele que pretende tornar-se um erudito em arte [ESTETA, CRÍTICO]. E, assim como atualmente quem não se dedica à física deve estar de posse dos conhecimentos físicos mais essenciais, do mesmo modo tornou-se necessário a um homem culto genérico possuir alguns conhecimentos de arte. [um crítico a meias! mas seria melhor saber zero!] A pretensão de se apresentar como DILETANTE ou CONHECEDOR DE ARTE é bastante difundida.”

  2. a reflexão totalmente teórica, a que se esforça por conhecer o belo como tal a partir dele mesmo e por fundamentar sua Idéia.”

1(a). “Mas, para serem realmente reconhecidos como erudição, estes conhecimentos devem possuir uma natureza variada e uma ampla abrangência. Isso porque a 1ª exigência é a exata familiaridade com o âmbito incomensurável das obras de arte individuais de épocas antigas ou recentes. Trata-se de obras de arte que em parte já sucumbiram na efetividade e em parte pertencem a nações ou recantos distantes do mundo; e que o desfavor do destino suprimiu ao nosso olhar. (…) toda obra de arte pertence à sua época, ao seu povo, ao seu ambiente, e depende de concepções e fins particulares, históricos e de outra ordem. Neste sentido, a erudição em arte exige igualmente uma ampla riqueza de conhecimentos históricos, que devem ser, além disso, muito especializados, tendo em vista que a própria natureza individual da obra de arte está referida ao singular e necessita do que é especializado para sua compreensão e esclarecimento. – Esta erudição (…) não requer somente memória (…) necessita (…) imaginação aguçada” Sem a imagem do todo da obra de arte (e, o que é mais, de inúmeros e variegados detalhes muito sutis mas proporcionalmente importantes), nada feito, e o erudito cai em descrédito!

1(b). “Assim como em outras ciências que possuem um início empírico, estes pontos de vista (…) formam critérios e enunciados gerais ou, numa generalização ainda mais formal, as teorias das artes. (…) P.ex., da Poética arist., cuja teoria da tragédia ainda hoje tem interesse. Ainda entre os antigos é a Ars Poetica de Horácio e o escrito de Longino sobre o sublime que podem nos dar uma concepção geral do modo de como tal teorizar era tratado.” Em geral, tratava-se de preceitos e regras para seguir numa época de decadência da arte.

boa parte de tais determinações são reflexões muito triviais que em sua generalidade não levam a nenhuma verificação do particular, embora seja disso que principalmente se trate. A epístola de Horácio (…) está cheia delas”

outro tipo de interesse dessas teorias não consiste em propiciar diretamente a produção de obras de arte autênticas, mas na intenção de formar o juízo sobre obras de arte e o gosto.”

Exemplos modernos: Home, Elementos de Crítica, 1762; Batteux em geral; Ramler, Introdução às Ciências do Belo (4 vols., 1756-58) (que é efetivamente uma tradução de Batteux).

No início, a análise do gosto pertencia exclusivamente à psicologia: “uma vez que a formação do gosto apenas se dirigia ao que era exterior e escasso e, além do mais, tomava igualmente suas prescrições apenas de um círculo estreito de obras de arte e de uma formação estreita do entendimento do ânimo, sua esfera era insuficiente e incapaz de captar o que é interior e verdadeiro ou de aguçar o olhar na consideração das obras.” Resultado final: o belo e seus vários lados.

Meyer, História das Artes Plásticas na Grécia

o caricatural apresenta-se como o característico do feio, o qual certamente é uma desfiguração.” Conceito de belo ainda muito limitado, o desta época!

1(c). “O direito do gênio”

A antropologia da arte de uma geração próxima à de Hegel começa a valorizar as artes não-européias. O Romantismo é já sintoma desta mudança de percepção sobre a arte clássica.

É claro que se o romantismo invadiu o Germanismo (apud Hegel), ele seria muito enaltecido em sua Estética – óbvio ululante!

Somente a erudição da história da arte manteve seu valor permanente e deverá mantê-lo tanto mais quanto, em virtude da ampliação acima referida da receptividade espiritual, seu horizonte se alargar em todos os sentidos.” O especialista geral e o especialista especialista em alguma vertente artística!

Foi o que fez Goethe, que escreveu muito sobre arte e obras de arte [sem ser um filisteu].”

2. (prolongamento)

Aquele que entendeu Platão apenas a meias (mas esse é um defeito de incontáveis alemães!): a falta de conteúdo inerente à idéia platônica não mais satisfaz as necessidades filosóficas mais ricas de nosso espírito atual. É claro que também na filosofia da arte necessitamos partir da Idéia do belo, mas não devemos somente nos ater àquele modo abstrato de filosofar das idéias platônicas, que representam só o começo do filosofar sobre o belo.”

Então Hegel propõe uma síntese de 1+2 = (3)

3. “O [autêntico] conceito filosófico do belo” “princípios substanciais, necessários e totais.”

temos de começar com o seu conceito.”

Se começamos com o próprio conceito de belo artístico, (Platão) este passa a ser imediatamente uma pressuposição e mera hipótese; o método filosófico, contudo,… (blá, blá, blá)


Gostaríamos de tratar com poucas palavras esta dificuldade própria à introdução a toda disciplina filosófica considerada de um modo autônomo por si mesma.”

  1. delimitação do objeto;

  2. o que é o objeto.

Poderia inclusive parecer risível se para a astronomia e para a física fosse imposta a exigência de provar que existe o sol, o firmamento, os fenômenos magnéticos, etc. Nestas ciências, que se ocupam com algo que existe sensivelmente, os objetos são tomados da experiência externa e, em vez de demonstrá-los, considera-se suficiente mostrá-los. Contudo, mesmo no interior das disciplinas não-filosóficas podem emergir dúvidas sobre a existência [Sein] de seus objetos [éter, buraco negro, etc.]”

Essa dúvida sobre a existência ou não de um objeto da representação ou intuição interiores, essa contingência da consciência subjetiva de tê-lo gerado em si mesma e a dúvida sobre a correspondência do objeto em seu em-si-e-para-si com a maneira de concebê-lo, suscita no homem precisamente a mais alta necessidade científica” A velha lorota de requerer-se uma prova daquilo que (supostamente) não é captado pela apercepção (o belo)…

Não resta mais nada, portanto, a não ser aceitar o conceito da arte, por assim dizer, lematicamente.¹ Isto é o que ocorre com todas as ciências filosóficas particulares, quando são tratadas de modo isolado.” Segundas filosofias…

¹ Derivado de lemático, lema. Mas não vejo no que diferiria de tematicamente, então ainda suspeito que possa ser erro ortográfico.

No momento, não é nossa finalidade demonstrar a Idéia do belo, que é nosso ponto de partida, i.e., deduzi-la segundo a necessidade dos pressupostos que antecedem as ciências, de cujo seio ela nasce. Tal trabalho é próprio de um desenvolvimento enciclopédico de toda a filosofia e de suas disciplinas particulares.” A.k.a.: agora vamos sem pensar, depois vamos parar no mesmo lugar! (going full circle ‘round the object)


À página 47 de minha edição, últimas linhas, começa a CONCLUSÃO DA INTRODUÇÃO (sim, com H. é sempre complicado neste nível!).

período do gênio, período que foi instituído pelas primeiras produções poéticas de Goethe e, então, pelas de Schiller. [Inauguração do Tempestade e Ímpeto] Em suas primeiras obras estes poetas partiram do zero ao pôr de lado todas as regras que na época eram fabricadas e ao agir intencionalmente contra elas, no que também ultrapassaram amplamente outras. Não pretendo, contudo, esmiuçar as confusões que imperaram sobre o conceito de entusiasmo e de gênio, e sobre a confusão que ainda hoje impera acerca do que o entusiasmo por si mesmo é capaz de gerar.”

a obra de arte tem um lado puramente técnico, que se estende até o artesanal, especialmente na arquitetura e na escultura, menos na pintura e na música e menos ainda na poesia.”

é por sua vez pelo estudo que o artista toma consciência deste Conteúdo¹ e conquista a matéria e o conteúdo de suas concepções.”

¹ Por ser altamente brega, esta será a única vez em que respeito a grafia da tradução, com “c” maiúsculo.

A música, p.ex., que somente se ocupa com o movimento totalmente indeterminado do interior espiritual, com o ressoar por assim dizer do sentimento destituído de pensamento, tem pouca ou nenhuma necessidade de matéria espiritual na consciência. O talento musical se anuncia, por isso, geralmente na juventude muito precoce, em cabeças ainda vazias e em ânimos pouco exercitados, sendo que pode muito cedo já ter chegado a uma altura bastante significativa, antes mesmo de ter experimento espírito e vida.”

Bem diverso é o caso da poesia. Nela se trata da exposição cheia de conteúdo e pensamentos feita pelo homem, de seus interesses profundos e das potências que o movem.”

Os primeiros produtos de Goethe e de Schiller são de uma tal imaturidade, até mesmo de uma crueza e barbaridade, que chegam a assustar.”

H. contrapõe aqui o entusiasmo barato, fogo-de-palha, ao verdadeiro entusiasmo do poeta formado e completo.

Deles [na maturidade] podemos dizer que foram os primeiros que souberam dar à nossa nação obras poéticas e são nossos poetas nacionais, assim como apenas o velho Homero buscou inspiração para seus cantos imortais e eternos e os produziu.”

tudo o que é espiritual é melhor do que qualquer produto natural. Aliás, nenhum ser natural expõe ideais divinos, como a arte o faz.”

D. é tão ativo na produção artística quanto nos fenômenos da natureza. O divino, porém, adquiriu um ponto de passagem correspondente a sua existência [Existenz] [existência do Espírito] no modo como se deixa conhecer na obra de arte, ao ser esta gerada pelo espírito, ao passo que a existência [Dasein] [fenomenológica] na sensibilidade sem consciência da natureza não é um modo de aparecer adequado ao divino.”


capricho & necessidade

com capricho necessário arrematei minha obra


Não podemos ainda responder completamente a esta questão acerca da necessidade não-casual, mas absoluta da arte, uma vez que ela é mais concreta do que a resposta que poderia ser dada neste momento. [dentro da metafísica ocidental!]


O homem não é, mas é ao quadrado. é²

Penso, logo atuo.

Só o homem pensa.

As ações dos outros animais não são ações, se se quer que haja apenas uma palavra para o que ação é no seu mais íntimo profundo.

E tudo se torna ainda mais complicado quando pensamos que nem toda cultura antropologiza! Poderíamos considerar o auge do Romantismo como uma arte de cachorro!


Temor, angústia, preocupação, susto, p.ex., são decerto algumas modificações de um e mesmo modo de sentir, embora em parte sejam apenas gradações quantitativas, em parte formas que não têm nada a ver com seu conteúdo, pois lhe são indiferentes.”

Descrição do temor como uma mescla de [+] e [-] batalhando no sujeito.

expectância da prevalência de uma presença ou de sua destruição

O que resta é minha afecção meramente subjetiva na qual desaparece a coisa concreta ao ser comprimida na esfera mais abstrata. Por isso, a investigação sobre os sentimentos que a arte suscita ou deve suscitar permanece totalmente numa indeterminação e é uma consideração que abstrai justamente do autêntico conteúdo

No sentimento, no entanto, esta subjetividade destituída de conteúdo não só se mantém, mas é a coisa principal, e por isso os homens gostam tanto de sentir.” Os imbecis cinematográficos de hoje em dia. Como andar de montanha-russa ou usar uma droga.

A profundidade da coisa permaneceu inacessível para o gosto” “É por isso que o assim chamado bom gosto se amedronta diante de todos os efeitos mais profundos, silencia onde a própria coisa vem à tona e desaparecem os aspectos exteriores e secundários.” O limite do gosto são os meios de produção da sociedade burguesa.

o conhecimento de arte, e este é seu ponto fraco, pode prender-se ao estudo dos aspectos puramente exteriores, do que é técnico, histórico e assim por diante, e não perceber muita coisa ou mesmo ignorar por completo a verdadeira natureza da obra de arte. (…) No entanto, se sua natureza for autêntica, o conhecimento de arte se volta ao menos para princípios e conhecimentos determinados e para um juízo com base no entendimento, ao que se junta também a apreciação da obra de arte e as mais precisas distinções de seus diversos aspectos”

Por isso, a obra de arte, embora possua existência sensível, [Existenz] não necessita de uma existência sensível-concreta [Dasein] e de uma vitalidade natural.” desejo da carne x desejo do espírito “Pois a inteligência racional não pertence, como os desejos, [em H. desejo é apenas desejo da carne, que se entenda bem] ao sujeito particular enquanto tal, mas somente ao particular como imediatamente universal em si mesmo. (…) Por meio disso, o homem busca restabelecer a essência interior das coisas que a existência sensível não pode imediatamente mostrar, embora esta constitua seu fundamento. Assim como não tem nada em comum com os impulsos dos desejos apenas práticos, a arte também não compartilha do interesse teórico na forma científica, cuja satisfação é tarefa da ciência.” Nem pura sensação nem pura abstração. A arte não é uma equação ou heroína injetada nas veias.

Como a obra de arte é um objeto exterior que se manifesta numa determinidade imediata e singularidade sensível, segundo a cor, a forma, o som ou a intuição particular e assim por diante, a reflexão sobre arte não pode transcender a objetividade imediata que lhe é oferecida e querer captar o conceito desta objetividade como conceito universal, como faz a ciência.”

O interesse artístico se distingue do interesse prático do desejo pelo fato de deixar seu objeto subsistir livremente em si mesmo (…) Em contrapartida, a consideração artística se distingue de modo inverso da consideração teórica da inteligência científica, dado que se interessa pelo objeto em sua existência particular e não age para transformá-lo em seu pensamento e conceito” Nem o sexo nem o conhecimento biológico das enzimas secretadas durante o ato sexual: apenas o que significa simbolicamente o sexo para o homem, i.e., eu, talvez apenas este sexo, nesta circunstância, com esta mulher. No fundo, o sexo com o Ser. O sexo com o meu duplo. A retroalimentação desta experiência passada, presente, futura na minha existência.

a obra de arte se situa no meio, entre a sensibilidade imediata e o pensamento ideal.”

o olfato, o paladar e o tato ficam excluídos da obra de arte.”

a arte produz intencionalmente a partir do sensível apenas um mundo de sombras de formas, sons e visões e não se deve pensar que é por mera impotência ou limitação que o homem sabe apenas apresentar uma superfície do sensível e esquemas quando cria obras de arte.” “ressonância e eco”

Podemos comparar [a atividade artística] com o modo de agir de um homem experiente, espirituoso e inteligente que, embora conheça profundamente a vida, a substância comum a todos os homens, aquilo que os move e os domina, no entanto, nem submete estes conhecimentos, para si próprios, a regras gerais, nem sabe explicitá-los aos outros por meio de reflexões universais” “Tal tipo de imaginação se baseia antes na memória (…) [que na] criatividade em si.” Essa seria a fantasia artística média, em H..

A fantasia artística produtiva, porém, é a fantasia de um grande espírito e de um grande ânimo, é o conceber e criar representações e figurações, mais precisamente, figurações dos mais profundos e universais interesses humanos numa exposição imagética totalmente determinada e sensível.”

Assim, pode-se dizer com mais razão que não há um talento científico específico, no sentido de um mero dom natural. A fantasia, pelo contrário, possui um modo de produção ao mesmo tempo instintivo, na medida em que o imagético e a sensibilidade essenciais da obra de arte devem estar subjetivamente presentes no artista como dom e impulso naturais; como agir inconsciente devem também pertencer ao lado natural do homem.” “É por isso que todos podem, em maior ou menor grau, fazer arte, mas para alcançar o ponto em que a arte verdadeiramente começa é necessário talento artístico inato.”

Na maior parte das vezes tal talento enquanto disposição natural já se anuncia na precoce juventude e se revela numa ansiedade turbulenta – viva e ativamente – para dar forma de modo imediato a um material sensível determinado, e em considerar esse tipo de expressão e comunicação como o único ou como o principal e o mais adequado.”

Quando James Bruce, em sua viagem à Abissínia, mostrou pinturas de peixes a um turco, deixou-o imediatamente perplexo, mas logo em seguida recebeu a resposta: <Se este peixe no dia do Juízo Final se levantar contra ti e disser que ganhou um corpo, mas não uma alma viva, como tu te justificarás perante tal acusação?>

HIPER-REALISMO ANTIGO: “há exemplos de reprodução perfeitamente ilusória. As uvas pintadas por Zêuxis (cf. Plínio, História Natural) foram consideradas, desde sempre, como triunfo da arte e, ao mesmo tempo, como triunfo do princípio da imitação da natureza, pois pombas vivas as teriam picado.” Hoje as pombas implumes saem do cinema convencidas da realidade de todas as imagens, e menos convencidas, em proporção, de qualquer possível metafísica comunicada pela tela.

quanto mais a reprodução for parecida com o modelo natural, tão mais rapidamente esta alegria e admiração também se tornarão por si mesmas geladas e frias ou se transformarão em tédio e antipatia. Já se falou com espírito sobre retratos que se parecem tanto com o retratado que chegam a ser repugnantes.”

Kant cita (…) que (…) tão logo descobrimos que o autor do canto do rouxinol que apreciamos era na verdade uma pessoa, imediatamente ficamos enfastiados com tal canto.”

(N. da T.) “Note-se, entretanto, que K. cita este exemplo para afirmar a superioridade do belo natural sobre a tentativa de sua mera reprodução, ao passo que para H. o acento está colocado na questão da inferioridade da mera imitação em relação à natureza enquanto tal [e mais ainda em relação à autêntica arte].” No fundo, duas formas de dizer a mesma coisa.

artifício e imitação (Kunststück) x arte efetiva (Kunstwerk)

a esta competição abstratamente imitativa devemos comparar o artifício de alguém que, sem errar, aprendeu a lançar ervilhas por um pequeno orifício. Tal homem se apresentou com esta habilidade para Alexandre e este o presenteou com um alqueire de ervilhas como recompensa por esta arte inútil e sem conteúdo.”

se entre os homens acontece que nem todo marido ache sua mulher bela, todo noivo julga bela a sua noiva – e até mesmo exclusivamente bela; e é uma sorte para as 2 partes que o gosto subjetivo não tenha nenhuma regra rigorosa para esta beleza.”

[nem] a exigência de naturalidade enquanto tal é, porém, o substancial e primordial que fundamenta a arte” Neste trecho, subentende-se que H. desaprovaria, e com acerto, a escola naturalista das artes plásticas, mas também sua manifestação literária posterior, que lhe são póstumas.

A arte deve efetivar em nós aquele conhecido enunciado Nihil humani a me alienum puto

ensinar a conhecer intimamente tudo o que é horrível e horripilante assim como o que é prazeroso e beato” linha de um contínuo K. H. N.

para que as experiências da vida não nos deixem insensíveis”

apriorisionamento dos imediatistas

Teria H. ido além de Aristóteles-Schopenhauer na teoria da catarse? “Pois a determinação de que a arte deve refrear a brutalidade, formar as paixões, permaneceu totalmente formal e universal, de modo que se tratava novamente de uma espécie determinada e do objetivo essencial desta formação. § A perspectiva da purificação das paixões, na verdade, sofre da mesma deficiência encontrada anteriormente na suavização dos desejos, embora ressalte pelo menos mais vivamente a necessidade de uma medida para as representações [Darstellungen] artísticas, por meio da qual possa ser averiguada a dignidade ou não da arte. Esta medida é justamente a eficiência na separação do puro e do impuro nas paixões. Por isso, ela precisa de um conteúdo que seja capaz de manifestar esta força purificadora; e na medida em que a finalidade substancial da arte deve ser a produção de tal efeito, o conteúdo purificador deve tornar-se consciente segundo sua universalidade e essencialidade.” Ainda não escapa do imperativo categórico! Mas sigamos, pois aqui H. está analisando a validade do argumento, ainda…


Enfim, queremos criar um novo mundo ou apenas estudar as belas-artes do atual valor dos valores? Pois Platão está justificado em “romper com Homero (e, portanto, a poesia até sua época em conjunto)” apenas diante do niilismo que grassava a polis (o mal maior).

fabula docet

A degradação ocidental da Ars poetica de Horácio


a arte foi o primeiro mestre dos povos.” Poderá ser o último, numa civilização decadente?

Não se pode, é óbvio, querer politizar Shakespeare – porque ele já está politizado!

E assim chegamos ao limite em que a arte precisa deixar de ser arte, deixar de ser finalidade para si mesma, já que foi rebaixada a um mero jogo de entretenimento ou a um mero meio de instrução.” Já antecipa a própria crítica da arte pela arte e da arte como meio de uma só vez. A arte sempre está no meio… de dois extremos empíricos impróprios. O precário equilíbrio da existência…

[OUTRA HIPÓTESE:] a arte, por meio do conhecimento do bem verdadeiramente moral e, assim, por meio da instrução, deve ao mesmo tempo incitar à purificação e somente então deve realizar o aperfeiçoamento do ser humano enquanto sua utilidade e finalidade suprema.”

O “ARGUMENTO MORTAL KOMBAT”: “É fácil aceitar que em seu princípio a arte não pode ter como intenção a imoralidade e sua promoção. Contudo, há uma diferença entre ter como finalidade explícita da exposição a imoralidade e não ter como finalidade explícita da exposição o que é moral. De toda obra de arte autêntica podemos tirar uma boa moral, embora isso dependa de uma explicação e, desse modo, de quem extrai a moral. Assim, alguém pode defender descrições as mais contrárias à ética baseado no fato de que é preciso conhecer o mal e o pecado para que se possa agir moralmente. Em contrapartida, falou-se que a representação [Darstellung] de Maria Madalena, a bela pecadora que depois fez penitência, já levou muita gente ao pecado, já que a arte faz parecer belo praticar penitência, e para isso é preciso antes pecar. – Mas a doutrina do melhoramento moral, apresentada de modo conseqüente, não se contentará em também poder extrair uma moral da arte; pelo contrário, ela irá querer que a doutrina moral brilhe claramente como finalidade substancial da obra de arte e, inclusive, querer expressamente apenas permitir que sejam expostos objetos, caracteres, ações e acontecimentos morais. Pois a arte pode escolher seus objetos, ao contrário da historiografia ou das ciências, para as quais a matéria é dada.”

Um homem eticamente virtuoso não é já por si mesmo moral.” “o homem (…) somente faz o bem porque adquiriu a certeza de que isso é o bem. (…) a universalidade abstrata da vontade, que possui sua contraposição direta na natureza” A ponto de chegarmos a civilizações em que o estado natural é a norma, ou seja, onde o homem é um HOBBES DE PONTA-CABEÇA!

Diagnóstico: faltava ao século XIX (parte I!) a consideração de um ângulo extra-moral…

No espírito [esta luta interior] se mostra no que é sensível e espiritual no homem, como a luta do espírito contra a carne; do dever pelo dever, da lei fria com o interesse particular, o ânimo caloroso, as inclinações e propensões sensíveis e o individual em geral; como a dura contraposição entre a liberdade interior e a necessidade da natureza exterior; além disso, como a contradição entre o conceito morto, em si mesmo vazio, e a vitalidade completa e concreta, entre a teoria, o pensamento subjetivo e a existência objetiva e a experiência.”

JOGUETE DA CONSCIÊNCIA INFELIZ: “A formação espiritual, o entendimento moderno, produzem no homem esta contraposição que o torna anfíbio, pois ele precisa viver em 2 mundos que se contradizem” “a consciência permanece, por isso, num mero dever [Sollen] e o presente e a efetividade se movimentam apenas na inquieta oscilação entre 2 alternativas, na busca de uma reconciliação sem encontrá-la.”

O IDEALISMO COMO FALSA CHAVE: “Se a formação universal incorreu em tal contradição, torna-se tarefa da filosofia superar estas contraposições, i.e., mostrar que nem um em sua abstração nem outro em idêntica unilateralidade possuem a verdade, mas ambos se solucionam por si”

AUTO-ILUSÃO: “Este conhecimento coincide imediatamente com a crença e volição espontâneos, que justamente tem constantemente esta contraposição solucionada na representação e a estabelecem e realizam para si como finalidade na ação.”

Na medida em que o derradeiro fim último, o aperfeiçoamento moral, apontou para um ponto de vista superior, necessitamos também reclamá-lo para a arte.” A arte é ser-no-mundo, não objeto utilitário. Espelha o sistema filosófico do pensador. Prefigura-se aqui a completa autonomia da arte, ainda que obviamente inscrita no campo ético. Mas, enfim, arte & niilismo são duas faces da mesma moeda… Não é possível venerar um sem querer o outro. Eu sou um niilista. Eu não acredito em nada, só acredito na arte!

Este reconhecimento do caráter absoluto da razão em si mesma, que nos tempos modernos provocou a virada da filosofia, este ponto de partida absoluto deve ser reconhecido e não deve ser refutado na filosofia kantiana, mesmo que se a tome como insatisfatória.”

CONFUNDINDO O PONTO DE CHEGADA COM O DE PARTIDA: “A crítica kantiana constitui o ponto de partida para a verdadeira apreensão [Begreifen] do belo artístico, apreensão que, todavia, somente se pôde fazer valer, por meio da superação das deficiências kantianas,¹ como a apreensão superior da verdadeira unidade da necessidade e da liberdade, do particular e do universal, do sensível e do racional.”

¹ Isso decerto não aconteceu até muito depois de Hegel morrer, muito menos nos epígonos alemães do Romantismo!

Devemos a Schiller o grande mérito de ter rompido com a subjetividade e abstração kantianas do pensamento e de ter ousado ultrapassá-las, [haha!] concebendo a unidade e a reconciliação como o verdadeiro, e de efetivá-las artisticamente.”

Neste contexto, Schiller [cujos poemas são inferiores porque tenta filosofar por meio deles] enquanto poeta apenas pagou tributo a sua época, e isso de um modo que apenas honrou esta alma sublime e ânimo profundo, e para o proveito da ciência e do conhecimento.”

Schi., Cartas sobre a educação estética: “Nesta obra, Schi. parte do ponto principal de que cada homem individual possui em si mesmo a disposição para um homem ideal. Este verdadeiro homem é representado pelo Estado”

Por causa disso, a ciência alcançou por meio de Schelling seu ponto de vista absoluto” “Friedrich von Schlegel, desejoso do novo, na busca ávida de distinção e do surpreendente, se apropriou da Idéia filosófica tanto quanto era capaz sua natureza que, aliás, não era filosófica, mas essencialmente crítica.” A dinastia dos Sch.!

Winckelmann deve ser visto como um daqueles que no campo da arte soube descobrir um novo órgão para o espírito e também modos de consideração totalmente novos.”

A partir desta direção, e especialmente do modo de pensar e das doutrinas de Schleg., desenvolveu-se em seguida sob diversas configurações a chamada ironia. A ironia encontrou seu profundo fundamento [hmm], segundo um de seus aspectos, na filosofia de Fichte, na medida em que os princípios dessa filosofia foram aplicados à arte.”

[Segundo o FICHTISMO – fictismo, pouco realista!] eu vivo como artista quando todo o meu agir e manifestar em geral, na medida em que se refere a algum conteúdo, somente permanece para mim uma aparência e assume uma forma que está totalmente em meu poder.” “Minha aparição [Erscheinung], na qual me ofereço aos outros, pode até ser algo sério para eles, na medida em que me tomam como se eu estivesse tratando mesmo de algo sério; no entanto, deste modo eles apenas se enganam, são pobres sujeitos limitados que não possuem o órgão e a capacidade de apreender a altura do meu ponto de vista.” “Essa virtuosidade de uma vida irônica e artística se concebe, pois, como genialidade divina, para a qual tudo e todos são apenas uma criação sem essência, na qual o criador livre, que se sabe desvencilhado e livre de tudo, não se prende, pois pode tanto destruí-la quanto criá-la. Aquele que se encontra em tal ponto de vista da genialidade divina observa do alto com distinção todos os outros homens, que são considerados limitados e rasos, na medida em que o direito, a eticidade, etc., ainda valem para eles como algo de sólido, de obrigatório e de essencial. É claro que tal indivíduo, que assim vive como artista, mantém relações com outras pessoas, vive com amigos e com as pessoas que gosta, mas como gênio, tal relação com sua efetividade determinada, com suas ações particulares, assim como com o em-si-e-para-si universal é para ele ao mesmo tempo algo nulo e ele se relaciona ironicamente com tudo isso.” “beatitude do gozo próprio” Mas não foi Fichte que a inventou, e sim Schlegel! E, como diz H., “muitos outros a macaquearam ou a repetirão sempre novamente.”


CRÔNICAS DE UM ADOLESCENTE QUE LEU NIETZSCHE NUM TEMPO COMPRIMIDO: “A forma mais imediata desta negatividade da ironia é a vaidadeE o que Deus mesmo faria em tal caso? Procuraria um centro! Impelido pela verdade, o autoproclamado solitário e ensimesmado morrerá asfixiado pelas paredes de seu próprio gênio inimitável e sem-precedentes… Se torna um artista nostálgico, um fichteano, em suma. Misto de asceta descontente e lasso vadio urbanoide, pálido e doentio, este deus acamado, tirano de seu quarto, prefere não sair para respirar ao ar livre, para apenas agravar o quadro. Sim, ele se tornará um desses poetas apaixonados que morrem aos 23 anos! Um Dom Quixote tão menos nobre… Sua donzela mal vale um meio moinho enguiçado… Chega-se ao cúmulo de afirmar em sua insânia: posto que não era tão elevado quanto pensava, não há elevação! Se não posso ser Deus, ninguém será! Será este rapaz engraçado (ridículo) ou digno de pena e comiseração? Herói de araque demais para pertencer ao ramo do trágico, ele não morre no final, mas pega um cruzeiro para fora da Europa!… Sim, porque tudo que é sórdido desmancha no ar fuliginoso! E assim termina a carreira do promissor poeta, antes de sequer começar…

Versão melhorada e final em: https://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/7412429


Tal ironia da ausência de caráter ama a ironia.”

má fé x perseverança

Ainda bem que tais naturezas nostálgicas e sem conteúdo não agradam: é um consolo saber que esta improbidade e hipocrisia não são bem-recebidas e que as pessoas, pelo contrário, anseiam tanto por interesses completos e verdadeiros quanto por caráteres que permanecem fiéis a seu conteúdo grave.”

Solger não era como os outros que se satisfaziam com uma formação filosófica superficial, pois uma necessidade interna autenticamente especulativa [como esse binômio envelheceu mal!] o impelia a descer na profundidade da Idéia filosófica. E assim ele chegou ao momento dialético da Idéia, ao estágio que denomino de <infinita negatividade absoluta>Chegou aos céticos da Idade Clássica.

esta negatividade é (…) contudo apenas um momento.” PA DUM TSSS

E Solger não viveu como o poeta romântico-niilista de mais acima, mas apenas escreveu como tal, o que é sumamente diferente. Bem-vindo ao clube, jovem Solger (que não alcançou idades avançadas, como já posso dizer que seja a minha)! (Mentira. Solger viveu 38/9 anos. Porém é razoável dizer que, se emocionalmente ainda somos adolescentes na casa dos 30 nesta década de 2020, maturamos enquanto artistas já muito antes, graças aos meios à disposição.)

Em vez de testemunhar a dissolução irônica do Bem, eu quero poder ver a dissolução literal do Estado… Este é(seria) MEU MOMENTO!

O HOMEM QUE NÃO SEGUIA SUA PRÓPRIA FILOSOFIA:Tieck exige constantemente ironia; mas, quando ele mesmo se dedica ao julgamento de grandes obras de arte, seu reconhecimento e descrição da grandeza delas são realmente primorosos.”

Se enunciamos que Deus é o uno simples, o mais alto ser enquanto tal, apenas expressamos uma abstração morta do entendimento irracional.” “Daí os judeus e os turcos não terem podido expor pela arte seu Deus de um modo positivo como os cristãos, pois seu Deus não é nem ao menos uma tal abstração do entendimento.” “também a arte exige a mesma concreção [da Santíssima Trindade]”

Pois a arte não assume esta forma apenas porque ela se encontra à disposição e porque não há outra, [!!!] mas porque no conteúdo concreto reside também propriamente o momento do fenômeno exterior e efetivo e, igualmente, sensível. (…) o exterior da forma, através do qual o conteúdo torna-se intuível e representável, tem a finalidade de somente existir para o nosso ânimo e espírito.”

No entanto, [face às ocorrências da natureza] a obra de arte não é tão despreocupada por si, mas é essencialmente uma pergunta, uma interpelação ao coração que ressoa, um chamado aos ânimos e aos espíritos.”

O deus grego não é abstrato, mas individual, e está próximo da forma natural; o Deus cristão também é uma personalidade concreta e isso enquanto pura espiritualidade, e deve ser sabido no espírito como espírito. Seu elemento de existência é, assim, essencialmente o saber interior e não a forma exterior natural, por meio da qual ele apenas de modo incompleto é passível de exposição, mas não segundo toda a profundidade de seu conceito.”

P. 89 (edição impressa): difícil de justificar mais essa divisão tripartida hegeliana: a- ciência da arte geral/ideal; b- ciência da arte particular (em progressão gradual de formas!); c- ciência da arte particular (em progressão gradual de conteúdos!).

Por exemplo, os chineses, os indianos e os egípcios permaneceram em suas configurações artísticas (sic – conservaram) figuras de deuses e ídolos desprovidos de Forma ou com uma determinidade ruim ou não-verdadeira da Forma e não souberam dominar a verdadeira beleza porque suas representações mitológicas, o conteúdo e o pensamento de suas obras de arte ainda eram em si mesmos indeterminados ou de uma determinidade ruim, e não eram ainda o conteúdo em si mesmo absoluto.”

A determinidade é como que a ponte para o fenômeno.”

princípio do modo de aparição particular”

Deste modo, é somente a Idéia verdadeiramente concreta que produz a verdadeira forma, e esta correspondência de ambos é o ideal.”

b- “a doutrina das Formas da arte”

Por isso, as Formas da arte nada mais são do que as diferentes relações de conteúdo e forma, relações que nascem da própria Idéia e, assim, fornecem o verdadeiro fundamento de divisão desta esfera. Pois a divisão deve sempre residir no conceito, do qual é a particularização e a divisão.” A divisão é a divisão do conceito! Imagina ser ouvinte nesta aula…

forma de arte simbólica” como estágio primitivo da obra de arte. “determinidade abstrata” Ex: leão=força

Segue-se ao puro símbolo, conforme Hegel, uma fase de jactância, sublimidade ou exuberância, caricata ou estilística. “a Idéia é aqui ainda o mais ou menos indeterminado” – insatisfação ou inadequação da Idéia consigo mesma.

Estes aspectos constituem, em termos gerais, o caráter do 1º panteísmo artístico do oriente”

bizarro, grotesco e destituído de gosto”

Na segunda Forma de arte, que gostaríamos de designar como sendo a clássica, a dupla deficiência da Forma de arte simbólica está eliminada.” “a concordância entre o significado e a forma deve sempre permanecer deficiente e apenas abstrata.” “é a Forma clássica que pela 1ª vez oferece a produção e intuição do ideal completo e o apresenta como efetivado.” “a espiritualidade concreta; pois somente a espiritualidade é a verdadeira interioridade.”

O último esteta “de respeito” a rebaixar o mundo clássico em relação ao próprio mundo moderno na Arte?

Há de ser o próprio conceito originário que inventou [erfunden] a forma para a espiritualidade concreta, de tal modo que agora o conceito subjetivo apenas a encontrou [gefunden] e, enquanto existência natural figurada, a tornou adequada à livre espiritualidade individual.” Seria brilhante se não fosse uma hipóstase.

Esta (…) é a forma humana

É certo que freqüentemente a personificação e a antropomorfização foram denegridas como se fossem uma degradação do espírito” Apenas pelos monoteístas!

PARADOXO DE PROTEU (TUDO É HUMANO, OU APENAS O BOM É HUMANO, ENQUANTO O MAL É LENTAMENTE ALOJADO NA CATEGORIA RESIDUAL DOS ANIMAIS!): “Neste contexto, a migração da alma é uma representação abstrata, sendo que a fisiologia deve ter tido como um de seus princípios que a vitalidade em seu desenvolvimento necessariamente precisa progredir para a forma do homem como sendo este o único fenômeno sensível adequado ao espírito.”

Para H., apenas um anúncio que “exige a passagem para uma 3ª Forma de arte mais elevada, a saber, a romântica

A Forma de arte clássica, de fato, alcançou o ponto mais alto que a sensibilização da arte foi capaz de alcançar”

O Romantismo é o falseamento da realidade outorgando-se ser mais-do-que-o-real-NECESSARIAMENTE-simplificado-do-clássico. (JUÍZO MEU, obviamente ausente em H.)

a Forma romântica (…) adquiriu um conteúdo que transcende esta Forma [clássica] e seu modo de expressão. Este conteúdo – para lembrar representações já conhecidas – coincide com o que o cristianismo afirma acerca de Deus como espírito, à diferença da crença nos deuses dos gregos que constitui o conteúdo essencial e o mais adequado para a arte clássica.”

O deus grego se destina à intuição espontânea e à representação sensível e, por isso, sua forma é o corpo do homem, o círculo de sua potência e de sua essência é individual e particular, é uma substância e poder perante o sujeito, com os quais a interioridade subjetiva apenas em si está em unidade, mas não tem esta unidade como saber subjetivo interior e próprio.” E quem liga para este saber! Só porque não durou eternamente e foi sucedido por outras formas de culto não significa que o Olimpo seja inferior!

pelo fato de saber que é animal, deixa de sê-lo e se dá o saber de si como espírito.”

Eu poderia acrescentar: pelo fato de se saber isento da desmesura, o modelo grego deixa de ser humano (falível) e se torna de facto divino!

H. não compreendeu a completude grega, que projeta no dogma cristão: “Do mesmo modo, a unidade da natureza humana e divina é algo sabido e apenas por meio do saber espiritual e no espírito é uma unidade realizada. O novo conteúdo assim conquistado [a posteriori, com lendas, no papel] não está, portanto, atado à exposição sensível, como a que lhe corresponde, mas está livre desta existência imediata que deve ser estabelecida, superada e refletida negativamente na unidade espiritual. Deste modo, a arte romântica é a arte se ultrapassando [Hinausgehen] a si própria, mas no interior de seu próprio âmbito e na própria Forma artística.”

3. O indivíduo e seu “ânimo” como a grande 3ª Forma hegeliana!

A interioridade comemora seu triunfo sobre a exterioridade e faz com que esta vitória apareça no próprio exterior e por intermédio dele, fazendo com que o fenômeno sensível desapareça na falta de valor.” Hegel

A exterioridade comemora seu triunfo sobre a interioridade e faz com que esta vitória apareça no próprio interior e por intermédio dele, fazendo com que o metafísico e espiritual desapareçam na falta de valor.” Eu!

O lado da existência exterior é entregue à contingência e abandonado à aventura da fantasia, cuja arbitrariedade pode tanto espelhar o que está presente, tal como está presente, como também embaralhar e distorcer grotescamente as configurações do mundo exterior. (…) e é capaz de conservar ou reconquistar esta reconciliação consigo mesmo em todo tipo de contingência e acidentalidade que por si mesmo se configura, em todo infortúnio e dor e até mesmo no próprio crime. Por meio disso surge novamente a indiferença, inadequação e separação entre a Idéia e a forma – como no simbólico –, mas com a diferença essencial de que no romântico a Idéia deve aparecer em si mesma completa como espírito e ânimo. Por esta razão, esta perfeição superior se priva da correspondente união com a exterioridade, sendo que somente pode buscar e completar sua verdadeira realidade e aparição [Erscheinung] em si mesma.”

Em termos gerais (…) As 3 Formas consistem na aspiração, na conquista e na ultrapassagem do ideal como a verdadeira Idéia da beleza.”

as Formas de arte universais devem nesta terceira parte se mostrar também como determinação fundamental para a divisão e identificação das artes particulares

por um lado, as artes particulares pertencem especificamente a uma das Formas de arte universais e constituem sua adequada efetividade artística exterior; por outro lado, apresentam a totalidade das Formas de arte 2º seu modo de configuração exterior.”

A primeira das artes particulares (…) é a bela arquitetura.” “o tipo fundamental da arquitetura é a Forma de arte simbólica.”

Ela permite que uma envoltura se erga para o alto para a reunião dos fiéis – enquanto proteção contra a ameaça da tempestade, contra a chuva, o mau tempo e animais selvagens”

é por meio da arquitetura que o mundo exterior inorgânico é purificado, ordenado simetricamente”

Em segundo lugar, neste templo entra então o próprio Deus, na medida em que o raio da individualidade bate na massa inerte, a penetra, e a própria Forma infinita do espírito, não mais meramente simétrica, concentra e configura a corporeidade. Esta é a tarefa da escultura.” “assume a Forma de arte clássica como seu tipo fundamental.”

Nesse esquema ridículo de Hegel, a terceira manifestação não é a terceira arte, como se poderia imaginar, mas praticamente a soma de todas as artes tipicamente modernas.

temos a pintura, a música e a poesia.”

A primeira arte, que ainda se encontra próxima da escultura, é a pintura.” Não diga, Einstein.

A segunda arte (…) é a música.” Todo poeta se põe em último (e com isso quero dizer 1º) lugar.

o som, o sensível estabelecido negativamente”

ARQUITETURA HEGELIANA (COF, COF!): “a música constitui novamente o ponto central das artes românticas e o ponto de transição entre a sensibilidade espacial abstrata da pintura e a espiritualidade abstrata da poesia.”

A aparição do cinema refuta toda a Estética hegeliana.

música poesia

sensação signo

E nessa teimosia, H. pensa ganhar alguma coisa…

o audível e o visível se rebaixaram à mera alusão do espírito.”

Mas, exatamente neste estágio supremo, a arte também ultrapassa a si mesma, na medida em que abandona o elemento da sensibilização reconciliada do espírito, e da poesia da representação passa para a prosa do pensamento.”

Na verdade, tentaram-se muitas vezes outros tipos de divisões, pois a obra de arte oferece tal riqueza de aspectos que, como muitas vezes ocorreu, podemos estabelecer ora este, ora aquele como fundamento de divisão” Não pode ser deus dos filósofos aquele que sequer sabe dançar.

Último parágrafo da introdução: “Portanto, o que as artes particulares realizam em obras de arte singulares, segundo o conceito, são apenas as Formas universais da Idéia de beleza que a si se desenvolve; enquanto que na sua efetivação exterior ergue-se o amplo panteão da arte, cujo construtor e mestre de obras é o espírito do belo que se apreende a si mesmo, mas que a história mundial irá consumar apenas em seu desenvolvimento de milênios.”

PARTE I. A IDÉIA DO BELO ARTÍSTICO OU O IDEAL

POSIÇÃO DA ARTE EM RELAÇÃO À EFETIVIDADE FINITA E À RELIGIÃO E À FILOSOFIA

Mas, como subjetividade, o espírito é primeiramente apenas em si a verdade da natureza, na medida em que ainda não tornou seu verdadeiro conceito para si mesmo. A natureza não lhe está contraposta como o outro posto por meio dele, no qual ele retorna a si mesmo, mas como ser-outro [Andersseins] insuperado e limitado, ao qual, como se o outro fosse um objeto encontrado à frente, o espírito permanece relacionado enquanto o subjetivo em sua existência de saber e de vontade e apenas pode figurar em natureza o outro lado.” grifos do autor, como nas próximas citações.

Este é o ponto de vista do espírito apenas finito, temporal, contraditório e, por isso, passageiro, insatisfeito e não-beato.”

O espírito apreende a própria finitude como o negativo de si mesmo e conquista a partir disso sua infinitude. (…) por meio disso ele se torna para-si-mesmo (…) O próprio absoluto se torna objeto do espírito, na medida em que o espírito entra no estágio da consciência e se diferencia em si mesmo como aquele que sabe [Wissendes] e, em face desse saber, como objeto absoluto do saber.” “Mas na consideração especulativa superior, é o próprio espírito absoluto, para ser para-si o saber-de-si-mesmo, diferencia-se (sic) em-si-mesmo e, assim, põe a finitude do espírito, no seio da qual ele se torna objeto absoluto do saber-de-si-mesmo. Assim, ele é espírito absoluto em sua comunidade, o absoluto efetivo como espírito e saber-de-si-mesmo. § Este é o ponto pelo qual devemos começar na filosofia da arte.”

O fato de as coisas serem assim, podemos aqui apenas indicar; a demonstração científica compete às disciplinas filosóficas precedentes; à lógica, cujo conteúdo é a Idéia absoluta enquanto tal, à filosofia natural como à filosofia das esferas finitas do espírito.” Nunca é função da filosofia demonstrar nada empiricamente.

a partir das relações contingentes de sua mundanidade e do conteúdo finito de seus fins e interesses, se abre para a consideração e execução de seu ser-em-si-e-para-si.”

Em primeiro lugar, temos o amplo sistema das necessidades físicas, para as quais trabalham os grandes círculos da indústria em sua larga produção e conexão, o comércio, a navegação e as artes técnicas; mais acima está o mundo do direito, das leis, da vida em família, a divisão em classes, todo o âmbito abrangente do Estado; a seguir, a necessidade da religião que se encontra em cada ânimo e se satisfaz na vida religiosa; por fim, a atividade multiplamente dividida e intrincada na ciência, o conjunto dos dados e conhecimentos, que tudo abarca em si mesmo. No seio destes círculos também se apresenta a atividade na arte, o interesse pela beleza e a satisfação espiritual com as suas configurações. Aqui surge então a questão acerca da necessidade interna de uma tal necessidade no contexto dos restantes âmbitos da vida e do mundo.”

O conteúdo de um livro, p.ex., pode ser indicado em algumas palavras ou períodos e nele não deve aparecer outra coisa a não ser o universal já indicado no índice. [E vai fazer o quê se eu incluir outra coisa? Matar minha mãe? Brincadeiras à parte, é realmente uma péssima idéia hegeliana, não digo tradução, pois não é o caso, faz-se o que se consegue fazer: índice e conteúdo são a mesma palavra em alemão, Inhalt. Ok, um livro não possui mais que seu conteúdo, não a representação de seu conteúdo, mas seu conteúdo em si.] O abstrato é este elemento simples, que corresponde ao tema e constitui o fundamento para a execução; o concreto, em contrapartida, é a execução.”

Passar por este processo de contraposição, de contradição e de solução da contradição é o privilégio superior das naturezas vivas. O que por si é e permanece apenas afirmativo, é e permanece sem vida. A vida caminha para a negação e para a dor que acompanha a negação e é somente afirmativa por si mesma por meio da eliminação da contraposição e da contradição.”

Os animais vivem em satisfação consigo e com as coisas que estão à sua volta, mas a natureza espiritual do homem impulsiona a dualidade e o dilaceramento, em cuja contradição ele se debate.”

Podemos designar de modo universal a vida desta esfera, este gozo da verdade que, enquanto sentimento, é beatitude e, enquanto pensamento, é conhecimento, como a vida na religião.”

A arte, por meio da ocupação com o verdadeiro enquanto objeto absoluto da consciência, também pertence à esfera absoluta do espírito e, por isso, segundo seu conteúdo, encontra-se no mesmo terreno da religião, no sentido mais específico do termo, e da filosofia.”

a filosofia não possui outro objeto a não ser Deus, sendo assim essencialmente teologia racional e, por estar a serviço da verdade, é culto divino continuado.”

os poetas e os artistas foram para os gregos os criadores de seus deuses, i.e., os artistas deram à nação a representação determinada do fazer, da vida e da atuação dos deuses, portanto o conteúdo determinado da religião. E certamente não no sentido de que estas representações e ensinamentos já estavam presentes antes da poesia num modo abstrato da consciência, enquanto proposições universais religiosas e determinações do pensamento que a seguir foram por artistas revestidas em imagens e envoltas externamente com o enfeite da poesia. Antes, pelo contrário, o modo da produção artística era tal que aqueles poetas apenas podiam destacar o que neles fermentava nesta forma da arte e da poesia.” “Esta seria a posição original, verdadeira, da arte enquanto primeira auto-satisfação imediata do espírito absoluto.” “no caso de Platão, que já se opôs com veemência aos deuses de Homero e Hesíodo. No progresso da formação cultural, surge em geral em cada povo uma época em que a arte aponta para além de si mesma.”

Podemos bem ter a esperança de que a arte vá sempre progredir mais e se consumar, mas sua forma deixou de ser a mais alta necessidade do espírito.” “Podemos descrever este progresso da arte para a religião dizendo que a arte é apenas um aspecto para a consciência religiosa.” “a devoção não pertence à arte enquanto tal.” “A devoção é este culto da comunidade em sua forma mais pura, interior e subjetiva”

PRIMEIRO CAPÍTULO. CONCEITO DO BELO EM GERAL

A Idéia é um todo segundo os 2 lados do conceito subjetivo e objetivo, mas ao mesmo tempo a concordância e unidade mediadas, que eternamente se realizam e se realizaram, dessas totalidades. Apenas assim a Idéia é a verdade e toda verdade.” “O fenômeno não é ainda verdadeiro apenas porque tem existência [Dasein] interior ou exterior e é em geral realidade, mas somente porque esta realidade corresponde ao conceito. (…) E, de fato, verdade não em sentido subjetivo, quando uma existência se mostra adequada às minhas representações, mas na significação objetiva, quando o eu ou um objeto exterior, a ação, o acontecimento e o estado, realizam em sua efetividade o próprio conceito. Se esta identidade não se dá, o existente [Daseiende] é apenas um fenômeno no qual, em vez de se objetivar o conceito total, apenas se objetiva algum aspecto abstrato dele; aspecto que pode atrofiar-se até a oposição contra o verdadeiro conceito, na medida em que se autonomiza em si mesmo contra a totalidade e unidade.”

A Idéia é verdadeira tal como ela é segundo seu em-si e princípio universal e, enquanto tal, é pensada. (…) O belo se determina como aparência [Scheinen] sensível da Idéia. Pois o sensível e objetivo em geral não guardam na beleza nenhuma autonomia em si mesmos, mas têm de abdicar da imediatez de seu ser, já que este ser é apenas existência e objetividade do conceito e é posto enquanto uma realidade que expõe o conceito enquanto em unidade com sua objetividade e, por isso, nesta existência objetiva, que apenas vale como aparência do conceito, expõe a própria Idéia.”

o entendimento sempre permanece preso ao finito, unilateral e não-verdadeiro.”

o conceito não permite à existência [Existenz] exterior seguir por si mesma leis próprias no belo, mas determina a partir de si sua articulação e forma fenomênicas que, enquanto concordância do conceito consigo mesmo, constituem igualmente em sua existência [Dasein] a essência do belo.”

Enquanto inteligência finita, sentimos os objetos interiores e exteriores, os observamos e percebemos de modo sensível, deixamos que venham à nossa intuição e representação e inclusive às abstrações de nosso entendimento pensante, que lhes dá a forma abstrata da universalidade. Neste caso, a finitude e a não-liberdade residem no fato de as coisas serem pressupostas como autônomas. Por isso, nos orientamos pelas coisas, deixamos que elas atuem e mantemos nossa representação, etc., presa à crença nas coisas, já que estamos convencidos de apenas apreender corretamente os objetos quando nos portamos de modo passivo e limitamos toda a nossa atividade à formalidade da atenção e ao impedimento negativo de nossas imaginações [Einbildungen], opiniões prévias e preconceitos. Mediante esta liberdade unilateral dos objetos está imediatamente posta a não-liberdade da apreensão subjetiva. Pois, para a apreensão subjetiva, o conteúdo está dado [gegeben] e, no lugar da autodeterminação subjetiva, surge a mera recepção e o acolhimento do existente, tal como se encontra à nossa frente enquanto objetividade. A verdade só deve ser alcançada pela submissão da subjetividade.

A mesma coisa tem lugar junto à volição finita, mesmo que de um modo oposto. Aqui os interesses, os fins e as intenções estão no sujeito que quer fazer valê-los contra o ser as propriedades das coisas. (…) Agora, pois, retira-se a autonomia das coisas, na medida em que o sujeito as coloca a seu serviço e as observa e manipula como úteis (…) de tal modo que sua relação, na verdade sua relação utilitária com fins subjetivos, constitua sua autêntica essência.”

O sujeito é finito e não-livre no teorizar por meio das coisas, cuja autonomia é pressuposta; no campo prático não é livre por causa da unilateralidade, da luta e da contradição interna dos fins e dos impulsos e paixões suscitados a partir do exterior, bem como por causa da resistência nunca totalmente eliminada dos objetos.”

Idêntica finitude e não-liberdade atinge o objeto em ambas as relações. Embora pressuposta, sua autonomia no teórico é apenas uma liberdade aparente. Pois a objetividade enquanto tal apenas é, sem que seu conceito como unidade e universalidade subjetivas seja em seu seio para ela. O conceito está fora dela. (…) Na relação prática, esta dependência enquanto tal é expressamente posta [gesetzt], e a resistência das coisas diante da vontade permanece relativa, sem que possua em si mesma a potência da autonomia última.”

Um modo um tanto desajeitado de expor a ‘realidade das coisas’: “a consideração do belo é de natureza liberal, um deixar-atuar os objetos enquanto em si mesmos livres e infinitos, e não um querer-possuir-e-utilizá-los-como-úteis para necessidades e intenções finitas, de modo que o objeto como belo também não aparecerá nem oprimido e forçado por nós, nem combatido e superado pelas demais coisas externas.”

Mediante esta liberdade e infinitude, que o conceito do belo assim como a bela objetividade e sua consideração subjetiva trazem em si mesmos, o âmbito do belo é arrancado da relatividade das relações finitas e elevado ao reino absoluto da Idéia e de sua verdade.”

SEGUNDO CAPÍTULO. O BELO NATURAL

O inanimado: “Este é o 1º modo da existência do conceito.” “tais corpos isolados em si mesmos são existências abstratas defeituosas.”

A objetividade: “a separação [Auseinandertreten] autônoma das diferenças do conceito.” “P.ex. o sistema solar. O sol, os cometas, as luas e os planetas aparecem, por um lado, como corpos celestes autônomos separados uns dos outros; por outro lado, porém, eles são o que são apenas por meio de sua posição determinada no seio de um sistema total de corpos.”

O conceito, contudo, não permanece preso a esta unidade meramente existente-em-si [an sich seienden] dos corpos particulares autonomamente. Além da diferença, a unidade tem de tornar-se real.”

A unidade ideal: “estágio da existência real, corporal e autônoma contra a própria separação recíproca. No sistema solar, podemos falar do sol. – Mas esta unidade ideal ainda é insuficiente. Se o sol for a alma do sistema, tem ele mesmo ainda uma subsistência autônoma fora dos membros que são a explicação desta alma. Ele mesmo é apenas um momento do conceito, uma unidade incompleta”

A unidade concreta: “a luz do sol é ainda uma luz qualquer, abstrata” Também assim não se avança (um momento do real não é o real).

A negação da negação da unidade: “as diferenças retornaram à unidade subjetiva.” “O conceito não permanece mais mergulhado na realidade, mas vem à existência nela, enquanto a própria identidade e universalidade interiores constituem sua essência.”

Somente este terceiro modo do fenômeno natural [da unidade conforme exposto aqui] é uma existência da Idéia e a Idéia, enquanto natural, é a vida. A natureza morta inorgânica não é adequada à Idéia e apenas a natureza viva orgânica é uma efetividade dela.”

não devemos conceber a identidade da alma e do corpo como mera conexão, mas de um modo mais profundo.”

doença (…) a vitalidade ruim e atrofiada”

Este pôr e solucionar a contradição da unidade ideal e da separação recíproca real dos membros constitui o constante processo e a vida apenas existe enquanto processo (Prozess).”

idealista não é apenas a filosofia, e sim já a natureza enquanto vida faz faticamente (faktisch) o mesmo que a filosofia idealista realiza em seu campo espiritual.”

A realidade, que a Idéia enquanto vitalidade natural conquista, é, por isso, realidade fenomênica. O fenômeno, a saber, não significa nada mais a não ser que uma realidade existe (existiert) e que não tem, todavia, imediatamente, seu ser-em-si-mesma, e sim é ao mesmo tempo em sua existência (Dasein) posta negativamente.”

Até o momento consideramos o real particular em sua particularidade acabada enquanto o afirmativo. Esta autonomia, entretanto, é negada no vivente e apenas a unidade ideal no seio do organismo corporal conquista a potência da relação afirmativa sobre-si-mesma. (…) Se, portanto, é a alma que aparece no corpo, [e não o corpo na alma, absurdo epistemologicamente, embora indiferente da perspectiva de quem entende a união indissolúvel corpoalma] o fenômeno é simultaneamente afirmativo.”

Alma: “potência contra a particularização autônoma dos membros; mas é também a escultora deles”

o exterior que apenas permanece exterior nada mais é do que uma abstração e unilateralidade. Entretanto, no organismo vivo temos um exterior no qual aparece o interior”

uma vez que na objetividade o conceito enquanto conceito é a subjetividade que se refere a si [uma vez que a realidade é forçosamente subjetiva], em sua realidade existente para-si, a vida existe apenas como algo vivo (Lebendiges), enquanto singularidade. (…) este ponto de união é negativo porque o ser-para-si subjetivo apenas pode surgir por meio do pôr-idealmente (Ideelsetzen) as diferenças reais enquanto apenas reais, ao que está ligada, porém, ao mesmo tempo a unidade subjetiva e afirmativa do ser-para-si.” Só podemos existir como diferença dinâmica do que não é real (objetivo) para nós.

esta totalidade não está determinada a partir de fora e é mutável, pois se configura e se processa a partir de si mesma, estando assim sempre referida a si como unidade subjetiva e finalidade própria.”

Selbstbewegung

se o movimento dos planetas e assim por diante não aparece como impulso exterior e enquanto estranho aos corpos, este movimento está, todavia, ligado a uma lei fixa e a sua necessidade abstrata.”

o animal ainda tem em seu organismo espacialidade sensível a partir dele mesmo e a vitalidade é automovimento no seio desta realidade, como circulação sangüínea, movimento dos membros e assim por diante.”

o belo natural vivo não é nem belo para-si mesmo nem produzido-a-partir-de-si-mesmo como belo e em vista da bela aparição (Erscheinung). A beleza natural é apenas bela para um outro, i.e., para nós, para a consciência que concebe a beleza.”

A música, a dança, certamente possuem movimento em si mesmas; este, porém, não é apenas casual e arbitrário como o do animal, mas em si mesmo conforme a leis, determinado, concreto e mensurável – mesmo que ainda façamos totalmente abstração do significado, de quem o movimento é a bela expressão.” “Nem a intuição sensível dos desejos singulares e casuais, dos movimentos e satisfações arbitrários nem a consideração do entendimento da conformidade a fins do organismo transformam, para nós, a vitalidade animal em belo natural”

Na sensação (Empfindung) e em sua expressão mostra-se a alma como alma.”

O hábito é apenas uma necessidade subjetiva. Segundo este critério, podemos achar os animais feios, porque mostram um organismo que se afasta de nossas intuições habituais ou as contradiz.”

designamos organismos animais de bizarros (…) por exemplo, peixes cujo corpo grande de modo desproporcional acaba num rabo curto e cujos olhos, num lado, estão um ao lado do outro. Quanto às plantas, [nós europeus] já estamos mais acostumados com os mais variados desvios, embora os cactos com seus espinhos e a formação mais retilínea de seus braços angulares possam parecer estranhos. Quem possui formação e conhecimento vastos de história natural, a este respeito irá tanto conhecer precisamente as partes singulares como também guardará na memória a maior quantidade de tipos, segundo sua coesão recíproca, de tal modo que pouca coisa incomum lhe aparecerá diante dos olhos.”

Cuvier era famoso por, pela visão de um só osso – fosse ele fóssil ou não –, poder estabelecer a qual espécie animal o indivíduo detentor deste osso pertencia.”

ex ungue leonem: da unha o leão

das garras, do fêmur, é extraída a constituição dos dentes, destes a figura do osso ilíaco [relativo à cintura], a forma da vértebra dorsal.”

Sentido:

a) órgão da apreensão imediata – ôntico, fenomenal

b) significado universal – ontológico, essencial

Qual é o sentido do ser? A visão ontológica!

Aquele que além de tudo ainda foi um mestre naturalista (polímata desgraçado!): “Goethe abordou de modo ingênuo os objetos, mediante consideração sensível, e possuía ao mesmo tempo o completo pressentimento de sua conexão de ordem conceitual. Também a história pode ser assim apreendida e narrada, de modo que por meio dos acontecimentos e indivíduos singulares transpareçam secretamente sua significação essencial e sua conexão necessária.”

a natureza em geral, como exposição sensível do conceito concreto e da Idéia, haveria de determinar-se bela, na medida em que [n]a intuição das configurações naturais de ordem conceitual é pressentida uma tal correspondência, e na consideração sensível nasce, ao mesmo tempo, para o sentido, a necessidade e a conco[r]dância da articulação total. [Mas] a intuição da natureza enquanto bela não avança para além desse pressentimento” Essa edição da tradução possui muitos erros tipográficos (complemento com meus colchetes).

Quase se pode formular: quanto mais idiota é a pessoa, mais ela tende a se maravilhar com “as belezas naturais” contingentes. Os verdadeiros grandes espíritos admiram a natureza a sua maneira: conceitualmente, com um olhar sobre o todo, não sobre o caos que predomina nas partes.

o cristal natural nos causa admiração por meio de sua forma regular que não é produzida por nenhuma influência mecânica apenas externa, mas por meio da determinação interior peculiar e força livre, livre do ponto de vista do próprio objeto.”

O bicho-preguiça, [adiciono aqui também o panda, embora atualmente sintamos muita simpatia por esse tipo de animal ‘indolente’!] pelo fato de apenas se arrastar com dificuldade e cuja totalidade do hábito apresenta a incapacidade para o movimento rápido e a atividade, desagrada por causa desta preguiça sonolenta.”

A SAPOMANIA PÓS-MODERNA: “Igualmente não podemos achar belos os anfíbios, alguns tipos de peixes, crocodilos, sapos, tantas espécies de insetos, etc. Mas em particular, seres híbridos, que constituem a passagem de uma forma determinada para outra e mesclam sua forma, poderão chamar nossa atenção, embora apareçam como feios, como o ornitorrinco, que é uma mistura de pássaro e animal quadrúpede. Também este modo de julgar pode primeiramente parecer mero hábito, na medida em que concebemos um tipo sólido dos gêneros animais.”

Disposição anímica (Gemütstimmung): simplesmente aquilo que Kant chamaria de sublime, por mexer com nossas emoções.

ORIGENS DO MITO DE YGGDRASIL? <A ÁRVORE QUE NÃO PÁRA DE CRESCER, ATÉ SE TORNAR FONTE DE TODA A VITALIDADE DA TERRA>… “O animal certamente também cresce, mas permanece estagnado num determinado ponto de grandeza e se reproduz enquanto autoconservação de um e mesmo indivíduo. Já a planta cresce sem parar; o aumento de seus galhos, folhas e assim por diante se suspende apenas com a sua morte.” “cada galho é uma nova planta e não é como no organismo animal apenas um membro singularizado.” “Falta à planta sua unidade ideal de sensação.”

NIETZSCHE NÃO ESCOLHE FIGURAS DE LINGUAGEM AO ACASO: “Este caráter do constante impulsionar-se-a-si-sobre-si-para-fora¹ (Sich-über-sich-Hinaustreibens) no exterior, transforma, pois, também a regularidade e a simetria, enquanto unidade no exterior-a-si-mesmo (Sichselberäusserlichen), em um momento principal para as configurações vegetais.”

¹ Rudimentos do contínuo superar-se-a-si-mesmo-e-transvalorar-se humano!

Também no orgânico, portanto, a regularidade tem o seu direito de ordem conceitual, mas apenas junto aos membros que fornecem os instrumentos para a relação imediata com o mundo exterior e não operam a referência do organismo a si mesmo enquanto subjetividade da vida que retorna a si mesma.” Possuímos dois olhos, dois ouvidos, um nariz bipartido, lábios simétricos, membros, etc., para nos relacionarmos com o mundo, porém o que há de mais importante, i.e., estômago, intestino, pulmões (até certo ponto, isto é, pois também se relacionam ao externo, mesmo em localidade ‘invisível’, para coletar oxigênio), coração e cérebro, já não possuem essa regularidade dual, assim como a musculatura do lado esquerdo (inverso do hemisfério nervoso das paixões – vontade) se desenvolve diferentemente da musculatura do lado direito (inverso do hemisfério nervoso do intelecto). Outrossim, a ambidestria é incomum, mesmo impossível, se não for perfeitamente forçada.

A linha oval possui liberdade superior na interior conformidade a leis. Ela é conforme a leis, todavia não se conseguiu encontrar matematicamente a sua lei. Ela não é uma elipse, e sim está curvada no alto de modo diferente do que embaixo.”

A última superação do meramente regular na conformidade a leis encontra-se nas linhas que, semelhantes às linhas ovais, porém seccionadas segundo seu eixo maior, fornecem metades desiguais, na medida em que um lado não se repete no outro, mas oscila de modo diferente. A assim chamada linha ondulante é desta espécie, tal como Hogarth(*) a designou como linha da beleza. Assim, p.ex., as linhas do braço giram num lado de modo diferente do que noutro. Há aqui conformidade a leis sem mera regularidade. Tal espécie de conformidade a leis determina em grande variedade as formas dos organismos vivos superiores.

(*) William Hogarth (1697-1764), pintor inglês, autor de uma obra de estética, A Análise da beleza (1753), onde a linha serpenteada é considerada como elemento primordial do belo, superior à linha reta (N.T.).”

A harmonia: “Assim, p.ex., o azul, o amarelo, o verde e o vermelho são diferenças de cor necessárias que residem na própria essência da cor. Nelas não temos apenas desigualdades como na simetria, que se combinam regularmente para a unidade externa, mas contraposições diretas, como a do amarelo e do azul e sua neutralização e identidade concreta.” “A exigência de tal totalidade pode ir tão longe a ponto de, como diz Goethe, o olho, mesmo tendo apenas uma cor enquanto objeto à frente, ver de modo subjetivo igualmente a outra.” “Mas também a harmonia enquanto tal ainda não é a subjetividade e a alma livres e ideais. Nestas a unidade não é mera correspondência recíproca e concordância, mas um pôr-negativo-das-diferenças, mediante as quais se realiza apenas sua unidade ideal. A harmonia não chega a tal idealidade.”

Principalmente os dialetos apresentam sons impuros, sons intermediários como ao.” “as línguas nórdicas freqüentemente deformam o som das vogais por meio de suas consoantes, ao passo que a língua italiana mantém esta pureza e por isso é tão cantante.”

Chama cores primárias de “cores cardinais”. Cores derivadas são “abafadas”.

Até o momento consideramos o belo natural como a 1ª existência do belo; é preciso agora perguntar como o belo natural se distingue do belo artístico.” “por que a natureza é necessariamente imperfeita em sua beleza e de onde brota esta imperfeição?”

A idéia platônica ainda não é o verdadeiramente concreto, pois, apreendida em seu conceito e em sua universalidade, ela já vale como o verdadeiro. Tomada nesta universalidade, porém, ela ainda não se efetivou e não é em sua efetividade o verdadeiro por si mesmo. Ela permanece presa ao mero em-si.”

indigência universal”

Esta é a prosa do mundo, tal como aparece à consciência tanto de um quanto de outro indivíduo, um mundo da finitude e da mutabilidade, do entrelaçamento no relativo e da pressão da necessidade à qual o indivíduo singular não é capaz de se subtrair. Pois cada vivente singular permanece preso à contradição de ser para si mesmo fechado enquanto este ser uno e igualmente depender dos outros; e a luta pela solução da contradição não consegue ultrapassar a tentativa e a continuação da constante guerra.”

#(relativo)OFFTOPIC: O que é o além-homem nietzschiano (da ótica do devir estético humano descrito por Hegel em seus Cursos de Estética)? Pensando em termos de teoria da evolução das espécies segundo Darwin, póstuma a Hegel mas com certeza prefigurada em seus contornos e bastante de seu conteúdo pelo filósofo idealista alemão, o além-homem (tradução melhor para o ambíguo super-homem do português do original “Übermensch”) seria o primeiro animal autodeterminado. Pela primeira vez a seleção do devir da espécie pode ser um adestramento, adestramento de si próprio, a construção de uma humanidade propriamente dita (ainda inexistente), ao contrário da seleção entregue às puras contingências externas. Um projeto de além-homem inclui desde o último homem ou sub-homem (o obstáculo a superar), o homem (espécie de consciência intermediária, os que não são obstáculos reativos e reacionários, mas não são ativos nessa transvaloração dos valores ou conscientes da questão) e os filósofos de vanguarda, entregues à “causa”. Com o decorrer do tempo, num mundo já pós-ocidental (num nível não-concebido por nós, que de certa forma já vivemos num contexto de superação da metafísica ocidental), inclui(rá) o próprio ente que se vê nessa transição epocal (Zaratustras? enunciadores, ainda aquém do além-homem em si) e, finalmente, o próprio além-homem, que não é mais “homem”, mas que só poderá existir pelo esforço do que um dia já foi homem, e provavelmente coexistiria com ele eternamente, qualquer que seja a nova conformação social. Seria como se realmente, sem recorrer a algo transcendental, um sujeito hipostasiado que explique a evolução (em Darwin é a própria cientificidade de sua teoria, p.ex.), pudéssemos ver o peixe, o anfíbio e os (depois dos répteis, evidentemente, até chegar a nossa identidade no reino dos) mamíferos como atores e autores do seu próprio projeto de “viagem do mar à terra”, faces de um mesmo todo. Obviamente, apenas o homem é capacitado para integrar um projeto multifacetado como este (aquilo que deve ser conscientemente superado). A tríade peixe-anfíbio-animal terrestre não passa, em contraposição, de um caos tornado destino, por se localizar em nosso passado, evolução involuntária, impessoal, figuras que não dialogam entre si (precisamente por não discursarem ou dialogarem em absoluto, atributo definidor de “homem”).

A contingência das formas não encontra fim. Por isso, quanto ao conjunto, as crianças são as mais belas, porque nelas ainda estão adormecidas todas as particularidades como num embrião fechado e em silêncio, na medida em que ainda nenhuma paixão limitada revolve seu peito e nenhum dos múltiplos interesses humanos, com a expressão de sua miséria, a[s]fix[i]ou-se firmemente nos traços passageiros. Mas, embora a criança em sua vitalidade apareça como a possibilidade de tudo, faltam a esta inocência igualmente os traços profundos do espírito, que é impelido a exercer-se-a-si-em-si-mesmo e a encontrar direções e fins essenciais.”

[Nossa carência congênita] é a razão porque (sic) o espírito não pode reencontrar a visão e o gozo imediatos desta sua verdadeira liberdade na finitude da existência (…) e, por isso, [busca-se] um terreno superior (…) a arte e sua efetividade ideal.”

conquista[-se] um fenômeno exterior, no qual não mais aparece a indigência da natureza e da prosa, mas uma existência digna da verdade que, por seu lado, permanece em livre autonomia, na medida em que possui sua determinação em si mesma”

TERCEIRO CAPÍTULO. O BELO ARTÍSTICO OU O IDEAL

se perguntarmos em qual órgão particular o todo da alma enquanto alma aparece, indicaremos imediatamente o olho; pois no olho se concentra a alma e ela não apenas olha através dele, mas também é vista nele.”

como exclama Platão no célebre dístico a Aster: [onde encontrar?]

Quisera ser eu o céu, ó minha estrela, quando você olha as estrelas!

Para observá-la do alto com mil olhos!”

Segundo Hegel, a sensibilidade artística, se fosse uma pele, seria uma pele inteiramente revestida por olhos. Não é à toa que quimeras e criaturas mitológicas com um “corpo de cem ou mil olhos” são comuns em praticamente qualquer cultura, transpassando para a vida moderna (The Legend of Zelda – Jabu-Jabu’s Belly –, Hunter x Hunter – Youpi –, e mesmo na figura derivada do corpo-que-é-um-grande-olho de Lord of The Rings – Sauron –, etc.).

Utilizei os exemplos acima antes de ler o trecho seguinte: “a arte transforma cada uma de suas configurações num Argos(*) de mil olhos, para que a alma e a espiritualidade internas sejam vistas em todos os pontos.

(*) (…) filho de Arestor (…) Hera o encarregou de vigiar a vaca Io, mas Hermes, seguindo ordens de Zeus, matou o monstro. Para imortalizar o servidor, Hera tirou-lhe os olhos e os espalhou pela cauda do pavão, ave que lhe era consagrada. (N.T.)”

É algo completamente diferente se o retratista apenas em geral imita a fisionomia tal como se encontra a sua frente em sua superfície e forma exterior silenciosa ou se sabe expor os traços verdadeiros que são a expressão da mais própria alma do sujeito.”

as assim chamadas imagens vivas, que recentemente se tornaram moda, imitam conforme a fins e alegremente obras-primas famosas e reproduzem exatamente o detalhe, o drapê, etc.; mas, para a expressão espiritual das formas, vê-se muitas vezes o emprego de rostos do cotidiano e isso tem um efeito contraproducente.” “As Madonas de Rafael, em contrapartida, nos mostram formas do rosto, da face, dos olhos, do nariz, da boca que, enquanto formas em geral, já são adequadas ao amor materno beato, alegre e ao mesmo tempo piedoso e humilde.”

E se hoje a musa,

A livre deusa da dança e do canto,

Seu antigo direito alemão, o jogo da rima,

Modestamente de novo exige – não a recriminem!

Antes a agradeçam por lançar a imagem sombria

Da verdade no reino sereno da arte,

Por destruir ela mesma, com lealdade,

A ilusão que cria, e não imputar,

Enganosamente, à verdade sua aparência;

Séria é a vida, serena é a arte.”

Schiller

O homem subjugado ao destino [Geschick] pode perder sua vida, mas não a liberdade. Este repouso-sobre-si é o que permite que, ainda na própria dor, se mantenha e se deixe aparecer a serenidade do repouso.”

se não a fealdade, pelo menos a não-beleza (Unschönheit).”

MORBIDEZ QUE PARA HEGEL ERA SUBLIMIDADE: “Embora na arte romântica o sofrimento e a dor atinjam de modo mais profundo o ânimo e o interior [Innere] subjetivo do que nos antigos, nela, todavia, também pode vir à exposição uma interioridade [Innigkeit] espiritual, uma alegria na resignação, uma beatitude na dor e um encanto no sofrimento, mesmo uma voluptuosidade até no martírio. Mesmo na música religiosa-séria italiana este prazer e transfiguração da dor perpassem a expressão da lamentação. [único jeito das frígidas gozarem] No romântico, em geral, esta expressão é o sorriso através de lágrimas.”

Jakob Balde (1604-1688), Cid (em latim, traduzido para todas as línguas român(t)icas). Havia certa confusão nessa época na hora da atribuição do autor (quase todos apontavam os tradutores locais como reais autores da obra, etc.). Esse mesmo cavaleiro Cid, no entanto, parece ter sido uma figura quase tão universal ou pelo menos policultural quanto Fausto.

(*) “Carl Maria von Weber (1786-1826), compositor alemão. O Freischütz (O Franco-atirador) é uma ópera de 1821, baseada na obra de mesmo nome do escritor Johann August Apel (1771-1816). Primeiro sucesso de Weber no domínio da ópera e única de suas obras que permaneceu popular, o Freischütz ilustra bem a tendência romântica ao satanismo, pois o personagem central não é Max, o herói frágil, mas o malvado Kaspar, que vendeu sua alma ao diabo.”

O riso em geral é um desencadeamento explosivo que, contudo, não deve permanecer incontrolado, caso o ideal não deva ser percebido.”

CÂNONES VAGOS E RUINS DE HEGEL: “Sob certo aspecto, o princípio da moderna ironia também possui neste axioma a sua justificação, só que a ironia, por um lado, freqüentemente está destituída de toda seriedade verdadeira e ama principalmente o deleite com objetos ruins; por outro lado, acaba em mera nostalgia do ânimo em vez do agir e do ser efetivos; como Novalis, p.ex., um dos ânimos mais nobres que se encontrava neste terreno, que foi impulsionado ao vazio de interesses determinados, a esta timidez perante a efetividade e, se assim se pode dizer, [não, não pode!], alçado a esta tísica do espírito.” H. nunca escondeu, nessa e noutras obras e coletâneas de aulas, que não nutre lá uma opinião muito favorável de Novalis…

Assim, encontra-se sem dúvida na ironia aquela absoluta negatividade, na qual o sujeito se refere a si-mesmo na aniquilação das determinidades e unilateralidades; mas na medida em que a aniquilação não se refere como no cômico apenas ao que é em-si-mesmo nulo e que se manifesta em seu caráter vazio, mas na mesma medida também a tudo o que é excelente e consistente em-si, a ironia – assim como aquela nostalgia – mantém o aspecto da incompostura interior não-artística.” O erro aqui não está em atribuir “absoluta negatividade” à ironia, nem em qualquer suposto exagero ao atribuir ao sujeito irônico a capacidade da “aniquilação das determinidades e unilateralidades”: está em não dar a devida importância a este niilismo que Hegel sabia descrever mas não destacar ou valorar como necessidade ocidental (para o bem e para o mal).

a arte em geral, e de modo especial a pintura, já se afastaram, mediante outros estímulos, desta mania pelos assim chamados ideais [fala aqui no sentido da arte imitativa dos modernos, emulando o estilo clássico dos antigos] e, em seu caminho, tentaram ao menos alcançar coisas mais substanciais e mais vivas em formas e conteúdo, por meio da renovação do interesse pela pintura mais antiga italiana e alemã, assim como pela pintura holandesa tardia.

Do mesmo modo que ficamos fartos daqueles ideais abstratos, também o ficamos da naturalidade em voga na arte. No teatro, toda a gente está de coração cansado das histórias familiares banais e de sua exposição fiel à natureza. A lamentação dos homens com a mulher, os filhos e filhas, com o soldo, com a subsistência, com a dependência de ministros e intrigas dos camareiros e secretários, e igualmente a dificuldade da mulher com as criadas na cozinha e com os assuntos amorosos e sentimentais – todas estas preocupações e lamúrias cada um encontra de modo mais fiel e melhor em sua própria casa.”

(*) “A escola de Düsseldorf [na qual H. mete o pau inclementemente] constituiu um movimento de amplitude européia (e mesmo americana), cujos integrantes principais foram F. Lessing (1808-1880), autor de quadros históricos, e Ludwig Richter (1803-1884) de Dresden, que possuía um gosto por lendas populares. Mas o seu artista mais importante, que morreu ainda jovem, foi Alfred Rethel (1816-1859), grande ilustrador obcecado pelo tema da morte.”

O DELEITE DO VIRTUAL: “os objetos não nos deleitam porque são de tal modo naturais, mas porque são feitos [gemacht] tão naturalmente.”

o famoso Denner(*) não deve ser tomado como modelo em sua assim chamada naturalidade.

(*) Balthasar Denner (1685-1749), retratista e miniaturista alemão conhecido por sua técnica de representar a natureza de modo exageradamente fiel.”

[na pintura e na escultura moderna, dado nosso vestuário,] as jaquetas e as calças não variam, quer movimentemos os braços e as pernas desse ou daquele modo. No máximo as pregas se esticam de modo diferenciado, mas sempre segundo uma costura firme, como as calças na estátua de Scharnhorst(*).

(*) Gerhard von Scharnhorst (1755-1813), herói militar prussiano.”

falsa imitação da Forma natural“

Os holandeses escolheram o conteúdo de suas representações a partir deles mesmos, do presente [Gegenwar] de sua própria vida, e não se deve censurá-los por terem pela arte efetivado mais uma vez este presente [Präsente].” A Europa já se havia saturado de pinturas cristãs!

O holandês construiu em grande parte ele próprio o terreno onde mora e vive, e é forçado a defendê-lo e mantê-lo continuadamente contra o ataque do mar” “O conteúdo universal de suas imagens é constituído por esta cidadania e vontade de empreendimento nas coisas pequenas e grandes, no próprio país quanto no vasto mar” “Foi neste sentido de nacionalidade robusta que Rembrandt pintou sua famosa Ronda Noturna em Amsterdan, que Van Dyck pintou tantos de seus retratos, Wouwerman suas cenas de cavaleiros, e mesmo aqueles banquetes, jovialidades e festas agradáveis dos camponeses se situam neste contexto.”

Rembrandt, Ronda Noturna

Num sentido semelhante, os meninos mendigos de Murillo (na galeria central de Munique) são primorosos. Considerado segundo o exterior, o objeto aqui também é da natureza comum: a mãe cata piolhos em um dos meninos enquanto ele come seu pão em silêncio; outros dois num quadro semelhante, esfarrapados e miseráveis, comem melancias e uvas. Mas precisamente nesta pobreza e quase nudez brilha interna e externamente nada mais do que a total indiferença e despreocupação; um Dervixe [asceta hindu] não as poderia ter melhor” “Em Paris há um retrato de menino de Rafael: a cabeça está apoiada preguiçosamente sobre o braço e olha com tal beatitude de satisfação destituída de preocupação para o horizonte e para o vazio que não conseguimos parar de observar esta imagem de saúde alegre e espiritual.”

Tais quadros de gêneros, porém, devem ser pequenos e aparecer em todo o seu aspecto sensível como algo insignificante, como algo que já superamos no que diz respeito ao objeto exterior e ao conteúdo. Seria insuportável vê-los executados em tamanho natural e, assim, com a pretensão de que pudessem efetivamente nos satisfazer em sua totalidade.”

Von Rumohr (o “Anti-Winckelmann”), Investigações Italianas, vol. I: “o senhor Rumohr parece acreditar que o prolongamento do abdômen, que Winckelmann em História da Arte da Antiguidade (1764), livro 5, cap. 4, , designa como característica dos ideais das formas antigas, é deduzida de estátuas romanas.” “a beleza a mais importante repousa sobre aquele simbolismo das formas, dado na natureza e não-fundado sobre o arbítrio humano”

As formas naturais existentes do conteúdo espiritual devem ser tomadas como simbólicas no sentido universal, já que não valem por si imediatamente” Agora H. melhorou um pouco o tal sr. Rumor!

as esculturas gregas descobertas recentemente como de fato pertencentes a Fídias impõem-se sobretudo pela vitalidade profunda [de fisionomias universais].”

[já] Homero [- em seu meio literário -] pôde descrever o caráter de Aquiles igualmente tanto como duro e atroz quanto como suave e cordial e segundo ainda tantos outros traços d’alma.”

Em pinturas alemãs e holandesas antigas encontra-se freqüentemente reproduzido o mecenas com sua família, mulher, filhos e filhas. Eles devem todos aparecer imersos em devoção, e a religiosidade brilha efetivamente em todos os traços (…) reconhecemos nos homens bravos guerreiros (…) muito experimentados na vida e na paixão, e nas mulheres (…) esposas de semelhante qualidade (…) Se, nestas pinturas, que são famosas no que diz respeito a suas fisionomias verdadeiramente naturais, compararmos estas fisionomias com Maria ou com os santos e apóstolos que estão presentes ao lado, podemos, em contrapartida, ler nestes rostos apenas uma expressão, e todas as formas, a estrutura óssea, os músculos, os traços de repouso e de movimento estão concentrados nesta única expressão. A diferença entre o autêntico ideal e o retrato é dada pelo que apenas se ajusta ao conjunto.”

Agora vem uma chuva de teologia historicista aborrecida pra caralho:

em 1º lugar, a única substância divina se cinde e se dispersa em uma pluralidade de deuses que repousam em si mesmos de modo autônomo, tal como na intuição politeísta da arte grega; e também para a representação cristã o Deus aparece, perante sua unidade puramente espiritual, imediatamente como homem entrelaçado no âmbito do terreno.”

2º lugar: os santinhos do pau oco etc.

3º lugar: o indivíduo (o protestante!) – logo, temos Luteros também na pintura e demais artes

Começa-se a rezar para passar em medicina, etc.

OS FABULOSOS X-OLIMPIANOS: O Olimpo é um gibi da Marvel: termina, se bem que não, pois não lembramos do que aconteceu primeiro e do sucedâneo e do desfecho, i.e., lembramos particularidades, momentos isolados, mas sequer conseguimos pô-los em ordem cronológica. A lógica do pai de Zeus não existe mais!

Mesmo os deuses eternos do politeísmo não vivem em paz eterna. Eles se dividem em facções e lutas com paixões e fins opostos e devem submeter-se ao destino. Mesmo o Deus cristão não está subtraído à passagem pela humilhação do sofrimento, inclusive pelo opróbrio da morte e não é libertado da dor da alma, na qual ele deve gritar: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

a potência consiste apenas em manter-se no negativo de si.” “Pois é pela vontade que o espírito em geral penetra na existência”

H. adoraria o Windows e suas subpastas…

A vingança de Orestes, p.ex., foi justa, mas ele apenas a executou segundo a lei de sua virtude particular, e não segundo o juízo e o direito. – No estado que reivindicamos para a representação artística, o ético e o justo devem, portanto, conservar sem exceção forma individual

arete (heroísmo clássico) vs. virtus (reino da anti-arte)

Ser um romano apenas de modo abstrato e representar na própria subjetividade enérgica apenas o Estado romano, a pátria e sua grandeza e potência: é esta a seriedade e dignidade da virtude romana. Os heróis, em contrapartida, são indivíduos que a partir da autonomia de seu caráter e de seu arbítrio assumem a responsabilidade pelo todo de uma ação e a realizam e junto aos quais o justo e o ético aparecem como modo de pensar singular.”

(*) “Téspio possuía 50 filhas e desejava netos nascidos do herói Hércules. Este se alojava em sua casa e em cada noite encontrava uma bela mulher em seu leito. Possuía-a, pensando tratar-se sempre da mesma. E assim conceberam de sua semente as 50 filhas de Téspio.” Comprem óculos para o filho de Zeus urgente!

HOMERO & PÉRSIA: “Os heróis da antiga poesia árabe também surgem com uma autonomia idêntica, não-ligados a nenhuma ordem estabelecida desde sempre e não como meras partículas desta ordem”

(*) “Xá-namé ou Livros dos Reis, imensa epopéia de 6 mil dísticos composta no séc. X pelo poeta persa Ferdúsi.”

Desta espécie são os heróis da Távola Redonda assim como o círculo dos heróis, cujo ponto central é constituído por Carlos Magno.” “mesmo que Carlos também queira agitar-se como Júpiter no Olimpo, ainda assim eles o abandonam com seus empreendimentos e partem autonomamente para a aventura. O modelo completo para esta relação encontramos mais adiante no Cid.” “Uma imagem semelhante e admirável de autonomia independente oferecem os heróis sarracenos que se mostram para nós numa figura ainda mais áspera. – Mesmo o Reineke Fuchs(*) renova para nós a visão de um semelhante estado.

(*) (…) <epopéia animal>(*) [de Heinrich, 1180]. O gênero, fortemente carregado de crítica social, foi fixado na literatura alemã por um Volksbuch em alto-alemão, publicado em 1544. Goethe compôs um poema épico do mesmo título em 1794.

(*) O leão é decerto sr. e rei, mas o lobo e o urso etc. fazem igualmente parte do conselho.”

A consistência e a totalidade autônoma do caráter heróico não quer dividir a culpa e não sabe nada desta contraposição das intenções subjetivas e do ato objetivo com suas conseqüências, ao passo que na complicação e na ramificação do agir atual cada um recorre a todos os outros e afasta o quanto pode a culpa de si.”

toda uma linhagem sofre pelo primeiro criminoso” “Entre nós, os efeitos dos antepassados não honram os filhos e os netos; os crimes e os castigos daqueles não desonram os descendentes e muito menos podem macular seu caráter (…) mesmo o confisco dos bens familiares constitui um castigo que lesa o sujeito.”

o herói é o que seus pais eram, sofreram, fizeram.”

É preciso imaginar um Hércules kafkiano.

De modo mais preciso, uma época heróica possui então a vantagem diante de um estado mais formado e tardio” “Shakespeare, p.ex., tirou muitas matérias para as suas tragédias de crônicas ou de novelas antigas que falam de um [E]stado que ainda não se desprendeu para uma ordem completamente estabelecida, e sim na qual a vitalidade do indivíduo, em sua resolução e execução, ainda prevalece e é determinante. Seus dramas propriamente históricos possuem um ingrediente principal do histórico meramente exterior e, por isso, estão mais afastados do modo de exposição ideal, embora também aqui os estados e as ações sejam sustentados e elevados por meio da dura autonomia e teimosia dos caracteres.”

AS PASTORAIS: “o idílico vale apenas como um refúgio e diversão do ânimo”

Gessner, Idílios, 1756.

Devemos admirar o genius de Goethe, pelo fato de em Hermann e Dorotéia¹ concentrar-se num âmbito semelhante, na medida em que escolhe uma particularidade estreitamente limitada da vida do presente, mas ao mesmo tempo traz à tona, como pano de fundo e como atmosfera nos quais se move este círculo, os grandes interesses da revolução e da própria pátria, e coloca a matéria por si limitada em relação com os acontecimentos mundiais os mais potentes e abrangentes.”

¹ Peça em verso no melhor estilo Shakes., porém sem rimas brancas! “Epopéia burguesa”.

A arte preferiria narrar a vida dos reis porque neles ainda impera a “a-“lei do mais forte. Obviamente que hoje não se imagina um Zola escrevendo O Germinal com a família real inglesa como pano de fundo…

o Götz(*) de Goethe. A época de Götz e Franz é a interessante época na qual a cavalaria, com a autonomia nobre de seus indivíduos, encontra sua decadência por causa de uma ordem e legalidade objetivas em vias de nascer. A escolha deste contato e desta colisão entre a época heróica medieval e a vida moderna legal, enquanto primeiro tema, testemunha a grande sensibilidade de Goethe. Pois Götz e Sickingen ainda são heróis que, a partir de suas personalidades, coragem e sentido justo e reto, querem regular de modo autônomo os Estados em seus círculos mais estreitos ou mais amplos; mas a nova ordem das coisas leva o próprio Götz à injustiça e o condena a sucumbir. Pois apenas a cavalaria e o sist. feudal são na Idade Média o terreno autêntico para esta espécie de autonomia. – Mas se a ordem legal se constituiu de modo mais completo em sua forma prosaica e se tornou predominante, a autonomia aventureira dos indivíduos cavalheirescos sai de relação e, se ela ainda quer afirmar-se-a-si como o que é unicamente válido, regular a injustiça no sentido da cavalaria e proporcionar ajuda aos oprimidos, ela se torna ridícula como Dom Quixote, tal como descreve Cervantes.

(*) Primeiro drama de G., Götz von Berlichingen é do ano de 1773 e se situa no fim do séc. XV. Seu personagem principal é o cavaleiro Götz; Franz von Sickingen é o seu melhor amigo.”

poderíamos mesmo dar o nome de poesia de ocasião ao Werther.(*) Pois por meio do Werther Goethe elaborou seu próprio dilaceramento e dor interiores do coração, os acontecimentos de seu próprio peito, numa obra de arte, tal como o poeta lírico, em geral, desafoga seu coração e expressa aquilo que o afeta nele mesmo enquanto sujeito.

(*) Die Leiden des jungen Werthers é um célebre romance epistolar de Goethe do ano de 1774, escrito sob a impressão de vivências pessoais com Charlotte Buff em Wetzlar. Sua atmosfera sentimental também é determinada pelo romance sentimental de Rousseau, a Nova Heloísa (1761), e pelo aparecimento dos poemas de Ossian.”

a violação é uma modificação do Estado que, sem ela, é harmônico, modificação que ela mesma deve novamente ser modificada.”

as trilogias dos antigos são continuações no sentido da colisão [o que fundamenta uma violação] surgir do fim de uma obra dramática para uma 2ª obra, que novamente exige sua solução em uma 3ª.” Mas não diga!

a situação plena de colisão é principalmente objeto da arte dramática”

não é possível estabelecer determinações universais da fronteira até a qual a dissonância pode ser impulsionada, uma vez que cada arte segue seu caráter peculiar.” “a poesia tem o direito de prosseguir para o interior até a proximidade do tormento mais extremo do desespero e, no exterior, até a feiúra enquanto tal. Nas artes plásticas, porém, na pintura e mais ainda na escultura, a forma exterior se apresenta firme e permanente, sem novamente ser superada e, assim como os sons da música, logo novamente desaparecer de modo fugaz.”

O direito da sucessão ao trono, enquanto motivo de colisões que aqui se situam, não necessita já estar regulado e estabelecido por si mesmo, porque então o conflito logo se torna de uma espécie inteiramente diferente. Se a sucessão ainda não foi estabelecida por leis positivas e sua ordem vigente, não pode ser considerado como injusto o fato de que tanto o irmão mais velho quanto o irmão mais novo ou um outro parente da casa real devam reinar.” “A inimizade entre irmãos é uma colisão presente em todas as épocas da arte, que já começa com Caim (…) Também no Xá-namé” “Uma colisão semelhante encontra-se na base do Macbeth de Shakespeare. Duncan é rei, Macbeth seu parente próximo mais velho e, por isso, o autêntico herdeiro do trono, ainda antes dos filhos de Duncan. E assim, a 1ª ocasião para o crime de Macbeth também é a injustiça que o rei lhe fez ao nomear seu próprio filho como sucessor do trono. Esta justificação de Macbeth, que se depreende das crônicas, Shakespeare deixou totalmente de lado, porque sua finalidade era apenas salientar o elemento horrendo na paixão de Macbeth, para assim adular o rei Jacó, [?] que deve ter tido algum interesse em ver Macbeth representado como criminoso. Por isso, segundo o tratamento de Shakespeare, permanece imotivado o fato de Macbeth também não matar os filhos de Duncan, e sim permitir a sua fuga e de também nenhum dos grandes lembrar deles.”

SEM ALFA NEM ÔMEGA: “Na casa de Agamenon, Ifigênia reconcilia em Táurida a culpa e o infortúnio da casa. Aqui o início constituiria a salvação de Ifigênia por Diana que a leva a Táurida; esta circunstância, porém, é apenas a seqüência de outros acontecimentos, a saber, do sacrifício em Áulis que novamente é condicionado pela ofensa de Menelau, de quem Páris rapta Helena e assim sucessivamente até o famoso ovo de Leda. Igualmente a matéria que é manuseada na Ifigênia em Táurida contém de novo como pressuposto o assassínio de Agamenon e toda a seqüência de delitos na casa de Tântalo. Algo semelhante se passa com o ciclo mitológico tebano.” “tal execução já se tornou algo enfadonho e foi considerada como questão da prosa, em vista de cuja minúcia se estabeleceu como lei da poesia a exigência de conduzir o ouvinte imediatamente in media res [ao meio das coisas].” “Homero começa na Ilíada imediatamente, de modo determinado, com a questão que lhe importa, a raiva de Aquiles, e não relata antes os acontecimentos precedentes ou a história da vida de Aquiles, e sim nos oferece imediatamente o conflito específico e, na verdade, de um modo que um grande interesse constitui o pano de fundo de seu quadro.”

P. 214: O erro sobre Antígona apontado por Jaeger.

Shakespeare nos apresenta em Lear o mal em toda a sua atrocidade. O velho Lear divide o reino entre suas filhas e é tão insensato a ponto de confiar nas palavras falsas e aduladoras delas e ignorar a muda e fiel Cordélia. Tal coisa já é por si insensata e demente, e assim a ignominiosa ingratidão e indignidade das filhas mais velhas e de seus maridos o levam à loucura efetiva.”

tanto a livre autonomia dos deuses quanto a liberdade dos indivíduos agentes encontram-se colocadas em perigo.” “o espírito de Deus conduz a Deus. Mas então o interior humano pode aparecer como o terreno meramente passivo sobre o qual atua o espírito de Deus” “Mesmo grandes poetas não conseguiram manter-se livres da exterioridade recíproca entre os deuses e os homens.” Deus ex machina: Freeza tem de perder, e o show tem de continuar…

Quando ouvimos nos antigos que Vênus ou Amor forçaram o coração, Vênus e Amor são inicialmente sem dúvida forças externas ao ser humano, mas o amor é do mesmo modo um movimento e uma paixão que pertence ao peito humano enquanto tal e constitui seu próprio interior.” “Esta interrupção interior da ira, este freio que é um poder estranho à ira, o poeta épico tem aqui o pleno direito de expor como um acontecimento externo, porque Aquiles aparece de início inteiramente apenas tomado pela ira.”

Goethe realizou em sua Ifigênia em Táurida o que há de mais admirável e belo a este respeito.” (*) “…indicamos a tradução de Carlos Alberto Nunes

Senhora Atena, quem ouvindo os deuses não os obedece não tem juízo. Pois como poderia ser bela a luta com os deuses poderosos?”

O personagem Toas de Eurípides

Que Goethe seja superior a Eurípides, não se depreende que seja o suficiente para a modernidade se arrogar a coroa, Hegel! De fato não é tão meritório “ser superior a Eurípides”, como que um coadjuvante esforçado no seu contexto!

Hat denn zur unerhörten Tat der Mann „Apenas o homem tem, pois, direito

Allein das Recht? drückt denn Unmögliches ao ato inaudito? Apenas ele imprime

Nur er an die gewaltge Heldenbrust?“ a impossibilidade no valente peito heróico?”

Du glaubst, es höre

Der rohe Skythe, der Barbar, die Stimme

Der Wahrheit und der Mesnchlichkeit, die Atreus,

Der Grieche, nicht vernahm?“

Bringst du die Schwester, die auf Tauris‘ Ufer

Im Heilligtume wider Willen bleibt,

Nach Griechenland, so löset sich der Fluch“

Gleich einem heilgen Bilde,

Daran der Stadt unwandelbar Geschick

Durch ein geheimes Götterwort gebannt ist,

Nahm sie dich weg, dich Schützerin des Hauses;

Bewahrte dich einer heilgen Stille

Zum Segen deines Bruders und der Deinen.

Da alle Rettung auf der weiten Erde

Verloren schien, gibst du uns alles wieder.“

In deinen Armen fasste

Das Übel mich mit allen seinen Klauen

Zum letztenmal und schüttelte das Mark

Entsetzlich mir zusammen; dann entfloh’s

Wie eine Schlange zu der Höhle. Neu

Geniess ich num durch dich das weite Licht

Des Tages.“

Pior do que nas matérias antigas se encontra a situação nas matérias cristãs.” Nisso sim há um mérito gigantesco da Era Goethe: mais, mais claridade solar do Pagão!

Objetou-se a Shakespeare por causa desta ausência de atividade, e se o recriminou porque a peça do Hamlet parecia em parte não querer sair do lugar. Hamlet é, porém, uma natureza fraca em termos práticos, um belo ânimo retraído-em-si-mesmo, que dificilmente consegue decidir-se a sair desta harmonia interna; é melancólico, pensativo, hipocondríaco e meditativo, e, por isso, não-inclinado a um ato rápido; tal como também Goethe insistiu na representação que S. teria querido descrever: [Wilhelm Meister] impôs um grande ato sobre uma alma que não estava à altura do ato. E neste sentido ele encontra a peça completamente elaborada.” “Hamlet vacila porque não acredita às cegas no espírito.” “Vemos aqui que a aparição [duplo sentido: a idéia da vingança e o ectoplasma de seu pai] enquanto tal não dispõe de Hamlet sem resistência, mas ele duvida e quer alcançar a certeza pelos próprios meios, antes de empreender o agir.”

As potências universais, por fim, que não se apresentam apenas por si em sua autonomia, mas estão igualmente vivas no peito humano e movem o ânimo humano no seu ser mais íntimo, podemos designar, segundo os antigos, com a expressão pathos. Esta palavra é de difícil tradução, pois <paixão> (Leidenschaft) sempre subentende aquilo que é mesquinho, baixo, ao passo que exigimos do ser humano que ele não permaneça preso às paixões (Leidenschaftlichkeit). (…) [o] pathos [não é] repreensível nem teimoso.”

o sagrado amor fraterno de Antígona é um pathos

Orestes, p.ex., mata sua mãe não baseado numa paixão, e sim o pathos o impulsiona”

Quanto a isso, também não podemos dizer que os deuses possuem pathos.” Pois os deuses são estóicos involuntários! Cada deus olímpico é na verdade uma das emoções autônomas do pathos que necessitam do veículo humano.

O pathos constitui, pois, o verdadeiro ponto central, o autêntico domínio da arte; a exposição dele é o que principalmente atua e produz efeito na obra de arte assim como no espectador. Pois o pathos toca numa corda que ressoa em cada peito humano” “O pathos move porque é a potência-em-si-e-para-si na existência humana.”

A comoção (Rührung), em termos gerais, é com-moção [Mitbewegung] enquanto sentimento, e os seres humanos, principalmente hoje em dia, são em parte fáceis de comover.”

O Timon shakespeariano é um misantropo inteiramente exterior; os amigos comeram às custas dele, dilapidaram sua fortuna e quando ele mesmo precisou de dinheiro o abandonaram. A partir disso, torna-se um inimigo apaixonado dos homens. Tal coisa é concebível e natural, mas não é nenhum pathos legítimo. Na obra juvenil de Schiller, O Misantropo, o ódio semelhante é ainda uma mania (Grille) moderna. Pois aqui o inimigo da humanidade é um homem de reflexão, pleno de conhecimentos e sumamente nobre, generoso com seus camponeses, os quais libertou da servidão, e cheio de amor para com sua filha tanto bela quanto digna de ser amada. De modo semelhante é que Quinctius Heymeran von Flaming se atormenta no romance de August Lafontaine com o capricho das raças humanas.”

Os antigos estavam acostumados a explicitar em sua profundidade o pathos que anima os indivíduos, sem por meio disso cair em reflexões frias ou em palavrório. Também os franceses são a este respeito patéticos (pathetisch) e sua eloquência da paixão não é sempre apenas um mero revolvimento de palavras, tal como muitas vezes nós alemães, no retraimento de nosso ânimo, o consideramos, na medida em que a vasta expressão do sentimento aparece para nós como uma injustiça imputada ao sentimento. Houve neste sentido, na Alemanha, uma época da poesia, na qual principalmente os ânimos jovens, saturados da retórica agu[a]da [aguada no original!] francesa e exigindo naturalidade, chegaram, pois, a uma força que principalmente se expressava apenas em interjeições. A questão não se resolve, todavia, com o mero ah! e oh! ou com a maldição da ira, com o arremessar-se e com o exceder-se. A força de meras interjeições é uma má força e o modo de manifestação de uma alma ainda rude. O espírito individual, no qual o pathos se expõe, deve ser um espírito pleno em si mesmo, capaz de se expandir.”

Goethe é menos patético do que Schiller” “seus cantos deixam perceber o que pretendem, sem se explicitarem completamente.”

De modo semelhante, Claudius (1740-1815), no Mensageiro de Wandsbecker (vol. I), contrapôs Voltaire e Shakespeare, de modo que um é o que o outro parece: <Mestre Arouet diz: eu choro; e Shakespeare chora>. Mas é justamente em torno do dizer e do parecer que se trata na arte. Se Shakespeare literalmente apenas chorasse, seria um mau poeta.”

o pathos na atividade concreta é o caráter humano.”

A um ser humano verdadeiro pertencem muitos deuses, e ele guarda em seu coração todas as potências que estão dispersas no círculo dos deuses” Mal posso acreditar que este é H.!

Com efeito, quanto mais cultos eram os gregos, tanto mais deuses eles possuíam, e seus deuses mais antigos eram embotados, não-configurados (herausgestaltet) para a individualidade e determinidades.”

Em Homero, cada herói é todo um âmbito total e vital de propriedades e traços de caráter.”

Com Aquiles podemos dizer: isto é um homem!”

Em contrapartida, que individualidades rasas, pálidas, mesmo se também vigorosas, são o córneo Siegfried, o Hagen de Tronje e mesmo Volker, o menestrel!”

Um outro modo da falta de postura do caráter constituiu-se, principalmente em produções alemãs recentes, na fraqueza interior do sentimentalismo, que na Alemanha reinou por tempo suficiente. Como primeiro exemplo famoso deve ser mencionado o Werther” “A bela alma (Schönseelichkeit) de Jacobi, em seu Woldemar, [também] se insere neste caso.”

A pedantice e a impertinência de não ser capaz de suportar pequenas circunstâncias e inépcias – que, porém, um grande e forte caráter supera incólume –, ultrapassa qualquer representação, e justamente a coisa mais insignificante leva tal ânimo ao supremo desespero.”

De uma outra maneira, esta deficiência na solidez substancial interior do caráter também foi desenvolvida de modo que tais magnificências superiores esquisitas do ânimo fossem inversamente hipostasiadas e apreendidas como potências autônomas. Aqui se situam a magia, o magnetismo, o demoníaco, a fantasmagoria-elefante do visionário, a doença do sonâmbulo, etc.” “as potências escuras devem justamente ser banidas do âmbito da arte, pois nela não há nada de escuro, e sim tudo é claro e transparente, e com estes presbitismos [hipermetropia] apenas é dada a palavra à doença do espírito e a poesia é lançada no nebuloso, no vaidoso e no vazio, do qual nos fornecem exemplos Hoffmann e Heinrich von Kleist, este em seu Príncipe de Homburg. O caráter verdadeiramente ideal não tem nada vindo do além e de fantasmagórico, e sim tem por seu conteúdo e pathos interesses efetivos, nos quais ele está consigo mesmo. Principalmente a clarividência tornou-se trivial e comum na poesia recente. No Wilhelm Tell de Schiller, em contrapartida, quando o velho Attinghausen, no momento da morte, proclama o destino da sua pátria, tal profecia é empregada em lugar oportuno.”

Hamlet é em si mesmo certamente indeciso, mas não tem dúvida pelo que tem de realizar e sim pelo como tem de realizar algo. Agora, contudo, há quem também transforme os caracteres de Shakespeare em fantasmas e pense que a nulidade e a insuficiência na oscilação e na mudança de posição, que este disparate, deve justamente interessar por si mesmo. Mas o ideal consiste no fato de que a Idéia é efetiva, e a esta efetividade pertence o ser humano enquanto sujeito e, desse modo, como ser uno firme-em-si-mesmo.”

À existência efetiva do ser humano pertence um mundo circundante, assim como à estátua do deus pertence um templo.”

A arte deve nos liberar (…) da espirituosidade (Witz) [esperteza] que o ser humano está acostumado a esbanjar no campo social.” “Esta aparência de idealidade, contudo, é em parte apenas uma abstração nobre da subjetividade moderna [COVARDIA], à qual falta a coragem de travar relações com a exterioridade; em parte é também uma espécie de violência que o sujeito se impõe para colocar-se fora deste círculo por-meio-de-si-mesmo, se já não está em-si-e-para-si alçado acima desse círculo por meio do nascimento, estamento e situação.”

não é o conteúdo espiritual, a alma concreta do sentimento, que nos fala pelos sons; muito menos é o som enquanto som que nos move no mais íntimo; e sim é esta unidade abstrata introduzida pelo sujeito no tempo que ressoa na mesma unidade do sujeito.”

os pintores antigos destinavam as cores fundamentais, em sua pureza, às vestimentas das pessoas principais, e as cores misturadas às figuras secundárias (Nebengestalten). Maria geralmente usa um manto azul, pelo fato do repouso suavizante do azul corresponder à quietude e suavidade interiores; mais raramente ela usa um vestido em vermelho vivo.”

Na pintura as cores não devem ser impuras e cinzentas, e sim claras, determinadas e em si mesmas simples.”

QUE SACO A ARTE MODERNA! “Igualmente o som da voz humana deve desenvolver-se pura e livremente a partir da garganta e do peito, sem deixar o órgão vibrar junto ou, como é o caso em sons mais roucos, sem deixar notar de modo perturbador qualquer impedimento não-superado.”

Homero, embora não forneça descrições da natureza, é, em suas designações e referências, tão fiel e nos fornece uma intuição tão exata de Scamandro, do Simois, das costas, das baías, que ainda hoje pôde ser situada geograficamente a mesma paisagem concordando com a sua descrição.”

Também os mestres cantores, quando colocam em verso antigas histórias bíblicas e têm Jerusalém como local, nada oferecem a não ser o nome. No Livros dos Heróis algo parecido acontece; Ortnit cavalga entre os pinheiros, luta com o dragão, sem ambiente humano, lugares definidos, etc., de modo que nesta relação não é oferecido praticamente nada à intuição. Mesmo na canção dos Nibelungos não é diferente; ouvimos certamente algo sobre Worms, o Reno e o Danúbio; mas também aqui fica-se preso ao indeterminado e árido.”

Na direção oposta, a lírica expõe de modo predominante apenas o ânimo interior, e não necessita, desse modo, quando acolhe o exterior, mostrá-lo para uma visão tão determinada.”

a pintura, segundo sua natureza, penetra a este respeito mais do que qualquer outra arte, principalmente no particular.” O problema do cinema foi potencializar isso 10 vezes.

O árabe é uno com sua natureza e apenas pode ser compreendido com seu céu, suas estrelas, seus desertos quentes, suas tendas e cavalos.”

Na estátua de Palas em Atenas e de Zeus em Olímpia não foi economizado ouro e marfim; em quase todos os povos os templos dos deuses, as igrejas, as imagens dos santos, os palácios dos reis dão um exemplo de esplendor e luxo, e desde sempre as nações se alegraram por ter, em suas divindades, sua própria riqueza diante dos olhos, assim como se alegraram com o luxo dos príncipes, pelo fato de tal coisa existir e decorrer de seu meio. [MORAL DE ESCRAVOS] Podemos sem dúvida perturbar um tal gozo por meio dos assim chamados pensamentos morais, se estabelecermos a reflexão de quantos atenienses pobres poderiam ter sido saciados com o manto de Palas, de quantos escravos poderiam ter sido resgatados; e em momentos de grandes necessidades do Estado tais riquezas também nos antigos foram empregadas para fins úteis, tal como hoje entre nós são empregados os tesouros de mosteiros e igrejas.” “rememoramos a necessidade e a carência, cuja eliminação é justamente exigida pela arte, de modo que para cada povo apenas pode redundar em fama e honra suprema a doação de seus tesouros a uma esfera que se eleva prodigamente sobre todas as necessidades comezinhas.”

O primeiro modo segundo o qual a arte procurou remover todas estas esferas constitui a representação de uma assim chamada época de ouro ou também de um estado idílico.” “[Mas o]s escritos de Gessner, p.ex., são hoje pouco lidos, e se os lemos não podemos neles nos sentir em casa.” “O ser humano não deve viver em tal pobreza espiritual idílica, ele deve trabalhar.”

Dante nos apresenta de modo comovedor apenas em poucos traços a morte por inanição de Ugolino. Quando Gerstenberg(*) em sua tragédia de mesmo nome descreve amplamente, passando por todos os graus do horror, como primeiramente os 3 filhos e por fim o próprio Ugolino morrem de fome, trata-se de uma matéria que repugna completamente à exposição artística.

(*) Heinrich Wilhelm von Gerstenberg. Foi este autor dinamarquês, de grande influência sobre Klopstock, que <lançou> Shakespeare e Homero na Alemanha em torno de 1760. (N.T.)”

Surge, em meio a esta formação industrial e exploração recíproca de um pelo outro a utilização dos demais indivíduos, em parte a mais dura crueldade da pobreza, em parte, se a necessidade deve ser afastada, os indivíduos devem aparecer como ricos, de tal (sic) como que ficam livres do trabalho para suas necessidades e podem entregar-se a interesses superiores.”

Ou somos artesãos angustiados ou não vivemos em casa, embora tranquilos e apáticos.

[N.T. ] “Johan Heinrich Voss (1751-1826), tradutor de Homero, autor de epopéias idílicas em hexâmetros, ricas em descrições quase realistas da vida cotidiana. A Luise é de 1783.”

Ora, café e açúcar são produtos que não poderiam ter saído de um tal círculo e imediatamente apontam para uma conexão totalmente diferente, para um mundo estranho e suas múltiplas mediações do comércio, das fábricas, em geral, da moderna indústria.” Ora, está dizendo que a arte se subordina ao comércio! Linhas depois justifica o mesmo procedimento quando empregado por Goethe. Assaz previsível.

Os poemas homéricos, tenha Homero efetivamente vivido ou não como o único poeta da Ilíada e da Odisséia, estão pelo menos 4 séculos separados da época da guerra de Tróia e um espaço de tempo 2x maior ainda separa os grandes trágicos gregos dos dias dos antigos heróis, dos quais transportam o conteúdo de sua poesia ao seu presente.”

as obras de arte autênticas, imortais, permanecem desfrutáveis para todas as épocas e nações, mas mesmo então é preciso, para a sua completa compreensão por povos e séculos estranhos, um vasto aparato de notícias, de conhecimentos e de informações geográficas, históricas e até mesmo filosóficas.”

Encontramos de modo mais forte esta espécie de ingenuidade puramente nostálgica e hermética em Hans Sachs que, certamente com um frescor da intuição e um ânimo alegre, <nüremberguizou>, no sentido mais próprio, Nosso Senhor Deus Pai, Adão, Eva e os patriarcas. Deus Pai, em certo momento, instrui e dá uma aula para Abel, Caim e os outros filhos de Adão, assumindo completamente a maneira e o tom de um mestre de escola daquela época; ele os catequiza sobre os 10 mandamentos e o pai-nosso; Abel sabe tudo muito bem e mostra-se piedoso; Caim, porém, se comporta mal e responde como um rapaz perverso e ateu (…) Pilatos aparece como um magistrado malcriado, rude e soberbo; os soldados, totalmente segundo a vulgaridade de nosso tempo, oferecem tabaco para Cristo na cruz; ele despreza e então eles enfiam o rapé com violência pelas narinas e todo o povo encontra nisso sua diversão, por ser totalmente piedoso e devoto; inclusive, tanto mais devoto quanto mais o interior da representação religiosa se torna para eles vivo nesta presencialidade imediata” “nada mais se mostra a não ser uma contradição burlesca.”

#IDÉIA: Escrever uma fan fiction – livre transposição moderna – do episódio do homicídio fraterno de Caim, em que ele não logra êxito. Pois Abel é um desconfiado hipocondríaco dos nossos tempos, enquanto que Caim, um assassino hesitante, um Raskholnikov. Desta feita, não só Caim, se lograsse êxito, não suportaria a culpa, como na realidade Abel consegue antever os passos de seu algoz de berço e ou foge ou mata o ainda-não-assassino em legítima defesa, e pela legítima defesa ser um argumento jurídico válido em nossa época é que Deus o perdoa.

Voltaire foi injusto ao dizer que os franceses melhoraram as obras dos antigos; eles apenas as nacionalizaram, e nesta transformação procederam com tanto mais antipatia infinita com tudo o que era estrangeiro e individual à medida que seu gosto exigia uma formação social perfeitamente cortês, uma regularidade e universalidade convencional do sentido e da representação. A mesma abstração de uma formação delicada eles também transferiram para a dicção. Nenhum poeta podia dizer cochon ou mencionar colher e garfo e milhares de outras coisas. Em vez de colher ou garfo, dizia-se um instrumento com o qual se leva alimentos líquidos ou sólidos à boca e outras coisas do gênero. Mas justamente por isso seu gosto permaneceu sumamente limitado.

Por isso foram os franceses os que menos puderam se dar bem com Shakespeare e, quando se dedicavam a ele, sempre eliminavam justamente o que para nós alemães teria sido nele o mais agradável.”

E assim, em suas obras de arte também os chineses, americanos ou heróis gregos e romanos deviam falar e se portar totalmente como cortesãos franceses. O Aquiles da Ifigênia em Áulida é um príncipe francês completo, e se não fosse pelo nome ninguém encontraria nele um Aquiles. No teatro, ele certamente estava vestido como grego e guarnecido com o escudo e a couraça, mas ao mesmo tempo com os cabelos penteados e polvilhados, as ancas alargadas por almofadas e com saltos vermelhos nos sapatos amarrados com fitas coloridas.”

De acordo com um princípio semelhante, na França freqüentemente não se pratica a historiografia em vista dela mesma e de seu objeto, mas por causa dos interesses de época, para poder fornecer boas doutrinas ao governo ou para torná-las odiosas.”

(*) “August Kotzebue (1761-1819), autor de peças de divertimentos particularmente insípidas: foi assassinado em 23/03/1819 por um estudante seguidor de Hegel, cujo assassinato ocasionou a publicação dos <decretos de Karlsbad> e uma onda de repressão antiliberal que ameaçou o próprio Hegel.”

ao contrário dos franceses, somos em geral os arquivadores os mais cuidadosos de todas as particularidades estrangeiras e, por isso, também na arte requeremos fidelidade à época, ao lugar, aos usos, às vestimentas, às armas. Tampouco nos falta a paciência para estudar, mediante esforço árduo e erudição, o modo de pensar e intuir das nações estrangeiras e de séculos longínquos”

cachorros e gatos, e até mesmo objetos repugnantes, nos são agradáveis”

síndrome de Schlegel

não há nada de mais vazio e frio do que quando nas óperas se diz: Ó deuses!, Ó Júpiter! ou mesmo Ó Ísis e Osíris! – e ainda mais quando se acrescenta a miséria dos oráculos – e raramente eles não aparecem nas óperas –, em cujo lugar apenas agora surgem na tragédia a loucura e a clarividência.”

Na canção dos Nibelungos, estamos certamente, em termos geográficos, sob terreno familiar, mas os burgúndios e o rei Átila estão tão distantes de todas as relações de nossa formação atual e seus interesses pátrios que mesmo sem erudição podemos nos sentir muito mais familiarizados com os poemas homéricos. Assim, Klopstock certamente foi motivado por meio do impulso como que pátrio a colocar os deuses escandinavos no lugar da mitologia grega, mas Wodan, Walhalla e Freia permaneceram meros nomes, que pertencem ainda menos do que Júpiter e Olimpo à nossa representação ou falam ainda menos do que eles ao nosso ânimo.”

Sófocles não deixava que Filoctetes, Antígona, Ájax, Orestes, Édipo e seus corifeus e coros falassem tal como falariam em sua época. De modo idêntico os espanhóis possuem os seus romances do Cid; Tasso canta em sua Jerusalém Libertada a questão universal da cristandade católica; Camões descreve a descoberta do caminho para as Índias Orientais em torno do Cabo da Boa Esperança e os feitos em si mesmos infinitamente importantes dos heróis marítimos, e estes feitos eram os de sua nação; Shakespeare dramatizou a história trágica de seu país e o próprio Voltaire a sua Henriade.”

A Noachida de Bodmer (1698-1783) e o Messias de Klopstock estão fora de modo, como também não vale mais a opinião de que pertence à honra de uma nação possuir também seu Homero e, além disso, seu Píndaro, Sófocles e Anacreonte.”

A ninguém ocorreria hoje fazer um poema a Vênus, Júpiter ou Palas.”

Nas peças históricas de Shakespeare há muita coisa que permanece para nós estranha e pouco pode nos interessar. Na leitura ficamos certamente satisfeitos com isso, no teatro não.”

Quando Falstaff fala de pistolas, isto é indiferente. Mais sério, porém, é quando Orfeu se mostra com um violino na mão, na medida em que aqui a contradição entre os dias míticos e um tal instrumento moderno, do qual cada um sabe que em épocas tão antigas ainda não havia sido inventado, se apresenta de modo muito forte.”

muitos procuram, em vão, mesmo nas mais belas canções de amor, seus próprios sentimentos e, por isso, declaram a exposição como igualmente falsa, ao passo que outros, que apenas conhecem o amor pelos romances, acreditam não serem amados na efetividade até que reencontram em-si-mesmos, em-torno-de-si, os sentimentos e situações completamente iguais àqueles dos romances.”

fantasia criadora X imaginação passiva

Ele deve ter visto muito, ouvido muito e conservado muito em si mesmo, como em geral os grandes indivíduos quase sempre se distinguem por uma grande memória.”

(*) “Begeisterung na tradição latina também é traduzida por ‘inspiração’. Preferimos entusiasmo apoiando-nos, neste caso, no sentido grego do enthousiasmos enquanto <exaltação criadora> (N.T.).”

A primeira exigência constitui este dom e interesse de uma apreensão determinada do que é efetivo em sua forma real bem como a retenção do que foi intuído. Inversamente, é preciso unir ao conhecimento da forma exterior a familiaridade com o interior do ser humano, com todos os fins do peito humano” “ele deve ter refletido sobre o essencial e verdadeiro, segundo toda a sua amplitude e toda a sua profundidade. (…) em toda grande obra de arte também se percebe que a matéria foi por muito tempo e profundamente ponderada e meditada segundo todas as direções.”

seu coração já deve ter sido golpeado e movido em profundidade (…) o genius certamente efervesce na juventude, como foi o caso com Goethe e Schiller, mas somente a idade madura e avançada pode levar a uma completude a autêntica maturidade da obra de arte.”

genius X talento; ou genius & talento

o talento sem o gênio não consegue ir muito além da habilidade exterior.”

Os absolutos primeiros poemas de Goethe: Canto de Maio, Boas-Vindas e Adeus.

Fauriel (filólogo, 1772-1844) publicou uma coletânea de cantos dos gregos modernos, em parte tomado da boca das mulheres, amas e criadas, as quais não conseguiam parar de se admirar pelo assombro que ele demonstrava por seus cantos.”

Um italiano ainda hoje improvisa dramas de 5 atos e isso sem ter decorado nada, mas tudo nasce do conhecimento das paixões e situações humanas e do entusiasmo profundamente atual.”

Aquele que apenas se propõe a ser entusiasmado para fazer um poema ou pintar um quadro e inventar uma melodia, sem trazer já em-si-mesmo algum conteúdo como estímulo vivo, e necessita primeiramente procurar aqui e ali por uma matéria, ele ainda não produzirá (fassen), a partir desta mera intenção, não obstante todo o talento, nenhuma bela concepção ou não será capaz de produzir uma obra de arte consistente.”

Inspiração como diferente, mais que a soma de vontade, determinação, sensibilidade.

Porém a inspiração retém, quando quer que ela se manifeste. Não é como se a janela de oportunidade do bom artista fosse tão estreita.

As odes encomiásticas de Píndaro nasceram muitas delas por encomenda. Igualmente por infinitas vezes a finalidade e o objeto para os edifícios e os quadros foram propostos aos artistas” “Inclusive ouvimos freqüentemente entre os artistas a queixa de que lhes faltam as matérias [os gatilhos] que poderiam trabalhar.”

Shakespeare se inspirava por lendas, antigas baladas, novelas e crônicas”

Se questionarmos a seguir em que consiste o entusiasmo artístico, veremos que ele nada mais é do que ser preenchido completamente pela coisa, estar totalmente presente na coisa e não descansar até o momento em que a forma artística estiver exprimida e em-si-mesma acabada.”

mau entusiasmo”

(*) “Jean Paul Friedrich Richter (1763-1825), denominado Jean-Paul, uma das mais importantes figuras do romantismo alemão, autor de sátiras, idílios humorísticos e grandes romances (Hesperus, Flegeljahre, Titan) bem como de uma obra de estética, Vorschule der Ästhetik (Curso Elementar de Estética), 1804, na qual desenvolve uma teoria do humor como <inversão sublime>. (N.T.)”

Não possuir nenhuma maneira foi desde sempre a única grande maneira, e somente neste sentido Homero, Sófocles, Rafael e Shakespeare hão de ser chamados originais.”

FIM DO PRIMEIRO VOLUME

GLOSSÁRIO ALEMÃO (& FRANCÊS) RESIDUAL:

Anschaubarkeit: intuitibilidade

Beschlossenheit: fechamento :: closure

Entzweiung: cisão

être en negligé: interessante faceta do idioma francês – literalidade que passa ao simbólico – para se dizer “estar em roupão”, i.e., em negação!

Geistererscheinung: aparição de espíritos

Hinaussetzen: situar-se fora

seinsollende: dever-ser

Spaltung: discórdia

Tüchtigen: consistência

verleiblichte: encarnado

Verwicklung: trama

THE PHILOSOPHY OF [EUROPEAN] HISTORY – Hegel (trad. e notas de J. Sibree)

PREFÁCIOS DA EDIÇÃO ESPANHOLA “FILOSOFÍA DE LA HISTORIA UNIVERSAL”, DE JOSÉ GAOS

I. SOBRE LA EDICIÓN ALEMANA

La primera edición fue hecha en 1837 por Eduard Gans. La segunda, en 1840 por Karl Hegel; esta fue reimpresa -con muchas erratas- en 1848. La segunda edición ha sido siempre considerada como la canónica, por las grandes adiciones que contiene respecto de la primera. Ha sido reeditada en 1907 por Fritz Brunstad en la conocida colección Reclam. Los 2 editores primeros, E. Gans y Karl Hegel, partieron del propósito equivocado de convertir en un ‘libro’ lo que era una serie de ‘lecciones’. Esto les llevó no sólo a pulir acaso excesivamente el estilo de los manuscritos que les sirvieron de base, sino a refundir realmente partes enteras y a suprimir lo que juzgaban repeticiones o pasajes sin interés. Todo ello con el buen deseo de convertir en un libro los materiales que tenían a mano.”

Karl Hegel asegura que las adiciones de su edición proceden todas no de cuadernos de apuntes, sino de manuscritos de la propia mano de su padre. Pero estos manuscritos no los ha visto nadie. Es posible que Karl Hegel dé este nombre a las notas volanderas, sin redactar, compuestas de palabras sueltas, que Hegel utilizaba en sus clases. En tal caso, las páginas de los apuntes resultarían más auténticas aún, puesto que Hegel no daba realmente forma plena a su pensamiento sino en la improvisación oral. Por todas estas razones puede considerarse la edición nueva de Lasson como la primera que refleja con exactitud bastante aproximada la forma que tuvieron las lecciones de Hegel sobre filosofía de la historia universal.”

II. SOBRE LA TRADUCCIÓN ESPAÑOLA

Esta traducción de la Filosofía de la historia, de Hegel, puede considerarse prácticamente como la primera que se hace a idiomas latinos.” “En italiano existen 2: 1°. Hegel. Filosofía della Storia, trad. G.P. Passerini (Capolago, 1840); 2°. Hegel. Filosofía della Storia, org. Eduardo Gans, 3° edizione fatta per cura di C. Hegel, traduzione dall’originale per A. Novelli, 1864.

La primera es la traducción de la edición de Gans, que quedó totalmente anulada por la edición de Karl Hegel con sus numerosas adiciones. La segunda, la traducción de Novelli, está juzgada por Benedetto Croce, en la introducción a su traducción italiana de la Enciclopedia de las ciencias filosóficas, en palabras duramente condenatorias, abonadas por una muestra a 2 columnas.”

La terminología de Hegel ha sido para nosotros causa, a veces, de perplejidades no todas satisfactoriamente resueltas y que comunicamos al lector.”

Hegel distingue entre Moralität y Sittlichkeit. Ambos términos tienen una sola traducción en español: moralidad. La palabra alemana Sittlichkeit es el derivado de Site que significa costumbre, como moralidad es el derivado de mos, la voz latina que también significa costumbre. La diferencia de sentido que Hegel establece entre Moralität y Sittlichkeit es que Moralität se refiere a la moralidad subjetiva, a la calidad o valor moral de una voluntad que obra por respeto al deber, mientras que Sittlichkeit señala más bien la moralidad objetiva, la moral como conjunto de normas, costumbres, leyes objetivas que constituyen la manera de obrar de un pueblo. Esta diferencia de sentido ha sido destacada en las traducciones italianas de Hegel por el uso de los 2 términos Moralitá y Eticitá. Podríamos -y en esto consiste nuestra perplejidad- haber empleado en nuestra traducción las palabras moralidad y eticidad. Pero la introducción de este neologismo nos resultaba algo dura y poco conforme con el espíritu de nuestro idioma, que parece más bien otorgar a la voz moralidad los 2 sentidos, el objetivo y el subjetivo. Acaso la mejor traducción de Sittlichkeit fuera: civilidad, dando a este término su sentido prístino de vida humana social sujeta a normas de convivencia, esto es, distinta de la vida animal o natural. En general puede decirse que lo que Hegel entiende por Estado (Staat) no tiene el sentido precisamente jurídico-político que tiene para nosotros, sino más bien el de sociedad humana. Pero esta distinción, ya vislumbrada por Hegel, que insiste en diferenciar el Estado de su constitución, etcétera, no se ha practicado hasta después. Por estas razones -y repetimos que en esto consiste nuestra perplejidad- hemos usado solamente el término de moralidad, confiando en que el contexto dará al lector facilidad para discernir el sentido en cada caso. De todos modos sírvale de guía nuestra advertencia de que el término está tomado en su sentido subjetivo.”

Otro problema terminológico nos ha planteado la expresión Volksgeist. Su traducción literal es espíritu del pueblo. Podría traducirse espíritu nacional. Hemos preferido la primera expresión, que tiene algún abolengo en nuestro idioma, habiendo sido usada por los filósofos y juristas españoles que en el pasado siglo tuvieron contacto con el pensamiento alemán (Hegel, Krause, etcétera). Pero también aquí tienen los términos nación y pueblo para Hegel el mismo sentido más amplio que hemos indicado para el término Estado.”

Hemos traducido Bildung casi siempre por cultura. Solamente en algún caso hemos puesto educación por tratarse de pasajes en donde se insiste principalmente sobre la noción de formación, de paso de un estado a otro, de una situación inculta a otra culta.”

Por último, no necesitamos decir que la palabra idea no ha sido empleada por nosotros nada más que para traducir la voz alemana Idee, cuyo valor terminológico en Hegel es conocido. Acaso hubiera sido mejor escribirla siempre con mayúscula.”

J.G., Madrid, 1928

PREFÁCIOS DA EDIÇÃO INGLESA, A QUE USAMOS PARA TODO O RESTANTE DO POST, DE SIBREE E K. HEGEL

I. TRANSLATOR’S INTRODUCTION

Hegel’s Lectures on the Philosophy of History are recognized in Germany as a popular introduction to his system; their form is less rigid than the generality of metaphysical treatises, and the illustrations, which occupy a large proportion of the work, are drawn from a field of observation more familiar perhaps than any other, to those who have not devoted much time to metaphysical studies.”

A few words however have necessarily been used in a rather unusual sense; and one of them is of very frequent occurrence. The German Geist, in Hegel’s nomenclature, includes both intelligence and will, the latter even more expressly than the former.” “It is pertinent to remark here, that the comparative disuse of this term in English metaphysical literature is one result of that alienation of theology from philosophy with which continental writers of the most opposite schools agree in taxing the speculative genius of Britain — an alienation which mainly accounts for the gulf separating English from German speculation, and which will, it is feared, on other accounts also be the occasion of communicating a somewhat uninviting aspect to the following pages.”

The word ‘moment’ is, as readers of German philosophy are aware, a veritable crux to the translator. In Mr. J.R. Morell’s very valuable edition of Johnson’s Translation of Tennemann’s Manual of the History of Philosophy, the following explanation is given: ‘This term was borrowed from mechanics by Hegel (see his Wissenschaft der Logik, Vol. 3, P. 104, Ed. 1841). He employs it to denote the contending forces which are mutually dependent, and whose contradiction forms an equation. Hence his formula, Esse = Nothing. Here Esse and Nothing are momentums, giving birth to Werden, i.e., Existence. Thus the momentum contributes to the same oneness of operation in contradictory forces that we see in mechanics, amidst contrast and diversity, in weight and distance, in the case of the balance.’ But in several parts of the work before us this definition is not strictly adhered to, and the translator believes he has done justice to the original in rendering the word by ‘successive’ or ‘organic phase’. In the chapter on the Crusades another term occurs which could not be simply rendered into English. The definite, positive, and present embodiment of essential being is there spoken of as ‘ein Dieses’, ‘das Dieses’, etc., literally ‘a This’, ‘the This’, for which repulsive combination a periphrasis has been substituted, which, it is believed, is not only accurate but expository.”

The translator would remark, in conclusion, that the ‘Introduction’ will probably be found the most tedious and difficult part of the treatise; he would therefore suggest a cursory reading of it in the 1st instance, and a 2nd perusal as a resume of principles which are more completely illustrated in the body of the work.

J. Sibree”

II. KARL HEGEL’S PREFACE

In proceeding to treat of China and India, he wished, as he said himself, only to show by example how philosophy ought to comprehend the character of a nation; and this could be done more easily in the case of the stationary nations of the East, than in that of peoples which have a bona fide history and a historical development of character.”

Had Hegel pursued the plan which most professors adopt, in adapting notes for use in the lecture room, of merely appending emendations and additions to the original draught, it would be correct to suppose that his latest readings would be also the most matured. But as, on the contrary, every delivery was with him a new act of thought, each gives only the expression of that degree of philosophical energy which animates his mind at the time” Hegel, o Filósofo da Síntese, não conseguia sintetizar suas próprias aulas!

INTRODUCTION

O imbecil se julgava superior a um Tucídides!

Legends, Balladstories, Traditions, must be excluded from such original history. These are but dim and hazy forms of historical apprehension, and therefore belong to nations whose intelligence is but half awakened.”

Reflections are none of his business, for he lives in the spirit of his subject; he has not attained an elevation above it.”

Such speeches as we find in Thucydides (for example) of which we can positively assert that they are not bona fide reports, would seem to make against our statement that a historian of his class presents us no reflected picture; that persons and people appear in his works in propria persona.” Imagine o ataque cardíaco que Hegel teria ao se deparar postumamente com o materialismo histórico!

ESSA ESTRANHA VENERAÇÃO PELA PERSONALIDADE DE PÉRICLES ADVIRIA DA PRÓPRIA LEITURA VICIADA DE HEGEL DE HISTORIADORES EM SUA FORMAÇÃO? “Granted that such orations as those of Pericles — that most profoundly accomplished, genuine, noble statesman — were elaborated by Thucydides, it must yet be maintained that they were not foreign to the character of the speaker.” Ao mesmo tempo, contradiz a passagem acima!

Xenophon’s Retreat of the Ten Thousand, is a work equally original.” Pois essa obra não é nada falada hoje em dia…

Caesar’s Commentaries are the simple masterpiece of a mighty spirit.”

Our culture is essentially comprehensive, and immediately changes all events into historical representations.” Hoje chegamos ao absurdo de verificar isso no ao vivo televisivo + novas mídias. Eu não escrevo essas linhas conforme meu presente, mas pensando num futuro leitor – num futuro leitor distante, muito depois de minha morte… E por quê? Porque é o espírito do tempo, eu não posso evitar esse preconceito ridículo.

In Germany such masters are rare. Frederick the Great (Histoire de Mon Temps) is an illustrious exception.” Puxa-saco descarado.

Instead of writing history, we are always beating our brains to discover how history ought to be written.”

Johannes von Müller has given a stiff, formal, pedantic aspect to his history, in the endeavor to remain faithful in his portraiture to the times he describes. We much prefer the narratives we find in old Tschudy. All is more naive and natural than it appears in the garb of a fictitious and affected archaism.”

But what experience and history teach is this — that peoples and governments never have learned anything from history, or acted on principles deduced from it.”

Looked at in this light, nothing can be shallower than the oft-repeated appeal to Greek and Roman examples during the French Revolution.”

It is only a thorough, liberal, comprehensive view of historical relations (such e.g., as we find in Montesquieu’s Ésprit des Lois) that can give truth and interest to reflections of this order.”

Disgusted by such reflective histories, readers have often returned with pleasure to a narrative adopting no particular point of view.”

The third form of Reflective History is the Critical. This deserves mention as pre-eminently the mode of treating history now current in Germany. It is not history itself that is here presented. We might more properly designate it as a History of History

Among us, the so-called ‘higher criticism’, which reigns supreme in the domain of philology, has also taken possession of our historical literature. This ‘higher criticism’ has been the pretext for introducing all the anti-historical monstrosities that a vain imagination could suggest.”

In this science it would seem as if Thought must be subordinate to what is given, to the realities of fact; that this is its basis and guide: while Philosophy dwells in the region of self-produced ideas, without reference to actuality.” “we seem to have in Philosophy a process diametrically opposed to that of the historiographer.”

The only Thought which Philosophy brings with it to the contemplation of History, is the simple conception of Reason; that Reason is the Sovereign of the World; that the history of the world, therefore, presents us with a rational process. This conviction and intuition is a hypothesis in the domain of history as such.”

Reason is the substance of the Universe”

[Reason] having its place outside reality, nobody knows where; something separate and abstract, in the heads of certain human beings.” Critica a coisa-em-si de Kant, que ele ‘deixa de fora’, mas o ‘fora’ de Hegel é ainda mais escandaloso, i.e., é dentro da cabeça de vento dos agentes históricos!

developing it not only in the phenomena of the Natural, but also of the Spiritual Universe — the History of the World. That this ‘Idea’ or ‘Reason’ is the True, the Eternal, the absolutely powerful essence; that it reveals itself in the World, and that in that World nothing else is revealed but this and its honor and glory — is the thesis which, as we have said, has been proved in Philosophy, and is here regarded as demonstrated.”

It is only an inference from the history of the World, that its development has been a rational process; that the history in question has constituted the rational necessary course of the World-Spirit — that Spirit whose nature is always one and the same, but which unfolds this its one nature in the phenomena of the World’s existence. This must, as before stated, present itself as the ultimate result of History.”

The movement of the solar system takes place according to unchangeable laws. These laws are Reason, implicit in the phenomena in question. But neither the sun nor the planets, which revolve around it according to these laws, can be said to have any consciousness of them.”

Aristotle says of Anaxagoras, as the originator of the thought in question, that he appeared as a sober man among the drunken. Socrates adopted the doctrine from Anaxagoras, and it forthwith became the ruling idea in Philosophy — except in the school of Epicurus, who ascribed all events to chance.” “the world is not abandoned to chance and external contingent causes, but (…) a Providence controls it.” “for Divine Providence is Wisdom, endowed with an infinite Power, which realizes its aim, viz., the absolute rational design of the World.”

The ignorance of Anaxagoras, as to how intelligence reveals itself in actual existence, was ingenuous. Neither in his consciousness, nor in that of Greece at large, had that thought been farther expanded.”

in recent times Philosophy has been obliged to defend the domain of religion against the attacks of several theological systems.”

Our mode of treating the subject is, in this aspect, a Theodicaea — a justification of the ways of God — which Leibnitz attempted metaphysically, in his method, i.e., in indefinite abstract categories — so that the ill that is found in the World may be comprehended, and the thinking Spirit reconciled with the fact of the existence of evil.” “Reason, whose sovereignty over the World has been maintained, is as indefinite a term as Providence, supposing the term to be used by those who are unable to characterize it distinctly” “The German nations, under the influence of Christianity, were the first to attain the consciousness that man, as man, is free: that it is the freedom of Spirit which constitutes its essence.”

The epoch when a State attains this harmonious condition, marks the period of its bloom, its virtue, its vigor, and its prosperity. But the history of mankind does not begin with a conscious aim of any kind, as it is the case with the particular circles into which men form themselves of set purpose.” Fala logo do Apocalipse ou de sua Apocatástase, idiota! Solta sua língua!

The History of the World is not the theatre of happiness. Periods of happiness are blank pages in it, for they are periods of harmony — periods when the antithesis is in abeyance.”

Their whole life was labor and trouble; their whole nature was nought else but their master-passion. When their object is attained they fall off like empty hulls from the kernel. They die early, like Alexander; they are murdered, like Caesar; transported to St. Helena, like Napoleon.”

Síndrome de Cleópatra

it has been demonstrated ad nauseam that princes are generally unhappy on their thrones; in consideration of which the possession of a throne is tolerated, and men acquiesce in the fact that not themselves but the personages in question are its occupants.”

Alexander of Macedon partly subdued Greece, and then Asia; therefore he was possessed by a morbid craving for conquest. He is alleged to have acted from a craving for fame, for conquest; and the proof that these were the impelling motives is that he did that which resulted in fame. What pedagogue has not demonstrated of Alexander the Great — of Julius Caesar — that they were instigated by such passions, and were consequently immoral men? — whence the conclusion immediately follows that he, the pedagogue, is a better man than they, because he has not such passions; a proof of which lies in the fact that he does not conquer Asia — vanquish Darius and Porus — but while he enjoys life himself, lets others enjoy it too.”

Man must eat and drink; he sustains relations to friends and acquaintances; he has passing impulses and ebullitions of temper. ‘No man is a hero to his valet-de-chambre’ is a well-known proverb; I have added — and Goethe repeated it ten years later [hmmm!] — ‘but not because the former is no hero, but because the latter is a valet.’ He takes off the hero’s boots, assists him to bed, knows that he prefers champagne, etc.” Os heróis de antigamente (digo, da modernidade quasi-recente!) tinham alguns luxos derivados do tempo da escravidão grega, certo, meu germânico amigo?

Nenhum homem é herói, porque nenhum homem tem um valet-de-chambre.

Provérbio atualizado com sucesso! A ironia é que heróis precisavam de valets-de-chambre para existirem com autonomia e tempo no mundo, muito embora seus próprios valets-de-chambre fossem uns ignaros. Quando ninguém tem valets-de-chambre, todos são valets-de-chambre, e portanto não poderiam reconhecer um herói, nem que ele desembarcasse de Marte!

Ser o empregado de alguém para desmoralizá-lo. Ser o secretário do seu pior inimigo! Até conhecer os podres tão podres que seria podre até divulgá-los – não são grandes podres, são comezinhos…

A PERSONALITY OF ‘NO CONSEQUENCE’: “The Thersites¹ of Homer who abuses the kings is a standing figure for all times. Blows — that is beating with a solid cudgel — he does not get in every age, as in the Homeric one; but his envy, his egotism, is the thorn which he has to carry in his flesh; and the undying worm that gnaws him is the tormenting consideration that his excellent views and vituperations remain absolutely without result in the world. But our satisfaction at the fate of Thersitism also may have its sinister side.” Tersites, a térmite.

¹ WIKI: “The Iliad does not mention his father’s name, which may suggest that he should be viewed as a commoner rather than an aristocratic hero. However, a quotation from another lost epic in the Trojan cycle, the Aethiopis, names his parents as Agrius of Calydon and Dia, a daughter of King Porthaon. (…) Homer described him in detail in the Iliad, Book II, even though he plays only a minor role in the story. He is said to be bow-legged and lame, to have shoulders that cave inward, and a head which is covered in tufts of hair and comes to a point. Vulgar, obscene, and somewhat dull-witted, Thersites disrupts the rallying of the Greek army (…) He is not mentioned elsewhere in the Iliad, but it seems that in the lost Aethiopis Achilles eventually killed him ‘for having torn out the eyes of the Amazon Penthesilea that the hero had just killed in combat.’ § In his Introduction to The Anger of Achilles, Robert Graves speculates that Homer might have made Thersites a ridiculous figure as a way of dissociating himself from him, because his remarks seem entirely justified. This was a way of letting these remarks, along with Odysseus’ brutal act of suppression, remain in the record. (…) The Alexander Romance refers to Thersites when Alexander the Great is claimed to have said that it would be a greater honor to be immortalized in the poetry of Homer, even if only as a minor and detestable character like Thersites, than by the poets of his own day: ‘I would sooner be a Thersites in Homer than an Agamemnon in your writing’. Other recensions replace Agamemnon with Achilles in the comparison. § Along with many of the major figures of the Trojan War, Thersites was a character in Shakespeare’s Troilus and Cressida (1602) in which he is described as ‘a deformed and scurrilous Grecian’ and portrayed as a comic servant, in the tradition of the Shakespearian fool, but unusually given to abusive remarks to all he encounters. He begins as Ajax’s slave, telling Ajax, ‘I would thou didst itch from head to foot and I had the scratching of thee; I would make thee the loathsomest scab in Greece.’ Thersites soon leaves Ajax and puts himself into the service of Achilles (portrayed by Shakespeare as a kind of bohemian figure), who appreciates his bitter, caustic humor. Shakespeare mentions Thersites again in his later play Cymbeline, when Guiderius says, ‘Thersites’ body is as good as Ajax’ / When neither are alive.’ (…) The role of Thersites as a social critic has been advanced by several philosophers and literary critics, including Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Friedrich Nietzsche, Edward Said, Thomas Woods and Kenneth Burke.”

SER E TÉRSITES

Quem é o parasita do parasita?

Quem é o cupim da casa dos cupins?

A expiação de todo bode velho?

This may be called the cunning of reason — that it sets the passions to work for itself, while that which develops its existence through such impulsion pays the penalty, and suffers loss.”

Age generally makes men more tolerant; youth is always discontented. The tolerance of age is the result of the ripeness of a judgment which, not merely as the result of indifference, is satisfied even with what is inferior”

God governs the world; the actual working of his government — the carrying out of his plan — is the History of the World. This plan philosophy strives to comprehend; for only that which has been developed as the result of it, possesses bona fide reality.”

The patriarchal condition is one of transition, in which the family has already advanced to the position of a race or people” “The Spirit of the Family — the Penates — form one substantial being, as much as the Spirit of a People in the State” “The head of the patriarchal clan is also its priest. If the Family in its general relations, is not yet separated from civic society and the state, the separation of religion from it has also not yet taken place”

The natural inference from this principle is that no law can be valid without the approval of all. This difficulty is attempted to be obviated by the decision that the minority must yield to the majority; the majority therefore bear the sway. But long ago J.J. Rousseau remarked that in that case there would be no longer freedom, for the will of the minority would cease to be respected. At the Polish Diet each single member had to give his consent before any political step could be taken; and this kind of freedom it was that ruined the State.” “It is only by a Constitution that the abstraction — the State — attains life and reality; but this involves the distinction between those who command and those who obey.”

Ideals of the Education of Princes (Fénelon, 1651-1715),¹ or of the governing body — the aristocracy at large (Plato)” Nunca foi isso que disse Platão.

¹ “Upon Beauvilliers’ recommendation, Fénelon was named the tutor of the Dauphin’s eldest son, the 7-year-old Duke of Burgundy, who was 2nd in line for the throne. This brought him a good deal of influence at court. (…) He wrote several important works specifically to guide his young charge. These include his Fables and his Dialogues des Morts. But by far the most lasting of his works that Fénelon composed for the duke was his Les Aventures de Télémaque (…) It also more directly supplied the plot for Mozart’s opera, Idomeneo (1781).” O anti-Bossuet. A revolução francesa é a comprovação empírica de que a virtude não pode ser ensinada. Pois vemos que tentaram fazer com que ela fosse ensinada!

Two phases of royalty, therefore, must be distinguished — a primary and a secondary one.”

The so-called Representative Constitution is that form of government with which we connect the idea of a free constitution; and this notion has become a rooted prejudice.”

HEGEL & A BANCADA EVANGÉLICA: “Obedience to King and Law naturally follows in the train of reverence for God. This reverence, indeed, since it exalts the general over the special, may even turn upon the latter — become fanatical — and work with incendiary and destructive violence against the State, its institutions and arrangements. Religious feeling, therefore, it is thought, should be sober — kept in a certain degree of coolness — that it may not storm against and bear down that which should be defended and preserved by it. The possibility of such a catastrophe is at least latent in it.”

For in affirming that the State is based on Religion — that it has its roots in it — we virtually assert that the former has proceeded from the latter; and that this derivation is going on now and will always continue; i.e., the principles of the State must be regarded as valid in and for themselves, which can only be in so far as they are recognized as determinate manifestations of the Divine Nature.” “so that, in fact, the Athenian or the Roman State was possible only in connection with the specific form of Heathenism existing among the respective peoples; just as a Catholic State has a spirit and constitution different from that of a Protestant one.” “Another and opposite folly which we meet with in our time, is that of pretending to invent and carry out political constitutions independently of religion. The Catholic confession, although sharing the Christian name with the Protestant, does not concede to the State an inherent Justice and Morality — a concession which in the Protestant principle is fundamental.”

The remark next in order is that each particular National genius is to be treated as only One Individual in the process of Universal History. For that history is the exhibition of the divine, absolute development of Spirit in its highest forms — that gradation by which it attains its truth and consciousness of itself. The forms which these grades of progress assume are the characteristic ‘National Spirits’ of History; the peculiar tenor of their moral life, of their Government, their Art, Religion, and Science. To realize these grades is the boundless impulse of the World-Spirit — the goal of its irresistible urging; for this division into organic members, and the full development of each, is its Idea.” “in Nature there happens ‘nothing new under the sun’, and the multiform play of its phenomena so far induces a feeling of ennui; only in those changes which take place in the region of Spirit does anything new arise.”

The principle of perfectibility indeed is almost as indefinite a term as mutability in general; it is without scope or goal, and has no standard by which to estimate the changes in question: the improved, more perfect, state of things towards which it professedly tends is altogether undetermined.”

There are many considerable periods in History in which this development seems to have been intermitted; in which, we might rather say, the whole enormous gain of previous culture appears to have been entirely lost; after which, unhappily, a new commencement has been necessary, made in the hope of recovering — by the assistance of some remains saved from the wreck of a former civilization, and by dint of a renewed incalculable expenditure of strength and time — one of the regions which had been an ancient possession of that civilization.” “This view takes up the idea of the primitive paradisiacal condition of man, which had been previously expanded by the Theologians, after their fashion — involving, e.g., the supposition that God spoke with Adam in Hebrew — but remodelled to suit other requirements.” “The biblical account by no means justifies us in imagining a people, and a historical condition of such people, existing in that primitive form” “the assertion that such a condition occurred at the very beginning of History — or that the religions of various nations were traditionally derived from it, and have developed themselves in degeneracy and depravation (as is represented in the rudely-conceived so-called ‘Emanation System’)” “blessed ignorance is itself not a subject of History.” “The Family therefore, is excluded from that process of development in which History takes its rise.”

It is a great discovery in history — as of a new world — which has been made within rather more than the last 20 years, [~1800] respecting the Sanskrit and the connection of the European languages with it. In particular, the connection of the German and Indian peoples has been demonstrated, with as much certainty as such subjects allow of.” Já sabemos onde isso vai dar…

Even at the present time we know of peoples which scarcely form a society, much less a State, but that have been long known as existing” Desmente por completo a assunção do tradutor de que State significaria sempre sociedade no idioleto hegeliano.

A VENDETA DO ORIENTE ESTÁ PRÓXIMA: “which proves the diffusion of those nations from Asia as a centre, and the so dissimilar development of what had been originally related, as an incontestable fact; not as an inference deduced by that favorite method of combining, and reasoning from, circumstances grave and trivial, which has already enriched and will continue to enrich history with so many fictions given out as facts.” “It strikes every one, in beginning to form an acquaintance with the treasures of Indian literature, that a land so rich in intellectual products, and those of the profoundest order of thought, has no History; and in this respect contrasts most strongly with China — an empire possessing one so remarkable, one going back to the most ancient times. India has not only ancient books relating to religion, and splendid poetical productions, but also ancient codes; the existence of which latter kind of literature has been mentioned as a condition necessary to the origination of History — and yet History itself is not found. But in that country the impulse of organization, in beginning to develop social distinctions, was immediately petrified in the merely natural classification according to castes (…) Consequently, the element of morality is banished from the pomp of Indian life and from its political institutions.”

moreover, that the extension and organic growth of the empire of articulate sounds has itself remained voiceless and dumb — a stealthy, unnoticed advance.”

It is a fact revealed by philological monuments that languages, during a rude condition of the nations that have spoken them, have been very highly developed; that the human understanding occupied this theoretical region with great ingenuity and completeness. For Grammar, in its extended and consistent form, is the work of thought, which makes its categories distinctly visible therein. It is, moreover, a fact, that with advancing social and political civilization, this systematic completeness of intelligence suffers attrition, and language thereupon becomes poorer and ruder”

Speech is the act of theoretic intelligence in a special sense; it is its external manifestation. Exercises of memory and imagination, without language, [?] are direct, (non-speculative) manifestations. But this act of theoretic intelligence itself, as also its subsequent development, and the more concrete class of facts connected with it — viz. the spreading of peoples over the earth, their separation from each other, their comminglings and wanderings — remain involved in the obscurity of a voiceless past.”

ASSOPRA, MAS DEPOIS MORDE (ELOGIA, MAS DEPOIS MENOSCABA): “The rapid growth of language, and the progress and dispersion of Nations (sic), assume importance and interest for concrete Reason (sic), only when they have come in contact with States, or begin to form political constitutions themselves.”

This it must and is also destined to accomplish; but the accomplishment is at the same time its dissolution, and the rise of another spirit, another world-historical people, another epoch of Universal History.” Elaborate on that, please!

What traveller among the ruins of Carthage, of Palmyra, Persepolis, or Rome, has not been stimulated to reflections on the transiency of kingdoms and men, and to sadness at the thought of a vigorous and rich life now departed — a sadness which does not expend itself on personal losses and the uncertainty of one’s own undertakings, but is a disinterested sorrow at the decay of a splendid and highly cultured national life!”

This is a grand conception; one which the Oriental thinkers attained, and which is perhaps the highest in their metaphysics. In the idea of Metempsychosis we find it evolved in its relation to individual existence; but a myth more generally known, is that of the Phoenix as a type of the Life of Nature; eternally preparing for itself its funeral pyre, and consuming itself upon it; but so that from its ashes is produced the new, renovated, fresh life. But this image is only Asiatic; oriental not occidental.”

The Nation can still accomplish much in war and peace at home and abroad; but the living substantial soul itself may be said to have ceased its activity.” “The nation lives the same kind of life as the individual when passing from maturity to old age — in the enjoyment of itself — in the satisfaction of being exactly what it desired and was able to attain.”

Custom is activity without opposition, for which there remains only a formal duration; in which the fullness and zest that originally characterized the aim of life are out of the question — a merely external sensuous existence which has ceased to throw itself enthusiastically into its object.” “a political nullity and tedium.” Com certeza são esses excertos hegelianos que mais encantaram um Nietzche.

A people can only die a violent death when it has become naturally dead in itself, as, e.g., the German Imperial Cities, the German Imperial Constitution.”

Thus, it was first Chronos — Time — that ruled; the Golden Age, without moral products; and what was produced — the offspring of that Chronos — was devoured by it. It was Jupiter — from whose head Minerva sprang, and to whose circle of divinities belong Apollo and the Muses — that first put a constraint upon Time, and set a bound to its principle of decadence. He is the Political god, who produced a moral work — the State.”

If we wish to gain the general idea and conception of what the Greeks were, we find it in Sophocles and Aristophanes, in Thucydides and Plato. In these individuals the Greek spirit conceived and thought itself. This is the profounder kind of satisfaction which the Spirit of a people attains” “At such a time, therefore, we are sure to see a people finding satisfaction in the idea of virtue”

OUTONO [E] DA[-]NAÇÃO: “seeking to impeach the authority of duty generally, as destitute of a sound foundation.”

Zeus, therefore, who is represented as having put a limit to the devouring agency of Time, and stayed this transiency by having established something inherently and independently durable — Zeus and his race are themselves swallowed up, and that by the very power that produced them — the principle of thought, perception, reasoning, insight derived from rational grounds, and the requirement of such grounds.

Time is the negative element in the sensuous world. Thought is the same negativity, but it is the deepest, the infinite form of it, in which therefore all existence generally is dissolved; first finite existence — determinate, limited form: but existence generally, in its objective character, is limited; it appears therefore as a mere datum — something immediate — authority; — and is either intrinsically finite and limited, or presents itself as a limit for the thinking subject, and its infinite reflection on itself (unlimited abstraction).”

For Thought is that Universal — that Species which is immortal, which preserves identity with itself. The particular form of Spirit not merely passes away in the world by natural causes in Time, but is annulled in the automatic self-mirroring activity of consciousness.”

FLUSLERÍA: “Its principle is no longer that immediate import and aim which it was previously, but the essence of that import and aim.”

The individual traverses as a unity various grades of development, and remains the same individual; in like manner also does a people, till the Spirit which it embodies reaches the grade of universality. In this point lies the fundamental, the Ideal necessity of transition. This is the soul — the essential consideration — of the philosophical comprehension of History.”

A velha analogia porca (!) da semente de planta blá-blá-blá que depois vira erva daninha…

philosophy, as occupying itself with the True, has to do with the eternally present.” Taí UMA Verdade…

GEOGRAPHICAL BASIS OF HISTORY

It is not our concern to become acquainted with the land occupied by nations as an external locale, but with the natural type of the locality, as intimately connected with the type and character of the people which is the offspring of such a soil.”

In the Frigid and in the Torrid zone the locality of World-historical peoples cannot be found.” “In the extreme zones man cannot come to free movement; cold and heat are here too powerful to allow Spirit to build up a world for itself.” “The true theatre of History is therefore the temperate zone; or, rather, its northern half, because the earth there presents itself in a continental form, and has a broad breast, as the Greeks say.”

The World is divided into Old and New; the name of New having originated in the fact that America and Australia have only lately become known to us. But these parts of the world are not only relatively new, but intrinsically so in respect of their entire physical and psychical constitution.”

the Archipelago between South America and Asia shows a physical immaturity. The greater part of the islands are so constituted, that they are, as it were, only a superficial deposit of earth over rocks, which shoot up from the fathomless deep, and bear the character of novel origination. New Holland shows a not less immature geographical character; for in penetrating from the settlements of the English farther into the country, we discover immense streams, which have not yet developed themselves to such a degree as to dig a channel for themselves, but lose themselves in marshes. Of America and its grade of civilization, especially in Mexico and Peru, we have information, but it imports nothing more than that this culture was an entirely national one, which must expire as soon as Spirit approached it. America has always shown itself physically and psychically powerless, and still shows itself so. For the aborigines, after the landing of the Europeans in America, gradually vanished at the breath of European activity. In the United States of North America all the citizens are of European descent, with whom the old inhabitants could not amalgamate, but were driven back. The aborigines have certainly adopted some arts and usages from the Europeans, among others that of brandy-drinking, which has operated with deadly effect. In the South the natives were treated with much greater violence, and employed in hard labors to which their strength was by no means competent. A mild and passionless disposition, want of spirit, and a crouching submissiveness towards a Creole, and still more towards a European, are the chief characteristics of the native Americans; and it will be long before the Europeans succeed in producing any independence of feeling in them.” “The weakness of the American physique was a chief reason for bringing the negroes to America, to employ their labor in the work that had to be done in the New World”

America, as is well known, is divided into 2 parts, connected indeed by an isthmus, but which has not been the means of establishing intercourse between them. Rather, these 2 divisions are most decidedly distinct from each other. North America shows us on approaching it, along its eastern shore a wide border of level coast, behind which is stretched a chain of mountains — the blue mountains or Appalachians; further north the Alleghanies. Streams issuing from them water the country towards the coast, which affords advantages of the most desirable kind to the United States, whose origin belongs to this region. Behind that mountain-chain the St. Lawrence river flows (in connection with huge lakes), from south to north, and on this river lie the northern colonies of Canada. Farther west we meet the basin of the vast Mississippi, and the basins of the Missouri and Ohio, which it receives, and then debouches into the Gulf of Mexico. On the western side of this region we have in like manner a long mountain chain, running through Mexico and the Isthmus of Panama, and under the names of the Andes or Cordillera, cutting off an edge of coast along the whole west side of South America. The border formed by this is narrower and offers fewer advantages than that of North America. There lie Peru and Chili. On the east side flow eastward the monstrous streams of the Orinoco and Amazons; they form great valleys, not adapted however for cultivation, since they are only wide desert steppes. Towards the south flows the Rio de la Plata, whose tributaries have their origin partly in the Cordilleras, partly in the northern chain of mountains which separates the basin of the Amazon from its own. To the district of the Rio de la Plata belong Brazil, and the Spanish Republics. Colombia is the northern coast-land of South America, at the west of which, flowing along the Andes, the Magdalena debouches into the Caribbean Sea.

With the exception of Brazil, republics have come to occupy South as well as North America. In comparing South America (reckoning Mexico as part of it) with North America, we observe an astonishing contrast.

In North America we witness a prosperous state of things; an increase of industry and population civil order and firm freedom; the whole federation constitutes but a single state, and has its political centres. In South America, on the contrary, the republics depend only on military force; their whole history is a continued revolution; federated states become disunited; others previously separated become united; and all these changes originate in military revolutions.”

A segunda parte é verdade, mas a potência ultramilitarista que arruinou o mundo se tornou um superlativo desse quadro precário!

South America, where the Spaniards settled and asserted supremacy, is Catholic; North America, although a land of sects of every name, is yet fundamentally, Protestant.”

The North American States were, on the other hand, entirely colonised, by Europeans, since in England Puritans, Episcopalians, and Catholics were engaged in perpetual conflict, and now one party, now the other, had the upper hand, many emigrated to seek religious freedom on a foreign shore.”

for in the Protestant Church the entire life — its activity generally — is the field for what it deems religious works. Among Catholics, on the contrary, the basis of such a confidence cannot exist; for in secular matters only force and voluntary subservience are the principles of action; and the forms which are called Constitutions are in this case only a resort of necessity, and are no protection against mistrust.” Historicamente correto, atualmente um trapo velho de ideologia mal-costurada.

A subjective unity presents itself; for there is a President at the head of the State, who, for the sake of security against any monarchical ambition, is chosen only for 4 years.” Os EUA são hoje duas monarquias; duas castas; uma oligarquia dual petrificada.

We find, certainly, legal relations — a formal code of laws; but respect for law exists apart from genuine probity, and the American merchants commonly lie under the imputation of dishonest dealings under legal protection. If, on the one side, the Protestant Church develops the essential principle of confidence, as already stated, it thereby involves on the other hand the recognition of the validity of the element of feeling to such a degree as gives encouragement to unseemly varieties of caprice. Those who adopt this standpoint maintain, that, as everyone may have his peculiar way of viewing things generally, so he may have also a religion peculiar to himself. Thence the splitting up into so many sects, which reach the very acme of absurdity; many of which have a form of worship consisting in convulsive movements, and sometimes in the most sensuous extravagances. This complete freedom of worship is developed to such a degree, that the various congregations choose ministers and dismiss them according to their absolute pleasure; for the Church is no independent existence — having a substantial spiritual being, and correspondingly permanent external arrangement — but the affairs of religion are regulated by the good pleasure for the time being of the members of the community. In North America the most unbounded license of imagination in religious matters prevails, and that religious unity is wanting which has been maintained in European States, where deviations are limited to a few confessions. As to the political condition of North America, the general object of the existence of this State is not yet fixed and determined, and the necessity for a firm combination does not yet exist; for a real State and a real Government arise only after a distinction of classes has arisen, when wealth and poverty become extreme, and when such a condition of things presents itself that a large portion of the people can no longer satisfy its necessities in the way in which it has been accustomed so to do. But America is hitherto exempt from this pressure, for it has the outlet of colonization constantly and widely open, and multitudes are continually streaming into the plains of the Mississippi. By this means the chief source of discontent is removed, and the continuation of the existing civil condition is guaranteed. A comparison of the United States of North America with European lands is therefore impossible; for in Europe, such a natural outlet for population, notwithstanding all the emigrations that take place, does not exist. Had the woods of Germany been in existence, the French Revolution would not have occurred. North America will be comparable with Europe only after the immeasurable space which that country presents to its inhabitants shall have been occupied, and the members of the political body shall have begun to be pressed back on each other.” Bastante certeiro aqui. Imagino que Hegel via nisso uma virtude, entretanto!

Canada and Mexico are not objects of fear, and England has had 50 years’ experience, that free America is more profitable to her than it was in a state of dependence. The militia of the North American Republic proved themselves quite as brave in the War of Independence as the Dutch under Philip II; but generally, where Independence is not at stake, less power is displayed, and in the year 1814 the militia held out but indifferently against the English.

America is therefore the land of the future, where, in the ages that lie before us, the burden of the World’s History shall reveal itself — perhaps in a contest between North and South America.¹ It is a land of desire for all those who are weary of the historical [s]lumber-room [sala cheia – excelente metáfora!] of old Europe.”

¹ Arranhou a verdade se considerarmos Cuba e a Guerra Fria. Porém, ignorou totalmente a Eurásia, e por isso seu prognóstico falhou.

What has taken place in the New World up to the present time is only an echo of the Old World — the expression of a foreign Life; and as a Land of the Future, it has no interest for us here, for, as regards History, our concern must be with that which has been and that which is. In regard to Philosophy, on the other hand, we have to do with that which (strictly speaking) is neither past nor future, but with that which is, which has an eternal existence — with Reason”

The 3 Continents that compose it have an essential relation to each other, and constitute a totality.” “rivers and seas are not to be regarded as disjoining, but as uniting. England and Brittany, Norway and Denmark, Sweden and Livonia, have been united. For the ¾ of the globe the Mediterranean Sea is similarly the uniting element, and the centre of World-History.”

The extensive tract of eastern Asia is severed from the process of general historical development, and has no share in it; so also Northern Europe, which took part in the World’s History only at a later date, and had no part in it while the Old World lasted”

Eastern Asia and that trans-Alpine country are the extremes of this agitated focus of human life around the Mediterranean — the beginning and end of History — its rise and decline.”

The peculiarity of the inhabitants of this elevated region, which is watered sometimes only by rain, or by the overflowing of a river (as are the plains of the Orinoco) — is the patriarchal life, the division into single families. The region which these families occupy is unfruitful or productive only temporarily”

They are careless and provide nothing for the winter, on which account therefore, half of the herd is frequently cut off. Among these inhabitants of the upland there exist no legal relations, and consequently there are exhibited among them the extremes of hospitality and rapine; the last more especially when they are surrounded by civilized nations, as the Arabians, who are assisted in their depredations by their horses and camels. The Mongolians feed on mares’ milk, and thus the horse supplies them at the same time with appliances for nourishment and for war.”

Such an agitation was excited among those tribes under Genghis Khan and Tamerlane: they destroyed all before them; then vanished again, as does an overwhelming Forest-torrent — possessing no inherent principle of vitality. From the uplands they rush down into the dells: there dwell peaceful mountaineers — herdsmen who also occupy themselves with agriculture, as do the Swiss. Asia has also such a people: they are however on the whole a less important element.”

nothing unites so much as water, for countries are nothing else than districts occupied by streams.” Tales é o homem mais sábio da História!

Only Mountains separate. Thus the Pyrenees decidedly separate Spain from France.”

The sea gives us the idea of the indefinite, the unlimited, and infinite; and in feeling his own infinite in that Infinite, man is stimulated and emboldened to stretch beyond the limited: the sea invites man to conquest, and to piratical plunder, but also to honest gain and to commerce. The land, the mere Valley-plain attaches him to the soil; it involves him in an infinite multitude of dependencies, but the sea carries him out beyond these limited circles of thought and action. Those who navigate the sea, have indeed gain for their object, but the means are in this respect paradoxical, inasmuch as they hazard both property and life to attain it. The means therefore are the very opposite to that which they aim at. This is what exalts their gain and occupation above itself, and makes it something brave and noble. Courage is necessarily introduced into trade, daring is joined with wisdom. For the daring which encounters the sea must at the same time embrace wariness — cunning — since it has to do with the treacherous, the most unreliable and deceitful element. This boundless plain is absolutely yielding — withstanding no pressure, not even a breath of wind. It looks boundlessly innocent, submissive, friendly, and insinuating; and it is exactly this submissiveness which changes the sea into the most dangerous and violent element. To this deceitfulness and violence man opposes merely a simple piece of wood; confides entirely in his courage and presence of mind; and thus passes from a firm ground to an unstable support, taking his artificial ground with him. The Ship — that swan of the sea, which cuts the watery plain in agile and arching movements or describes circles upon it — is a machine whose invention does the greatest honor to the boldness of man as well as to his understanding. This stretching out of the sea beyond the limitations of the land, is wanting to the splendid political edifices of Asiatic States, although they themselves border on the sea — as for example, China. For them the sea is only the limit, the ceasing of the land; they have no positive relation to it. The activity to which the sea invites, is a quite peculiar one: thence arises the fact that the coast-lands almost always separate themselves from the states of the interior although they are connected with these by a river. Thus Holland has severed itself from Germany, Portugal from Spain.”

Africa must be divided into 3 parts: one is that which lies south of the desert of Sahara — Africa proper — the Upland almost entirely unknown to us, with narrow coast-tracts along the sea; the second is that to the north of the desert — European Africa (if we may so call it) — a coastland; the third is the river region of the Nile, the only valley-land of Africa, and which is in connection with Asia.”

Africa proper, as far as History goes back, has remained — for all purposes of connection with the rest of the World — shut up; it is the Gold-land compressed within itself — the land of childhood, which lying beyond the day of self-conscious history, is enveloped in the dark mantle of Night. Its isolated character originates, not merely in its tropical nature, but essentially in its geographical condition. The triangle which it forms (if we take the West Coast — which in the Gulf of Guinea makes a strongly indented angle — for one side, and in the same way the East Coast to Cape Gardafu for another) is on 2 sides so constituted for the most part, as to have a very narrow Coast Tract, habitable only in a few isolated spots. Next to this towards the interior, follows to almost the same extent, a girdle of marsh land with the most luxuriant vegetation, the especial home of ravenous beasts, snakes of all kinds — a border tract whose atmosphere is poisonous to Europeans. This border constitutes the base of a cincture of high mountains, which are only at distant intervals traversed by streams, and where they are so, in such a way as to form no means of union with the interior; for the interruption occurs but seldom below the upper part of the mountain ranges, and only in individual narrow channels, where are frequently found innavigable waterfalls and torrents crossing each other in wild confusion. During the 300 or 350 years that the Europeans have known this border-land and have taken places in it into their possession, they have only here and there (and that but for a short time) passed these mountains, and have nowhere settled down beyond them. The land surrounded by these mountains is an unknown Upland, from which on the other hand the Negroes have seldom made their way through. In the 16th century occurred at many very distant points outbreaks of terrible hordes which rushed down upon the more peaceful inhabitants of the declivities. Whether any internal movement had taken place, or if so, of what character, we do not know. What we do know of these hordes, is the contrast between their conduct in their wars and forays themselves — which exhibited the most reckless inhumanity and disgusting barbarism — and the fact that afterwards, when their rage was spent, in the calm time of peace, they showed themselves mild and well disposed towards the Europeans, when they became acquainted with them. This holds good of the Fullahs and of the Mandingo tribes, who inhabit the mountain terraces of the Senegal and Gambia.”

EGITO, CARACTERIZADO COMO ALIENÍGENA NO CONTINENTE NEGRO ENSIMESMADO: “the French have lately made a successful effort in this direction: like Hither-Asia, it looks Europe-wards. Here in their turn have Carthaginians, Romans, and Byzantines, Mussulmans, Arabians had their abode, and the interests of Europe have always striven to get a footing in it.”

In Negro life the characteristic point is the fact that consciousness has not yet attained to the realization of any substantial objective existence — as for example, God, or Law — in which the interest of man’s volition is involved and in which he realizes his own being.” “The Negro, as already observed, exhibits the natural man in his completely wild and untamed state. We must lay aside all thought of reverence and morality — all that we call feeling — if we would rightly comprehend him; there is nothing harmonious with humanity to be found in this type of character.” “Religion begins with the consciousness that there is something higher than man. But even Herodotus called the Negroes sorcerers: — now in Sorcery we have not the idea of a God, of a moral faith; it exhibits man as the highest power, regarding him as alone occupying a position of command over the power of Nature.” Quer dizer que agora você virou fã de Heródoto, né, Hegel?!

For the soul of man, God must be more than a thunderer, whereas among the Negroes this is not the case.”

they exalt to the dignity of a ‘Genius’; it may be an animal, a tree, a stone, or a wooden figure. This is their Fetich — a word to which the Portuguese first gave currency, and which is derived from feitizo, magic.”

CERNE DO AMOR ROMÂNTICO: “Such a Fetich has no independence as an object of religious worship; still less has it aesthetic independence as a work of art; it is merely a creation that expresses the arbitrary choice of its maker, and which always remains in his hands.”

There is however one feature that points to something beyond — the Worship of the Dead — in which their deceased forefathers and ancestors are regarded by them as a power influencing the living.” “Yet the power of the dead is not held superior to that of the living, for the Negroes command the dead and lay spells upon them.”

The undervaluing of humanity among them reaches an incredible degree of intensity. Tyranny is regarded as no wrong, and cannibalism is looked upon as quite customary and proper.” “to the sensual Negro, human flesh is but an object of sense — mere flesh. At the death of a King hundreds are killed and eaten; prisoners are butchered and their flesh sold in the markets; the victor is accustomed to eat the heart of his slain foe. When magical rites are performed, it frequently happens that the sorcerer kills the first that comes in his way and divides his body among the bystanders. Another characteristic fact in reference to the Negroes is Slavery. Negroes are enslaved by Europeans and sold to America. Bad as this may be, their lot in their own land is even worse, since there a slavery quite as absolute exists; for it is the essential principle of slavery, that man has not yet attained a consciousness of his freedom, and consequently sinks down to a mere Thing — an object of no value. Among the Negroes moral sentiments are quite weak, or more strictly speaking, non-existent. Parents sell their children, and conversely children their parents, as either has the opportunity. Through the pervading influence of slavery all those bonds of moral regard which we cherish towards each other disappear, and it does not occur to the Negro mind to expect from others what we are enabled to claim. The polygamy of the Negroes has frequently for its object the having many children, to be sold, everyone of them, into slavery; and very often naïve complaints on this score are heard, as for instance in the case of a Negro in London, who lamented that he was now quite a poor man because he had already sold all his relations. In the contempt of humanity displayed by the Negroes, it is not so much a despising of death as a want of regard for life that forms the characteristic feature.”

Among the Ashantees the King inherits all the property left by his subjects at their death. In other places all unmarried women belong to the King, and whoever wishes a wife, must buy her from him.”

AS ETERNAS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM: “Tradition alleges that in former times a state composed of women made itself famous by its conquests: it was a state at whose head was a woman. She is said to have pounded her own son in a mortar, to have besmeared herself with the blood, and to have had the blood of pounded children constantly at hand. She is said to have driven away or put to death all the males, and commanded the death of all male children. These furies destroyed everything in the neighborhood, and were driven to constant plunderings, because they did not cultivate the land. Captives in war were taken as husbands: pregnant women had to betake themselves outside the encampment; and if they had born a son, put him out of the way. This infamous state, the report goes on to say, subsequently disappeared.”

the English who have done most for abolishing the slave-trade and slavery, are treated by the Negroes themselves as enemies. (…) the essence of humanity is Freedom; but for this man must be matured. The gradual abolition of slavery is wiser and more equitable than its sudden removal.” “At this point we leave Africa, not to mention it again. For it is no historical part of the World; it has no movement or development to exhibit. Historical movements in it — that is in its northern part — belong to the Asiatic or European World.” “Egypt will be considered in reference to the passage of the human mind from its Eastern to its Western phase, but it does not belong to the African Spirit. What we properly understand by Africa, is the Unhistorical, Undeveloped Spirit, still involved in the conditions of mere nature, and which had to be presented here only as on the threshold of the World’s History.”

Asia is, characteristically, the Orient quarter of the globe — the region of origination. It is indeed a Western world for America; but as Europe presents on the whole, the centre and end of the old world, and is absolutely the West — so Asia is absolutely the East.” Now we are the old and Asia is the new.

First, the northern slope, Siberia, must be eliminated. This slope, from the Altai chain, with its fine streams, that pour their waters into the northern Ocean, does not at all concern us here; because the Northern Zone, as already stated, lies out of the pale of History.”

the Hoang-Ho and Yang-tse-Kiang (the yellow and blue streams) — next that of India, formed by the Ganges — less important is the Indus, which in the north, gives character to the Punjaub, and in the south flows through plains of sand. Farther on, the lands of the Tigris and Euphrates, which rise in Armenia and hold their course along the Persian mountains. The Caspian Sea has similar river valleys; in the East those formed by the Oxus and Jaxartes (Gihon and Sihon) which pour their waters into the Sea of Aral; on the West those of the Cyrus and Araxes (Kur and Aras).”

and although they have not attained an historical character, the beginning of History may be traced to them.”

Poucas passagens são tão grotescas na história da literatura universal… Hegel fazendo História com H maiúsculo!

It presents the origination of all religious and political principles, but Europe has been the scene of their development.”

The second portion is the heart of Europe, [TALVEZ UMBIGO SEJA MELHOR] which Caesar opened when conquering Gaul. This achievement was one of manhood on the part of the Roman General, and more productive than that youthful one of Alexander, who undertook to exalt the East to a participation in Greek life; and whose work, though in its purport the noblest and fairest for the imagination, soon vanished, as a mere Ideal, in the sequel. — In this centre of Europe, France, Germany and England are the principal countries.”

CLASSIFICATION OF HISTORIC DATA

In the geographical survey, the course of the World’s History has been marked out in its general features. The Sun — the Light — rises in the East. Light is a simply self-involved existence; but t[r?]hough possessing thus in itself universality, it exists at the same time as an individuality in the Sun. Imagination has often pictured to itself the emotions of a blind man suddenly becoming possessed of sight, beholding the bright glimmering of the dawn, the growing light, and the flaming glory of the ascending Sun. The boundless forgetfulness of his individuality in this pure splendor, is his first feeling — utter astonishment. But when the Sun is risen, this astonishment is diminished; objects around are perceived, and from them the individual proceeds to the contemplation of his own inner being, and thereby the advance is made to the perception of the relation between the two. Then inactive contemplation is quitted for activity; by the close of day man has erected a building constructed from his own inner Sun; and when in the evening he contemplates this, he esteems it more highly than the original external Sun. For now he stands in a conscious relation to his Spirit, and therefore a free relation. If we hold this image fast in mind, we shall find it symbolizing the course of History, the great Day’s work of Spirit. The History of the World travels from East to West, for Europe is absolutely the end of History, Asia the beginning.”

O ÁPICE DO COACHISMO METAFÍSICO!

EAST-ória do mundo

O-OU! “The East knew and to the present day knows only that One is Free; the Greek and Roman world, that some are free; the German World knows that All are free. The first political form therefore which we observe in History, is Despotism, the second Democracy and Aristocracy, the third Monarchy.”

PART I: THE ORIENTAL WORLD

If we compare these kingdoms in the light of their various fates, we find the empire of the 2 Chinese rivers the only durable kingdom in the World.” “The Chinese traditions ascend to 3000 years before Christ; and the Shu-King, their canonical document, beginning with the government of Yao, places this 2357 years before Christ.” “The Y-King consists of figures, which have been regarded as the bases of the Chinese written character, and this book is also considered the groundwork of the Chinese Meditation.” “Lastly, the Shi-King is the book of the oldest poems in a great variety of styles.” “Besides these 3 books of archives which are specially honored and studied, there are besides 2 others, less important, viz. the Li-Ki (or Li-King) which records the customs and ceremonial observances pertaining to the Imperial dignity and that of the State functionaries (with an appendix, Yo-King, treating of music); and the Tshun-tsin, the chronicle of the kingdom Lu, where Confucius appeared.”

In the 13th century a Venetian (Marco Polo) explored it for the first time, but his reports were deemed fabulous. In later times, everything that he had said respecting its extent and greatness was entirely confirmed.”

The long wall built by Shi-hoang-ti — and which has always been regarded as a most astounding achievement — was raised as a barrier against the inroads of the northern Nomades.”

Similarly they admitted the Manchus with whom they engaged in war in the 16th and 17th centuries, which resulted in the present dynasty’s obtaining possession of the throne.” Os Manchus foram os últimos forasteiros de relevo incorporados ao povo chinês, e chegaram, de forma talvez inaudita, ao poder. “The Manchus that live in China have to conform to Chinese laws, and study Chinese sciences.” Assimilação unilateral.

China has therefore succeeded in getting the greatest and best governors, to whom the expression ‘Solomonian Wisdom’ might be applied; and the present Manchu dynasty has especially distinguished itself by abilities of mind and body.”

ANTÍPODAS DA FRANÇA: “The deportment of the Emperor is represented to us as in the highest degree simple, natural, noble and intelligent. Free from a proud taciturnity or repelling hauteur in speech or manners, he lives in the consciousness of his own dignity and in the exercise of imperial duties to whose observance he has been disciplined from his earliest youth.”

In the instance of the revolution that occurred in the middle of the 17th century, the last Emperor of the dynasty was very amiable and honorable; but through the mildness of his character, the reins of government were relaxed, and disturbances naturally ensued. The rebels called the Manchus into the country. The Emperor killed himself to avoid falling into the hands of his enemies, and with his blood wrote on the border of his daughter’s robe a few words, in which he complained bitterly of the injustice of his subjects. A Mandarin, who was with him, buried him, and then killed himself on his grave. The Empress and her attendants followed the example. The last prince of the imperial house, who was besieged in a distant province, fell into the hands of the enemy and was put to death. All the other attendant Mandarins died a voluntary death.”

Their consciousness of moral abandonment shows itself also in the fact that the religion of Fo is so widely diffused; a religion which regards as the Highest and Absolute — as God — pure Nothing; which sets up contempt for individuality, for personal existence, as the highest perfection.”

religion is in China essentially State-Religion. The distinction between it and Lamaism [mongóis] must be observed, since the latter is not developed to a State, but contains religion as a free, spiritual, disinterested consciousness. That Chinese religion, therefore, cannot be what we call religion. For to us religion means the retirement of the Spirit within itself, in contemplating its essential nature, its inmost Being. In these spheres, then, man is withdrawn from his relation to the State, and betaking himself to this retirement, is able to release himself from the power of secular government.”

The Jesuits indeed, yielded to Chinese notions so far as to call the Christian God, HeavenTien; but they were on that account accused to the Pope by other Christian Orders. The Pope consequently sent a Cardinal to China, who died there. A bishop who was subsequently despatched, enacted that instead of Heaven, the term Lord of Heaven should be adopted. The relation to Tien is supposed to be such, that the good conduct of individuals and of the Emperor brings blessing; their transgressions on the other hand cause want and evil of all kinds.”

Each of the 5 Elements has its genius, distinguished by a particular color. The sovereignty of the dynasty that occupies the throne of China also depends on a Genius, and this one has a yellow color. Not less does every province and town, every mountain and river possess an appropriate Genius. All these Spirits are subordinate to the Emperor, and in the Annual Directory of the Empire are registered the functionaries and genii to whom such or such a brook, river, etc., has been intrusted. If a mischance occurs in any part, the Genius is deposed as a Mandarin would be. The genii have innumerable temples (in Pekin nearly 10,000) to which a multitude of priests and convents are attached. These ‘Bonzes’ live unmarried, and in all cases of distress are applied to by the Chinese for counsel. In other respects, however, neither they nor the temples are much venerated. Lord Macartney’s Embassy was even quartered in a temple — such buildings beings used as inns. The Emperor has sometimes thought fit to secularize many thousands of these convents; to compel the Bonzes to return to civil life; and to impose taxes on the estates appertaining to the foundations. The Bonzes are soothsayers and exorcists”

One of the highest Governmental Boards is the Academy of Sciences. The Emperor himself examines its members; they live in the palace, and perform the functions of Secretaries, Historians of the Empire, Natural Philosophers and Geographers. Should a new law be proposed, the Academy must report upon it. By way of introduction to such report it must give the history of existing enactments; or if the law in question affects foreign countries, a description of them is required. The Emperor himself writes the prefaces to the works thus composed. Among recent Emperors Kien-long especially distinguished himself by his scientific acquirements. He himself wrote much, but became far more remarkable by publishing the principal works that China has produced. At the head of the commission appointed to correct the press, was a Prince of the Empire; and after the work had passed through the hands of all, it came once more back to the Emperor, who severely punished every error that had been committed.”

They have, as is well known, beside a Spoken Language, a Written Language; which does not express, as our does, individual sounds — does not present the spoken words to the eye, but represents the ideas themselves by signs. This appears at first sight a great advantage, and has gained the suffrages of many great men — among others, of Leibniz.”

Although every Chinaman is at liberty to study these philosophical works, a particular sect, calling itself Tao-tse, Honorers of Reason, makes this study its special business. Those who compose it are isolated from civil life; and there is much that is enthusiastic and mystic intermingled with their views.”

Suicide, the result of revenge, and the exposure of children, as a common, even daily occurrence, show the little respect in which they hold themselves individually, and humanity in general.” Quem sabe eles exportaram para o Ocidente, que aperfeiçoou cada uma dessas artes inimaginavelmente!

The spread of Indian culture is prehistorical, for History is limited to that which makes an essential epoch in the development of Spirit.”

From the most ancient times downwards, all nations have directed their wishes and longings to gaining access to the treasures of this land of marvels, the most costly which the Earth presents” “pearls, diamonds, perfumes, rose-essences, elephants, lions, etc.” HAHAHAHA

there is scarcely any great nation of the East, nor of the Modern European West, that has not gained for itself a smaller or larger portion of it.”

The English, or rather the East India Company, are the lords of the land; for it is the necessary fate of Asiatic Empires to be subjected to Europeans; and China will, some day or other, be obliged to submit to this fate.”

Since the country of the Mahrattas was conquered by the English, no part of India has asserted its independence of their sway. They have already gained a footing in the Burman Empire, and passed the Brahmaputra, which bounds India on the east.” E depois um homem que não esmagaria um besouro deitou por terra todo esse ‘Império’…

India Proper is the country which the English divide into 2 large sections: the Deccan — the great peninsula which has the Bay of Bengal on the east, and the Indian Sea on the west — and Hindostan, formed by the valley of the Ganges, and extending in the direction of Persia. To the northeast, Hindostan is bordered by the Himalaya, which has been ascertained by Europeans to be the highest mountain range in the world, for its summits are about 26,000 feet above the level of the sea. On the other side of the mountains the level again declines; the dominion of the Chinese extends to that point, and when the English wished to go to Lassa to the Dalai-Lama, they were prevented by the Chinese.”

Prenda-me nas cadeias do Himalaia

Prende-me se fores um deus

PAQUISTÃO? “The dominion of the English does not extend to the Indus; the sect of the Sikhs inhabits that district, whose constitution is thoroughly democratic, and who have broken off from the Indian as well as from the Mohammedan religion, and occupy an intermediate ground — acknowledging only one Supreme Being. They are a powerful nation, and have reduced to subjection Cabul and Cashmere.”

A ÍNDIA E AS ÍNDIAS: “We call the inhabitants of the great country which we have now to consider Indians, from the river Indus (the English call them Hindoos). They themselves have never given a name to the whole, for it has never become one Empire, and yet we consider it as such.”

The distinctions in question are the Castes. In every rational State there are distinctions which must manifest themselves.”

The highest class therefore will be the one by which the Divine is presented and brought to bear on the community — the class of Brahmins. The second element or class will represent subjective power and valor. Such power must assert itself, in order that the whole may stand its ground, and retain its integrity against other such totalities or states. This class is that of the Warriors and Governors — the CshatriyasH. não deve ter percebido a incrível semelhança com os dois estratos superiores d’A República! “The third order of occupation recognized is that which is concerned with the specialities of life — the satisfying of its necessities — and comprehends agriculture, crafts and trade; the class of the Vaisyas.” De novo, o paralelo se mantém. “Lastly, the 4th element is the class of service, the mere instrument for the comfort of others, whose business it is to work for others for wages affording a scanty subsistence — the caste of Sudras. This servile class — properly speaking — constitutes no special organic class in the state, because its members only serve individuals: their occupations are therefore dispersed among them and are consequently attached to that of the previously mentioned castes.”

Yet even Arrian (Ind. 11) reckoned 7 castes, and in later times more than 30 have been made out; which, notwithstanding all obstacles, have arisen from the union of the various classes. Polygamy necessarily tends to this. A Brahmin, e.g., is allowed 3 wives from the 3 other castes, provided he has first taken one from his own. The offspring of such mixtures originally belonged to no caste, but one of the kings invented a method of classifying these casteless persons, which involved also the commencement of arts and manufactures. The children in question were assigned to particular employments; one section became weavers, another wrought in iron, and thus different classes arose from these different occupations. The highest of these mixed castes consists of those who are born from the marriage of a Brahmin with a wife of the Warrior caste; the lowest is that of the Chandâlas, who have to remove corpses, to execute criminals, and to perform impure offices generally.” Nenhuma autoridade deve ser creditada a essa teoria espúria da gênese das outras castas.

The Chandâlas are obliged to move out of the way for their superiors, and a Brahmin may knock down any that neglect to do so. [Mas se eles são intocáveis, i.e., estão poluídos!…] If a Chandâla drinks out of a pond it is defiled, and requires to be consecrated afresh.”

DEFENDENDO O INDEFENSÁVEL: “In the feudalism of mediaeval times, individuals were also confined to a certain station in life; but for all there was a Higher Being, superior to the most exalted earthly dignity, and admission to holy orders was open to all.” Logo, logo veremos quão sombria, taciturna e repulsiva era toda essa ordem “divina” européia…

To gain a more accurate idea of what the Brahmins are, and in what the Brahminical dignity consists, we must investigate the Hindoo religion and the conceptions it involves, to which we shall have to return further on; for the respective rights of castes have their basis in a religious relation.” Isso tudo linhas depois de dizer que na Índia a moral é tão primitiva que lá não existe religião…

A large number of the non-Brahminical population strive to attain Regeneration. They are called Yogis.”

The employment of the Brahmins consists principally in the reading of the Vêdas: they only have a right to read them.”

How minute these directions are may be especially judged of from the observances binding on the Brahmins in regard to satisfying the calls of nature. This is forbidden to them in a great thoroughfare, on ashes, on ploughed land, on a hill, a nest of white ants, on wood destined for fuel, in a ditch, walking or standing, on the bank of a river, etc. At such a time they may not look at the sun, at water, or at animals.” “The English wished to introduce trial by jury into India — the jury to consist half of Europeans, half of Hindoos — and submitted to the natives, whose wishes on the subject were consulted, the powers with which the panel would be intrusted. The Hindoos were for making a number of exceptions and limitations. They said, among other things, that they could not consent that a Brahmin should be condemned to death; not to mention other objections, e.g., that looking at and examining a corpse was out of the question. Although in the case of a Warrior the rate of interest may be as high as 3%, in that of a Vaisya 4%, a Brahmin is never required to pay more than 2%.”

In Manu’s Code it is said: ‘If anyone presumes to teach a Brahmin his duty, the King must order that hot oil be poured into the ears and mouth of such an instructor. If one who is only once-born, loads one who is twice-born with reproaches, a red-hot iron bar 10 inches long shall be thrust into his mouth.’

If a Brahmin or a member of any other Caste transgresses the above cited laws and precepts, he is himself excluded from his caste, and in order to be received back again, he must have a hook bored through the hips, and be swung repeatedly backwards and forwards in the air. There are also other forms of restoration. A Rajah who thought himself injured by an English Governor sent 2 Brahmins to England to detail his grievances. But the Hindoos are forbidden to cross the sea, and these envoys on their return were declared excommunicated from their caste, and in order to be restored to it they had to be born again from a golden cow. The imposition was so far lightened, that only those parts of the cow out of which they had to creep were obliged to be golden; the rest might consist of wood. These various usages and religious observances to which every caste is subject have occasioned great perplexity to the English, especially in enlisting soldiers. At first these were taken from the Sudra-Caste, which is not bound to observe so many ceremonies; but nothing could be done with them, they therefore betook themselves to the Cshatriya class. These however have an immense number of regulations to observe — they may not eat meat, touch a dead body, drink out of a pool in which cattle or Europeans have drunk, not eat what others have cooked, etc. Each Hindoo assumes one definite occupation, and that only, so that one must have an infinity of servants; — a Lieutenant has 30, a Major 60.”

Cases of theft are exceptional; in this case the higher the caste the heavier is the penalty”

All political revolutions, therefore, are matters of indifference to the common Hindoo, for his lot is unchanged.”

Brahma is distinct from Brahm — the former constituting one personality in contrasted relation to Vishnu and Siva. Many therefore call the Supreme Existence who is over the first mentioned deity, Para-brahma. The English have taken a good deal of trouble to find out what Brahm properly is. Wilford has asserted that Hindoo conceptions recognize 2 Heavens: the first, the earthly paradise, the second, Heaven in a spiritual sense.”

O BURRO DA HISTÓRIA É O EUROPEU: “if one asks a Hindoo whether he worships Idols, everyone says ‘Yes!’, but to the question ‘Do you worship the Supreme Being?’ everyone answers ‘No’.”

We are not conscious to ourselves of being Brahm, by reason of Maya (the delusion occasioned by the outward world). It is forbidden to pray to him, and to offer sacrifices to him in his own nature; for this would be to adore ourselves.”

No temples are consecrated to him, and he receives no worship. Similarly, in the Catholic religion, the churches are not dedicated to God, but to the saints.” Sério? Eu não sabia disso.

In the embodiment Vishnu are presented those incarnations in which God has appeared as man, and which are always historical personages, who effected important changes and new epochs.” Historical personages de um povo sem-história, querido Hegel?

When the English had become masters of the country, the work of restoring to light the records of Indian culture was commenced, and William Jones first disinterred the poems of the Golden Age. The English exhibited plays at Calcutta: this led to a representation of dramas on the part of the Brahmins, e.g., the Sacontala of Calidasa, etc. In the enthusiasm of discovery the Hindoo culture was very highly rated; and as, when new beauties are discovered, the old ones are commonly looked down upon with contempt, Hindoo poetry and philosophy were extolled as far superior to the Greek. For our purpose the most important documents are the ancient and canonical books of the Hindoos, especially the Vedas. They comprise many divisions, of which the 4th is of more recent origin. They consist partly of religious prayers, partly of precepts to be observed. Some manuscripts of these Vedas have come to Europe, though in a complete form they are exceedingly rare. The writing is on palm leaves, scratched in with a needle. The Vedas are very difficult to understand, since they date from the most remote antiquity, and the language is a much older Sanskrit. Colebrooke has indeed translated a part, but this itself is perhaps taken from a commentary, of which there are very many. Two great epic poems, Ramayana and Mahabharata, have also reached Europe.” “Besides these works, the Puranas must be particularly noticed. The Puranas contain the history of a god or of a temple.”

This Hindoo lawgiver has been compared with the Cretan Minos — a name which also occurs among the Egyptians; and certainly this extensive occurrence of the same name is noteworthy and cannot be ascribed to chance. Manu’s code of morals, (published at Calcutta with an English translation by Sir W. Jones) forms the basis of Hindoo legislation. It begins with a Theogony, which is not only entirely different from the mythological conceptions of other peoples (as might be expected), but also deviates essentially from the Hindoo traditions themselves. For in these also there are only some leading features that pervade the whole.” “The time when Manu’s code was composed, is also entirely unknown and undetermined. The traditions reach beyond 23 centuries before the birth of Christ: a dynasty of the Children of the Sun is mentioned, on which followed one of the Children of the Moon. Thus much, however, is certain, that the code in question is of high antiquity; and an acquaintance with it is of the greatest importance to the English, as their knowledge of Hindoo Law is derived from it.”

QUE SE DANE O ESTADO: “if China may be regarded as nothing else but a State, Hindoo political existence presents us with a people, but no State.”

There is indeed, a common character pervading the whole of India; but its several states present at the same time the greatest variety; so that in one Indian State we meet with the greatest effeminacy — in another, on the contrary, we find prodigious vigor and savage barbarity.”

The Religion of these peoples is Buddhism, which is the most widely extended religion on our globe. In China Buddha is reverenced as Fo; in Ceylon as Gautama; in Thibet and among the Mongols this religion has assumed the phase of Lamaism.”

Nothingness is the principle of all things” “The connection of this with the metempsychosis can be thus explained: All (that we see) is but a change of Form. The inherent infinity of Spirit — infinite concrete self-dependence — is entirely separate from this Universe of phenomena. Abstract Nothingness is properly that which lies beyond Finite Existence — what we may call the Supreme Being. This real principle of the Universe is, it is said, in eternal repose, and in itself unchangeable. Its essence consists in the absence of activity and volition. For Nothingness is abstract Unity with itself. To obtain happiness, therefore, man must seek to assimilate himself to this principle by continual victories over himself; and for the sake of this, do nothing, wish nothing, desire nothing.”

The Mongols — a race extending through the whole of central Asia as far as Siberia, where they are subject to the Russians — worship the Lama; and with this form of worship a simple political condition, a patriarchal life is closely united; for they are properly a nomad people, and only occasionally are commotions excited among them, when they seem to be beside themselves, and eruptions and inundations of vast hordes are occasioned. Of the Lamas there are 3: the best known is the Dalai-Lama, who has his seat at Lassa in the kingdom of Thibet. A second is the Teshoo-Lama, who under the title of Bantshen Rinbot-shee resides at Teshoo-Lomboo; there is also a third in Southern Siberia. The first 2 Lamas preside over 2 distinct sects, of which the priests of one wear yellow caps, those of the other, red. The wearers of the yellow caps — at whose head is the Dalai-Lama, and among whose adherents is the Emperor of China — have introduced celibacy among the priests, while the red sect allow their marriage. The English have become considerably acquainted with the Teshoo-Lama and have given us descriptions of him.”

The idea of a man being worshipped as God — especially a living man — has in it something paradoxical and revolting; but the following considerations must be examined before we pronounce judgment respecting it.” “It is not the individuality of the subject that is revered, but that which is universal in him; and which among the Thibetans, Hindoos, and Asiatics generally, is regarded as the essence pervading all things. This substantial Unity of Spirit is realized in the Lama, who is nothing but the form in which Spirit manifests itself; and who does not hold this Spiritual Essence as his peculiar property, but is regarded as partaking in it only in order to exhibit it to others, that they may attain a conception of Spirituality and be led to piety and blessedness. The Lama’s personality as such — his particular individuality — is therefore subordinate to that substantial essence which it embodies. The second point which constitutes an essential feature in the conception of the Lama is the disconnection from Nature. The Imperial dignity of China involved a supremacy over the powers of Nature; while here spiritual power is directly separated from the vis Natures.”

Those who have become acquainted with the Teshoo-Lama depict him as a most excellent person, of the calmest temper and most devoted to meditation. Thus also do the Lama-worshippers regard him. They see in him a man constantly occupied with religion, and who when he directs his attention to what is human, does so only to impart consolation and encouragement by his blessing, and by the exercise of mercy and the bestowal of forgiveness. These Lamas lead a thoroughly isolated life and have a feminine rather than masculine training.Nietzsche apelidava sua irmã de Lama. Talvez por ver nela a consumação do eterno-feminino…

Early torn from the arms of his parents the Lama is generally a well-formed and beautiful child. He is brought up amid perfect quiet and solitude, in a kind of prison: he is well catered for, and remains without exercise or childish play, so that it is not surprising that a feminine susceptible tendency prevails in his character. The Grand Lamas have under them inferior Lamas as presidents of the great fraternities. In Thibet every father who has 4 sons is obliged to dedicate one to a conventual life.”

Since Buddhism and Lamaism have taken the place of the Shaman Religion, the life of the Mongols has been simple, prescriptive and patriarchal. Where they take any part in History, we find them occasioning impulses that have only been the groundwork of historical development. (…) A Vizier has charge of the secular dominion and reports everything to the Lama”

With the Persian Empire we first enter on continuous History. The Persians are the first Historical People; Persia was the first Empire that passed away.” “Zoroaster’s ‘Light’ belongs to the World of Consciousness”

The elements of the Persian Empire are the Zend race — the old Parsees; next the Assyrian, Median and Babylonian Empire in the region mentioned; but the Persian Empire also includes Asia Minor, Egypt, and Syria, with its line of coast; and thus combines the Upland, the Valley Plains and the Coast region.”

Their national existence was put an end to by the Mahometans. The great Zerdusht — called Zoroaster by the Greeks — wrote his religious books in the Zend language. Until nearly the last third of the 18th century, this language and all the writings composed in it were entirely unknown to Europeans; when at length the celebrated Frenchman, Anquetil-Duperron, disclosed to us these rich treasures. Filled with an enthusiasm for the Oriental World, which his poverty did not allow him to gratify, he enlisted in a French corps that was about to sail for India. He thus reached Bombay, where he met with the Parsees, and entered on the study of their religious ideas. With indescribable difficulty he succeeded in obtaining their religious books; making his way into their literature, and thus opening an entirely new and wide field of research, but which, owing to his imperfect acquaintance with the language, still awaits thorough investigation.”

Zoroaster himself calls it the pure Aryan: we find a similar name in Herodotus, for he says that the Medes were formerly called Arii — a name with which the designation Iran is connected.” “Here in Bactriana appears to have been the seat of the Zend people. In the time of Cyrus we find the pure and original faith, and the ancient political and social relations such as they are described in the Zend books, no longer perfect.”

It is essential to note, that we find here no Castes, but only Classes, and that there are no restrictions on marriage between these different Classes; though the Zend writings announce civil laws and penalties, together with religious enactments.”

Ormuzd creates of his own free will; but also according to the decree of Zeruane-Akerene (the representation wavers)”

As the Zend Race was the higher spiritual element of the Persian Empire, so in Assyria and Babylonia we have the element of external wealth, luxury and commerce. Traditions respecting them ascend to the remotest periods of History; but in themselves they are obscure, and partly contradictory; and this contradiction is the less easy to be cleared up, as they have no canonical books or indigenous works.” “the accounts in the Bible are also valuable and remarkable in the highest degree, for the Hebrews were immediately connected with the Babylonians.”

The celebrated Epic just mentioned has the old heroic traditions of Iran (that is of West Persia proper) for its subject; but it has not the value of a historical authority, since its contents are poetical and its author a Mahometan. The contest of Iran and Turan is described in this heroic poem. Iran is Persia Proper — the Mountain Land on the south of the Oxus; Turan denotes the plains of the Oxus and those lying between it and the ancient Jaxartes. A hero, Rustan, plays the principal part in the poem; but its narrations are either altogether fabulous, or quite distorted.”

Nineveh is said to have been built 2050 years before Christ; consequently the founding of the Assyrian Kingdom is of no later date. Ninus reduced under his sway also Babylonia, Media and Bactriana; the conquest of which latter country is particularly extolled as having displayed the greatest energy; for Ctesias [historiador grego] reckons the number of troops that accompanied Ninus, at 1,700,000 infantry and a proportionate number of cavalry. Bactra was besieged for a very considerable time, and its conquest is ascribed to Semiramis; who with a valiant host is said to have ascended the steep acclivity of a mountain. The personality of Semiramis wavers between mythological and historical representations. To her is ascribed the building of the Tower of Babel, respecting which we have in the Bible one of the oldest of traditions.”

As to the religion of the Medes, the Greeks call all the oriental Priests Magi, which is therefore a perfectly indefinite name. But all the data point to the fact that among the Magi we may look for a comparatively close connection with the Zend religion; but that, although the Magi preserved and extended it, it experienced great modifications in transmission to the various peoples who adopted it. Xenophon says that Cyrus was the first that sacrificed to God according to the fashion of the Magi. The Medes therefore acted as a medium for propagating the Zend Religion.”

The Assyrian-Babylonian Empire, which held so many peoples in subjection, is said to have existed for 1,000 or 1,500 years. The last ruler was Sardanapalus — a great voluptuary, according to the descriptions we have of him.” “After this catastrophe the empire was entirely broken up: it was divided into an Assyrian, a Median, and a Babylonian Empire, to which also belonged the Chaldeans — a mountain people from the north which had united with the Babylonians. These several Empires had in their turn various fortunes; though here we meet with a confusion in the accounts which has never been cleared up. Within this period of their existence begins their connection with the Jews and Egyptians. The Jewish people succumbed to superior force; the Jews were carried captive to Babylon, and from them we have accurate information respecting the condition of this Empire. According to Daniel’s statements there existed in Babylon a carefully appointed organization for government business.” “the transmission of the sovereignty to the Persians makes no essential difference; for Cyrus was himself a relation of the Median King, and the names of Persia and Media melt into one.” “We recognize here a system of States, consisting of Lydia, Media, and Babylon. The latter had become predominant and had extended its dominion to the Mediterranean Sea. Lydia stretched eastward as far as the Halys; and the border of the western coast of Asia Minor, the fair Greek colonies, were subject to it; a high degree of culture was thus already present in the Lydian Empire. Art and poetry were blooming there as cultivated by the Greeks. These colonies also were subjected to Persia. Wise men, such as Bias, and still earlier, Thales, advised them to unite themselves in a firm league, or to quit their cities and possessions, and to seek out for themselves other habitations (Bias meant Sardinia).”

After the Lydian conquest Cyrus subjugated Babylon. With it he came into possession of Syria and Palestine; freed the Jews from captivity, and allowed them to rebuild their temple. Lastly, he led an expedition against the Massagetae; engaged with them in the steppes between the Oxus and the Jaxartes, but sustained a defeat, and died the death of a warrior and conqueror.” “The Persian Empire is an Empire in the modern sense — like that which existed in Germany, and the great imperial realm under the sway of Napoleon; for we find it consisting of a number of states, which are indeed dependent, but which have retained their own individuality, their manners, and laws.” “Thereby a stop is put to that barbarism and ferocity with which the nations had been wont to carry on their destructive feuds, and which the Book of Kings and the Book of Samuel sufficiently attest.”

Thus they invaded Egypt, Scythia, Thrace, and at last Greece; where their vast power was destined to be shattered. A march of this kind looked almost like an emigration: their families accompanied them. Each people exhibited its national features and warlike accoutrements, and poured forth en masse.” “Each had its own order of march and mode of warfare. Herodotus sketches for us a brilliant picture of this variety of aspect as it presented itself in the vast march of nations under Xerxes (2 millions of human beings are said to have accompanied him). Yet, as these peoples were so unequally disciplined — so diverse in strength and bravery — it is easy to understand how the small but well-trained armies of the Greeks, animated by the same spirit, and under matchless leadership, could withstand those innumerable but disorderly hosts of the Persians. The provinces had to provide for the support of the Persian cavalry, which were quartered in the centre of the kingdom. Babylon had to contribute the third part of the supplies in question, and consequently appears to have been by far the richest district. As regards other branches of revenue, each people was obliged to supply the choicest of the peculiar produce which the district afforded. Thus Arabia gave frankincense, Syria purple, etc.”

Quite free from passion, and without exhibiting any ambition, they agree that monarchy is the only form of government adapted to the Persian Empire. The Sun, and the horse which first salutes them with a neigh, decide the succession in favor of Darius. The magnitude of the Persian dominion occasioned the government of the provinces by viceroys — Satraps; and these often acted very arbitrarily to the provinces subjected to their rule, and displayed hatred and envy towards each other; a source of much evil. These satraps were only superior presidents of the provinces, and generally left the subject kings of the countries in possession of regal privileges. All the land and all the water belonged to the Great King of the Persians.”

Uniform taxes first make their appearance under the government of Darius Hystaspes. On the occasion of a royal progress the districts of the empire visited had to give presents to the King; and from the amount of these gifts we may infer the wealth of the unexhausted provinces. Thus the dominion of the Persians was by no means oppressive, either in secular or religious respects. The Persians, according to Herodotus, had no idols — in fact ridiculed anthropomorphic representations of the gods; but they tolerated every religion, although there may be found expressions of wrath against idolatry. Greek temples were destroyed, and the images of the gods broken in pieces.”

Through its intercourse with so many nations, Syria soon attained a high degree of culture. There the most beautiful fabrications in metals and precious stones were prepared, and there the most important discoveries, e.g., of Glass and of Purple, were made. Written language there received its first development, [dúbio] for in their intercourse with various nations the need of it was soon felt. (So, to quote another example, Lord Macartney observes that in Canton itself the Chinese had felt and expressed the need of a more pliable written language.)”

OVERRATED MOVEMENT (AND OVERRATED GOD, WITH CAPITAL ‘I’): “This opens to us an entirely new principle. Inactivity ceases, as also mere rude valor; in their place appears the activity of Industry, and that considerate courage which, while it dares the perils of the deep, rationally bethinks itself of the means of safety.”

The Prophets give the most terrible pictures of this — though their repulsive character must be partly laid to the account of the hatred of Jews against neighboring peoples. Such representations are particularly ample in the Book of Wisdom. Not only was there a worship of natural objects, but also of the Universal Power of Nature — Astarte, Cybele, Diana of Ephesus. The worship paid was a sensuous intoxication, excess, and revelry: sensuality and cruelty are its 2 characteristic traits. ‘When they keep their holy days they act as if mad’, (‘they are mad when they be merry’ — English Version) says the Book of Wisdom (14:28).” “Thus we see children sacrificed — priests of Cybele subjecting themselves to mutilation — men making themselves eunuchs — women prostituting themselves in the temple.”

Herodotus tells us that at Tyre Hercules was worshipped. If the divinity in question is not absolutely identical with the Greek demigod, there must be understood by that name one whose attributes nearly agree with his. This worship is particularly indicative of the character of the people; for it is Hercules of whom the Greeks say that he raised himself to Olympus by dint of human courage and daring. The idea of the Sun perhaps originated that of Hercules as engaged in his 12 labors; but this basis does not give us the chief feature of the myth, which is that Hercules is that scion of the gods who, by his virtue and exertion, made himself a god by human spirit and valor; and who, instead of passing his life in idleness, spends it in hardship and toil.”

The feast of Adonis was very similar to the worship of Osiris — the commemoration of his death — a funeral festival, at which the women broke out into the most extravagant lamentations over the departed god.”

While among the Phoenician people the Spiritual was still limited by Nature, in the case of the Jews we find it entirely purified — the pure product of Thought.” “Jehovah — the purely One. This forms the point of separation between the East and the West; Spirit descends into the depths of its own being, and recognizes the abstract fundamental principle as the Spiritual.”

the s(t)age of 6 ways

The Persian Empire is one that has passed away, and we have nothing but melancholy relics of its glory. Its fairest and richest towns — such as Babylon, Susa, Persepolis — are razed to the ground; and only a few ruins mark their ancient site. Even in the more modern great cities of Persia — Ispahan and Shiraz — half of them has become a ruin; and they have not — as is the case with ancient Rome — developed a new life, but have lost their place almost entirely in the remembrance of the surrounding nations. Besides the other lands already enumerated as belonging to the Persian Empire, Egypt claims notice — characteristically the Land of Ruins; a land which from hoar antiquity has been regarded with wonder, and which in recent times also has attracted the greatest interest. Its ruins, the final result of immense labor, surpass in the gigantic and monstrous, all that antiquity has left us.”

Egypt was always the Land of Marvels, and has remained so to the present day. It is from the Greeks especially that we get information respecting it, and chiefly from Herodotus. This intelligent historiographer himself visited the country of which he wished to give an account, and at its chief towns made acquaintance with the Egyptian priests. Of all that he saw and heard, he gives an accurate record; but the deeper symbolism of the Egyptian mythology he has refrained from unfolding. This he regards as something sacred, and respecting which he cannot so freely speak as of merely external objects. Besides him Diodorus Siculus is an authority of great importance; and among the Jewish historians, Josephus.”

It was found at a later date that a great part of the hieroglyphics are phonetic, that is, express sounds. Thus the figure of an eye denotes first the eye itself, but secondly the first letter of the Egyptian word that means ‘eye’ (as in Hebrew the figure of a house denotes the letter b, with which the word for house begins).”

European literati have eagerly investigated the lists given by Manetho and have relied upon them, and several names of kings have been confirmed by the recent discoveries. Herodotus says that according to the statements of the priests, gods had formerly reigned over Egypt, and that from the first human king down to the King Setho 341 generations, or 11,340 years, had passed away; but that the first human ruler was Menes (the resemblance of the name to the Greek Minos and the Hindoo Manu is striking).”

As the Dutch have gained their territory from the sea, and have found means to sustain themselves upon it; so the Egyptians first acquired their country, and maintained its fertility by canals and lakes. An important feature in the history of Egypt is its descent from Upper to Lower Egypt — from the South to the North. With this is connected the consideration that Egypt probably received its culture from Ethiopia; principally from the island Meroe, which, according to recent hypotheses, was occupied by a sacerdotal people. Thebes in Upper Egypt was the most ancient residence of the Egyptian kings. Even in Herodotus’ time it was in a state of dilapidation. The ruins of this city present the most enormous specimens of Egyptian architecture that we are acquainted with. Considering their antiquity they are remarkably well preserved: which is partly owing to the perpetually cloudless sky. The centre of the kingdom was then transferred to Memphis, not far from the modern Cairo; and lastly to Sais, in the Delta itself. The structures that occur in the locality of this city are of very late date and imperfectly preserved. Herodotus tells us that Memphis was referred to so remote a founder as Menes. Among the later kings must be especially noticed Sesostris, who, according to Champollion, is Rameses the Great.”

these 2 nations {Egypt and the Colchians[?]} and the Ethiopians were the only ones that had always practised circumcision.”

After the death of Setho, the Egyptians (Herodotus tells us) regarded themselves as free, and chose themselves 12 kings, who formed a federal union — as a symbol of which they built the Labyrinth, consisting of an immense number of rooms and halls above and below ground. In the year 650 B.C. one of these kings, Psammitichus, with the help of the Ionians and Carians (to whom he promised land in Lower Egypt), expelled the 11 other kings.”

From this point the history becomes clearer, because it is based on Greek accounts.” Presunção.

Cyrus desired an oculist from the Egyptians; for at that time the Egyptian oculists were very famous, their skill having been called out by the numerous eye-diseases prevalent in Egypt. This oculist, to revenge himself for having been sent out of the country, advised Cambyses to ask for the daughter of Amasis in marriage; knowing well that Amasis would either be rendered unhappy by giving her to him, or on the other hand incur the wrath of Cambyses by refusing. Amasis would not give his daughter to Cambyses, because the latter desired her as an inferior wife (for his lawful spouse must be a Persian); but sent him, under the name of his own daughter, that of Apries, who afterwards discovered her real name to Cambyses. The latter was so incensed at the deception, that he led an expedition against Egypt, conquered that country, and united it with the Persian Empire.”

Herodotus mentions the 7 following castes: the priests, the warriors, the neatherds, the swineherds, the merchants (or trading population generally), the interpreters — who seem only at a later date to have constituted a separate class — and, lastly, the seafaring class. Agriculturists are not named here, probably because agriculture was the occupation of several castes, as, e.g., the warriors, to whom a portion of the land was given. Diodorus and Strabo give a different account of these caste-divisions.”

But the several occupations did not remain so stereotyped as among the Hindoos; for we find the Israelites, who were originally herdsmen, employed also as manual laborers: and there was a king — as stated above — who formed an army of manual laborers alone.” Dois erros: levar em conta a Bíblia como fonte histórica; não considerar que a lei pode ser diferente para os forasteiros.

The castes are not rigidly fixed, but struggle with and come into contact with one another” Qual seria o sentido de chamar de castas então?

The Nile and the Sun constitute the divinities, conceived under human forms; and the course of nature and the mythological history is the same. In the winter solstice the power of the sun has reached its minimum, and must be born anew. Thus also Osiris appears as born; but he is killed by Typhon — his brother and enemy — the burning wind of the desert. Isis, the Earth — from whom the aid of the Sun and of the Nile has been withdrawn — yearns after him: she gathers the scattered bones of Osiris, and raises her lamentation for him, and all Egypt bewails with her the death of Osiris, in a song which Herodotus calls Maneros. Maneros he reports to have been the only son of the first king of the Egyptians, and to have died prematurely; this song being also the Linus-Song of the Greeks, and the only song which the Egyptians have.” Quão ridícula pode ser uma asserção como essa?

my favorite son(g)

Hermes then embalms Osiris; and his grave is shown in various places. Osiris is now judge of the dead, and lord of the kingdom of the Shades. These are the leading ideas.”

the symbol is changed into signification, and this latter becomes symbol of that symbol, which itself then becomes signification.”

CAPOEIRA DO MESTRE HEGEL: “o símbolo é trocado em significação, e esta se torna símbolo desse símbolo, que por sua vez se torna significação.”

Thus there arises one pregnant conception, composed of many conceptions, in which each fundamental nodus retains its individuality, so that they are not resolved into a general idea.”

In the first class, Fire and its use appears as Phtha, also as Knef, who is besides represented as the Good Genius; but the Nile itself is held to be that Genius, and thus abstractions are changed into concrete conceptions. Amman is regarded as a great divinity, with whom is associated the determination of the equinox; it is he, moreover, who gives oracles. But Osiris is similarly represented as the founder of oracular manifestations. So the Procreative Power, banished by Osiris, is represented as a particular divinity. But Osiris is himself this Procreative Power. Isis is the Earth, the Moon, the receptive fertility of Nature. As an important element in the conception Osiris, Anubis (Thoth) — the Egyptian Hermes — must be specially noticed.” “And thus the Egyptians had also specific divinities, conceived as spiritual activities and forces; but partly intrinsically limited” Hm.

According to Jamblichus, the Egyptian priests immemorially prefixed to all their inventions the name Hermes: Eratosthenes, therefore, called his book, which treated of the entire science of Egypt — Hermes. Anubis is called the friend and companion of Osiris. To him is ascribed the invention of writing, and of science generally — of grammar, astronomy, mensuration, music, and medicine.”

He is represented with a dog’s head, as an imbruted god; and besides this mask, a particular natural object is bound up with the conception of this divinity; for he is at the same time Sirius, the Dog-Star. He is thus as limited in respect of what he embodies, as sensuous in the positive existence ascribed to him.”

All astrological and sympathetic superstition may be traced to Egypt.”

Egyptian Worship is chiefly Zoolatry.”

We also, when we contemplate the life and action of brutes, are astonished at their instinct — the adaptation of their movements to the object intended — their restlessness, excitability, and liveliness; for they are exceedingly quick and discerning in pursuing the ends of their existence, while they are at the same time silent and shut up within themselves.”

A black tom-cat, with its glowing eyes and its now gliding, now quick and darting movement, has been deemed the presence of a malignant being — a mysterious reserved spectre: the dog, the canary-bird, on the contrary, appear friendly and sympathizing.” E parece que, se não é do Egito que vem toda a zoolatria, o sr. Hegel, pelo menos, mostra-se bastante egípcio!!

A pirâmide externa é só o chifre do corpo morto que jaz no subsolo.

It is related, that once when a Roman in Alexandria killed a cat, an insurrection ensued, in which the Egyptians murdered the aggressor. They would let human beings perish by famine, rather than allow the sacred animals to be killed” O mundo gira, meu amigo.

I refer here to the innumerable figures on the Egyptian monuments, of sparrow-hawks or falcons, dung-beetles, scarabaei, etc. It is not known what ideas such figures symbolized, and we can scarcely think that a satisfactory view of this very obscure subject is attainable. The dung-beetle is said to be the symbol of generation — of the sun and its course”

The refined art of Greece is able to attain a specific expression through the spiritual character given to an image in the form of beauty, and does not need to deform the human face in order to be understood.” Com certeza. Não existem minotauros, tampouco grifos… E que diabos seria uma Medusa – uma planta?!?

They are of two kinds — hieroglyphs proper, designed rather to express language, and having reference to subjective conception; and a class of hieroglyphs of a different kind, viz., those enormous masses of architecture and sculpture, with which Egypt is covered.”

These are the enormous excavations in the hills along the Nile at Thebes, whose passages and chambers are entirely filled with mummies — subterranean abodes as large as the largest mining works of our time: next, the great field of the dead in the plain of Sais, with its walls and vaults: thirdly, those Wonders of the World, the Pyramids, whose destination, though stated long ago by Herodotus and Diodorus, has been only recently expressly confirmed — to the effect, viz., that these prodigious crystals, with their geometrical regularity, contain dead bodies: and lastly, that most astonishing work, the Tombs of the Kings, of which one has been opened by Belzoni in modern times.”

The idea that Spirit is immortal, involves this — that the human individual inherently possesses infinite value. The merely Natural appears limited — absolutely dependent upon something other than itself — and has its existence in that other; but Immortality involves the inherent infinitude of Spirit. This idea is first found among the Egyptians. But it must be added, that the soul was known to the Egyptians previously only as an atom — that is, as something concrete and particular. For with that view is immediately connected the notion of Metempsychosis — the idea that the soul of man may also become the tenant of the body of a brute. Aristotle too speaks of this idea, and despatches it in few words. Every subject, he says, has its particular organs, for its peculiar mode of action: so the smith, the carpenter, each for his own craft. In like manner the human soul has its peculiar organs, and the body of a brute cannot be its domicile. Pythagoras adopted the doctrine of Metempsychosis; but it could not find much support among the Greeks, who held rather to the concrete. The Hindoos have also an indistinct conception of this doctrine, inasmuch as with them the final attainment is absorption in the universal Substance. But with the Egyptians the Soul — the Spirit — is, at any rate, an affirmative being, although only abstractedly affirmative. The period occupied by the soul’s migrations was fixed at 3,000 years; they affirmed, however, that a soul which had remained faithful to Osiris was not subject to such a degradation — for such they deem it.”

It is well known that the Egyptians embalmed their dead; and thus imparted such a degree of permanence, that they have been preserved even to the present day, and may continue as they are for many centuries to come. This indeed seems inconsistent with their idea of immortality; for if the soul has an independent existence, the permanence of the body seems a matter of indifference. But on the other hand it may be said, that if the soul is recognized as a permanent existence, honor should be shown to the body, as its former abode. The Parsees lay the bodies of the dead in exposed places to be devoured by birds; but among them the soul is regarded as passing forth into universal existence. Where the soul is supposed to enjoy continued existence, the body must also be considered to have some kind of connection with this continuance.”

CADA QUAL COM SEU GALO A ESCULÁPIO: “Many mummies have been found with a roll of papyrus under their arm, and this was formerly regarded as a remarkable treasure. But these rolls contain only various representations of the pursuits of life — together with writings in the Demotic character. They have been deciphered, and the discovery has been made that they are all deeds of purchase, relating to pieces of ground and the like; in which everything is most minutely recorded — even the duties that had to be paid to the royal chancery on the occasion. What, therefore, a person bought during his life is made to accompany him — in the shape of a legal document — in death. In this monumental way we are made acquainted with the private life of the Egyptians, as with that of the Romans through the ruins of Pompeii and Herculaneum.” “If Death thus haunted the minds of the Egyptians during life, it might be supposed that their disposition was melancholy. But the thought of death by no means occasioned depression. At banquets they had representations of the dead (as Herodotus relates), with the admonition: ‘Eat and drink — such a one wilt thou become, when thou art dead.’

Of Anubis-Hermes the myth says, that he embalmed the body of Osiris: this Anubis sustained also the office of leader of the souls of the dead; and in the pictorial representations he stands, with a writing tablet in his hand, by the side of Osiris. The reception of the dead into the Kingdom of Osiris had also a profounder import, viz., that the individual was united with Osiris. On the lids of the sarcophagi, therefore, the defunct is represented as having himself become Osiris”

HEGEL THE NAÏVE: “It is stated that, in a public market-place, sodomy was committed by a woman with a goat.”

These features are combined in the stories which Herodotus relates to us of the Egyptians. They much resemble the tales of the Thousand and One Nights; and although these have Bagdad as the locality of their narration, their origin is no more limited to this luxurious court than to the Arabian people, but must be partly traced to Egypt — as Von Hammer also thinks.” Hegel confiaria toda sua fortuna e status a um estranho – a Heródoto, no caso.

Love, Martial Daring, the Horse, the Sword, are the darling subjects of the poetry peculiar to the Arabians.” Devíamos copiá-los: cavalo não tem chifre, então já seria um ganho.

I am that which is, that which was, and that which will be; no one has lifted my veil.”

China and India, as already mentioned, have remained — Persia has not. The transition to Greece is, indeed, internal; but here it shows itself also externally, as a transmission of sovereignty — an occurrence which from this time forward is ever and anon repeated.” “the proper Emergence, the true Palingenesis of Spirit must be looked for in Greece first.” “Achilles, the ideal youth of poetry, commenced it: Alexander the Great, the ideal youth of reality, concluded it.”

Thus, Athens owes its origin to Cecrops, an Egyptian, whose history, however, is involved in obscurity. The race of Deucalion, the son of Prometheus, is brought into connection with the various Greek tribes. Pelops of Phrygia, the son of Tantalus, is also mentioned; next, Danaus, from Egypt: from him descend Acrisius, Danae and Perseus. Pelops is said to have brought great wealth with him to the Peloponnesus, and to have acquired great respect and power there. Danaus settled in Argos. Especially important is the arrival of Cadmus, of Phoenician origin, with whom phonetic writing is said to have been introduced into Greece; Herodotus refers it to Phoenicia, and ancient inscriptions then extant are cited to support the assertion. Cadmus, according to the legend, founded Thebes.” “Cadmus is said to have founded Thebes about 1490 B.C. — a date with which the Exodus of Moses from Egypt (1500 B.C.) nearly coincides.”

In Argolis, the walls of which the ancient fortresses consisted, were called Cyclopian; some of them have been discovered even in recent times, since, on account of their solidity, they are indestructible.” “Even now the gate with the lions, at Mycenas, can be recognized by the description of Pausanias. It is stated of Proetus [Proteus?], who ruled in Argos, that he brought with him from Lycia the Cyclopes who built these walls. It is, however, supposed that they were erected by the ancient Pelasgi.” “These fortresses, then, were the nuclei of small states; they gave a greater security to agriculture; they protected commercial intercourse against robbery. They were, however, as Thucydides informs us, not placed in the immediate vicinity of the sea, on account of piracy; maritime towns being of later date.”

Their subjects obeyed them, not as distinguished from them by conditions of caste, nor as in a state of serfdom, nor in the patriarchal relation — according to which the chief is only the head of the tribe or family to which all belong — nor yet as the result of the express necessity for a constitutional government; but only from the need, universally felt, of being held together, and of obeying a ruler accustomed to command — without envy and ill-will towards him. The Prince has just so much personal authority as he possesses the ability to acquire and to assert; but as this superiority is only the individually heroic, resting on personal merit, it does not continue long.”

In Homer’s Iliad we find a King of Kings, a generalissimo in the great national undertaking — but the other magnates environ him as a freely deliberating council; the prince is honored, but he is obliged to arrange everything to the satisfaction of the others; he indulges in violent conduct towards Achilles, but, in revenge, the latter withdraws from the struggle. Equally lax is the relation of the several chiefs to the people at large, among whom there are always individuals who claim attention and respect. The various peoples do not fight as mercenaries of the prince in his battles, nor as a stupid serf-like herd driven to the contest, nor yet in their own interest; but as the companions of their honored chieftain — as witnesses of his exploits, and his defenders in peril. A perfect resemblance to these relations is also presented in the Greek Pantheon.”

The occasion of that united expedition is said to have been the violation of the laws of hospitality by the son of an Asiatic prince, in carrying off the wife of his host. Agamemnon assembles the princes of Greece through the power and influence which he possesses. Thucydides ascribes his authority to his hereditary sovereignty, combined with naval power (Hom. II. ii. 108), in which he was far superior to the rest. It appears, however, that the combination was effected without external compulsion, and that the whole armament was convened simply on the strength of individual consent. [não era um protocapitalista de merda] The Hellenes were then brought to act unitedly, to an extent of which there is no subsequent example. The result of their exertions was the conquest and destruction of Troy, though they had no design of making it a permanent possession. No external result, therefore, in the way of settlement ensued, any more than an enduring political union, as the effect of the uniting of the nation in the accomplishment of this single achievement. But the poet supplied an imperishable portraiture of their youth and of their national spirit, to the imagination of the Greek people; and the picture of this beautiful human heroism hovered as a directing ideal before their whole development and culture.”

The people appears separated from the royal houses, and these are regarded as an alien body — a higher race, fighting out the battles and undergoing the penalties of their fate, for themselves alone. Royalty having performed that which it had to perform thereby rendered itself superfluous. The several dynasties are the agents of their own destruction, or perish not as the result of animosity, or of struggles on the side of the people: rather the families of the sovereigns are left in calm enjoyment of their power — a proof that the democratic government which followed is not regarded as something absolutely diverse.”

The Peloponnesus was conquered by the Heraclidae, who introduced a calmer state of things, which was not again interrupted by the incessant migrations of races. The history now becomes more obscure; and though the several occurrences of the Trojan war are very circumstantially described to us, we are uncertain respecting the important transactions of the time immediately following, for a space of many centuries. [talvez porque nenhuma transação tenha sido de fato importante!] No united undertaking distinguishes them, unless we regard as such that of which Thucydides speaks, viz., the war between the Chalcidians and Eretrians in Euboea, in which many nations took part. The towns vegetate in isolation, or at most distinguish themselves by war with their neighbors. Yet, they enjoy prosperity in this isolated condition, by means of trade; a kind of progress to which their being rent by many party-struggles offers no opposition.”

AS GRANDES COLONIZAÇÕES: SINTOMA DE DÉCADENCE: “This sending out of colonies — especially during the period between the Trojan war and Cyrus — presents us with a remarkable phenomenon. It can be thus explained. In the several towns the people had the governmental power in their hands, since they gave the final decision in political affairs. In consequence of the long repose enjoyed by them, the population and the development of the community advanced rapidly; and the immediate result was the amassing of great riches, contemporaneously with which fact great want and poverty make their appearance. Industry, in our sense, did not exist; and the lands were soon occupied. Nevertheless a part of the poorer classes would not submit to the degradations of poverty, for everyone felt himself a free citizen. The only expedient, therefore, that remained, was colonization. In another country, those who suffered distress in their own, might seek a free soil, and gain a living as free citizens by its cultivation. Colonization thus became a means of maintaining some degree of equality among the citizens; but this means is only a palliative, and the original inequality, founded on the difference of property, immediately reappears. The old passions were rekindled with fresh violence, and riches were soon made use of for securing power: thus Tyrants gained ascendancy in the cities of Greece.”

On the same principle the Greeks listened to the murmuring of the fountains, and asked what might be thereby signified; but the signification which they were led to attach to it was not the objective meaning of the fountain, but the subjective — that of the subject itself, which further exalts the Naiad to a Muse. The Naiads, or Fountains, are the external, objective origin of the Muses. Yet the immortal songs of the Muses are not that which is heard in the murmuring of the fountains; they are the productions of the thoughtfully listening Spirit — creative while observant.”

It has been long a much vexed question whether the arts and the religion of the Greeks were developed independently or through foreign suggestion. Under the conduct of a one-sided understanding the controversy is interminable; for it is no less a fact of history that the Greeks derived conceptions from India, Syria, and Egypt than that the Greek conceptions are peculiar to themselves, and those others alien.” “Just as in Art the Greeks may have acquired a mastery of technical matters from others — from the Egyptians especially — so in their religion the commencement might have been from without; but by their independent spirit they transformed the one as well as the other.” “All issue in works of art, and we may arrange under 3 heads: the subjective work of art, that is, the culture of the man himself — the objective work of art, i.e., the shaping of the world of divinities — lastly, the political work of art — the form of the Constitution, and the relations of the Individuals who compose it.”

In the notice of Agamemnon’s sceptre, its origin is given in detail: mention is made of doors which turn on hinges, and of accoutrements and furniture, in a way that expresses satisfaction. The honor of human invention in subjugating Nature is ascribed to the gods. But, on the other hand, man uses Nature for ornament, which is intended only as a token of wealth and of that which man has made of himself. We find Ornament, in this interest, already very much developed among the Homeric Greeks. It is true that both barbarians and civilized nations ornament themselves; but barbarians content themselves with mere ornament; they intend their persons to please by an external addition. But ornament by its very nature is destined only to beautify something other than itself, viz. the human body, which is man’s immediate environment, and which, in common with Nature at large, he has to transform. The spiritual interest of Primary importance is, therefore, the development of the body to a perfect organ for the Will — an adaptation which may on the one hand itself be the means for ulterior objects, and on the other hand, appear as an object per se. Among the Greeks, then, we find this boundless impulse of individuals to display themselves, and to find their enjoyment in so doing. Sensuous enjoyment does not become the basis of their condition when a state of repose has been obtained, any more than the dependence and stupor of superstition which enjoyment entails. They are too powerfully excited, too much bent upon developing their individuality, absolutely to adore Nature, as it manifests itself in its aspects of power and beneficence. That peaceful condition which ensued when a predatory life had been relinquished, and liberal nature had afforded security and leisure, turned their energies in the direction of self-assertion — the effort to dignify themselves. But while on the one side they have too much independent personality to be subjugated by superstition, that sentiment has not gone to the extent of making them vain”

Homer gives a noble description of the games conducted by Achilles, in honor of Patroclus; but in all his poems there is no notice of statues of the gods, though he mentions the sanctuary at Dodona, and the treasure-house of Apollo at Delphi. The games in Homer consist in wrestling and boxing, running, horse and chariot races, throwing the discus or javelin, and archery. With these exercises are united dance and song, to express and form part of the enjoyment of social exhilaration, and which arts likewise blossomed into beauty. On the shield of Achilles, Hephaestus represents, among other things, how beautiful youths and maidens move as quickly ‘with well-taught feet’, as the potter turns his wheel. The multitude stand round enjoying the spectacle; the divine singer accompanies the song with the harp, and 2 chief dancers perform their evolutions in the centre of the circle.” “Besides the Olympic games in the sacred district of Elis, there were also held the Isthmian, the Pythian, and Nemean, at other places.”

The transition from the Oriental to the Occidental Spirit is therein represented, for the Titans are the merely Physical — natural existences, from whose grasp sovereignty is wrested. It is true that they continue to be venerated, but not as governing powers; for they are relegated to the verge (the limbus) of the world.”

For Apollo is the prophesying and discerning god — Light, that makes everything clear. He is, moreover, the healer and strengthener; as also the destroyer, for he kills men. He is the propitiating and purifying god, e.g., in contravention of the Eumenides — the ancient subterrene divinities — who exact hard, stern justice. He himself is pure; he has no wife, but only a sister, and is not involved in various disgusting adventures, like Zeus; moreover, he is the discerner and declarer, the singer and leader of the dances — as the sun leads the harmonious dance of stars. — In like manner the Naiads became the Muses. The mother of the gods, Cybele — continuing to be worshipped at Ephesus as Artemis — is scarcely to be recognized as the Artemis of the Greeks — the chaste huntress and destroyer of wild beasts.”

While the gods remained more human,

The men were more divine.”

But why did God not appear to the Greeks in the flesh? Because man was not duly estimated, did not obtain honor and dignity, till he had more fully elaborated and developed himself in the attainment of the Freedom implicit in the aesthetic manifestation in question” Pequena porção de um dos trechos mais escusos de Hegel (ou de seus desastrados discípulos), sem dúvida.

Another circumstance that demands special attention here is the element of Slavery. This was a necessary condition of an aesthetic democracy, where it was the right and duty of every citizen to deliver or to listen to orations respecting the management of the State in the place of public assembly, to take part in the exercise of the Gymnasia, and to join in the celebration of festivals. It was a necessary condition of such occupations, that the citizens should be freed from handicraft occupations; consequently, that what among us is performed by free citizens — the work of daily life — should be done by slaves.”

At the beginning of the Median wars, Lacedaemon was in possession of the Hegemony, partly as the result of having subjugated and enslaved the free nation of the Messenians, partly because it had assisted many Greek States to expel their Tyrants. Provoked by the part the Greeks had taken in assisting the Ionians against him, the Persian King sent heralds to the Greek cities to require them to give Water and Earth, i.e. to acknowledge his supremacy. The Persian envoys were contemptuously sent back, and the Lacedaemonians went so far as to throw them into a well — a deed, however, of which they afterwards so deeply repented, as to send 2 Lacedaemonians to Susa in expiation. The Persian King then despatched an army to invade Greece. With its vastly superior force the Athenians and Plataeans, without aid from their compatriots, contended at Marathon under Miltiades, and gained the victory. Afterwards, Xerxes came down upon Greece with his enormous masses of nations (Herodotus gives a detailed description of this expedition); and with the terrible array of land-forces was associated the not less formidable fleet. Thrace, Macedon, and Thessaly were soon subjugated; but the entrance into Greece Proper — the Pass of Thermopylae — was defended by 300 Spartans and 700 Thespians, whose fate is well known. Athens, voluntarily deserted by its inhabitants, was ravaged; the images of the gods which it contained were ‘an abomination’ to the Persians, who worshipped the Amorphous, the Unformed. In spite of the disunion of the Greeks, the Persian fleet was beaten at Salamis; and this glorious battle-day presents the 3 greatest tragedians of Greece in remarkable chronological association: for Æschylus was one of the combatants, and helped to gain the victory, Sophocles danced at the festival that celebrated it, and on the same day Euripides was born. The host that remained in Greece, under the command of Mardonius, was beaten at Plataea by Pausanias, and the Persian power was consequently broken at various points.”

For these are World-Historical victories; they were the salvation of culture and Spiritual vigor, and they rendered the Asiatic principle powerless. How often, on other occasions, have not men sacrificed everything for one grand object!”

Never in History has the superiority of spiritual power over material bulk — and that of no contemptible amount — been made so gloriously manifest.”

The Athenians continued their wars of conquest for a considerable time, and thereby attained a high degree of prosperity; while the Lacedaemonians, who had no naval power, remained quiet. The antagonism of Athens and Sparta now commences — a favorite theme for historical treatment.” “The polity of the State was wavering between Aristocracy and Democracy. Solon effected, by his division into 4 property-classes, a medium between these opposites. All these together formed the popular assembly for deliberation and decision on public affairs; but the offices of government were reserved for the 3 superior classes.” “Lastly, Pericles rendered the constitution yet more democratic by diminishing the essential dignity of the Areopagus, and bringing causes that had hitherto belonged to it, before the Demos and the ordinary tribunals.” “It was Pericles who originated the production of those eternal monuments of sculpture whose scanty remains astonish posterity; it was before this people that the dramas of Æschylus and Sophocles were performed; and later on those of Euripides — which, however, do not exhibit the same plastic moral character, and in which the principle of corruption is more manifest.”

the Helots [hilotas] were doubtless aborigines. The fate that had befallen the Helots was suffered at a later epoch by the Messenians; for inhuman severity of this order was innate in Spartan character. While the Athenians had a family-life, and slaves among them were inmates of the house, the relation of the Spartans to the subjugated race was one of even greater harshness than that of the Turks to the Greeks; a state of warfare was constantly kept up in Lacedaemon. In entering upon office, the Ephors made an unreserved declaration of war against the Helots, and the latter were habitually given up to the younger Spartans to be practised upon in their martial exercises. The Helots were on some occasions set free, and fought against the enemy; moreover, they displayed extraordinary valor in the ranks of the Spartans; but on their return they were butchered in the most cowardly and insidious way. As in a slave-ship the crew are constantly armed, and the greatest care is taken to prevent an insurrection, so the Spartans exercised a constant vigilance over the Helots, and were always in a condition of war, as against enemies.” “As daughters were capable of inheriting, many estates had come by marriage into the possession of a few families, and at last all the landed property was in the hands of a limited number; as if to show how foolish it is to attempt a forced equality — an attempt which, while ineffective in realizing its professed object, is also destructive of a most essential point of liberty — the free disposition of property.” Um olhar MUITO crítico de H. em relação a Esparta. Mas se sustenta na bibliografia atual?

It was with an especial view to promote similarity of manners, and a more intimate acquaintance of the citizens with each other, that the Spartans had meals in common — a community, however, which disparaged family life; for eating and drinking is a private affair, and consequently belongs to domestic retirement.” “Lastly, one of the highest magistracies was that of the Ephors, respecting whose election we have no definite information; Aristotle says that the mode of choice was exceedingly childish. We learn from Aristotle that even persons without nobility or property could attain this dignity. The Ephors had full authority to convoke popular assemblies, to put resolutions to the vote, and to propose laws, almost in the same way as the tribuni plebis in Rome. Their power became tyrannical, like that which Robespierre and his party exercised for a time in France.” Comparações indevidas…

In their intercourse at home, they were, on the whole, honorable; but as regarded their conduct towards other nations, they themselves plainly declared that they held their own good pleasure for the Commendable, and what was advantageous for the Right.”

The perfect bloom of Greek life lasted only about 60 years”

In the Peloponnesian War, the struggle was essentially between Athens and Sparta. Thucydides has left us the history of the greater part of it, and his immortal work is the absolute gain which humanity has derived from that contest. Athens allowed herself to be hurried into the extravagant projects of Alcibiades; and when these had already much weakened her, she was compelled to succumb to the Spartans, who were guilty of the treachery of applying for aid to Persia, and who obtained from the King supplies of money and a naval force. They were also guilty of a still more extensive treason, in abolishing democracy in Athens and in the cities of Greece generally, and in giving a preponderance to factions that desired oligarchy, but were not strong enough to maintain themselves without foreign assistance. Lastly, in the peace of Antalcidas, Sparta put the finishing stroke to her treachery, by giving over the Greek cities in Asia Minor to Persian dominion.

Lacedaemon had therefore, both by the oligarchies which it had set up in various countries, and by the garrisons which it maintained in some cities — as, e.g., Thebes — obtained a great preponderance in Greece. But the Greek States were far more incensed at Spartan oppression than they had previously been at Athenian supremacy. With Thebes at their head, they cast off the yoke, and the Thebans became for a moment the most distinguished people in Hellas. But it was to 2 distinguished men among its citizens that Thebes owed its entire power — Pelopidas and Epaminondas

Weakened and distracted, Greece could no longer find safety in itself, and needed an authoritative prop. In the towns there were incessant contests; the citizens were divided into factions, as in the Italian cities of the Middle Ages. The victory of one party entailed the banishment of the other; the latter then usually applied to the enemies of their native city, to obtain their aid in subjugating it by force of arms. The various States could no longer co-exist peaceably: they prepared ruin for each other, as well as for themselves.”

A leading principle of the Sophists was that <Man is the measure of all things>; but in this, as in all their apophthegms, lurks an ambiguity, since the term <Man> may denote Spirit in its depth and truth, or in the aspect of mere caprice and private interest.” “This Sophistic principle appears again and again, though under different forms, in various periods of History; thus even in our own times subjective opinion of what is right — mere feeling — is made the ultimate ground of decision.”

Socrates is celebrated as a Teacher of Morality, but we should rather call him the Inventor of Morality.”

ZEUS FALLS: “The Phocians were then to be punished by the Thebans; but by an egregious piece of violence — by desecrating and plundering the temple at Delphi — the former attained momentary superiority. This deed completes the ruin of Greece; the sanctuary was desecrated, the god so to speak, killed; the last support of unity was thereby annihilated; reverence for that which in Greece had been as it were always the final arbiter — its monarchical principle — was displaced, insulted, and trodden under foot.”

The charge of littleness, harshness, violence, and political treachery — all those hateful characteristics with which Philip has so often been reproached — did not extend to the young Alexander, when he placed himself at the head of the Greeks.”

Though his generals were devoted to him, they had been the long tried servants of his father; and this made his position difficult: for his greatness and youth was a humiliation to them, as inclined to regard themselves and the achievements of the past as a complete work; so that while their envy, as in Clitus’ case, arose to blind rage, Alexander also was excited to great violence.” “He was great as a commander in battles, wise in conducting marches and marshalling troops, and the bravest soldier in the thick of the fight.”

Alexander had the good fortune to die at the proper time; i.e. it may be called good fortune, but it is rather a necessity. That he may stand before the eyes of posterity as a youth, an early death must hurry him away. Achilles, as remarked above, begins the Greek world, and his autotype Alexander concludes it: and these youths not only supply a picture of the fairest kind in their own persons, but at the same time afford a complete and perfect type of Hellenic existence.”

Thence the Greeks came into connection with India, and even with China. The Greek dominion spread itself over northern India, and Sandrokottus (Chandraguptas) is mentioned as the first who emancipated himself from it. The same name presents itself indeed among the Hindoos, but for reasons already stated, we can place very little dependence upon such mention. Other Greek Kingdoms arose in Asia Minor, in Armenia, in Syria and Babylonia. But Egypt especially, among the kingdoms of the successors of Alexander, became a great centre of science and art; for a great number of its architectural works belong to the time of the Ptolemies, as has been made out from the deciphered inscriptions.” Exagero da importância alexandrina.

Those who had been Alexander’s Generals, now assuming an independent appearance on the stage of history as Kings, carried on long wars with each other, and experienced, almost all of them, the most romantic revolutions of fortune. Especially remarkable and prominent in this respect is the life of Demetrius Poliorcetes.” Nada fala dele, entretanto.

In our times we can neither endure our faults nor the means of correcting them.” Livy

The distinction between the Roman and the Persian principle is exactly this — that the former stifles all vitality, while the latter allowed of its existence in the fullest measure. Through its being the aim of the State, that the social units in their moral life should be sacrificed to it, the world is sunk in melancholy: its heart is broken, and it is all over with the Natural side of Spirit, which has sunk into a feeling of unhappiness. Yet only from this feeling could arise the supersensuous, the free Spirit in Christianity.” Para Hegel o Império Romano era Roma, onde o estrangeiro não podia perpetuar sua própria cultura – é assimilado ou morre [quase o anagrama de Rome]. Qualquer um que lê como os romanos respeitaram as idiossincrasias dos povos que subjugaram e tornaram províncias do Império é capaz de refutar essa leitura bidimensional do período.

Erudition has regarded the Roman History from various points of view, and has adopted very different and opposing opinions: this is especially the case with the more ancient part of the history, which has been taken up by 3 different classes of literatiHistorians, Philologists, and Jurists. The Historians hold to the grand features, and show respect for the history as such; [empty expression nonetheless] so that we may after all see our way best under their guidance, since they allow the validity of the records in the case of leading events. It is otherwise with the Philologists, by whom generally received traditions are less regarded, and who devote more attention to small details which can be combined in various ways. These combinations gain a footing first as historical hypotheses, but soon after as established facts. To the same degree as the Philologists in their department, have the Jurists in that of Roman law, instituted the minutest examination and involved their inferences with hypothesis. The result is that the most ancient part of Roman History has been declared to be nothing but fable; so that this department of inquiry is brought entirely within the province of learned criticism, which always finds the most to do where the least is to be got for the labor. While on the one side the poetry and the myths of the Greeks are said to contain profound historical truths, and are thus transmuted into history, the Romans on the contrary have myths and poetical views affiliated upon them; [the Greeks] and epopees are affirmed to be at the basis of what has been hitherto taken for prosaic and historical.” Eneida, etc.

Niebuhr has prefaced his Roman history by a profoundly erudite treatise on the peoples of Italy; but from which no connection between them and the Roman History is visible. In fact, Niebuhr’s History can only be regarded as a criticism of Roman History, for it consists of a series of treatises which by no means possess the unity of history.”

As to the particular sections of the Roman History, the common division is that into the Monarchy, the Republic, and the Empire — as if in these forms different principles made their appearance; but the same principle — that of the Roman Spirit — underlies their development.” Esse idiota divide a História Romana em 3 e coloca as campanhas de César já no princípio da 3a!

Rome arose outside recognised countries, viz., in an angle where 3 different districts met — those of the Latins, Sabines and Etruscans” “but Rome was from the very beginning, of artificial and violent, not spontaneous growth.” Pura especulação

It is related that the descendants of the Trojans, led by Æneas to Italy, founded Rome; for the connection with Asia was a much cherished tradition, and there are in Italy, France, and Germany itself (Xanten) many towns which refer their origin, or their names, to the fugitive Trojans. Livy speaks of the ancient tribes of Rome, the Ramnenses, Titienses, and Luceres. Now if we look upon these as distinct nations, and assert that they were really the elements from which Rome was formed — a view which in recent times has very often striven to obtain currency — we directly subvert the historical tradition.”

SANOZAMA: “It is equally historical that in the newly formed State there were no women, and that the neighboring states would enter into no connubia with it: both circumstances characterize it as predatory union, with which the other States wished to have no connection.”

They also refused the invitation to their religious festivals; and only the Sabines — a simple agricultural people, among whom, as Livy says, prevailed a tristis atque tetrica superstitio — partly from superstition, partly from fear, presented themselves at them.”

A State which had first to form itself, and which is based on force, must be held together by force.” Que ingênuo. Trata-se de todas as configurações sociais conhecidas!

Remus was buried on the Aventine mount; this is consecrated to the evil genii, and to it are directed the Secessions of the Plebs. The question comes, then, how this distinction originated?” Pergunte ao Dühring!

the protected are called clientes.” Hoje são os mais desprotegidos. Essa relação de clientela entre plebe e aristocracia podia muito bem ser avaliada assim por um conservador: o povo não havia degradado tanto a ponto de se unir contra o alto e sublime, congregando-se numa confederação de irmãos esfarrapados (movimento socialista). Pois aqui o que temos são facções renitentes e eternas dissidências entre algumas famílias aristocratas e seus rábulas de aluguel. “How often in insurrection and in anarchical disorder was the plebs brought back into a state of tranquillity by a mere form, and cheated of the fulfilment of its demands, righteous or unrighteous! How often was a Dictator, e.g., chosen by the senate, when there was neither war nor danger from an enemy, in order to get the plebeians into the army, and to bind them to strict obedience by the military oath! It took Licinius 10 years to carry laws favorable to the plebs; the latter allowed itself to be kept back by the mere formality of the veto on the part of other tribunes, and still more patiently did it wait for the long-delayed execution of these laws. It may be asked: By what were such a disposition and character produced? Produced it cannot be, but it is essentially latent in the origination of the State from that primal robber-community, as also in the idiosyncrasy of the people who composed it, and lastly, in that phase of the World-Spirit which was just ready for development.” Racista com os latinos.

The laws of the Twelve Tables still contained much that was undefined; very much was still left to the arbitrary will of the judge — the Patricians alone being judges; the antithesis, therefore, between Patricians and Plebeians, continues till a much later period. Only by degrees do the Plebeians scale all the heights of official station, and attain those privileges which formerly belonged to the Patricians alone.”

The husband acquired a power over his wife, such as he had over his daughter, nor less over her property” Como se fosse diferente entre os gregos…

Of the spirit, the character, and the life of the ancient Italian peoples we know very little — thanks to the non-intelligent character of Roman historiography!” Mas pelo parágrafo acima Hegel assume que tudo sabe

We are accustomed to regard Greek and Roman religion as the same, and use the names Jupiter, Minerva, etc. as Roman deities, often without distinguishing them from those of Greeks. This is admissible inasmuch as the Greek divinities were more or less introduced among the Romans; but as the Egyptian religion is by no means to be regarded as identical with the Greek, merely because Herodotus and the Greeks form to themselves an idea of the Egyptian divinities under the names Latona, Pallas, etc., so neither must the Roman be confounded with the Greek.”

The Roman had always to do with something secret; in everything he believed in and sought for something concealed; and while in the Greek religion everything is open and clear, present to sense and contemplation — not pertaining to a future world, but something friendly, and of this world — among the Romans everything exhibits itself as mysterious, duplicate: they saw in the object first itself, and then that which lies concealed in it: their history is pervaded by this duplicate mode of viewing phenomena.” “The knowledge of these sacra is utterly uninteresting and wearisome, affording fresh material for learned research as to whether they are of Etruscan, Sabine, or other origin. On their account the Roman people have been regarded as extremely pious, both in positive and negative observances; though it is ridiculous to hear recent writers speak with unction and respect of these sacra.” “After the royal dignity had been done away with, there still remained a Rex Sacrorum; but he, like all the other priests, was subject to the Pontifex Maximus, who presided over all the <sacra>, and gave them such a rigidity and fixity as enabled the patricians to maintain their religious power so long.”

The Romans worshipped Pax, Tranquillitas, Vacuna (Repose), Angeronia (Sorrow and Grief), as divinities; they consecrated altars to the Plague, to Hunger, to Mildew (robigo [mofo!]), to Fever, and to the Dea Cloacina [Deusa da Limpeza dos Esgotos e do ‘Sexo Seguro’ (puro, sem doenças venéreas), associada à Vênus grega]. Juno appears among the Romans not merely as Lucina, the obstetric goddess, but also as Juno Ossipagina, the divinity who forms the bones of the child, and as Juno Unxia, who anoints the hinges of the doors at marriages (a matter which was also reckoned among the sacra).” “On the other hand, Jupiter as Jupiter Capitolinus represents the generic essence of the Roman Empire, which is also personified in the divinities Roma and Fortuna Publica.”

Among the Roman poets — especially Virgil — the introduction of the gods is the product of a frigid Understanding and of imitation. The gods are used in these poems as machinery, and in a merely superficial way; regarded much in the same way as in our didactic treatises on the belles-lettres, where among other directions we find one relating to the use of such machinery in epics — in order to produce astonishment.”

Nero’s deepest degradation was his appearing on a public stage as a singer, lyrist and combatant. As the Romans were only spectators, these diversions were something foreign to them; they did not enter into them with their whole souls. With increasing luxury the taste for the baiting of beasts and men became particularly keen. Hundreds of bears, lions, tigers, elephants, crocodiles, and ostriches, were produced, and slaughtered for mere amusement. A body consisting of hundreds, nay thousands of gladiators, when entering the amphitheatre at a certain festival to engage in a sham sea-fight, addressed the Emperor with the words: <Those who are devoted to death salute thee>, to excite some compassion. In vain! the whole were devoted to mutual slaughter. In place of human sufferings in the depths of the soul and spirit, occasioned by the contradictions of life, and which find their solution in Destiny, the Romans instituted a cruel reality of corporeal sufferings: blood in streams, the rattle in the throat which signals death, and the expiring gasp were the scenes that delighted them.”

each has it own political character, which it always preserves: strict, aristocratic severity distinguished the Claudii; benevolence towards the people, the Valerii; nobleness of spirit, the Cornelii.”

The Roman principle admits of aristocracy alone as the constitution proper to it, but which directly manifests itself only in an antithetical form — internal inequality. Only from necessity and the pressure of adverse circumstances is this contradiction momentarily smoothed over; for it involves a duplicate power, the sternness and malevolent isolation of whose components can only be mastered and bound together by a still greater sternness, into a unity maintained by force.”

As regards the accounts of the first Roman kings, every datum has met with flat contradiction as the result of criticism; but it is going too far to deny them all credibility. Seven kings in all, are mentioned by tradition; and even the <Higher Criticism> is obliged to recognize the last links in the series as perfectly historical.”

To the 2nd king, Numa, is ascribed the introduction of the religious ceremonies. This trait is very remarkable from its implying that religion was introduced later than political union, while among other peoples religious traditions make their appearance in the remotest periods and before all civil institutions. The king was at the same time a priest (rex is referred by etymologists to sacrifice).”

Livy says that as Numa established all divine matters, so Servius Tullius introduced the different Classes, and the Census, according to which the share of each citizen in the administration of public affairs was determined. The patricians were discontented with this scheme, especially because Servius Tullius abolished a part of the debts owed by the plebeians, and gave public lands to the poorer citizens, which made them possessors of landed property.” “With Servius the history becomes more distinct; and under him and his predecessor, the elder Tarquinius, traces of prosperity are exhibited.”

Almost all the Kings were foreigners — a circumstance very characteristic of the origin of Rome. Numa, who succeeded the founder of Rome, was according to the tradition, one of the Sabines — a people which under the reign of Romulus, led by Tatius, is said to have settled on one of the Roman hills. At a later date however the Sabine country appears as a region entirely separated from the Roman State.” “Tarquinius Priscus sprang from a Corinthian family, as we had occasion to observe above. Servius Tullius was from Corniculum, a conquered Latin town; Tarquinius Superbus was descended from the elder Tarquinius. Under this last king Rome reached a high degree of prosperity: even at so early a period as this, a commercial treaty is said to have been concluded with the Carthaginians; and to be disposed to reject this as mythical would imply forgetfulness of the connection which Rome had, even at that time, with the Etrurians and other bordering peoples whose prosperity depended on trade and maritime pursuits.”

The last king, Tarquinius Superbus, consulted the senate but little in state affairs; he also neglected to supply the place of its deceased members, and acted in every respect as if he aimed at its utter dissolution. Then ensued a state of political excitement which only needed an occasion to break out into open revolt. An insult to the honor of a matron — the invasion of that sanctum sanctorum — by the son of the king, supplied such an occasion. The kings were banished in the year 244 of the City and 510 [B.C.] of the Christian Era (that is, if the building of Rome is to be dated 753 B.C.) and the royal dignity abolished forever.

The Kings were expelled by the patricians, not by the plebeians; if therefore the patricians are to be regarded as possessed of <divine right> as being a sacred race, it is worthy of note that we find them here contravening such legitimation; for the King was their High Priest.” Quando se tratar do Rei da Inglaterra Hegel não usará aspas em divine right! Veja que não precisou-se de dois séculos e meio para os reis perderem sua dignidade no austero povo romano!

cum etiam in edicto praetoris hujusmodi viri infamia notati sunt”

Possessed by the same feeling, the plebs at a later date rose against the patricians, and the Latins and the Allies against the Romans; until the equality of the social units was restored through the whole Roman dominion (a multitude of slaves, too, being emancipated) and they were held together by simple Despotism.

Livy remarks that Brutus hit upon the right epoch for the expulsion of the kings, for that if it had taken place earlier, the state would have suffered dissolution. What would have happened, he asks, if this homeless crowd had been liberated earlier, when living together had not yet produced a mutual conciliation of dispositions? — The constitution now became in name republican.”

In the war against Porsena the Romans lost all their conquests, and even their independence: they were compelled to lay down their arms and to give hostages; according to an expression of Tacitus [antinomia!] (Hist. 3, 72) it seems as if Porsena had even taken Rome.”

Romulus is said to have founded the senate, consisting then of 100 members; the succeeding kings increased this number, and Tarquinius Priscus fixed it at 300. Junius Brutus restored the senate, which had very much fallen away, de novo.” “In the second Punic War, A.U.C. 538, a dictator was chosen, who nominated 177 new senators: he selected those who had been invested with curule dignities, the plebeian Ædiles, Tribunes of the People and Quaestors, citizens who had gained spolia opima or the corona civica. Under Caesar the number of the senators was raised from 177 to 800” “It has been regarded as great negligence on the part of the Roman historians that they give us so little information respecting the composition and reintegration of the senate. But this point which appears to us to be invested with infinite importance was not of so much moment to the Romans at large; they did not attach so much weight to formal arrangements, for their principal concern was how the government was conducted.” Franceses antes da letra.

The severity of the patricians their creditors, the debts due to whom they had to discharge by slave-work, drove the plebs to revolts. At first it demanded and received only what it had already enjoyed under the kings — landed property and protection against the powerful. It received assignments of land, and Tribunes of the People — functionaries that is to say, who had the power to put a veto on every decree of the senate. When this office commenced, the number of tribunes was limited to 2: later there were 10 of them; which however was rather injurious to the plebs, since all that the senate had to do was to gain over 1 of the tribunes, in order to thwart the purpose of all the rest by his single opposition. The plebs obtained at the same time the provocatio ad populum: that is, in every case of magisterial oppression, the condemned person might appeal to the decision of the people — a privilege of infinite importance to the plebs, and which especially irritated the patricians.”

after the decemviral epoch the clientes are less and less prominent and are merged in the plebs, which adopts resolutions (plebiscita); the senate by itself could only issue senatus consulta, and the tribunes, as well as the senate, could now impede the comitia and elections. By degrees the plebeians effected their admissibility to all dignities and offices; but at first a plebeian consul, aedile, censor, etc., was not equal to the patrician one, on account of the sacra which the latter kept in his hands; and a long time intervened after this concession before a plebeian actually became a consul. It was the tribunus plebis, Licinius, who established the whole cycle of these political arrangements — in the 2nd half of the 4th century, A.U.C. 387. It was he also who chiefly commenced the agitation for the lex agraria, respecting which so much has been written and debated among the learned of the day.” “How often does Livy, as well as Cicero and others, speak of the Agrarian laws, while nothing definite can be inferred from their statements!” “The Licinian law was indeed carried, but soon transgressed and utterly disregarded. Licinius Stolo himself, who had first <agitated> for the law, was punished because he possessed a larger property in land than was allowed, and the patricians opposed the execution of the law with the greatest obstinacy.” “The contradiction that existed could not but break out again fearfully at a later period; but previously to this time the greatness of Rome had to display itself in war and the conquest of the world.”

The Roman legions also present a close array, but they had at the same time an articulated organization: they united the 2 extremes of massiveness on the one hand, and of dispersion into light troops on the other hand: they held firmly together, while at the same time they were capable of ready expansion. Archers and slingers [lingadores; catapulteiros] preceded the main body of the Roman army when they attacked the enemy — afterwards leaving the decision to the sword.”

It is singular in regard to these transactions that the Romans, who have the justification conceded by World-History on their side, should also claim for themselves the minor justification in respect to manifestoes and treaties on occasion of minor infringements of them, and maintain it as it were after the fashion of advocates.” Conquistadores fora de casa, reis da pequena-intriga no lar!

The Romans had long and severe contests to maintain with the Samnites, the Etruscans, the Gauls, the Marsi, the Umbrians and the Bruttii, before they could make themselves masters of the whole of Italy. Their dominion was extended thence in a southerly direction; they gained a secure footing in Sicily, where the Carthaginians had long carried on war; then they extended their power towards the west: from Sardinia and Corsica they went to Spain. They thus soon came into frequent contact with the Carthaginians, and were obliged to form a naval power in opposition to them. This transition was easier in ancient times than it would perhaps be now, when long practice and superior knowledge are required for maritime service. The mode of warfare at sea was not very different from that on land.” O negócio era desembarcar na nave alheia e usar o fio da espada!

Italy and Rome remained the centre of their great far-stretching empire, but this centre was, as already remarked, not the less an artificial, forced and compulsory one. This grand period of the contact of Rome with other States, and of the manifold complications thence arising, has been depicted by the noble Achaean, Polybius, whose fate it was to observe the fall of his country through the disgraceful passions of the Greeks and the baseness and inexorable persistency of the Romans.”

The second Punic War laid the might of Carthage prostrate in the dust. The proper element of that state was the sea; but it had no original territory, formed no nation, had no national army; its hosts were composed of the troops of subjugated and allied peoples. In spite of this, the great Hannibal with such a host, formed from the most diverse nations, brought Rome near to destruction.”

After the conquest of Macedonia both that country and Greece were declared free by the Romans — a declaration whose meaning we have already investigated, in treating of the preceding Historical nation. It was not till this time that the Third Punic War commenced, for Carthage had once more raised its head and excited the jealousy of the Romans.” “the Romans were eager for war, destroyed Corinth in the same year as Carthage, and made Greece a province. The fall of Carthage and the subjugation of Greece were the central points from which the Romans gave its vast extent to their sovereignty.” “But after the danger from Carthage and Macedon was over, the subsequent wars were more and more the mere consequences of victories, and nothing else was needed than to gather in their fruits.”

The armies were used for particular expeditions, suggested by policy, or for the advantages of individuals — for acquiring wealth, glory, sovereignty in the abstract.”

A net of such fiscal farmers (publicani) was thus drawn over the whole Roman world.”

Ceterum censeo Carthaginem esse delendam”

The Roman State, drawing its resources from rapine, came to be rent in sunder by quarrels about dividing the spoil.”

The enormous corruption of Rome displays itself in the war with Jugurtha, who had gained the senate by bribery, and so indulged himself in the most atrocious deeds of violence and crime. Rome was pervaded by the excitement of the struggle against the Cimbri and Teutones, who assumed a menacing position towards the State.”

at the command of Mithridates, 80,000 Romans had been put to death in Asia Minor. Mithridates was King of Pontus, governed Colchis and the lands of the Black Sea, as far as the Tauric peninsula, and could summon to his standard in his war with Rome the populations of the Caucasus, of Armenia, Mesopotamia, and a part of Syria, through his son-in-law Tigranes.” “Sulla then returned to Rome, reduced the popular faction, headed by Marius and Cinna, became master of the city, and commenced systematic massacres of Roman citizens of consideration. Forty senators and 600 knights were sacrificed to his ambition and lust of power.” “At the same time, Sertorius, a banished Roman, arose in revolt in Spain, carried on a contest there for 8 years, and perished only through treachery. The war against Mithridates was terminated by Pompey; the King of Pontus killed himself when his resources were exhausted. The Servile War in Italy is a contemporaneous event. A great number of gladiators and mountaineers had formed a union under Spartacus, but were vanquished by Crassus. To this confusion was added the universal prevalence of piracy, which Pompey rapidly reduced by a large armament. We thus see the most terrible and dangerous powers arising against Rome; yet the military force of this State is victorious over all.”

The biographies of Plutarch are here also of the deepest interest. It was from the disruption of the State, which had no longer any consistency or firmness in itself, that these colossal individualities arose, instinctively impelled to restore that political unity which was no longer to be found in men’s dispositions. It was their misfortune that they could not maintain a pure morality, for their course of action contravened things as they are, and was a series of transgressions. Even the noblest — the Gracchi — were not merely the victims of injustice and violence from without, but were themselves involved in the corruption and wrong that universally prevailed. But that which these individuals purpose and accomplish has on its side the higher sanction of the World-Spirit, and must eventually triumph.”

We should refer to Cicero to see how all affairs of State were decided in riotous fashion, and with arms in hand, by the wealth and power of the grandees on the one side, and by a troop of rabble on the other.” “Thus we see in Pompey and Caesar the 2 foci of Rome’s splendour coming into hostile opposition: on the one side, Pompey with the Senate, and therefore apparently the defender of the Republic — on the other, Caesar with his legions and a superiority of genius. This contest between the 2 most powerful individualities could not be decided at Rome in the Forum. Caesar made himself master, in succession, of Italy, Spain, and Greece, utterly routed his enemy at Pharsalia, 48 years before Christ, made himself sure of Asia, and so returned victor to Rome. In this way the world-wide sovereignty of Rome became the property of a single possessor.”

Aqui estou eu, mais ou menos, na leitura do 1º volume de Romans Under the Empire de Merivale (a ser publicado futuramente). Spoilers ahead!

The democratic constitution could no longer be really maintained in Rome, but only kept up in appearance. Cicero, who had procured himself great respect through his high oratorical talent, and whose learning acquired him considerable influence, always attributes the corrupt state of the republic to individuals and their passions. Plato, whom Cicero professedly followed, [imperfeitamente] had the full consciousness that the Athenian state, as it presented itself to him, could not maintain its existence, and therefore sketched the plan of a perfect constitution accordant with his views.” “The nature of the State, and of the Roman State in particular, transcends his comprehension. Cato, too, says of Caesar: <His virtues be execrated, for they have ruined my country!>

Elegance — Culture — was foreign to the Romans per se; they sought to obtain it from the Greeks, and for this purpose a vast number of Greek slaves were brought to Rome. Delos was the centre of this slave trade, and it is said that sometimes on a single day, 10,000 slaves were purchased there. To the Romans, Greek slaves were their poets, their authors, the superintendents of their manufactories, the instructors of their children.”

Caesar, who may be adduced as a paragon of Roman adaptation of means to ends — who formed his resolves with the most unerring perspicuity, and executed them with the greatest vigor and practical skill, without any superfluous excitement of mind — Caesar, judged by the great scope of history, did the Right; since he furnished a mediating element, and that kind of political bond which men’s condition required. Caesar effected 2 objects: he calmed the internal strife, and at the same time originated a new one outside the limits of the empire. For the conquest of the world had reached hitherto only to the circle of the Alps, but Caesar opened a new scene of achievement: he founded the theatre which was on the point of becoming the centre of History.” Hoje falar em teatro da História Universal ou das conquistas geopolíticas gera náusea no falante e nos ouvintes indistintamente.

His position was indeed hostile to the republic, but, properly speaking, only to its shadow; for all that remained of that republic was entirely powerless. Pompey, and all those who were on the side of the senate, exalted their dignitas auctoritas — their individual rule — as the power of the republic; and the mediocrity which needed protection took refuge under this title. Caesar put an end to the empty formalism of this title, made himself master, and held together the Roman world by force, in opposition to isolated factions. Spite of this we see the noblest men of Rome supposing Caesar’s rule to be a merely adventitious thing, and the entire position of affairs to be dependent on his individuality. So thought Cicero, so Brutus and Cassius. They believed that if this one individual were out of the way, the Republic would be ipso facto restored. Possessed by this remarkable hallucination, Brutus, a man of highly noble character, and Cassius, endowed with greater practical energy than Cicero, assassinated the man whose virtues they appreciated. But it became immediately manifest that only a single will could guide the Roman State, and now the Romans were compelled to adopt that opinion; since in all periods of the world a political revolution is sanctioned in men’s opinions, when it repeats itself. Thus Napoleon was twice defeated, and the Bourbons twice expelled. By repetition that which at first appeared merely a matter of chance and contingency becomes a real and ratified existence.”

the Roman government was so abstracted from interest, that the great transition to that rule hardly changed anything in the constitution. The popular assemblies alone were unsuited to the new state of things, and disappeared. The emperor was princeps senatus, Censor, Consul, Tribune: he united all their nominally continuing offices in himself; and the military power — here the most essentially important — was exclusively in his hands. The constitution was an utterly unsubstantial form, from which all vitality, consequently all might and power, had departed; and the only means of maintaining its existence were the legions which the Emperor constantly kept in the vicinity of Rome. Public business was indeed brought before the senate, and the Emperor appeared simply as one of its members; but the senate was obliged to obey, and whoever ventured to gainsay his will was punished with death, and his property confiscated. Those therefore who had certain death in anticipation, killed themselves, that if they could do nothing more, they might at least preserve their property to their family. Tiberius was the most odious to the Romans on account of his power of dissimulation: he knew very well how to make good use of the baseness of the senate, in extirpating those among them whom he feared.” “But the legions, and especially the Pretorians, soon became conscious of their importance, and arrogated to themselves the disposal of the imperial throne. At first they continued to show some respect for the family of Caesar Augustus, but subsequently the legions chose their own generals; such, viz., as had gained their good will and favor, partly by courage and intelligence, partly also by bribes, and indulgence in the administration of military discipline.

The Emperors conducted themselves in the enjoyment of their power with perfect simplicity, and did not surround themselves with pomp and splendor in Oriental fashion. We find in them traits of simplicity which astonish us. Thus, e.g., Augustus writes a letter to Horace, in which he reproaches him for having failed to address any poem to him, and asks him whether he thinks that that would disgrace him with posterity. Sometimes the Senate made an attempt to regain its consequence by nominating the Emperor: but their nominees were either unable to maintain their ground, or could do so only by bribing the Pretorians.”

The freedmen who surrounded the Emperor were often the mightiest in the empire; for caprice recognizes no distinction. In the person of the Emperor isolated subjectivity has gained a perfectly unlimited realization. Spirit has renounced its proper nature, inasmuch as Limitation of being and of volition has been constituted an unlimited absolute existence.”

Nero, e.g., died a death which may furnish an example for the noblest hero, as for the most resigned of sufferers. Individual subjectivity thus entirely emancipated from control, has no inward life, no prospective nor retrospective emotions, no repentance, nor hope, nor fear — not even thought; for all these involve fixed conditions and aims, while here every condition is purely contingent. The springs of action are none other than desire, lust, passion, fancy — in short, caprice absolutely unfettered.”

The concrete element in the character of the Emperors is therefore of itself of no interest, because the concrete is not of essential importance. Thus there were Emperors of noble character and noble nature, and who highly distinguished themselves by mental and moral culture. Titus, Trajan, the Antonines, are known as such characters, rigorously strict in self-government; yet even these produced no change in the state.” “they were only a kind of happy chance”

EXATAMENTE COMO NO SISTEMA HEGELIANO… “For these persons find themselves here in a position in which they cannot be said to act, since no object confronts them in opposition; they have only to will — well or ill — and it is so.”

The praiseworthy emperors Vespasian and Titus were succeeded by that coarsest and most loathsome tyrant, Domitian: yet the Roman historian tells us that the Roman world enjoyed tranquillizing repose under him.” Nada paradoxal; lógico, até.

Italy was depopulated; the most fertile lands remained untilled: and this state of things lay as a fate on the Roman world.”

Private Right, viz., is this, that the social unit as such enjoys consideration in the State, in the reality which he gives to himself — viz., in property.” Esse ponto é inconciliável com a acima citada onipotência do imperador! “Such a condition is Roman life at this epoch: on the one side, Fate and the abstract universality of sovereignty; on the other, the individual abstraction.”

The Emperor domineered only, and could not be said to rule” ???

He either recognized his destiny in the task of acquiring the means of enjoyment through the favor of the Emperor, or through violence, testamentary frauds, and cunning; or he sought repose in philosophy, which alone was still able to supply something firm and independent” Ora, mas até hoje isso é um resumo da vida humana!

Vejo agora claramente o motivo da superioridade atribuída a essas lições hegelianas sobre as de HISTÓRIA DA filosofia: quando não tem mais o que dizer, ele logo abrevia, encerra o capítulo. Nos outros fastidiosos 3 volumes, era justamente o contrário! Perdia seu tempo nas minúcias dos estóicos, céticos e epicuristas…

It has been remarked that Caesar inaugurated the Modern World on the side of reality, while its spiritual and inward existence was unfolded under Augustus.”

Tanto quanto o Império Romano é destituído de vida para Hegel, o Espírito do Mundo hegeliano o é no mundo real, ou nosso mundo. Vemos que tudo nele é perfeito mas só falta uma coisa, que nos incomoda e angustia até sabermos o que é: tudo! E tudo isso por odiar bacanais!

God is thus recognized as Spirit, only when known as the Triune. This new principle is the axis on which the History of the World turns. This is the goal and the starting point of History. <When the fulness of the time was come, God sent his Son>, is the statement of the Bible.”

Eu preferiria ser comandado por um Déspota Mundial que por uma plutocracia inconsciente regida por um sistema de satélites autoimpostos…

the Person of Persons”

Quando os reis perderam o respeito na Antiguidade, veio Jesus. Quando os reis perderam o respeito na modernidade, veio a bomba A. Ou veio o espectro do Cristianismo. Somos o(s) mais miserável(is) de todos os tempos!

Zucht (discipline) is derived from Ziehen (to draw). This <drawing> must be towards something; there must be some fixed unity in the background in whose direction that drawing takes place, and for which the subject of it is being trained, in order that the standard of attainment may be reached.” “But it is reserved for us of a later period to regard this as a training” O ápice da conveniência!

Ontem foi César. Hic salta (0-2021): “The state of feeling in question we find expressed most purely and beautifully in the Psalms of David, and in the Prophets; the chief burden of whose utterances is the thirst of the soul after God, its profound sorrow for its transgressions, and the desire for righteousness and holiness.”

DOS FATOS AOS FASTIOS: “Knowledge, as the disannulling of the unity of mere Nature, is the ‘Fall’, which is no casual conception, but the eternal history of Spirit.”

ZOOTOPIA: “Paradise is a park, where only brutes, not men, can remain.” O homem & seu cão

The Fall is therefore the eternal Mythus of Man — in fact, the very transition by which he becomes man.”

Gên.: “The serpent’s head shall be bruised” Bruised is but not enough: take it off by a bite! T-H-E bite…

But that mundane satisfaction in the Chosen Family, and its possession of Canaan, was taken from the Jewish people in the chastisement inflicted by the Roman Empire. The Syrian kings did indeed oppress it, but it was left for the Romans to annul its individuality. The Temple of Zion is destroyed; the God-serving nation is scattered to the winds. Here every source of satisfaction is taken away, and the nation is driven back to the standpoint of that primeval mythus”

But what are you talking about? Get back to the Romans NOW!

All that remains to be done is that this fundamental idea should be expanded to an objective universal sense, and be taken as the concrete existence of man — as the completion of his nature.” “The Oriental antithesis of Light and Darkness is transferred to Spirit, and the Darkness becomes Sin.” “Sin is the discerning of Good and Evil as separation; but this discerning likewise heals the ancient hurt, and is the fountain of infinite reconciliation.” “The infinite loss is counterbalanced only by its infinity, and thereby becomes infinite gain. The recognition of the identity of the Subject and God was introduced into the World when the fulness of Time was come: the consciousness of this identity is the recognition of God in his true essence.” Haja metafísica!

But what is Spirit? It is the one immutably homogeneous infinite — pure Identity — which in its second phase separates itself from itself and makes this second aspect its own polar opposite, viz. as existence for-and-in-itself as contrasted with the Universal.”

Pregarão os que foram pregados, sem o perdão da redundância, que não há.

Christ has appeared — a Man who is God — God who is Man; and thereby peace and reconciliation have accrued to the World.”

The appearance of the Christian God involves further its being unique in its kind; it can occur only once, for God is realized as Subject, and as manifested Subjectivity is exclusively One Individual. The Lamas are ever and anon chosen anew; because God is known in the East as Substance, whose infinity of form is recognized merely in an unlimited multiplicity of outward and particular manifestations.” “Moreover the sensuous existence in which Spirit is embodied is only a transitional phase. Christ dies; only as dead, is he exalted to Heaven and sits at the right hand of God; only thus is he Spirit.” “What are we to make of his birth, his Father and Mother, his early domestic relations, his miracles, etc.? — i.e., What is he unspiritually regarded? Considered only in respect of his talents, character and morality — as a Teacher and so forth — we place him in the same category with Socrates and others, though his morality may be ranked higher.”

If Christ is to be looked upon only as an excellent, even impeccable individual, and nothing more, the conception of the Speculative Idea, of Absolute Truth is ignored.” And this would be asking too much already!

But this is the desideratum, the point from which we have to start. Make of Christ what you will, exegetically, critically, historically — demonstrate as you please, how the doctrines of the Church were […acho que a merda do PDF comeu 1 ou 2 linhas!…] and said, Behold my mother and my brethren! For he that doeth the will of my Father in heaven, the same is my brother, and sister and mother.”

We may say that nowhere are to be found such revolutionary utterances as in the Gospels; for everything that had been respected is treated as a matter of indifference — as worthy of no regard.”

Christ — man as man — in whom the unity of God and man has appeared, has in his death, and his history generally, himself presented the eternal history of Spirit — a history which every man has to accomplish in himself, in order to exist as Spirit, or to become a child of God, a citizen of his kingdom.” Essa tortura é no mínimo equivalente à de um Nero.

A Bíblia como um condutor química e fisicamente perfeito de niilismo…

Many will say to me at that day: Lord, Lord! have we not prophesied in thy name, have we not cast out devils in thy name, have we not in thy name done many wonderful deeds? Then will I profess unto them: I never knew you, depart from me all ye workers of iniquity.”

In the Roman World, the union of the East and West had taken place in the first instance by means of conquest: it took place now inwardly, psychologically, also — the Spirit of the East spreading over the West. The worship of Isis and that of Mithra had been extended through the whole Roman World; Spirit, lost in the outward and in limited aims, yearned after an Infinite.”

Whether a Christian doctrine stands exactly thus or thus in the Bible — the point to which the exegetical scholars of modern times devote all their attention — is not the only question. The Letter kills, the Spirit makes alive: this they say themselves, yet pervert the sentiment by taking the Understanding for the Spirit.” “It is thus adapted to every grade of culture, and yet satisfies the highest requirements.”

CRITICAL MASS

critical m@ss

E agora Hegel PULA para o Império Bizantino! Para dar tempo de chegar ao presente até a página 487, é lógico…

the ancient Byzantium, which received the name of Constantinople.”

The Roman Empire was divided between the 2 sons of Theodosius. The elder, Arcadius, received the Eastern Empire: — Ancient Greece, with Thrace, Asia Minor, Syria, Egypt; the younger, Honorius, the Western: — Italy, Africa, Spain, Gaul, Britain. Immediately after the death of Theodosius, confusion entered, and the Roman provinces were overwhelmed by alien peoples. Already, under the Emperor Valens, the Visigoths, pressed by the Huns, had solicited a domicile on the hither side of the Danube. This was granted them, on the condition that they should defend the border provinces of the empire. But maltreatment roused them to revolt. Valens was beaten and fell on the field. The later emperors paid court to the leader of these Goths. Alaric, the bold Gothic Chief, turned his arms against Italy. (…) Alaric now attacked Gaul and Spain, and on the fall of Stilicho [general romano] returned to Italy. Rome was stormed and plundered by him A.D. 410. Afterwards Attila advanced on it with the terrible might of the Huns — one of those purely Oriental phenomena, which, like a mere storm-torrent, rise to a furious height and bear down everything in their course, but in a brief space are so completely spent, that nothing is seen of them but the traces they have left in the ruins which they have occasioned. (…) Attila subsequently marched upon Italy and died in the year 453. Soon afterwards however Rome was taken and plundered by the Vandals under Genseric.” Ataques concertados não surtiriam melhor efeito que essa séria aleatória de investidas de diferentes etnias que acabou por derrubar o Império e realizar as Escrituras (apud Hegel!). “Finally, the dignity of the Western Emperors became a farce, and their empty title was abolished by Odoacer, King of the Heruli. § The Eastern Empire long survived, and in the West a new Christian population was formed from the invading barbarian hordes.”

the corpus juris compiled at the instance of the Emperor Justinian, still excites the admiration of the world.”

Right must become Custom — Habit; practical activity must be elevated to rational action; the State must have a rational organization, and then at length does the will of individuals become a truly righteous one. Light shining in darkness may perhaps give color, but not a picture animated by Spirit.” Ora, essa descrição abstrata do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino poderia muito bem ser a síntese da República platônica!

violent civil wars arose, and everywhere might be witnessed scenes of murder, conflagration and pillage, perpetrated in the cause of Christian dogmas.” “The words read: Holy, Holy, Holy, is the Lord God of Zebaoth. To this, one party, in honor of Christ, added — who was crucified for us. Another party rejected the addition, and sanguinary struggles ensued. In the contest on the question whether Christ were of the same or of similar nature with God [two different things] — one letter [in Greek] cost many thousands of lives. Especially notorious are the contentions about Images, in which it often happened, that the Emperor declared for the images and the Patriarch against, or conversely.”

This city (Constantinople) is full of handicraftsmen and slaves, who are all profound theologians, and preach in their workshops and in the streets. If you want a man to change a piece of silver, he instructs you in what consists the distinction between the Father and the Son: if you ask the price of a loaf of bread, you receive for answer — that the Son is inferior to the Father; and if you ask whether the bread is ready, the rejoinder is that the genesis of the Son was from Nothing.” Gregory Nazianzen

To all these religious contentions was added the interest in the gladiators and their combats, and in the parties of the blue and green color, which likewise occasioned the bloodiest encounters; a sign of the most fearful degradation, as proving that all feeling for what is serious and elevated is lost, and that the delirium of religious passion is quite consistent with an appetite for gross and barbarous spectacles.”

SOBRE A ICONOLATRIA NO CATOLICISMO: “The Christians of the Byzantine Empire remained sunk in the dream of superstition — persisting in blind obedience to the Patriarchs and the priesthood. Image-Worship, to which we alluded above, occasioned the most violent struggles and storms. The brave Emperor Leo the Isaurian in particular, persecuted images with the greatest obstinacy, and in the year 754, Image-Worship was declared by a Council to be an invention of the devil. Nevertheless, in the year 787 the Empress Irene had it restored under the authority of a Nicene Council, and the Empress Theodora definitively established it — proceeding against its enemies with energetic rigor. The iconoclastic Patriarch received 200 blows, the bishops trembled, the monks exulted, and the memory of this orthodox proceeding was celebrated by an annual ecclesiastical festival. The West, on the contrary, repudiated Image-Worship as late as the year 794, in the Council held at Frankfort; and, though retaining the images, blamed most severely the superstition of the Greeks. Not till the later Middle Ages did Image-Worship meet with universal adoption as the result of quiet and slow advances.”

Depois que os turcos tomam Constantinopla, H. inicia o Império Germânico propriamente dito, não sem seus típicos preâmbulos!

PART IV: THE GERMAN WORLD

The German Spirit is the Spirit of the new World. Its aim is the realization of absolute Truth as the unlimited self-determination of Freedom — that Freedom which has its own absolute form itself as its purport. The destiny of the German peoples is to be the bearers of the Christian principle. The principle of Spiritual Freedom — of Reconciliation, was introduced into the still simple, unformed minds of those peoples; and the part assigned them in the service of the World-Spirit was that of not merely possessing the Idea of Freedom as the substratum of their religious conceptions, but of producing it in free and spontaneous developments from their subjective self-consciousness.”

Thus their history presents an introversion — the attraction of alien forms of life and the bringing these to bear upon their own. In the Crusades, indeed, and in the discovery of America, the Western World directed its energies outwards. But it was not thus brought in contact with a World-Historical people that had preceded it; it did not dispossess a principle that had previously governed the world.”

For the Christian world is the world of completion; the grand principle of being is realized, consequently the end of days is fully come. The Idea can discover in Christianity no point in the aspirations of Spirit that is not satisfied. For its individual members, the Church is, it is true, a preparation for an eternal state as something future; since the units who compose it, in their isolated and several capacity, occupy a position of particularity: but the Church has also the Spirit of God actually present in it, it forgives the sinner and is a present kingdom of heaven. Thus the Christian World has no absolute existence outside its sphere, but only a relative one which is already implicitly vanquished, and in respect to which its only concern is to make it apparent that this conquest has taken place. Hence it follows that an external reference ceases to be the characteristic element determining the epochs of the modern world.”

The German World took up the Roman culture and religion in their completed form. There was indeed a German and Northern religion, but it had by no means taken deep root in the soul”

To the native tongue of the Germans, the Church likewise opposed one perfectly developed — the Latin.”

Gothic and other chiefs gave themselves the name of Roman Patricians, and at a later date the Roman Empire was restored. Thus the German world appears, superficially, to be only a continuation of the Roman.” ???

But there lived in it an entirely new Spirit, through which the World was to be regenerated”

Estamos cumulados de absurdos. Vou postar agora apenas o que tiver qualquer interesse – não passagens que colaborem com a dissolvência de nosso cérebro – ou que rivalizem com a verdura da Floresta Amazônica!

This third period of the German World extends from the Reformation to our own times.” “It is the time in which the world becomes clear and manifest to itself (Discovery of America).” Será que Hegel já ouviu falar da Oceania?

A great Visigothic kingdom was established, to which Spain, Portugal and a part of Southern France belonged. The second kingdom is that of the Franks — a name which, from the end of the 2nd century, was given in common to the Istaevonian races between the Rhine and the Weser.” “The third kingdom is that of the Ostrogoths in Italy, founded by Theodoric, and highly nourishing beneath his rule.” “But this Ostrogothic kingdom did not last long; it was destroyed by the Byzantines under Belisarius and Narses. In the 2nd half (568) of the 6th century, the Lombards invaded Italy and ruled for 200 years, till this kingdom also was subjected to the Frank sceptre by Charlemagne.” “Our attention is next claimed by the Burgundians, who were subjugated by the Franks, and whose kingdom forms a kind of partition wall between France and Germany. The Angles and Saxons entered Britain and reduced it under their sway. Subsequently, the Normans make their appearance here also.”

The whole mental and moral existence of such states exhibits a divided aspect; in their inmost being we have characteristics that point to an alien origin. This distinction strikes us even on the surface, in their language, which is an intermixture of the ancient Roman — already united with the vernacular — and the German. We may class these nations together as Romanic — comprehending thereby Italy, Spain, Portugal and France. Contrasted with these stand 3 others, more or less German-speaking nations, which have maintained a consistent tone of uninterrupted fidelity to native character — Germany itself, Scandinavia, and England. The last was, indeed, incorporated in the Roman empire, but was affected by Roman culture little more than superficially — like Germany itself — and was again Germanized by Angles and Saxons. Germany Proper kept itself pure from any admixture; only the southern and western border — on the Danube and the Rhine — had been subjugated by the Romans. The portion between the Rhine and the Elbe remained thoroughly national.” “Besides the Ripuarian Franks and those established by Clovis in the districts of the Maine, 4 leading tribes — the Alemanni, the Boioarians, the Thuringians, and the Saxons — must be mentioned. The Scandinavians retained in their fatherland a similar purity from intermixture; and also made themselves celebrated by their expeditions, under the name of Normans. They extended their chivalric enterprises over almost all parts of Europe. Part of them went to Russia, and there became the founders of the Russian Empire; part settled in Northern France and Britain; another established principalities in Lower Italy and Sicily. Thus a part of the Scandinavians founded States in foreign lands, another maintained its nationality by the ancestral hearth.” Me parece que os inferiores ficaram para trás! ‘Quem não se aventura não tem cultura’?

We find, moreover, in the East of Europe, the great Sclavonic nation,¹ whose settlements extended west of the Elbe to the Danube. The Magyars (Hungarians) settled in between them. In Moldavia, Wallachia and northern Greece appear the Bulgarians, Servians, and Albanians, likewise of Asiatic origin — left behind as broken barbarian remains in the shocks and counter-shocks of the advancing hordes.”

¹ Em algum momento, para nós, caiu o “c” de Sclavonic…

The Poles even liberated beleaguered Vienna from the Turks; and the Sclaves have to some extent been drawn within the sphere of Occidental Reason. Yet this entire body of peoples remains excluded from our consideration, because hitherto it has not appeared as an independent element in the series of phases that Reason has assumed in the World. Whether it will do so hereafter, is a question that does not concern us here; for in History we have to do with the Past.” Deus fecha 5 portões de aço e abre uma janelita.

The German Nation was characterized by the sense of Natural Totality — an idiosyncrasy which we may call Heart (Gemüth). Heart is that undeveloped, indeterminate totality of Spirit, in reference to the Will, in which satisfaction of soul is attained in a correspondingly general and indeterminate way.”

HEDONISTAS ORGANIZADOS?Character is a particular form of will and interest asserting itself; but the quality in question [Gemüthlichkeit] has no particular aim — riches, honor, or the like; in fact does not concern itself with any objective condition but with the entire condition of the soul — a general sense of enjoyment.”

PURA QUIMERA TEOLÓGICA, NEO-ADAMISMO MEDIEVO: “In the idiosyncrasy we term Heart, no such absorption of interest presents itself; it wears, on the whole, the appearance of ‘well-meaning’.” Os bárbaros ‘santinhos-do-pau-oco’.

Heart as purely abstract is dullness” Finalmente concorde. Os homens-massinha que receberão o Espírito Santo!

Of the Religion of the Germans we know little. — The Druids belonged to Gaul and were extirpated by the Romans. There was indeed, a peculiar northern mythology; but how slight a hold the religion of the Germans had upon their hearts, has been already remarked, and it is also evident from the fact that the Germans were easily converted to Christianity.” “Their religion had no profundity; and the same may be said of their ideas of law.” [!!]

Freedom has been the watchword in Germany down to the most recent times, and even the league of princes under Frederick II had its origin in the love of liberty.” Hegel não explica por que, então, o ‘vaso’ do ideal cristão não acabou sendo o caráter heleno, absolutamente idêntico a essa ‘intuída pureza’ de broncos…

for Fidelity is the second watchword of the Germans, as Freedom was the first.” Incompatibilidade absoluta.

This we find neither among the Greeks nor the Romans. The relation of Agamemnon and the princes who accompanied him was not that of feudal suit and service: it was a free association merely for a particular purpose — a Hegemony. But the German confederations have their being not in a relation to a mere external aim or cause, but in a relation to the spiritual self — the subjective inmost personality.” “The union of the 2 relations — of individual freedom in the community, and of the bond implied in association — is the main point in the formation of the State.” “But here we have the peculiarity of the German states, that contrary to the view thus presented, social relations do not assume the character of general definitions and laws, but are entirely split up into private rights and private obligations. They perhaps exhibit a social or communal mould or stamp, but nothing universal; the laws are absolutely particular, and the Rights are Privileges.”

Religion comes forward with a challenge to the violence of the passions, and rouses them to madness. The excess of passions is aggravated by evil conscience, and heightened to an insane rage; which perhaps would not have been the case, had that opposition been absent. We behold the terrible spectacle of the most fearful extravagance of passion in all the royal houses of that period. Clovis, the founder of the Frank Monarchy, is stained with the blackest crimes. Barbarous harshness and cruelty characterize all the succeeding Merovingians; the same spectacle is repeated in the Thuringian and other royal houses.” E que tem a ver as casas reais? Que tem elas a ver com o povo?

In short, while the West began to shelter itself in a political edifice of chance, entanglement and particularity, the very opposite direction necessarily made its appearance in the world, to produce the balance of the totality of spiritual manifestation. This took place in the Revolution of the East, which destroyed all particularity and dependence, and perfectly cleared up and purified the soul and disposition” “That speciality of relation was done away with in Mahometanism. In this spiritual universality, in this unlimited and indefinite purity and simplicity of conception, human personality has no other aim than the realization of this universality and simplicity. Allah has not the affirmative, limited aim of the Judaic God.” “Subjectivity is here living and unlimited — an energy which enters into secular life with a purely negative purpose, and busies itself and interferes with the world, only in such a way as shall promote the pure adoration of the One.” “To adore the One, to believe in him, to fast — to remove the sense of speciality and consequent separation from the Infinite, arising from corporeal limitation — and to give alms — that is, to get rid of particular private possession — these are the essence of Mahometan injunctions; but the highest meed is to die for the Faith. He who perishes for it in battle is sure of Paradise.”

in their deserts nothing can be brought into a firm consistent shape.”

They first came down upon Syria and conquered its capital Damascus in the year 634. They then passed the Euphrates and Tigris and turned their arms against Persia, which soon submitted to them. In the West they conquered Egypt, Northern Africa and Spain, and pressed into Southern France as far as the Loire, where they were defeated by Charles Martel near Tours, A.D. 732.” “Whoever became a convert to Islam gained a perfect equality of rights with all Mussulmans. Those who rejected it, were, during the earliest period, slaughtered. Subsequently, however, the Arabs behaved more leniently to the conquered; so that if they were unwilling to go over to Islam, they were only required to pay an annual poll-tax.” “It is the essence of fanaticism to bear only a desolating destructive relation to the concrete; but that of Mahometanism was, at the same time, capable of the greatest elevation — an elevation free from all petty interests, and united with all the virtues that appertain to magnanimity and valor. La religion et la terreur were the principles in this case, as with Robespierre la liberté et la terreur.” “But all this is only contingent and built on sand; it is today, and tomorrow is not.” “Whatever curls up into a form remains all the while transparent, and in that very instant glides away.”

PAUSA PARA A LOUCURA: “Never has enthusiasm, as such, performed greater deeds. Individuals may be enthusiastic for what is noble and exalted in various particular forms. The enthusiasm of a people for its independence, has also a definite aim. But abstract and therefore all-comprehensive enthusiasm — restrained by nothing, finding its limits nowhere, and absolutely indifferent to all beside — is that of the Mahometan East.”

At first we see the conquerors destroying everything connected with art and science. Omar is said to have caused the destruction of the noble Alexandrian library. ‘These books’, said he, ‘either contain what is in the Koran, or something else: in either case they are superfluous.’ But soon afterwards the Arabs became zealous in promoting the arts and spreading them everywhere. Their empire reached the summit of its glory under the Caliphs Al-Mansor and Haroun Al-Raschid. Large cities arose in all parts of the empire, where commerce and manufactures flourished, splendid palaces were built, and schools created. The learned men of the empire assembled at the Caliph’s court, which not merely shone outwardly with the pomp of the costliest jewels, furniture and palaces, but was resplendent with the glory of poetry and all the sciences. At first the Caliphs still maintained entire that simplicity and plainness which characterized the Arabs of the desert, (the Caliph Abubeker is particularly famous in this respect) and which acknowledged no distinction of station and culture. The meanest Saracen, the most insignificant old woman, approached the Caliph as an equal. Unreflecting naïveté does not stand in need of culture; and in virtue of the freedom of his Spirit, each one sustains a relation of quality to the ruler.”

The Osman race [Turkey] at last succeeded in establishing a firm dominion, by forming for themselves a firm centre in the Janizaries. Fanaticism having cooled down, no moral principle remained in men’s souls. In the struggle with the Saracens, European valor had idealized itself to a fair and noble chivalry.” Exceto o fanatismo de Dom Quixote: este é eterno!

The most hideous passions became dominant, and as sensual enjoyment was sanctioned in the first form which Mahometan doctrine assumed, and was exhibited as a reward of the faithful in Paradise, it took the place of fanaticism. At present, driven back into its Asiatic and African quarters, and tolerated only in one corner of Europe through the jealousy of Christian Powers, Islam has long vanished from the stage of history at large, and has retreated into Oriental ease and repose.”

At the head of the feudal array was the Major Domus. These Majores Domus [com certeza não sabiam declinar em latim, quem quer que tenha editado o livro] soon assumed the entire power and threw the royal authority into the shade, while the kings sank into a torpid condition and became mere puppets. From the former sprang the dynasty of the Carlovingians. Pepin le Bref, the son of Charles Martel, was in the year 752 raised to the dignity of King of the Franks. Pope Zacharias released the Franks from their oath of allegiance to the still living Childeric III — the last of the Merovingians — who received the tonsure, i.e. became a monk, and was thus deprived of the royal distinction of long hair. The last of the Merovingians were utter weaklings, who contented themselves with the name of royalty, and gave themselves up almost entirely to luxury — a phenomenon that is quite common in the dynasties of the East, and is also met with again among the last of the Carlovingians. The Majores Domus, on the contrary, were in the very vigor of ascendant fortunes, and were in such close alliance with the feudal nobility, that it became easy for them ultimately to secure the throne.” “The Roman Emperor was the born defender of the Roman Church, and this position of the Emperor towards the Pope seemed to declare that the Frank sovereignty was only a continuation of the Roman Empire.” “This great empire Charlemagne formed into a systematically organized State, and gave the Frank dominion settled institutions adapted to impart to it strength and consistency. This must however not be understood as if he first introduced the Constitution of his empire in its whole extent, but as implying that institutions, partly already in existence, were developed under his guidance, and attained a more decided and unobstructed efficiency.”

Not less remarkable is the management of the revenues of the State. There were no direct taxes, and few tolls on rivers and roads, of which several were farmed out to the higher officers of the empire. Into the treasury flowed on the one hand judicial fines, on the other hand the pecuniary satisfactions made for not serving in the army at the emperor’s summons. Those who enjoyed beneficia, lost them on neglecting this duty. The chief revenue was derived from the crown-lands, of which the emperor had a great number, on which royal palaces (Pfalzen) were erected. It had been long the custom for the kings to make progresses through the chief provinces, and to remain for a time in each palatinate; the due preparations for the maintenance of the court having been already made by Marshals, Chamberlains, etc.”

Moreover the clergy contrived subsequently to free themselves from the burdens of the State, and opened the churches and monasteries as asylums — that is, inviolable sanctuaries for all offenders. This institution was on the one hand very beneficial as a protection in cases of violence and oppression; but it was perverted on the other hand into a means of impunity for the grossest crimes.” “The universality of the power of the State disappeared through this reaction: individuals sought protection with the powerful, and the latter became oppressors. Thus was gradually introduced a condition of universal dependence, and this protecting relation is then systematized into the Feudal System.”

the culminating point of this period is the Crusades; for with them arises a universal instability, but one through which the states of Christendom first attain internal and external independence.” Absolutemente irrelevante na História Universal!

The First Reaction [against who or what?] is that of particular nationality against the universal sovereignty of the Franks. It appears indeed, at first sight, as if the Frank empire was divided by the mere choice of its sovereigns; but another consideration deserves attention, viz. that this division was popular, and was accordingly maintained by the peoples.”

Quanto mais se lê sobre os teutônicos e a Europa, mais parece que o papel de antagonista da humanidade desempenhado pela Alemanha há coisa de um século estava sendo preparado há mais de um milênio…

The western Franks had already identified themselves with the Gauls, and with them originated a reaction against the German Franks, as also at a later epoch one on the part of Italy against the Germans. By the treaty of Verdun, A.D. 843, a division of the empire among Charlemagne’s descendants took place; the whole Frank empire, some provinces excepted, was for a moment again united under Charles the Gross. It was, however, only for a short time that this weak prince was able to hold the vast empire together”

These were the Kingdom of Italy, which was itself divided, the 2 Burgundian sovereignties

Upper Burgundy, of which the chief centres were Geneva and the convent of St. Maurice in Valaise, and Lower Burgundy between the Jura, the Mediterranean and the Rhone — Lorraine, between the Rhine and the Meuse, Normandy, and Brittany. France Proper was shut in between these sovereignties; and thus limited did Hugh Capet find it when he ascended the throne. Eastern Franconia, Saxony, Thuringia, Bavaria, Swabia, remained parts of the German Empire. Thus did the unity of the Frank monarchy fall to pieces.”

In England 7 dynasties of Anglo-Saxon Kings were originally established, but in the year 827 Egbert united these sovereignties into a single kingdom. In the reign of his successor the Danes made very frequent invasions and pillaged the country. In Alfred the Great’s time they met with vigorous resistance, but subsequently the Danish King Canute conquered all England.”

Through Bavaria, Swabia, and Switzerland they penetrated into the interior of France and reached Italy. The Saracens pressed forward from the South. Sicily had been long in their hands: they thence obtained a firm footing in Italy, menaced Rome — which diverted their attack by a composition — and were the terror of Piedmont and Provence.”

France was devastated by the Normans as far as the Jura; the Hungarians reached Switzerland, and the Saracens Valaise. Calling to mind that organization of the arrière-ban, and considering it in juxtaposition with this miserable state of things, we cannot fail to be struck with the inefficiency of all those far-famed institutions, which at such a juncture ought to have shown themselves most effective. We might be inclined to regard the picture of the noble and rational constitution of the Frank monarchy under Charlemagne — exhibiting itself as strong, comprehensive, and well ordered, internally and externally — as a baseless figment. (…) It was superficially induced — an a priori constitution like that which Napoleon gave to Spain, and which disappeared with the physical power that sustained it.” “The brilliant administration of Charlemagne had vanished without leaving a trace, and the immediate consequence was the general defencelessness of individuals. The need of protection is sure to be felt in some degree in every well-organized State: each citizen knows his rights and also knows that for the security of possession the social State is absolutely necessary. Barbarians have not yet attained this sense of need — the want of protection from others. They look upon it as a limitation of their freedom if their rights must be guaranteed them by others. Thus, therefore, the impulse towards a firm organization did not exist: men must first be placed in a defenceless condition, before they were sensible of the necessity of the organization of a State.” Fala como se já não tivessem se passado milhares de anos de interações sociais sem o Estado-nação… Faz parecer, contrariamente a seu progresso linear e ininterrupto do Espírito do Mundo, que todos os desenvolvimentos greco-latinos foram desperdiçados…

Universal injustice, universal lawlessness is reduced to a system of dependence on and obligation to individuals, so that the mere formal side of the matter, the mere fact of compact constitutes its sole connection with the principle of Right.” Novamente: descrição atemporal de todos os sistemas de governo.

With these exceptions the free communities entirely disappeared, and became subject to the prelates or to the Counts and Dukes, thenceforth known as seigneurs and princes.” “The powerful Hugh Capet, Duke of France, was proclaimed king. The title of King, however, gave him no real power; his authority was based on his territorial possessions alone.” “France was divided into many sovereignties: the Duchy of Guienne, the Earldom of Flanders, the Duchy of Gascony, the Earldom of Toulouse, the Duchy of Burgundy, the Earldom of Vermandois; Lorraine too had belonged to France for some time. Normandy had been ceded to the Normans by the kings of France, in order to secure a temporary repose from their incursions. From Normandy Duke William passed over into England and conquered it in the year 1066.”

Germany was composed of the great duchies of Saxony, Swabia, Bavaria, Carinthia, Lorraine and Burgundy, the Margraviate of Thuringia, etc. with several bishoprics and archbishoprics. Each of those duchies again was divided into several fiefs, enjoying more or less independence.” “Germany was radically a free nation, and had not, as France had, any dominant family as a central authority; it continued an elective empire. Its princes refused to surrender the privilege of choosing their sovereign for themselves; and at every new election they introduced new restrictive conditions, so that the imperial power was degraded to an empty shadow.”

Italy was, like Germany, divided into many larger and smaller dukedoms, earldoms, bishoprics and seigneuries. The Pope had very little power, either in the North or in the South; which latter was long divided between the Lombards and the Greeks, until both were overcome by the Normans.”

Spain maintained a contest with the Saracens, either defensive or victorious, through the whole mediaeval period, till the latter finally succumbed to the more matured power of Christian civilization.”

Italy, the centre of Christendom, presented the most revolting aspect. Every virtue was alien to the times in question; consequently virtus had lost its proper meaning: in common use it denoted only violence and oppression, sometimes even libidinous outrage.” “Only bishops and abbots maintained themselves in possession, being able to protect themselves partly by their own power, partly by means of their retainers; since they were, for the most part, of noble families.” “Usurers who had lent money to the sovereign, received compensation by the bestowal of the dignities in question; the worst of men thus came into possession of spiritual offices.”

The Emperor Henry III put an end to the strife of factions, by nominating the Popes himself, and supporting them by his authority in defiance of the opposition of the Roman nobility. Pope Nicholas II decided that the Popes should be chosen by the Cardinals; but as the latter partly belonged to dominant families, similar contests of factions continued to accompany their election. Gregory VII (already famous as Cardinal Hildebrand) sought to secure the independence of the church in this frightful condition of things, by 2 measures especially. First, he enforced the celibacy of the clergy. From the earliest times, it must be observed, the opinion had prevailed that it was commendable and desirable for the clergy to remain unmarried. Yet the annalists and chroniclers inform us that this requirement was but indifferently complied with. Nicholas II had indeed pronounced the married clergy to be a new sect; but Gregory VII proceeded to enforce the restriction with extraordinary energy, excommunicating all the married clergy and all laymen who should hear mass when they officiated. In this way the ecclesiastical body was shut up within itself and excluded from the morality of the State. — His second measure was directed against simony, i.e. the sale of or arbitrary appointment to bishoprics and to the Papal See itself.” “The Church as a divinely constituted power, laid claim to supremacy over secular authority — founding that claim on the abstract principle that the Divine is superior to the Secular. The Emperor at his coronation — a ceremony which only the Pope could perform — was obliged to promise upon oath that he would always be obedient to the Pope and the Church. Whole countries and States, such as Naples, Portugal, England and Ireland came into a formal relation of vassalage to the Papal chair.”

It frequently happened that princes wished to be divorced from their wives; but for such a step they needed the permission of the Church. The latter did not let slip the opportunity of insisting upon the fulfilment of demands that might have been otherwise urged in vain, and thence advanced till it had obtained universal influence.” “Italy was the country where the authority of the Popes was least respected; and the worst usage they experienced was from the Romans themselves.” “This is the absolute schism in which the Church in the Middle Ages was involved: it arose from the recognition of the Holy as something external.” “Thus originated the adoration of the Saints, and with it that conglomerate of fables and falsities with which the Saints and their biographies have been invested.”

The individual has to confess — is bound to expose all the particulars of his life and conduct to the view of the Confessor — and then is informed what course he has to pursue to attain spiritual safety. Thus the Church took the place of Conscience: it put men in leading strings like children, and told them that man could not be freed from the torments which his sins had merited, by any amendment of his own moral condition, but by outward actions, opera operata — actions which were not the promptings of his own good-will, but performed by command of the ministers of the church; e.g., hearing mass, doing penance, going through a certain number of prayers, undertaking pilgrimages — actions which are unspiritual, stupefy the soul, and which are not only mere external ceremonies, but are such as can be even vicariously performed.” “In this way the 3 vows of Chastity, Poverty, and Obedience turned out the very opposite of what they assumed to be, and in them all social morality was degraded.”

But the highest purity of soul defiled by the most horrible barbarity; the Truth, of which a knowledge has been acquired, degraded to a mere tool by falsehood and self-seeking; that which is most irrational, coarse and vile, established and strengthened by the religious sentiment — this is the most disgusting and revolting spectacle that was ever witnessed, and which only Philosophy can comprehend and so justify.” “We have then contemplated the Church as the reaction of the Spiritual against the secular life of the time; but this reaction is so conditioned, that it only subjects to itself that against which it reacts — does not reform it.”

The inhabitants of various districts began to build enormous churches — Cathedrals, erected to contain the whole community. Architecture is always the first art, forming the inorganic phase, the domiciliation of the divinity; not till this is accomplished does Art attempt to exhibit to the worshippers the divinity himself — the Objective.”

Such centres of safety were castles (Burgen), churches and monasteries, round which were collected those who needed protection. These now became burghers (Burger), and entered into a cliental relation to the lords of such castles or to monastic bodies. Thus a firmly established community was formed in many places. Many cities and fortified places (Castelle) still existed in Italy, in the South of France, and in Germany on the Rhine, which dated their existence from the ancient Roman times, and which originally possessed municipal rights, but subsequently lost them under the rule of feudal governors (Vögte).”

Formerly artisans had been obliged to get permission from their liege lords to sell their work, and thus earn something for themselves: they were obliged to pay them a certain sum for this privilege of market, besides contributing a portion of their gains to the baronial exchequer. Those who had houses of their own were obliged to pay a considerable quit-rent for them; on all that was imported and exported, the nobility imposed large tolls, and for the security afforded to travelers they exacted safe-conduct money. When at a later date these communities became stronger, all such feudal rights were purchased from the nobles, or the cession of them compulsorily extorted: by degrees the towns secured an independent jurisdiction and likewise freed themselves from all taxes, tolls and rents. The burden which continued the longest was the obligation the towns were under to make provision for the Emperor and his whole retinue during his stay within their precincts, as also for seigneurs of inferior rank under the same circumstances. The trading class subsequently divided itself into guilds, to each of which were attached particular rights and obligations.”

Cologne threw off the yoke of its bishop; Mayence on the other hand remained subject. By degrees cities grew to be independent republics: first and foremost in Italy, then in the Netherlands, Germany, and France.”

But in the same way as the party of the nobility was divided into factions — especially those of Ghibellines and Guelfs, of which the former favored the Emperor, the latter the Pope — that of the citizens also was rent in sunder by intestine strife.”

The patrician nobility which supplanted the feudal aristocracy, deprived the common people of all share in the conduct of the state, and thus proved itself no less oppressive than the original noblesse. The history of the cities presents us with a continual change of constitutions, according as one party among the citizens or the other — this faction or that, got the upper hand.¹ Originally a select body of citizens chose the magistrates; but as in such elections the victorious faction always had the greatest influence, no other means of securing impartial functionaries was left, but the election of foreigners to the office of judge and podesta.”

¹ Gente, chega de polarização! Parem de brigar!! HAHAHAHA!!!

On the one hand, in individual characters marked by the most terrible or the most admirable features, an astonishingly interesting picture; on the other hand it repels us by assuming, as it unavoidably does, the aspect of mere chronicles.”

As, on the one hand, the German emperors sought to realize their title in Italy, so, on the other hand, Italy had its political centre in Germany. The interests of the 2 countries were thus linked together, and neither could gain political consolidation within itself. In the brilliant period of the Hohenstaufen dynasty, individuals of commanding character sustained the dignity of the throne; sovereigns like Frederick Barbarossa, in whom the imperial power manifested itself in its greatest majesty, and who by his personal qualities succeeded in attaching the subject princes to his interests. Yet brilliant as the history of the Hohenstaufen dynasty may appear, and stirring as might have been the contest with the Church, the former presents on the whole nothing more than the tragedy of this house itself, and the latter had no important result in the sphere of Spirit.”

The contest between the Emperors and the Popes regarding investitures was settled at the close of 1122 by Henry V and Pope Calixtus II on these terms: the Emperor was to invest with the sceptre; the Pope with the ring and crosier; the chapter were to elect the Bishops in the presence of the Emperor or of imperial commissioners; then the Emperor was to invest the Bishop as a secular feudatory with the temper alia, while the ecclesiastical investiture was reserved for the Pope. Thus the protracted contest between the secular and spiritual powers was at length set at rest.”

A LOW POINT: “The Church gained the victory in the struggle referred to in the previous chapter; and in this way secured as decided a supremacy in Germany, as she did in the other states of Europe by a calmer process. She made herself mistress of all the relations of life, and of science and art; and she was the permanent repository of spiritual treasures.”

but the approach to the hallowed localities is in the hands of the Infidels, and it is a reproach to Christendom that the Holy Places and the Sepulchre of Christ in particular are not in possession of the Church. In this feeling Christendom was united; consequently the Crusades were undertaken, whose object was not the furtherance of any special interests on the part of the several states that engaged in them, but simply and solely the conquest of the Holy Land.” “As in the expedition of the Greeks against Troy, so here the invading hosts were entirely composed of independent feudal lords and knights; though they were not united under a real individuality, as were the Greeks under Agamemnon or Alexander. Christendom, on the contrary, was engaged in an undertaking whose object was the securing of the definite and present existence of Deity — the real culmination of Individuality. This object impelled the West against the East, and this is the essential interest of the Crusades.” E uma coisa tão imbecil e asinina foi ter seu “desfecho” apenas no século XX com a torpe fundação de Israel, sobre e no fulcro da milenar Palestina, e o início de novas guerras infinitas!

The first and immediate commencement of the Crusades was made in the West itself. Many thousands of Jews were massacred, and their property seized; and after this terrible prelude Christendom began its march. The monk, Peter the Hermit of Amiens, led the way with an immense troop of rabble. This host passed in the greatest disorder through Hungary, and robbed and plundered as they went; but their numbers dwindled away, and only a few reached Constantinople. For rational considerations were out of the question; the mass of them believed that God would be their immediate guide and protector. The most striking proof that enthusiasm almost robbed the nations of Europe of their senses is supplied by the fact that at a later time troops of children ran away from their parents, and went to Marseilles, there to take ship for the Holy Land. Few reached it; the rest were sold by the merchants to the Saracens as slaves.”

At last, with much trouble and immense loss, more regular armies attained the desired object; they beheld themselves in possession of all the Holy Places of note — Bethlehem, Gethsemane, Golgotha, and even the Holy Sepulchre.” E o que tem de mais essa merda?

Still dripping with the blood of the slaughtered inhabitants of Jerusalem, the Christians fell down on their faces at the tomb of the Redeemer, and directed their fervent supplications to him.” “Jerusalem was made a kingdom, and the entire feudal system was introduced there — a constitution which, in presence of the Saracens, was certainly the worst that could be adopted. Another crusade in the year 1204 resulted in the conquest of Constantinople and the establishment of a Latin Empire there. Christendom, therefore, had appeased its religious craving; it could now veritably walk unobstructed in the footsteps of the Saviour. Whole shiploads of earth were brought from the Holy Land to Europe.”

the Sacred Handkerchief, the Cross, and lastly the Sepulchre, were the most venerated memorials.” Nenhuma chance de falsificações após 1200 anos, confia!

O MAIS PRÓXIMO DE UM ALTAR AO NADA QUE JÁ SE TENHA EDIFICADO SOBRE A TERRA: “there all is seriousness. In the negation of that definite and present embodiment — i.e., of the Sensuous — it is that the turning-point in question is found, and those words have an application” “Christendom was not to find its ultimatum of truth in the grave.” Any doubt?

At this sepulchre the Christian world received a 2nd time the response given to the disciples when they sought the body of the Lord there” Pensando bem, a hóstia é algo infinitamente grave e reverente – no sentido de que não mais me causa risos! –, desde que me inteirei de que realmente fizeram cruzadas NÃO SÓ simbolicamente, para reaver a Terra Sagrada, mas LITERALMENTE para olhar o fundo de um túmulo – além do mais! – forjado!

The West bade an eternal farewell to the East at the Holy Sepulchre, and gained a comprehension of its own principle of subjective infinite Freedom.”

The Christians had been shut up in a corner by the Arabs; but they gained upon their adversaries in strength, because the Saracens in Spain and Africa were engaged in war in various directions, and were divided among themselves. The Spaniards, united with Frank knights, undertook frequent expeditions against the Saracens; and in this collision of the Christians with the chivalry of the East — with its freedom and perfect independence of soul — the former became also partakers in this freedom. Spain gives us the fairest picture of the knighthood of the Middle Ages, and its hero is the Cid.”

Rodrigo Díaz de Vivar (Burgos, Espanha, 1043 – Valência, 10 de julho de 1099) mais conhecido por El Cid (do mourisco sidi, ‘senhor’) e de Campeador (Campidoctor, Campeão), foi um nobre guerreiro castelhano que viveu no século XI, época em que a Hispânia estava dividida entre reinos rivais de cristãos e mouros (muçulmanos). Sua vida e feitos se tornaram, com as cores da lenda, sobretudo devido a uma canção de gesta (a Canción de Mio Cid), datada de 1207, transcrita no século XIV pelo copista Pedro Abád, cujo manuscrito se encontra na Biblioteca Nacional da Espanha, um referencial para os cavaleiros da idade média.”

Several Crusades, the records of which excite our unmixed loathing and detestation, were undertaken against the South of France also. There an aesthetic culture had developed itself: the Troubadours had introduced a freedom of manners similar to that which prevailed under the Hohenstaufen Emperors in Germany; but with this difference, that the former had in it something affected, while the latter was of a more genuine kind.” Claro, o alemão sempre mais autêntico!

But as in Upper Italy, so also in the South of France fanatical ideas of purity had been introduced; a Crusade was therefore preached against that country by Papal authority. St. Dominic entered it with a vast host of invaders, who, in the most barbarous manner, pillaged and murdered the innocent and the guilty indiscriminately, and utterly laid waste the fair region which they inhabited.” É evidente que o próximo passo seria a intra-cruzada contra as mulheres (levaria um pouco de tempo, nestas exposições de H.)…

Não me espanta a forma como o poder secular da Igreja Católica tombou, mas como raios isso levou tanto tempo: “In the Crusades the Pope stood at the head of the secular power: the Emperor appeared only in a subordinate position, like the other princes, and was obliged to commit both the initiative and the executive to the Pope, as the manifest generalissimo of the expedition.”

To counteract these evils, new monastic orders were founded, the chief of which was that of the Franciscans, or Mendicant Friars, whose founder, St. Francis of Assisi — a man possessed by an enthusiasm and ecstatic passion that passed all bounds — spent his life in continually striving for the loftiest purity.” “Contemporaneously with it arose the Dominican order, founded by St. Dominic; its special business was preaching. The mendicant friars were diffused through Christendom to an incredible extent; they were, on the one hand, the standing apostolic army of the Pope, while, on the other hand, they strongly protested against his worldliness. The Franciscans were powerful allies of Louis of Bavaria in his resistance of the Papal assumptions, and they are said to have been the authors of the position that a General Council was higher authority than the Pope; but subsequently they too sank down into a torpid and unintelligent condition.” Isso é falta de proteína na dieta!

In the same way the ecclesiastical Orders of Knighthood contemplated the attainment of purity of Spirit. (…) The Orders of Knighthood were divided into 3: that of St. John, that of the Temple, and the Teutonic Order.” “But their members sank down to the level of vulgar interests, and the Orders became in the sequel a provisional institute for the nobility generally, rather than anything else. The Order of the Temple was even accused of forming a religion of its own, and of having renounced Christ in the creed which, under the influence of the Oriental Spirit, it had adopted.”

When we have arrived at Faith, it is a piece of negligence to stop short of convincing ourselves, by the aid of Thought, of that to which we have given credence.” Anselmo

O que nasce errado termina errado. No que penso quando o digo? Na monarquia absoluta e na monarquia constitucional…

Germany had always embraced a great variety of stocks: — Swabians, Bavarians, Franks, Thuringians, Saxons, Burgundians: to these must be added the Sclaves of Bohemia, Germanized Sclaves in Mecklenburg, in Brandenburg, and in a part of Saxony and Austria; so that no such combination as took place in France was possible.” “After the interregnum the Count of Hapsburg was elected Emperor, and the House of Hapsburg continued to fill the imperial throne with but little interruption.”

IN THE HORIZON, THERE SHE IS, ALWAYS – CHINA! “The aim of all these confederations was resistance to the feudal lords; and even princes united with the cities, with a view to the subversion of the feudal condition and the restoration of a peaceful state of things throughout the country. What the state of society was under feudal sovereignty is evident from the notorious association formed for executing criminal justice: it was a private tribunal, which, under the name of the Vehmgericht, held secret sittings; its chief seat was the northwest of Germany. A peculiar peasant association was also formed. In Germany the peasants were bondmen; many of them took refuge in the towns, or settled down as freemen in the neighborhood of the towns (Pfahlbürger); but in Switzerland a peasant fraternity was established. The peasants of Uri, Schwyz, and Unterwalden were under imperial governors; for the Swiss governments were not the property of private possessors, but were official appointments of the Empire. These the sovereigns of the Hapsburg line wished to secure to their own house. The peasants, with club and iron-studded mace (Morgenstern), returned victorious from a contest with the haughty steel-clad nobles, armed with spear and sword, and practised in the chivalric encounters of the tournament. Another invention also tended to deprive the nobility of the ascendancy which they owed to their accoutrements — that of gunpowder.”

In that country, warfare in the hand of the Condottieri became a regular business.”

This book [O Príncipe] has often been thrown aside in disgust, as replete with the maxims of the most revolting tyranny; but nothing worse can be urged against it than that the writer, having the profound consciousness of the necessity for the formation of a State, has here exhibited the principles on which alone States could be founded in the circumstances of the times.”

MARX É MERAMENTE O MAQUIAVEL DOS NOVOS TEMPOS: “we must nevertheless confess that the feudal nobility, whose power was to be subdued, were assailable in no other way, since an indomitable contempt for principle, and an utter depravity of morals, were thoroughly engrained in them.”

In France we find the converse of that which occurred in Germany and Italy. For many centuries the Kings of France possessed only a very small domain, so that many of their vassals were more powerful than themselves: but it was a great advantage to the royal dignity in France that the principle of hereditary monarchy was firmly established there.”

—“The Dukes of Normandy had, however, become Kings of England; and thus a formidable power confronted France, whose interior lay open to it by way of Normandy. Besides this there were powerful Duchies still remaining; nevertheless, the King was not a mere feudal suzerain (Lehnsherr) like the German Emperors, but had become a territorial possessor (Landesherr): he had a number of barons and cities under him, who were subject to his immediate jurisdiction; and Louis IX succeeded in rendering appeals to the royal tribunal common throughout his kingdom. The towns attained a position of greater importance in the State. For when the king needed money, and all his usual resources — such as taxes and forced contributions of all kinds — were exhausted, he made application to the towns and entered into separate negotiations with them. It was Philip the Fair who, in the year 1302, first convoked the deputies of the towns as a Third Estate in conjunction with the clergy and the barons.” poderes espiritual + secular + da massa (burgos)

In the way we have indicated the kings of France very soon attained great power; while the flourishing state of the poetic art in the hands of the Troubadours, and the growth of the scholastic theology, whose especial centre was Paris, gave France a culture superior to that of the other European States”

When the oppressive rule and fiscal exactions of the Kings became intolerable, contentions and even war ensued: the barons compelled King John to swear to Magna Charta, the basis of English liberty, i.e., more particularly of the privileges of the nobility. [Second State]” Hegel foi um bom leitor de Montesquieu, i.e., fez o dever de casa.

The towns, also, favored by the Kings in opposition to the barons, soon elevated themselves into a Third Estate and to representation in the Commons’ House of Parliament.”

NÃO MAIS SENHORES DO QUE JÁ SÃO SERÃO: “We shall not pursue the minute and specifically historic details that concern the incorporation of principalities with States, or the dissensions and contests that accompanied such incorporations. We have only to add that the kings, when by weakening the feudal constitution, they had attained a higher degree of power, began to use that power against each other in the undisguised interest of their own dominion. Thus France and England carried on wars with each other for a century.”

AWOKE FROM THE LONG SLUMBER: “Princes and peoples were indifferent to papal clamor urging them to new crusades. The Emperor Louis set to work to deduce from Aristotle, the Bible, and the Roman Law a refutation of the assumptions of the Papal See; and the electors declared at the Diet held at Rense in 1338, and afterwards still more decidedly at the Imperial Diet held at Frankfort, that they would defend the liberties and hereditary rights of the Empire, and that to make the choice of a Roman Emperor or King valid, no papal confirmation was needed. So, at an earlier date, 1302, on occasion of a contest between Pope Boniface and Philip the Fair, the Assembly of the States convoked by the latter had offered opposition to the Pope.”

It was not so much from slavery as through slavery that humanity was emancipated. For barbarism, lust, injustice constitute evil: man, bound fast in its fetters, is unfit for morality and religiousness; and it is from this intemperate and ungovernable state of volition that the discipline in question emancipated him.”

Virgil was thought to be a great magician (in Dante he appears as the guide in Hell and Purgatory).”

We have now arrived at the 3rd period of the German World, and thus enter upon the period of Spirit conscious that it is free” “First, we have to consider the Reformation in itself — the all-enlightening Sun, following on that blush of dawn which we observed at the termination of the mediaeval period; next, the unfolding of that state of things which succeeded the Reformation; and lastly, the Modern Times, dating from the end of the last century.”

PELO MENOS, EM HEGEL, GANHA-SE JÁ EM IMORALIDADE” (reconhecer o mal no mundo contemporâneo como sintoma necessário do êxito do Cristianismo, e não a causa de sua ruína): “The Reformation resulted from the corruption of the Church. That corruption was not an accidental phenomenon; it was not the mere abuse of power and dominion. A corrupt state of things is very frequently represented as an ‘abuse’; it is taken for granted that the foundation was good — the system, the institution itself faultless — but that the passion, the subjective interest, in short the arbitrary volition of men has made use of that which in itself was good to further its own selfish ends, and that all that is required to be done is to remove these adventitious elements. On this showing the institute in question escapes obloquy, and the evil that disfigures it appears something foreign to it. But when accidental abuse of a good thing really occurs, it is limited to particularity. A great and general corruption affecting a body of such large and comprehensive scope as a Church, is quite another thing. — The corruption of the Church was a native growth; the principle of that corruption is to be looked for in the fact that the specific and definite embodiment of Deity which it recognizes, is sensuous“The element in question which is innate in the Ecclesiastical principle only reveals itself as a corrupting one when the Church has no longer any opposition to contend with” [TRIUNFOU, E POR ISSO MORREU] “Thus it is that externality in the Church itself which becomes evil and corruption, and develops itself as a negative principle in its own bosom. — The forms which this corruption assumes are coextensive with the relations which the Church itself sustains, into which consequently this vitiating element enters.”

a credulity of the most absurd and childish character in regard to Miracles, for the Divine is supposed to manifest itself in a perfectly disconnected and limited way, for purely finite and particular purposes”

But as that paragon of works of art, the Athene and her temple-citadel at Athens, was built with the money of the allies and issued in the loss of both allies and power; so the completion of this Church of St. Peter and Michael Angelo’s Last Judgment in the Sistine Chapel, were the Doomsday and the ruin of this proud spiritual edifice.”

Nor could Luther concede to the Calvinistic Church that Christ is a mere commemoration, a mere reminiscence”

At its commencement, the Reformation concerned itself only with particular aspects of the Catholic Church: Luther wished to act in union with the whole Catholic world, and expressed a desire that Councils should be convened. His theses found supporters in every country. In answer to the charge brought against Luther and the Protestants, of exaggeration — nay, even of calumnious misrepresentation in their descriptions of the corruption of the Church, we may refer to the statements of Catholics themselves, bearing upon this point, and particularly to those contained in the official documents of Ecclesiastical Councils. But Luther’s onslaught, which was at first limited to particular points, was soon extended to the doctrines of the Church; and leaving individuals, he attacked institutions at large — conventual life, the secular lordships of the bishops, etc. His writings now controverted not merely isolated dicta of the Pope and the Councils, but the very principle on which such a mode of deciding points in dispute was based — in fact, the Authority of the Church. Luther repudiated that authority, and set up in its stead the Bible and the testimony of the Human Spirit.”

the existence of a People’s Book presupposes as its primary condition an ability to read on the part of the People; an ability which in Catholic countries is not very commonly to be met with.” HAHAHAHAHA

Leibniz at a later time discussed with bishop Bossuet the question of the union of the Churches; but the Council of Trent remains the insurmountable obstacle.”

the fasts and holy days were abolished. Thus there was also a secular reform — a change affecting the state of things outside the sphere of ecclesiastical relations: in many places a rebellion was raised against the temporal authorities.” “But the world was not yet ripe for a transformation of its political condition as a consequence of ecclesiastical reformation.”

JESUÍTICAS CASUÍSTICAS: “Education was entrusted to the Jesuits. Thus does the Spirit of the Catholic world in general sink behind the Spirit of the Age.”

TUDO SE EXPLICA, EM HEGEL, POR UM PROFUNDO C[H]AUVINISMO: “The Reformation originated in Germany, and struck firm root only in the purely German nations; outside of Germany it established itself in Scandinavia and England.”

In Swabia, Franconia, and the Rhine countries there were many convents and bishoprics, as also many free imperial towns; and the reception or rejection of the Reformation very much depended on the influences which these ecclesiastical and civil bodies respectively exercised” “In Austria, in Bavaria, in Bohemia, the Reformation had already made great progress; and though it is commonly said that when truth has once penetrated men’s souls, it cannot be rooted out again, it was indisputably stifled in the countries in question, by force of arms, by stratagem or persuasion.”

The French call the Germans entiers, entire — i.e., stubborn”

the Psalms of David which exhibit a similar character were then introduced as hymns into the ritual of Protestant Churches. Protestantism took this turn of minute and painful introspection, possessed with the conviction of the importance of the exercise, and was for a long time characterized by a self-tormenting disposition and an aspect of spiritual wretchedness; which in the present day has induced many persons to enter the Catholic pale, that they might exchange this inward uncertainty for a formal broad certainty based on the imposing totality of the Church.” Para isso hoje existe a filosofia – para o auto-exame, quero dizer –; já para a Igreja temos sua gêmea, a Academia (aquela que dá uma segurança formal).

The Jesuits analyzed the first rudiments of volition (velleitas) with as painful minuteness as was displayed in the pious exercises of Protestantism; but they had a science of casuistry which enabled them to discover a good reason for everything, and so get rid of the burden of guilt which this rigid investigation seemed to aggravate.” Não muito distante do seu próprio panteísmo, H.!

Thus arose that famous legend of Faust, who in disgust at the unsatisfactory character of speculative science, is said to have plunged into the world and purchased all its glory at the expense of his salvation.” Realmente um católico faria o contrário!

Faust, if we may trust the poet, had the enjoyment of all that the world could give, in exchange for his soul’s weal; but those poor women who were called Witches were reputed to get nothing more by the bargain than the gratification of a petty revenge by making a neighbor’s cow go dry or giving a child the measles.”

OS DOIS SÃO UMA MERDA (SPOILER DO FINAL): “The belief in this abstract, special power whose dominion is the world — in the Devil and his devices — occasioned an incalculable number of trials for witchcraft both in Catholic and Protestant countries

The main impulse was suspicion. The principle of suspicion assumes a similarly terrible shape during the sway of the Roman Emperors, and under Robespierre’s Reign of Terror; when mere disposition, unaccompanied by any overt act or expression, was made an object of punishment.”

Among the Catholics, it was the Dominicans to whom (as was the Inquisition in all its branches) the trials for witchcraft were entrusted. Father Spee/Spec [o livro cita o nome duas vezes, uma delas é erro tipográfico], a noble Jesuit, wrote a treatise against them (he is also the author of a collection of fine poems bearing the title of Trutznachtigall)”

If the accused fainted under the torture it was averred that the Devil was giving them sleep: if convulsions supervened, it was said that the Devil was laughing in them; if they held out steadfastly, the Devil was supposed to give them power.” “But it was Thomasius, a Professor of Halle, who first opposed this prevalent superstition with very decided success. The entire phenomenon is in itself most remarkable when we reflect that we have not long been quit of this frightful barbarity (even as late as the year 1780 a witch was publicly burned at Glarus in Switzerland).” Ah, se os bolsominions pudessem erigir fogueiras e escapar a devidos processos legais… Muito homem – eu! – estaria condenado como bruxo!

[In Spain] The Grandees were no longer allowed to maintain troops of their own, and were also withdrawn from the command of the armies; destitute of power they had to content themselves as private persons with an empty title.”

Thus the Inquisition confirmed the despotic power of the King: it claimed supremacy even over bishops and archbishops, and could cite them before its tribunal. The frequent confiscation of property — one of the most customary penalties — tended to enrich the treasury of the State. Moreover, the Inquisition was a tribunal which took cognizance of mere suspicion; and while it consequently exercised a fearful authority over the clergy, it had a peculiar support in the national pride. For every Spaniard wished to be considered Christian by descent, and this species of vanity fell in with the views and tendency of the Inquisition. Particular provinces of the Spanish monarchy, as e.g., Aragon, still retained many peculiar rights and privileges; but the Spanish Kings from Philip II downwards proceeded to suppress them altogether.”

Polish Liberty too, meant nothing more than the freedom of the barons in contraposition to the King, the nation being reduced to a state of absolute serfdom.”

Italy especially had become such an object of desire, and was a prey to the rapacity of the French, the Spaniards, and at a later date, of the Austrians. In fact absolute disintegration and dismemberment has always been an essential feature in the national character of the inhabitants of Italy, in ancient as well as in modern times.”

But we have to observe also that the wars in which Germany engaged were not particularly honorable to it: it allowed Burgundy, Lorraine, Alsace, and other parts of the empire to be wrested from it.”

When this combination of States was just commencing, Charles V was aiming at universal monarchy; for he was Emperor of Germany and King of Spain to boot: the Netherlands and Italy acknowledged his sway, and the whole wealth of America flowed into his coffers. With this enormous power, which, like the contingencies of fortune in the case of private property, had been accumulated by the most felicitous combinations of political dexterity — among other things by marriage, — but which was destitute of an internal and reliable bond, he was nevertheless unable to gain any advantage over France, or even over the German princes; nay, he was even compelled to a peace by Maurice of Saxony.” “The balance of power in Europe was similarly threatened by Louis XIV.” “France, too, had the consciousness of its intellectual superiority in a refinement of culture surpassing anything of which the rest of Europe could boast. The pretensions of Louis were founded not on extent of dominion, (as was the case with Charles V) so much as on that culture which distinguished his people, and which at that time made its way everywhere with the language that embodied it, and was the object of universal admiration: they could therefore plead a higher justification than those of the German Emperor. But the very rock on which the vast military resources of Philip II had already foundered — the heroic resistance of the Dutch — proved fatal also to the ambitious schemes of Louis.”

An external relation in which the States of Europe had an interest in common was that sustained to the Turks — the terrible power which threatened to overwhelm Europe from the East. The Turks of that day had still a sound and vigorous nationality, whose power was based on conquest, and which was therefore engaged in constant warfare, or at least admitted only a temporary suspension of arms. As was the case among the Franks, the conquered territories were divided among their warriors as personal, not heritable possessions; when in later times the principle of hereditary succession was adopted, the national vigor was shattered. The flower of the Osman force, the Janizaries, were the terror of the Europeans. Their ranks were recruited from a body of Christian boys of handsome and vigorous proportions, brought together chiefly by means of annual conscriptions among the Greek subjects of the Porte, strictly educated in the Moslem faith, and exercised in arms from early youth. Without parents, without brothers or sisters, without wives, they were, like the monks, an altogether isolated and terrible corps. The Eastern European powers were obliged to make common cause against the Turks — viz.: Austria, Hungary, Venice and Poland. The battle of Lepanto saved Italy, and perhaps all Europe, from a barbarian inundation.”

in the State there must be government, and Cromwell knew what governing is. He, therefore, made himself ruler, and sent that praying parliament about their business.”

Through the Peace of Westphalia the Protestant Church had been acknowledged as an independent one — to the great confusion and humiliation of Catholicism.”

Bogislav Philipp von Chemnitz, Hippolytus à lapide

QUANTA MÁGOA, H.! “This constitution, which completely terminated the career of Germany as an Empire, was chiefly the work of Richelieu, by whose assistance — Romish Cardinal though he was — religious freedom in Germany was preserved. (…) His fate has consequently resembled that of many great statesmen, inasmuch as he has been cursed by his countrymen, while his enemies have looked upon the work by which he ruined them as the most sacred goal of their desires — the consummation of their rights and liberties.” Censura Richelieu porque, apesar de ter sido esta carta garantidora de uma liberdade civil importante, ela enfraqueceu politicamente a Alemanha, que seguiu por muito tempo ainda separada do Império Austro-Húngaro. A esse respeito, a propósito, procurar a biografia do Père Joseph, o braço direito de R., livro recomendado por Zizek como exemplificando a personalidade que mais parece ter antecipado, espiritualmente, Hitler (o cume da tirania e arbitrariedade). Porém, ao simples cidadão que só queria direitos individuais, o que lhe interessava que se ele “pensasse a longo prazo” seus netos poderiam viver num “grande império” (hipoteticamente)?! Reflexão hegeliana completamente disparatada.

Frederick II demonstrated the independent vigor of his power by resisting that of almost all Europe — the union of its leading states. He appeared as the hero of Protestantism, and that not individually merely, like Gustavus Adolphus, but as the ruler of a State. The Seven Years’ War was indeed in itself not a war of religion; but it was so in view of its ultimate issues, and in the disposition of the soldiers as well as of the potentates under whose banner they fought.” Não à toa um monarca detonado por Nietzsche.

It seemed to men as if God had but just created the moon and stars, plants and animals, as if the laws of the universe were now established for the first time; for only then did they feel a real interest in the universe”

What the nations acknowledge as international Right was deduced empirically from observation (as in the work of Grotius); then the source of the existing civil and political law was looked for, after Cicero’s fashion, in those instincts of men which Nature has planted in their hearts — e.g., the social instinct; next the principle of security for the person and property of the citizens, and of the advantage of the commonwealth — that which belongs to the class of <reasons of State>.”

The results of thought are thus posited as finite, and the Éclaircissement utterly banished and extirpated all that was speculative from things human and divine.” Já H. pecou pelo lado oposto…

O HOMEM-ESTANQUE: “we must know what the Will is in itself.” “What the Will is in itself can be known only when these specific and contradictory forms of volition have been eliminated. Then Will appears as Will, in its abstract essence.” “This is absolute Will — the volition to be free. Will making itself its own object is the basis of all Right and Obligation — consequently of all statutory determinations of Right, categorical imperatives, and enjoined obligations.” “nay, it is even that by which Man becomes Man, and is therefore the fundamental principle of Spirit. But the next question is: How does Will assume a definite form?” “But the metaphysical process by which this abstract Will develops itself, so as to attain a definite form of Freedom, and how Rights and Duties are evolved therefrom, this is not the place to discuss. It may however be remarked that the same principle obtained speculative recognition in Germany, in the Kantian Philosophy.” “Right purely for the sake of Right, Duty purely for the sake of Duty.” “Why did this principle of Freedom remain merely formal? and why did the French alone, and not the Germans, set about realizing it?” “As yet, nothing further is developed from it, for it still maintains an adverse position to Religion, i.e. to the concrete absolute substance of the Universe.” “the French are hot-headed”¹ HAHAHAHAHAA!

¹ Em francês essa expressão é traduzida literalmente assim: eles têm a cabeça muito perto do chapéu!

Cada século é um cavalo de pau que se dá!

TOCQUEVILLE NÃO DIRIA MELHOR: “Before the French Revolution, it must be allowed, the power of the Grandees had been diminished by Richelieu, and they had been deprived of privileges; but, like the clergy, they retained all the prerogatives which gave them an advantage over the lower class. The political condition of France at that time presents nothing but a confused mass of privileges altogether contravening Thought and Reason — an utterly irrational state of things, and one with which the greatest corruption of morals, of Spirit was associated — an empire characterized by Destitution of Right, and which, when its real state begins to be recognized, becomes shameless destitution of Right.”

a spiritual enthusiasm thrilled through the world, as if the reconciliation between the Divine and the Secular was now first accomplished.”

Plato in his Republic makes everything depend upon the Government, and makes Disposition the principle of the State; on which account he lays the chief stress on Education. The modern theory is diametrically opposed to this, referring everything to the individual will. But here we have no guarantee that the will in question has that right disposition which is essential to the stability of the State.”

The budget however is in its nature something diverse from law, for it is annually renewed, and the power to which it properly belongs is that of the Government. (…) The government was thus transferred to the Legislative Chamber, as in England to the Parliament. This constitution was also vitiated by the existence of absolute mistrust; the dynasty lay under suspicion, because it had lost the power it formerly enjoyed, and the priests refused the oath. Neither government nor constitution could be maintained on this footing, and the ruin of both was the result.”

This Virtue has now to conduct the government in opposition to the Many, whom their corruption and attachment to old interests, or a liberty that has degenerated into license, and the violence of their passions, render unfaithful to virtue. Virtue is here a simple abstract principle and distinguishes the citizens into 2 classes only — those who are favorably disposed and those who are not. But disposition can only be recognized and judged of by disposition. Suspicion therefore is in the ascendant; but virtue, as soon as it becomes liable to suspicion, is already condemned. Suspicion attained a terrible power and brought to the scaffold the Monarch, whose subjective will was in fact the religious conscience of a Catholic. Robespierre set up the principle of Virtue as supreme, and it may be said that with this man Virtue was an earnest matter. Virtue and Terror are the order of the day; for Subjective Virtue, whose sway is based on disposition only, brings with it the most fearful tyranny. It exercises its power without legal formalities, and the punishment it inflicts is equally simple — Death.

An organized government is introduced, analogous to the one that had been displaced; only that its chief and monarch is now a mutable Directory of Five, who may form a moral, but have not an individual unity (…) this constitution therefore experienced the same fate as its predecessor, for it had proved to itself the absolute necessity of a governmental power. Napoleon restored it as a military power, and followed up this step by establishing himself as an individual will at the head of the State: he knew how to rule, and soon settled the internal affairs of France.” Em momentos assim, basta alguém que saiba como governar. Situação análoga à nossa. O problema é quando o líder morre. Nós, por outro lado, não estamos aproveitando este potencial nem durante a curta vida de nosso maior político.

the sway of mistrust was exchanged for that of respect and fear. He then, with the vast might of his character turned his attention to foreign relations, subjected all Europe, and diffused his liberal institutions in every quarter. Greater victories were never gained, expeditions displaying greater genius were never conducted: but never was the powerlessness of Victory exhibited in a clearer light than then.” “and in France constitutional monarchy, with the Charte as its basis, was restored. But here again the antithesis of Disposition (good feeling) and Mistrust made its appearance.” “A 15 years’ farce was played. For although the Charte was the standard under which all were enrolled, and though both parties had sworn to it, yet on the one side the ruling disposition was a Catholic one, which regarded it as a matter of conscience to destroy the existing institutions.” O problema do rei: católico demais! Hahaha! Napoleão, com efeito, era muito mais realista: um überprotestante!

At length, after 40 years of war and confusion indescribable, [1780-1820?] a weary heart might fain congratulate itself on seeing a termination and tranquillization of all these disturbances.” “The will of the Many expels the Ministry from power, and those who had formed the Opposition fill the vacant places; but the latter having now become the Government, meet with hostility from the Many, and share the same fate. Thus agitation and unrest are perpetuated. This collision, this nodus, this problem is that with which history is now occupied, and whose solution it has to work out in the future.” Achava que esta aula iria desembocar direto no XVIII Brumário!

PELO MENOS ENSINA AO SÉC. XXI TODA A ILUSÃO DA CONCEPÇÃO ‘LIBERTÁRIA’ DO HOMEM MÉDIO: “Not satisfied with the establishment of rational rights, with freedom of person and property, with the existence of a political organization in which are to be found various circles of civil life each having its own functions to perform, and with that influence over the people which is exercised by the intelligent members of the community, and the confidence that is felt in them, <Liberalism> sets up in opposition to all this the atomistic principle, that which insists upon the sway of individual wills; maintaining that all government should emanate from their express power, and have their express sanction. Asserting this formal side of Freedom — this abstraction — the party in question allows no political organization to be firmly established. The particular arrangements of the government are forthwith opposed by the advocates of Liberty as the mandates of a particular will, and branded as displays of arbitrary power.”

ALWAYS HAS BEEN: “Particularly all the Romanic nations, and the Roman Catholic World in special — France, Italy, Spain — were subjected to the dominion of Liberalism.” Aqui, sem aspas, no sentido de Iluminismo ou Revolução Francesa, apenas! Política laica não-bávara, para os leigos em H.. Ou simplesmente quando o homem decide governar a si próprio, i.e., arranca a Coroa da cabeça de um dos seus: todos os países hoje, na prática – ah, como é difícil! –; muitos e muitos países hoje, nominalmente.

For it is a false principle that the fetters which bind Right and Freedom can be broken without the emancipation of conscience — that there can be a Revolution without a Reformation.” “Venice and Genoa, those ancient aristocracies, which could at least boast of legitimacy, vanished as rotten despotisms. Material superiority in power can achieve no enduring results: Napoleon could not coerce Spain into freedom any more than Philip II could force Holland into slavery.”

Austria and England were not drawn within the vortex of internal agitation, and exhibited great, immense proofs of their internal solidity. Austria is not a Kingdom, but an Empire, i.e., an aggregate of many political organizations. The inhabitants of its chief provinces are not German in origin and character, and have remained unaffected by ‘ideas’. Elevated neither by education nor religion, the lower classes in some districts have remained in a condition of serfdom, and the nobility have been kept down, as in Bohemia; in other quarters, while the former have continued the same, the barons have maintained their despotism, as in Hungary. Austria has surrendered that more intimate connection with Germany which was derived from the imperial dignity, and renounced its numerous possessions and rights in Germany and the Netherlands. It now takes its place in Europe as a distinct power, involved with no other.” A Áustria foi um verdadeiro Jurassic Park até o fim da II Guerra.

A OPACIDADE DA TRANSPARÊNCIA EXCESSIVA: “the English Constitution kept its ground amid the general convulsion, though it seemed so much the more liable to be affected by it, as a public Parliament, that habit of assembling in public meeting which was common to all orders of the State, and a free press, offered singular facilities for introducing the French principles of Liberty and Equality among all classes of the people.” Creio que Hegel, se é que não o fez em algum lugar, deveria ter chamado os ingleses, para manter os seus critérios, de criptoliberais, i.e., liberais inconscientes, já que, para ele, o Liberalismo foi uma invenção francesa. Os liberais políticos à revelia de si próprios calcados na mais elevada tirania despótica econômica (de si mesma sobre o mundo).

ANY FREEDOM, EXCEPT YOURS! “Or was the English constitution so entirely a Free Constitution — had those principles been already so completely realized in it, that they could no longer excite opposition or even interest? The English nation may be said to have approved of the emancipation of France; but it was proudly reliant on its own constitution and freedom, and instead of imitating the example of the foreigner it displayed its ancient hostility to its rival, and was soon involved in a popular war with France.”

the Government is essentially administrative — that is, conservative of the interests of all particular orders and classes; and each particular Church, parochial district, county, society, takes care of itself, so that the Government, strictly speaking, has nowhere less to do than in

England.” “Nowhere can people less tolerate free action on the part of others than in France: there the Ministry combines in itself all administrative power, to which, on the other hand, the Chamber of Deputies lays claim.”

By an inconsistency of the most startling kind, we find them contravening equity most grossly; and of institutions characterized by real freedom there are nowhere fewer than in England. In point of private right and freedom of possession they present an incredible deficiency: sufficient proof of which is afforded in the rights of primogeniture, involving the necessity of purchasing or otherwise providing military or ecclesiastical appointments for the younger sons of the aristocracy.

The Parliament governs, although Englishmen are unwilling to allow that such is the case. It is worthy of remark, that what has been always regarded as the period of the corruption of a republican people presents itself here; viz. election to seats in parliament by means of bribery. But this also they call freedom — the power to sell one’s vote, and to purchase a seat in parliament.

But this utterly inconsistent and corrupt state of things has nevertheless one advantage, that it provides for the possibility of a government — that it introduces a majority of men into parliament who are statesmen, who from their very youth have devoted themselves to political business and have worked and lived in it.” No new politics here, ma’am.

This is quite opposed to the appreciation of principles and abstract views which everyone can understand at once, and which are besides to be found in all Constitutions and Charters. It is a question whether the Reform in Parliament now on the tapis, consistently carried out, will leave the possibility of a Government.” Nada temesse, ó H.: a prosperidade britânica ainda duraria um século inteiro!

The material existence of England is based on commerce and industry, and the English have undertaken the weighty responsibility of being the missionaries of civilization to the world” Agora eles são nulidades mesmo em pautas consensuais como o aquecimento global.

A RODA COMEÇOU A GIRAR NA ALEMANHA LOGO QUE H. MORREU, QUE IRONIA! “The fiction of an Empire has utterly vanished. It is broken up into sovereign States. Feudal obligations are abolished, for freedom of property and of person have been recognized as fundamental principles. Offices of State are open to every citizen, talent and adaptation being of course the necessary conditions.”

It is certainly a very fortunate circumstance for a nation when a sovereign of noble character falls to its lot; yet in a great State even this is of small moment, since its strength lies in the Reason incorporated in it. Minor States have their existence and tranquility secured to them more or less by their neighbors: they are therefore, properly speaking, not independent, and have not the fiery trial of war to endure. [a Suíça é a prova viva] As has been remarked, a share in the government may be obtained by everyone who has a competent knowledge, experience, and a morally regulated will.”

BASICAMENTE UM EPÍLOGO: “We have confined ourselves to the consideration of that progress of the Idea (which has led to this consummation), and have been obliged to forego the pleasure of giving a detailed picture of the prosperity, the periods of glory that have distinguished the career of peoples, the beauty and grandeur of the character of individuals, and the interest attaching to their fate in weal or woe. Philosophy concerns itself only with the glory of the Idea mirroring itself in the History of the World. Philosophy escapes from the weary strife of passions that agitate the surface of society into the calm region of contemplation; that which interests it is the recognition of the process of development which the Idea has passed through in realizing itself”

Notas dos extravagantes editores e do tradutor

An incapacity for conspiracy has been remarked as a characteristic feature of the Teutonic portion of the inhabitants of the British Isles, as compared with their Celtic countrymen.”

The term CATHARI (grego). Purists [puritanos, hoje generalizado para todos os crentes] was one of the most general designations of the dissident sects in question. The German word Ketzer = heretic is by some derived from it.”

The primary meaning of the word IDEA and of the related terms EIDOS and species is <form>.”

There is no current term in English denoting that great intellectual movement which dates from the first quarter of the 18th century, [!!!] and which, if not the chief cause, was certainly the guiding genius of the French Revolution. The word Illuminati (signifying the members of an imaginary confederacy for propagating the open secret of the day), [HAHA] might suggest Illumination, as an equivalent for the German Aufklärung; but the French Éclaircissement conveys a more specific idea.” J. Sibree

The sensational conclusions of the ‘materialistic’ school of the 18th century are reached by the ‘axiom of Contradiction and Identity’, as applied in this simple dilemma: ‘In cognition, Man is either active or passive; he is not active (unless he is grossly deceiving himself), therefore he is passive; therefore all knowledge is derived ab extra. What this external objective being is of which this knowledge is the cognition, remains an eternal mystery — i.e., as Hegel says: ‘The results of thought are posited as finite.’ — J.S.

Language, the faithful conservator of metaphysical genealogies” J.S.

The radical correspondence of Gleichheit and Vergleichung is attempted to be rendered in English by the terms parity and comparison, and perhaps etymology may justify the expedient. The meaning of the derivative comparatio seems to point to the connection of its root paro with par.”

HISTÓRIA DAS IDÉIAS 2: HEGELIANISMO(S): O PENSAMENTO ÚNICO QUE FALHOU

LEGENDA:

Em vermelho: trechos importantes, possivelmente contendo uma idéia completa.

Em negrito, sublinhado, itálico: trechos importantes, normalmente contendo alguma idéia incompleta ou detalhe secundário que não deve ser perdido de vista (parte da teoria que não deve ser ignorada para o entendimento completo desta).

Em vermelho e grifado: trechos mais importantes.

Em verde: pérolas do filósofo ou idéias abstrusas. Quando grifado, muito abstrusas!

Em azul: comentários meus (exegese e julgamento do filósofo).

ÍNDICE (Use control+F para pular para a seção desejada)

s/nº INTRODUÇÃO

1. PRELIMINARES

2. COMEÇA O CURSO – AS RELAÇÕES DA FILOSOFIA COM A HISTÓRIA, COM PRIMAZIA DA SEGUNDA

2.1 INDIVÍDUOS X IDÉIAS: UM FALSO DEBATE

2.2 SOBRE A BUSCA PELA VERDADE AO LONGO DO TEMPO: A ELABORAÇÃO DE SISTEMAS FILOSÓFICOS MUTUAMENTE CONTRADITÓRIOS.

2.3 PRIMEIROS ELEMENTOS DO HEGELIANISMO

2.4 DELIMITAÇÃO DO MÉTODO DO ESTUDO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA; A PAIXÃO HEGELIANA PELA RELIGIÃO E PELA ESCATOLOGIA.

2.5 DELIMITAÇÃO DO QUE É FILOSOFIA

3. PANORAMA GERAL DA FILOSOFIA GREGA

4. ANAXÁGORAS

5. PARMÊNIDES

6. PITÁGORAS

7. HERÁCLITO

8. OS ATOMISTAS

9. PROTÁGORAS

10. SÓCRATES

10.1 O PROBLEMA DA ÉTICA DIVINA: NEGANDO E AFIRMANDO SÓCRATES

10.2 O INDIVÍDUO SÓCRATES & O OCASO ATENIENSE: O LADO NEGATIVO DA FILOSOFIA

11. PLATÃO

11.1 O PLATONISMO

11.2 O PLATONISMO COMO ÁPICE PRECOCE DO FILOSOFAR & O LIMBOBOL COMO TÊNIS METAFÍSICO (onde o Pensamento Único é o estilo característico de cada atleta-pensador)

11.3 A MAIÊUTICA OU TEORIA DAS REMINISCÊNCIAS

11.4 TEORIA DAS IDÉIAS

11.5 O HERMETISMO PITAGÓRICO EM PLATÃO

11.6 A REPÚBLICA

11.6.1 DAS QUATRO VIRTUDES DA POPULAÇÃO DA REPÚBLICA

11.6.2. CONTINUIDADE DA REPÚBLICA NO TEMPO

11.7 ESTÉTICA

11.8 CONCLUSÃO

12. ARISTÓTELES

12.1 O VERDADEIRO TAMANHO DO LEGADO DE ARISTÓTELES; DISTORÇÕES HISTÓRICAS DE HEGEL

12.2 METAFÍSICA ARISTOTÉLICA

12.3 FÍSICA ARISTOTÉLICA

12.4 ÉTICA ARISTOTÉLICA

12.5 LÓGICA ARISTOTÉLICA

13. A RESSACA: FILOSOFIA PÓS-PLATÔNICA E PÓS-ARISTOTÉLICA

13.1 ESTOICISMO, EPICURISMO, CETICISMO & OUTRAS ESCOLAS PERIFÉRICAS DO PENSAMENTO: UMA VISÃO COMPARATIVA.

13.2 IDADE DAS TREVAS: DO NEOPLATONISMO À ESCOLÁSTICA OU O MILÊNIO PERDIDO

14. REALISMO X IDEALISMO: POR TRÁS DAS CORTINAS, NACIONALISMO.

15. BACON

16. DESCARTES

17. SPINOZA

18. O CÉTICO EMPIRISMO OU EMPÍRICO CETICISMO DOS BRITÂNICOS

19. LEIBNIZ

20. JUÍZO HEGELIANO ACERCA DA DEFICIENTE METAFÍSICA MODERNA

21. O MATERIALISMO FRANCÊS SUI GENERIS

22. KANT: A NÊMESE DO ESPÍRITO DE HEGEL

s/nº QUIXOTADAS, DITIRAMBOS & AFORISMOS SÁBIOS

s/nº MAIS HEGEL (& ASSOCIADOS)? OUTROS POSTS DO SECLUSÃO.

INTRODUÇÃO

O ensaio a seguir possui um caráter fragmentário, aforismático. Na realidade batizo-o de ensaio por falta de palavra melhor. Na sua maior extensão, são apenas citações do próprio Hegel. Mas condensam e apanham todas as observações que teci a seu respeito em outras postagens do blog, referenciadas ao final. É, primeiro, um modo de encontrar todos os meus juízos mais importantes proferidos sobre a filosofia hegeliana num único post; e uma maneira mais resumida e direta ao ponto de conhecer as próprias afirmações de Hegel. Para se ter idéia, todo o material aqui colhido se concentra em obra póstuma sua considerada periférica, e no entanto bem abrangente e reveladora: a História da Filosofia são cursos universitários ministrados por Hegel. Através deles podemos conhecer a idéia central (ou ‘a idéia que Hegel fazia da idéia central’) de praticamente todos os filósofos relevantes até sua própria época (e também a filosofia de muitas figuras irrelevantes!) – talvez exceto por Blaise Pascal, que, embora não tivesse sua existência completamente ignorada pelo “Idealista Alemão” ou “Pai da Dialética Moderna”, é citado apenas de passagem. Mas o mais importante é: através dos erros e acertos fulcrais de Hegel, podemos entender o que é o Historicismo ou Teleologia do sistema do pensamento hegeliano. Mesmo prejudicados por não adentrarmos em obras como a Filosofia do Direito, a Fenomenologia do Espírito, o Curso de Estética, a Filosofia da História (cuja proposta é simetricamente oposta à deste curso – entender o devir dos acontecimentos humanos COM BASE na filosofia hegeliana, e não explicar a sucessão dos pensamentos cronologicamente) e a Enciclopédia, espero trazer resultados conclusivos ou, pelo menos, nada desprezíveis sobre o valor do Hegelianismo, ou dos Hegelianismos, sem sobrecarregar e estafar o leitor. Uma das principais razões para isso é que o linguajar de um curso oral depois transcrito em papel é muito mais leve e didático do que o tipo de exposição bem característico de Hegel nas suas obras publicadas em vida. O homem é um só: não importa quantos livros tenha escrito, se o assunto é geral o suficiente, poderemos perscrutar seu interior e suas intenções – seu mérito, enfim.

Muito se fala de Georg Wilhelm Friedrich Hegel; mas o que podemos jogar no lixo da História e o que ainda devemos levar em conta? Em que pese haver 50 mil iniciativas do gênero, faço minha própria tentativa neste espaço. Devo dizer que não gosto de carranca: recorro ao humor para quebrar o gelo e satirizar os absurdos com que eventualmente depararemos. Ou à poesia. Porém, aquele que disser que não encontra aqui filosofia, estará distorcendo descaradamente o conteúdo do “ensaio”. Depois de explorar o cerne do pensamento de Hume e Kant de forma relativamente breve, nada mais justo que continuar a série HISTÓRIA DAS IDÉIAS, que agora sim se tornou série, com “O Homem da História”, o homem para quem a História representa ou representou pela primeira vez um papel todo especial. Não deixará de ser uma História das Idéias sobre a História em si, mas com uma limitação evidente: pára no início do século XIX. É por isso que meus comentários em azul são tão necessários, mesmo que o leitor pudesse compreender cada palavra de Hegel: dou uma perspectiva adicional, contraposta o mais das vezes, elimino certos pontos cegos que uma alma medíocre de hoje em dia pode enxergar muito bem no gênio hegeliano, existência que passou há quase 200 anos. Hegel é o continuador natural de Kant, e como todo continuador resenha seus antecessores: como Kant parte de Hume, Hegel parte de Kant e tem muito a dizer a respeito destas duas figuras, por exemplo. Hume, no entanto, que já ficava ofuscado diante de Kant, é apenas uma estrelinha num amplo firmamento iluminado nas “anotações do sistema fonador hegeliano”. Não deixa de ser, portanto, um complemento do primeiro capítulo da HISTÓRIA DAS IDÉIAS, embora o objetivo inicial seja descolado da Crítica kantiana. Desta vez a massa informacional será muito maior – páginas, páginas e páginas no seu ecrã! –, por isso prepare o corpo e a mente!

Para facilitar, minha exposição obedeceu, também, como o próprio livro que aqui usamos como base, o critério cronológico. Dividi os tópicos pelos filósofos ou fases ou escolas que Hegel comenta. Observações gerais sobre como Hegel pensava poderão, portanto, estar espalhadas por qualquer dos 22 ‘capítulos’. Achando necessário, separei algum tema que se tornava muito recorrente e insistente num tópico dedicado (os melhores exemplos são quando entramos em Platão e Aristóteles, os filósofos mais importantes da História até a época de Hegel – seus capítulos possuem várias subseções). Por fim, minhas tiradas mais sarcásticas e/ou impossíveis de contextualizar estão posicionadas num epílogo ou anexo próprios.

É importante ainda que saibam que a obra que li está em espanhol, mas para aumentar a acessibilidade desse material traduzi todos os trechos de Hegel que usei. Junto, poderão ser despejadas, na bacia, além do bebê, outras águas: citações dos filósofos que Hegel comenta. Claro que a cada novo filósofo, todos os filósofos precedentes reaparecem, de alguma forma, corroborando Hegel (embora ele exagere demais a esse respeito), e tornando tudo mais labiríntico e nuançado. Saibam de uma vez: Sócrates, Platão e Aristóteles são presença obrigatória em qualquer novo pensador que apresente seu legado ao mundo. No fim, creio que nunca me arrependerei de ter começado a HISTÓRIA DAS IDÉIAS “pelo meio”, isto é, com autores modernos, porque sem os antigos eles, por assim dizer, não existem: assim, introduzo desde o 1º capítulo da série o pensamento antigo, mesmo sem dedicar, por enquanto, um post específico a ele.

1. PRELIMINARES

CRÍTICA DOS FILOSOFASTROS¹ CONTEMPORÂNEOS DE HEGEL: “[Hegel corrigiu o erro dos historiadores de filosofia até sua época, que cometiam] o absurdo intento de destacar Anaximandro de tal forma que chegou-se mesmo a colocá-lo depois de Heráclito no história do pensamento, como se se tratasse de autor mais maduro.” É muito comum que pensemos na história como progresso. E é mais comum ainda que se escreva uma história levando-se em conta, às vezes inconscientemente, apenas uma linha reta temporal, tendente a valorizar mais só aquilo que vem a seguir em detrimento do que já é passado. Ora, Heráclito aparece primeiro; mas Hegel ajudou nossa historiografia a revisar a importância que concedíamos a ele: hoje ele é tido como um dos pré-socráticos (início da filosofia ocidental) mais importantes, superando as contribuições de Anaximandro. Os alunos de Hegel (os responsáveis por editar o livro da História da Filosofia) destacam essa faceta pioneira do mestre: ignorou a linha temporal em alguns casos em que isso melhorava o didatismo e a qualidade de seu curso. “Assim, quando Hegel não considera Heráclito entre os primeiros jônios, senão que o coloca depois dos pitagóricos e eleatas, não se encontra na cúspide da erudição de nossos dias, [ironia para se referir aos filisteus daquele tempo, filosofastros, filósofos apenas no nome] que decidiu sozinha que lugar corresponde a Heráclito baseando-se tão-somente em superficialidades.” Estas aspas são de Michelet, um dos editores da obra.

¹ “substantivo masculino Indivíduo, que se supõe filósofo, e que discorre sem acerto.”

Porém, também é verdade que, apesar de reconhecer a primazia de Heráclito na “hierarquia atemporal dos filósofos”, Hegel comete o erro de superestimar além do que seria aceitável outro filósofo pré-socrático, nomeadamente Anaxágoras, considerado o primeiro que filosofou séria e abstratamente (por conceitos determinados). Ver capítulo 4.

HEGEL, O PROLIXO: “Entre outras causas, esta História da Filosofia de Hegel conservou o caráter de conferência pela falta de tempo que tinha o autor [enquanto professor para ministrar seu curso ao longo de um semestre (na realidade entre 3 e 4 meses)]. Hegel teve de ser muito mais lacônico ao final do curso que em seu princípio. [Engraçado, eu não tive essa impressão: minhas anotações são maiores sobretudo para o terceiro volume da História, que começa, é verdade, no neoplatonismo, o que é quase um contra-senso, já que significa que ao iniciar o capítulo final da trilogia ele ainda está no próprio mundo antigo, e percorre a Idade Média e a Idade Moderna ‘na velocidade do relâmpago’ – só que o que permite que sua obra não seja tão assimétrica é que a filosofia antiga é muito mais rica que a posterior, e ainda sentimos que Hegel ‘enrola’ muito ao se arrastar sobre pensamentos nefandos, banais, irrelevantes, de joões-ninguém europeus; além disso, é muito mais raro que conheçamos a vida e a obra de Fichte¹ ou Böhme¹ do que os ensinamentos de Platão e Aristóteles, por isso a tendência é registrarmos mais informações dos sistemas mais novos, em efeito. Quem sou eu para contradizer Michelet, que estava no curso ministrado por Hegel! Mas para o leitor contemporâneo quase que só os 2 primeiros volumes têm significância; e, no 3º, pontos focais: Descartes, Spinoza, Leibniz, os intelectuais franceses e Kant.] Seja como for, a partir de Aristóteles, cuja exposição já se dava na 2ª metade do curso, as aulas já não duravam tanto tempo.” No livro, a filosofia aristotélica está no 2º volume – a verdade é, também, que Hegel não iniciava diretamente com Tales (o “primeiro filósofo”), mas dava uma Introdução Geral enorme, falando da História e da Filosofia em todos os tempos, antes de iniciar a jornada mais ou menos cronológica que se exige de uma abordagem histórica. Só esse expediente já significa que uns bons 20% ou 25% do curso já teriam se passado após sua introdução. Se ainda posso opinar mais, Fichte e Schelling, como veremos ao final, são, para mim, completamente inócuos e não faz sentido arrematar o curso com eles, desperdiçando 10 minutos sequer, considerando que antes veio o próprio Immanuel Kant, e que toda a filosofia hegeliana é – veremos – um ensaio de resposta (ou anseio de resposta, seria melhor) ou pura e simples contraposição a Kant!

¹ Porém, Fichte e Böhme não possuem relevância a ponto de estarem neste ensaio-resumo. Na continuidade do parágrafo faço o mesmo juízo de Schelling.

2. COMEÇA O CURSO – AS RELAÇÕES DA FILOSOFIA COM A HISTÓRIA, COM PRIMAZIA DA SEGUNDA

2.1 INDIVÍDUOS X IDÉIAS: UM FALSO DEBATE

longe disso, aqui as criações são tanto melhores quanto menos imputáveis forem, por seus méritos ou sua responsabilidade, ao indivíduo, [Hegel está falando da proeminência do estudo de vidas isoladas na História e, portanto, na História da Filosofia, método que ele considera equivocado] quanto mais corresponderem ao pensamento livre, ao caráter geral do homem como tal homem, quanto mais se vê através das individualidades e contingências biográficas, por trás do sujeito criador, o próprio pensamento, que não é patrimônio exclusivo de ninguém.” Toda esta lição de Hegel, não obstante, é supérflua: pouco importa. O método socrático, por exemplo, é universal, mas foi um homem chamado Sócrates que o pariu. É claro que falar de Sócrates é atingir todos os tempos, e só descrevendo Sócrates é que entendemos o método socrático. Alexandre, o Grande, para citar um não-filósofo, tem tanto de pessoal quanto tinha Sócrates: era um homem, um tipo de homem, uma síntese especial de vários indivíduos, historicamente marcada – e por isso atemporal.

2.2 SOBRE A BUSCA PELA VERDADE AO LONGO DO TEMPO: A ELABORAÇÃO DE SISTEMAS FILOSÓFICOS MUTUAMENTE CONTRADITÓRIOS.

Com efeito, ante o espetáculo de tão variegadas opiniões, de tão numerosos e diversos sistemas filosóficos, alguém sente-se arrastado pela confusão, sem encontrar um ponto de apoio firme em que se fixar. Vemos como, em torno dos grandes temas que o homem se vê solicitado a explorar filosoficamente, mesmo os maiores espíritos [homens!] erram e se equivocam,¹ invariavelmente refutados e contraditos por outros. ‘E se isso ocorre a tão insignes espíritos, como posso, ego homuncio [eu, homenzinho], ter a pretensão de decidir tais problemas?’

[¹ Hegel diz “yerran”; errar em português também tem duplo sentido: cometer um erro e andar por todo canto, explorar muitos lugares, às vezes por desorientação, às vezes por não guardar um propósito claro.]

Esta conclusão, que se extrai da grande diversidade dos sistemas filosóficos, é considerada como daninha, mas representa, ao mesmo tempo, uma vantagem subjetiva.” “…Todas as filosofias asseguram que são verdadeiras, todas indicam signos e critérios distintos por meio dos quais se há de reconhecer a verdade; por isso, o pensamento sóbrio e sereno tem que sentir, forçosamente, grandes escrúpulos antes de se decidir por uma [filosofia].

Este é o interesse maior a que deve servir a história da filosofia.”

Uma premissa correta, porém impossível de ser praticada – sem severos danos – durante a era sistemática. Heidegger teria algo a dizer sobre isso… Mas a elaboração desse meu comentário fica para um outro HISTÓRIA DAS IDÉIAS… Reparem, por ora, uma coisa que será vista com freqüência: Hegel expõe todo um argumento impecável para, a partir dele, emitir um juízo completamente deformado pela sua forma tão “presa ao século em que vivia” de enxergar todas as coisas… Isso é o que eu chamo de passar a prova toda prestes a tirar um 10 e no momento decisivo pôr tudo a perder e zerar a nota!

2.3 PRIMEIROS ELEMENTOS DO HEGELIANISMO

Seu erro consistiu em imaginar-se mais qualificado que Platão. Hierarquia entre IDÉIA-CONCEITO: “O produto do pensamento é o pensado em geral; mas o pensamento é ainda algo formal, o conceito é já o pensamento mais determinado e a idéia, finalmente, o pensamento em sua totalidade e determinado como o ser em-e-para-si.¹ Por conseguinte, a idéia é o verdadeiro e somente o verdadeiro; a natureza da idéia consiste, essencialmente, em desenvolver-se e em chegar a compreender-se somente por obra da evolução, em chegar a ser o que é.”

¹ Não se assuste com as nomenclaturas. Não é preciso desvendá-las AGORA. Continue lendo com confiança. Vamos fazer uma imersão aos poucos neste caldeirão, menos dolorosa, acostumando cada célula de nossa pele à temperatura…

A IDÉIA (de PLATÃO, que é de onde Hegel tira sua “idéia de Idéia”) NÃO EXISTE – ERA UMA METÁFORA! CONSELHO SÉRIO: Eis porque não se deve levar a filosofia tão a sério! O alemão: sujeito sem senso de humor. Destarte: incompleto. O grego é mais rico e sinuoso do que se pode pensar por meros vocábulos: quando você menos imagina, Platão deu-lhe um laço.

Por enquanto, concentre-se em mentalizar esta hierarquia básica, para Hegel, do menor para o maior:

1. pensamento

2. conceito (já é filosofia, propriamente)

3. Idéia (em maiúscula), a Verdade obtenível através da filosofia levada a cabo corretamente: primeiro por pensamentos, depois por conceitos, e finalmente pela forma correta de elaborar os conceitos num sistema coerente. Para Hegel só há uma filosofia correta, uma verdade. E é sobre esse dilema que ele – e nós, em conseqüência – irá se debater por todo o livro.

4. a Idéia consciente de si mesma – para Hegel, Platão chegou apenas à terceira etapa, não realizando todo o potencial da Filosofia. A Idéia, o pensamento supremo, que se entende enquanto ser e essência (um homem no mundo, que filosofa sobre coisas eternas) é o “fim da filosofia”, em todos os sentidos. A chave de Hegel para explicar a ocorrência da Idéia consciente de si mesma no mundo é a própria História.

PONTO NEVRÁLGICO DO HEGELIANISMO (salve este trecho como você salva seu editor de texto enquanto redige sua monografia; salve este trecho como você salva seu progresso no seu RPG favorito, porque você fatalmente terá de voltar a estas linhas varias vezes):

a possibilidade [ou] (…) ser-em-si”: o latim ESSENTIA

a realidade (entelequia)¹ [ou] ser-para-si”: o latim IN CONCRETO

¹ Só poderemos exaurir nossa explicação de enteléquia (em português) quando estivermos estudando Aristóteles via Hegel (12.2).

Todo ser-para-si é ser-em-si (toda aparência e ato está contido na essência e nas condições de possibilidade),

porém nem todo ser-em-si é ser-para-si (nem toda possibilidade torna-se realidade).

Repetindo com um pouco de economia de palavras:

Toda aparência¹ ou enteléquia (ato concreto) é essência (realização de potência).

Mas a essência não está em todas as fases (faces) da aparência.

¹ O termo aparência é pego de empréstimo das filosofias sucedâneas de Schopenhauer, Nietzsche e do existencialismo e fenomenologia do século XX.

O real (Real) de Hegel não é real.

A razão (Razão) de Hegel é onipresente (o deus operando a máquina).

Todo acontecer é deus, mas deus é algo mais que a soma dos aconteceres.

Hegel é um teleólogo.

Teleologia: substantivo feminino Ciência que se pauta no conceito de finalidade (causas finais) como essencial na sistematização das alterações da realidade, existindo uma causa fundamental que rege, através de metas, propósitos e objetivos, a humanidade, a natureza, seus seres e fenômenos.”

O mundo se revela com uma epifania. A própria realidade (fenômeno)¹ é epifenômeno.² O mundo é mero sintoma do Espírito.

¹ O mesmo que aparência.

² Trocadilho de epifenômeno com fenômeno, citado anteriormente na frase. Epifenômeno é aquilo que pode ser causado por algo, mas nunca interfere nesse algo, ou seja, um efeito secundário que não produz nova causa. Sinônimo de sintoma usado na próxima frase. Em Hegel, é Deus, ou o Espírito realizando-se na História (no tempo), através do próprio homem, o responsável pela união do ser-em-si e do ser-para-si, o objetivo final de toda Filosofia.

Desdobrar-se, realizar o que já é em essência não são processos estranhos ao homem mesmo atingindo-se algo de diferente ou pioneiro em sua vida: o filósofo tem de ser homem; nem todo homem é filósofo; todo filósofo nasce homem e devém filósofo eventualmente. Agora ele é filósofo e homem. Ele se desdobrou, duplicou, tornou-se dois, mesmo sendo um. Sem essa pseudo-duplicação (ou duplicação abstrata), não há a reunião do ser-em-si e do ser-para-si.

Tudo o que acontece no céu e na terra – o que acontece eternamente –, a vida de Deus e tudo o que sucede no tempo, tende somente a um fim: que o espírito se conheça a si mesmo, que se faça objeto para si mesmo, que se encontre, devenha para si mesmo, que conflua consigo mesmo; começa sendo duplicação, alienação, mas só para se encontrar a si mesmo, para poder retornar a si.” Muito bonito, porém sem fundamento. Ou melhor dizendo, irreal. Por isso, ao mesmo tempo que o estudo de Hegel é epistemologia e Primeira filosofia (metafísica), é também, e sem contradição, teleologia (ciência dos fins) e teologia (ciência do conhecimento humano de deus). Ele representa uma continuidade da filosofia cristã (escolástica), e não uma ruptura completa com ela, como ele mesmo pensava. Porém, sua dialética influencia a filosofia póstuma e ainda pensamos usando suas categorias lógicas.

Es un prejuicio corriente creer que la ciencia filosófica sólo maneja abstracciones, vacuas generalidades; que, por el contrario, la intuición, la conciencia empírica de nosotros mismos, el sentimiento de nosotros mismos y el sentimiento de la vida, es lo concreto de suyo, el reino determinado de suyo.”

O ÚLTIMO CONTRA-ATAQUE DO OBJETIVISMO: “É um preconceito corrente crer que a ciência filosófica só maneja abstrações, vácuas generalidades; (ou então,) pelo contrário, que a intuição, a consciência empírica de nós mesmos, o sentimento de nós mesmos e o sentimento da vida, são seu (terreno) concreto, seu reino determinado.”

Eis um exemplo da péssima escrita de Hegel (aqui podemos responsabilizar, também, seus alunos, na transcrição de sua oratória, que eram hegelianos, afinal). Para evidenciá-lo, mantive o original (ou melhor, a tradução alemão-espanhol) em cinza, expondo minha tradução logo abaixo. Havia a possibilidade de traduzir “concreto por si só”, “reino determinado por si só”, mas isso aumenta o nonsense do parágrafo e não é fundamental neste caso. Preferi manter a sintaxe mais óbvia ao leitor: remetendo o objeto ao sujeito inicial da frase. Se se quer que o pronome da 3ª pessoa do singular “seu” se refira a algo, tem de ser, pelo contexto, a “a ciência filosófica”. A 2ª metade da frase, após o sinal de ponto-e-vírgula, consiste naturalmente na enumeração de elementos do método hume-kantiano (empirismo, ceticismo, criticismo subjetivistas), tudo aquilo a que Hegel faz ferrenha oposição. O conhecimento mais elevado, para ele, só pode ser mediado pelo Espírito. Como Kant era o maior nome da filosofia na juventude de Hegel, era sobre ele que se deveria centrar o ataque. Expressões como “abstrações, vácuas generalidades” já resumem numa carapuça todo o objetivismo incompetente anterior a Hegel (e Kant). Quanto ao postulado da apercepção imediata de Kant,¹ o “real adversário”, nas linhas seguintes Hegel proporá sua síntese, “sua versão” (antípoda) do a priori sintético daquele filósofo.

¹ Para entender o sentido de apercepção, temos que chegar a Leibniz, tópico 19. A priori ficará claro em vários trechos referentes ainda à filosofia antiga. Mas podemos adiantar: o a priori de Kant era a consciência e aquilo de que ela era formada (tempo, espaço e noção de causalidade); o a priori de Hegel é o Espírito do Mundo, também chamado de Absoluto.

“‘A matéria tem de ser 1 de 2 coisas: ou um todo contínuo ou formada por pontos’, diz-se; e, sem embargo, vemos como obedece aos 2 critérios.” O inteligente expresso de forma que hoje nos soa burra: o ponto é uma convenção abstrata; porém se se dissera ‘a matéria enquanto onda (contínua) ou a matéria enquanto partícula (reduzida a elementos distinguíveis)’, como na física do séc. XX, aí Hegel teria acertado em cheio. Visionário, portanto.

Aqui Hegel faz o Kantismo (quando diz “o entendimento”, inferior ao “saber”, ao ‘verdadeiro’ pensar) consistir num jogo de eleição estereotipado entre sim/não, ‘isto ou aquilo’, generaliza a Crítica da razão pura como uma mera retórica ou erudição binária, escrava do PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO (Aristóteles), enquanto arroga ao seu sistema ‘Espiritual’ a supremacia por comportar dentro de si o sim e o não em simultâneo (a síntese totalizante).

Necessariamente tem que se produzir o destino destas determinações, o qual consiste, precisamente, em que se enlacem e somem todas elas, descendendo assim ao nível de simples momentos. A modalidade em que cada momento se estabelecia como algo próprio e independente se vê, por sua vez, suspensa (no sentido físico e topográfico e no sentido legal do adjetivo); após a expansão vem a contração – a unidade de que todos aqueles momentos partiram. E este terceiro termo só pode ser, por sua vez, o começo de uma nova evolução. Poder-se-ia pensar que este processo se desenvolve ao infinito; mas não é assim; pois também ele tem uma meta absoluta, que mais tarde saberemos qual é; têm que se produzir, contudo, muitas viragens antes de que o espírito cobre sua liberdade, ao adquirir a consciência de si mesmo.” Mero messianismo travestido.

A grande premissa, a de que também no mundo seguiram as coisas um curso racional, o que dá verdadeiro interesse à história da filosofia, não é outra coisa senão a fé na Providência, só que numa outra forma.” Ao menos o reconhece (que não passa de um messias imanente!).

Um dos maiores contra-argumentos a Hegel é por que o Espírito demorou tanto para “se revelar” (em sua filosofia, é óbvio), ou então ‘por que não demorou mais’, e por que houve tantos solavancos e retrocessos nessa ‘jornada’. Isso poderia ser dito por qualquer contemporâneo de Hegel. Mas o que mais nos autoriza a dizer que ele errou é que vivemos séculos depois dele, e vimos que a História não persegue um fim objetivo.

hoje já não pode haver platônicos, aristotélicos, estóicos ou epicuristas; querer ressuscitar estas filosofias equivaleria a fazer regredir a uma etapa anterior o espírito mais desenvolvido, mais imerso em si.” Não devia haver. Mas não poder é um pouco de autoritarismo, você não acha?!

2.4 DELIMITAÇÃO DO MÉTODO DO ESTUDO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA; A PAIXÃO HEGELIANA PELA RELIGIÃO E PELA ESCATOLOGIA.¹

¹ O mesmo que teleologia, porém num contexto religioso. No Cristianismo, é um estudo delimitado ao livro do Apocalipse ou de João (não confundir com o outro apóstolo João). Aquele que tiver familiaridade com esta literatura notará muitas convergências na parte dos símbolos e números com a doutrina pitagórica, que iremos investigar junto com Hegel (6.).

Esta conexão, [filosofia e história] essencial, apresenta 2 lados. O 1º é o propriamente histórico; o 2º, o que se refere (…) às relações entre a filosofia e a religião, etc.; [improcedente: num estudo de história da filosofia, investigar relações da filosofia com a religião do seu tempo não tem primazia, e estas relações poderiam ser apuradas residualmente no 1º lado, o puramente histórico] o que nos ajudará, ao mesmo tempo, a determinar com maior precisão o que é a filosofia.”

A velha teoria civilização-cultura: sempre que a primeira se funda, a segunda ainda mal começou a se consolidar. Quando a última está em seu auge, a civilização já está em decadência. E é só em períodos de efervescência cultural e, portanto, ruína civilizacional, que um povo filosofa. Sócrates-Platão-Aristóteles e o mundo heleno em desagregação; São Tomás e o mundo pós-Império Romano do Ocidente sem esteio, ao mesmo tempo em que o Estado-moderno está na pré-História; Schopenhauer, Nietzsche e a desagregação da civilização ocidental, ou pelo menos da Europa como protagonista; a Escola Crítica e a falência do Socialismo Real; os franceses dos loucos anos 1960 e avante em plena inércia pós-modernista… Curiosamente, Hegel não parece participar de um desses momentos, mas está integrado na Prússia fortalecendo-se nacionalmente. Não há cultura, há apenas filisteus (Hegel admite-o). Sempre que é necessário, nessa época, citar a cosmovisão de um grande homem, recorriam os alemães a Goethe, que foi da geração anterior.

Curiosamente, já antecipa a principal crítica anti-hegeliana de Feuerbach: “Ainda que na verdadeira religião se tenha revelado e se revele o pensamento infinito, o espírito absoluto, ela é também a taça que verte no coração, na consciência representativa e na inteligência do finito. A religião não só se dirige a toda modalidade de cultura —‘o Evangelho se predica aos pobres’— como também deve estar dirigida expressamente ao coração e ao ânimo, penetrar na esfera da subjetividade e, com isso, no campo das representações finitas.”

FILOPÊNDULO: Na época de Hegel o ateísmo estava “datado”. Dataria de novo logo depois o teísmo. Essas condições espirituais vão e voltam nos povos como modas.

sabemos que as últimas palavras de Sócrates foram para suplicar a seus amigos que sacrificassem um galo a Esculápio,¹ desejo que combinava mal, decerto, com os pensamentos sustentados por Sócrates sobre a essência de Deus e, principalmente, sobre a ética. Platão predica apaixonadamente contra os poetas e seus deuses.

¹ Divindade da medicina.

Hegel foi extremamente ingênuo nessa colocação, pois este Sócrates que conhecemos pela pena de Platão, o Sócrates “do galo de Esculápio”, é o próprio Platão, isto é, não é o Sócrates histórico, mas um personagem que serve ao Platonismo, e portanto sai de sua boca mais o que convém ao pensamento desenvolvido pelo próprio discípulo que ao ‘biografado’ em si. Sabemos, ademais, e Hegel não o nega, que Sócrates não foi condenado à morte por impiedade aos deuses, ou não exatamente por questões religiosas; se sua acusação não envolvesse corromper a juventude, não haveria como a democracia de Atenas condenar este cidadão.

Não atua de mediador entre Ormuz e Ahriman, à maneira de um pacificador, deixando subsistentes ambas as forças; não participa do bem e do mal, como um lamentável híbrido, senão que se coloca resolutamente do lado de Ormuz, e peleja com ele contra o mal. Ahriman é chamado, às vezes o filho primogênito da luz, mas só Ormuz nela permaneceu. Ao ser criado o mundo visível, Ormuz se encarregou de estender sobre a terra, em seu incompreensível reino luminoso, a firme abóbada celeste, circundada, ainda, na parte de cima, pela primeira luz primigênia. No centro da terra está a montanha Albordi, tão alta que alcança a luz primigênia. O reino luminoso de Ormuz campeia sem que nada o empane sobre a firme abóbada celeste e no alto da montanha Albordi; campeou também sobre a terra até chegar a sua terceira época. Uma vez chegada, Ahriman, cujo reino da noite se achava até agora escondido debaixo da terra, estende seus domínios ao mundo de Ormuz e reina conjuntamente com ele. O espaço que separa o céu da terra se divide ao meio entre a luz e a noite. Como Ormuz, até agora, só governava sobre um reino de espíritos da luz, Ahriman governava somente sobre um reino de espíritos tenebrosos; mas, então, ao estender seu reino, Ahriman opõe à criação luminosa da terra uma criação da terra tenebrosa. Contrapõem-se, desse modo, a partir deste instante, 2 mundos, um mundo puro e bom e outro impuro e mau, e esta contraposição se estende através de toda a natureza.

No alto do Albordi, Ormuz cria Mitra como mediador para a terra; a finalidade da criação do mundo físico não é outra senão a de voltar a seu ponto de partida, à essência, desviada de seu criador, fazê-la de novo boa e desterrar, no processo, para sempre, o mal.” Toda a sua filosofia jaz no Zend-Avesta, ó Hegel! Trata-se do livro sagrado da religião dos maniqueus.

É certo que Platão é louvado com freqüência em virtude de seus mitos, e diz-se que ele dá provas, neles, de um gênio superior ao da generalidade dos filósofos. Entende-se, ao dizer-se isso, que os mitos de Platão estão por sobre a maneira abstrata de se expressar; e não resta dúvida de que este pensador se expressa com grande beleza.” No geral, entretanto, Hegel não compreende bem Platão.

Assim, por exemplo, pode-se dizer que a eternidade é um círculo, uma serpente que morde a própria cauda; isto não passa de uma imagem, e o espírito não necessita se valer de semelhantes símbolos.” Pelo contrário: é muito diferente afirmar que o universo é infinito e eterno, simplesmente, a compará-lo à cobra que se digere a si mesma, a Ouroboros: significa que há um fim e uma genealogia determinados, que podem, no entanto, ser qualquer ponto do círculo, e que o caminho do círculo não deixa por isso de ser infinito. Isso traz conseqüências extremamente importantes para a consideração do conceito de causa e efeito na filosofia. Atende ao requisito fundamental de todo filosofar numa só imagem, também: o Um no múltiplo e o múltiplo no Um. Ao contrário do Espírito, a Vontade¹ se alimenta de si mesma, ferindo-se mortalmente, condição sine qua non de sua própria perpetuidade canibal. O Espírito não tem carne, nada sofre ao se desenrolar, entrar em sínteses e voltar a si mesmo; é morto, não é a ‘vida viva’ (a expressão é do próprio Hegel) –, ao contrário de Ouroboros, que sente na carne cada etapa da eterna criação/destruição. Quem mata, morre, quem morre mata, e participam ambos da dança e do jogo inelutável. Todo lixo é luxo e todo luxo é lixo a seu devido tempo…

¹ Expressão para se referir a um “em-si” em Schopenhauer e Nietzsche. Porém, observar: aqui o em-si foi caracterizado de forma tão dinâmica que não passa de uma simplificação grosseira falar nesses termos; falo assim apenas para que se vislumbre imediatamente a amplitude deste conceito, que merece ser estudado à parte. Além do mais, a Vontade schopenhaueriana e a Vontade nietzschiana não são concordes.

Da mesma forma que os franco-maçons manejam símbolos considerados como uma profunda sabedoria – profunda à guisa de um poço do qual não se enxerga o fundo –, o homem se inclina facilmente a considerar profundo o oculto, como se por debaixo dele houvesse algo verdadeiramente profundo.” Ao chato, o abismo não parece profundo. Não gosto dessa estreiteza hegeliana em desconsiderar o ocultismo a priori, i.e., recusando-se a investigar qualquer coisa que extrapole seus próprios critérios racionais. Não estou defendendo a maçonaria, mas há muito mais no irracionalismo do que apenas seitas “para-cristãs”, por assim dizer.

2.5 DELIMITAÇÃO DO QUE É FILOSOFIA

O verdadeiro ponto de arranque da filosofia deve ser buscado ali onde o absoluto já não existe como representação e onde o pensamento livre não pensa simplesmente o absoluto, mas capta sua idéia; isto é, ali onde o pensamento capta como pensamento o ser (que pode ser também o pensamento mesmo), conhecido por ele como a essência das coisas, como a totalidade absoluta e a essência imanente de tudo, por mais que não seja, no fim das contas, mais que um ser exterior.” “Este critério geral, o do pensamento que se pensa a si mesmo, é uma determinabilidade abstrata; é o começo da filosofia, o qual é, por sua vez, um algo histórico, a forma concreta de um povo, cujo princípio [axioma, i.e., não no sentido de ‘começo’] cifra-se no que acabamos de dizer.”

Se não fôramos capazes de dizer por nós próprios que só os gregos foram filósofos, esta afirmação (que só os gregos foram filósofos!) seria verdadeira. Como podemos enunciá-lo sem problemas, também deve ser possível a nós o filosofar. Ou seja, é uma afirmação falsa. E quando Hegel diz que a filosofia começou na Grécia Antiga, essa sua afirmação é correta de um ponto de vista evolucionista como é aquele que usaremos para investigar a história da Filosofia aqui, mas não passa de arbitrariedade, pois o fundamento para afirmá-lo é místico. Somos e não somos herdeiros dos gregos, ao mesmo tempo, pois toda cultura tem autonomia de pensamento.

O homem que vive sob o medo e o que domina pelo medo os outros homens ocupam, ambos, a mesma fase; a diferença não é outra senão a maior energia da vontade, a qual pode tender a sacrificar todo o finito a um fim especial.” “da passividade da vontade, como escravidão, se passa na prática à energia da vontade, mas sem que, tampouco, esta seja outra coisa a não ser arbitrariedade. Também na religião nos encontramos com o império absoluto dos sentidos em forma de culto religioso e, como reação contra isto, dá-se, ademais, entre os orientais, a evasão à mais vácua das abstrações como infinito, a sublimidade da renúncia a tudo, principalmente entre os hindus, que por meio do tormento remontam à abstração mais íntima; há hindus que passam 10 anos seguidos olhando fixamente a ponta do próprio nariz, alimentados pelos circunstantes, sem nenhum outro conteúdo espiritual que o da abstração consciente; indivíduos cujo conteúdo é, portanto totalmente finito. Não é este, destarte, o terreno em que pode brotar a liberdade.” Curioso como o abaixo-de-zero de Hegel (o puro arbítrio, uma espécie de estado sub-humano) é o fim-final (o mais glorioso, a meta suprema) para Schopenhauer, a liberdade fenomênica pura perante uma agora-tida-como-tirânica Vontade! Sem me estender muito, me explico: Schopenhauer crê que a vida é dor e sofrimento incessantes. Não há fuga do fenômeno, e quem rege o fenômeno é a Vontade, um substrato sem aparência que excede o controle ou a vontade humana (ironicamente, dada a nomenclatura). Mas a parte positiva de sua filosofia é uma espécie de budismo adaptado em que a meditação, o misticismo, até o êxtase do auto-suplício, são benéficos ao homem – apesar de não alterarem o único fixo e indelével da condição humana (a dor, o sofrimento e o despropósito), são a fuga em seu estado máximo, uma fuga imanente à pura aparência, uma espécie de sonífero para a Vontade, que faz parte do inconsciente humano, do impulso vital, dos instintos. Ao negar, com a ajuda da consciência, a si mesmos, ao se auto-negar, o homem atinge o único estado digno, para Schopenhauer. Não é em vão que me estendo um pouco a respeito de Arthur Schopenhauer, que viveu na geração seguinte a Hegel: ele será provavelmente o tema do HISTÓRIA DAS IDÉIAS 3.

É certo que o espírito nasce no Oriente, mas de tal modo que o sujeito, aqui, não existe ainda como pessoa, senão no substancial objetivo, que em parte se representa de um modo supra-sensível e em parte também de um modo mais ligado ao material, como algo negativo e que tende a desaparecer.” A típica arrogância ocidental. Porém, se o Espírito deverá retornar a si mesmo…

Antes, se exagerava a importância da sabedoria indiana, muito embora se ignorasse o que havia por detrás disso; agora sim a compreendemos, e temos razões para afirmar que esta sabedoria não é, se nos atemos ao caráter geral, uma sabedoria filosófica.” A força do pêndulo não perdoa ninguém: como moda, o hinduísmo vai e volta na Europa…

Na Grécia vemos florescer a liberdade realpor mais que simultaneamente ainda prisioneira de uma determinada forma e com uma clara limitação, posto que na Grécia existiam escravos e os Estados gregos se achavam condicionados pela instituição da escravidão.” No superexigente molde hegeliano, a dialética do senhor-escravo nunca tem fim.

¹ Lembrete de que, em Hegel, o ideal (ou essencial) é maior do que o real, que não passa do momento concreto.

3. PANORAMA GERAL DA FILOSOFIA GREGA

No que se refere ao estado histórico externo da Grécia nesta época, diremos que os começos da filosofia grega recaem no século VI antes do nascimento de Cristo, no tempo de Ciro, na época do ocaso dos estados jônios livres da Ásia Menor. No momento em que desaparece esse formoso mundo, que havia logrado conquistar por si mesmo um elevado nível de cultura, surge a filosofia. Creso¹ e os lídios foram os primeiros que puseram em perigo a liberdade dos jônios; mas foi mais tarde a dominação persa aquela que a destruiu totalmente, obrigando a maioria dos habitantes a abandonar aquelas terras e a fundar colônias, sobretudo na parte ocidental.

[¹ Wikipédia: “Creso foi o último rei da Lídia, da dinastia Mermnada, (560 a.C.–546 a.C.), filho e sucessor de Alíates que morreu em 560 a.C. Submeteu as principais cidades da Anatólia (salvo a cidade de Mileto)”.]

E, ao mesmo tempo em que se fundiam as cidades jônicas, a outra Grécia deixava de ser governada pelas dinastias dos antigos príncipes; haviam desaparecido os Pelópidas e as outras linhagens régias, estrangeiras em sua maioria. A Grécia havia estabelecido, em parte, múltiplos contatos com o exterior e, em parte, esforçava-se por encontrar um vínculo social dentro de si mesma; a vida patriarcal havia passado à história, e em muitos Estados sentia-se a necessidade de constituir-se livremente, subordinando-se a normas e instituições legais.” Aqui é-se forçado a perguntar: que conceito de patriarcado era esse dos alemães, para julgar que justamente quando o homem se distancia mais e mais do matriarcado e sedimenta o patriarcado ele estaria fugindo do que era patriarcal?!

Uma das mais famosas sentenças dos Sete Sábios é a que se atribui a Sólon em uma conversa com Creso, que Heródoto (I, 30-33) relata, segundo seu estilo próprio, muito prolixamente e que podemos resumir assim: ‘Que ninguém pode se considerar feliz antes de morrer.’Nem Deus escapa!

Comparado com a filosofia hindu, o eudemonismo¹ é, cabalmente, o contrário daquela. No hinduísmo, o destino do homem é a liberação da alma em relação ao corporal, a abstração perfeita, a alma como algo que vive exclusivamente para si.” Cabe ainda o questionamento: no Ocidente pós-moderno, o que devemos buscar prioritariamente, sendo na prática impossível qualquer um dos dois de forma autêntica? A fuga ascética ou esse contentamento no sereno fenomênico?

¹ Eudemonismo é uma terminologia aristotélica. Para simplificação didática, podemos equiparar as correntes epicurista e estóica, na somatória, à busca de um eudemonismo, isto é, felicidade terrenal ou serenidade. Ver 12.4 e 13.1.

Mérito de Atenas para H.: ciência e belas-artes; a filosofia.

Mérito de Esparta para H.: subsumir¹ as individualidades na idéia de Estado.

¹ “[Filosofia] Conceber como compreendido dentro de um conjunto: subsumir um indivíduo numa espécie, uma espécie num gênero.”

Assim como a individualidade que se separa do geral cai na impotência e perece, tampouco pode se manter de pé o unilateralmente geral, o costume da individualidade.” Obviamente, para H., “o filósofo do Estado”, a Prússia era a síntese de Esparta-Atenas.

OS SECRETOS DESÍGNIOS DO NADA: “Assim, p.ex., na idéia de que Deus, por sua sabedoria, governa o universo no que tange aos fins, o fim se estabelece para si numa essência representativa, [contradição em termos] sábia. [?] Mas o geral do fim consiste em que, sendo uma determinação fixa para si, que domina a existência, o fim seja o verdadeiro, a alma de uma coisa. O bom encontra seu conteúdo no fim mesmo, de tal modo que, atuando com este conteúdo e depois de se manifestar ao exterior, não brote nenhum outro conteúdo além do que já existia com anterioridade.” Primeiro, devo dar os parabéns ao autor pela péssima escrita. Nem minha exímia tradução pôde salvar este trecho! Segundo, o fim de Hegel era procurar seu conceito de fim perfeito, a Idéia – mas antecipo-lhes que isso ele não logrou… Hegel é um autor que ora ou outra manda essas pérolas monumentais que estão nos anais da filosofia… Não é sua incapacidade, leitor, que o impede de ver o que há no parágrafo, mas simplesmente o fato de que não há mesmo nada a não ser uma pura tempestade de palavras pomposas (defeito que H. se jacta em colocar nos outros, aliás!).

O exemplo mais importante disto no-lo oferece a vida mesma. A vida é movida por impulsos, e estes impulsos são seus fins; mas, enquanto algo vivo simplesmente, não tem a menor noção destes fins, os quais são, simplesmente, determinações primárias e imediatas, fixas. O animal labora para satisfazer estes impulsos, isto é, para cumprir o fim; comporta-se ante as coisas exteriores mecanicamente, umas vezes, e outras vezes quimicamente. Mas a relação de sua atividade não é algo puramente mecânico ou químico; o produto é mais como o animal mesmo, o qual só se produz a si mesmo como fim de si mesmo em sua atividade enquanto que destrói e inverte aquelas relações mecânicas e químicas.” “A própria conservação é um produzir constante, na qual não nasce nada novo, mas apenas renasce, continuamente, o velho; é um constante retorno da atividade a si mesma, encaminhada a sua própria produção.” Trecho com saborzinho de Lavoisier. Marx saberia retirar de tudo isso conseqüências melhores… Por enquanto ainda não está planejado um capítulo da HISTÓRIA DAS IDÉIAS com Karl Marx como protagonista, mas diria que, a longo prazo, sua presença é mais do que certa na série…

* * *

A partir de agora segmentaremos a exposição por filósofos ou escolas de pensamento. Se parecer que passamos muito de soslaio sobre um autor ou um grupo de autores neste primeiro momento da Grécia, não tema: em Platão e Aristóteles muitos deles serão revisitados, e seu estudo adensado.

4. ANAXÁGORAS

Aristóteles (e, quase, por isso Hegel) considera o finalista Anaxágoras o primeiro filósofo “profissional”, comparado ao amadorismo anterior.

Com ele vemos a filosofia instalada na verdadeira Grécia, que até então não havia tido filosofia alguma, e, concretamente, em Atenas” Perfeito para o seu sistema de “razão da História”… E o engraçado é que isto anula tudo o que Hegel diz sobre Parmênides ser o REAL iniciador da filosofia, , no tópico seguinte!… (Não entender este REAL como o real de Hegel, i.e., mera coisa secundária!!)

5. PARMÊNIDES

a verdadeira filosofia começa, a rigor, com Parmênides.” Pouco cito Parmênides aqui, em que pese ser O MAIS IMPORTANTE DOS PRÉ-SOCRÁTICOS, por já ter publicado no blog posts dedicados ao autor.

Um dos dados mais importantes que de sua vida conhecemos é a viagem que fez com Zenão a Atenas, onde Platão os apresenta, num de seus diálogos, conversando com Sócrates.E tomas tal poema como a verdade absoluta? Pois acertaste em cheio: nada mais sensato do que atribuir imenso valor à prosa de Platão!

6. PITÁGORAS

O fundamental para nós é a filosofia pitagórica, não tanto a do próprio Pitágoras como a dos pitagóricos, tal como se expressam Aristóteles e Sexto Empírico; [comentadores posteriores] claro está que há que se distinguir entre ambas as coisas, e o cotejo do que passa por ser a doutrina pitagórica revela imediatamente uma série de diferenças e discrepâncias.” Me parece mais difícil até determinar um Pitágoras histórico do que um Sócrates histórico… Há casos em que menor número de fontes é salutar, na contramão do senso comum; ainda mais quando dentre os poucos indivíduos encarregados de perfilar Sócrates temos Platão e Xenofonte; ainda que tenham distorcido ou caricaturado alguns pontos, estão longe de ser fanáticos. Platão, ao menos, tem uma agenda própria, o que permite certo nível de isenção e distanciamento em relação ao seu outrora mestre.

7. HERÁCLITO

É um modo formoso, espontâneo, infantil de expressar a verdade em termos verdadeiros. Apresenta-se aqui pela 1ª vez o geral e a unidade da essência da consciência e do objeto, e a necessidade da objetividade.” “O verdadeiro ser não é este ser imediato, mas a mediação absoluta, o ser concebido, o pensamento.” Aqui se diluem as fronteiras do que é Heráclito e do que é superinterpretação à la Hegel.

8. OS ATOMISTAS

Assim concebido, o principio atomístico não fôra superado, nem pode sê-lo; permanece para sempre; o ser para-si tem de apresentar-se necessariamente em toda filosofia lógica como um momento essencial, ainda que não como momento último.” Para quem ainda tinha dúvidas, essa é uma História da Filosofia Hegeliana (“todos os autores que me influenciaram”) e não uma história da filosofia…

9. PROTÁGORAS

Vemos em Protágoras uma grande reflexão; concretamente, é a reflexão sobre a consciência aquilo que cobra consciência em Protágoras. [seu pensamento único, o que realmente há de “progresso” em sua filosofia] Mas isto não é senão a forma do fenômeno, retomada e desenvolvida pelos céticos posteriores. O fenômeno, a aparência, não é o ser sensível, senão que, ao estabelecer isto como aquilo que aparece, estabeleço, ao mesmo tempo, seu não-ser. A tese de que ‘o que é, é somente para a consciência’, ou esta outra: ‘a verdade de todas as coisas é a manifestação destas coisas na-e-para-a consciência’, parece contradizer-se por completo a si mesma. Parece, de fato, que nela vai implícita, simultaneamente, a afirmação exatamente oposta: por um lado, nada é em-si como aparece e, por outro, tudo é verdadeiramente assim como aparece.”

Refutação de Hegel: A aparência é o ser sensível, o ser mesmo. O que é não é de forma alguma o mesmo para o outro. Essência e aparência coincidem no sujeito. Porém, cada sujeito é um mundo fenomênico à parte. Portanto, como Protágoras não considera o absoluto, seu raciocínio é impecável.

10. SÓCRATES

10.1 O PROBLEMA DA ÉTICA DIVINA: NEGANDO E AFIRMANDO SÓCRATES

Partamos de duas premissas: 1) o homem é burro, isto é, vil demais para criar-se uma ética. 2) o homem é sábio, isto é, virtuoso o bastante para criar-se uma ética. Ponto de vista da religião monoteísta: o homem só pode ser burro demais, do contrário não haveria religiões nem necessidade de religiões. Deus precisa ensinar a ética ao homem, eis o fundamento e o fim último da crença. Porém, se o homem é burro demais para criar-se uma ética, ele também é vil demais para aprender uma ética, incapaz que é de entender os desígnios de deus. Não está à altura de uma ética divina para os homens.

Posto que sabemos o que é ética, ela deve ser atingível. Posto que há religiões, é seguro dizer que via de regra prescinde-se de ética. Posto que há religiões há muito tempo, porém, e sua presença milenar não demonstra a aquisição da virtude pela humanidade como um todo, conclui-se que: poucos notáveis são virtuosos, a maioria é tola. Alguns notáveis assumiram papéis de pregadores, profetas, sacerdotes religiosos. Alguns notáveis seguiram o caminho da autoformação. A grande massa se subdivide igualmente entre os dois caminhos. Muitos crêem-se éticos (sábios) sem sê-lo. Sábios autointitulados, intitulados pela comunidade laica ou sancionados por aqueles que controlam os dogmas espirituais. Se a virtude fosse passível de se ensinar, não só Deus como os sábios ensiná-la-iam.

As gerações da humanidade repetem a proporção entre sábios e tolos. Desde sempre, para sempre. De qualquer modo, apenas uma pimenta para a discussão: não é possível conhecer-se a si mesmo. O sábio não se conhece; vive sempre na berlinda entre uma pretensa sabedoria e a estultícia. O muito burro vive na vaidade, crendo-se sábio. Ao notar esse comportamento dos muito estultos, o sábio aprende que ter certeza sobre sua própria sabedoria é um indício pouco auspicioso. Ele sempre oscila entre considerar-se um hipócrita ou um tolo, não importa como conduza sua vida, e a reputação que obtém entre “os outros homens”. Sua vida é uma comédia, pois só é possível agir com ética inconscientemente. Os autointitulados tolos podem ser considerados uma multitude de coisas: sábios (e portanto suscetíveis de ser tolos debaixo do véu), hipócritas que desejariam o status da sabedoria empregando uma falsa modéstia para enganar os homens, um espírito que conhece suas limitações; mas não muda o fato de que todas essas possibilidades não são dignas de crédito. Não se confia no tolo só porque ele assume sua tolice. E o parâmetro para o sábio, por mais que sábios existam, não é deste mundo. Permanece como mistério insondável da existência. Como num jogo de pega-pega entre a cabeça e a cauda, aporia, contradição insolúvel.

IRONIAS DO NÚMERO 3 (O PREFERIDO DE HEGEL): A ironia socrática não é o método socrático, mas o destino inelutável e externo do filósofo: jovem soldado, serviu três vezes. Três vezes regressou triunfante do Peloponeso, e ao cumprir regiamente seu dever para com sua pátria, ajudou a consumar o desfecho da cultura grega. Da própria cultura, da cultura socrático-platônica, modelo dos modelos de homem. O que tem de ‘cabalístico’ nisso? Pedro negou Cristo por 3 vezes!

10.2 O INDIVÍDUO SÓCRATES & O OCASO ATENIENSE: O LADO NEGATIVO DA FILOSOFIA.

nós propendemos a ver nas virtudes, como realmente são hoje, antes aspectos dos dotes ou do temperamento do homem, ou a revesti-las sob a forma do genérico e necessário; em Sócrates, no entanto, não apresentam a forma dos bons costumes, do temperamento do homem ou de uma necessidade qualquer, senão a forma de uma determinação independente. É sabido que a fisionomia de Sócrates indicava um temperamento dominado pelas paixões feias e baixas, que seu espírito soube refrear e governar, como ele mesmo nos diz em algum lugar.” Além de tudo que aqui afirma, tece depois que o belo é o santo e o sábio — mas que doutrina esta do Romantismo europeu!! Hegel, horroroso, não podia dominar nada e seria, de acordo consigo mesmo, um grande mandrião! Porém, Sócrates nunca afirmou que conseguira voluntariamente contrariar sua má natureza; o fato de ele ser feio e de Alcebíades ser belo nada tem que ver com ambos os temperamentos. Lição primária, na qual sou obrigado a reprovar o aluno extravagante Hegel.

Isto é somente um dos lados, em que Sócrates faz caso omisso de tudo o que seja contradição e apresenta como conteúdo afirmativo as leis, i.e., o direito, tal como cada qual se o representa. Porém, se perguntamos quais são estas leis, veremos que são precisamente aqueles que regem, tais como se acham presentes no Estado e na representação das gentes e que, chegado o momento, são levantadas (suspensas) como algo determinado, o que quer dizer que não são absolutas.” O que ainda é melhor que afirmar numa Filosofia do Direito que o Estado da monarquia constitucional é o non plus ultra do Espírito!

11. PLATÃO

11.1 O PLATONISMO

esta filosofia fôra concebida, em cada época, de modo distinto e sofrera, principalmente, as ingerências e tergiversações de mãos muito torpes nos tempos modernos, mãos que não acharam inconveniente introduzir nestes escritos suas próprias concepções, incapazes de captar espiritualmente o espiritual, ou considerando como o mais essencial e mais notável da filosofia platônica o que, em realidade, não pertence ao campo da filosofia, mas ao modo de pensar e de representar as coisas; todavia, a rigor, é o desconhecimento da filosofia o que entorpece a compreensão da filosofia platônica.” Que ironia, já que Hegel põe Platão abaixo de Aristóteles e não reconhece sua verdadeira grandeza!

[Por outro lado,] fazer de Platão insuperável, como o ponto de vista em que nós mesmos deveríamos nos situar, [a Alemanha do XIX!] é uma das debilidades próprias do nosso tempo.” Basta substituir debilidades por forças ou qualidades e vemos o quanto H. acertaria em cheio! A roda do tempo não perdoa, e hoje gostaríamos de poder ter ao menos a força de suportar esse pensamento: usar Platão como uma estrela-guia. O pós-modernismo é fraco demais, mas tem, melhor que a época de Hegel, esse arrependimento vivo no lugar da hipocrisia etnocêntrica.

E se se o retirasse da caverna, ficaria cego dada a luz do sol e, deslumbrado com tanta claridade, não poderia ver as coisas que chamamos reais e odiaria quem lhe houvesse arrastado à luz, como se odeia quem nos arrebatou a verdade, legando-nos, em troca, só dor e lástima.” Ao invés de mero joguete de uma má consciência (como é levado a crer freqüentes vezes em seus primeiros encontros com o absurdo e o tragicômico, principalmente na infância, adolescência e juventude), o filósofo é o único que vive verdadeiramente. Quantos milhares de seres humanos eu já não conheço, com alguma certidão, que vivem apenas nas aparências mais foscas?

A obra iniciada por Sócrates foi levada a cabo por Platão, que só reconhece como essencial o geral, a idéia, o bom. Mediante a exposição de suas idéias, Platão pôs a descoberto o mundo intelectual, sem no entanto nele ver um mundo situado mais além da realidade, no firmamento, num lugar distinto, senão no mundo real, do mesmo modo que Leucipo [atomista] havia aproximado o ideal da realidade, sem colocá-lo – metafisicamente – por trás da natureza. A essência da teoria das idéias se há de buscar, portanto, na concepção de que o verdadeiro não é o que existe para nossos sentidos, mas que o verdadeiro e único ser do mundo está no determinado por si, no geral em-e-para-si: o mundo intelectual é, assim, o verdadeiro, o digno de ser conhecido, o eterno, o divino em-e-para-si. As diferenças não são essenciais, apenas transitórias; sem embargo, o que Platão chama absoluto é, ao mesmo tempo, como algo único e idêntico consigo mesmo, algo concreto por si, enquanto que é um movimento que retorna a si mesmo e que permanece eternamente em si. E o amor pelas idéias é o que Platão chama entusiasmo.” Um lugar aqui mesmo, no mundo das aparências, em que os sábios podem conferenciar entre si, sem medo de estarem falando com espectros (solipsistas em alucinação): o termo médio em que os privilegiados realmente se entendem, porque a natureza do saber é una. Curioso que aqui H. resuma o próprio programa, sem tirar nem pôr: posteriormente, no entanto, exaltando os méritos de Aristóteles e dos filósofos modernos, ele desmentirá reiteradas vezes que Platão atinge o absoluto em-e-para-si (note que ele o citou duas vezes aqui), alegando que sua filosofia, perfeita no tocante ao geral, é carente no que respeita ao determinado, e que, portanto, desconsiderando a individualidade, não chegou a efetuar o movimento dialético completo do Espírito – coisa que H. apontou como inequivocamente realizada por Platão neste trecho!!

11.2 O PLATONISMO COMO ÁPICE PRECOCE DO FILOSOFAR & O LIMBOBOL COMO TÊNIS METAFÍSICO (onde o Pensamento Único é o estilo característico de cada atleta-pensador)

O segundo erro com que nos encontramos, no tocante às idéias, consiste não em situá-las fora de nossa consciência, mas em considerá-las como ideais necessários para nossa razão, porém de modo que os produtos desta razão não terão realidade agora nem a adquirirão jamais.”

Aí já depende, meu caro Hegel: do que estamos falando? De simples ‘discussões triviais entre filósofos’ (sobre um mundo-verdade e um mundo das aparências)a – o que é relativamente simples de imaginar que se possa ter cotidianamente, pois muitos são os filósofos, embora sejam minoria, e qualquer filósofo concebe bem esta distinção, ou não seria, por definição, filósofo –; ou do Bem e da Justiça? Porque estes seriam sóis, realmente meras figuras de linguagem, inobteníveis a não ser que estejamos falando de seres muito crédulos e supersticiosos, pasme, maioria deles filósofos! O absoluto por definição não se toca.

a Quem está acostumado com a refutação nietzschiana de um mundo-verdade pode ter ficado confuso com este parágrafo – mas alto lá! Um mundo-verdade cristalizado e eterno na acepção chinfrim de frades, é a isto que Nie. objetava! (‘Chega deste Bem, unilateral, estilizado! Para esta concepção ultrapassada, ofereço uma nova discussão, que vá além deste bem e deste mal, mal condicionado por esta visão de bem tão limitada, mal que está prestes a se tornar universal no meio acadêmico ocidental! Só assim é que poderemos recomeçar com coisas sérias! Os idiotas saturaram o nosso meio, o nosso mundo-verdade vivo, precisamos recolher o lixo – são 23:59, mas amanhã é um novo dia!’ – Esta é uma paráfrase bem realista de um Nie. mais direto ainda do que estamos acostumados a ler, explicando-se para quem tiver olhos e ouvidos. Sua presença pormenorizada na HISTÓRIA DAS IDÉIAS virá no tempo certo.) Mas o mundo-verdade exclusivo da mentalidade dos filósofos (dos filósofos verdadeiros, palavra tão desvalorizada com o tempo!) nada tem de ossificado e estável – simplesmente porque é orgânico e cambiante enquanto o filósofo vive individualmente e enquanto a raça dos filósofos vive coletivamente, jamais sendo igual a si mesmo – isso! –, um mundo-verdade riacho heraclítico! Uma verdadeira imagem do inferno para o ante-filósofo, um quadro expressionista, tolices e nada mais (estou falando novamente daquele que não tem acesso ao privilégio, o prisioneiro da caverna de Platão – para ser anti-filósofo ele ainda teria de merecê-lo; como aquele que está ‘antes do’ filosófico na gradação espiritual, ainda não merece esse título de antípoda, pois está aquém desta discussão).

Exemplo do que significa perseguir o absoluto, porém jamais tocá-lo: Posso discutir com o Pablo (outro esclarecido) sobre o ser-do-ente e o ser-aí, mas nunca poderemos propor uma síntese da condição humana ou um propósito para a existência – essa faculdade está além de qualquer evento da existência, de qualquer conciliábulo entre os grandes filósofos da História mesmo que se pudessem reunir num auditório além do tempo. De tal encontro nada sairia além do que sói acontecer nas noitadas de bar das gentes mais simples. Mas Hegel imaginou que continha esta sementinha em suas mãos, quanta candura! O girassol escolhido pelo Espírito do Mundo – perfume dos perfumes, essência das essências! ‘Não pedi para nascer no lugar e no tempo certos, ainda assim nasci…’, seria mais ou menos o que ele teria a dizer a respeito de tão imensa (e grata, para ele mesmo) coincidência… O primeiro falastrão europeu a poder dizê-lo, bem como o último!

Parafraseando Górgias, ainda que fosse possível combinar entre alguns entes um propósito para a existência, este acordo simplesmente não seria fechado nem posto em prática! Mas a verdade é que faltam inclusive as condições de possibilidade dessa suposta negociação – mesmo que houvesse um ente em algum ponto capaz de levantar um propósito universal (o que já seria absurdo), ele sequer saberia como formulá-lo em sua mente; e se, mais incrível ainda, houvesse dois desses seres, separados por várias gerações e milhares de quilômetros, e mesmo se eles pudessem conferenciar fluentemente num mesmo idioma numa representação miraculosa em que coabitassem o mesmo universo, digo, o mesmo cômodo, e pudessem até mesmo se tocar, conversar francamente tanto quanto estimassem necessário –– mesmo assim, ainda assim, esses dois seres acabariam apenas gastando saliva, quem sabe brigando feio, indo às vias de fato! Supondo que se concedesse ainda o fato de ambos estarem munidos da idéia perfeita e que entrassem em harmonia absoluta entre si, ainda assim eles se esfumariam de sua sala metafísica logo após este evento único da ‘pós-História universal hegeliana’ e não poderiam repassar as novas à humanidade – QUE PENA! Não estava na lista das coisas que as Parcas coseriam, definitivamente… Não, o jogo do filosofar é infinito, e Platão o sabia, antes do século XX, época em que encontramos seus primeiros comparsas e intérpretes à altura.

A forma ansiosa do filósofo é como ele se apresenta externamente, no mundo das aparências. O “ser” do filósofo é o anti-ansioso por excelência: ele não quer se apressar a um fim, a conclusões, ele aproveita as raquetadas do jogo! Legislador ou não (de toda forma no capitalismo é impossível), o filósofo sempre foi e sempre será pelo menos o que hoje se convenciona chamar de artista em sua arte do filosofar… É sem dúvida um jogo que se joga a sua maneira, mas essa maneira, essas regras, são idênticas para todo filósofo sério, que joga. E ainda há espaço de sobra para idiossincrasias nesses torneios e nessas justas: Roger Federer, Nadal, Sampras, Rod Laver, Borg, John McEnroe, todos eles tinham suas técnicas e estilos bem diferentes, embora compartilhassem um mesmo fim enquanto dentro da quadra… Como tenista metafísico, Hegel é um menino mimado que perde para o paredão, seu único adversário. Como poderia ele superar Platão só de boca, sem experimentar jogar contra ele? O engraçado é que os piores filósofos foram os únicos que tiveram match points. Todos perderam, entretanto…

É preciso imaginar um jogo de reflexão exaustivo, mas em que a massagem poderia nos restituir à partida, sem que jamais abandonássemos o confronto… Seria este o Sísifo contente que Albert Camus figurou?! E mesmo ele passou o jogo inteiro pensando que o principal era definir se desistia ou não…

Falando em existencialistas, esse podia muito bem ser o parágrafo que inspirou Sartre a intitular sua magnum opus: “A opinião [quando, na história da metafísica, a metafísica essencial começa a ficar chata, e o tenista prefere se desconectar do jogo, dar uma viajada, i.e., dar maior peso às aparências que ao desgastado mundo-verdade – chamemos esse momento de ‘entressafra de talentos’] é, portanto, o intermediário entre a ignorância e a ciência [o impossível] e seu conteúdo uma mescla do ser e o nada.” Chamemos esse tênis espiritual de LIMBOBOL! Quando a opinião passa a prevalecer em termos filosóficos, seria, para continuar nesta alegoria que acabo de inventar, como se alguém da arquibancada se levantasse e desafiasse um tenista profissional – e para calamidade de todos conseguisse fazer frente a ele, por um set inteiro! Filosofar com opiniões… Uma tarde (Zeitgeist) bem atípica, daquelas de que se poderá dizer: há tempo e lugar para tudo nesse mundo ao menos uma vez…

Pensamento único como lobby único do jogador! Você pode até ter e tentar outros, mas é aquele que o levará mais longe, e entrará para a história como sua marca registrada

11.3 A MAIÊUTICA OU TEORIA DAS REMINISCÊNCIAS

Claro está que a palavra ‘rememoração’(*) é, num sentido, uma expressão desafortunada:¹ concretamente, no sentido em que alude à reprodução de uma representação que se tivera já noutro tempo.²

(*) “Hegel analisa aqui o termo Erinnerung, que possui também o sentido que ele lhe atribui, [O 2º sentido, após o 1º sentido evidenciado nesta passagem, o de mergulhar em si mesmo – escolhi esta palavra em português porque ‘recordo’, do castelhano, apesar de remeter a recordação não seria o mais adequado, haja vista que –cordação não nos evoca nada; já ‘memoração’ é uma palavra dicionarizada. Por outro lado, anamnese seria ainda mais pertinente que rememoração, em termos de filosofia platônica. Obviamente, reminiscência é um sinônimo virtualmente perfeito de anamnese, exceto que esta última também seria mais empregada no sentido medicinal hoje. Ambos os termos possuem, de qualquer maneira, um sentido mitológico ou sobrenatural em Platão, que faz uma analogia com a reencarnação da alma.] implícito também no prefixo ‘re’ do termo castelhano [Editor espanhol].”

¹ Pelo contrário: é uma expressão muito afortunada, H.!

² Há mais implicações aqui do que se poderia pensar levianamente. Por exemplo, há alguma relação de continuidade entre a teoria da reminiscência e o princípio nietzschiano do eterno retorno, uma vez que se entenda que ambos os filósofos usam o termo apenas em sentido metafórico. Não existe um Espírito que começou ex nihilo e ainda não se desenvolveu completamente, nem em Platão nem em Nietzsche, e por isso Hegel é um estranho no ninho aqui e não pode ser levado muito em conta. O que Platão quer assinalar? Que o mundo já é perfeito e tudo é ‘sabido’ no fenômeno, não importa se no ‘passado’ ou no ‘futuro’, já que o tempo em si (essencialmente) não existe (apenas para o indivíduo em questão – o que também aproxima esta percepção plantonista do a priori kantiano). Só que o indivíduo não é o filósofo, i.e., é só o recipiente carnal do conhecimento filosófico, objetivo, uno. Então, por mais que para nós no cotidiano o tempo seja algo fora de nós com uma existência própria e independente, do ponto de vista filosófico consciência, conhecimento (e especificamente aquisição de conhecimento) e tempo estão como que fundidos numa unidade.

Quando Platão chama de ‘rememoração’ a este fato de que a ciência brote da consciência, vai implícito nisto o critério de que este saber tem que haver existido realmente, alguma vez, nesta consciência, ou seja, de que a consciência concreta tem por conteúdo este saber não somente em si, por sua essência, mas também enquanto consciência concreta, e não como consciência geral. Mas este momento do concreto forma simplesmente parte da representação, e a rememoração não é pensamento, pois a lembrança se refere ao homem como a um este sensível, não de um modo geral.” Hegel se atém a detalhes técnicos de zero importância. E é surpreendente que leve tão a sério o signo lingüístico nesta ocasião, quando constatamos o que escreveu na Enciclopédia (ver post anterior estrelando Derrida, “SPEECH AND WRITING ACCORDING TO HEGEL” (Fala e escrita de acordo com Hegel): https://seclusao.art.blog/2021/08/10/speech-and-writing-according-to-hegel-derrida-1971-in-w-f-hegel-critical-assessments-ed-robert-stern-1993/). Repito a indicação ao final do post.

No que se refere agora à educação e à formação da alma, é este um ponto que guarda relação com o anterior. É necessário, no entanto, não conceber o idealismo de Platão como um idealismo subjetivo, como aquele idealismo ruim que, sem dúvida, se apresenta nos tempos modernos, como se o homem não fôra capaz de aprender nada nem fôra determinado exteriormente, senão que todas as representações emanassem do sujeito.” No trecho em verde H. está dirigindo uma crítica, visivelmente, a Kant – acontece que essa crítica não procede (ele estereotipa Kant, numa retórica para atender aos seus próprios interesses).

Sobre o conteúdo do parágrafo acima, em referência, unicamente, à formação do filósofo em Platão: há um Estado em que essa formação é facilitada, mas esse Estado nunca aconteceu historicamente (e não estamos aqui apenas repetindo Platão, afirmando que até sua Atenas isso não ocorrera – estamos dizendo que nenhum Estado-nação moderno o logrou!). A República de Platão é este Estado. Mais sobre isso no tópico específico sobre a República, 11.6.

Esta noção, segundo a qual o saber vem, ìntegramente, de fora aparece sustentada nos tempos modernos por certos filósofos empíricos completamente abstratos e toscos, que afirmaram que tudo o que o homem sabe do divino sabe-o por obra da educação e do hábito e que o espírito não é, por conseguinte, uma possibilidade totalmente indeterminada. O ponto extremo disto é a doutrina da revelação, segundo a qual tudo é infundido a partir do exterior.” Já aqui H. fala de forma tão áspera que só posso imaginar que se refira aos ingleses e escoceses, e não a Kant, sem sequer dar-se ao trabalho de citar nomes! Com efeito, Kant voltar-se-á contra o empirismo extremo de Locke, Berkeley e Hume, portanto nele a experiência fica desvalorizada. São estes autores que tornaram a expressão tábula rasa consagrada (mas ela vem desde o latim, bastando suprimir o acento agudo). Chama-se de tábula rasa a mente do indivíduo para John Locke, p.ex., que nasce vazia, rudimentar.

11.4 TEORIA DAS IDÉIAS

O equívoco está em que um conteúdo não é o verdadeiro pelo mero fato de que se incorpore a nosso sentimento. Por isso, a grande lição de Platão consiste em sustentar que o conteúdo só se torna pleno mediante o pensamento, posto que é o geral, que só se pode captar por meio da atividade do pensamento. Este conteúdo geral é precisamente o que Platão determina como a idéia.” Feuerbach se sentiria devastado caso H. fosse vivo e o rebatesse com este parágrafo. Para contextualizar, Feuerbach foi o primeiro filósofo do pós-hegelianismo que, em vez de ser seu discípulo, voltou-se contra ele numa crítica ao Sistema hegeliano. Porém, seu empreendimento fracassou, era incompleto, não passava de um esboço – calcava-se numa crítica da razão e numa exortação pueril dos sentimentos e do amor, sem contudo conseguir definir nada em termos nem concretos, nem abstratos. Essa primeira crítica seria finalmente retomada com método pelo jovem Marx, no agitado século XIX alemão, desembocando no materialismo histórico-dialético, a famosa inversão do idealismo hegeliano em prol do estudo da História e das condições materiais do ponto de vista fenomenológico e da agência humana no mundo, em detrimento de um Espírito ou Idéia que regeria a História universal (que agora não existe, pois toda História tem um ponto de vista) de forma autônoma, manifestando-se na humanidade a fim de se corporificar e se auto-realizar. Foi antes, diria Marx, o próprio homem quem criou esta noção de um Espírito impessoal – a verdadeira liberdade ou maturidade filosófica seria o aprendizado de que o homem, ser social, deve carregar a responsabilidade pelo seu próprio destino (auto-determinação). Quanto a Feuerbach, novamente, sua crítica ao hegelianismo não vai além de um ateísmo exacerbado, sem o mesmo refino dialético de Hegel, recuperado e dirigido agora a outros fins por Karl Marx.

ACIMA DA CIÊNCIA BACONIANA, O AXIOMA; ACIMA DO AXIOMA, A ONTOLOGIA SÁBIA: Conhecimento que necessite e possa ser provado é um degrau muito inferior quando o assunto é Primeira Filosofia. Quando notamos a importância que os geômetras gregos tinham para Platão, notamos por que a matemática não pode ser considerada uma ciência moderna, embora seja o protótipo para todos os campos empíricos da atualidade. Além das formas e figuras abstratas, entretanto, jaz o que só aqueles capacitados para explorar o mundo-verdade podem acessar. É por isto que a comunicação do filósofo, do saber, não existe, a rigor, com os mortais (aprendizes); [fora do LIMBOBOL] eles só podem se comunicar entre si, e quem queira se comunicar com eles deve se elevar. O legado deles é meramente para almas gêmeas, nunca para ‘o populacho’. Eles não enriquecem o mundo, quer dizer, pelo menos não diretamente.

ESCADA DO MUNDO-VERDADE À PURA REPRESENTAÇÃO: — Compreendo algo, mas não o bastante. Me parece que queres afirmar que o conhecimento que dos seres inteligíveis se adquire pela via da dialética é mais claro que o que se adquire pela via daquelas ciências para as quais as hipóteses são princípios e estão obrigadas a se valer da inteligência e não dos sentidos; mas como aquelas ciências especulam a partir de pressupostos e não se elevam até o princípio absoluto, parece que não se dá, nelas, o pensamento que se daria caso se tratasse de entes pensados segundo um princípio. Me parece, ainda, que chamas de intelectivo o modo de proceder da geometria e das ciências afins, e de tal modo que ocupam um lugar intermediário entre a razão e a representação.

Compreendeste perfeitamente bem meu pensamento. Quanto a estas 4 distinções, indicarei agora quais são as 4 maneiras da alma de se comportar: o pensamento compreensivo tende ao supremo; a inteligência ao segundo; o terceiro se chama , a última é o saber figurado. [a opinião] Ordena-as segundo sua maior ou menor evidência, segundo seus objetos participem mais ou menos da verdade.”

MAIS TRECHOS (também em português traduzido) do diálogo FILEBO em https://seclusao.art.blog/2020/01/07/filebo-ou-dos-prazeres-da-inteligencia-e-do-bem/.

CONSTRUÇÃO DO MUNDO-VERDADE NO SEIO DO MUNDO DAS APARÊNCIAS: “[Platão,] em geral, concebe o absoluto como a unidade do ser e do não-ser no devir, conforme as próprias palavras de Heráclito, como a unidade do uno e do múltiplo. Ademais, Platão incorpora à dialética objetiva de Heráclito a dialética eleática,¹ que consiste na ação exterior do sujeito encaminhada a pôr de manifesto a contradição, de tal modo que a mutabilidade externa das coisas é substituída agora por seus câmbios interiores em si mesmas, quer dizer, em suas idéias, que são, aqui, suas categorias.” “Os sofistas se limitam a considerar o fenomênico, cuja sede é a opinião: também eles tomam, pois, como base, evidentemente, pensamentos, mas não os pensamentos puros ou o que é em-e-para-si. § É este um dos motivos que fazem com que alguns saiam insatisfeitos do estudo das obras platônicas. Quando se começa a ler um destes diálogos, depara-se com esta maneira livre de se expressar de Platão, belas cenas naturais, uma maravilhosa introdução que promete guiar-nos à filosofia —à mais alta de todas, à filosofia platônica— através de pradarias cobertas de flores. Descobrimos aqui coisas sublimes, de que a juventude sempre gosta bastante; mas esta 1ª impressão não tarda a desaparecer. (…) Ao aterrissar no campo do verdadeiramente dialético e especulativo, o leitor tem de marchar por ásperas e empinadas veredas, deixando-se espetar pelos espinhos da metafísica.”

¹ H. desgina “dialética objetiva” o método da filosofia heraclitiana, considerada a criadora da forma lógica da dialética (raciocínio dinâmico). Aqui, ele defende que Platão funde as concepções de Heráclito e de Parmênides, dois dos pré-socráticos mais importantes, a fim de forjar sua filosofia – embora não o cite nominalmente, Parmênides era um dos “eleatas”. Acontece que, a não ser por amplos comentários aristotélicos que ficaram muito famosos, Zenão, por exemplo, outro eleata, não mereceria ser citado ao lado de Parmênides. Outros dois filósofos eleatas têm menor expressividade: Xenófanes (não confundir com Xenofonte nem Xenócrates) e Melisso.

11.5 O HERMETISMO PITAGÓRICO EM PLATÃO

Deus, mesclando o idêntico e o outro com a essência e fazendo dos três um, divide de novo este todo em partes, em tantas como julga conveniente.”

Ora, o modo de classificação desta subjetividade contém os famosos números platônicos, cujas origens se há de buscar, sem dúvida alguma, nos pitagóricos, em torno dos quais os pensadores antigos e modernos empregaram grandes esforços interpretativos, inclusive o próprio Kepler¹ em seu Harmonice Mundi, embora sem sucesso de nenhum deles em chegar a compreender exatamente o sentido [dos números].” Convenhamos: nem os pitagóricos entendiam a si mesmos, trabalho inútil aqui!

¹ O astrofísico Johannes Kepler.

Quis-se fazer de Platão o santo patrono dos estados de entusiasmo e arroubamento; mas isto é, como vemos, completamente falso.” Platão atribui as adivinhações e as profecias apenas à parte ‘má’ do organismo, a jocosa, a excretória, particularmente o fígado, na anatomia de seu tempo; daí decorreria a fascinação da consulta às vísceras de animais, ritual comum entre os antigos, e, em todos os tempos, a fascinação pelos padrões aleatórios e gesltálticos (mais propriamente falta de qualquer padrão!) das borras do café, etc.

11.6 A REPÚBLICA

(RE)VOLTANDO A/À REPÚBLICA: “e reconhecia e proclamava que a natureza moral (a livre vontade em seu caráter racional) só podia chegar a impor seus direitos e cobrar realidade¹ dentro de um verdadeiro povo.” O qual ainda não presenciamos na Terra.

¹ Expressão contumaz de Hegel. Em seu sistema, algo só pode intervir na realidade (o ato, o para-si, que emana da potência, da essência ou em-si quando as condições são logicamente satisfeitas) com o ‘aval’ do Espírito, daí o real em Hegel ser algo ‘menor’ do que a ‘existência’ em si. Quando Hegel diz que “todo real é racional” e vice-versa (famosa passagem da Fenomenologia do Espírito), significa que tudo aquilo que é parte do processo da Razão aparecerá sob alguma forma em algum momento na História – o irracional é aquilo que não pode ser formulado num determinado estágio, necessitando ser esclarecido ou iluminado, i.e., aparecer racionalmente, modificado dialeticamente como fenômeno. O irracional é aquilo que não pode cobrar realidade. Embora ‘exista’, considerando que o Espírito faz essa mediação, o irracional enquanto irracional não é ainda real. Isso nos leva ao paradoxo em que Hegel e Platão finalmente concordam: embora existente enquanto Idéia e representável mediante conceitos filosóficos, a República de Platão – que não é uma fantasia ou utopia, já que o autor captou seus fundamentos da sua realidade imediata (a Atenas antiga) – ainda não se realizara no mundo real-racional. Poderíamos, de nossa posição no século XXI, demonstrar mais ceticismo quanto a essa possibilidade – mas jamais negar o caráter sério e empírico (no bom sentido) da obra platônica, que versa sobre a formação do homem bom e quais são os limites dessa formação, i.e., da própria humanidade e em seu estrato mais superior ou excelente. Quanto a Hegel, ele imaginava que as condições do Estado ou sociedade perfeito(a), regido(a) por homens que compreendessem a Idéia absoluta, seriam satisfeitas na Alemanha dentro em breve. Hoje rimos dessa puerilidade, batizando-a de etnocêntrica. É que, para Hegel, só um povo liderava a História em cada período. Os gregos lideraram a humanidade e a cultura, criando a Filosofia, nos últimos séculos pré-cristãos; atualmente (quero dizer, no tempo de Hegel) a ‘tocha olímpica’ estaria com os teutos e o Idealismo alemão, povo eleito pelo Espírito para realizar, cobrando realidade, essa apoteose da História universal. Obviamente a partir de Marx o foco muda por completo. Não mais há um verdadeiro povo nacional ou étnico, mas uma classe internacional e cosmopolita que, impelida pelo desenvolvimento do modo produtivo vigente, haveria de suceder a burguesia na História, superando as contradições internas do capitalismo financeiro. Pior ainda, a partir do século XX não temos mais qualquer fé em nenhuma dessas teses. Podemos ser socialistas, sem dúvida, mas não vemos mais a iminência da vitória de uma classe proletária, e aliás uma análise das condições materiais nos aponta que as noções de classe, e portanto da luta entre classes, foram completamente pulverizadas (no pós-modernismo). Essencialmente, o otimismo de Marx e Engels ainda era uma espécie de avatar da fé no progresso, que com certeza já sublimamos – o problema é que estamos em estágio de carência, sem haver colocado nada no lugar. Um impasse histórico que se arrasta.

Obviamente, aqui começa a exposição a dos erros de H. a olho nu, confundindo eternamente cultura e natureza, principalmente o estado de natureza ou direito natural, concepções arbitrárias e no entanto universais no tempo de H.. Naturalizando (fetichizando, apud Marx) o Estado jurídico-moderno, imaginando a natureza enquanto o oposto da cultura letrada e filistéia exatamente como esse puro arbitrário e negativo pertencente aos primórdios do homem (sempre uma inferência nesses autores, sem qualquer base), que em realidade já vemos hoje como o próprio jogo de forças inútil e paralisante dos Estados-nações. H. serve no máximo como cura de um ultra-romantismo desenvolvido após a leitura descuidada de Rousseau (21.), mas sua Teoria do Estado chega a ser tão fabulosa quanto qualquer outra meta-narrativa antitética do período.

Estamos acostumados a partir da ficção de um estado natural, o qual não é, em realidade, um estado do espírito, da vontade racional, senão dos animais entre si. Por isso Hobbes observava, com razão, que o verdadeiro estado de natureza é a guerra de todos contra todos.” Como H. pode demonstrar tamanha lucidez ao mesmo tempo em que diz que o que vê (um número 4 gigantesco!) é tudo menos aquilo que vê (um 5 indesmentível)?!? Pois é isso que Hegel faz nessa passagem: reconhece que o estado natural é mero folclore, mas dá razão ao folclorista Hobbes (isto é, quase só falta afirmar que 2 + 2 = 5)! Nem os animais (quanto mais os humanos) vivem em guerra; a cadeia alimentar não pode ser comparada ao instituto-cultura humano(a) do conflito organizado. Essa analogia é desastrosa. Nada há de qualitativamente diferente entre o homem pré-histórico e nós. A estrondosa ingenuidade hegeliana se torna mais palpável quando se percebe seus 2 componentes principais: um biologismo rústico aplicado a um humanismo muito mal-concebido e distorcido (excessivamente confiante no Direito, no direito burguês, que é o mesmo que cria a ilusão do indivíduo livre, que ele tanto ataca como concepção desviante da legitimidade coletiva do Estado!), posto que estruturado à imagem e semelhança daquele primeiro, ainda que, nas piruetas sucessivamente negadoras do ‘Espírito’, pareça sua brilhante correção, i.e., o contrário do que é. Caminhando desde uma espécie de darwinismo social avant la lettre à apologia pura e simples da moral burguesa, nada se ganha nessa estreita jornada rumo à verdade do Espírito, num sentido hegeliano ou noutro qualquer.

Por isso se formulou acerca da República de Platão o juízo de que seu autor nela traça o chamado ideal de uma constituição política, que se cola logo à obra como um epíteto proverbial, no sentido de que esta concepção não passa de ser uma quimera, que pode, sem dúvida, se pensar e que seria também, tal como Platão a descreve, excelente e verdadeira, e mesmo realizável, mas só sob a condição de que os homens fossem excelentes, como talvez possam sê-lo na lua, mas não como é o homem na terra, com referência ao qual é simplesmente irrealizável.” Esse juízo de H. é correto: realmente é assim que a República é vista genericamente (como uma espécie de introdução à Ciência Política, como engenharia constitucional da Idade Antiga); e claro está que não pode ser chamado de um tratado político (empírico no sentido da empiria da ciência política, uma ciência de matizes ingleses – 18.), muito menos ainda de uma projeção de um ESTADO IDEAL (à guisa de um Thomas More)! Esse é, porém, um preconceito entranhado demais para se desfazer a essa altura. Enxergá-lo como um tratado ético do e para o filósofo, sem para isso tocar em nada que seja do Estado, é o mais raro entre nós. Hegel não pode enxergar a filosofia sem a questão do Estado embutida, mas nós podemos.

Eis a filosofia platônica da natureza: o mundo eterno, como o Deus bem-aventurado em si, é a realidade, não no mais-além, não na outra vida, senão que no mundo presente considerado em sua verdade, e jamais do modo que se oferece aos sentidos de quem apenas vê, escuta, etc., este mundo. Se consideramos assim o conteúdo da idéia platônica, veremos que Platão expõe, na realidade, a moralidade dos gregos em seu modo substancial, pois é a vida do Estado grego¹ e não outra o que forma o verdadeiro conteúdo da República de Platão. Platão não é homem que se perca em teorias e princípios abstratos; seu espírito verdadeiro sabe reconhecer e expor o verdadeiro.”

¹ Só um ligeiro corretivo: a vida dos espartanos, no máximo. O que os espartanos – modelo de constituição já realizada na História até o tempo de Platão que o filósofo mais admira, vivenciando já a decadência da democracia ateniense, iniciada no tempo de Sócrates, e não podendo concordar com o princípio da democracia que recai ou para o populismo ou para a tirania (um fenômeno nada estranho a nós!) – realizam em sua aristocracia bélica é o ponto de partida para Platão ir ainda além, mas não no sentido de além deste parágrafo de H., evidentemente (o outro mundo): ir além filosoficamente, ir além no raciocínio político-social imanente. Um homem dotado de arete poderá beber desse ensinamento em qualquer época da humanidade. O que mais separa Platão de Aristóteles, veremos, é que para Aristóteles e para a ciência política moderna, sua herdeira direta, Esparta seria uma espécie de ponto de chegada. A Platão não interessa estudar as boas práticas e os defeitos da constituição espartana historicamente falando, como um guia político para a posteridade. O que lhe interessa são os princípios gerais de um bom governo e de uma boa educação do povo que, enxergados indiretamente, via as instituições existentes num dado tempo (a Esparta do séc. IV a.C.), podem servir de norte atemporal do homem. Aristóteles diria “posto que temos isso, aquilo e aquiloutro, e nada mais, ‘isso’ é o máximo que se pode fazer em políticas; então façamos isso”. Esse é um curso de pensamento tão pobre comparado à Teoria das Idéias platônica de realização do potencial humano muito acima da simples pedagogia pragmática dos governantes que às vezes duvidamos que ambos tenham mesmo sido professor e aluno.

11.6.1 DAS QUATRO VIRTUDES DA POPULAÇÃO DA REPÚBLICA

A primeira virtude da República, obviamente, entre as 4 descritas por Platão, na ordem de maior para menor, é: a sabedoria, monopólio da minoria no píncaro da formação estratificada.

A segunda, a dos guerreiros, é a valentia.

A terceira, a dos comerciantes e demais profissionais liberais, é a temperança ou moderação.

A quarta, que deve ser praticada dos mais humildes aos mais sábios, é a justiça, a base incondicional da boa sociedade.

Sabedoria não é nada sem valentia. Valentia não é nada sem temperança. E temperança não é nada sem justiça. Conforme aumenta a posição hierárquica da casta, aumentam também a carga, a responsabilidade e o número de virtudes que se deve acumular.

CONTRASTE COM CÓDIGOS RELIGIOSOS OU PENAIS CIVIS: No momento em que é preciso começar a ensinar que não se devem cometer homicídios, já não há nobreza e justiça no coração dos homens. No momento em que se codificam as horas de lazer e as vestimentas, já nada há. Nem mesmo merece-se o qualificativo de escravo nessa situação. A República nada traz sobre isso.

11.6.2. CONTINUIDADE DA REPÚBLICA NO TEMPO

Os costumes não devem ser independentes das instituições; i.e., as instituições não devem se dirigir simplesmente aos costumes mediante estabelecimentos educativos, [formais], religiosos, etc. As instituições devem se considerar como o primordial, como aquilo que faz nascer os costumes, já que estes não são nada além do modo como cobram as instituições uma existência subjetiva. O próprio Platão dá a entender até que ponto espera encontrar contraditores. E entretanto hoje sói encontrar-se, como defeito seu, o de ser demasiado idealista: se é que cabe assinalar um defeito em Platão, este é cabalmente o de não ser idealista o bastante.” O que Hegel quer dizer é: Platão tem consciência de que nenhum Estado subsiste historicamente desta forma pela eternidade; há um apogeu, e há uma decadência, por mais que se tente preservar os costumes mediante as instituições, e as instituições espelhadas nos costumes. É esta queda que Platão exprime do modo mais incontroverso possível na República.

11.7 ESTÉTICA

Mas este algo geral não conserva, tampouco, a forma da generalidade, mas o geral é o conteúdo que tem como forma o modo sensível; nisso precisamente estriba a determinação do belo. Na ciência, o geral assume de novo a forma do geral ou do conceito; o belo, ao contrário, se apresenta como uma coisa real ou como uma representação em forma de linguagem, que é o modo pelo qual o real vive no espírito. A natureza, a essência e o conteúdo do belo só podem ser conhecidos e julgados pela razão, pois trata-se do mesmo conteúdo que tem a filosofia. Mas como a razão no belo [o a priori] se manifesta também de um modo real, [no fenômeno] temos que também o belo cai sob o prisma do conhecimento. [sensibilidade]Uma vez que a Crítica da Faculdade do Juízo, de Kant, é apenas uma variação do tema da Estética platônica, economizaremos em nosso curso citando apenas os pensamentos de Kant fora da ciência estética no capítulo 22.

11.8 CONCLUSÃO

Com o dito, fica exposto o conteúdo fundamental da filosofia platônica. O ponto de vista de Platão é este: em primeiro lugar, aparece a forma fortuita do diálogo, em que aparecem conversando uns tantos homens nobres e livres, sem outro interesse que não o da vida espiritual da teoria; em segundo lugar, à medida que vão mergulhando no conteúdo, descobrem os mais profundos conceitos e os mais belos pensamentos, como pedras preciosas com que se tropeçasse, não num deserto, mas propriamente num caminho seco e pedregoso; [não num meio estéril, mas numa trilha em que é possível avançar, apesar da esterilidade das opiniões] em terceiro lugar, não encontraremos aqui nenhuma conexão sistemática, ainda que tudo emane e flua de um só interesse” Hegel ainda nos dá mais duas etapas, mas elas não nos interessam.

12. ARISTÓTELES

12.1 O VERDADEIRO TAMANHO DO LEGADO DE ARISTÓTELES; DISTORÇÕES HISTÓRICAS DE HEGEL.

Embora o sistema de Aristóteles não apareça desenvolvido em suas partes partindo do conceito mesmo, mas como uma série de partes que caminham lado a lado, não resta dúvida de que [as partes] formam uma totalidade de filosofia essencialmente especulativa.” Para H. isso é um grande mérito, devido às ‘semelhanças’ que encontramos entre o próprio H. e Aristóteles. Para nós, não obstante, este consiste no maior defeito destes dois filósofos.

Uma razão para ser prolixo, tratando-se de Aristóteles, temo-la em que nenhum outro filósofo fôra objeto de tanta injustiça por parte das tradições totalmente órfãs de pensamento que se mantiveram à margem de sua filosofia e que ainda se acham na ordem do dia hoje, apesar de ter sido este pensador, durante longos séculos, o mestre de todos os filósofos.” “E, enquanto que lê-se muito Platão, o tesouro da obra aristotélica permaneceu pouco menos que ignorado séculos e séculos, até vermos reinando, até os tempos mais recentes, os mais falsos prejuízos em torno de Aristóteles.” Totalmente ao revés! A Escolástica bebeu de Aristóteles; Platão era um anexo turvo para todo um milênio, e por isso a filosofia afundou tanto na Idade Média!

É, por exemplo, uma opinião muito generalizada a de que a filosofia aristotélica e a platônica se enfrentam e opõem uma à outra, concebendo-se esta como baseada no idealismo e aquela como baseada sobre o realismo, o realismo mais trilhado e trivial.” Opinião generalizada corretíssima!

Alexandre o Grande, quando em meio a suas conquistas e achando-se já muito dentro da Ásia inteirou-se de que Aristóteles havia dado a conhecer em obras especulativas (metafísicas) a parte acromática¹ de sua filosofia, enviou-lhe uma carta reconvidando-o a dar a conhecer ao povo vulgar os frutos dos trabalhos e investigações de ambos;² a isso Aristóteles retrucou que, apesar de lhe haver dado a conhecer esta filosofia (ao povo chão), os resultados seguiriam tão desconhecidos como antes. (Aulo Gélio, Noites Áticas)”

¹ Refere-se ao mito comum de que haja uma vertente esotérica (de elite, filosófica, propriamente dita) e outra popular ou vulgar em certos autores como Platão e Aristóteles, em que a gente comum pudesse lê-lo e entendê-lo. A acromática seria esta “filosofia” vulgar (exotérica) para iniciantes. Talvez a origem do termo seja a constatação pejorativa de que esses trechos são sem cor e sem vida, inertes, desbotados? Hahaha! (acromatia: aquilo que não tem cor) Fato é que este trecho comprova que: 1) não havia esta divisão binária e didática na filosofia aristotélica, nem provavelmente em qualquer outra; 2) mesmo uma filosofia exotérica não é absorvida ou compreendida pelo povo, se é séria; ou seja, por mais elitista que soe o discurso, toda boa filosofia é esotérica, para poucos espíritos ilustrados. Há, é claro, pseudo-filósofos, mas esses realmente só escrevem para o povo, e não têm conteúdo esotérico apreciável.

² É sabido que Aristóteles foi o mestre de Alexandre, mas daí a conceber que Alexandre filosofou ao lado de Aristóteles, sendo co-responsável de seus escritos, é um exagero!

O que na educação deste personagem pode ser atribuído ao ensino filosófico de Aristóteles é o haver sabido libertar interiormente seus talentos naturais, a peculiar grandeza de seus dotes de espírito, elevando-os a um plano de completa independência consciente de si mesma, como o vemos comprovado melhor que nunca nos próprios fins buscados por Alexandre e em seus feitos. Alexandre alcançou, com efeito, essa absoluta certeza de si mesmo que só a intrepidez infinita de pensamento e a independência do espírito diante dos planos especiais, pequenos e limitados permitem. Essa intrepidez o elevava à finalidade perfeitamente geral que o animava: a ambição de organizar o mundo numa vida e num intercâmbio comuns e coletivos, mediante a fundação de Estados subtraídos à individualidade contingente e fortuita.

Alexandre pôs em prática, dessa forma, o plano que já concebera seu pai sem haver podido chegar a realizá-lo: o de se colocar à cabeça dos gregos para vingar a Europa na Ásia e submeter a Ásia à Grécia; de tal modo que, assim como no começo da história da Grécia os gregos haviam marchado unidos na guerra contra Tróia, esta união servira agora de final e de remate ao verdadeiro mundo helênico.” Tem certeza que os motivos de Filipe e Alexandre eram tão coletivos e étnicos e, o que é pior, alheios à própria dinastia? Seria único na História do Mundo, efetivamente. Não creio que Alexandre tenha submetido a Ásia para “se vingar pela Grécia”, isto me parece um daqueles absurdos possíveis apenas no Hegelianismo…

SUPERESTIMA ARISTÓTELES A PONTO DE CONCEBÊ-LO COMO MASTERMIND POR TRÁS DAS AÇÕES DE ALEXANDRE: “primeiro visitou e consultou o oráculo dos amonitas (hoje, Siwa), procedendo logo a destruir o reino persa e incendiar Persépolis, a velha inimiga da teologia hindu, para se vingar, assim, de todas as vexações causadas por Dario contra os hindus e seus irmãos de religião.”

Pularei o relato de que Aristóteles foi o dono da primeira biblioteca do mundo, pois toda essa história já está muito detalhada em meu post HIPÓCRATES OBRAS COMPLETAS VOL. I, nos prefácios especiais de Littré a essas obras, acessível em https://seclusao.art.blog/2021/04/07/les-oeuvres-completes-dhippocrate-tome-premier-trad-classica-de-littre/.

Tem diante de si a intuição em sua integridade e plenitude, e nada passa por alto, por muito vulgar que isto ou aquilo sejam.” Deveríamos criar o termo endução para explicar os casos de indução e dedução (ou endo-ção, de fora) indistintos (raciocínios perfeitos que são ambos e nenhum, não são de dentro nem de fora, apenas são).

ORA, ORA, SE NÃO É DEUS! “Ao enfocar todos os momentos contidos na representação, como se formassem uma unidade, não prescinde de nenhuma determinabilidade, não se atém primeiro a uma determinação e logo depois a outra, senão que afronta-as todas a um só tempo, enquanto que a reflexão intelectiva, [Platão] que tem como regra a identidade, só pode sair adiante com ela pela simples razão de que, ao afirmar uma determinação, olvida [ignora] a outra e dela prescinde.” Infelizmente, ainda que fosse verdade, precisamos de novos deuses e novas verdades… Claramente Aristóteles é venerado com toda a parcialidade por H. e não podemos levar sua resenha deste filósofo muito a sério!

O empirismo de Ar. é um empirismo total, posto que ele o leva, de novo, constantemente, à especulação; podemos, então, dizer que, como empirista consumado, é, ao mesmo tempo, um espírito pensante.” Já vimos esse movimento se consumar umas 300x na História; estou nauseado…

12.2 METAFÍSICA ARISTOTÉLICA

Aristóteles distingue, mais detalhadamente, 2 formas fundamentais: a da potência e a do ato.” GROSSO MODO, podemos dizer que a fonte de toda a concepção da síntese hegeliana está aqui (voltar aos trechos em negrito do 2.3): essência e aparência, racional e real, em-si e para-si. Importante frisar que o segundo, embora o fenômeno não seja o principal de Hegel, posto que seu “deus”, por assim dizer, é a Razão, é importantíssimo como esteio da essência compreendida no mundo antigo como enteléquia e hoje como teleologia ou ciência dos fins. Devemos entender o fenômeno nesse mais nobre sentido, em que participa da dialética da enteléquia, para não gerar mais dúvidas, como o nível de realidade consumada ou efetiva, ou seja, em que o Espírito exerce toda sua potência, no que Hegel chama de O CONCRETO (APARÊNCIA) ELEVADO A CONCEITO (aparência que Aristóteles chama de substantia – em oposição à Idéia platônica, que ele entendeu unilateralmente –, mas ambos são o mesmo); e no que eu chamaria de ‘fenômeno sagrado’, se posso ‘blasfemar’ o vocabulário hegeliano e neologizar à minha maneira e à minha conveniência para facilitar meu trabalho e a compreensão que o leitor deve ter de Hegel ao fim desta excursão. Muito se dirá em autores modernos pré-hegelianos que a substância é a matéria viva, em movimento ou, propriamente, contempladas por nós, i.e., não de uma maneira estritamente mecanicista (como na Física).

Curiosamente, Hegel é o acme do Idealismo e seu centro nevrálgico é o concreto ou empírico. Na filosofia subsecutiva, que teve de reparar seus pontos de vista, temos o império da Fenomenologia, em que o centro tem de ser a própria potência ou vontade (configurando a ‘substância pós-moderna’), que havia sido menosprezada até ali como provocadora última da realidade. Fazendo uma última simplificação, podemos assinalar a filosofia pós-platônica e pré-Marx-nietzscheana como excessivamente preocupada com o começo e o fim; e as filosofias DE PLATÃO SOMENTE, NA ANTIGUIDADE INTEIRA, e de Marx, Schopenhauer e Nietzsche EM DIANTE como aquelas atentas ao devir. Não preciso, espero, ter de ressalvar que a genealogia e a teleologia continuam sendo tratadas dentro da fenomenologia do séc. XX em diante e que o devir já era “conhecido” e tratado até mesmo pelos insofisticados pré-socráticos. O que eu quis dizer é que o eixo de preocupação de primeira plana sofreu uma inversão quase simétrica em termos do que é o objeto da filosofia. Numa sentença, regressamos a Platão e reiniciamos de onde ele havia parado, com alguns conselhos muito úteis achados no caminho do calvário que antecedeu nossa chegada ao deserto chamado fim do milênio. (!!!)

INFINITO É O FENÔMENO (A AÇÃO): “quando dizemos a essência, não estabelecemos com isso, ainda, a atividade, pois a essência é somente o em-si, a potência, sem forma infinita.”

Portanto, enquanto que o predominante, em Platão, é o princípio afirmativo, a idéia, como algo somente idêntico consigo mesmo no abstrato, em Aristóteles predomina o momento da negatividade, mas não como mudança, nem tampouco como o nada, senão como distinção, como determinação, destacado por ele enquanto tal. Este princípio da individuação, não no sentido de uma subjetividade contingente, particular, senão no sentido da subjetividade pura, é característico de Aristóteles.” O principium individuationis como o erro do milênio ou, antes, dos últimos três milênios!

O devir de Heráclito é uma determinação certeira e essencial; mas, em compensação, carece ainda da determinação da identidade consiga mesma, da firmeza da generalidade. O rio se modifica constantemente, mas se mantém também perene e tem, ainda mais, uma existência geral.¹ De onde se deduz imediatamente que Ar. (Metafísica IV, 3-6) polemiza principalmente contra Heráclito e outros quando diz que o ser e o não-ser não são um e o mesmo, fundamentando assim aquela famosa tese da contradição de que um homem não é ao mesmo tempo um barco.” Hahaha?!

¹ Quando Nietzsche diz que Heráclito poderia ter enunciado o eterno retorno, o que quer dizer é: faltava-lhe a condição subjetiva para afirmar a figura de linguagem do rio (o eterno, a essência) como aquilo que também se desdobra sobre si mesmo em fenômeno, repetindo-se como aparência e transitoriedade finita e fugidia (além das águas deste rio, o próprio rio, que no fim de contas é apenas um subterfúgio para se referir ao universo).

PRESENTE ETERNO (Conceito escolástico influenciado por Ar.): “Deus é a substância [ponto de encontro] em cuja potência vai também implícito, como algo inseparável, o ato; nela, a potência não se distingue da forma, já que produz a partir de si mesma suas determinações de conteúdo.” Aristóteles cria que a Idéia de Platão estava situada fora do tempo, portanto do presente, do movimento e da realidade (existência); por isso achava ter reparado Platão. Tão ingênuo quanto parece! Nível de argumentação: “Meu absoluto é melhor que o seu! Crê em Deus-Pai!”.

Deve-se considerar como a verdadeira essência, prossegue Ar. (Metaf. XII, 7) o que se move em si mesmo, o que ‘se move em círculo; e isto não se deve buscar somente na razão pensante [principium cognoscendi], senão também no fato’. (…) Como o igual a si mesmo e como algo visível, esta essência absoluta é ‘o céu eterno’; 2 modos de representação do absoluto são, portanto, a razão pensante e o céu eterno.” Formulação superingênua do eterno retorno.

CURIOSA NOTA DE RODAPÉ, DEMONSTRANDO QUE AS AULAS DE HEGEL ERAM PESADAS, INSOSSAS E CONFUSAS, E QUE O FORMATO FINAL DO LIVRO É MAIS LEVE DEVIDO À INTERFERÊNCIA DOS DISCÍPULOS: “Como esta explicação hegeliana da famosa passagem de Aristóteles tem em seu favor o testemunho de tantas autoridades, o editor não pode seguir aqui, como tantas vezes no transcurso dessas Lições, a norma estabelecida pela sociedade de amigos de Hegel a cujo encargo corre a edição de suas obras, que é a de corrigir tacitamente os erros e inexatidões que tenham podido deslizar pela exposição do autor. É evidente, de todo modo, que Ar. fala de 3 substâncias de um mundo sublunar, que move o firmamento; do firmamento mesmo, como o centro, que é ao mesmo tempo o motor e o movido, e de Deus, como o motor imóvel.” Frase original de H., para contrastar: “O céu é algo movido e é também, ao mesmo tempo, algo que move. E sendo, assim, o esférico algo tanto movente como movido, tem que haver necessariamente um centro que mova, mas seja por si mesmo imóvel e, simultaneamente, eterno e uma substância e a energiaSuas sentenças não são pontuadas, e vai elencando sinônimos após as conjunções de ligação como se enriquecesse a exposição (por si inócua) acrescentar mais nomes e sinônimos ao que já tinha nome (Deus), e aumentando a barafunda do que é, pois que estas coisas são também outras coisas: enfim, que o primum mobile ou deus aristotélico é também ETERNO (Qual a definição de eternidade? Há algum deus que seja mortal ou limitado?), é também SUBSTÂNCIA (Qual a definição de substância? Por que não é redundante ser Deus e substância ao mesmo tempo?), é também ENERGIA (Qual é a definição de energia? Por que não é redundante ser Deus, substância e energia tudo ao mesmo tempo? No que deus ficaria pior se fosse retirado algum desses sinônimos arbitrários?)!… Uma absoluta perda de tempo – e energia!

Me parece incrível, fabuloso até, que nem Ar. nem H. tenham percebido que só estão reescrevendo Platão sem o mesmo talento literário (ou percebem-no, mas fazem disso, dessa redação tecnicista, seu cínico ganha-pão): “Este sistema dura eternamente. ‘Mas a nós [como indivíduos] só por um breve tempo nele nos está reservada uma residência, que é a mais excelente que poderíamos desejar.’E ainda mais: o “filósofo da ação” (Ar., segundo a introdução de H.) é o mais contemplativo de todos! “o pensamento é fim último e absoluto para si mesmo.”

O momento fundamental da filosofia aristotélica consiste, portanto, em que a energia do pensamento e o pensado objetivo sejam uma e a mesma coisa” Ironia: Aristóteles cobra o porquê do Bem, p.ex., de Platão e Leucipo, mas tampouco dá o seu porquê energético. Não que seja um defeito seu; a energia é a mera referência de uma força física, e portanto um não-conceito, filosoficamente falando; o simples infundamentado e inessencial sobre o qual não se deve falar. O que pega mal é a hipocrisia do Estagirita (epíteto aristotélico): o parco entendimento dos outros (hipercrítica que exerce sobre o próprio mestre) e a excessiva indulgência em relação a si mesmo (a própria filosofia não é depurada e desenvolvida como seu lado crítico da tradição nos faz pensar que fosse capaz). Nesse sentido ele é o pai ancestral de filósofos como Deleuze!

BLÁ, BLÁ, BLÁ… “Em nossa linguagem, designamos o absoluto, o verdadeiro, como a unidade do subjetivo e do objetivo que, portanto, não é um nem outro, ainda que seja ambos de uma vez; pois bem, Ar. se debatera com estas formas especulativas, que ainda hoje seguem sendo as mais profundas, e as expressou com a maior clareza. (…) A unidade é, portanto, uma expressão ruim, antifilosófica, e a verdadeira filosofia não é o sistema da identidade, [referência a Platão] mas seu princípio há de se buscar numa unidade que é atividade, movimento, repulsão e, na distinção, algo idêntico a si mesmo.” Tudo isso continua a nos mostrar que, se queremos derrubar Hegel de vez, devemos levar também tudo de aristotélico a pique!

12.3 FÍSICA ARISTOTÉLICA

No que se refere ao outro caso, ou seja, a diferença entre o pesado e o leve, que se aprecia nos corpos mesmos, temos que aquele se move mais ligeiramente que este através do mesmo espaço; ‘mas esta diferença se dá somente no espaço cheio, pois o corpo pesado separa mais rapidamente o cheio, graças a sua força’. Esta concepção é absolutamente exata e vai dirigida principalmente contra uma série de representações que fazem estragos em nossa física. Estas representações [fenômeno observável] acerca do movimento igual do pesado e do leve, como as que se referem à gravidade pura, [una] ao peso puro, à matéria pura, etc., são uma abstração, como se se tratara de coisas iguais em si e diferentes somente pela resistência casual do ar. [múltipla]¹Aristóteles não tem ‘culpa’ alguma de não conhecer a aceleração da gravidade em uma mesma pressão atmosférica, mas Hegel não deveria ignorar Newton! Lembrando que nesta parte não se procede exatamente à história da filosofia, mas da própria física…

¹ Hegel confunde os reinos da aparência e da essência, como se a essência fosse figurada na própria representação! Mas, apesar do modo oblíquo que elegeu para se expressar, Hegel não colide aqui com o modelo da física experimental (contra o que ele mesmo pensa): o que ele quis dizer é simplesmente que não existe o vácuo perfeito, então, na prática, se um bloco compacto de uma liga metálica muito pesada, digamos, de 1 tonelada, cai retilineamente por um abismo ao lado de uma pessoa de 80kg, por mais que essa pessoa seja maior que o bloco e possua ‘mais superfície’ (sofrendo a resistência do vento oposto em uma área maior que a do bloco), não significa que ambos chegariam ao fim do abismo – que deveria ser profundo o suficiente – simultaneamente (após o fim da aceleração da gravidade e o começo da trajetória em que ambos cairiam a 10m/s, uniformemente), pois a resistência do ar ainda seria maior contra o bloco de metal, mais ‘pesada’, anulando sua massa gravitacional. Um tubo de ensaio em que o vácuo perfeito fosse possível seria contraditório com o célebre modelo das ‘quedas idênticas’ porque aí já nem haveria possibilidade de queda dos corpos, apenas repouso. Isso serve para nos darmos conta da futilidade da física como ensinada nos livros-textos escolares em enunciados de exercícios matemáticos: “desprezando-se a resistência do ar, etc.”

Quando a água se converte em ar, ganha em extensão; mas a matéria segue sendo a mesma, sem que a ela se some nenhuma outra coisa distinta: o que ocorre é que o que antes era em potência é-o agora em ato.” Também é incrível como o mundo moderno levou tantos séculos para chegar ao mesmo entendimento formal. Dito isto, Ar. continua péssimo metafísico; mas exímio cientista natural!

Dão uma de espertos aqueles que nos reprovam o fato de incluirmos entre os elementos a água, o ar, etc. Mas nem sequer sob o nome de ‘neutralidade’ os físicos modernos chegaram a uma generalidade concebida como unidade, como a que Ar. atribui aos elementos; em realidade, o hidrogênio, quando combinado com uma base, não segue existindo como tal, segundo às vezes se afirma, dentro da nova combinação.” É verdade que o modo descritivo moderno é pobre, mas H. se esforça além do aceitável para encimar Ar. sobre a Física moderna, vendo na física do Estagirita algo mais do que é.

12.4 ÉTICA ARISTOTÉLICA

RESERVATÓRIO: “O pensamento se converte em entendimento passivo, isto é, em algo objetivo; e assim se aclara agora até que ponto é o nihil est in intellectu, quod non fuerit sensu [nada está no intelecto que já não tenha sido sentido/passado pelos sentidos] o sentido [pun not intended] da filosofia de Ar..” Não pode ser pensado aquilo que não foi sentido Não pode ser pensado aquilo que não foi pensado, pois intelecção e sensação estão imbricados. Tudo que foi pensado foi sentido, etc., etc.. E implicações com os trechos destacados por Derrida na Enciclopédia. (ver link, já citado em outro capítulo, novamente referenciado nas referências bibliográficas ao final)

Quando o conhecimento é mau ou inclusive inexistente, mas o coração, apesar disso, se comporta bem, poderá, segundo Ar., existir bondade, mas não virtude, já que falta o fundamento, ou seja, a razão, sem a qual a virtude não pode existir.” Sempre traduzir conhecimento na Ética de Aristóteles como sabedoria no sentido schopenhaueriano, para facilitar. E coração como o verdadeiro ethos contemporâneo. Ar. repercute aqui o mito do burro bom. Na verdade eu entendo que ele pode ser no máximo inofensivo (já que a maioria dos burros é realmente ). Falo em Schopenhauer, porque ambos são concordes neste aspecto (diferença entre sabedoria e caráter). Já eu descartaria a existência de um burro bom, ou dum inteligente mau: sabedoria e caráter estão acoplados no caráter do indivíduo, muitas vezes com sua índole ou inteligência camuflada (no caso dos pseudosábios, que são maus mas ocultam sua falta de inteligência socialmente; e dos pseudobons, que são burros mas só não aparecem como maus por falta de oportunidades para exercer a maldade publicamente).

Daí que Ar., segundo víamos, censure Sócrates por condicionar a virtude exclusivamente ao conhecimento.” Naturalmente que Ar. censura Sócrates, pois que não o entendeu. Aristóteles endeusou (literalmente!) a Razão, mas não entendeu tampouco a razão socrático-platônica: não significa usar o pensamento ou acumular informações. Significa ser sábio. Logicamente, o sábio socrático é virtuoso. Não existe inteligência, para Sócrates, dissociada de caráter – logo se vê que minha concepção descrita acima não é original, mas que sou partidário de Sócrates e Platão neste tema! Ar. entende que aquele que possui a ciência filosófica alcançaria como que por milagre noções éticas em Sócrates e Platão, o que é distorcer seus pensamentos! É muito fácil estereotipar esse entendimento, dizendo que para Sócrates a virtude era uma iluminação individual. Mas esta não é a correta leitura da doutrina platônica (e afinal não sabemos exatamente o quanto da concepção socrática da virtude é apenas uma criação platônica ou não). A ocorrência moderna que chamamos de “erudito que na verdade não passa de velhaco” não refuta ‘a ingenuidade socrática’: ele é um erudito, pois que seja, porquanto querem chamá-lo de erudito, ou permitem que se chame a si de erudito; isto não importa para nós! Ele é um hipócrita que nada tem que ver com a figura do sábio. Tampouco pode-se chegar a essa condição por esforço. Daí a força atual que conserva a metáfora da reminiscência em Platão: ou se nasce bom (sábio) ou mau (ignorante). O fato de uma criança ainda ser ignorante tampouco refuta a tese: através da reminiscência, aquele nascido sábio reencontrará a sabedoria que já está dentro de si. Outro exemplo: um político maquiavélico é tolo, pois não compreende que tudo é vaidade.

Por conseguinte, na virtude, enquanto esta tende à realização e é atributo do indivíduo, não se pode dizer que seja a razão o princípio único, senão que é a inclinação o elemento propulsor, concreto, o que precisamente na prática e no sujeito tende à realização.” Hegel descreve apropriadamente Ar.. O grifo verde se destina a criticar a compreensão aristotélica da moral: ele decompõe a conduta ética em teórica e prática. Sua delimitação ética é sem dúvida a que norteia a disciplina Ética moderna. Porém, isso é um mal, um retrocesso em relação a Platão. Nietzsche foi o primeiro filósofo a apontar tal erro. A virtude é um atributo inato do indivíduo. Não se pode realizar a virtude quando é-se dela carente, daí a ilusão de que alguém dotado da capacidade teórica (todo homem) de ser virtuoso falha na execução (só executa a virtude aquele que nasceu virtuoso e sábio). Ter conhecimento teórico da virtude e não aplicá-lo na prática é o mesmo que dizer que é-se meio-virtuoso, virtuoso incompleto. Ora, ou é-se virtuoso ou não se o é. É redundante falar em virtude não-realizada, por isso Aristóteles discorda de Platão – pois crê que vale a pena falar desse tipo de meia-virtude. A razão é o princípio único, porém não a razão aristotélica. Isso faz com que Aristóteles tenha de recorrer à ‘inclinação’ como elemento propulsor, uma nomenclatura vazia. Essa inclinação é inata à razão corretamente compreendida no platonismo, e não existe tal decomposição em 2 palavras ou conceitos, em que um se subordina aleatoriamente ao outro. Assim, não é que a Ética seja uma disciplina voltada à prática; ela é teórico-prática, uma unidade, desde o início. Mas o homem moderno não enxerga a validade do teórico, preferindo expulsá-lo do campo ético.

ainda que se tenha censurado como algo muito insuficiente e indeterminado o fato de que Ar. determine a virtude mais como uma diferença de grau, há que se reconhecer que isto é algo que está implícito na natureza mesma da coisa. A virtude, e mais que nenhuma outra a virtude determinada, entra numa órbita em que ocupa um lugar o quantitativo; o pensamento aqui não permanece em-si, sendo indeterminado o limite quantitativo.” Essa definição é satisfatória no mundo dos moralistas e autores de auto-ajuda, no mundo dos comuns e plebeus. Para um filósofo, é um achado muito aquém do desejável.

Aristóteles se dava conta, mais ou menos claramente, [?] de que a substância positiva, a necessária organização e realização do espírito prático no Estado, é realizada por meio da atividade subjetiva de tal modo que esta encontra naquele sua determinação. Por isso também é que Ar. vê na filosofia política toda a filosofia prática e o fim do Estado como a felicidade geral. [eudemonismo]De novo, o mesmo erro. Não existe política apenas prática. A ciência política moderna é Aristóteles desenvolvido: é o que temos, mas não é ciência nem um conhecimento sobre política, ainda. Uma verdadeira ciência política seria A República desenvolvida sobre a Terra, na educação dos povos.

o princípio moderno, segundo o qual a vontade particular do indivíduo se erige, como o absoluto, no ponto de partida; [a revolução francesa] e assim todos contribuem, mediante a emissão de seus sufrágios, para decidir o que há de reger como lei, estabelecendo a comunidade sobre estas bases. Em Ar., ao contrário, como em Platão, o Estado¹ é o prius, [fundamento originário, pressuposto, dado a priori] o substancial, o fundamental, pois seu fim é o mais alto de todos, desde o ponto de vista da prática.”²

¹ Essa generalização de H. pode custar muito caro em mal-entendidos: “Estado” significa coisas diferentes para Platão, Aristóteles e para o próprio Hegel.

² O leitor fica tentado a se perguntar: se o princípio moderno é o individual e o princípio antigo é o coletivo, qual deve prevalecer, qual é o melhor? A resposta curta e grossa é: nenhum. Não podemos mais defender uma Teoria do Estado, nem tampouco continuar com os pressupostos do Liberalismo, que institui o Homo oeconomicus atomizado, um inútil político.

Nenhum país como a Grécia abundava tanto em múltiplas constituições quanto em variações dentro de cada uma delas num só Estado, apesar do quê os gregos não chegaram a conhecer em nenhum momento esse direito abstrato dos Estados modernos que isola o indivíduo, deixa-o viver como quer e, não obstante, mantém-no em coesão com todos os outros como num espírito invisível, de tal modo que em nenhum se dê nem a consciência nem a atividade com vistas ao conjunto, mas que cada qual atue para o todo, sem saber-se bem como, tão-só na medida em que se o reconhece essencialmente como pessoa e em que só se preocupa com a proteção de sua individualidade.¹ É uma atividade dividida, de que cada um só tem em suas mãos um fragmento: analogamente como, numa fábrica, ninguém forma um todo, senão só uma parte, e não possui as demais habilidades necessárias, já que somente alguns determinam a coesão do conjunto.” Trecho fundamental para a funda(menta)ção do Marxismo.

¹ H. exagera – e muito – a “perfeição” desse tipo de sociedade…

A liberdade burguesa, nesse sentido, consiste precisamente na carência do geral, no princípio do isolamento; mas esta liberdade constitui um momento necessário que os antigos Estados não conheciam” É como dizer que Diógenes, o Cínico era uma existência necessária – quase uma confissão de messianismo!

só agora torna-se possível a consistência interior e a indestrutível generalidade, real e consolidada em suas partes.” O Estado moderno é realmente muito consistente – como exemplifica muito bem a arbitrariedade racional-legal chamada Israel –; só esperamos que não seja exatamente indestrutível! Felizmente, entretanto, Hegel não perde muitas páginas comentando a Política de Ar., um livro ao meu ver extremamente defasado, talvez o mais obsoleto do próprio autor. Como H. deixa claro, a política, em Ar., como atividade prática, está contida na sua Ética (sobre ética, Aristóteles escreveu 3 livros, dos quais temos 2 inteiros e fragmentos de um 3º).

12.5 LÓGICA ARISTOTÉLICA

Os conceitos determinados se predicam com união ou sem união: assim, p.ex., cabe dizer: o homem vence, o boi anda, ou então: o homem, o boi, vencer, andar.”

As determinações da lógica aristotélicas já foram há muito tempo absorvidas por todos os que filosofam. Quatro noções básicas (abaixo resumo 3 delas) são: o gênero, o geral, o particular e o individual. Hoje achamos tudo isso muito “bobinho” e autoevidente.

EXPLICAÇÃO CONTIDA NA DEFINIÇÃO DE GÊNERO: “O conceito é uma realidade lógica e, portanto, algo em si puramente pensado, i.e., possível. No juízo, postula-se o conceito A como um sujeito real e se o combina com outro algo real, como conceito B; trata-se de que B seja o conceito e de que A se ache dotado de ser com respeito àquele, mas B é somente o conceito mais geral. No silogismo, trata-se de imitar a necessidade: ao passo que no juízo contém-se a síntese de um conceito e um dever-ser, no silogismo dá-se a tal síntese a forma da necessidade, equiparando ambos os termos contrapostos dentre de um terceiro como através do termo-médio da razão, p.ex. no justo meio da virtude. A premissa maior expressa um ser lógico, a menor uma possibilidade lógica, uma vez que Caio [nome próprio] é, para a lógica, um algo simplesmente possível; a conclusão serve de laço de união entre ambos os termos.” Pela explicação, parece muito mais difícil do que é!

Há um problema com a Lógica aristotélica quando avaliada por Hegel, pois falta-lhe a noção do Absoluto, presente na lógica hegeliana. Por isso, o “geral” em Ar. é uma determinação “pobre”, aquém do “geral moderno”, ou geral em H. Veja abaixo:

O GERAL: Aquilo que não é nem ser-em-si (essência, potência, o abstrato) nem ser-para-si (aparência, ato, o concreto). Porém é algo determinável, via diferenciação (pelo princípio da individuação de Aristóteles).

O PARTICULAR: O concreto, partícipe do geral, a aparência que o sujeito pode nomear como momento seu. O predicado determinado-com-referência-a. Poderíamos dizer que se houvesse a reflexão sobre a reflexão nesse processo, seria o Absoluto hegeliano (o ser-em-e-para si); mas aqui não há este desdobrar e retornar a si mesmo da consciência individual, então o processo é incompleto.

O INDIVIDUAL: A aparência pura (fenômeno, representação). O predicado indeterminado. Chamado, em outro tópico do livro, de categoria da substância. Como é mera ação cega, um nível abaixo da concretude, mal é conceituável.

Enfim, ‘memorizar’ essas sutilezas a nada leva, senão que o raciocínio filosófico e o pensamento lógico se formam naturalmente no filósofo. O acrescer o tempo todo homônimos só confunde a cabeça dos neófitos.

A segunda obra [a Lógica é dividida em vários livros desde a Antiguidade, mas hoje todas essas partes compõem um só livro] é a que versa sobre a interpretaçãoProvavelmente o que hoje ensina-se como RACIOCÍNIO LÓGICO propriamente dito. Proposições, verdade ou falsidade (inferência e juízo do conteúdo que se contradiz).

13. A RESSACA: FILOSOFIA PÓS-PLATÔNICA E PÓS-ARISTOTÉLICA

13.1 ESTOICISMO, EPICURISMO, CETICISMO & OUTRAS ESCOLAS PERIFÉRICAS DO PENSAMENTO: UMA VISÃO COMPARATIVA.

Com efeito, se os estóicos remontassem sobre o simples conceito de agir ao serviço do fim que é em-si e penetrassem no conhecimento do conteúdo, não necessitariam expressar isto como um sujeito. A própria conservação racional do homem é, para eles, a virtude.” A filosofia estóica é uma primeira desagregação, ou segunda, após Aristóteles, da ética teórico-prática platônica: é quem dita uma ética apenas prática, como o Ocidente já a entende, mas unilateral de acordo conosco, pois que necessita da “escola gêmea”, o epicurismo, para ser total, ser uma ética completa da virtude prática (que já é em si inferior ao platonismo).

A realidade moral consiste precisamente nisto, em ser; pois do mesmo modo que a natureza é um sistema permanente e ente, [ser, contido em si mesmo, ‘independente’ do homem] também o espiritual tem que ser isso: um mundo objetivo. Mas a esta realidade não chegaram os estóicos. E este pensamento poderia se expressar também assim: sua realidade moral é só o modo, [a forma] um ideal e não uma realidade” A.k.a. Platão, principalmente n’O Banquete e no Fédon. Afinal, quem nunca foi queimado dentro dum cavalo de madeira nem cortou a própria jugular a mando do imperador nem tomou de livre e espontânea vontade a cicuta após ser condenado na assembléia ateniense nada pode discorrer sobre essas 3 consumações (a morte ‘dolorosa’): não pode dizer que morrer queimado vivo é em si pior ou melhor do que infligir-se um corte ou tomar veneno, ou mesmo que ser banido de sua polis. O sábio resigna-se ao seu fado, e é só.

H. começa a especular, p.ex., se estaria vivendo estoicamente um estóico que declarasse que é irracional, em que pese de certa forma natural, respeitar a propriedade privada, para polemizar com os apologistas do ideal estóico (já que isso não parece ter importância alguma no estoicismo concreto ou histórico): “Tratar de justificar por meio de um fundamento semelhante conteúdo é, por conseguinte, confundir o conhecimento das coisas em detalhe com o conhecimento de toda a realidade; é a superficialidade do conhecimento que se nega a reconhecer algo por não reconhecê-lo desde tal ou qual ponto de vista ou em tal ou qual aspecto, e única e exclusivamente porque só indaga e conhece as razões imediatas, sem que possa saber se existem também outros aspectos e outras razões.”

sou eu, então, quem faz surgir estas razões sábias e boas. Não são as razões mesmas a coisa, o objetivo, senão que são obra de minha livre vontade, do meu capricho, algo de que me valho eu para justificar ante mim mesmo minhas nobres intenções” Para o sábio, isto faz sentido e é seu mundo – para a maioria massacrante da população, não.

A firmeza formal do espírito que se abstrai de tudo não nos sugere nenhuma evolução de princípios objetivos, mas apenas um sujeito que se mantém em pé nesta imutabilidade e nesta indiferença, não cega, porém querida; e nisto consiste a infinitude da consciência de si mesmo.” “A força da repulsa à existência é grande e a energia desta atitude negativa, sublime.” “Ao desaparecer a existência política e a realidade moral da Grécia, e quando mais tarde tampouco o império romano pôde encontrar satisfação no presente, este mundo se recolheu sobre si mesmo, buscando dentro de si o justo e moral que havia desaparecido já da vida geral exterior. § Platão proclamou o ideal de uma república, ou seja, de uma vida racional dos homens dentro do Estado, pois esta vigência do direito, moralidade e costume era, para ele, o fundamental, o que forma o lado da realidade do racional; e só mediante este estado racional do mundo podia, segundo ele, existir a harmonia do exterior com o interior, neste sentido concreto.” H. superestima a esperança platônica de que teríamos o Estado do sábio, que fosse um programa para seguir, ainda que não fosse uma utopia no sentido de Thomas More. Como o próprio H. determinou no lugar certo, tratava-se de uma “Esparta melhorada”, concebível, ao menos, no mundo grego, antes do ocaso completo de Atenas. Ainda assim, não há nada de histórico na República. É realmente muito mais um subterfúgio para imaginar onde e quando um autoeducado sábio poderia viver para sua máxima plenitude, ao lado de outros raros como ele. A não ser que projetemos para um futuro indefinido essa realização social. De toda forma, Hegel apenas repisa a grandeza de Platão com sua escrita estrambótica (é estrambótico dizer estrambótico), i.e., empregando seus jargões “lado da realidade racional”, “estado racional do mundo”, “sentido concreto”, etc., hegelianizando o platonismo (enfeiando o belo).

É aquela anuência com que nos encontrávamos nos estóicos como o assentimento que o pensamento dava a um conteúdo; contudo, o pensamento que reconhece a coisa como algo seu e o incorpora a si não passa, nos estóicos, de algo puramente formal. Em Epicuro, ao contrário, também a unidade da representação do objeto consigo mesma se acha presente na consciência como uma recordação, mas esta recordação tem como ponto de partida o sensível; a imagem, a representação, é o assentimento prestado a uma sensação.” “O nome é certamente algo geral, pertence ao pensamento, faz do múltiplo uma coisa simples, é inclusive o mais ideal que cabe conceber: porém de tal modo que sua significação e seu conteúdo são o sensível e não devem valer como este algo simples, mas como o sensível. Esta coisa simples nos conduz não ao saber, mas à opinião.” “A opinião é, com efeito, uma representação como aplicação da opinião-como-algo-pressuposto, isto é, uma aplicação do tipo a um objeto presente, que se investiga a fim de ver se a representação do objeto coincide ou não com o objeto.” Opinião como representação fundamentada. Isto é: representação pura é apresentação. Opinião é que é re-presentação. Que são as estrelas, o firmamento? Uma apresentação à qual damos fé em virtude de nossas representações terrenas. Uma quase-opinião.

Tais são os pontos fundamentais da canônica de Epicuro, a pauta geral para a verdade; é tão simples que não pode haver nada mais simples, mas é também muito abstrata. São representações psicológicas correntes, justas em seu conjunto, embora completamente superficiais; é simplesmente a mecânica da representação do ponto de vista das primeiras manifestações da percepção.” Acontece que a filosofia voltará a essa ‘simplicidade’ depois da derrocada do Idealismo universalista.

Hoje até os céticos falam dos fatos da consciência; está claro que o que eles nos dizem não vai, tampouco, além da canônica epicurista que acabamos de expor.” Céticos: menos céticos que os cínicos; cínicos: mais cínicos que os céticos. O cinicismo (para diferenciar de cinismo, adjetivo corrente no nosso idioma e que quer dizer agora outra coisa) foi historicamente bastante anterior, em parte contemporâneo ao sofismo e a Sócrates, em parte apenas herdeiro de ambos. Não tem relevância para o percurso da Primeira filosofia, mas apenas certa repercussão biográfico-historiográfica, com relatos pitorescos de algumas personalidades como Diógenes, o pensador sarcástico ateniense que vivia, de uso, num tonel, e apenas de posse do sumamente necessário. Por essa razão (não é de absorção obrigatória para o entendimento da mais alta Filosofia), a escola cínica não consta deste Curso (até consta, mas não no meu resumo das aulas de H.).

Enquanto que Epicuro considera as coisas, segundo acabamos de ver, como repletas da multiplicidade dos átomos, temos que o pensamento é o outro momento além dos átomos, o vazio, os poros, o que permite erguer um dique diante desta enxurrada de átomos.” “apartamos a vista de algo, ou seja, interrompemos precisamente este fluxo.” Princípio da individuação e coerência – ou viver tornar-se-ia impossível. Um filósofo do momento presente.

Os átomos, enquanto átomos, devem permanecer indeterminados; mas os atomistas se viram arrastados à inconseqüência de lhes atribuir qualidades” Surpreendentemente contemporâneo, considerando os desenvolvimentos posteriores da Química. Mas o que interessa para nós é: o epicurismo é uma espécie de ‘correção de rota’ dos filósofos pré-socráticos da escola atomista.

A birra-mor de H. com o epicurismo é que seu sistema não pode ser teleologizado! “conseqüente com seus atos, Epicuro se declara imediatamente contrário à existência de um fim último geral do universo e de toda relação de fim em geral, como, p.ex., da finalidade do orgânico em si mesmo, assim como também é contra as representações teleológicas da sabedoria de um criador do universo, de seu governo do mundo, etc.;¹ e nisto sua atitude não pode ser mais lógica consigo mesma, já que em sua concepção resta eliminada toda unidade, qualquer que seja o modo como esta se represente, seja como fim da natureza nela mesma, seja como um fim que, ainda que residindo noutra coisa, faz-se valer na natureza; nos estóicos, em compensação, encontramos este ponto de vista teleológico e, ademais, bem-desenvolvido.”

¹ Agora entendo melhor a acusação de ateísmo e heresia contra Epicuro! (Não lançada por H., mas pelos próprios antigos.)

a partir do conhecido podemos deduzir o desconhecido.” Que é o homem?, teria perguntado Drácula. E ele mesmo respondeu, sem aguardar seu estupefato interlocutor, mero humano que não filosofava: É alguém incapaz de seguir Hegel! É alguém que prefere seguir pelas sendas de Epicuro e Kant para conhecer a natureza e aquilo que excede à natureza! E Drácula estava correto em seu juízo sobrenatural, i.e., de semideus que refletia sobre essas coisas…

Grosso modo, podemos ainda dizer: Hegel é aquele para quem o desconhecido é aquilo que podemos deduzir do conhecido – nenhum descalabro maior!

é, em realidade, o mesmo princípio que segue regendo hoje em dia na ciência natural comum e corrente.” Só bastaria, aliás, mais tato aos físicos quânticos: se não imaginassem demais, deduziriam coisas mais fidedignas e modestas, longe de buracos de minhoca e que-tais…

Chega-se à noção de representações, leis e forças gerais, tais como a eletricidade e o magnetismo, as quais se aplicam depois aos objetos e atividades não-suscetíveis de ser diretamente percebidas por nós. Assim, p.ex., sabemos da existência dos nervos e de sua interdependência em relação ao cérebro; e dizemos que as sensações, etc., se transmitem desde a ponta do dedo, suponhamos, até o cérebro mesmo. (…) A anatomia pode nos revelar os nervos, mas não seu modo de atuar; pois bem, não há nada senão se representar tal modo por analogia com outros fenômenos, p.ex. com as vibrações de uma corda tensa, equiparando às cordas vibráteis as vibrações dos nervos até chegar aos centros cerebrais. Ou como no conhecido fenômeno que se observa, sobretudo, numa série de bolas de bilhar colocadas muito juntas umas das outras, em que a última da fila avança quando empurra-se a primeira, enquanto que as intermediárias, cada uma das quais impulsa aquela que segue, não se movem, na aparência; nada resta, pois, senão imaginar-se os nervos como formados por bolinhas pequeníssimas, invisíveis ainda que através das mais poderosas lentes de aumento, a última destas bolas aquela que salta ao contato das anteriores e toca (movimenta) a alma. Analogamente, a luz concebe-se como uma série de fios ou raios, como vibrações do éter ou como bolinhas etéreas que se chocam entre si. [!]” Espantosamente, H. sabia muito bem no que o epicurismo repercutia em nossa epistemologia atual – mas decidia jogar tudo no lixo, enquanto se trata de hegelianismo decantado de ‘impurezas indesejáveis’. Se soubeste descrever a luz antes do séc. XX, este é um sinal de que acertaste!

Advirta-se que, nesta classe de explicações, Epicuro é expressamente bem liberal, eqüitativo e tolerante, posto que diz que as diversas representações que se formem em nós com relação aos objetos sensíveis – todas elas, por demasiadas que sejam – podem ser aplicadas ao que não podemos observar diretamente por nós mesmos; que não se pode afirmar um só modo como o acertado, mas que se pode chegar ao resultado que se busca por diversos caminhos.”

O raio pode ser explicado por meio de toda uma série de possíveis representações, p.ex. a da fricção e colisão das nuvens, que produzem a figuração do fogo e provocam o raio.” “É exatamente o mesmo método a que recorrem nossos físicos, ainda hoje, a fim de explicar como se produz a chispa elétrica nas nuvens, ao se chocarem. Com efeito, como tanto no raio como eletricidade se observa uma fagulha, toma-se este elemento comum como base para chegar a conclusões acerca da analogia entre ambos os fenômenos, afirmando-se que também o raio é um fenômeno elétrico. Ora, as nuvens não são corpos duros, e a umidade, longe de produzir eletricidade, na verdade dispersa-a; por isso estas conversas fiadas dos físicos de hoje são em realidade tão vazias como a representação de Epicuro.” Tá bom, Hegel, doutor em física fenomenológica (física do mundo experimental)!

A filosofia epicurista jogou pela janela todas aquelas crenças supersticiosas em torno do vôo das aves num sentido ou outro, da significação que podia ter a lebre cruzar o caminho, da inspeção das entranhas dos animais, da alegria ou tristeza das galinhas, [!] etc.” De novo apenas reprise de Platão.

Sendo assim, não existe qualquer diferença essencial entre o tipo de vida do estóico e do verdadeiro epicurista que se ajuste às normas e aos preceitos de seu mestre. § Todavia, ainda que à 1ª vista pareça que já os cirenaicos [escola periférica de filosofia] proclamavam o mesmo princípio moral que mais tarde haviam de preconizar os epicúreos, Diógenes Laércio (X, 139, 136-137) se encarrega de assinalar a diferença nos seguintes termos:¹ os cirenaicos se propunham como fim antes o prazer como algo concreto, ao passo que Epicuro predica-o como um meio, afirmando como prazer a ausência da dor, sem admitir nenhum estado intermediário.” Reflexões pessoais (recomendo a leitura apenas para quem já se familiarizou com Nietzsche): Talvez Nietzsche tenha compreendido mal o epicurismo e o estoicismo. Bom, não é impossível: julgo que compreendeu mal Parmênides, ao não alçá-lo à altura de um Heráclito… Ausência de dor não é um critério nobre, supra-hominídeo. Nietzsche ataca os estóicos e é claramente favorável ao epicurismo. No entanto, como enaltece o valor da dor como escape da polêmica hedonismo vs. ascetismo, procurando pensar além do binômio estéril e superficial dor-prazer, cabe aqui assinalar, se H. está correto neste ponto (e creio que esteja, que estoicismo e epicurismo são os dois lados de uma mesma moeda), que os epicuristas não haviam conseguido, ainda, escapar desse dilema, sobrevalorizando a dor em sua ética.

¹ Finalmente uma contribuição conceitual de Laércio! Diógenes Laércio, que é um historiador da filosofia, e não filósofo, é infelizmente um mau historiador. Às vezes, em termos de filosofia antiga, torna-se inevitável consultá-lo dada a falta de fontes – mas eu não recomendo sua leitura completa, muito menos de maneira inocente; é preciso sempre estar desconfiado da veracidade de suas afirmações. Ele se enquadra mais no que o próprio Hegel chamaria de “fofoca filosófica”, contando anedotas e curiosidades sobre a vida dos grandes pensadores. É difícil vê-lo falando algo relevante sobre os conceitos filosóficos desses mesmos personagens.

Além disso, os cirenaicos consideravam as dores do corpo como piores do que as da alma, ao passo que o ponto de vista de Epicuro era o oposto.” Dor física é bom demais – vocês já experimentaram correr até a exaustão?!

Epicuro quer que o homem se forme uma noção exata da morte, para que esta não turve sua tranqüilidade. (…) ‘Em seguida, acostuma-te a pensar que a morte não deve nos preocupar o mínimo que seja, pois todo o bom e o mau reside nas sensações, e a morte é o despojo de toda sensação. Daí que o pensamento certeiro de que a morte não nos afeta faça do caráter mortal da vida uma fonte de gozo, já que este pensamento nos aparta da infinitude e da ânsia da imortalidade. Pois nada há de temível na vida para quem chegou verdadeiramente a conhecer que o não-viver não tem nada de temível.’Famoso trecho de Epicuro que, creio, Sartre citou n’O Ser e o Nada e eu cheguei a anotar num papelito que guardava na carteira, coisa de 10 anos atrás – até as chuvas brasilienses esfarelarem o pobre material!

TODOS FILHOS DE GÓRGIAS: “Há que se distinguir entre o ceticismo antigo e o novo ceticismo; a nós só nos interessa o primeiro: só ele apresenta uma natureza verdadeira e profunda, uma vez que o novo está mais próximo de ser um epicurismo. [?] Deste modo, nos últimos tempos, Schulze vem predicando em Göttingen seu ceticismo e escreveu um livro intitulado Enesidemo, com o intuito de comparar-se com este cético [este obscuro Enesidemo!], interpretando, em outras obras, o ceticismo em contraste com as doutrinas de Leibniz e Kant.” “Este e outros autores tomam como base de sua concepção a crença de que se deve ter por verdade o ser sensível, o que a consciência sensível nos entrega, duvidando, em troca, de tudo o mais. O que opinaríamos seria o último, o único importante, os fatos da consciência.” Algo me diz que estamos todos em Schulze neste momento da humanidade… Não conheço Schulze nem Enesidemo, detesto desapontá-los!

O ceticismo moderno é a subjetividade e a vaidade da consciência, evidentemente insuperável, claro que não nos terrenos da ciência e da verdade, mas somente no terreno da própria consciência, ou seja, no da subjetividade.” Não sejais cético; sede ético!

CONSUMISMO E CETICISMO ABSOLUTO: Falta de ética

O consumismo é o ceticismo individual elevado a modo de produção. Mero deixar-passar hesitante robótico. Hiato indefinido de cultura e humanidade. Recesso da História. Se o momento pode ser procrastinado por meio de simulações, há de haver uma pane da engrenagem de simulação, da matriz simulacional. Do motor que emite todos os simulacros, a simulação das simulações. Há de vir, advirá, porém são séculos de filme mudo enquanto isso…

Sexto Empírico viveu e ensinou aproximadamente em meados do século II d.C.. Suas obras se dividem em 2 partes: 1) Suas Pyrrhoniae Hypotyposes, em 3 livros, oferecem-nos, de certo modo, uma exposição geral do ceticismo em seu conjunto; 2) De seus livros Adversus Mathematicos —isto é, contra a ciência em geral e especialmente contra os geômetras, aritméticos, gramáticos, músicos, lógicos, físicos e éticos—, que constituem 11 livros no total, somente 6 são dirigidos de fato contra os matemáticos, já que os 5 restantes se dedicam a polemizar contra os filósofos.” [!]

Quem busca um objeto tem: ou que encontrá-lo; ou que negar que ele possa ser encontrado; ou seguir buscando-o. Outro tanto acontece com as investigações filosóficas: uns afirmam haver encontrado o verdadeiro, outros negam que seja possível chegar a captá-lo; os terceiros, por fim, perseveram em sua busca. Os primeiros, tais como Aristóteles, Epicuro, os estóicos e outros, são chamados dogmáticos; quem afirma a impossibilidade de chegar a captar a verdade são os acadêmicos [platônicos]; os céticos seguem na busca. Existem, pois, 3 filosofias: a dogmática, a acadêmica e a cética.” Neste conceito Platão é o rei dos céticos, e com Razão! Mas falando sério: é genialmente estúpido, ou estupidamente genial, já que Sexto Empírico inverte exatamente sua própria escola (o ceticismo não deixa de ser um dogma) com o Platonismo: a Idéia entendida corretamente (anti-hegelianamente) é a busca eterna pela sabedoria. Não estou inventando, a menos que queiram me dizer que o dito no Banquete é mera figura de retórica e que fui ludibriado: levo essa passagem ao pé da letra. Quanto ao cético, é aquele que já desistiu de encontrar a coisa, mesmo quando finge para si mesmo que se empenha em procurá-la!

O princípio eficiente do ceticismo é a esperança da imperturbabilidade.” É como dar-se por vencedor hoje de todas as tribulações do amanhã. O amanhã já foi, mas quê importa, que é que tem de mais, ser um perdedor?!? Confessar-se nada mais que um fodido é o princípio (pun intended) da vitória (Sócrates, alguém?). Tens que ter um prato de comida preferido, uma banda favorita e, claro, hobbies, ou serás só um vento mau!

OS 5 TROPOS DOS CÉTICOS (DOGMAS QUE, UMA VEZ REFUTADOS NA PRÁTICA, E NÃO NA RETÓRICA, CURAM O FILÓSOFO DO MAL DO CÉTICO, DIGO, DO MAL DO SÉCULO!)

1. As opiniões divergem. Não as ‘opiniões’ (sensações) animais nem as opiniões do simples ‘homem’. Mas as opiniões dos sábios! (rever 2.2) O argumento poderia ser resumido da forma seguinte: Se fosse possível um consenso filosófico e uma filosofia universal, este consenso e esta universalidade já teriam sido alcançados. Implicações, se não se refuta o ponto: Hegel tenta a Síntese Suprema – falha; Nietzsche, a Escola Crítica & os pós-modernos insistem em acusar o erro. Ainda estamos recolhendo os cacos e estilhaços em que a Filosofia Continental se partiu então. De fato só o ceticismo chega a sua meta em cada geração. Se muito se diz por aí que “o século XX ainda não terminou”, eu poderia levar ao extremo essa noção dizendo que, se Sexto Empírico segue atual, “o século II ainda não terminou”! O verdadeiro filósofo deve viver esta verdade (este tropo), mas seguir buscando a sua verdade, que, se for verdadeira, será universal… Deve aprender a lidar com esta contradição interna.

2. O axioma da queda no progresso (ou recesso) infinito. Cada afirmação necessita um princípio ou axioma; cada princípio ou axioma necessita de uma nova fundação; que necessita de um novo dogma assentador, etc. Um sério inimigo do Idealismo Romântico; mas Kant, p.ex., parece nada sofrer com este tipo de refutação! A cura é o a priori. E o a priori kantiano leva de volta à teoria das reminiscências ou metempsicose, que muitos atribuem, originalmente, ao hinduísmo. Podemos fazer 2 analogias a respeito do axioma da progressão/regressão infinita: a criança que sempre perguntará “por quê?” após qualquer resposta a um outro por quê; na própria mitologia hindu, quando se diz que o mundo é um disco sustentado por um elefante que jaz sobre o dorso de uma tartaruga, que faz as vezes de Átlas… Já se vê onde (não) quero chegar. Interessantíssimo: descobri que há pelo menos 3 versões independentes do mesmo mito com pequenas variações (o da tartaruga-suporte): a indiana, a chinesa e a de aborígenes americanos.

3. O tropo que eu chamo de “Zagallo” (o patriota fake): Nenhum juiz é isento para julgar o que quer que seja, pois só ocupa um lugar relativo, e portanto errado de acordo com todo outro juiz. Com efeito, é um argumento muito sagaz contra patriotas de última ocasião e/ou numerólogos maníacos (Olavos)! Falando mais sério, significa que nem mesmo se se admitisse em geral que Platão é ‘o filósofo’ e encontrara a Verdade, por exemplo, nem mesmo isto é aceito pelos céticos.

4. Este argumento é engenhoso porque parece uma refutação cética contra os próprios argumentos 1-2-3: Existe sim este Absoluto do qual derivam todas as causas. Ex: a matemática de Euclides. Ou seja, é possível aceitar um princípio sem prova. Mas o hic salta (o momento da verdade ou, neste caso, da falta de verdade) é: o cético se beneficiaria da mesma regra. Significa parar de remar e aceitar que tudo é água (mais uma vez atestando que são os céticos que “param de procurar”, não os platônicos!). A suprema resignação. A opinião do sábio aplanada, nivelada à opinião vulgar. (Argumento engenhoso, que já denota, porém, o desespero do filósofo cético.)

5. Prova circular. Variante do 2º tropo, mas em que em vez de derivar-se de axioma em axioma em linha reta ao infinito, deriva-se em um círculo vicioso. Situação do viajante no tempo e do destino inalterável: tudo é a causa de tudo, nada é a causa de nada. A e B se sobredeterminam. Aporia. É um infinito-no-finito. A solução parece ser a mais fácil de todas: a correta compreensão da imanência (compreensão do mundo como aparências auto-suficientes, contidas em si mesmas, consigo mesmas como fundamento primeiro e fim último) leva à consideração desta derivação axiomática não como um círculo vicioso, mas como um círculo virtuoso. Autoevidência da verdade.

Esses 5 pontos seriam os Elementos ou a Bíblia dos Céticos. Atemporais e independentes de demonstrações no mundo fenomênico.

De modo que os adversários de Sexto Empírico se vêem forçosamente na situação do ladrão que perdeu e foi pego já antes de empreender sua fuga, pois não conseguem abstrair até que ponto vai a malícia e a antecipação do daimon (gênio) de seu rival, o captor:

Supondo que o ladrão antecipasse que, na única via que pode usar para fazer a travessia, o amontoado de moitas estranhamente situado sobre a grama ou a estrada na verdade ocultam um insidioso alçapão, e pule para a esquerda ou para a direita, rente ao muro, para tentar atravessar pelo estreito umbral que lhe resta, eis que descobre que o umbral era a verdadeira armadilha, pois aciona uma corrente que o prende ou então uma bigorna que cai do céu em sua cabeça; não que a moita realmente não cobrisse um buraco, mas ela servia apenas para dar confiança ao suposto astuto ladrão e forçá-lo ao xeque-mate (distração antecipada). Uma amarelinha maldosa em que o jogador já perdeu antes de começar.

Como falei de Kant como panacéia ao 2º tropo, H. também o considera na continuidade do texto (aula): “Para o criticismo, que não conhece em-si algum, nada absoluto, todo saber sobre o que é em-si como tal é dogmatismo, quando em realidade é o mais furioso dos dogmatismos, enquanto assegura que o Eu, a unidade da consciência de si mesmo, oposta ao ser, é em-e-para-si e que à margem dela está o em-si, como 2 fatores que não podem, em absoluto, coincidir.” O engraçado é que Hegel vê em Kant tudo o que nós não vemos: uma repulsão extrema ao Absoluto. Quando o que mais se critica na epistemologia kantiana é seguir se referindo ao que não existe como se existisse (este em-si divorciado da realidade fenomênica)! Ou seja: Hegel tacha Kant de radical; nós de carola! Ainda era possível ir além, e a filosofia pós-hegeliana mostrou que a solução era voltar a Kant para enfim superá-lo. De certo modo a Filosofia Continental sempre pode ser caracterizada como a oposição polar de 2 figuras, desde Platão-Aristóteles a várias duplas mais recentes, Marx-Nietzsche, por exemplo: dois sucessores-negadores. Marx continua o historicismo hegeliano subvertendo-o; Nietzsche, acerbo crítico da moral (cristã, ocidental), na verdade é um salvador da moral (no sentido mais universal) e da noção de valor, destarte tributário do Kantismo…

* * *

Honra ao ceticismo o haver chegado a adquirir esta consciência acerca do negativo, concebendo as formas do negativo deste modo determinado.”

Se, não obstante, o ceticismo se atreve a se enfrentar com este algo propriamente especulativo, não poderá atentar contra ele em nada; seu procedimento contra o racional consiste, pois, em geral, em fazer dele algo determinado, nele introduzindo uma determinação finita do pensamento ou um conceito de relação ao qual se atém, mas que não reside, muito menos, no infinito, argumentando logo contra ele; quer dizer, consiste em concebê-lo de um modo falso, assim o refutando. Ou antes diríamos que arma ele mesmo ao infinito com as unhas com que há de arranhá-lo.” The dog that bites the hand that feeds. O cachorro que morde a mão que alimenta.

Hoje até o especulativo se converte em algo tosco; pode alguém ater-se à palavra e, no entanto, aparece invertida a coisa, ao despojar-se o especulativo da identidade do determinado.” Convenhamos que não teria graça refutar Max Stirner pela lógica.

Ora, o saber do especulativo requer, além da disjuntiva, um terceiro termo; é um tanto este como o outro e um nem este nem o outro.”

Um todo, ou o Um, não é só Um, embora não seja dois. É que o Um é a negação de si. Neste sentido é que H. prefacia sua história com a estranha terminologia “o Um (se des)dobra”, a consciência, o filosofar, se duplica sobre si mesmo(a). O todo é sempre o todo em relação consigo. A consciência é sempre a consciência de si mesma (consciência x consciência, onde ‘x’ é o terceiro termo ou a ‘relação’ – relação-com-a-consciência é uma contradição ou insuficiência, pois só pode haver relação-com-a-consciência-e-a-consciência, desdobramento ensimesmado). Toda consciência necessariamente se nega, porém necessariamente apenas para se reafirmar ao fim do processo. “O compreender-se a si mesma da razão é precisamente o modo como o todo compreende todas as suas partes, quando se o enfoca em seu verdadeiro sentido especulativo, e só neste sentido pode-se falar aqui desta relação.” “O ceticismo pertence, portanto, ao período de decadência da filosofia e do mundo.”

13.2 IDADE DAS TREVAS: DO NEOPLATONISMO À ESCOLÁSTICA OU O MILÊNIO PERDIDO

FOSSILIZAÇÃO DO MUNDO-VERDADE CUJO AUGE SE DEU EM PLATÃO: “O ponto de vista geral da filosofia neoplatônica ou alexandrina consiste, portanto, em se criar sobre a base da perda do universo que seja, dentro de sua exterioridade, um mundo interior e, portanto, um mundo reconciliado; e este mundo é o da espiritualidade, que aqui começa.”

A mesma liberdade, bem-aventurança, imperturbabilidade que perseguiam como fim o epicurismo, o estoicismo e o ceticismo segue sendo agora, é verdade, uma aspiração para o sujeito; mas facilitadas essencialmente pela orientação em direção a Deus, do interesse pelo verdadeiro em-e-para-si, e não da evasão do objetivo” Eis o maior erro: pressupor que as massas podem cumprir esse desígnio sábio imanente!

É falso o que sói dizer-se, que não é necessário conhecer Deus para conceber esta relação. Porquanto Deus é o primeiro, é Ele quem determina a reação; destarte, a fim de chegar a saber o quê é o verdadeiro da relação é necessário conhecer Deus.” Supondo que isso estivesse correto, também estaria correto que matar Deus é igualmente necessário ao final do processo…

A palavra tem sido considerada sempre como uma manifestação de Deus, porque não é corporal; enquanto som, desaparece imediatamente; sua existência é, pois, imaterial.” A música e a palavra como símiles eternos de Hegel para a transitoriedade e o efêmero, como a chave para entender, ao menos, sua Estética.

em realidade, quando estabelecemos o ser, o nada do ser é o pensamento, algo muito positivo.” Por mais boba, pedestre e trivial que soe, esta frase é fundamental para compreender H.!

Proclo marca a culminação da filosofia neoplatônica; ora, esta filosofia segue se manifestando até uma época muito tardia, inclusive através de toda a Idade Média.” Período nulo em termos de filosofia. Não perder nenhum segundo com estes autores!

Um paradoxo: Hegel chama os gregos de incompletos e ingênuos, mas a primeira parte de suas aulas, módulo 1 de 3, dedicado ao mundo antigo, ocupa 75% de sua obra… Agora a marcha do Espírito mal tem o que fazer…

Dessa forma, a Igreja se acha governada pelo Espírito para poder se ater às determinações da idéia, mas sempre de um modo histórico. Tal é a filosofia dos Padres da Igreja” Em outras palavras: os Padres da Igreja estavam certos até serem abandonados pelo Espírito, que se alojou em Luteros e Calvinos! Pra onde Ele foi? Onde estará agora?!

A maior obra do período escolástico (que alguns subdividem em patrística-escolástica, sendo esta pertencente à 1ª parte), Cidade de Deus, de Sto. Agostinho, não consta das palestras hegelianas…

14. REALISMO X IDEALISMO: POR TRÁS DAS CORTINAS, NACIONALISMO.

H. deixa claro – realismo e idealismo não são 2 rios ou 2 vias de mão única. Não há simetria. O realismo certamente só pode confluir num sentido – do particular (dados imediatos, que não deixam por isso de ser mentais), pois são fenômenos, para AS IDÉIAS; e ainda assim não A IDÉIA, isto é, a mais elevada de todas, o ABSOLUTO. Para H., a investigação empírica só funciona para descobrir leis da física ou uma ou outra lei política ou princípio ou axioma do Direito. Mas o idealismo conflui nos 2 sentidos, é muito mais perfeito. Pelo pensamento (o Único) se acessam as coisas; pelas coisas – o particular – se chega ao geral, ao pensamento do absoluto (A IDÉIA). Em síntese, a experiência é limitada, embora seja humana e, de qualquer forma, melhor do que a abstração vácua (escolástica). Veja que há “geral” e “geral” em H.: gerais e gerais; uns são apenas conceitos (o limite do realismo), outros são apenas uma fase intermediária do idealismo. O geral está sempre em contraposição ao determinado, que é o fenômeno puro, poder-se-ia dizer, carente da generalização sistemática – mas tem-se de perguntar: em qual contexto? De qual geral se está falando? Sempre que se ler H. isto tem sua importância.

I – As coisas são sempre meio, nunca fins.

II – Os fins, se determinados pela experiência, são apenas meios para os fins absolutos ideais.

E contudo ambas as direções vêm convergir num ponto comum, já que também a experiência, por sua vez, se esforça por derivar das observações princípios e leis gerais; já o pensamento, partindo do geral abstrato, necessita se dar um conteúdo determinado, por onde o apriorístico e o aposteriorístico não formem 2 campos absolutamente deslindados. Na França, impôs-se preferencialmente o geral abstrato; na Inglaterra prevaleceu, na contramão, o geral, o critério da experiência, que ainda hoje goza de grande recomendação naquele país; a Alemanha, em compensação, tomou como ponto de partida a idéia concreta, o interior do homem, pleno de ânimo e espírito.” Nonsense. Hegel quer dizer que em seu país se está no melhor dos mundos; que em sua filosofia se está no verdadeiro. No mais verdadeiro que os outros verdadeiros! O difícil para Hegel é ir além do a priori kantiano, que é um tipo muito especial de a priori, mais elevado que o a priori francês, se podemos assim dizer. Aqui não é o lugar para tratar do criticismo kantiano, que é, efetivamente, a síntese correta, e antes mesmo de Hegel aparecer. Seja como for, Hegel tem de recorrer a um suposto Espírito do Mundo para pretender estar um grau acima de Kant em objetividade. Uma objetividade divina (em-si!)! Alega que não só a representação mental, mas o mundo como matéria viva, o em-si kantiano, não-partícipe da experiência, é sinônimo com sua representação mental, mas se, e somente se, se souber “rastreá-lo”, “sentir seu cheiro”, que é o que ele faz em seu Historicismo. Isso, no entanto, é o vulgar e depreciativo de sua filosofia. O em-si só pode ser em-si enquanto for inessencial no sentido hegeliano, i.e., o que se chama a partir de Schopenhauer de vontade, e que a terminologia existencialista abandonará, mas continuará usando implicitamente. O que é inessencial não tem “agenda própria”, não tem fim em vista, teleologia, apenas é, com-o-homem.

15. BACON

Ainda que não o soubesse nem se desse conta, a filosofia de Bacon empurrava a essa confusão quanto ao conteúdo. Pois ainda que em rigor rechaçasse a dedução de um modo geral e só admitisse as conclusões indutivas, não resta dúvida de que ele mesmo incorre, inconscientemente, em deduções. Em parte, todos aqueles heróis da experiência que, seguindo Bacon, puseram em prática seus postulados e que crêem chegar ao conhecimento puro da coisa pela via da observação, o experimento e a experiência, o que fazem é proceder sem nenhuma classe de conclusões nem conceitos, compreendendo e concluindo tanto pior quanto mais crêem não ter nada a ver com os conceitos e, ademais, não remontam nunca o plano da indução até o conhecimento imanente e verdadeiro. Portanto, quando Bacon contrapõe a indução ao silogismo, formula uma contraposição puramente formal; toda indução é, ao mesmo tempo, uma dedução, coisa que já sabia também Aristóteles. Toda observação é ideológica. Mas é possível construir novas ideologias mediante observações. Isso se conforma ao que eu havia afirmado parodicamente sobre criarmos o neologismo endução (12.1).

16. DESCARTES

A 2ª fase é a da conciliação metafísica; e é realmente aqui onde, com Descartes, começa a filosofia da época moderna enquanto pensamento abstrato.” Descartes resumido como SUSPENSÃO ACEITAÇÃO. Pseudo-suspensão, já que depois todo o fenomênico é automaticamente aceito, pois provém de Deus em última instância, i.e., provém imediatamente de mim, da consciência pensante, e Deus não pode dotar meu intelecto de um erro ou de uma fraude metafísica. E no entanto isto já é suficiente, conforme H., para se adentrar a modernidade: “E assim se apresenta o problema de como é ou pode ser o pensamento idêntico ao objetivo. Com isso, destaca-se por si mesmo e se converte em objeto o interior, o que serve de base a esta metafísica; estamos já plenamente dentro da filosofia moderna.” “agora os pensadores vivem em condições completamente distintas daquelas em que viveram os filósofos dos tempos antigos.”

Para que haja um silogismo tem de haver 3 termos; aqui, concretamente, teria que haver um 3º que servisse de mediador, de elo entre o pensar e o ser; mas este 3º termo não existe. [13.1] O «logo» ou «portanto» que enlaça ambos os lados não é o «logo» ou o «portanto» de um silogismo; a conexão entre o ser e o pensar se estabelece somente de um modo imediato. Esta certeza é, desta forma, o prius; todas as demais proposições vêm depois.” penso existo – um pleonasmo, redundância, tautologia, auto-referência e nada mais. Não no sentido de deboche do que é. A auto-referência por excelência, além do mais. O “ponto zero” do plano cartesiano, de onde parte todo o pensamento metafísico moderno.

no ser não há de representar-se, muito menos, um conteúdo concreto; daí que é a mesma identidade imediata a que constitui também o pensamento. (…) a imediatidade é uma determinação unilateral; o pensamento não contém esta determinação somente, senão também a de servir de mediador consigo mesmo: a imediatidade existe precisamente pelo fato de que o mediar é, simultaneamente, suspender [erguer e sustar] a mediação.” eu penso eu existo; (eu) (eu); je = je, eu = eu; a rigor, não existe sequer o “”, elemento relacional, que designa ou conota MEDIAÇÃO, já que é uma Imediação. O (je)² é a própria mediação. pensexisto. pensamentosser. É o principio de individuação de Aristóteles em seu grau máximo formulado da forma mais sintética. Esta imediação não contempla, ainda, o inconsciente enquanto talo ser no aqui e agora, mas não o Ser total).

como com freqüência sucede em sonhos, posso crer que vejo ou que me desloco, apesar de que sequer abra meus olhos nem me mova do lugar” A rigor, pensa-se no sonho, o que enfraquece o discurso cartesiano. Ainda que em simulacro, há uma certeza na representação onírica de que se pensa, pois apesar de não ser em vigília o ato é efetivamente levado a cabo, idêntico ao pensar.

O 3º é, assim, o trânsito desta certeza rumo à verdade, ao determinado; também este trânsito apresenta em Descartes um caráter simplista, e com isso se oferece a nossa consideração, pela 1ª vez, a metafísica cartesiana.” “Ora, a verdade de todo saber descansa sobre a prova da existência de Deus” Podemos resumir as meditações cartesianas como uma tentativa mal-sucedida (mas corajosa) de resgatar a alegoria da caverna de Platão; obviamente, o que este magnânimo pensador consegue de modo completo numa fábula autocontida, Descarte mal e mal consegue em uma frase, ou seja, não consegue sustentar por mais do que 3 palavras, com o mesmo poder, o tipo de raciocínio-em-direção-à-essência. Não é culpa do francês: o fato de haver um Deus monoteísta a que se deve remeter todos os achados atrapalha bastante…

A suprema ironia é que o que prova ontologicamente o eu e a outridade neste caso é o princípio <NIHIL EX NIHILO> (nada deriva do nada), quando na era cristã, justamente, tudo depende desse motto. Ter-se-ia que imaginar uma sociedade (a Atenas clássica?) que não crê em genealogia ou escatologia (o contrário dos modernos) e que fundamentasse sua filosofia no Nada (o contrário dos modernos) para se dar conta de tamanho paradoxo!

17. SPINOZA

Muito encontrado em outras grafias, como Espinosa.

«Deus é causa imanente, mas não transitiva (transiens) de todas as coisas», quer dizer, externa. Sua essência e sua existência são o mesmo, a saber: a verdade. Uma coisa que fôra determinada a fazer algo, fôra necessariamente determinada por Deus, já que Deus é a causa: e sendo esse seu destino, não pode carecer de determinação. Na natureza não há nada contingente. A vontade não é uma causa livre, senão exclusivamente necessária, exclusivamente um modo; isto quer dizer que se acha determinado por outro. Deus não atua com vistas a causas finais (sub ratione boni). Quem o afirma parece estatuir, ao lado de Deus, algo que não depende de Deus e sem relação com os desígnios de Deus, como se fôra um fim. Concebido assim o problema, Deus não seria uma causa livre, mas achar-se-ia submetido ao fatal. E igualmente insustentável é querer submeter tudo à arbitrariedade, isto é, a uma vontade indiferente de Deus.” Sp., Éticaos trechos em vermelho são muito importantes, pois mostram que Spinoza não está submetido a nenhuma teleologia, i.e., historicismo, hegelianismo… Obviamente ele é muito criticado por H. devido a essa escolha filosófica.

O desenvolvimento de seu pensamento é extraordinariamente simples ou, melhor dizendo, não é desenvolvimento algum; arranca diretamente do espírito.” Algo mais específico eu deixarei para evidenciar quando ler a Ética em si, por isso não sublinhei de verde, embora desse vontade! Quem sabe Spinoza não figurará num novo capítulo da HISTÓRIA DAS IDÉIAS?

Spinoza afirma que o que se chama universo não existe de modo algum, pois é só uma forma de Deus e não algo em-e-para-si. O universo não possui uma realidade verdadeira; o todo se lança ao abismo de uma identidade única. Nada é, portanto, na realidade finita: esta não possui verdade alguma; para Spinoza, somente Deus é.” H. chama isso de acosmismo (meu deus, quanta expressão feia nesse trabalho!).

Quem pinta nosso filósofo com cores tão negras esquece de manter Deus de pé, valorizando em troca o finito, o temporal; e esfrega na cara de Spinoza sua própria anulação e a do mundo.” Porque ele disse que tudo era vaidade, em termos filosóficos, aí está! Todo filósofo é odiado por isso pelos filosofastros…

O sistema spinozista é o do panteísmo e o do monoteísmo absolutos, elevados ao plano do pensamento. O spninozismo dista muito, então, de ser um ateísmo no sentido corrente da palavra; mas efetivamente o é no sentido de que nele não se concebe Deus como espírito. Nesse mesmo sentido poderíamos, todavia, acusar de ateísmo muitos teólogos que só denominam Deus o Ser supremo, onipotente, etc., e que não querem, na realidade, reconhecer Deus, só atribuindo verdade ao finito; e as doutrinas destes são bastante mais perigosas que as de Spinoza.” Um livro interessante para quem está no seminário DE PADRES (me refiro a este de H., mas não nego que a Ética de Spinoza, pelas citações já lidas, também deva sê-lo bastante!).

E, assim como Spinoza se limitava a considerar estas representações, já que o mais alto, para ele, era sua desaparição na Substância una, Locke se detém a investigar como nascem estas representações [filósofo especializado no para-si] e Leibniz, por sua parte, contrapõe a Spinoza a pluralidade infinita dos indivíduos, se bem que todas as suas mônadas têm como essência fundamental a mônada una. [filósofo especializado no em-si] Ambas as filosofias surgem, pois, como reação contra as unilateralidades spinozistas, aqui postas de manifesto.” Podemos dizer que Spinoza foi o maior filósofo do ser-em-si-e-para-si até seu tempo (obviamente estou excluindo Platão), na nomenclatura de Hegel. Até mesmo H. – que é nosso antípoda tantas vezes – teria de concordar!

18. O CÉTICO EMPIRISMO OU EMPÍRICO CETICISMO DOS BRITÂNICOS

A idéia de substância (que Locke toma em pior sentido que Spinoza), idéia complexa, procede do fato de que percebemos, com freqüência, idéias simples tais como a idéia de azul, a idéia de algo pensado, etc. Nos representamos esta justaposição como algo que sustenta por igual aquelas idéias simples, no que estas idéias existem, etc. Assim deduz Locke também o conceito geral de potência. E pela mesma via deriva, à continuação, as determinações de liberdade e necessidade, de causa e de efeito.” Tudo o que Kant resolve em um enunciado este senhor tem de debulhar mal e mal em páginas e páginas…

Bem podemos afirmar que não cabe conceber nada mais superficial que esta derivação das idéias.” “Ao falar do espaço, p.ex., confessa Locke que não sabe o que é em-si. Esta chamada análise lockeana das representações complexas e sua chamada explicação das mesmas lograram encontrar uma acolhida geral em razão de sua clareza e nitidez pouco comuns. Afinal, existe algo mais claro que dizer que o conceito de tempo provém de que percebamos o tempo, e o conceito de espaço de que vejamos o espaço? Os franceses, sobretudo, aceitaram-no de contínuo e o desenvolveram; sua Ideologia não contém, na verdade, mais do que isso.”

ali onde o pensamento é algo concreto por natureza, onde o pensamento e o geral aparecem identificados com o extenso, carece de todo interesse e inclusive de sentido o perguntar-se qual é a relação entre ambos, que o pensamento desdobrara. Como supera o pensamento das dificuldades que ele mesmo [o pensamento] criara? Ocorre que em Locke não se cria nem se desperta nenhuma dificuldade. [muito menos solução] E para que possa se satisfazer a necessidade de reconciliação é necessário que se comece por sentir a dor do desdobramento.” Na filosofia continental, filosofa-se com a dor (digo, ela é sintoma, ou pode ser sintoma, de que se está filosofando, efetivamente); na filosofia britânica, filosofa-se com o tédio, l’ennui.

A sociabilidade, p.ex., é um momento que encontramos na experiência, já que o homem obtém da sociedade múltiplos benefícios. Ora, em que se baseia a necessidade do Estado, da sociedade? Em uma inclinação social. Esta é a causa. Exatamente o mesmo que na Física: o físico efetua sempre este tipo de tradução formal. [vazia] A necessidade de uma existência, p.ex. a dos fenômenos da eletricidade, encontra sua fundamentação em uma causa que os produz; é simplesmente a forma da redução do exterior ao interior, do ente ao pensado, o qual se representa, não obstante, por sua vez, como um ente.” A conta quem paga somos nós, dos séculos XX e XXI, herdeiros da Colônia inglesa nas Américas. Do mais vil imperialismo que já grassou neste so-called planet. Se Hegel soubesse que o Espírito do Mundo reuniria a Terra numa Aldeia Global com estes ‘capitães’, teria reformulado seu sistema ainda em vida.

Newton foi indubitavelmente quem mais contribuiu para a difusão da filosofia de Locke ou da maneira inglesa de filosofar, em geral, e em particular para sua aplicação a todas as ciências físicas. Seu lema era «Física, guarda-te de metafísica!», o que vem a querer-dizer, mais ou menos: ciência, guarda-te de pensar!HAHAHAHAHA!

A natureza mesma se encarrega de refutar essa deplorável maneira de experimentar, pois a natureza é algo muito mais excelente que o que esses míseros experimentos dela nos dizem: ela mesma e o contínuo experimentar dão o melhor desmentido desses falsos métodos. E, assim, vemos que dos esplêndidos descobrimentos newtonianos em matéria de ótica só um fica de pé: a divisão da luz em 7 cores: em parte porque o que se ventila aqui é o conceito do todo e das partes, e também graças a uma determinação insensível perante o contraposto.” Já dediquei até um post sobre isso. Mas uma última palavra: creio que um dia diremos, esquecendo Cristo, e nos lembrando de Isaac Newton somente para esquecê-lo (lembrarmo-nos constantemente de conservá-lo esquecido): ANO XXX DEPOIS DE NÃO-NEWTON (ex: 272 d.¬N., para assinalar que não vivemos mais no mundo ocidental ou na modernidade que conhecemos). Obviamente meus tetranetos já serão caveiras até lá. Mas já vivemos em algum ano a.¬N., se serve de consolo!

O HOMEM-ESCADA: “Devemos expor, na seqüência, o ceticismo de Hume, que adquiriu maior notoriedade histórica do que em si merece; o importante nele, do ponto de vista histórico, consiste em que Kant arranca, em realidade, desta doutrina a fim de construir sua própria filosofia.”

19. LEIBNIZ

Muito encontrado em outras grafias, como Leibnitz.

Gottfried Wilhelm (barão de) Leibniz nasceu em 1646, em Leipzig, onde seu pai era professor de filosofia.” Deve ser o único filósofo da história filho de outro filósofo!

Todas estas ocupações, tão díspares, não foram obstáculo para que descobrisse, em 1677, o cálculo diferencial, a propósito do qual se viu arrastado a uma disputa com Newton, na qual, por certo, mantiveram uma atitude pouco nobre tanto este como a Sociedade de Ciências de Londres. Os ingleses, que propendiam a atribuir todo este método matemático a Newton e eram bastante injustos com os demais, não levavam em conta que os Principia newtonianos viram a luz com posterioridade ao descobrimento de Leibniz, e em uma nota à 1ª edição, que mais tarde desapareceu, faz-se o elogio do filósofo alemão.” ‘Obscenidades’ que não deveriam estar num livro hegeliano de história da filosofia, digo, do Espírito do Mundo. A verdade é que este assunto, além disso, mesmo para uma historiografia da matemática, seria controverso e haveria necessidade de abordá-lo em mais parágrafos: ao que tudo indica, Newton já possuía o conhecimento do cálculo diferencial (não se descobre algo assim, o termo correto seria inventar), porém tinha o hábito de publicar apenas muito vagarosamente, após reunir mais material e ‘sentir a recepção’ das idéias na comunidade matemática, ao passo que outros autores como René Descartes e o próprio Leibniz publicavam imediatamente após concluírem artigos e teses, sem constrangimento em se autocontradizerem ou desmentirem de seguida. Aqui o patriotismo de H. foi provavelmente em vão, apesar de estar certo quanto ao caráter protecionista dos ingleses! Ler https://seclusao.art.blog/2021/05/26/historia-da-matematica-uma-visao-critica-desfazendo-mitos-e-lendas-tatiana-roque-2012/.

às percepções da consciência Leibniz chama apercepções.” O vocabulário da filosofia vai enriquecendo, mas com isso não se garante que enriqueça a filosofia mesma. Apercepção, que em Kant é um termo incognoscível (o que não compromete compreendê-lo), significa, pois, originalmente: a representação conceituável (pensável). O que é mais que pura aparência (a dor, as cores, o mais primitivo de cada sentido), embora decorra evidentemente do fenômeno.

+ 2 VOCABULÁRIOS KANTIANOS: «Estas verdades eternas descansam sobre 2 princípios: um é o da contradição, outro o da razão suficiente

20. JUÍZO HEGELIANO ACERCA DA DEFICIENTE METAFÍSICA MODERNA

À filosofia antiga podemos retornar constantemente, compreendendo-a e reconhecendo-a; é uma filosofia satisfatória, situada em sua própria fase de evolução, um ponto central concreto que dá satisfação à missão do pensamento, tal e como se a enfoca. Em troca, esta metafísica moderna a que nos estamos referindo não faz outra coisa senão desenvolver os antagonismos até convertê-los em contradições absolutas. Tudo bem que se indica a solução absoluta delas, Deus, mas somente como uma solução abstrata, situada no além; no aquém, ficam de pé todas as contradições, sem resolução quanto a seu conteúdo.”

21. O MATERIALISMO FRANCÊS SUI GENERIS

Esta essência vazia é para nós, em geral, o pensamento puro, o que os franceses chamam o être suprème (ser supremo), ou se representa objetivamente como algo que é, como algo que aparece diante da consciência, como a matéria.” “É o conceito que se apresenta numa atitude puramente destrutiva, que não se desenvolve de novo com base nesta matéria ou neste pensamento puro, nesta pura substancialidade. Aqui vemos manifestar-se livremente, então, o chamado materialismo e ateísmo, como resultado necessário da pura consciência-de-si compreensiva. “Só permanece a essência presente e real, pois a consciência-de-si só reconhece o em-si como algo que existe para ela como consciência-de-si, na qual se sabe, portanto, real: a matéria, como aquilo em que pode estender-se e realizar-se na pluralidade, a natureza. No presente, tenho a consciência de minha realidade; e, em conseqüência, a consciência-de-si se encontra a si mesma como matéria, a alma como algo material, as representações como movimentos e câmbios no órgão interior do cérebro, que seguem as impressões externas dos sentidos.” Ultrapassado? Talvez. Mas sempre que relembramos esta etapa do pensamento, nos excitamos, como por exemplo diante das ingênuas questiúnculas de Descartes. Ah, França!

O estado religioso, com seu poder e sua magnificência, com a corrupção dos costumes, com a cobiça, a sede de honras, a canalhice, para as quais se pede, entretanto, reverência e acatamento: toda esta contradição que existia na realidade se deve ter bem presente se se quiser compreender o sentimento de rebelião que se apoderou destes escritores.” Atualíssimo!

H. diz: apesar de Hume muito ter contribuído, a verdadeira transição da filosofia carente-moderna ao Kantismo (a filosofia moderna verdadeira que começa, não isso de cartesianismo!) se dá mesmo é com Rousseau. Ele é a ponte entre a Grã-Bretanha e a Alemanha, (!) nada de Canal da Mancha!

22. KANT: A NÊMESE DO ESPÍRITO DE HEGEL

O próprio espírito deve dar testemunho ao espírito de que Deus é o espírito; o conteúdo deve ser o verdadeiro. Mas isto não se comprova porque se me revele a mim, porque a mim se me assegure.” E com esse delírio que é um recuo escolástico, mas que H. pensa que é seu passo a mais, chegamos à conclusão de que ele e Kant são como água e óleo, pois K. é opaco a H.!

Claro está que agora tudo se chama intuição, inclusive o pensamento, a consciência; Deus, apesar de pertencer só ao pensamento, pode ser captado também mediante a intuição, por meio da chamada consciência imediata.” O que há que resetar do kantismo é a parte em verde.

Trata-se de uma faculdade de caráter especial; e somente quando se sucedem ambas as coisas, i.e., quando os sentidos prescrevem a matéria, e o entendimento tenha com ela combinado seus pensamentos, brota o conhecimento. Os pensamentos do entendimento como tal são, destarte, pensamentos limitados, pensamentos do finito.

Pois bem, a lógica, enquanto lógica transcendental, estabelece os conceitos que o entendimento encontra a priori nele mesmo e mediante os quais pensa os objetos completamente a priori. Os pensamentos têm esta forma: são a função sintetizadora através da qual o múltiplo se reduz à unidade. Esta unidade sou eu, é a apercepção transcendental, o aperceber puro da consciência de si, eu = eu; o eu deve «acompanhar» todas as nossas representações.” Recordando: Percepção: sensação pura e simples. Apercepção: sensação que é mais geral que a anterior, embora siga sendo imediata, e que não é conceitual por assim dizer, dado nosso próprio nível de exigência do que deva ser um conceito. Isto é: não só as rachaduras da parede do meu quarto, cujo padrão é mais ou menos indescritível, mas os próprios tempo e espaço: estas são apercepções. Diferente da qualidade da mesa na qual apóio agora meus cotovelos, a umidade de meus cachos agora que acabei de sair de um banho, o ruído ambiente… Espaço e tempo são de onde emanam todos esses fenômenos, e eu apenas acabo de abstrair o que é a extensão territorial e a dinâmica da sucessão em duas palavras específicas; porém não posso manusear tempo e espaço como um relógio e dizer mais do que isso sem incorrer em besteirol; esse é meu limite. Posso fazer poesia sobre espaço e tempo, sobre as rachaduras na minha parede (sobre estas últimas, posso até escrever de forma técnica), mas continuará sendo uma determinação fundamental que determina meu próprio ânimo (visão, tato, no máximo, no caso das rachaduras) e o limite do que posso expressar nesta poesia.

Existem, portanto, segundo Kant, 12 categorias fundamentais, divididas em 4 classes; e não deixa de ser curioso, e ademais meritório, que cada gênero esteja formado, por sua vez, por uma tríade.” Poderemos seguir fazendo uma pseudometafísica só reformulando essas categorias ad infinitum… Pouco importa seu número, seus nomes… Pelo menos pouco importa segundo o que o indivíduo quer com o mundo e com a vida – que esteja claro! E essa obsessão hegeliano-pitagórica pelo número 3 é algo que não cabe em filosofia séria.

4) A 4ª classe são as categorias da modalidade, da relação do objetivo sobre nosso pensamento; possibilidade, existência (realidade) e necessidade. A possibilidade deveria ser o 2º; mas, com relação ao pensamento abstrato, a representação vazia é o 1º.” Incluí esse trecho para ilustrar um dos vários momentos em que não sabemos se é H. que está superinterpretando e julgando ou se está apenas expondo ipsis litteris a filosofia kantiana. Como é um detalhe sem relevância da Crítica da Razão Pura, eu não me recordo dessa passagem – não sei se quem o diz é Kant ou Hegel, querendo corrigi-lo! Eu até chutaria que é o 2º, pois julgo que Kant não concordaria com o termo “representação vazia”.

O enlace deste algo duplo é, a propósito, uma das páginas mais belas da filosofia kantiana, em que se unem a sensibilidade pura e o entendimento puro, predicados anteriormente como termos absolutamente antagônicos. Contém-se aqui um entendimento intuitivo ou uma intuição intelectiva; mas não é assim como o entende Kant, que não junta estes pensamentos: não compreende que unifica, deste modo, ambas as partes integrantes do conhecimento, expressando com isso o em-si do mesmo.” O mais engraçado dos grandes filósofos é que avançam precursoramente dizendo aquilo que nem eles mesmos entendem, para que em seguida alguém os interprete corretamente (e por sua vez cometa mais erros parecidos lá na frente)! Se isso não é intuição transcendental da mais enraizada e incontestável eu não sei o que é!

A razão é, portanto, segundo Kant, a faculdade para conhecer a partir de princípios, i.e., para conhecer o particular no geral, por meio de conceitos; o entendimento, pelo contrário, chega ao particular pela via da intuição. Mas as próprias categorias são algo particular. O princípio da razão em geral é, segundo Kant, o geral, enquanto que encontra o incondicionado para o conhecimento condicionado do entendimento. Sendo assim, o entendimento é, para ele, o pensamento em condições finitas; a razão, na outra mão, o pensamento que faz do incondicionado seu objeto. Desde então, a terminologia filosófica se acostuma a distinguir entre o (simples) entendimento e a (elaborada) razão, distinção com que não nos encontramos nos filósofos antigos. O produto da razão é, segundo Kant, a idéia—expressão platônica—; por idéia entende Kant o incondicionado, o infinito. É uma grande frase esta de que a razão produz idéias; mas em Kant a idéia é somente o geral abstrato, o indeterminado.” E se Platão concorda com Kant, como ficamos, H.?

é o Eu, o pensante, uma substância, uma alma, uma coisa anímica? Mais adiante se pergunta se é algo permanente, imaterial, incorruptível, pessoal, imortal, e algo que mantenha uma comunidade real com os corpos. A falsidade do raciocínio consiste em que a idéia racional necessária da unidade do sujeito transcendental predique-se como uma coisa, pois só assim se converte em substância o que há nela de permanente. De outro modo, encontrar-me-ia a mim mesmo evidentemente como algo permanente em meu pensamento; mas somente na consciência perceptiva e não fora dela. O Eu é, assim, o sujeito vazio, transcendental, de nossos pensamentos, que só por meio de seus pensamentos é conhecido; mas sem que, partindo daí, possamos chegar a formar-nos nem o mais leve conceito do que é em-si. (É esta uma distinção demasiado repelente, pois o pensamento não é outra coisa que o em-si!) Não podemos predicar dele nenhum ser, pois o pensamento é uma mera forma, e não obtemos a representação da essência pensante por uma experiência externa, mas simplesmente pela consciência-de-si, ou seja, porque não podemos tomar o Eu nas mãos, não podemos vê-lo, cheirá-lo, etc. Sabemos perfeitamente bem, sem dúvida, que o Eu é o sujeito; mas, se remontamos sobre a consciência-de-si e dizemos que é substância, vamos além do que temos o direito de ir. O Eu não pode, pois, dar ao sujeito nenhuma realidade.

Aqui vemos Kant cair na contradição entre a barbárie das idéias que refuta e a barbárie de suas próprias idéias, que não saem do marco daquelas refutadas. Tem, em 1º lugar, toda a razão quando afirma que o Eu não é uma coisa anímica, um algo permanente e morto, dotado de existência sensível; e, em realidade, se houvesse de ser uma coisa comum e corrente, teria que cair também, necessariamente, dentro do campo da experiência; em 2º lugar, Kant não sustenta o contrário disso, a saber, que o Eu, como este pensar-o-geral e pensar-se-a-si, tenha em si mesmo a verdadeira realidade que exige como modo objetivo, senão que não sai da representação da realidade segundo a qual esta consiste em ser uma existência sensível, em vista do quê, como o Eu não se dá em nenhuma experiência externa, não é real. (…) dito de outro modo: Kant só concebe a consciência-de-si, pura e simplesmente, como algo sensível.” Ao exportar o em-si, K. recai para trás até de Descartes com sua certeza!

A necessidade destas contradições é justamente o lado interessante que Kant (Crítica da razão pura, p. 324) traz a nossa consciência, já que segundo a metafísica comum e corrente se o um rege há que dar-se o outro lado por refutado. E, no entanto, o que há de importante nesta afirmação de Kant vai dirigido contra sua intenção. Pois ainda que seja certo que Kant (Crítica da razão pura, pp. 385 e seguinte) dissolva estas antinomias, dissolve-as somente no peculiar sentido do idealismo transcendental, que não nega ou põe em dúvida a existência das coisas exteriores, apenas «permite que as coisas sejam intuídas no espaço e no tempo» (para o qual não se necessita contar com nenhuma autorização); porém, para ele «o espaço e o tempo não são, em si mesmos, tais <coisas>; eles não existem fora de nosso ânimo»; quer dizer, todas estas determinações de princípio no tempo, etc., não correspondem às coisas, ao em-si do mundo mesmo dos fenômenos, que existe para-si fora de nosso pensamento subjetivo.” Sim, são mera retórica kantiana, que ‘inventa’ uma antinomia, i.e., uma possibilidade de refutação de seu sistema, que apenas jogará aos leões, porque seu sistema já nasce irrefutável. A lógica usada em cada uma é a antiga (pré-criticismo), e a síntese é a lógica a partir de Kant. É um artifício que infla muito a espessura da Crítica da Razão Pura.

Isto é, Kant não chega a estabelecer justo aquela síntese do conceito e do ser, ou seja, a compreender a existência, a estabelecê-la como um conceito; a existência segue sendo para ele simplesmente algo diferente do conceito.” Não chegou aos existencialistas.

Deste ponto de vista, a consciência-de-si-mesmo é sua própria essência, enquanto que a razão teórica tinha outra, distinta: concretamente, no primeiro caso o Eu é, em seu caráter individual, essência imediata, generalidade, objetividade; a subjetividade tende, em segundo lugar, à realidade, mas não à realidade sensível, a que antes encontrávamos, senão que, aqui, [na Crítica da Razão Prática] a razão faz-se passar pelo real. Aqui, é o conceito aquele que tem a consciência de sua defeituosidade, coisa que não devia ter a razão teórica, já que o conceito tem de seguir sendo tal conceito. Impõe-se, então, aqui, o ponto de vista do absoluto, já que o homem encerra em seu peito algo infinito. Tal é o que há de satisfatório na filosofia kantiana: ela cifra o verdadeiro ao menos no ânimo do homem, só mediante o qual reconheço aquilo que se acha em harmonia com minha própria determinação.” Obviamente que a Crítica da Razão Prática seria o livro mais adorado pelo protestante Hegel! Matou o Sol Absoluto de Platão no peito e saiu jogando – fintando dialeticamente – no time da Metafísica (talvez contra o Entendimento Pensante Futebol Clube) para marcar um GOOOLAÇO… Infelizmente para Hegel, não aposentaram a camisa 10 após sua morte, porque a despeito de toda sua autopresunção ele não era Pelé e as próximas gerações ofuscaram-no…

Uma das determinações extraordinariamente importantes da filosofia kantiana é a de que deve se reduzir a si mesma aquilo que a consciência-de-si considera como a essência, a lei e o em-si. Conforme o homem persiga este ou aquele fim, conforme julgue desta ou doutra maneira o mundo ou a história, o quê deve reputar como seu fim último? Para a vontade, não existe outro fim senão aquele retirado dela própria, o fim de sua liberdade.” A brecha perfeita para o Historicismo hegeliano: uma mal-formulada ética laico-cristã!

QUIXOTADAS, DITIRAMBOS & AFORISMOS SÁBIOS

Todos queriam ser Hegel.

Todos queriam estar depois de Hegel.

Não, todos queriam estar depois deste sujeito pós-hegeliano!

Eis o pau que não matará nenhuma cobra

Nem mostrará o instrumento homicida a ninguém!

Quem chegar por último…

Morre nauseado e solteiro.

Dom Quixote tem uma história. Não existe um Dom Quixote que se olvide.

O filósofo não tem o direito de censurar seus amigos por esquecerem que ele existe! Esse é um problema muito pessoal

O FILÓSOFO COMO UM ELETRICISTA: Fases de curto-circuito da verdade.

TWIN PEAKS & DAVID LYNCH: Tudo tem um propósito, o resto é garmonbozia.

QUANDO O IDEAL É MAIS REAL DO QUE O REAL: O real é uma parte pequena do meu feudo. O contrato ideal.

Como se poderia pensar que se poderia pensar exatamente o que Tales pensou?! Tendo uma auto-estima de mil Budas, talvez, ou nem assim!

Eu escrevo que Hegel escreveu que Aristóteles escreveu que Tales disse (escreveu, por suposto, mas este escrito não sobreviveu) que o princípio (não no sentido de começo mas de importância) de todas as coisas era a água. Ironicamente qualquer manuscrito único, por mais importante que fosse, não poderia dar notícias ao futuro se fosse umedecido.

Um elo entre um nada e outro nada ainda menor.

A avant-garde do Nada. A retaguarda do império.

Não só mataram Deus como transaram com seu cadáver.

Nem todo humanismo é uma filosofia, mas toda filosofia é um humanismo.

Quando você desenvolve uma dialética só para poder ser autocontraditório à vontade (e se masturbar para o número 3)!

Na missa a missiva: às premissas, mas sem pressa!

Um filósofo que subestima Platão NÃO é um filósofo.

Diógenes Laércio e Plutarco só servem para confundir as gerações futuras. São ilegíveis hoje!

Nunca se conseguiu comprovar se Pitágoras realmente existiu. Às vezes era só uma pegadinha de estudantes, e deram o nome de Pitágoras a um burro que era o mascote oficial da seita!

O MONÓLOGO-DIÁLOGO ILUSTRADO

Kant: O conceito é pensável porque é antes de tudo sensível…

Hegel: O conceito é sensível porque é antes de tudo pensável!!!

Kant & Hegel: O conceito só pode ser pensado porque é essência-e-aparência!

Kant: Sim, finalmente estamos de acordo em alguma coisa!…

Hegel: No que mais poderíamos concordar?

Kant: Hm, deixe-me ver… Se eu fosse você, acho que me aprazeria exprimir assim: o não-conceito não pode ser pensado, pois ou é só essência ou é só aparência.

Hegel: Com efeito! E você, Kant, escreve frases tais quais: o não-conceito pode ser sentido quando é só aparência; o não-conceito não pode ser sentido quando é só essência (sua coisa-em-si!). Ou seja, o conceito é sentido como não-conceito (apenas como aparência)…

Kant: Ficamos bons na arte de invertermos os papéis! E assim você concluiria, Hegel: a essência pura é inacessível enquanto não integrar um conceito.

Esculpir bebês para parir estátuas.

Sócrates foi condenado à morte porque descobriu o inconsciente. 2200 anos depois um austríaco fraudulento vai criar uma associação internacional para enganar a civilização dizendo que ele descobriu o inconsciente!

mundo verdade, mundo-vedado.

Hegel se embaralha metendo Deus no bagulho do Um!

O único espelho do mundo é o mundo mesmo.

Portanto, desça do púlpito e volte ao mundo-verdade verdadeiro!

Percebe o que deixaste para trás na primeira olhada abstrato-panorâmica do cenário!

Conceptos como cáscaras vacías del Ser.

Deus como uma rodinha de skate.

O ponto euclidiano como patas de uma aranha em eterno debate descoordenado.

Seria o niilismo apenas um subconjunto do hegelianismo? A exportação lenta e gradualíssima de um mal da intelligentsia ao “povão”? A história desse espraiamento?

Talvez o maior livro de meta-dados que se pudesse escrever fosse uma biografia de Diógenes Laércio! Fonte: Diog. Laér.

Os maiores rivais dos escépticos eram os assépticos, pois gostavam de ter uma discussão muito limpa!…

6º “Empírico” era cético, grande tirada!

É essencial que saibas que a essência não existe!

Em si o ceticismo está correto – era uma piada!! Cof, cof… A evolução final do sofista, o SUPERSOFISTA.

A Roma nossa de todos os dias. O Protestantismo da Filosofia procrastina a morte da Filosofia, para o mal de todos… Rola-se a dívida especulativa (duplo sentido desdobrado, arrotado e peidado em si mesmo saindo como suor pelos poros respirados em seqüência)…

Jesus, o primeiro teleólogo da Terra.

A solução mundial deveria consistir em vedar qualquer trânsito e comunicação entre ocidente e oriente. Cultural ou de ogivas nucleares. Tudo que for cultura ocidental e bomba atômica fica do lado do Tio Sam. A nós, orientalistas, nossos nirvanas sutis, mil odores de rosas que aprendemos a distinguir… E então chega-se à Unidade do Mundo verdadeira, já que o Ocidente – para lá – é só um além, nem é mais mundo

Aporia… Ah, poria… algo mais?! Limite fenomênico. Limite-se, fenomênico! KNOW HOW TO LIE – LIE & REST. Já deuS.

MAIS HEGEL (& ASSOCIADOS)? OUTROS POSTS DO SECLUSÃO, referenciados durante o artigo.

HISTÓRIA DAS IDÉIAS 1: Introdução à Epistemologia Hume-kantiana

https://seclusao.art.blog/2021/05/13/historia-das-ideias-introducao-a-epistemologia-hume-kantiana/

SPEECH AND WRITING ACCORDING TO HEGEL – Derrida, 1971 (in: W.F. Hegel, Critical Assessments, ed. Robert Stern, 1993). https://seclusao.art.blog/2021/08/10/speech-and-writing-according-to-hegel-derrida-1971-in-w-f-hegel-critical-assessments-ed-robert-stern-1993/

FILEBO, Ou: Dos prazeres, da inteligência e do Bem – tradução comentada de trechos [Platão]

https://seclusao.art.blog/2020/01/07/filebo-ou-dos-prazeres-da-inteligencia-e-do-bem/

LES OEUVRES COMPLÈTES D’HIPPOCRATE – Tome Premier (trad. clássica de Littré) [Hipócrates, ‘Pai da Medicina’]

https://seclusao.art.blog/2021/04/07/les-oeuvres-completes-dhippocrate-tome-premier-trad-classica-de-littre/

O QUE ARISTÓTELES E STEPHEN HAWKING TÊM EM COMUM? Um pouco sobre a contenda edipiana Física x Metafísica: Mal-entendidos comuns entre uma e outra, do ponto de vista filosófico, passando por figuras ilustríssimas como Von Humboldt, Freud e Alfred Jarry!

https://seclusao.art.blog/2021/08/05/o-que-aristoteles-e-stephen-hawking-tem-em-comum-um-pouco-sobre-a-contenda-edipiana-fisica-x-metafisica-mal-entendidos-comuns-entre-uma-e-outra-do-ponto-de-vista-filosofico-passando-por-figuras-il/

HISTÓRIA DA MATEMÁTICA: Uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas – Tatiana Roque, 2012.

https://seclusao.art.blog/2021/05/26/historia-da-matematica-uma-visao-critica-desfazendo-mitos-e-lendas-tatiana-roque-2012/

LECCIONES SOBRE LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA Vol. III/III – Hegel (trad. Wenceslao Roces ed. Elsa Cecilia Frost), Fondo de Cultura Económica (1833, 1955, México) /ePub r1.0 Titivillus 22.09.16

En este último tomo de las Lecciones sobre la historia de la filosofía se concentra el final de la filosofía griega, que unida a la revolución operada en el mundo por el cristianismo abre una época totalmente nueva, la filosofía medieval —cuyo espíritu, hay que reconocerlo, no fue comprendido por Hegel— [HAHAHA] y, por último, la filosofía moderna, que cierran las magníficas exposiciones¹ de Kant, Fichte y Schelling.

[¹ Assim espero – não me desaponte!…]

De acuerdo con la idea hegeliana que rige estas Lecciones, todos los milenios transcurridos desde el inicio de la filosofía con Tales de Mileto hasta el momento mismo en que Hegel dicta su curso, han sido necesarios para que pudiera llegar a producirse la filosofía alemana de esta época, pues el Espíritu del Mundo marcha siempre con paso lento y perezoso hacia su meta.”

PRIMERA PARTE:

LA FILOSOFÍA GRIEGA (cont.)

SECCIÓN TERCERA:

TERCER PERÍODO: LOS NEOPLATÓNICOS

La última fase con que nos habíamos encontrado —la que representaba el abandono de todo lo firme y objetivo, la huida a la abstracción pura e infinita de suyo, la absoluta pobreza de contenido determinado, con la consiguiente satisfacción subjetiva y el retorno a sí misma de la conciencia de sí— había encontrado su coronación y remate en el escepticismo, aunque ya el sistema estoico y el epicúreo marchasen hacia la misma meta.”

Esta idea inculcada en el hombre de que la esencia absoluta no es nada extraño para la conciencia de sí, de que para él no significa nada la esencia en que no vive su conciencia de sí inmediata, este principio se revela ahora como el principio general del Espíritu del Mundo, como la creencia y el saber generales de todos los hombres; con él se transforma de golpe todo el aspecto del universo, se destruye todo lo anterior y se produce un renacimiento del mundo.”

Cicerón pone de manifiesto como pocos filósofos un desconocimiento completo acerca de la naturaleza de su Estado y de la situación en que se encontraba”

El poder romano es el escepticismo verdadero. Pues bien, este carácter de la generalidad abstracta como despotismo absoluto, que va directamente unido en la desaparición de la vida del pueblo a la individualización de la atomística, como el retraimiento a los fines e intereses de la vida privada, es el que vemos llevarse a cabo con una correspondencia perfecta en el campo del pensamiento.”

En el mundo griego, sobre todo, vemos cómo se esfuma la alegría de la vida espiritual para dejar paso al dolor y la angustia producidos por esta ruptura.”

Esta fe en el milagro, que es al mismo tiempo la falta de fe en la naturaleza presente, lleva aparejada asimismo la incredulidad en cuanto al pasado o en cuanto al hecho de que la historia sólo haya sido lo que realmente fue. Toda la historia y la mitología verdaderas de los romanos, los griegos y los judíos, y hasta las palabras y las letras sueltas, cobran ahora otra significación: son algo roto de suyo, encierran un sentido interior que es su esencia y se manifiesta en forma de letras y signos vacíos de contenido, que son su fenómeno.” Não está exagerando?

Dios, el ser simple de los judíos, vivía para ellos fuera de la conciencia de sí; semejante Dios piensa, indudablemente, pero no es el pensamiento; se halla más allá de la realidad, es solamente la alteridad del mundo intuido a través de los sentidos.”

La idea en el pensamiento puro —la idea de que Dios no hace esto exteriormente como un sujeto, de que todo esto, por tanto, no acaece como una resolución casual de Dios y como producto de una ocurrencia suya, sino de que Dios produce este movimiento como una sucesión de momentos de su esencia que se manifiestan así como su eterna necesidad en sí mismo, que no forma parte para nada de las condiciones del acaecer— la encontramos expresada en algunos judíos filosofantes o platónicos determinados.”

Ya en la filosofía pitagórica se manifestaba la diferencia en forma de tríada; en Platón veíamos, después, la idea simple del espíritu como la unidad de la sustancia indivisible y de la alteridad, aunque solamente como una mezcla de ambas.”

FOSSILIZAÇÃO DO MUNDO-VERDADE CUJO AUGE SE DEU EM PLATÃO: “El punto de vista general de la filosofía neoplatónica o alejandrina consiste, por tanto, en crearse a base de la pérdida del universo un universo que sea, dentro de su exterioridad, un mundo interior y, por tanto, un mundo reconciliado; y este mundo es el de la espiritualidad, que comienza aquí.”

La misma libertad, bienaventuranza, imperturbabilidad que perseguían como fin el epicureísmo, el estoicismo y el escepticismo, sigue siendo ahora, es verdad, una aspiración para el sujeto; pero facilitadas esencialmente por la orientación hacia Dios, del interés por lo verdadero en y para sí, y no de la evasión de lo objetivo” Eis o maior erro: pressupor que as massas podem cumprir esse designio sábio imanente!

Ahora bien, en cuanto que la voluntad humana se determina como algo negativo frente a lo objetivo, surge el mal por oposición a lo afirmativo absoluto.”

La desventura del mundo romano estaba en abstraerse de aquello en que el hombre venía encontrando su satisfacción; esta satisfacción nacía precisamente de aquel panteísmo por virtud del cual el hombre veía la verdad y lo supremo en las cosas naturales, en el aire, el fuego, el agua, etc., y en sus propios deberes, en la vida política del Estado. Ahora, en cambio, sobreviene la desesperación en el dolor del mundo acerca de su presente, aparece la falta de fe en estas formas y manifestaciones del mundo natural finito y en el mundo moral de la vida del Estado”

Es falso lo que suele decirse de que no es necesario conocer a Dios para concebir esta relación. Por cuanto que Dios es lo primero, es Él quien determina la relación; por tanto, para llegar a saber qué es lo verdadero de la relación es necesario conocer a Dios.” Supondo que isso estivesse correto, também estaria correto que matar Deus é igualmente necessário ao final do processo…

diremos algunas palabras acerca de Filón, el judío, y señalaremos algunos momentos interesantes que se presentan en la historia de la Iglesia.”

Bajo el reinado de Calígula, Apión atacó duramente por escrito a los judíos, y Filón fue enviado a Roma como embajador de su pueblo, con la misión de inculcar a los romanos un concepto mejor del que de él tenían.”

Filón compuso una larga serie de obras, de las cuales se conservan todavía muchas, por ejemplo las que llevan por título Sobre la estructura del universo, Sobre las recompensas y los castigos, Sobre los sacrificios, Sobre la ley de las alegorías, Sobre los sueños, Sobre la inmutabilidad de Dios; las obras que de Filón se han conservado aparecieron en folio en 1691, en Francfort, y reeditadas más tarde por Pfeiffer en Erlangen. Filón era famoso por su multifacético saber y se hallaba muy familiarizado con los filósofos griegos.

Los dos rasgos que caracterizan a este pensador son: la asimilación de la filosofía platónica y su esfuerzo por poner de manifiesto la filosofía de las Sagradas Escrituras judaicas. Los relatos y descripciones de su historia del pueblo judío se distinguen porque en ellas el autor pierde todo el sentido inmediato de la realidad. A todo atribuye un significado mítico y alegórico, empeñándose por descubrir a Platón en Moisés.”

El espíritu de la filosofía obliga a los judíos a buscar en sus libros sagrados, como obligó a los paganos a buscar en Homero y en la religión popular, un profundo significado especulativo, y a presentar sus escritos religiosos como un sistema perfecto de sabiduría divina.”

En la historia, en el arte, en la filosofía, etc., lo importante es siempre que aparezca expresado lo que se quiere expresar”

Lo prosaico ha desaparecido; por eso, en los autores del siguiente período los milagros son algo usual y corriente”

Filón, De mundi opificio

como cuando decimos: «Dios Padre», es decir, este Uno no revelado, indeterminado de suyo, que aún no ha creado nada; lo otro es la determinación y la distinción con respecto a sí mismo, la creación. Lo creado es su otro, lo que a un tiempo es en él, lo que también le pertenece como suyo y es, por tanto, un momento de sí mismo, siempre y cuando concibamos a Dios como concreto y vivo”

La palabra ha sido considerada siempre como una manifestación de Dios, porque no es corporal; en cuanto sonido, desaparece inmediatamente; su existencia es pues inmaterial.” A música e a palavra como símiles eternos de Hegel para a transitoriedade e o efêmero, como a chave para entender, ao menos, sua Estética.

en realidad, cuando establecemos el ser, la nada del ser es el pensamiento, algo muy positivo.”Por mais boba e trivial que soe, esta frase é fundamental para compreender H..

Llámase cábala a la sabiduría secreta de los judíos, en la que se deslizan, sin embargo, muchos elementos turbios; y también sus orígenes aparecen envueltos entre nubes de fábula. Dícese que esta sabiduría se contenía en dos libros: el Jezirah (Creación) y el Zohar (Resplandor). El primero de estos dos libros, considerado como el principal y atribuido a un rabí llamado Akiba, espera en la actualidad una edición más completa que prepara el Sr. v. Mayer, en Francfort.(*)

(*) Apareció en 1894, traducido y anotado por Goldschmidt [E.].” E no entanto é basicamente só o segundo (e falo de pequenos trechos) que se encontra por aí hoje.

La cábala no tiene evidentemente un origen tan antiguo como el que sus adoradores le atribuyen, pues según ellos este libro divino le fue entregado a Adán para consolarlo del pecado original. Es una mescolanza de preceptos de astronomía, de magia, de medicina y de profecía. El rastro histórico revela que estas ciencias y estas prácticas eran cultivadas en Egipto. Akiba vivió poco después de la destrucción de Jerusalén y tomó parte en la revuelta de los judíos contra el emperador Adriano, en la que aquéllos lograron levantar un ejército de 200 mil hombres para proclamar como Mesías a Barcoquebas; pero la rebelión fue sofocada y el rabino desollado vivo. El segundo libro fue compuesto, al parecer, por un discípulo suyo, el rabí Simeón Ben Joachi, llamado la Gran Luz, la chispa de Moisés. (Brucker) Ambos libros fueron traducidos al latín en el siglo XVII. Un israelita especulativo, el rabí Abraham Cohen Irira, escribió también un libro titulado La puerta del cielo (Porta coelorum), pero éste es posterior, del siglo XV, y denota ya relaciones con los árabes y los escolásticos.”

Antiguamente, no se encontraba en los judíos nada que guarde relación con esas ideas en que se representa a Dios como una luz, en perpetua lucha con un ser hecho de sombra y que encarna el mal, nada de ángeles buenos y malos, de la caída de los ángeles malos, de su condenación, de su estancia en los infiernos, del juicio final en que habrán de ser juzgados los buenos y los malos y de la corrupción de la carne. En estos libros, los judíos empiezan a remontar sus pensamientos por encima de la realidad. Empieza a abrirse ante ellos un mundo espiritual o, por lo menos, un mundo de espíritus, ya que hasta ahora estos judíos no veían más allá de los horizontes de su propia vida, hundidos en la basura y las pretensiones de su existencia y entregados por entero a la conservación de su pueblo y de sus generaciones.

La cábala viene a ser, sobre poco más o menos, lo siguiente. Lo Uno aparece proclamado como el principio de todas las cosas, es también la fuente primigenia de todos los números. Pero, así como la unidad no es un número de tantos, otro tanto acontece con Dios, fundamento de todas las cosas, el Ensoph. La emanación relacionada con ello es el efecto de la primera causa, logrado mediante la restricción de aquel primer fundamento infinito al que aquélla sirve de límite.” “Primeramente se producen 10 emanaciones de éstas, Sephiroth, que forman el mundo puro, azilútico, a cuyo ser es ajeno todo cambio. Viene después el mundo briáhtico, sujeto a mudanzas. El tercer mundo es el mundo formado o jezirático (…) Viene, en cuarto lugar, el mundo hecho o asiáhtico, que es el mundo más bajo de todos, el mundo sensible y vegetativo.” Somos todos Asiáhticos!

Los gnósticos, que aparecen divididos en muchas sectas, tienen como fundamento determinaciones semejantes a las que ya hemos expuesto. El profesor Neander las ha reunido con gran acopio de erudición y las ha estudiado en detalle; algunas formas corresponden a las que hemos señalado más arriba. Su orientación era el conocimiento (γνῶσις), de donde esta corriente toma, además, el nombre.” TAL, Neander. Conhecimento primitivo, 120.000.000 a.C..

Uno de los gnósticos más destacados es Basílides. También él considera como lo primero al Dios indecible (θεὸἄς άρρητος), que es el Ensoph de la cábala”

Neander, Genetische Entwicklung der vornehmsten gnostischen Systeme «Evolución genética de los sistemas gnósticos más importantes»

La ciudad de Alejandría habíase convertido, en efecto, desde hacía mucho tiempo, sobre todo gracias a los Tolomeos, en la sede principal de las ciencias. Aquí entraban en contacto, se influían mutuamente y se entremezclaban, como en su verdadero centro, todas las religiones y mitologías de los pueblos de Oriente y Occidente, lo mismo que su historia, bajo las más diversas formas y manifestaciones. Las religiones eran comparadas las unas con las otras: en cada una de ellas se buscaba y acoplaba lo que contenían las otras; y, sobre todo, se atribuía a las representaciones religiosas un profundo significado y un sentido alegórico general.

Estas tendencias engendraron y tenían, evidentemente, que engendrar oscuros abortos, el más puro de los cuales es la filosofía alejandrina, ya que la fusión de las filosofías tenía que resultar más fácil que aquellas otras combinaciones de tipo religioso que no son sino turbios engendros de una razón que aún no ha llegado a comprenderse a sí misma.”

La modalidad de la filosofía cultivada en Alejandría no seguía, por tanto, las huellas de ninguna escuela filosófica anterior determinada, sino que en sus manifestaciones reconocía como una unidad los diversos sistemas de la filosofía, principalmente el pitagórico, el platónico y el aristotélico, lo cual hace que se la presente, muchas veces, como eclecticismo. Brucker (Hist. crit. phil. t. II, p. 193) es, según lo que yo he podido ver, el primero que ha emitido este juicio; le dio pie para ello, sin embargo, Diógenes Laercio” “Por otra parte, Diógenes es anterior a la escuela de Alejandría, y Pótamo fue, según Suidas (s.v. Ποταμών, t. III, p. 161), preceptor de los hijastros de Augusto: para un maestro de príncipes, hay que reconocer que el eclecticismo es una doctrina muy adecuada. [ironia?] Y como este Pótamo era alejandrino, Brucker se cree autorizado a extender la calificación de ecléctica a la filosofía alejandrina en su conjunto, lo cual ni es justo en cuanto a la cosa misma, ni refleja tampoco la verdad histórica.

El eclecticismo es algo muy malo si se le toma en el sentido de una mescolanza que se forma inconsecuentemente, tomando unas cosas de una filosofía y otras de otra, como esos vestidos hechos con retazos de distintas telas y diversos colores.” “las gentes listas que proceden así conscientemente, creen lograr lo mejor tomando lo bueno de cada sistema, como lo llaman, para formarse de este modo un acervo con los mejores pensamientos; con lo que reúnen indudablemente todo lo bueno, pero nunca la consecuencia del pensamiento ni, por tanto, el pensamiento mismo.” “En este sentido, también fue ecléctico Platón, ya que en su filosofía se unifican los principios de Pitágoras, Heráclito y Parménides; como son eclécticos los filósofos de Alejandría, en cuanto que tienen tanto de pitagóricos como de platónicos y aristotélicos. Lo que ocurre es que este calificativo de «ecléctico» lleva siempre consigo la idea de la mescolanza y la selección.”

La filosofía neoplatónica no formaba, pues, una escuela filosófica propia y especial como las anteriores, sino que las reunía y unificaba todas, aunque consagrándose de un modo muy especial al estudio de Platón, Aristóteles y los pitagóricos.” “Estos comentarios de los filósofos antiguos se ofrecían en forma de cursos o por escrito; se han conservado muchos de ellos, algunos de los cuales son, hay que reconocerlo, excelentes.” “Los mejores comentarios proceden de esta época; la mayoría de las obras de Proclo son comentarios acerca de diálogos sueltos de Platón”

Ammonio Saccas, que quiere decir «cargador de sacos», aparece citado como uno de los primeros o más famosos maestros de esta escuela; murió el año 243 d.C.. Pero no poseemos ninguna obra de él, ni ha llegado tampoco a nosotros la menor noticia acerca de su filosofía. Entre los numerosos discípulos de Ammonio figuraban muchos hombres famosos en otras ciencias, por ejemplo Longino y más tarde Orígenes, aunque no se sabe con seguridad si sería éste, realmente, el famoso Padre de la Iglesia. Pero el más célebre de los discípulos de Ammonio, como filósofo, fue Plotino, cuyas obras son las que más han contribuido a dar a conocer la filosofía neoplatónica. La posteridad atribuye a Plotino, en realidad, todo el conjunto coherente de esta filosofía, considerándola, en rigor, como suya.

Los discípulos de Ammonio juramentábanse, según los deseos de su maestro, para no poner por escrito su filosofía en ninguna clase de obras; así se explica por qué Plotino no empezó a escribir hasta muy tarde; en realidad, las obras que de él se han conservado no fueron editadas sino hasta después de su muerte por uno de sus discípulos, Porfirio.”

Plotino era egipcio y nació hacia el año 205 d.C., en Licópolis, bajo el gobierno de Septimio Severo. Después de haber estudiado con muchos maestros filosóficos, fue formándose en él un carácter melancólico y cavilador; a los 28 años, conoció a Ammonio, en cuya enseñanza encontró, por fin, su espíritu la paz y la satisfacción que buscaba, habiendo permanecido por espacio de 11 años al lado del nuevo maestro.

Como por aquel entonces estaba en gran predicamento la sabiduría india y brahmánica, Plotino se enroló en el ejército del emperador Gordiano que había de tomar parte en la campaña de Persia, pero el fracaso de esta expedición hizo que se frustrase el propósito de Plotino, el cual sólo a duras penas logró salvar la vida. Cumplidos ya los 40 años, se trasladó a Roma, donde permaneció por espacio de 26, hasta que le sorprendió la muerte.” Nada acontecia, porcada (antes de inventarem a feijoada!).

POR FALAR EM CARNE, ALIÁS: “En Roma llevó una vida bastante singular, absteniéndose de comer carne, a la manera de los pitagóricos, sometiéndose a frecuentes ayunos y vistiendo, además, el traje de los pitagóricos antiguos.” Por isso morreu antes dos 70, tsc.

El emperador Galiano que ocupaba a la sazón el trono y que le tenía en gran estima, lo mismo que la emperatriz, estaba inclinado, según se cuenta, a conceder al filósofo una ciudad de la Campania para que instaurase en ella la república platónica. Los ministros impidieron, sin embargo, la realización de este plan y no cabe duda de que obraron muy cuerdamente, pues dada la situación exterior del imperio romano y el completo cambio operado en el espíritu de los hombres desde los tiempos de Platón, es indudable que una empresa como ésta, de haber llegado a realizarse, no habría servido, ni mucho menos, para honrar a la república platónica — menos aún que en tiempos del propio Platón. Y suponiendo que semejante plan hubiese sido concebido por el mismo Plotino, no dice mucho ciertamente en su favor; sin embargo, no es posible saber a ciencia cierta si su plan se refería exclusivamente a la república platónica o contenía ciertas ampliaciones o modificaciones. La implantación de un verdadero estado platónico habría sido ciertamente, en tales circunstancias, contrario a la naturaleza de las cosas, ya que la república imaginada por Platón era un Estado libre e independiente, cosa que en modo alguno podía ser evidentemente la república que se proyectaba instaurar dentro del marco del imperio romano.”

Las obras de Plotino fueron reunidas bajo el título general de Enéadas, 6 en total, cada una de las cuales contiene 9 estudios sueltos. Poseemos, por tanto, en conjunto, 54 estudios o libros de éstos, cada uno de los cuales se divide, a su vez, en numerosos capítulos; trátase, pues, de una obra muy extensa y ramificada. Sin embargo, el conjunto de estos libros no forma un todo coherente, sino que, realmente, cada uno de ellos aborda y trata filosóficamente una materia distinta, lo que hace que sean verdaderamente fatigosos la lectura o el estudio de toda la obra.” Como se Aristóteles tivesse decidido deixar por escrito o que fôra o Platonismo, portanto…

hay algunos libros en los que pueden captarse bastante bien sus ideas, sin que la lectura de los demás represente un gran progreso. En Plotino predominan especialmente las ideas y las expresiones de Platón, aunque nos encontramos también en él con muchas prolijas exposiciones al modo aristotélico: las formas de la dínamis, la energía, etc., señaladas por Aristóteles son muy familiares a Plotino y su exposición y sus combinaciones constituyen uno de los temas predilectos de su estudio.”

Ahora bien, si entramos a examinar más de cerca lo que esta filosofía es, vemos que en ella no se habla ya para nada de criterio, como en los estoicos y los epicúreos, sino que la tendencia de Plotino es a situarse en el centro, en la pura intuición, en el pensamiento puro. Por tanto, lo que constituye la meta para los estoicos y los epicúreos, la unidad del alma consigo misma en la ataraxia, es aquí el punto de partida: Plotino se coloca en el punto de vista que consiste en provocar este estado dentro de sí mismo como un estado de arrobamiento (ἔκστασις), así lo llama, como un estado de entusiasmo. Basándose, en parte, en este nombre mismo y, en parte, en la propia cosa se ha encontrado la razón para calificar a Plotino de místico y de estrafalario; y tal es en efecto la fama general de que aparece rodeada esta filosofía, con lo que, por otra parte, no deja de contrastar bastante el hecho de que cifre la verdad única y exclusivamente en la razón y en la comprensión.

Por lo que se refiere, en primer lugar, al nombre mismo de éxtasis, quienes califican a Plotino de místico ven en esto algo muy semejante al estado a que se transportan en su espíritu los indios, los brahmanes y los monjes y monjas locos que, para recogerse por entero dentro de sí mismos, se esfuerzan por sustraerse a todas las representaciones y a todas las sensaciones de la realidad que los rodea, hundiéndose en este estado de arrobamiento de un modo permanente y entregándose por entero a esta contemplación del vacío, ya vean en él una claridad o un reino de sombras, y sobreponiéndose a todo movimiento, a toda diferencia y, en general, a todo pensamiento. La mística cifra la verdad en un ser que ocupa un lugar intermedio entre la realidad y el concepto, en algo que no es realidad, pero que tampoco puede ser concebido, que no es, por tanto, sino un ente de la imaginación. Pues bien, Plotino se halla extraordinariamente alejado de todo esto.

Sin embargo, lo que le ha dado esta fama, por lo que se refiere a la cosa misma es, en parte, el hecho de que se rienda frecuentemente a llamar misticismo a todo aquello que trasciende la conciencia sensible o los conceptos determinados del entendimiento, considerados en su limitación como esencias; y, en parte, también su manera que consiste en hablar en general de conceptos, de momentos espirituales como si se tratase de verdaderas sustancias.”

en las biografías de los grandes maestros de esta escuela, de un Plotino, un Porfirio y un Jámblico, encontramos, lo mismo que en la de Pitágoras, algunos rasgos de magia y milagrería. Y como, además, seguían conservando la fe en los dioses paganos, afirmaban con respecto a la adoración de las imágenes de los dioses que éstas se hallaban llenas, en efecto, de virtud y presencia divinas. (…) respecto a las imágenes de los dioses, no encontramos en las obras de Plotino nada semejante.”

Es evidente que si llamamos misticismo a todo lo que sea elevarse al plano de las verdades especulativas que se hallan en contradicción con las categorías del entendimiento finito, tendremos que acusar también a los alejandrinos de esta culpa; pero con la misma razón podríamos, entonces, llamar mística a la filosofía de Platón o de Aristóteles. Es indudable que Plotino habla con entusiasmo de la exaltación del espíritu en el pensamiento; pero éste es, en realidad, el auténtico entusiasmo platónico, el elevarse a la órbita del movimiento del pensamiento.”

Así concebido, es evidente que Dios es un más allá de la conciencia individual de sí mismo: de una parte, en cuanto esencia o pensamiento puro; de otra parte, en cuanto que Dios, como algo real y concreto, es la naturaleza misma, la cual se halla más allá del pensamiento. Pero precisamente esta modalidad objetiva retorna por sí misma a la esencia; o, dicho de otro modo, la individualidad de la conciencia es superada.” “La idea de la filosofía de Plotino es, por tanto, un intelectualismo o un elevado idealismo, el cual, sin embargo, por el lado del concepto, no es aún un idealismo acabado: pero aquello de que Plotino cobra conciencia en su éxtasis son, en realidad, pensamientos filosóficos, conceptos e ideas de carácter especulativo.”

La revelación de lo infinito cabe representarse, en efecto, de muy diversos modos, y en los tiempos modernos se ha hablado mucho de lo que se produce partiendo de Dios, pero esto es siempre una representación sensible o algo inmediato. No se expresa con ello la necesidad del revelarse a sí mismo, sino que se establece simplemente un acaecer. Para la representación basta con que el Padre engendre al Hijo eterno; como aquella Trinidad aparece certeramente concebida la idea en lo que se refiere también al contenido, lo cual merece tenerse en alta estima. Pero el que estas determinaciones sean verdaderas no quiere decir que sea suficiente y satisfactoria, por ese solo hecho, la forma de la inmediatidad del movimiento para el concepto. Sino que, como el devenir de la unidad simple, en cuanto aquel levantamiento de todos los predicados, es precisamente esta misma negatividad absoluta que es en sí el producirse mismo, resulta que no se debe partir de la unidad para pasar luego a la dualidad, sino concebir ambas cosas como una sola.”

la luz de la luz”

«La materia es un verdadero no-ser, como el movimiento que se destruye a sí mismo: la inquietud absoluta, pero quieta de suyo, es decir, lo contrario de lo que en sí misma es; es lo grande pequeño, lo pequeño grande, lo más que es menos y lo menos que es más. Así determinada, la materia es más bien lo contrario de lo que es; en efecto, intuida o establecida es como algo que huye; o no establecida, es algo establecido, lo simplemente engañoso.»

También el mal, como lo contrapuesto al bien, comienza a ser ahora objeto de consideración, pues el problema del origen del mal necesariamente tiene que interesar a la conciencia del hombre de un modo general. Lo negativo frente al pensar es estatuido por los filósofos alejandrinos como materia; ahora bien, en cuanto que se presenta la conciencia del espíritu concreto, también lo negativo abstracto es concebido de este modo concreto como dentro del espíritu mismo y, por tanto, como lo espiritual negativo.”

«Ahora bien, ¿cómo se conoce el mal? En cuanto que el pensar se vuelve de espaldas a sí mismo, nace la materia; ésta sólo nace mediante la abstracción de lo otro. Lo que queda cuando retiramos las ideas es, decimos, la materia; el pensamiento se convierte, por tanto, en otra cosa, en un no-pensamiento, en cuanto que se atreve a proyectarse sobre lo que no es lo suyo. Así como el ojo se desvía de la luz para mirar a las tinieblas, en las que no puede ver —he aquí, precisamente, un ver que es un no-ver—, así también el pensamiento sufre lo contrario de lo que es para poder ver lo contrario a él.»

No existiría el mal si no existiese la materia; la naturaleza del universo es una mezcla hecha de νοῦς y de necesidad. Ser entre los dioses quiere decir ser en el pensamiento, pues los dioses son inmortales. También podríamos concebir la necesidad del mal del modo siguiente: como el bien no puede existir solo, la materia es necesaria como contrapartida de él. O cabría decir, asimismo, que el mal es lo extremo mediante la continua degradación y la caída, lo que por este camino no puede llegar ya a ser; de todos modos, es necesario que exista algo después de lo primero, como lo extremo. Y esto es, en efecto, la materia, que no tiene ya nada de ello; en esto reside precisamente la necesidad del mal.»

Los gnósticos convierten lo espiritual, lo intelectual, en lo único verdadero; pues bien, Plotino se declara rotundamente contrario a esta pura intelectualidad y mantiene como esencial la coordinación de lo real con lo inteligible. Plotino honraba a los dioses paganos, atribuyéndoles un sentido profundo y una profunda efectividad. Y así vemos que dice, en el mismo estudio (cap. 16): «No es despreciando al mundo y a los dioses en él y a las demás cosas bellas como puede el hombre alcanzar el bien. El malo desprecia a los dioses, y cuando lo hace es verdaderamente malo. La supuesta adoración de los dioses inteligibles (νοητοὺς θεούς) por los gnósticos no envuelve nada semejante (ἀσυμπαθὴς ἂν γένοιτο)», es decir, no puede darse una armonía en los pensamientos y en el mundo real, cuando el espíritu se mantiene exclusivamente dentro de lo pensado.”

Desdoblamiento, emanación, producción, alumbramiento, desprendimiento: son todas palabras muy empleadas también en los tiempos modernos, pero que no dicen nada. El escepticismo y el dogmatismo, como conciencia, como conocimiento, entrañan la contraposición de subjetividad y objetividad. Plotino desecha este antagonismo y se lanza a la región más alta, al pensamiento del pensamiento aristotélico; toma mucho más de Aristóteles que de Platón y, al hacerlo así, no procede dialécticamente, ni trascendiendo de sí mismo, ni retrotrayéndose de sí a sí mismo como conciencia.”

De Porfirio se ha conservado también, entre otras obras, una «Introducción» al Organon de Aristóteles acerca de los géneros, las especies y los juicios, que son los momentos fundamentales en que el discípulo de Plotino expone la lógica del Estagirita. Esta obra ha sido utilizada en todos los tiempos como manual para exponer la lógica de Aristóteles y una de las fuentes de que disponemos para estudiar su forma; en realidad, nuestros tratados usuales de lógica contienen sólo poco más de lo que nos ofrece esta exposición de Porfirio.”

Con Jámblico, desciende el pensamiento al rango de lo imaginativo y el universo intelectual se convierte en un mundo de ángeles y demonios, perfectamente clasificados, al paso que la especulación degenera en magia. Los neoplatónicos llamaban a esto teurgia (θεουργία)” “No se sabe con seguridad si la obra De mysteriis Aegyptiorum, atribuida a Jámblico, es realmente suya. Proclo habrá de asignar a esta obra, más tarde, una gran importancia, asegurando que de ella procede su idea fundamental.”

Proclo marca la culminación de la filosofía neoplatónica; ahora bien, esta filosofía sigue manifestándose hasta una época muy tardía, incluso a través de toda la Edad Media.” Período nulo em termos de filosofia. Não perder nenhum segundo com estes autores.

La Academia, el año 529 d.C., fue ordenada a la clausura junto con la escuela, por el emperador Justiniano, quien, además, expulsó de su reino a todos los filósofos paganos; entre ellos se encontraba Simplicio, famoso comentador de Aristóteles de cuyos comentarios hay algunos que no han sido publicados aún.”

Se ha dicho: «lo que tenemos entre nosotros cuando, en nuestro gabinete, vemos cómo los filósofos disputan y se van a las manos, llegando a tales o cuales soluciones, no son más que abstracciones hechas de palabras». Pero esto es falso; completamente falso. No son tales abstracciones, sino hechos del Espíritu del Mundo y, por tanto, del destino.”

Um paradoxo: chama os gregos de incompletos e ingênuos, mas a primeira parte ocupa 75% de sua obra… Agora a marcha do Espírito mal tem o que fazer (e veremos que rodopia ainda muito vanamente quando o assunto é Filosofia Alemã!)…

SEGUNDA PARTE:

LA FILOSOFÍA DE LA EDAD MEDIA

INTRODUCCIÓN

El segundo período llega hasta el siglo XVI, abarcando, por tanto, otros mil años, que procuraremos recorrer aquí con botas de 7 leguas.”

Se ha llamado al conocimiento de esta necesidad una construcción de la historia a priori; pero de nada sirve tratar de desacreditar este método como inadmisible e incluso como un alarde de soberbia. Unos se empeñan en ver en la historia una evolución puramente contingente. Otros, tomando más en serio la providencia y el gobierno universal de Dios, se representan la cosa como si el cristianismo fuese algo ya preexistente y perfecto dentro de la cabeza de Dios, siendo lo contingente únicamente el momento en que aparece en el mundo.”

Lo que se dice del hombre como tal, lo que es en general cada hombre en sí, es lo que aquí se representa bajo la forma del primer hombre, de Adán”

MÁ-FEZES: “Pues la idea filosófica es la idea de Dios, y el pensamiento tiene un derecho absoluto a ser reconciliado o, para decirlo de otro modo, a que el principio cristiano corresponda al pensamiento.”

Y lo que la Reforma hace no es levantar un edificio doctrinal nuevo, sino limpiar el antiguo de sus aditamentos posteriores.” O lerdo Espírito do Mundo vacilou 1500 anos… Isso se tomarmos o ponto de vista protestante!!

Con ello se abandona el desarrollo de los conceptos que forman la doctrina del cristianismo basada en la idea y obtenida a través de ella, para volver a la modalidad de su primera manifestación (…) de tal modo que hoy [NA ALEMANHA] sólo se considera como base del cristianismo lo que las fuentes narran acerca de su primera manifestación.”

Claro está que, cuando del espíritu se trata, será necesario ver qué clase de espíritu es, pues los espíritus no son todos iguales, ni mucho menos.” HAHAHAHA!

Se encuentra lo que se busca” HM

Casi podría decirse que, de este modo, se ha querido hacer de la Biblia una especie de molde: el uno encuentra en ella esto y el otro aquello, y es que lo firme pierde en seguida su firmeza cuando se lo enfoca con espíritu subjetivo.”

Jesus, o primeiro teleólogo da Terra.

Los gnósticos eran, pues, contrarios a la Iglesia de Occidente y ésta, al igual que Plotino y los neoplatónicos, combatió muchas veces y desde distintos puntos de vista al gnosticismo, precisamente porque estas doctrinas se atenían exclusivamente a lo general, concebían la representación bajo la forma de la capacidad imaginativa y oponían estas representaciones al Cristo encarnado (Χριστὸς ἐν σαρκί).”

Esta alma prisionera es llamada también por Manes el «hijo del hombre», o sea del hombre primigenio, del hombre celestial, de Adán Cadmón.” Prisioneira da matéria. Da carne e do pecado.

los seres luminosos prisioneros hubieron de elevarse del ciclo de la metempsicosis a la unión directa y restaurada con el reino de la luz.” Tudo isso está na bíblia? Mas então temos que ter olhos de águia para ler essa porra e tirar algum proveito!

Los arrianos consideran a Cristo como un hombre, lo exaltan al plano de una naturaleza superior, pero sin ver en Él un momento de Dios, un momento del Espíritu mismo. Es cierto que los arrianos no van tan allá como los socinianos, quienes ven en Cristo simplemente a un hombre extraordinario, a un maestro, etc., razón por la cual esta secta no formaba parte de la Iglesia, sino que se hallaba aún dentro del paganismo.” A descrição que se faz da crença arriana já dá a impressão de que eles afirmam isso que os socinianos afirmam… Bom, tanto faz, todos esses sectários eram queimados na fogueira igual nos tempos inquisitoriais! Eu sou a metempsicose destes meus pais azarados…

De este modo, la Iglesia se halla gobernada por el Espíritu para poder atenerse a las determinaciones de la idea, pero siempre de un modo histórico. Tal es la filosofía de los Padres de la Iglesia” Em outras palabras: os Padres da Igreja estavam certos até serem abandonados pelo Espírito, que se alojou em Luteros e Calvinos! Pra onde ele foi? Onde está agora?!

y no puede imaginase nada más torpe que la aspiración o el anhelo de algunos modernos de retrotraer la Iglesia a su forma primitiva.” Quem te viu, quem te vê! Já se olhou no espelho?

Lo judaico se halla formado desde el primer momento por este sentimiento de su propia nulidad: es una miseria, una vileza, en que no hay nada que tenga vida y conciencia. Este punto concreto cobrará más tarde, en su tiempo, valor histórico-universal; y en este elemento de la nada de la realidad se eleva el universo entero, partiendo precisamente de este principio, al reino del pensamiento, en cuanto que aquella nada se trueca en lo positivo reconciliado.”

sólo el nórdico ser-dentro-de-sí constituye el principio inmediato de esta nueva conciencia del mundo.” “Es como si tratase de apagar el sol para alumbrarse con bujías y arreglarse simplemente con imágenes; se reconcilia simplemente en sí, en su interior, y no para la conciencia: para la conciencia de sí existe solamente un mundo malo, pecaminoso.” “El Espíritu del Mundo había confiado a las naciones germánicas la misión de desarrollar el embrión, convirtiéndolo en la forma del hombre pensante.” Isso adquire cada vez mais os ares de uma saga d’Os Cavaleiros do Zodíaco em Asgard

Digamos, en líneas generales, algo acerca de estos fenómenos que no es posible calificar ciertamente de agradables.” Fala do mundo-verdade divorciado.

La filosofía, al igual que las ciencias y las artes, obligadas a enmudecer en el Occidente bajo el imperio de los bárbaros germánicos, van a refugiarse entre los árabes, donde acusan un espléndido florecimiento; y de aquí refluyen luego al Occidente.” A solução mundial deveria consistir em vedar qualquer trânsito e comunicação entre ocidente e oriente. Cultural ou de ogivas nucleares. Tudo que for cultura ocidental e bomba atômica fica do lado do Tio Sam. A nós, orientalistas, nossos nirvanas sutis, mil odores de rosas que aprendemos a distinguir… E então chega-se à Unidade do Mundo verdadeira, já que o Ocidente – para lá – é só um além, nem é mais mundo

Dentro de este período habremos de estudiar primeramente, por tanto, la filosofía oriental, y en segundo lugar, la filosofía occidental; es decir, primero la filosofía de los árabes y después la filosofía escolástica. Los escolásticos son los principales personajes de este período en que ahora entramos: la escolástica es la filosofía europea de la Europa medieval. La tercera fase nos revela la disolución de los resultados establecidos por la filosofía escolástica”

SECCIÓN PRIMERA:

LA FILOSOFÍA DE LOS ÁRABES

En Siria, que era un reino griego, en las ciudades de Antioquía y especialmente en las de Berito y Edesa, funcionaban importantes centros de enseñanza; de este modo, los sirios vinieron a ser el puente entre los árabes y la filosofía griega. El sirio era lengua popular incluso en Bagdad.”

Una descripción especial de la filosofía árabe ofrece poco interés y, por otra parte, resultaría superflua, ya que lo fundamental de ella es común también a la filosofía escolástica.”

Este panteísmo o, si se quiere, spinozismo es, así, la concepción general de los poetas, historiadores y filósofos orientales.”

Por tanto, la actividad de Dios se representa como algo perfectamente irracional. Esta negatividad abstracta, combinada con lo uno que permanece, es uno de los conceptos fundamentales de la manera oriental de concebir el universo.”

Alfarabi (…) De él se cuenta que había leído 40x el tratado Del oído, de Aristóteles, y 200x su Retórica, sin llegar a cansarse nunca; se ve que tenía un buen estómago.”

Durante mucho tiempo, los occidentales no conocieron otra cosa de Aristóteles que estas retraducciones de sus obras y las traducciones de los comentarios de los árabes en torno a ellas.”

Tras los árabes vienen los filósofos judíos, entre los que se destaca Moisés Maimónides. Maimónides nació en Córdoba de España el año 1131 (año del mundo de 4891 y, según otros, el 4895) y vivió en Egipto.” “En la filosofía de estos autores penetra, en gran parte, lo cabalístico en la astrología, la geomancia, etc.; en cambio, en las obras de Maimónides se toma como base la historia, lo mismo que en los escritos de los Padres de la Iglesia; el método seguido es el de una metafísica rigurosamente abstracta, entrelazada, al modo de los escritos de Filón, con los libros mosaicos y su explicación.”

SECCIÓN SEGUNDA:

LA FILOSOFÍA ESCOLÁSTICA

Primeiro grande equívoco: veremos que H. sequer cita Cidade de Deus.

De categoriis, atribuidos a San Agustín (…) es una paráfrasis de la obra de Aristóteles sobre las categorías.”

La filosofía escolástica presenta, en su conjunto, una apariencia unicolor. En vano se han esforzado hasta ahora algunos autores en introducir algunas diferencias y gradaciones en la dominación de esta teología, durante el período que va desde el siglo VIII y hasta desde el VI hasta casi el XVI. La filosofía escolástica, al igual que la arábiga, se desarrolla al margen del tiempo y, aunque así no fuera, la naturaleza misma de la cosa no permite clasificarla en diversos sistemas o manifestaciones, sino simplemente dar una caracterización y una indicación fundamental de los momentos que acusa realmente en la trayectoria del pensamiento.

Esta filosofía no es interesante por su contenido, ya que no es posible detenerse en él. No es en rigor tal filosofía; este nombre designa aquí en realidad más bien una manera general que un sistema, si es que cabe hablar, propiamente, de sistemas filosóficos. La escolástica no es una doctrina fija, al modo como lo es, por ejemplo, la filosofía platónica o la escéptica, sino un nombre muy vago, muy impreciso, que agrupa las diversas corrientes filosóficas producidas en el seno del cristianismo durante casi un milenio.”

El estudio de la filosofía escolástica es difícil, ya por el lenguaje mismo. Las expresiones empleadas por los escolásticos son evidentemente un latín bárbaro; sin embargo, ésta no es una falta imputable a los escolásticos mismos, sino más bien a la cultura latina de su tiempo. El latín es indudablemente un instrumento de expresión poco adecuado para estas categorías filosóficas, ya que los criterios de la nueva dirección espiritual sólo podían ser expresados por medio del lenguaje a costa de violentarlo; el bello latín ciceroniano no se presta tampoco para hundirse en profundas especulaciones. Pues bien, a nadie se le puede pedir que conozca directamente esta filosofía de la Edad Media, tan extensa y voluminosa como pobre y aterradora por el modo como se hallan escritas las obras que la contienen.

Poseemos aún muchas obras de los grandes escolásticos, obras casi todas ellas muy extensas y prolijas, lo que hace de su estudio una faena nada fácil; además, estas obras son más formales cuanto más posteriores. Los escolásticos no se limitaron, ni mucho menos, a escribir compendios; las obras de Duns Escoto, por ejemplo, forman 12 infolios y las de Tomás de Aquino 18. Se encuentran extractos de ellas en diversos lugares.”

Kramer, su continuación de la Historia universal de Bossuet, en los 2 últimos volúmenes

El nombre de escolasticismo proviene del hecho de que, desde los tiempos de Carlomagno, se daba el nombre de scholasticus, en las grandes escuelas anejas a las grandes iglesias-catedrales y a los monasterios importantes, al canónigo a quien estaba encomendada la inspección de los profesores (informatores) y que probablemente pronunciaba también, personalmente, lecciones acerca de la ciencia más importante de la época, que era la teología.”

la teología es, en rigor, la ciencia de los conceptos doctrinales que todo cristiano, sea campesino o lo que fuere, debe abrigar. A veces, con frecuencia, la cientificidad de la teología se cifra en el contenido histórico externo, en lo crítico: en el hecho, por ejemplo, de que existan tantos o cuantos códices del Nuevo Testamento, en que estos códices aparezcan escritos sobre pergamino, sobre tela o sobre papel, en que presenten el tipo uncial de escritura, procedente de tal o cual siglo, etc.; y además en lo que se refiere a la historia de los judíos, a la historia de los papas, de los obispos y Padres de la Iglesia, a lo ocurrido en los concilios y asambleas eclesiásticas, etc.” “El tema esencial y único de la teología, como teoría de lo divino, es la naturaleza de Dios; y este contenido es, por su naturaleza, esencialmente especulativo, por lo cual los teólogos que de él se ocupen tienen que ser necesariamente filósofos.”

La naturaleza, aquí, ya no es lo bueno, sino solamente lo negativo; la conciencia de sí, el pensamiento del hombre, su «sí mismo» puro: todo esto ocupa una posición puramente negativa, dentro del cristianismo.” “En esta ausencia de la racionalidad de lo real o de la racionalidad que tiene su realidad en la existencia misma consistía la barbarie de un pensamiento como éste, que se aferraba a otro mundo y se empeñaba en no poseer el concepto de la razón, es decir, el concepto de que la certeza de sí mismo es toda la verdad.”

De aquí que los escolásticos se hayan hecho célebres por sus interminables distinciones. En función de estas determinaciones por medio del concepto abstracto seguía imperando la filosofía aristotélica, pero no en toda su extensión, sino solamente en la parte recogida en el Organon, y tanto en cuanto a sus leyes del pensamiento como en lo tocante a los conceptos metafísicos, a las categorías.”

Así como los sofistas griegos, en función de la realidad, daban vueltas y más vueltas a los conceptos abstractos, los escolásticos hacían lo mismo en función de su mundo intelectual. § La forma general de la filosofía escolástica consiste, pues, en sentar una tesis, en alegar una serie de objeciones contra ella y en ir refutando estas objeciones por medio de distinciones y contra-silogismos. El escolasticismo, por tanto, no separa la filosofía de la teología”

los individuos cristianos, en el mundo, eran simplemente mártires o renunciaban a él. Pero la Iglesia acabó imponiéndose; los emperadores romanos de Oriente y Occidente se hicieron cristianos y la Iglesia conquistó, así, una existencia pública y una autoridad sin menoscabo, que acabó influyendo extraordinariamente sobre las cosas del mundo.”

Vemos a pueblos que dominaron en una etapa anterior, vemos a un mundo perteneciente ya al pasado, pero que ha legado, como patrimonio vivo, su lengua, sus artes y sus ciencias; y sobre el suelo de esta cultura extraña a ellas se asientan las nuevas naciones, que aparecen así ante la historia, en el momento mismo de nacer, con una vida rota y precaria. Esta historia no nos revela, pues, la trayectoria de una nación que se desarrolle a base de sí misma, sino la de una nación que parte, en cierto modo, de su propia negación y que nace llevando esta contradicción en su entraña y con la misión de asimilársela o superarla.”

Por eso, aun habiendo llegado a triunfar el cristianismo como Iglesia lo mismo en el mundo romano que en el bizantino, nos encontramos con que ninguno de estos 2 mundos fue capaz de desarrollar en su seno la nueva religión y de crear un nuevo mundo a base de este principio. La razón de ello está en que en ambos existía ya, cuando el cristianismo apareció, un carácter fijo y plasmado: costumbres, leyes, estado jurídico, organización del Estado (si es que a aquello se le puede llamar organización), estructura política, dotes y habilidades, arte, ciencia, cultura espiritual: todo se hallaba ya hecho. Y la naturaleza del espíritu lleva inherente, por el contrario, el que este mundo así formado se engendre de su propio seno y el que esta creación se desarrolle por la fuerza de la reacción, por medio de la asimilación de lo que le precede. De aquí que los nuevos conquistadores se asentasen e hiciesen fuertes sobre un terreno extraño, llegando a imponerse a él; pero, al mismo tiempo, caían bajo el poder de un nuevo espíritu a cuya imposición no podían escapar. Dominadores por una parte, convirtiéronse en dominados por lo espiritual, ya que se mantuvieron en una actitud pasiva ante estas fuerzas.”

se enciende así en estos bárbaros un tormento infinito, una pasión interminable, que hace de ellos figuras parecidas a la de Cristo crucificado. Fue esta la lucha que los bárbaros vencedores tuvieron que afrontar” “La cultura arranca, aquí, de la más monstruosa contradicción, que se ve obligada a resolver. Pero estos tormentos son los del purgatorio, pues el ser atormentado es el espíritu y no un animal: y el espíritu no muere, sino que emerge de su tumba.” “Lo general consiste, pues, en la contradicción en la que lo uno sólo puede imponerse y conquistar el poder mediante la sumisión de lo otro, pero una contradicción que lleva ya dentro de sí el principio para poder resolverse, el cual no es otro que el imperio del espíritu; por eso, la trayectoria que aquí se abre tiende, en efecto, a que el espíritu se imponga como la reconciliación.” Esse módulo do curso de H. é puro engodo.

Así, en la revolución francesa vemos cómo se abre paso el postulado del imperio del pensamiento abstracto: a él deben ajustarse la organización del Estado y las leyes y él, el pensamiento abstracto, debe servir de unión entre los hombres.” Estar falando disso antes de sequer mencionar Descartes significa que não tinha o que dizer!

Las doctrinas de la religión cristiana ocupan así, igualmente, la posición de algo ajeno a nosotros, de algo perteneciente a un determinado tiempo y en torno a lo cual se han esforzado aquellos hombres. Lo de que la idea es concreta en y para sí y guarda, en cuanto espíritu, una relación de contradicción con el sujeto ha desaparecido y se manifiesta sólo como algo pasado. En este sentido, lo que hemos dicho acerca del principio del concepto de la doctrina cristiana y lo que aún diremos con respecto a los escolásticos sólo ofrece interés desde el punto de vista señalado por nosotros, en que la idea interesa en su determinación concreta”

LA SANTA IGLESIA: “Todas las pasiones, el afán de poder, la codicia, la violencia, el engaño, el robo, el asesinato, la envidia, el odio: todos estos vicios de la brutalidad arraigarán en ella, pasando a formar parte integrante de su régimen.”

Por eso vemos cómo los más valerosos y nobles emperadores son excomulgados y anatematizados por los papas, los cardenales, los legados pontificios y hasta por los arzobispos y los obispos, sin que esté en sus manos sustraerse a la acción de este otro poder exterior, siendo siempre los vencidos y los obligados a ceder.”

vemos, de una parte, cómo la religión, en este estado de cosas, sólo presenta su faz verdaderamente noble y bella en unos cuantos individuos aislados, que son precisamente aquellos espíritus que han muerto para el mundo y se separan de él para retraerse a un pequeño círculo de hombres y vivir allí entregados a los afanes religiosos”

Los individuos caen de un extremo en otro, del extremo del más brutal desenfreno y barbarie, de la obstinación y la terquedad, en el extremo de la renuncia a todo, del triunfo sobre todos los apetitos, etc.” “Ningún ejemplo más patente de esto que decimos que el del ejército de las Cruzadas. Estos soldados de la Cruz se pusieron en marcha atraídos por los fines más nobles y más sagrados, pero en el transcurso de su expedición se dejaron arrastrar a todas las pasiones humanas, siendo precisamente los jefes los que daban el ejemplo; imposible describir los extremos de violencia y brutalidad a que llegaron aquellas gentes. Después de haber conducido la expedición del modo más irracional que imaginarse pueda, absurdamente, habiendo sacrificado sin necesidad alguna a miles de hombres, llegaron por fin a las puertas de Jerusalén. Fue un espectáculo muy bello el de aquellos hombres que, a la vista de la ciudad sagrada, se entregaron devotamente a la oración y a la penitencia, sintiendo desgarrarse sus corazones, tocando el suelo con la frente y dando toda clase de pruebas de piedad y de unción. Pero esto no fue más que un momento después de largos meses de locuras, de necedades, de vilezas y de horrores, que fueron sembrando el camino de la Cruzada. Sintiéndose animados por un entusiasmo y una valentía sin límites, toman por asalto la ciudad santa y la conquistan; y, una vez dentro, se bañan en ríos de sangre, dan pruebas de una crueldad infinita y de una furia verdaderamente bestial. Y nuevamente sobreviene una reacción de arrepentimiento y penitencia; se postran de hinojos, sintiéndose reconciliados con Dios, y en seguida se entregan de nuevo a todas las mezquindades e infamias de las más míseras pasiones; del egoísmo y de la envidia, de la codicia y la avaricia: dan rienda suelta a toda su lujuria y echan a perder así la conquista lograda por su heroísmo. La explicación de todo esto está en que el principio sólo vivía en ellos, en su interior, como principio abstracto, sin que llegara a conformar espiritualmente la realidad del hombre.”

ABOLIÇÃO DA HÓSTIA: “Lutero cambió este rito: mantuvo en la llamada Cena el punto místico consistente en que el sujeto reciba dentro de sí lo divino, pero afirmando que esto sólo es divino en cuanto se disfrute en esta espiritualidad subjetiva de la fe y deje de ser un objeto externo.”

Pero en la Iglesia de la Edad Media y en la Iglesia católica en general la hostia es adorada también como un objeto puramente externo, de tal modo que cuando una hostia consagrada sea devorada por un ratón deberá adorarse a éste y a sus excrementos” HAHAHAHA!

Pues a la brutalidad y al espantoso salvajismo de esos pueblos sólo podía oponerse la servidumbre, llevándose a cabo la educación por esta vía. Bajo este yugo sirve la humanidad; no tuvo más remedio que pasar por esta cruel disciplina para elevar al plano del espíritu a las naciones germánicas.” “También los hindúes se hallan sujetos a esta servidumbre, pero ellos están irremisiblemente perdidos, sujetos a la naturaleza, identificados con la naturaleza, pero contrarios a ella de suyo.”

Generalmente, se hace arrancar la filosofía escolástica de la figura de Juan Escoto Erigena, que floreció hacia el año 860 y que no debe confundirse con Duns Escoto, que es posterior. No ha sido posible determinar con certeza la patria de Erigena: no se sabe si nació en Escocia o en Irlanda, pues si el nombre de Escoto es característico del primer país el de Erigena señala hacia el segundo. Es el primer pensador con quien se inicia ahora una verdadera filosofía, basada principalmente en las ideas de los neoplatónicos.”

En Escoto, la teología no aparece aún basada en la exégesis y la autoridad de los Padres de la Iglesia; por eso la Iglesia rechazó muchas veces sus obras. Así, un concilio eclesiástico en Lyon puso el veto a las doctrinas de Erigena, diciendo: «Han llegado a nosotros las obras de un hombre charlatán y jactancioso que disputa acerca de la Providencia divina y la predestinación de una manera humana o, según él mismo se vanagloria, con argumentos filosóficos, sin apoyarse en las Sagradas Escrituras ni invocar la autoridad de los Padres de la Iglesia, sino atreviérndose a defender sus doctrinas por sí mismo y a fundamentarlas en sus propias leyes, sin someterse a los libros divinos ni a la autoridad de los Padres.» (Buleo)

De aquí que ya Escoto Erigena dijese: «La verdadera filosofía es la verdadera religión, y la verdadera religión la verdadera filosofía.»” É desses despeitados que eu gosto!

Anselmo. Se trata de una figura muy honrada y prestigiosa entre quienes creen que las doctrinas de la Iglesia deben ser demostradas también en el campo del pensamiento. Nació en Aosta (Piamonte) hacia 1034, profesó como fraile en Bec, en 1060 y ya en 1093 lo vemos convertido en arzobispo de Cantorbery; murió en 1109. (Tennemann)”

El cristiano debe llegar a la razón por la fe, y no a la fe por la razón; y menos aún si no acierta a comprender que la fe debe ser su punto de partida. Si acierta a penetrar en el conocimiento, se alegrará con ello; en otro caso, no hará sino adorar.” Grande BUESTA!

Nos referimos a la llamada prueba ontológica de la existencia de Dios, establecida por Anselmo y que tan famoso había de hacerle. Esta prueba era mencionada hasta los tiempos de Kant en la serie de las pruebas, y lo es todavía hoy por parte de quienes no han llegado a situarse aún en el punto de vista kantiano.” “Sin embargo, mientras que hasta él se consideraba a Dios como el ser absoluto, atribuyéndosele lo general como un predicado, con Anselmo comienza la trayectoria contraria: la del ser como predicado, en que la idea absoluta empieza estableciéndose como el sujeto, pero como el sujeto del pensamiento.”

Kant, por el contrario, combate y rechaza la prueba anselmiana de la existencia de Dios —y el mundo entero ha acabado siguiendo sus huellas, en esto— por partir de la premisa de que la unidad del ser y el pensar es lo más perfecto.” “Por tanto, a la prueba que Kant critica y que, por su modo de ser, sigue siendo usual todavía hoy, sólo le falta una cosa: esta conciencia de la unidad del pensar y el ser en lo infinito, la cual tiene necesariamente que constituir el punto de partida.”

Pedro Abelardo [s]e hizo famoso por su erudición, pero alcanzó todavía mayor celebridad en el mundo sentimental por sus amores con Eloísa y las vicisitudes de su vida. (Tiedemann)”

Como Bolonia para los juristas, París era, en aquel tiempo, el centro de las ciencias y de los estudios para los teólogos, la sede de la teología filosofante de la época. Abelardo llegó a ver en su aula más de mil oyentes. La ciencia teológica y las especulaciones filosóficas en torno a ella era, en Francia (como la jurisprudencia en Italia), un momento fundamental de extraordinaria importancia para el desarrollo espiritual del país y que, hasta ahora, no ha sido tenido en cuenta como se merece.”

Al establecerse en 1270, en la universidad de París, la separación de las 4 facultades, desglosando la filosofía de la teología, se ordenó a los maestros universitarios, al mismo tiempo, que se abstuvieran de poner en tela de juicio o de someter a sus disputas los principios teológicos de la fe.”

la teología se convierte en un sistema científico.” “Pedro Lombardo. Los hombres que llevaron a cabo esta obra fueron, en primer lugar, Pedro de Novara, en Lombardía, que vivió a mediados del siglo XII y a quien podemos considerar como el fundador de este método (…) Pedro Lombardo levantó un edificio sistemático de teología escolástica que se mantuvo en pie durante varios siglos, sirviendo de fundamento a la dogmática de la Iglesia.”

Pedro Lombardo compiló las determinaciones fundamentales de la doctrina eclesiástica tomándolas de los concilios y los Padres de la Iglesia, y añadiendo una serie de preguntas y discusiones sutiles en torno a circunstancias particulares que ocupaban a la escuela y eran, por aquel entonces, objeto de polémicas y disputas. Él mismo se ocupaba de dar respuesta a estas preguntas, pero oponiendo otros fundamentos en contrario; y sus respuestas dejan, con frecuencia, la cosa envuelta en las nubes de lo problemático, sin disipar las dudas, en realidad.” “Estos doctores a que nos referimos gozaban de gran autoridad, celebraban sínodos, criticaban y condenaban como heréticas éstas y aquellas doctrinas, éstos y aquellos libros, etc., en dichos sínodos o en la Sorbona, una sociedad que, integrada por doctores de éstos, funcionaba en la universidad de París.”

El segundo de los autores de este grupo, tan famoso por lo menos como Pedro Lombardo, es Tomás de Aquino, descendiente de la familia condal de los Aquinos y que nació en 1224, en el castillo paterno de Roccasecca, del reino de Ñapóles. Ingresó en la orden de los dominicos y murió en 1274, durante un viaje para asistir a un concilio en Lyon. Poseía un conocimiento extensísimo de la teología y de Aristóteles y se le conocía con los nombres de Doctor angelicus y Doctor communis, considerándosele como a un segundo San Agustín.” “compuso también una Summa theologica (es decir, un estudio sistemático), que le dio una fama extraordinaria, al igual que sus otros escritos, convirtiéndose en un libro fundamental de toda la teología escolástica.” “Tomás de Aquino formula también preguntas, respuestas y dudas y señala el punto en torno al cual gira la solución de los problemas. En lo fundamental, la teología escolástica se dedica, desde entonces, a citar la Summa del Aquinatense.”

Juan Duns Escoto. El tercero de los pensadores a que nos referíamos más arriba, famoso por haber desarrollado de un modo formal la teología filosófica, es Duns Escoto, llamado el Doctor subtilis, miembro de la orden franciscana; había nacido en Dunston, condado de Northumberland, y llegó a tener, sucesivamente, hasta 30 mil oyentes. Se trasladó a París en 1304 y en 1308 cambió su residencia a Colonia, como doctor de la nueva universidad fundada allí. Fue recibido con gran solemnidad, pero murió en esta ciudad, a poco de instalarse en ella, de un ataque de apoplejía, sin embargo, según se refiere, fue enterrado vivo. Dícese que vivió solamente 34 años, según otros 43 y según algunos 63, pues no se conoce el año de su nacimiento.

Escribió algunos comentarios sobre el Magister sententiarum [Anselmo] que le valieron fama de sutilísimo pensador; comienza por la prueba de la necesidad de una revelación sobrenatural frente a la simple luz de la razón. Se le llegó a llamar, por razón de su sutileza, el deus inter philosophos.”

Llamábanse Quodlibeta a las colecciones de estudios mezclados sobre diversos temas sueltos, examinados por el procedimiento corriente de la disputa, que consiste en hablar acerca de todo, sin ningún orden sistemático y sin llegar a construir ningún todo armónico; los otros escribían, por el contrario, summas, es decir, estudios sistemáticos. El latín de Duns Escoto es muy bárbaro, pero se presta bastante bien para la claridad filosófica” El Doctor Mescolanza

Debemos señalar ahora una tercera tendencia, nacida de la circunstancia histórica puramente externa de que, a fines del siglo XII y comienzos del XIII, los teólogos occidentales empezaron a adquirir, de un modo más general, a través de las traducciones del arábigo al latín, el conocimiento de las obras de Aristóteles y de sus comentadores griegos y árabes, obras y comentarios que, a partir de ahora, utilizan desde muchos puntos de vista y comentan a su vez. La adoración, la admiración por Aristóteles y el prestigio de este pensador antiguo llegan ahora a su punto culminante.”

España, bajo los árabes, conoció un florecimiento extraordinario de las ciencias, y la universidad de Córdoba, sobre todo, se convirtió en el centro de la erudición de aquel tiempo; muchos estudiosos del Occidente hacían el viaje a aquella ciudad española”

La lógica y la metafísica aristotélicas fueron desarrolladas ahora hasta el máximo, en interminables distinciones, y reducidas a peculiares formas intelectivas silogísticas, que servían principalmente de base para el tratamiento de las materias estudiadas; esto contribuyó a que se acentuase todavía más la sutileza dialéctica, al paso que lo verdaderamente especulativo de Aristóteles era relegado a último plano por el espíritu de la exterioridad, que era también, por tanto, el de la ausencia de razón.”

Es cierto que, al principio, cuando aparecieron las obras de Aristóteles, la Iglesia opuso cierta resistencia; en un sínodo eclesiástico celebrado en París en 1209 fue prohibida la lectura de la Metafísica y la Física, así como de los extractos de estas obras, y toda lectura y explicación en torno a ellas.” “Pero más tarde, en 1366, nos encontramos con una manifestación de la tendencia contraria: con 2 cardenales que ordenan que nadie pueda llegar a ser magister sin haber estudiado los libros prescritos de Aristóteles, entre los que figura la Metafísica, y haber demostrado la capacidad necesaria para explicarlos.”

«Alberto dejó de ser un asno para convertirse rápidamente en un filósofo, y con la misma rapidez se convirtió de filósofo en asno.» Entre su ciencia se incluía especialmente la magia, pues, a pesar de ser completamente extraña a la verdadera escolástica, la cual se mantenía de espaldas a la naturaleza, Alberto Magno se ocupaba de las cosas naturales e inventó, entre otras cosas, una máquina parlante que infundía pavor a su discípulo Tomás de Aquino, quien intentó, incluso, destruirla, viendo en ella la mano del diablo.”

Entre los estoicos clasificaba Alberto, con un criterio ciertamente original, a pensadores como Espeusipo, Platón, Sócrates y Pitágoras. Estas anécdotas nos dan una idea bastante aproximada de cuál era el estado de la cultura en aquella época.”

Un cuarto aspecto que debe ser tenido en cuenta aquí es un punto de vista fundamental que interesó mucho a la Edad Media: el del peculiar problema filosófico cifrado en la polémica entre realistas y nominalistas y que llena casi toda la época del escolasticismo. En términos generales, podemos decir que esta disputa versa en torno a la antítesis metafísica de lo general y lo individual. Preocupó a la filosofía escolástica por espacio de varios siglos, y ello, hay que reconocerlo, honra mucho a estos pensadores. Se distingue entre los antiguos y los nuevos nominalistas y realistas, pero la historia de los realistas y los nominalistas es, por lo demás, bastante oscura”

El primer nominalista es Roscelino; y el famoso Abelardo, aunque aparezca como adversario suyo, puede ser considerado igualmente como nominalista. Roscelino escribió también en contra de la Trinidad y fue condenado por herético en una asamblea eclesiástica celebrada en Soissons en 1092; pero ya para aquel entonces era muy poca su influencia.

Trátase de lo general en términos absolutos (universale), del género, de la esencia de las cosas, de lo que Platón llamaba la idea, por ejemplo: el ser, la humanidad, el animal. Los sucesores de Platón afirmaban el ser de estos universales; aislando luego esto, se llegaba también, por ejemplo, al concepto o a la cualidad de mesa, como algo real.”

Pues bien, la disputa entre realistas y nominalistas giraba en torno a si estos universales eran, en efecto, algo real, algo en y para sí al margen del sujeto pensante e independientemente de las cosas aisladas existentes, de tal modo que existiesen en éstas independientemente de la individualidad de la cosa y de un modo sustantivo los unos con respecto a los otros, o si, por el contrario, lo universal era algo puramente nominal, algo que sólo existía en la representación subjetiva, un ente del pensamiento y nada más. § Quienes afirmaban que los universales eran, fuera del sujeto pensante y aparte de las cosas aisladas, un algo real y existente y que la esencia de las cosas era simplemente la idea, recibían el nombre de realistas, en una acepción que era, en rigor, la inversa de lo que hoy llamamos realismo.” “En cambio, los otros, los nominalistas o formalistas, afirmaban que los géneros, los universales, eran simples nombres, algo puramente formal, meras representaciones para nosotros, generalizaciones subjetivas nada más, un producto del espíritu pensante; según ellos, sólo lo individual era lo real.” “Contra esta afirmación se alegan razones por las que se ve hasta qué extremos de ridículo se llevaba a veces la polémica y cómo ésta giraba, en gran parte, en torno a las concepciones del cristianismo. Así vemos que Abelardo reprocha a Roscelino el que éste afirme que ninguna cosa tiene partes y que sólo las palabras que designan las cosas son divisibles. De donde Abelardo deduce que, según Roscelino, Cristo no ingirió una parte real del pez asado, sino solamente una parte de las palabras «pez asado»”

Gualterio de Montagne. Este filósofo (f. 1174) tendía a la combinación de lo individual y lo general: lo general, según él, tiene que ser individual, los universales tienen que aparecer unidos a los individuos, en cuanto a la esencia. Más tarde, ambos partidos se hicieron célebres bajo los nombres de tomistas, por el dominico Tomás de Aquino, y escotistas, por el franciscano Juan Duns Escoto.”

Suarez, Disputationes metaphysicae

La antítesis entre idealistas y realistas había surgido, sin duda alguna, ya muy temprano, pero sólo fue puesta de nuevo a la orden del día y desarrollada en el plano del interés general después de Abelardo, gracias al fraile franciscano Guillermo de Occam, de la aldea de este nombre, en el condado de Surrey (Inglaterra), conocido como el Doctor invincibilis, que florece en los primeros años del siglo XIV, sin que haya sido posible averiguar su año de nacimiento.”

La disputa entre nominalistas y realistas toma ahora caracteres de gran violencia y encono; todavía se conserva una cátedra que hubo de ser separada por un tabique de madera del sitio ocupado por el contrincante, para evitar que los adversarios, en el furor de la discusión, se fuesen a las manos.”

Además, las guerras intestinas que tenían dividida a Francia hacían que la política se insinuase también en las relaciones entre las órdenes monásticas, lo cual contribuía a acrecentar la importancia de esta disputa, avivada por los celos enconados de las partes contendientes. Occam y su orden apoyaban con la mayor energía las pretensiones de los príncipes, por ejemplo las del rey de Francia y las del emperador de Alemania Luis de Baviera, como lo hicieron en una reunión de su orden celebrada en 1322 y en otras partes, contra las extralimitaciones del papa. De Guillermo se cuenta que dijo una vez al emperador: «Defiéndeme tú con la espada, que yo te defenderé con la pluma.»

En 1340 se dictó este veto: «Ningún maestro deberá atreverse a declarar falsa cualquier tesis conocida de un escritor acerca del cual lea, ni de por sí ni en cuanto a su tenor literal, sino que deberá reconocerla o distinguir entre el sentido verdadero y el sentido falso que en ella se encierra, ya que de otro modo nos expondríamos a la peligrosa consecuencia de que también las verdades de la Biblia pudieran ser rechazadas del mismo modo. Ningún maestro debe afirmar que ninguna tesis pueda dejar margen a distinciones o ser investigada a fondo.»

Occam fue excomulgado en 1328 y murió en Munich, en 1343.” Sempre uma distinção no meu álbum.

Tennemann (t. VIII, secc. 2, p. 864) dice, a este propósito: «Una consecuencia de esta teoría fue el dar completamente de lado, como inútil, al principio de individuación, que tantos quebraderos de cabeza había costado a los escolásticos.»

HEGEL NÃO É, ESSENCIALMENTE (EM SI!) 1 FARSANTE, MAS 3 FARSANTES! “Pero como la religión cristiana es la religión revelada, tenemos que Dios, por una parte, no es ya lo inabordable, lo inefable, un algo recóndito, cerrado, sino que los distintos grados de lo que brota de él son su misma manifestación y lo Trino, por tanto, lo revelado, de tal modo que las tríadas y lo Uno no son algo distinto, sino que precisamente estas 3 personas distintas en Dios son los mismo y lo Uno, es decir, algo que es para lo otro, algo relativo de suyo.”

Buridán. Filósofo nominalista, que se inclina del lado de los deterministas (…) muere de hambre por no saber por cuál de los 2 lados decidirse.” ¿?!! AHAHAHA

Además, esta dialéctica puramente formal hace gala de una gran inventiva en la creación, para su tratamiento, de objetos, problemas y cuestiones carentes de todo interés religioso y filosófico.” A succubus realmente transa com o dorminhoco ou não?, etc.

Cabe, pues, afirmar que los escolásticos, de una parte, tratan de un modo profundo el concepto de la doctrina de la Iglesia, pero, por otra parte, lo secularizan por medio de relaciones externas totalmente inadecuadas, por donde se manifiesta aquí el peor de los sentidos que puede tener lo secular.” “Este aspecto fue captado por los escolásticos y tratado por ellos con una dialéctica finita; y en este aspecto habrá de hacerse, más tarde, hincapié para poner en ridículo incansablemente las doctrinas del escolasticismo. Aduciremos algunos ejemplos de este aspecto a que nos referimos.”

Así, vemos que Julián, Arzobispo de Toledo, trata de encontrar con la mayor seriedad, como si de ello dependiese la salvación del género humano, la respuesta a preguntas que parten de una premisa disparatada, incurriendo en una micrología por el estilo de la de los filólogos cuando se ponen a investigar los acentos, los metros y la división de los versos griegos. Tenemos, por ejemplo, una de estas preguntas acerca de los muertos. La doctrina de la Iglesia afirma que el hombre resucitará, pero si se añade que resucitará con el mismo cuerpo que tuvo, se entra en pleno mundo de los sentidos. He aquí algunas de las indagaciones hechas por los escolásticos en torno a la referida pregunta: «¿A qué edad resucitarán los muertos? ¿De niños, de jóvenes, de hombres adultos o de ancianos? ¿Y en qué forma? ¿Con qué constitución física? ¿Los flacos recobrarán su cuerpo de flacos y los gordos su cuerpo de gordos? ¿Persistirá en la otra vida la diferencia de sexos? ¿Recobrarán los muertos, al resucitar, la cantidad de uñas y de pelo que perdieron en esta vida?».”

una verdadera manía discutidora.” “La filosofía escolástica es, pues, exactamente lo contrario de la ciencia intelectiva empírica, que se caracteriza por una curiosidad proyectada simplemente sobre los hechos, sin relación alguna con el concepto.”

Pascasio Roberto compuso dos volúmenes con el título De partu beatae virginis, acerca de los cuales se escribió y disputó mucho. Llegó a hablarse, incluso, de un partero, y se formularon una serie de preguntas en las que hoy no se nos ocurriría ni siquiera pensar, a menos de querer entrar en los dominios de lo inconveniente.” A buceta da virgem era rosadinha?

He aquí otras preguntas formuladas por Pedro Lombardo: «¿Puede Dios saber más de lo que sabe?», como si, con respecto a Dios, pudiera distinguirse entre potencia y acto. «¿Puede Dios en todo tiempo todo lo que ha podido? ¿Dónde estaban los ángeles después de su creación? ¿Han existido siempre ángeles?»

«¿Qué edad tenía Adán cuando fue creado? ¿Por qué fue formada Eva de la costilla del hombre y no de otra parte cualquiera de su cuerpo? ¿Y por qué mientras el hombre dormía, y no estando despierto? ¿Por qué no se unió la primera pareja en el paraíso terrenal? ¿Cómo se habrían perpetuado los hombres, si no hubiesen pecado? Los niños en el paraíso, ¿habrían nacido con los miembros ya perfectamente desarrollados y con el pleno uso de los sentidos? ¿Por qué se convirtió en hombre el Hijo y no el Padre o el Espíritu Santo?» Isso que dá jejuar demais!

«¿Podrían existir en Cristo varias filiaciones (filiationes)? ¿Cabría afirmar que Dios Padre odia al Hijo? ¿Habría sido posible también suponer a Dios como mujer? ¿Habría podido Dios ocultarse en el cuerpo del demonio? ¿Habría podido revelarse en forma de asno o de calabaza [abóbora!]? ¿Y de qué modo habría predicado la calabaza? ¿Cómo habría obrado milagros? ¿Cómo se la habría crucificado?» Erasmo, ironicamente

Parece que H. nunca leu nenhum desses autores diretamente, mas só em citações dos historiadores da filosofia que ele tanto criticou no Vol. I!

Lo fundamental es saber que los escolásticos tomaban las cosas divinas como los bárbaros, reduciéndolas a criterios y relaciones propios de los sentidos. Una rigidez de concepción informada totalmente por los sentidos y estas formas totalmente externas de lo material se ven trasplantadas, así, a lo puramente espiritual, con lo cual esto aparece totalmente secularizado; es algo parecido a lo que hace Hans Sachs, cuando convierte la historia sagrada en la crónica local de Nuremberg.”

En estas exposiciones, como en la Biblia cuando habla de la cólera de Dios, de la historia de la creación, de que Dios ha hecho esto y aquello, vemos a Dios como a un ser humano, de carne y hueso. Y es cierto que a Dios no se le debe concebir como algo totalmente extraño a nosotros e inabordable, sino que hay que acercarse a él con el ánimo y con el corazón; pero una cosa es esto y otra cosa muy distinta introducirlo en los dominios del pensamiento y tomar en serio su conocimiento. Lo contrario a esto es aducir argumenta pro y contra, pues estos argumentos no resuelven nada ni ayudan en lo más mínimo; tampoco en cuanto premisas que son solamente determinaciones sensibles y finitas y que dan, por tanto, pie a infinitas distinciones. Esta barbarie intelectiva es completamente irracional; es algo así como si se quisiera adornar a los cerdos con collares de perlas. Lo Uno es la idea de la religión cristiana y, además, la filosofía del noble Aristóteles; no era posible haber pisoteado ambas cosas en el lodo más de lo que aquí se hace, ni los cristianos podían haber hecho caer más bajo su idea espiritual.”

Los místicos no participan tan de cerca ni tan de lleno en las disputas, las argumentaciones y las pruebas de los demás escolásticos, y procuran atenerse con la mayor pureza posible a la doctrina de la Iglesia y a la contemplación filosófica. Son, en parte, hombres piadosos y sutiles, que siguieron filosofando al modo de los neoplatónicos, como antes de ellos lo hiciera ya Escoto Erigena. Encontramos en ellos auténtica filosofía, aunque se presente bajo el nombre de misticismo; es una filosofía íntima y recatada, que guarda una gran semejanza con el spinozismo. Estos pensadores derivan, además, su ética, su religiosidad, de las verdaderas emociones, y en este sentido formulan sus consideraciones, sus preceptos, etc.”

Rogerio Bacon. Estudió principalmente cuestiones de física, pero sin llegar a alcanzar gran influencia; inventó la pólvora, el espejo y los anteojos de larga vista; murió en 1294.” É correto listá-lo como escolástico? Ou místico mesmo? Porque parece ter sido o ser humano ocidental mais útil daquele milênio…

wiki: “21st century re-evaluations emphasise that Bacon was essentially a medieval thinker, with much of his ‘experimental’ knowledge obtained from books in the scholastic tradition. He was, however, partially responsible for a revision of the medieval university curriculum, which saw the addition of optics to the traditional quadrivium.” “Although gunpowder was first invented and described in China, Bacon was the first in Europe to record its formula.”

O Bacon antes do Bacon (Rogério x Francisco)!

Raimundo Lulio. Llamado el Doctor illuminatus, llegó a ser muy famoso, sobre todo por el arte de pensar compuesto por él y al que dio el nombre de Ars magna. Nació en Mallorca, en 1234, y fue uno de esos hombres excéntricos e impulsivos que se meten en todo. Tenía marcada afición por la alquimia y un gran entusiasmo por las ciencias en general, así como una imaginación fogosa e inquieta. Llevó una juventud disipada y entregada a los placeres y las diversiones; más tarde, se retiró a un yermo y tuvo allí muchas visiones de Jesucristo. Llevado de su agitado temperamento, sintióse acuciado por el deseo de contribuir a la difusión de la doctrina cristiana entre los mahometanos de Asia y África, consagrando su vida a esta misión; para ello aprendió el árabe, viajó por toda Europa y Asia y buscó el apoyo del papa y de todos los monarcas de Europa, sin abandonar por ello el cultivo de su arte. Fue perseguido y hubo de soportar incontables penalidades, aventuras, peligros de muerte, prisiones y malos tratos. Vivió durante largo tiempo en París, a comienzos del siglo XIV, y compuso cerca de 400 escritos. Al cabo de una vida extraordinariamente agitada, murió venerado como santo y mártir, el año 1315, a consecuencia de los malos tratos sufridos en África. (Rixner, Lehrbuch der Geschichte der Philosophie; Tennemann)”

Raimundo Lulio es, pues, un pensador sistemático, aunque al mismo tiempo mecánico. Dejó trazada una tabla en círculos en los que se hallan inscritos triángulos cortados por otros círculos. Dentro de estos círculos ordenaba las determinaciones conceptuales, con pretensiones exhaustivas; una parte de los círculos es inmóvil, la otra tiene movimiento. Vemos, en efecto, 6 círculos, 2 de los cuales indican los sujetos, 3 los predicados y el 6º las posibles preguntas.”

el escolasticismo, visto en conjunto, es una bárbara filosofía del entendimiento sin ningún contenido real, una filosofía que no suscita en nosotros ningún interés verdadero y a la que, desde luego, no podemos retornar.”

La escolástica es ese extravío total del entendimiento escueto y seco en las rugosidades de la naturaleza nórdico-germánica. Ante nosotros se abren 2 mundos: el reino de la vida y el reino de la muerte. El reino intelectual, reino externo y situado en lo alto, aunque en la representación, se convierte de ese modo, aun siendo por su naturaleza algo puramente especulativo, en algo intelectivo y sensibilizado; pero no como en el arte, sino, por el contrario, como una relación de la realidad común.”

Es cierto que la existencia de la Iglesia, como el gobierno de Cristo sobre la tierra, se halla en un plano más elevado que la existencia exterior que con ella se enfrenta, pues la religión tiene necesariamente que imperar sobre lo temporal, y la sumisión del poder temporal convierte a la Iglesia en una teocracia.”

¿Para qué todo esto? Lo tenemos a nuestra espalda como un pasado, por sí mismo inútil para nosotros. Pero de nada sirve llamar a la Edad Media una época bárbara. Es, en realidad, un tipo muy peculiar de barbarie, no una barbarie espontánea y tosca, sino una barbarie a la que se llega por la vía del pensamiento, convirtiendo a la idea absoluta y a la suprema cultura en barbarie; lo que es, de una parte, la forma más atroz de ésta y de la perversión y, de otra parte, el punto infinito de que mana una más alta reconciliación.”

Un algo pensado cuyo contenido es el pensamiento mismo consiste precisamente en eso, en determinarse como ser. Tal es la intimidad, que es algo más que la consecuencia necesaria de las premisas de que se parte; pero aquí no es la naturaleza del pensamiento y del ser el objeto de la investigación, sino que se da por supuesto sencillamente lo que éstos son.”

Lo especulativo se halla presente, en Aristóteles, por el hecho de que tal pensamiento no se confía a la reflexión por sí misma, sino que tiene continuamente ante sí la naturaleza concreta del objeto; esta naturaleza es el concepto de la cosa, y esta esencia especulativa de la cosa el espíritu rector que no deja en libertad a las determinaciones reflexivas por sí mismas.

Pero los escolásticos plasman de un modo fijo las determinaciones intelectivas abstractas, siempre inadecuadas a su materia absoluta, y, al mismo tiempo, toman todos los ejemplos de la vida como materia; y como lo concreto contradice a su manera de pensar, sólo pueden retener estas determinaciones intelectivas por medio de precisiones, reservas y limitaciones, lo que los hace embrollarse en una serie interminable de distinciones, las cuales se mantienen también en el terreno de lo concreto y sólo de este modo salen a flote.

En estos manejos de la escolástica no hay, pues, ni asomo de sano sentido común; éste no debe mostrarse contrario a la especulación como tal, pero sí debe manifestarse en contra de todo lo que sea reflexión carente de base, en cuanto que encierra un substrato y una regla para las determinaciones intelectivas abstractas.”

La representación fija del mundo suprasensible, con sus ángeles, etc., era una materia que los escolásticos siguieron elaborando sin el menor juicio, de un modo bárbaro y con un entendimiento finito, enriqueciéndola y considerándola con los criterios finitos propios de este entendimiento. No existe en el pensamiento mismo ningún principio inmanente, sino que el entendimiento de los escolásticos recibe en sus manos una metafísica ya acabada, sin la necesidad de su proyección sobre lo concreto; esta metafísica fue muerta y sus partes descoyuntadas sin espíritu alguno. Podría decirse de los escolásticos que filosofaban sin representación, es decir, sin un algo concreto, convertían en sujetos el esse reale, el esse formale, el esse objetivum, la quidditas (τὸ τί ἦν εἶναι).”

En el caso de la manzana del paraíso, la inteligencia se pregunta a qué clase de manzanas pertenece.” HAHAHAHA

Entre los eruditos, manifestóse abiertamente la ignorancia acerca de lo racional, una ausencia de espíritu total y monstruosa; y esta misma ignorancia monstruosa y total se revelaba también en los demás, en los monjes. Esta corrupción del conocimiento hacía de la transición un cambio; y mientras que el cielo, lo divino, se degradaba de este modo, se levantaba sobre lo temporal la sublimidad y la superioridad espiritual de lo eclesiástico.” “Del mismo modo, la Iglesia existente, esta existencia del cielo sobre la tierra, veíase nivelada sobre el mismo plano de lo mundanal al abrazar el camino de la riqueza y de la posesión de territorios; de este modo, suprimíase la distinción entre los 2 poderes, pero no de un modo racional para la Iglesia, sino, al mismo tiempo, de un modo indignante, que supone una corrupción: era evidentemente una realidad, pero la realidad más bárbara y más cruel. Pues el Estado, el gobierno, el derecho, la propiedad, el orden civil: todo esto es lo religioso, en forma de diferencias racionales, es decir, de leyes fijas por sí mismas. La vigencia de los miembros, de los estamentos, de las secciones, sus distintas ocupaciones, las fases y los grados del mal, lo mismo que los del bien, representan una manifestación bajo la forma de la finitud, de la realidad, de la existencia de la voluntad subjetiva, mientras que lo religioso sólo se presenta bajo la forma de lo infinito.”

HEGEL PISTOLA: “El mal y sus penas se convierten ahora en algo infinito, y las opiniones discrepantes son castigadas incluso con la muerte, como ocurre con la herejía y con la heterodoxia contra las determinaciones más abstractas y más vacuas de una dogmática interminable. En el seno de la Iglesia se dan cita las costumbres más reprobables y las peores pasiones, la arbitrariedad desenfrenada, la voluptuosidad, la venalidad, la ociosidad, la codicia, los vicios más diversos, precisamente por no tropezar con el freno de ninguna ley; y en ella se instaura y prevalece el criterio de la dominación. (…) Esta ruina del mundo suprasensible, como representada en el conocer y como Iglesia presente, es la que necesariamente tenía que expulsar al hombre de semejante templo, es decir, del seno de lo más sagrado convertido en algo mundanal y finito.”

Impaciente por la realidad que echa de menos y por la carencia de lo sagrado, la cristiandad se echa a buscar la cabeza que le falta; no es otro, en efecto, el móvil determinante de las Cruzadas. La cristiandad busca la presencia exterior de Cristo en la tierra de Canaán, busca sus huellas, el monte en que oró y padeció, su tumba; conquista el Santo Sepulcro. Lo que se representa como algo real lo conquista también, en efecto, como algo real; pero la tumba es solamente eso, una tumba: lo único que encuentra es el Santo Sepulcro, que además le es arrebatado después. «Pero no le dejarás en su tumba, pues no quieres que un santo se pudra en su sepulcro.»” “Aquellos lugares sagrados, él Monte de los Olivos, el Jordán, Nazaret, como el presente sensible y exterior del espacio sin la presencia del tiempo, no son sino algo pasado, un simple recuerdo y no una contemplación del presente inmediato; lo único que los cruzados encontraron fue su pérdida, su tumba en este presente. Siendo como eran bárbaros, no buscaban lo general, la posición universal de Siria y de Egipto, este centro de la tierra, los nexos de unión para la libertad del comercio, como había de hacerlo Bonaparte, [¡!] cuando ya la humanidad hubo recobrado su razón.”

En cuanto que sus actos, sus fines y sus intereses, se convierten en algo jurídico y, por tanto, en algo general, el presente se torna racional.” “fundándose una independencia que no es ya meramente egoísta.” “Es cierto que el orden ahora vigente es el sistema feudal, con su secuela, la servidumbre de la gleba, pero todo dentro de él es, sin embargo, algo jurídicamente establecido. Y el derecho tiene su raíz en la libertad, por ser en ella donde el individuo cobra existencia y es reconocido como tal, aunque aquí aparezcan todavía convertidas en propiedad privada relaciones pertenecientes en realidad al Estado. § La monarquía feudal, que ahora se rebela contra el principio de la ausencia del «sí mismo» de la Iglesia determina los derechos esenciales del hombre, es verdad, con arreglo al nacimiento; pero los estamentos de la sociedad feudal no son castas, como en la India, sino que en la jerarquía eclesiástica cualquiera podía ascender desde las más bajas capas hasta los puestos más elevados. Por lo demás, también bajo el sistema feudal fueron manifestándose paulatinamente un derecho, un orden civil y una libertad amparada por la ley. En Italia y Alemania conquistaron su estatuto jurídico una serie de ciudades como repúblicas urbanas, siendo reconocidas por los poderes eclesiástico y temporal; la riqueza hizo su aparición en los Países Bajos, en Florencia y en las ciudades imperiales del Rin. Poco a poco y por estos caminos, los países empezaron a salir del régimen feudal, y una manifestación de ello la tenemos en los mismos capitani. Y también puede ser considerado como un levantamiento de la ausencia de «sí mismo» del espíritu el hecho de que la lengua de esta época se convierta en lingua volgare, por ejemplo en la Divina Comedia de Dante.” Hegel confunde atrozmente história puramente externa e filosofia…

THE LEAP OF THE CAT: “Mientras que la Iglesia creía hallarse antes en posesión de la verdad divina, ahora el régimen temporal, al cobrar dentro de sí orden y derecho y brotar de la dura disciplina del servicio, creíase fundado por Dios y, por tanto, considera presente en él lo divino y teníase por autorizado para manifestarse contra lo divino en la Iglesia, opuesto exclusivamente a todo lo laico.” “El poder de la Iglesia aparecía ahora como la tosquedad de la Iglesia, ya que no trataba de manifestarse en la realidad misma, sino de ser fuerte en el mundo del espíritu. Y surgía inmediatamente en la mundanidad la conciencia del llenarse los conceptos abstractos con la realidad del presente, de tal modo que éste dejaba de ser algo nulo de suyo, para adquirir también verdad.”

Las artes llevan consigo el que el hombre cree a partir de sí mismo lo divino; y como aquellos artistas eran lo suficientemente piadosos para abrazar como principio la ausencia de su «sí mismo», eran ellos los que con su capacidad subjetiva creaban estas representaciones. Con esto guarda una estrecha relación el que lo mundanal tenga dentro de sí la conciencia de ser tan legítimo como para retener las determinaciones basadas en la libertad subjetiva. En la industria, el individuo se ve obligado a atenerse a su propia actividad” “Así volvió el espíritu a sí mismo; así se recobró, y contempló como sus propias manos su propia razón.”

SECCIÓN TERCERA:

EL RENACIMIENTO DE LAS CIENCIAS

De aquí arrancan todas las aspiraciones e invenciones, de aquí parten el descubrimiento de América y de una ruta hacia las Indias orientales; y así se despertó principalmente el amor por las llamadas ciencias paganas de la antigüedad, ya que los eruditos de la época vuelven sus ojos a las obras de los antiguos, convertidas ahora en objeto de estudio, como studia humaniora, estudios en que el hombre es reconocido en su propio interés y en su propia actividad. Estos estudios, aunque aparezcan a primera vista como lo opuesto a lo divino, son más bien de suyo lo divino, pero lo divino que vive en la realidad del espíritu.”

De este modo, se generalizó la creencia de que el entendimiento podía reputar falso algo que la Iglesia afirmase como verdadero; y fue un paso de gran importancia éste que dio el entendimiento, al concebirse así, aun a trueque de encontrarse en oposición con todo lo positivo.”

El Occidente, por medio de las Cruzadas, e Italia en particular por medio del comercio mantenían frecuente trato con los griegos, aunque sin relaciones diplomáticas muy asiduas. Del Oriente vinieron, incluso, las leyes romanas, hasta que fue descubierto por casualidad un códice del Corpus iuris. Y el Occidente volvió a entrar en contacto con el Oriente griego, sobre todo, cuando la desdichada caída del imperio bizantino obligó a los más nobles y relevantes griegos a buscar refugio en Italia.” “Sería hacer demasiado honor a los monjes si aceptamos que fueron ellos quienes conservaron para nosotros los textos de la antigüedad; estas obras, por lo menos las griegas, vinieron de Constantinopla; las latinas conserváronse naturalmente en Occidente.”

Pomponacio [ao dizer simplesmente que a alma não é imortal] hubo de comparecer ante la Inquisición a responder de sus opiniones, aunque la protección que algunos cardenales le dispensaban le puso a cubierto de toda ulterior persecución. Había además muchos otros aristotélicos puros, y estas doctrinas se difundieron más tarde, sobre todo, entre los protestantes.”

Uno de los que más contribuyeron a la difusión de Platón en el Occidente fue el cardenal Bessarion de Trebisonda, que había sido Patriarca de Constantinopla. (Brucker)

Ficino, que nació en Florencia en 1433 y murió en 1499, se distinguió como traductor de Platón; fue él principalmente quien dio a conocer nuevamente la filosofía neoplatónica posterior a Proclo y a Plotino. Ficino escribió además una teología platónica.

Uno de los Médicis de Florencia, Cosme II, llegó incluso a fundar en el siglo XV una Academia platónica en aquella ciudad. Los miembros más relevantes de esta familia de los Médicis, los dos Cosmes, Lorenzo, León X y Clemente VII protegieron mucho el cultivo de las ciencias y las artes y atrajeron a sus cortes a los sabios clásicos griegos.”

Más tarde, fue resucitada la atomística epicúrea, principalmente por Gassendi contra Descartes, y de ella se conserva todavía en la física moderna la teoría de las moléculas.”

Reuchlin propúsose desarrollar de nuevo la auténtica filosofía pitagórica; pero todo aparece en él revuelto y turbio. En Alemania preparábase una orden imperial encaminada a destruir, como se había hecho en España, todos los libros hebraicos; hay que reconocer a Reuchlin el mérito de haber impedido que esta obra de destrucción fuese llevada a cabo. La total ausencia de diccionarios entorpecía tanto el estudio del griego, que Reuchlin tuvo que trasladarse a Viena para aprender allí esta lengua de labios de un griego de nacimiento.”

Todas estas filosofías eran cultivadas al lado de la fe eclesiástica y sin detrimento de ésta, pero no a la manera de los antiguos: surge así una abundante literatura que abarca una gran cantidad de nombres de filósofos, pero que pasa sin dejar huellas y que carece, desde luego, de la lozanía que sólo puede dar la originalidad y la profundidad de los elevados principios; y es que no se trata en rigor de una verdadera filosofía; por eso no es necesario que entremos en más detalles acerca de ella.”

También experimenta su renacimiento, en esta época, la manera ciceroniana de filosofar: es una filosofía eminentemente popular y superficial, sin ningún valor especulativo, pero que tiene, por lo menos, por lo que a la cultura general se refiere, el interés y la importancia de que el hombre en ella habla inspirándose en sí mismo como un todo, en su experiencia interior y exterior y en su presente, en general.” “Y a pesar de que la plétora de escritos filosóficos de esta clase, por ejemplo muchos de los de Erasmo, han caído en el olvido y tienen poco valor, no puede negarse que hicieron mucho bien después de la sequedad escolástica y de todos sus devaneos y abstracciones carentes de toda base” “También Petrarca escribía tomándose como fuente a sí mismo, sus estados de ánimo, como hombre pensante.”

El hombre sólo puede considerarse verdaderamente dueño de aquellos pensamientos que aparecen expresados en su lengua propia. Lutero y Melanchthon desecharon todo lo escolástico, tomando como pauta de juicio la Biblia, la fe, el ánimo del hombre. Melanchthon aporta una fría filosofía popular en la que el hombre quiere hacer acto de presencia y que, por tanto, contrasta enormemente con el seco y muerto escolasticismo.” “Muchos individuos se ven privados ahora del contenido, del objeto que venía siendo el punto de apoyo y el fundamento de su conciencia: de la fe de sus mayores. Por eso, al lado de aquellas serenas manifestaciones del renacimiento de la filosofía antigua, nos encontramos ahora, por otra parte, con muchas personalidades en las que se trasluce de un modo bastante violento el fogoso deseo de llegar a conocer por medio del pensamiento lo más profundo y lo concreto, aunque oscurecido y tergiversado por interminables fantasías, por una imaginación las más de las veces desbordada y calenturienta y por el afán de penetrar en los arcanos de la astrología, la geomancia y otros conocimientos misteriosos por el estilo.” “Las vicisitudes de su vida lo mismo que el contenido de sus obras, las cuales llenan con frecuencia muchos y grandes infolios, son el resultado de esta inseguridad de su modo de ser, del desgarramiento y la sublevación de su interior contra la existencia real a que se ven sujetos y del afán de encontrar en ella un fundamento firme.”

Las figuras más notables de este grupo a que nos referimos son las de Cardano, Giordano Bruno, Vanini, Campanella y Petrus Ramus; todos ellos son representantes del carácter de su época, de esta fase de transición, y caen ya dentro del período de la Reforma.”

[Cardano] mismo se encargó de trazar la historia de su vida y su carácter en un libro titulado De vita propria, en el que confiesa sus errores y sus defectos con la mayor dureza y sinceridad con que un hombre pueda hacerlo.” “Era el suyo un temperamento turbulento, que lo mismo fermentaba profundamente dentro de sí que estallaba en violentas explosiones y del modo más contradictorio; también su interior padecía de un tremendo desgarramiento. He aquí, extractada de su obra, la pintura de su carácter, trazada por él mismo: «La naturaleza me ha dotado de un espíritu filosófico y apto para el cultivo de las ciencias, soy ingenioso, elegante, decoroso, sensual, expeditivo, piadoso, fiel, amigo de la sabiduría, reflexivo, emprendedor, afanoso de saber, servicial, entusiasta, cavilador e inventivo, todo lo he aprendido por mí mismo, ardo en deseos de ver milagros, soy taimado, astuto, amargado, iniciado en el misterio, sobrio, trabajador, descuidado, charlatán, siento desprecio por la religión, soy vengativo, envidioso, triste, pérfido, traicionero, me gustan la magia y los encantamientos, me siento desdichado, soy cruel con los míos, retraído, antipático, severo, adivino, celoso, chismoso y amigo de pullas, calumniador, complaciente y voluble: tales son las grandes contradicciones de mi carácter y de mis costumbres.»

las turbiedades alejandrinas y cabalísticas alternan aquí con observaciones que acreditan una gran finura psicológica y una gran lucidez y claridad.”

Giordano Bruno fue uno de aquellos espíritus inquietos y atormentados a quienes vemos repudiar intrépidamente toda la autoridad y la fe de la Iglesia católica. En estos últimos tiempos, su recuerdo ha sido refrescado por Jacobi (Obras Completas, t. IV, secc. 2, pp. 5-46), en la edición de sus cartas sobre Spinoza, que añadió a un extracto de una obra de éste. Jacobi logró llamar, muy especialmente, la atención hacia este pensador al afirmar que la suma de su doctrina es la esencia del spinozismo y la cifra y compendio del panteísmo; este paralelismo dio a Giordano Bruno una fama que es evidentemente superior a sus verdaderos méritos. § Giordano Bruno tenía un temperamento más sereno y apacible que Cardano, pero tampoco él llegó a encontrar quietud sobre la tierra.” “Abandonó el suelo de Italia donde, siendo fraile dominico, se había permitido amargas observaciones acerca de ciertos dogmas católicos, por ejemplo el de la Transubstanciación y el de la Inmaculada Concepción de María y a propósito de la crasa ignorancia y la viciosa conducta de los frailes. Vivió luego en Ginebra, en 1582, pero se enemistó también con Calvino y con Beza, llegando a hacérsele imposible la convivencia con ellos; de allí pasó a otras ciudades francesas, entre ellas Lyon, y seguidamente se instaló en París, donde en 1585 se manifestó solemnemente en contra de los aristotélicos, sustentando según una costumbre muy extendida en la época —para que sirviesen de base a una discusión pública— una serie de tesis filosóficas dirigidas principalmente contra Aristóteles.” “En Helmstedt fue acogido con gran favor, en 1589, por los duques de Braunschweig-Lüneburg; de allí pasó a Francfort del Meno, donde dio a la imprenta algunas de sus obras. § Su vida fue como vemos la de un profesor y escritor ambulante, de incansable peregrinar. Por último retornó a Italia en 1592 y vivió durante algún tiempo en Padua sin que nadie le molestase, hasta que a la postre fue sorprendido por la Inquisición en Venecia, recluido en la cárcel y trasladado luego a Roma, donde en el año 1600, después de haberse negado a retractarse, fue condenado a morir en la hoguera como hereje; algunos testigos presenciales de su muerte, por ejemplo Scioppio, informan que soportó con gran fortaleza y serenidad la muerte por el fuego. § Las obras de Giordano Bruno fueron declaradas heréticas y ateas tanto por los católicos como por los protestantes y, por esta razón, quemadas, destruidas y mantenidas en secreto. Es, por ello, muy difícil encontrarlas reunidas, aunque la mayoría de ellas se hallan en la biblioteca de la universidad de Gotinga” “Dondequiera que se detenía por algún tiempo pronunciaba conferencias y componía y editaba obras; por eso es tan difícil llegar a reunir sus escritos completos. § Esto explica también el que muchas de sus obras se repitan en cuanto al contenido, aunque lo presenten bajo diversa forma. Y es natural que quien trabajaba de este modo no llegase nunca a desarrollar debidamente su pensamiento. El carácter fundamental que muchas de sus obras presentan es justo, de una parte, el que responde al hermoso entusiasmo de un alma noble que siente palpitar dentro de sí el espíritu y que sabe que la unidad de su ser y de todo ser constituye la vida íntegra del pensamiento. Hay algo de báquico en el modo como aborda los problemas esta profunda conciencia, que se desborda para convertirse en el verdadero objeto de sus especulaciones y expresar así su riqueza. (…) cuando no ha alcanzado aún esta formación científica, pasa continuamente de unas formas a otras, sin acertar a ordenarlas convenientemente.” “fanatismo místico”

El universo es, pues, como un animal infinito en el que todo vive y se mueve de las maneras más diversas. La inteligencia formal no se distingue así en nada de la causa final (del concepto de fin, de la entelequia o el principio inmóvil de Aristóteles); pero asimismo hay que ver en ella probablemente una inteligencia eficiente (causa efficiens), una causa intermedia, precisamente la que produce aquellos resultados.”

Si la materia fuese simplemente la potencia indeterminada, ¿cómo sería posible llegar a lo determinado? Esta simplicidad de la materia no es de suyo sino un momento de la forma; por tanto, al tratar de sustraer la materia a la forma, se la establece, al mismo tiempo, como una determinación de la forma misma, lo que equivale a establecer también y al mismo tiempo lo otro.”

Se representa el principio primigenio, lo que en otra parte llama la forma, bajo el concepto de lo más pequeño que es, al mismo tiempo, lo más grande, de lo uno que es, al propio tiempo, todo; el universo es este uno en todo. En el universo, dice este pensador, el cuerpo no se distingue del punto, ni el centro de la periferia, lo finito no se diferencia de lo infinito ni lo más grande de lo más pequeño. Todo es, aquí, centro o, dicho en otros términos, el centro del universo se halla en todas partes y en todo. Los antiguos expresaban esto diciendo que el padre de los dioses moraba esencialmente en todos y cada uno de los puntos del universo.”

La unidad de lo contrapuesto es explicada de este modo: la diferencia entre las sombras no es nunca verdadera pugna o contradicción. En el mismo concepto se encierran y conocen los contrarios, lo bello y lo feo, lo conveniente y lo inconveniente, lo perfecto y lo imperfecto, lo bueno y lo malo. Lo imperfecto, lo malo, lo feo, no descansan sobre ideas especiales propias; a estos conceptos se los conoce en otros, y no en uno peculiar suyo, que no es nada. Pues este algo peculiar es el no-ser en el ser, el d-efecto en el efecto. La inteligencia primera es la primera luz; derrama su luz desde lo más recóndito hasta lo más externo y la luz vuelve a condensarse desde lo más externo en sí misma. Toda esencia puede captar, con arreglo a su capacidad, algo de esta luz.” “Esta luz pura de las cosas es precisamente su cognoscibilidad, que parte de la inteligencia primera y se orienta hacia ella; lo que no es no puede ser conocido.” “Por medio de la idea que vive en la inteligencia se comprenden siempre las cosas mejor que por medio de la forma de las cosas naturales en sí mismas, precisamente porque esto es lo más material: pero la más alta comprensión se logra por medio de la idea del objeto tal y como vive en la inteligencia divina.” “Ahora bien, el arte de Giordano Bruno consiste en determinar el esquema general de la forma que todo lo comprende bajo sí y en poner de manifiesto cómo sus momentos se expresan en las diferentes órbitas de la existencia.” “La unidad es lo que sirve de hilo de reducción; y Giordano Bruno, al distinguir el mundo natural y el mundo metafísico, trata de establecer el sistema de aquellas determinaciones para poner de manifiesto, al mismo tiempo, cómo se manifiesta aquí de un modo natural lo que de otro modo se revela como lo pensado.”

Este arte del pensamiento interior y de la organización exterior con arreglo a él, y viceversa, arte que el alma humana posee, es puesto por Giordano Bruno en estrecha relación con el arte de la naturaleza del universo y con la acción del principio absoluto del universo en general, con arreglo a lo cual todo se forma y se plasma: es una forma única que se desarrolla; es el mismo principio universal que se plasma en los metales, las plantas y los animales y que en el hombre piensa y organiza fuera de sí, aunque se exprese, en sus efectos, de modo infinitamente diverso en el universo todo. Por consiguiente, es uno y el mismo desarrollo de uno y el mismo principio el que se proyecta sobre el interior y el exterior.”

Hasta aquí todo va bien en conjunto; es la ejecución del mismo esquema en todas direcciones. Y no cabe duda de que es digno de los mayores respetos este intento de exponer el sistema lógico del artista interior, del pensamiento productivo, de tal modo que a él correspondan las formas de la naturaleza exterior. Pero, a pesar de todo, las determinaciones del pensamiento, aun siendo de indiscutible grandeza el modo de proceder de Giordano Bruno, no pierden aquí su carácter superficial, el carácter de tipos inertes, muertos, como el de los esquemas de la filosofía natural de los tiempos modernos, ya que este pensador se limita a enumerar los momentos y las contradicciones del esquema, como los filósofos de la naturaleza desarrollan en cada esfera, considerándola como algo absoluto, la tríada. Giordano Bruno junta al buen tuntún los momentos más determinados; y cuando trata de expresarlos por medio de figuras y clasificaciones, todo es confusión. Las 12 formas que le sirven de base no son formas derivadas y reducidas a unidad en un gran sistema único, ni aparece tampoco como algo derivado la multiplicación de las formas posteriores. Giordano Bruno escribió diversas obras acerca de esto (De sigillis), y la exposición que hace de este punto varía en todas ellas; las cosas se manifiestan en forma de letras y de signos que corresponden a un pensamiento.” O mesmo problema do rodopio sem achar a saída dos conceitos finais nietzschianos para Heidegger: eterno retorno, super-homem, transmutação de todos os valores, vontade de potência.

EM CIMA DO MURO: “Vanini, como antes de él hicieran ya Pomponacio y otros opone la razón a la fe y a la doctrina de la Iglesia. Sin embargo, al probar por medio de la razón tales o cuales dogmas contradictorios con la doctrina cristiana, hacían constantemente protestas —como, andando el tiempo, y ya entre los reformados, haría Bayle— de que sus convicciones estaban sometidas en un todo a lo que la Iglesia enseñaba; o bien aducían todos los fundamentos y argumentos en contra de los dogmas teológicos como otras tantas dificultades y refutaciones insolubles puestas por la razón y que ellos, por su parte, sometían también gustosos a los dictados de la fe. Bayle dice, por ejemplo, en su Dictionnaire crítico, donde pasa revista a muchas ideas filosóficas, bajo la voz «Maniqueos», que la afirmación de que existen 2 principios no puede ser refutada, pero que esta opinión debe ser sometida a la autoridad de la Iglesia.” Em que pese tal postura, Vanini morreu na fogueira.

Pero además la Iglesia, al proceder así, caía en la peregrina contradicción de condenar a Vanini porque, aun no encontrando las doctrinas eclesiásticas conformes a razón, se sometía a ellas; por donde parecía exigir, y lo hacía valer por la fuerza de las hogueras inquisitoriales, no que sus doctrinas estuviesen por encima de la razón, sino que fuesen conformes a ella y la razón no tuviese más tarea formal que el hacer comprensible el contenido de la teología. La irritabilidad de la Iglesia peca de inconsecuencia y la arrastra a profundas contradicciones. Empezó reconociendo, es verdad, que la razón era incapaz de captar la verdad revelada, siendo por tanto indiferente como tal razón y hallándose las objeciones que de ella partiesen expuestas a verse refutadas y pulverizadas por sí mismas. Pero al no admitir, a partir de un determinado momento, que la contradicción entre la razón y la fe fuese tomada en serio y al condenar, precisamente por ello, a Vanini por ateísmo, venía a reconocer implícitamente que la doctrina de la Iglesia no podía contradecir a la razón, pero exigiendo al mismo tiempo que la razón fuese sometida a la Iglesia.”

Quienes, desde los antiguos hasta Voltaire, están considerados como enemigos del cristianismo y como ateos, hacen hincapié especialmente en las representaciones de orden externo. El empeño en atenerse literalmente a ellas conduce sin remedio a toda una serie de contradicciones.”

Los profesores reales, por ejemplo, habían mantenido en un Collège una controversia con los teólogos de la Sorbona sobre si debía pronunciarse quidam, quisquis, quoniam, o kidam, kiskis, koniam, y esta polémica tomó un sesgo tan violento que dio lugar a un proceso ante el parlamento, porque los doctores habían decidido retirar sus prebendas a un clérigo por defender la pronunciación de quisquis.”

Por último, Ramus logró una cátedra pública, siendo designado profesor en París, pero en varias ocasiones tuvo que abandonar este puesto en la enseñanza, por ser hugonote, al producirse disturbios intestinos en el país en torno a la cuestión religiosa; una de las veces hubo de viajar por Alemania. En la Noche de San Bartolomé, en 1572, pereció también Ramus a manos de sus enemigos” Que tempos merdões…

Ramus despertó un interés vivísimo con sus ataques, sobre todo contra la dialéctica aristotélica anterior, y contribuyó mucho a simplificar el formalismo de las reglas dialécticas. Ganó gran fama sobre todo por haber combatido tenazmente la lógica escolástica, erigiendo frente a ella una lógica nueva: la lógica rameana; esta polémica tuvo tan grande y profunda repercusión, que hasta en las historias de la literatura alemana aparecen mencionados los partidos de los ramistas, los antirramistas y los semirramistas.”

Los esfuerzos de hombres [Montaigne, Charron, Maquiavel] como éstos pertenecen evidentemente al campo de la filosofía en la medida en que extraen sus pensamientos de su conciencia, del círculo de la experiencia humana, de la observación de lo que sucede en el mundo y en el corazón del hombre. Es una filosofía de la vida, en la que se captan y exponen estos resultados de la experiencia; y sus resultados son en parte entretenidos y en parte instructivos.” “Pero no hacen girar sus investigaciones en torno al gran problema que interesa a la filosofía, ni razonan a base del pensamiento: por eso no pueden ser incluidos propiamente en la historia de la filosofía, sino que pertenecen más bien al panorama de la cultura general y se mueven dentro del marco del sano sentido común.” “El hombre vuelve ahora a mirar a su corazón y hace valer una vez más las razones de él: la esencia de las relaciones entre el individuo y la esencia absoluta se ve centrada de nuevo en el corazón, en el entendimiento y en la fe del propio individuo. Y aunque el corazón del hombre se halle todavía dividido, esta división, este conflicto, este anhelo es ya un desdoblamiento del hombre mismo”

Otra consecuencia de ello es la abolición de las oraciones en una lengua extranjera y el cultivo de las ciencias mediante el vehículo de este idioma extraño. El hombre es un elemento productor, creador, en el lenguaje: es ésta la primera exterioridad de que el hombre se reviste, la más simple forma de la existencia de que cobra conciencia; lo que el hombre se representa se lo representa también interiormente como hablado. Pues bien, esta primera forma aparece como algo roto y extraño cuando el hombre se ve obligado a expresar o sentir en una lengua extraña lo que toca a su supremo interés.”

La orientación fundamental que trae consigo la Reforma es el momento abstracto del ser dentro de sí del espíritu, del ser libre, del adentrarse en sí mismo; precisamente esta libertad es la vida misma del espíritu que lo lleva a replegarse sobre sí, con su contenido determinado, que aparece como otra cosa, mientras que el espíritu carece de libertad cuando deja subsistir dentro de sí esta alteridad como algo extraño a él, bien como algo no-asimilado, bien como algo muerto.”

TERCERA PARTE:

LA FILOSOFÍA MODERNA

INTRODUCCIÓN

Es un prejuicio pensar que la Reforma sólo trajo como resultado el separar del seno de la Iglesia católica a una parte de los cristianos: Lutero contribuyó también, muy eficazmente, a la reforma de la Iglesia católica misma, cuya corrupción está patentizada por sus propios documentos y por los mensajes de los emperadores y el Imperio al papa” Difícil imaginar que mesmo no tempo de Hegel (muito depois da própria Reforma!) alguém ainda não soubesse disso…

El principio de la reconciliación interior del espíritu, que era ya en sí la idea del cristianismo, se alejaba, pues, de nuevo y aparecía ahora como un desgarrón exterior e irreconciliable: un ejemplo más de la lentitud con que el Espíritu del Mundo se sobrepone a esta exterioridad.”

Con la invención de la pólvora desaparece la lucha animada por la cólera individual.” HAHAHAA!

El hombre descubre América, sus tesoros y sus pueblos, descubre la naturaleza, se descubre a sí mismo; la navegación es, ahora, el romanticismo superior del comercio.” sus tesoros y sus pueblos… Interessante!

La Iglesia perdió así todo poder contra él, pues el principio de la Iglesia residía, en verdad, en el espíritu mismo, y no en la ausencia de éste.”

A Igreja perdeu assim todo o poder contra ele, pois o princípio da Igreja residia, na realidade, no espírito mesmo, e não em sua ausência.” Quando foi que comecei a ler um livro de HISTÓRIA DA RELIGIÃO mesmo?!?

El otro lado del problema es que lo eterno, que es verdadero en y para sí, sea también conocido y comprendido por el mismo corazón puro; el espíritu propio se apropia para sí lo eterno. Tal es la fe luterana, simple y escueta, sin el aditamento de las obras, como se las llamaba. Nada tiene valor sino dentro del corazón, y no como cosa.”

INTERIORIZAÇÃO DO NIILISMO: “Dios sólo reside, por tanto, en el espíritu, no en el más allá, sino en lo más propio y más recóndito del individuo.”

El pensamiento conquista así su independencia, con lo cual abandonamos su unidad con la teología; se separa de ésta, como ya entre los griegos se había separado de la mitología, de la religión popular, para buscar de nuevo estas formas al final, en la época alejandrina, tratando de llenar las ideas mitológicas con la forma del pensamiento. Pero permanece por ello el nexo en sí: la teología no es otra cosa que la filosofía, ya que ésta piensa sobre sus problemas.”

Por tanto, cuando el pensamiento se manifiesta como una fuerza propia e independiente, nos separamos de la teología; estudiaremos, sin embargo, una figura en la que la teología y la filosofía forman aún una unidad. Nos referimos a Jacob Böhme, en quien el espíritu, aun moviéndose en su terreno propio y privativo, se halla encuadrado en parte dentro del mundo finito y natural, y en parte dentro del mundo interior, que es primordialmente el mundo cristiano.”

La primera dirección, o sea el realismo, es la experiencia. Filosofar es aquí o tiene como determinación fundamental el pensar por cuenta propia para asimilarse lo presente, [AS COISAS] como aquello en que reside la verdad y en que puede, por tanto, llegar a ser conocida; todo lo especulativo se achata para ser reducido a experiencia. Este algo presente que sirve de pauta es la naturaleza existente, externa, y la actividad espiritual en cuanto mundo político y actividad subjetiva. El camino hacia la verdad, para esta filosofía, consiste en partir de esta premisa, pero sin detenerse en su realidad externa y aislada, sino remontándose a lo general. [A IDÉIA]” H. insinua que falará imparcialmente da corrente que lhe é oposta; em poucos parágrafos estará refutando toda esta modalidade do pensar.

AQUILO CONTRA QUEM STEPHEN HAWKING FALAVA, E NÃO <FILÓSOFOS> NO TERMO ATUAL (ele estava 300 anos defasado): “la ciencia de la naturaleza sólo llega hasta la fase de la reflexión. Esta senda de la física experimental se llamó y sigue llamándose todavía hoy filosofía, como nos lo revelan los Principia philosophiae naturalis de Newton” “lo que hoy llaman los franceses sciences exactes.” “Aquí no es la idea misma, en su infinitud, el objeto del conocimiento” “las leyes de Keplero” “En la filosofía escolástica, por el contrario, era como si al hombre le hubiesen sacado los ojos, y todo lo que en aquel tiempo se discutía acerca de la naturaleza partía de una serie de premisas abstrusas.” Mais detalhes dessa fase da evolução espiritual e epistemológica em https://seclusao.art.blog/2021/08/05/o-que-aristoteles-e-stephen-hawking-tem-em-comum-um-pouco-sobre-a-contenda-edipiana-fisica-x-metafisica-mal-entendidos-comuns-entre-uma-e-outra-do-ponto-de-vista-filosofico-passando-por-figuras-il/.

En segundo lugar, se observaba lo espiritual tal y como, en su realización, forma el mundo espiritual de los Estados, con el fin de inquirir así por la experiencia cuáles eran los derechos de unos individuos con respecto a otros y frente al príncipe, y cuáles los de unos Estados para con otros.” A ciência exato-política, por assim dizer.

Antes (…) lo que a los reyes les era lícito y lo que les estaba vedado se tomaba de la historia de Saúl y de David; los derechos y prerrogativas de los sacerdotes tenían como fuente la historia de Samuel; en una palabra, el Antiguo Testamento era la fuente de todos los principios del derecho público, y todavía hoy vemos cómo en todas las bulas de los papas se refuerzan con referencias al Antiguo Testamento los ordenamientos de la Iglesia.”

Fueron compuestos, de este modo, libros que todavía hoy se citan con cierta frecuencia en el parlamento inglés.”

A segunda direção, o idealismo, parte sempre do interior; para ele, tudo reside no pensamento e o espírito mesmo é todo o conteúdo.¹ Aqui se toma por objeto da filosofia a idéia mesma, isto é, trata-se de pensá-la, a fim de chegar, partindo dela, ao determinado. [AS COISAS] O que ali [no realismo] extrai-se da experiência, extrai-se aqui do pensamento a priori, ou bem capta-se também o determinado, só que não para reduzi-lo ao geral, senão que para <reduzi-lo> à IDÉIA.”

¹ Tem razão, Hegel: tudo sempre parte do interior: do pensamento! Até mesmo “o espírito” é uma criação do eu.

Grifos em laranja: H. deixa claro – realismo e idealismo não são dois rios ou duas vias de mão única. Não há simetria. O realismo certamente só pode confluir num sentido – do particular (dados imediatos, que não deixam por isso de ser mentais), pois são fenômenos, para AS IDÉIAS; e ainda assim não A IDÉIA, isto é, a mais elevada de todas, o ABSOLUTO. Para H., a investigação empírica só funciona para descobrir leis da física ou uma ou outra lei política ou princípio ou axioma do Direito. Mas o idealismo conflui nos dois sentidos, é muito mais perfeito. Pelo pensamento (o único) se acessam as coisas; pelas coisas – o particular – se chega ao geral, ao pensamento do absoluto (A IDÉIA). Em síntese, a experiência é limitada, embora seja humana e, de qualquer forma, melhor do que a abstração vácua (escolástica). Veja que há “geral” e “geral” em H.: gerais e gerais; uns são apenas conceitos (o limite do realismo), outros são apenas uma fase intermediária do idealismo. O geral está sempre em contraposição ao determinado, que é o fenômeno puro, poder-se-ia dizer, carente da generalização sistemática – mas tem-se de perguntar: em qual contexto? De qual geral se está falando? Sempre que se ler H. isto tem sua importância.

1.1. As coisas são sempre meio, nunca fim.

1.2. Os fins, se determinados pela experiência, são apenas meios para os fins absolutos ideais.

Sin embargo, ambas direcciones vienen a converger en un punto común, ya que también la experiencia, por su parte, se esfuerza por derivar de las observaciones, principios y leyes generales; y a su vez el pensamiento, partiendo de lo general abstracto, necesita darse un contenido determinado, por donde lo apriorístico y lo aposteriorístico no forman dos campos absolutamente deslindados. En Francia, logró imponerse más bien lo general abstracto; en Inglaterra prevaleció, por el contrario, en general, el criterio de la experiencia, que todavía hoy goza de gran predicamento en aquel país; Alemania, en cambio, tomó como punto de partida la idea concreta, el interior del hombre, pleno de ánimo y espíritu.” Nonsense. Hegel quer dizer que em seu país se está no melhor dos mundos; que em sua filosofia se está no verdadeiro. No mais verdadeiro que os outros verdadeiros. O difícil para Hegel é ir além do a priori kantiano, que é um tipo muito especial de a priori, mais elevado que o a priori francês, se podemos assim dizer. Aqui não é o lugar para tratar do criticismo kantiano, que é, efetivamente, a síntese correta, e antes mesmo de Hegel aparecer. Hegel tem de recorrer a um suposto Espírito do Mundo para pretender estar um grau acima de Kant em objetividade. Uma objetividade divina (em si!)! Alega que não só a representação mental, mas o mundo como matéria viva, o em si kantiano, não-partícipe da experiência, é sinônimo com sua representação mental, mas se, e somente se, souber-se “rastreá-lo”, “sentir seu cheiro”, que é o que ele faz em seu Historicismo. Isso, no entanto, é o vulgar e depreciativo de sua filosofia. O em si só pode ser em si enquanto for inessencial no sentido hegeliano, i.e., o que se chama a partir de Schopenhauer de vontade, e que a terminologia existencialista abandonará, mas continuará usando implicitamente. O que é inessencial não tem “agenda própria”, não tem fim em vista, teleologia, apenas é, com-o-homem.

Ahora bien, la conciliación buscada y que se cree poder lograr también en el reino del pensamiento es el interés general de la ciencia. Esa conciliación se realiza en sí, pues el saber se considera capacitado para llevar a cabo este conocimiento de la conciliación dentro de sí. Por tanto, los sistemas filosóficos no son otra cosa que otras tantas modalidades de esta unidad absoluta, de tal modo que sólo en la unidad concreta de aquellas contraposiciones reside la verdad.”

La segunda fase es la de la conciliación metafísica; y es realmente aquí donde, con Descartes, comienza la filosofía de la época moderna como pensamiento abstracto.”

Descartes resumido como SUSPENSÃO ACEITAÇÃO.

Pseudo-suspensão, já que depois todo o fenomênico é automaticamente aceito, pois provém de Deus em última instância, i.e., provém imediatamente de mim, da consciência pensante, e Deus não pode dotar meu intelecto de um erro ou de uma fraude metafísica.

E no entanto isto já é suficiente, para H., para adentrar-se a modernidade: “Y así se plantea el problema de cómo es o puede ser el pensamiento idéntico a lo objetivo. Con ello, se destaca por sí mismo y se convierte en objeto lo interior, lo que sirve de base a esta metafísica; estamos ya plenamente dentro de la moderna filosofía.” “ahora los pensadores viven en condiciones completamente distintas de aquellas en que vivieron los filósofos de los tiempos antiguos”

De aquí que en Grecia y en Roma los filósofos viviesen de un modo muy propio y peculiar, rodeándose en lo externo de aquel ambiente y de aquellas condiciones de vida que mejor cuadraban a su ciencia y que más dignas parecían de ella; procuraban mantenerse, como particulares, independientes y al margen de las relaciones de la vida social, y en tal sentido podría comparárselos a los monjes, que renuncian a los bienes temporales.

En la Edad Media, la filosofía corre principalmente a cargo de clérigos y doctores en teología. En el período de transición, los filósofos libran una dura lucha interior consigo mismos y luchan exteriormente contra las circunstancias, debatiéndose en la vida en medio de grandes y agitadas vicisitudes.

Muy distinto es el panorama de la época moderna, donde no nos encontramos ya con individuos-filósofos que formen una clase aparte. Las murallas que los separaban del resto de la sociedad han caído por tierra; los filósofos ahora no son monjes, sino que viven dentro del mundo, asociados a él, y tomando parte, de un modo o de otro, en las actividades comunes. Viven sujetos a las condiciones de la vida civil, ocupando puestos o desempeñando cargos públicos; y cuando son simples particulares, su posición no los aísla tampoco del resto de la sociedad. Viven entregados al presente, al mundo, entrelazados con la marcha y el desarrollo de éste, y sólo se dedican a la filosofía por añadidura, como un lujo y una superabundancia.” Silêncio, pois Hegel está descobrindo as condições do modo de produção capitalista! Não há poços destapados no meio da cidade onde possamos tropeçar e cair por acidente…

En efecto, en la época moderna vemos cómo, al reconciliarse el principio mundanal consigo mismo, se aquieta y encauza dentro del orden el mundo exterior: las relaciones mundanales, las clases y los estamentos, las maneras de vivir, se constituyen y organizan de un modo natural y racional. Va formándose una cohesión general e inteligente, con lo cual también la individualidad adquiere una posición distinta dentro de la sociedad, perdiendo aquella vigorosa personalidad plástica de los antiguos.” É tudo uma máquina sorridente e animada após Lutero ter traduzido a Bíblia, correto? Durkheim seria a apoteose e fim dessa maneira de pensar.

Debido a que el poder objetivo de las circunstancias es inmenso y, por ello mismo, la modalidad necesaria —según la cual soy en ellas— se ha convertido en algo indiferente para mí, por ello también se convierte en indiferente la personalidad y la vida individual.” “El mundo moderno es este poder esencial de la cohesión y, dentro de él, es sencillamente necesario para el individuo formar parte de esa cohesión general, en lo que a la vida exterior se refiere; hoy los hombres sólo pueden vivir en común dentro de su sociedad y de su clase, y la única excepción a esta regla la tenemos en Spinoza.”

La clase de los filósofos no se halla aún organizada, como la de los monjes. Los dedicados a la enseñanza y a la vida universitaria lo están ya un poco; pero incluso esta clase se ve obligada a hundirse en las normas cotidianas de las relaciones sociales, ya que la entrada en ella es algo regulado exteriormente. Lo esencial es que el filósofo se mantenga fiel a su fin.”

SECCIÓN PRIMERA:

SE ANUNCIA LA FILOSOFÍA MODERNA

Los 2 primeros filósofos que hemos de considerar aquí son [o segundo e mais relevante] Bacon, y Böhme, dos individualidades tan absolutamente dispares como lo son sus filosofías.”

Bacon (…) a quien suele citarse, por ello mismo, como el caudillo de toda esa filosofía de la experiencia con cuyas frasecillas se gusta todavía hoy de adornar cierta clase de obras.” Hahaha!

La filosofía baconiana es, pues, en términos generales, una especie de filosofía basada en la observación de la naturaleza exterior y espiritual del hombre, de sus inclinaciones, sus apetitos y sus determinaciones jurídicas y racionales; partiendo de aquí, se llega a conclusiones y se descubre o se trata de descubrir las ideas y las leyes generales que rigen en este campo de problemas. Bacon dio completamente de lado a la filosofía escolástica, la repudió como enemigo que era de razonar a base de abstracciones completamente remotas, cerrando en cambio los ojos a lo que se tiene delante de los ojos. Su punto de vista es el de los fenómenos revelados por los sentidos, [y no por la Iglesia!] tal y como se aparecen ante el hombre culto y cómo éste reflexiona en torno a ellos; punto de vista conforme al principio de aceptar lo temporal y lo finito como tal.”

a la edad aproximada de 19 años escribió una obra acerca del estado de Europa (De statu Europae). Se unió en su juventud al conde de Essex, favorito de la reina Isabel, gracias a cuya protección pronto mejoró de situación material —hay que tener en cuenta que, como segundón que era, no se había beneficiado en lo más mínimo con el patrimonio paterno, el cual correspondía íntegro al primogénito—, haciendo grandes y rápidos progresos.” “se le acusa, en efecto, de haberse dejado seducir por los enemigos de Essex para acusarlo públicamente de alta traición cuando el favorito cayó en desgracia.” “Y, aun ocupando puestos tan altos y de tan gran responsabilidad, no tenía inconveniente en entregarse a la intriga y en incurrir en actos de la más burda venalidad. Esto hizo que atrajese sobre sí él descontento del pueblo y de los grandes, hasta que, al cabo, fue acusado judicialmente, viéndose su proceso ante el parlamento. Fue condenado a pagar una multa de 4000 libras esterlinas y encarcelado en la Torre de Londres, su nombre fue borrado de la lista de los pares. Durante el proceso y su encarcelamiento, dio pruebas de una increíble debilidad de carácter.” História já muito conhecida. Mas é interessante ‘relê-la’ sob novos olhos (os de H.).

No tardó, sin embargo, en ser excarcelado, dándose por anulado su proceso, gracias al odio todavía mayor que existía contra el rey y contra el ministerio de Buckingham, bajo cuyo gobierno había desempeñado aquellos cargos y por creérsele víctima de él, ya que tuvo la suerte de que el gobierno del duque cayese antes y de que su jefe se viese abandonado y perseguido por quienes, siendo gobernante, le secundaran. Fue, pues, esta circunstancia —la de que sus perseguidores se hiciesen odiar por su labor de gobernantes tanto como él— la que más que su propia inocencia contribuyó a atenuar un poco el desprecio y el odio concitados contra Bacon.” “Durante el resto de su vida no salió ya de la oscuridad y de la miseria, viéndose obligado a mendigar del rey algún socorro y dedicando el resto de sus días al cultivo de las ciencias, hasta que murió en el año 1626. (Buhle; Brucker)

El nombre de Bacon es ensalzado siempre como el del pensador que descubrió en la experiencia la verdadera fuente del conocimiento, y no puede negarse que es, en rigor, el guía y el representante más caracterizado de lo que en Inglaterra se llama filosofía, una filosofía a la que los ingleses no aciertan a sobreponerse. Parecen ser, en Europa, a la verdad, el pueblo que vive entregado por entero al entendimiento de la realidad, como los tenderos y los artesanos viven entregados, dentro del Estado, a cuanto se refiere a la materia, y lo que les guía y gobierna es el tomar como objeto de sus pensamientos la realidad y no la razón.

Bacon realizó, sin duda alguna, una obra muy meritoria al señalar cómo es necesario tener en cuenta los fenómenos naturales exteriores e interiores; pero su nombre aparece rodeado de mayor fama que la que sus méritos inmediatos permiten reconocerle. La época misma y la manera de razonar de los ingleses revelan la tendencia general a partir de hechos y a juzgar con arreglo a ellos; y como realmente fue Bacon quien proclamó esta dirección y como, además, hace falta siempre un guía y un fundador a quien poner al frente de una manera, se le coloca en este puesto, como si, en efecto, hubiese encauzado él el conocimiento por estos derroteros de la filosofía experimental.”

Con toda la corrupción de su carácter, era un hombre de espíritu y de gran sagacidad, indudablemente, pero no poseía la capacidad necesaria para razonar con arreglo a pensamientos generales y a conceptos. No encontramos en él una consideración metódica y científica de los problemas, sino solamente los razonamientos exteriores propios de un hombre de mundo como Bacon era. El conocimiento del mundo lo poseía innegablemente en el más alto grado”

«Emite casi siempre sus juicios ex cathedra; y cuando intenta explicarlos, recurre más bien a metáforas, a ilustraciones y a agudas comparaciones que a una argumentación directa y adecuada. El razonamiento general es una de las condiciones esenciales de toda filosofía; pues bien, la ausencia de esta cualidad es sorprendente en las obras de Bacon.» The Quarterly Review, 1817

Limítase a examinar el presente y a hacer consideraciones en torno a él, a poner de relieve y dejar prevalecer los fenómenos de la realidad; contempla con los ojos bien abiertos lo existente, concentrando en ello la mirada como en lo primordial y honrando y reconociendo, por encima de todo, esta manera de ver el mundo.” “Y es en realidad este aspecto metódico de sus consideraciones lo único que hace de Bacon una figura relevante y digna de figurar en la historia de las ciencias y de la filosofía; este principio del conocimiento metódico fue, al mismo tiempo, el que le valió la gran influencia que llegó a tener en su época, haciendo que las gentes se fijasen en los defectos de que las ciencias adolecían, tanto en cuanto a su método como en cuanto a su contenido.” “Y no cabe duda de que la época moderna tiene el gran mérito de haber estimulado o creado este conocimiento, pues lo que los antiguos sabían y decían acerca de esto no puede ser más pobre.”

Es cierto que cuando se trata de una ciencia acabada, la idea debe partir de sí misma, pues la ciencia como tal no puede arrancar nunca de lo empírico. Pero, para que la ciencia llegue a existir, hace falta el tránsito de lo individual y lo particular a lo general, una actividad que se proyecte sobre la materia empírica dada y reaccione contra ella y la transforme. El postulado del conocimiento a priori, como si la idea construyese a partir de sí misma, sólo es por tanto un reconstruir, ni más ni menos que la sensibilidad lo hace en la religión en general. Sin el desarrollo de las ciencias de la experiencia jamás habría podido la filosofía llegar más allá de donde había llegado entre los antiguos. La totalidad de la idea de por sí es la ciencia acabada; lo otro es el comienzo, la marcha de su nacimiento.”

Para que pudiese existir, por ejemplo, la historia de la filosofía de los tiempos modernos era necesario que existiese, entre otras cosas, la historia de la filosofía en general, la trayectoria de la filosofía a lo largo de tantos miles de años; el espíritu hubo de recorrer este largo camino para estar en condiciones de poder producir aquella filosofía. En la conciencia, adopta la posición de rechazar o destruir este largo puente que hay detrás de ella, como si se desenvolviese libremente en su éter, sin encontrar la menor resistencia dentro de este medio; pero otra cosa muy distinta es obtener este éter y este desenvolvimiento en él. No debemos perder de vista, en modo alguno, que la filosofía jamás habría llegado a existir sin esta trayectoria anterior; pues el espíritu es esencialmente la elaboración como de algo distinto.” Não tem nada a ver com o espírito, mas H. não deixa de ter razão.

Bacon hízose famoso con 2 obras. Su mérito principal consiste, primeramente, en haber construido en su obra De augmentis scientiarum una enciclopedia sistemática de las ciencias, intento este que necesariamente tenía que causar gran sensación entre las gentes de su tiempo. No deja de tener su importancia, y grande, el tener ante la vista este panorama sistemático, ordenado, del conjunto de las ciencias, en que nadie, hasta entonces, había pensado.”

Bacon clasifica las ciencias con arreglo a las facultades de la memoria, de la fantasía y de la razón, distinguiendo estas 3 clases de materias” Poesia e arte são ciências fantasiosas. Quão bizarro isso nos soa hoje.

Estas divisiones, siguiendo el método favorito de la época, se subdividen a su vez, lo que le permite a Bacon incluir en su clasificación todas las demás ciencias, pero hay que reconocer que sus resultados distan mucho de ser satisfactorios. Forman parte de la historia, según él, las obras de Dios, o sean la historia sagrada, la profética y la eclesiástica; las obras de los hombres, que incluyen la historia en general y la historia de la literatura; las obras de la naturaleza, etc.”

En la Cosmética, al hablar de los afeites, dice: «Es, en verdad, extraño que las leyes civiles y eclesiásticas hayan tardado tanto tiempo en prestar atención a esos malos hábitos de los cosméticos; en la Biblia leemos que Jezabel usaba afeites, pero no así Ester ni Judit».”

Pero, en realidad, la clasificación de las ciencias es lo menos importante en la obra De augmentis scientiarum. Lo que da su valor a esta obra y le asegura el éxito es la crítica y la profusión de observaciones instructivas, cosa que tanto se echaba de menos por aquel entonces en los diversos géneros de conocimientos y disciplinas, sobre todo en lo tocante al problema de saber hasta qué punto debía considerarse vicioso e ineficaz el método que venía empleándose y en el que los conceptos escolástico-aristotélicos eran urdidos por el entendimiento como si se tratase de realidades.”

El segundo aspecto que caracteriza la filosofía de Bacon es que, en su segunda obra, en su Organon, trata de desarrollar prolijamente un nuevo método acerca del saber; y es esto precisamente lo que con mayor frecuencia se invoca, todavía hoy, en apoyo de su fama. Bacon se manifiesta polémicamente en contra del método escolástico hasta entonces imperante y que consistía en saber deduciendo, es decir, contra las formas silogísticas. Llama a este método anticipationes naturae, pues consiste, nos dice, en arrancar de supuestos, definiciones y conceptos hipotéticos, es decir, de abstracciones escolásticas y en seguir razonando a partir de ahí, sin fijarse para nada en lo que sucede en la realidad.”

«La dialéctica en nada ayuda al descubrimiento de las artes; muchas artes han sido descubiertas por obra del azar.»

Contra este método deductivo polemiza calurosamente Bacon, pero no contra el método en general, es decir, no contra el concepto del mismo (concepto que Bacon no posee), sino contra el modo como se manejaba, contra aquella clase de deducciones escolásticas que procedían tomando como base un contenido hipotético.”

En realidad, aunque no lo supiese ni se diese cuenta de ello, Bacon empujaba hacia esta confusión en cuanto al contenido. Pues, aunque en rigor rechazase la deducción de un modo general y sólo admitiese las conclusiones inductivas, no cabe duda de que él mismo incurre, inconscientemente, en deducciones. En parte, todos aquellos héroes de la experiencia que siguiendo a Bacon han puesto en práctica sus postulados y que creen llegar al conocimiento puro de la cosa por la vía de la observación, el experimento y la experiencia, lo que hacen es proceder sin ninguna clase de conclusiones ni conceptos, comprendiendo y concluyendo tanto peor cuanto más creen no tener nada que ver con los conceptos, y, además, no se remontan nunca del plano de la inducción hasta el conocimiento inmanente y verdadero. Por tanto, cuando Bacon contrapone la inducción al silogismo formula una contraposición puramente formal; toda inducción es, al mismo tiempo, una deducción, cosa que ya sabía también Aristóteles.” Toda observação é ideológica. Mas é possível construir novas ideologias mediante observações.

O “AVÔ” DA FENOMENOLOGIA: “Este momento del ahora y el aquí es el que se revela así, en general, a la conciencia de sí. Pero las experiencias, los experimentos, las observaciones no saben lo que en realidad hacen, no saben que el único interés que se toman por las cosas es precisamente la certeza inconsciente interior de la razón de encontrarse en la realidad misma; y las observaciones y los experimentos tienden, en efecto, cuando están certeramente orientados, a la conclusión de que lo único objetivo es el concepto. A los experimentos se les escapa de entre las manos lo particular sensible y se convierte en algo general; el ejemplo más conocido es el de la electricidad positiva y negativa, en cuanto que es eso: positiva y negativa.” Nem sei do que ele está falando (eletricidade + ou -). Provavelmente da escolha arbitrária do vetor, pois obviamente a natureza em si não depõe e positividade ou negatividade de algo, a não ser pelo nada!

El otro defecto formal en que incurren todos los empíricos consiste en creer que se atienen exclusivamente a la experiencia; no se dan cuenta de que, al asimilarse estas percepciones, entran ya en el campo de la metafísica. El hombre nunca permanece, ni puede permanecer aunque quiera, en el campo de lo particular. Busca siempre lo general, y lo general son siempre los pensamientos, aunque éstos no sean conceptos.” “la fuerza es algo general, no perceptible; los empíricos se entregan a estas determinaciones sin el menor atisbo de crítica, de un modo inconsciente.”

Y en su Historia natural ofrece recetas en toda forma para fabricar oro y realizar muchos milagros.” Hahaha! Tinha que aprender com Plínio!

Como vemos, Bacon no se sitúa aún, ni mucho menos, en el punto de vista racional de la investigación de la naturaleza, sino que se deja llevar todavía por las más burdas supersticiones, por una falsa magia, etc. Todo esto aparece expuesto, en conjunto, de un modo intelectivo, con lo cual se mantiene dentro del marco de las ideas de su tiempo.”

«Es inútil investigar las causas finales; esta investigación es incluso perjudicial para las ciencias y sólo tiene interés en el campo de la moral.»

Bacon está en lo cierto al oponerse a esta investigación basada en causas finales, cuando se trata de finalidades puramente externas, y el propio Kant distingue, con mucha razón, esas finalidades externas de las internas.”

Quien actúa en nombre de la colectividad, del Estado, un general por ejemplo, en caso de guerra, no tiene por qué respetar al individuo como tal, sino que éste, aun siendo un fin en sí, es para estos efectos un fin puramente relativo. Es este fin en sí, no como algo exclusivo y contrapuesto a todo lo demás, sino solamente en cuanto su esencia es el concepto general.”

Cuando estudiemos la filosofía de Locke, tendremos ocasión de referirnos de nuevo a este método empírico de los ingleses.”

Este Jacob Böhme había caído en el olvido desde hacía mucho tiempo y pasaba por ser, cuando de él se hablaba, un pietista fanático y soñador; su público fue reduciéndose por obra, sobre todo, de la Ilustración. Leibniz le tenía todavía en alta estima; pero es sobre todo en estos últimos tiempos cuando vuelve a reconocerse toda su profundidad y a enaltecerse la obra de este pensador. No cabe duda de que no era merecedor de aquel desprecio en que se le llegó a tener, pero tampoco creemos que merezca tantos honores como se le han querido tributar.”

Desde este punto de vista, hay que reconocer que Böhme, como filósofo, es un perfecto bárbaro; trátase, sin embargo, de un hombre que, con toda su tosquedad de exposición, posee un corazón concreto y profundo. Lo malo es que por no tener un método ni seguir un orden resulta difícil llegar a formarse una idea clara de su filosofía.”

en su libro De signatura rerum se aclara y contiene bastante bien esta impresión [prostrações extáticas de vários dias, ou ver objetos reluzentes, ou a própria luz, de forma intensa e inexplicável] grabada en él”

Sus obras son muy solicitadas por los holandeses, razón por la cual la mayoría de sus ediciones aparecieron en Amsterdam, habiendo sido reimpresas en Hamburgo. Su primer escrito es la Aurora, al que siguen muchos otros; el titulado De los tres principios y otro que lleva por título De la triple vida del hombre figuran entre los más notables. Böhme era un lector infatigable de la Biblia. No sabemos de otras lecturas suyas. Pero gran cantidad de pasajes de sus obras revelan que leía mucho, principalmente, sin duda alguna, obras de mística, de teosofía y de alquimia, entre las que podemos estar seguros de que figurarían las de Teofrasto Paracelso Bombast von Hohenheim, filósofo de parecido calibre, aunque más confuso que Böhme y sin la profundidad de espíritu de éste.” Vai me desculpar, H., mas Giordano Bruno é muito mais moderno que esse Böhme – isso foi xenofobia sua!

Pero como Böhme no posee el concepto y se halla tan rezagado en cuanto a la formación del espíritu, resulta que esto se traduce en una espantosa y angustiosa batalla de su ánimo y de su conciencia con el lenguaje; y el contenido de esta batalla es la más profunda idea de Dios, que se esfuerza por unir y enlazar las más absolutas contradicciones, pero no por unirlas y enlazarlas para la razón pensante.” Dá a impressão de ser o Kierkegaard do pré-hegelianismo, como Kierk. foi o Böhme do pós-hegel..

Así como Próspero, en el drama de Shakespeare —en La Tormenta—, amenaza a Ariel con hendir un nudoso roble y aprisionarle en él por mil años, así el gran espíritu de Böhme se halla aprisionado en el duro y nudoso roble de lo sensible, en la dura prisión de las representaciones, sin poder alcanzar la libre exposición de la idea.”

nos equivocaríamos en nuestro trabajo si tratáramos de encontrar en Böhme, a todo trance, un desarrollo consecuente de sus ideas, sobre todo en tanto que trascienden.” Os loucos também podem figurar na história da filosofia, por que não?

Con el tormento, trata Böhme de expresar lo absoluto, es decir, justo la negatividad consciente de sí y sentida, lo negativo referente a sí mismo, que es, por ello, afirmación absoluta. En torno a este punto giran, en efecto, todo el esfuerzo y toda la preocupación de Böhme”

Trátase evidentemente tan sólo de una tergiversación muy propia de zapatero de portal del nombre sal nitri, salitre (que en austríaco aún se sigue llamando hoy «salnitre»), es decir, sal neutra, la esencia neutral y verdaderamente general.”

SECCIÓN SEGUNDA:

EL PERÍODO DEL ENTENDIMIENTO PENSANTE

Esta seção será desproporcional, respondendo por de 40 a 50% de todo o conteúdo de relevo deste volume; portanto, bastante mais extensa que qualquer outra seção de capítulo do livro III.

Con Cartesio entramos, en rigor, desde la escuela neoplatónica y lo que guarda relación con ella, en una filosofía propia e independiente, que sabe que procede sustantivamente de la razón y que la conciencia de sí es un momento esencial de la verdad.”

Aquí, ya podemos (…) gritar, al fin (…) ¡tierra!”

El alemán, sobre todo, cuanto más servil en un sentido más desenfrenado se muestra en otro; la limitación y la falta de medida, el afán de la originalidad, es el ángel satánico que nos azota con sus alas.” Bela caracterização do nazismo!

Este recomenzar de la filosofía, en esta época, explica por qué las viejas historias de la filosofía del siglo XVII, la de Stanley por ejemplo, sólo tratan de la filosofía de los griegos y los romanos, terminando con el advenimiento del cristianismo, como si para ellas no existiese, a partir de entonces, ninguna filosofía, por considerarla, en realidad, innecesaria, ya que la teología filosófica de la Edad Media no tenía como principio el pensamiento libre, que parte de sí mismo.”

Este [primer] período nos revela como principales figuras a Descartes y Spinoza y, al lado de ellas, las de Malebranche, Locke, Leibniz y Wolff. La otra forma es la del escepticismo y el criticismo contra el entendimiento pensante [esse suposto primeiro período moderno], contra la metafísica como tal y contra lo que hay de general en el empirismo: al llegar aquí, examinaremos las modalidades de estas corrientes filosóficas entre los escoceses, los alemanes y los franceses; los materialistas franceses retornan, más tarde, a la metafísica.”

Lo primero es la metafísica espontánea, pero también exenta de crítica: Descartes y Spinoza, que implantan la unidad del ser y el pensar. Lo segundo es Locke, quien trata de la contraposición misma, considerando la idea metafísica de la experiencia (…) La mónada de Leibniz, es, en tercer lugar, la totalidad de la concepción del mundo.”

La filosofía spinozista, en segundo lugar, se comporta con respecto a la filosofía de Cartesio solamente como si se tratase de su consecuente desarrollo; el método es lo fundamental. Una forma que aparece al lado del spinozismo y que constituye también un desarrollo completo del cartesianismo es, en tercer lugar, el modo como Malebranche se representa esta filosofía.”

René Descartes es un héroe del pensamiento, que aborda de nuevo la empresa desde el principio y reconstruye la filosofía sobre los cimientos puestos ahora de nuevo al descubierto al cabo de mil años.” Exagero da porra!

su importancia estriba principalmente en haber sabido exponer su pensamiento de un modo simple y sencillo y, al mismo tiempo, popular, relegando a segundo plano toda premisa del pensamiento popular mismo, partiendo de tesis completamente simples y reduciendo el contenido a los pensamientos o a la extensión y el ser, con lo que, en cierto modo, enfrenta el pensamiento con esta su antítesis. Este pensamiento simple se presenta bajo la forma del entendimiento determinado y claro, razón por la cual no se le puede llamar un pensamiento especulativo, una razón especulativa. Cartesio parte de determinaciones fijas, firmes, pero solamente del pensamiento; es la manera de su tiempo. Lo que los franceses llaman ciencias exactas, ciencias del entendimiento determinado, tiene justo en esta época su punto de partida. La filosofía y la ciencia exacta no se hallan separadas todavía; la separación de una y otra habrá de producirse más tarde.”

poco después, en 1619, el primero de la guerra de los Treinta años, entró como voluntario en las tropas bávaras y tomó parte en varias campañas bajo el mando de Tilly. Muchos hombres abrazaron la carrera de soldado por no encontrar satisfacción en el cultivo de las ciencias; pero éste entró en la profesión de las armas, no por desamor a las ciencias, sino porque las amaba demasiado y las tenía en muy alta estima.” ¿??

Estuvo también en la batalla de Praga, en la que Federico, el del Palatinado, perdió la corona de Bohemia. Nuestro filósofo, a quien no podía agradar el espectáculo de aquellas salvajes escenas, abandonó en 1621 el servicio militar, emprendiendo varios viajes por el territorio del resto de Alemania primero, y luego por Polonia, Prusia, Suiza, Italia y Francia. Después se retiró a Holanda, a donde lo invitaba la gran libertad de que gozaba este país, decidido a llevar a cabo allí sus designios; en Holanda vivió pacíficamente desde 1629 a 1644, período durante el cual compuso y editó la mayoría de sus obras, defendiéndolas contra los repetidos ataques desencadenados contra ellas, principalmente por parte del clero. Por último, la reina Cristina de Suecia lo llamó a su corte de Estocolmo, que era el centro de reunión de los más famosos eruditos de la época; y allí murió Descartes en el año 1650. (Brucker; Tennemann)”

Entre sus obras filosóficas, aquellas que contienen los fundamentos se distinguen, sobre todo, por un rasgo muy popular en su modo de exponer, que las hace muy gratas y recomendables a quien se inicia en el estudio. Este filósofo procede, en ellas, al abordar los problemas, de un modo muy sencillo e infantil, como si fuese narrando sus pensamientos uno detrás de otro, sin complicación alguna. El profesor Cousin de París ha reeditado recientemente las obras de Cartesio, en una colección de 11 volúmenes en octavo; la mayoría de ellos los ocupan las cartas sobre temas y problemas de física.”

Entre sus descubrimientos se cuentan varios métodos fundamentales gracias a los cuales pudieron obtenerse más tarde brillantísimos resultados en las matemáticas superiores.” Outra superestimação // o desenvolvimento paralelo das matemáticas por outros autores dessa época foi bem intenso.

“…Como tampoco tienen ningún interés para nosotros sus aplicaciones de la metafísica a ciertos problemas eclesiásticos, a determinadas investigaciones especiales, etc.”

en la filosofía de Descartes hay que distinguir entre lo que tiene un interés general para nosotros y lo que no lo tiene: lo primero es la trayectoria de sus pensamientos mismos; lo segundo, el modo como estos pensamientos se formulan y derivan. No debemos, sin embargo, considerar la trayectoria del pensamiento cartesiano como un método consecuentemente probatorio; trátase evidentemente de un profundo desarrollo interior, pero que se manifiesta de un modo ingenuo. (…) poco es lo que en conjunto cabe decir acerca de su filosofía.”

Descartes hace, pues, de este levantamiento de todas las determinaciones mismas el postulado primordial de la filosofía. Sin embargo, esta primeva tesis cartesiana no encierra, ni mucho menos, el sentido del escepticismo, el cual no persigue otra meta que la duda misma, el detenerse en esta actitud de indecisión del espíritu, por creer que éste encuentra en ello su libertad.”

los sentidos nos engañan frecuentemente, y la prudencia nos aconseja no confiar en aquello que nos haya engañado siquiera sea una sola vez (…) y al que duda no se le revela ninguna señal, ningún indicio que le permita distinguir con seguridad la vigilia del sueño.” O segundo é anacrônico.

Y esto nos lleva a dudar de todo lo demás, incluso de los axiomas matemáticos”

Descartes busca algo cierto y verdadero en sí, algo que no sea simplemente verdadero, a la manera como lo es el objeto de la fe sin saber, ni sea tampoco esa certeza sensible y también escéptica carente de verdad. Toda la filosofía anterior a Descartes llevaba la tara de presuponer algo como verdadero y, en parte, como ocurría con la filosofía neoplatónica, con la de atribuir la forma de la ciencia no a su esencia misma, o la de no analizar los elementos de ella.”

sería contradictorio pensar que no existe aquello que piensa.” Principia philosophiae, parte I, §§ 7 s.

Descartes arranca, como hará más tarde Fichte, del Yo como lo sencillamente cierto; yo sé que algo se representa en mí. Con ello, la filosofía entra de golpe en un campo totalmente nuevo y se sitúa en un punto de vista completamente distinto, pues se desplaza a la esfera de la subjetividad. Se abandona la premisa de la religión y se busca solamente la prueba, y no el contenido absoluto, el cual desaparece ante la subjetividad abstractamente infinita.” “la existencia de un determinado contenido es justo aquello de que debe dudarse, pues no existe nada firme.”

En esta tesis se ve, de una parte, un silogismo, como si del pensamiento se dedujese el ser. Kant razona, en especial, contra este mecanismo silogístico, alegando que en el pensamiento no se contiene el ser, pues éste es algo distinto del pensar. Y esto es cierto, pero no lo es menos que ambos son inseparables, es decir, que existe entre ellos, a pesar de todo, una identidad; su unidad no es destruida ni menoscabada por su diversidad.” “El propio Descartes lo dice: «No es en modo alguno un silogismo, pues para ello tendría que formularse así la premisa mayor: todo lo que piensa existe», después de lo cual vendría la subsunción en la menor, como conclusión: «luego yo existo». Con ello se levantaría justo la inmediatidad que la proposición lleva consigo.”

Para que haya un silogismo tiene que haber 3 términos; aquí, concretamente, tendría que haber un 3º que sirviese de mediador, de eslabón entre el pensar y el ser; pero este 3º término no existe. El «luego» o «por tanto» que enlaza ambos lados no es el «luego» o el «por tanto» de un silogismo; la conexión entre el ser y el pensar se establece sólo de un modo inmediato. Esta certeza es, por consiguiente, el prius; todas las demás proposiciones vienen después.” penso existo – um pleonasmo, redundância, tautologia, auto-referência e nada mais. Não no sentido de deboche do que é. A auto-referência por excelência, além do mais. O “ponto zero” do plano cartesiano, de onde parte todo o pensamento metafísico moderno.

en el ser no hay que representarse tampoco, ni mucho menos, un contenido concreto; por donde es la misma identidad inmediata la que constituye también el pensamiento. (…) la inmediatidad es una determinación unilateral; el pensamiento no contiene esta determinación solamente, sino también la de servir de mediador consigo mismo: la inmediatidad existe precisamente por el hecho de que el mediar es, al mismo tiempo, levantar la mediación.” eu penso eu existo; (eu) (eu); yo = yo; a rigor, não existe sequer o “”, elemento relacional, que designa ou conota MEDIAÇÃO, já que é uma Imediação. penso-existo. ser-pensamento. É o principio de individuação de Aristóteles em seu grau máximo formulado da forma mais sintética. Esta imediação não contempla, ainda, o inconsciente enquanto tal (é o ser no aqui e agora, mas não o Ser total).

Por tanto, Descartes no se preocupa de seguir demostrando esta identidad del ser y el pensar, que constituye sin disputa la idea más interesante de los tiempos modernos, sino que se remite única y exclusivamente a la conciencia y la coloca momentáneamente a la cabeza. Y es que Descartes no siente todavía, en modo alguno, la necesidad de desarrollar las diferencias contenidas en el «yo pienso»; será Fichte quien, andando el tiempo, proceda a derivar todas las determinaciones partiendo de esta cúspide de la certeza absoluta.” Mas suas derivações são totalmente inúteis.

Contra Descartes se han alegado también otras proposiciones. Gassendi, por ejemplo, formula esta objeción: Ludificor, ergo sum: Soy juguete de mi conciencia, luego existo; en realidad: luego, soy juguete de mi conciencia. Y el propio Descartes comprende perfectamente que esta objeción merece ser tenida en cuenta; pero la refuta él mismo, diciendo que sólo debe hacerse hincapié en el Yo, no en el resto del contenido. Sólo el ser es idéntico al pensamiento puro, no el contenido del ser, sea el que fuere.” Gassendi é bobo. Trata-se de solipsismo ingênuo de sua parte.

como con frecuencia sucede en sueños, puedo creer que veo o que me paseo a pesar de que no abro siquiera los ojos ni me muevo del sitio” A rigor, pensa-se no sonho, o que enfraquece o discurso cartesiano. Ainda que em simulacro, há uma certeza na representação onírica de que se pensa, pois apesar de não ser em vigília o ato é efetivamente levado a cabo, idêntico ao pensar.

Decir «en sueños» es una modalidad de razonamiento empírico; por lo demás, nada hay que objetar contra esta argumentación. En el querer, ver, oír, etc., va implícito también el pensamiento; sería absurdo creer que el alma guarda, por decirlo así, la facultad de pensar en un bolsillo especial y la de ver, querer, etc., en otro. Sin embargo, cuando digo: veo, me paseo, en ello va implícito de una parte, mi conciencia, el Yo y, por tanto, el pensamiento; pero, por otra parte, va también implícito en ello el querer, el ver, el oír, el pasear y, con ello, por tanto, una modificación ulterior del contenido. Y precisamente esta modificación es la que me impide afirmar: Me paseo, luego existo; pues puedo abstraerme de la tal modificación, puesto que no es ya el pensamiento general. Hay que mirar, pues, solamente a la conciencia pura contenida en este Yo concreto. Sólo cuando destaco que existo en ella como un ser pensante, sólo entonces tengo delante el ser puro, pues el ser sólo va unido a lo general.”

Puedo dudar de todo lo demás, de la existencia de las cosas físicas, de mi propio cuerpo; o bien, esta certeza no lleva en sí misma la nota de lo inmediato. Pues el yo es precisamente la certeza misma, que en lo demás es solamente predicado; mi cuerpo es cierto para mí, pero no es la certeza misma.” “Lo real, dice, es una sustancia, y el alma la sustancia pensante”

«Ahora bien, la evidencia de todo se basa en que lo veamos tan claro y tan nítido como aquella certeza misma, y en que, por tanto, de tal modo dependa de este principio y coincida con él, que si quisiéramos dudar de ello tengamos que dudar también de este principio»

Lo tercero es, por tanto, el tránsito de esta certeza a la verdad, a lo determinado; también este tránsito presenta en Descartes un carácter simplista, y con ello se ofrece a nuestra consideración, por vez primera, la metafísica cartesiana.” “Ahora bien, la verdad de todo saber descansa sobre la prueba de la existencia de Dios.” Podemos resumir as meditações cartesianas como uma tentativa mal-sucedida (mas corajosa) de resgatar a alegoria da caverna de Platão; obviamente, o que este magnânimo pensador consegue de modo completo numa fábula auto-contida, Descarte mal e mal consegue em uma frase, ou seja, não consegue sustentar por mais do que 3 palavras, com o mesmo poder, o tipo de raciocínio-em-direção-à-essência. O fato de haver um Deus monoteísta a que se deve remeter todos os achados atrapalha bastante…

En efecto, el triángulo no tiene nada de cierto, ya que la extensión no se da en la certeza inmediata de mí mismo.”

mientras no se pruebe y se reconozca la existencia de Dios, existe la posibilidad de que nos equivoquemos, por no poder saber si nuestra naturaleza será realmente propensa al error” Caso em que deveríamos ter de buscar novos valores…

La perfección lleva también consigo, en efecto, la determinación de la existencia, ya que no puede decirse que la representación de algo inexistente sea perfecta. Ahí tenemos, pues, la unidad del pensar y el ser y la prueba ontológica de la existencia de Dios”

Implicações de se remeter a algo externo (neste caso um Deus): “en el Yo va contenido el ser como la certeza inmediata de una alteridad, del no-Yo opuesto al Yo. § «Ninguna cosa o ninguna perfección de una cosa que exista realmente actu puede tener como causa de su existencia la nada. Pues si de la nada pudiese predicarse algo, podría predicarse también el pensamiento: diría por tanto que, puesto que pienso, no soy.»

«los grados de la realidad que percibimos en las ideas no existen en las ideas mismas, en cuanto se las considera simplemente como modalidades del pensamiento, sino en la medida en que la una representa una sustancia y la otra solamente un modo de ella; en una palabra, en cuanto que se las considera como representaciones de cosas» Spinoza

aquí no se da en la forma de Dios ninguna otra representación que la contenida en el cogito, ergo sum, en la que el ser y el pensar aparecen inseparablemente unidos, sólo que ahora bajo la forma de una representación que poseo en mí. El contenido de esta representación, el Omnipotente, el Omnisciente, etc., son predicados que se manifiestan después; el contenido mismo es el contenido de la idea, vinculado con la existencia. Vemos así cómo estas determinaciones se suceden unas a otras de un modo puramente empírico y que, por tanto, no prueba filosóficamente nada: un ejemplo de cómo en la metafísica apriorística se procede a base de premisas de representaciones y de cómo éstas son pensadas, ni más ni menos que empíricamente se procede a base de ensayos, observaciones y experiencias.”

A suprema ironia é que o que prova ontologicamente o eu e a outridade neste caso é o princípio <NIHIL EX NIHILO>, quando na era cristã, justamente, tudo depende desse motto. Ter-se-ia que imaginar uma sociedade (a Atenas clássica?) que não crê em genealogia ou escatologia e que fundamenta sua filosofia no Nada!

RECAÍDA NA ESCOLÁSTICA: “Viene, en cuarto lugar, esta afirmación de Descartes: «Lo que nos es revelado acerca de Dios debemos creerlo aunque no lo comprendamos. Y no es de extrañarse de que, siendo nosotros seres finitos, lo que hay de infinito en la naturaleza de Dios sea inconcebible para nosotros, se halle por encima de nuestra comprensión.»

Todo esto aparece relatado de un modo extraordinariamente sencillo, pero no por ello deja de ser algo indeterminado, formal y carente de profundidad; no se hace sino afirmar que las cosas son precisamente así, y no de otro modo. La trayectoria de Descartes es simplemente la trayectoria del entendimiento claro. La certeza es para él lo primero; de ella no se deriva necesariamente ningún contenido, ni un contenido en general, ni menos aún su objetividad como distinta de la subjetividad interior del Yo. Nos encontramos, pues, de una parte, con la contraposición entre el conocer subjetivo y la realidad y, de otra parte, con su inseparable vinculación.” “la prueba de esta unidad descansa única y exclusivamente en decir que descubrimos en nosotros la idea de lo más perfecto” “Una objeción en contra de esta identidad, objeción ya antigua y también kantiana, es ésta: que del concepto de la más perfecta esencia no se desprende más de lo que se halla entrelazado en los pensamientos existencia y esencia perfectísima, pero no fuera del pensamiento.”

Descartes concibe el ser en el sentido absolutamente positivo, sin llegar al concepto de que es lo negativo de la conciencia de sí: ahora bien, el ser simple, establecido como lo negativo de la conciencia de sí, es la extensión; por eso Descartes niega a Dios el atributo de la extensión, se atiene a esta separación, y enlaza el universo, la materia, con Dios como el creador, causa de ella, formulando el certero pensamiento de que la conservación de la materia es una creación continua, en cuanto que la creación se establece de un modo separado, como actividad.” “la materia, las sustancias extensas, se enfrentan a las sustancias pensantes, que son simples; por cuanto el universo ha sido creado por Dios, no podría ser tan perfecto como su causa. En realidad, el efecto es más imperfecto que la causa, puesto que es algo que se establece, aunque nos atengamos al concepto puramente intelectivo de la causa. La extensión es, por tanto, según Descartes, lo más imperfecto: pero, como imperfectas que son, las sustancias extensas no pueden existir y persistir por sí mismas o a través de su concepto; necesitan, pues, en todo momento de la asistencia de Dios para su conservación”

Descartes da definiciones de estos pensamientos, lo mismo que Aristóteles indaga las categorías. Pero, así como antes establecía como fundamento que no se debía partir de premisa alguna, ahora toma las nociones a que pasa como algo con que se encuentra en nuestra conciencia. Define la sustancia así: «Entiendo por sustancia, simplemente, una cosa (rem) que no necesita de ninguna otra para existir; y esa sustancia que no necesita de ninguna otra cosa sólo puede ser una, a saber: Dios.»

Descartes pretende pensar siempre, y no hacer otra cosa; ahora bien, la resistencia, el color, etc., no los piensa, sino que se limita a captarlos como cualidades sensibles.” “La extensión y el movimiento son los conceptos fundamentales de la física mecánica; son lo que es la verdad del mundo de los cuerpos. Descartes ve flotar vagamente ante él la idealidad y se halla muy por encima de la realidad de las cualidades sensibles, pero no pasa a la particularización de esta idealidad. Se detiene, pues, en el mundo de la mecánica en sentido estricto.” “En los organismos vivos, la digestión, etc., no son sino efectos mecánicos de esa clase, que tienen como principios la quietud y el movimiento. Vemos, pues, aquí el fundamento y el origen de la filosofía mecánica; sin embargo, una visión más a fondo nos dice que esto es insuficiente, poco satisfactorio, que la materia y el movimiento no bastan para explicar la vida.”

En esta filosofía predomina, por tanto, el tratamiento pensante de lo empírico; y es éste justo el modo como se manifiestan los filósofos de esta época. En Descartes y otros, la filosofía tenía aún la significación indeterminada de conocer por medio del pensamiento, la reflexión, el razonamiento. El conocimiento especulativo, las deducciones a partir del concepto, la evolución libre e independiente de la cosa misma serán introducidos más tarde por obra de Fichte; por tanto, en Descartes no aparecen separados aún lo que hoy llamamos conocimiento filosófico y el conocimiento científico de otra clase. Por aquel entonces, incluíanse en la filosofía todas las ciencias humanas; por eso nos encontramos con que en la metafísica cartesiana se mezclan y confunden del modo más simplista las reflexiones y los razonamientos completamente empíricos nacidos de razones, de experiencias, de hechos, de fenómenos, sin que tengamos la sensación de estar asistiendo a algo especulativo.”

Para Spinoza, el alma y el cuerpo, el pensamiento y el ser, dejan de ser cosas especiales, cada una de ellas para sí. Por tanto Spinoza, como judío que es, levanta [suspende] totalmente el dualismo [corpo-alma, e mediação do Deus cristão, como veremos na seqüência da explicação de H.] que lleva consigo el sistema cartesiano. Como judío que es, decimos, pues la profunda unidad de su filosofía, tal y como a través de él se manifiesta en Europa, la concepción del espíritu, de lo infinito y lo finito, como idéntico en Dios, sin ver en éste un tercer término, es en realidad un eco del pensamiento oriental. Con Spinoza penetra por vez primera en la mentalidad europea la concepción oriental de la identidad absoluta y más concretamente se incorpora directamente a la filosofía europea, cartesiana.”

Este pensador descendía de una familia de judíos portugueses, y nació en Amsterdam en el año 1632, recibiendo el nombre de Baruch, que más tarde cambió en el de Benedicto. Recibió en sus años mozos las enseñanzas de los rabinos de la sinagoga a que pertenecía, pero pronto entró en conflicto con ellos, furiosos de que se declarase en contra de las quimeras talmúdicas. Se mantuvo por algún tiempo apartado de la sinagoga; pero los rabinos, temerosos de que su ejemplo pudiese traer malas consecuencias a su iglesia, le ofrecieron mil florines de estipendio anual si se prestaba a seguir asistiendo a la sinagoga, sin plantear ninguna clase de conflictos. Benedicto rechazó el ofrecimiento y las persecuciones de los rabinos contra él llegaron a enconarse tanto, que incluso maquinaron el plan de quitarlo de en medio, atentando contra su vida.

Habiendo logrado a duras penas escapar de los espadachines que habían de darle muerte, se separó formalmente de la iglesia judaica, aunque sin abrazar la religión cristiana. Se dedicó preferentemente al cultivo del latín y al estudio de la filosofía cartesiana. Más tarde, se trasladó a la villa de Rynsburg, cerca de Leiden, donde vivió desde 1664, respetado por muchos amigos, pero entregado por entero a la quietud y al aislamiento, primero en Voorburg, aldea cercana a La Haya, y más tarde en esta misma ciudad, ganándose la vida con un trabajo manual, consistente en la preparación de cristales para fines ópticos.

No es extraño que le interesase especialmente la luz, que es, en la materia, la identidad absoluta misma, base de la concepción oriental. Aunque tenía amigos ricos y poderosos protectores, entre los que figuraban algunos generales, vivió siempre pobremente, habiendo rechazado en varias ocasiones grandes regalos que le fueron ofrecidos. Se negó también a ser instituido heredero de Simón de Vries, empeñado en dejarle todos sus bienes, y sólo aceptó de él una pensión anual de 300 florines; renunció también, en beneficio de sus hermanas, a la parte que le correspondía de la herencia paterna. El Gran Elector del Palatinado, Carlos Luis, hombre de una nobleza extraordinaria y libre de los prejuicios de su tiempo, le invitó a desempeñar una cátedra en Heidelberg, con libertad absoluta para enseñar y escribir, ya que «el príncipe estaba seguro de que no abusaría de ella para atacar a la religión públicamente establecida». Pero Spinoza (según sabemos por sus cartas impresas) rechazó la oferta con buenas razones, por «no saber dentro de qué límites habría de encerrarse aquella libertad filosófica a que se ponía como condición el no atacar la religión públicamente establecida». Permaneció, pues, en Holanda, país extraordinariamente interesante para la cultural general, el primero que dio en Europa un ejemplo de tolerancia, brindando a muchos hombres un refugio de libertad de pensamiento; pues aunque los teólogos holandeses adoptasen, a veces, una actitud furiosa contra algunos pensadores, por ejemplo contra Bekker (v. Brucker), o se mostrasen, por ejemplo, en el caso de Voetius, rabiosos contra la filosofía cartesiana, lo cierto es que esta actitud no se traducía nunca en las consecuencias a que habría conducido en cualquier otro país.”

Já que estamos falando aqui de alguém de vida beata, cabe ressaltar que Pascal não é citado uma única vez nessa deficiente História da Filosofia de Hegel!

Un clérigo protestante llamado Colerus, aunque da muestras de una furiosa enemistad contra él en la biografía que escribió de Spinoza, ofrece por otra parte noticias muy exactas y afectuosas acerca de sus condiciones de vida, dice que, al morir, sólo dejó unos 200 táleros, cuenta las deudas que tenía, etc. El buen predicador se escandaliza a propósito de una cuenta encontrada entre los papeles del muerto, en la que su barbero reclamaba del «bienaventurado» señor Spinoza el pago de sus estipendios atrasados, y escribe las siguientes palabras, a modo de comentario: «A buen seguro que si el barbero hubiese sabido qué clase de pájaro era Spinoza, no le habría llamado bienaventurado.»

El primer escrito de Spinoza que encontramos entre sus obras lleva por título: Principios de Cartesio, probados por el método geométrico. Más tarde, escribió su Tractatus theologico-politicus que le valió gran celebridad. En efecto, si había sido grande el odio que había concitado contra sí por parte de los rabinos, este tratado atrajo ahora sobre su cabeza un odio aún mayor por parte de los teólogos cristianos, principalmente de los protestantes. Figura en él la teoría de la inspiración, un estudio crítico de los libros mosaicos y otras cosas por el estilo, expuestas sobre todo desde el punto de vista de que estas leyes se limitan al pueblo judío. En esta obra de Spinoza encontramos ya todas las disquisiciones críticas de los teólogos cristianos acerca de estos problemas y que tienden generalmente a demostrar que estos libros fueron redactados más tarde de lo que se piensa y que son, en parte al menos, posteriores al cautiverio babilónico, doctrina que constituye un capítulo fundamental para los teólogos protestantes y con la que los modernos se dan gran importancia y tratan de brillar sobre los antiguos.

Pero lo que mayores odios atrajo sobre Spinoza fue su filosofía misma, que examinaremos aquí más de cerca, partiendo de su Ética. Descartes no dio a conocer ética alguna, la obra filosófica fundamental de Spinoza es precisamente una Ética, publicada después de su muerte por Luis Mayer, un médico, que había sido el amigo más íntimo del autor.

La Ética de Spinoza consta de 5 partes. La primera trata de Dios (De Deo). Se exponen en ella algunas ideas metafísicas generales que implican el conocimiento de Dios y de la naturaleza. La segunda parte trata de la naturaleza y del origen del espíritu (De natura et origine mentis). Spinoza no expone aquí, en modo alguno, una filosofía de la naturaleza, los problemas de la extensión y el movimiento, sino que pasa inmediatamente de Dios a la filosofía del espíritu, al aspecto ético; y lo referente al conocimiento, al espíritu inteligente, figura en la primera parte, en los principios del conocimiento humano. El tercer libro de la Ética trata del origen y la naturaleza de los afectos (De origine et natura affectuum). El cuarto, de las fuerzas de ellos o de la servidumbre humana (De servitute humana seu de affectuum viribus). Finalmente, el libro quinto se ocupa del poder del entendimiento, del pensamiento o de la libertad humana (De potentia intellectus seu de libertate humana).”

La sustancia cartesiana probablemente encierra, como idea, el ser mismo en su concepto; pero es solamente el ser como ser abstracto, no el ser en cuanto ser real o en cuanto extensión. En Descartes, la corporeidad y el Yo pensante son esencias independientes por sí mismas; esta independencia de los dos extremos es levantada en el spinozismo, al convertirse en momentos de la Esencia absoluta y única. Vemos que lo que importa, en esta expresión, es el concebir el ser como la unidad de lo contradictorio; el interés fundamental reside en no hacer caso omiso de la contradicción y darla de lado, sino en reducirla y disolverla. Y en cuanto que aquí el ser y el pensar no forman ya una contraposición como las abstracciones de lo finito y lo infinito o el límite y lo ilimitado, el ser es concebido ahora, de un modo más determinado aún, como extensión; pues, en su abstracción, sólo sería en rigor el mismo retorno a sí, la misma identidad simple consigo mismo que es el pensamiento. Por tanto, el pensar puro de Spinoza no es lo general espontáneo de Platón, sino lo que se conoce al mismo tiempo con la contraposición absoluta del concepto y el ser.” “pero no es la verdad entera; para serlo, habría que concebirla como algo activo de suyo, como algo vivo, con lo cual se la determinaría ya como espíritu. Pero, la sustancia spinozista es solamente la determinación general y, por tanto, la determinación abstracta del espíritu; cierto es que podría decirse que este pensamiento es la base de toda concepción verdadera, pero no como el fundamento que permanece firme de un modo absoluto, sino como la unidad abstracta que es el espíritu dentro de sí.”

Hay que reconocer que el pensamiento no tuvo más remedio que colocarse en el punto de vista del spinozismo; ser spinozista es el punto de partida esencial de toda filosofía. Pues cuando se comienza a filosofar, el alma tiene que empezar bañándose en este éter de la sustancia una, en el que naufraga todo lo que venía teniéndose por verdad. Esta negación de todo lo particular a que necesariamente tiene que llegar todo filósofo es la liberación del espíritu y la base absoluta sobre que éste descansa. La diferencia entre nuestro punto de vista y el de los filósofos eléatas sólo estriba en que el cristianismo hace que exista en el mundo moderno la individualidad absolutamente concreta dentro del espíritu.”

lo grandioso del modo de pensar de Spinoza consiste en poder renunciar a todo lo determinado, a todo lo particular, para situarse solamente ante lo Uno, para prestar atención solamente a esto.”

La primera definición de Spinoza es la de la causa de sí misno. Dice: «Por causa de sí (causam sui) entiendo aquello cuya esencia implica la existencia, o sea, aquello que sólo puede concebirse como existente.» La unidad del pensamiento general y de la existencia se establece, como se ve, desde el primer momento; y en torno a esta unidad habrá de girar continuamente todo. Esto de la causa de sí mismo es una expresión importante, pues mientras nos imaginamos que el efecto es lo opuesto a la causa, la causa de sí mismo es aquella causa que, al actuar y separar lo otro, sólo se produce, al mismo tiempo, a sí mismo, por lo tanto, al producirse, levanta esta distinción. El establecerse a sí mismo como si fuese otro es el contraste y, al mismo tiempo, la negación de esta pérdida; estamos ante un concepto totalmente especulativo, más aún, ante un concepto fundamental en toda especulación.”

esta otra cosa tiene que ser del mismo género, pues las cosas que se limitan, para poder limitarse, tienen que entrar en contacto y, por tanto, guardar una relación entre sí, es decir, ser cosas de la misma clase, descansar sobre la misma base, pertenecer a una esfera común. Tal es el lado afirmativo del límite.

«Según esto, el pensamiento es limitado por otro pensamiento, el cuerpo por otro cuerpo; pero el pensamiento no es limitado por un cuerpo, ni el cuerpo por un pensamiento.»

Ya lo veíamos en Descartes: el pensamiento es totalidad para sí, y lo mismo la extensión, sin que tengan nada de común ni mantengan relaciones mutuas de ninguna clase; no se limitan el uno al otro, sino que cada cual forma un todo cerrado de suyo.”

«Por sustancia entiendo aquello que es en sí y se concibe por sí; es decir, aquello cuyo concepto no necesita del concepto de otra cosa para formarse (a quo formari debeat) de otro modo sería algo finito, accidental. Lo que necesita de otra cosa para ser concebido no es algo independiente, sino que depende de esta otra cosa.»

«Por atributo entiendo aquello que el entendimiento percibe como lo que constituye la esencia de la sustancia» “Y no cabe duda de que es ésta una gran determinación; el atributo es evidentemente una determinabilidad, pero una determinabilidad que sigue siendo, al mismo tiempo, totalidad. Y Spinoza, como Descartes, sólo admite 2 determinabilidades de éstas: el pensamiento y la extensión. (…) Cada uno de estos 2 modos de consideración, la extensión y el pensamiento, contiene indudablemente el contenido íntegro de la sustancia, pero solamente bajo una forma que hace entrar en ello también el entendimiento; precisamente por ello son ambos lados idénticos en sí, infinitos.”

La quinta definición se refiere al tercer elemento de la sustancia, al modo. «Por modo entiendo las afecciones de la sustancia o sea aquello que es en otra cosa por medio de la cual es también concebido.» Por tanto, la sustancia se concibe por sí misma; el atributo no es lo concebido por sí mismo, sino que guarda relación con el entendimiento conceptual, pero en tanto éste concibe la esencia; finalmente, el modo es lo no concebido como la esencia, sino por otra cosa y en ella.”

son 3 momentos muy importantes y corresponden a lo que nosotros, de un modo más preciso, distinguimos como lo general, lo particular y lo individual. Pero no debemos enfocarlos de un modo formal, sino en su sentido verdadero y concreto: lo general concreto es la sustancia, lo particular concreto el género concreto”

Como vemos, Spinoza va descendiendo, pues el modo es la fase más baja de todas; el defecto de este filósofo estriba en que concibe lo 3º solamente como modo, como la individualidad mala. La verdadera individualidad, la subjetividad, no es solamente un alejamiento de lo general, lo determinado puro y simple, sino que es, al mismo tiempo, como algo determinado pura y simplemente, lo que es para sí, lo que se determina solamente a sí mismo. De este modo, lo individual, lo subjetivo es justo el retorno a lo general; al ser lo que es consigo mismo es también de suyo lo general. El retorno consiste simplemente en ser en sí mismo lo general; pero a este retorno no llega Spinoza.”

En el mismo sentido distingue Spinoza, en la carta 29 (Opera, 1.1, pp. 526-532) lo infinito de la imaginación de lo infinito del pensamiento (intellectus), de lo realmente (actu) infinito. La mayoría de los hombres, cuando tratan de elevarse sobre la realidad, sólo llegan al primero, que es el infinito malo,¹ como cuando se dice: «y así sucesivamente, hasta el infinito»: por ejemplo, la infinitud del espacio entre un astro y otro, o el del tiempo. Lo mismo ocurre con las series infinitas del número en las matemáticas. Cuando un quebrado se representa como quebrado decimal, es imperfecto; V7 [¿?] expresa por el contrario el infinito verdadero, no es por tanto una expresión imperfecta, aunque el contenido sea, en este caso, ciertamente limitado. Lo infinito malo se suele tener presente cuando se habla de infinitud; y por muy superior que la consideremos, no es, en realidad, nada presente, y trasciende solamente a lo negativo, sin ser actu.”

¹ Esses conceitos hegelianos e ficar identificando-os em filósofos prévios são duas coisas que não levam a nada!

Spinoza llama a la infinitud filosófica, a lo que es infinito actu, la afirmación absoluta de sí mismo. Y es absolutamente exacto. Lo que ocurre es que habría podido expresarlo mejor, diciendo: «Es la negación de la negación

en Spinoza existe, pues, la infinitud verdadera. Pero sin que él tenga conciencia alguna de ello, sin que reconozca este concepto como un concepto absoluto, ni lo exprese, por tanto, como momento de la esencia misma, pues ese concepto cae aquí fuera de la esencia para entrar en el pensamiento de ella.” Essa crítica enviesada já está me cansando…

«Dios es causa inmanente, pero no transitiva (transiens) de todas las cosas», es decir, externa. Su esencia y su existencia son lo mismo, a saber: la verdad. Una cosa que ha sido determinada a obrar algo, ha sido necesariamente determinada por Dios, ya que Dios es la causa: y siendo ese su destino, no puede carecer de determinación. En la naturaleza no hay nada contingente. La voluntad no es una causa libre, sino solamente necesaria, solamente un modo; esto quiere decir que se halla determinado por otro. Dios no obra con arreglo a causas finales (sub ratione boni). Quienes lo afirman, parecen estatuir al lado de Dios algo que no depende de Dios y hacia lo que Dios mira en sus actos, como hacia un fin. Así concebido el problema, Dios no sería una causa libre, sino que se hallaría sometido a lo fatal. E igualmente insostenible es querer someterlo todo a la arbitrariedad, es decir, a una voluntad indiferente de Dios.” Éticaos trechos em vermelho são muito importantes, pois mostram que Spinoza não está submetido a nenhuma teleologia, i.e., historicismo, hegelianismo…

«La natura naturans es Dios considerado en cuanto causa libre, en tanto que es en sí y concebido por sí, o aquellos atributos de la sustancia que expresan la esencia eterna e infinita. Por natura naturata entiendo todo lo que se sigue de la necesidad de la naturaleza de Dios o de cada uno de los atributos de Dios, todos los modos de los atributos divinos, en cuanto considerados como cosas que son en Dios y que sin Dios no pueden ser ni ser concebidas.» É., prop. XXIX

El desarrollo de su pensamiento es extraordinariamente sencillo o, mejor dicho, no es desarrollo alguno; arranca directamente del espíritu.”

O desenvolvimento de seu pensamento é extraordinariamente simples ou, melhor dizendo, não é desenvolvimento algum; arranca diretamente do espírito.” Algo mais específico eu deixarei para evidenciar quando ler a Ética em si.

Bayle (que no tiene la menor noción de lo especulativo, aunque, como sutil dialéctico que era, impulsara el razonamiento pensante en torno a determinados temas) ridiculiza la creencia de que todo contenido especial es solamente una modificación de Dios, al deducir de ahí que Dios, modificado en forma de turco y de austríaco, hace la guerra consigo mismo.” Dicionário desarrazoado.

Las cosas individuales brotan de Dios de un modo eterno e infinito (es decir, al mismo tiempo y de una vez), no de un modo transitorio, finito y perecedero; se desintegran simplemente al engendrarse y destruirse mutuamente, pero permaneciendo inmutables en su existencia eterna. Todas las cosas individuales se presuponen mutuamente y ninguna puede pensarse sin la otra: es decir, forman en su conjunto un todo indivisible; se reúnen en una cosa simplemente indivisible, infinita y que no existe ni puede existir de otro modo.”

Ya sólo nos resta hablar de la moral de Spinoza; pero esto es precisamente lo fundamental de su doctrina. El principio en que descansa no es otro sino el de que el espíritu finito es moral en tanto tiene la idea verdadera; es decir, cuando endereza su conocimiento y su voluntad hacia Dios, pues la verdad consiste exclusivamente en el conocimiento de Dios. Puede decirse, en este sentido, que no existe moral más alta que ésta, la cual sólo postula una idea clara de Dios.”

«El matricidio de Nerón, en cuanto contenía algo positivo, no era un crimen. El mismo acto material cometió Orestes, animado por la misma intención de matar a su madre, y, sin embargo, no fue acusado de ningún acto criminal» Lo afirmativo es la voluntad, la idea, el acto de Nerón. «¿En qué consiste, pues, la maldad neroniana? Simplemente, en la ingratitud, en la falta de caridad, en la desobediencia. Y es evidente que nada de esto expresa una esencia, por lo cual Dios no pudo ser causa de ello, aunque fuese evidentemente la causa del acto y las intenciones de Nerón.»

Es, pues, falso el reproche que se le hace a Spinoza cuando se dice que su filosofía mata la moral; lejos de ello, se llega por este camino filosófico al elevado resultado de que todo lo que se recibe a través de los sentidos es solamente limitación, de que sólo existe una verdadera sustancia y de que la libertad del hombre consiste en levantar la mirada hacia esta sustancia una y ajustarse, en sus intenciones y en su voluntad, a este Uno eterno.”

Quienes atacan a Spinoza hacen como si les importase mucho Dios; pero a estos adversarios no les preocupa realmente Dios, sino algo finito: el problema gira, para ellos, en torno a sí mismos.” Este homem ser acusado de ateísmo (Jacobi & al.) é sacanagem mesmo!

La necesidad filosófica consiste, pues, en captar la unidad de estas diferencias, de tal modo que la diferencia no se deje a un lado, sino que brote eternamente de la sustancia, sin cristalizar y petrificarse en forma de dualismo. Spinoza se remonta por encima de este dualismo; y lo mismo hace la religión, si sabemos trocar las representaciones en pensamientos. El ateísmo de la primera actitud, en que los hombres consideran como lo supremo el libre arbitrio, su vanidad, las cesas finitas de la naturaleza, haciendo del universo algo perenne en la representación, no es el punto de vista de Spinoza, para quien Dios es la Sustancia una y el universo, por el contrario, solamente la afección o el modo de esta sustancia.”

Spinoza afirma que lo que se llama universo no existe en modo alguno, pues sólo es una forma de Dios y no algo en y para sí. El universo no posee una realidad verdadera, sino que todo esto se lanza al abismo de una identidad única. Nada es, pues, en la realidad finita: ésta no posee verdad alguna; para Spinoza, solamente Dios es.” H. chama isso de acosmismo (meu deus, quanta expressão feia nesse trabalho!).

Por tanto, quienes pintan a nuestro filósofo con tan negros colores no tratan de mantener en pie precisamente a Dios, sino lo finito, lo temporal; le echan en cara a Spinoza, en realidad, su propia anulación y la del mundo.” Porque ele disse que tudo era vaidade, em termos filosóficos, já está!

El sistema spinozista es el del panteísmo y el monoteísmo absolutos, elevados al plano del pensamiento. El spinozismo dista, pues, mucho de ser un ateísmo en el sentido corriente de la palabra; pero sí lo es en el sentido de que en él no se concibe a Dios como espíritu. Pero en este mismo sentido podríamos acusar de ateísmo a muchos teólogos que sólo llaman a Dios el Ser supremo, omnipotente, etc., que no quieren reconocer, en realidad, a Dios y sólo reconocen como verdadero lo finito; y las doctrinas de éstos son bastante más peligrosas que las de Spinoza.” Um livro interessante para quem está no seminário (me refiro a este de H., mas não nego que a Ética de Spinoza, pelas citações já lidas, também deva sê-lo bastante!).

Reclama dos diagraminhas geométricos de Spinoza em meio à Ética: “Ya Descartes partía de que las proposiciones filosóficas deben poder tratarse y demostrarse matemáticamente y poseer la misma evidencia que las verdades matemáticas. Se considera el método matemático como el mejor de todos por su evidencia, y es natural que al renacer la ciencia como algo independiente recurra primeramente a esta forma, que le muestra un ejemplo tan brillante. Sin embargo, trátase de una forma inadecuada para un contenido especulativo y que sólo tiene razón de ser tratándose de ciencias finitas del entendimiento.” “El conocimiento matemático representa la prueba sobre el objeto existente como tal, pero no, en modo alguno, como concebido; carece en absoluto de concepto, siendo así que el contenido de la filosofía es justo el concepto y lo concebido.” “La matemática, en sus proposiciones verdaderas acerca de un todo, recurre al procedimiento de demostrar las proposiciones también a la inversa, privándolas con ello de esta determinabilidad, al conferir ambas cosas a cada parte. Las proposiciones verdaderas pueden considerarse, por tanto, como definiciones; y la inversión es la prueba del lenguaje corriente. Sin embargo, la filosofía no puede valerse propiamente de este recurso, ya que el sujeto con respecto al cual prueba algo no es de suyo otra cosa que el concepto o lo general, y la forma de la proposición, por tanto, algo completamente superfluo y, por consiguiente, torcido.”

En estos últimos tiempos, ha sostenido Jacobi (Werke, t. IV, secc. 1, pp. 217-223) que toda demostración, todo conocimiento científico conduce al spinozismo, el cual es, según él, el único modo consecuente de pensar; y precisamente por eso, porque conduce a esa fuente, es por lo que no puede servir, [¡!] sino solamente el saber inmediato.” Esse Jacobi é um tapado!

La trayectoria seguida por Spinoza es, pues, indudablemente certera; sin embargo, la proposición individual es falsa, ya que sólo expresa uno de los lados de la negación. El entendimiento tiene determinaciones que no se contradicen; no puede hacer frente a la contradicción.”

El pensamiento, para él, tiene solamente la significación de lo general, no la de la conciencia de sí. Es esta falla la que, de una parte, ha hecho que se rebelara con tanta fuerza contra el sistema spinozista la idea de la libertad del sujeto, ya que en él desaparece el ser para sí de la conciencia humana, la llamada libertad, es decir, precisamente la abstracción del ser para sí, levantando también con ello a Dios como algo distinto de la naturaleza y de la conciencia humana, o sea como algo en sí, en lo absoluto; pues el hombre tiene la conciencia de la libertad, de lo espiritual, que es lo negativo de lo corporal, la conciencia de que es precisamente en lo opuesto a lo corporal donde es lo que verdaderamente es.” A vontade não-livre pré-morte de Deus, diria com certeza Nie.

Y tampoco Dios es aquí el Espíritu, porque no es el Dios Trino y Uno.”

Por consiguiente, de una parte, se concibe el defecto del spinozismo como la falta de correspondencia con la realidad; de otra parte, se debe ver en él una manera superior, de tal modo que se conciba la sustancia spinozista simplemente como la idea totalmente en abstracto, pero no en su vivacidad.” O que psicólogos do séc. XX ainda se esforçam por provar (e.g. Skinner).

lo negativo, en Spinoza, existe solamente como la nada, ya que en lo absoluto no se da modo alguno”

Y así como Spinoza se limitaba a considerar estas representaciones, ya que lo más alto, para él, era su desaparición en la Sustancia una, Locke se detiene a investigar cómo nacen estas representaciones [filósofo especializado no para-si] y Leibniz, por su parte, contrapone a Spinoza la pluralidad infinita de los individuos, si bien todas sus mónadas tienen como esencia fundamental la mónada una [filósofo especializado no em-si]. Ambas filosofías surgen, pues, como reacción contra las unilateralidades spinozistas, puestas de manifiesto aquí.” Podemos dizer que Spinoza foi o maior filósofo do ser em-si-e-para-si até seu tempo (obviamente estou excluindo Platão). Até mesmo Hegel – que é nosso antípoda tantas vezes – teria de concordar.

La filosofía de Malebranche tiene exactamente el mismo contenido del spinozismo, pero expuesto bajo otra forma, bajo una forma más piadosa, más teológica. Y es esta forma la que le impide encontrar la contradicción descubierta por Spinoza y lo que explica, al mismo tiempo, por qué Malebranche no ha sido acusado, como Spinoza, de ateísmo.”

Por casualidad, pasando un día por delante de una tienda de libros, vio la obra de Descartes De homine; la adquirió, la leyó, y le apasionó tanto, que sintió al leerla que le palpitaba con gran fuerza el corazón, viéndose obligado a interrumpir la lectura. Fue esto lo que decidió su carrera, inclinándole resueltamente al cultivo de la filosofía. (Buhle)”

Su obra fundamental lleva por título De la recherche de la verité. Una parte de ella es completamente metafísica, pero la parte más importante tiene un contenido totalmente empírico”

«Porque vemos en Dios todas las cosas», BLABLABLABLABLABLABLÁ…

El catecismo dice: «Dios está en todas partes»: si desarrollamos este don de la omnipresencia, vemos que nos conduce al spinozismo; y, sin embargo, los teólogos hablan en contra del sistema de identidad y ponen el grito en el cielo contra el panteísmo.”

En Locke, lo primero es lo individual, a base de lo cual se forma lo general; en Malebranche, por el contrario, la idea general es lo primero en el hombre.”

Fuera de esto, se encuentran toda una serie de vacuas letanías acerca de Dios y un catecismo para niños de 8 años acerca de la bondad, la justicia, la omnipresencia divinas y el orden moral del universo; los teólogos no han pasado de aquí en su vida entera.”

De Locke arrancará después una ancha trayectoria, sobre todo de filósofos ingleses, que adoptarán formas distintas, pero manteniéndose fieles al mismo principio; esta manera acaba convirtiéndose, así, en una concepción general y se hace pasar además por filosofía, aunque el verdadero objeto de la filosofía no se encuentre aquí.” “Consideradas las cosas de tal modo que el concepto tenga una realidad objetiva para la conciencia, no cabe duda de que la experiencia es un momento necesario de la totalidad; pero tal y como este pensamiento aparece en Locke, es decir, como la pretensión de que la verdad es deducida de la experiencia y la percepción sensible, es el peor de los pensamientos”

Ahora bien, estas necesidades sólo se dan a conocer de un modo imperfecto en la filosofía de Locke y de Leibniz; lo general, común a ambos filósofos, consiste en erigir en principio, por oposición a Spinoza y Malebranche, lo particular, la determinabilidad finita y lo individual. En Spinoza y Malebranche es la sustancia o lo general lo verdadero, lo único que es, lo eterno, lo que es en y para sí, sin origen, aquello de que las cosas particulares no son sino modificaciones, comprendidas por medio de la sustancia.”

La tendencia general de la conciencia es ahora, por el contrario, poner de manifiesto la diferencia y aferrarse a ella: en parte, para determinarse a sí misma libremente frente a su objeto, el ser, la naturaleza y Dios; y, en parte, para descubrir en esta contraposición la unidad y hacerla surgir de ella.” “Al llegar a Locke, este principio empieza a enfrentarse en filosofía a aquella identidad rígida e indistinta de la sustancia de Spinoza de tal modo que ahora lo más importante de todo, lo fundamental es, por el contrario, lo sensorial, lo limitado, lo inmediatamente existente. Locke se mantiene enteramente en esa fase vulgar de la conciencia que consiste en creer que lo verdadero y lo real son los objetos que se hallan fuera de nosotros. Por tanto, Locke no concibe lo finito como una negatividad absoluta, es decir, en su infinitud; con esto nos encontraremos solamente al llegar a Leibniz. En efecto, éste establece, en un sentido elevado, la individualidad, lo distinto, como algo que es para sí, y además carente de objeto, como un verdadero ser; es decir, no como algo finito y, sin embargo, distinto, de tal modo que cada mónada es de suyo una totalidad.”

John Locke nació en Wrington (Inglaterra) en 1632. Estudió en Oxford por su cuenta la filosofía cartesiana, dando de lado a la filosofía escolástica que era la que todavía se profesaba en la enseñanza. Abrazó la carrera de la medicina, aunque sin llegar a ejercerla, en realidad, por razón de su debilidad física.” “podía vivir en la casa del conde y tener cubiertas sus necesidades de vida, sin necesidad de dedicarse a la práctica de la medicina. Más tarde, al ser nombrado Shaftesbury Lord canciller de Inglaterra, designó a Locke para un cargo, del que se vio privado en seguida, al producirse un cambio de ministerio. § En 1675, temeroso de padecer de tuberculosis, se trasladó a Montpellier para restablecer su salud. Al ocupar de nuevo el ministerio su protector, volvió a ser nombrado para el cargo que antes ocupara, pero no tardó en verse otra vez separado de él, al sobrevenir un nuevo cambio de gabinete, y hubo incluso de huir de Inglaterra.” “Locke, en vista de ello, se trasladó a Holanda, que era por entonces el país donde encontraban asilo y protección cuantos se veían en el trance de huir de las persecuciones políticas o religiosas de otros gobiernos y donde habían ido reuniéndose, en aquellos años, los hombres más famosos y más liberales de Europa.” “Después de la revolución de 1688, al subir al trono de Inglaterra Guillermo de Orange, regresó en unión de éste a su país. Fue designado comisario del Comercio y las Colonias en el nuevo gobierno, publicó su famosa obra sobre el entendimiento humano y, por último, retirado de los negocios públicos por razón de su débil salud, vivió en las casas de campo de algunos grandes ingleses, hasta el 28 de octubre de 1704, en que murió, a la edad de 73 años. (Buhle)”

La filosofía de Locke goza de gran estimación; sigue siendo todavía hoy en conjunto la filosofía de los ingleses y los franceses y, hasta cierto punto, también la de los alemanes. Su pensamiento central, formulado en pocas palabras, es éste: de una parte, que la verdad, el conocimiento, descansa sobre la experiencia y la observación; de otra parte, se prescriben el análisis y la abstracción de las determinaciones generales como vía de conocimiento; es, si se quiere, un empirismo metafisizante, y no es otro el camino corriente que se sigue en las ciencias.”

DA GENEALOGIA DAS IDÉIAS: “Locke trata, pues, de satisfacer una necesidad verdaderamente sentida. No se le puede negar el mérito de haber abandonado el camino de las simples definiciones, de las que los demás arrancaban, para intentar una deducción de los conceptos generales, esforzándose, por ejemplo, en poner de manifiesto cómo la sustancialidad nace subjetivamente de los objetos.” “Ahora, estas definiciones aparecen como un resultado y no como una proclamación oracular, aunque el modo como esta legitimación se establece no sea, por cierto, el más adecuado. En efecto, el interés es puramente subjetivo y de carácter más bien psicológico, en cuanto que Locke se limita a describir el camino del espíritu que se manifiesta; pues lo que a él le preocupa principalmente es derivar, en nuestro conocimiento, las representaciones generales o las ideas, como él las llama, y el origen de ellas, partiendo de lo exterior e interiormente perceptible.”

Es verdad que también Malebranche se pregunta cómo llega el hombre a sus representaciones, lo que parece dar a entender que existe en él el mismo interés que en Locke. Pero, de una parte, este aspecto psicológico en Malebranche es solamente lo posterior; y, de otra parte, lo primario para él es lo general, es Dios; mientras que Locke arranca precisamente de las percepciones singulares, para remontarse, partiendo de ellas, a los conceptos y a Dios.”

Todo hombre sabe ciertamente que, cuando su conciencia se desarrolla empíricamente, arranca siempre de sensaciones, de estados totalmente concretos, y que sólo más tarde aparecen las representaciones generales, que guardan con lo concreto de las sensaciones la conexión de hallarse contenidas en ello. El espacio, por ejemplo, se revela a la conciencia después de lo espacial, el género después de los individuos; y es actividad de mi conciencia, y solamente de ella, el disociar lo general de lo particular de las representaciones, las sensaciones, etc. Es cierto que el sentimiento, la sensación, es lo más bajo, la modalidad animal del espíritu; pero el espíritu, en cuanto pensamiento, aspira a transformar a su modo las sensaciones.”

Kant le pone a Locke, con razón, el reparo de que la fuente de las representaciones generales no es precisamente lo individual, sino el entendimiento. Por lo que se refiere a los pensamientos de Locke, vistos más de cerca, no pueden ser más sencillos. Locke considera que el entendimiento es solamente la conciencia y algo dentro de ella, y sólo reconoce el en sí en cuanto se contiene en ella.”

La filosofía de Locke va dirigida principalmente contra Descartes, quien, al igual que Platón, había hablado de ideas innatas. (…) discute, pues, en el libro primero de su obra las llamadas ideas innatas, tanto las teóricas como las prácticas, es decir, las ideas generales, que son en y para sí y que, al mismo tiempo, se conciben como si formasen parte del espíritu de un modo natural.” “Locke concibe, pues, el alma como una tabula rasa, vacía de todo contenido y que va llenándose con lo que llamamos experiencia.”

si es el uso de la razón el que les ayuda a descubrir esos principios y el que, en realidad, los descubre, no se tratará de principios innatos. La razón consiste, a lo que parece, en descubrir verdades desconocidas partiendo de principios ya conocidos. ¿Por qué ha de ser necesario el empleo de la razón para descubrir unos principios pretendidamente innatos?”

el desarrollo que se opera en la conciencia es algo distinto de la determinación racional en sí; y en este sentido hay que reconocer que la expresión de «ideas innatas» es completamente desacertada. «Es en los niños y en las personas incultas, por no estar deformados por la educación, donde mejor debieran darse estas ideas.» Locke añade todavía algunas razones de esta clase, especialmente de orden práctico: la divergencia que se advierte entre las ideas morales, la existencia de gentes malas y crueles, que no tienen conciencia moral, etc.”

En el libro segundo, Locke pasa al origen de las ideas y trata de poner de manifiesto su formación, partiendo de la experiencia; en esto se concentra su esfuerzo fundamental. Pero este aspecto positivo, que opone a aquella derivación del interior del hombre, resulta igualmente torcido, ya que sólo toma los conceptos de fuera, reteniendo, por tanto, el ser para otro y desconociendo totalmente el en sí.”

Ante todo, por lo que a la cosa misma se refiere es exacto, desde luego, que el hombre arranca de la experiencia cuando trata de formarse algún pensamiento. En todo anda la experiencia, no sólo en lo sensible, sino también en lo que «determina y mueve mi espíritu». Es, pues, indudable que la conciencia toma todas sus representaciones y todos sus conceptos de la experiencia y en ella; pero se trata de saber qué ha de entenderse por experiencia. Ordinariamente, cuando se habla así, no se tiene concepto alguno de lo que la experiencia es; se habla de ella como de algo perfectamente conocido. Ahora bien, la experiencia no es otra cosa que la forma de la objetividad; cuando decimos que algo se halla en la conciencia queremos decir que ese algo tiene forma objetiva para ella, que la conciencia lo experimenta, que lo contempla como algo objetivo. Experiencia quiere decir, aquí, saber inmediato, percepción: es decir, yo mismo debo poseer eso, y ser; y la conciencia acerca de lo que poseo y soy es justo la experiencia.” “Lo racional es, es decir, es como un ente para la conciencia, que ésta experimenta; necesita ser visto, oído, existir o haber existido como un fenómeno del universo.” “Y es de todo punto indiferente que se tome esto como algo experimentado, como una serie de conceptos de experiencia, si podemos expresarnos así, o de representaciones, o que se vea en esa serie una serie de pensamientos, es decir, de algo que es en sí.”

Ahora bien, el trabajo del entendimiento consiste en sacar de varias llamadas ideas simples una cierta cantidad de ideas nuevas mediante la elaboración de aquellos elementos recibidos, por la vía de la comparación, la distinción y la contraposición y, finalmente, por la de la disociación o la abstracción, y así nacen los conceptos generales; nacen así, por ejemplo, los conceptos de espacio y tiempo, de existencia, unidad y diferencia, de potencia, causa y efecto, de libertad y necesidad.” “Ahora bien, Locke cifraba la esencia del entendimiento solamente en la actividad formal que consiste en formar nuevas determinaciones a base de las representaciones simples obtenidas a través de la percepción, mediante la comparación y la combinación de varias en una; el entendimiento es la aprehensión de las sensaciones abstractas contenidas en los objetos.” “Ahora bien, ¿cómo obtiene el entendimiento, partiendo de las representaciones simples de la experiencia, otras más complejas? Locke explica esto a la luz de lo particular; sin embargo, este extraer determinaciones generales a base de percepciones concretas no dice absolutamente nada, es algo extraordinariamente trivial, fastidioso y, además, muy prolijo; algo completamente formal, una vacua tautología. Así, por ejemplo, la representación general de espacio, nos dice, se forma en nosotros partiendo de la percepción de la distancia entre los cuerpos a través de la vista y el tacto. (…) la distancia misma es ya espacialidad, lo que quiere decir que el entendimiento saca la determinación del espacio mismo.” Um Piaget das cavernas.

La idea de sustancia (que Locke toma en peor sentido que Spinoza), idea compleja, procede del hecho de que percibimos con frecuencia, juntas, ideas simples tales como la idea de azul, la idea de algo pesado, etc. Nos representamos esta yuxtaposición como algo que sustenta por igual aquellas ideas simples, en lo que estas ideas existen, etc.] Así deduce Locke también el concepto general de potencia. Y por la misma vía deriva, a continuación, las determinaciones de libertad y necesidad, de causa y efecto.” Tudo o que Kant resolve em um enunciado este senhor tem de debulhar mal e mal em páginas e páginas…

Bien podemos afirmar que no cabe concebir nada más superficial que esta derivación de las ideas.” “Al hablar del espacio, por ejemplo, confiesa Locke que no sabe lo que es en sí. Este llamado análisis lockeano de las representaciones complejas y su llamada explicación de las mismas lograron encontrar una acogida general por razón de su claridad y su nitidez poco comunes. Pues, ¿cabe nada más claro que decir que el concepto de tiempo proviene de que percibimos el tiempo y el concepto de espacio de que vemos el espacio? Los franceses, sobre todo, lo aceptaron en seguida y lo desarrollaron; su Idéologie no contiene, en realidad, otra cosa.”

Es algo así como si Locke pretendiera demostrar que el bien no es en sí porque haya muchachos malos, o que en la naturaleza no se da el círculo en y para sí, porque el contorno de un árbol, por ejemplo, no sea perfectamente circular, o porque el círculo dibujado por mí no sea exactamente un círculo geométrico.”

Además, el sostener que los géneros no son nada en sí, que lo general no constituye la esencia de la naturaleza, que su ser en sí no es lo pensado, equivale a afirmar que no conocemos la esencia real: es la letanía repetida desde entonces hasta la saciedad:

Ningún espíritu creado puede conocer la estructura íntima de la naturaleza,

hasta llegar a la concepción de que el ser para otro, la percepción, no es algo en sí, concepción que no penetra hasta el lado positivo, en que el en sí es lo general. Locke, llevado de este apremio del ser para otro, queda muy rezagado en la naturaleza del conocimiento, mucho más rezagado, incluso, que Platón.” Incluso que Tales, que cualquier sofista!

Y también es curioso que Locke, apoyándose en el sentido común, luche contra los principios generales o los axiomas, por ejemplo, el de que A = A, es decir, el de que cuando algo es A no puede ser B. Estas proposiciones, nos dice, son superfluas o de una utilidad insignificante o nula, pues nadie ha sido todavía capaz de construir una ciencia sobre el principio de la contradicción. Partiendo de estos principios, lo mismo puede probarse lo verdadero que lo falso; son, simplemente, tautologías.”

NASCIMENTO DA FILOSOFIA ANALÍTICA: “Tal es la filosofía de Locke, en la que no se contiene el menor atisbo de lo especulativo. En ella se trata de satisfacer por la vía empírica el interés de la filosofía, que consiste en conocer la verdad.”

Con el método seguido por Locke cambia totalmente, a partir de ahora o en este aspecto el punto de vista de la filosofía; el interés se circunscribe a la forma del tránsito de lo objetivo o de las sensaciones aisladas a la forma de representaciones. Ya en Spinoza y Malebranche nos encontrábamos ciertamente, como determinación fundamental, con esta actitud del pensamiento orientada hacia el conocimiento de lo intuido, es decir, de lo relativo, y asimismo con la pregunta, ¿qué relación existe entre lo uno y lo otro? Pero se la contestaba y se la enfocaba en el sentido de que sólo esta relación era lo interesante, y esta relación misma, como sustancia absoluta, era en ellos la identidad, lo verdadero, Dios; ella, y no las cosas relacionadas. El interés allí no recaía sobre estas cosas; no eran estas cosas relacionadas”

Platón investigó lo infinito y lo finito, el ser y lo determinado, etc., y dijo que ninguna de estas antítesis era, por sí misma, la verdad; sólo lo eran, para él, en cuanto se establecían como idénticas, viniese de donde viniera la verdad de este contenido. De nada sirve saber si ese contenido proviene del entendimiento o de la experiencia; lo que se pregunta, lo que interesa es únicamente esto: ¿es verdad por sí mismo?” Mas os ingleses não são tão sutis… Para eles basta que custe ‘x’ shellings…

El interés del contenido en y para sí desaparece totalmente en esta posición, con lo cual se pierde totalmente de vista la finalidad de la filosofía. Por el contrario, allí donde el pensamiento es algo concreto por naturaleza, donde el pensamiento y lo general aparecen identificados con lo extenso, carece de todo interés e incluso de sentido el preguntarse cuál es la relación entre ambos, que el pensamiento ha desdoblado. ¿Cómo supera el pensamiento las dificultades que él mismo se ha creado? En Locke, no se crea ni se despierta ninguna. Y para que pueda satisfacerse la necesidad de reconciliación, es necesario que se empiece por sentir el dolor del desdoblamiento.” Na filosofia continental, filosofa-se com a dor (digo, ela é sintoma, ou pode ser sintoma, de que se está filosofando, efetivamente); na filosofia britânica, filosofa-se com o tédio, l’ennui.

La filosofía de Locke es evidentemente una filosofía fácilmente comprensible, pero precisamente por ello una filosofía popular, a la que se une toda la filosofía inglesa tal y como es todavía hoy; es el modo preferente de esa actitud pensante a que se da el nombre de filosofía, la forma que se abre paso en la ciencia que nace por aquel entonces en toda Europa.” “las ciencias en general, y en particular las ciencias empíricas, deben su origen precisamente a esta trayectoria del pensamiento. A derivar experiencias de las observaciones es a lo que llaman los ingleses, desde esta época, filosofar; y este punto de vista ha prevalecido, unilateralmente, en las ciencias físicas y en las ciencias jurídico-políticas. Los ingleses llaman, en general, filosofía a una serie de principios generales acerca de la economía del Estado, como hoy el principio del librecambio, y en general a los que descansan sobre la experiencia pensante, a los conocimientos de lo que, dentro de este círculo, se revela como necesario y útil.” “y así, Newton está considerado entre los ingleses como el filósofo por excelencia.”

Así surgió entre los ingleses la ciencia política racional,¹ por haber sido la peculiar constitución vigente en este país la que orientó a esta ciencia, de un modo singular y antes que ninguna otra lo hiciera, hacia la reflexión acerca de las relaciones jurídicas interiores del Estado. Hobbes² debe citarse a este respecto. Esta manera de razonar parte del espíritu presente, del propio interior o exterior, en cuanto que los sentimientos que nosotros abrigamos, las experiencias que se dan directamente dentro de nosotros, sirven de fundamento para este método. Pues bien, esta filosofía del pensamiento razonante se ha convertido hoy en la manera general de filosofar y de ella ha brotado toda la revolución operada en cuanto a la posición del espíritu.”

¹ Ciência política anti-platônica

² E aqui é dado todo o espaço que Thomas Hobbes merece na filosofia continental: um pé de página! Infelizmente, H. voltará a tratar dele mais abaixo…

Hugo Grocio, por la misma época de Locke, se dedicó a estudiar el derecho de los pueblos; y también en él se manifiesta esta manera de pensar a que acabamos de referirnos, puesto que procede a establecer combinaciones totalmente empíricas de las relaciones entre los pueblos, unidas a razonamientos de tipo también empírico.” “Su obra principal, De jure belli et pacis, fue compuesta en 1625; hoy ya casi nadie la lee, pero llegó a ejercer una influencia extraordinaria. En ella expone Grocio históricamente y apoyándose, en parte, en pasajes del Antiguo Testamento, cómo los pueblos se comportan los unos con los otros en las relaciones de la guerra y de la paz y cuáles son las normas que entre ellos se siguen. Como ejemplo de la manera empírica de razonar de este pensador, pondremos el siguiente: a los prisioneros, dice Grocio, no se les debe dar muerte, pues la finalidad que se persigue es desarmar al enemigo y, conseguido esto, no hay por qué ensañarse derramando más sangre, etc. § Este método empírico trajo como consecuencia evidentemente que se revelasen a la conciencia principios generales racionales e intelectivos acerca de las relaciones entre los pueblos, que estos principios fuesen reconocidos y que se los hiciese más o menos aceptables. Nos encontramos, así, con la proclamación de principios tales como, por ejemplo, la legitimidad del poder real; pues el pensamiento del autor se proyecta sobre todo. Sus pruebas y sus deducciones no nos satisfacen; pero no por ello debemos desconocer lo que por este camino se logró, a saber: el establecimiento de principios que encuentran su confirmación definitiva en los objetos mismos, en el espíritu y en los pensamientos.”

por lo que se refiere a la filosofía del Estado y su derecho (philosophia civilis), dice Hobbes que no es anterior a su libro De cive.” “Pero en él no hay, en realidad, nada de especulativo, nada que pueda llamarse propiamente filosófico; y menos aún en Hugo Grocio. § Con anterioridad, se proclamaban ideales o se invocaba la autoridad de la Sagrada Escritura o del derecho positivo; Hobbes, por el contrario, se esfuerza en reducir la comunidad del Estado y la naturaleza del poder político a principios que se hallan dentro de nosotros mismos y que reconocemos como propios. [Ao contrario: ele cita a bíblia DEMAIS!] Surgen así 2 principios contrapuestos. El 1º es el de la obediencia pasiva de los súbditos y la autoridad divina del regente, cuya voluntad es ley absoluta y se halla de suyo sustraída a toda otra ley. § Y esto se expone en relación estrecha con la religión y se prueba con ejemplos tomados del Antiguo Testamento, de la historia de Saúl y David, etc.” Ilegível hoje!

Es cierto que Hobbes afirma también la obediencia pasiva y la arbitrariedad absoluta del poder real; pero, al propio tiempo, intenta derivar de determinaciones generales los principios del poder monárquico, etc. Sus concepciones son superficiales y de tipo empírico; pero los fundamentos que alega y las proposiciones que desarrolla tienen un carácter original, en cuanto que se inspiran en las necesidades naturales del hombre.” “Hobbes afirma: «El origen de toda sociedad civil hay que buscarlo en el temor mutuo de todos»; esto no pasa de ser, en realidad, un fenómeno que se le revela a la conciencia.” “Hobbes alega, en apoyo de esto, una razón bastante curiosa, y es que «cualquiera puede matar al otro», es decir, ejercer sobre él la violencia extrema.”

Cudworth hizo el intento de revivir en Inglaterra la filosofía de Platón, pero por medio de demostraciones a la manera de las que encontrábamos en Descartes y de una seca metafísica intelectiva.” “También el de Clarke, con sus pruebas de la existencia de Dios, es un nombre famoso. Y, por este estilo, podríamos enumerar toda una serie de filósofos ingleses, de los que nos creemos autorizados a prescindir por completo, toda vez que Clarke, Wollaston y otros se mueven dentro de las formas de una metafísica intelectiva perfectamente vulgar.”

COMENTÁRIO GERAL SOBRE A SUPERFICIALIDADE DOS INGLESES: “La sociabilidad, por ejemplo, es un momento que encontramos en la experiencia, ya que el hombre obtiene de la sociedad múltiples beneficios. Ahora bien, ¿en qué se basa la necesidad del Estado, de la sociedad? En una inclinación social. Ésta es la causa, exactamente lo mismo que en lo físico se efectúa siempre este tipo de traducción formal. La necesidad de una existencia, por ejemplo la de los fenómenos de la electricidad, encuentra su fundamentación en una causa que los produce; es simplemente la forma de la reducción de lo exterior a lo interior, del ente a lo pensado, lo cual se representa, sin embargo, a su vez, como un ente” A conta quem paga somos nós, dos séculos XX e XXI, herdeiros da Colônia inglesa nas Américas. Do mais vil imperialismo que já grassou neste so-called planet. Se Hegel soubesse que o Espírito do Mundo reuniria a Terra numa Aldeia Global com estes ‘capitães’, teria reformulado seu sistema ainda em vida.

En la lucha sostenida por afirmar por sí mismas las relaciones jurídicas dentro del Estado y fundar una organización judicial se ha manifestado, mezclándose esencialmente en ello, la reflexión del pensamiento; y, lo mismo que veíamos en Hugo Grocio, Pufendorf convierte en principio un impulso humano, un instinto, a saber: el instinto de sociabilidad, etc.” Só o fato de que me formei sociólogo sem sequer ouvir falar nisso demonstra sua total irrelevância para o pensamento.

Newton fue indudablemente quien más contribuyó a la difusión de la filosofía de Locke o de la manera inglesa de filosofar, en general, y en particular a su aplicación a todas las ciencias físicas. Su lema era: «¡Física, guárdate de la metafísica!», lo que viene a decir, sobre poco más o menos: ¡ciencia, guárdate del pensamiento!HAHAHAHAHA!

[N.] levó la ciencia al punto de vista de la reflexión y proclamó las leyes de las fuerzas en vez de proclamar las leyes de los fenómenos.” “y tanto en la física como en la teoría de los colores recogió observaciones malas y llegó a conclusiones todavía peores.” Sobretudo na teoria das cores, que só foi arrematada a contento pelo “de humanas” Goethe!

Además, Newton es un pensador tan bárbaro por lo que a los conceptos se refiere, que le ocurría lo mismo que a aquel otro inglés que se asombraba y se alegraba extraordinariamente al saber que se había pasado toda la vida hablando en prosa, sin conocer que estaba dotado de este talento. Newton, en cambio, como los físicos, no llegó a saberlo nunca, no llegó a darse cuenta de que, cuando creía manejar simplemente cosas físicas, pensaba y manejaba conceptos; en este sentido, viene a ser la antítesis de Böhme, quien manejaba las cosas sensibles como si fuesen conceptos, y se adueñaba perfectamente de su realidad y la dominaba gracias a la fuerza de su espíritu, mientras que Newton, procediendo a la inversa, operaba con los conceptos como con cosas sensibles y los tomaba en sus manos como suelen tomarse la piedra o la madera.” “Al comienzo de las obras de ciencias físicas se nos habla, por ejemplo, de la fuerza de la inercia, de la fuerza de aceleración, de las moléculas, de la fuerza centrípeta y centrífuga, como de firmes determinaciones existentes; es decir, que se nos ofrecen como los primeros rudimentos los que debieran ser los resultados finales de la reflexión.”

¿Por qué no hacen estas ciencias mayores progresos? La causa de ello está sencillamente en que no saben operar con conceptos, sino que toman estas determinaciones y laboran a base de ellas, sin sentido ni entendimiento. Por eso en la óptica de Newton, por ejemplo, vemos que las conclusiones a que se llega a base de experiencias son algo tan alejado de la verdad, tan carente de conceptos que, presentándosenos como el ejemplo más grandioso de cómo se debe llegar a conocer la naturaleza por medio de experimentos y de conclusiones sacadas de ellos, debiera considerarse más bien como ejemplo de cómo no debiera experimentarse ni razonarse, de cómo no se debería tratar de conocer las cosas.

La naturaleza misma se encarga de refutar esa deplorable manera de experimentar, pues la naturaleza es algo mucho más excelente que lo que esos míseros experimentos nos dicen de ella: ella misma y el continuo experimentar dan el mejor mentís a esos falsos métodos. Y así, vemos que de los espléndidos descubrimientos newtonianos en materia de óptica sólo queda en pie uno: la división de la luz en 7 colores: en parte, porque lo que se ventila aquí es el concepto del todo y de las partes, y también por una empedernida cerrazón ante lo contrapuesto.” Já dediquei até um post sobre isso. Mas uma última palavra: creio que um dia diremos, esquecendo Cristo, e nos lembrando de Isaac Newton somente para esquecê-lo (lembrarmo-nos constantemente de conservá-lo esquecido): ANO XXX DEPOIS DE NÃO-NEWTON (ex: 272 d.¬N., para assinalar que não vivemos mais no mundo ocidental ou na modernidade que conhecemos. Obviamente meus tetranetos já serão caveiras até lá. Mas já vivemos em algum ano a.d¬N., se serve de consolo!

Leibniz, que en otro sentido es la antítesis de Newton, es también claramente, en lo filosófico, la antítesis de Locke y su empirismo, y de Spinoza.” “Leibniz integra exteriormente a Spinoza mediante su principio de la individuación.” “Gottfried Wilhelm (barón de) Leibniz nació en 1646, en Leipzig, donde su padre era profesor de filosofía.” Deve ser o único filósofo da história filho de um filósofo!

Poco después, trabó conocimiento en Nuremberg con una sociedad de alquimistas, dejándose iniciar en esta clase de estudios y manipulaciones; hizo extractos de obras sobre alquimia y ahondó en los arcanos de esta oscura ciencia.” Às vezes Leibniz só o fez pra “comer mulheres”, nós somos muito apressados em julgar!

Todas estas ocupaciones, tan diversas y tan dispares, no fueron obstáculo para que descubriera, en 1677, el cálculo diferencial, a propósito de lo cual se vio arrastrado a una disputa con Newton, en la que, por cierto, mantuvieron una actitud poco noble tanto éste como la Sociedad de Ciencias de Londres. Los ingleses, que propendían a atribuírselo todo y eran bastante injustos con los demás, sostenían que el verdadero inventor de este cálculo era Newton. Sin embargo, los Principia newtonianos vieron la luz con posterioridad al descubrimiento de Leibniz, y en una nota a la primera edición, que más tarde desapareció, se hace un elogio del filósofo alemán.” ‘Obscenidades’ que não deveriam estar num livro hegeliano de história da filosofia, digo, do Espírito do Mundo. A verdade é que este assunto, além disso, mesmo para uma historiografia da matemática, seria controverso e haveria necessidade de abordá-lo em mais parágrafos: ao que tudo indica, Newton já possuía o conhecimento do cálculo diferencial (não se descobre algo assim, o termo correto seria inventar), porém tinha o hábito de publicar apenas muito vagarosamente, após reunir mais material e ‘sentir a recepção’ das idéias na comunidade matemática, ao passo que outros autores como René Descartes e o próprio Leibniz publicavam imediatamente após concluírem artigos e teses, sem constrangimento em se autocontradizerem ou desmentirem de seguida. Aqui o patriotismo de H. foi provavelmente em vão, apesar de estar certo quanto ao caráter protecionista dos ingleses! Ler https://seclusao.art.blog/2021/05/26/historia-da-matematica-uma-visao-critica-desfazendo-mitos-e-lendas-tatiana-roque-2012/.

publicó obras muy importantes de historia. Murió en Hannover el año 1716, a los 70 de edad. (La Vie de Mr. Leibniz por el caballero de Jaucourt; Brucker)”

no encontramos ningún tratado de conjunto, ninguna obra sistemática revisada o desarrollada por él.” Talvez por isso também não tenha chegado a lê-lo até hoje. A diferença que uma obra clássica não faz em filosofia…

La obra que presenta, tal vez, apariencias de tal, su Théodicée, la más famosa entre el público, es una obra popular, escrita para la reina Sofía Carlota en contra de Bayle y en la que nuestro filósofo se esfuerza por rehuir todo lo especulativo. (…) posteriormente, se burlaron de Wolff, quien había tomado este libro muy en serio” “Nosotros no alcanzamos ya a gustar plenamente la Teodicea de Leibniz, en la que se trata de justificar a Dios por los males de este mundo.” Hmmm, agora me deu vontade de lê-la.

Buhle (Geschichte der neuern Philosophie, t. IV, secc. 1, p. 131) dice, refiriéndose a Leibniz: «Su filosofía no es tanto el producto de una especulación original, libre e independiente, como el resultado del examen de antiguos —y nuevos— sistemas, un eclecticismo cuyos defectos trataba de subsanar, este pensador, de un modo peculiar. Es una elaboración incoherente de la filosofía en forma de cartas.»” “De este modo, la filosofía leibniziana parece menos un sistema filosófico que una hipótesis sobre la esencia del universo y concretamente acerca del modo como ésta debe determinarse” “De aquí que la filosofía leibniziana parezca ser una serie de afirmaciones arbitrarias formuladas por este filósofo y empalmadas las unas con las otras, algo así como una novela metafísica; y no llegamos a apreciarla en su verdadero valor hasta que no vemos qué es lo que con ello ha querido evitar Leibniz.”

el nombre de mónadas, expresión empleada ya por los pitagóricos.”

«La sustancia es una cosa capaz de actividad; es simple o compleja, pero las complejas no pueden existir sin las simples. Las mónadas son sustancias simples.» L., Principes de la nature et de la grâce

Ahora bien, estas mónadas de que hablamos no son algo simple y abstracto de suyo, como los átomos vacíos de Epicuro, los cuales, por ser lo indeterminado de suyo, sólo pueden recibir y reciben su determinación, cualquiera que ella sea, de su agregación. Las mónadas son, por el contrario, formas sustanciales, expresión excelente, [ô!] tomada de la terminología de los escolásticos” “son las entelequias de Aristóteles concebidas como actividad pura, sean cuales fueren las formas que en ellas se manifiesten”

«Estas mónadas no tienen existencia material o extensión, ni nacen tampoco o perecen de un modo natural, sino que sólo pueden comenzar por un acto de creación de Dios y terminar por vía de destrucción.»

Ahora bien, la palabra «creación» es conocida en la terminología religiosa; pero es un término vacío, sacado de la representación: para que llegue a ser un pensamiento y tenga significado filosófico, es necesario determinarlo con mucha mayor precisión.”

«Precisamente porque son sustancias simples, las mónadas no son modificadas por otras en su esencia interior; no se establece entre ellas ninguna conexión causal.»

«Pero estas mónadas necesitan tener, al mismo tiempo, en sí mismas, ciertas cualidades, ciertas determinaciones, acciones internas, por las que se distingan de otras. No pueden existir dos cosas iguales, pues si existiesen, no serían ya 2 cosas distintas, sino una y la misma cosa.» Principia philosophiae

Para estas cosas sensibles el principio no tiene interés alguno: es, prima facie, indiferente que existan o no 2 cosas iguales entre sí; puede tratarse siempre de una distinción en cuanto al espacio. Es éste un sentido superficial, que no nos interesa en lo más mínimo. El sentido profundo es otro, a saber: el de que cada cosa es en sí misma algo determinado, algo que en sí misma se distingue de las demás.” “La distinción debe serlo en ella misma; no debe revelarse simplemente a nuestra comparación, sino que el sujeto debe encontrar la diferencia como su determinación propia; dicho en otros términos, la determinación debe ser inmanente al individuo. No somos nosotros los que distinguimos a la fiera por sus garras, sino que es ella la que se distingue esencialmente a sí misma por este atributo, la que se defiende y sostiene mediante él. Si 2 cosas sólo se distinguen por ser 2, cada una de ellas es una; el que sean 2 no representa en sí una relación diferencial, sino que lo fundamental es la diferencia determinada en sí.”

«Pero la determinabilidad y el cambio que ello lleva consigo representan un principio interno, que es en sí; es una pluralidad de modificaciones, de relaciones con las esencias que las rodean, pero una pluralidad que permanece encerrada en lo simple. Ahora bien, una determinabilidad y un cambio de este tipo, que permanecen y se desarrollan así en la esencia misma, no son otra cosa que una percepción [representação]»

Es ésta, sin duda, una determinación muy importante; en la sustancia misma va implícita la negatividad, la determinabilidad, sin renunciar a lo que tiene de simple y de ser dentro de sí. Y, penetrando más a fondo en la cosa, vemos que va implícito en ella ese idealismo que consiste en que lo simple sea un algo distinto en sí mismo, algo que conserva su unidad a despecho de sus cambios y permanece en la simplicidad, como, por ejemplo, yo o mi espíritu. En mí hay muchas representaciones, una gran riqueza de pensamientos; y, sin embargo, pese a esta diferenciabilidad, soy yo, es decir, una unidad. Es la idealidad en que lo distinto se levanta a la par y se determina como la unidad; las mónadas se distinguen, pues, por medio de modificaciones en ellas mismas, pero no por medio de determinaciones externas. Estas determinaciones que van implícitas en las mónadas se contienen en ellas de un modo ideal; esta idealidad en la mónada forma un todo en sí misma, por donde estas distinciones no son sino representaciones. Tal es la diferencia absoluta a que se da el nombre de concepto; lo que en la mera representación se desdobla aparece aquí unido.” “la actividad es la diferenciabilidad dentro de la unidad, y en esto y no en otra cosa consiste la verdadera diferencia.”

«La actividad del principio interior, por medio de la cual avanza de una percepción a otra, es una apetencia (apetitus

a las percepciones de la conciencia las llama Leibniz apercepciones.” O vocabulário da filosofia vai enriquecendo, mas com isso não se garante que enriqueça a filosofia mesma. Apercepção, que em Kant é um termo incognoscível (o que não compromete compreendê-lo), significa, pois, originalmente: a representação conceituável (pensável). O que é mais que pura aparência, embora decorra evidentemente do fenômeno.

NUNCA ESCAPAREIS DE PLATÃO: “La diferencia entre las mónadas puramente representativas y las mónadas conscientes de sí la cifra Leibniz en una diferencia de grado de claridad.”

Ahora bien, cuando pone de manifiesto, en forma de ejemplos, la existencia de representaciones sin conciencia, se remite al estado de desvanecimiento o de sueño, en que el hombre es una simple mónadaOra, eu não posso – e se pudesse seria inútil e tedioso – descrever em literatura cada rachadura das paredes de minha casa. Abstração do homem como indivíduo (e aliás pela 1ª vez como indivíduo, já que o indivíduo de que falamos na linguagem corrente é quase sempre, em realidade, um divíduo, complexo, para si e não em si), não obstante, é um ganho enorme em termos filosóficos. Significa abstrair todo o mundo – toda a representação e a situação que carrego comigo – num outro absolutamente ‘insignificante’, do ponto de vista universal. Toda a filosofia de Rafael com suas riquíssimas implicações como uma mônada.

La materia no es otra cosa que su capacidad pasiva. Esta capacidad pasiva constituye, precisamente, la oscuridad de las representaciones o un aturdimiento que no conduce a la distinción, a la apetencia o a la actividad.” As rachaduras na parede, repito. A filosofia analítica in a nutshell? Mas por estar numa casca de noz já se tornou um continente – cof, cof…

Leibniz, De anima brutorum – o ruim de L. é que para apreender sua filosofia como um todo provavelmente terei de recorrer a suas Obras completas!

Los cuerpos como tales cuerpos son conglomerados de mónadas; son agregaciones a las que no podemos llamar sustancias, del mismo modo que no podemos dar este nombre a un rebaño de ovejas. La continuidad de ellas es una ordenación o una extensión, pero el espacio no es nada en sí; tiene ser solamente en un otro, es una unidad que nuestro entendimiento infunde a aquel conglomerado. (Système nouveau de la nature et de la communication des substances; Nouveaux essais sur l’entendement humain [obra estritamente para refutação do lockismo, de cunho não-obrigatório])»

L. determina y distingue 3 clases de mónadas: las inorgánicas, las orgánicas y las conscientes”

Son inorgánicos aquellos cuerpos que no poseen una unidad interior, cuyos momentos sólo se hallan unidos por el espacio o exteriormente; no hay en ellos una entelequia o una mónada que predomine sobre las demás.” “Son inorgánicos aquellos cuerpos que no poseen una unidad interior, cuyos momentos sólo se hallan unidos por el espacio o exteriormente; no hay en ellos una entelequia o una mónada que predomine sobre las demás.” “Una fase superior del ser son los cuerpos vivos y animados, en los que una mónada predomina sobre las demás. El cuerpo unido con la mónada —del cual la mónada una es la entelequia o el alma— es llamado, en unión de esta alma, un ser vivo, un animal. [dotado de alma]” “Si Leibniz no se hubiese servido de la palabra «predominar» y hubiese desarrollado con mayor precisión este concepto, tendríamos que esta mónada abarcante levantaría a las otras y las reduciría a algo puramente negativo; el ser en sí de las otras mónadas o el principio del ser absoluto de estos puntos o individuos habría desaparecido.”

GLOSSÁRIO KANTIANO: «Estas verdades eternas descansan sobre 2 principios: uno es el de la contradicción, otro el de la razón suficiente

El primero es la unidad, expresada inútilmente como un principio, la distinción de lo que no puede distinguirse, el A = A” «El principio de la razón consiste en que todo tiene su fundamento» “La verdad necesaria tiene que tener así su fundamento en ella misma, de tal modo que se la encuentre por medio del análisis, es decir, precisamente por medio de aquel principio de la identidad. El análisis es, en efecto, la representación predilecta que lo reduce todo a conceptos y principios simples: una reducción que destruye su relación y que es, por tanto, en realidad, un tránsito a lo opuesto, pero sin tener la conciencia de ello, y que, por tanto, excluye el concepto, pues sólo retiene todo lo que es opuesto en su identidad consigo mismo. Esto de razón suficiente parece ser un pleonasmo; sin embargo, Leibniz entendía por ello fines y causas finales (causae finales), cuya distinción con respecto al nexo causal o a su causa eficiente pone aquí de manifiesto.” Homo, aquele que pode agir em ato e em potência (para si e em si).

SOBRE O CLICHÊ <VIVEMOS NO MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS>: “No cabe duda de que es posible, en general, afirmar esto; sin embargo, esta perfección de que se habla no representa un pensamiento determinado, sino una expresión mala, popular, y una cháchara acerca de una posibilidad representativa o imaginativa; Voltaire se ha burlado ingeniosamente de esta manera de pensar.”

Hay que decir, además, que la razón suficiente se refiere a la representación de las mónadas. Los principios de las cosas son las mónadas, cada una de las cuales es para sí, sin influir para nada en las demás. Ahora bien, si la mónada de las mónadas, Dios, es la sustancia absoluta y las diversas mónadas individuales son obra de su voluntad, desaparece la sustancialidad de ellas. Nos vemos situados, así, ante una contradicción que permanece de suyo insoluble: es la contradicción entre la mónada sustancial una y las muchas mónadas sueltas, que se presentan como sustantivas e independientes por el mero hecho de que su esencia consiste en no guardar relación las unas con las otras.” “Lo que hay de grande en Leibniz es esta intelectualidad de las representaciones, aunque Leibniz no haya sabido desarrollarla debidamente; por esta razón, es esta intelectualidad, al mismo tiempo, una pluralidad infinita que conserva su independencia absoluta, ya que esta intelectualidad no ha sabido superar la unidad. Leibniz no ha sabido sintetizar en la unidad la separación en el concepto que va hasta la dimisión de sí mismo, hasta el manifestarse bajo la apariencia de una sustantividad distinta. La coordinación de estos 2 momentos, de la trayectoria de las representaciones y de la trayectoria de las cosas externas, manifestándose mutuamente como causa y efecto, no sabe Leibniz relacionarlas en y para sí; por eso deja que se desdoblen, a pesar de que cada una de estas 2 trayectorias se mantiene pasiva con respecto a la otra. Es cierto que, vista la cosa más de cerca, las considera a las 2 formando una unidad; pero, al mismo tiempo, su actividad no existe según él para sí.”

La palabra «Dios» es, por tanto, el recurso que se emplea para llegar a una unidad que es solamente una unidad pensada, pues no se indica cómo de esta unidad emerge lo múltiple. Por consiguiente, Dios desempeña en la filosofía moderna un papel mucho más importante que en la antigua, ya que ahora constituye un postulado fundamental el comprender la antítesis absoluta del pensar y el ser.” “Dios viene a ser, por tanto, algo así como el arroyo al que van a fluir todas las contradicciones; y eso, una colección popular, es la Teodicea leibniziana.”

Directamente enlazada a la de Leibniz aparece la filosofía de Wolff, que no es, en rigor, sino una sistematización pedantesca del pensamiento leibniziano, razón por la cual se la conoce también con el nombre de filosofía de Leibniz-Wolff.

Wolff hízose famoso en el cultivo de las matemáticas y también por su filosofía, que llegó a dominar en Alemania durante bastante tiempo. En Wolff, como el maestro del entendimiento, nos encontramos con un desarrollo sistemático de la materia filosófica existente de las representaciones humanas en general. Por tanto, Wolff tiene grandes e inmortales méritos, principalmente por su obra de cultivador de la inteligencia de los alemanes, y se le puede considerar, ante todo, como maestro de este pueblo. Puede afirmarse que Wolff fue el primero que aclimató la filosofía en Alemania.” Uau!

ELOGIAR OFENDENDO, OU CRITICAR ENALTECENDO? “Comparten también esta fama otras 2 figuras: Tschirnhausen y Thomasius, sobre todo por el hecho de haber escrito sobre filosofía en alemán. Sin embargo, poco, muy poco es lo que podríamos decir acerca de la filosofía de estos 2 pensadores, en cuanto a su contenido, pues no es, en rigor, otra cosa que lo que se llama la sana razón: esa superficialidad y esa vacua generalidad con que nos encontramos siempre allí donde empieza a levantar su vuelo el pensamiento. La generalidad del pensamiento satisface, en estos casos, porque todo se contiene en ella como en un refrán, que, a fuerza de ser muy general, carece de todo contenido determinado.” “Esta filosofía acaba convirtiéndose, como filosofía intelectiva, en parte de la cultura general: el pensamiento determinado, intelectivo, se erige aquí en principio fundamental y se extiende por toda la órbita de los objetos que caen dentro del campo del saber. Wolff definió para Alemania, y aun de un modo más general, el mundo de la conciencia, como respecto de su tiempo podríamos afirmar de Aristóteles.” “Aquella filosofía sustancial y espiritualmente superior con que nos encontrábamos en Böhme y que revestía en este pensador una forma propia y todavía bárbara se ha extinguido por completo y ha desaparecido, sin dejar el menor rastro; hasta su mismo lenguaje cae en el más completo olvido.”

He aquí lo más notable de la vida de Christian Wolff: nació en Breslau, en 1679, era hijo de un panadero, empezó estudiando teología, pasó luego al estudio de la filosofía, y en 1707 obtuvo una cátedra de matemáticas y filosofía en la universidad de Halle. Aquí, fue víctima de las más viles asechanzas por parte de los teólogos pietistas, especialmente de Lange. La gente piadosa no se fiaba de la obra del entendimiento; sabía que si ésta era verdadera se remontaría necesariamente a un contenido de naturaleza especulativa, que habría de trascender, por tanto, del campo del entendimiento.

Los adversarios, en vista de que no conseguían nada con los ataques escritos, recurrieron a las intrigas. Hicieron creer al rey Federico Guillermo I, padre de Federico II, un rey bárbaro preocupado solamente en cosas de soldados y de milicia, que el determinismo de Wolff suprimía el libre arbitrio humano, por lo cual, según su filosofía, habría que entender que los soldados que desertaban del ejército no obraban por su libre voluntad, sino obligados por una especial institución divina (por la armonía preestablecida) y que si esta doctrina llegaba a difundirse entre los soldados podría ser extraordinariamente peligrosa para el Estado. El rey, montando en cólera, extendió inmediatamente una orden de gabinete en que se conminaba a Wolff para que, en un plazo de 48 horas, abandonase la ciudad de Halle y los estados prusianos, si no quería verse castigado con la horca.” “el piadoso Franke dio gracias a Dios, de rodillas, en una iglesia, por haber alejado de allí a aquel hombre. Pero no habría de durarles mucho la alegría a los pietistas. Wolff habíase trasladado a Kassel, y poco después fue nombrado primer profesor en la Facultad de Filosofía de Marburgo; por los mismos días, fue honrado con los nombramientos de miembro de las Academias de Ciencias de Londres, París y Estocolmo, y el zar Pedro I lo designó vicepresidente de la Academia de San Petersburgo, recién fundada. Recibió, además, una invitación para trasladarse a Rusia, que declinó, siéndole adjudicado, no obstante, un sueldo honorífico. El Gran Elector de Baviera le concedió un título de barón y se vio, en una palabra, cargado de honores materiales, que entonces sobre todo (y también ahora) realzaban mucho la personalidad de las gentes a los ojos del gran público y que eran demasiado grandes para no producir sensación también en Berlín.

En vista de ello, se nombró en la capital de Prusia una comisión encargada de dictaminar acerca de la filosofía de Wolff (ya que a ésta no había sido posible expulsarla, como al filósofo).” HAHAHAHAHAHA!!!

El dictamen emitido fue absolutorio para ella, es decir, declaró que no envolvía ningún peligro para la religión”

Federico Guillermo dirigió al filósofo una carta muy honrosa para él, llamándolo a reintegrarse a su cátedra, pero la invitación fue rehusada por Wolff, quien no se fiaba demasiado de las intenciones del rey y sus consejeros. Federico II, inmediatamente después de subir al trono, en 1740, reiteró la invitación en términos muy elogiosos (Lange había muerto hacía ya bastante tiempo), y esta vez fue escuchada. Wolff fue designado vicecanciller de la universidad; su fama, sin embargo, se había disipado y, poco a poco, su aula quedó vacía. Murió en 1754. (Buhle; Rixner; Tiedemann)” HAHAHA!

Una gran parte de sus obras fueron escritas por Wolff en su lengua natal, mientras que Leibniz había escrito casi todas las suyas en latín y en francés. Es éste un detalle muy importante, pues sólo puede decirse que una ciencia pertenece verdaderamente a un pueblo cuando éste la posee en su propia lengua, y en ninguna es esto tan necesario como en la filosofía.” “cuando se dice, por ejemplo, Bestimmtheit en vez de «determinatio», Wesen por «essentia», etc., el pensamiento existe de un modo inmediato para la conciencia y puede decirse que estos conceptos pasan a formar parte sustancial de ella, como cosa propia y no ya como algo extraño.” “ha sido aceptado que, cuando se escribe en latín, se puede ser simple, pero es asombroso lo que con el pretexto de escribir en latín se han permitido decir.” HAHAHA – não era para exagerar muito no sentido contrário!

Los títulos de las obras de Wolff, redactadas en alemán, son todos de este tenor: Vernünftige Gedanken von den Kräften des menschlichen Verstandes und ihrem richtigen Gebrauche in der Erkenntniss der Wahrheit [«Pensamientos racionales sobre las fuerzas del entendimiento humano y de su certero empleo para el conocimiento de la verdad»] (Halle, 1712, 8.º); Vernünftige Gedanken von Gott, der Welt und die Seele des Menschen, auch allen Dingen überhaupt [«Pensamientos racionales sobre Dios, el mundo y el alma humana, así como sobre todas las cosas en general»] (Francfort y Leipzig, 1719); Von der Menschen Thun und Lassen [«Sobre las acciones y omisiones del hombre»] (Halle, 1720); Von dem gesellschaftlichen Leben [«Sobre la vida social»] (Halle, 1721); Von den Wirkungen der Natur [«Sobre las acciones de la naturaleza»] (Halle, 1723), etc. Este pensador escribió en alemán y en latín acerca de todas las partes de la filosofía, incluyendo la economía, hasta el número de 23 gruesos volúmenes en latín; en total, 40 volúmenes en cuarto. Aparte de esto, sus obras matemáticas, que forman muchos volúmenes del mismo formato. En sus estudios, aplicó de un modo general el cálculo diferencial e integral de Leibniz.”

En Spinoza, por el contrario, no encontramos más contenido que la sustancia absoluta y el constante retorno a ella. Los grandes méritos que hay que reconocerle a Wolff en cuanto a la educación intelectiva de Alemania, que ahora se revela como algo totalmente aparte, sin la menor relación con anteriores concepciones metafísicas más profundas, guardan igual proporción con la sequedad y la ausencia interior de contenido en que se hunde, al llegar a Wolff, la filosofía, que este pensador divide en sus disciplinas formales, por medio de determinaciones intelectivas y mediante el empleo pedantesco del método geométrico, a la par que entroniza, conjuntamente con los filósofos ingleses, el dogmatismo de la metafísica intelectiva, es decir, un filosofar que determina y eleva a tónica general lo absoluto y lo racional por medio de determinaciones conceptuales y relaciones que se excluyen entre sí, por ejemplo lo uno y lo múltiple o lo simple y lo complejo, lo finito y lo infinito, la relación causal, etc.

Wolff desplaza totalmente y de un modo meticuloso la filosofía escolástico-aristotélica y convierte la filosofía en una ciencia general que pertenece a la nación alemana. Por lo demás, implanta en la filosofía la clasificación sistemática y adecuada en disciplinas, que todavía sigue rigiendo hoy con una cierta autoridad.”

En la matemática, que abarca 4 pequeños volúmenes, trata también Wolff de la arquitectura y el arte de la guerra. En la arquitectura formula, por ejemplo, el siguiente principio: «Las ventanas deben ser capaces para dos personas». Y expone también como problema y solución la necesidad de que toda casa tenga su retrete. Pero el mejor ejemplo es el que nos ofrece su arte de la guerra. Dice así el «cuarto principio: El acercamiento a una fortificación debe hacerse más y más costoso al enemigo a medida que va aproximándose a ella». Y, en vez de decir: porque el peligro va haciéndose cada vez mayor, lo que también es trivial, viene la siguiente «prueba: Cuanto más se acerca el enemigo a la fortificación, mayor es el peligro. Y cuanto mayor es el peligro, más resistencia hay que ofrecerle, para anular sus ataques y librarse del peligro todo lo posible. Por tanto, cuanto más se acerque el enemigo a la fortificación, más caro debe costarle», etc.” HAHAHAHAHAAHAHAHA!!!!

Por su contenido, la filosofía de Wolff es ya de suyo una filosofía popular, aunque en lo tocante a la forma prevalezca todavía en ella el pensamiento. Esta filosofía se mantiene en pie e impera hasta llegar a Kant. Baumgarten, Crusius, Moses Mendelssohn no hicieron otra cosa que elaborar, cada uno por su cuenta, la filosofía wolffiana; el último de los pensadores citados filosofó en una forma popular y llena de buen gusto.” “la metafísica había quedado reducida a lo más diluido y se la había hecho descender a un nivel de insuperable vacuidad, sin dejar en ella un solo hilo firme. Mendelssohn se tenía y era tenido por el más grande de los filósofos, y sus amigos lo colmaban de elogios. Sin embargo, sus Morgenstunden [«Horas matinales»] no son otra cosa que la seca filosofía wolffiana, por mucho que sus admiradores se empeñen en buscar en estas ásperas abstracciones una luminosa forma platónica.”

A esta filosofía antigua podemos retornar constantemente, comprendiéndola y reconociéndola; es una filosofía satisfactoria, situada en su propia fase de evolución, un punto central concreto que da satisfacción a la misión del pensamiento, tal y como se la enfoca. En cambio, esta metafísica moderna a que nos estamos refiriendo no hace otra cosa que desarrollar los antagonismos hasta convertirlos en contradicciones absolutas. Es cierto que se nos indica la solución absoluta de ellas, Dios, pero solamente como una solución abstracta, situada en el más allá; en el más acá, quedan en pie todas las contradicciones, sin resolver en cuanto a su contenido.” “Sólo en Él como Espíritu y Espíritu Uno y Trino se contiene esta contraposición de sí mismo y del Otro, del Hijo, y, con ello, la solución de este antagonismo; esta idea concreta de Dios como la razón no aparece asimilada aún por la filosofía a que nos venimos refiriendo.” PORRA, HEGEL – ASSIM NÃO, FILHO!

Entre los antiguos, la razón (λόγος), como el ser en sí y para sí de la conciencia, sólo cobraba la existencia etérea y formal del lenguaje. Aquí, en cambio, cobra ya la certeza de la sustancia ente; de aquí, en Descartes, la unidad del concepto y el ser y en Spinoza, asimismo, la realidad general. La manifestación del concepto del movimiento de los pensamientos fijos en ellos mismos consiste en que el movimiento, que sólo se presenta como método al margen de su objeto, se revele en sí mismo, o en que la conciencia de sí llegue al pensamiento.”

PELO VISTO A INHACA MENTAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE INVADIU, NO SISTEMA HEGELIANO, OS ESTADOS-NAÇÕES TAMBÉM: “Estos 3 aspectos aparecen repartidos, a su vez, como hasta aquí, entre las 3 naciones que cuentan en el mundo de la cultura. Los ingleses destacan la forma empírica, la forma totalmente finita del concepto; los franceses, la forma del mismo en cuanto haciendo tanteos en todo, estableciéndose en su realidad, levantando todas las determinaciones y, por tanto, como conciencia de sí pura, ilimitada, general; finalmente, los alemanes ponen de relieve el ir a sí de este ser dentro de sí, es decir, el pensamiento del concepto absoluto.”

ÍCARO TEM DE SUBIR E BAIXAR EM SEU VÔO PARA NÃO SE ESTREPAR: “La decadencia del pensamiento hasta llegar a la filosofía kantiana se revela, pues, en las corrientes que ahora se yerguen en contra de aquella metafísica y a las que podemos dar el nombre de filosofía popular general, empirismo reflexivo y el cual se convierte, a su vez, más o menos, en una metafísica, así como, a la inversa, aquella metafísica, al desplegarse en una serie de ciencias especiales, se trueca en empirismo. Contra aquellas contradicciones de la metafísica, contra los artificios de la síntesis metafísica, contra la asistencia de Dios y la armonía preestablecida, el mejor de los mundos, etc., contra este entendimiento puramente artificioso, se afirman ahora y se enderezan, en efecto, principios fijos e inmanentes al espíritu acerca de lo que el corazón del hombre culto siente, intuye y venera. Y frente a la solución que se nos ofrece en el más allá, en Dios, estos principios concretos de contenido fijo representan una reconciliación y una independencia en el más acá, un punto de apoyo intelectivo, sacado de lo que se ha llamado, en general, el sano sentido común.”

También los indios, que adoran a una vaca, que abandonan o matan a los niños recién nacidos y cometen toda suerte de crueldades, los egipcios, que tributan culto a un pájaro, al buey Apis, etc., y los turcos, tienen eso que llamamos sano sentido común. Pero el sano sentido común y el sentimiento natural de los brutales turcos, cuando se toman como pauta, conducen a principios aborrecibles.”

Tal es, por tanto, la fisonomía que presenta la filosofía del siglo XVIII. Son 3, en general, los aspectos que tenemos que examinar aquí: el primero, lo representa Hume; el segundo, la filosofía de los escoceses; el tercero, la filosofía francesa. Hume es un filósofo escéptico; la filosofía escocesa es la reacción en su contra; la filosofía francesa tiene un apéndice de apagada forma en el pensamiento de la Ilustración alemana, nombre que se da a aquel conjunto de manifestaciones de la filosofía de nuestra nación que se salen de los marcos de la metafísica wolffiana.”

Como no es posible ir concretamente más allá del Dios metafísico, nos encontramos con que Locke basa su contenido filosófico sobre la experiencia. Pero Hume pone de manifiesto que el empirismo no puede conducir al pensamiento a ninguna posición fija, ya que niega todo lo general.” “El pensamiento, en general, es el ser idéntico a sí mismo simple y general, pero como el movimiento negativo, por medio del cual se levanta lo determinado. Este movimiento del ser para sí es ahora momento esencial del pensamiento mismo, mientras que, hasta ahora, existía fuera de él; y, al concebirse así, como movimiento en sí mismo, el pensamiento es conciencia de sí, y lo es, primeramente, de un modo formal, como conciencia de sí individual. Esta forma es la que presenta en el escepticismo, pero con la diferencia con respecto al escepticismo de los antiguos de que ahora se toma por base la certeza de la realidad, mientras que en los antiguos, por el contrario, el escepticismo era el retorno a la conciencia individual, de tal modo que ésta no era la verdad o que no proclamaba su resultado ni adquiría, por tanto, una significación positiva.” “el escepticismo reviste, aquí, la forma del idealismo, es decir, proclama como realidad y como verdad la conciencia de sí o la certeza de sí misma. La forma peor de este idealismo consiste en que la conciencia de sí, como conciencia de sí individual o formal, no pase de decir: todos los objetos son representaciones nuestras. Este idealismo subjetivo es el que encontramos en Berkeley; y otro giro de él se nos presenta en Hume.”

George Berkeley nació el año 1684 en Kilcrin, cerca de Thomastown, en el condado de Kilkenny (Irlanda), y murió en 1754, siendo obispo de una diócesis inglesa. Escribió la Theory of vision, 1709, el Treatise concerning the principles of human knowledge, 1710, y Three Dialogues between Hylas and Philonous, 1713. Sus obras completas vieron la luz en Londres, en 1784, formando 2 volúmenes en cuarto.”

Todos los objetos del conocimiento humano son ideas —como, lo expresa Berkeley, coincidiendo con Locke— que brotan bien de las impresiones de los sentidos exteriores, bien de percepciones de los estados y las actividades interiores del espíritu, o, finalmente, aquellas que se forman por medio de la memoria y de la imaginación, a través de la separación y la nueva unión de las mismas. La asociación de diversas percepciones de los sentidos se nos aparece como una cosa especial, como ocurre, por ejemplo, con la sensación del color, del gusto, del olor, de la figura, etc., pues por colores, olores, sonidos, etc., entendemos siempre solamente lo percibido.”

Es cierto que Locke distinguía, por ejemplo, la extensión y el movimiento como cualidades fundamentales, es decir, como cualidades pertenecientes a los objetos en sí. Pero Berkeley advierte perfectamente bien la inconsecuencia de este aspecto según el cual lo grande y lo pequeño, lo rápido y lo lento no rigen más que como algo puramente relativo; por tanto, para que la extensión y el movimiento sean en sí no pueden ser ni grande ni pequeña la primera, ni rápido o lento el segundo, es decir, no pueden ser en modo alguno, ya que estas determinaciones se hallan implícitas en el concepto mismo de tales cualidades.”

una percepción que no se da en quien se la representa no es nada, es una contradicción inmediata. No puede existir, por tanto, una sustancia que no podamos representarnos, que no podamos percibir y que sea el sustrato de las percepciones y las representaciones.”

No obstante, permanece siempre en pie una relación de lo otro con nosotros mismos; estas sensaciones no se desarrollan partiendo de nosotros, como cree Leibniz, sino que se determinan por medio de otra cosa. Cuando Leibniz habla de una evolución dentro de la mónada no hace más que pronunciar una frase vacía de sentido” “Por tanto, cada cosa individual se halla determinada por otra, no por nosotros; y es indiferente lo que esta cosa exterior sea, ya que es siempre algo contingente.”

LA MULETA DE SIEMPRE: “La necesidad de las representaciones se halla, sin embargo, en contradicción directa con este ser dentro de sí mismo del que se representa, pues el ser dentro de sí es la libertad del sujeto de las representaciones, el cual no las engendra con libertad, desde el momento en que tienen para él la forma y la determinación de lo otro. Tampoco Berkeley enfoca el idealismo en este sentido subjetivo, sino que dice que son solamente los espíritus los que se comunican (lo otro no hace más que representarse a sí mismo); por tanto, es solamente Dios quien crea semejantes representaciones”

Semejante idealismo trata solamente la contraposición entre la conciencia y su objeto y deja, por lo demás, perfectamente intacto el despliegue de las representaciones y los antagonismos del contenido empírico y múltiple. Y si ahora se pregunta qué es lo que hay de verdad en estas percepciones y representaciones, como antes en las cosas, no obtendremos respuesta alguna. Es casi indiferente que se tenga una concepción de cosas o de percepciones, siempre y cuando que la conciencia de sí permanezca llena de cosas finitas; esta conciencia de sí recibe el contenido del modo corriente y tiene la estructura habitual. No hará, en su individualidad, sino dar vueltas y más vueltas en las representaciones de una existencia perfectamente empírica, sin llegar, por lo demás, a conocer ni a comprender nada del contenido; dicho de otro modo: en este idealismo formal, no tiene la razón ningún contenido peculiar.”

Lo único interesante, en este punto, es saber que estas investigaciones, por este camino, van a parar principalmente al problema del espacio y se debaten en torno a la cuestión de si la representación de la distancia, etc., en una palabra, todas las representaciones que se refieren al espacio, las obtenemos a través de la vista o por medio del tacto. El espacio es, en efecto, ese algo general sensible, ese algo general que se da en la individualidad misma y que en la consideración empírica de la dispersión empírica invita y conduce al pensamiento (pues es él mismo el pensamiento) y que induce precisamente a confusión a estas percepciones sensibles y a este razonar en torno a ellas y que, en rigor, teniendo como tiene aquí un pensamiento objetivo, conduciría a pensar o a tener un pensamiento, pero que no acaba de ver claro, por la sencilla razón de que no le preocupan el pensamiento ni el concepto, ni puede arribar sencillamente a la conciencia de la esencia; no piensa nada, en efecto, como un pensamiento, sino que lo piensa todo como algo externo, ajeno al pensamiento.” Me faz lembrar das concepções psicogenéticas do desenvolvimento cognitivo do bebê, e.g., no piagetismo.

Debemos exponer a continuación el escepticismo de Hume, que ha adquirido mayor notoriedad histórica de la que en sí merece; lo importante en él, desde el punto de vista histórico, consiste en que Kant arranca en realidad de esta doctrina para construir su propia filosofía.”

O HOMEM-ESCADA: “Devemos expor, na seqüência, o ceticismo de Hume, que adquiriu maior notoriedade histórica do que em si merece; o importante nele, do ponto de vista histórico, consiste em que Kant arranca, em realidade, desta doutrina a fim de construir sua própria filosofia.” Ver meu capítulo anterior da HISTÓRIA DAS IDÉIAS, https://seclusao.art.blog/2021/05/13/historia-das-ideias-introducao-a-epistemologia-hume-kantiana/.

Hume es más famoso como historiador que por sus obras filosóficas. Escribió A Treatise of human nature (3 vols., 1739, traducido al alemán por Jacob, Halle, 1790, ), y además Essays and Treatises on several subjects, en 2 vols. (Vol. I containing Essays moral, political and literary, 1.ed, Edimburgo, 1742; Vol. II containing an Enquiry concerning human understanding, que no es sino una refundición del Treatise, 1.ed, Londres, 1748, ). En sus Ensayos, los que más fama le dieron como filósofo, trata una serie de problemas filosóficos a la manera de un hombre de mundo cultivado y dotado de la capacidad de pensar, pero no con una coordinación verdaderamente filosófica, ni tampoco con la extensión que realmente habrían podido llegar a adquirir sus pensamientos; en algunos de estos estudios, se limita realmente a destacar sólo algunos aspectos especiales, sin desarrollarlos en su totalidad.”

Lo fundamental de su filosofía puede exponerse en pocas palabras. Parte directamente del punto de vista filosófico de Locke-Bacon, según el cual nuestros conceptos se derivan de la experiencia; y su escepticismo recae, asimismo, sobre el idealismo berkeleyano.” “en Hume, se depura y se manifiesta con mayor nitidez la contraposición entre lo sensible y lo general, desde el momento en que determina lo primero como carente de generalidad. Berkeley no entraba a distinguir si en sus sensaciones existía o no una necesaria concatenación. Antes, la experiencia era una mezcla de ellas.” “Con esto, Hume pone la piedra de remate al lockeanismo, al llamar consecuentemente la atención hacia el hecho de que, manteniendo este punto de vista, si bien la experiencia es la base de lo que se sabe y la percepción misma contiene cuanto acaece, en la experiencia no se contienen, a pesar de ello, ni nos son dadas las determinaciones de la generalidad y la necesidad.” “Hume, al concebir la necesidad, la unidad de lo contrapuesto, de un modo enteramente subjetivo, cifrándola en el hábito, desciende tanto en la escala del pensamiento, que no cabe más.” “Por eso Hume considera este tipo de generalidad, al igual que la necesidad, más bien como algo puramente subjetivo, no como algo que exista objetivamente, pues el hábito es justo una generalidad subjetiva de este tipo.” “Todo se manifiesta, pues, bajo la forma de un ser irracional y no pensado” “lo que ocurre es que, en Kant, esta fuente presenta una forma completamente distinta a la que tiene entre los escoceses. En efecto, esta fuente interior e independiente, tal como los escoceses la conciben, no es el pensamiento, la razón como tal, sino que el contenido que mana de esta fuente interior tiene un carácter más concreto y reclama también una materia exterior de experiencia.” “Y este lado del entendimiento razonante se orienta, fundamentalmente, hacia lo ético y la política, ciencias que llegan a adquirir gran desarrollo gracias a los filósofos alemanes, a los franceses, y muy especialmente a los escoceses.” “trátase, en efecto, de obras escritas a la manera de Cicerón y del Insitum est a natura, proclamado por éste”

Thomas Reid nació en 1704 y murió siendo profesor en Glasgow en 1796. (Rixner)”

James Beattie nació en 1735, fue profesor de ética en Edimburgo y Aberdeen y murió en 1803.”

En este mismo grupo de pensadores podemos incluir también a Dugald Stewart, Eduard Search, Ferguson y Hutcheson, que escribieron en su mayoría acerca de ética. También el economista Adam Smith puede ser considerado, en este sentido, como filósofo, y es el más conocido de todos ellos. § Esta filosofía escocesa pasa por ser ahora, en Alemania, algo nuevo. Es una filosofía popular que, de una parte, ostenta el gran título de indagar en el hombre, en la conciencia humana, la fuente de lo que debe tener validez general para él, la inmanencia de lo que debe tener valor para el hombre. El contenido es, al mismo tiempo, un contenido concreto; es, en este sentido, algo opuesto a la verdadera metafísica, al vagar en torno a determinaciones abstractas del entendimiento.” “todos ellos buscan, en efecto, una filosofía apriorística, pero no por vía especulativa.”

En los últimos tiempos, esta filosofía escocesa se ha extendido a Francia; el profesor Royer-Collard, actual presidente de la segunda Cámara, y su discípulo Jouffroy, se basan en ella para llegar, a través de los hechos de la conciencia, por medio del razonamiento cultivado y de la experiencia, a desarrollos más amplios. § Con esto se enlaza también lo que los franceses llaman ideólogía;¹ trátase de una metafísica abstracta, en cuanto que se reduce a una enumeración y un análisis de las más simples determinaciones del pensamiento.”

¹ Nenhuma relação com o conceito atual (marxista) de ideologia.

NA TERRA DE COMTE…: “Pasamos ahora a la filosofía francesa; su relación con la metafísica es ésta: mientras que el hombre lego se halla en contra de sí mismo en cuanto metafísico, esa filosofía acaba con el estado de los legos, en política, en religión y en filosofía.”

entre los ingleses nos encontrábamos con este idealismo: bien sea como algo formal, como la simple traducción general del ser al ser para otro, es decir, en el ser percibido, o como el en sí de este ser percibido, como instintos, impulsos, hábitos, etc., como fuerzas ciegas y determinadas: el retorno a la conciencia de sí, que se manifiesta, a su vez, como cosa natural. En aquel primer idealismo, toda la finitud, el despliegue de los fenómenos y las sensaciones, y también de los pensamientos y de los conceptos fijos determinados, permanecen lo mismo que en la conciencia no-filosófica. § El escepticismo de Hume hace que todo lo general se hunda y se disuelva en los hábitos y en los instintos: ese escepticismo es, dicho de otro modo, una simple yuxtaposición del mundo de los fenómenos; pero estos elementos simples, estos instintos, impulsos y fuerzas son asimismo una existencia de la conciencia de sí carente de espíritu, inmóvil y determinada. § La filosofía francesa es más viva, más dinámica, más ingeniosa; es, mejor dicho, lo ingenioso mismo.”

Todas estas formas, el en sí real del mundo real y el en sí del mundo suprasensible, se levantan por tanto, aquí, en este espíritu consciente de sí mismo. Éste no se atiene a las representaciones tal y como son, no les concede validez ni las acepta como verdaderas, no las venera como independientes y libres al margen de la conciencia de sí, sino que habla ingeniosamente de ellas; es decir, es la conciencia de sí, por su actividad, la que hace algo de ellas, algo que es además distinto de aquello por que directamente se tienen, y sólo es la actitud ingeniosa, precisamente esta formación y este movimiento a través de su conciencia de sí, lo que vale y suscita su interés. Es el carácter del concepto en su realidad; y sólo vale lo que constituye la esencia misma de esta conciencia de sí que todo lo ve y lo comprende.”

Esta esencia vacía es para nosotros, en general, el pensamiento puro, lo que los franceses llaman el être suprème, o se representa objetivamente como algo que es, como algo que aparece frente a la conciencia, como la materia.” “Es el concepto que se presenta en una actitud puramente destructiva, que no se desarrolla de nuevo a base de esta materia o de este pensamiento puro, de esta pura sustancialidad. Vemos, pues, manifestarse libremente aquí el llamado materialismo y ateísmo, como resultado necesario de la pura conciencia de sí comprensiva.” “Sólo queda en pie la esencia presente y real, pues la conciencia de sí sólo reconoce el en sí como algo que existe para ella como conciencia de sí, en la que ella se sabe, por tanto, real: la materia, como aquello en que puede ensancharse y realizarse en la pluralidad, la naturaleza. En el presente, tengo la conciencia de mi realidad; y, consecuentemente, la conciencia de sí se encuentra a sí misma como materia, el alma como algo material, las representaciones como movimientos y cambios en el órgano interior del cerebro, que siguen a las impresiones externas de los sentidos.” Ultrapassado? Talvez. Mas sempre que relembramos esta etapa do pensamentos, nos excitamos, como por exemplo diante das ingênuas questiúnculas de Descartes. Ah, França!

Un modo del ser de la materia es, por tanto, el pensamiento. En este objeto se plasma, en rigor y en su conjunto, como lo último, la sustancia una spinozista, paralelamente a la cual discurre el materialismo francés como naturalismo; pero, mientras que en Spinoza tenemos y preencontramos esta categoría, aquí aparece como el resultado de la abstracción del entendimiento que parte del empirismo.”

La otra forma de la Ilustración es, por el contrario, aquella en que la esencia absoluta se establece como un más allá de la conciencia de sí, como algo que no es conocido en absoluto por ella misma, por su en sí. Este más allá ostenta el nombre vacuo de Dios. Pues de cualquier modo que se determine a Dios, desaparecerán todas las determinaciones; será igual a x, lo simplemente desconocido. Por eso esta concepción no se llama ya ateísmo, en primer lugar, porque emplea todavía aquel nombre vacuo y que nada dice, y en segundo lugar, porque expresa las necesarias relaciones de la conciencia de sí, los deberes, etc., no como necesarias en y para sí, sino como necesarias por la relación con otra cosa, es decir, con una incógnita, si bien es cierto que la única relación positiva que cabe establecer con una incógnita es la de levantarse como algo individual. Y no es la materia, ya que este algo simple y vacío se determina negativamente, como algo que no es para la conciencia de sí. Y con ello acaece lo mismo, pues la materia es lo general, el ser para sí representado como levantado. Pero la verdadera reflexión sobre aquella incógnita consiste, asimismo, en que justo para la conciencia de sí sea como la negación de ella misma, es decir, la materia, la realidad y el presente; es algo negativo para mí, y esto es su concepto.”

una serie de palabras aburridas que no ayuda a comprender nada” HAHAHAHA

Hay que vivir conforme a la naturaleza, se predica” …e é claro que menos de 2 linhas depois já está metendo a lasca em Rousseau!

En una palabra, sólo lo negativo es interesante; y de esta filosofía francesa positiva no cabe ni hablar. Pero aquel mismo aspecto negativo pertenece más bien, en rigor, al campo de la cultura, que aquí no nos interesa; y a él pertenece también la filosofía de la Ilustración.” Mas é demasiado interessante, H.! Você dever-nos-ia ter brindado com uma HISTÓRIA GERAL DA CULTURA também!

Lo admirable de las obras filosóficas francesas importantes desde este punto de vista es esta energía y esta fuerza asombrosas del concepto frente a la existencia, frente a la fe, frente a todo el poder de la autoridad consagrada a lo largo de milenios. Es notable, de una parte, el carácter del sentimiento de la más profunda rebelión contra todos esos poderes vigentes que representan una esencia extraña para la conciencia de sí, la cual trata de ser sin aquello en que no se encuentra a sí misma; es una certeza de la verdad de la razón que se enfrenta con todo el mundo intelectual alejado de ella y que está segura de su destrucción. El ateísmo francés, el materialismo y el intelectualismo de los franceses ha destruido todos los prejuicios y triunfado sobre las premisas y valideces huérfanas de concepto de lo positivo en la religión y socializado en los hábitos, en las costumbres, en las opiniones, en las determinaciones jurídicas y morales y en las instituciones civiles; con las armas del sentido común y de una ingeniosa seriedad, no con declamaciones frívolas, el pensamiento se vuelve aquí contra el estado universal vigente en el orden legal, contra la organización del Estado, contra la administración de justicia, el régimen de gobierno y la autoridad política, y también contra el arte.”

así, surge la aspiración de concebir lo absoluto como algo presente y, al mismo tiempo, como algo pensado y como unidad absoluta; aspiración que, al negar el concepto de fin, tanto en el campo de lo natural y, por tanto, el concepto de la vida, como en lo espiritual, es decir, el concepto del espíritu y de la libertad, sólo conduce a la concepción abstracta de una naturaleza indeterminada de suyo, de la sensación, del mecanismo, del egoísmo y de la utilidad.” Nada de mal nisso!

los ingleses, por el contrario, parten de una realidad concreta, del edificio informe de su constitución; lo mismo que sus escritores, que no se remontan tampoco al plano de los principios generales. Lo que Lutero sólo inició en la esfera del ánimo y del sentimiento —la libertad del espíritu, que inconsciente de su raíz simple no se capta a sí misma, pero que es ya lo general, ante lo que desaparece todo contenido de pensamientos llenos de sí mismos—, estas determinaciones y estos pensamientos generales han sido proclamados por los franceses, quienes se atienen a ellos: principios generales y, a saber, como la convicción del individuo en él mismo.

La libertad se convierte en estado universal, se enlaza con la historia universal y hace época en ella; es la libertad concreta del espíritu, una generalidad concreta, son principios acerca de lo concreto los que ahora pasan a ocupar el lugar de la metafísica abstracta de Descartes. En los alemanes nos encontramos con vacilaciones; encima, pretenden explicarlas y no consiguen con ello más que aportar un fenómeno y una particularidad verdaderamente miserables. Los franceses parten del pensamiento de la generalidad, la libertad alemana de conciencia parte de la conciencia moral (…) unos y otros se encuentran o siguen el mismo derrotero: lo que ocurre es que los franceses, sin conciencia en cierto modo, parecen despacharlo todo y retener sistemáticamente un determinado pensamiento: el sistema fisiocrático; los alemanes, por su parte, tratan de tener la espalda cubierta, para examinar, partiendo de la conciencia, si les es lícito proceder así. Los franceses luchan contra el concepto especulativo con el espíritu, los alemanes con el entendimiento. Los franceses dan pruebas de una profunda necesidad filosófica omnicomprensiva y llena de vitalidad —en contraste con los ingleses y los escoceses, e incluso con los alemanes— una concepción general y concreta del todo, con una independencia total, tanto con respecto a toda autoridad como en lo que se refiere a toda metafísica abstracta. El método que para ello se sigue es éste: desarrollar las cosas partiendo del ánimo, de la representación; es una gran intuición que tiene siempre ante los ojos el todo y procura conservarlo y obtenerlo.

Este sano sentido común, esta sana razón, con su contenido, sacado del pecho humano, del sentimiento natural del hombre, se dirige ahora contra el aspecto religioso en una serie de momentos diferentes: de una parte y en primer lugar, como filosofía francesa, contra la religión católica, contra las trabas de la superstición y de la jerarquía; de otra parte, en una forma tenue, como Ilustración alemana, contra la religión protestante, en cuanto tiene un contenido recibido, en general, de la revelación, de la determinación eclesiástica. Una de las corrientes se dirige contra la forma de la autoridad en general, la otra contra el contenido.”

El entendimiento aplica, así, su pauta al contenido religioso y lo declara nulo; y del mismo modo procede contra una filosofía concreta. Lo que ahora queda en pie de la religión, en muchas teologías, de un modo muy general, es lo que se llama teísmo, la fe en general; es el mismo contenido con el que nos encontramos en el mahometismo. Pero en esta dirección del entendimiento razonante contra la religión se avanza también hasta el materialismo, el ateísmo y el naturalismo. Debemos tener cuidado con la determinación conceptual del ateísmo, pues es una cosa muy corriente el que se acuse de carencia de religión o incluso de ateísmo a todo individuo cuyas ideas acerca de Dios difieren de las que otros profesan.”

[O Emílio, ou da Educação¹ de Rousseau] es toda ella una exposición del teísmo, tal como lo podemos encontrar en los teólogos alemanes. Y así, la metafísica francesa discurre paralela no sólo a Spinoza, sino también a la metafísica alemana de Wolff.”

¹ Já postado no X-TudoTudo, o “pai” do Seclusão. Será republicado tão logo seja possível!

Otros franceses, en cambio, avanzan expresamente hasta desembocar en el naturalismo; entre ellos citaremos especialmente a Mirabeau, autor del Système de la Nature.(*)

(*) Esta obra se le atribuyó efectivamente, pero fue escrita por Hollbach [E.].”

Tres aspectos podemos, pues, distinguir en lo que se ha llamado la filosofía francesa, representada por Voltaire, Montesquieu, Rousseau, d’Alembert y Diderot, y en lo que más tarde aparece en Alemania como Ilustración y que ha sido motejado también de ateísmo: primero, su aspecto negativo, que es el que más se le echa en cara; segundo, el aspecto positivo; tercero, el aspecto filosófico, metafísico.”

También a este aspecto negativo hay que hacerle justicia, como a todo; lo que hay en él de sustancial es el ataque del instinto racional contra un estado de degeneración, más aún, de mentira general y completa, por ejemplo, contra lo positivo de una religión fosilizada. Nosotros llamamos religión a la fe firme, a la convicción de Dios; si ello es o no la fe en la doctrina cristiana, es algo de que hacemos más o menos abstracción. Pero este ataque contra lo religioso debemos concebirlo muy de otro modo; este aspecto positivo de la religión es el aspecto negativo de la razón.

El estado religioso, con su poder y su magnificencia, con la corrupción de las costumbres, con la codicia, la sed de honores, la crápula, para las que se pide, sin embargo, reverencia y acatamiento: toda esta contradicción que existía en la realidad debe tenerse bien presente si se quiere comprender el sentimiento de rebelión que se apoderó de estos escritores.” Atualíssimo!

La filosofía francesa iba dirigida también, por eso, contra el Estado; atacó los prejuicios y la superstición y principalmente la corrupción de la sociedad burguesa, de las costumbres de las cortes y de los funcionarios del gobierno, captó lo malo, lo ridículo, lo vil y expuso toda la hipocresía y los poderes injustos a la risa, al desprecio, al odio del mundo, moviendo así al espíritu y al corazón a indiferencia con respecto a los ídolos del mundo y haciendo que el sentimiento y el ánimo se rebelasen contra ellos. Las viejas instituciones, para las que ya no había cabida en el sentimiento desarrollado de una libertad y una humanidad conscientes de sí mismas y que, por lo demás, descansaban sobre los sentimientos mutuos y sobre la ceguera y la falta de autonomía de la conciencia, que habían dejado ya de corresponder al espíritu que las había instaurado y que ahora, con la nueva cultura científica desarrollada, se pretendía que también la razón respetara como algo sagrado y justo: todo este formalismo fue derribado por aquellos filósofos.

Sus ataques estaban escritos en parte con razonamientos, en parte con ingenio, en parte con el sano sentido común, y no iban dirigidos contra lo que nosotros llamamos religión; lejos de ello, esta religión quedaba al margen de tales ataques y se la recomendaba con la más bella elocuencia. Este aspecto sólo se comportaba, pues, demoledoramente contra lo que ya estaba destruido de suyo. Es muy fácil echarles en cara a los franceses sus ataques contra la religión y contra el Estado. Pero bueno será que nos hagamos una idea del horrible estado en que se hallaba la sociedad francesa, de la miseria y la infamia reinantes en Francia, para comprender el verdadero mérito de estos ataques. La hipocresía, la beatería, la tiranía, rabiosa por verse despojada de su botín, la pobreza de espíritu, pueden acusar a los filósofos franceses de atacar a la religión, al Estado y las costumbres. Pero ¡qué religión era la que ellos atacaban! No era, ni mucho menos, la religión purificada por Lutero, sino la más vil de las supersticiones, el clericalismo, la necedad, las más depravadas intenciones y, sobre todo, aquellos derroches de riqueza y aquella orgía de bienes materiales, en contraste con la escandalosa miseria general. ¡Y qué Estado era aquél! El más ciego despotismo de los ministros y de sus cortesanos y sus ayudas de cámara; un ejército inmenso de pequeños tiranos y de haraganes para quienes el derecho divino consistía en poder saquear los ingresos del Estado y el sudor del pueblo. La desvergüenza, el desafuero llegaban a extremos increíbles; la infamia de las costumbres estaba a tono con la infamia de las instituciones. Es el imperio del desafuero de los individuos en el campo de la vida civil y de la vida política; es también el desafuero en lo tocante a la conciencia, al pensamiento.

Por lo que se refiere a la vida práctica del Estado, estos escritores no pensaban ni remotamente en una revolución; sólo deseaban y predicaban la necesidad de reformas, pero reformas fundamentalmente subjetivas: que el gobierno pusiera coto a los abusos y colocara al frente de los ministerios a hombres honrados. Esto era lo positivo de que ellos hablaban, lo que sostenían que debiera hacerse: preconizaban la necesidad de dar al príncipe una buena educación, de que los nobles fuesen ahorrativos [sóbrios, ESCLARECIDOS, que coisa, hehe!], etc.

La revolución francesa fue impuesta por la intransigencia irreductible de los prejuicios y principalmente por la soberbia, por la avaricia, por la carencia absoluta de inteligencia. Aquellos filósofos sólo podían tener una idea general de cómo debían ser las cosas, pero sin que estuviera en sus manos señalar el modo de conseguirlo. Era al gobierno a quien competía implantar las instituciones y las mejoras necesarias en una forma concreta; sin embargo, no supo hacerlo. Todo lo que los filósofos proclamaban y afirmaban frente a aquel estado de cruel desintegración era, en general, que los hombres no debían seguir siendo legos, ni en lo tocante a la religión ni en lo referente al derecho; que en la religión no debía imperar una jerarquía, un número cerrado y escogido de sacerdotes, ni tampoco en lo jurídico una casta aparte (ni un estamento jurídico) que monopolizase el conocimiento de lo justo y lo injusto y acaparase las normas de lo eterno, lo divino, lo verdadero y lo justo y amparándose en ello ordenase y mandase a los demás hombres, sino que la razón humana tenía derecho a dar su asentimiento y a pronunciar su juicio.”

Tratar a los bárbaros como legos está dentro del orden, pues eso son, en efecto, los bárbaros; pero ninguna dureza mayor ni más intolerable que tratar como legos a hombres pensantes. Aquellos hombres defendieron heroicamente, con su gran genio, con calor, con fuego, con espíritu y con valentía, este gran derecho humano de la libertad subjetiva”

De aquí el fanatismo del pensamiento abstracto que en estos pensadores se manifiesta. Nosotros, los alemanes, mantenemos, en primer lugar, una actitud pasiva ante lo existente, lo soportamos; y, en segundo lugar, cuando lo existente se viene abajo o es derribado, nos comportamos también pasivamente: son otros los que lo derriban, nosotros nos cruzamos de brazos, dejamos que otros realicen la faena.” O nazismo foi sem dúvida uma afrancezação tardia e deturpadíssima dos teutos.

A esta corriente cultural se unió también, en Alemania, Federico II, raro ejemplo para su época. Por Alemania habíanse extendido las costumbres cortesanas de Francia, sus óperas, sus jardines, sus trajes, pero no la filosofía francesa; sin embargo, bajo la forma del espíritu, del ingenio, penetró mucho de aquella filosofía en este mundo de la alta sociedad, sirviendo para ahuyentar bastantes cosas malas y bárbaras. Federico II, sin haber sido educado en los tristes y melancólicos salmos, sin aprender de memoria todos los días un par de ellos, sin la metafísica y la lógica bárbaras de Wolff (pues en la Alemania de su tiempo no podía encontrar sino a Gellert), conocía los grandes, aunque formales y abstractos, principios de la religión y el Estado y procuraba gobernar a tono con ellos.” Não estranho mais tanto assim a crença de H. na divina providência…

Pero en el seno de su pueblo no se sentía ninguna otra necesidad, y no puede exigirse que un rey fuese el reformador, el revolucionario de un pueblo en que nadie se levantaba a pedir ni siquiera el funcionamiento de las cortes o que el público tuviera libre acceso a los tribunales de justicia. Este rey introdujo lo que respondía a una necesidad sentida, la tolerancia religiosa, una legislación, la reforma de la administración de justicia, un régimen de ahorro en los gastos públicos; de aquel miserable derecho alemán, o lo que se conocía con ese nombre, no quedó en sus Estados ni el menor rastro.

Es una necedad que la beatería y el falso germanismo combatan ahora la memoria de este rey y traten de empequeñecer e incluso de explicar por motivos de vanidad y hasta de maldad esta gran figura, que ha dejado en la historia una obra tan extraordinaria. El germanismo debe ser, ante todo, algo racional.”

Es cierto que el contenido afirmativo de esta filosofía no puede satisfacer las exigencias de un examen concienzudo. Una determinación fundamental en lo que se enseñaba son, como en los filósofos escoceses y como entre nosotros mismos, premisas hechas a partir del sentimiento originario del derecho que todo hombre lleva dentro de sí: como, por ejemplo, la benevolencia y las inclinaciones sociales, que deben desarrollarse.”

Es admirable, en realidad, ver proclamadas verdades bajo la forma de pensamientos generales, que es infinitamente importante que sean los prejuicios del hombre: que el hombre abrigue en su corazón el sentimiento del derecho, del amor al prójimo; que la religión, la fe, no le sea impuesta; que existan el talento, la virtud, la verdadera nobleza, etc.”

Estos impulsos se consideran como simples impulsos naturales; son pues, algo indeterminado, que tiene su limitación solamente como un momento del todo. En lo tocante al conocimiento, se encuentran pensamientos muy abstractos —siempre, claro está, tan buenos y tan ingeniosos como los nuestros— que debieran, por su contenido, ser pensamientos concretos y también lo eran, pero concebidos de un modo tan superficial que no tardaron en demostrar su insuficiencia con respecto a lo que de ellos se trataba de deducir.”

Una obra de esta clase es el Système de la Nature, el libro principal de un alemán, el barón de Hollbach, escrito en París, ciudad que era el centro de todos aquellos filósofos. Montesquieu, d’Alembert, Rousseau vivieron durante algún tiempo en el círculo de Hollbach; y, aunque todos ellos se rebelaban contra lo existente, por lo demás existían entre estos pensadores diferencias bastante acusadas. El Système de la Nature es un libro más bien aburrido, que no hace sino dar vueltas y más vueltas a las mismas representaciones generales; se ve que no está escrito por un francés, pues le falta la vivacidad y su exposición es gris y apagada.”

Es algo así como lo que Aristóteles decía de Jenófanes; también este pensador mira al vacío, es decir, al ser. Para Hollbach, todo es movimiento, la materia se mueve a sí misma: la cerveza fermenta y el ánimo se mueve en las pasiones.”

Este algo concreto recibió el nombre de razón, por la que los más nobles de estos hombres combatieron con el mayor entusiasmo y el mayor calor.” Mas se esta razão era o puro negativo, cabe a pergunta: é o Emílio um garoto niilista?

Existe el impulso absoluto de encontrar dentro de sí, es decir, en el espíritu humano, un compás inmanente. Para el espíritu humano, es apremiante y necesario descubrir este punto fijo en que poder apoyarse, si es que ha de existir dentro de sí, si es que ha de ser libre, por lo menos, dentro de su mundo.”

Así, Montesquieu, en su hermoso libro L’esprit des lois,¹ del que Voltaire dijo que era un esprit sur les lois, contempla a los pueblos desde el grandioso punto de vista que consiste en considerar como una totalidad su constitución política, su religión, en una palabra, todo lo que se encuentra dentro de un Estado.”

¹ Tema central do meu próximo livro como autor.

Es esto, en efecto, lo que Rousseau decía, de una parte, acerca del Estado. Se planteaba el problema de su legitimidad absoluta y preguntaba: ¿cuál es el fundamento del Estado? Y concibe, de una parte, el derecho de la dominación y la obligatoriedad, la relación de ordenación, la de gobernar y ser gobernado, diciendo que descansa históricamente sobre la violencia, sobre la coacción, sobre la conquista, la propiedad privada, etc.

Pero Rousseau erige en principio de esta legitimidad la voluntad libre, y contesta, sin fijarse para nada en el derecho positivo de los Estados, a la pregunta más arriba formulada, diciendo que el hombre se halla dotado de una voluntad libre en cuanto que «la libertad es lo cualitativo del hombre. Renunciar a su voluntad equivaldría a renunciar a su condición humana. Cuando el hombre renuncia a ser libre renuncia, por tanto, a los derechos del hombre, e incluso a sus deberes.»

El hombre es libre, y tal es sin duda la naturaleza sustancial del hombre, naturaleza que no sólo no es abandonada o sacrificada dentro del Estado, sino que, por el contrario, se constituye precisamente dentro de él. La libertad de la naturaleza, el don de la libertad no es la libertad real, pues es el Estado y sólo él quien realiza la libertad.” Não me responsabilizo pelos pensamentos de Roussegel.

La voluntad general no debe considerarse como integrada por un conjunto de voluntades expresamente individuales, de tal modo que éstas conserven su carácter absoluto; de otro modo, resultaría exacta la afirmación de que «allí donde la minoría tiene que obedecer a la mayoría, no existe libertad».”

H. diz: apesar de Hume muito ter contribuído, a verdadeira transição da filosofia carente-moderna ao Kantismo (a filosofia moderna verdadeira que começa, não isso de cartesianismo!) se dá mesmo é com Rousseau. Ele é a ponte entre a Inglaterra e a Alemanha, (!) nada de Canal da Mancha! E sim, eu sei que Hume não é inglês…

Los alemanes son como abejas, dispuestos siempre a hacer justicia a todas las naciones: ropavejeros a quienes todo les parece bueno y que trafican con todo y a todo le sacan provecho. Todo aquello, tomado de naciones extranjeras, había perdido la ingeniosa vivacidad, la originalidad y la energía que llevaba a los franceses a olvidar el contenido por dar demasiada importancia a la forma. Los alemanes, quienes, procediendo honradamente, entraron a fondo y de un modo minucioso en el problema, esforzándose por sustituir el ingenio y la vivacidad por fundamentos racionales, puesto que la vivacidad y el ingenio nada prueban, en rigor, acabaron teniendo entre sus manos, por este camino, un contenido tan vacuo, que difícilmente podría imaginarse nada más fastidioso que este meticuloso tratamiento del problema, como el que encontramos, por ejemplo, en Eberhard, Tetens, etc.

Otros, como Nicolai, Sulzer y algunos más, entreteníanse también en filosofar principalmente en torno al gusto y a las bellas artes, por entender que también los alemanes debían poseer una literatura bella y un arte propios. Pero, con ello, sólo conseguían caer en la más extrema indigencia de lo estético —Lessing ha llamado a esto una charlatanería superficial—, del mismo modo que, en conjunto, los poemas de Gellert, de Weisse y de Lessing se hunden, no mucho menos, en la última indigencia de la poesía.”

Los puntos de vista de las sensaciones agradables o desagradables eran considerados por los filósofos de aquel tiempo como un criterio esencial e inapelable. Pondremos un ejemplo de este modo de filosofar, tomado de Nicolai, quien aduce, a este propósito, un diálogo que tuvo con Mendelssohn: el tema del diálogo es el goce sugerido por los asuntos trágicos y despertado, al parecer, incluso a través de las sensaciones desagradables plasmadas en una tragedia.”

Por otra parte, la eternidad de las penas del infierno, la bienaventuranza de los paganos y la contraposición entre la rectitud de conducta y la propiedad eran también temas filosóficos que daban mucho que hacer a los alemanes, mientras que los franceses se preocupaban menos por ellos.”

CRISE NEO-ESCOLÁSTICA? “así se alegaba en contra de la Trinidad el argumento de que 1 no puede nunca ser 3; en contra del pecado original, el que cada cual tiene que cargar por sí mismo con sus culpas y responder de sus actos, como autor que es de ellos; contra la redención, el que nadie puede descargarse en otro de sus culpas y del castigo correspondiente; contra la remisión de los pecados, el que no es posible que lo sucedido se haga desaparecer; y, en general, se ponía de manifiesto la incompatibilidad de la naturaleza humana con la divina. De una parte, nos encontramos con el sano sentido común, con la experiencia, con los hechos de la conciencia; de otra parte, vemos tomar vuelos aquí a aquella metafísica wolffiana del entendimiento seco y muerto”

hasta que Kant imprimió un nuevo impulso vital, en Alemania, a la filosofía, puesta ya en marcha en el resto de Europa.”

VUELTAS Y MÁS VUELTAS: “Cuanto más se encierra dentro de sí la razón humana más se aparta de Dios, más se amplía el campo de lo finito. La razón es lo uno y el todo y es, a la par, la totalidad de lo finito; este comportamiento de la razón es un saber finito y el saber de lo finito. El problema, una vez estatuido este algo concreto (y no las abstracciones metafísicas), consiste en saber cómo se desarrolla dentro de sí; consiste además en saber cómo recobra la objetividad o levanta [suspende] su subjetividad; es decir, cómo puede recobrarse a Dios por medio del pensamiento, cómo es posible llegar de nuevo a lo que al comienzo de este período se consideraba y reconocía como lo único verdadero. § Esto es lo que habremos de considerar en el período final en el que entramos, al tratar de Kant, de Fichte y de Schelling.”

SECCIÓN TERCERA:

LA NOVÍSIMA FILOSOFÍA ALEMANA

En esta gran época de la historia universal, cuya esencia más íntima reside en la filosofía de la historia, [¡mí filosofía!] sólo toman parte 2 pueblos, el alemán y el francés, a pesar de la contraposición que entre ellos existe o, mejor dicho, precisamente por razón de ella. Las demás naciones no participan interiormente de este movimiento; participan, sí, en lo político, tanto sus gobiernos como los pueblos mismos.”

THE NAP O’… (THE)…LIÓN: “En Alemania este principio irrumpe como pensamiento, como espíritu, como concepto; en Francia, en la realidad. Por el contrario, en Alemania, lo que de la realidad se manifiesta aparece como una presión violenta de circunstancias de orden externo y una reacción contra ella.”

La misión de la novísima filosofía alemana consiste en tomar ahora como objeto y en comprender la unidad del pensamiento y el ser, que es la idea central de toda filosofía; es decir, en captar lo más recóndito de la necesidad, el concepto.”

Schelling será a Musa inspiradora de H.. Mas calma que lá chegamos!

DE NOVO ESSE CHATO! “Jacobi se enfrenta así a este postulado del pensamiento, y su pensamiento filosófico central, visto en uno de sus aspectos, es el de que todo camino de demostración conduce al fatalismo, al ateísmo y al spinozismo, representándose, por tanto, a Dios como un algo derivado, que reposa sobre otro fundamento, pues el comprender una cosa significa poner de manifiesto su dependencia con respecto a otra.”

Por tanto, el concepto de la posibilidad de la existencia de la naturaleza sería el concepto de un comienzo o un origen absoluto de la naturaleza; sería el concepto de lo incondicionado mismo, en cuanto no es la condición incondicionada de la naturaleza no-naturalmente articulada, es decir, desarticulada para nosotros. Ahora bien, para que sea posible un concepto de este algo incondicionado e inarticulado —y, por consiguiente, extranatural—, es necesario que lo incondicionado deje de serlo, que reciba condiciones; y lo absolutamente necesario tiene que comenzar a convertirse en lo posible, para que pueda construirse.» Jacobi, Briefe über die Lehre des Spinoza, apéndice VII

La fe, en sentido teológico, es fe en algo, en lo que enseña la doctrina. Es, pues, en cierto modo, un fraude el que se comete cuando se nos habla aquí de fe y de revelación, dándosenos a entender qué se trata de fe y revelación en sentido teológico, ya que aquí el sentido pretendidamente filosófico es completamente distinto, por mucha apariencia devota que se le quiera dar. § Tal es el punto de vista de Jacobi, y aunque tanto los filósofos como los teólogos digan muchas cosas en contra de él, no cabe duda de que ha sido recibido y propagado de muy buen grado.” HAHAHA. Com efeito, o juízo de H. sobre J. é tão similar ao de Schopenhauer nos volumes finais d’O Mundo que me pergunto se Sch. não tirou sua opinião dessa mesma obra!

Se reconoce evidentemente que nadie puede hacer un zapato no siendo zapatero, aunque tenga la medida, que es el pie, y tenga también manos. En cambio, tratándose de filosofía, el saber inmediato tiene la creencia de que cualquiera, por el mero hecho de pensar, es un filósofo y puede opinar en materia de filosofía.”

La forma última a que la filosofía desciende en Jacobi es ésta: la de que la inmediatidad se conciba como lo absoluto, revela la ausencia de toda crítica, de toda lógica.” Curioso: jamais li Fichte, mas imaginava que isso seria sua sinopse…

El propio espíritu debe dar testimonio al espíritu de que Dios es el espíritu; el contenido debe ser el verdadero. Pero esto no se comprueba porque se me revele a mí, porque a mí se me asegure.” E com esse delírio que é um recuo escolástico, mas que H. pensa que é seu passo a mais, chegamos à conclusão de que ele e Kant são como água e óleo, pois K. é opaco a H..

Kant retorna al punto de vista de Sócrates: nos encontramos en él con la libertad del sujeto, como en los estoicos; pero el problema, en lo tocante al contenido, se plantea aquí en un plano más alto. Ahora se postula para el pensamiento la infinita determinación hacia lo concreto, la realización a base de la regla de lo perfecto; dicho de otro modo, se postula que el contenido mismo sea la idea, concebida como unidad del concepto y la realidad.” “El punto de vista de la filosofía kantiana consiste, primeramente, en que el pensamiento puede llegar, por la vía del razonamiento, a concebirse no como algo contingente, sino como algo absoluto de suyo. En lo finito y en cohesión con ello se eleva un punto de vista absoluto, que es como el eslabón intermedio, como el lazo de unión entre lo finito y lo que lo eleva al plano de lo infinito.” “toda autoridad tiene que imponerse por la sola vía del pensamiento.” “al ser el pensamiento subjetivo, se le niega capacidad para conocer lo que es en y para sí.” “Por otra parte, Kant infiere la existencia de Dios, viendo en Él una hipótesis de que se vale para la explicación, un postulado de la razón práctica. Pero, desde este mismo punto de vista, un astrónomo francés daba al emperador Napoleón esta respuesta: Je n’ai pas eu besoin de cette hypothèse. Lo que hay de verdad en la filosofía kantiana es, según esto, el reconocimiento de la libertad. Ya Rousseau veía en la libertad lo absoluto: Kant profesa el mismo principio, sólo que más bien desde el punto de vista teórico.”

Immanuel Kant nació en Königsberg en 1724; estudió inicialmente teología, y en 1755 abrazó la carrera académica. Fue designado profesor de lógica en 1770, y murió en la misma ciudad de Königsberg en 1804, el 12 de febrero, casi de 80 años. No llegó a salir nunca de su ciudad natal.”

aquello para lo que todo debía ser es el hombre, la conciencia de sí, pero como todos los hombres en general.”

La filosofía kantiana es teóricamente la Ilustración elevada al plano metódico, basada en la tesis de que el hombre no puede conocer ninguna verdad, sino solamente los fenómenos” “Esta filosofía pone punto final a la metafísica intelectiva, en cuanto dogmatismo objetivo (…) descartando el problema de lo que es verdad en y para sí. Su estudio se hace difícil por la extensión, la prolijidad y la peculiar terminología en que esta filosofía aparece expuesta. Sin embargo, esta extensión tiene, a su vez, la ventaja de que a fuerza de repetirse, se asimila uno las tesis fundamentales, evitando que éstas se pierdan de vista.”

El sentido general de la filosofía kantiana es en efecto el que, como el autor reconoce en seguida, determinaciones como la de la generalidad y la de la necesidad no nos son ofrecidas por la percepción misma, como ya había señalado Hume en contra de Locke. Pero mientras que Hume se manifiesta, de un modo general, contra la generalidad y la necesidad de las categorías, y Jacobi contra su carácter finito, Kant sólo se muestra contrario a su objetividad, en el sentido de que existan en las mismas cosas externas, si bien las afirma como objetivas en el sentido de lo general y lo necesario, según demuestran los ejemplos de las matemáticas y las ciencias naturales.”

deben darse a priori, es decir, en la razón misma, en el pensamiento como razón consciente de sí; su fuente es el sujeto, es el yo en mi conciencia de mí mismo. Tal es la tesis fundamental, muy simple como se ve, de la filosofía kantiana.

En segundo lugar la filosofía de Kant se llama también filosofía crítica, en cuanto que se propone como fin, nos dice su autor, el ser una crítica de la facultad de conocimiento; antes del conocimiento es necesario investigar, en efecto, la capacidad para conocer. (…) sería difícil decir cómo es posible conocer sin conocer, intentar apoderarse de la verdad antes de la verdad misma.”

Sin embargo, como el principio kantiano de la razón era un principio puramente formal y sus sucesores, partiendo de la razón, no podían ir más allá, a pesar de lo cual la ética debía conservar un contenido, nos encontramos con que Fries y otros vuelven a ser hedonistas, aunque se guarden mucho de llamarse así.

En tercer lugar en lo tocante a la relación existente entre las categorías y la materia que la experiencia nos ofrece, ésta consiste, según Kant, en las determinaciones subjetivas del pensamiento, por ejemplo, en la de causa y efecto, determinaciones que son por sí mismas el punto de apoyo para anudar las diferencias de aquella materia.”

Se llaman juicios las combinaciones de determinaciones del pensamiento, tales como sujeto y predicado. Los juicios sintéticos a priori no son otra cosa que la conexión de lo contrapuesto por sí mismo o el concepto absoluto, es decir, relaciones de determinaciones distintas que no son dadas por la experiencia, sino por el pensamiento, tales como las de causa y efecto, etc. Asimismo son un lazo de unión el espacio y el tiempo, que existen a priori, es decir, en la conciencia de sí.”

Conviene por tanto, distinguir cuidadosamente entre lo trascendente y lo trascendental. Matemática trascendente es aquella en que se emplea principalmente la determinación de lo infinito: en esta esfera de la matemática se dice, por ejemplo, que el círculo está formado por un número infinito de líneas rectas; la periferia se representa como recta: al representarnos, así, lo curvo como recto, trascendemos de la determinación geométrica: se trata, por tanto, de una matemática trascendente. Por el contrario, Kant determina la filosofía trascendental viendo en ella, no una filosofía que trasciende con las categorías su esfera, sino una filosofía que pone de manifiesto, en el pensamiento subjetivo, en la conciencia, las fuentes de lo que puede ser trascendente.” “No nos proponemos, por tanto, considerar las determinaciones en su sentido objetivo, sino en la medida en que el pensamiento es la fuente de tales relaciones sintéticas; lo necesario y general adquiere aquí, por tanto, la significación de residir en la capacidad humana de conocimiento.”

Pero Kant distingue de esta facultad humana de conocimiento el en sí, la cosa en sí; de tal modo que aquella generalidad y aquella necesidad son solamente, al mismo tiempo, una condición subjetiva del conocer, pero sin que la razón llegue, con su generalidad y su necesidad, al conocimiento de la verdad misma.” “Si la razón pretende ser algo para sí, extraer la verdad de sí misma, será una razón trascendente, se remontará por sobre la experiencia” “será la unidad y la regla para lo múltiple sensible.” “La crítica de la razón consiste, por tanto, no en conocer los objetos, sino el conocimiento y los principios de éste, sus límites y su extensión, para que no sean excesivos. Esto es lo más general, que en seguida pasamos a desarrollar en sus diversas partes.”

vemos que Kant, en la Crítica de la razón pura, aborda el problema psicológicamente, es decir, históricamente, al describir las etapas fundamentales de la conciencia teórica. La primera facultad es la sensibilidad en general; la segunda, el entendimiento; la tercera la razón. (…) lo enfoca de un modo puramente empírico, sin desarrollarlo partiendo del concepto y sin proceder con arreglo a un criterio de necesidad.” E isso é o limite!

Al enjuiciamiento de esto lo llama Kant estética trascendental. Hoy, llamamos estética al conocimiento de lo bello.” Péssimo nome, evidentemente.

Pero Kant da este nombre a la teoría de la intuición vista por el lado de su generalidad, es decir, atendiendo a lo que se refiere al sujeto. La intuición, dice Kant, es el conocimiento de un objeto que nos es dado por los sentidos. La sensibilidad es la capacidad del hombre para ser afectado por medio de impresiones externas. Ahora bien, en la intuición se encuentra, según Kant, un contenido muy diverso, con arreglo al cual se pueden distinguir las sensaciones en exteriores, tales como las de rojo, color, dureza, etc., e internas, tales como las de lo justo, la cólera, el amor, el miedo, lo agradable, lo religioso.” “Pero en este algo sensible se contiene también un algo sensible general, ya que, como tal, no pertenece al campo de las sensaciones, en cuanto inmediatamente determinadas; esta otra cosa, en esta materia, es la determinación de espacio y tiempo, que son, por sí mismos, vacíos.” “El espacio y el tiempo son, por tanto, intuiciones puras, es decir, abstractas: intuiciones en las que ponemos el contenido de las diversas sensaciones fuera de nosotros, bien en el tiempo, fluyendo unas después de otras, bien en el espacio como separadas unas al lado de otras.”

Claro está que ahora todo se llama intuición, incluso el pensamiento, la conciencia; Dios, a pesar de pertenecer sólo al pensamiento, puede captarse también por medio de la intuición, por medio de la llamada conciencia inmediata.” O que há que resetar do kantismo é a parte em verde.

«El espacio es una representación necesaria, que sirve de fundamento a todas las intuiciones externas. El espacio y el tiempo son representaciones a priori, toda vez que no es posible representarse las cosas fuera del tiempo y el espacio. El tiempo sirve necesariamente de base a todos los fenómenos.»

Kant, sin embargo, se representa la cosa sobre poco más o menos así: existen fuera de nosotros cosas en sí, pero sin tiempo y sin espacio; viene luego la conciencia, que tiene ya en sí misma el tiempo y el espacio, como la posibilidad de la experiencia, del mismo modo que, por ejemplo, para comer, empezamos por tener boca y dientes, etc., como condiciones previas para realizar esta operación. Las cosas que comemos no tienen boca ni dientes; pues bien, lo que el comer es a las cosas es a ellas el tiempo y el espacio; como las cosas se sitúan, para ser comidas, en la boca y entre los dientes, así también en el espacio y en el tiempo.” “El espacio y el tiempo no son particularmente determinaciones del pensamiento cuando no sugieren pensamiento alguno; pero sí son un concepto; siempre y cuando que nos formemos un concepto de ellos.”

El análisis trascendental nos dice, además, que esta representación de espacio y tiempo encierra proposiciones sintéticas a priori, relacionadas con la conciencia de su necesidad. Estas proposiciones sintéticas son, por ejemplo, la de que el espacio tiene 3 dimensiones, o la definición de la línea recta, según la cual es el camino más corto entre 2 puntos; o también la afirmación de que 5 + 7 = 12. Sin embargo, todas estas proposiciones tienen un carácter muy analítico. No obstante, Kant sostiene, en primer lugar, que estas tesis no proceden de la experiencia o, para expresarnos mejor, que no son una percepción fortuita aislada; lo cual es exacto, pues se trata de una percepción general y necesaria.

En segundo lugar, afirma Kant que las obtenemos de la intuición pura, no por medio del entendimiento o del concepto. Kant no resume ambas cosas; sin embargo, este resumen está implícito en el hecho de que tales tesis son inmediatamente ciertas precisamente en la intuición.” “Ante este modo de concebir, surge el problema de cómo consigue el ánimo llegar a tener precisamente estas formas. Pero a la filosofía kantiana no se le ocurre ni siquiera preguntarse cuál es la naturaleza del tiempo y el espacio. La pregunta de qué son el espacio y el tiempo no significa para ella cuál sea su concepto, sino el si son cosas externas o algo que existe simplemente en el ánimo.”

La segunda facultad, el entendimiento, es algo completamente distinto de la sensibilidad; ésta es la receptividad, mientras que Kant empleando una expresión de la filosofía leibnizianallama espontaneidad en general al pensamiento.”

«los pensamientos sin contenido son vacíos, las intuiciones sin conceptos son ciegas»

O bien se trata de una facultad de carácter especial; y solamente cuando acaecen ambas cosas, es decir, cuando los sentidos suministran la materia y el entendimiento ha combinado con ella sus pensamientos, brota el conocimiento. Los pensamientos del entendimiento como tal son, por consiguiente, pensamientos limitados, pensamientos de lo finito.

Ahora bien, la lógica, en cuanto lógica trascendental, establece asimismo los conceptos que el entendimiento encuentra a priori en él mismo y por medio de los cuales piensa los objetos completamente a priori. Los pensamientos tienen esta forma: son la función sintetizadora a través de la cual lo múltiple se reduce a unidad. Esta unidad soy yo, es la apercepción trascendental, el apercibir puro de la conciencia de sí, yo = yo; el yo debe «acompañar» a todas nuestras representaciones.” Recordando: percepção: sensação pura e simples; apercepção: sensação que é mais geral que a anterior, embora siga sendo imediata, e que não é conceitual por assim dizer, dado nosso próprio nível de exigência do que deva ser um conceito. Isto é: não só as rachaduras da parede do meu quarto, mas o tempo e o espaço: estas são apercepções. Diferente da qualidade da mesa na qual apóio agora meus cotovelos, a umidade de meus cachos agora que acabei de sair de um banho, o ruído ambiente… Espaço e tempo são de onde emanam todos esses fenômenos, e eu apenas acabo de abstrair o que é a extensão territorial e a dinâmica da sucessão em duas palavras específicas; porém não posso manusear tempo e espaço como um relógio e dizer mais do que isso sem incorrer em besteirol; esse é meu limite. Posso fazer poesia sobre espaço e tempo, mas continuará sendo uma determinação fundamental que determina meu próprio ânimo e o limite do que posso expressar nesta poesia.

Es una exposición bárbara.” HAHAHAAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA!!!

el apercibir es el determinar en general, la actividad por medio de la cual traduzco a mi conciencia simple un contenido empírico, mientras que el percibir se llama más bien sensación o representación.”

Esto es una gran conciencia, un conocimiento importante: lo que el pensamiento produce es la unidad; y, de este modo, se produce a sí mismo, pues es lo uno. En Kant, sin embargo, no aparece expresado con tanta precisión esto de que yo soy lo uno y, en cuanto sujeto pensante, lo que lo simplifica todo. La unidad puede ser llamada también relación; pues, en cuanto se presupone un algo múltiple y este algo permanece como múltiple en uno de sus aspectos, mientras que en el otro se establece como uno, tenemos una relación.”

juicios generales, particulares y singulares; afirmativos, negativos, indefinidos; categóricos, hipotéticos, disyuntivos; asertóricos, problemáticos y apodícticos. Pues bien, destacando estas especiales modalidades de relación, obtenemos las formas puras del entendimiento.”

Existen, por tanto, según Kant, 12 categorías fundamentales, divididas en 4 clases; y no deja de ser curioso, y además meritorio, que cada género esté formado, a su vez, por una tríada.”

Ahora bien… Poderemos seguir fazendo uma pseudometafísica só reformulando essas categorias ad infinitum… Pouco importa seu número, seus nomes… Pelo menos pouco importa segundo o que o indivíduo quer com o mundo e com a vida – que esteja claro!

4) La cuarta clase son las categorías de la modalidad, de la relación de lo objetivo sobre nuestro pensamiento: posibilidad, existencia (realidad) y necesidad. La posibilidad debiera ser lo segundo; pero, con arreglo al pensamiento abstracto, la representación vacía es lo primero.” Aqui H. não deixa claro se é ele que está superinterpretando e julgando ou se está apenas expondo ipsis literis.

La triplicidad, esta vieja forma de los pitagóricos, de los neoplatónicos y de la religión cristiana, aunque aquí sólo se presente como un esquema puramente externo, esconde dentro de sí la forma absoluta, el concepto.” Sempre os limites do principio da não-contradição…

Pero, en cuanto Kant dice que una representación puede determinarse en mí como accidental, como causa, efecto, unidad, pluralidad, etc., tenemos ya en ello toda la metafísica del entendimiento. Kant además no deriva estas categorías, y aun cuando le parecen imperfectas, dice que las otras se derivan de éstas.”

tampoco deduce el tiempo y el espacio, sino que los toma, asimismo, de la experiencia; es, como se ve, un método totalmente antifilosófico, injustificado.” ¿??

Aporia… Ah, poria… algo mais?! Limite fenomênico. Limite-se, fenomênico! KNOW HOW TO LIE – LIE & REST. Já deuS.

La materia de la percepción perteneciente a la sensibilidad o a la intuición no es dejada en la determinación de lo singular y lo inmediato, sino que yo actúo en contra de ello por cuanto que la relaciono por medio de las categorías y la elevo al plano de los géneros generales, de las leyes naturales, etc. Así planteada la cosa, es fácil resolver el problema de qué se halla en un plano superior, si la sensibilidad llena o el concepto. En efecto, no se perciben directamente las leyes del cielo, sino que lo que se percibe directamente es tan sólo el desplazamiento de los astros. Sólo cuando se retiene este algo directamente percibido y se reduce a determinaciones generales del pensamiento, surge la experiencia, la cual está llamada a ser válida en todo tiempo.”

Kant llega, sin embargo, partiendo de aquí, al resultado de que la experiencia sólo capta fenómenos y de que a través del conocimiento, obtenido por la experiencia, no conocemos las cosas tal y como son en sí sino solamente en forma de leyes de la intuición y de la sensibilidad.” “Ni lo uno ni lo otro es, por tanto, algo en sí, ni ambas cosas juntas son el conocimiento, sino que éste conoce solamente los fenómenos; curiosa, singular contradicción.”

es el esquematismo del entendimiento puro, la imaginación trascendental, lo que determina la intuición pura, con arreglo a la categoría, formando así el tránsito a la experiencia.” É muito nome pra muita UNIDADE SEMELHANTE!

El enlace de este algo doble es, a su vez, una de las páginas más bellas de la filosofía kantiana, en la que se unen la sensibilidad pura y el entendimiento puro, predicados anteriormente como términos absolutamente antagónicos. Se contiene aquí un entendimiento intuitivo o una intuición intelectiva; pero no es así como lo entiende Kant, quien no junta estos pensamientos: no comprende que unifica, de este modo, ambas partes integrantes del conocimiento, expresando con ello el en sí del mismo.” O mais engraçado dos grandes filósofos é que avançam precursoramente dizendo aquilo que nem eles mesmos entendem, para que em seguida alguém o interprete corretamente (e por sua vez cometa mais erros parecidos lá na frente)! Se isso não é intuição transcendental da mais enraizada e incontestável eu não sei o que é!

pero en Kant el entendimiento pensante y la sensibilidad son factores especiales, que sólo se combinan de un modo externo, superficial, como un pedazo de madera y un hueso atados con una cuerda.”

En cuanto que todo gira aquí en torno a nuestras determinaciones y no a la cosa en sí, a lo verdaderamente objetivo, la filosofía kantiana recibe el nombre de idealismo. Pero, con este motivo, Kant se detiene a refutar el idealismo empírico o material, en los siguientes términos (Crítica de la razón pura, pp. 200 s.): «Yo tengo conciencia de mi existencia como determinada en el tiempo. Pero toda determinación en el tiempo presupone algo permanente en la percepción. Y este algo permanente no puede ser (una intuición) en mí¡!!

O bien tengo la conciencia de mi existencia como de una conciencia empírica, determinable solamente en relación a algo que se halla fuera de mí; es decir, tengo la conciencia de un algo exterior.” ¡!!

También cabría decir esto a la inversa: tengo la conciencia de las cosas externas como de cosas determinadas en el tiempo y cambiantes; éstas presuponen, por tanto, algo permanente, algo que no se halla en ellas, sino fuera de ellas. Y este algo soy yo, el fundamento transcendental de su generalidad y necesidad, de su ser en sí, la unidad de la conciencia de sí. Y así lo concibe, en otra ocasión, el propio Kant (Crítica de la razón pura, p. 101); por tanto, estos momentos se confunden y entremezclan, ya que lo permanente mismo es una categoría.”

El idealismo, considerado en el sentido de que nada existe como singular fuera de mi propia conciencia singular, o la refutación del mismo, en el sentido de que existen también cosas singulares fuera de mi propia conciencia, es por consiguiente tan malo en un caso como en el otro. Aquél es el idealismo de Berkeley, en el que sólo se habla de la conciencia de sí como de algo singular, o en el que el mundo de la conciencia de sí aparece ni más ni menos que como una multitud de representaciones limitadas, sensibles y singulares, tan carentes de verdad como si fuesen llamadas cosas. La verdad o la falta de verdad no está en que sean cosas o representaciones, sino en el carácter limitado y contingente de ella, según que sean representaciones o cosas.”

Pero, en Kant, el sujeto cognoscente no llega, en rigor, a la razón, sino que permanece, a su vez, como la conciencia de sí singular en cuanto tal, contrapuesta a la general. En realidad, en lo que hemos visto sólo se describe la conciencia de sí empírica, finita, que necesita una materia traída de fuera, es decir, que es limitada. No se pregunta si estos conocimientos son o no verdaderos en y para sí, con arreglo a su contenido; todo el conocimiento se mantiene dentro de la subjetividad y, al otro lado, se halla, como algo exterior, la cosa en sí.”

En tercer lugar viene, en Kant, la razón, a la que llega, también por el camino psicológico, partiendo del entendimiento: sigue hurgando, [remexendo] en efecto, en el saco del alma, para ver qué facultades encuentra todavía en él, y la casualidad le depara el encuentro de la razón. Pero la búsqueda sería también buena aunque no la hubiese descubierto, lo mismo que para los físicos es de todo punto indiferente el que, por ejemplo, exista o no el magnetismo.”

«Todo nuestro conocimiento comienza por los sentidos, pasa de ahí al entendimiento y termina en la razón, sin que haya en nosotros nada más alto para elaborar la materia de la intuición y reducirla a la suprema unidad del pensamiento.»

La razón es, por tanto, según Kant, la facultad para conocer a partir de principios, es decir, para conocer lo particular en lo general, por medio de conceptos; el entendimiento, por el contrario, llega a lo particular por la vía de la intuición. Pero las propias categorías son algo particular. El principio de la razón en general es, según Kant, lo general, en cuanto que encuentra lo incondicionado para el conocimiento condicionado del entendimiento. El entendimiento es, para él, por tanto, el pensamiento en condiciones finitas; la razón, por el contrario, el pensamiento que hace de lo incondicionado su objeto. Desde entonces, la terminología filosófica acostumbra a distinguir entre el entendimiento y la razón, distinción con que no nos encontramos en los filósofos antiguos. El producto de la razón es, según Kant, la idea—expresión platónica—; por idea entiende Kant lo incondicionado, lo infinito. Es una gran frase ésta de que la razón produce ideas; pero en Kant la idea es solamente lo general abstracto, lo indeterminado.” E se Platão concorda com Kant, como ficamos, H.?

Ahora bien, este algo incondicionado debe captarse de un modo concreto, y en eso reside precisamente la principal dificultad. En efecto, el conocer lo incondicionado significa determinarlo y derivar las determinaciones de ello. Mucho se ha escrito y hablado acerca del conocer, sin definirlo. Pero en filosofía de lo que se trata es de llegar a conocer lo que se da por supuesto como conocido.” “Todo depende, sin embargo, del modo como se considere el mundo; ahora bien, para Kant la experiencia, la consideración del mundo, no significa otra cosa sino que aquí nos encontramos, supongamos, con un candelabro y más allá con una bolsa de tabaco. Es exacto, no cabe duda, que lo infinito no se da en el mundo de la percepción sensible; y, dando por supuesto que lo que sabemos sea experiencia, un sintetizar los pensamientos y las materias de la sensibilidad, es evidente que no podremos llegar a conocer lo infinito en el sentido de llegar a tener una percepción sensible de ello. Pero tampoco ha de exigirse para la verificación de lo infinito una percepción sensible”

una de las importantes determinaciones de la filosofía kantiana consiste en ver que lo infinito, en cuanto se determina por categorías, se pierde en contradicciones. Ahora bien, aunque la razón, dice Kant, se convierte en transcendente mediante el establecimiento de estas contradicciones, implica siempre, sin embargo, el postulado de reducir a lo infinito la percepción, la experiencia, el conocimiento intelectivo. Y esta combinación de lo infinito, de lo incondicionado, con lo finito, con lo condicionado del conocimiento intelectivo, o incluso con la percepción, sería, desde este punto de vista, lo sumamente concreto.”

Pues bien, el modo como Kant aborda estas ideas es un modo derivado, a su vez, de la experiencia, de la lógica formal, según la cual existen diversas formas de razonamiento. Existiendo, nos dice Kant, 3 formas de silogismos, los categóricos, los hipotéticos y los disyuntivos, lo incondicional tiene que ser también de 3 clases: «La primera es lo incondicionado de la síntesis categórica en un sujeto.» La síntesis es lo concreto; pero la expresión es de doble sentido, ya que expresa una combinación externa de cosas independientes. «En segundo lugar, tenemos lo incondicionado de la síntesis hipotética de los miembros en una sola serie; y, en tercer lugar, lo incondicionado de la síntesis disyuntiva de las partes en un sistema.»

La primera combinación, expresada como objeto de la razón o idea trascendental, la hacemos cuando nos representamos «el sujeto pensante»; lo segundo «es el conjunto de todos los fenómenos, el universo»; lo tercero, «la cosa que encierra la suprema condición de la posibilidad de cuanto puede pensarse, la esencia de todas las esencias», es decir, Dios. El problema, reducido a su más aguda expresión, podría formularse ahora así: si la razón puede llevar estos objetos a la realidad o si éstos, por el contrario, quedan encerrados en el pensamiento subjetivo. Pues bien, la razón, según Kant, no es capaz de dar realidad a sus ideas —de otro modo, sería una razón trascendente, que volaría por encima de las cosas—, sino que produce solamente paralogismos, antinomias y un ideal sin realidad.”

«El paralogismo es un razonamiento falso en cuanto a la forma.»

¿es el Yo, lo pensante, una sustancia, un alma, una cosa anímica? Más adelante, se pregunta, asimismo, si es algo permanente, inmaterial, incorruptible, personal, inmortal, y algo que mantenga una comunidad real con los cuerpos. La falsedad del razonamiento consiste en que la idea racional necesaria de la unidad del sujeto trascendental se predique como una cosa, pues sólo así se convierte en sustancia lo que hay de permanente en ella. De otro modo, me encontraría a mí evidentemente como algo permanente en mi pensamiento; pero solamente en la conciencia perceptiva y no fuera de ella. El Yo es, por tanto, el sujeto vacío, trascendental, de nuestros pensamientos, que sólo por medio de sus pensamientos es conocido; pero sin que, partiendo de aquí, podamos llegar a formarnos ni el más leve concepto de lo que es en sí. (Es ésta una distinción harto repelente, pues el pensamiento no es otra cosa que el en sí.) No podemos predicar de él ningún ser, pues el pensamiento es una mera forma, y no obtenemos la representación de la esencia pensante por una experiencia externa, sino simplemente por la conciencia de sí, es decir, porque no podemos tomar en la mano el Yo, no podemos verlo, olerlo, etc. Sabemos perfectamente bien, sin duda, que el Yo es el sujeto; pero, si nos remontamos por encima de la conciencia de sí y decimos que es sustancia, vamos más allá de lo que tenemos derecho a ir. El Yo no puede, por tanto, dar al sujeto ninguna realidad.

Aquí vemos a Kant caer en contradicción con la barbarie de las ideas que refuta y la barbarie de sus propias ideas, las cuales no se salen del marco de las refutadas. Tiene, en primer lugar, toda la razón cuando afirma que el Yo no es una cosa anímica, un algo permanente y muerto, dotado de existencia sensible; y, en realidad, si hubiese de ser una cosa común y corriente, tendría que caer también, necesariamente, dentro del campo de la experiencia; en segundo lugar, Kant no sostiene lo contrario de esto, a saber, que el Yo, como este pensar lo general o pensarse a sí, tenga en sí mismo la verdadera realidad que exige como modo objetivo, sino que no sale de la representación de la realidad según la cual ésta consiste en ser una existencia sensible, en vista de lo cual, como el Yo no se da en ninguna experiencia externa, no es real. (…) dicho de otro modo: Kant sólo concibe la conciencia de sí, pura y simplemente, como algo sensible.” Ao exportar o em si, K. recai para trás até de Descartes com sua certeza!

Viene luego, en segundo lugar, la antinomia, es decir, la contradicción de la idea racional de lo incondicionado, aplicada al universo para representarlo como un conjunto íntegro de condiciones. En efecto, en los fenómenos dados la razón exige la integridad absoluta de las condiciones de su posibilidad, en tanto formen una serie, de tal modo que el universo mismo es algo incondicionado.

Ahora bien, si esta perfección se predica como algo que es, se representa solamente una antinomia, y la razón aparece simplemente como una razón dialéctica; es decir, descubrimos en este objeto, por cualquier parte que lo contemplemos, una perfecta contradicción. Pues los fenómenos son un contenido finito y el universo una cohesión de cosas limitadas; y si este contenido es pensado por la razón, es decir, subsumido bajo lo incondicional y lo ilimitado, estaremos ante 2 determinaciones, lo finito y lo infinito, contradictorias entre sí.”

Kant (Crítica de la razón pura, p. 320) señala aquí 4 contradicciones, lo que es demasiado poco; [HAHAHA!] en efecto, todo concepto entraña sus antinomias ya que no es un concepto simple, sino concreto, lo cual quiere decir que encierra determinaciones distintas, que son, a su vez, términos contrapuestos.”

PRIMEIRA ANTINOMIA KANTIANA: «Tesis: el mundo tiene un principio y un fin en el tiempo y se halla limitado en el espacio. Antítesis: No tiene principio ni fin en el tiempo, ni tampoco límites en el espacio.»

El mundo es, como universo, la totalidad; es, por tanto, una idea general y, en este sentido, ilimitada. Pero la perfección de la síntesis en el desarrollo del tiempo y del espacio no es otra cosa que un primer comienzo del espacio y el tiempo. Si, por tanto, aplicamos al mundo, para conocerlo, las categorías de lo limitado y lo ilimitado, caeremos en contradicciones, ya que estas categorías no pueden ser predicadas de las cosas en sí.”

La cuarta antinomia [a segunda e a terceira são irrelevantes e triviais para listar aqui] se basa en lo siguiente: de una parte, la totalidad se consuma en la libertad, como un primer principio del hacer, o en una esencia absolutamente necesaria, como la causa del universo, quedando rota así la continuidad; pero frente a aquella libertad aparece, de otra parte, la necesidad de la continuidad con arreglo a las condiciones de las causas y los efectos, y frente a la esencia necesaria el hecho de que todo es contingente. Por tanto, de una parte se afirma la necesidad absoluta del mundo condicionado: «El mundo supone un ser absolutamente necesario.» Lo contrario a esto es: «No existe un ser absolutamente necesario, ni como parte del mundo ni fuera de él.»

La necesidad de estas contradicciones es justo el lado interesante que Kant (Crítica de la razón pura, p. 324) trae a nuestra conciencia, ya que según la metafísica común y corriente si lo uno rige hay que dar lo otro por refutado. Sin embargo, lo que hay de importante en esta afirmación de Kant va dirigido contra su intención. Pues aunque es cierto que Kant (Crítica de la razón pura, pp. 385 s.) disuelve estas antinomias, las disuelve solamente en el peculiar sentido del idealismo trascendental, que no niega o pone en duda la existencia de las cosas exteriores, sino que «permite que las cosas sean intuidas en el espacio y en el tiempo» (para lo que no se necesita contar con ninguna autorización); pero para él «el espacio y el tiempo no son, en sí mismos, tales cosas (por lo cual) no existen fuera de nuestro ánimo»; es decir, que todas estas determinaciones de principio en el tiempo, etc., no corresponden a las cosas, al en sí del mundo mismo de los fenómenos, que existe para sí fuera de nuestro pensamiento subjetivo.” Sim, são mera retórica kantiana, que ‘inventa’ uma antinomia, i.e., uma possibilidade de refutação de seu sistema, que apenas jogará aos leões, porque seu sistema já nasce irrefutável. A lógica usada em cada uma é a antiga (pré-criticismo), e a síntese é a lógica a partir de Kant. É um artifício que infla muito a espessura da Crítica da Razão Pura.

GENEALOGIA DA RESPONSABILIDADE: “O bien, este idealismo trascendental deja en pie la contradicción, sólo que el en sí no es tan contradictorio, sino que esta contradicción tiene su fuente única y exclusivamente en nuestro pensamiento. Sigue, pues, en pie, en nuestro ánimo, la misma antinomia; y si antes era Dios lo que asumía en su seno todas las contradicciones, ahora es la conciencia de sí.”

no debemos, por tanto, preocuparnos de sus contradicciones, toda vez que el Yo puede soportarlas. Kant, sin embargo, muestra aquí demasiada ternura por las cosas: sería lástima que éstas se contradijesen. Pero el que el espíritu, lo más alto de todo, sea la contradicción, en nada perjudica.” HAHAHAHA

La verdadera disolución recaería sobre el contenido de que las categorías no encierran en sí verdad alguna, y tampoco lo incondicionado de la razón, sino solamente la unidad de ambos como cosas concretas.”

Al llegar aquí, Kant considera la prueba de la existencia de Dios, ya que se pregunta si a este ideal se le puede atribuir realidad.”

Anselmo, Descartes y Spinoza dan el paso hacia el ser; y todos ellos admiten, a este propósito, la unidad del ser y del pensamiento. Pero Kant (Crítica de la razón pura, pp. 458-466) dice: a este ideal de la razón no se le puede atribuir tampoco ninguna realidad: no hay transición del concepto al ser.”

«Para llegar a la existencia, tenemos que salirnos del marco del concepto. Tratándose de objetos del pensamiento puro, no constituye un medio el conocer su existencia, ya que ésta tenía necesariamente que conocerse a priori; pero nuestra conciencia de toda existencia pertenece íntegramente al campo de la experiencia.»

Es decir, que Kant no llega a establecer justo aquella síntesis del concepto y del ser, o sea a comprender la existencia, a establecerla como un concepto; la existencia sigue siendo para él sencillamente otra cosa que el concepto.” Não chegou aos existencialistas.

La afirmación de que 100 táleros posibles son algo distinto a 100 táleros reales envuelve un pensamiento popular muy extendido, como el de que no es posible pasar del concepto al ser, pues no por imaginarme la existencia de 100 táleros los tengo en mi poder. Pero lo mismo podríamos decir, en el mismo sentido popular: dejemos a un lado esa figuración, pues se trata simplemente de eso; dicho de otro modo, lo que nos imaginamos es falso, los 100 táleros que nos representamos son, pura y simplemente, una ficción. El aferrarnos a ellos es, por tanto, una malsana figuración, que nada vale; quien se deja llevar de tales figuraciones y deseos, es un hombre fatuo. Tener 100 táleros es tener 100 táleros reales; así, pues, quien los necesite deberá poner manos a la obra para adquirirlos, para llegar a poseerlos; es decir, no deberá contentarse con aquella figuración, sino pasar por encima de ella.”

Ningún hombre es tan necio como aquella filosofía: cuando siente hambre, no se contenta con imaginarse la comida, sino que hace lo posible por ingerirla, saciando el hambre. Toda actividad es una representación que no es aún, pero que es subjetivamente levantada.”

Nenhum homem é tão néscio como aquela filosofia: quando sente fome, não se contenta com imaginar-se a comida, senão que faz o possível para ingeri-la, saciando sua fome. Toda atividade é uma representação que não é ainda, mas que é subjetivamente suspensa/sublimada.”

Este «buscar agua en el desierto» por medio de la lógica corriente, es lo que se llama filosofar; es algo así como Isacar, el asno huesudo, al que no hay manera de hacer moverse del sitio (Génesis, 49:14). Estas gentes dicen: no servimos para nada, y en vista de que no servimos para nada, no servimos ni queremos servir. Pero, es una falsa modestia y una falsa humildad cristiana esto de querer ser buenos a fuerza de no servir para nada; en realidad, este reconocimiento de la propia nulidad es una especie de soberbia interior y una gran complacencia con uno mismo. En gracia a la verdadera humildad, el hombre no debe entregarse a su nulidad, sino elevarse por encima de ella, mediante la captación de lo divino.”

Las ideas de la razón no pueden verse confirmadas por la experiencia, ni encontrar en ésta su corroboración; cuando se determinan por medio de categorías, surgen las contradicciones. Cuando la idea ha de determinarse simplemente como algo que es, no es otra cosa que el concepto; y de ello se distingue siempre el ser de lo existente. Ahora bien, este resultado, tan extraordinariamente importante en lo tocante a los conocimientos intelectivos, no lleva a Kant, en lo que a la razón se refiere, sino a la afirmación de que ésta no encierra, por sí misma, otra cosa que la unidad formal para la sistematización metódica de los conocimientos intelectivos. Se retiene el pensamiento abstracto en su totalidad; se dice que el intelecto sólo puede establecer orden en las cosas, pero que este orden no es nada en y para sí, sino algo puramente subjetivo. Sólo le queda, pues, a la razón la forma de su pura identidad consigo misma, y ésta sólo sirve para una cosa: para ordenar las múltiples leyes y relaciones intelectivas, las clases, los tipos y los géneros con que se encuentra el entendimiento.”

Hay que reconocer, sin embargo, el gran mérito de los Principios metafísicas de la ciencia natural («Metaphysische Anfangsgründe der Naturwissenschaft») al llamar la atención hacia un comienzo de una filosofía de la naturaleza, consistente en que la física emplee, sin detenerse a investigarlas más a fondo, determinaciones del pensamiento que constituyen las bases esenciales de sus objetos. La densidad, por ejemplo, es considerada por ella como una cantidad desigual, como un simple quantum en el espacio; Kant, en cambio, ve en ella un grado en la acción de llenar el espacio, es decir, la considera como energía, como intensidad de la acción. [Prevê a necessidade do dinamismo da Física no sentido daquela do século XX, antimecanicista.] Por eso exige (pp. 65-68) que la materia se construya a base de fuerzas y actividades, no a base de átomos; [sentido hoje obsoleto, diante do ‘novo átomo’ dual dos físicos] punto de vista que sigue compartiendo plenamente Schelling.” “Kant se esfuerza en poner de manifiesto los conceptos y principios fundamentales de esta ciencia, dando pie con ello para una llamada teoría dinámica de la naturaleza.”

Die Religion innerhalb der blossen Vernunft [«La religión dentro de los límites de la razón pura»] es también una obra en que se señalan las doctrinas de la fe como aspectos de la razón, ni más ni menos que se hace en la naturaleza. De este modo, Kant, en la dogmática positiva de la religión con la que había dado al traste la Ilustración, trae al recuerdo las ideas de la razón: el significado racional y, sobre todo, moral que tienen los llamados dogmas de la religión, por ejemplo, el dogma del pecado original. Modo de proceder mucho más racional que el de la Ilustración, la cual se avergüenza de hablar de ello.”

A la inteligencia hay que añadir, en la filosofía kantiana, en segundo lugar, lo práctico, la naturaleza de la voluntad y de lo que constituye su principio: es lo que estudia la Crítica de la razón práctica, en la que Kant hace suya la determinación rousseauniana de que la voluntad es libre en y para sí. Kant concibe la razón teórica de tal modo, que, al referirse a un objeto, este objeto le debe ser dado; pero, a partir del momento en que se lo da a sí misma, carece el objeto de verdad y la razón no cobra, en este conocimiento, su propia independencia. Sólo es independiente de suyo, por el contrario, como razón práctica; en cuanto ser moral, el hombre es libre, se halla colocado por encima de toda ley natural y de todo fenómeno. Del mismo modo que la razón teórica presentaba categorías, diferencias apriorísticas, la razón práctica tiene la ley moral en general, cuyas determinaciones más precisas son los conceptos de deber y derecho, de lo lícito y lo ilícito; y, en este punto, la razón rechaza toda materia dada, de la que en el plano teórico, en cambio, no puede prescindir.”

Desde este punto de vista, la conciencia de sí mismo es su propia esencia, mientras que la razón teórica tenía otra, distinta: concretamente, en el primer caso el Yo es, en su carácter individual, esencia inmediata, generalidad, objetividad; la subjetividad tiende, en segundo lugar, a la realidad, pero no a la realidad sensible, a la que antes encontrábamos, sino que aquí la razón se hace pasar por lo real. Aquí, es el concepto el que tiene la conciencia de su defectuosidad, cosa que no debiera tener la razón teórica, ya que el concepto tiene que seguir siendo tal concepto. Se impone, pues, aquí el punto de vista de lo absoluto, ya que el hombre encierra en su pecho algo infinito. Tal es lo que hay de satisfactorio en la filosofía kantiana: el cifrar lo verdadero por lo menos en el ánimo del hombre, por lo cual sólo reconozco lo que se halla en armonía con mi propia determinación.”

Deste ponto de vista, a consciência de si mesmo é sua própria essência, enquanto que a razão teórica tinha outra, distinta: concretamente, no primeiro caso o Eu é, em seu caráter individual, essência imediata, generalidade, objetividade; a subjetividade tende, em segundo lugar, à realidade, mas não à realidade sensível, a que antes encontrávamos, senão que, aqui, a razão faz-se passar pelo real. Aqui, é o conceito aquele que tem a consciência de sua defeituosidade, coisa que não devia ter a razão teórica, já que o conceito tem de seguir sendo tal conceito. Impõe-se, então, aqui, o ponto de vista do absoluto, já que o homem encerra em seu peito algo infinito. Tal é o que há de satisfatório na filosofia kantiana: ela cifra o verdadeiro ao menos no ânimo do homem, só mediante o qual reconheço aquilo que se acha em harmonia com minha própria determinação.” Obviamente seria o livro mais adorado pelo protestante Hegel! Matou o Sol Absoluto de Platão no peito e saiu jogando – fintando dialeticamente – no time da Metafísica (talvez contra o Entendimento Pensante Futebol Clube) para marcar um GOOOLAÇO… Infelizmente para Hegel, não aposentaram a camisa 10 após sua morte, porque a despeito de toda sua autopresunção ele não era Pelé e as próximas gerações ofuscaram-no…

Kant divide la voluntad en una capacidad de apetencia inferior y superior; y esta manera de expresarse no tiene nada de torpe.”

Kant divide a vontade em uma capacidade de apetência inferior e superior; e esta maneira de se expressar nada tem de torpe.” Obviamente o tem!

Ahora bien, todo ethos de la conducta descansa sobre la intención de que la presida la conciencia de la ley y en gracia a la ley misma, el respeto a la ley y a sí misma, como lo único que pueda hacer al hombre feliz.”

Una de las determinaciones extraordinariamente importantes de la filosofía kantiana es la de que debe reducirse a sí misma lo que la conciencia de sí considera como la esencia, la ley y el en sí. Según que el hombre persiga este o aquel fin, según que enjuicie de éste o el otro modo el mundo o la historia, ¿qué debe reputar como su fin último? Para la voluntad, no existe otro fin que el sacado de ella misma, el fin de su libertad.” A brecha perfeita para o Historicismo hegeliano: uma mal-formulada ética laico-cristã!

La propiedad es aquí la premisa de que se parte; pero lo mismo podría ocurrir que esta determinación desapareciese en cuyo caso no se daría contradicción alguna en el robo: no existiendo la propiedad, no hay por qué respetarla. Tal es el defecto de que adolece el principio kantiano-fichteano: se trata de un principio puramente formal; el frío deber es el último hueso no-digerido que queda en el estómago, la revelación entregada a la razón.”

Esta unidad es postulada, el hombre debe ser moral; pero no se pasa del deber ser, y todo queda reducido a esta cháchara sobre lo ético.”

Sólo puede existir lucha cuando la voluntad sensible no se ajusta todavía a la voluntad general. El resultado es, por tanto, que la meta de la voluntad moral sólo pueda alcanzarse en el progreso infinito; sobre esto basa Kant (Crítica de la razón práctica, pp. 219-223) el postulado de la inmortalidad del alma, como el progreso infinito del sujeto en su ethos, puesto que el propio ethos es algo imperfecto y tiene necesariamente que progresar hacia lo infinito.” Urgh!

La voluntad tiene frente a sí el mundo entero, el todo de la sensibilidad, y, sin embargo, la razón tiende hacia la unidad de la naturaleza y de la ley moral, como la idea del bien que es el fin último del mundo. Pero como se trata de algo puramente formal, es decir, de algo carente de contenido por sí mismo, se enfrenta a los instintos y las inclinaciones de una naturaleza subjetiva y de una naturaleza independiente exterior. Kant (Crítica de la razón práctica, pp. 198-200) unifica la contradicción de ambos factores en la idea del supremo bien, en el cual la naturaleza es ya adecuada a la voluntad racional y la dicha se armoniza con la virtud. Coincidencia ésta que no es, en rigor, lo que interesa aquí, aunque en ello consista la realidad práctica.” “Aquella unificación sigue siendo, por tanto, un más allá, un pensamiento que no se da en la realidad, sino que simplemente debe ser. Kant (Crítica de la razón práctica, pp. 205-209) se deja llevar, así, íntegramente de la cháchara de quienes dicen que en este mundo a los virtuosos les va muchas veces mal y a los viciosos bien, etc., y postula, más en detalle, la existencia de Dios como la esencia, la causalidad por medio de la cual se produce esta armonía, en función tanto de la representación de lo que hay de sagrado en la ley moral como en la naturaleza, pero también simplemente, con arreglo al progreso infinito y en función del fin racional que se trata de realizar; postulado este que, al igual que el de la inmortalidad del alma, deja subsistir la contradicción, tal y como es, limitándose a proclamar el deber ser abstracto de su disolución.” “Kant aduce, como vemos, ciertas maneras populares de expresarse: se trata de que el mal sea vencido, y de que sea, al mismo tiempo, poco.” “La realidad del Dios creador de la armonía es también una realidad carente de conciencia; es asumida por la conciencia en gracia a la armonía, a la manera como los niños se asustan unos a otros con un fantoche. La función en gracia a la cual se admite la existencia de Dios, con objeto de infundir mayor respeto a la ley moral mediante la idea de un legislador divino, se halla en contradicción con el postulado de que el ethos consiste justo en que la ley sea respetada pura y exclusivamente en gracia a ella misma.”

A los hombres les resulta difícil creer que la razón sea real; sin embargo, no hay nada real más que la razón, que es el poder absoluto.”

Nos queda todavía por examinar el tercer aspecto de la filosofía kantiana, el de la Crítica del juicio, en el que se nos presenta el postulado de lo concreto, según el cual la idea de aquella unidad no se establece como un más allá sino como algo presente. Es este un aspecto de especial importancia. Dice Kant que el entendimiento establece leyes en lo teórico, y produce categorías, pero que éstas no pasan de ser determinaciones puramente generales, al margen de las cuales queda lo particular (la otra parte integrante de todo conocimiento).”

«Y como el concepto de un objeto, siempre y cuando que encierre, al mismo tiempo, el fundamento de la realidad de este objeto, se llama el fin, y la coincidencia de una cosa con aquella estructura de las cosas que sólo es posible con arreglo a fines se llama la finalidad de la forma de las mismas, tenemos que el principio del juicio, en relación con la forma de las cosas de la naturaleza bajo leyes empíricas, es la finalidad de la naturaleza (…) Es decir, que la naturaleza se concibe, a través de este concepto, como si un entendimiento encerrase el fundamento de la unidad de lo múltiple de sus leyes empíricas.»

RESUMO DA ARTE: “Fin es el concepto inmanente, no la forma externa y la abstracción con respecto a un material que le sirve de base, sino que la penetra; de tal modo que todo lo particular es determinado, a su vez, por este algo general. Este fin es, según Kant, el entendimiento: es cierto que las leyes intelectivas que tiene en el conocimiento dejan aún indeterminado lo objetivo, pero como este algo múltiple necesita llevar dentro de sí mismo una conexión, contingente, sin embargo, para la visión humana, «necesariamente el juicio tiene que aceptar como principio para su propio uso el que lo contingente para nosotros encierra una unidad en la relación de lo múltiple con una experiencia posible en sí, unidad no cognoscible para nosotros, pero no por ello impensable»”

Este principio del juicio reflexionante lleva dentro de sí una doble finalidad, la formal y la material; por tanto, el juicio puede ser de 2 clases, estético o teleológico, el primero de los cuales se refiere a la finalidad subjetiva y el segundo a la finalidad objetiva, lógica. Existen, según esto, dos objetos del juicio: lo bello en las obras de arte y los productos naturales de la vida orgánica, que nos representan la unidad del concepto de naturaleza y del concepto de libertad.”

«lo agradable y lo desagradable es algo subjetivo, algo que no puede ser elemento de conocimiento. El objeto sólo posee finalidad cuando su representación está directamente unida al sentimiento de lo agradable; y esta representación es una representación estética. La aprehensión de las formas en la imaginación no puede producirse nunca sin que el juicio reflexionante, aun sin intención de hacerlo, las compare, al menos, con su facultad de relacionar las intuiciones con los conceptos. Ahora bien, si, en esta comparación, la imaginación lleva al entendimiento, como facultad de formación de conceptos, por medio de una representación dada, despertando con ello un sentimiento de placer, no cabe duda de que el objeto deberá considerarse, en estas condiciones, como final para el juicio reflexionante. Desde el punto de vista estético tal juicio versa sobre la finalidad del objeto, que no se basa en ningún concepto actual del objeto y que no crea tampoco ningún concepto de él. Un objeto cuya forma (no lo que hay de material en su representación, como sensación) es juzgada como fundamento del placer que la representación de semejante objeto causa es un objeto bello»

Lo sublime es la tendencia a representarse por medio de los sentidos una idea, en lo que, al mismo tiempo, se representa la inadecuación, la imposibilidad de concebir la idea por medio de los sentidos. Aquí en el juicio estético, vemos la unidad inmediata de lo general y lo particular, pues lo bello es justo esta unidad inmediata ajena a todo concepto. Pero como Kant la sitúa en el sujeto, es algo limitado; y, desde el punto de vista estético, algo que ocupa un plano más bajo, por cuanto no es la unidad concebida.”

El otro modo de la coincidencia es, en la finalidad objetiva y material, la consideración teleológica de la naturaleza, según la cual se intuye en los productos orgánicos naturales la unidad inmediata del concepto y la realidad como una unidad objetiva: el fin de la naturaleza, que contiene lo particular en lo general y el género dentro de lo particular.” Essa parte do livro é tão supérflua que nem me lembrava dela!

El fin de la naturaleza debe buscarse, por tanto, en la materia, en cuanto se trate de un producto natural interiormente organizado, «en el que todo es fin y, al mismo tiempo, alternativamente, medio»H. está adorando muito tudo isso – se é que não aprendeu daí mesmo. Se bem que é verdade o que afirma logo na seqüência: “Tal es el concepto aristotélico; es lo infinito que se remonta a sí mismo, la idea.”

Kant se expresa así acerca de esto: ‘no encontraríamos diferencia alguna entre el mecanismo de la naturaleza y la técnica de la naturaleza, es decir, el enlace final en ella, si nuestro entendimiento no fuese de tal índole que tiene que pasar de lo general a lo particular, si nuestro juicio no puede emitir juicios determinantes sin tener una ley general en que aquellos juicios puedan subsumirse’.” “Entra así en la filosofía kantiana la representación de lo concreto, según la cual el concepto general determina lo particular. Pero como Kant sólo enfoca estas ideas en su determinación subjetiva, como pensamientos normativos para el juicio, con lo que nada que sea en sí puede postularse, tenemos que vuelve a destacar el lado del concepto, aunque proclame también la unidad del concepto y la realidad; no trata, por tanto, de levantar [suspender] su límite, en el momento en que lo establece como tal límite. Tal es la contradicción constante de la filosofía kantiana” Mas querer extrair um absoluto da Estética é o cume da canalhice, H.!

En el arte es, pues, evidentemente, el mismo modo sensible el que nos suministra la representación de la idea; realidad e idealidad se dan aquí directamente en una unidad.”

Es cierto que Kant se acerca expresamente a la representación de un entendimiento intuitivo, el cual, al dar leyes generales, determina asimismo lo particular; es ésta una determinación profunda, lo verdaderamente concreto, la realidad determinada por el concepto inmanente o, como dice Spinoza, la idea adecuada. En efecto, como «del conocimiento forma parte también la intuición y la facultad de una espontaneidad completa en la intuición sería una facultad de conocimiento específicamente distinta y completamente independiente de aquélla y, por tanto, un entendimiento en el sentido más general de la palabra; cabe concebir también un entendimiento intuitivo que no pase de lo general a lo particular y de esto a lo individual por medio de conceptos, en el que no nos encontremos con lo contingente de la cohesión de la naturaleza en sus productos con arreglo a leyes particulares y que tan difícil hace al nuestro el reducir a unidad de conocimiento lo que hay de múltiple en ella».” “A Kant, sin embargo, no se le ocurre pensar que este «intellectus archetypus» es la verdadera idea del entendimiento. Es curioso que tenga esta idea de lo intuitivo, pero sin llegar a saber por qué esta idea no puede ser verdadera, o sabiendo simplemente que es porque nuestro entendimiento está formado de otro modo, es decir, de tal modo que «pasa de lo analítico-general a lo particular».” Não seja rabugento – pelo menos ele fechou sua trilogia crítica da forma mais digna de todas, atribuindo à arte o que é da arte!

¡Triste época para la verdad, en la que desaparece toda metafísica y sólo prevalece una filosofía que no es tal!”

PROCEDE A RESUMIR COMO ENTENDE A F. KANTIANA: “Tenemos, por tanto, en primer lugar, un postulado de consecuencia, en el que los pensamientos particulares sean producidos y justificados por la necesidad, en virtud de aquella primera unidad del Yo. En segundo lugar, el pensamiento se ha expandido por el mundo, se ha adherido a todo, lo investiga todo, lleva a todo sus formas, lo sistematiza todo; de tal modo, que es necesario proceder ya con arreglo a sus determinaciones y no con arreglo a un simple sentimiento, a la rutina o al sentido práctico, a esa inmensa inconsciencia de los llamados hombres prácticos. Y así, tanto en la teología como en los gobiernos y en sus legislaciones, en lo tocante al fin del Estado, a las industrias y a la mecánica, es necesario proceder, ahora, ateniéndose exclusivamente a determinaciones generales, es decir, es necesario proceder de un modo racional, y empezamos a oír hablar de la explotación racional de una fábrica de cerveza, de una ladrillera, etc.”

Fichte produjo una gran inquietud en su época; y su filosofía es el acabamiento y, principalmente, una exposición más consecuente de la filosofía kantiana. No va más allá del contenido fundamental de la filosofía de Kant, y en un principio tampoco él considera su filosofía más que como un desarrollo sistemático de la de Kant. Fuera de ésta y de la de Schelling, no existen otras filosofías. Los demás atrapan de éstas lo que pueden y se debaten y entretienen con ello.” E apesar disso começa a citar figurões inúteis na seqüência.

Así, en la Alemania de entonces hubo muchas filosofías, como las de Reinhold, Krug, Bouterwek, Fries, Schulze, etc.; pero, en ellas no se revela otra cosa que una extrema limitación llena de jactancia: una mescolanza de pensamientos e ideas rebañados aquí y allá y de hechos que encuentra uno dentro de sí mismo. Pero sus pensamientos están tomados todos ellos de Fichte, Kant o Schelling, en la medida en que podemos encontrar allí alguna clase de pensamientos; o bien se introduce en ellas alguna pequeña modificación, la cual no consiste, por lo general, en otra cosa sino en que los grandes principios se presenten con una gran pobreza y el que los puntos vivos aparezcan muertos”

Johann Gottlieb Fichte nació en Rammenau, cerca de Bischoffswerda (en la alta Lusacia) el 19 de mayo de 1762, estudió en la universidad de Jena y fue, durante algún tiempo, preceptor en Suiza. Escribió un estudio sobre la religión, que lleva por título Versuch einer Kritik aller Offenbarung [«Ensayo de una crítica de toda revelación»], compuesto todo él con la terminología kantiana, hasta el punto de que llegó a considerarse esta obra como salida de la pluma de Kant.” HAHAHA!

En 1793, fue llamado por Goethe a Jena para desempeñar la cátedra de filosofía, a la cual hubo de renunciar, sin embargo, en 1799, a consecuencia de un incidente desagradable provocado por su ensayo Über den Grund unseres Glaubens an eine göttliche Weltregierung [«Sobre el fundamento de nuestra creencia en una providencia divina»]. Fichte editaba en Jena un periódico, en el que se publicó un artículo de uno de los colaboradores de la revista, tildado de ateo. Fichte habría podido guardar silencio, pero en vez de hacerlo presentó aquel ensayo suyo como introducción al otro.” “Fichte, al abandonar su cátedra, ejerció durante algún tiempo como docente privado en la universidad de Berlín; en 1805 fue nombrado profesor en Erlangen y en 1809 obtuvo una cátedra en Berlín, donde murió el 27 de enero de 1814.”

En lo que se considera como la filosofía de Fichte, hay que distinguir entre su verdadera filosofía especulativa, que procede de un modo estrictamente consecuente y es poco conocida, y su filosofía popular, de la que forman parte las conferencias pronunciadas por él en Berlín ante un público diverso, por ejemplo el escrito que lleva por título Vom seligen Leben [«De la vida beata»].¹ Esta filosofía —que es la única que conocen, por lo general, los que se llaman fichteanos— contiene mucho de edificante y conmovedor; son discursos muy convincentes para el sentimiento religioso de las gentes cultas. Sin embargo, en una historia de la filosofía no pueden ser tomadas en consideración estas obras, por muy grande que sea el valor que deba atribuirse a su contenido. Este contenido necesita desarrollarse especulativamente, y el pensador a que nos estamos refiriendo sólo hace esto en sus primeras obras filosóficas.(*)

[¹ Não que seu lado mais sério seja grande coisa…]

(*) Las obras póstumas de Fichte, que no vieron la luz hasta después de muerto Hegel, demuestran, sin embargo, que Fichte, en sus lecciones de la Universidad de Berlín, desarrolló científicamente [e que quer isso dizer? que escreveu mais empolado?] también este punto de vista transformado de su filosofía; el primer paso en este sentido lo dio ya Fichte en 1810, en el folleto que lleva por título Die Wissenschaftslehre in ihrem allgemeinen Umrisse [«La teoría de la ciencia en sus contornos generales»] (V. Michelet, Geschichte der letzten Systeme der Philosophie [«Historia de los últimos sistemas filosóficos»] parte I, pp. 441 s.) [M.].”

Aquel defecto de la filosofía kantiana a que más arriba nos referíamos: el de la inconsecuencia inconsciente que hace que su sistema carezca, en conjunto, de unidad especulativa, fue superado en la filosofía de Fichte. Fichte hace hincapié en la forma absoluta; la forma absoluta es, en él, el ser para sí absoluto, la negatividad absoluta, no lo individual, sino el concepto de la individualidad y, por tanto, el concepto de la realidad; la filosofía de Fichte es así el desarrollo de la forma dentro de sí. En ella se establece el Yo como principio absoluto, de tal modo que de él, que es al mismo tiempo la certeza inmediata de sí mismo, es necesario derivar todo el contenido del universo, representándoselo como un producto. La razón es de suyo, por tanto, según Fichte, síntesis del concepto y de la realidad. Pero enfoca este mismo principio de un modo unilateral, solamente en uno de sus lados: es subjetivo por naturaleza y lleva implícita una contraposición; y la realización de la misma es un desarrollarse en la finitud, un volver la vista hacia lo precedente. Por otra parte, la forma de la exposición presenta la incomodidad y hasta la torpeza de ponernos siempre ante los ojos el Yo empírico, lo cual es absurdo y delata el punto de vista adoptado por este pensador.” “Se trata, de este modo, de un pensar puro; dicho de otro modo: el Yo es el verdadero juicio sintético a priori, como Kant lo llamara.” “No existe por doquier otra cosa que el Yo; y el Yo existe simplemente porque existe: lo que existe existe solamente en el Yo y para el Yo.” “La filosofía de Fichte tiene el gran mérito de haber proclamado que la filosofía debe ser una ciencia basada en un principio supremo, del que se deriven necesariamente todas las determinaciones. Lo importante es esta unidad del principio y el intento de desarrollar, partiendo de él y de un modo científicamente consecuente, todo el contenido de la conciencia o, dicho en los términos entonces usuales, de construir a partir de él todo el universo.” “Por tanto, Fichte no procede narrativamente —como lo hacía Kant—, arrancando del Yo, sino que va más allá, intentando realizar, a partir del Yo, una construcción de las determinaciones del saber. Es necesario desarrollar en todo su alcance el saber del universo entero y, además, este saber debe ser consecuencia del desarrollo de las determinaciones”

Así, pues, mientras que Kant establece el conocer, Fichte se apoya sobre el saber. Fichte expresa la misión de la filosofía diciendo que es la teoría del saber; el saber general constituye tanto el objeto como el punto de partida de la filosofía. La conciencia sabe, en eso consiste su naturaleza; la finalidad del conocimiento filosófico es el saber de este saber. Por eso Fichte (Begriff der Wissenschaftslehre [«Concepto de la teoría de la ciencia»] p. 18) llama a su filosofía la teoría de la ciencia, la ciencia del saber. En efecto la conciencia corriente, como Yo activo, encuentra esto y lo otro, no se ocupa de sí misma, sino de otros objetos e intereses; pero la necesidad de que yo produzca determinaciones y cuáles sean éstas, por ejemplo las de causa y efecto, va más allá de mi conciencia; las produzco instintivamente y no puedo quedar detrás de mi conciencia. Sin embargo, cuando filosofo tomo por objeto mi propia conciencia habitual, al sentar en ésta una categoría pura: sé lo que hace mi Yo y sorprendo, de este modo, a mi conciencia habitual. Por tanto, Fichte determina la filosofía como la conciencia artificial, como la conciencia sobre la conciencia.” E que novidade há nisso?

Por consiguiente, Fichte comienza, lo mismo que Descartes, diciendo: pienso, luego existo; y se remite expresamente a esta tesis cartesiana. El ser del Yo no es un ser muerto sino un ser concreto: pero el ser supremo es el pensamiento. De este modo, el Yo, como la actividad para sí del pensamiento, es el saber, aunque se trate solamente de un saber abstracto, ya que en sus comienzos no puede ser de otro modo. Al mismo tiempo, Fichte arranca de esta certeza absoluta con necesidades y postulados completamente distintos, pues de este Yo debe derivarse no sólo el ser, sino también el sistema ulterior del pensamiento.”

Ahora bien, Fichte analiza el Yo en tres principios, partiendo de los cuales debe desarrollarse toda la ciencia.”

El primer principio debe ser un principio simple, en el que se identifiquen el predicado y el sujeto; pues si estos dos términos fuesen desiguales, necesariamente habría que probar por medio de un tercer término la relación entre ellos”

Este principio es, en primer lugar, un principio abstracto y defectuoso, ya que en él no se expresa todavía una diferencia, o solamente se expresa una diferencia formal, y todo principio debe encerrar un contenido: se distinguen dentro de él evidentemente un sujeto y un predicado, pero solamente para nosotros, que reflexionamos acerca de ello; es decir, precisamente en él mismo se advierte la falta de toda diferencia y, por tanto, de un verdadero contenido. En segundo lugar, este principio es evidentemente la certeza inmediata de la conciencia de sí; sin embargo, la conciencia de sí es, al mismo tiempo, conciencia, y en ella posee asimismo la certeza de que existen otras cosas con las cuales se enfrenta. En tercer lugar, aquel principio no encierra en sí la verdad precisamente porque la certeza de sí mismo que posee el Yo no tiene ninguna objetividad, no lleva en sí la forma del contenido distinto, o se enfrenta precisamente a la conciencia de lo otro.”

Ahora bien, para que se añada una determinación, es decir, un contenido y una diferencia, es necesario según Fichte establecer un segundo principio, incondicionado en cuanto a la forma, pero condicionado en cuanto al contenido, puesto que no corresponde al Yo. Este segundo principio, colocado por debajo del primero, se formula así: «Yo enfrento al Yo un no-Yo.» Con lo cual se proclama justo algo distinto de la conciencia de sí absoluta.” “Con la misma razón podría afirmarse que se trata de un principio independiente, a causa de este contenido, ya que lo que hay de negativo en él es algo absoluto, y que se trata, asimismo, a la inversa, de un principio independiente, por razón de la forma de la contraposición, la cual no puede derivarse de lo primero.” zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Fichte emplea una expresión muy feliz, correcta y consecuente. Se ha tratado de presentar esto del Yo y del no-Yo como algo ridículo en muchos aspectos. Es una expresión nueva, por eso a nosotros, los alemanes, se nos antoja curiosa y peregrina. Pero los franceses hablan de Moi y de Non-Moi, sin que ello les cause risa.” Mais nova que a avó do H.

A los 2 anteriores se añade un tercer principio, en el que se establece esta distribución entre el Yo y el no-Yo: el principio sintético, el principio del fundamento, incondicionado con arreglo al contenido, mientras que el segundo lo era con arreglo a la forma. Este tercer principio consiste, en efecto, en la determinación de los dos primeros entre sí, de tal modo que, en él, el Yo limita el no-Yo. «El Yo y el no-Yo son establecidos conjuntamente por el Yo y en él, como limitables entre sí; es decir, de tal modo que la realidad del uno levanta la realidad del otro.» “En rigor, los 2 principios anteriores no contenían aún nada de esta síntesis. Ya este primer establecimiento de 3 principios anula la inmanencia científica.”

Es aquí principalmente donde se espera ver a Fichte poner de manifiesto el retorno de la alteridad a la conciencia de sí absoluta. Sin embargo, este retorno no llega a producirse” Que perda de tempo do caray, já dizia Schopenhauer.

La filosofía de Fichte representa una importante línea divisoria en la manifestación externa de la filosofía. De este filósofo y de su manera de filosofar proceden el pensamiento abstracto, la deducción y la construcción. La filosofía de Fichte operó, pues, una revolución en el pensamiento alemán.” “De ella se ocupaban las gentes de negocios y los hombres de Estado; ahora, al llegar al confuso idealismo de la filosofía kantiana, sintieron que les caían las alas. Ya con Kant comienza, pues, a manifestarse la separación entre la filosofía y esta manera común y corriente de la conciencia; sólo se generaliza el resultado de que lo absoluto no puede ser conocido.” “Con la filosofía de Fichte, la conciencia común se aparta todavía más de la filosofía y se despide también de lo especulativo.” Se esse era o sentido da <revolução no pensamento alemão> descrita acima, ou seja, pura ironia, emito meu mea culpa por destacar o trecho em verde.

La opinión del público se vio fortalecida por la filosofía de Kant y de Jacobi y aceptó utiliter que el conocimiento de Dios era un conocimiento inmediato que el hombre adquiría por sí mismo sin necesidad de estudiar, siendo, por tanto, la filosofía una actividad superflua.”

Esta primera forma, la de la ironía, tiene como exponente a Friedrich von Schlegel. Aquí, el sujeto se sabe dentro de sí como lo absoluto, y todo lo demás es vano para él; todas las determinaciones que se forma acerca de lo recto y de lo bueno, las destruye de nuevo. Puede fingirlo todo; pero da pruebas solamente de vanidad, de hipocresía y de insolencia. La ironía conoce su maestría sobre todo contenido; no toma en serio nada y juega con todas las formas.” “El desesperar del pensamiento, de la verdad y de la objetividad que es en y para sí, así como la incapacidad de darse una firmeza y una autonomía condujo a un espíritu noble a confiarse a su sensibilidad y a buscar en la religión algo sólido e inconmovible; este algo sólido e inconmovible, esta satisfacción interior en general lo procuran las emociones religiosas. Este anhelo de algo firme condujo a varios a la religiosidad positiva, al catolicismo, los echó en brazos de la superstición y de la milagrería, para encontrar un punto de apoyo firme allí donde la subjetividad interior sentía que todo vacilaba. Estos espíritus tratan de aferrarse con toda la fuerza del ánimo a algo positivo, de agachar la cabeza ante lo positivo, de echarse en los brazos de lo externo, y se sienten interiormente obligados a ello.”

Pero el peor de los cuadros es aquél en que el artista se muestra a sí mismo; la originalidad consiste en producir algo que sea perfectamente general. La chifladura de quienes se empeñan en pensar por cuenta propia consiste en que cada uno de ellos produzca cosas más absurdas que los demás.” Está descrevendo o modernismo?

A FLOR AZUL: “La subjetividad consiste en la ausencia de algo fijo, pero en forma de impulso en esta dirección, conservando de este modo su carácter de anhelo. Este anhelo propio de un alma bella lo encontramos en las obras de Novalis. (…) La extravagancia de la subjetividad se convierte frecuentemente en demencia

Friedrich Wilhelm Joseph Schelling nació en Leonberg (Würrtemberg) el 27 de enero de 1775 y estudió en las universidades de Leipzig y Jena, donde entró en estrecho contacto con Fichte. Es, desde 1807, secretario de la Academia de Artes Plásticas de Munich. No podemos hablar como se debe acerca de su vida y exponer los rasgos completos de ésta, puesto que todavía vive. (…) No podemos indicar todavía ninguna obra suya definitiva en que su filosofía aparezca expuesta del modo más acabado.” Vai entender por que deu tanta importância ao homem, então…

Sólo más tarde —en relación con los escritos de Herder y Kielmeyer, en los que se habla (como en Eschenmayer de potencias) de sensibilidad, irritabilidad y reproducción, y de sus leyes, por ejemplo de que cuanto mayor es la sensibilidad menor es la irritabilidad, etc.—, concibe Schelling la naturaleza en categorías del pensamiento, haciendo intentos generales más determinados de desarrollo científico; fueron en realidad las obras de aquellos autores quienes le permitieron el comenzar la suya tan joven.” “no va más allá que la filosofía del derecho de Kant y la obra Zum ewigen Frieden [«Para la paz perpetua»], de este autor.” “esto hace que se lance a buscar distintas formas y terminologías nuevas, originales, sin llegar nunca a poner en pie un todo completo y terminado.” “La filosofía de Schelling debe considerarse como sujeta todavía a un proceso de evolución, sin que haya dado aún frutos maduros [Michelet informa que isto foi pronunciado nas aulas de 1805-6]”

Por tanto, en cuanto que el supuesto inmediato de la filosofía es que los individuos tienen la intuición inmediata de esta identidad de lo subjetivo y lo objetivo, esto da a la filosofía de Schelling la apariencia de que su condición exige a los individuos un talento artístico especial, el genio o un estado especial de ánimo, de que es en general algo fortuito, que sólo se da en los hijos de la fortuna.”

Schelling ha alcanzado menos popularidad aún que Fichte, pues lo concreto es, por su naturaleza, algo especulativo.” Tu foste o mais famoso de todos, então és um charlatão?

DECIDA-SE! “Y así, vemos cómo en Schelling sale de nuevo a la superficie la forma especulativa y cómo la filosofía se convierte así de nuevo en algo propio y peculiar; el principio de la filosofía, el pensamiento racional en sí cobra la forma del pensamiento. De este modo, en la filosofía de Schelling el contenido, la verdad, se convierte nuevamente en lo fundamental, al contrario de lo que ocurría en la filosofía kantiana, en que el interés se expresaba en particular de tal modo que debía investigarse el conocimiento subjetivo.”

ISSO É APENAS KANT FALANDO DO ESPAÇO-TEMPO: “La referencia del Yo a sí mismo y al impulso infinito son inseparables. De otra parte, se dice: «el Yo sólo es limitado en cuanto es ilimitado»; este límite es, por tanto, necesario para poder remontarse por encima de él. Esta contradicción, que existe, permanece aunque el Yo limite siempre al no-Yo. «Ambas actividades, la actividad limitable, real y objetiva que trasciende al infinito, y la actividad limitante, ideal, se presuponen mutuamente. El idealismo se refleja simplemente sobre la una, el realismo sobre la otra, pero el idealismo trascendental se refleja sobre ambas».” “El Yo no es aquí algo unilateral frente a lo otro: es la identidad de lo inconsciente y lo consciente, pero no una identidad cuyo fundamento resida en el Yo mismo.”

«¿de qué modo es posible volver a hacer objetiva esta intuición, es decir, cómo es posible poner fuera de duda que no descansa en un engaño subjetivo, desde el momento en que no existe una objetividad general de aquella intuición, reconocida por todos los hombres?» «La objetividad de la intuición intelectual es el arte. Sólo la obra de arte refleja ante nosotros lo que de otro modo no podría reflejarse: aquel algo absolutamente idéntico que se separa ya en el Yo.» Correto, mas isso é só tradução de Kant III.

La suprema objetividad lograda por el sujeto, la suprema identidad de lo subjetivo y lo objetivo, es lo que Schelling llama imaginación.”

Sin embargo, cuando Platón habla de esta intuición del alma, que se ha liberado de todo conocimiento finito, empírico o reflexivo, y cuando los neoplatónicos hablan del arrobamiento del pensar, en el que el conocimiento es el conocer inmediato de lo absoluto, hay que tener en cuenta una diferencia esencial, y es que con el conocimiento platónico de lo general o de su intelectualidad, en la que se levanta toda contradicción, como una contradicción real, se ha socializado la dialéctica, es decir, la necesidad comprendida del levantamiento de estas contradicciones; que Platón no comienza por esto, sino que existe en él el movimiento, en el que esas contradicciones se levantan. Lo absoluto debe concebirse también como este movimiento de propio levantamiento; sólo esto puede considerarse como un conocimiento real y como el conocimiento de lo absoluto.”

La cohesión activa es el magnetismo, considerándose el universo material como un imán infinito. El proceso magnético es la diferencia en la indiferencia y la indiferencia en la diferencia; es por tanto la identidad absoluta, como tal. El punto de indiferencia del imán es el ni-ni (Weder-Noch) y el tanto esto como aquello (Sowohl-Als auch); potencialmente, los polos son la misma esencia, sólo que situados bajo factores contrapuestos.” Filosofia da natureza completamente inócua.

«El establecimiento de la totalidad dinámica se traduce inmediatamente en la incorporación de la luz al producto. La expresión del producto total es, por tanto, la luz, combinada con la fuerza de la gravedad; el establecimiento de la totalidad relativa de toda la potencia hace que la fuerza de la gravedad se rebaje a una simple forma del ser de la identidad absoluta.» Tal es la tercera potencia (A³) del organismo.”

No es nuestro propósito, aquí, entrar en los detalles de la filosofía de Schelling, ni tampoco exponer los lados de ella que puedan ser considerados poco satisfactorios. Este sistema es la última forma interesante y verdadera de la filosofía que nos hemos propuesto examinar.” Não? O que foi que você fez por incansáveis páginas então? Tem MAIS groselha?

Lo mismo ocurrió, hace unos 25 años, con el arte poético: la genialidad se adueñó de él, poniéndose a poetizar de un modo ciego, llevada por el entusiasmo poético, como el tiro que sale de la pistola. ¿Y cuáles fueron los frutos de ello? Eran, unas veces, simples locuras y, cuando no se trataba de una obra de locos, una prosa tan simplista, que el contenido era demasiado malo para prosa. Otro tanto acontece con estas filosofías. [dos schellinguianos] Lo que no es en ellas una necia mescolanza de punto de indiferencia y polaridad, del hidrógeno, lo santo, lo eterno, etc., son pensamientos tan triviales que duda uno si los ha comprendido bien, de una parte por la desvergonzada arrogancia con que se exponen y, de otra parte, porque abriga uno la esperanza de que nadie se atreva a decir cosas tan triviales. Y, del mismo modo que estos filósofos de la naturaleza olvidan el concepto y se comportan de un modo completamente antiespiritual, olvidan también el espíritu.”

Bad ending!

CONCLUSIÓN

La filosofía es, de este modo, la verdadera teodicea frente a la religión, al arte y a sus sensaciones: la conciliación del espíritu, y concretamente de aquel espíritu que ha sabido captarse en su libertad y en la riqueza de su realidad.

Hasta aquí ha llegado el Espíritu del Mundo, cada fase ha encontrado su forma propia en el verdadero sistema de la filosofía: nada se ha perdido, todos los principios se han conservado, en cuanto que la última filosofía es la totalidad de las formas. Esta idea concreta es el resultado de los esfuerzos del espíritu a lo largo de casi dos mil quinientos años del más serio de los trabajos, objetivarse a sí mismo, llegar a conocerse:

Tantae molis erat, se ipsam cognoscere mentem.”

esto explica por qué ninguna filosofía va más allá que su propio tiempo. Que las determinaciones del pensamiento encerraban esta importancia es ya un conocimiento ulterior, que se sale del marco de la historia de la filosofía. Estos conceptos son la más simple revelación del Espíritu del Mundo: y ella, en su forma concreta, es la historia.” “son necesariamente una filosofía que evoluciona, la revelación de Dios, tal y como se sabe a sí mismo.” Essa apologia do real é um saco, a cretinice mais insípida, o formalismo mais chão!

Toda la anterior historia universal en general y en particular la historia de la filosofía es la exposición de esta lucha, que ahora parece llegar a su meta” AMÉM!

(Las lecciones de este curso se terminaron [demasiado tarde!] el 22 de marzo de 1817; el 14 de marzo de 1818; el 12 de agosto de 1819; el 23 de marzo de 1821; el 30 de marzo de 1824; el 28 de marzo de 1828 y el 26 de marzo de 1830.)”

Não posso acreditar que maioria desses capítulos pós-introdutórios derive de anotações dos alunos. É impossível imaginar que alguém se submetesse à mais maçante das operações, ao puro escravagismo de reter esse denodo dialético de patifarias infinita no finito! O terceiro volume, o da filosofia “moderna”, é o ápice do nada filosófico, uma completa perda de tempo. Fique feliz o leitor, que leu apenas ¼ do conteúdo do livro graças ao meu resumo condescendente!

FIM DO TERCEIRO E ÚLTIMO VOLUME

LECCIONES SOBRE LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA Vol. II/III – Hegel (trad. Wenceslao Roces), Fondo de Cultura Económica (1833, 1955, México)

PRIMERA PARTE:

LA FILOSOFÍA GRIEGA (cont.)

SECCIÓN PRIMERA:

PRIMER PERÍODO: DE TALES A ARISTÓTELES (cont.)

Se nos atemos exclusivamente ao fato de que o eu é aquele que estabelece, teremos o mau idealismo dos tempos modernos; nos tempos antigos os pensadores não se aferravam ao fato de se o pensado fôra ou não baseado num eu.”

O conceito é, cabalmente, esta transitoriedade fluente de Heráclito, este movimento, esta causticidade (corrosão, decomposição) a que nada pode resistir. O conceito, que se encontra a si mesmo, se encontra como o poder absoluto perante o qual tudo desaparece; com ele se fluidifica todo o existente, tudo o que se tinha por firme e sólido. O que se reputava firme – trate-se da firmeza do ser natural ou da firmeza de determinados conceitos, princípios, costumes e leis – vacila e perde sua estabilidade. Como algo geral, estes princípios, etc., são também, indubitavelmente, parte do conceito [o conceito é parte do conceito], mas sua generalidade não é mais que sua forma; seu conteúdo impõe-se como algo determinado, em movimento. Este movimento vemo-lo manifestar-se nos chamados sofistas

O nome sofista se o deram eles mesmos, como mestres de sabedoria, mestres que se propunham a tornar sábios quem quer que eles ensinassem. O sofista é o antípoda do erudito moderno (…) que se preocupa em descobrir um novo verme ou inseto (reter o conhecimento para si).” “o comum dos mortais, quando suas essências, que ele crê firmes, começam a vacilar, se indigna; e o conceito, formado nesta sua realização perante as verdades vulgares e correntes, atrai sobre si o ódio e os insultos.” “Aqui apreciaremos o lado positivo da sofistaria

Chamamos cultura, de fato, precisamente o conceito aplicado na realidade, contanto que não se manifeste puramente em sua abstração, senão em unidade com o conteúdo múltiplo de todas as representações.”

A cultura assim entendida (no sentido moderno de ilustração) se converte na finalidade geral do ensino; por isso é que surgiu, de contínuo, uma vastidão de mestres de sofística.” Novos pais da Grécia, em sucessão aos poetas e rapsodos. Pitágoras esclarecidos.

Toda nova classe de grande homem tem de começar sendo peregrina? Poetas, médicos e professores diletantes, todos itinerantes…

COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS: “La elocuencia, que apela a la cólera y a las pasiones de los hombres para conseguir algo, enseña la reducción de las circunstancias a estos poderes. (…) Esto presupone, naturalmente, la existencia de un régimen político democrático, en que los ciudadanos sean los llamados a decidir.”

Esto es también, en efecto, lo que se propone la Tópica¹ de Aristóteles, al señalar las categorías o criterios que es necesario tener presentes para aprender a hablar.”

¹ Retórica?

el Protágoras de Platón nos traza un cuadro bastante completo.”

Para el hombre inculto resulta incómodo tener trato con estos hombres que saben abordar y exponer fácilmente todos los aspectos de un problema. Los franceses tienen el don de saber expresarse, aunque nosotros, los alemanes, los llamemos por ello charlatanes.” “cuando se aprende francés, no es solamente para hablar este idioma, sino para adquirir a través de él la cultura francesa.”

Y, en efecto, cuando uno se propone estudiar filosofía, tampoco sabe, por el momento, lo que la filosofía es, pues si lo supiera, no necesitaría estudiarla.”

Yo siempre he creído que la virtud política no es susceptible de ser enseñada” Sócrates apud Pl. Prot.

DÉJÀ VU GENÉTICO: E Hermes (por procuração de Zeus) infundiu o pudor…

Cuando alguien se hace pasar por un maestro en el arte de la flauta sin poseer experiencia alguna acerca de ello, se le tiene, con razón, por loco. No sucede así, en cambio, en lo tocante a la justicia”

Em todo ato, por mau que seja, vai implícito um ponto de vista essencial em si: basta com destacar este ponto de vista para que o ato fique desculpado e defendido.” “desde Adão, tudo o que se fez de mau no mundo já foi justificado com boas razões.”

lo mismo que, hace unos 50 años, la enseñanza fundamental del pueblo, entre nosotros, consistía aún en la historia sagrada y una serie de sentencias y pasajes de la Biblia.”

Não confiar muito, já que detalhes biográficos procedem de Diógenes Laércio: “Protágoras siguió la misma suerte de Anaxágoras, al ser desterrado más tarde de Atenas. La causa de esta condena fue un escrito suyo, que comenzaba así: ‘Acerca de los dioses, no sabría decir si existen o no, pues hay muchas cosas que impiden este conocimiento, tanto la oscuridad del asunto mismo como la vida del hombre, que es tan breve.’ Este libro fue quemado en Atenas, por orden del Estado; fue, por lo menos en cuanto sabemos, la primera obra con la que sucedió esto.”

El principio de Protágoras, si se le da el verdadero sentido que tiene, es una gran frase, pero es, al mismo tiempo, una frase equívoca, pues la medida de las cosas puede ser el hombre indeterminado y multifacético, cada hombre según su particularidad específica, este hombre fortuito; pero puede tratarse también de que la razón consciente de sí misma que hay en el hombre, de que el hombre concebido como naturaleza racional y sustancialidad general, sea medida absoluta.” A este respeito, ver a elucidação de Hannah Arendt, procurando por Protágoras na busca: https://seclusao.art.blog/2018/04/26/a-condicao-humana/.

Dios, el Bien platónico, es, en primer lugar, un producto del pensamiento; pero, en segundo lugar, es también en y para sí. En cuanto que sólo reconozco como ente, fijo y eterno aquello que es, en cuanto a su contenido, lo general, tenemos que ese algo es, tal y como ha sido asentado por mí, al mismo tiempo, como lo objetivo en sí, algo que yo no siento.”

O ANTI-KANT: “Deus, o Bem platônico, é, em primeiro lugar, um produto do pensamento; (SUBJETIVO, SENSÍVEL) porém, em segundo lugar, é também em e para si (SUBJETIVO e OBJETIVO). Ora: 1) Eu somente reconheço (POSSO PENSAR) o ente (fixo e eterno, ESSÊNCIA OBJETIVA) enquanto aquilo que é geral em seu conteúdo. 2) Esse geral em seu conteúdo é também o objetivo em si, (ESSENCIAL) algo que eu não sinto.”

O MONÓLOGO-DIÁLOGO ILUSTRADO

Kant: O conceito é pensável porque é antes de tudo sensível…

Hegel: O conceito é sensível porque é antes de tudo pensável!!!

Kant & Hegel: O conceito só pode ser pensado porque é essência-e-aparência!

Kant: Sim, finalmente estamos de acordo em alguma coisa!…

Hegel: No que mais poderíamos concordar?

Kant: Hm, deixe-me ver… Se eu fosse você, acho que me aprazeria me exprimir assim: o não-conceito não pode ser pensado, pois ou é só essência ou é só aparência.

Hegel: Com efeito! E você, Kant, escreve frases tais quais: o não-conceito pode ser sentido quando é só aparência; o não-conceito não pode ser sentido quando é só essência (sua coisa-em-si!). Ou seja, o conceito é sentido como não-conceito (apenas como aparência)…

Kant: Ficamos bons na arte de invertermos os papéis! E assim você concluiria, Hegel: a essência pura é inacessível enquanto não integrar um conceito.

Falsa comparação entre Protágoras e Kant. Falsa porque resulta em detrimento do Kantismo.

Vemos en Protágoras una gran reflexión; concretamente, es la reflexión sobre la conciencia la que cobra conciencia en Protágoras. Pero esto no es sino la forma del fenómeno, recogida y desarrollada por los escépticos posteriores. El fenómeno, la apariencia, no es el ser sensible, sino que, al establecer esto como lo que aparece, establezco, al mismo tiempo, su no ser. Ahora bien, la tesis de que ‘lo que es es solamente para la conciencia’, o bien: ‘la verdad de todas las cosas es la manifestación de estas cosas para la conciencia y en ella’, parece contradecirse por completo a sí misma. Parece, en efecto, que en ella va implícita, al mismo tiempo, la afirmación opuesta: de una parte, la de que nada es en sí tal y como aparece y, de otra parte, la de que todo es verdaderamente tal y como aparece.”

Vemos em Protágoras uma grande reflexão; concretamente, é a reflexão sobre a consciência aquilo que cobra consciência em Protágoras (seu pensamento único). Mas isto não é senão a forma do fenômeno, retomada e desenvolvida pelos céticos posteriores. O fenômeno, a aparência, não é o ser sensível, senão que, ao estabelecer isto como aquilo que aparece, estabeleço, ao mesmo tempo, seu não-ser. A tese de que ‘o que é, é somente para a consciência’, ou esta outra: ‘a verdade de todas as coisas é a manifestação destas coisas na e para a consciência’, parece contradizer-se por completo a si mesma. Parece, de fato, que nela vai implícita, simultaneamente, a afirmação exatamente oposta: por um lado, nada é em si como aparece e, por outro, tudo é verdadeiramente assim como aparece.”

Refutação de Hegel: A aparência é o ser sensível, o ser mesmo. O que é não é de forma alguma o mesmo para o outro. Essência e aparência coincidem no sujeito. Porém, cada sujeito é um mundo fenomênico à parte. Portanto, como Protágoras não considera o absoluto, seu raciocínio é impecável.

O momento da consciência, que Protágoras põe de manifesto e segundo o qual o geral desenvolvido traz implícito o momento negativo do ser-para-outro, deve ser afirmado também como um momento necessário

El fuerte de este pensador [Górgias] era la dialéctica de la elocuencia; sin embargo, se destacaba por su dialéctica pura, que giraba en torno a las categorías absolutamente generales del ser y el no-ser y se apartaba, por tanto, de la manera de los sofistas.”

Gorgias sostiene, de una parte, una polémica certera contra el realismo absoluto, que, al representarse una cosa, cree poseer la cosa misma, cuando se trata, en realidad, de algo puramente relativo. Pero, por otra parte, se deja llevar al idealismo malo de los tiempos modernos, con arreglo al cual lo pensado es siempre simplemente subjetivo, es decir, no es el ente mismo, ya que el pensamiento convierte el ente en algo pensado.” “De este modo, la dialéctica de Gorgias se aferra a esta distinción exactamente lo mismo que, andando el tiempo, habrá de volver a manifestarse en Kant; claro está que quien se aferre a esta distinción, jamás podrá llegar al conocimiento de lo que es.”

Esta libertad [socrática], que se cifra en el postulado de que la consciencia, en todo lo que piense, debe hallarse sencillamente presente y cabe sí(*)

(*) Hemos traducido bei sich selbst como ‘cabe sí’ a fin de distinguirlo del in sich, tan usado por Hegel.” Mas não distingue um do outro. Por si mesmo e em si (mesmo) são rigorosamente a mesma coisa. Filigranas lingüísticas capazes de convulsionar um Schopenhauer! Cabe sí é só mais um sinônimo que os tradutores preciosistas usam no lugar de de suyo.

Nos tempos modernos muito se fala do saber imediato e da fé, mas não se deve crer que seu conteúdo, quer dizer, Deus,¹ o bem, a justiça, etc., tenha como fonte exclusivamente os sentimentos e a imaginação, pois é, em realidade, algo puramente espiritual, quer dizer, um conteúdo procedente do pensamento.” Hegel é o mais grosseiro dos maus leitores de Kant!

¹ Vazio; ex nihilo, regressão a antes mesmo de Tales de Mileto!

[O passo dado por Sócrates] é, de fato, o verdadeiro, a unidade do subjetivo e do objetivo na terminologia moderna; diferente do ideal kantiano, que não é senão um fenômeno, que não é objetivo em si mesmo.”

O PROBLEMA DA ÉTICA DIVINA

Partamos de duas premissas: 1) o homem é burro, isto é, vil demais para criar-se uma ética. 2) o homem é sábio, isto é, virtuoso o bastante para criar-se uma ética. Ponto de vista da religião monoteísta: o homem só pode ser burro demais, do contrário não haveria religiões nem necessidade de religiões. Deus precisa ensinar a ética ao homem, eis o fundamento e o fim último da crença. Porém, se o homem é burro demais para criar-se uma ética, ele também é vil demais para aprender uma ética, incapaz que é de entender os desígnios de deus. Não está à altura de uma ética divina para os homens.

Posto que sabemos o que é ética, ela deve ser atingível. Posto que há religiões, é seguro dizer que via de regra prescinde-se de ética. Posto que há religiões há muito tempo, porém, e sua presença milenar não demonstra a aquisição da virtude pela humanidade como um todo, conclui-se que: poucos notáveis são virtuosos, a maioria é tola. Alguns notáveis assumiram papéis de pregadores, profetas, sacerdotes religiosos. Alguns notáveis seguiram o caminho da autoformação. A grande massa se subdivide igualmente entre os dois caminhos. Muitos crêem-se éticos (sábios) sem sê-lo. Sábios autointitulados, intitulados pela comunidade laica ou sancionados por aqueles que controlam os dogmas espirituais. Se a virtude fosse passível de se ensinar, não só Deus como os sábios ensiná-la-iam.

As gerações da humanidade repetem a proporção entre sábios e tolos. Desde sempre, para sempre. De qualquer modo, apenas uma pimenta para a discussão: não é possível conhecer-se a si mesmo. O sábio não se conhece; vive sempre na berlinda entre uma pretensa sabedoria e a estultícia. O muito burro vive na vaidade, crendo-se sábio. Ao notar esse comportamento dos muito estultos, o sábio aprende que ter certeza sobre sua própria sabedoria é um indício pouco auspicioso. Ele sempre oscila entre considerar-se um hipócrita ou um tolo, não importa como conduza sua vida, e a reputação que obtém entre “os outros homens”. Sua vida é uma comédia, pois só é possível agir com ética inconscientemente. Os autointitulados tolos podem ser considerados uma multitude de coisas: sábios (e portanto suscetíveis de ser tolos debaixo do véu), hipócritas que desejariam o status da sabedoria empregando uma falsa modéstia para enganar os homens, um espírito que conhece suas limitações; mas não muda o fato de que todas essas possibilidades não são dignas de crédito. Não se confia no tolo só porque ele assume sua tolice. E o parâmetro para o sábio, por mais que sábios existam, não é deste mundo. Permanece como mistério insondável da existência. Como num jogo de pega-pega entre a cabeça e a cauda, aporia.

* * *

Esculpir bebês para parir estátuas.

Los atenienses anteriores a Sócrates eran hombres Morales, pero no éticos, pues practicaban lo que había de racional en sus relaciones sin saber que eran, en verdad, hombres buenos.” “este modo [socrático] de conducirse ha vuelto a cobrar vida, modernamente, con la filosofía kantiana, que es ética.”

Conta-se que um ateniense chamado Críton ajudou Sócrates a cobrir os seus gastos para que pudesse ser iniciado pelos mestres em todas as artes.” Nem Soc. foi um self-made man às antigas!

A ironia socrática não é o método socrático, mas o destino inelutável e externo do filósofo: jovem soldado, serviu três vezes. Três vezes regressou triunfante do Peloponeso, e ao cumprir regiamente seu dever para com sua pátria, ajudou a consumar o desfecho da cultura grega. Da própria cultura, da cultura socrático-platônica, modelo dos modelos de homem.

Os generais recompensaram a façanha de Sócrates com uma coroa, que era o prêmio dos valentes; mas ele se negou a recebê-la, negociando com êxito sua entrega a Alcibíades, de quem salvara a vida em Potidéia.”

nós propendemos a ver nas virtudes, como realmente são hoje, antes aspectos dos dotes ou do temperamento do homem, ou a revesti-las sob a forma do genérico e necessário; em Sócrates, no entanto, não apresentam a forma dos bons costumes, do temperamento do homem ou de uma necessidade qualquer, senão a forma de uma determinação independente. É sabido que a fisionomia de Sócrates indicava um temperamento dominado pelas paixões feias e baixas, que seu espírito soube refrear e governar, como ele mesmo nos diz em algum lugar.” Além de tudo que aqui afirma, tece depois que o belo é o santo e o sábio — mas que doutrina esta do Romantismo europeu!! Hegel, horroroso, não podia dominar nada e seria, de acordo consigo mesmo, um grande mandrião! Porém, Sócrates nunca afirmou que conseguiu voluntariamente contrariar sua má natureza; o fato de ele ser feio e de Alcebíades ser belo nada tem que ver com ambos os temperamentos. Lição primária, na qual sou obrigado a reprovar o aluno extravagante Hegel.

Esta classe de trato social que chamamos de ‘o ócio dos atenienses’ só era possível graças às características especiais da vida da polis, em que a maioria dos trabalhos que hoje realiza um cidadão livre de qualquer país – ainda que falemos de um burguês e não só dos empregados – era efetuada, então, por meio de escravos, já que se consideravam como indignos dos homens livres. Não era proibido ao cidadão livre ateniense ser artesão, mas mesmo os artesãos dispunham de escravos, seus ajudantes de ofício.”

Es ésta la famosa ironía socrática, que no es sino un modo especial de comportarse en el trato de persona a persona, es decir, una forma subjetiva de la dialéctica únicamente, en tanto que la verdadera dialéctica versa siempre sobre los fundamentos de la cosa misma.”

Hace 10 años, un famoso teólogo sentó 90 tesis sobre la razón, tesis que encierran problemas muy interesantes, pero que no han dado resultado alguno, a pesar de haberse discutido mucho en torno a ellas, ya que, mientras el uno se situaba en el punto de vista de la fe, el otro argumentaba desde el punto de vista de la razón, y cada cual se mantenía aferrado a su criterio propio, sin que fuese posible saber qué era lo que entendían el uno por fe y el otro por razón.”

Los personajes encargados de formular las respuestas en los diálogos de Sócrates son semejantes a títeres, ya que sólo contestan a aquellas preguntas formuladas de tal modo que facilitan notablemente la respuesta y excluyen toda arbitrariedad propia.”

Os personagens encarregados de formular as respostas nos diálogos de Sócrates são semelhantes a títeres, já que só respondem àquelas perguntas formuladas de tal modo que facilitam notavelmente a contra-resposta socrática e excluem toda arbitrariedade própria.”

Para nosotros, que estamos acostumbrados a representarnos lo abstracto y que desde la temprana juventud nos educamos en torno a principios generales, el método socrático de la llamada condescendencia, con su locuacidad, resulta a menudo cansado, aburrido y tedioso.”

Para nós, que estamos acostumados a nos representar o abstrato e que desde a tenra juventude nos educamos em torno de princípios gerais, o método socrático da chamada condescendência, com sua loquacidade, resulta o mais das vezes, cansativo, aborrecido, tedioso.”

¿Cómo puedes ponerte a indagar lo que afirmas que no sabes? ¿Cómo puedes sentir apetencia de lo que no conoces? Y si por casualidad das con ello, ¿cómo puedes saber que es realmente lo que buscas, si confiesas que no lo sabes?”

tudo se encontra já no espírito do homem, ainda que pareça que este tenha de aprender tudo de fora.”

Ahora bien, esto es solamente uno de los lados, en el que Sócrates hace caso omiso de todo lo que sea contradicción y presenta como contenido afirmativo las leyes, es decir, el derecho, tal y como cada cual se lo representa. Ahora bien, si preguntamos cuáles son estas leyes, veremos que son precisamente aquellas que rigen, tal y como se hallan presentes en el Estado y en la representación de las gentes y que, llegado el momento, son levantadas [suspensas] como algo determinado, lo que quiere decir que no son absolutas.” O que ainda é melhor que afirmar numa Filosofia do Direito que o Estado da monarquia constitucional é o non plus ultra do Espírito!

Vemos, assim, como um signo infeliz do desconcerto, como os grandes favoritos de Sócrates, os dotados de atitudes mais geniais, p.ex. um Alcibíades, este gênio da frivolidade, para quem o povo de Atenas nada era senão um brinquedo, e Crítias, o mais eficiente dos Trinta Tiranos, desempenham mais tarde, em sua pátria, um papel que os leva a ser julgados, o primeiro como inimigo e traidor de seus concidadãos, o segundo como opressor e tirano de seu povo. Ambas as figuras viveram se ajustando ao princípio do conhecimento subjetivo, e arrojaram, assim, má luz sobre Sócrates; através delas revela-se como o princípio socrático, ao assumir uma forma distinta, levou a vida grega à ruína. (Xenofonte, Memorabilia, cap. 2)”

O demônio de Sócrates é (…) a individualidade do espírito” Belo sinônimo para inconsciente!

O general, antes de dar uma batalha devia ater-se, para tomar uma decisão, ao que lhe dissessem as entranhas dos animais sacrificados, como com tanta freqüência o vemos na Anábase de Xenofonte; e Pausânias se atormenta um dia inteiro, antes de dar a ordem de lançar-se ao combate. (Heródoto)”

no fim das contas os oráculos são sempre necessários ali onde o homem não se considera ainda tão livre e independente em seu foro íntimo que se sinta capaz de adotar suas determinações a partir de si mesmo, como nós o fazemos. É a esta liberdade subjetiva, que os gregos ainda não conheciam, que queremos nos referir quando falamos, atualmente, de liberdade” “Isso de responder pelo que fazemos, de buscar nos atos do indivíduo sua própria inspiração pessoal, é algo próprio dos tempos modernos”

quem se casa com uma mulher formosa não sabe se isso consumará sua felicidade ou será, ao contrário, fonte de pena e aflição; nem quem tem parentes poderosos no Estado pode saber se não será isso precisamente o que implique, um dia, o ver-se desterrado. (…) E para Sócrates este oráculo [sacrifícios, o vôo das aves, etc.] era seu demônio interior.” Xenofonte

o demônio socrático ocupa um lugar intermediário entre o lugar externo do oráculo e o lugar puramente interior do espírito; é interior, mas distinto da vontade humana e ainda menos preponderante que a inteligência e as deliberações do indivíduo Sócrates.”

TEMPOS DE MESMERISMO: “com efeito, em Sócrates parece que se dava, já, expressamente, algo disso que chamamos estado magnético (…) o mesmo estado do êxtase epiléptico ou da catalepsia [catatonia, histeria, hipnose, etc.].”

Hegel é ainda muito primitivo no tocante ao julgamento de Sócrates.

A aparição da comédia aristofânica é, por si mesma, um ingrediente tão essencial ao povo ateniense e Aristófanes uma figura tão necessária no panorama de Atenas quanto a do augusto Péricles, a do frívolo Alcibíades, a do divino Sófocles e a do ético Sócrates, pois ele forma parte, também, das estrelas deste firmamento.”

Nossa seriedade germânica não compreende como Aristófanes podia representar personagens que representavam, por sua vez, homens de carne e osso da nação ateniense, chamando-os pelos seus nomes reais, a fim de pô-los em ridículo, e sobretudo um homem tão austero e honrado como Sócrates.”

um povo que sabe rir de si” “essa certeza diáfana de si mesmo”

devemos admirar a profundidade de Aristófanes em ver o lado negativo da dialética socrática e destacá-lo com cores tão enérgicas.”

Sócrates foi condenado à morte por se negar a reconhecer a competência e soberania do povo sobre um acusado.”

A [acusação da] perversão da juventude consistia em fazê-la vacilar com respeito ao dotado de vigência imediata.”

As duas Apologias. Falta-me ler a de Xen..

Ninguém jamais viu ou ouviu Sócrates fazer ou dizer qualquer coisa ímpia ou contrária à religião, pois jamais pôs-se ele a investigar acerca da natureza do universo, como tantos outros, dedicados a indagar como havia nascido o que os sofistas chamam de o mundo.” X.

A esta primeira parte da defesa os juízes se mostraram descontentes, ou por não darem credibilidade ao dito por Sócrates ou por inveja (o crer que Sócrates era um favorito dos deuses) (a bibliografia é Xen.). O argumento de que o piedoso aceita Jesus, mas não um segundo Jesus (qualquer um no presente que se proclame Jesus): “Por que ele e não outro?”

Además, para los griegos aquellas revelaciones tenían que revestir necesariamente un determinado modo de ser, pues existían oráculos que podríamos llamar oficiales (no subjetivos), como la pitonisa, los árboles sagrados, etc. Por eso, cuando la revelación cobra cuerpo en este algo particular y concreto que es el ciudadano corriente, se la considera como algo increíble y falso; el demonio socrático era, en realidad, una modalidad distinta de la que hasta entonces venía rigiendo en la religión griega.” “Sócrates es, de este modo, el héroe que proclama, para desplazar al dios délfico, el principio de que el hombre debe mirar dentro de sí para saber qué es lo verdadero.”

Anito le había tomado animadversión a Sócrates porque éste le había dicho que el hijo de un hombre prestigioso como él no debía consagrarse al oficio de la tenería, sino a una profesión digna de un hombre libre. Anito mismo era curtidor de oficio y, aunque estos trabajos corriesen, por regla general, a cargo de esclavos, no eran, en sí, nada denigrante; la expresión de Sócrates no era justa, por ello; aunque ya hemos visto (supra, p. 50) que este juicio encajaba perfectamente dentro del espíritu y la mentalidad de los griegos. Sócrates añade que ha trabado conocimiento con este hijo de Anito y que no ha descubierto en él ninguna cualidad mala; profetiza, sin embargo, que no se mantendrá fiel a este trabajo servil a que su padre se empeña en sujetarlo. Y como no tiene a su lado ninguna persona razonable que se ocupe de él, se dejará llevar de malas apetencias y llegará muy lejos por los caminos de la ociosidad y la disipación. Jenofonte añade por su cuenta que la predicción de Sócrates se confirmó al pie de la letra, pues el joven de referencia se entregó a la bebida y se pasaba los días y las noches emborrachándose, habiéndose convertido en un hombre completamente indigno. Cosa perfectamente comprensible, ya que un hombre que se considera (con razón o sin ella) apto para llegar a ser algo mejor de lo que es y que se siente descontento en su interior con el estado de cosas dentro del que vive, pero sin poder alcanzar otro mejor, se ve arrastrado por este disgusto consigo mismo a la mediocridad, primero, y luego a la maldad, por el camino que tantas veces arruina a los hombres. La profecía de Sócrates es, por esto, perfectamente natural.”

Anito havia tomado aversão a Sócrates porque este lhe havia dito que o filho de um homem prestigioso como ele não devia se consagrar ao ofício do curtume, mas a uma profissão digna de um homem livre. O próprio Anito era curtidor e, ainda que de uso esses trabalhos corressem a cargo de escravos, essa não era uma vocação degradante em si; a expressão de Sócrates não seria justa; em que pese termos visto também que este juízo encaixava-se perfeitamente no espírito e na mentalidade gregos. Sócrates acrescenta que travou conhecimento com este filho de Anito e que não descobriu nele nenhuma má qualidade; profetiza, entretanto, que não se manterá fiel a este trabalho servil em que seu pai se empenha tanto em sujeitá-lo. E como não tem a seu lado nenhuma pessoa razoável para dele se ocupar, deixar-se-á levar por más apetências e chegará muito longe nos caminhos do ócio e da dissipação. Xenofonte acrescenta que a predição de Sócrates se confirmou ao pé da letra, pois o jovem se entregou ao álcool e passava dia e noite embebedando-se, havendo-se convertido num homem completamente indigno. Coisa perfeitamente compreensível, já que um homem que se considera (com ou sem razão) apto a ser algo melhor do que é e que se sente descontente em seu interior com o estado de coisas no qual vive, sem poder contudo alcançar outro melhor, vê-se arrastado por este desgosto consigo mesmo à mediocridade, primeiro, e logo à maldade, pelo caminho que tantas vezes arruína os homens. A profecia de Sócrates é, portanto, perfeitamente natural.”

Los hijos deben tener la sensación de formar una unidad con sus padres, siendo ésta la primera relación moral inmediata; todo educador debe respetarla, mantenerla pura y desarrollar la sensación de esta unidad.”

Os filhos devem ter a sensação de formar uma unidade com seus pais, sendo esta a primeira relação moral imediata; todo educador deve respeitá-la, mantê-la pura e desenvolver a sensação desta unidade.”

Ahora bien, para referirnos al ejemplo de Sócrates, todo parece indicar que éste, con sus ingerencias, inducía a los jóvenes a un sentimiento de descontento con la situación en que vivían. Es posible que el hijo de Anito no se sintiera, en general, atraído por el trabajo; pero una cosa es esto y otra muy distinta que esta sensación de descontento cobre conciencia de sí misma y se vea confirmada por la autoridad de un hombre como Sócrates.”

Tudo parece indicar que Sócrates, com suas ingerências, induzia os jovens a um sentimento de descontentamento com a situação em que viviam. É possível que o filho de Anito não se sentisse, em geral, atraído pelo trabalho; mas isto é uma coisa, e outra muito distinta que esta sensação de descontentamento cobre consciência de si mesma e se veja confirmada pela autoridade de um homem como Sócrates.”

Dentro de nuestras leyes, el primer punto de la acusación, el referente a la adivinación, sería inadmisible, como se ha visto, por ejemplo, en el caso de Cagliostro; esta clase de actos eran perseguidos en otro tiempo por la Inquisición.”

Dentro de nossas leis, o primeiro ponto da acusação, o referente à adivinhação, seria inadmissível, como já se viu, p.ex., no caso de Cagliostro; esta classe de atos era perseguida em outro tempo pela Inquisição.”

A <ESCLARECIDA> EUROPA DE HEGEL: “Sin embargo, si un profesor desde la cátedra o un predicador desde el púlpito atacase, por ejemplo, a una determinada religión, no cabe duda de que el gobierno se daría por enterado y tendría perfecto derecho a intervenir, por grande que fuese el clamor que su intervención levantara.”

Se um professor de cátedra ou um predicador do púlpito atacasse, p.ex., uma determinada religião, não resta dúvida de que o governo se daria por inteirado e teria o perfeito direito de intervir, por maior que fosse o clamor que sua intervenção gerasse.”

Según las leyes atenienses, el acusado, después de ser declarado culpable por los heliastas, como hoy en Inglaterra ante el tribunal del jurado, tenía derecho a oponer a la pena propuesta por el acusador una contrapropuesta de pena, que representaba una atenuación, sin ser una apelación formal; era ésta, sin duda, una excelente institución del derecho procesal ateniense, que acredita un gran sentido de humanidad. No se trataba de la pena en general, sino de la tasación, de la clase de pena que había de imponerse; el fallo de los jueces había decidido ya que Sócrates era culpable y, por tanto, merecedor de una pena. Ahora bien, el hecho de que se dejara al culpable un margen de libertad para fijar o proponer la pena que consideraba justa, no quiere decir que su propuesta pudiera ser arbitraria, sino, por el contrario, adecuada al delito ya reconocido, bien con el carácter de multa o de pena corporal (Meier y Schönemann, Der Attische Process). El hecho de que el culpable o declarado tal se constituyese en juez de sí mismo implicaba ya de suyo que se sometía al fallo del tribunal y reconocía su culpa. Pues bien, Sócrates se negó a señalar para sí una pena, que habría podido consistir en una multa o en el destierro, lo que le permitía optar entre esta pena o la de muerte, que los acusadores proponían.”

Segundo as leis atenienses, o acusado, depois de ser declarado culpado pelos heliastas, como hoje na Inglaterra perante o tribunal do júri, tinha direito a opor à pena proposta pelo acusador uma contraproposta de pena, que representava uma atenuação, sem ser uma apelação formal; era esta, sem dúvida, uma excelente instituição do direito processual ateniense, que transmite um grande sentimento de humanidade. Não se trata da pena em geral, senão da apreciação da classe de pena que dever-se-ia impor; a sentença dos juízes já havia decidido que Sócrates era culpado e, assim, merecedor de uma pena. O fato de que se deixava ao culpado uma margem de liberdade para fixar ou propor a pena que considerasse justa não quer dizer que sua proposta pudesse ser arbitrária, mas, ao contrário, devia ser adequada ao delito já reconhecido, fosse sob o caráter de multa ou de pena corporal. O fato de que o culpado ou assim declarado se constituísse em juiz de si implicava por si só que se submetia à sentença do tribunal e reconhecia sua culpa. Pois bem: Sócrates se negou a escolher uma pena, que teria consistido ou em multa ou no desterro, o que permitia, na prática, que o réu optasse, inclusive, entre o banimento e a pena de morte, que os acusadores propuseram.”

Enfatuadas casuísticas de H….

Un verdadero Estado no puede tolerar en su seno, por ejemplo, a gentes como los cuáqueros, los anabaptistas, etc., que desconocen y rechazan determinados derechos del Estado, como es el de la defensa de la patria. Esta miserable libertad de pensar y creer lo que a cada cual le parezca mejor no puede admitirse, como tampoco el que cada cual se acoja a la conciencia de su deber.”

Um verdadeiro Estado não pode tolerar em seu seio, p.ex., gentes como os quakers, os anabatistas, etc., que desconhecem e rechaçam determinados direitos do Estado, como é o da defesa da pátria. Esta miserável liberdade de pensar e crer o que a cada qual lhe pareça melhor não se pode admitir, nem tampouco que cada qual se refugie na consciência de seu dever.”

De un hombre como Sócrates no podía esperarse otra actitud que la de marchar hacia la muerte del modo más sereno y más varonil. El relato que Platón nos hace de las bellas escenas de las últimas horas de su maestro, aunque no haya en él, por su contenido, nada de extraordinario, quedará para siempre como la imagen grandiosa y el relato ejemplar de un hecho noble.”

De um homem como Sócrates não se podia esperar outra atitude senão a de marchar em direção à morte do modo mais sereno e varonil. O relato que Platão nos faz das belas cenas das últimas horas de seu mestre, ainda que nada haja nesse conteúdo de extraordinário, ficará para sempre como a imagem grandiosa e o relato exemplar de um fato nobre.”

os heróis aparecem como a violência que infringe a lei.”

Os atenienses se arrependeram, mais tarde, da condenação de Sócrates e castigaram a seus acusadores, a uns com a morte e a outros com o desterro. Pois era uma lei ateniense que quem formulava uma acusação se submetia, se a denúncia resultasse falsa, à mesma pena que em caso contrário sofreria o delinqüente. Este é o último ato do drama.”

Sócrates foi condenado à morte porque descobriu o inconsciente. 2200 anos depois um austríaco fraudulento vai criar uma associação internacional para enganar a civilização dizendo que ele descobriu o inconsciente!

O inocente que se vê condenado é, simplesmente, um néscio; por isso são absurdas e insubstanciais essas tragédias em que se enfrentam tiranos e vítimas inocentes, pois não são senão contingências vazias.”

A consecuencia del proceso y la muerte de Sócrates, el puñado de sus amigos y discípulos huyó de Atenas a Megara; entre ellos, Platón. Euclides, que residía allí, se hizo cargo, en la medida de lo posible, de los fugitivos. (Laercio) Al levantarse el fallo dictado contra Sócrates y castigarse a sus acusadores, parte de los socráticos retornó a Atenas y las cosas recobraron su equilibrio. La influencia de Sócrates fue vastísima y determinante en el mundo del pensamiento; y no hay mérito comparable en un maestro al de lograr tan grande influjo y ejercer tal sugestión.”

Una parte de ellos se mantuvo absolutamente fiel a la manera inmediata de Sócrates, sin pasar de ahí. Tal es el caso de una serie de amigos suyos que, en la medida en que fueron escritores, se contentaron con componer diálogos a la manera socrática, bien registrando con la mayor fidelidad histórica posible los sostenidos por ellos mismos con el maestro o los escuchados a otros, bien elaborando estos diálogos a su modo, pero absteniéndose, por lo demás, de toda clase de investigaciones especulativas y manteniéndose, en lo que a su conducta práctica se refiere, firmes y fieles a los deberes de su clase y situación y llevando, así, una vida tranquila y apacible. El más famoso y destacado, entre ellos, es Jenofonte. Pero hubo muchos otros que se dedicaron a escribir diálogos socráticos. Las fuentes mencionan los nombres de Esquines, algunos de cuyos diálogos han llegado a nosotros, Fedón, Antístenes y otros, entre ellos el de un zapatero llamado Simón ‘en cuya taller solía entrar Sócrates a platicar y que más tarde se dedicó a registrar por escrito sus charlas con el maestro’. Los títulos de sus diálogos, así como los de los otros socráticos que dejaron escritas obras de esta clase, aparecen citados en Diógenes Laercio (II, 122 s., 60 s., 105; VI, 15-18). Sin embargo, estas obras no tienen más que un interés puramente literario”

A verdade e a essência não são o mesmo; a verdade é a essência pensada, enquanto que a essência é o em si simples.” “A consciência de si mesmo se manifesta nestes, [no conhecer e no saber] de uma parte, como o ser para si e, de outra parte, como o ser: uma vez consciente desta diferença, retorna dela à unidade de ambos. Esta unidade, o resultado, é o sabido, o consciente, o verdadeiro.”

Los socráticos que presentan un valor peculiar pueden agruparse, según esto, en 3 escuelas: la primera es la de los megáricos, al frente de la cual se halla Euclides de Megara; la segunda, la de los cirenaicos; la tercera, la de los cínicos. Ya el mismo hecho de que difieran considerablemente entre sí las doctrinas de estas 3 escuelas socráticas indica claramente que Sócrates, maestro e inspirador de las 3, no llegó a tener un sistema positivo.” “El principio de los cirenaicos se desarrolla más tarde, de un modo científico, en el epicureísmo y el de los cínicos es desarrollado por los estoicos.”

Este Euclides, que no debe confundirse con el matemático del mismo nombre, es aquel de quien se cuenta que, reinando una gran tirantez de relaciones entre Atenas y su patria, Megara, en los momentos de mayor hostilidad se deslizaba en la ciudad de Atenas disfrazado de mujer y exponiéndose a ser condenado a muerte, sólo por el gusto de escuchar a Sócrates y estar cerca de él. Parece que este Euclides, pese a su manera de discutir y hasta en sus disputas mismas, era el más pacífico de los hombres. Cuéntase que, en una discusión, su contrincante se excitó tanto, que exclamó, en un arrebato de indignación: ‘¡Que me caiga muerto si no me vengo de ti!’. Y que Euclides replicó, con la mayor tranquilidad del mundo: ‘!Y yo me caiga muerto si no soy capaz de aplacar tu cólera con la dulzura de mis palabras, para que sigas amándome como hasta aquí!’

Se han conservado muchas anécdotas acerca del arte de discutir de estos pensadores, por las cuales vemos que lo que a nosotros nos parecen bromas eran, para ellos, problemas muy serios.”

Algunos de los innumerables giros a que aquellos pensadores se entregaban para embrollar la conciencia en las categorías han llegado hasta nosotros con sus nombres; son, principalmente, los sofismas cuya invención se atribuye a Eubúlides de Mileto, discípulo de Euclides.”

la seriedad alemana destierra todo lo que sean juegos de vocablos como vanos entretenimientos ingeniosos.” Até os anglófonos têm um Joyce, vocês não! Mas o que dizer de quem nunca possuiu nem de longe um Shakespeare?

Para ellos, [os gregos em geral, não só os megáricos] en los casos de antagonismo entre la palabra y la cosa, debía darse preferencia a la palabra; las cosas no expresadas son, en rigor, cosas irracionales, ya que lo racional existe solamente como lenguaje.

En los Elencos sofísticos de Aristóteles encontramos muchos ejemplos de éstos, tomados de los antiguos sofistas y de los erísticos [sinónimo de megáricos], así como las soluciones correspondientes.”

También en Platón encontramos juegos de palabras y frases de doble sentido de éstas, empleados con el fin de ridiculizar a los sofistas y poner de manifiesto en qué nimiedades paraban su atención. Pero los erísticos fueron aún más allá por este camino, llegando incluso a convertirse, como Diodoro, en una especie de bufones de las cortes, por ejemplo en la de los Tolomeos”

“— ¿Quién es eso?

Es Corisco.

¿Pero Corisco no es del género masculino?

Sí.

Eso es del género neutro, de modo que eso no puede ser Corisco” Aristóteles, De soph. elench., cap. 14

En otro lugar, desarrolla Aristóteles el argumento de ‘tienes por padre un perro’, lo que vale tanto como decir que tú mismo eres un perro; argumento que Platón, como veíamos más arriba atribuye a un sofista.” A.k.a., formalmente a mãe pode chamar o filho de ‘filho da puta’, não vemos nenhum óbice a isso (ela continuará íntegra, o filho será reputado mau caráter, etc.).

En la invención de juegos sutiles de éstos fueron verdaderamente inagotables los griegos de aquel tiempo y de una época posterior. Cuando estudiemos los escépticos, veremos cómo se desarrolla en ellos y se eleva a un punto superior el lado dialéctico.”

He aquí otra anécdota que se cuenta de Estilpón, en el mismo sentido. ‘Estaba platicando con Crates, un cínico, e interrumpió la plática para comprar pescado. Crates, su interlocutor, le dijo: ¿Cómo, abandonas el discurso? (en el sentido en que, en la vida corriente, nos reímos o pensamos que es incapaz quien, al parecer, no sabe replicar a lo que se le dice, considerando el discurso como algo tan importante, que se considera mejor contestar algo, lo que sea, que guardar silencio, es decir, dejar sin respuesta una pregunta.) A lo que contestó Estilpón: Nada de eso, no abandono el discurso, sino que te abandono a tí, pues el discurso queda, pero el pescado se vende.’”

yo soy algo mentado, [já mencionado] y no puedo precisarme a mí mismo.”

Si preguntamos: ¿quién está ahí?, la respuesta rezará: yo, todos los yos.”

Tengo ahora tantos años; pero este ahora de que hablo no es solamente éste, sino que son todos los ahoras.”

Ahora tengo 35 años, y ahora vivimos en el año 1805 del nacimiento de Cristo; ambos momentos se determinan solamente entre sí, pero la totalidad aparece indeterminada. Que ahora hayan transcurrido 1805 años desde el nacimiento de Cristo es una verdad que pronto carecerá de sentido; y la determinabilidad del ahora tiene un antes y un después de determinaciones sin principio ni fin.” Tenho a idade de Cristo e vivo agora no ano 2021 de seu nascimento. Mais de 200 anos desde que Hegel dava suas aulas…

Nunca tinha ouvido falar de Estilpo.

En efecto, si hombre y bueno o caballo y carrera fuesen uno y lo mismo, no podría decirse que el pan y la medicina son buenos o que el león y el perro corren” Plutarco

“Pero, ¿acaso algún hombre ha vivido peor a causa de esto? ¿Quién que escuche estas palabras no se dará cuenta de que se trata simplemente de un culto juego de ingenio?” Eu, que me ponho a ler isso!

Los cirenaicos toman su nombre de Aristipo de Cirene, en África, que fue el fundador y jefe de esta escuela.” “Los cirenaicos expresaban con ello su especial subjetividad, y lo mismo hacían los cínicos; ambas escuelas persiguen, por tanto, en el fondo, una y la misma finalidad: la libertad y la independencia del individuo.” “Fue el primer socrático que cobró dinero por sus enseñanzas; fiel a este criterio, había enviado dinero a Sócrates para pagarle lo que había aprendido de él, pero sin que Sócrates lo aceptase.”

En Aristipo [o jovem, discípulo de Sócrates e do primeiro Aristipo], lo más importante es su carácter, su personalidad; los rasgos que de él se han conservado corresponden más bien a su tipo de vida que a sus doctrinas”

Cuando se nos dice que alguien hace del placer su principio, tenemos inmediatamente la impresión de que ese hombre es, en el disfrute del placer, un hombre dependiente y el placer, por tanto, contrario al principio de la libertad. Pero no es así como debemos representarnos ni la escuela cirenaica ni la escuela epicúrea, que mantienen, en conjunto, el mismo principio. Pues, por sí misma, bien podemos afirmar que la determinación del placer es un principio opuesto a la filosofía; pero, en cuanto que se hace de la formación del pensamiento la única condición bajo la que puede alcanzarse el placer, se mantiene a salvo la completa libertad del espíritu, ya que es inseparable de la formación de éste.”

Aristipo gozó, dice de él Diógenes [Laércio], del placer del presente, sin preocuparse de lo que no formaba parte de éste; sabía acomodarse a todas las situaciones, se encontraba bien en todas las circunstancias, lo mismo en las cortes de los reyes que en las más míseras condiciones de vida. Cuéntase que Platón le dijo una vez: sólo tú eres capaz de vestir lo mismo la púrpura que los andrajos. Pasó algún tiempo en la corte de Dionisio, donde gozaba de grandes simpatías, pero dando pruebas de una independencia cada día mayor; por eso Diógenes el Cínico le daba el nombre del ‘perro real’.” HAHAHA

Como una persona que quería confiarle la educación de su hijo encontrara demasiado elevada la suma de 50 dracmas que le pedía por sus enseñanzas y le dijera que con ese dinero podía comprar un esclavo, Aristipo le replicó: Hazlo, y así tendrás 2 esclavos, en vez de 1. Un día, le preguntó Sócrates: ¿de dónde tienes tanto dinero? A lo que replicó Aristipo: ¿y de dónde tienes tú tan poco? A una hetaira que le anunció que iba a tener un hijo de él, le contestó con estas palabras: es tan poco seguro que sea mío, como si, atravesando por un seto [uma cerca] de espinas, aseguraras saber cuál espina te ha picado.”

Habiéndole escupido Dionisio, lo soportó pacientemente y, a quienes le censuraban por ello, les dijo: si los pescadores dejan que les moje el mar para pescar unos cuantos pececillos, ¿cómo no voy a mojarme yo para pescar esta ballena? Como quiera que Dionisio lo invitara a elegir una hetaira entre 3, se quedó con las 3, diciendo que hasta Paris había arrostrado grandes riesgos por elegir de 3 una, pero al llegar al dintel de la casa, las dejó marchar a las 3.”

Se cuenta que llegó a pagar 50 dracmas (cerca de 20 florines) por una perdiz. A alguien que se burlaba de él, le preguntó: ¿no la habrías comprado tú por un óbolo? Sí, le contestó el otro, a lo que replicó Aristipo: pues bien, para mí 50 dracmas valen lo mismo. En una travesía al África, vio que a su esclavo se le hacía demasiado duro cargar con una determinada cantidad de dinero, y le dijo: arroja lo que te sobre y transporta solamente lo que puedas.”

A quienes, dedicándose al cultivo de otras ciencias, descuidaban la filosofía, los comparaba Aristipo a los pretendientes de Penélope en la Odisea, que podían llegar a poseer a Melanto y a las demás criadas, pero que jamás se adueñaron de la reina.”

Entramos con ello en un campo en el que 2 clases de determinaciones constituyen el interés fundamental en torno al cual giran las muchas escuelas socráticas que se forman, con excepción de las de Platón y Aristóteles, y principalmente las de los estoicos, los neoacadémicos, etc. (…) Y surge así la noción del sabio: lo que el sabio hace, lo que el sabio es, etc.”

SÉCULOS JOGADOS FORA: “Esta retórica acerca del sabio como ideal es muy general entre los estoicos, los epicúreos, etc., pero carece de sentido. Pues no se trata del hombre sabio, sino de la sabiduría del universo, de la razón real.” Talvez alguns homens devessem permanecer apenas nos jogos de linguagem!

Entre los cirenaicos de un período posterior hay que citar, en primer lugar, a Teodoro, quien se hizo célebre al negar la existencia de los dioses, lo que le valió el ser desterrado de Atenas. Ahora bien, este dato no tiene, en realidad, mayor interés, ni entraña tampoco ninguna significación especulativa, pues los dioses positivos cuya existencia negaba Teodoro no son tampoco, en cuanto tales, objeto de la razón especulativa.”

La rareza, la novedad o la saciedad del placer engendra en algunos placer, en otros fastidio o malestar. La pobreza y la riqueza no influyen para nada en lo agradable o lo desagradable, pues no vemos que los ricos gocen más o mejor que los pobres. También son indiferentes, en cuanto a ese resultado, la esclavitud y la libertad, la nobleza o falta de nobleza del nacimiento, la fama o la carencia de ella. Sólo al necio le importa vivir, al sabio le es indiferente” Heguesías, espécie de elo perdido entre os cirenaicos, cínicos e estóicos.

El sabio obra solamente en gracia a sí mismo; no considera igualmente digno de él a ningún otro. Por grandes que sean los beneficios que de otros reciba, nunca podrán igualarse a los que a sí mismo se debe.” (Estes trechos são paráfrases de Laércio)

Cuéntase que a Heguesías, que vivía en la ciudad de Alejandría, le fue prohibida la enseñanza por el Tolomeo que a la sazón ocupaba el trono, porque inculcaba a sus oyentes una indiferencia y un fastidio de la vida tan grandes que muchos de ellos se la quitaban.”

La amistad no debe cultivarse solamente por el provecho que pueda reportar, sino en gracia a la benevolencia a que ello conduzca; y, por amor hacia el amigo, deben aceptarse también las cargas y las molestias consiguientes” Aniceris

CÍCERO O REI DO POP: “la doctrina de los cirenaicos decae y se convierte más y más en una doctrina popular. Es éste, pues, el segundo viraje que se advierte en la trayectoria de la escuela cirenaica, ya que el primero consistió en saltar el principio mismo. Surge así un tipo de filosofía moral que más tarde predominará también en Cicerón y en los peripatéticos de su tiempo; no se conserva ya interés alguno en lo tocante a la consecuencia del pensamiento.”

Poco es lo que hay que decir acerca de los cínicos, ya que no imprimieron gran desarrollo a la filosofía ni supieron crear tampoco un sistema de las ciencias; fue más tarde cuando los estoicos se encargaron de elevar sus proposiciones a una disciplina filosófica.”

En este sentido, los cínicos se enfrentan, a primera vista, con los cirenaicos, pues mientras que éstos consideran el sentimiento como principio, aunque ampliado en términos de generalidad y de perfecta libertad en cuanto que tiene que ser determinado por el pensamiento, aquéllos arrancan de la libertad e independencia completas como determinación del hombre. Sin embargo, como esto es, en realidad, la misma indiferencia de la conciencia de sí mismo que Heguesías proclamara como la esencia, tenemos que los extremos del pensamiento cínico y del cirenaico se levantan por obra de su propia consecuencia, convirtiéndose en fases de transición del mismo pensamiento.”

La actitud negativa ante eso es, aquí, lo determinante, y este mismo antagonismo entre los cínicos y los cirenaicos lo veremos manifestarse, más tarde, entre los estoicos y los epicúreos.” “La escuela cínica no reviste importancia científica alguna; constituye solamente un momento histórico que tiene que darse necesariamente en la conciencia de lo general, a saber: el momento que consiste en que la conciencia, en su individualidad, se sepa libre de toda dependencia con respecto a las cosas y al disfrute.”

El primer cínico fue Antístenes, ateniense y amigo de Sócrates. Vivía en Atenas y enseñaba en un gimnasio llamado el Cinosargo; a este pensador se le conocía por el nombre del Simple Perro.” Os cínicos têm alguma fixação pelos cães!

La virtud se basta a sí misma y sólo necesita una cosa: la fuerza de carácter de un Sócrates. El bien es bello y el mal feo. La virtud consiste en obras y no necesita de muchas razones ni de doctrinas. El destino del hombre es llevar una vida virtuosa. El sabio se contenta consigo mismo, pues posee cuanto los demás parecen poseer. Le basta con su propia virtud; tiene por casa el mundo entero. Si no le rodea la fama, esto debe considerarse más bien como un beneficio que como un mal.” De novo a fonte é Laércio

Es, de nuevo, la aburrida retórica acerca del sabio, que más tarde recibirá nuevo incremento, hasta el fastidio, con los estoicos y los epicúreos. En este ideal, en que se trata del destino del sujeto, se considera como el camino hacia su consecución la mayor simplificación posible de sus necesidades.”

Antístenes es todavía una figura noble dentro del campo de la filosofía cínica. Pero no están ya lejos de ella la tosquedad, la vulgaridad de la conducta, el impudor que caracterizarán a los cínicos de una época posterior.”

La indumentaria del cínico era extraordinariamente sobria: un grueso garrote de olivo silvestre, un manteo agujereado y lleno de remiendos sin más ropa debajo y que, por las noches, hacía además de cama, un saco de mendigo para guardar los víveres más indispensables y un vaso para beber agua: tal era, sobre poco más o menos, el atuendo de los cínicos.” Se Laércio erra ou mente, nunca ficaremos sabendo como eram realmente os cínicos…

ya Sócrates considerara como una manifestación de vanidad la buscada pobreza de los cínicos en el vestir. ‘Como Antístenes pusiera al descubierto uno de los agujeros de su manteo, Sócrates le dijo estas palabras: <por el agujero de tu manteo veo tu vanidad.>’

El corte de mi levita se halla determinado por la moda, pero de ello se encarga el sastre; no es misión mía meterme a inventar en esta materia, pues hay, gracias a Dios, otros que lo hagan.”

Se le llamaba ‘el perro’, lo mismo que él había llamado a Aristipo ‘el perro real’, pues a Diógenes le ocurría con los muchachos de la calle lo mismo que a Aristipo con los reyes.”

Sabido es que arrojó para siempre el vaso, cuando vio a un muchacho beber en las manos.”

Este filósofo rondaba por todas partes, viviendo a la ventura: en las calles y plazas de Atenas, en un tonel; ordinariamente, pasaba el tiempo e instalábase a dormir en la Stoa de Júpiter, en Atenas, diciendo que los atenienses le habían construido una magnífica residencia.”

Antístenes y Diógenes vivieron en Atenas, y sólo podían existir allí. Pero, en general, para que haya cultura es necesario que el espíritu se oriente hacia la más grande variedad de necesidades y de modos de satisfacerlas. Las necesidades se han multiplicado mucho en los tiempos modernos, y esto hace que las necesidades generales se dividan en muchas necesidades especiales y en muchos modos especiales de satisfacerlas; esto forma parte también de las actividades del entendimiento, entre las cuales encuentra cabida el lujo.”

Lo único que de Diógenes podemos referir son anécdotas. En un viaje por mar a Egina cayó en poder de los piratas, quienes decidieron venderlo como esclavo en Creta. Preguntado acerca de lo que sabía hacer, contestó: ‘mandar sobre hombres’ y pidió al heraldo que pregonase: ¿quién quiere comprar amo? Lo compró un tal Jeníades de Corinto, cuyos hijos recibieron sus enseñanzas.”

Diógenes estaba, un día, lavando una col [couve] cuando acertó a pasar por delante de él Aristipo, y le gritó a éste: si supieses lavar tú mismo la col, como yo lo hago, no andarías corriendo detrás de los reyes.”

Cuando le daban una paliza, [surra] lo que debía ocurrir con harta frecuencia, a juzgar por las muchas anécdotas que acerca de ello circulaban, se ponía grandes parches sobre las heridas y escribía encima los nombres de los agresores, para exponerlos de este modo a la censura de todos. Cuando los muchachos de la calle le rodeaban y le decían, para irritarlo: ‘tenemos miedo a que nos muerdas’, les replicaba: ‘no tengáis cuidado, pues los perros no comen acelgas.’ En una comida, uno de los comensales se dedicó a arrojarle huesos, como a los perros; entonces, el filósofo se fue hacia él, levantó la pierna y lo meó, como un can.”

Antístenes y Diógenes eran, como hemos visto, hombres de espíritu muy cultivado. Los cínicos que vienen después producen también indignación por sus extremos de desenfado; no son, por lo demás, sino repugnantes mendigos a quienes produce indecible satisfacción irritar a los demás con sus desvergüenzas. No hay para qué tenerlos en cuenta en una historia de la filosofía, y merecen en el pleno sentido de la palabra el nombre de ‘perros’ que en tiempos se dio a esta escuela filosófica, pues el perro, esta bestia desvergonzada, caracteriza plenamente su modo de ser.” Parte talvez mais inútil, mas a mais engraçada do livro!

Era tío suyo, hermano de su madre por línea paterna, aquel famoso Critias, que había mantenido también trato con Sócrates durante largo tiempo y que era, sin duda alguna, el más inteligente, el más espiritual y, por tanto, el más peligroso y el más odiado de los Treinta Tiranos de Atenas. Los antiguos suelen citar el nombre de Critias al lado de los del cirenaico Teodoro y de Diágoras de Melos, entre los de los que negaban a los dioses (…) A un hombre como Platón, nacido en el seno de tan noble familia, no podían faltarle los medios necesarios para su educación. Recibió de los más prestigiosos sofistas de su tiempo una enseñanza que desarrolló en él todas las aptitudes que cumplían a un ateniense. El nombre de Platón lo recibió más tarde, de su maestro; su familia le había dado el de Aristocles.”

Después de ahondar en el estudio de la filosofía, perdió el interés por la poesía y los negocios públicos y los abandonó totalmente para dedicarse por entero a las ciencias. Cumplió con sus deberes militares como ateniense; al igual que Sócrates, se dice que tomó parte en 3campañas.”

La Academia era un bosquecillo o paseo consagrado al héroe Academo, en el cual se levantaba un gimnasio. Pero el verdadero héroe de la Academia acabó siendo Platón, quien desplazó el antiguo significado del nombre de este lugar y oscureció al héroe a quien estaba consagrado, haciendo que pasara a la posteridad bajo la égida y la gloria del suyo propio.”

El tirano de Siracusa era uno de esos hombres mediocres que aunque, en su medianía, aspiren a la gloria y a los honores, no llegan a ser nunca profundos ni son capaces de nada serio, sino que aparentan, simplemente, serlo y carecen de toda firmeza de carácter; un querer y no poder, como esos personajes que la ironía moderna lleva a la escena, que creen ser virtuosos y excelentes y que no son, a la verdad, más que bribones. Una relación como la que Platón se proponía era irrealizable, pues sólo las medianías se dejan guiar por otros, pero, al mismo tiempo que dan pie para la realización de tales planes, los llevan siempre al fracaso.”

Platón abandonó, pues, la corte de Siracusa; sin embargo, después de la separación ambos sintieron la necesidad de volver a verse. Dionisio llamó de nuevo a su corte al filósofo, pues no podía hacerse a la idea de no haber sabido ganarlo por entero para sí; encontraba insoportable, sobre todo, el hecho de que Platón no quisiera abandonar la amistad de Dión. Platón cedió a las instancias tanto de su propia familia y de Dión, como, principalmente, a las de Arquitas y otros pitagóricos de Tarento, a quienes había recurrido Dionisio y que se interesaban por lograr una reconciliación entre el tirano, Dión y Platón; salieron, incluso, garantes de su seguridad y libertad, decidiendo, así, al filósofo a ponerse de nuevo en viaje. § Dionisio no podía soportar ni la presencia ni la ausencia de Platón, y no cabe duda de que la primera le producía embarazo.”

En nuestro tiempo, en estos últimos 30 años, se han redactado también muchas constituciones nuevas; es ésta una tarea fácil de realizar para quien se halle habituado a esta clase de trabajos. Sin embargo, el talento teórico no basta para redactar una constitución viable, pues los que las hacen no son los individuos, sino algo espiritual, algo divino, que se realiza a través de la historia.”

Platón vivió honrado en todas partes, sobre todo en Atenas, hasta el primer año de la 108ª Olimpíada (348 a.C.). Murió el día en que cumplía años, en un banquete de bodas, a los 81 de edad.”

esta filosofía ha sido concebida en cada época de distinto modo y ha sufrido, sobre todo, las ingerencias y tergiversaciones de manos muy torpes en los tiempos modernos, que no han tenido inconveniente en introducir en estos escritos sus propias concepciones, incapaces de captar espiritualmente lo espiritual, o considerando como lo más esencial y más notable de la filosofía platónica lo que, en realidad, no pertenece al campo de la filosofía, sino al modo de pensar o de representarse las cosas; pero, en rigor, es el desconocimiento de la filosofía lo que entorpece la comprensión de la filosofía platónica.” Que ironia, já que Hegel põe Platão abaixo de Aristóteles e não reconhece sua verdadeira grandeza!

Hacer de él algo insuperable, como el punto de vista en que nosotros mismos deberíamos situarnos, es una de las debilidades propias de nuestro tiempo.” Basta substituir debilidades por forças ou qualidades e vemos o quanto H. acertaria em cheio! A roda do tempo não perdoa, e hoje gostaríamos de poder ter ao menos a força de suportar esse pensamento: usar Platão como uma estrela-guia. O pós-modernismo é fraco demais, mas tem, melhor que a época de Hegel, esse arrependimento vivo no lugar da hipocrisia etnocêntrica.

Así como en pedagogía algunos aspiran a educar al hombre para precaverlo contra el mundo, es decir, para que se encierre en un círculo aparte —por ejemplo, en un despacho, o viva idílicamente plantando y cultivando habas—, en el que no sepa nada de lo que pasa en el mundo ni tome conocimiento de él, así también en la filosofía se ha retornado a la fe religiosa y a la filosofía platónica.

Estaría justificado el tratar de retornar a Platón para volver a aprender de él (la idea de la filosofía especulativa); pero es una tontería expresarse en términos tan hermosos, a gusto y antojo del que escribe, acerca de la belleza y la excelencia de estos escritos.”

Sobre todo, las disquisiciones literarias del señor Schleiermacher, [justo as que Luisa Buarque recomendou] los sondeos críticos que se hacen para averiguar si estos o los otros diálogos secundarios son auténticos o apócrifos (pues acerca de los principales apenas dejan lugar a dudas los testimonios de los autores antiguos), son absolutamente superfluos en filosofía y nacen, en realidad, de ese espíritu hipercrítico tan característico de nuestra época.”

DESCONSTRUINDO O MITO DOS <DOIS PLATÕES>: “Para comunicar algo puramente externo no se necesita mucho, pero para transmitir a otro una idea hace falta habilidad, y ésta es siempre algo esotérico; por eso los filósofos no son ni pueden ser nunca simplemente exotéricos. Estas no pasan de ser nociones puramente superficiales.”

La filosofía no es, pues, algo individual, como una obra de arte; y tampoco de ésta puede decirse que lo sea nunca en absoluto, pues también el artista recibe de otros y desarrolla por cuenta propia, al ejercerlas, las aptitudes artísticas. La invención del artista, su inspiración, es el pensamiento de su todo y la inteligente aplicación de los medios con que se encuentra, ya preparados; los motivos directos de inspiración y las verdaderas invenciones pueden ser infinitos.”

La forma externa incluye, en primer lugar, la escenografía y el elemento dramático. Platón sitúa sus diálogos en un ambiente de realidad, en lo tocante al medio en que se desenvuelven y a los personajes que en ellos intervienen, y toma siempre como punto de partida un motivo individual, que reúne a los personajes y da un carácter de verosimilitud muy agradable y abierto a sus coloquios. El personaje principal, en estos diálogos, es Sócrates; entre los demás interlocutores aparecen muchas primeras figuras conocidas de nosotros, tales como Agatón, Zenón, Aristófanes, etc. El autor nos sitúa, además, en un lugar concreto: el Fedro (p. 229 Steph., p. 6 Bekk.) se desarrolla a la sombra de un plátano junto a las claras aguas del Iliso, que Sócrates y Fedro cruzan; otros diálogos tienen por escenario los pórticos de los gimnasios, la Academia, la sala en que se celebra un banquete. Mediante el recurso de no intervenir nunca personalmente, poniendo siempre sus pensamientos en boca de otros personajes, Platón logra suprimir totalmente en sus diálogos lo que pudiera haber en ellos de tesis, de elemento dogmático. Tampoco aparece en los diálogos platónicos un sujeto encargado de narrar, como en la historia de Tucídides o en los poemas de Homero. Jenofonte

aparece, a veces, en persona y, a veces, deja traslucir claramente su intención de justificar por medio de ejemplos la doctrina y la vida de Sócrates. En Platón, por el contrario, todo es absolutamente objetivo y plástico, y le vemos desplegar un gran arte para evitar todo lo que sea puramente expositivo, desplazándolo a veces, incluso, a la tercera o cuarta persona.”

Pero esta urbanidad no debe confundirse con el temor a herir susceptibilidades, sino que lleva consigo, por el contrario, una gran valentía y una gran franqueza, y es esto precisamente lo que constituye el encanto de los diálogos platónicos.”

Ocurre aquí como en el repaso del catecismo: las respuestas están establecidas de antemano, sin el menor margen de sorpresa, pues el autor hace que los personajes contesten como él cree que deben contestar. Y las preguntas suelen estar formuladas en un tono tan perfilado, tan tajante, que sólo pueden contestarse en términos muy simples; y en esto estriba precisamente la grandeza y la belleza de este arte literario del diálogo, que es, al mismo tiempo, lo que lo hace aparecer tan sencillo.”

A época de Hegel não tinha os pré-requisitos para entender a Idéia.

A CRÍTICA QUE VIROU ELOGIO: “Sin embargo, en los conceptos platónicos puros no aparece superada la representación como tal: o bien no se dice que estos conceptos sean su esencia, o no son, para Platón, otra cosa que una representación, y no algo esencial”

El concepto adulto no necesita ya apoyarse en el mito.”

SOBRE O ‘GOVERNO DOS FILÓSOFOS’ (OU RUDIMENTOS DE UMA CIÊNCIA POLÍTICA AINDA NÃO INICIADA EM 2021): “Y Platón pone en boca de Glaucón la siguiente réplica: ‘Has pronunciado, ¡oh Sócrates!, palabras tales y has expresado cosas, que necesariamente debes suponer que una muchedumbre de hombres, y no malos, están dispuestos a arrojar sus mantos y echar mano de la primera arma que tengan a su alcance para marchar en filas cerradas contra tí; y, como no consigas aplacarlos con razones, te aseguro que lo pagarás muy caro.’ (libro V).

Platón proclama aquí, pura y simplemente, la necesidad de unificar la filosofía y el gobierno. Puede considerarse, sin duda, como una gran arrogancia esto de postular que se confíe a los filósofos el gobierno de los Estados, pues una cosa es el terreno de la historia y otra cosa muy distinta el terreno de la filosofía. Es cierto que en la historia debe manifestarse la idea como el poder absoluto; dicho en otras palabras: Dios gobierna el universo. Pero la historia es la idea realizada por la vía natural, no con la conciencia de la idea. Es verdad que se obra con arreglo a los pensamientos generales del derecho, de la moral, de lo grato a Dios; pero no hay que olvidar tampoco que, en sus actos, el sujeto busca también, como tal, la consecución de sus particulares fines. La realización de la idea se lleva a cabo, por tanto, mediante una mezcla de pensamientos y conceptos con fines inmediatos y particulares, de tal modo que esa realización sólo se produce, de una parte, mediante el pensamiento y, de otra parte, a través de las circunstancias, de los actos humanos, en cuanto medios. Con frecuencia, estos medios parecen ser contrarios a la idea, pero esto no perjudica en nada a su realización, pues todos aquellos fines determinados y concretos no son sino los medios empleados para producir la idea, ya que ésta es el poder absoluto. Por tanto, la idea acaba realizándose en el mundo, quiérase o no; pero para ello no hace falta que los gobernantes obren movidos por una idea.

Sin embargo, para poder juzgar el postulado platónico de que los regentes de los pueblos deben ser filósofos hay que tener en cuenta, indudablemente, qué hay que entender por filosofía en sentido platónico, y en general, en el sentido de aquel tiempo. (…) la filosofía platónica es, por tanto, la conciencia de lo verdadero y justo, en y para sí, la conciencia y la vigencia de fines generales dentro del Estado.”

COMO SEMPRE, PORÉM, HEGEL TIRA 10 NOS PROLEGÔMENOS E UM 0 NOS FINALMENTES: “Ahora bien, a lo largo de toda la historia, a partir de las grandes migraciones de los pueblos, en que la religión cristiana se convirtió en la religión universal, no ha habido otra preocupación que la de implantar en la realidad el reino de lo suprasensible, el reino de lo que empezó existiendo solamente para sí, este algo general y verdadero en y para sí, y la de determinar la realidad con arreglo a ello.”

ESCRAVO DA ADMINISTRAÇÃO GERMÂNICA: “Un ejemplo de lo que, en su tiempo, podía hacer un filósofo en el trono lo tenemos en Marco Aurelio; lo único que ha quedado de él en la historia son actos de carácter privado, y no puede decirse que el imperio romano haya ganado nada con el gobierno de este emperador. Federico II, en cambio, ha sido llamado con razón el rey-filósofo.”

Y si se le sacara de la caverna, quedaría cegado por la luz del sol y, deslumbrado con tanta claridad, no podría ver las cosas que llamamos reales y odiaría a quien le hubiese arrastrado hasta la luz, como se odia a quien nos ha arrebatado la verdad, deparándonos en cambio sólo dolor y pena.” Ao invés de mero joguete de uma má consciência (como é levado a crer freqüentes vezes em seus primeiros encontros com o absurdo e o tragicômico, principalmente na infância, adolescência e juventude), o filósofo é o único que vive verdadeiramente. Quantos milhares de seres humanos eu já não conheço com alguma certidão que vivem apenas nas aparências mais foscas?

Hay hombres que gustan de mirar y escuchar, que aman las bellas voces y las formas y colores bellos y todo lo formado por ellos, pero cuyo pensamiento es incapaz de ver y amar lo que hay de bello en la naturaleza.”

¿Qué es la vida para el hombre que, aun reputando las cosas por bellas, no es capaz de captar la belleza misma ni de seguir a quien quiera iniciarle en el conocimiento de ella? ¿Una realidad o un sueño? Fíjate bien. ¿Qué es soñar? ¿No es, ya se duerma o se esté despierto, tomar la imagen de una cosa por la cosa misma?”

La obra iniciada por Sócrates fue llevada a cabo por Platón, quien sólo reconoce como esencial lo general, la idea, lo bueno. Mediante la exposición de sus ideas, Platón puso al descubierto el mundo intelectual, pero sin ver en él un mundo situado más allá de la realidad, en el cielo, en un lugar distinto, sino el mundo real, del mismo modo que Leucipo había acercado lo ideal a la realidad, sin colocarlo—metafísicamente—detrás de la naturaleza. La esencia de la teoría de las ideas ha de buscarse, por tanto, en la concepción de que lo verdadero no es lo que existe para nuestros sentidos, sino que el verdadero y único ser del mundo está en lo determinado de suyo, en lo general en y para sí: el mundo intelectual es, por tanto, lo verdadero, lo digno de ser conocido, lo eterno, lo divino en y para sí. Las diferencias no son esenciales, sino simplemente transitorias; sin embargo, lo que Platón llama absoluto es, al mismo tiempo, como algo único e idéntico consigo mismo, algo concreto de suyo, en cuanto que es un movimiento que retorna a sí mismo y que permanece eternamente cabe sí. Y el amor por las ideas es lo que Platón llama entusiasmo.” Um lugar aqui mesmo, no mundo das aparências, em que os sábios podem conferenciar entre si, sem medo de estarem falando com espectros (solipsistas em alucinação): o termo médio em que os privilegiados realmente se entendem, porque a natureza do saber é Una.

El segundo error con que nos encontramos, en lo tocante a las ideas, consiste, no en situarlas fuera de nuestra conciencia, sino en considerarlas como ideales necesarios para nuestra razón, pero cuyos productos ni tienen realidad ahora, ni pueden llegar a adquirirla nunca.” Aí já depende, meu caro Hegel: do que estamos falando? De simples ‘discussões triviais entre filósofos’ (sobre um mundo-verdade e um mundo das aparências)a – o que é relativamente simples de imaginar que se possa ter cotidianamente, pois muitos são os filósofos, embora sejam minoria, e qualquer filósofo concebe esta distinção bem, ou não seria, por definição, filósofo –; ou do Bem e da Justiça? Porque estes seriam sóis, realmente meras figuras de linguagem, inobteníveis a não ser que estejamos falando de seres muito crédulos e supersticiosos, pasme, maioria deles filósofos!

a Quem está acostumado com a refutação nietzschiana de um mundo-verdade pode ter ficado confuso com este parágrafo – mas alto lá! Um mundo-verdade cristalizado e eterno na acepção chinfrim de frades, é a isto que Nie. objetava! (‘Chega deste Bem, unilateral, estilizado! Para esta concepção ultrapassada, ofereço uma nova discussão, que vá além deste bem e deste mal, mal condicionado por esta visão de bem tão limitada, mal que está prestes a se tornar universal no meio acadêmico ocidental! Só assim é que poderemos recomeçar com coisas sérias! Os idiotas saturaram o nosso meio, o nosso mundo-verdade vivo, precisamos recolher o lixo – são 23:59, mas amanhã é um novo dia!’ – Esta é uma paráfrase bem realista de um Nie. mais direto ainda do que estamos acostumados a ler, se explicando para quem tiver olhos e ouvidos.) Mas o mundo-verdade exclusivo da mentalidade dos filósofos (dos filósofos verdadeiros, palavra tão desvalorizada com o tempo!) nada tem de ossificado e estável – simplesmente porque é orgânico e cambiante enquanto o filósofo vive individualmente e enquanto a raça dos filósofos vive coletivamente, jamais sendo igual a si mesmo – isso! –, um mundo-verdade riacho heraclítico! Uma verdadeira imagem do inferno para o ante-filósofo, um quadro expressionista, tolices e nada mais (estou falando novamente daquele que não tem acesso ao privilégio, o prisioneiro da caverna de Platão). Exemplo: Posso discutir com o Pablo (outro esclarecido) sobre o ser-do-ente e o ser-aí, mas nunca poderemos propor uma síntese da condição humana ou um propósito para a existência – essa faculdade está além de qualquer evento da existência, de qualquer conciliábulo entre os grandes filósofos da História mesmo que se pudessem reunir num auditório além do tempo. De tal encontro nada sairia além do que sói acontecer nas noitadas de bar das gentes mais simples. Mas Hegel imaginou que continha esta sementinha em suas mãos, quanta candura! O girassol escolhido pelo Espírito do Mundo – perfume dos perfumes, essência das essências! ‘Não pedi para nascer no lugar e no tempo certos, mas nasci…’, seria mais ou menos o que ele teria a dizer a respeito de tão imensa (e grata, para ele mesmo) coincidência… O primeiro falastrão europeu a poder dizê-lo, bem como o último!

Parafraseando Górgias, ainda que fosse possível combinar entre alguns entes um propósito para a existência, este acordo simplesmente não seria fechado nem posto em prática! Mas a verdade é que faltam inclusive as condições de possibilidade dessa suposta negociação – mesmo que houvesse um ente em algum ponto capaz de levantar um propósito universal (o que já seria absurdo), ele sequer saberia como formulá-lo em sua mente; e se, mais incrível ainda, houvesse dois desses seres, separados por várias gerações e milhares de quilômetros, e mesmo se eles pudessem conversar fluentemente num mesmo idioma numa representação miraculosa em que coabitariam o mesmo universo, digo, o mesmo cômodo, e poderiam até se tocar, conversar por alguns instantes –– mesmo assim, ainda assim, esses dois seres acabariam apenas gastando saliva, quem sabe brigando feio, indo às vias de fato! Supondo que se concedesse ainda o fato de ambos estarem munidos da idéia perfeita e entrarem em harmonia absoluta entre si, ainda assim eles se esfumariam de sua sala metafísica logo após este evento único da ‘pós-História universal hegeliana’ e não poderiam contar as novas para a humanidade – QUE PENA! Não estava na lista das coisas que as Parcas coseriam, definitivamente… Não, o jogo do filosofar é infinito, e Platão o sabia.

A forma ansiosa do filósofo é como ele se apresenta externamente, no mundo das aparências. O “ser” do filósofo é o anti-ansioso por excelência: ele não quer se apressar a um fim, a conclusões, ele aproveita as raquetadas do jogo! Legislador ou não (de toda forma no capitalismo é impossível), o filósofo sempre foi e sempre será pelo menos o que hoje se convenciona chamar de artista em sua arte do filosofar… É sem dúvida um jogo que se joga a sua maneira, mas essa maneira, essas regras, são idênticas para todo filósofo sério, que joga. E ainda há espaço de sobra para idiossincrasias nesses torneios e nessas justas: Roger Federer, Nadal, Sampras, Rod Laver, Borg, John McEnroe, todos eles tinham suas técnicas e estilos bem diferentes, embora compartilhassem um mesmo fim enquanto dentro da quadra… Como tenista metafísico, Hegel é um menino mimado que perde para o paredão, seu único adversário. Como poderia ele superar Platão só de boca, sem experimentar jogar contra ele? O engraçado é que os piores filósofos foram os únicos que tiveram match points. Todos perderam, entretanto…

É preciso imaginar um jogo de reflexão cansativo, mas em que a massagem poderia nos restituir à partida, sem que jamais abandonássemos o confronto… Seria este o Sísifo contente que Camus figurou?! E mesmo ele passou o jogo inteiro pensando que o principal era definir se desistia ou não…

Falando em existencialistas, esse podia muito bem ser o parágrafo que inspirou Sartre a intitular sua magnum opus: “La opinión [quando, na história da metafísica, a metafísica essencial começa a ficar chata, e o tenista prefere se desconectar do jogo, dar uma viajada, i.e., dar maior peso às aparências] es, por tanto, lo intermedio entre la ignorancia y la ciencia [o impossível] y su contenido una mezcla del ser y la nada.” Chamemos esse tênis espiritual de LIMBOBOL! Seria, para continuar nesta alegoria que acabo de inventar, como se alguém da arquibancada se levantasse e desafiasse um tenista profissional – e para calamidade de todos conseguisse fazer frente a ele, por um set inteiro! Filosofar com opiniões… Uma tarde (Zeitgeist) bem atípica, daquelas de que se poderá dizer: há tempo e lugar para tudo nesse mundo ao menos uma vez…

Pensamento único como lobby único do jogador! Você pode até ter e tentar outros, mas é aquele que o levará mais longe, e entrará para a história como sua marca registrada

el Menón, donde afirma (pp. 81, 84 Steph.; pp. 349, 355-356 Bekk.) que, en rigor, no puede aprenderse nada, sino que el aprender es siempre, simplemente, recordar lo que ya sabíamos, sin que la perplejidad en que la conciencia se ve sea otra cosa que el excitante para ello.”

HEGEL NÃO ENTENDEU QUE A REMINISCÊNCIA É OUTRA FIGURA DE LINGUAGEM PLATÔNICA (de todo modo, não seria tabula rasa, mas tabula funda, assim como a intelecção em Kant): “Esta relación puramente externa, en que el alma aparece como tabula rasa, algo así como el proceso de vida, en que se representa el crecimiento por incorporación de nuevas partículas, es algo muerto y no cuadra a la naturaleza del espíritu, que es subjetividad, unidad, ser cabe sí [Beisich-Sein] y permanencia.”

el aprender es este movimiento, en el que no se incorpora a él nada extraño sino que es su propia esencia la que cobra ser para él o se eleva a su conciencia.”

Claro está que la palabra ‘recuerdo’(*) es, en un sentido, una expresión poco afortunada:¹ concretamente, en el sentido en que alude a la reproducción de una representación que se ha tenido ya en otro tiempo

(*) “Hegel analiza aquí el término Erinnerung, que sí tiene el origen que él le atribuye, [o 2º sentido, após o 1º sentido evidenciado nesta passagem, o de mergulhar em si mesmo] implícito también en el prefijo ‘re’ del término castellano [E.].”

¹ É uma expressão muito afortunada, H.!

² Implicações ‘reminiscência – eterno retorno’. Não existe um Espírito que começou ex nihilo e ainda não se desenvolveu completamente. O mundo já é perfeito e tudo é ‘sabido’ no fenômeno, não importa se no ‘passado’ ou no ‘futuro’, já que o tempo em si não existe (apenas para o indivíduo em questão). Só que o indivíduo não é o filósofo, i.e., é só o recipiente carnal do conhecimento filosófico, objetivo, uno.

Sin embargo, no puede negarse que, en Platón, la palabra ‘recuerdo’ presenta con frecuencia el primero de los dos sentidos, o sea el sentido empírico. Ello se debe a que Platón expone, a veces, por vía de representación y de un modo mítico el verdadero concepto de que la conciencia es, en sí misma, el contenido del saber, por donde se presenta precisamente aquí la confusión entre la representación y el concepto a que nos referíamos antes.”

El esclavo hace, simplemente, que la conciencia brote de su interior, como si se limitara a recordar algo que ya sabía y que había olvidado.

Ahora bien, cuando Platón llama recuerdo a este hecho de que la ciencia brote de la conciencia, va implícito en ello el criterio de que este saber tiene que haber existido realmente, alguna vez, en esta conciencia, es decir, de que la conciencia concreta tiene por contenido este saber no solamente en sí, por su esencia, sino también en cuanto tal conciencia concreta, y no como conciencia general. Pero este momento de lo concreto forma simplemente parte de la representación, y el recuerdo no es pensamiento, pues el recuerdo se refiere al hombre como a un éste sensible, no de un modo general.” Hegel se atém a detalhes técnicos de zero importância. E é surpreendente que leve tão a sério o signo lingüístico nesta ocasião, quando constatamos o que escreveu na Enciclopédia (ver post anterior estrelando Derrida)…

Representa, por tanto, aquel ser en sí del espíritu bajo la forma de un ser antes en el tiempo, como si lo verdadero hubiese existido ya para nosotros en un tiempo anterior. Pero, al mismo tiempo, hay que advertir que Platón no presenta esto como una doctrina filosófica, sino bajo la forma de una leyenda recibida por él de algunos sacerdotes y sacerdotisas, es decir, de gentes que conocen lo que es lo divino.

Este mito se desarrolla de un modo brillante en otros diálogos. Es siempre, evidentemente, el mismo sentido usual del recuerdo, según el cual el espíritu del hombre ha visto en el pasado lo que ahora se revela a su conciencia como algo verdadero, que es en y para sí. Pero, aquí, Platón se esfuerza fundamentalmente en demostrar, mediante esta tesis de la reminiscencia, que el espíritu, el alma, el pensamiento son libres en y para sí; y esto, entre los antiguos y principalmente en la representación platónica, guarda una relación directa con lo que nosotros llamamos la inmortalidad del alma.”

En el Fedro (p. 245 Steph.; p. 38 Bekk.) habla Platón de esto, para demostrar que el eros es una divina locura que nos ha sido dada para nuestra mayor dicha. Trátase de un entusiasmo que entraña una poderosa orientación hacia la idea, tan fuerte que lo domina todo: pero no entusiasmo del pecho y de la sensación, no una intuición, sino una conciencia y un saber de lo ideal.”

Para Platón la inmortalidad del alma se halla directa e indisolublemente relacionada con el hecho de que el alma es, de suyo, [cabe sí!] lo pensante; por donde el pensamiento no es una cualidad del alma, sino su sustancia. Ocurre como con el cuerpo, en que la gravedad no es tampoco una cualidad, sino su sustancia: así como el cuerpo deja de existir si se le quita la gravedad, el alma ya no existe cuando cesa en ella el pensamiento.” “Así, la inmortalidad no tiene, en Platón, el interés que tiene para nosotros desde un punto de vista religioso (…) en él, se halla relacionada más bien con la naturaleza del pensamiento, con esta libertad interior del mismo”

Se parece el alma a una fuerza nacida en dos: en un tronco de alígeros caballos y en un cochero.”

Un alma total tiene a su cuidado todo lo inanimado, hace la ronda en todo el cielo y nace en diversas partes con diversas formas visibles. Cuando está en forma perfecta y alada, marcha por las alturas y gobierna todo el universo; mas cuando se le caen las alas, va atraída hasta que se apodere de ella algo sólido. Ahí pone casa, toma térreo cuerpo que parecerá moverse a sí mismo en virtud de la fuerza del alma; a este conjunto total de alma y cuerpo compacto se le dio el nombre de viviente y recibió el apelativo de mortal.”

HEGEL MUTILA PLATÃO PARA SEUS PROPÓSITOS (no self-service, escolhe apenas o que gosta, não o que seria nutritivo): “Es ésta una gran definición de Dios, una gran idea, que no es, por lo demás, otra cosa sino la definición de los tiempos modernos: la identidad de lo subjetivo y lo objetivo, la inseparabilidad de lo ideal y lo real, es decir, concretamente, del alma y el cuerpo.”

Ahora bien, al caer en este estado, el alma conserva un recuerdo de lo que ha visto, y cuando contempla algo bello, justo, etc., se deja arrebatar por el entusiasmo. Las alas recobran su fuerza, y el alma, sobre todo la del filósofo, se acuerda de su estado anterior, en el que no contempló simplemente algo bello, algo justo, etc., sino la belleza y la justicia misma.”

Pero cuando Platón habla de la ciencia como de un recuerdo, lo hace con la conciencia expresa de que esto no pasa de ser símiles y metáforas; no como los teólogos, quienes tomaban muy en serio la pregunta de si el alma habría tenido una existencia anterior a su nacimiento, y dónde. (…) ni se refiere tampoco a una caída de un estado perfecto, como si el hombre hubiese de considerar esta vida como una prisión, etc., sino que lo que Platón expresa como lo verdadero es que la conciencia es en él mismo, en la razón, la esencia y la vida divinas, que el hombre la contempla y conoce en el pensamiento puro y que este conocimiento es, precisamente, esta misma estancia y este mismo movimiento divinos.”

Lo que en el Fedro aparece nítidamente deslindado como mito y como verdad, no aparece del mismo modo en el Fedón, el famoso diálogo en que Platón hace hablar a Sócrates de la inmortalidad del alma. Siempre se ha considerado como algo verdaderamente admirable el hecho de que Platón anude esta investigación a la historia de la muerte de Sócrates.”

al hombre que va a morir es al que mejor que a nadie le cuadra ocuparse de sí mismo en vez de pensar acerca de lo general, de esta certeza de sí mismo, como de un éste concreto, en vez de ocuparse de la verdad. Por eso, aquí vemos cómo se separan menos que en parte alguna los caminos de la representación y del concepto; sin embargo, la representación con que aquí nos encontramos dista mucho de descender hasta ese nivel de tosquedad en que se representa el alma como una cosa y en que se pregunta, como si se tratara, en efecto, de una cosa, por su duración o su existencia.”

una armonía que escuchamos no es otra cosa que un algo general, un algo simple, formado por la unidad de elementos distintos; pero esta armonía se halla vinculada a una cosa sensible y desaparece con ella, como la música de la lira al desaparecer este instrumento. (…) La armonía sensible presenta, además, distintos grados de afinación y, en cambio, la armonía del alma no revela ninguna diferencia cuantitativa.”

Por lo que se refiere ahora a la educación y formación del alma, es éste un punto que guarda relación con lo anterior. Es necesario, sin embargo, no concebir el idealismo de Platón como un idealismo subjetivo, como aquel idealismo malo que, sin duda, se presenta en los tiempos modernos, como si el hombre no fuese capaz de aprender nada ni fuese determinado exteriormente, sino que todas las representaciones emanasen del sujeto.” H. pensa que está se referindo a Kant, mas não está.

Sobre o conteúdo do parágrafo acima referente unicamente à formação do filósofo em Platão: há um Estado em que essa formação é facilitada, mas esse Estado nunca aconteceu historicamente (e não estamos aqui repetindo Platão, afirmando que até sua Atenas isso não ocorrera – estamos dizendo que nenhum Estado-nação moderno o logrou). A República de Platão é este Estado.

Esta noción, según la cual el saber viene íntegramente de fuera, aparece sostenida en los tiempos modernos por ciertos filósofos empíricos completamente abstractos y toscos, quienes han afirmado que todo lo que el hombre sabe de lo divino lo sabe por obra de la educación y del hábito y que el espíritu no es, por tanto, sino una posibilidad totalmente indeterminada. El punto extremo de esto es la doctrina de la revelación, según la cual todo es infundido desde fuera.” Já aqui H. fala de forma tão áspera que só posso imaginar que se refira aos ingleses e escoceses, e não a Kant, sem sequer dar-se ao trabalho de citar nomes!

AUTOJUSTIFICATIVA DE H. SE DECLARAR UM CALVINISTA: “En la religión protestante, no existe esta tosca noción, por lo menos de este modo abstracto; la fe requiere aquí, esencialmente, el testimonio del espíritu, es decir, que el espíritu subjetivo individual, en y para sí, contenga y establezca de suyo esta determinación, que sólo se le inculca bajo la forma de un algo exteriormente dado.”

DE VOLTA AO VII DA REPÚBLICA: “La razón enseña que en cada cual vive la capacidad inmanente de su alma y el órgano por medio del cual aprende. En efecto, como si el ojo sólo fuese capaz de volverse de las sombras a la luz con todo el cuerpo, así debe volverse el hombre con todo el alma de lo que acaece hacia el ser, hasta que sea capaz de resistirlo y contemplar la suprema claridad del ser.”

El equívoco está en que un contenido no es el verdadero por el mero hecho de que se incorpore a nuestro sentimiento. Por eso, la gran enseñanza de Platón consiste en sostener que el contenido sólo se llena a través del pensamiento, puesto que es lo general, que sólo puede captarse mediante la actividad del pensamiento. Este contenido general es precisamente lo que Platón determina como la idea.” Feuerbach se sentiria devastado caso H. fosse vivo e o rebatesse com este parágrafo.

La otra especie, [la de lo pensado en el alma misma] es aquélla en que el alma parte de una hipótesis y recorre el camino hasta un principio libre de toda hipótesis, sin necesitar de las imágenes como en el primer caso y procediendo únicamente mediante las ideas mismas”

Aquellas figuras que los geómetras dibujan y describen y que se reproducen también ya en su sombra ya en las aguas, las emplean como otras tantas imágenes y tratan de conocer por ellas los originales, que sólo pueden ser vistos por medio de la inteligencia.”

mundo verdade, mundo-vedado.

Acima da ciência baconiana, o axioma; acima do axioma, a ontologia sábia.

Conhecimento que necessite e possa ser provado é um degrau muito inferior quando o assunto é Primeira Filosofia. Quando notamos a importância que os geômetras gregos tinham para Platão, notamos por que a matemática não pode ser considerada uma ciência moderna, embora seja o protótipo para todos os campos empíricos da atualidade. Além das formas e figuras abstratas, entretanto, jaz o que só aqueles capacitados para explorar o mundo-verdade podem acessar. É por isto que a comunicação do filósofo, do saber, não existe, a rigor, com os mortais (aprendizes); eles só podem se comunicar entre si, e quem queira se comunicar com eles deve se elevar. O legado deles é meramente para almas gêmeas, nunca para ‘o populacho’. Eles não enriquecem o mundo, quer dizer, pelo menos não diretamente.

ESCADA DO MUNDO-VERDADE À PURA REPRESENTAÇÃO: “— Comprendo algo, pero no lo bastante. Me parece que quieres afirmar que el conocimiento que de los seres inteligibles se adquiere por la dialéctica es más claro que el que se adquiere por medio de aquellas ciencias para las cuales las hipótesis son principios y están obligadas a valerse de la inteligencia y no de los sentidos, pero, como especulan a partir de supuestos y no se elevan hasta el principio absoluto, parece que no se da en ellas el pensamiento que se daría si se tratase de entes pensados según un principio. Me parece que llamas intelectivo al modo de proceder de la geometría y de las ciencias afines a ella, y de tal modo que ocupa un lugar intermedio entre la razón y la representación.

Has comprendido perfectamente mi pensamiento. Con arreglo a estas 4 distinciones, indicaré ahora cuáles son las 4 maneras de comportarse del alma: el pensamiento comprensivo tiende a lo supremo; la inteligencia a lo segundo; lo tercero se llama fe [onde estaria o método científico moderno no nosso esquema], la última es el saber figurado [la opinión]. Ordénalas según su mayor o menor evidencia, según que sus objetos participen más o menos de la verdad.”

Los antiguos daban a la lógica el nombre de dialéctica, cuya incorporación atribuyen expresamente a Platón los antiguos historiadores de la filosofía. No se trata de una dialéctica como la que vimos más arriba, al tratar de los sofistas, que sirva para embrollar todas las representaciones, sino que esta primera rama de la filosofía platónica es la dialéctica que se mueve a través de conceptos puros”

Engraçado como até agora As Leis não estão nem en passant no escopo das lições de H.! P.S.: E realmente ficaram de fora, como se fosse obra não-canônica!

El Timeo completábase con el Critias en el sentido de que mientras el primero trataba del origen especulativo del hombre y de la naturaleza, el Critias pretendía ofrecer la historia ideal de la formación del hombre, una historia filosófica del género humano, que era lo que aspiraba a ser la historia antigua de los atenienses, tal y como se conservaba entre los egipcios; pero sólo la primera parte de este diálogo ha llegado a nosotros. Si a La República y el Timeo añadimos el Parménides, tenemos en estos diálogos juntos, en realidad, todo el cuerpo de la filosofía platónica.”

PREVENÇÕES CONTRA O NIILISMO (Emergindo do reino das sombras): “Por eso Platón, en su República VII, aconseja que los ciudadanos sólo sean admitidos a la dialéctica a los 30 años cumplidos, ya que alguno podría convertir por su medio en algo ignominioso las cosas bellas escuchadas a los maestros.”

DEPOIS QUE O PUPILO JÁ SE ACOSTUMOU À CLARIDADE: “Lo general se determina, por tanto, como aquello en que se disuelven y se han disuelto ya las contradicciones y, por tanto, como lo concreto de suyo; por donde este levantamiento [suspensão] de las contradicciones es lo afirmativo.”

Esta dialéctica especulativa, que arranca de él, es, por tanto, lo más interesante, pero también lo más difícil en las obras de Platón; es, así, lo que generalmente no se llega a conocer cuando se estudian las obras de este autor.” Especulativo é um nome horrível que está manchado, para um processo tão nobre!

SAPO NO TENNEMANN: “Apenas puede concebirse mayor ausencia de espíritu en un historiador de la filosofía, que el no ver, tratándose de una figura tan gigantesca como ésta, sino lo que concuerde con el modo de ver de quien hace la historia.”

La grandeza verdaderamente especulativa de Platón, aquello por lo que hace época en la historia de la filosofía y, por tanto, en la historia universal, consiste en haber determinado y precisado lo que es la idea: este conocimiento estaba llamado, en efecto, a ser, a la vuelta de algunos siglos, el elemento fundamental en la fermentación de la historia universal y en la nueva estructuración del espíritu humano.”

CONSTRUÇÃO DO MUNDO-VERDADE NO SEIO DO MUNDO DAS APARÊNCIAS: “[Platão,] en general, concibe lo absoluto como la unidad del ser y el no-ser en el devenir, según dice Heráclito, como la unidad de lo uno y lo múltiple. Además, Platón incorpora a la dialéctica objetiva de Heráclito la dialéctica eleática, que consiste en la acción exterior del sujeto encaminada a poner de manifiesto la contradicción, de tal modo que la mutabilidad externa de las cosas es sustituida ahora por su trueque interior en sí mismas, es decir, en sus ideas, que son, aquí, sus categorías.” “Los sofistas limítanse a considerar lo fenoménico, cuya sede es la opinión: también ellos toman, pues, como base evidentemente pensamientos, pero no los pensamientos puros o lo que es en y para sí. § Es éste uno de los motivos que hacen que algunos salgan insatisfechos del estudio de las obras platónicas. Cuando comienza uno a leer uno de estos diálogos, encuentra en esta manera libre de expresarse de Platón bellas escenas naturales, una maravillosa introducción que promete guiarnos a la filosofía —a la más alta de todas, a la filosofía platónica— a través de praderas cubiertas de flores. Descubrimos aquí cosas sublimes, cosa de la que gusta siempre mucho la juventud; pero esta primera impresión no tarda en desaparecer.” Hahaha, estranha coincidência com a crítica que Platão põe na boca de Sócrates sobre o nous de Anaxágoras!

al llegar al campo de lo verdaderamente dialéctico y especulativo, el lector tiene que marchar por ásperos y empinados senderos, dejándose pinchar por las espinas de la metafísica.”

De las más profundas investigaciones dialécticas, Platón pasa de nuevo a las representaciones y las imágenes, a la pintura de escenas en que aparecen dialogando unos cuantos hombres sutiles e ingeniosos: tal, por ejemplo, en el Fedón, modernizado por Mendelssohn y convertido en metafísica wolffiana; el comienzo y el final de este diálogo son hermosísimos, sublimes, mientras que en el cuerpo central impera la dialéctica.”

AH, O AGRIDOCE! “Así, pues, para recorrer los diálogos de Platón tienen que darse estados de espíritu muy heterogéneos y quien se entregue al estudio de ellos debe dar pruebas de una gran independencia de espíritu ante los diversos intereses. Quien lea estos diálogos movido exclusivamente por el interés de la especulación, pasará por alto lo que pasa por ser lo más bello; en cambio, quien proceda tan sólo por el interés de elevarse a lo sublime, por motivos edificantes, etc., omitirá lo especulativo, como algo inadecuado a su interés. Le ocurre a uno como a aquel joven de la Biblia que había hecho esto y lo otro y que preguntaba a Cristo qué debía hacer para seguirle. Pero, cuando el Señor le ordenó: despréndete de tus cosas y entrégalas a los pobres, el joven se retiró triste y cariacontecido, pues no era aquello lo que él había creído que debía hacer. Lo mismo les ha ocurrido a muchos con la filosofía: se han dedicado a estudiar a Fries¹ y Dios sabe a quién más. Sienten el pecho rebosante de lo verdadero, lo bueno y lo bello, querrían conocerlo y poder contemplar lo que debe hacer el hombre; pero de lo que su pecho está rebosante es sólo de buena voluntad.”

¹ Figura hoje completamente desconhecida. A não ser por estudos muito detalhistas, como a crítica de Kaufmann ao desastrado Popper! Esse tal Fries era um anti-semita deplorável, como se vê em https://seclusao.art.blog/2021/08/09/the-hegel-myth-and-its-method-ataque-a-popper-kaufmann-1959/.

cuando Platón habla de la justicia, de lo bello, de lo bueno o de lo verdadero, no muestra sus orígenes; esas ideas no aparecen como una conclusión, sino como una premisa directamente establecida.” Com efeito, Platão é tão à frente de seu tempo que hoje só podemos entendê-lo usando filósofos modernos de prefácio!

los diálogos (…) más difíciles de todos: nos referimos al Sofista, al Filebo y, sobre todo, al Parménides. [e não esqueça do Timeu]” “La condensación de las contradicciones en la unidad y la proclamación de esta unidad no aparecen en el Parménides, el cual llega, por tanto, al igual que aquellos otros diálogos, a un resultado más bien negativo. En cambio, esta unidad aparece proclamada claramente en el Sofista y también en el Filebo. § No obstante, la verdadera dialéctica, tal como queda esbozada, se contiene en el Parménides, la más famosa de las obras maestras de la dialéctica platónica.”

PARMÉNIDES: Observo que tú, al igual que Aristóteles, te ejercitas, platicando, en determinar dónde reside la naturaleza de lo bello, de lo justo, de lo bueno y de cada una de estas ideas. Este intento tuyo es bello y divino. Pero procura extenderte y ejercitarte más aún en estos al parecer inútiles juegos de palabras, como las gentes los llaman, mientras seas aún joven, pues de otro modo se te escapará la verdad.

SÓCRATES: ¿En qué consiste esta clase de ejercicios?

PARMÉNIDES: Me gustó ya de ti el que dijeses antes que no se debía uno detener en el examen de lo sensible y de sus ilusiones, sino fijarse en aquello que sólo capta el pensamiento, lo único que es.”

en el devenir se contienen en inseparable unidad el ser y el no ser; y, sin embargo, aparecen aquí, al mismo tiempo, como cosas distintas, pues el devenir sólo existe cuando lo uno se trueca en lo otro.”

O UM É A LUZ (ONDA E PARTÍCULA): “no devir se contêm em inseparável unidade o ser e não-ser; e, no entanto, aparecem aqui, ao mesmo tempo, como coisas distintas, pois o devir só existe quando o um permuta com o outro.”

Hegel se embaralha metendo Deus no bagulho do Um!

O único espelho do mundo é o mundo mesmo.

Portanto, desça do púlpito e volte ao mundo-verdade verdadeiro!

Perceba o que deixaste para trás na primeira olhada abstrato-panorâmica do cenário!

Platón refuta, de este modo, de una parte lo sensible y, de otra parte, las ideas mismas.”

La primera de estas concepciones es la que más tarde se llamará materialismo, a saber: que lo sustancial no es otra cosa que lo corporal y que sólo tiene realidad lo que puede tocarse con las manos, como los árboles y las piedras.” “Lo segundo contra lo que se manifiesta Platón es la dialéctica de los eléatas y su tesis (…) sólo el ser es; el no ser no es, en absoluto.” H. o diz porque não compreendeu Parmênides.

En el Filebo investiga Platón la naturaleza del placer. El problema principal que aquí se plantea es el de la antítesis entre lo infinito y lo finito, o entre lo ilimitado y lo limitativo.” “Lo infinito es lo carente de forma; la forma libre como actividad es lo finito, que encuentra en lo infinito la materia para realizarse. De este modo, Platón determina el placer de los sentidos como lo ilimitado, que no se determina; sólo la razón es la determinación activa.”

Platón maneja, pues, 4 determinaciones: la 1ª es lo ilimitado, lo indeterminado; la 2ª lo limitado, la medida, la proporción, de que forma parte la sabiduría; la 3ª, la mezcla de las 2 anteriores, el producto; la 4ª, la causa. Ésta es, en sí misma, la unidad de lo distinto, la subjetividad, el poder sobre las contradicciones, lo que tiene la fuerza para soportar las contradicciones dentro de sí; sólo lo espiritual tiene esta fuerza para soportar dentro de sí la contradicción, la suprema antítesis: lo corporal débil perece tan pronto se ve abordado por otro factor más fuerte.” Este é realmente o diálogo mais truncado de ler, dentre os não-matemáticos!

Cuando Platón habla, en estos términos, de lo bello y lo bueno, se trata de ideas concretas; o, mejor dicho, de una idea solamente. Pero, para llegar a estas ideas concretas, hay todavía un gran trecho que recorrer, si arrancamos de abstracciones tales como el ser, el no-ser, la unidad, la pluralidad. Ahora bien, aunque Platón no desarrolle estos pensamientos abstractos, devanando la madeja [o emaranhado] más y más hasta llegar a la belleza, la verdad y la moralidad, ya en el conocimiento de aquellas determinaciones abstractas se contienen, por lo menos, el criterio y la fuente de lo concreto. § El Filebo nos ofrece, pues, esta transición a lo concreto, al exponerse aquí el principio de la sensación, el principio del placer.” Esclarecimentos paupérrimos de sua parte, H.. Aposto que encontrá-los-ei aperfeiçoados nos comentários de minha própria tradução ao Filebo de janeiro do ano passado! Cf. https://seclusao.art.blog/2020/01/07/filebo-ou-dos-prazeres-da-inteligencia-e-do-bem/

Mucho fue lo que Platón tomó de los pitagóricos, aunque no sea posible discernir hoy, exactamente, cuánto pertenece a sus predecesores y cuánto fue puesto por él de su propia cosecha. Ya hubimos de observar que el Timeo es, en rigor, la refundición de una obra compuesta por un pitagórico. Es cierto que algunos intérpretes excesivamente agudos han dicho que este diálogo es sólo un extracto hecho por un pitagórico de una obra más extensa de Platón; pero la primera hipótesis es la más probable. § El Timeo ha sido considerado siempre como el más difícil y oscuro de los diálogos platónicos. Sus dificultades y oscuridades estriban, en parte, en la mescolanza externa, ya observada, del conocer comprensivo y el representarse, y en seguida veremos cómo se mezclan en el diálogo los números pitagóricos” “lo que en seguida llama nuestra atención es que Platón interrumpa varias veces el hilo de su exposición y, a veces, parezca volver atrás y empezar de nuevo por el principio. Esto ha movido a ciertos críticos, por ejemplo al mismo Augusto Wolf y a otros que no saben abordar el problema filosóficamente, a ver en el Timeo un conglomerado y una compilación de fragmentos o de varias obras distintas, compaginadas tan sólo desde un punto de vista externo, o donde aparecen incorporados a la obra platónica muchos elementos extraños.” “Sin embargo, aunque la ilación de la obra no sea muy metódica (y el propio Platón da, de vez en cuando, disculpas al lector por estas complicaciones), hemos de ver, en su conjunto, cómo el desarrollo del tema sigue, aquí, un curso necesario y cuál es el profundo fundamento interior que impone, varias veces, el retorno al punto de partida.”

AFUNDA DO NADA NA TEOLOGIA / A FUNDA NO NADA DA TEOLOGIA (Prepare-se para imergir na floresta amazônica de citações verdes por um tempo)! “Eso de que Dios no conoce la envidia es, evidentemente, un pensamiento grande, bello, verdadero y candoroso.” “El pensamiento platónico, en este punto, raya a mayor altura que la concepción de la mayoría de los pensadores modernos, quienes, al decir que Dios es un Dios abscóndito, un Dios no revelado, del cual, por tanto, no es posible saber nada, atribuyen también a la divinidad el atributo de la envidia.” “Pero esta humildad es un crimen y un pecado contra el Espíritu Santo.”

“‘Como el universo había de ser corpóreo, visible y tangible, y sin fuego no es posible ver nada, ni sin algo sólido, sin tierra, no es posible tocar nada, Dios creó antes de nada el fuego y la tierra.’ Véase de qué modo tan simplista introduce Platón estos extremos de lo sólido y lo animado. ‘Pero dos cosas solas no pueden unirse sin una tercera, sino que tiene que existir un nexo entre ellas que las mantenga en cohesión’—es ésta una de las expresiones puras de Platón—; ‘ahora bien, el más bello de los nexos es aquel que se convierte en suprema unidad a sí mismo y, con él, a lo que mantiene unido.’ Es éste un juicio muy profundo, en el que va implícito el concepto; el nexo es lo subjetivo, lo individual, el poder que trasciende sobre lo otro y se identifica con ello.” Ok, me lembrem depois que nunca mais devo usar H. como guia de leitura novamente! De fato, H. emulará esse estilo por toda sua obra clássica que publicou em vida…

Al convertirse la del centro en la primera y en la última y la última y la primera, a su vez, ambas en centrales, tendremos que todas ellas son necesariamente la misma; ahora bien, si se convierten en la misma, todas ellas serán una.” Ok, hora de ir para o quarto!

Esta dirección de que Platón parte es una conclusión que conocemos de la lógica; se presenta bajo la forma de un silogismo corriente, pero en el que se contiene, por lo menos externamente, toda la racionalidad de la idea.”

HEGELICES & CABALAGENS, CABALICES & HEGELAGENS: “Es ilícito,¹ por tanto, hablar mal de la conclusión y no reconocerla como la forma absoluta suprema;² en cambio, hay razón para rechazar la conclusión intelectiva.³”

¹ E vai fazer o quê, me prender?

² Esse é o tipo de coisa que fazia de H. um priápico de primeira linha!

³ H. sempre refuta (simplesmente alega que é ilícito) tudo aquilo que não pode acoplar a seu sisteminha ESTATAL…

ZZZZZZZ: “Es así como los Padres de la Iglesia descubren en Platón la idea de la Trinidad, que se esfuerzan en captar por medio del pensamiento y en probarla; en realidad, la verdad responde, en Platón, a la misma determinación que la Trinidad. Pero, desde Platón, estas formas permanecieron baldías por espacio de 2 mil años, pues no se incorporaron a la religión cristiana como pensamientos; más aún, se las vio como nociones recibidas sin razón alguna, hasta que en estos últimos tiempos se ha comenzado a comprender que en estas determinaciones se encierra un concepto y que de este modo es posible llegar a conocer la naturaleza y el espíritu.” “y el número 4, que aquí aparece, es un número fundamental en la naturaleza.”

Podríamos, pues, poner de manifiesto en estas representaciones la confusión en que Platón incurre; pero no es eso lo que interesa aquí, sino simplemente hacer ver qué es lo que él reputa como lo verdadero.” Sí, pues lo que interesa acá es refrendar mi punto de vista!

Cuando nosotros decimos: ‘Dios, lo absoluto, es la identidad de lo idéntico y de lo no idéntico’, hay quien pone el grito en el cielo clamando ¡barbarie!, ¡escolasticismo! Gentes que hablan en este tono tan despectivo son capaces de poner por las nubes a Platón; y, sin embargo, éste determina del mismo modo lo verdadero.”

Dios, mezclando lo idéntico y lo otro con la esencia y haciendo de los tres uno, divide de nuevo este todo en partes, en tantas como juzga conveniente.”

Ahora bien, el modo de clasificación de esta subjetividad contiene los famosos números platónicos, cuyos orígenes han de buscarse, sin duda alguna, en los pitagóricos, en torno a los cuales han desplegado grandes esfuerzos los pensadores antiguos y los modernos e incluso el propio Keplero, en su Harmonía mundi, pero sin que nadie llegase a comprenderlos exactamente.” Convenhamos: nem os pitagóricos entendiam a si mesmos, trabalho inútil aqui!

El estudio más a fondo que acerca de él poseemos es el de Böckh, Über die Bildung der Weltseele im Timäos des Platón, que figura en el tomo tercero de las investigaciones de Daub y Creuzer (pp. 66ss ).” NÃO, OBRIGADO.

pasamos por alto, aquí, cómo determina las figuras de los elementos y las combinaciones de los triángulos” Agradecido!

Se ha querido hacer de Platón el santo patrono de los estados de entusiasmo y arrobamiento; pero ello es, como vemos, completamente falso.” Platão atribui as adivinhações e as profecias apenas à parte ‘má’ do organismo, a jocosa, a excretória, particularmente o fígado, na anatomia de seu tempo; daí a fascinação da consulta às vísceras de animais, entre os antigos, e, em todos os tempos, a fascinação pelos padrões aleatórios e gesltálticos (mais propriamente falta de qualquer padrão) das borras do café, etc.

(RE)VOLTANDO À REPÚBLICA: “y reconocía y proclamaba que la naturaleza moral (la libre voluntad en su carácter racional) sólo podía llegar a imponer sus derechos y cobrar realidad dentro de un verdadero pueblo.” O qual ainda não presenciamos na Terra.

Obviamente, aqui começa a exposição a dos erros de H. a olho nu, confundindo eternamente cultura e natureza, principalmente o estado de natureza ou direito natural, concepções arbitrárias e no entanto universais no tempo de H.. Naturalizando (fetichizando, Marx) o Estado jurídico-moderno, imaginando a natureza enquanto oposto da cultura letrada e filistéia exatamente como esse puro arbitrário e negativo pertencente aos primórdios do homem (sempre uma inferência nesses autores, sem qualquer base) que em realidade já vemos hoje como o próprio jogo de forças inútil e paralisante dos Estados-nações. H. serve no máximo como cura de um ultra-romantismo desenvolvido após a leitura descuidada de Rousseau, mas sua Teoria do Estado chega a ser tão fabulosa quanto qualquer outra meta-narrativa antitética do período.

Estamos acostumbrados a partir de la ficción de un estado natural, el cual no es, en realidad, un estado del espíritu, de la voluntad racional, sino de los animales entre sí. Por eso Hobbes observaba, con razón, que el verdadero estado de naturaleza es la guerra de todos contra todos.” Como pode demonstrar tamanha lucidez ao mesmo tempo em que diz que o que vê (um número 4 gigantesco!) é tudo menos aquilo que vê (um 5 indesmentível)?!? Pois é isso que Hegel faz nessa passagem: reconhece que o estado natural é mero folclore, mas dá razão ao folclorista Hobbes! Animais não vivem em guerra; a cadeia alimentar não pode ser comparada ao instituto-cultura humano(a) do conflito organizado. Essa analogia é desastrosa. Nada há de qualitativamente diferente entre o homem pré-histórico e nós. A estrondosa ingenuidade hegeliana se torna mais palpável quando se percebe seus 2 componentes principais: um biologismo rústico aplicado a um humanismo muito mal-concebido e distorcido (excessivamente confiante no Direito, no direito burguês, que é o mesmo que cria a ilusão do indivíduo livre, que ele tanto ataca como concepção desviante da legitimidade coletiva do Estado!), posto que estruturado à imagem e semelhança daquele primeiro, ainda que, nas piruetas sucessivamente negadoras do ‘Espírito’, pareça sua brilhante correção, i.e., o contrário.

Por eso se ha formulado acerca de La República de Platón el juicio de que su autor traza en ella el llamado ideal de una constitución política, que queda luego como un sobrenombre proverbial, en el sentido de que esta concepción no pasa de ser una quimera, que puede, sin duda, pensarse y que sería también, tal como Platón la describe, excelente y verdadera, e incluso realizable, pero sólo a condición de que los hombres fuesen excelentes, como tal vez puedan serlo en la luna, pero no como son los de la tierra, con respecto a los cuales es irrealizable.” Esse juízo de H. é correto: realmente é assim que a República é vista genericamente; e claro está que não pode ser chamado de um tratado político (empírico), muito menos ainda de uma projeção de um ESTADO IDEAL! Esse é, porém, um preconceito entranhado demais para se desfazer a essa altura. Enxergá-lo como um tratado ético do e para o filósofo, sem para isso tocar em nada que seja do Estado, é o mais raro entre nós.

HEGEL MIRAVA NOUTRO ALVO QUANDO ACERTOU COM A DESCRIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ATUAIS: “Aunque este tipo de hombre se dé en los monjes o en los cuáqueros o en otras gentes piadosas por el estilo, un puñado de hombres de éstos jamás sumará un pueblo, del mismo modo que los piojos o las plantas parasitarias no pueden existir por sí solos, sino solamente adheridos a un cuerpo orgánico. Si tales gentes constituyeran un pueblo, se acabarían esa mansedumbre de cordero, esa vanidad que no sabe ocuparse más que de la propia persona y del cuidado de ella, teniendo siempre delante la imagen y la conciencia de su propia bondad.”

Por consiguiente, La República de Platón sería una quimera, no porque la humanidad no fuese demasiado buena para ella, sino porque esta bondad de los hombres sería excesivamente mala para ese ideal.” “La superficie de lo moral, la conducta de los hombres, deja mucho que desear, mucho en ella podría ser mejor; los hombres serán siempre viciosos y corrompidos, pero eso no es la idea.” “Lo temporal, lo perecedero, existe, indudablemente, y no cabe duda de que puede ser fuente de grandes problemas y dificultades; pero, a pesar de ello, no se trata de una verdadera realidad, como no lo son tampoco la particularidad del sujeto, sus deseos y sus inclinaciones.”

Por lo que a esta observación se refiere, debe tenerse presente la diferencia que más arriba señalábamos, [incrivelmente parece que não foi uma total perda de tempo toda aquela exposição do Timeu!] al tratar de la filosofía platónica de la naturaleza: el mundo eterno, como el Dios bienaventurado en sí, es la realidad, no en el más allá, no en la otra vida, sino en el mundo presente considerado en su verdad, y no del modo que se ofrece a los sentidos de quienes lo ven, lo escuchan, etc. Si consideramos así el contenido de la idea platónica, veremos que Platón expone, en realidad, la moralidad de los griegos en su modo sustancial, pues es la vida del Estado griego¹ y no otra lo que forma el verdadero contenido de La República de Platón. Platón no es hombre que se pierda en teorías y principios abstractos; su espíritu verdadero sabe reconocer y exponer lo verdadero.”

¹ Só um ligeiro corretivo: a vida dos espartanos, no máximo.

Nadie puede saltar por encima de su tiempo; el espíritu de su tiempo es también su espíritu; pero de lo que se trata es de reconocerlo con arreglo a su contenido.”

Los hombres no permanecen tal y como son, sino que cambian, se hacen de otro modo: y lo mismo acontece con sus constituciones; se trata de saber cuál es la verdadera constitución que se debe dar a un pueblo, como se trata, en otro orden de cosas, de saber cuál es la verdadera ciencia de la matemática u otra cualquiera, y no de si los niños o los muchachos deben poseer ahora esta ciencia, ya que antes de nada es necesario educarlos para que sean capaces de asimilársela.

Así, pues, el pueblo histórico hace surgir siempre la verdadera constitución, la que cuadra a sus necesidades. Con el transcurso del tiempo todo pueblo tiene que someter su constitución vigente a los cambios necesarios para ponerla cada vez más a tono con la verdadera.”

Cuando el en sí, que la constitución le presenta como verdadero, ya no es verdad, cuando son distintos su conciencia o el concepto y su realidad, el espíritu del pueblo se convierte en una esencia desgarrada y dividida. Pueden, entonces, ocurrir 2 cosas: o que el pueblo rompa, con una explosión interior y más poderosa, este derecho que se empeña en seguir rigiendo o que vaya modificando, tranquila y lentamente, el derecho, la ley vigente, cuando dejan de corresponder a la verdadera costumbre, cuando el espíritu se sale ya de sus marcos. O bien que no tenga la inteligencia y la fuerza necesarios para ello, sino que siga ateniéndose a la ley inferior, o que otro pueblo haya alcanzado una constitución superior, haciéndose con ello un pueblo mejor, en cuyo caso aquél dejará de ser un pueblo y tendrá, necesariamente, que sucumbir ante éste.” Torçamos para que o Brasil (um não-povo) seja anexado por um povo melhor! Aqui temos que relativizar qualquer implicação de “destino manifesto” do historicismo hegeliano…

las instituciones desaparecen, se pierden, no se sabe cómo: cada cual se resigna a la suerte de ver cómo se pierden sus derechos. Y el gobierno debe saber cuándo ha llegado ese momento; si, ignorando lo que es la verdad, se aferra a las instituciones temporales, si toma bajo su protección lo que rige de un modo no esencial frente a lo esencial (y lo que esto es va implícito en la idea), llegará un momento en que caerá bajo los embates incontenibles del espíritu, y la desintegración del gobierno hace que se desintegre el propio pueblo: surge un nuevo gobierno, o bien se imponen el gobierno anterior y lo no esencial.”

La determinación que se enfrenta a esta actitud sustancial de los individuos ante la costumbre es la libre voluntad subjetiva de los individuos, la ética, es decir, el que los individuos no obren movidos del respeto y el temor a las instituciones del Estado, de la patria, sino por su propia convicción, adoptando una decisión, después de haber meditado éticamente, y obrando en consecuencia.”

Pues bien, Platón supo captar y concebir el verdadero espíritu de su mundo y desarrollarlo con arreglo al preciso criterio de hacer imposible este nuevo principio en su República. Platón abraza, pues, un punto de vista sustancial, en cuanto toma como base lo sustancial de su tiempo; sin embargo, ese punto de vista sólo es relativamente sustancial, ya que es solamente un punto de vista griego y el principio posterior es conscientemente postergado.” Indefinidamente.

Platón no predica moral; limítase a poner de relieve cómo lo moral arraigado en las costumbres vive y se mueve dentro de sí mismo; pone de manifiesto, por tanto, sus funciones, sus entrañas.”

Enumera 3 estamentos: a) el de los gobernantes, los sabios, los instruidos; b) el de los guerreros; c) el de los que se dedican a satisfacer las necesidades, o sean los agricultores y los artesanos.”

Al primer estamento da también Platón el nombre de los guardianes; son los estadistas, de formación esencialmente filosófica, los depositarios y poseedores de la verdadera ciencia; los guerreros aparecen a su lado como ejercicio [exército?], pero de tal modo que no se separen el estamento civil y el militar, sino que ambos aparezcan unidos, siendo los guardianes los más antiguos.” Raro caso em que um militar se torna algo melhor no futuro, e não o contrário, pois bate continência ao seu superior!

En seguida, Platón pasa a exponer una serie de normas de detalle, algunas de ellas bastante mezquinas y de las que habría sido mejor que hubiese prescindido: así, por ejemplo, establece incluso títulos especiales para el primer estamento, habla de cómo deben comportarse las amas, etc.” Ora, Hegel! Mas este é o espírito grego – o que você queria que ele descrevesse? Comércio exterior? Vida monacal? Também não sei sobre a Prússia dos 1700, mas até para o proto-feminista Platão as amas deveriam ser educadas como qualquer outro cidadão!

DAS QUATRO VIRTUDES

A primeira virtude da República, obviamente: a sabedoria, monopólio da minoria no píncaro da formação estratificada.

La segunda virtud es la valentía, que es, según la define Platón, la firmeza en la afirmación de las opiniones justas y conformes a la ley, sin dejarse llevar de ninguna clase de temores y sin que el fuerte ánimo vacile por las sugestiones de los apetitos o los placeres. Esta virtud es la que corresponde al estamento de los guerreros.” Fecho do Laques, que havia chegado apenas a uma conclusão negativa, no senso hegeliano.

la templenza [ou terceira virtude] (…) es, además, en rigor, la virtud propia del tercer estamento, del que tiene por cometido satisfacer las necesidades materiales y realizar el trabajo necesario para ello, si bien a primera vista no parece ser la virtud propia de este estamento.” “Pues bien, el trabajo es precisamente este momento de la actividad limitada a lo individual, pero que se retrotrae a lo general y tiende a ello. Por tanto, aunque también esta virtud sea general, tiene su campo especial de acción en el tercer estamento, en el cual sólo debe reinar, de momento, la armonía, aun cuando no se manifieste en él la armonía absoluta que los demás estamentos llevan de suyo.”

La cuarta y última virtud es la justicia, en torno a la cual gira todo desde un principio. En el Estado, esta virtud consiste (como honradez) en que cada uno se preocupe solamente de una cosa, que se refiere al Estado, para lo que le haga especialmente apto su naturaleza, de tal modo que cada cual se dedique, no a muchas cosas, sino a las que a él le competen: jóvenes y viejos, muchachos y mujeres, libres y esclavos, artesanos, autoridades y gobernados.” “es ella, la justicia, la que infunde a las otras 3, a la templanza, a la valentía y a la sabiduría la fuerza necesaria para que existan y puedan mantenerse.” Sabedoria não é nada sem valentia. Valentia não é nada sem temperança. E temperança não é nada sem justiça.

De donde se deduce, en segundo lugar, que Platón no entiende por justicia precisamente el derecho de propiedad, como suele entenderse en la jurisprudencia, sino el estado en que el espíritu, en su totalidad, impone su derecho como la existencia de su libertad.”

Donde se deduz, em 2º lugar, que Platão não entende por justiça precisamente o direito de propriedade, como sói se entender na jurisprudência, senão o estado em que o espírito, em sua totalidade, impõe seu direito como a existência de sua liberdade.”

Es cierto que también en él nos encontramos con leyes acerca de la propiedad, de la policía, etc.; ‘pero no vale la pena prescribir leyes acerca de esto a hombres bellos y nobles’. Y, en realidad, ¿cómo descubrir leyes divinas acerca de esto allí donde la materia no contiene en sí más que contingencias?”

No momento em que é preciso começar a ensinar que não se devem cometer homicídios, já não há nobreza e justiça no coração dos homens. No momento em que se codificam as horas de lazer e as vestimentas, já nada há. Nem mesmo merece-se o qualificativo de escravo nessa situação.

¿no se inflama inmediatamente su cólera y no se pone al lado de lo que cree ser justo? Y por más hambre, frío o cualquier otro mal trato que haya de padecer, todo lo padece y no cesa en sus nobles esfuerzos hasta que ha obtenido satisfacción o ha encontrado la muerte, o la razón, siempre presente en nosotros, le ha apaciguado como un pastor tranquiliza a su perro.”

La cólera corresponde al estamento de los valientes defensores del Estado: cuando éstos, para defender la razón del Estado, echan mano de las armas, la cólera asiste a la razón, siempre y cuando que no se halle corrompida por una mala educación.”

Tal es, pues, el modo como Platón presenta la disposición del conjunto; el modo como la desarrolla es, simplemente, un detalle carente de interés.”

¿cómo consigue Platón que cada cual haga su propio ser del asunto que le está destinado y que este asunto se convierta en la actividad y la voluntad morales de los individuos todos; que cada cual abrace, con arreglo a la templanza, el puesto que le corresponde?

Lo fundamental es educar a los individuos para ello. Platón aspira a producir esta costumbre directamente en los individuos y sobre todo en los guardianes, cuya formación es, por tanto, la parte más importante y la base de todo. Estando encomendado a los guardianes precisamente el cuidado de producir esta costumbre mediante la conservación de las leyes, éstas deben preocuparse también, muy especialmente, de la educación de los gobernantes, así como de la de los guerreros. En cambio, al Estado no le preocupa gran cosa lo que ocurra en el estamento de la industria, ‘pues no es ninguna desgracia para el Estado el que los zapateros remendones sean malos y corrompidos y sólo aparenten lo que debieran ser, en realidad’.”

* * *

En aquel tiempo se empezaba ya, en efecto, a tomar en serio lo relacionado con la fe en Júpiter y en las historias homéricas”

En una determinada fase de la formación del hombre son inocuas las fábulas infantiles; pero cuando se trata de hacer de ellas la base de la verdad de lo moral, de tomarlas por leyes actuales —como ocurre en los escritos de los israelitas, en el Antiguo Testamento, en la exterminación de los pueblos como pauta del derecho de gentes, en las innumerables infamias cometidas por David, el hombre de Dios, y en las crueldades que el sacerdocio perpetra y hace valer a través de Samuel contra Saúl—, entonces, ha llegado el momento de reducir esas fábulas al papel de algo pasado, de rebajarlas al nivel de algo puramente histórico.”

Em uma determinada fase da formação do homem são inócuas as fábulas infantis; mas quando se trata de fazer delas a base da verdade do moral, de tomá-las por leis atuais – como ocorre nos escritos dos israelitas, no Antigo Testamento, na exterminação dos povos como pauta do direito das gentes, nas inumeráveis infâmias cometidas por Davi, o homem de Deus, e nas crueldades que o sacerdócio perpetra e faz valer através de Samuel contra Saul –, aí então é chegado o momento de reduzir essas fábulas ao papel de algo passado, de rebaixá-las ao nível de algo puramente histórico.”

Las costumbres no deben ser independientes de las instituciones; es decir, las instituciones no deben dirigirse simplemente a las costumbres por medio de establecimientos educativos, de la religión, etc. Las instituciones deben considerarse como lo primordial, como aquello que hace nacer las costumbres, ya que éstas no son sino el modo como cobran las instituciones una existencia subjetiva. El propio Platón da a entender hasta qué punto espera encontrar contradictores. Y todavía hoy se suele encontrar como defecto suyo el de ser demasiado idealista: sin embargo, si algún defecto cabe encontrarle es, cabalmente, el de no ser lo bastante idealista.” O que Hegel quer dizer é: Platão tem consciência de que nenhum Estado subsiste historicamente desta forma pela eternidade; há um apogeu, e há uma decadência, por mais que se tente preservar os costumes mediante as instituições, e as instituições espelhadas nos costumes.

así, se limita a considerar cuál es la mejor organización del Estado, sin preocuparse en lo más mínimo de la individualidad subjetiva.”

Platón no permite al individuo elegir un estamento, cosa que para nosotros es un postulado inseparable de la libertad. No es, sin embargo, el nacimiento lo que separa entre sí los estamentos y destina a ellos a los individuos: cada cual es examinado por los regentes del Estado, como los más viejos del primer estamento, que son los encargados de educar a los individuos y, según sus dotes y aptitudes naturales, aquéllos se encargan de hacer la selección y clasificación correspondiente, asignando a cada individuo al estamento que, a su juicio, le corresponda. (Rep. III)”

Como no sirves para nada mejor, te dedicarás a la profesión de artesano.” (guardião)

Me dedicaré a estudiar.” (pensamento – e liberdade subjetiva – moderno(a))

SEMPRE ESSA PATACOADA LIBERALÓIDE: “No se nos dice, sin embargo, cómo en el desarrollo de la industria tendrán los hombres un incentivo que los mueva a desplegar sus actividades si se les priva de toda esperanza de llegar a adquirir una propiedad privada, toda vez que el hecho de ser una persona activa y laboriosa lleva ya implícita mi aptitud para adquirir propiedad.”

Por la misma razón, declara Platón abolido, por último, el matrimonio, por ser una unión en que una persona de un sexo se entrega a otra del sexo contrario en permanente vinculación, y ésta a aquélla, incluso al margen de las relaciones puramente naturales. Platón no permite que en su Estado se manifieste la vida familiar—peculiar institución en que la familia es considerada como un todo—, pues la familia no es sino la personalidad ampliada

Platón (…) hace que el Estado arrebate a las madres sus hijos inmediatamente después de nacer, los reúna en un establecimiento especial, los nutra por medio de amas salidas de entre las madres que acaban de dar a luz, y los someta a una educación común, de tal modo que ninguna madre pueda reconocer a su propio hijo.”

La mujer, cuyo destino esencial es la vida de familia, carece aquí de este terreno natural para desenvolverse. Resultado de ello, en La República platónica, es que, al ser abolida la familia y no pertenecer las mujeres a la casa, éstas dejen de ser personas privadas y se vean enteramente equiparadas al hombre como el individuo general dentro del Estado.”

SIM & NÃO: “Lo opuesto al principio platónico es el principio de la libre y consciente voluntad del individuo, principio que más tarde habría de colocarse a la cabeza con Rousseau, y según el cual la libre voluntad del individuo como tal, su afirmación, es algo necesario.”

lo que es bello en lo sensible es precisamente espiritual. Tal es, en efecto, su idea estética, como su idea en general. Así como la esencia y la verdad de lo que se manifiesta es la idea en general, así también la verdad de lo bello en sus manifestaciones es, precisamente, esta idea.”

Pero este algo general no conserva tampoco la forma de la generalidad, sino que lo general es el contenido que tiene como forma el modo sensible; y en esto precisamente estriba la determinación de lo bello. En la ciencia, lo general asume de nuevo la forma de lo general o del concepto; lo bello, en cambio, se presenta como una cosa real o como una representación en forma de lenguaje, qué es el modo en que lo real vive en el espíritu. La naturaleza, la esencia y el contenido de lo bello sólo pueden ser conocidos y enjuiciados por la razón, pues se trata del mismo contenido que tiene la filosofía. Pero, como la razón en lo bello [o a priori] se manifiesta también de un modo real, [no fenômeno] tenemos que también lo bello cae bajo el prisma del conocimiento. [sensibilidade]” Só repisa Kant e Schopenhauer com palavras do seu sistema, ou seja, está correto aqui!

Con lo dicho, queda expuesto el contenido fundamental de la filosofía platónica. El punto de vista de Platón es éste: en primer lugar, aparece la forma fortuita del diálogo, en el que aparecen hablando unos cuantos hombres nobles y libres, sin otro interés que el de la vida espiritual de la teoría; en segundo lugar, a medida que van ahondando en el contenido, descubren los más profundos conceptos y los más bellos pensamientos, como piedras preciosas con que se tropezase, no digamos en un desierto, pero sí, desde luego, en un camino seco y pedregoso; en tercer lugar, no encontraremos aquí ninguna conexión sistemática, aunque todo emane y fluya de un solo interés” Hegel ainda nos dá mais duas etapas, mas elas não nos interessam.

Nos separamos, con esto, de Platón, a quien abandona uno, en verdad, de mala gana. Al pasar a su discípulo Aristóteles nos gana aún más la preocupación de tener que ser demasiado prolijos, pues no en vano se trata de uno de los más ricos y profundos genios científicos que jamás hayan existido: un hombre que nunca ha podido ser igualado.”

Tendremos, por fuerza, que limitarnos a dar una noción general de su filosofía y señalar solamente, de un modo especial, hasta qué punto su filosofía desarrolló y llevó adelante la obra iniciada por el principio platónico, tanto en lo tocante a la profundidad de las ideas como en lo que se refiere a su extensión”

Sin embargo, aunque el sistema de Aristóteles no aparezca como desarrollado en sus partes partiendo del concepto mismo, sino que las partes se presentan las unas al lado de las otras, no cabe duda de que forman una totalidad de filosofía esencialmente especulativa.” E aí está seu maior defeito, que culmina em você.

Una razón para ser prolijo, tratándose de Aristóteles, la tenemos en que ningún otro filósofo ha sido objeto de tanta injusticia por parte de las tradiciones totalmente huérfanas de pensamiento que se mantuvieron al margen de su filosofía y que todavía se hallan a la orden del día hoy, a pesar de haber sido este pensador, durante largos siglos, el maestro de todos los filósofos.” “Y, mientras que a Platón se le lee mucho, el tesoro de la obra aristotélica permaneció poco menos que ignorado a lo largo de los siglos, hasta llegar a los tiempos más recientes, reinando en torno a él los más falsos prejuicios.” Totalmente ao revés! A Escolástica bebeu de Aristóteles; Platão era um anexo turvo para todo um milênio!

Es, por ejemplo, una opinión muy generalizada la de que la filosofía aristotélica y la platónica se enfrentan y oponen la una a la otra, concibiéndose ésta como basada en el idealismo y aquélla, por el contrario, como construida sobre el realismo, el realismo más trillado y trivial.Opinião generalizada corretíssima!

en Aristóteles, el alma es una tabula rasa, que recibe pasivamente sus determinaciones del mundo exterior: la filosofía aristotélica es, por tanto, empirismo, un lockeanismo

A los 17 años de edad, se trasladó Aristóteles a Atenas, donde permaneció por espacio de 20, en contacto con Platón. Tuvo, pues, la más propicia de las ocasiones para poder estudiar la filosofía platónica en sus propias fuentes. No importa que alguien diga que no acertó a entenderla”

Hermias, príncipe independiente, fue sojuzgado por un sátrapa persa, siguiendo la suerte de tantos otros príncipes absolutos y de tantas repúblicas griegas del Asia Menor; y no paró ahí su mala fortuna, pues fue enviado en calidad de prisionero a Jerjes, quien, sin más contemplaciones, lo mandó crucificar. Para no exponerse a una suerte semejante, Aristóteles huyó de aquellas tierras en unión de Pitias, una hija de Hermias, a la que hizo su esposa, refugiándose en Mitilene, donde vivió durante algún tiempo. Erigió a Hermias una estatua en Delfos, cuya inscripción ha llegado a nosotros; de ella se deduce que el desventurado príncipe cayó en poder de los persas por alevosía y a traición.”

Has de saber que he tenido un hijo; y doy gracias a los dioses, no tanto porque me lo hayan dado como porque lo hayan hecho nacer en esta época en que tú vives. Pues confío en que tus cuidados y tu sabiduría harán que sea digno de mí y de su futuro reino.”

en aquella corte, Aristóteles llegó a gozar del más alto de los favores y el respeto de Filipo, el monarca, y Olimpia, su consorte.”

Alejandro, cuando en medio de sus conquistas y hallándose ya muy dentro del Asia, se enteró de que Aristóteles había dado a conocer en obras especulativas (metafísicas) la parte acroamática [¿?] de su filosofía, le envió una carta reconviniéndole por dar a conocer al pueblo vulgar los frutos de los trabajos y las investigaciones de ambos; a lo que Aristóteles replicó que, a pesar de haberlos dado a conocer, esos resultados seguirían tan desconocidos como antes. (Aulo Gelio)”

[¿?] Refere-se ao mito – já comentado na seção sobre Platão – de que haja uma vertente esotérica (de elite, filosófica, propriamente dita) e outra popular ou vulgar de Aristóteles, em que a gente comum pudesse lê-lo e entendê-lo. A acromática seria esta “filosofia” vulgar (exotérica) para iniciantes. Talvez a origem do termo seja a constatação pejorativa de que esses trechos são sem cor e sem vida, inertes, desbotados? Hahaha! (acromatia: aquilo que não tem cor)

Lo que en la educación de este personaje puede ser atribuido a la enseñanza filosófica de Aristóteles es el haber sabido libertar interiormente sus talentos naturales, la peculiar grandeza de las dotes de su espíritu, elevándolas a un plano de completa independencia consciente de sí misma, como lo vemos comprobado mejor que por nada por sus propios fines y sus propios hechos. Alejandro alcanzó, en efecto, esa absoluta certeza de sí mismo que sólo da la intrepidez infinita de pensamiento y la independencia del espíritu con respecto a los planes especiales, pequeños y limitados para remontarse a la finalidad perfectamente general que lo animaba: la ambición de organizar el mundo en una vida y en un intercambio comunes y colectivos, mediante la fundación de Estados sustraídos a la individualidad contingente y fortuita.

Alejandro puso en práctica, de este modo, el plan que ya concibiera su padre sin haber podido llegar a realizarlo: el de colocarse a la cabeza de los griegos para vengar a Europa en el Asia y someter el Asia a Grecia; de tal modo que, así como al comienzo de la historia de Grecia los griegos habían marchado unidos en la guerra contra Troya, esta unión sirviese ahora de final y de remate al verdadero mundo helénico.” Tem certeza que os motivos de Filipe e Alexandre eram tão coletivos e étnicos e, o que é pior, alheios à própria dinastia? Seria único na História do Mundo, efetivamente.

Alejandro vengaba con ello, al propio tiempo, la perfidia y la crueldad cometidas por los persas contra Hermias, el amigo de Aristóteles. Pero, además, el monarca macedonio expandía la cultura griega por las tierras del Asia, en un intento para elevar al plano del mundo griego aquella trama salvaje, puramente negativa y desintegrada de la más alta tosquedad, aquel conjunto de países hundidos en la apatía, la negación y la decadencia.” É bom não FORÇAR tanto, ó tetravô da Antropologia!

Es verdad que las conquistas de Alejandro no quedaron dentro de su familia, de su propia dinastía, pero sí se incorporaron permanentemente a Grecia. Alejandro no instauró un vasto imperio asegurado para su propia familia, pero sí fundó el imperio del pueblo griego sobre el Asia, pues gracias a él la cultura y la ciencia griegas echaron raíces en aquellas tierras. Los reinos griegos del Asia Menor y principalmente Egipto, fueron durante siglos centros de ciencia, y los resultados de esto se extendieron, probablemente, hasta la India y la China.”

Fue el reino sirio, que se extendía hasta muy dentro del Asia, hasta lindar con un reino griego en la Bactriana, el que, gracias a las colonias griegas allí establecidas, hizo llegar hasta el corazón de Asia y hasta la China los pocos conocimientos científicos que se han conservado allí como una tradición, aunque sin procrear. Los chinos son, por ejemplo, tan torpes que no han sido capaces de crear un calendario y parecen ser, de suyo, reacios a todo concepto.”

En el oriente, el nombre de Alejandro tiene todavía hoy un brillo divino, como Ispandro o Dul-k-ar-nein, que quiere decir el hombre de los dos cuernos: no en vano la imagen del Júpiter Ammón es un antiguo héroe oriental. No está excluida, pues, la posibilidad de que los reyes macedonios, haciéndose descender de ciertos linajes de héroes de la antigua India, reivindicasen para sí los derechos de soberanía sobre aquellas tierras, que es lo que explica también la difusión del Dionysos tracio por los parajes de la India.” Isso é mito, H., e você tinha prometido deixar mitografia de fora de sua história espiritual da Filosofia!

SUPERESTIMA ARISTÓTELES A PONTO DE CONCEBÊ-LO COMO MASTERMIND POR TRÁS DAS AÇÕES DE ALEJANDRO: “primero visitó y consultó el oráculo de los amonitas (hoy, Siwa), procediendo luego a destruir el reino persa e incendiando Persépolis, la vieja enemiga de la teología india, para vengarse así de todas las tropelías cometidas por Darío contra los hindúes y sus hermanos de religión.”

todavía hoy adoran los hindúes al Dalai-Lama, y en la concepción de aquellos pueblos no existe tanta distancia entre Dios y el hombre.” Um tanto superficial, mas, sim, prossiga…

no en vano un Demetrio Falereo y otros habrían de ser adorados poco después, en Atenas, como dioses.”

E O QUE O ESPÍRITO DO MUNDO GANHA COM ESSA VINGANÇA GELADA DE ICEBERG ANTÁRTICO? “es lo más probable que los budistas no le interesasen a Alejandro en lo más mínimo; por lo menos, en su expedición india no hay muchos indicios de ello; por otra parte, la destrucción de Persépolis se halla suficientemente justificada como venganza griega por la destrucción de los templos llevada a cabo por Jerjes en su invasión de Grecia, sobre todo en Atenas.”

A DUPLA PERFEITA – DR. JEKYLL AND MR. HYDE? “Lo mismo que en los tiempos modernos conocemos ejemplos de guerreros que en sus campañas piensan en el arte y la ciencia, Alejandro tomó las medidas necesarias para que los nuevos animales y plantas encontrados en el Asia le fuesen enviados a Aristóteles, bien en forma de ejemplares, bien por medio de dibujos y descripciones.”

Después de haber partido Alejandro para su expedición al Asia, Aristóteles regresó a Atenas y se estableció como profesor público en el Liceo, un lugar que Pericles había mandado acondicionar para la instrucción de los reclutas. Este lugar constaba de un templo consagrado a Apolo Liceos y de paseos sombreados por árboles y adornados con fuentes y columnatas.” Tudo isso já foi muito repisado, mas é muito bom reler mesmo assim (piada enviada pelo internauta Heráclito!).

A la muerte de Alejandro, se desencadenó una tormenta que, al parecer, venía formándose contra él desde antes y que sólo el miedo a su protector había impedido que estallase: el filósofo fue acusado y perseguido por el delito de impiedad. Los detalles de esto aparecen relatados de diferente modo según las diversas versiones; entre otros datos, encontramos en las fuentes el de que le fueron imputados, como fundamentos de la acusación, su himno a Hermias y la inscripción colocada en la estatua erigida en honor de este príncipe. [estranho que a inscrição tenha sido preservada, portanto.] Al ver la tormenta que sobre él se cernía, Aristóteles huyó a la ciudad de Calcis, en Eubea, el actual Negroponto, para no dar a los atenienses, según sus propias palabras, ocasión de atentar por 2ª vez contra la filosofía. Allí murió al año siguiente, a los 63 años de edad” Moral da História: todo mecenas fervoroso é eterno enquanto dura.

Diógenes Laercio (V, 21-27) cita un número crecidísimo de obras de Aristóteles, aunque sus títulos no siempre indican las obras a que corresponden y que han llegado a nosotros, ya que los títulos de éstas son, a veces, completamente distintos. Diógenes enumera 445.270 líneas; si contamos 10 mil líneas por alfabeto, esto nos daría 44 alfabetos, pero lo que se ha conservado no pasa de 10, de modo que sólo tenemos una cuarta parte.” Já disse para não dar muito crédito a Laércio?

La suerte de los manuscritos aristotélicos aparece descrita de tal modo, que podría fácilmente llegarse a la conclusión de que es punto menos que imposible el llegar a tener uno de los escritos del Estagirita en un texto auténtico y sin corrupciones.” O Espírito não quis imortalizá-lo como quis a Platão!

Pularei o relato de que foi o dono da primeira biblioteca do mundo, pois toda essa história já está muito detalhada em meu post Hipócrates Obras Completas Vol. I nos prefácios de Littré (https://seclusao.art.blog/2021/04/07/les-oeuvres-completes-dhippocrate-tome-premier-trad-classica-de-littre/).

ARISTOTELISMOS: “Por lo que se refiere a las otras formas de la filosofía aristotélica, vemos, en segundo lugar, que en la época de Cicerón, principalmente bajo el nombre de filosofía peripatética, asume más bien la forma de una filosofía popular proyectada principalmente sobre problemas de historia natural y de moral”

Una tercera forma de la filosofía aristotélica la tenemos en la filosofía altamente especulativa de la época alejandrina, conocida también con los nombres de filosofía neopitagórica o neoplatónica, aunque debería llamarse también, con idéntica razón, filosofía neoaristotélica. Otra acepción fundamental, la cuarta, es la que la expresión filosofía aristotélica cobra en la Edad Media, cuando un conocimiento impreciso hace que sea denominada ‘filosofía aristotélica’ lo que no era, en realidad, sino la filosofía escolástica.”

Al hacerse más conocidas las obras de Aristóteles en el Occidente se formó una quinta filosofía aristotélica opuesta, en parte, a la escolástica: al final de la época del escolasticismo y con la restauración de las ciencias, pues sólo después de la Reforma se remontaron los estudiosos, en rigor, a las fuentes mismas de Aristóteles. La sexta acepción de la filosofía aristotélica la tenemos en las novísimas ideas y concepciones torcidas acerca de ella, tal y como las encontramos, por ejemplo, en Tennemann, intérprete dotado de un espíritu filosófico demasiado pobre para poder penetrar en la filosofía de Aristóteles.” Nesse ritmo, erá que já não chegamos ao nono Aristóteles?

Tiene ante sí la intuición en su integridad y plenitud, y nada pasa por alto, por muy vulgar que ello sea.” Deveríamos criar o termo endução para explicar os casos de indução e dedução (ou endo-ção, de fora) indistintos (raciocínios perfeitos que são ambos e nenhum, não são de dentro nem de fora, apenas são).

Resulta fatigoso, a veces, seguirle en estas simples enumeraciones, que se desarrollan sin ninguna necesidad y en las que la serie de las acepciones o los significados parece concebirse solamente en cuanto a su esencia, que se presenta como común, y no en cuanto a sus determinabilidades, es decir, solamente en lo externo. Sin embargo, esta manera de proceder representa, de una parte, una enumeración lo más completa posible de los momentos de una cosa y, de otra parte, incita al investigador a buscar y encontrar por cuenta propia la necesidad.”

ORA, ORA, SE NÃO É DEUS! “Al enfocar todos los momentos contenidos en la representación, como si formasen una unidad, no prescinde de ninguna determinabilidad, no se atiene primero a una determinación y luego a otra, sino que las afronta todas a un tiempo, mientras que la reflexión intelectiva, que tiene como regla la identidad, sólo puede salir adelante con ella por la sencilla razón de que, al afirmar una determinación, olvida la otra y prescinde de ella.” Infelizmente, ainda que fosse verdade, precisamos de novos deuses e novas verdades…

Y es que el empirismo de Aristóteles es un empirismo total, pues le lleva de nuevo, constantemente, a la especulación; podemos, pues, decir que, como empírico consumado, es, al mismo tiempo, un empírico pensante.” Já vimos esse movimento se consumar umas 300x na História, estou nauseado…

Conceptos como cáscaras vacías del Ser.

Y si se tomase verdaderamente en serio el estudio de la filosofía, nada habría más digno que explicar desde la cátedra las doctrinas de Aristóteles, pues no hay entre los filósofos antiguos ninguno que tanto merezca la pena de ser estudiado como éste.”

Y, así como decimos que es hombre libre aquel que es en gracia a sí mismo y no en gracia a otro, así también podemos decir que la filosofía es la única ciencia libre, ya que es la única que existe en gracia a sí misma, como el conocimiento del conocimiento.”

Su tarea cotidiana versa sobre lo que es, lo mismo que la labor de un profesor es su curso semestral; y aunque para ello recorra toda la masa del mundo de las representaciones, sólo parece buscar lo verdadero en lo particular, sólo parece reconocer una serie de verdades particulares.”

Lo que a Aristóteles le preocupa, fundamentalmente, es descubrir la determinación de lo que es esta sustancia (ousia) [essência, em-si, ser] (Metaf. VII, 1).”

Aristóteles distingue, más de cerca, dos formas fundamentales: la de la potencia y la del acto.” GROSSO MODO, podemos dizer que a fonte de toda a concepção da síntese hegeliana está aqui, conforme destaque no Vol. I: essência e aparência, racional e real, em-si e para-si. Importante frisar que o segundo, embora o fenômeno não seja o principal de Hegel, posto que seu “deus”, por assim dizer, é a Razão, é importantíssimo como esteio da essência compreendida no mundo antigo como enteléquia e hoje como teleologia ou ciência dos fins. Devemos entender o fenômeno nesse mais nobre sentido, em que participa da dialética da enteléquia, para não gerar mais dúvida, como o nível de realidade consumada ou efetiva, ou seja, em que o Espírito exerce toda sua potência, no que Hegel chama de O CONCRETO ELEVADO A CONCEITO (e Aristóteles de substantia, mas ambos são o mesmo); e no que eu chamaria de ‘fenômeno sagrado’, se posso ‘blasfemar’ o vocabulário hegeliano e neologizar à minha maneira e à minha conveniência para facilitar meu trabalho e a compreensão que o leitor deve ter de Hegel ao fim desta excursão.

Curiosamente, Hegel é o acme do Idealismo e seu centro nevrálgico é o concreto ou empírico. Na filosofia subsecutiva, que teve de reparar seus pontos de vista, temos o império da Fenomenologia, em que o centro tem de ser a própria potência ou vontade (a substância pós-moderna), que havia sido menosprezada como provocadora última da realidade. Fazendo uma última simplificação, podemos assinalar a filosofia pós-platônica e pré-marxnietzscheana como excessivamente preocupada com o começo e o fim; e as filosofias DE PLATÃO SOMENTE NA ANTIGUIDADE INTEIRA e de Marx e Nietzsche EM DIANTE como aquelas atentas ao devir. Não preciso, espero, ter de ressalvar que a genealogia e a teleologia continuam sendo tratados dentro da fenomenologia do séc. XX em diante e que o devir já era “conhecido” e tratado até mesmo pelos insofisticados pré-socráticos. O que eu quis dizer é que o eixo de preocupação de primeira plana sofreu uma inversão quase simétrica em termos do que é o objeto da filosofia. Numa sentença, regressamos a Platão e reiniciamos de onde ele havia parado, com alguns conselhos muito úteis achados no caminho do calvário que antecedeu nossa chegada ao deserto chamado fim do milênio. (!!!)

INFINITO É O FENÔMENO (A AÇÃO): “cuando decimos: la esencia, no establecemos todavía con ello la actividad, pues la esencia es solamente el en sí, la potencia, sin forma infinita.”

Por tanto, mientras que lo predominante, en Platón, es el principio afirmativo, la idea, como algo sólo idéntico consigo mismo en lo abstracto, en Aristóteles predomina el momento de la negatividad, pero no como cambio, ni tampoco como la nada, sino como distinción, como determinación, destacado por él en cuanto tal. Este principio de la individuación, no en el sentido de una subjetividad contingente, particular, sino en el sentido de la subjetividad pura, es característico de Aristóteles.” O principium individuationis como o erro do milênio ou, antes, dos últimos três milênios.

El devenir de Heráclito es una determinación certera y esencial; pero el cambio carece todavía de la determinación de la identidad consigo mismo, de la firmeza de la generalidad. El río cambia constantemente, pero se mantiene también perenne y tiene, más aún, una existencia general.¹ De donde se deduce inmediatamente que Aristóteles (Metaf. IV, 3-6) polemiza principalmente contra Heráclito y otros cuando dice que el ser y el no-ser no son uno y lo mismo, fundamentando así aquella famosa tesis de la contradicción de que un hombre no es al mismo tiempo un barco.” Hahaha?!

¹ Quando Nietzsche diz que Heráclito poderia ter enunciado o eterno retorno, o que quer dizer é: faltava-lhe a condição subjetiva para afirmar a figura de linguagem do rio (o eterno, a essência) como aquilo que também se desdobra sobre si mesmo em fenômeno, repetindo-se como aparência e transitoriedade finita (além das águas deste rio, o próprio rio, que no fim de contas é apenas um subterfúgio para se referir ao universo).

Se ve inmediatamente que Aristóteles no comprende el ser o el no-ser puro, esta abstracción que no es, esencialmente, sino la transición de lo uno a lo otro, sino que entiende por lo que es, esencialmente, la sustancia, la idea, la razón, pero al mismo tiempo como fin que mueve.”

TUDO ISSO PARA DIZER <PRESENTE>: “Pero el punto supremo es más bien aquel en que se unen la potencia, la actividad y la entelequia: la sustancia absoluta, que Aristóteles (Metaf. XII, 6-7; IX, 8) determina, en general, diciendo que es lo inmóvil en y para sí, pero que, al mismo tiempo, infunde movimiento y cuya esencia es actividad pura, sin tener materia. Pues la materia como tal es lo pasivo, aquello en que se opera el cambio y que, por tanto, no se identifica simplemente con la actividad pura de esta sustancia.”

PRESENTE ETERNO (Conceito escolástico influenciado por Arist.): “Dios es la sustancia [ponto de encontro] en cuya potencia va también implícito, como algo inseparable, el acto; en ella, la potencia no se distingue de la forma, ya que produce a partir de sí misma sus determinaciones de contenido.” Aristóteles cria que a Idéia de Platão estava situada fora do tempo, portanto do presente, do movimento e da realidade; por isso achava ter reparado Platão. Tão ingênuo quanto parece! Nível de argumentação: “Meu absoluto é melhor que o seu! Crê em Deus-Pai!”.

Debe considerarse como la verdadera esencia, prosigue Aristóteles (Metaf. XII, 7) lo que se mueve en sí mismo, lo que ‘se mueve en círculo; y esto no debe buscarse solamente en la razón pensante [principium cognoscendi], sino también en el hecho’. (…) Como lo igual a sí mismo y como algo visible, esta esencia absoluta es ‘el cielo eterno’; 2 dos modos de representación de lo absoluto son, por tanto, la razón pensante y el cielo eterno.” Formulação superingênua do eterno retorno.

CURIOSA NOTA DE RODAPÉ, DEMONSTRANDO QUE AS AULAS DE HEGEL ERAM PESADAS, INSOSSAS E CONFUSAS, E QUE O FORMATO FINAL DO LIVRO É MAIS LEVE DEVIDO À INTERFERÊNCIA DOS DISCÍPULOS: (*) “Como esta explicación hegeliana del famoso pasaje de Aristóteles tiene en su favor el testimonio de tantas autoridades, el editor no puede seguir aquí, como tantas otras veces en el transcurso de estas Lecciones, la norma establecida por la sociedad de amigos de Hegel a cuyo cargo corre la edición de sus obras, que es la de corregir tácitamente los errores e inexactitudes que hayan podido deslizarse en la exposición del autor. Es evidente, de todos modos, que Aristóteles habla de 3 sustancias: de un mundo sublunar, que mueve el firmamento; del firmamento mismo, como el centro, que es a la par el motor y lo movido, y de Dios, como el motor inmóvil.” Frase original de Hegel, para contrastar: “El cielo es algo movido y es también, al mismo tiempo, algo que mueve. Y siendo, así, lo esférico algo a la par moviente y movido, tiene que haber necesariamente un centro que mueva, pero sea de suyo inmóvil y, al mismo tiempo, eterno y una sustancia y la energíaSuas sentenças não são pontuadas, e vai elencando sinónimos após as conjunções de ligação como se enriquecesse a exposição (por si inócua) acrescentar mais nomes e sinônimos ao que já tinha nome (Deus), e aumentando a barafunda do que é, pois que estas coisas são também outras coisas: enfim, que o primum mobile ou deus aristotélico é também ETERNO (Qual a definição de eternidade? Há algum deus que seja mortal ou limitado?), é também SUBSTÂNCIA (Qual a definição de substância? Por que não é redundante ser Deus e substância ao mesmo tempo?), é também ENERGIA (Qual é a definição de energia? Por que não é redundante ser Deus, substância e energia tudo ao mesmo tempo? No que deus ficaria pior se fosse retirado algum desses sinônimos arbitrários?)!… Uma absoluta perda de tempo – e energia!

Deus como uma rodinha de skate.

Por tanto, según Aristóteles, el concepto, principium cognoscendi, es también el motor, el principium essendi; lo proclama como Dios y señala su relación con la conciencia individual.” Revolucionário – só que não!

Me parece incrível, fabuloso até, que nem Ar. nem H. tenham percebido que só estão reescrevendo Platão sem o mesmo talento literário (ou percebem-no, mas fazem disso, dessa redação tecnicista, seu cínico ganha-pão): “Este sistema dura eternamente. ‘Pero a nosotros [como individuos] sólo por un breve tiempo nos está reservada una residencia en él que es la más excelente que apetecer podamos.’E ainda mais: o “filósofo da ação” (Ar., segundo a introdução de H.) é o mais contemplativo de todos! “el pensamiento es fin último y absoluto para sí mismo.”

El momento fundamental de la filosofía aristotélica consiste, por tanto, en que la energía del pensamiento y lo pensado objetivo sean una y la misma cosa” Ironia: Aristóteles cobra o por quê do Bem, p.ex., de Platão e Leucipo, mas tampouco dá o seu por quê energético. Não que seja um defeito seu; a energia é a mera referência de uma força física, e portanto um não-conceito, filosoficamente falando; o simples infundamentado e inessencial sobre o qual não se deve falar. O que pega mal é a hipocrisia do Estagirita: o parco entendimento dos outros (hipercrítica que exerce sobre o próprio mestre) e a excessiva indulgência em relação a si mesmo (a própria filosofia não é depurada e desenvolvida como seu lado crítico da tradição nos faz pensar). Nesse sentido ele é o pai ancestral de filósofos como Deleuze!

BLÁ, BLÁ, BLÁ… “En nuestro lenguaje, designamos lo absoluto, lo verdadero, como la unidad de lo subjetivo y lo objetivo que, por tanto, no es lo uno ni lo otro, aun siendo ambas cosas a la vez; pues bien, Aristóteles se debatió con estas formas especulativas, que aún hoy siguen siendo las más profundas, y las expresó con la mayor claridad. (…) Unidad es, por tanto, una expresión mala, antifilosófica, y la verdadera filosofía no es el sistema de la identidad, sino que su principio ha de buscarse en una unidad que es actividad, movimiento, repulsión y, en la distinción, algo idéntico a: sí mismo.” Tudo isso nos mostra que, se queremos derrubar Hegel de vez, devemos levar também tudo de aristotélico a pique!

el pensamiento divino tiene necesariamente que pensarse a sí mismo (puesto que es la más excelente de las cosas)”

Último abacate que vou postar. Pularei e eximirei o leitor de qualquer outro trecho degradante desse oceano de obviedades mixurucas!

La primera obra de Aristóteles sobre la materia es la Teoría física o de los principios, en 8 libros. Versa esta obra sobre el concepto de la naturaleza en general, sobre el movimiento y sobre el espacio y el tiempo, como debe de ser.”

Entre las obras relacionadas con la anatomía figuran sus tratados Sobre los órganos motores de los animales y Sobre las partes de los animales. Se refieren a la fisiología las siguientes obras: De la generación de los animales y Sobre el movimiento común de los animales. En seguida, Aristóteles pasa a tratar de la diferencia entre la juventud, y la vejez, entre el sueño y la vigilia y habla de la respiración, de los sueños, de la brevedad y la longitud de la vida, etc., materias todas de las que trata, en parte, de un modo empírico y, en parte, en un sentido más bien especulativo. Finalmente, escribe una Historia de los animales, pero no sólo como una historia natural en general, sino también como un estudio general de los animales, una especie de anatomía anatómico-fisiológica, si se quiere. Se le atribuye, asimismo, una obra de botánica titulada Sobre las plantas.”

Este pensamiento, añade Aristóteles, fue formulado preferentemente por Empédocles, quien presenta los primeros orígenes como un mundo de las más variadas monstruosidades, por ejemplo, animales con forma de toro y cabeza humana, las cuales, sin embargo, no podían conservarse, sino que perecieron todas, porque no estaban destinadas originariamente a perpetuarse, hasta que, por último, fueron reuniéndose los elementos con arreglo a un fin: y así, sin necesidad de recurrir a los fabulosos monstruos de los antiguos, nosotros mismos conocemos una serie de especies animales que se han extinguido por la sencilla razón de que no podían perpetuarse. También la actual filosofía de la naturaleza emplea la expresión de ‘surgir’ (que implica un desarrollo ajeno a todo pensamiento). Es una idea a que puede fácilmente verse conducida la filosofía de la naturaleza la de que los primeros productos de la naturaleza son a manera de intentos, de los cuales sólo pueden prevalecer aquellos que demuestren responder a un fin.”

de una parte, por obra de una filosofía mecánica que basa todo en la presión, el impulso, las combinaciones químicas, las fuerzas, es decir, en relaciones de orden externo, inmanentes sin duda a la naturaleza, pero que no parecen emanar de la naturaleza de los cuerpos, sino que son un aditamento extraño a ella, como el color en un líquido; de otra parte, bajo el influjo de una física teológica que establece como causas los pensamientos de una inteligencia exterior al mundo. Fue la filosofía kantiana la que hizo revivir entre nosotros aquel concepto, por lo menos para lo orgánico, enjuiciando por tanto lo vivo como un fin de sí mismo.” “El hecho de que la época más reciente haya traído de nuevo al recuerdo lo racional acerca de esto no es, pues, otra cosa que la justificación de la idea aristotélica.”

Aristóteles (Física IV, 6-7) pasa a hablar del espacio vacío, antiguo problema, que todavía no ha sido resuelto satisfactoriamente por los físicos de hoy. Si estudiasen a Aristóteles, sabrían a qué atenerse; pero, al parecer, es como si para ellos no existieran en el mundo ni el pensamiento en general ni Aristóteles en particular. ‘El vacío, según la manera corriente de pensar de los hombres, es un espacio en que no existe ningún cuerpo; y, como para ellos lo corpóreo es lo existente, llaman espacio vacío a aquel en que no existe absolutamente nada. La hipótesis de un espacio vacío tiene su razón de ser principalmente de una parte en que se considera el vacío’ —lo negativo de un modo existente— ‘como necesario para el movimiento, ya que los cuerpos no pueden moverse en el espacio lleno’ y, por consiguiente, allí donde se muevan no tiene que haber nada. ‘El otro argumento en favor del vacío se encuentra en la compresión de los cuerpos, en que las partes penetran en los poros vacíos.’

INTUIÇÃO DA LEI DA INÉRCIA: “En efecto, demuestra de una parte que el vacío anula más bien el movimiento y que equivaldría, por consiguiente, a una quietud general: es la total indiferencia con respecto al sentido en que se mueve más o menos algo; en el vacío quedan suprimidas todas las diferencias. Es la pura negación: ni objetos ni diferencias; por tanto, no hay razón alguna para permanecer quietos ni para seguir adelante. Ahora bien, los cuerpos se hallan en movimiento y, además, como cuerpos distintos los unos de los otros: tienen pues una relación positiva y no simplemente una relación con la nada.”

La diferencia de velocidad guarda la misma proporción con la diversidad del peso específico del medio, aire o agua, de tal modo que cuando el medio es la mitad menos denso aumenta la velocidad al doble.”

Por lo que se refiere al otro caso, o sea a la diferencia entre lo pesado y lo ligero, que se aprecia en los cuerpos mismos, tenemos que aquello se mueve más ligeramente que esto a través del mismo espacio; ‘pero esta diferencia se da solamente en el espacio lleno, pues el cuerpo pesado separa más rápidamente lo lleno, gracias a su fuerza’. Esta concepción es absolutamente exacta y va dirigida principalmente contra una serie de representaciones que hacen estragos en nuestra física. Estas representaciones [fenômeno observável] acerca del movimiento igual de lo pesado y lo ligero, como las que se refieren a la gravedad pura, [una] al peso puro, a la materia pura, etc., son una abstracción, como si se tratase de cosas iguales en sí y diferentes solamente por la resistencia casual del aire. [múltipla]¹Aristóteles não tem ‘culpa’ alguma de não conhecer a aceleração da gravidade em uma mesma pressão atmosférica, mas Hegel não deveria ignorar Newton! Lembrando que nesta parte não se procede exatamente à história da filosofia, mas da própria física…

¹ Hegel confunde os reinos da aparência e da essência, como se a essência fosse figurada na própria representação! Mas, apesar do modo oblíquo que elegeu para se expressar, Hegel não colide aqui com o modelo da física experimental (contra o que ele mesmo pensa): o que ele quis dizer é simplesmente que não existe o vácuo perfeito, então, na prática, se um bloco compacto de uma liga metálica muito pesada, digamos, de 1 tonelada, cai retilineamente por um abismo ao lado de uma pessoa de 80kg, por mais que essa pessoa seja maior que o bloco e possua ‘mais superfície’ (sofrendo a resistência do vento oposto em uma área maior que a do bloco), não significa que ambos chegariam ao fim do abismo – que deveria ser profundo o suficiente – simultaneamente (após o fim da aceleração da gravidade e o começo da trajetória em que ambos cairiam a 10m/s, uniformemente), pois a resistência do ar ainda seria maior contra o bloco de metal, mais ‘pesada’, anulando sua massa gravitacional. Um tubo de ensaio em que o vácuo perfeito fosse possível seria contraditório com o célebre modelo das ‘quedas idênticas’ porque aí já nem haveria possibilidade de queda dos corpos, apenas repouso.

Cuando el agua se convierte en aire, gana en extensión; pero la materia sigue siendo la misma, sin que a ella se sume ninguna otra cosa distinta: lo que ocurre es que lo que antes era en potencia lo es ahora en acto.” Também é incrível como o mundo moderno levou tantos séculos para chegar ao mesmo entendimento formal. Dito isto, Arist. continua péssimo metafísico; mas exímio cientista natural!

Aristóteles, por el contrario, concibe esto en un sentido totalmente dinámico, claro está que no con el significado que hoy suele darse a la palabra ‘dinámico’, es decir, como una mayor intensidad o un grado mayor, sino que se refiere a la intensidad certeramente como una posibilidad general.”

O ponto euclidiano como patas de uma aranha em eterno debate descoordenado.

SEMPRE ESBARRAM EM KANT (TEMPO E ESPAÇO SÃO AS MODALIDADES SINE QUA NON DA REPRESENTAÇÃO): “cuando colocan el vacío antes del principio de la generación, esto no es otra cosa que lo quieto, lo igual a sí, es decir, la materia eterna, establecida ya, por tanto, antes de la generación; pues no hacen honor a su palabra cuando dicen que antes de la generación sólo existe la nada.”

Este éter parece ser la materia eterna, pero que no aparece expresado de un modo tan claro, sino que parece detenerse como el cielo en nuestras representaciones: y, en general, es aquí donde empieza a revelarse más y más la yuxtaposición.”

Acerca de esto, hay que hacer notar que, aunque estas determinaciones fundamentales sean muy poco exhaustivas, Aristóteles va, sin embargo, mucho más allá que los modernos, ya que no profesaba este concepto de los elementos que se hace valer en los tiempos actuales, según el cual el elemento, como algo simple, está llamado a permanecer. Ahora bien, semejante determinabilidad simple del ser es una abstracción y no tiene ninguna realidad, ya que entonces no sería susceptible de movimiento ni cambio alguno; el elemento mismo debe tener realidad; está, por tanto, sujeto a disolución como la unidad de lo contrapuesto.”

He ahí por qué se pasan de listos quienes nos reprochan el que incluyamos entre los elementos el agua, el aire, etc. Ni siquiera bajo el nombre de ‘neutralidad’ han llegado los físicos modernos a una generalidad concebida como unidad, como la que Aristóteles atribuye a los elementos; en realidad, el hidrógeno, cuando se combina con una base, no sigue existiendo como tal, según a veces se afirma, dentro de la nueva combinación.” É verdade que o modo descritivo moderno é pobre, mas H. se esforça além do aceitável para encimar Arist. sobre a física moderna, vendo em sua física algo mais do que é.

De hecho, en la Meteorología pasa Aristóteles a estudiar el proceso general de la naturaleza. Pero, en este punto, llegamos con él al límite. Aquí, en el proceso de la naturaleza, la determinación simple como tal —esta manera de la determinación progresiva— deja de regir y pierde todo su interés.” “El fenómeno sensible empieza a cobrar primacía aquí, pues lo empírico presenta precisamente la naturaleza del distinto modo de dispersarse. El fenómeno empírico va escapándose así del pensamiento, el cual sólo registra por doquier el cuño de la toma de posesión, pero sin poder ya penetrarlo por sí mismo, puesto que retrocede del campo de lo ideal, donde aún existían el tiempo, el espacio y el movimiento.”

En cuanto a la contraparte de la filosofía de la naturaleza, o sea la filosofía del espíritu, encontramos señalada también en Aristóteles, en una serie de obras que citaremos, la diferencia entre las diversas ciencias especiales.

En primer lugar, sus 3 libros Sobre el alma estudian la naturaleza general abstracta del alma, principalmente a modo de refutación, aunque tratan también, de un modo más difícil y especulativo, de su naturaleza en sí misma; no de su ser, sino de la determinada manera y posibilidad de su efectividad, en lo que consiste, según Aristóteles, su ser y su esencia.”

Finalmente, nos lega, con su Política, una exposición de las constituciones esenciales de los Estados y de los diversos tipos de constitución, que va examinando por el método empírico” Atingindo, por sinal, péssimos resultados.

De una parte, [hoje,] la cólera, por ejemplo, se considera como un deseo de venganza o como algo por el estilo; de otra parte, como una irritación de la sangre del corazón o del calor dentro del hombre. Aquél es el punto de vista racional, éste el punto de vista material ante la cólera. Es algo así como si, de una parte, se definiese la casa como un abrigo contra el viento, la lluvia y otros accidentes y, de otra parte, como una construcción hecha de madera y de piedras: el primer criterio busca, en efecto, la determinación y la forma, o sea el fin de la cosa; el segundo, su materia y su necesidad.”

El alma es la sustancia como forma del cuerpo orgánico físico, que tiene vida en potencia, pero su sustancia es efectividad, y concretamente, la acción de un cuerpo así [es decir, animado].”

No porque el alma sea la forma se debe preguntar si el alma y el cuerpo forman una unidad, del mismo modo que no se pregunta si forman una unidad la cera y su forma, ni si la materia y sus formas, en general, forman una unidad.”

En efecto, si consideramos el alma y el cuerpo como una unidad, al modo de una casa, formada por una multitud de partes, o como la cosa y sus cualidades, el sujeto y el predicado, etc., seguiremos la senda del materialismo, en que ambos elementos son considerados como cosas. Semejante identidad constituye una determinación completamente abstracta y, por tanto, superficial y vacía, que no puede predicarse, ya que la forma y la materia no tienen el mismo rango de dignidad en lo que al ser se refiere; la identidad verdaderamente digna solo puede concebirse como tal entelequia.

Sólo cabe, pues, preguntarse si la actividad forma una unidad con su órgano; y nuestra idea es, desde luego, que esa pregunta debe ser contestada afirmativamente.”

ROLA UMA BRIGUINHA ENTRE EDITORES, TRADUTORES E DEMAIS ENVOLVIDOS NA EXECUÇÃO DA OBRA ATRAVÉS DAS NOTAS DE RODAPÉ: “El alma es la sustancia, pero sólo en cuanto al concepto; pero esto no es sino la forma sustancial(*) de semejante cuerpo.

(*) El editor se ha creído autorizado a introducir aquí esta traducción, usual entre los escolásticos y recogida por Leibniz (Cfr. Michelet, Examen critique).” HAHAHA!

Por consiguiente, a la pregunta de ¿cuál es la sustancia del ojo?, ¿son acaso los nervios, los humores, las membranas, esa sustancia?, contesta Aristóteles: por el contrario; la visión misma es la sustancia; aquellas materias no son sino un vacuo nombre.”

la vida vegetal es el concepto de lo orgánico.”

Ó! EUREKA! “En efecto, es de todo punto indiferente el que nos encontremos determinados subjetiva u objetivamente” Mas isso Platão já o sabia!

Es cierto que la mónada leibniziana parece ser una representación opuesta a ésta, en cuanto que toda mónada, todo punto de mi dedo, como átomo o individuo, es un universo entero en el que todo se desarrolla dentro de sí mismo, sin relación con otras mónadas.”

Es un falso idealismo el que sostiene que la pasividad y la espontaneidad del espíritu dependen de que la determinabilidad dada sea interior o exterior” “…al modo como lo entiende Fichte, quien considera ya parte suya la chaqueta que viste, por el mero hecho de vestirla, o simplemente por considerarla.” Hahaha!

quien tiene la facultad de oír no siempre oye”

Existen dos palabras para expresar el oír y el resonar, pero no así para expresar el ver; el ver es la actividad del que ve, pero la actividad del color carece de nombre.” Ouvi sem escutar, escutei distintamente suas palavras sem nada ouvir.

En lo corpóreo, por tanto, se contraponen entre sí la materia, como potencia, y la forma externa, como acto; pero el alma es, por el contrario, la potencia general misma, sin materia, porque su esencia es la efectividad.”

RESERVATÓRIO: “El pensamiento se convierte en entendimiento pasivo, es decir, en algo objetivo; y así se aclara ahora hasta qué punto es el nihil est in intellectu, quod non fuerit in sensu el sentido de la filosofía de Aristóteles.” Não pode ser pensado aquilo que não foi sentido Não pode ser pensado aquilo que não foi pensado. Tudo que foi pensado foi sentido, etc., etc.. E implicações com os trechos destacados por Derrida na Enciclopédia.

Es, como se ve, una actitud altamente idealista; a pesar de lo cual hay quienes se empeñan en ver en Aristóteles un pensador empírico.” Duro é pensar que elogiam Fraud tanto tempo depois dizendo a mesma coisa (‘ele é empírico!’).

El término técnico para expresar esto es la conocida tabula rasa, con la que nos encontramos dondequiera que se habla de Aristóteles: Aristóteles quiere decir, según quienes así interpretan su pensamiento, que el espíritu es como una hoja en blanco sobre la cual se escribe acerca de los objetos exteriores, lo que vale tanto como decir que el pensamiento viene de fuera. Pues bien, eso es cabalmente lo contrario de lo que Aristóteles sostiene. La representación, en vez de atenerse al concepto, concibe estos símiles fortuitos como si expresaran la cosa misma. Sin embargo, Aristóteles no pretende, ni mucho menos, que este símil se tome en todo su alcance, al pie de la letra: el entendimiento no es, ni mucho menos, una cosa, ni tiene la pasividad de una tablilla de cera sobre la que se escriba; el entendimiento es la efectividad misma, que no está, como en el caso de la tablilla de cera para escribir, fuera de ella. El símil se limita, por tanto, a indicar que el alma sólo tiene un contenido en cuanto realmente se piense. Cuando dice que el alma es este libro en blanco quiere decir, por tanto, que lo es todo en sí, pero que no es de suyo esta totalidad; lo mismo que, en potencia, un libro lo contiene todo, pero en acto no contiene nada antes de estar escrito. La actividad real, y sólo ella, es lo verdadero”

O termo técnico para expressar isto é a conhecida tabula rasa, com que nos encontramos onde quer se fale de Aristóteles: Aristóteles quer dizer, segundo quem assim interpreta seu pensar, que o espírito é como uma folha em branco sobre a qual se escreve acerca dos objetos exteriores, o que vale tanto quanto dizer que o pensamento vem de fora. Pois bem, isso é cabalmente o contrário do que Aristóteles sustenta. A representação, em vez de se ater ao conceito, concebe estes símiles fortuitos como se expressassem a coisa mesma. Contudo, Aristóteles não pretende, na outra mão, que este símile seja tomado em todo o seu alcance, ao pé da letra: o entendimento não é tampouco uma coisa, nem tem a passividade de uma tabuleta de cera sobre a qual se escreva; o entendimento é a efetividade (realidade) mesma, não está, como no caso da tábua de cera que serve para escrever, fora do real. O símile se limita, portanto, a indicar que a alma só tem um conteúdo enquanto realmente se pensa. Quando diz que a alma é este livro em branco, Aristóteles quer dizer, por conseguinte, que ela é tudo em si, mas que não é para si mesma esta totalidade; o mesmo que, em potência, um livro contém tudo, mas em ato não contém nada antes de estar escrito. A atividade real, e somente ela, é o verdadeiro.”

El séptimo y octavo capítulo se dedican a explicar ciertas tesis de los capítulos cuarto y quinto; comienzan recapitulando las tesis en cuestión y parecen glosas de un comentador. ‘El alma —dice Aristóteles (De anima, III, 8)— es, en cierto modo, todo lo que es. Pues lo que es es una de dos cosas: lo sentido o lo pensado. La ciencia misma es, en cierto modo, lo sabido, y la sensación lo sentido. Ahora bien, estas cosas sabidas y sentidas son o bien ellas mismas o bien las formas. La ciencia y la sensación no son las cosas mismas (la piedra no se halla en el alma), sino su forma; por donde el alma es como la mano. Ésta es el instrumento de los instrumentos: el entendimiento, por su parte, es la forma de las formas, y la sensación la forma de lo sensible.’”

O 7º e o 8º capítulos se dedicam a explicar certas teses dos capítulos 4 e 5; começam recapitulando as teses em questão à guisa de glosa de um comentador. ‘A alma – diz Aristóteles em De Anima, vol. III, c. 8 – é, de certo modo, tudo o que é. Pois o que é é uma de duas coisas: o sentido ou o pensado. A ciência mesma é, de certa forma, o sabido, e a sensação o sentido. Ora, estas coisas sabidas e sentidas são ou bem elas mesmas, ou bem as formas. A ciência e a sensação não são as coisas mesmas (a pedra não se acha na alma), senão sua forma; daí que a alma é como a mão. Esta é o instrumento dos instrumentos: o entendimento, por sua vez, é a FORMA DAS FORMAS, e a sensação a forma do sensível.’

deste modo, Ar. não é realista” Às vezes H. devia apenas citar e calar o bico – assim não tinha chance de falar tanta asneira!

A PONTA DO NARIZ E ARISTÓTELES (ALMA VII): “O entendimento pensa o abstrato como se a conformação do nariz não fosse a conformação do nariz, inseparável da carne, senão algo vazio.”

“‘quem nada sente, nada aprende nem nada entende; se conhece algo, necessariamente tem que conhecê-lo também como representação, pois as representações são como as sensações, só que sem matéria. Pois bem, e em que se distinguem os pensamentos originários das representações? Ou bem não são inclusive os outros pensamentos nenhuma classe de representação, mesmo que sempre impliquem uma representação?’ Como aquilo que segue no livro não responde estas perguntas, isso parece ser mais uma indicação de que estes fragmentos têm origem apenas posterior.”

QUANTA AFETAÇÃO! “Esta identidade do subjetivo e do objetivo, que existe no entendimento ativo, enquanto que as coisas e os estados finitos do espírito são o separado de ambos, já que neles o entendimento só existe em potência, representa o cume mais alto a que pode chegar a especulação, e Aristóteles retorna assim a seus princípios metafísicos, nos quais chamava à razão que se pensa a si mesma o pensamento absoluto, o entendimento divino ou o espírito no plano do absoluto.”

Tres grandes obras éticas se han conservado de Aristóteles: la Ética Nicomaquea, en 10 libros, la Gran Ética, en 2 libros, y la Ética Eudemia, en 7 libros; la última se refiere más bien a las virtudes especiales, mientras que las 2 primeras contienen, preferentemente, investigaciones generales en torno a los principios.

Así como lo mejor que poseemos acerca de los problemas de psicología, hasta estos últimos tiempos, es lo que hemos recibido de Aristóteles, es también excelente lo que nos ha legado acerca de la voluntad real, la libertad, acerca de las determinaciones ulteriores de la imputación, la intención, etc. Lo que ocurre es que hay que imponerse el trabajo de estudiarlo y conocerlo, traduciéndolo a nuestro propio modo de hablar y de pensar, lo que naturalmente no es fácil. También aquí, como en lo físico, procede Aristóteles analizando uno tras otro, del modo más concienzudo y verdadero, los diversos momentos que se dan en la voluntad: el propósito, la resolución, el obrar voluntario o forzado, el obrar por ignorancia, la culpa, la imputabilidad, etc. No hemos de detenernos en este estudio, de carácter más bien psicológico”

Aristóteles no se da por satisfecho con la idea platónica del bien, por ser solamente lo general, sino que plantea el problema de su determinabilidad.” Problema dele.

Cuando el conocimiento es malo o incluso inexistente, pero el corazón, a pesar de ello, se comporta bien, podrá según Aristóteles existir bondad, pero no virtud, ya que falta el fundamento, o sea la razón, sin el que la virtud no puede existir.” Sempre traduzir conhecimento na Ética de Aristóteles como sabedoria no sentido schopenhaueriano, para facilitar. E coração como o verdadeiro ethos contemporâneo. O mito do burro bom (na verdade ele pode ser no máximo inofensivo). Falo em Schopenhauer, porque ambos são concordes neste aspecto. Já eu descartaria a existência de um burro bom, ou dum inteligente mau.

De ahí que Aristóteles, según veíamos, censure a Sócrates por cifrar la virtud exclusivamente en el conocimiento.” Naturalmente, pois não entendeu Sócrates. Aristóteles endeusou (literalmente!) a Razão, mas não entendeu tampouco a razão socrático-platônica: não significa usar o pensamento ou acumular informações. Significa ser sábio. Logicamente, o sábio socrático é virtuoso. Não existe inteligência, para Sócrates, dissociada de caráter! Arist. entende que aquele que possui a ciência filosófica alcançaria como por milagre noções éticas. É muito fácil estereotipar esse entendimento, dizendo que para Sócrates a virtude era uma iluminação individual. Mas esta não é a correta leitura da doutrina platônica. A ocorrência moderna que chamamos de “erudito” que na verdade não passa de velhaco não refuta ‘a ingenuidade socrática’: ele é um erudito, pois que seja, porquanto querem chamá-lo de erudito, ou permitem que se chame a si de erudito; isto não importa para nós. Ele é um hipócrita que nada tem que ver com a figura do sábio. Tampouco pode-se chegar a essa condição por esforço. Daí a força atual que conserva a metáfora da reminiscência em Platão. Outro exemplo: um político maquiavélico é tolo, pois não compreende que tudo é vaidade. No tomo I eu fui mais específico a este respeito.

Por consiguiente, en la virtud, en cuanto ésta tiende a la realización y es atributo del individuo, no puede decirse que sea la razón el principio único, sino que es la inclinación el elemento propulsor, concreto, el que precisamente en lo práctico y en el sujeto tiende a la realización.” Hegel descreve apropriadamente Arist.. O grifo verde se destina a criticar a compreensão aristotélica da moral: ele decompõe a conduta ética em teórica e prática. Sua delimitação ética é sem dúvida a que norteia a disciplina Ética moderna. Porém, isso é um mal, um retrocesso em relação a Platão. Nietzsche foi o primeiro filósofo a apontar tal erro. A virtude é um atributo inato do indivíduo. Não se pode realizar a virtude quando é-se dela carente, daí a ilusão de que alguém dotado da capacidade teórica (todo homem) de ser virtuoso falha na execução (só executa a virtude aquele que nasceu virtuoso e sábio). Ter conhecimento teórico da virtude e não aplicá-lo na prática é o mesmo que dizer que é-se meio-virtuoso, virtuoso incompleto. Ora, ou é-se virtuoso ou não se o é. É redundante falar em virtude não-realizada, por isso Aristóteles discorda de Platão – pois crê que vale a pena falar desse tipo de meia-virtude. A razão é o princípio único, porém não a razão aristotélica. Isso faz com que Aristóteles tenha de recorrer à ‘inclinação’ como elemento propulsor. Essa inclinação é inata à razão corretamente compreendida no platonismo, e não existe tal decomposição em 2 palavras ou conceitos, em que um se subordina aleatoriamente ao outro. Assim, não é que a Ética seja uma disciplina voltada à prática; ela é teórico-prática, uma unidade, desde o início. Mas o homem moderno não enxerga a validade do teórico, preferindo expulsá-lo do campo ético.

aunque se haya censurado como algo muy insuficiente e indeterminado al hecho de que Aristóteles determine la virtud más bien como una diferencia de grado, hay que reconocer que esto es algo que va implícito en la naturaleza misma de la cosa. La virtud, y más que ninguna otra la virtud determinada, entra en una órbita en que ocupa un lugar lo cuantitativo; el pensamiento aquí no permanece ya cabe sí como tal, siendo indeterminado el límite cuantitativo.” Essa definição é satisfatória no mundo dos moralistas e autores de auto-ajuda, no mundo dos comuns e plebeus. Para um filósofo, é um achado muito aquém do desejável.

Aristóteles dábase cuenta, más o menos claramente, de que la sustancia positiva, la necesaria organización y realización del espíritu práctico es el Estado, que es realizado por medio de la actividad subjetiva de tal modo que ésta encuentra en él su determinación. Por eso también Aristóteles ve en la filosofía política toda la filosofía práctica y el fin del Estado como la felicidad general.” De novo, o mesmo erro. Não existe política apenas prática. A ciência política moderna é Aristóteles desenvolvido: é o que temos, mas não é ciência nem um conhecimento sobre política, ainda.

Aunque el supremo bien es el mismo para el individuo que para el Estado en su conjunto, parece que es, desde luego, más grande y más digno el conquistar y conservar ese bien para un Estado; cierto que es ya meritorio el conquistarlo para un individuo, pero es más bello y más divino el hacerlo para todo un pueblo y para Estados enteros. Pues bien, la ciencia práctica aspira a eso y forma, por tanto, en cierto modo, parte de la política.” Ética a Nicômaco, citação que cai como uma luva para Hegel.

Pero quien es incapaz de vivir en sociedad o no necesita de ella por considerarse independiente y superior, sólo puede ser una de 2 cosas: o un animal salvaje o un dios.”

[e]l principio moderno, según el cual la voluntad particular del individuo se erige, como lo absoluto, en el punto de partida; [a revolução francesa] y así, todos contribuyen, por medio de la emisión de sus sufragios, a decidir lo que ha de regir como ley, estableciendo la comunidad sobre estas bases. En Aristóteles, por el contrario, como en Platón, el Estado¹ es el prius, lo sustancial, lo fundamental, pues su fin es el más alto de todos, desde el punto de vista de lo práctico.”²

¹ Essa generalização de H. pode custar muito caro em mal-entendidos: “Estado” significa coisas diferentes para Platão, Aristóteles e para o próprio Hegel.

² O leitor fica tentado a se perguntar: se o princípio moderno é o individual e o princípio antigo é o coletivo, qual deve prevalecer, qual é o melhor? A resposta curta e grossa é: nenhum. Não podemos mais defender uma Teoria do Estado, nem tampouco continuar com os pressupostos do Liberalismo, que institui o Homo oeconomicus atomizado, um inútil político.

Ningún país como Grecia abundaba tanto en múltiples constituciones como en cambios dentro de cada una de ellas en un solo Estado, a pesar de lo cual los griegos no llegaron a conocer en ningún momento ese derecho abstracto de los Estados modernos que aísla al individuo, lo deja hacer como tal y, sin embargo, los mantiene en cohesión a todos como un espíritu invisible, de tal modo que en ninguno se dé ya ni la conciencia ni la actividad con vistas al conjunto, sino que cada cual actúa para el todo, sin saber cómo, tan sólo en la medida en que se le reconoce esencialmente como persona y en que sólo se preocupa de la protección de su individualidad. Es una actividad dividida, de la que cada uno sólo tiene en sus manos un fragmento: del mismo modo que, en una fábrica, nadie forma un todo, sino solamente una parte y no posee las demás habilidades necesarias, ya que solamente algunos determinan la cohesión del conjunto.” Trecho fundamental para a funda(menta)ção do Marxismo.

La libertad burguesa, en este sentido, consiste precisamente en la carencia de lo general, en el principio del aislamiento; pero esta libertad constituye un momento necesario que los antiguos Estados no conocían” É como dizer que Diógenes o Cínico era uma existência necessária – quase uma confissão de mesianismo!

sólo ahora se hace posible la consistencia interior y la indestructible generalidad, real y consolidada en sus partes.” O Estado moderno é realmente muito consistente – como exemplifica muito bem a arbitrariedade racional-legal chamada Israel –; só esperamos que não seja exatamente indestrutível! Felizmente, entretanto, Hegel não perde muitas páginas comentando a Política.

Al otro lado de la filosofía del espíritu se halla la ciencia aristotélica del pensamiento abstracto, la lógica, que aún nos queda por examinar, ciencia venerada por espacio de siglos y de milenios con la misma fuerza con que hoy se la desprecia. Aristóteles está considerado como el padre de la lógica: sus obras sobre esta materia son la fuente y el tratado de los estudios lógicos de todos los tiempos, que no eran, en parte, otra cosa que desarrollos especiales de los principios sentados por el Estagirita, lo que necesariamente hacía de ellos proyecciones secas, opacas, imperfectas y puramente formales; todavía en los tiempos más recientes habría de decir Kant que la lógica era, desde Aristóteles, como la geometría pura desde Euclides, una ciencia acabada que había venido manteniéndose hasta nuestros días sin experimentar el más pequeño mejoramiento científico ni enriquecerse con ninguna aportación nueva.”

Así como en la historia natural se examinan y describen los animales, por ejemplo, el unicornio, el mamut, esta o aquella clase de escarabajos o de moluscos, etc., Aristóteles traza también, en cierto modo, la descripción natural de estas formas espirituales del pensamiento; pero, en estas deducciones de unas cosas a otras, Aristóteles se limita a exponer y precisar el pensamiento en su aplicación finita: su lógica es, por tanto, una historia natural del pensamiento finito.” “hay que reconocer que esta conciencia es verdaderamente admirable, y más admirable aún el desarrollo de esta conciencia; y esta lógica, por tanto, una obra que hace honor en el más alto grado a la profundidad de espíritu de su inventor y a su gran capacidad de abstracción.”

Las categorías, de las que trata la primera de estas 5 obras, son las determinaciones generales, lo que se predica del ser: tanto lo que hoy llamamos conceptos intelectivos como las cualidades simples de las cosas. Podríamos llamar a esto una ontología, una parte de la metafísica; estas determinaciones aparecen también, por tanto, en la metafísica aristotélica.” Diz-se, ademais, que a parte das categorias na Lógica arist. está incompleta.

Los conceptos determinados se predican con unión o sin unión: así por ejemplo, cabe decir: el hombre vence, el buey anda, o bien: el hombre, el buey, vencer, andar.”

As determinações da lógica aristotélicas já foram há muito tempo absorvidas por todos os que filosofam. Quatro noções básicas (abaixo) são o gênero, o geral, o particular e o individual.

El concepto es una realidad lógica y, por tanto, algo en sí puramente pensado, es decir, posible. En el juicio, postula el concepto A como un sujeto real y combina con él a otro algo real, como concepto B; se trata de que B sea el concepto y de que A se halle dotado de ser con respecto a él, pero B es solamente el concepto más general. En el silogismo, trata de imitarse la necesidad: ya en el juicio se contiene la síntesis de un concepto y un deber ser: en el silogismo se trata de dar a esa síntesis la forma de la necesidad, equiparando ambos términos contrapuestos dentro de un tercero como a través del término medio de la razón, por ejemplo en el justo medio de la virtud. La premisa mayor expresa un ser lógico, la menor una posibilidad lógica, pues Cayo es, para la lógica, un algo simplemente posible; la conclusión sirve de lazo de unión entre ambos términos.”

EXPLICAÇÃO CONTIDA NA DEFINIÇÃO DE GÊNERO: “O conceito é uma realidade lógica e, portanto, algo em si puramente pensado, i.e., possível. No juízo, postula-se o conceito A como um sujeito real e se o combina com outro algo real, como conceito B; trata-se de que B seja o conceito e de que A se ache dotado de ser com respeito àquele, mas B é somente o conceito mais geral. No silogismo, trata-se de imitar a necessidade: ao passo que no juízo contém-se a síntese de um conceito e um dever-ser, no silogismo dá-se a tal síntese a forma da necessidade, equiparando ambos os termos contrapostos dentre de um terceiro como através do termo-médio da razão, p.ex. no justo meio da virtude. A premissa maior expressa um ser lógico, a menor uma possibilidade lógica, uma vez que Caio é, para a lógica, um algo simplesmente possível; a conclusão serve de laço de união entre ambos os termos.” Parece muito mais difícil do que é pela explicação.

Há um problema com a Lógica aristotélica quando avaliada por Hegel, pois falta-lhe a noção do Absoluto, presente na lógica hegeliana. Por isso, o “geral” em Ar. é uma determinação “pobre”, aquém do “geral moderno”, ou geral em H. Veja abaixo:

O GERAL: Aquilo que não é nem ser em si (essência, potência, abstrato) sem ser para si (aparência, ato, concreto).

O PARTICULAR: O concreto, partícipe do geral, a aparência que o sujeito pode nomear como momento seu. O predicado determinado-com-referência-a. Poderíamos dizer que se houvesse a reflexão sobre a reflexão nesse processo, seria o Absoluto hegeliano (o ser em e para si); mas aqui não há este desdobrar e retornar a si mesmo da consciência individual, então o processo é incompleto.

O INDIVIDUAL: A aparência pura (fenômeno, representação). O predicado indeterminado. Chamado, em outro tópico do livro, de categoria da substância. Como é mera ação cega, um nível abaixo da concretude, mal é conceito.

Enfim, ‘memorizar’ essas sutilezas a nada leva, senão que o raciocínio filosófico e o pensamento lógico se formam naturalmente no filósofo. O acrescer o tempo todo homônimos só confunde a cabeça dos neófitos.

La segunda obra es la que versa sobre la interpretación

Provavelmente o que hoje ensina-se como RACIOCÍNIO LÓGICO propriamente dito. Proposições, verdade ou falsidade (inferência e juízo do contéudo que se contradiz).

Forman la tercera parte los libros analíticos, que son 2 obras, los primeros y los posteriores: [¿?] tratan con bastante detalle de la prueba y de los silogismos.”

La cuarta obra es la llamada Tópicos, que trata de los lugares (topoi)” “Esta parte de la lógica aristotélica fue desarrollada por Cicerón [¡!] y Giordano Bruno.” “Ahora bien, esto, según Aristóteles, forma parte de la dialéctica, que él llama un instrumento para descubrir proposiciones y conclusiones, partiendo de lo probable.” “Y distingue también los silogismos dialécticos y probatorios de los retóricos y de toda clase de medios de persuasión, incluyendo entre los retóricos la inducción.”

Finalmente, la quinta obra es la llamada Refutaciones sofísticas o De los giros, en la que, en el desarrollo inconsciente del pensamiento en sus categorías, por lo que se refiere a la parte material de las representaciones, cae en constantes contradicciones consigo mismo.” “los que más se distinguieron en el estudio de estas contradicciones fueron los megáricos”

Pues, por muy árida y carente de contenido que pueda parecernos la enumeración de las distintas clases de juicios y silogismos y sus múltiples entrelazamientos y camino poco adecuado para llegar a la verdad, no es posible levantar, por vía de contradicción, otra ciencia frente a ésta. Si, por ejemplo, se considera como una aspiración legítima y digna llegar a conocer, en la entomología erudita, la indecible cantidad de animales que existen, por ejemplo, las 167 especies de cuclillos, diferenciadas a veces solamente por un mechoncito de plumas en la cabeza, una miserable especie nueva de musgo dentro del miserable género musgo, un insecto, una hormiga, una chinche, etc., no cabe duda de que es mucho más importante conocer las diversas modalidades del movimiento del pensar.” Bom ponto, H.! Mas a Lógica aristotélica não deixará de ser chata por isso!

su defecto no consiste, por tanto, en que sean simplemente formas, sino por el contrario en que carecen de forma y en que hay en ellas demasiado contenido.” Em vez de o Estagirita, o Enciclopédico como epíteto!

A pesar de que esta lógica de lo finito es, por naturaleza, muy poco especulativa, no hay más remedio que conocerla, pues la encontramos por todas partes en las relaciones de lo finito. Hay muchas ciencias, conocimientos, etc., que no conocen ni aplican más formas del pensamiento que estas formas del pensar finito, que en realidad constituyen el método general de las ciencias finitas. Las matemáticas, por ejemplo, son un proceso constante de deducciones; y la jurisprudencia consiste en la subsunción de lo particular bajo lo general, en la unión de estos dos aspectos.

Dentro de estas relaciones de determinaciones finitas, el silogismo es indudablemente por la trinidad de sus términos, la totalidad de estas determinaciones, razón por la cual ha sido llamado por Kant (Crítica de la razón pura, p. 261) el silogismo racional” Os doidos entendem-se entre si. H. e K. seriam amissíssimos se contemporâneos, com toda a certeza. Acontece que quando Hegel entrava na idade para filosofar, Kant já era um octogenário.

La lógica de Aristóteles, al igual que toda su filosofía, necesita esencialmente ser sometida a esta refundición, para que la serie de sus determinaciones pueda reducirse a un todo sistemático necesario: no a un todo sistemático en que todas las partes aparecen exactamente clasificadas, sin olvidar ninguna, y colocadas por su orden debido, sino a un todo orgánico vivo, en que cada parte valga como parte y sólo el todo, como tal, tenga verdad.”

Y con lo dicho ponemos fin a nuestro resumen de la filosofía aristotélica, de la que no es fácil por cierto desprenderse, pues cuanto más entra uno en detalles de ella más interesante resulta y más cohesión encuentra uno en los temas.” “Esto hace que no podamos decir gran cosa de los discípulos de Aristóteles, ni de Teofrasto ni de muchos otros (por ejemplo, de Dicearco de Mesina), el más famoso de los cuales fue Estratón de Lampsaco, sucesor de Teofrasto.”

El triunfo celebrado al renacer las ciencias por el hecho de que la filosofía aristotélica fuese desplazada de las escuelas, de las ciencias y principalmente de la teología, como la filosofía sobre la esencia absoluta, tiene este doble aspecto: de una parte, el de que lo que se desplazaba no era tanto la filosofía aristotélica como el principio de la ciencia teológica basado en ella y con arreglo al cual la primera verdad es una verdad dada, revelada, una premisa sentada de una vez por todas, dotada de fuerza y de razón y en torno a la cual se mueven de un lado para otro, solamente de un modo superficial, la razón y el pensamiento.” “Pero otro de los aspectos de este triunfo fue el triunfo de la vulgaridad, que se emancipó del concepto y sacudió el yugo del pensamiento. Antes se hablaba mucho, como sigue hablándose aún hoy, de las sutilezas escolásticas de Aristóteles; cree haberse encontrado en este nombre un derecho para ahorrarse las molestias de la abstracción y huir del concepto, entregándose a las sensaciones de la vista y del oído y a lo que se llama sano sentido común.” “los escarabajos, las especies de aves, se distinguen hoy con la misma sutileza con que en otros tiempos los conceptos y los pensamientos. Si una especie de pájaros tiene el plumaje rojo o verde, tal o cual forma de cola, etc., son sutilezas con las que es más fácil encontrarse hoy que con las distinciones que afectan al pensamiento” Mas pensé bem: se os alemães tivessem se atido à ornitologia não teríamos tido duas guerras mundiais…

El defecto de la filosofía aristotélica estriba en que —después de haberse elevado, por medio de ella, la multiplicidad de los fenómenos al plano del concepto y de haberse descompuesto éste en una serie de conceptos determinados— no se hizo valer la unidad del concepto que la unificaba de un modo absoluto: y esto es precisamente lo que habrán de llevar a cabo los tiempos posteriores.” Tempos posteriores, leia-se: eu.

Pero la unidad como concepto, la unidad general y negativa en sí, el tiempo como tiempo, absolutamente cumplido y en su cumplimiento como unidad, es la conciencia pura de sí mismo.”

Ponemos fin, así, a la primera sección de la filosofía griega para pasar en seguida al segundo período de ella.” “La necesidad inmediata, lo inmediatamente necesario, tiene que contenerse en aquello que la filosofía había llegado a ser con Platón y Aristóteles.”

A FRANÇA COMO O ANTÍDOTO DA SISTEMOFILIA HEGELIANA: “así también, los franceses llaman a lo dogmático systématique y dan el nombre de systéme a aquel conjunto de representaciones en el que todas tienen que emanar consecuentemente de una determinación; y por eso también systématique es, para ellos, sinónimo de unilateral.”

Y si en el estudio de este primer período nos hemos detenido demasiado, podremos recobrar el espacio en el examen del segundo, en el que ya no tenemos para qué extendernos tanto.”

SECCIÓN SEGUNDA:

SEGUNDO PERÍODO: EL DOGMATISMO Y EL ESCEPTICISMO

Dentro del funesto mundo romano, se borra con mano áspera todo lo que había de bello y de noble en la individualidad espiritual. En este estado de divorcio del mundo, en que el hombre se ve empujado a su interior, esfuérzase en buscar por la vía de lo abstracto la unidad y la satisfacción que ya no acierta a encontrar en el mundo. Por eso precisamente el mundo romano es el mundo de la abstracción, en el que se extiende una fría dominación sobre el mundo culto. Las individualidades vivas de los espíritus de los pueblos se ven reprimidas y son asesinadas; un poder extraño viene a pesar, como lo general abstracto, sobre el individuo.”

No cabe duda de que el mundo romano dio vida a un patriotismo formal y a sus virtudes correspondientes, así como a un sistema de derecho muy desarrollado; pero de una muerte así no podía surgir una filosofía especulativa, sino solamente buenos abogados y la moral de un Tácito. Por eso estas filosofías, con excepción del estoicismo, se manifestaron entre los romanos en oposición con su antigua fe supersticiosa; y en general la filosofía pasa a ocupar ahora el lugar de la religión.”

la imperturbabilidad y la igualdad del espíritu consigo mismo, al que nada hace sufrir, ni la alegría ni el dolor, y que no se halla determinado por ningún otro nexo, es el punto de vista común y la meta común de todas estas filosofías”

El fundador de la escuela estoica es un Zenón que no debe confundirse con el de Elea: Zenón, de Cirio, ciudad de la isla de Chipre, que nació alrededor de la 109ª Olimpíada. Su padre era comerciante y en sus viajes comerciales le llevó de Atenas —que era y habría de seguir siendo durante mucho tiempo la sede de la filosofía y de gran número de filósofos— algunos libros, compuestos principalmente por los socráticos, lo que despertó en aquel joven el afán y el amor por la ciencia.”

Zenón visitó en Atenas a varias clases de socráticos, principalmente a Jenócrates, figura de la escuela platónica que había llegado a hacerse muy famoso por el rigor de sus costumbres y por la gran seriedad de su conducta, habiendo sido sometido a pruebas semejantes a las que se vio sometido San Francisco de Asís, saliendo también triunfante de ellas.” “La filosofía estaba considerada entonces como un asunto de la vida, y de la vida en su totalidad; no era una enseñanza que se cursase en tantas o cuantas lecciones, para pasar en seguida, corriendo, a otra materia.” “hasta que por último actuó por cuenta propia como maestro en un pórtico o stoa, decorada con la colección de pinturas de Polígnoto, y de aquí tomó su escuela el nombre de escuela estoica.”

Por su cultivo de la ciencia, hízose más célebre que Cleanto [discípulo de Zenão de Círio] su discípulo Crisipo de Cilicia, que nació en la Ol. 125,1 (280 a.C.), quien vivía también en Atenas y fue seguramente el que más hizo por el desarrollo y la difusión de la filosofía estoica en todos sus aspectos. Le hizo famoso, sobre todo, su lógica y su dialéctica, hasta el punto de que se llegara a decir: si los dioses se dedicasen a la dialéctica, no se valdrían para ello de otra que de la de Crisipo. Sus contemporáneos admiraban también su laboriosidad como escritor; el número de sus obras ascendía en efecto, como indica Diógenes Laercio, a la cifra de 750. Cuéntase de él, en relación con esto, que escribía unas 500 líneas diarias. Sin embargo, la manera de componer sus escritos neutraliza bastante todo lo que tenía de admirable esta laboriosidad como escritor y revela que la mayoría de sus obras eran simples compilaciones o repeticiones. Escribía con frecuencia acerca de los mismos temas; llevaba al papel todo lo que se le ocurría y fue acumulando así una multitud de noticias y testimonios; copiaba a veces libros casi enteros de otros, y alguien llegó a decir, juzgando su obra, que si se le quitara todo lo que en ella pertenecía a otros, apenas quedaría más que el papel en blanco. Claro está que este juicio es bastante exagerado, como lo revelan las muchas citas de los estoicos, en las que Crisipo figura siempre a la cabeza, utilizándose en ellas, de preferencia, sus definiciones y explicaciones. Pero sus obras, de las que Diógenes Laercio trae una copiosa lista, se han perdido en su totalidad para nosotros; podemos, sin embargo, asegurar que desarrolló principalmente la lógica estoica. Si es de lamentar que no se conservasen algunas de sus mejores obras, tal vez sea una suerte que no se conservaran todas; pero, puestos a elegir entre todas o ninguna, nos veríamos en duro trance.” Hahahaha!

TODOS OS DIÓGENES DO MUNDO SÃO FILÓSOFOS GREGOS: “Después de él, se destacó Diógenes de Seleucia, en Babilonia, con quien debió de aprender dialéctica Carneades, el famoso académico. Diógenes es también una figura notable por haber sido enviado como embajador ateniense a Roma en tiempo de Catón el Mayor, en la Ol. 156,2 (156 a.C.), en unión de este mismo Carneades y de Critolao, un pensador peripatético; esta embajada empezó a iniciar a los romanos, en la misma Roma, en los estudios de la filosofía, la dialéctica y la elocuencia griegas, a través de las conferencias explicadas allí por los citados embajadores-filósofos.”

Más tarde, vemos cómo la filosofía estoica pasa a manos de los propios romanos; es decir, se convierte en la filosofía de muchos romanos, pero sin que esta filosofía salga, con ello, ganando mucho como ciencia: por el contrario, con Séneca y los estoicos posteriores, Epicteto y Antonino [Marco Aurélio], pierde en realidad todo su interés especulativo para convertirse en una doctrina más bien retórica y parenética, que no hay por qué incluir en la historia de la filosofía, como no habría por qué incluir en ella tampoco los sermones de nuestros días.”

A base de sus lecciones compuso Arriano las prolijas Dissertationes Epicteteae, que aún poseemos, y el compendio del estoicismo. (Aulo Gélio, Noites Áticas)

Del emperador Marco Aurelio Antonino, que reinó primero (de 161 a 169 d.C.) junto con Lucio Aurelio Vero y luego (de 169 a 180) solo, habiendo conducido la guerra contra los marcomanos, poseemos todavía sus Pensamientos, en 12 libros, en los que se habla continuamente a sí mismo; pero estas meditaciones no tienen ningún carácter especulativo, sino que son simples exhortaciones, por ejemplo, la de que el hombre debe formarse en todas las virtudes.”

Por lo que se refiere a la filosofía de los estoicos, éstos la dividían claramente en 3 partes con las que ya nos encontrábamos anteriormente y que seguirán siendo, en general, las mismas: primero, la lógica; segundo, la física o filosofía de la naturaleza; y, tercero, la ética, la filosofía del espíritu, principalmente desde el punto de vista práctico.”

Su filosofía es panteísmo. Pero toda filosofía es, en rigor, panteísta, ya que pone de manifiesto que el concepto racional existe en el universo.”

Nada acaece en el mundo sin ti, ¡oh demonio!, ni en el polo etéreo del cielo, ni en el mar, fuera de lo que los malos hacen por su propia falta de entendimiento. Pero tú sabes también enderezar lo torcido, ordenar lo desordenado y convertir lo hostil en amistoso. Pues así has sabido armonizarlo todo en unidad, lo bueno y lo malo, de tal modo que sólo existe en todo un concepto (logos), que siempre existe y del que huyen los malos entre los mortales. ¡Desgraciados aquellos que, clamando siempre por la posesión de lo bueno, no comprenden la ley general de Dios ni dan oídos a aquel a quien si escuchasen con la razón les haría llevar una vida buena!” Cleanto apud Estobeu, Éclogas

Heráclito y el estoicismo conciben, pues, certeramente este proceso como un proceso general y eterno. La idea se adocena ya en Cicerón, quien ve falsamente, detrás de este pensamiento, la combustión del universo en el tiempo y el fin del mundo, lo cual tiene ya un sentido completamente distinto.” “para los estoicos todo es devenir.”

La simiente que hace nacer algo racional es ella misma racional. El universo hace brotar la simiente de lo racional y es, por tanto, racional de suyo”

sólo los estoicos de la primera época tenían en su filosofía una parte física; los posteriores desdeñaban totalmente la física para atenerse exclusivamente a la lógica y a la moral.” Movimento correto.

Los estoicos se atienen, pues, a la representación general según la cual todo lo individual se halla encuadrado en un concepto y éste, a su vez, en un concepto general que es el universo mismo.”

Ahora bien, el que unas veces los dioses hagan conocer a los hombres el futuro e intervengan y otras veces se abstengan de ello es una inconsecuencia, es decir, algo incomprensible; pero en esta incomprensibilidad, precisamente, en este elemento irracional, estriba el triunfo del modo religioso usual de concebir. Por eso, toda la superstición de los romanos encontraba en los estoicos sus más firmes patronos; los estoicos toman bajo su tutela y justifican toda la superstición de los romanos.”

La mera representación por sí misma era, según ellos, una figuración, a la que Crisipo daba el nombre de cambio.”

esta retórica en torno al sabio sólo tiene su fundamento en la indeterminabilidad de los criterios, que no permite avanzar hasta llegar a la determinación del contenido.”

la razón se encarga en el hombre de convertir en una obra de arte lo que en el animal sólo es un instinto.”

La virtud es predicada de un modo enérgico, estimulante, edificante; pero no se nos ofrecen las determinaciones necesarias para saber en qué consiste esta ley general de la virtud.”

Un acto bueno que no fuese útil no sería tal acto, ni tendría realidad. Lo inútil en sí de lo bueno es su abstracción, como la negación o la ausencia de la realidad. No sólo se puede, sino que se debe tener la conciencia de la utilidad, pues es verdad que lo bueno sabe siempre, además, ser útil. La utilidad quiere decir simplemente que se abriga una conciencia de los propios actos. Si esta conciencia es censurable, aún lo es en mayor medida saber mucho de la bondad de sus actos y considerarlos menos desde el punto de vista de la necesidad” Tudo derivação da perseguição da Idéia de Platão…

Por tanto, este comportarse-exclusivamente-con-arreglo-a-la-razón entraña, visto más de cerca, la concentración abstracta del hombre dentro de sí mismo, que lleva consigo la conciencia de lo verdadero, renunciando con ello a todo lo que guarde relación con los impulsos inmediatos, las sensaciones, etc.” “satisfacerse en sí mismo y no en algo exteriormente condicionado.” “Los escritos de Séneca y Marco Aurelio contienen mucho de verdad en este sentido, y pueden servir de eficaz punto de apoyo al hombre que no haya sido capaz de remontarse aún a una convicción superior.” “Quien siente apetencia de gloria para después de su muerte no se da cuenta de que cuantos a él puedan recordarle están sujetos también a morir y también los que a ellos les sigan, hasta que toda memoria se borre con estos hombres que, admirándolo, están llamados a desaparecer.” “Es en este criterio de la independencia y la libertad interiores abstractas del carácter mismo donde radica precisamente la fuerza que caracterizaba a los estoicos” “Aquella libertad que los estoicos atribuyen al hombre no carece de relación con otra cosa; se halla más bien supeditado [subordinado] a ella, y en este aspecto reside precisamente la felicidad. Mi independencia no es más que uno de los lados, al que no corresponde, por tanto, por ello sólo, el otro lado, el lado especial de mi existencia.” “el ethos contiene esencialmente mi convicción subjetiva de que lo que hago se halla a tono con las determinaciones racionales de la voluntad, con los deberes generales.” “Los estoicos dicen, en este respecto: sólo debe buscarse la virtud, pues la virtud lleva aparejada siempre, por sí misma, la felicidad. Y esta felicidad es la verdadera, la inconmovible, aunque al hombre pueda ocurrirle cualquier otra desdicha.”

Lo grande de la filosofía estoica es, por tanto, que nada puede hacer flaquear la voluntad si se mantiene firme de este modo, que todo lo que no sea esto se mantiene fuera de ella, ya que ni siquiera el alejamiento del dolor puede ser considerado como un fin. Los estoicos viéronse expuestos a las burlas de las gentes por decir que el dolor no era ningún mal. Claro está que, al decir esto, no querían referirse, ni mucho menos, a los dolores de muelas o a otros dolores físicos por el estilo. El hombre se halla necesariamente expuesto a esta clase de dolores; pero una cosa son estos dolores y otra cosa distinta la desdicha.” “Es, pues, totalmente exacto que los sufrimientos, los dolores, etc., no son ningún mal que pueda venir a perturbar la igualdad conmigo mismo, mi libertad; en cuanto me siento en consonancia conmigo mismo, me hallo por encima de todas esas cosas y, aun cuando las sienta, no abren dentro de mí ninguna separación. Esta unidad interior conmigo mismo, en cuanto sentida, es la felicidad; la cual no se ve destruida ni perturbada por causas de orden exterior.”

Otra contraposición es la que se da dentro de la virtud misma. Por cuanto que se debe tomar como pauta de la conducta la ley general de la razón certera, es como si no existiera, en rigor, ninguna determinación fija; pues todo deber es siempre un contenido particular, aunque se lo pueda concebir bajo una forma general, pero sin que esto modifique para nada el contenido.” “en cuanto que no puede establecerse un criterio último y decisivo acerca de lo que puede llamarse bueno, sino que el principio carece de determinación, la última decisión corresponde al sujeto.” “En efecto, desde Sócrates ya había dejado de ser la instancia inapelable de lo justo en Atenas la costumbre; con los estoicos desaparece, por tanto, toda determinación exterior, y lo decisivo sólo puede situarse en el sujeto como tal, que es de suyo el que en última instancia determina, en cuanto conciencia.”

En efecto, si los estoicos se remontaran sobre el simple concepto del obrar al servicio del fin que es en sí y penetraran en el conocimiento del contenido, no necesitarían expresar esto como un sujeto. La propia conservación racional del hombre es, para ellos, la virtud.” “La realidad moral consiste precisamente en esto, en ser; pues del mismo modo que la naturaleza es un sistema permanente y ente, también lo espiritual tiene que ser eso: un mundo objetivo. Pero a esta realidad no llegaron los estoicos. Y este pensamiento podría expresarse también así: su realidad moral es sólo el modo, un ideal y no una realidad” A.k.a. Platão, principalmente n’O Banquete e no Fédon. Afinal, quem nunca foi queimado dentro dum cavalo de madeira nem cortou a própria jugular a mando do imperador nem tomou de livre e espontânea vontade a cicuta após ser condenado na assembléia ateniense nada pode discorrer sobre essas três consumações: não pode dizer que morrer queimado vivo é em si pior ou melhor do que infligir-se um corte ou tomar veneno, ou mesmo que ser banido de sua polis. O sábio resigna-se ao seu fado, e é só.

debe luchar, en efecto, contra la individualidad de su existencia o ser indiferente a ella, y también contra la consonancia y la falta de consonancia con lo individual, así como ser capaz de renunciar a la felicidad o sentirse libre de ella, suponiendo que la posea; pues de lo que se trata es simplemente de la consonancia consigo mismo como con algo general.” “Ahora bien, si podemos llamar a esta felicidad la felicidad verdadera, para distinguirla de la otra, esto quiere decir solamente una cosa: que la palabra felicidad es poco acertada.” “La tendencia a la felicidad, a los goces espirituales, y las chácharas en torno a las excelencias de los goces de la ciencia y el arte, etc., son, por consiguiente, algo vacuo, pues la cosa misma de que aquí se trata no presenta ya, en efecto, la forma del disfrute o, mejor dicho, supera incluso esa representación.” “La más alta idea de Aristóteles, el pensamiento del pensamiento, se conserva también en el estoicismo, pero de tal modo que aquello no aparece aquí aislado, como parece estarlo en Aristóteles, con otras cosas al lado de ello, sino que es lo único.” “Por tanto, la descripción del ideal, por parte de los estoicos, es una retórica general y, por ello mismo, carente de interés; o solamente es notable en ella lo negativo.”

Vemos proclamada aquí la autonomía y la autocracia del sabio, quien, obligado a seguir tan sólo los dictados de la razón, se declara libre del deber de ajustarse a todas las leyes determinadas que rigen y que no puedan invocar en su apoyo un fundamento racional o parezcan descansar más bien sobre el temor natural o sobre el instinto.” “si a primera vista el incesto, la pederastia, la antropofagia, etc., sólo parecen estar vedadas por el instinto natural del hombre, es lo cierto que tampoco pueden mantenerse ante el foro de la razón.”

H. começa a especular, p.ex., se estaria vivendo estoicamente um estóico que declarasse que é irracional, em que pese de certa forma natural, respeitar a propriedade privada, para polemizar com os apologistas do ideal estóico (já que isso não parece ter importância alguma no estoicismo concreto ou histórico): “Tratar de justificar por medio de un fundamento semejante contenido es, por tanto, confundir el conocimiento de las cosas en detalle con el conocimiento de toda la realidad; es la superficialidad del conocimiento que se niega a reconocer algo por no reconocerlo desde tal o cual punto de vista o en tal o cual aspecto, y única y exclusivamente porque sólo indaga y conoce las razones inmediatas, sin que pueda saber si existen también otros aspectos y otras razones.”

O ETHOS DO ESTOICISMO MADURO OU TARDIO: “Llegan a deducciones basadas en circunstancias, en conexiones, en consecuencias, descubriendo así contradicciones o contraposiciones: así proceden Marco Aurelio y Séneca, con gran ingenio y de un modo edificante.”

soy yo, entonces, quien hago surgir estas razones sabias y buenas. No son las razones mismas la cosa, lo objetivo, sino que son obra de mi libre voluntad, de mi capricho, algo de que me valgo yo para justificar ante mí mismo mis nobles intenciones” Para o sábio, isto faz sentido e é seu mundo – para a maioria massacrante da população, não.

En el propio Séneca encontramos más lastre y hojarasca de reflexiones morales que verdadera solidez: y así, vemos que se le echan en cara, de una parte, sus riquezas y el lujo de su vida, siendo verdad que Nerón le había regalado riquezas inmensas; del mismo modo que, por otra parte, podría reprochársele su discípulo, Nerón, quien también pronunciaba discursos morales, redactados para él por Séneca.

Esta manera de razonar es a veces brillante, como en Séneca: encontramos en él muchas cosas estimulantes y fortalecedoras para el ánimo, ingeniosas antítesis, retórica; pero estos discursos morales nos producen, al mismo tiempo, frío y fastidio. Se siente uno estimulado, pero con frecuencia insatisfecho: muchos de estos razonamientos podrían ser calificados de sofísticos; y, aunque no haya más remedio que reconocer en ellos la sutileza de las distinciones y las opiniones honradas, el fondo del convencimiento resulta siempre un tanto defectuoso.”

CRÍTICA DA CRÍTICA DA RAZÃO PRÁTICA: “En segundo lugar, el punto de vista estoico lleva implícito el principio superior, aunque negativo y formal, de que lo pensado es, simplemente por serlo, un fin y algo bueno, por lo cual en esta forma del pensamiento abstracto, lo mismo que en el principio kantiano del deber, se contiene ya aquello en que el hombre basa y tiene necesariamente que basar el fundamento de su conciencia de sí mismo, de tal modo que no tiene por qué tener en cuenta ni perseguir, de suyo, nada que ofrezca otro contenido, cualquiera que él sea.”

La firmeza formal del espíritu que se abstrae de todo no plantea ante nosotros ninguna evolución de principios objetivos, sino un sujeto que se mantiene en pie en esta inmutabilidad y en esta indiferencia, no ciega, sino querida; y en esto consiste la infinitud de la conciencia de sí mismo.” “La fuerza de la repulsa a la existencia es grande y la energía de esta actitud negativa, sublime.” “Por eso, al desaparecer la existencia política y la realidad moral de Grecia y cuando más tarde tampoco el imperio romano pudo encontrar satisfacción en el presente, este mundo se replegó hacia sí mismo, buscando dentro de sí lo justo y lo moral que había desaparecido ya de la vida general exterior. § Platón proclamó el ideal de una república, es decir, de una vida racional de los hombres dentro del Estado, pues esta vigencia del derecho, la moralidad y la costumbre era, para él, lo fundamental, lo que forma el lado de la realidad de lo racional; y sólo por medio de este estado racional del mundo podía, según él, existir la armonía de lo exterior y lo interior, en este sentido concreto.” Você superestima a esperança platônica de que teríamos o Estado do sábio, que fosse um programa para seguir, ainda que não fosse uma utopia no sentido de Thomas More. Como o próprio H. determinou no lugar certo, tratava-se de uma “Esparta melhorada”, concebível, ao menos, no mundo grego, antes do ocaso completo de Atenas. Ainda assim, não há nada de histórico na República. É realmente muito mais um subterfúgio para imaginar onde e quando um autoeducado sábio poderia viver para sua máxima plenitude, ao lado de outros raros como ele.

TUDO SÃO CASOS ISOLADOS: “En lo tocante a la moral, a la fuerza de la buena voluntad, no es posible leer nada mejor que lo escrito por Marco Aurelio en sus meditaciones acerca de sí mismo. Este hombre reinaba sobre toda la tierra entonces conocida y cultivada, habiéndose comportado también noble y rectamente como particular. Sin embargo, este emperador filosófico no hizo cambiar en lo más mínimo el estado del imperio romano; y su sucesor, hombre de carácter totalmente distinto, no se sentía obligado por nada a poner trabas a un estado tan malo como el que radicaba en su propia maldad y arbitrariedad.”

En la medida en que yo puedo hablar de derecho, debo decir que no he sido capaz de encontrar en el derecho romano nada que guarde alguna relación con el pensamiento, con la filosofía, con el concepto. Podríamos, sí, llamar filósofos a los juristas romanos si entendiéramos por pensamiento lógico la consecuencia intelectiva; pero ésta la encontramos también en el señor Hugo,(*) quien, sin embargo, no creemos que tenga la pretensión de pasar por filósofo.

(*) Hegel se refiere a Gustav von Hugo (1764-1844), jurista alemán que fue el fundador de la escuela histórica del derecho, continuada y desarrollada por Savigny [E.].”

Así como los estoicos no centraban en las necesidades sino en la razón general el principio de los cínicos, según el cual el hombre debía limitarse a la simple naturaleza, Epicuro eleva también al plano del pensamiento el principio de que el placer constituye un fin, buscando lo placentero en un algo general, determinado por el pensamiento. Ahora bien, aunque con ello se asimile la doctrina de los cirenaicos, llevándola a un alto grado de cientificidad, ya de suyo se comprende, desde el momento en que el ser sentido rige como lo verdadero, que con ello se supera de un modo general la necesidad del concepto, todo se dispersa sin ningún interés especulativo y, en realidad, las cosas se degradan hasta el punto de vista del sano sentido común.”

Sus padres eran pobres; su padre, Neocles, era maestro de escuela de aldea y su madre, Querestrata, se dedicaba a las artes de la brujería, es decir, ganaba algún dinero, como muchas mujeres de Tracia y de Tesalia, con fórmulas de encantamiento y hechicería, muy usuales en aquella época. Su padre —y con él Epicuro— emigró con una colonia ateniense a Samos, pero también allí hubo de seguir dedicándose a la enseñanza de los niños, ya que el pedazo de tierra de que disponía para su cultivo no le bastaba para cubrir las necesidades de la familia.” “dedicóse principalmente al estudio de la filosofía de Demócrito. Mantuvo además trato personal con algunos de los filósofos de aquel tiempo, tales como Jenócrates, el platónico, y Teofrasto, el discípulo de Aristóteles. A los 12 años leía en unión de su maestro a Hesíodo, el que lo hace nacer todo del caos, lo cual no dejó de influir seguramente en sus propias concepciones filosóficas. Por lo demás, se llamó siempre un autodidacta, en el sentido de que había producido su filosofía por sí solo, sin ayuda de nadie; pero sin que de ello deba deducirse, en modo alguno, que no siguió las enseñanzas de otros filósofos ni estudió tampoco los escritos de otros pensadores.”

O JARDIM DAS DELÍCIAS ERUDITAS: “Epicuro empezó actuando como profesor de su propia filosofía en Lesbos (Mitilene) y más tarde en Lampsaco, en el Asia Menor, aunque sin llegar a reunir muchos oyentes. Después de haber pasado allí varios años, a los 36 de edad aproximadamente, regresó a Atenas, es decir, al verdadero centro de la filosofía y, al poco tiempo, adquirió un jardín, donde vivía entre sus discípulos, dedicado a la enseñanza.

A pesar de la debilidad de su cuerpo, que le tenía sujeto a un sillón, sin permitirle levantarse de él durante varios años, llevaba un régimen de vida absolutamente regular y de una frugalidad extraordinaria, consagrándose por entero y sin ningún otro negocio ni ocupación alguna al cultivo de la ciencia. El mismo Cicerón, a pesar de lo insulsamente que habla de él, reconoce que era, desde luego, un amigo fiel y cariñoso, y añade que nadie podría negar que era un hombre bueno y dulce, amante del prójimo.”

Probablemente no habrá habido maestro tan querido y venerado por sus discípulos como Epicuro; era tan grande la intimidad de su convivencia, que concibieron el propósito de reunir sus bienes para seguir viviendo en permanente comunidad, como en una especie de Liga pitagórica. Sin embargo, el propio Epicuro les prohibió que lo hiciesen, por entender que ya esto mismo representaba cierta desconfianza en cuanto a su mutua buena voluntad y porque entre quienes abrigaban o podían abrigar recelos de este género era difícil que reinasen la amistad, la unión y la lealtad mutua.

Después de su muerte, sus discípulos veneraron fiel y constantemente su memoria; lucían su imagen por todas partes en anillos y en copas, y era tal la fidelidad que profesaban a las doctrinas de su maestro que se tenía entre ellos por una especie de transgresión el tratar de modificarlas en lo más mínimo (a diferencia de lo que ocurría con los estoicos, que laboraban incesantemente por desarrollar las doctrinas de su fundador), por lo que su escuela era una especie de Estado amurallado en lo tocante a la doctrina.”

la ausencia de pensamiento se ve siempre trastornada por el concepto” Muito do que acontece com o Marxismo, p.ex.

la actividad filosófica de Epicuro consiste precisamente en volverse de espaldas al concepto, que es lo que trastorna y embrolla lo sensible.”

sólo un tal Metrodoro parece que llegó a desarrollar algunos aspectos de ella. Dícese también, en elogio de la filosofía de Epicuro, que este Metrodoro fue el único discípulo del maestro que se pasó al campo de Carneades; fuera de este caso, el epicureísmo sobrepuja a todas las demás filosofías por su sucesión ininterrumpida de doctrina y persistencia, ya que todas las demás desaparecieron o sufrieron interrupciones, mientras que ella se mantuvo constantemente en pie, sin sufrir cambios.”

Los hombres pueden convertirse en castrados, pero los castrados jamás vuelven a ser hombres.” Arcesilao

Epicuro escribió a lo largo de su vida una enorme cantidad de obras, pudiendo considerársele como un autor aún más fecundo que Crisipo, pues aunque éste rivalizó con él como escritor, hay que descontar de su obra lo que tomó de otros. Dícese que el número de sus obras llegó a sumar 300. Estas obras no han llegado a nosotros, y a la verdad que no hay por qué lamentarlo. Lejos de ello, debemos dar gracias a Dios de que no se hayan conservado; los filólogos, por lo menos, habrían pasado grandes fatigas con ellas.

La fuente principal para el conocimiento de Epicuro es todo el libro décimo de Diógenes Laercio; pero, a pesar de la prolijidad con que habla de este pensador, esta fuente no puede ser más vacua; [¡!] evidentemente, la doctrina de Epicuro mismo debe haber sido mejor; conocemos por fortuna lo bastante acerca de él para poder enjuiciarlo en conjunto. Es mucho lo que acerca de la filosofía de Epicuro nos dicen Cicerón, Sexto Empírico y Séneca, y tan certeras son sus exposiciones, que el fragmento de una obra del propio Epicuro descubierta hace algunos años en Herculano y que Orelli ha incluido en su edición napolitana (Epicuri Fragmenta libri II et XI, De natura, illustr. Orellius, Leipzig, 1818) no ha venido en realidad a decirnos nada nuevo”

Por lo que se refiere a la filosofía de Epicuro, no debemos ver en ella, en realidad, la afirmación de un sistema de conceptos, sino, por oposición a ello, la afirmación de un sistema de representaciones

Lo que es en rigor una lógica es lo que Epicuro llama canónica, es decir, el conjunto de cánones en que expone los criterios de la verdad, con vistas a lo teórico, así como las sensaciones en general, y en seguida como las representaciones o anticipaciones

La sensación carece de fundamento, [p]ues no es movida por sí misma, ni aunque sea movida por otro factor, puede quitar ni añadir nada” “Ni una sensación extraña puede enjuiciar a otra extraña, pues debemos tomarlas en cuenta todas. Tampoco el pensamiento puede criticar las sensaciones, pues todo pensamiento depende, a su vez, de la sensación” “Y así, todos los pensamientos han tenido como punto de partida las sensaciones, tanto con arreglo al carácter casual de su nacimiento como en cuanto a la relación, a la semejanza y a la combinación; a lo cual contribuye también algo el pensamiento” “También las figuraciones de la locura o del sueño son verdaderas, puesto que mueven al hombre, y nada que mueve es inexistente.”

lo que veo u oigo, la intuición sensible en general contiene lo que es; todo lo sensiblemente intuido es algo por sí mismo, lo uno no contradice a lo otro, sino que todas estas sensaciones rigen las unas al lado de las otras y son indiferentes entre sí. Para el pensamiento mismo, estas cosas intuidas son la materia y el contenido, en cuanto que aquél se sirve siempre, a su vez, de las imágenes de estas cosas.”

La representación es, en cierto modo, el concepto, la opinión certera, el pensamiento o el pensamiento implícito general; es, en efecto, la reminiscencia de lo que frecuentemente acaece.” “A través de esta repetición, la sensación se convierte en mí en una representación permanente que se corrobora; tal es el firme fundamento de todo lo que tenemos por verdad.”

Toda cosa recibe su evidencia por medio del nombre que primeramente recibe.”

Es aquella anuencia con que nos encontrábamos en los estoicos como el asentimiento que el pensamiento daba a un contenido; sin embargo, el pensamiento que reconoce la cosa como algo suyo y lo incorpora a sí no pasa de ser en los estoicos algo puramente formal. En Epicuro, en cambio, también la unidad de la representación del objeto consigo misma se halla presente en la conciencia como un recuerdo, pero este recuerdo tiene como punto de partida lo sensible; la imagen, la representación, es el asentimiento prestado a una sensación.” “El nombre es ciertamente algo general, pertenece al pensamiento, hace de lo múltiple una cosa simple, es incluso lo más ideal que cabe concebir: pero de tal modo que su significación y su contenido son lo sensible y no deben valer como este algo simple, sino como lo sensible. La cual nos lleva, no al saber, sino a la opinión.” “La opinión es, en efecto, una representación como aplicación de la misma en cuanto ya tenida, es decir, una aplicación del tipo a un objeto presente, que se investiga para ver si la representación de él coincide con él o no.” Opinião como representação fundamentada. Isto é: representação pura é apresentação. Opinião é que é re-presentação. Que são as estrelas, o firmamento? Uma apresentação à qual damos fé em virtude de nossas representações terrenas. Uma quase opinião.

Tales son los puntos fundamentales de la canónica de Epicuro, la pauta general para la verdad; es tan simple que no puede haber nada más simple, pero es también muy abstracta. Son representaciones psicológicas corrientes, justas en su conjunto, pero completamente superficiales; es sencillamente la mecánica de la representación desde el punto de vista de las primeras manifestaciones de la percepción.” Acontece que a filosofia voltará a essa ‘simplicidade’ depois da derrocada do Idealismo universalista.

Hoy hasta los escépticos hablan de los hechos de la conciencia; claro está que lo que ellos nos dicen no va tampoco más allá que la canónica epicúrea que acabamos de exponer.” Céticos: menos céticos que os cínicos; cínicos: mais cínicos que os céticos.

De la superficie de las cosas —dice en primer lugar Epicuro— arranca un constante fluir que la sensación no percibe y que es muy sutil; y ocurre así porque, por razón del cumplimiento opuesto, la cosa misma retiene firmemente durante largo tiempo esta misma ordenación y disposición de los átomos; y el movimiento de estas superficies que se desprenden es extraordinariamente rápido en el aire, ya que no es necesario que lo desprendido tenga una profundidad.”

Epicuro opta por el criterio más fácil y que sigue siendo hoy el criterio usual y corriente de la verdad, en tanto no se ve: el de que lo que nos representamos no se halla en contradicción con lo que vemos u oímos.”

Jamás podría corroborarse la verdad ni la semejanza de las representaciones que llegan a nosotros en imágenes o en sueños o de otro modo cualquiera, si no existiese algo sobre lo que, en cierto modo, proyectamos nuestras percepciones. (…) Por tanto, según Epicuro, el error sólo es un desplazamiento de las imágenes dentro de nosotros mismos, desplazamiento que no nace del movimiento de las sensaciones, sino más bien del hecho de que entorpecemos su acción por medio de un movimiento iniciado dentro de nosotros mismos”

A estos escasos y pobres pasajes, expuestos en parte de un modo oscuro o torpemente extractados por Diógenes Laercio,¹ se reduce la teoría epicúrea del conocimiento; difícilmente podría concebirse otra más pobre.”

¹ Quase um Karnal da época.

en cuanto que Epicuro considera las cosas, según acabamos de ver, como llenas de multitud de átomos, tenemos que el pensamiento es el otro momento además de los átomos, lo vacío, los poros, lo que permite poner un dique a esta riada [enxurrada] de los átomos.” “apartamos la vista de algo, es decir, que interrumpimos precisamente este fluir.” Princípio da individuação e coerência – ou viver tornar-se-ia impossível. Um filósofo do momento presente.

Los átomos, en cuanto tales, deben permanecer indeterminados; pero los atomistas viéronse arrastrados a la inconsecuencia de atribuirles cualidades” Surpreendentemente contemporâneo.

Toda cualidad se halla expuesta a cambio; pero los átomos no cambian. En toda disolución de lo compuesto tiene que haber necesariamente algo que permanezca firme e indisoluble, que no cambie a lo que no es ni de la nada al ser. Este algo inmutable es, por tanto, algunos cuerpos y figuraciones. Las cualidades representan cierta relación de los átomos entre sí.”

Todas las formas específicas, todos los objetos, la luz, el color, etc., e incluso el alma, no son otra cosa que una cierta ordenación de estos átomos. Así lo ha dicho también Locke; y todavía hoy afirma la física que la base de las cosas la forman las moléculas ordenadas de cierto modo dentro del espacio.” Locke só é citado por H. da forma mais detratora!

El pensamiento es en el hombre precisamente lo que los átomos y el vacío son en las cosas, a saber: su interior, es decir, el átomo y el vacío forman parte justo del movimiento del pensar o son para éste como las cosas son en sí. El movimiento del pensar corresponde, pues, a los átomos del alma, de tal modo que en ello se opera al mismo tiempo una interrupción frente a los átomos que afluyen desde el exterior. No puede, por consiguiente, verse en ello nada más que el principio general de lo positivo y lo negativo; esto quiere decir que también el pensamiento lleva consigo un principio negativo, que es el momento de la interrupción. Este fundamento del sistema epicúreo, al seguirse aplicando a las diferencias de las cosas y al desarrollarse, es lo más arbitrario y, por tanto, lo más aburrido que imaginarse pueda.” Falou o filósofo interessantíssimo de ler!

ERRADO NÃO ESTÁ! “Aparte de distintas figuras, los átomos tienen también distinto movimiento, debido concretamente a su gravedad que es su afecto fundamental; pero este movimiento difiere algo, en su dirección, de la línea recta. En efecto, Epicuro les atribuye un movimiento curvilíneo, ya que de otro modo no podrían entrechocarse. Esto hace nacer una serie innumerable de aglutinaciones y conformaciones especiales; y éstas son las cosas.”

La transición a la manifestación concreta de los cuerpos, o bien no aparece para nada en Epicuro, o bien lo que nos dice acerca de ella es de la más extrema pobreza.” Ou bem é inútil perder tempo com o inefável.

A birra-mor de H. com o epicurismo é que seu sistema não pode ser teleologizado! “consecuente con esto, Epicuro se declara inmediatamente en contra de la existencia de un fin último general del universo y de toda relación de fin en general, como, por ejemplo, de la finalidad de lo orgánico en sí mismo, así como también es contrario a las representaciones teleológicas de la sabiduría de un creador del universo, de su gobierno del mundo, etc.; y su actitud en esto no puede ser más lógica consigo misma, ya que en su concepción queda eliminada toda unidad, cualquiera que sea el modo como ésta se represente, ya como fin de la naturaleza en ella misma, ya como un fin que, aun residiendo en otra cosa, se hace valer en la naturaleza; en los estoicos, por el contrario, encontramos este punto de vista teleológico y, además, muy desarrollado.”

inconsecuencia que es la primera y la única de Epicuro y la de todos los empíricos.”

a partir de lo conocido podemos deducir lo desconocido.” Que é o homem?, teria perguntado Drácula. E ele mesmo respondeu, sem aguardar seu estupefato interlocutor, mero humano que não filosofava: É alguém incapaz de seguir Hegel! É alguém que prefere seguir pelas sendas de Epicuro e Kant para conhecer a natureza e aquilo que excede à natureza! E Drácula estava correto em seu juízo sobrenatural, i.e., de semideus que refletia nessas coisas…

Grosso modo, podemos ainda dizer: Hegel é aquele para quem o desconhecido é aquilo que podemos deduzir do conhecido – nenhum descalabro maior!

es en realidad el mismo principio que sigue rigiendo hoy en la ciencia natural común y corriente.” Só bastaria, aliás, mais tato aos físicos quânticos: se não imaginassem demais, deduziriam coisas mais fidedignas e modestas, longe de buracos de minhoca e que-tais…

Se llega, así, a la noción de representaciones, de leyes y fuerzas generales, tales como la electricidad y el magnetismo, las cuales se aplican después a los objetos y actividades no susceptibles de ser directamente percibidos por nosotros. Así, por ejemplo, sabemos de la existencia de los nervios y de su interdependencia con el cerebro; y decimos que las sensaciones, etc., se transmiten desde la punta del dedo, supongamos, hasta el cerebro mismo. (…) La anatomía puede descubrirnos los nervios, pero no su modo de actuar; pues bien, no hay sino representarse éste por analogía con otros fenómenos, por ejemplo, con las vibraciones de una cuerda tensa, equiparando a ellas las vibraciones de los nervios hasta llegar a los centros cerebrales. O como en el conocido fenómeno que se observa, sobre todo, en una serie de bolas de billar colocadas muy juntas las unas a las otras, en que la última de la fila avanza cuando se empuja la primera, mientras que las intermedias, cada una de las cuales impulsa a la que le sigue, parece que apenas se mueven; no hay, pues, sino imaginarse los nervios como formados por bolitas pequeñísimas, invisibles aun a través de la más poderosa lente de aumento, la última de las cuales salta al contacto con ella y toca el alma. Del mismo modo, la luz se concibe como una serie de hilos o rayos, como vibraciones del éter o como bolitas etéreas que chocan las unas con las otras. [¡!]” Espantosamente, H. sabia muito bem no que o epicurismo repercutia em nossa epistemologia atual – mas decidia jogar tudo no lixo, enquanto se trata de hegelianismo decantado de ‘impurezas indesejáveis’. Se soubeste descrever a luz antes do séc. XX, este é um sinal de que acertaste!

Hay que advertir que, en esta clase de explicaciones, Epicuro es expresamente muy liberal, equitativo y tolerante, puesto que dice que las diversas representaciones que se formen en nosotros con relación a los objetos sensibles —todas ellas, por muchas que sean— pueden ser aplicadas a lo que no podemos observar directamente por nosotros mismos; que no puede afirmarse un solo modo como el acertado, sino que puede llegarse al resultado que se busca por muchos caminos.”

El rayo puede explicarse por medio de toda una serie de posibles representaciones, por ejemplo1 por medio del frotamiento y la colisión de las nubes, que producen la figuración del fuego y provocan el rayo.” “Es exactamente el mismo método a que recurren nuestros físicos, todavía hoy, para explicar cómo se produce la chispa eléctrica en las nubes, al chocar entre sí. En efecto, como tanto en el rayo como en la electricidad se observa una chispa, se toma este elemento común como base para llegar a conclusiones acerca de la analogía entre ambos fenómenos, afirmándose que también el rayo es un fenómeno eléctrico. Ahora bien, las nubes no son cuerpos duros, y la humedad, lejos de producir la electricidad, lo que hace es dispersarla; por eso estas chácharas de los físicos de hoy son en realidad tan vacuas como la representación de Epicuro.” Tá bom, Hegel, doutor em física fenomenológica (física do mundo experimental)!

Podemos elegir uno de estos procedimientos y rechazar los otros, sin pararnos a pensar lo que al hombre le es posible conocer y lo que no está al alcance de su conocimiento, empeñándonos, por tanto, en conocer lo imposible.”

Se ha atacado y querido poner en ridículo este método de Epicuro; pero no es por esta razón por lo que hay que avergonzarse de él, ni los físicos modernos tienen derecho a repudiarlo, por otra parte, pues lo que Epicuro dice no desmerece en nada de lo que sostienen los modernos investigadores de la naturaleza. Además, en Epicuro se da la atenuante de que obra con la conciencia limpia, puesto que la ausencia de testimonios de los sentidos le autoriza, según cree, a atenerse a las analogías. Y tampoco, como veíamos, toma la cosa muy en serio, desde el momento en que dice que unos admiten una posibilidad y otros otra: él admira la sutileza de los demás y no trata de imponer a la fuerza la explicación propia; las cosas, nos dice, pueden ocurrir así o de otro modo.”

Ahora bien, si la física consiste o se cree que consiste en atenerse, de una parte, a la experiencia inmediata y, de otra parte, en aquello que no cae dentro de la experiencia directa, en la aplicación de lo primero a base de la analogía con lo que la experiencia no revela, no cabe duda de que Epicuro puede ser considerado, si no como el iniciador, por lo menos como el principal representante de este método, y concretamente como el pensador que sostiene que en ello consiste realmente el conocer.”

El a priori es, en Aristóteles por ejemplo, algo excelente, pero no basta, porque se echa de menos en ello el lado de su articulación y cohesión con la observación y la experiencia.”

Esta reducción de lo particular a lo general es el descubrimiento de las leyes, de las fuerzas naturales, etc. Cabe pues afirmar, sin miedo a equivocarse, que Epicuro es el inventor de la ciencia empírica de la naturaleza, de la psicología empírica. Por oposición a los fines de los estoicos y a los conceptos intelectivos, la experiencia es el presente sensible: de una parte, nos encontramos con la inteligencia abstracta limitada, sin verdad de suyo y, por tanto, sin presente ni realidad de la naturaleza; de otra parte, con este sentido de la naturaleza, más verdadero que aquellas simples hipótesis.

Los mismos efectos producidos en el mundo moderno por la aparición del conocimiento de las leyes de la naturaleza, etc., los produjo la filosofía epicúrea en su tiempo y dentro de su círculo, en tanto iba dirigida contra todo lo que fuese invención fantástica y arbitraria de causas.” “Y el método de Epicuro, sobre todo, iba enderezado, por su tendencia, contra las supersticiones absurdas de la astrología, etc., cuya manera no se apoya tampoco en nada racional”

La filosofía epicúrea dio al traste con todas aquellas creencias supersticiosas en torno al vuelo de las aves en un sentido o en otro, a la significación de la liebre que cruzaba el camino, a la inspección de las entrañas de los animales, a la alegría o la tristeza de las gallinas, etc.” Agora entendo melhor a acusação de ateísmo e heresia a E.!

la física de Epicuro es desde luego contraria a todo esto, ya que se mantiene, en lo tocante a lo finito, dentro del círculo de lo finito, admitiendo solamente causas finitas; pues las mentes ilustradas lo son precisamente por no salirse jamás del campo de lo finito. El entronque con otras cosas finitas, con condiciones que son, a su vez, algo condicionado, se busca y procura encontrarse sin salirse de ese campo”

Para que el hombre pueda librarse de la superstición, Epicuro predica también especialmente la ciencia física, por ser ésta a su juicio la que libra al hombre de todas las opiniones y creencias que más lo inquietan y perturban: de las creencias acerca de los dioses, de sus castigos y, principalmente, de la muerte.”

Sin embargo, mi juicio es, y lo digo en parte contra muchos de mis compatriotas, que los preceptos morales de Epicuro prescriben al hombre, cuando se los examina con cuidado, una conducta sagrada y justa, e incluso triste. Pues, si bien se mira, el placer de Epicuro se reduce a algo muy pequeño y muy pobre, y apenas es posible decir lo mesurado y seco que es. La misma ley que nosotros prescribimos para la virtud es la que él traza para el placer: exige que el placer se ajuste a la naturaleza, y esto reduce el placer a límites muy estrechos. ¿Qué quiere decir esto? Quien llame feliz a una vida podrida, llena de fango y licenciosa, buscará en Epicuro una buena autoridad al servicio de una cosa mala; y cuando, dejándose fascinar por brillantes nombres, se dirija hacia los sitios en que oye elogiar lo agradable, no se entregará precisamente a los placeres que Epicuro predica, sino a los que él mismo apetece. Lo que ocurre es que esos hombres entregados al vicio sólo tratan de encubrir su propia maldad con el manto de la filosofía y de dar a sus libertinajes y desenfrenos un pretexto y una salida. Y así, ni siquiera a la juventud le es lícito tomar vuelos en este sentido mediante el procedimiento de dar un honroso título a lo que no es más que un inadmisible desmadejamiento.” Sêneca, o “honrado adversario”!

No existe, pues, ninguna diferencia esencial entre el tipo de vida del estoico y el del verdadero epicúreo que se ajuste a las normas y a los preceptos de su maestro. § Sin embargo, aunque a primera vista parezca que ya los cirenaicos proclamaban el mismo principio moral que más tarde habían de preconizar los epicúreos, Diógenes Laercio (X, 139, 136-137) se encarga de señalar la diferencia en los siguientes términos:¹ los cirenaicos proponíanse como fin más bien el placer como algo concreto, mientras que Epicuro lo predica como un medio, en cuanto que afirma como placer la ausencia de dolor, sin admitir ningún estado intermedio.” Talvez Nietzsche tenha compreendido mal o epicurismo e o estoicismo. Bom, não é impossível: julgo que compreendeu mal Parmênides, ao não alçá-lo à altura de um Heráclito… Ausência de dor não é um critério nobre, supra-hominídeo.

¹ Finalmente uma contribuição conceitual de Laércio!

Además, los cirenaicos tenían los dolores del cuerpo como peores que los del alma, mientras que el punto de vista de Epicuro era el contrario.” Dor física é bom demais! No pain, no g…

Los dioses existen, y el conocimiento de ellos es evidente; no son, sin embargo, como las gentes suelen creer. El impío, por tanto, no es el que niega los dioses del vulgo, sino quien se empeña en atribuirles las opiniones del vulgo.” Epicuro, um dos fragmentos preservados

Los hombres deben tributar honores a los dioses por razón de la excelencia de su naturaleza y de su dicha, pero no para obtener de ellos nada especial, ni buscando este o el otro beneficio.” Aqui não aceitamos cegos, mancos nem leprosos!

En relación con esto se halla también la circunstancia de que Epicuro asigne a los dioses el espacio vacío, los intersticios del universo como morada, donde no se hallan expuestos, según él, a las lluvias, a los vientos, a la nieve ni a otros accidentes de esta clase”

Epicuro quiere que el hombre se forme una noción exacta de la muerte, para que ésta no turbe su tranquilidad. (…) ‘En seguida, acostúmbrate a pensar que la muerte no debe preocuparnos en lo más mínimo, pues todo lo bueno y lo malo reside en las sensaciones, y la muerte es el despojo de toda sensación. De aquí que el pensamiento certero de que la muerte no nos afecta haga del carácter mortal de la vida una fuente de goce, ya que este pensamiento nos aparta de la infinitud y del ansia de la inmortalidad. Pues nada hay de temible en la vida para quien ha llegado verdaderamente a conocer que el no vivir no tiene nada de temible.’Famoso trecho que, creio, Sartre citou n’O Ser e o Nada e eu cheguei a anotar num papelito que guardava na carteira, coisa de 10 anos atrás – até as chuvas brasilienses esfarelarem o pobre material!

La satisfacción la consideramos como un bien, no simplemente para optar por lo más pequeño, como los cínicos, sino para darnos por contentos, aunque no obtengamos lo mucho: a sabiendas de que quienes logran el mayor disfrute de lo abundante son los que no lo necesitan y que lo natural es fácil de poseer, mientras que lo vacío resulta difícil de adquirir.”

Por tanto, cuando hacemos del placer el fin del hombre, no nos referimos a los placeres orgiásticos, como a veces se entiende falsamente, sino a un estado en que el hombre no sufre padecimientos físicos ni nada que inquiete su espíritu.”

Es preferible ser desgraciado con arreglo a la razón que feliz en contra de ella, pues vale más que el hombre enjuicie certeramente sus actos a que sea favorecido por la suerte.”

Lo que ocurre es que la exposición epicúrea del sabio, en Diógenes Laercio (X, 117-121), tiene un carácter de mayor mansedumbre; el sabio aquí se atiene más a las leyes establecidas, a diferencia del sabio estoico, a quien no se le da un ardite de ellas. El sabio epicúreo es menos terco que el estoico, pues mientras que éste parte del pensamiento de la autarquía, que, negándose, se comporta activamente, los epicúreos, por el contrario, arrancan del pensamiento del ser, que deja mayor margen a la realidad y no proyecta esta actividad hacia el exterior, sino que busca más bien la quietud interior, la cual no se adquiere por el embotamiento, sino por medio de la más alta formación del espíritu.”

El escepticismo representa, en verdad, el levantamiento de las dos unilateralidades que han sido puestas de relieve más arriba; pero este algo negativo sigue siendo negativo en él, y no sabe trocarse en algo afirmativo.”

O ceticismo representa, na verdade, a suspensão das duas unilateralidades que pusemos em relevo acima; só que este algo negativo segue sendo negativo dentro desta escola, e não sabe permutar-se em positivo.”

Frente al dogmatismo estoico y epicúreo, aparece en primer lugar la Nueva Academia, continuación de la Academia platónica, ya que los sucesores de Platón suelen clasificarse en tres grupos: la Academia antigua, la media y la nueva; algunos autores admiten además una cuarta Academia e incluso una quinta.” VIROU PASSEIO!

La fundación de la Academia media se atribuye a Arcesilao, mientras que la nueva gira en torno a los pensamientos de Carneades; pero esta distinción no significa nada.” “El escepticismo incluye a aquellas 2 figuras entre los filósofos escépticos, pero llamándolos los académicos, con lo cual hacen resaltar una distinción con respecto a la pureza del escepticismo que en realidad es puramente formal y quiere decir poco” “Vemos, pues, que en lo tocante a lo positivo Arcesilao no avanza gran cosa en general, y dice lo mismo que los estoicos; lo único que cambia es la forma, en cuanto que Arcesilao llama simplemente bien razonado o verosímil lo que los estoicos expresan como verdad.”

El conocimiento, que es un momento necesario en la formación de los pueblos, aparece así como pecado original y corrupción.”

son aproximadamente las mismas fases con que nos encontramos en Wolff, cuando habla de la representación clara, distinta y adecuada.” Talvez nem valha a pena tocar nesse Wolff. Os neoacadêmicos são fraquíssimos!

Ahora bien, si llevamos este punto de vista de los académicos a sus últimas consecuencias, la conclusión a que llegamos es que sencillamente todo existe sólo para la conciencia, con lo cual desaparece la forma de un ser en general, y también el saber de lo que es, en cuanto forma; lo cual no es otra cosa que el escepticismo.” “El escepticismo corona la concepción de la subjetividad de todo saber, al sustituir en términos generales el ser del saber por la expresión de la apariencia.”

ADOLESCÊNCIA DA FILOSOFIA (OU DO ESPÍRITO EM H.) – GÓRGIAS II: “En todos los tiempos, y todavía hoy, ha sido considerado como el más temible adversario de la filosofía, teniéndolo incluso por invencible, en cuanto el arte que consiste en disolver todo lo determinado, demostrando su nulidad; tal parece, en efecto, como si se lo reputase incontrovertible y como si la diferencia entre las convicciones estribase solamente en saber si el individuo optaba por esta actitud o por una filosofía positiva y dogmática.” “No hay más remedio que reconocer, en verdad, la invencibilidad del escepticismo, aunque sólo desde el punto de vista subjetivo con respecto al individuo, que puede adoptar evidentemente la actitud del hombre que no quiere saber nada de la filosofía y que sólo afirma lo negativo. El escepticismo parece ser, de este modo, algo a lo que uno tiene que rendirse, y tiene uno la sensación de que es inútil tratar de rescatar de esta actitud a quien decide echarse en sus brazos, mientras que los otros pueden aferrarse tranquilamente a su filosofía por la sencilla razón de que se vuelven de espaldas al escepticismo sin querer saber nada de él, en la imposibilidad de hacerle frente para refutarlo.”

Claro está que quien se empeñe en ser simplemente un escéptico jamás se dará por vencido ni se verá reducido a las posiciones de la filosofía positiva,(*) del mismo modo que no es posible echar a andar a quien sufre parálisis de todos sus miembros.

(*) (…) al mismo tiempo, esta expresión, tal como Hegel la emplea, con su doble acepción, no tiene absolutamente nada que ver, por supuesto, con ese positivismo que tantos vuelos está tomando en los últimos tiempos y que, por huir de la necesidad del conocimiento pensante, cae a la postre en los brazos de la revelación y de la simple fe, aunque se adorne con el nombre de pensamiento libre [M.].” Uma nota de rodapé que hoje é supérflua – sim, já sabíamos.

Seria o niilismo apenas um subconjunto do hegelianismo? A exportação lenta e gradualíssima de um mal da intelligentsia ao “povão”? A história desse espraiamento?

BATALHA DO “MAS!” CONTRA O “MAS…”: “La filosofía positiva puede tener la conciencia de que lleva dentro de sí misma la negación del escepticismo, de que éste, por tanto, no se contrapone a ella, ni existe fuera de ella, sino que es simplemente un momento suyo; pero de tal modo que esta filosofía encierra dentro de sí lo negativo en su verdad, cosa que no hace el escepticismo.”

el escepticismo se comporta solamente como un entendimiento abstracto. Desconoce que también esta negación es de suyo un determinado contenido afirmativo, puesto que es, en cuanto negación de la negación, la negatividad referida a sí misma y, más precisamente, la afirmación infinita.”

Hay que distinguir, además, entre el escepticismo antiguo y el nuevo escepticismo; a nosotros aquí sólo nos interesa el primero: sólo él presenta una naturaleza verdadera y profunda, puesto que el nuevo es más bien epicureísmo. [¿?] Así, en estos últimos tiempos, Schulze viene predicando en Gotinga su escepticismo y ha escrito un libro titulado Enesidemo, para de este modo compararse con este escéptico, interpretando además en otras obras el escepticismo contra las doctrinas de Leibniz y Kant.” “Éste y otros autores toman como base de su concepción la creencia de que se debe tener por verdad el ser sensible, lo que la conciencia sensible nos entrega, dudando en cambio de todo lo demás. Lo que opinamos es lo último, los hechos de la conciencia.” Algo me diz que estamos todos em Schulze no momento…

El nuevo escepticismo se dirige solamente contra el pensamiento, contra el concepto y la idea y, por tanto, contra lo filosófico superior; deja, pues, que la realidad de las cosas subsista intacta e indubitada, y afirma solamente que partiendo de ella no es posible deducir nada en cuanto al pensamiento.” Quiçá minha primeira compreensão ao ler a Dialética do EsclarecimentoMuito jovem ainda!

El escepticismo moderno es la subjetividad y la vanidad de la conciencia, evidentemente insuperable, pero no para la ciencia y la verdad, sino solamente para aquélla, para la misma subjetividad.” Não sejais cético; sede ético!

Por tanto, aunque por una parte se diga que la verdad es solamente la convicción de los otros y, de otra parte, se ensalce también la propia convicción, que al igual que aquélla no pasa de ser un ‘solamente’, no hay manera de sacar a este sujeto de lo que es a la par su soberbia y su humildad. Y así, el resultado del escepticismo antiguo es simplemente la subjetividad del saber; pero este resultado descansa sobre la anulación pensante y desarrollada de todo lo que pasa por ser verdadero y válido, haciendo de este modo que todo sea inconstante.”

La duda, sin embargo, no es sino la incerteza, la indecisión, la irresolución, el pensamiento que se opone a algo válido. Dudar, dubitare, viene de duos, 2: es un ir y venir entre dos cosas o varias, ninguna de las cuales acaba de satisfacernos, aunque necesariamente tenemos que decidirnos por la una o por la otra.” “Esto presupone un profundo interés por un contenido y el anhelo espiritual de que este contenido sea consolidado en sí mismo o no lo sea, ya que el espíritu necesita encontrar la quietud de un modo o de otro. Estas dudas no tienen más remedio que ser expresadas por los pensadores finos y sagaces; son, sin embargo, simple vanidad, ganas de torturarse, o bien responden a un desmadejamiento [vertigem, decadência, neste caso] que no conduce a nada.”

CONSUMISMO E CETICISMO ABSOLUTO: Falta de ética

O consumismo é o ceticismo individual levado a modo de produção. Mero deixar-passar hesitante robótico. Hiato indefinido de cultura e humanidade. Recesso da História. Se o momento pode ser procrastinado por meio de simulações, há de haver uma pane da engrenagem de simulação, da matriz simulacional. Do motor que emite todos os simulacros, a simulação das simulações. Há de vir, porém são séculos de filme mudo enquanto isso…

NADA MAIS ANTI-HISTÓRICO DO QUE UMA HISTÓRIA BEM CONTADA! “Los escépticos tratan de demostrar históricamente su actitud y afirman que ya Homero abrazaba el escepticismo, por cuanto que habla de las mismas cosas en sentidos opuestos.”

La historia del llamado escepticismo se inicia de ordinario con Pirrón, a quien se considera como el fundador de esta tendencia, y de él proceden también los nombres de pirronismo y pirronianos.” “Por lo que se refiere a la vida de Pirrón, la contemplamos con el mismo escepticismo que su doctrina, pues lo que acerca de ella sabemos no presenta la menor cohesión y es muy poco seguro.” Hahaha! Pitágoras Segundo…

Finalmente, se cuenta de él que acompañó a Alejandro Magno en su expedición al Asia, donde al parecer se dedicó intensamente al estudio de los magos y los brahmanes. Dícese que Alejandro lo mandó ejecutar por haber exigido la muerte de un sátrapa persa y que perdió la vida de este modo a la edad de 90 años. Suponiendo que todo esto sea cierto y teniendo en cuenta que Alejandro pasó en el Asia unos 12 o 14 años, resultaría que Pirrón emprendió este viaje en el séquito del monarca macedonio cuando contaba 78 años, o incluso más.” “Como Pirrón afirmaba, entre otras cosas, que la realidad de las cosas sensibles no encerraba verdad alguna, se cuenta de él, por ejemplo, que en la calle no se retiraba para dejar pasar a los carruajes, los caballos y demás objetos que venían frente a él y que marchaba directamente contra las paredes, perfectamente convencido de la falta de realidad de las percepciones sensibles, teniendo sus amigos y las gentes que le rodeaban que retirarlo de los peligros en que de este modo se colocaba, con gran riesgo de su vida.” O verdadeiro Pirro seria apenas um ator pornô (seu estoicismo estaria em que desprezaria as dores provocadas pela sífilis!)…

Talvez o maior livro de meta-dados que se pudesse escrever fosse uma biografia de Diógenes Laércio! Fonte: Diog. Laér.

Os maiores rivais dos escépticos eram os assépticos, pois gostavam de ter uma discussão muito limpa!…

para que el escepticismo aparezca con la dignidad propia de la filosofía es necesario que él mismo se desarrolle en su aspecto filosófico; y esto fue, en efecto, lo que hizo Enesidemo.”

6º “EMPÍRICO” ERA CÉTICO, GRANDE TIRADA! “Sexto vivió y enseñó aproximadamente a mediados del siglo II d.C.. (Brucker) Sus obras se dividen en 2 partes: 1) Sus Pyrrhoniae Hypotyposes, en 3 libros, nos ofrecen, en cierto modo, una exposición general del escepticismo en su conjunto; 2) de sus libros Adversus Mathematicos —es decir, contra la ciencia en general y especialmente contra los geómetras, aritméticos, gramáticos, músicos, lógicos, físicos y éticos—, que forman 11 en total, hay 6 dirigidos realmente contra los matemáticos, pues los 5 restantes se dedican a polemizar contra los filósofos.”

Quien busca un objeto tiene o bien que encontrarlo o bien negar que pueda encontrarse, o bien seguir buscándolo. Otro tanto acontece con las investigaciones filosóficas: unos afirman haber encontrado lo verdadero; otros niegan que sea posible llegar a captarlo; los terceros, por fin, perseveran en su búsqueda. Los primeros, tales como Aristóteles, Epicuro, los estoicos y otros, son los llamados dogmáticos; quienes afirman la imposibilidad de llegar a captar la verdad son los académicos; los escépticos siguen buscando. Existen, pues, 3 filosofías: la dogmática, la académica y la escéptica.” Neste conceito Platão é o rei dos céticos, e com Razão!

El escéptico no dogmatiza, sino que se limita a asentir involuntariamente a las afecciones a que se ve forzado por las representaciones; así, por ejemplo, cuando siente calor o frío, no dirá que no parece sentir frío o calor. Si se nos pregunta si el sujeto es tal y como aparece, reconocemos la apariencia, pero no nos ponemos a investigar la cosa aparente, sino solamente el predicado que de lo aparente se dice. Por tanto, el que algo sea dulce sólo lo investigamos con respecto al concepto; pero esto no es lo que aparece, sino lo que se predica de lo aparente. Pero, cuando nos ponemos a investigar directamente sobre lo aparente, no lo hacemos para destruir lo aparente, sino para refutar la precipitación de los dogmáticos.” “Por consiguiente, en todas las tesis escépticas debemos tener presente que no afirmamos en modo alguno que esas tesis sean verdaderas, puesto que decimos que pueden destruirse a sí mismas, puesto que se hallan limitadas por aquello de que se predican.”

É essencial que saibas que a essência não existe!

El principio eficiente del escepticismo es la esperanza de la imperturbabilidad.” É como dar-se por vencedor hoje de todas as tribulações do amanhã. O amanhã já foi, mas que importa ser um perdedor?

Tens que ter um prato de comida preferido, uma banda favorita e, claro, hobbies, ou serás só um vento mau!

Contra el concepto como concepto, es decir, contra el concepto absoluto, no se dirige para nada el escepticismo; el concepto absoluto es más bien su arma, aunque el escepticismo no tenga conciencia de ello.”

Así, pues, aunque el escepticismo se expresa siempre en el sentido de que todo es pura apariencia, los escépticos van más allá que los partidarios del moderno idealismo puramente formal, pues se enfrentan con el contenido y muestran cómo todo contenido es un contenido sentido o un contenido pensado, teniendo por tanto algo contrapuesto. Así, pues, ponen de manifiesto la contradicción que se encierra en el contenido mismo, de tal modo que de todo lo que se predica cabe predicar, al mismo tiempo, lo contrario; tal es lo objetivo del escepticismo en su apariencia, lo que hace que no sea un idealismo subjetivo.”

OS 15 GIROS OU TROPOS DOS CÉTICOS (MANUAL DO MUNDO DAS APARÊNCIAS), OU OS 5 GIROS QUE REALMENTE IMPORTAM.

A) DO SUBJETIVO

1. Nada é, pois reina o múltiplo. Cada animal enxerga diferente dos demais. Protoperspectivismo e as cores para si, jamais em si. (juiz: o animal)

2. Cada indivíduo é diferente dos demais homens. Sentimos sempre singularmente. Nem mesmo o veneno é algo objetivo e universal, pois alguns podem sobreviver ou não sentir os seus efeitos. Nunca houve nem haverá uma só religião sobre a terra. Bem como filosofia(s)… A falha do ceticismo em ser hegemônico provaria a tese! (juiz: o homem)

Não que seja necessário, mas neste ponto H. joga objeções: “Por muy distintos que los sistemas filosóficos puedan ser, jamás serán tan distintos como lo blanco y lo dulce, lo verde y lo áspero”; se fossem tão díspares entre si, não seria possível reuni-los num subcampo do saber e escrever uma História da Filosofia coerente, etc.

3. Os sentidos discordam entre si. A vista engana o tato e vice-versa. (juiz: os sentidos do homem; os vários homens unilaterais na unidade chamada homem, no qual, claro os céticos não acreditam!)

4. O mesmo nunca é o mesmo para o mesmo: um homem recebe algo diferente conforme se movimenta, está em repouso, dorme, está irado, está com medo, está sereno, é jovem, é velho, etc. (juiz: os humores e estados do homem, o homem-no-tempo)

5. O grande é relativo, o pequeno é relativo. Sempre há uma posição em que o grande se torna nanico e o nanico se torna gigantesco. O mesmo para claridade e escuridão. “La contradicción más conocida es la que se refiere a la rotación del sol en torno a la tierra o de la tierra alrededor del sol.” (juiz: o homem-no-espaço)

6. (mais como 1.2) Não há pureza, apenas misturas num devir. (juiz: o ‘suposto’ Um? A própria aparência? Ou antes ‘a relação’)

7. (mais como 4.2) O mesmo não é o mesmo (excluindo a consciência ou o ‘para o mesmo’: areiavidro, etc. A verdade do vinho é ao mesmo tempo a confiança e a completa impotência, conforme se tome 2 goles ou 2 garrafas. (juiz: o objeto, ou a relação, seja de qualidade ou quantidade.)

8. A direita e a esquerda sempre variarão. Não é possível se colocar no lugar do outro. “La relatividad en general lo es en relación con lo que se supone ser absoluto, pues la relación misma es una relación consigo mismo y no con otra cosa.” Traduzindo, tudo é relativo; aliás, até o relativo é relativo. O absoluto existe sob a forma intangível da relatividade ubíqua. Tudo é para si, mas não sabemos o que é para si. (juiz: a relação ou o princípio de causalidade, fechando as 3 categorias kantianas da apercepção imediata: tempo, espaço, causa.)

9. (mais como 4.3) Mesmo que todos os pontos anteriores não existissem, um dia, uma hora, um momento tudo se modifica. O contingente é uma constante, mas a constância em si é contingente. (juiz: homem-no-tempo ou a relação)

10. (mais como 4.4 ou 4.3.2!) A ciência jurídica é diferente em cada ponto da terra e varia sempre no mesmo ponto da terra. Tudo é arbitrariedade e absurdo. Combinação com os pontos 5º, 8º e 9º, para sermos kantianos mais uma vez. (juiz: o homem-no-tempo, o homem-no-espaço, a relação e o princípio de causalidade ao mesmo tempo; grosso modo, os “costumes” enquanto objeto, i.e. a cultura panoramicamente falando.)

Por razón de su simpleza, nosotros no estamos acostumbrados a dar gran importancia a esta manera de proceder [com os 10 primeiros tropos ou giros da razão] ni a atenernos a ella, pero no cabe duda de que son absolutamente certeros en lo que tienen de reacción contra el dogmatismo del sentido común.”

PRÓ-NOME: “Por tanto, el sentido de estos tropos conserva todavía su vigencia. Si se trata de fundamentar por medio de un sentimiento la fe o el derecho, este sentimiento se da en mí, pero siempre puede haber otro que diga: ‘en mí no se da esto’.”

B) DO OBJETIVO

11. As opiniões divergem. Não as ‘opiniões’ (sensações) animais nem as opiniões do simples ‘homem’. Mas as opiniões dos sábios! O argumento poderia ser resumido da forma seguinte: “Se fosse possível um consenso filosófico e uma filosofia universal, este consenso e esta universalidade já teriam sido alcançados.” – espécie de extensão do argumento 2. Implicações, se não se refuta o ponto: Hegel tenta a Síntese Suprema; falha; Nietzsche, a Escola Crítica & os pós-modernos insistem em acusar o erro. Ainda estamos recolhendo os cacos e estilhaços em que a Filosofia Continental se partiu então. De fato só o ceticismo chega a sua meta em cada geração.

12. O axioma da queda no progresso infinito. Cada afirmação necessita um princípio ou axioma; cada princípio ou axioma necessita de uma nova fundação; que necessita de um novo dogma assentador, etc. Um sério inimigo do Idealismo Romântico; mas Kant, p.ex., parece nada sofrer com este tipo de refutação!

13. “Zagallo”: Nenhum juiz é isento para julgar o que quer que seja, pois só ocupa um lugar relativo, e portanto errado de acordo com todo outro juiz. Com efeito é um argumento muito sagaz contra patriotas de última ocasião e/ou numerólogos maníacos! Falando mais sério, significa que nem mesmo se se admitisse em geral que Platão é ‘o filósofo’ e encontrou a Verdade, por exemplo, até isto é recusado pelos céticos.

14. Este argumento é engenhoso porque parece uma refutação cética contra os próprios argumentos 11-12-13: Existe sim este Absoluto do qual derivam todas as causas. Ex: Euclides. Ou seja, é possível aceitar um princípio sem prova. Mas o hic salta é: o cético se beneficiaria da mesma regra. Significa parar de remar e aceitar que tudo é água. A opinião do sábio aplanada, nivelada à opinião vulgar. (Argumento engenhoso, porém já desesperado.)

15. Prova circular. Variante do tropo décimo segundo, mas em que em vez de derivar-se de axioma em axioma em linha reta ao infinito, deriva-se em um círculo vicioso. Situação do viajante no tempo e do destino inalterável: tudo é a causa de tudo, nada é a causa de nada. A e B se sobredeterminam. Aporia. É um infinito-no-finito.

Esses últimos 5 pontos seriam os Elementos ou a Bíblia dos Céticos. Atemporais e independentes de demonstrações no mundo fenomênico.

De modo que os adversários de Sexto Empírico se vêem forçosamente na situação do ladrão que perdeu já antes de empreender sua fuga, pois não conseguem abstrair até que ponto vai a malícia e a antecipação do daimon de seu rival, o captor:

Supondo que o ladrão antecipasse que, na única via que pode usar para fazer a travessia, o amontoado de moitas estranhamente situado sobre a grama ou a estrada na verdade ocultam um insidioso alçapão, e pule para a esquerda ou para a direita, rente ao muro, para tentar atravessar pelo estreito umbral que lhe resta, eis que descobre que o umbral era a verdadeira armadilha, pois aciona uma corrente que o prende ou então uma bigorna que cai do céu em sua cabeça; não que a moita realmente não cobrisse um buraco, mas ela servia apenas para dar confiança ao suposto astuto ladrão e forçá-lo ao xeque-mate (distração antecipada). Uma amarelinha maldosa em que o jogador já perdeu antes de começar.

Para el criticismo, que no conoce en sí alguno, nada absoluto, todo saber sobre lo que es en sí como tal es dogmatismo, cuando en realidad es él el más furioso de los dogmatismos, en cuanto que asegura que el Yo, la unidad de la conciencia de sí mismo, opuesta al ser, es en y para sí y que al margen de ella queda el en sí, como dos factores que no pueden, en absoluto, coincidir.”

O engraçado é que Hegel vê em Kant tudo que nós não vemos: uma repulsão extrema ao Absoluto. Quando o que mais se critica na epistemologia kantiana é seguir se referindo ao que não existe como se existisse! Ou seja: Hegel tacha Kant de radical; nós de carola! Ainda era possível ir além.

Honra al escepticismo el haber llegado a adquirir esta conciencia acerca de lo negativo, concibiendo las formas de lo negativo de este modo determinado.” Em si o ceticismo está correto – era uma piada!! Cof, cof… A evolução final do sofista, o SUPERSOFISTA.

Sexto Empírico, por ejemplo, va repasando de un modo concreto las distintas ciencias con una gran fuerza de abstracción y revelando en todas sus determinaciones los otros aspectos de ellas. Así, se opone a las determinaciones de las matemáticas, y no exteriormente, sino dentro de sí; ataca, por ejemplo (Adv. Math. III, 20-22), la afirmación de quienes sostienen que hay un punto, una línea, un espacio, una superficie, etc.”

SPOILER: Quem é o super-herói que salva o dia? A NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO.

Si, no obstante, el escepticismo se atreve a enfrentarse con este algo propiamente especulativo, no podrá atentar contra él en nada; su procedimiento contra lo racional consiste, pues, en general en hacer de ello algo determinado, introduciendo en ello una determinación finita del pensamiento o un concepto de relación al que se atiene, pero que no reside, ni mucho menos, en lo infinito, argumentando luego contra él; es decir, consiste en concebirlo de un modo falso, refutándolo así. O bien arma él mismo a lo infinito con las uñas con que ha de arañarlo.” The dog that bites the hand that feeds.

Hoy hasta lo especulativo se convierte en algo tosco; puede uno atenerse a la palabra y, sin embargo, aparece invertida la cosa, al despojarse a lo especulativo de la identidad de lo determinado.” Convenhamos que não teria graça refutar Max Stirner pela lógica.

Ahora bien, el saber de lo especulativo requiere, además de la disyuntiva, un tercer término; es un tanto esto como lo otro y un ni esto ni lo otro.”

Um todo, ou o Um, não é só Um, embora não seja dois. É que o Um é a negação de si. Neste sentido é que H. prefacia sua história com a estranha terminologia “o Um se (des)dobra”, a consciência, o filosofar, se duplica sobre si mesmo(a). O todo é sempre o todo em relação consigo. A consciência é sempre a consciência de si mesma (consciência x consciência, onde ‘x’ é o terceiro termo ou a ‘relação’ – relação-com-a-consciência é uma contradição ou insuficiência, pois só pode haver relação-com-a-consciência-e-a-consciência, desdobramento ensimesmado). Toda consciência necessariamente se nega, porém necessariamente apenas para se afirmar no fim do processo. “El comprenderse a sí misma de la razón es precisamente el modo como el todo comprende todas sus partes, cuando se lo enfoca en su verdadero sentido especulativo, y sólo en este sentido puede hablarse aquí de esta relación.”

Começam a subir os créditos da segunda parte da trilogia, deixando todos os asistentes decepcionados no escurinho do cinema: “Con esto, creemos haber dicho ya bastante acerca de la esencia científica del escepticismo y con ello hemos puesto fin a la sección segunda de la historia de la filosofía griega.”

El escepticismo pertenece, por tanto, al período de decadencia de la filosofía y del mundo.” A Roma nossa de todos os dias. O Protestantismo da Filosofia procrastina a morte da Filosofia, para o mal de todos… Rola-se a dívida especulativa (duplo sentido desdobrado, arrotado e peidado em si mesmo saindo como suor pelos poros respirados em seqüência)…

FIM DO SEGUNDO VOLUME

DIC:

ajetreo: agitação

bucear: mergulhar

por doquier: por procuração, indiretamente

verbigracia: por exemplo

LECCIONES SOBRE LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA Vol. I/III – Hegel (trad. Wenceslao Roces), Fondo de Cultura Económica (1833, 1955, México)

PRESENTACIÓN

en la actualidad faltan traducciones españolas integras, directas y correctas de algunas de las obras absolutamente capitales de la historia universal de la filosofía: sea totalmente, por no haberse hecho nunca, sea prácticamente, por no ser las hechas asequibles ya en el comercio, ni siquiera en todas las bibliotecas donde debieran serlo.”

La serie se inicia con la presente traducción de las Lecciones sobre la historia de la filosofía de Hegel, a la que seguirán (…) Locke (…) y Spinoza (…)”

el Dr. Wenceslao Roces es bien conocido por el público culto en todo el mundo de habla española como especialista en la traducción de obras alemanas, habiendo merecido su labor el público elogio agradecido del propio e ilustre autor de la obra original en un caso como el de la Paideia de Werner Jaeger

José Gaos

ADVERTENCIA SOBRE LA PRESENTE EDICIÓN

por tratarse de una obra que no fue escrita por el propio Hegel, sino redactada por Michelet a partir de algunos papeles manuscritos y de los apuntes de clase de sus alumnos, fueron surgiendo, al avanzar el trabajo, diversos problemas.” “a pesar de todo esto, la forma que Michelet dio a la Historia de la filosofía de H. es, hasta ahora, la única y de ella se han servido los alemanes por más de un siglo.”

Es indiscutible la superioridad de la edición crítica de Johannes Hoffmeister sobre la de Michelet, pero por desgracia esta edición quedó incompleta, pues según la propia casa editorial presenta dificultades tan especiales que no puede precisarse en qué fecha aparecerán los otros volúmenes.”

Michelet (…) aspiraba a entregar un texto que pareciera haber sido escrito de una sola tirada por el autor; en tanto que Hoffmeister, comprendiendo que las libertades de un discípulo directo – como lo fue Michelet – no pueden justificarse en nadie más y considerando que las diferencias entre las distintas versiones (Hoffmeister dispuso de un nuevo material que le permitió obtener un texto completo de 4 cursos) son tan grandes que no permiten la unión, intenta dar todo el texto hegeliano en el orden en que fue expuesto, sin que se pierda una sola línea. [Sinceramente, já achei o texto tão repetitivo da forma como foi editado que não consigo conceber o tédio desta versão mais integral!]

Hemos de reconocer también que la mayor parte de los errores que Hoffmeister señala a la edición de Michelet son reales. (…) es posible ver claramente que hay capítulos muy poco preparados en los que pueden apreciarse grandes lagunas, p.ej., en la parte dedicada a la filosofía medieval. Si éste es o no un defecto de la exposición hegeliana o si se debe a una mala reelaboración de Michelet, es cosa difícil de decidir y más difícil aún de remediar sin contar con los originales necesarios.” “en la cita de textos kantianos encontré varios errores”

Por lo que respecta a Platón, la traducción usada como base – pues Hegel lo parafrasea también – fue la de García Bacca y en aquellos casos en que el diálogo citado no estuviera traducido por él, la versión castellana es el resultado de un cotejo entre el texto griego, la versión alemana y las españolas que hubiera disponibles.”

El lector advertirá, además, que a veces aparece en el cuerpo de una cita una explicación encerrada entre corchetes; esta explicación es, desde luego, de Hegel y le di esta forma a fin de facilitar na lectura.” Como é muito comum que eu intervenha nas aspas do Seclusão com []’s também, reservo-me ao direito de fazê-lo em português, quando for o caso; se o texto entre colchetes estiver em espanhol, o autor é Hegel, na tradução.

La Historia (…) no deja de ser una de las grandes hazañas del pensamiento alemán y, hasta ahora, la obra máxima sobre historia de la filosofía; la 1ª que hizo justicia a las filosofías precedentes al considerarlas como momentos necesarios en una y la misma evolución: la del Espíritu.”

Elsa Cecilia Frost (ed.)

PRÓLOGO DEL EDITOR A LA 1ª EDICIÓN

Hegel dio en total 9 cursos sobre esta materia en las distintas universidades en las que trabajó. La 1ª vez durante el invierno de 1805-6 en Jena; las 2 ocasiones siguientes en Heidelberg durante los semestres de invierno de 16-17 y 17-18; las 6 restantes en esta universidad (Berlín) en el verano de 1819 y en los semestres de invierno de 1820-1, 23-4, 25-6,27-8 y 29-30. Había empezado sus cursos de invierno (entre ellos el 10º de historia de la filosofía) el 10 de noviembre de 1831, habiendo dado ya 2 clases sobre historia de la filosofía con gran fluidez y amenidad, cuando fue alcanzado por la muerte.

De todos estos años sólo poseemos el cuaderno de Jena, en cuarto, escrito de su puño y letra y revisado casi totalmente por lo que se refiere al estilo; en aquella época no se atrevía aún a confiar sus lecciones a la memoria.” “Todas las adiciones hechas en los cursos posteriores están, en parte, escritas o esbozadas al margen del cuaderno de Jena o del resumen, y en parte en una serie de hojas sueltas que añadió a éstos.”

Alguns dos cadernos de alunos utilizados: Kampe, von Griesheim, Michelet (editor).

Las fuentes para la Introducción, en particular, además de los apuntes de clase, son una parte muy lograda del manuscrito de Hegel, parte en cuarto y parte en folio, escrita casi toda en Berlín, salvo una pequeña parte escrita en Heidelberg.” “Hegel reelaboraba siempre más las introducciones de sus cursos que estos mismos.”

La exposición de la filosofía oriental, tomada de los apuntes de clase, se complementa con una rica serie de colecciones y recopilaciones de obras francesas e inglesas sobre el Oriente en general. Hegel solía llevar las obras correspondientes, anotadas brevemente al margen, a su cátedra, para basar su exposición en ellas, traduciendo directamente en parte y, en parte, intercalando sus observaciones y juicios.”

SÓ LENDO PRA CRER! “Su forma escrita sólo rara vez es difícil y a menudo bella. En general, podemos decir que estas lecciones sorprenden con frecuencia por la pureza de su forma, en la que podemos ver la certeza y claridad con que se presentaba el pensamiento en el espíritu del autor”

se encuentra en el cuaderno de Jena la que yo he llamado en otro lugar la primera terminología de Hegel, comprendiendo bajo este título tanto esta terminología propiamente dicha como la transición a la de la Fenomenología, frente a la terminología más lograda de los años posteriores.” Espero que a Ciência da Lógica seja mais fácil de ler…

las conocidas anomalías y anacolutos de la forma hegeliana.”

Hegel dio siempre cinco horas semanales sobre historia de la filosofía, número de horas que aumentaba siempre al final del curso—lo que hacía también, pero en menor medida, en las otras materias—, como se desprende, entre otras cosas, de sus observaciones manuscritas al final del cuaderno.”

Hegel acostumbraba decir que a los demás se les había facilitado el estudio de Aristóteles, en tanto que para él fue muy difícil, pues había tenido que usar la ilegible edición de Basilea, sin traducción latina, y extraer así el significado profundo de Aristóteles. Sin embargo, fue precisamente él quien volvió a llamar la atención sobre esta profundidad y quien descubrió y corrigió la ignorancia y las malas interpretaciones de quienes deseaban pasar por sutiles eruditos.”

CRÍTICA DOS FILOSOFASTROS CONTEMPORÂNEOS DE HEGEL: “el absurdo intento de destacar en tal forma a Anaximandro que se le ha llegado a colocar después de Heráclito, como si su pensamiento fuese más maduro que el de éste.” “Así, cuando Hegel no considera a Heráclito entre los primeros jonios, sino que lo coloca después de los pitagóricos y los eléatas, no se encuentra en la cúspide de la erudición de nuestros días que ha decidido qué lugar le corresponde a Heráclito de acuerdo con relaciones puramente superficiales.” Porém Hegel comete o erro de superestimar, p.ex., Anaxágoras em relação ao mesmo Heráclito.

Me chamou a atenção, no índice, a completa ausência de Parmênides. Hegel o situou entre os eleatas, mas felizmente soube dar-lhe destaque.

Pero ¿acaso no es este carácter intermedio lo peculiar de todas las conferencias impresas, aun cuando sean publicadas por el propio autor?” “Solamente en manos de su autor podían haberse convertido estas Lecciones en un verdadero libro, como la Filosofía del derecho.” “¿Acaso no se formó así una gran parte de la obra del viejo Aristóteles, sin que a nadie se le haya ocurrido disputar la veracidad del contenido?” “En mi posterior escrito premiado, Examen critique de l’ouvrage d’Aristote intitulé Metaphysique, lo he demostrado suficientemente.” “¿Acaso no tenemos varias versiones suyas de la Ética? Bien pudiera ser que Nicómaco y Eudemo fueran los nombres de quienes copiaron e hicieron públicas 2 de estas versiones.”

<MAL DE EDSON>: “Entre otras causas, esta Historia de la filosofía de Hegel conservó el carácter de conferencia por la falta de tiempo del autor, que tuvo que ser mucho más breve al final del curso que al principio. Así, a partir de Aristóteles, cuya exposición, a juzgar por las anotaciones del cuaderno, entraba en la 2ª mitad del semestre (lo que no es tan desproporcionado como parece a primera vista), no se extendía ya tanto. En especial el último período, a partir de Kant, se encuentra expuesto con mucha brevedad, sobre todo en los cursos posteriores en los que una introducción muy desarrollada y la exposición de la filosofía oriental se llevaban la mayor parte del tiempo. [Suspeito! Talvez H. não se sentisse à vontade discorrendo sobre Kant!]

Esto me dio ocasión de preparar, inmediatamente después de la edición completa de estas Lecciones, una historia de los últimos sistemas filosóficos en Alemania, de Kant a Hegel, que debe añadirse a ellas.” E há algum (que valha o meu tempo)? Cf. Geschichte der letzten Systeme der Philosophie in Deutschland von Kant bis Hegel

Karl Ludwig Michelet

PRÓLOGO DEL EDITOR A LA 2ª EDICIÓN

Con frecuencia cambié algunas frases o pasajes de lugar y di otro orden a los temas, suprimí algunos períodos largos y algunas repeticiones o, cuando menos, traté de acortarlos. Y, por último, metí las notas al pie de página dentro del texto mismo—como parece más correcto—, ya fueran ulteriores reflexiones aforísticas o citas de los filósofos tratados; de este modo sólo se conservaron como notas las anotaciones imprescindibles del editor, que se refieren a la redacción, y las citas o referencias muy largas que entorpecerían la lectura del texto.”

DISCURSO INAUGURAL – Pronunciado en la Universidad de Heidelberg, el 28 de octubre de 1816

El Espíritu del Mundo, ocupado en demasía con esa realidad, no podía replegarse hacia adentro y concentrarse en sí mismo. Pero ahora que esta corriente de la realidad ha encontrado un dique, que la nación alemana ha sabido irse modelando sobre la tosca materia, que ha salvado su nacionalidad, raíz y fundamento de toda vida viva, tenemos razones para confiar en que, al lado del Estado, en que se concentraba hasta hace poco todo el interés, se levante también la Iglesia; que, al lado del reino de la tierra, hacia el que se encauzaban hasta ahora todos los pensamientos y todos los esfuerzos, vuelva a pensarse también en el reino de Dios; dicho en otros términos, que, al lado del interés político y de otros intereses vinculados a la mezquina realidad, florezca de nuevo la ciencia, el mundo racional y libre del espíritu.

La historia de la filosofía nos revelará cómo en los otros países de Europa en los que con tanto celo y prestigio se cultivan las ciencias y la formación del entendimiento, la filosofía, excepción hecha del nombre, decae y desaparece para quedar convertida tan sólo en un recuerdo, en una vaga idea, y únicamente se conserva como una peculiaridad característica de la nación alemana. La naturaleza nos ha asignado la alta misión de ser los guardianes de este fuego sagrado” “como el Espíritu del Mundo cultivó y salvaguardó en la nación judaica una conciencia superior a la de otros pueblos, para que pudiera surgir de ella, convertido en un nuevo Espíritu. § La nación alemana ha logrado llegar hoy, en general, a un grado tal de seriedad y de elevación de conciencia, que ante nosotros sólo pueden valer ya las ideas y lo que demuestre sus títulos de legitimidad ante el foro de la razón; y va acercándose más y más la hora del Estado prusiano basado en la inteligencia.” Não é assim que se conquistam 4 Copas do Mundo, amado Hegel!

Nosotros, los hombres de la generación que se ha desarrollado bajo el embate de los tiempos, podemos considerar dichosos a quienes, como a vosotros, ha tocado vivir su juventud en estos días en que podéis consagraros por entero a la ciencia y a la verdad.”

O CREPÚSCULO DO OTIMISMO: “La esencia del universo, al principio cerrada y oculta, no encierra fuerza capaz de resistir al valor de un espíritu dispuesto a conocerla: no tiene más remedio que ponerse de manifiesto ante él y desplegar ante sus ojos, para satisfacción y disfrute suyo, sus profundidades y sus riquezas.”

en efecto, de la historia de la filosofía se extrae, ante todo, una prueba muy clara de la nulidad de esta ciencia.”

Y así, según la idea que se tenga de lo que es el Estado, puede muy bien ocurrir que un lector no descubra en la historia política de un país absolutamente nada de lo que busca en ella.”

En efecto, cuando se trata de pensamientos, sobre todo de pensamientos especulativos, el comprender es algo muy distinto del captar simplemente el sentido gramatical de las palabras, asimilándolo indudablemente, pero sin pasar de la región de las representaciones.” “Por eso abundan las historias de la filosofía, compuestas de numerosos volúmenes y hasta, si se quiere, llenas de erudición y en las que, sin embargo, brilla por su ausencia el conocimiento de la materia misma sobre la que versan.”

En esta Introducción habrá de darse por supuesto, igualmente, el concepto de filosofía, o sea el del objeto sobre el que versa su historia. Pero al mismo tiempo ocurre, en su conjunto, con esta Introducción—que habrá de circunscribirse a la historia de la filosofía—lo que ocurre con la filosofía misma según acabamos de decir. Lo que en esta Introducción pueda decirse, más que algo que podamos sentar de antemano, será algo que sólo el estudio de la historia misma pueda probar y justificar.”

INTRODUCCIÓN A LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA

lejos de ello, aquí las creaciones son tanto mejores cuanto menos imputables son, por sus méritos o su responsabilidad, al individuo, cuanto más corresponden al pensamiento libre, al carácter general del hombre como tal hombre, cuanto más se ve tras ellas, como sujeto creador, al pensamiento mismo, que no es patrimonio exclusivo de nadie.” Pouco importa. O método socrático é universal, mas foi um homem chamado Sócrates que o pariu. Alexandre o Grande tem tanto de pessoal quanto tinha Sócrates: era um homem, um tipo de homem, uma síntese especial de vários indivíduos, historicamente marcada – e por isso atemporal.

Herder, Ideas para la filosofía de la historia de la humanidad

El espíritu universal no se está quieto; y es este espíritu universal lo que nos interesa examinar aquí. Puede ocurrir que en una nación cualquiera permanezcan estacionarios la cultura, el arte, la ciencia, el patrimonio espiritual en su conjunto; tal parece ser, por ejemplo, el caso de los chinos, quienes probablemente se hallen hoy, en todo, como hace 2 mil años.”

Por donde lo que cada generación crea en el campo de la ciencia y de la producción espiritual es una herencia acumulada por los esfuerzos de todo el mundo anterior, un santuario en el que todas las generaciones humanas han ido colgando, con alegría y gratitud, cuanto les ha sido útil en la vida, lo que han ido arrancando a las profundidades de la naturaleza y del espíritu.” Só mesmo a idéia de filogênese da psicanálise consegue ser mais tacanha do que esse evolucionismo-atavismo megalomaníaco cultural!

el curso de la historia no nos revela precisamente el devenir de cosas extrañas a nosotros, sino nuestro propio devenir, el devenir de nuestra propia ciencia.”

Es un viejo prejuicio el de que lo que distingue al hombre del animal es el pensamiento; pero nos atendremos a esto.” “la historia que tenemos ante nosotros es la historia de la búsqueda del pensamiento por el pensamiento mismo.” “Estas manifestaciones del pensamiento en las que éste se encuentra a sí mismo, son las filosofías; y la cadena de estos descubrimientos, de los que parte el pensamiento a descubrirse a sí mismo, es la obra de 3500 años.” Milenarismo 2.0.

los árboles no nos dejarán ver el bosque, las filosofías nos impedirán ver la filosofía.”

esta concepción no puede satisfacernos ni siquiera en lo que se refiere a la historia política; ya en ella reconocemos, o intuimos por lo menos, un entronque necesario entre los diversos acaecimientos, que hace que éstos ocupen un lugar especial, en relación con una meta o con un fin, adquiriendo con ello su verdadera significación.”

DA INTUIÇÃO À INSTITUIÇÃO: “Desde luego, la religión y los pensamientos contenidos en ella o que giran en torno a ella, principalmente, el que adopta la forma de mitología, se hallan ya por su materia—como por su forma los demás desenvolvimientos de las ciencias, sus pensamientos acerca del Estado, los deberes, las leyes, etc.—, tan cerca de la filosofía, que tal parece como si fuesen una prolongación más o menos vaga de la historia de la ciencia filosófica, como si la historia de la filosofía estuviese obligada a tomar en consideración todos estos pensamientos.”

A) CONCEPTO DE LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA

Y si partimos de la premisa de que la verdad es eterna, ¿cómo incluirla en la órbita de lo pasajero, cómo relatar su historia? Y, por el contrario, si tiene una historia y la historia consiste en exponer ante nosotros una serie de formas pasadas de conocimiento, ¿cómo encontrar en ella la verdad, es decir, algo que no es nunca pasado, pues no pasa?”

El cristianismo tiene una historia que se refiere a su difusión, a las vicisitudes por que pasaron sus creyentes, etc.; al convertir su existencia en una Iglesia, ésta es, a su vez, una existencia exterior del cristianismo, la cual, al verse enclavada en los más diversos contactos con el tiempo, presenta múltiples vicisitudes y tiene, esencialmente, su historia propia. Tampoco la doctrina cristiana, por sí misma, carece, naturalmente, de historia; pero ésta alcanza pronto y de un modo necesario su desarrollo y se plasma en la forma determinada que le corresponde. Y esta antigua profesión de fe ha regido en todo tiempo, y debe seguir rigiendo todavía hoy, sin cambio alguno, como la verdad, aunque su vigencia no fuese ya más que una apariencia sin sustancia y las palabras hubiesen quedado reducidas a una fórmula vacua pronunciada por nuestros labios. Ahora bien, el contenido ulterior de la historia de esta doctrina lleva consigo dos cosas: de una parte, las múltiples adiciones y aberraciones de aquella verdad fija; de otra, la lucha contra estas aberraciones y la purificación del fundamento perenne, eliminando de él las adiciones superpuestas y volviendo a su original simplicidad.

Una historia externa como la de la religión la tienen también las otras ciencias, incluyendo la filosofía.”

¿cómo explicarse que, siendo la filosofía la doctrina de la verdad absoluta, se circunscriba a un número tan reducido de individuos, a determinados pueblos, a ciertas épocas; del mismo modo que, con respecto al cristianismo—o sea, a la verdad bajo una forma mucho más general—, se ha planteado la dificultad de si no será una contradicción en sí que esta religión haya aparecido tan tarde en el tiempo y haya permanecido durante tantos siglos, y todavía permanezca en la actualidad, limitada a determinados pueblos? Pero este problema y otros por el estilo son ya demasiado especiales como para depender solamente de la contradicción general a que veníamos refiriéndonos; sólo cuando hayamos entrado más de lleno en la naturaleza peculiar del conocimiento filosófico, podremos referirnos más a fondo a los aspectos que guardan mayor relación con la existencia exterior”

En una ciencia como la matemática, la historia, por lo que al contenido se refiere, se limita, preferentemente, a la grata tarea de registrar una serie de ampliaciones; y la geometría elemental, por ejemplo, puede considerarse como una realidad ahistórica en la extensión que Euclides supo darle.”

quienes creen poder exteriorizar un juicio más a fondo, llaman a esta historia una galería de las necedades o, por lo menos, de los extravíos del hombre que se adentra en el pensamiento y en los conceptos puros. Este punto de vista no sólo lo expresan quienes confiesan su ignorancia en materia de filosofía (la confiesan, puesto que esta ignorancia no es, según la concepción corriente, obstáculo para emitir un juicio acerca de lo que es la filosofía; por el contrario, todo el mundo se cree autorizado a dar su juicio acerca del valor y la esencia de ella, sin saber absolutamente nada de lo que es), sino también algunos de los que escriben o han escrito acerca de la historia de la filosofía. Esta historia, convertida así en un relato de diversas opiniones, no pasa de ser, concebida de este modo, materia de ociosa curiosidad o, si se quiere, de erudición.” Ex: Diógenes Laércio.

¿Puede haber algo más inútil que conocer una serie de simples opiniones? Semejante conocimiento es de todo punto indiferente.”

una opinión es un pensamiento mío, no un pensamiento general, que es en y para sí.”

no existen opiniones filosóficas.”

Esta llamada razón, de una parte, combatía la fe religiosa en nombre y en virtud de la razón pensante, pero, al mismo tiempo, se volvió en contra de la razón misma y se convirtió en enemiga de la verdadera razón; afirma en contra de ésta los derechos de la intuición interior, del sentimiento, convirtiendo con ello lo subjetivo en pauta de lo válido e imponiendo, de este modo, la fuerza de la propia convicción, tal y como cada cual se la puede llegar a formar, en sí y a partir de sí, en su propia subjetividad. Pues bien, estas convicciones propias no son otra cosa que las opiniones, convertidas así en el supremo criterio del hombre.”

Es frecuente también ver que la teología se cultiva históricamente, atribuyendo a la ciencia teológica el interés de conocer las distintas opiniones, y uno de los primeros frutos de este conocimiento consiste en honrar y respetar todas las opiniones, considerándolas como algo de lo que no se tiene por qué dar cuentas a nadie, sino solamente a sí mismo.”

La antítesis entre la opinión y la verdad, que de un modo tan nítido se destaca ahora, se trasluce ya en las nociones de la época socrático-platónica, época de desintegración de la vida griega, en la antítesis platónica entre la opinión (doxa) y la ciencia (episteme). Es la misma contraposición con la que nos encontramos en el período de decadencia de la vida pública y política de Roma bajo Augusto y en los tiempos siguientes, en que hacen estragos el epicureísmo y la indiferencia ante la filosofía. Es el sentido en que Pilato replica a Cristo, cuando Éste le dice que ha venido al mundo para proclamar la verdad: ‘¿Qué es la verdad?’. Lo que vale tanto como decir: ‘Este concepto de la verdad es un concepto convencional acerca del cual estamos al cabo de la calle; hoy, sabemos ya más, sabemos que ya no hay para qué hablar de conocer la verdad; eso se ha quedado atrás.’” Bom insight.

En cuanto a la afirmación de que no es posible, conocer la verdad, nos encontraremos con ella en la historia misma de la filosofía, donde tendremos ocasión de examinarla con cierto cuidado. Aquí, sólo diremos que quienes, por ejemplo Tennemann, parten de esta premisa, harían mucho mejor, evidentemente, en no ocuparse para nada de filosofía, pues toda opinión afirma y pretende, aunque sea sin razón, poseer la verdad.”

En efecto, ante el espectáculo de tan múltiples opiniones, de tan numerosos y diversos sistemas filosóficos, se siente uno arrastrado por la confusión, sin encontrar un punto firme de apoyo para sustraerse a ella. Vemos cómo, en torno a las grandes materias por las que se ve solicitado el hombre y cuyo conocimiento trata de suministrar la filosofía, los más grandes espíritus yerran, puesto que han sido refutados o contradichos por otros. ‘¿Y si esto ocurre a tan insignes espíritus, cómo puedo, ego homuncio, tener la pretensión de decidir tales problemas?’

Esta conclusión, que se extrae de la gran diversidad de los sistemas filosóficos, es considerada como dañina, pero representa, al mismo tiempo, una ventaja subjetiva.” “…Todas aseguran que son las verdaderas, todas indican signos y criterios distintos por medio de los cuales se ha de reconocer la verdad; por eso, el pensamiento sobrio y sereno tiene que sentir, por fuerza, grandes escrúpulos antes de decidirse por una.

Éste es el interés mayor a que debe servir la historia de la filosofía.”

Uma premissa correta, porém impossível de ser praticada – sem severos danos – durante a era sistemática. Heidegger teria algo a dizer sobre isso…

Todos queriam ser Hegel.

Todos queriam estar depois de Hegel.

Não, todos queriam estar depois deste sujeito pós-hegeliano!

Eis o pau que não matará nenhuma cobra

Nem mostrará o instrumento homicida a ninguém!

Quem chegar por último…

Morre nauseado e solteiro.

Cicerón (De natura deorum, I, 8ss.) nos ofrece una historia, extraordinariamente superficial, de los pensamientos filosóficos acerca de Dios, inspirada precisamente en esa intención. Es cierto que la pone en labios de un epicúreo, pero sin que él mismo sepa decirnos nada mejor, lo que indica que las nociones expuestas por su personaje son las suyas propias.” Não diga! Logo Cícero, este EXCELSO filósofo?!

El epicúreo dice que no ha sido posible llegar a un concepto determinado. La prueba de que son vanos los esfuerzos de la filosofía se desarrolla en seguida a base de una concepción genérica superficial de la historia de la filosofía misma: el resultado de esta historia no es otro que la aparición de los más diversos y dispares pensamientos de las múltiples filosofías, contrapuestas las unas a las otras y que se contradicen y refutan entre sí.”

Según esto, la historia de la filosofía no sería otra cosa que un campo de batalla cubierto de cadáveres, un reino no ya solamente de individuos muertos, físicamente caducos, sino también de sistemas refutados, espiritualmente liquidados, cada uno de los cuales mata y entierra al que le precede.”

Por lo que se refiere a este tópico de la sobriedad del pensamiento, sabemos por la sobriedad de la experiencia diaria que, cuando estamos en ayunas, nos sentimos al mismo tiempo, o poco después, hambrientos. Sin embargo, ese pensamiento sobrio tiene el talento y la habilidad de no sentirse impulsado al hambre, a la apetencia, sino, por el contrario, saciado y satisfecho.”

Pero la vida física, como la vida del espíritu, no se da por satisfecha con la sobriedad, sino que es, esencialmente, impulso, acicate, siente hambre y sed de verdad, de conocimiento de la verdad, pugna por aplacarlas y no se da por satisfecha, por alimentada, con reflexiones del género de ésta a que nos estamos refiriendo.”

Es menester que comprendamos que esta variedad entre las muchas filosofías no sólo no perjudica a la filosofía misma—a la posibilidad de la filosofía—, sino que, por el contrario, es y ha sido siempre algo sencillamente necesario para la existencia de la propia ciencia filosófica, algo esencial a ella.”

SE NO VINHO ESTÁ A VERDADE, OFEREÇO MEIA TAÇA: “Las hazañas de que nos habla la historia de la filosofía no tienen nada de aventuras, del mismo modo que la historia universal no es algo puramente romántico.”

Dom Quixote tem uma história. Não existe um Dom Quixote que se olvide.

Filósofos não tem o direito de censurar seus amigos por esquecerem que ele existe! Esse é um problema muito pessoal

lo más esencial de todo es conocer que la verdad única no es solamente un pensamiento simple, vacuo, sino un pensamiento determinado de suyo.”

CUIDADO COM SEUS ARTIGOS DE FÉ DE ÉPOCA: “Más aún, podríamos, incluso, resumir lo que aquí interesa en el solo criterio de la evolución, pues si acertamos a ver claro en él, todo lo demás se desprenderá y deducirá por sí mismo.”

Seu erro consistiu em imaginar-se mais qualificado que Platão. Hierarquia entre IDÉIA-CONCEITO: “El producto del pensamiento es lo pensado en general; pero el pensamiento es todavía algo formal, el concepto es ya el pensamiento más determinado y la idea, finalmente, el pensamiento en su totalidad y determinado como el ser en y para sí. Por consiguiente, la idea es lo verdadero y solamente lo verdadero; la naturaleza de la idea consiste, esencialmente, en desenvolverse y en llegar a comprenderse solamente por obra de la evolución, en llegar a ser lo que es.” A IDÉIA NÃO EXISTE – ERA UMA METÁFORA. CONSELHO SÉRIO: Eis porque não se deve levar a filosofia tão a sério! O alemão: sujeito sem senso de humor. Destarte: Incompleto.

Reflexões inadvertidas devido ao Zeitgeist.

La ciencia de la lógica es la encargada de explicar ampliamente estos conceptos.” (Evolução, concreto & outros)

ponto nevrálgico do hegelianismo:

la posibilidad [o] (…) ser en sí” ESSENTIA

la realidad (entelequia) [o] ser para sí” IN CONCRETO

Cuando decimos, por ejemplo, que el hombre es un ser racional por naturaleza, la razón vive en él solamente en potencia, como una posibilidad, en embrión” “Pero, en cuanto que el niño sólo posee la capacidad o la posibilidad real de la razón, es lo mismo que si no tuviese razón alguna; ésta no existe aún en él, puesto que no puede hacer aún nada racional ni posee una conciencia racional. Sólo a partir del momento en que lo que el hombre es en sí deviene para él, en que, por tanto, la razón pasa a ser una razón para sí; sólo a partir de entonces puede decirse que el hombre cobra realidad en una dirección cualquiera, que es un ser realmente racional, que vive para la razón.”

Elucidação da frase da Fenomenologia “todo real é racional”:

Todo ser-para-si é ser-em-si, porém nem todo ser-em-si é ser-para-si. Toda aparência (ato) é essência (realização de potência). Mas a essência não está em todas as fases (faces) da aparência.

O real de Hegel não é real. A razão de Hegel é onipresente (o deus operando a máquina). Todo acontecer é deus, mas deus é algo mais que a soma dos aconteceres.

Fases de curto-circuito da verdade.

Tudo tem um propósito, o resto é garmonbozia.

O real é uma parte pequena do meu feudo. O contrato ideal.

INÍCIO DA TRADUÇÃO DE ALGUNS PARÁGRAFOS

Lo que es en sí necesariamente tiene que convertirse en objeto para el hombre, que cobrar conciencia en él; de este modo, deviene para el hombre.”

O que é possível (essencial) tem de se converter por necessidade em objeto para o homem, tem de cobrar consciência nele; dessa forma, devém (aparece) para o homem.”

Hegel é um teleólogo. O mundo se revela com uma epifania. A própria realidade (fenômeno) é epifenômeno. O mundo é mero sintoma do Espírito.

mediante la objetivación de este ser en sí, el hombre se convierte en ser para sí, se duplica, se conserva, no se convierte en otro.”

mediante a objetivação deste ser em si (o que é possível), o homem se converte em ser para si (real), se duplica, se conserva, não se converte em outro.”

Se desdobra, realiza o que é em essência, não é estranho ao homem mesmo atingindo algo de diferente ou pioneiro em sua vida: o filósofo tem de ser homem; nem todo homem é filósofo; todo filósofo nasce homem e devém filósofo eventualmente. Agora ele é filósofo e homem.

en el pensamiento sólo el pensamiento es objeto, la racionalidad produce lo racional y su objeto propio es la razón.”

no pensamento só o pensamento é objeto, a racionalidade produz o racional e seu objeto próprio é a razão.”

No pensamento, só o pensamento pode ser pensado, se pensar. Mesmidade. REAL.

A razão é o pensamento do Espírito. Ele se pensa através da racionalidade. POSSÍVEL.

Que el pensamiento puede degenerar también en lo irracional es una consecuencia ulterior, en la que no tenemos por qué entrar aquí.”

Que o pensamento também pode degenerar no irracional é uma conseqüência ulterior, na qual não temos por que entrar aqui.”

Ahora bien, si el hombre, que es en sí un ser racional, no parece poder ir más allá después de convertirse en un ser racional para sí, ya que el ser en sí sólo se ha conservado, la diferencia es, sin embargo, inmensa; no se desprende de aquí ningún contenido nuevo, pero esta forma del ser para sí implica una diferencia muy grande.”

Ora, se o homem, que é essencialmente um ser racional, não parece poder ir mais além após se converter em ser racional para si (efetivamente), já que ele não mudou de natureza (não se duplicou), conservando a essência, a diferença é, não obstante, imensa (do filósofo ao leigo); não se depreende daqui nenhum conteúdo novo, mas esta forma do ser para si (reflexivo) implica uma diferença enorme.”

Sobre esta diferencia descansa toda la que se aprecia en los desarrollos de la historia universal. Sólo así puede explicarse por qué, siendo todos los hombres racionales por naturaleza y estribando lo que hay de formal en esta racionalidad precisamente en el hecho de ser libres, ha existido en muchos pueblos, y en parte todavía sigue existiendo, la esclavitud, sin que los pueblos considerasen esto como algo intolerable.”

Sobre esta diferença descansa toda diferença que se aprecia nos desenvolvimentos da história universal. Só aí se pode explicar por quê, sendo todos os homens racionais por natureza e estribando o que há de formal nesta racionalidade precisamente no fato de serem livres, existiu em muitos povos, e em parte segue existindo, a escravidão, sem que os povos a considerassem intolerável.”

Hegel parte do princípio que o senhor, a casta que escraviza, é constituída originalmente de filósofos? Ou bem que o escravo submisso é mais como um animal?

A única diferença que se aprecia entre os povos da África e da Ásia, de uma parte, e de outra os gregos, os romanos e o mundo moderno, consiste em que estes sabem por que são livres, enquanto que aqueles o são sem saber que o são e, portanto, sem existir como povos livres. E isto representa uma mudança imensa quanto à condição. O conhecer e o aprender, a ciência e mesmo a ação não perseguem, em seu conjunto, nada senão extrair de si mesmo o que é interno ou em si (essencial), convertendo-o em algo objetivo (fenomênico).”

La razón de este brotar a la existencia es que el embrión no puede resistirse a dejar de ser un ser en sí, pues siente el impulso de desarrollarse, por ser la viviente contradicción de lo que solamente es en sí y no debe serlo. Pero este salir fuera de sí se traza una meta y la más alta culminación de ella, el final predeterminado, es el fruto; es decir, la producción de la semilla, el retorno al estado primero. El embrión sólo aspira a producirse a sí mismo, a desdoblar lo que vive en él, para luego retornar a sí mismo y a la unidad de que partió. Claro está que en las cosas de la naturaleza se da el caso de que el sujeto, por donde se comienza, y lo existente, lo que pone punto final—allí la simiente, aquí el fruto—son dos individuos distintos; la duplicación se traduce en el resultado aparente de desdoblarse en dos individuos, que son, sin embargo, en cuanto al contenido se refiere, uno y lo mismo.”

A razão deste brotar à existência é que o embrião não pode resistir a deixar de ser um ser em si, pois sente o impulso de desenvolver-se, por ser a contradição vivente do que somente é em si e não deve sê-lo. Mas este sair fora de si se traça uma meta e a mais alta culminação dela, o final predeterminado, é o fruto; isto é, a produção da semente, o retorno ao estado primeiro. O embrião só aspira a se produzir a si mesmo, a desdobrar o que vive nele, para logo retornar a si mesmo e à unidade de que partira. Claro está que nas coisas da natureza se dá o caso de que o sujeito, por onde se começa, e o existente, o que põe ponto final – ali a semente, aqui o fruto – são dois indivíduos distintos; a duplicação se traduz no resultado aparente de desdobrar-se em dois indivíduos, que são, sem embargo, quanto ao conteúdo, um e o mesmo.”

Otra cosa acontece en el mundo del espíritu. El espíritu es conciencia y, por tanto, libre de que en él coincidan el principio y el fin. Como el embrión en la naturaleza, también el espíritu, después de haberse hecho otro, retorna a su unidad; pero lo que es en sí deviene para el espíritu y deviene, por consiguiente, para sí mismo. En cambio, el fruto y la nueva simiente contenida en él, no devienen para el primer embrión, sino solamente para nosotros”

Outra coisa acontece no mundo do espírito. O espírito é consciência e, portanto, livre de que nele coincidam o princípio e o fim. Como o embrião na natureza, também o espírito, depois de ter-se feito outro, retorna a sua unidade; mas o que é em si devém para o espírito e devém, por conseguinte, para si mesmo. Já o fruto e a nova semente contida nele não devêm para o 1º embrião, mas somente para nós

Aquello para lo que lo otro es, es lo mismo que lo otro; sólo así puede ocurrir que el espíritu viva consigo mismo al vivir en el otro. La evolución del espíritu consiste, por tanto, en que, en él, el salir fuera y el desdoblarse sean, al mismo tiempo, un volver a sí.”

Aquilo para o que o outro é, é o mesmo que o outro; só assim pode ocorrer que o espírito viva consigo mesmo ao viver no outro. A evolução do espírito consiste, portanto, em que, nele, o sair e desdobrar-se sejam, ao mesmo tempo, um voltar a si.”

Todo lo que acaece en el cielo y en la tierra —lo que acaece eternamente—, la vida de Dios y todo lo que sucede en el tiempo, tiende solamente hacia un fin: que el espíritu se conozca a sí mismo, que se haga objeto para sí mismo, que se encuentre, devenga para sí mismo, que confluya consigo mismo; empieza siendo duplicación, enajenación, pero sólo para encontrarse a sí mismo, para poder retornar a sí.”

Tudo o que acontece no céu e na terra – o que acontece eternamente –, a vida de Deus e tudo o que sucede no tempo, tende somente a um fim: que o espírito se conheça a si mesmo, que se faça objeto para si mesmo, que se encontre, devenha para si mesmo, que conflua consigo mesmo; começa sendo duplicação, alienação, mas só para se encontrar a si mesmo, para poder retornar a si.”

Muito bonito, porém sem fundamento. Ou melhor dizendo, irreal.

en todo lo que no sea el pensamiento no conquista el espíritu esta libertad.”

em tudo que não seja pensamento, não conquista o espírito esta liberdade.”

cuando intuimos, cuando sentimos, estamos determinados, no somos libres; sólo lo somos cuando adquirimos la conciencia de estas sensaciones.”

quando intuímos, quando sentimos, estamos determinados, não somos livres; só o somos quando adquirimos a consciência destas sensações.”

Sólo en el plano del pensamiento desaparece, se evapora todo lo extraño, el espíritu, aquí, es absolutamente libre. Con lo cual queda proclamado, al mismo tiempo, el interés de la idea, de la filosofía.”

Só no plano do pensamento desaparece, se evapora todo o estranho, o espírito, aqui, é absolutamente livre. Com o quê fica proclamado, ao mesmo tempo, o interesse da idéia, da filosofia.”

¿qué evoluciona?, ¿qué es el contenido absoluto? Nos representamos la evolución como una actividad formal sin contenido. Pues bien, la acción no tiene otra determinación que la actividad y ésta determina ya la naturaleza general del contenido. El ser en sí y el ser para sí son los momentos de la actividad; en la acción se encierran, por consiguiente, estos dos momentos distintos. La acción es, así, una unidad esencial; y esta unidad de lo distinto es precisamente lo concreto. No sólo se concreta la acción; también lo es el ser en sí, el sujeto de la actividad de la que ésta arranca.”

o quê evolui?, qual é o conteúdo absoluto? Nos representamos a evolução como uma atividade formal sem conteúdo. Pois bem, a ação não tem outra determinação que a atividade e esta determina já a natureza geral do conteúdo. O ser em si e o ser para si são os momentos da atividade; na ação se encerram, por conseguinte, estes dois momentos distintos. A ação é, assim, uma unidade essencial; e esta unidade do distinto é precisamente o concreto. Não só se concreta a ação; também é concreto o ser em si, o sujeito da atividade de quem esta parte.”

La trayectoria de la evolución es también el contenido, la idea misma, la cual consiste precisamente en que tengamos lo mismo y lo otro y en que ambas cosas sean una sola, que es la tercera, en cuanto que lo uno es en lo otro consigo mismo y no fuera de sí.”

A trajetória da evolução é também o conteúdo, a idéia mesma, a qual consiste precisamente em que tenhamos o mesmo e o outro e em que ambas as coisas sejam uma só, que é a terceira, enquanto que o um é no outro consigo mesmo e não fora de si.”

Es un prejuicio corriente creer que la ciencia filosófica sólo maneja abstracciones, vacuas generalidades; que, por el contrario, la intuición, la conciencia empírica de nosotros mismos, el sentimiento de nosotros mismos y el sentimiento de la vida, es lo concreto de suyo, el reino determinado de suyo.”

O ÚLTIMO CONTRA-ATAQUE DO OBJETIVISMO: “É um preconceito corrente crer que a ciência filosófica só maneja abstrações, vácuas generalidades; (ou então,) pelo contrário, que a intuição, a consciência empírica de nós mesmos, o sentimento de nós mesmos e o sentimento da vida, são seu (terreno) concreto, seu reino determinado.”

Eis um exemplo da péssima escrita de Hegel. Havia a possibilidade de traduzir “concreto por si só”, “reino determinado por si só”, mas isso aumenta o nonsense do parágrafo e não é fundamental neste caso. Preferi manter a sintaxe mais óbvia ao leitor: remetendo o objeto ao sujeito inicial da frase. Se se quer que o pronome da terceira pessoa do singular “seu” se refira a algo, tem de ser, pelo contexto, a “ciência filosófica”. A segunda metade da frase, após o sinal de ponto-e-vírgula, consiste naturalmente na enumeração de elementos do método hume-kantiano (empirismo, ceticismo, criticismo subjetivistas), tudo aquilo a que Hegel faz dura oposição. O conhecimento mais elevado, para ele, só pode ser mediado pelo Espírito. Como Kant era o maior nome da filosofia na juventude de Hegel, era sobre ele que se deveria centrar o ataque. Expressões como “abstrações, vácuas generalidades” já resumem numa carapuça todo o objetivismo incompetente anterior a Hegel (e Kant). Quanto ao postulado da apercepção imediata de Kant, o “real adversário”, nas linhas seguintes Hegel proporá sua síntese, “sua versão” (antípoda) do a priori sintético daquele filósofo.

A luta transcendental e absoluta do século moderno! No corner esquerdo, pesando 70kg, o conceito é uma espécie de intuição X no corner direito, pesando 154,324 libras, a intuição é uma espécie de conceito! Valendo o cinturão do Continente (até o fim do século pelo menos…)!

Pero, de suyo, la idea es algo esencialmente concreto, puesto que es la unidad de distintas determinaciones. En esto es en lo que el conocimiento racional se distingue del conocimiento

puramente intelectivo; y la tarea del filosofar, a diferencia del entendimiento, consiste precisamente en demostrar que la verdad, la idea, no se cifra en vacuas generalidades, sino en un algo general que es, de suyo, lo particular, lo determinado. Cuando la verdad es abstracta, no es tal verdad. ”

REBOLANDO ENTRE <INDUÇÃO> E <MATERIALISMO>: “Por si só, a idéia é algo essencialmente concreto, posto que é a unidade de distintas determinações. Nisto é que o conhecimento racional se distingue do conhecimento puramente intelectivo; e a tarefa do filosofar, diferente do (mero) entendimento, consiste precisamente em demonstrar que a verdade, a idéia, não se (de)cifra via vácuas generalidades, mas via algo geral que é, de per se, o particular, o determinado. Quando a verdade é abstrata, não é tal verdade.”

sólo la reflexión del entendimiento es teoría abstracta, no verdadera, exacta solamente en la cabeza y, entre otras cosas, no práctica; la filosofía huye de lo abstracto como de su gran enemigo y nos hace retornar a lo concreto.”

sozinha, a reflexão do entendimento (?) é teoria abstrata, não-verdadeira, exata somente na cabeça, e, entre outras coisas, não-prática; a filosofia foge do abstrato como de seu grande inimigo e faz-nos retornar ao concreto.”

O que K. escreveu não é filosofia! O que eu escrevo o é!

Si combinamos el concepto de lo concreto con el de la evolución, obtenemos el movimiento de lo concreto. Como el ser en sí es ya concreto de suyo y nosotros no establecemos más que lo que ya existe en sí, resulta que sólo se añade la nueva forma de que aparezca ahora como algo distinto lo que ya antes estaba contenido en lo uno originario.”

Se combinamos o conceito do concreto com o da evolução, obtemos o movimento do concreto. (?) Como o ser em si é já concreto por si e nós não estabelecemos mais que o que já existe em si, resulta que só se acrescenta a nova forma, sob a qual aparece agora como algo distinto o que já antes estava contido no um originário.”

Si la idea fuese abstracta no sería otra cosa que la suprema Esencia, [suprema coisa-em-si] de la que ninguna otra cosa cabe decir; pero semejante Dios no es sino un producto del entendimiento del mundo moderno. La verdad es, por el contrario, movimiento, proceso y, dentro de él, quietud; la diferencia, allí donde existe, tiende siempre a desaparecer, produciendo así la unidad total y concreta.”

“‘La materia tiene que ser una de dos cosas: o un todo continuo o formada por puntos’, se dice; y, sin embargo, vemos cómo obedece a los dos criterios.” O inteligente expresso de forma que hoje nos soa burra: o ponto é uma convenção abstrata; porém se se dissera ‘a matéria enquanto onda (contínua) ou a matéria enquanto partícula (reduzida a elementos distinguíveis)’, como na Física do séc. XX, aí teria acertado em cheio. Visionário, portanto.

Aqui Hegel faz o Kantismo (quando diz “o entendimento”, inferior ao saber, ao verdadeiro pensar) consistir num jogo de eleição estereotipado entre sim/não, ‘isto ou aquilo’, generaliza a Crítica como uma mera retórica ou erudição binária, escrava do PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO, enquanto arroga ao seu sistema Espiritual a supremacia por comportar dentro de si o sim e o não em simultâneo (a síntese totalizante).

Este movimiento encierra, por ser concreto, una serie de evoluciones que debemos representarnos, no como una línea recta que se remonta hacia el infinito abstracto, sino como una circunferencia que tiende, como tal, a volver sobre sí misma y que tiene como periferia una multitud de circunferencias que forman, en conjunto, una gran sucesión de evoluciones que vuelven hacia sí mismas.”

Este movimento (evolucionário) encerra, por ser concreto, uma série de evoluções que devemos representar-nos, não como uma linha reta que remonta ao infinito abstrato, mas como uma circunferência que tende, como tal, a voltar sobre si mesma e que tem como periferia uma multitude de circunferências que formam, em conjunto, uma grande sucessão de evoluções que voltam sobre si mesmas.”

La extensión en cuanto evolución no es dispersión ni disgregación; es también cohesión, tanto más vigorosa e intensiva cuanto más rica y amplia sea la extensión de lo coherente.”

A extensão enquanto evolução não é dispersão nem desagregação; é também coesão, tanto mais vigorosa e intensiva quanto mais rica e ampla seja a extensão do coerente.”

Me pergunto de onde ele tirou essas coisas… Muito provavelmente de João (Apocalipse)!

Es cierto, sin embargo, que, en un aspecto, la sucesión histórica en el tiempo se distingue de la sucesión en la ordenación de los conceptos; pero no nos detendremos a examinar aquí, de cerca, qué aspecto es ése, pues ello nos desviaría demasiado de nuestro fin.” Gostaria de saber como raios você compararia alhos e bugalhos.

Quien estudia la historia de la física, de la matemática, etc., traba al mismo tiempo conocimiento con la física y la matemática mismas.”

Cuando digo que existo, de un modo inmediato, existo solamente como organismo vivo; en cuanto espíritu, sólo existo en la medida en que me conozco.”

Quando digo que existo, de um modo imediato, existo somente como organismo vivo; enquanto espírito, só existo na medida em que me conheço.”

Ahora bien, una de las modalidades de la exterioridad es el tiempo, forma que ha de ser explicada de cerca tanto en la filosofía de la naturaleza como en la del espíritu finito.”

Pois bem, uma das modalidades da exterioridade é o tempo, forma que será explicada de perto na filosofia da natureza como na do espírito finito.”

a filosofia pura aparece no pensamento como uma existência que progride no tempo.”

Podría decirse que la forma es indiferente y lo fundamental el contenido, la idea; y se cree hacer una concesión muy equitativa cuando se dice que las distintas filosofías contienen todas ellas la idea, aunque bajo diversas formas, dando a entender que estas formas son algo puramente fortuito. Sin embargo, tienen importancia, pues estas formas no son otra cosa que las diferencias originarias de la idea misma, que sólo en ellas es lo que es; son, pues, esenciales a ella y constituyen, en realidad, el contenido mismo de la idea, el cual, al desdoblarse, se convierte en forma.”

Poder-se-ia dizer que a forma é indiferente e o fundamental é o conteúdo, a idéia; e crê-se fazer uma concessão muito equitativa quando se diz que as distintas filosofias contêm todas elas a idéia, ainda que sob diversas formas, dando a entender que estas formas são algo puramente fortuito. Não obstante, têm importância, pois estas formas não são nada além das diferenças originárias da idéia mesma, que só nelas é o que é; são, pois, essenciais a ela e constituem, em realidade, o conteúdo mesmo da idéia, o qual, ao se desdobrar, se converte em forma.”

Necessariamente tem que se produzir o destino destas determinações, o qual consiste, precisamente, em que se enlacem e somem todas elas, descendendo assim ao nível de simples momentos. A modalidade em que cada momento se estabelecia como algo próprio e independente se vê, por sua vez, suspensa (no sentido físico e topográfico e no sentido legal do adjetivo); após a expansão vem a contração – a unidade de que todos aqueles momentos partiram. E este terceiro termo só pode ser, por sua vez, o começo de uma nova evolução. Poder-se-ia pensar que este processo se desenvolve ao infinito; mas não é assim; pois também ele tem uma meta absoluta, que mais tarde saberemos qual é; têm que se produzir, contudo, muitas viragens antes de que o espírito cobre sua liberdade, ao adquirir a consciência de si mesmo.” Mero messianismo travestido.

A grande premissa, a de que também no mundo seguiram as coisas um curso racional, o que dá verdadeiro interesse à história da filosofia, não é outra coisa senão a fé na Providência, unicamente que noutra forma.” Ao menos o reconhece (que não passa de um messias imanente).

Quem, nos acontecimentos que se produzem no campo do espírito, nas filosofias, só veja contingências, não leva a sério a fé num governo divino do universo e tudo que diga sobre isso não passará de simples palavreado.”

ESPÍRITO, O ENROLÃO: “não há dúvida de que para quem medite à primeira vista acerca do problema pode parecer surpreendente a duração do tempo, assim como a magnitude dos espaços de que nos fala a astronomia. Porém, no tocante à lentidão do Espírito do Mundo, há de se ter em conta que ele não necessita se apressar – ‘mil anos são para Ti tanto quanto um único dia’ –; tem tempo de sobra, precisamente porque vive à margem do tempo, porque é eterno. Os efêmeros seres que vivem da noite à manhã não dispõem de tempo bastante para realizar tantos de seus fins. Quem é que não morre antes de haver cumprido tudo aquilo a que se propunha? O Espírito do Mundo não só dispõe de tempo bastante: não é somente tempo o que se tem de investir na aquisição de um conceito; custa, ademais, muitas outras coisas. Tampouco lhe preocupa que tenha de empregar tantas e tantas gerações humanas até chegar a cobrar consciência de si mesmo, que tenha de percorrer um caminho extraordinariamente longo de nascimentos e mortes; é rico o bastante para se permitir essas jactâncias, promove sua obra de forma perdulária e dispõe de nações e indivíduos em abundância para utilizar em seus fins. Diz-se, se é uma informação exata, (!!) ainda que trivial, que a natureza chega a sua meta pelo caminho mais curto. Em compensação, o caminho do espírito é o caminho da mediação e do rodeio; o tempo, o esforço, a dilapidação, são critérios da vida finita que para nada nos interessam aqui. E não devemos nos sentir impacientes tampouco, ao ver que tais ou quais desígnios concretos não se realizam no instante mesmo, que tal ou qual coisa não é já realidade; na história universal os progressos se realizam lentamente.”

É tempo de um cochilo, pois.

O contingente deve ser abandonado às portas da filosofia.” “uma filosofia que não apresente uma forma absoluta, idêntica a seu conteúdo, tem necessariamente de passar, não pode permanecer, porque sua forma não é a verdadeira.” “toda filosofia foi necessária e segue sendo, portanto” “Os princípios se mantêm; a novíssima filosofia não é senão o resultado de todos os princípios precedentes; neste sentido, pode-se dizer que nenhuma filosofia foi jamais refutada. O que foi refutado não se tratava de princípio algum, tão-só a pretensão de que este princípio fosse a determinação última e absoluta.”

as determinações de Descartes são de tão gênero que bastam para explicar o mecanismo, mas nada mais; a exposição das outras concepções do universo, p.ex. as da natureza vegetal e animal, é, neste filósofo, insuficiente e, portanto, carente de interesse.”

o Timeu de Platão contém uma filosofia da natureza cujo desenvolvimento é muito pobre, inclusive empiricamente, pois seu princípio não é suficiente para levar a nada; e os insights porventura penetrantes, que não estão ausentes, não se devem exatamente ao princípio.” Análise atomizada.

Poderia pensar-se que o primeiro é o concreto, que a criança, p.ex., é mais concreta que o homem, quem imaginamos que é mais limitado, que não vive esta totalidade, senão uma vida mais abstrata.” “Devemos, pois, distinguir o natural concreto do concreto do pensamento, que, por sua vez, é pobre em sensibilidade.”

as primeiras filosofias são as mais pobres e mais abstratas de todas”

Já se perguntou, p.ex., se a filosofia de Tales de Mileto deve ser considerada, em rigor, teísmo ou ateísmo, se este filósofo da antiguidade afirmava a existência de um Deus pessoal ou simplesmente uma essência geral e impessoal.” Anacronismo, de fato.

Não se trata, como à primeira vista poder-se-ia pensar, de uma atitude de soberba da filosofia de nosso tempo” Não, que isso – imagina, meu caro, imagina!

na grande História da filosofia de Bruckner (parte I) cita-se uma série de 30, 40, até 100 filosofemas postos na boca de Tales e de outros e dos quais nem um só pensamento se encontrou historicamente nestes homens: teses, acompanhadas mesmo de citações e de raciocínios de igual cariz, entre os que em vão nos esforçaremos por descobrir qualquer índice genuíno. O procedimento seguido por Bruckner consiste em adornar qualquer filosofema de um pensador antigo de todas as conseqüências e premissas que, segundo as concepções da metafísica wolffiana, deveriam ser as premissas e conseqüências daquele filosofema, citando o que não passa de pura invenção com a mesma espontaneidade de como se tratasse de um fato histórico comprovado. Atribui-se a Tales o apotegma Ex nihilo fit nihil, sob a justificativa de que o pensador de Mileto diz que a água é eterna! Nada indica que Tales tenha dado tal salto.

Também o senhor professor Ritter, cuja História da filosofia jônica é resultado de um paciente estudo e que, em geral, procura não atribuir aos pensadores pensamentos estranhos, imputa a Tales mais do que talvez se possa imputar-lhe historicamente: ‘Daí devermos considerar, num todo, como dinâmica a concepção da natureza que encontramos em Tales. Este pensador concebia o universo ao modo de um animal vivo que o abarcava por completo e que nascera de um embrião, como todos os animais, e, como todos eles, igualmente, era parcialmente feito de água. A concepção fundamental do universo, em Tales, é portanto a de um todo vivo que se desenvolvera de um embrião e que, como os animais, sustenta-se por meio de uma alimentação adequada a sua natureza’” (!!)

Aristóteles não afiança esta citação, tampouco qualquer outro dentre os antigos.”

Como se poderia pensar que se poderia pensar exatamente o que Tales pensou?! Tendo uma auto-estima de mil Budas, talvez, ou nem assim!

Eu escrevo que Hegel escreveu que Aristóteles escreveu que Tales disse (escreveu, por suposto, mas este escrito não sobreviveu) que o princípio (não no sentido de começo mas de importância) de todas as coisas era a água. Ironicamente qualquer manuscrito único, por mais importante que fosse, não poderia dar notícias ao futuro se fosse umedecido.

Para começo de conversa parece que o primeiro a cunhar a palavra equivalente a princípio fora Anaximandro, posterior a Tales. A não ser que estejamos falando do sentido de começo no tempo deste termo. Porém, Tales jamais enuncia o conceito de causa; mal poderia, portanto, enunciar o de causa primeira.” Biblicamente e até darwinianamente falando, entretanto, Tales é irretocável!

Existem, ainda hoje, povos inteiros que não conhecem até agora esse conceito, pois para a ele chegar é necessário um grau muito alto de evolução.”

Um elo entre um nada e outro nada ainda menor.

hoje já não podem haver platônicos, aristotélicos, estóicos ou epicuristas; querer ressuscitar estas filosofias equivaleria a fazer regredir a uma etapa anterior ao espírito mais desenvolvido, mais imerso em si.” Não deviam. Mas não poder é um pouco de autoritarismo, você não acha?!

Deve ser quase impossível conceber a tormenta mental que explicar o período medieval devia provocar nos evolucionistas!

Marsilio Ficino era platônico; Cosme de Médicis chegou inclusive a fundar uma Academia de filosofia platônica, dotada de professores, à cabeça dos quais estava Ficino. Haviam também aristotélicos puros, como Pomponazzi; Gassendi reviveu mais tarde a filosofia epicuréia, ao filosofar como um epicurista em torno dos problemas da física; Lipsius tratava de ser um estóico, e assim por diante.”

pensava-se que era impossível que o cristianismo chegasse a desenvolver uma filosofia própria” (!!!) O mais cretino é imaginar que pudesse.

Analogamente, pessoas cultas de nossa sociedade aconselham-nos a voltar aos costumes e ao modo de pensar dos selvagens dos bosques da América do Norte; e Fichte (Las características de la edad contemporánea) recomenda a religião de Melquisedeque como a mais pura e mais simples de todas, à qual seria o ideal voltarmo-nos hoje.”

Em Platão não se encontra uma solução filosófica definitiva para os problemas referentes à natureza da liberdade, à origem do bem e do mal, à Providência.” Quem está sendo anacrônico agora?

B) RELACIÓN ENTRE LA FILOSOFÍA Y LOS DEMÁS CAMPOS

esta exposición debe eliminar de su seno todo lo que sea historia externa de la época, para recordar solamente el carácter general del pueblo y del tiempo y el estado general de cosas. En realidad, la historia de la filosofía revela ya, de suyo, este carácter y, además, en su grado supremo; guarda la más íntima relación con él, y la forma determinada de la filosofía correspondiente a una época no es más que un lado, un momento de él.”

Esta conexión, [filosofia e história] esencial, presenta 2 lados. El 1º es el propiamente histórico; el 2º, el que se refiere (…) a las relaciones entre la filosofía y la religión, etc.; [improcedente: num estudo de história da filosofia, investigar relações da filosofia com a religião do seu tempo não tem primazia, e estas relações poderiam ser apuradas residualmente no 1º lado, o puramente histórico] lo que nos ayudará, al mismo tiempo, a determinar con mayor precisión lo que la filosofía es.”

A velha teoria civilização-cultura: sempre que a primeira se funda a segunda ainda mal começou a se consolidar. Quando a última está em seu auge, a civilização já está em decadência. E é só em períodos de efervescência cultural e, portanto, ruína civilizacional, que um povo filosofa. Sócrates-Platão-Aristóteles e o mundo heleno em desagregação; São Tomás e o mundo pós-Império Romano do Ocidente sem esteio, ao mesmo tempo em que o Estado-moderno está na pré-História; Schopenhauer, Nietzsche e a desagregação da civilização ocidental, ou pelo menos da Europa como protagonista; a Escola Crítica e a falência do Socialismo Real; os franceses loucos anos 60 e avante em plena inércia pós-modernista… Curiosamente, Hegel não parece participar de um desses momentos, mas está integrado na Prússia fortalecendo-se nacionalmente. Não há cultura, há apenas filisteus (Hegel admite-o). Sempre que é necessário, nessa época, citar a cosmovisão de um grande homem, recorrem a Goethe, que foi da geração anterior.

A avant-garde do Nada. A retaguarda do império.

Los filósofos griegos manteníanse al margen de los negocios del estado y el pueblo los tildaba de ociosos, por haberse retirado de la realidad al mundo del pensamiento.” “La filosofía jonia surge al sobrevenir la decadencia de los estados jónicos en el Asia Menor.” “En Roma, la filosofía no empieza a difundirse hasta que no se hunde la auténtica vida romana, la de la República, bajo el despotismo de los emperadores”

Las ciencias naturales reciben en Inglaterra el nombre de filosofía. Y hay una Revista filosófica inglesa, dirigida por Thomson, en que se publican estudios sobre química, agricultura, abonos, economía e industria” “Los ingleses dan el nombre de ‘instrumentos filosóficos’ a los que son, en realidad, instrumentos puramente físicos, como el barómetro y el termómetro. Y llaman, asimismo, filosofía a teorías como, principalmente, la moral y las ciencias morales, derivadas de los sentimientos del corazón humano o de la experiencia; y también, finalmente, a las teorías y los principios relacionados con la economía política.” Um erro fatal que seria sentido em todo o mundo!

Esta mescolanza de filosofía y cultura general se presenta con cierta frecuencia en el período inicial de la cultura.”

Así, ya en los comienzos mismos de la filosofía griega aparecen los Siete Sabios y los filósofos jonios.”

Los monarcas, considerados como los ungidos del Señor, en el sentido de los reyes de Judea, recibían su poder de Dios y, como la autoridad emanaba de lo alto, sólo a Dios tenían que dar cuenta de sus actos.”

Federico Schlegel dio nueva vida a este apodo de la filosofía, queriendo significar con ello que su misión no consistía en tratar de problemas superiores a los del mundo, por ejemplo los de la religión; y encontró muchos que lo siguieran por este camino.”

Lo que la filosofía tiene de común con el arte y, principalmente, con la religión son los problemas absolutamente generales que constituyen su contenido”

De aquí que debamos, por encima de todo, enfocar la religión lo mismo que enfocamos la filosofía, es decir, conocerla y reconocerla como racional, puesto que es obra de la razón que se revela, su producto más alto y más conforme a razón. Son, por tanto, nociones absurdas las de quienes creen que los sacerdotes inventan las religiones para defraudar al pueblo y en provecho propio, etc.; es algo tan superficial como equivocado ver en la religión el producto de la arbitrariedad o del engaño.”

Y es también una leyenda propagada por doquier la de que Pitágoras, por ejemplo, sacó su filosofía de la India y el Egipto: es muy antigua la fama de la sabiduría de estos pueblos, en la que se considera también implícita la filosofía.”

¿cómo se distingue la filosofía de la teología, el saber de la religión, o más concretamente, de la religión en cuanto conciencia?”

la pobreza mental de los indios antiguos y modernos, que siguen adorando como seres divinos a las vacas y a los monos”

el arte se convierte en el maestro de los pueblos, como en Homero y Hesíodo, quienes, según Herodoto (II, 53), ‘crearon la teogonía de los griegos’, al convertir en imágenes y representaciones claras y firmes toda una serie de nociones y tradiciones confusas, conservadas y reunidas como fuese, en consonancia con el espíritu de su pueblo.”

Curiosamente já antecipa a principal crítica anti-hegeliana de Feuerbach: “Ahora bien, aunque en la verdadera religión se haya revelado y se revele el pensamiento infinito, el espíritu absoluto, el vaso en que se vierte es el corazón, la conciencia representativa y la inteligencia de lo finito. La religión no sólo se dirige a toda modalidad de cultura—‘el Evangelio se predica a los pobres’—, sino que, como religión, debe ir dirigida expresamente al corazón y al ánimo, penetrar en la esfera de la subjetividad y, con ello, en el campo de las representaciones finitas.”

Dá sempre a impressão, lendo Hegel falar do “entendimento” e da religião, que para ele Kant não passava de um Padre…

El carácter de la religión positiva se cifra en que sus verdades existen, sin que se sepa de dónde provienen; por lo cual su contenido es un algo dado superior a la razón y situado más allá de ella.”

lo mismo que los griegos veneraban a Ceres y a Triptolemo por haber traído a los hombres la agricultura y el matrimonio, los pueblos guardan gratitud a Moisés y Mahoma.”

Si Cristo sólo fuese, para los cristianos, un maestro al modo de Pitágoras, de Sócrates o de Cristóbal Colón, no tendríamos ante nosotros un contenido divino general, una revelación o una doctrina acerca de la naturaleza de Dios, que es, cabalmente, lo que nos interesa aquí.”

El hombre tiene que abrazar una religión; cabe, pues, preguntarse: ¿cuál es el fundamento de su fe? La religión cristiana contesta: el testimonio del espíritu acerca de este contenido. Cristo les echa en cara a los fariseos el que pidan milagros”

Esta presencia del espíritu percibido es lo que se llama fe, pero no es una fe histórica; nosotros, los luteranos—pues yo lo soy y quiero seguirlo siendo—poseemos solamente aquella fe originaria. Esta unidad no es la sustancia al modo de Spinoza, sino la sustancia cognoscente de la conciencia de sí, en su actitud finita ante lo general. Todo lo que se dice acerca de los límites del pensamiento humano es algo puramente superficial; conocer a Dios: tal es la finalidad única de la religión.”

AUTOGÊNESE DA BÍBLIA: “El espíritu se engendra a sí mismo, al atestiguarse; sólo existe en cuanto que se engendra, se atestigua y se revela o manifiesta.”

La esencia es, de suyo, un contenido esencial, no lo carente de contenido, lo indeterminado”

A essência é um conteúdo essencial, não o carente de conteúdo, o indeterminado”

Não só mataram Deus como transaram com seu cadáver.

la filosofía es justificada por la devoción y por el culto y se limita a hacer lo mismo que éstos hacen.”

La filosofía, al pensar su objeto, tiene la ventaja de que las dos fases de la conciencia religiosa, que en la religión representan momentos distintos, forman en el pensamiento filosófico una unidad.”

Por eso la filosofía empieza presentándose a nosotros vinculada y prisionera dentro del círculo del paganismo griego; más tarde, apoyándose en sí misma, se enfrenta a la religión popular y asume una actitud hostil, hasta que logra comprender su contenido y reconocerse en él.”

FILOPÊNDULO: Na época de Hegel o ateísmo estava “datado”. Dataria de novo logo depois o teísmo.

sabemos que las últimas palabras de Sócrates fueron para suplicar a sus amigos que sacrificasen un gallo a Esculapio, deseo que se avenía muy mal, por cierto, con los pensamientos sostenidos por Sócrates acerca de la esencia de Dios y, principalmente, acerca de la ética. Platón predica apasionadamente contra los poetas y sus dioses.” O Sócrates “do galo” é Platão.

Por misterios se entiende, en una interpretación superficial, lo misterioso, lo que, como tal, no puede llegar a ser conocido. Sin embargo, en los misterios eleusinos no había nada desconocido; todos los atenienses estaban iniciados en ellos; el único que no quiso estarlo fue Sócrates. Sólo se prohibía darlos a conocer a los no atenienses, y algunos de sus fieles fueron acusados de este delito. No debía hablarse de ellos, por tratarse de algo sagrado.” “En la religión cristiana se da el nombre de misterios a los dogmas, es decir, a lo que se sabe acerca de la naturaleza de Dios. No se trata tampoco de nada misterioso, todos los fieles de esta religión lo conocen, y es precisamente ello lo que los distingue de los de otras religiones; por tanto, tampoco aquí significa el misterio algo desconocido, pues todos los cristianos se hallan iniciados en él.” Misterioso é macumbeiro!

El entendimiento no capta lo especulativo, que es precisamente lo concreto”

La filosofía es opuesta, en cambio, al llamado racionalismo de la moderna teología, el cual no se quita de los labios la razón, a pesar de lo cual no es más que seco entendimiento; lo único que en él se descubre de razón es el momento del pensar por sí mismo, pero sin que esto pase de ser un pensamiento puramente abstracto. Cuando el entendimiento que no llega a captar las verdades de la religión se llama, como en el Siglo de las Luces, razón y se quiere hacer pasar por señor y dueño, se equivoca. El racionalismo es lo opuesto a la filosofía, por el contenido y por la forma, pues vacía el contenido, despuebla el cielo y lo degrada todo a relaciones finitas; y su forma es un razonar no libre, no un comprender.” Até a luz enjoa, não é, obscuro e tétrico Hegel?

las puertas de la razón son más fuertes que las puertas del infierno, no para prevalecer contra la Iglesia, sino para conciliarse con ella. La filosofía, en cuanto pensamiento comprensivo de este contenido, tiene, en lo tocante a las creencias de la religión, la ventaja de que comprende ambas cosas: está en condiciones de comprender a la religión, del mismo modo que comprende al racionalismo y al supranaturalismo, y se comprende también a sí misma.”

La mitología puede ser estudiada desde el punto de vista del arte, etc.; pero el espíritu pensante debe esforzarse en descubrir el contenido sustancial, el pensamiento, el filosofema implícitamente contenido en ella; del mismo modo que descubre la razón en el seno de la naturaleza.”

Este modo de tratar la mitología es combatido y condenado por otros, quienes sostienen que se la debe abordar solamente de un modo histórico y que es contrario al criterio histórico tratar de deslizar dentro de un mito un filosofema que los antiguos no pusieron en él, o derivarlo a la fuerza de tal mito. Y no cabe duda de que esto es, por una parte, absolutamente verdadero, y no es otro, por cierto, el punto de vista en que se sitúa Creuzer(*) y en que se situaban los alejandrinos que se ocupaban de estas cosas.

(*) [Michelet] Georg Friedrich Creuzer (1771-1858), filólogo y arqueólogo. Es conocido, principalmente, por su obra Symbolik und Mythologie der alten Völker, besonders der Griechen, en la que sostiene que la mitología de Homero y Hesíodo proviene, a través de los pelasgos, de una fuente oriental y es el resto conocido de una antigua revelación.”

Sin embargo, lo mitológico debe quedar excluido de nuestra historia de la filosofía. La razón de ello está en que la filosofía, tal como nosotros la concebimos, no versa precisamente sobre los filosofemas, es decir, sobre pensamientos que sólo de un modo implícito se contienen en una exposición, sino sobre pensamientos explícitos, expresados, y solamente en la medida en que lo son; es decir, solamente en la medida en que el contenido de la religión se revela a la conciencia bajo la forma del pensamiento”

Zoroastro presenta esto de un modo excelente: uno de los principios (Ormuz) es el de la luz, el otro (Ahrimán) el de las tinieblas, y el centro entre ambos lo ocupa Mitra, al que por ello dan los persas el nombre de mediador.” Plutarco

No actúa de mediador entre Ormuz y Ahrimán a la manera de un pacificador, dejando subsistentes ambas fuerzas; no participa del bien y del mal, como un lamentable ser híbrido, sino que se coloca resueltamente del lado de Ormuz y pelea con él contra el mal. Ahrimán es llamado, a veces, el hijo primogénito de la luz, pero sólo Ormuz permaneció en ella. Al ser creado el mundo visible, Ormuz se encargó de tender sobre la tierra, en su incomprensible reino luminoso, la firme bóveda del cielo, circundada todavía, por la parte de arriba, por la primera luz primigenia. En el centro de la tierra está la montaña Albordi, tan alta, que alcanza la luz primigenia. El reino luminoso de Ormuz campea sin que nada lo empañe sobre la firme bóveda celeste y en lo alto de la montaña Albordi; campeó también sobre la tierra hasta llegar a la tercera época de ella. Dentro de ella, Ahrimán, cuyo reino de la noche se hallaba hasta ahora escondido debajo de la tierra, extiende sus dominios al mundo de Ormuz y reina conjuntamente con él. El espacio que separa al cielo de la tierra se divide por mitades entre la luz y la noche. Como Ormuz, hasta ahora, sólo gobernaba sobre un reino de espíritus de la luz, Ahrimán gobernaba solamente sobre un reino de espíritus tenebrosos; pero ahora, al extender su reino, Ahrimán opone a la creación luminosa de la tierra una creación de la tierra tenebrosa. Se contraponen, así, desde este momento, dos mundos, un mundo puro y bueno y otro impuro y malo, y esta contraposición se extiende a través de toda la naturaleza.

En lo alto del Albordi, Ormuz crea a Mitra como mediador para la tierra; el fin de la creación del mundo físico no es otro que el de volver a su punto de partida, a la esencia, desviada de su creador, hacerla de nuevo buena y desterrar así, para siempre, el mal.” Toda a sua filosofia jaz no Zend-Avesta, ó Hegel!

lo único que, desde este punto de vista, puede interesarnos y parecernos digno de ser tenido en cuenta es el carácter general de este dualismo que lleva consigo, necesariamente, el concepto, pues éste es, justo en sí, directamente lo contrario de sí mismo, y en el otro la unidad de éste consigo mismo” “Como de los dos principios solamente el principio de la luz es, en rigor, la esencia y el principio de las tinieblas la nada, tenemos que el principio de la luz coincide, a su vez, con Mitra, llamado anteriormente el Ser Supremo.” “Estos criterios se hallan mucho más cerca del pensamiento, no son simples imágenes; sin embargo, tampoco estos mitos tienen nada que ver con la filosofía.”

Y lo mismo ocurre, sobre poco más o menos, entre los fenicios, con la cosmogonía de Sancuniaton. Estos fragmentos, con que nos encontramos en Eusebio (Praepar. Evang., I, 10), están tomados de una traducción de Sancuniaton hecha del fenicio al griego por el gramático Filón de Biblos; este Filón, que vivió en tiempo de Vespasiano, atribuye a Sancuniaton una extrema ancianidad.”

O ar engravidou o caos e engendrou uma matéria viscosa, que levava em si o germe da vida, forças naturais e as sementes dos animais. A mistura da matéria viscosa e do caos fez com que se separassem todos os elementos. As partes de fogo se elevaram e se tornaram as estrelas (o que é muito mais sábio que nossa visão até Ptolomeu de que as estrelas são pontos frios de luz). As estrelas em interação com o ar produziram as nuvens. A terra foi fecundada. Da terra e da água, formando matéria putrefata, a substância viscosa fez nascerem os animais, ainda imperfeitos e sem sentidos. Mas estes deram a luz a descendentes mais perfeitos que eles mesmos, dotados de sentidos. Foi a explosão do trovão na tormenta que deu vida aos primeiros animais, que estavam dormentes, envolvidos em suas cascas ou sementes. Para mais sobre a mitologia fenícia, cf. Sanchuniathonis Fragmenta ed. Rich. Cumberland, Londres, 1720.

Los fragmentos de Beroso, referentes a los caldeos, fueron reunidos, a base de las obras de Josefo, Sincelo y Eusebio, por Escalígero, bajo el título de Beroisi Chaldaica, como apéndice a su obra De emendatione temporum, y figuran íntegros en la ‘Biblioteca Griega’ de Fabricio (t. XIV, pp. 175-211). Beroso vivió en tiempo de Alejandro, fue, al parecer, sacerdote de Bel [Baal; Belus em latim; originalmente significava Senhor em acádio] y debió de sacar sus datos de los archivos del templo de Babilonia.”

El dios originario era Bel, la diosa Omoroca [el mar]; pero había además otros dioses. Bel cortó por el medio a Omoroca para formar con sus partes el cielo y la tierra. Después de ello, se cortó a sí mismo la cabeza, y de las gotas de su divina sangre nació el género humano. Después de crear al hombre, Bel ahuyentó a las tinieblas, separó el cielo de la tierra y dio al mundo su forma natural. Pareciéndole que ciertas regiones de la tierra no se hallaban bastante pobladas, obligó a otro dios a hacer lo mismo que él, y de la sangre de este otro dios nacieron nuevos hombres y otras especies animales. Los hombres, al principio, vivían como salvajes, sin la menor cultura, hasta que vino un monstruo [al que Beroso llama Oannes], que los enseñó y los educó en la humanidad. Este monstruo salió, para ello, del mar, con la aurora, y al ponerse el sol volvió a perderse entre las olas.” Beroso

Es cierto que a Platón se le ensalza no pocas veces por razón de sus mitos, y se dice que da pruebas, con ello, de un genio superior al de la generalidad de los filósofos. Se entiende, al decir eso, que los mitos de Platón están por encima de la manera abstracta de expresarse; y no cabe duda de que este pensador se expresa con gran belleza.” No geral, entretanto, Hegel não compreende bem Platão.

Así, por ejemplo, puede decirse que la eternidad es un círculo, una serpiente que se muerde la cola; esto no pasa de ser una imagen, y el espíritu no necesita valerse de semejantes símbolos.” Pelo contrário, idiota: é muito diferente afirmar que o universo é infinito e eterno simplesmente ou compará-lo à cobra que se digere a si mesma, a Ouroboros: significa que há um fim e uma genealogia determinados, que podem, no entanto, ser qualquer ponto do círculo, e que o caminho do círculo não deixa por isso de ser infinito. Isso traz conseqüências extremamente importantes para a consideração do conceito de causa e efeito na filosofia. Atende ao requisito fundamental de todo filosofar numa só imagem, também: o Um no múltiplo e o múltiplo no Um. Ao contrário do Espírito, a Vontade se alimenta de si mesma, ferindo-se mortalmente, condição sine qua non de sua própria perpetuidade canibal. O Espírito não tem carne, nada sofre ao se desenrolar, entrar em sínteses e voltar a si mesmo; é morto, não é a ‘vida viva’ (Hegel) – ao contrário de Ouroboros, que sente cada etapa da eterna criação/destruição na carne. Quem mata, morre, quem morre mata e participam ambos da dança e do jogo inelutável. Todo lixo é luxo e todo luxo é lixo a seu tempo.

Del mismo modo que los francmasones manejan símbolos considerados como una profunda sabiduría —profunda al modo de un pozo al que no se le ve el fondo—, el hombre se inclina fácilmente a considerar profundo lo oculto, como si por debajo de ello hubiese algo verdaderamente profundo.” Ao chato, o abismo não parece profundo.

Se habla también de la filosofía de los chinos, del foï, que consiste en expresar los pensamientos por medio de números. Sin embargo, también ellos explican sus símbolos, con lo cual ponen de manifiesto la determinación.”

en la religión india, sobre todo, estos pensamientos aparecen clara y manifiestamente expresados, pero entre los indios todo se presenta mezclado y revuelto.”

Es bien conocida la imagen del fénix, que ha llegado a nosotros desde el Oriente.”

En la religión griega, nos encontramos con la determinación conceptual de la ‘eterna necesidad’; es ésta una relación absoluta, sencillamente general.”

También en los Padres de la Iglesia y los escolásticos, y no sólo en la religión india, encontramos profundos pensamientos especulativos acerca de la naturaleza de Dios mismo. En la historia de la dogmática es de esencial interés conocer esta clase de pensamientos, pero en la historia de la filosofía no tienen cabida. Sin embargo, los escolásticos deberán ser tenidos más en cuenta que la patrística.” [¿?] “estos pensamientos [dos Padres da igreja, i.e., do Novo Testamento até antes de Agostinho] descansan sobre una premisa y no sobre el pensamiento mismo; no son, en consecuencia, verdadera filosofía, es decir, el pensamiento en sí mismo, sino que sirven a una representación de la que se parte como de algo establecido, ya sea para refutar a otras representaciones y otros filosofemas, ya sea para defender filosóficamente, en contra de ellos, la propia doctrina religiosa, de tal modo que el pensamiento no se reconoce y expresa como lo último, como la culminación absoluta del contenido, como el pensamiento que interiormente se determina a sí mismo.” “Y lo mismo ocurre con los escolásticos: tampoco en ellos se construye el pensamiento a base del pensamiento mismo, sino con vistas a las premisas de que parte, aunque aquí tenga ya más base propia que en los Padres de la Iglesia; pero sin llegar a enfrentarse nunca con la doctrina de ésta”

Sobre a FILOSOFIA POPULAR. Eu consideraria, a priori, 3 grandes figuras deste fenômeno: Diógenes Laércio (conforme mais acima), Cícero e Montaigne. Aristóteles está meio enquadrado aqui.

En las obras de un Pascal, principalmente en sus Pensées, descubrimos los más profundos atisbos. § Pero esta filosofía lleva adherido aún el defecto de que lo último a que apela (como vemos también en estos últimos tiempos) es que estos pensamientos han sido inculcados en el hombre por la naturaleza; en Cicerón abunda esto.” “Cicerón habla frecuentemente del consensus gentium; el modo moderno prescinde más o menos de esta invocación, ya que se trata de que el sujeto descanse sobre sí mismo.” “En la filosofía popular, la fuente es el corazón, son los impulsos, las dotes, es nuestro ser natural, mi sentimiento del derecho, de Dios; el contenido se presenta aquí bajo una forma que es simplemente natural.” Temos aí, pois, Feuerbach!

El verdadero punto de arranque de la filosofía debe buscarse allí donde lo absoluto no existe ya como representación y donde el pensamiento libre no piensa simplemente lo absoluto, sino que capta la idea de ello; es decir, allí donde el pensamiento capta como pensamiento el ser (que puede ser también el pensamiento mismo), conocido por él como la esencia de las cosas, como la totalidad absoluta y la esencia inmanente de todo, aunque no sea, por lo demás, más que un ser exterior.” “Este criterio general, el del pensamiento que se piensa a sí mismo, es una determinabilidad abstracta; es el comienzo de la filosofía, el cual es, a su vez, un algo histórico, la forma concreta de un pueblo, cuyo principio se cifra en lo que acabamos de decir.”

Se não fôramos capazes de dizer por nós próprios que só os gregos foram filósofos, esta afirmação seria verdadeira. Como podemos enunciá-lo, deve ser possível a nós o filosofar.

Nem todo humanismo é uma filosofia, mas toda filosofia é um humanismo.

A PEDRA CHINESA: “Por razón de esta conexión general de la libertad política con la libertad de pensamiento, la filosofía sólo aparece en la historia allí donde y en la medida en que se crean constituciones libres. Como el espíritu sólo necesita separarse de su voluntad natural y de su hundirse natural en la materia cuando pretende filosofar, no puede hacerlo todavía bajo la forma con que comienza el Espíritu del Mundo y que precede a la fase de aquella separación. Esta fase de la unidad del espíritu con la naturaleza, fase que, como inmediata que es, no es el estado verdadero y perfecto, es la esencia oriental en general; por eso la filosofía no comienza hasta llegar al mundo griego.”

en cambio, cuando un pueblo quiere lo moral, cuando se rige por leyes de derecho, su voluntad descansa ya sobre el carácter de lo general.”

Por eso sólo existe, en esos pueblos, el estado del señor y el del siervo, y dentro de esta órbita del despotismo, es el miedo la categoría gobernante en general.”

El hombre que vive bajo el miedo y el que domina por el miedo a otros hombres ocupan, ambos, la misma fase; la diferencia no es otra que la mayor energía de la voluntad, la cual puede tender a sacrificar todo lo finito a un fin especial.” “de la pasividad de la voluntad, como esclavitud, se pasa en la práctica a la energía de la voluntad, pero sin que tampoco ésta sea otra cosa que arbitrariedad. También en la religión nos encontramos con el imperio absoluto de los sentidos en forma de culto religioso y, como reacción contra esto, se da asimismo, entre los orientales, la evasión a la más vacua de las abstracciones como infinito, la sublimidad de la renuncia a todo, principalmente entre los indios, quienes por medio del tormento se remontan a la abstracción más íntima; hay hindúes que se pasan 10 años seguidos mirándose fijamente a la punta de la nariz, alimentados por los circunstantes, sin ningún otro contenido espiritual que el de la abstracción consciente, cuyo contenido es, por tanto, totalmente finito. No es éste, por tanto, el terreno en que puede brotar la libertad.” Curioso como o abaixo-de-zero de Hegel é o fim-final para Schopenhauer, a liberdade fenomênica perante uma agora-tida-como-tirânica Vontade!

Es cierto que el espíritu nace en el Oriente, pero de tal modo que el sujeto, aquí, no existe todavía como persona, sino en lo sustancial objetivo, que en parte se representa de un modo suprasensible y en parte también de un modo más bien material, como algo negativo y que tiende a desaparecer.” Porém, se o Espírito deverá retornar a si mesmo…

El sujeto oriental tiene, de este modo, la ventaja de la independencia, ya que nada hay fijo; la vaguedad que caracteriza la sustancia de los orientales hace que su carácter pueda ser igualmente indeterminado, libre e independiente. Lo que es para nosotros el derecho y la moralidad lo es también allí, en el Estado, pero de un modo sustancial, natural, patriarcal, no en forma de libertad subjetiva.” R.I.P. Filosofia alemã 1932

Antes, se exageraba la importancia de la sabiduría india, aunque sin saber qué había detrás de eso; ahora sí lo sabemos, y tenemos razones para afirmar que no es, si nos atenemos al carácter general, una sabiduría filosófica.” A força do pêndulo não perdoa ninguém: como moda, o hinduísmo vai e volta na Europa…

Dormir, vivir, ser funcionarios: no consiste en esto nuestro ser esencial, pero sí consiste en no ser esclavos; esto ha cobrado la significación de un ser natural.”

En Grecia vemos florecer la libertad real, aunque prisionera todavía, al mismo tiempo, de una determinada forma y con una clara limitación, puesto que en Grecia existían aún esclavos y los estados griegos se hallaban condicionados por la institución de la esclavitud.” No superexigente molde hegeliano, a dialética do senhor-escravo nunca tem fim.

INGENUIDADE ILIMITADA: “en el Oriente sólo es libre un individuo, el déspota; en Grecia, son libres algunos individuos; en el mundo germánico, rige la norma de que todos sean libres, es decir, de que el hombre sea libre como tal.”

En Grecia, donde rige una norma particular, son libres los atenienses y los espartanos, pero no lo son, en cambio, los mesenios ni los ilotas. Hay que ver dónde reside el fundamento de este ‘algunos’; en él se encierran ciertas modificaciones particulares de la concepción griega que debemos examinar con vistas a la historia de la filosofía.” A Europa espoliou para sempre a possibilidade das Américas, da África e da Oceania filosofarem.

C) DIVISIÓN, FUENTES Y MÉTODO DE LA HISTORIA DE LA FILOSOFÍA

En general, sólo cabe distinguir, en rigor, 2 épocas de la historia de la filosofía: la filosofía griega y la filosofía germánica, división equivalente a la que se establece entre el arte antiguo y el arte moderno. La filosofía germánica es la filosofía dentro del cristianismo, en la medida en que éste pertenece a las naciones germánicas, es decir, a los pueblos cristianos de Europa pertenecientes al mundo de la ciencia y que forman, en su conjunto, la cultura germánica, pues Italia, España, Francia, Inglaterra, etc., han recibido a través de las naciones germánicas una nueva fisonomía. El helenismo penetra también en el mundo romano, y así debe enfocarse la filosofía dentro del marco de este mundo. Los romanos no produjeron una verdadera filosofía, del mismo modo que no tuvieron nunca verdaderos poetas. No hicieron otra cosa que recibir e imitar, aunque, con frecuencia, muy ingeniosamente; su misma religión procede de la griega y lo que en ella hay de propio y peculiar no la acerca a la filosofía y al arte, sino que es, por el contrario, antifilosófico y antiartístico.”

El mundo griego desarrolló el pensamiento hasta llegar a la idea; el mundo cristiano-germánico, por el contrario, concibe el pensamiento como espíritu; idea y espíritu son, por tanto, los criterios diferenciales. Más precisamente, esta trayectoria estriba en lo siguiente. En tanto que lo general todavía indeterminado e inmediato, Dios, el ser, el pensamiento objetivo que, celosamente, no deja que nada coexista con él, es la base sustancial de toda filosofía, base que no cambia, sino que se adentra más y más profundamente en sí misma y se manifiesta y cobra conciencia a través de este desarrollo de las determinaciones, podemos señalar el carácter especial del desarrollo en el primer período de la filosofía diciendo que este desarrollo es una libre manifestación de las determinaciones, las figuraciones y las cualidades abstractas, por la sencilla razón de que, en sí, lo contiene ya todo.

La segunda fase sobre este fundamento general es la síntesis de estas determinaciones que así se desprenden en una unidad ideal, concreta, al modo de la subjetividad.” “con el nous de Anaxágoras y, más aún, con Sócrates comienza, de este modo, una totalidad subjetiva en que el pensamiento se capta a sí mismo y la actividad pensante es el fundamento.”

La tercera fase consiste en que esta totalidad primeramente abstracta, al ser realizada mediante el pensamiento activo, determinante, diferencial, se establezca a sí misma en sus criterios diferenciados, que forman parte de ella en cuanto determinaciones ideales.”

Las formas completamente generales de la contraposición son lo general y lo particular; o, en otra forma, el pensamiento como tal y la realidad exterior, la sensación, la percepción. El concepto es la identidad de lo general y lo particular” “La unidad se establece, por tanto, en ambas formas, y los momentos abstractos sólo pueden cumplirse por medio de esta unidad misma; nos encontramos, pues, con que aquí las mismas diferencias se ven elevadas a un sistema de totalidad y se enfrentan como la filosofía estoica y la epicúrea.”

Lo general absolutamente concreto es, ahora, el espíritu; lo particular absolutamente concreto, la naturaleza: en el estoicismo se desarrolla el pensamiento puro hasta llegar a la totalidad; cuando el otro aspecto se convierte en espíritu y el ser natural, la sensación, en totalidad, tenemos el epicureísmo. Toda determinación se desarrolla hasta la totalidad del pensamiento; y, según el modo de espontaneidad de estas esferas, estos principios aparecen como 2 sistemas de filosofía independientes por sí mismos que pugnan y chocan el uno con el otro.”

Lo superior es la unión de estas diferencias. Puede ocurrir esto bajo la forma de la destrucción, como en el escepticismo; pero lo superior es lo afirmativo, la idea puesta en relación con el concepto. Así, pues, si el concepto es lo general, que además se determina a sí mismo, pero sin perder su unidad en la idealidad y la transparencia de sus determinaciones que no cobran sustantividad, y lo ulterior es, por el contrario, la realidad del concepto, en el que las mismas diferencias se elevan al plano de totalidades, la cuarta fase consiste en la unificación de la idea, en la que todas estas diferencias, en cuanto totalidades, se esfuman, al mismo tiempo, en la unidad concreta del concepto.”

El mundo griego progresó hasta llegar a esta idea, desarrollando para ello un mundo intelectual ideal; fue esto lo que hizo la filosofía alejandrina, con la que la filosofía griega llega a término y realiza su destino.”

PÉSSIMA METÁFORA: “La fase ulterior consiste en que, mientras dejamos que se convierta de nuevo en superficie cada una de las líneas que cierran el triángulo, cada una de ellas se desarrolle para formar la totalidad del triángulo, la figura total de que forma parte; tal es la realización del todo en los lados, como se nos revela en el escepticismo o en el estoicismo.” “la determinación espacial perfecta, que representa una duplicación del triángulo; pero este ejemplo ya no sirve, desde el momento en que el triángulo que tomamos como base queda fuera de la pirámide.”

El remate de la filosofía griega en el neoplatonismo es el reino perfecto del pensamiento, de la bienaventuranza, un mundo de los ideales con existencia propia, pero irreal, ya que el todo sólo se halla, en absoluto, en el elemento de la generalidad.”

Es decir, los dos triángulos que se hallan en la parte de arriba y en la parte de abajo del prisma no deben ser dos como duplicados, sino que deben formar una unidad entrelazada; o, dicho de otro modo, con el cuerpo nace la diferencia entre el centro y el resto de la periferia corporal.”

La idea es, entonces, esta totalidad, y la idea consciente de sí misma algo esencialmente distinto de la sustancialidad”

A través de esta subjetividad y de esta unidad negativa, a través de esta negatividad absoluta, el ideal, ahora, no es objeto solamente para nosotros, sino para sí mismo; este principio se inicia con el mundo cristiano.”

<BÁRBARO!>: “Dios es conocido como espíritu que se duplica por sí mismo, pero que, al mismo tiempo, levanta esta diferencia, para adquirir, en ella, el ser en y para sí. La misión del mundo consiste, siempre, en reconciliarse con el espíritu, en llegar a conocerse en él, y esta misión es conferida al mundo germánico.”

HEGEL’S PREACHING: “En la religión cristiana, este principio vive más bien como sentimiento y como representación: lleva implícito el destino del hombre como llamado a gozar de la eterna bienaventuranza, como objeto de la gracia y la caridad divinas, del interés divino, es decir, como dotado de un valor infinito en cuanto hombre; y se precisa, dicho principio, en el dogma de la unidad de la naturaleza divina y humana revelado por Cristo a los hombres, según el cual la idea subjetiva y objetiva, el hombre y Dios, forman una unidad.”

Vemos por ello que las representaciones religiosas y la especulación no se hallan tan alejadas entre sí como suele pensarse; y hago referencia a estas nociones para que no nos avergoncemos de seguir dándoles, a pesar de todo, oídos, aunque estemos ya muy por encima de ellas, para que no nos avergoncemos de nuestros antepasados cristianos, que con tanto respeto las escuchaban.” Desculpe, mas eu me envergonho sim.

Esta contraposición, cuyos extremos aparecen agudizados, concebida en su más general significación es la contraposición entre el pensar y el ser, entre la individualidad y la sustancialidad, de tal modo que, dentro del sujeto mismo, su libertad se mueva nuevamente dentro del círculo de la necesidad; es la contraposición entre sujeto y objeto, entre naturaleza y espíritu, en cuanto que éste, como algo finito, se contrapone a la naturaleza.”

Es cierto que nos encontramos con ciertas fases de la filosofía griega que parecen situarse ya en el mismo punto de vista de las filosofías cristianas, como ocurre, por ejemplo, con la filosofía sofística, la neoacadémica y la escéptica, cuando proclaman la doctrina de que no es posible llegar al conocimiento de la verdad: esta doctrina parece, en efecto, coincidir con las modernas filosofías de la subjetividad en que todas las determinaciones del pensamiento tienen un carácter puramente subjetivo, sin que sea posible emitir fallo alguno sobre la objetividad.”

Los filósofos antiguos no sentían semejante nostalgia, sino, por el contrario, una perfecta satisfacción y quietud dentro de aquella certeza que les llevaba a ver un conocimiento en lo que no era más que una apariencia.”

¡PUES VIVA EL CANDOR! “El candor de la filosofía antigua, que hacía pasar lo aparente por la esfera total, alejaba en aquellos pensadores toda duda acerca del pensamiento de lo objetivo.”

la fe en sentido eclesiástico o la fe en el sentido moderno, que consiste en rechazar la razón para dar oídas a una revelación interior a que se da el nombre de certeza o intuición inmediata, de un sentimiento descubierto en uno mismo.”

Quando você desenvolve uma dialética só para poder ser autocontraditório à vontade (e se masturbar para o número 3): “La historia de la filosofía se divide, pues, en 3 períodos: el de la filosofía griega, el de la filosofía del período intermedio y el de la filosofía de la época moderna.”

Primer período. Va desde Tales de Mileto, alrededor del año 600 a.C., hasta el florecimiento de la filosofía neoplatónica mediante Plotino en el siglo III d.C., y su desarrollo y prosecución por Proclo, en el siglo V, hasta la desaparición de toda filosofía. La filosofía neoplatónica pasa luego al cristianismo, y muchas filosofías cristianas tienen por única base esta filosofía. Este período abarca unos mil años, cuyo final coincide con las grandes migraciones de los pueblos y con la desaparición del Imperio romano.

Segundo período. Es el período de la Edad Media. Pertenecen a él los escolásticos e, históricamente, hay que mencionar también dentro de él a los árabes y los judíos, si bien esta filosofía se desarrolla, principalmente, dentro de la Iglesia; se trata de un período que abarca más de mil años.

Tercer período. La filosofía de los tiempos modernos sólo se manifiesta por sí misma después de la guerra de los Treinta años, con Bacon, Jacob Böhme y Descartes; este último comienza con la distinción del cogito, ergo sum. Trátase de un período de un par de siglos; por tanto, esta filosofía es todavía algo nuevo.”

El nombre de historia tiene, en efecto, un doble sentido: expresa, de una parte, los hechos y acontecimientos mismos y, de otra parte, estos mismos hechos y acontecimientos convertidos ya en representaciones y con destino a la representación.

En cambio, en la historia de la filosofía no sirven de fuente los historiadores, sino que tenemos ante nosotros los hechos mismos, y son éstos, o sean las obras filosóficas mismas, las verdaderas fuentes; quien quiera estudiar seriamente la historia de la filosofía no tiene más remedio que ir directamente a estas fuentes.”

Con respecto a muchos filósofos es inexcusablemente necesario, ciertamente, referirse a sus obras mismas; pero hay ciertos períodos cuyas fuentes no han llegado a nosotros, como ocurre, por ejemplo, con la filosofía griega más antigua, y en los que, por consiguiente, no tenemos más remedio que recurrir a los historiadores y a otros escritores.”

La mayor parte de los escolásticos dejaron escritas obras en 16, 24 y hasta 26 volúmenes infolio; para llegar a su conocimiento, no hay más remedio que apoyarse en el trabajo que otros han realizado. Hay, además, muchas obras filosóficas rarísimas y muy difíciles de conseguir. Algunos filósofos sólo tienen, en gran parte, un interés histórico y literario y esto nos autoriza a recurrir, para estudiarlos, a las colecciones en que se han recogido sus doctrinas.”

cuando Tennemann incurre en este defecto, su obra es casi inservible. Su tergiversación de Aristóteles, por ejemplo, es tan grande, que Tennemann casi le hace decir lo contrario de lo que en realidad pensaba este filósofo, de tal modo que si queremos formarnos un concepto más o menos certero de la filosofía aristotélica no tenemos más que pensar lo contrario de lo que este autor dice de ella; [HAHAHAHA!] no obstante, Tennemann es tan sincero, tan honrado, que coloca los pasajes de Aristóteles al pie de su texto, lo que hace que, no pocas veces, se contradigan el original y la traducción. Tennemann opina que es esencial que el historiador de la filosofía no tenga una filosofía propia y se jacta, por lo que a él se refiere, de ello; pero en el fondo también él tiene su sistema, que es el de la filosofía crítica. Este historiador de la filosofía alaba a los filósofos, su estudio, su genio, pero termina, en realidad, censurando a todos los que incurren en la falta de no ser todavía filósofos kantianos, de no haber investigado aún la fuente del conocimiento; lo cual da, sobre poco más o menos, el resultado de que la verdad no es cognoscible.”

Herodoto y Tucídides, como hombres libres, dejan que el mundo objetivo marche libremente, sin añadir nada de su cosecha ni avocar ante su tribunal, para enjuiciarlos, los actos de los hombres. Y, sin embargo, también en la historia política se desliza muy pronto un fin por parte del historiador. Para Tito Livio, lo fundamental es la dominación romana, su expansión, el desarrollo de la constitución, etc.; en su Historia, vemos a Roma crecer, defenderse y ejercer su imperio.”

LA FILOSOFÍA ORIENTAL

Así como entre los griegos se habla de Urano, de Cronos—es decir, del Tiempo, pero ya individualizado—, entre los persas existe una deidad llamada Zervana Acarena, pero es el Tiempo ilimitado.” “De aquí que, en los orientales, no encontremos más que un entendimiento seco, una simple enumeración de determinaciones, una lógica al modo de la vieja lógica wolffiana.”

La gran cultura de estos pueblos se refiere a la religión, a la ciencia, a la administración pública, a la constitución del Estado, a la poesía, a la técnica de las artes, al comercio, etc. Pero, cuando comparamos las instituciones jurídicas y la organización del Estado en China con la de cualquier país europeo, vemos que esta comparación sólo puede referirse al aspecto formal, pues el contenido es muy dispar.”

Otro tanto acontece cuando se compara la poesía india con la europea; no cabe duda de que, considerada como un simple juego de la fantasía, la poesía india es extraordinariamente brillante, rica y desarrollada, como la que más; pero en la poesía importa, también, el contenido y es necesario tomarlo en serio. Pues bien, ni siquiera tomamos en serio los poemas de Homero, por eso no podría surgir en nuestros países una poesía de este tipo.”

Lo primero que hay que registrar, entre los chinos, es la doctrina de Con-fut-see [Confucio], que vivió unos 500 años antes de Cristo, doctrina que causó gran sensación en la época de Leibniz y que es, en rigor, una ética. Confucio comentó, además, las antiguas obras maestras tradicionales de los chinos, principalmente las de carácter histórico. Fue, sin embargo, su desarrollo de la doctrina moral lo que le valió su mayor fama, y es la más respetada autoridad de los chinos.” “el De officiis de Cicerón, manual de pláticas morales, contiene más cosas, y mejores, que todos los libros de Confucio.”

Una segunda circunstancia que conviene tener presente es que los chinos se ocuparon también de pensamientos abstractos, de categorías puras. Servíales de base para ello el antiguo libro llamado Yi-King [I-Ching] o Libro de los Principios; esta obra contiene la sabiduría de los chinos y su origen se atribuye a Fohi.” “Lo fundamental es que se le atribuye la invención de una tabla con ciertos signos o figuras (Ho-tu), que el autor decía haber visto sobre el lomo de un dragón, al emerger éste del río.”

Las 2 figuras fundamentales están representadas por una raya horizontal (yang) y por una línea quebrada en dos, que suman la longitud de la primera (yin): la primera simboliza lo perfecto, el padre, lo masculino, la unidad, como en los pitagóricos, la afirmación; la segunda, lo imperfecto, la madre, lo femenino, la dualidad, la negación. Estos signos son objeto de una gran veneración, como principios de las cosas.”

En una fase ulterior, se combinan estas rayas en grupos de 3, y surge así una serie de 8 figuras, a que se da el nombre de kua” “Indicaremos el significado simbólico de estos 8 kua, para que se vea cuán superficial es. El primer signo, que agrupa al gran yang y el yang, es el cielo (tien), el éter, que penetra y lo envuelve todo. El cielo es, para los chinos, lo más alto de todo, lo supremo; entre los misioneros, se discute interminablemente si se debe dar el nombre de tien, o no, al Dios cristiano. El segundo signo es el agua pura (tui), el tercero el fuego puro (li), el cuarto el trueno (tschin), el quinto el viento (siun), el sexto el agua corriente (kan), el séptimo la montaña (ken) y el octavo la tierra (kuen).”

En el Chu-king nos encontramos también con un capítulo sobre la sabiduría china en el que aparecen los 5 elementos de los que sale todo: el fuego, el agua, la madera, el metal y la tierra, revueltos en abigarrada mescolanza y que, precisamente por ello, no podemos considerar tampoco como verdaderos principios.”

Existe, además, una secta especial, taoísmo, cuyos adeptos no son mandarines ni pertenecen a la religión del Estado, ni tampoco budistas, según la religión del Lama. El fundador de esta filosofía y del sistema de vida íntimamente relacionado con ella fué Lao-Tsé (que nació a fines del siglo VII a.C.)”

Del propio Lao-Tsé decían sus adeptos que era Buda en persona, es decir, el mismo Dios que seguía viviendo en figura de hombre. Todavía poseemos su obra principal, que ha sido traducida en Viena, donde yo he tenido ocasión de leerla. He aquí uno de sus principales pasajes, citado con frecuencia: ‘Sin nombre, Tao es el principio del cielo y de la tierra; con nombre, es la madre del universo. El hombre con pasiones sólo la ve en su estado imperfecto; quien quiera conocerla, tiene que curarse de todas las pasiones.’

La lectura de este pasaje trae al recuerdo, naturalmente, a Jahweh y el nombre real africano Juba, y también el de Jovis. Este J-hi-wei o J-H-W significa también, al parecer, algo así como el abismo absoluto o la nada: lo supremo, el origen de todas las cosas es, para los chinos, la nada, el vacío, lo totalmente indeterminado, lo general abstracto, a que se da también el nombre de Tao o la razón.”

Así como antes se sentía cierta complacencia en atribuir una gran antigüedad a la sabiduría india y en tributarle una gran veneración, el conocimiento de las grandes obras astronómicas de los indios ha revelado ahora cuán poco rigor hay en las grandes cifras que en ellas se manejan. No cabe imaginar nada más confuso, nada más imperfecto que la cronología de los indios; ningún pueblo cultivado en la astronomía, en la matemática, etc., ha dado muestras de tanta incapacidad para la historia: los antiguos indios no son capaces de encontrar, en ella, el menor punto de apoyo, la menor conexión.” “Los hindúes manejan, en su cronología, series de reyes y cantidades inmensas de nombres; pero todo es muy vago.”

Sabemos que la antiquísima fama de este país había penetrado profundamente hasta los griegos; y sabemos también que éstos conocían a los gimnosofistas, hombres entregados como nadie a la devoción, consagrados a una vida contemplativa, abstraídos de la vida exterior y que, viviendo y peregrinando en hordas, renunciaban, como los cínicos, a todas las necesidades materiales.”

del mismo modo que sus libros religiosos, los Vedas, sirven también de fundamento general para su filosofía.” “Estos libros sagrados están formados por partes procedentes de las más diversas épocas; muchas de ellas datan de tiempos remotísimos; otras, en cambio, proceden de una época posterior, como ocurre, por ejemplo, con la que se refiere al rito de Vishnú. Los Vedas sirven, incluso, de base a la filosofía atea de los hindúes; también los ateos tienen sus dioses y toman muy en cuenta las doctrinas de los Vedas.”

Às premissas, mas sem pressa.

La mitología presenta el aspecto especial de la encarnación, de la individualización, de la que podría pensarse que era contraria a lo general y a la modalidad de la idea propia de la filosofía; sin embargo, esta encarnación no es tomada al pie de la letra, casi todo se considera como tal y lo que parece determinarse como individualidad desaparece en seguida entre el humo de lo general.”

Hace poco tiempo que hemos llegado a adquirir un conocimiento preciso de la filosofía india; antes, entendíamos por tal, en conjunto, las representaciones de carácter religioso, pero en estos últimos tiempos se han descubierto obras verdaderamente filosóficas. Colebrooke, [mesma fonte de Schopenhauer] sobre todo, nos ha dado a conocer los extractos de 2 obras filosóficas hindúes, que es, en realidad, lo primero que sabemos acerca de esta filosofía.” “Schlegel fue uno de los primeros alemanes que se ocuparon de la filosofía hindú; sin embargo, sus esfuerzos no fueron muy fructíferos, en este sentido, pues sus lecturas sobre la materia apenas si pasaron del índice del Ramayana.”

La parte esencialmente ortodoxa no tiene otra finalidad que la de facilitar la explicación de los Vedas o deducir del texto de estos libros fundamentales una psicología más sutil. Este sistema recibe el nombre de Mimansa, y se citan 2 escuelas adscritas a él. Difieren de él otros sistemas, 2 de los cuales, los principales, se llaman Samk’hya y Nyaya: el primero de éstos se divide, a su vez, en 2 partes, las cuales, sin embargo, sólo difieren entre sí en cuanto a la forma; el Nyaya es especialmente complicado, desarrolla principalmente las reglas del razonamiento y podría compararse a la Lógica de Aristóteles. Colebrooke nos ofrece extractos de estos 2 sistemas, y nos dice que existen muchas obras antiguas acerca de ellos y que abundan los versus memoriales en torno a estos 2 sistemas filosóficos.”

Los Vedas dicen: ‘Lo que ha de conocerse es el alma, la cual debe separarse de la naturaleza, para que no retorne’; es decir, hay que librarla de la metempsicosis y, por tanto, de la corporeidad, con lo cual no volverá a albergarse en otro cuerpo, después de la muerte.” “Indra, por ejemplo, el dios del cielo visible, se halla, según ellos, en un plano mucho más bajo que el alma cuando ha alcanzado este estado de vida contemplativa; muchos miles de Indras, se nos dice, han perecido, mientras que el alma se halla sustraída a todo cambio.”

El sistema Samk’hya se divide en 3 partes: el modo del conocer, el objeto del conocimiento y la forma determinada del conocimiento de los principios.”

Hay, en esta idea, algo de nuestro ideal, de nuestro ser en sí: del mismo modo que la flor se contiene ya en la simiente de un modo ideal, pero no de un modo activo y real; la expresión empleada para expresar esto es la de lingam, la fuerza procreadora, la capacidad de acción de lo natural, que los hindúes tienen siempre en alta estima.”

Los primeros 8 órdenes ostentan nombres que aparecen en la mitología india: Brahma, Prajapatis, Indra, etc.; son tanto dioses como semidioses, y el propio Brahma se representa aquí como una criatura. Los 5 órdenes inferiores son los animales: los cuadrúpedos forman 2 clases, las aves la 3ª, los reptiles, los peces y los insectos la 4ª; y la 5ª las plantas y la naturaleza inorgánica.”

Se mencionan 62 determinaciones entorpecedoras: 8 clases de error; otras tantas de opiniones o engaños; 10 clases de pasiones, que representan el punto extremo del engaño; 18 de odio o tenebrosidad, y otras tantas de pena. En este punto, se nos revela un método seguido más bien por vías empírico-psicológicas.” 8 + 8 + 10 + 18 + 18 = 62

DE NOVO A TARA PELO TRÊS: “Es curioso que entre dentro de la conciencia observadora de los hindúes el que lo verdadero, que es en y para sí, contiene tres determinaciones y que el concepto de la idea encierra, para ser completo, 3 momentos. Esta alta conciencia de la trinidad, con que nos encontramos también en Platón y en otros pensadores, se pierde luego en la región de la contemplación pensante y se conserva solamente en la religión, pero como un más allá; el entendimiento va a sus alcances y lo considera como un absurdo, hasta que viene Kant y allana el camino hacia su conocimiento.” “En las concepciones religiosas de los Vedas, en que estas cualidades reciben también el nombre de trimurti, se habla de ellas como de modificaciones sucesivas: ‘primeramente, todo era tinieblas, hasta que recibió la orden de transformarse, revistiendo así la modalidad del impulso, de la acción (foulness), y por último reviste, por orden de Brahma, la forma de la bondad.’

La Yoga-sastra cita, en uno de sus 4 capítulos, multitud de prácticas por medio de las cuales es posible adquirir tal poder: por ejemplo, profundas meditaciones, acompañadas de la retención del aliento y la paralización de los sentidos, a la par que se conserva inalterablemente una postura prescrita. El adepto logra, por medio de estas prácticas, el conocimiento de todo lo pasado y de todo lo futuro; adquiere el poder de descubrir los pensamientos de los otros; se siente dotado de la fuerza del elefante, de la bravura del león, de la rapidez del viento; puede volar en el aire, nadar en el agua, sumergirse en la tierra; es capaz de abarcar con la mirada, en un instante, todos los mundos y de realizar muchas otras hazañas portentosas. Pero el modo más rápido de alcanzar la beatitud por medio de la profunda contemplación consiste en aquella forma de devoción de musitar continuamente el nombre místico de Dios, Om.” Colebrooke

Mientras que en el sistema teísta se admite la existencia de Iswara, el supremo gobernante del universo, como un alma o un espíritu distinto de las demás almas, en el Samk’hya ateo Kapila niega la existencia de este Iswara, creador del mundo, y la niega con voluntad consciente (by volition), alegando que no hay ninguna prueba de la existencia de Dios; que la percepción no la revela, ni es posible llegar tampoco a esa conclusión por el razonamiento.”

los efectos son, según ellos, más bien eductos que productos”

Una consecuencia obligada de ella es la de la eternidad del mundo, pues la tesis de que de la nada no sale nada, recordada también, a este propósito, por Colebrooke, contradice a la creación del mundo partiendo de la nada, según nuestra concepción religiosa.”

La naturaleza, aunque inanimada, cumple la misión de preparar al alma para liberarse, del mismo modo que la función de la leche—sustancia carente de sensaciones— tiene por función alimentar al ternerillo.”

Por tanto, el alma, según la concepción de los hindúes, ya no tiene nada que ver con el cuerpo, y su relación con él es, por consiguiente, superflua.”

La filosofía de Gautama y Kanada forman una unidad. La filosofía de Gautama se llama Nyaya (razonante), la de Kanada Vaiseshika (particular). La primera es una especie de dialéctica, peculiarmente desarrollada; la segunda, en cambio, se ocupa de la física, es decir, de los objetos particulares o sensibles.”

Ningún campo de la ciencia o la literatura ha atraído tanto la atención de los hindúes como el Nyaya, y fruto de estos estudios es la innumerable cantidad de obras en torno a estos problemas, entre las que figuran trabajos de muy famosos eruditos.” “el lenguaje se considera como algo que le ha sido revelado al hombre.” “Gautama aduce aquí 16 puntos, entre los que se destacan como los principales la prueba, la evidencia [lo formal] y aquello que se trata de demostrar; los demás puntos son simplemente subsidiarios y accesorios, como elementos que contribuyen al conocimiento y la certeza de la verdad. El Nyaya coincide con las demás escuelas psicológicas en que promete la dicha, la excelencia final y la liberación de todo mal como recompensa por el conocimiento perfecto de los principios profesados por ella, es decir, como recompensa de la verdad, entendiendo por tal la convicción acerca de la eterna existencia del alma, como algo separable del cuerpo.”

El primer punto fundamental, o sea la evidencia de la prueba, presenta 4 modalidades: la primera es la percepción; la segunda la deducción (inference), la cual puede ser de 3 modos: del efecto a la causa, de la causa al efecto o por analogía; el tercer tipo de evidencia es la comparación; el cuarto la seguridad, que abarca tanto la tradición como la revelación. Estos diversos tipos de prueba aparecen muy desarrollados, tanto en el antiguo tratado que se le atribuye a Gautama como por innumerables comentadores.”

La pupila no es, dicen estos pensadores, el órgano de la visión, ni el oído el órgano de la audición, sino que el órgano de la vista es el rayo luminoso que parte del ojo y se proyecta sobre el objeto, y el órgano del oído el éter, que en la caja auditiva se comunica con el objeto escuchado por medio del éter intermedio. Aquel rayo luminoso es, por lo general, invisible, exactamente lo mismo que una luz es invisible bajo el sol de mediodía y, en cambio, se deja ver en otras circunstancias. El órgano del gusto es algo acuoso, como la saliva, y así sucesivamente.

Algo parecido a lo que aquí se dice de la visión es lo que dice Platón en el T¡meo; y en el estudio de Schultz que figura en la Morfología de Goethe encontramos interesantes observaciones acerca del fósforo en el ojo. [¿?] Ejemplos de hombres que han podido ver en medio de las sombras de la noche, lo que prueba que es su ojo el que ilumina el objeto, los tenemos a montones; claro está que, para que este fenómeno se dé, tienen que concurrir circunstancias especiales.” HAHAHAHA

Los elementos fundamentales de las sustancias materiales son concebidos por Kanada como átomos originarios, que se combinan luego para formar cuerpos complejos; este autor afirma la eternidad de los átomos, a propósito de lo cual aduce muchas cosas acerca de la combinación de los átomos, entre las cuales aparece también el polvillo del sol.”

La tercera categoría es la de la acción; la cuarta, la de la comunidad; la quinta, la de la diferencia; la sexta, la de la agregación (aggregation), la última que señala Kanada, pues otros autores añaden, además, como séptima cualidad, la de la negación.”

El desarrollo del razonamiento es igual al de nuestros silogismos; pero de tal modo que lo que se trata de demostrar figura a la cabeza.”

SOU HINDU: “La sustancialidad intelectual es lo contrario de la reflexión, del entendimiento, de la individualidad subjetiva de los europeos. Para nosotros, es importante el que yo quiera, sepa, crea, opine algo, basándome para ello en las razones que yo tenga para ello, con arreglo a mi propia y personal voluntad; a esto le concedemos nosotros un inmenso valor. La sustancialidad intelectual es el extremo opuesto a esto, en el que desaparece toda la subjetividad del yo: para ésta, todo lo objetivo se ha convertido en algo vano, no existe para ella verdad objetiva, deberes ni derechos objetivos; por donde la vanidad subjetiva es lo único que queda en pie.”

PRIMERA PARTE:(*)

LA FILOSOFÍA GRIEGA

(*) A organização desse livro é bizarra: estamos quase na metade do tomo (exatamente 42% do PDF) e agora é que escapamos da Introdução. Ou, na verdade, a Filosofia Oriental era o 1º capítulo, pós-introdução; mas seu caráter absolutamente subsidiário para Hegel relega os sistemas chinês-hindu a ser “menos que um capítulo”, uma espécie de pré-História ou aquecimento filosófico. O irônico é que o tamanho da exposição garante que ele “perca” uma aula de seu precioso curso fornecendo detalhes do que ele julga ser apenas abstração ou intelecção inócuas, posto que não tomam por objetivo o pensamento!

INTRODUCCIÓN A LA FILOSOFÍA GRIEGA(*)

(*) E lá vamos nós a outra introdução maciça!

El nombre de Grecia tiene para el europeo culto, sobre todo para el alemán, una resonancia familiar. Los europeos han recibido su religión, las concepciones del más allá, de lo remoto, no de Grecia, sino de más lejos, del Oriente y, concretamente, de Siria. Pero las concepciones del más acá, de lo presente, la ciencia y el arte, lo que satisface, dignifica y adorna nuestra vida espiritual, tuvo como punto de partida a Grecia, bien directamente, bien indirectamente, a través de los romanos.”

La densidad germánica necesitó pasar, para disciplinarse, por la dura escuela de la Iglesia y el derecho romanos; sólo de este modo se ablandó el carácter europeo y se capacitó para la libertad.”

Dejemos a la Iglesia y a la jurisprudencia su latín y su romanismo. Nuestra ciencia superior, libre y filosófica, como nuestro arte libre y bello, y el gusto y el amor por una y por otro, sabemos que tienen sus raíces en la vida griega y que derivan de ella su espíritu. Y si nos fuese lícito sentir alguna nostalgia, sería la de haber vivido en aquella tierra y en aquel tiempo.”

La trayectoria y el despliegue del pensamiento se manifiestan en los griegos partiendo de sus elementos protoriginarios; y, para comprender su filosofía, podemos permanecer dentro de ellos mismos, sin necesidad de buscar ninguna otra clase de motivos externos.”

Los griegos parten de una premisa histórica, por la misma razón por la que han brotado de sí mismos; y esta premisa histórica, concebida a través del pensamiento, es la de la sustancialidad oriental de la unidad natural del espíritu y la naturaleza.”

Los griegos ocupan el bello punto intermedio entre ambas posiciones extremas, que es el centro de la belleza por ser, al mismo tiempo, algo natural y algo espiritual, pero de tal modo que la espiritualidad es y sigue siendo, en él, el sujeto dominante, determinante.”

La riqueza del mundo griego consiste solamente en una muchedumbre infinita de detalles bellos, agradables y graciosos, en esta alegría de todo lo que sea existencia; lo más grande, entre los griegos, son las individualidades, estos virtuosos del arte, de la poesía, de la canción, de la ciencia, de la honestidad, de la virtud.”

“‘De tus pasiones has sacado, ¡oh hombre! la materia para tus dioses’, dice un antiguo; los orientales, en cambio, principalmente los indios, los sacaron de los elementos naturales, de las fuerzas y las formas de la naturaleza”

Por lo que se refiere al estado histórico externo de Grecia en esta época, diremos que los comienzos de la filosofía griega caen en el siglo VI antes del nacimiento de Cristo, en tiempo de Ciro, en la época del ocaso de los estados jónicos libres del Asia Menor. En el momento en que desaparece este hermoso mundo, que había logrado conquistar por sí mismo un elevado nivel de cultura, surge la filosofía. Creso y los lidios fueron los primeros que pusieron en peligro la libertad de los jonios; pero fue, más tarde, la dominación persa la que la destruyó totalmente, obligando a la mayoría de los habitantes a abandonar aquellas tierras y a fundar colonias, sobre todo en la parte occidental.

Y, al mismo tiempo que se hundían las ciudades jónicas, la otra Grecia dejaba de ser gobernada por las dinastías de los antiguos príncipes; habían desaparecido los Pelópidas y los otros linajes regios, extranjeros en su mayoría. Grecia había establecido, en parte, múltiples contactos con el exterior y, en parte, esforzábase por encontrar un vínculo social dentro de sí misma; la vida patriarcal había pasado a la historia, y en muchos estados sentíase la necesidad de constituirse libremente, con arreglo a normas e instituciones legales.” Aqui é-se forçado a perguntar: que conceito de patriarcado era esse dos alemães, para julgar que justamente quando o homem se distancia mais e mais do matriarcado e sedimenta o patriarcado ele estaria fugindo do que era patriarcal?!

Vemos aparecer muchos individuos que no gobiernan ya a sus conciudadanos por virtud de su linaje, de su nacimiento, sino que son honrados y enaltecidos por los méritos de su talento, de su imaginación, de su ciencia. Estos individuos ocupan diferentes puestos de superioridad con respecto a sus conciudadanos. Unas veces, son consejeros, aunque sus buenos consejos no siempre sean seguidos por los demás; otras veces, se ven odiados y despreciados por sus conciudadanos y obligados a retirarse de la actuación pública; otras veces, se erigen en violentos, aunque no crueles, dominadores de sus conciudadanos, y otras, finalmente, en legisladores de la libertad. § A esta categoría de hombres que acabamos de caracterizar pertenecen los llamados siete sabios, a quienes en estos últimos tiempos se tiende a excluir de la historia de la filosofía.”

Los nombres de los siete sabios varían, según los casos; generalmente, se indican los de Tales, Solón, Periandro, Cleóbulo, Quilón, Bías y Pitaco. Hermipo, en Diógenes Laercio (I, 42) señala 17, entre los cuales seleccionan otros autores 7, de diversos modos, según sus preferencias. Según el propio Diógenes Laercio (I, 42), ya un autor antiguo, Dicearco, mencionaba solamente 4 a quienes los antiguos incluían unánimemente entre los 7: Tales, Bías, Pitaco y Solón. Otros nombres que también aparecen, de vez en cuando, son los de Misón, Anacarsis, Acusilao, Epiménides, Ferécides, etc.”

eran hombres prácticos, peto no en el sentido en que esta palabra suele interpretarse entre nosotros, que tendemos a considerar la actividad práctica como una rama especial de la administración del Estado, de la industria, de la economía, etc.” “No eran estadistas al modo de las grandes personalidades griegas de que nos habla la historia, un Milcíades, un Temístocles, un Pericles, un Demóstenes, sino estadistas de una época en que se trataba de la salvación y el establecimiento, de la ordenación y la organización y hasta diríamos que de la instauración de la vida del Estado, o, por lo menos, de la instauración de situaciones regidas por la ley.”

la fama de Solón, en este respecto, sólo es compartida por la de un Moisés, un Licurgo, un Zaleuco, un Numa, etc. En los pueblos germánicos no encontramos ninguna figura que llegara a disfrutar de esta fama, como legislador de su pueblo. Y, en nuestros días, ya no puede haber legisladores; las instituciones legales y las condiciones jurídicas de vida han sido establecidas ya de antiguo, y lo poco que los legisladores y las asambleas legislativas pueden hacer es, si acaso, ampliar algún que otro detalle o promulgar normas complementarias muy poco importantes.”

Y, sin embargo, tampoco Solón ni Licurgo hicieron otra cosa que reducir a la forma de la conciencia, uno el espíritu jónico y otro el carácter dórico que tenían ante sí y que no era sino algo existente en sí, contrarrestando por medio de leyes reales los desastrosos males de la desintegración. Solón no fue, ni mucho menos, un estadista perfecto, como lo demuestra el curso mismo de su historia: una constitución como la que permitió a Pisístrato erigirse en tirano en vida del propio Solón, lo que quiere decir que era, de suyo, tan poco vigorosa y tan poco orgánica que no tenía fuerzas para oponerse a su propio derrocamiento (¿con qué poderes?), adolecía, evidentemente, de un defecto intrínseco.”

Nada ilustra mejor la conducta de los llamados tiranos que las relaciones entre Solón y Pisístrato.” “La ley, como norma general, se le antojaba al individuo, y se le sigue antojando hoy, como una violencia, sobre todo cuando no ve la ley o no la comprende; se le antojaba así al pueblo todo, primero, y luego solamente al individuo; y fue, como sigue siendo hoy, necesario empezar haciendo violencia al individuo hasta que llega a comprender, hasta que ve en la ley su propia ley y deja de ver en ella algo extraño e impuesto desde fuera. § La mayoría de los legisladores y organizadores de los Estados asumieron la obra de hacer a los pueblos, por sí mismos, esta violencia, convirtiéndose en tiranos. Y cuando no lo eran ellos mismos, tenían que encargarse de hacerlo otros individuos, realizando esa obra dentro de sus Estados, por tratarse de algo necesario, inevitable. Según las noticias de Diógenes Laercio (I, 48-50), vemos a Solón, a quien sus amigos aconsejaban que se adueñase del poder, ya que el pueblo se agrupaba en torno a él y habría visto de buen grado que se hiciese cargo de la tiranía, rechazar esta misión y evitar, además, que otro la asumiera, cuando Pisístrato empezó a serle sospechoso por ello. En efecto, cuando se dio cuenta de cuáles eran las intenciones de Pisístrato, se presentó en la asamblea del pueblo armado de escudo y lanza, lo que ya por aquel entonces era algo extraordinario (pues Tucídides, I, 6, indica que los griegos y los bárbaros se distinguían, entre otras cosas, en que los griegos, y sobre todo los atenienses, jamás tomaban las armas en tiempo de paz), y anunció al pueblo lo que Pisístrato se proponía.”

¡Hombres de Atenas! Soy más sabio que algunos y más valiente que otros. Soy más sabio que quienes no se dan cuenta del fraude de Pisístrato y más valiente que quienes, dándose cuenta de él, callan por miedo.

Al no lograr nada, abandonó Atenas.”

É sempre assim mesmo!


“Ni soy el único que entre los griegos se haya apoderado de la tiranía ni, al hacerlo, me he adueñado de algo que no me pertenezca, pues pertenezco al linaje de Codro. No he hecho, pues, más que rescatar para mí lo que los atenienses habían jurado conservar a Codro y a sus descendientes, arrebatándoselo después. Por lo demás, no cometo ninguna injusticia contra los dioses ni contra los hombres, sino que, ateniéndome a las leyes que tú, Solón, has dado a los atenienses, procuro que se mantengan dentro de las normas de una vida civil.” Pisístrato apud D. Laércio

Lo mismo hace, agrega, su hijo Hipias.”

Cada ateniense entrega el diezmo de sus ingresos, pero no para mí, sino para contribuir a las costas de los banquetes, rituales públicos, al sostenimiento de la comunidad y para el caso de una guerra. No te guardo rencor por haber descubierto mis designios, pues sé que lo hiciste movido más bien por amor al pueblo que por odio contra mí, y porque no sabías tampoco cómo había de regentar yo el gobierno; pues si lo hubieses sabido, te habrías avenido a ello y no habrías huido…”

Solón, en la respuesta que Diógenes (I, 66-67) recoge, dice que ‘no abriga ningún resentimiento personal contra Pisístrato, a quien tendría que llamar el mejor de los tiranos; pero que no cree que deba regresar (a Atenas)’.”

El gobierno de Pisístrato, sin embargo, acostumbró a los atenienses a las leyes de Solón y convirtió estas leyes en costumbres; de tal modo que este hábito, una vez impuesto, hizo superflua la tiranía y los hijos de Pisístrato fueron expulsados de la ciudad, y a partir de entonces la Constitución solónica rigió por su propia virtud, sin la ayuda de la fuerza.”

Y lo que aparece desdoblado en las figuras de Solón y Pisístrato lo vemos reunido, en Corinto, en la figura de Periandro y en Mitilene en la de Pitaco. § Lo anterior creemos que basta, por lo que se refiere a las vicisitudes externas de la vida de los Siete Sabios. Éstos son también famosos por la sabiduría de las sentencias que de ellos se han conservado, a pesar de que a nosotros nos parezcan, en parte, muy superficiales y trilladas. Ello se debe a que nuestra reflexión se halla ya familiarizada con las tesis generales, del mismo modo que en las sentencias de Salomón hay mucho que se nos antoja hoy superficial y hasta vulgar. Pero no debemos perder de vista lo que significa el haber exteriorizado por vez primera estas tesis generales bajo una forma general.”

Una de las más famosas sentencias de los Siete Sabios es la que se atribuye a Solón en su plática con Creso, que Herodoto (I, 30-33) relata, según su estilo propio, muy prolijamente y que puede resumirse así: ‘Que nadie puede considerarse feliz antes de su muerte.’Nem Deus escapa!

antes de la filosofía kantiana, la ética tenía como base, en efecto, el eudemonismo, la aspiración a la felicidad.” E depois de Kant não? Após ler a Crítica da Razão Prática é realmente o que você pensa??

El eudemonismo implica la felicidad como un estado para toda la vida y representa una totalidad de disfrute que es algo general y da una norma para los goces sueltos, que no se entrega al placer momentáneo, sino que sabe tener a raya los apetitos y no pierde nunca de vista la pauta general.” Você resumiu o correto entendimento do epicurismo!

Comparado con la filosofía india, el eudemonismo es, cabalmente, lo contrario a ésta. En ella, el destino del hombre es la liberación del alma de lo corporal, la abstracción perfecta, el alma como algo que vive exclusivamente para sí.” Cabe ainda o questionamento: no Ocidente pós-moderno, o que devemos buscar prioritariamente, sendo na prática impossível qualquer um dos dois de forma autêntica? A fuga ascética ou esse contentamento no sereno fenomênico?

En el estudio de la filosofía griega, debemos distinguir, concretamente, 3 períodos principales: el primero va de Tales de Mileto a Aristóteles; el segundo comprende la filosofía griega en el mundo romano; el tercero es el de la filosofía neoplatónica.” Na realidade, após Platão já podemos dizer que não há filosofia grega.

SECCIÓN PRIMERA:

PRIMER PERÍODO: DE TALES A ARISTÓTELES

Dentro de este primer período establecemos, a su vez, 3 subdivisiones” Chega de esqueminhas e divisões tripartites mal-feitas, irmão!

Platón gastó mucho dinero en procurarse las obras de los filósofos antiguos y, dado el estudio profundo que de ellos hizo, sus citas revisten gran importancia.”

Y aunque una sutileza que pretende ser erudita habla en contra de Aristóteles y pretende que éste no supo comprender certeramente a Platón, podemos objetar a esto que tal vez nadie le conociera mejor que él, ya que fue, personalmente, discípulo suyo y porque la profundidad de su espíritu concienzudo nos garantiza la fidelidad de su pensamiento.” Um filósofo que subestima Platão NÃO é um filósofo.

Sexto Empírico, un escéptico de la última época, tiene importancia como fuente, por sus escritos titulados Hypotyposis Pyrrhonicae y Adversus Mathematicos. Y como, en cuanto escéptico, combate en parte las filosofías dogmáticas y en parte cita a otras filosofías como testimonios en favor del escepticismo (por lo que la mayor parte de sus obras está llena de doctrinas de otros filósofos), tenemos en él la fuente más fecunda para la historia de la filosofía antigua, y a través de él han llegado a nosotros muchos valiosos fragmentos.” Isso é bem dúbio. Confiramos!

El libro de Diógenes Laercio (De vitis etc. Philosophorum, libri X, ed. Meibom, c. notis Menagii, Amsterdam, 1692) es una importante compilación; sin embargo, muchas veces cita a sus testigos sin mucha crítica. A este autor no es posible reconocerle espíritu filosófico; generalmente, se limita a manejar unas cuantas anécdotas malas y puramente externas; se le puede utilizar en lo referente a las vidas de los filósofos y, de vez en cuando, para sus filosofemas.”

Finalmente, debemos citar a Simplicio, griego de Cilicia que vivió bajo el reinado de Justiniano, a mediados del siglo VI, el más erudito y sutil de los comentadores griegos de Aristóteles, del que existen aún varias obras inéditas y al que debemos algunas cosas meritorias.”

Según Tucídides (I, 2 y 12), las colonias jonias del Asia Menor y de las islas del archipiélago procedían, en su mayor parte, de Atenas, pues los atenienses viéronse obligados a emigrar a aquellas tierras a causa de la superpoblación del Ática.” Para alguém que leva em conta só o Espírito, demonstra preocupação excessiva com o externo!

En el Asia Menor y también, en parte, en las islas del archipiélago, surgen las figuras de Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Leucipo, Demócrito, Anaxágoras y Diógenes de Creta. En las tierras helenizadas de Italia aparecen las de Pitágoras, natural de Samos, pero que vivió en Italia, Jenófanes, Parménides, Zenón y Empédocles; y en Italia vivieron también algunos sofistas. Anaxágoras es el primer filósofo que se desplaza a Atenas.”

ESQUEMATISMO ABORRECEDOR: “Habremos de examinar de cerca y por separado los siguientes puntos: 1) los jonios: Tales, Anaximandro, Anaxímenes; 2) Pitágoras y los pitagóricos; 3) los eléatas: Jenófanes, Parménides, etc.; 4) Heráclito; 5) Empédocles, Leucipo y Demócrito; 6) Anaxágoras.”

De la filosofía jónica antigua sólo ha llegado a nosotros una media docena de pasajes; es éste, por tanto, un estudio fácil.” “cuanto menos se sabe de una cosa mayor erudición se puede desplegar acerca de ella.” Um tanto autocriticobiográfico, não, Hegel?!

OS PEDREIROS E O CIMENTO FRESCO: “La gente suele reírse de cosas por el estilo, y tiene la ventaja de que los filósofos no puedan pagarle en la misma moneda; pero no se dan cuenta de que los filósofos se ríen, a su vez, de quienes no pueden caer en una zanja por la sencilla razón de que están metidos siempre en ella, sin acertar a levantar los ojos para mirar hacia arriba.”

frente a los demás elementos, el agua presenta la determinabilidad de lo que carece de forma, de lo simple, mientras que la tierra es la continuidad, el aire el elemento de todo cambio y el fuego lo que cambia de suyo absolutamente. Así, pues, si la necesidad de la unidad nos obliga a reconocer un algo general en las cosas particulares, fácilmente se nos ofrece el agua, aunque tenga también el inconveniente de ser una cosa particular, como lo unitario, tanto por su neutralidad como porque tiene, al mismo tiempo, una materialidad más fuerte que el aire.” “La tesis de Tales es, pues, filosofía de la naturaleza, puesto que esta esencia general se determina como algo real y, por tanto, lo absoluto como unidad del pensamiento y del ser.”

Es necesario que lo que ha de ser un principio verdadero no presente una forma unilateral, particular, sino que la diferencia ha de tener, de suyo, un carácter general, mientras que aquellos principios no son otra cosa que formas especiales. El hecho de que lo absoluto sea algo que se determina a sí mismo es ya algo concreto; esto es la actividad y la alta conciencia de sí mismo del principio espiritual a través de la cual la forma se eleva a un plano que le permite ser la forma absoluta, la totalidad de la forma.”

Tiedemann (t. I, p. 38) cita, además, otras autoridades, y dice que fueron autores de una época posterior quienes atribuyeron a Tales esta distinción.”

La diferencia en lo tocante al concepto no tiene ningún significado físico, sino que las diferencias o el simple desdoblamiento de la forma en las 2 partes de su contraposición son precisamente las que deben considerarse como las diferencias generales del concepto. Por eso también no se debe atribuir un significado sensible a las materias, es decir, a las determinabilidades, como cuando se dice, más concretamente, que el agua diluida se convierte en aire, el aire diluido en éter ígneo y el agua condensada en limo, primero, y luego en tierra; y, por consiguiente, que el aire es la evaporación de la primera agua, el éter la evaporación del aire, la tierra y el limo la sedimentación del agua.”

Diógenes Laércio e Plutarco só servem para confundir as gerações futuras. São ilegíveis hoje!

De Anaximandro [O filósofo da Dinâmica] se cuenta que vivió en la isla de Samos, bajo el tirano Polícrates, a cuya protección se acogieron también Pitágoras y Anacreonte. Temistio (en Brucker, t. I, p. 478) refiere de él que fue el primero que recogió por escrito sus pensamientos filosóficos, pero esto mismo se cuenta de otros pensadores, por ejemplo de Ferécides, que era anterior a Anaximandro.” “se dice que compuso, además, una especie de carta geográfica, representando el perímetro de la tierra y el mar. Se le atribuyen, asimismo, otros inventos matemáticos, por ejemplo el de un reloj de sol construido por él en Lacedemonia, el de algunos instrumentos para medir el curso del sol y determinar el equinoccio y el de una esfera armilar.”

De lo uno, o sea de lo infinito, elimina Anaximandro los antagonismos que lleva dentro, lo mismo que Empédocles y Anaxágoras: por donde, aunque en esta mezcla todo se halle completo, todo es, al mismo tiempo, indeterminado”

Ese algo es infinito en cuanto a la magnitud, pero no en cuanto al número; y en esto, Anaximandro se distingue de Anaxágoras, de Empédocles y de los otros atomistas, quienes postulan la discreción absoluta de lo infinito, mientras que Anaximandro estatuye su absoluta continuidad. (Simplicio)”

Ahora bien, el progreso en cuanto a la determinación del principio como la totalidad infinita estriba en que, aquí, la esencia absoluta no es algo simple, sino una generalidad que equivale a la negación de lo finito. Al mismo tiempo, desde el punto de vista material, Anaximandro supera la concreción del elemento agua: su principio objetivo no presenta ningún carácter material y se lo puede considerar como un pensamiento; por lo demás, se comprende claramente que Anaximandro no pudo tener presente otra cosa que la materia misma, la materia en general. (Estobeo)” “la materia, determinada como algo infinito, consiste en el movimiento que establece las determinabilidades y en que desaparecen, a su vez, los desdoblamientos. En esto debe verse el verdadero ser infinito, y no en la ausencia negativa de límites. Pero esta generalidad y esta negatividad de lo finito es solamente nuestro movimiento”

Por lo que se refiere al criterio concreto de cómo lo infinito determina, en su desdoblamiento, lo antagónico, Anaximandro parece compartir con Tales la determinación de la diferencia cuantitativa de la condensación y la dilución. Los autores posteriores designan el proceso de eliminación del seno de lo infinito como una generación, y dicen que Anaximandro hace al hombre nacer de un pez, pasar del agua a la tierra (Plutarco). Este criterio de la generación se presenta también recientemente como una simple sucesión en el tiempo; es una forma con la que se cree, frecuentemente, decir cosas brillantes”

De lo infinito se separaron infinitas esferas celestes y mundos infinitos; pero estos mundos llevan su ruina dentro de sí, ya que sólo existen por medio de una continua eliminación.” Eusebio

Mientras que los antiguos colocaban a las estrellas en nuestra atmósfera y hacían que el sol brotase más bien de la tierra, nosotros, por el contrario, hacemos del sol la esencia y el lugar de nacimiento de la tierra y ponemos a las estrellas en una relación directa con nosotros, haciéndolas brillar para nosotros mismos, como los dioses de Epicuro. [¿?]”

Nos queda todavía por hablar de Anaxímenes, que apareció entre la 55ª y la 58ª Ol. (560-548 a.C.), natural también de Mileto y contemporáneo y amigo de Anaximandro.” Seria esse o começo do procedimento acadêmico <me cita que eu te cito>?

O JOGO DE PETECA DOS ANTIGOS: “Donde Anaximandro. colocaba la materia indeterminada, pone Anaxímenes, de nuevo, un elemento natural determinado, es decir, restablece lo absoluto en una forma real, que ahora, en vez del agua de Tales, es el aire.” “el aire tiene, al mismo tiempo, la ventaja de poseer una mayor ausencia de forma: tiene menos de cuerpo que el agua, pues no lo vemos, sino que nos damos cuenta solamente de sus movimientos.” Chegamos mais perto do vácuo e, com isso, do nada.

Anaxímenes señala muy bien la naturaleza de su esencia a la luz del alma, con lo que, en cierto modo, viene a poner de manifiesto el tránsito de la filosofía de la naturaleza a la filosofía de la conciencia o la aparición de la modalidad objetiva de la esencia primigenia.” “el alma es este medio general, una multitud de representaciones que desaparecen y se manifiestan sin que cesen esta unidad y esta continuidad; es tanto activa como pasiva, hace que las representaciones se dispersen de su unidad y se levanten y se hagan presentes en su infinitud, de tal manera que el significado negativo y positivo coinciden. Esta naturaleza de la esencia primigenia es proclamada más precisamente y no sólo a modo de un símil por Anaxágoras, discípulo de Anaxímenes.

Asimismo aparecen citados entre los filósofos jonios un Diógenes de Apolonia,¹ un Hípaso y un Arquelao; pero lo único que de ellos conocemos son sus nombres y su adscripción a tal o cual principio.”

¹ Primeira citação deste que é, dentre os 4 filósofos/historiadores chamadas Diógenes e que se conhecem, do mundo antigo, o mais obscuro de todos. Do quarteto, o cínico é o mais célebre (ele é citado mais abaixo).

Pero ninguno—dice Aristóteles (Metafísica, I, 8)—señala como principio la tierra, por considerarla como el más complejo de los elementos.”

Es cierto que la materia misma es inmaterial, como esta reflexión en la conciencia; pero aquéllos no saben que lo que ellos proclaman es una esencia de la conciencia.”

Esta crítica sigue siendo valedera todavía hoy, cuando lo absoluto se concibe como una sustancia rígida. Aristóteles dice que a base de la materia como tal, a base del agua como algo que no se mueve a sí mismo, no es posible llegar a comprender el cambio como tal; y reprocha, concretamente, a los filósofos antiguos el no haber investigado el principio del movimiento, que es el que inmediatamente hay que indagar. Se echa totalmente de menos, en esta concepción, el fin remoto y, en general, el criterio de la actividad”

Hesíodo dice que la tierra fue el primer elemento corpóreo, lo que indica cuán antigua y verdaderamente popular es esta concepción.” Arist.

ADENTRA EM CENA O PERSONAGEM MAIS CRÍPTICO E MISTERIOSO: “Los neopitagóricos de tiempos posteriores escribieron muchas y extensas biografías de Pitágoras, extendiéndose con gran prolijidad en lo tocante a la Liga pitagórica; pero hay que proceder con gran prudencia, no dando crédito como históricas a estas noticias, muchas veces desfiguradas. La vida de Pitágoras se presenta ante nosotros, en la historia, a través de las representaciones de los primeros siglos posteriores al nacimiento de Cristo, más o menos en el mismo estilo en que es relatada la vida del propio Jesucristo, sobre el terreno de la realidad vulgar y no en una atmósfera poética, como una mezcla de muchas fábulas maravillosas y llenas de aventuras, como una trama híbrida de representaciones orientales y occidentales.” “Su figura aparece ante nosotros adornada con todas las cualidades de la magia, como una mezcla de dotes naturales y sobrenaturales, como un revoltijo misterioso de turbias y confusas representaciones imaginativas y de sueños absurdos propios de cerebros trastornados.

Y tan tergiversada como la historia de su vida llega a nosotros su filosofía, con la que aparecen mezcladas y revueltas todas las turbias cavilaciones del confusionismo y el alegorismo cristianos. La incorporación de Platón al mundo cristiano presenta, en cambio, un carácter muy nítido y totalmente distinto.”

Así considerada, la filosofía pitagórica, vista a través de las noticias que de ella recibimos, puede ser reputada, asimismo, como un engendro oscuro e inseguro de cerebros turbios y vacuos. Pero, afortunadamente, [será?] conocemos el lado teórico-especulativo de ella, y lo conocemos a través de las obras de Aristóteles y Sexto Empírico, quienes se ocuparon mucho de esta filosofía. Y aunque los pitagóricos de una época posterior insulten a Aristóteles por la exposición que hace del pitagorismo, no cabe duda de que aquel gran pensador está muy por encima de este griterío”

Pero, en primer lugar, no ha llegado a nosotros ninguna obra de Pitágoras y, en segundo lugar, es dudoso que llegara realmente a escribir algunaÀs vezes era só uma pegadinha de estudantes, e deram o nome de Pitágoras a um burro que era o mascote oficial da seita!

Diógenes Laercio (VIII, 1-3, 45) nos dice que floreció alrededor de la 60ª Olimpíada (540 a.C.): su nacimiento se sitúa, generalmente, en la 49ª o 50ª Olimpíada (584 a.C.), aunque Larcher, en Tennemann (t. I, pp. 413-414) lo coloca bastante antes, en la 43ª Olimpíada (43, 1, es decir, en el año 608 a.C.)”

Este Zalmoxis [pai de Pitágoras, o primeiro troll] se hizo construir, al parecer, una morada subterránea, en la que se sustrajo a las miradas de sus súbditos, reapareciendo al cabo de 4 años, (Porfirio) con lo cual hizo que los getas creyeran en la inmortalidad.”

Los relatos de otros viajes al interior del Asia, a las tierras de los magos persas y de los indios, parecen tener un carácter completamente fabuloso, aunque los viajes eran considerados en aquel entonces, igual que ahora, como un medio de procurarse cultura. Y como Pitágoras viajaba con propósitos científicos, se cuenta de él que se hizo iniciar en casi todos los misterios de los griegos y los bárbaros y que fue recibido, asimismo, en la orden o la casta de los sacerdotes egipcios.” HAHAHAHAHA – O PAN-POLITEÍSTA

COM O PERDÃO DO TROCADILHO ÀS AVESSAS, MAS O ITALIANO É MUITO CRENTE! “En efecto, los milagros que cuentan de Pitágoras se asemejan mucho, en parte al menos, a los del Nuevo Testamento, con la notoria intención de mejorarlos; y hay que reconocer que, muchos de ellos, se acreditan por su mal gusto.”

Aseguran que Pitágoras produjo una impresión tan poderosa y general sobre los espíritus de los itálicos, que todas las ciudades, siguiendo sus consejos, se prestaron a corregir sus costumbres licenciosas y corrompidas, y los tiranos depusieron voluntariamente su poder o fueron desalojados de él. Y estos biógrafos incurren en errores e inexactitudes históricos tan burdos como el de convertir a Carondas y Zaleuco en discípulos de Pitágoras, a pesar de haber vivido mucho tiempo antes que éste”

Me deparei com um parágrafo em que Hegel de repente solta, quase literalmente: seguir a última moda do vestuário (“as normas externas do igual e do geral”) é (o) racional, a propósito de uma certa fama dândi de Pitágoras!

Los miembros de la orden eran sometidos a una educación especial y se establecía entre ellos una división en la que se separaban los exotéricos de los esotéricos: los segundos estaban ya iniciados en los más altos principios de la ciencia y también en las actividades políticas, ya que los planes políticos no eran ajenos a la sociedad pitagórica; los primeros tenían que pasar por un noviciado que duraba 5 años.”

HEGEL ON EDUCATION: “En general, podemos afirmar que este deber de abstenerse de charlatanerías es condición esencial de toda formación espiritual y de todo aprendizaje; es necesario empezar por saber asimilarse los pensamientos de otros, renunciando de momento a tener ideas propias. Suele decirse que la inteligencia se desarrolla por medio de preguntas, objecciones y respuestas, etc.; en realidad, no se desarrolla así, sino que se exterioriza de este modo. [A ‘má-fé’ da postura do estudante atento em Sartre!] La interioridad del hombre se adquiere y desarrolla a través de la formación; por el hecho de que el hombre se atenga silenciosamente a sí mismo, no se empobrecen sus pensamientos ni se amortigua la vivacidad de su espíritu.”

Por lo demás, no existían, entonces, ciencias de ninguna clase, ni una filosofía, ni una matemática, ni una jurisprudencia, ni ciencia alguna, sino solamente tesis y conocimientos sueltos. Las enseñanzas de la época versaban solamente sobre cómo se debían manejar las armas, sobre tales o cuales filosofemas, sobre la música, sobre el modo de cantar los poemas de Homero o Hesíodo, los cantos en versos de tres pies, etc., o en torno a otras artes; enseñanza organizada de un modo muy distinto. § Por eso, cuando se dice que Pitágoras introdujo la enseñanza de las ciencias en un pueblo científicamente inculto, pero nada romo, sino, por el contrario, extraordinariamente despierto, naturalmente culto y muy comunicativo, como eran los griegos, habría que señalar las circunstancias externas de esta enseñanza”

Esto obligaba a Pitágoras a recurrir a una forma especial, pues era la primera vez que un maestro, en Grecia, aspiraba a una totalidad, a inculcar a sus discípulos un nuevo principio mediante la educación de la inteligencia, del ánimo y de la voluntad. Por eso, esta convivencia no abarcaba solamente el lado de la enseñanza y del adiestramiento en las capacidades y aptitudes exteriores, sino también el referente a la formación moral del hombre práctico. Ahora bien, todo lo que se refiere a lo moral, mejor dicho siempre y cuando que se conciba conscientemente en este sentido, parece algo formal o se convierte efectivamente en algo formal, pues lo formal es algo general que se enfrenta al individuo. Así le parece, especialmente, a quien compara lo general con lo particular y reflexiona conscientemente acerca de uno y otro; pero esta diferencia desaparece para quien vive dentro de ello, para aquel que hace de ello una costumbre.”

En primer lugar, se nos dice que vestían todos del mismo modo, túnicas blancas de lino, como Pitágoras. Sus actos se ajustaban a un determinado reglamento o plan de distribución del tiempo, en que cada hora tenía su trabajo marcado: por la mañana temprano, inmediatamente después de levantarse, debían evocar rápidamente lo que habían hecho el día anterior, ya que esto se halla estrechamente entrelazado a las tareas del nuevo día; esta reflexión acerca de sí mismos o este examen de conciencia era también tarea vespertina: al atardecer, los alumnos debían recapacitar acerca de lo hecho durante el día y reflexionar si habían obrado mal o bien.”

al parecer, los alimentos principales de los pitagóricos eran la miel y el pan y la bebida predilecta y casi única el agua; todo parece indicar que no probaban la carne, abstinencia esta que se pone en relación con la teoría de la transmigración de las almas; y entre los alimentos vegetales establecían también algunas distinciones, absteniéndose, por ejemplo, de comer judías. [vagem] El respeto que sentían por esta planta hacíales objeto de burlas, pero sabemos que, al ser destruida la Liga pitagórica, varios miembros de ella, perseguidos, prefirieron dejarse matar antes que pisotear un plantío de judías. (Porfirio; Jámblico; Diógenes Laercio)”

Dícese que Pitágoras suscitó las envidias de los poderosos y fue acusado de tener segundas intenciones; no podía admitirse que los miembros de su sociedad no perteneciesen por entero a la ciudad de que formaban parte, sino a otra especie de ciudad creada en el seno de ella.” Poxa, por que não tentou uma PPP (parceria público-privada)?

en Egipto y en Asia, el aislamiento y la influencia de la casta sacerdotal eran lo natural, pero un país como la libre Grecia se avenía mal con este régimen oriental de castas.”

Dentro de la vida colectiva del Estado griego no pueden surgir o mantenerse individuos o grupos aparte, que profesen principios especiales y, mucho menos, misterios propios, que se diferencien de los demás por su modo exterior de vivir o por su modo de vestir, pues el Estado helénico es una asociación abierta y común, que se cifra precisamente en la comunidad de los principios y del régimen de vida”

Pero lo fundamental, para nosotros, es la filosofía pitagórica, no tanto la del propio Pitágoras como la de los pitagóricos, tal como se expresan Aristóteles y Sexto; claro está que hay que distinguir entre ambas cosas, y el cotejo de lo que pasa por ser la doctrina pitagórica revela inmediatamente una serie de diferencias y discrepancias, con las que nos encontraremos en su momento.” Me parece mais difícil determinar um Pitágoras histórico do que um Sócrates histórico… Há casos em que menor número de fontes é salutar, na contra-mão do senso comum; ainda mais quando dentre os poucos indivíduos encarregados de perfilar Sócrates temos Platão e Xenofonte; ainda que tenham distorcido ou caricaturado alguns pontos, estão longe de ser fanáticos. Platão, ao menos, tem uma agenda própria, o que permite certo nível de isenção e distanciamento em relação ao outrora mestre.

La historia nos habla de muchos continuadores de Pitágoras, como Alcmeón y Filolao, que introdujeron nuevos criterios en la doctrina de su maestro; y en muchas otras exposiciones resaltan los rasgos de lo simple, lo no desenvuelto, comparadas con otras ulteriores y más desarrolladas, en las que el pensamiento se manifiesta ya de un modo más claro y poderoso. No es necesario, sin embargo, que entremos a analizar lo que hay de histórico en estas diferencias, sino que bastará con que examinemos la filosofía pitagórica en su conjunto. Asimismo, debemos prescindir de lo que procede, manifiestamente, de los neoplatónicos y los neopitagóricos; para ello, disponemos de fuentes anteriores a este período, sobre todo las detalladas exposiciones con que nos encontramos en Aristóteles y en Sexto.” O método é o mesmo de Littré em relação a Hipócrates.

A primera vista, tiene que parecernos, por fuerza, sorprendente la audacia de semejante afirmación, por la que se echa por tierra de golpe todo lo que viene considerándose como verdadero y esencial, anulándose de pronto la esencia sensible, para convertirla, sencillamente, en la esencia del pensamiento. La esencia es expresada, aquí, como algo ajeno a los sentidos, y se proclama como sustancia y ser verdadero algo completamente heterogéneo con respecto a lo sensible, a lo que suele considerarse como esencial. Pero por esta vía, precisamente, se establece la necesidad tanto de convertir en concepto el número mismo como de representar el movimiento de su unidad con el ente, ya que el número no se nos presenta como algo que forma una unidad inmediata con el concepto.”

Este sistema de enseñanza por medio de los números, por tratarse de la primera filosofía, acabó desapareciendo por los misterios que encierra; más tarde, Platón, Espeusipo, Aristóteles y otros arrebataron sus frutos a los pitagóricos por medio de aplicaciones más fáciles.” Moderato

Los números aritméticos corresponden a determinaciones del pensamiento, ya que el número tiene por elemento y principio la unidad, y ésta es una categoría del ser para sí, de lo que es, por tanto, idéntico consigo mismo y que, por ello, excluye de su seno a todo lo demás y es indiferente ante ello.”

el concepto en su más alta exterioridad, en la modalidad de lo cuantitativo, de la diferencia indiferente; la unidad abriga, en ese sentido, tanto el principio del pensamiento como el de la materialidad o la determinación de lo sensible.” “en el número 3, por ejemplo, hay siempre tres unidades, cada una de las cuales es independiente con respecto a las otras dos; y en esto reside lo defectuoso y lo misterioso.”

Ahora bien, ¿cómo dieron en la ocurrencia de considerar los números como la esencia primigenia o como los conceptos absolutos? Nos lo indica con cierta precisión lo que Aristóteles dice acerca de esto en su Metafísica (I, 5), si bien se expresa aquí de un modo resumido, remitiéndose a lo que acerca de esto dice en otro lugar (Metaf. I, 9; v. infra, p. 196): ‘Creían ver en los números una semejanza mayor con lo que es y lo que acaece que en el fuego, el agua y la tierra, ya que la justicia constituye una cierta cualidad de los números, y lo mismo el alma, el entendimiento, otra la oportunidad, y así sucesivamente. Y como, además, veían en los números las cualidades y las proporciones de las cosas, lo armónico, y los consideraban como lo primordial en todas las cosas de la naturaleza, acabaron considerándolos como los elementos de todo y al cielo, en su conjunto, como armonía y número.’

Según Heráclito, todo lo sensible fluye, razón por la cual no puede haber una ciencia de lo sensible; de esta convicción nació la teoría de las ideas. Sócrates fue el primero que determinó lo general por medio de inducciones; antes, los pitagóricos tocaron solamente unas cuantas cosas, reduciendo sus conceptos a números: por ejemplo, el concepto de la oportunidad,¹ el del derecho, el del matrimonio, etc.” Metafísica XIII

¹ Em números? Jogo do bicho? Hahaha…

La primera determinación es la unidad en general, la segunda la dualidad o la contraposición. Es extraordinariamente importante reducir la infinita variedad de las formas y determinaciones de lo finito a sus pensamientos generales como a los principios más simples de toda determinación; no se trata, aquí, de diferencias de las cosas entre sí, sino de diferencias esenciales y generales de suyo. Los objetos empíricos se distinguen por su forma externa: este trozo de papel se distingue por ella de otro trozo de papel, los colores por sus matices, los hombres por sus diferencias de temperamento, de individualidad. Pero estas determinaciones no representan diferencias esenciales; podrán ser esenciales en cuanto a determinadas particularidades de estas cosas, pero estas particularidades absolutamente determinadas no representan una existencia esencial en y para sí; solamente lo general es lo sustancial, lo que se mantiene a sí mismo.”

Las determinaciones generales se descubren y establecen solamente a base de un procedimiento totalmente dogmático; son, por ello, determinaciones secas, desligadas de todo proceso, no dialécticas, sino inertes.”

Todos los números entran de suyo en el concepto de la unidad, pues la dualidad es una dualidad, la trinidad una trinidad y el número 10 un grupo de números. Esto movió a Pitágoras a ver en la unidad el principio de todas las cosas, viendo en cada una de ellas, por participar de este concepto, una unidad.” Sexto E.

Esta curiosa relación de la unidad totalmente abstracta con la existencia concreta de las cosas es lo que los pitagóricos expresan con el término de imitación.”

Fueron ellos quienes determinaron y precisaron, aunque de un modo inadecuado, los conceptos abstractos y simples, ofreciendo en su tabla de las categorías una mezcla de contraposiciones de la representación y del concepto, sin ninguna deducción ulterior.”

Lo especulativo se manifiesta, aquí, como especulativo; quien no conozca lo especulativo jamás podrá comprender que mediante la expresión de conceptos tan simples se proclame la esencia absoluta. Lo uno, lo múltiple, lo igual, lo desigual, el más, el menos, son momentos triviales, vacíos, secos; a quien se halle habituado a verlo todo a través de representaciones, a quien no sepa remontarse de la esencia sensible al pensamiento, no le parecerá que en sus relaciones se hallen comprendidas la esencia absoluta, la riqueza y la organización tanto del mundo de la naturaleza como del mundo del espíritu”

Este concepto simple y esencial de la realidad es la exaltación al plano del pensamiento, pero no como una evasión de lo real, sino expresando lo real mismo en su esencia.” Ó, grandes pitagóricos! Deixaram os hindus comendo poeira!… E no entanto muitos ascetas vivem de menos do que isso…

De 2 decimos que son ambos, pero no todos; para que podamos decir todos, tiene que haber 3.” Arist.

“…Si así lo haces,

Te guiará por la senda de la virtud divina. Lo juro

Por Aquel que ha infundido a nuestro espíritu el tetraktis

En cuyo seno se hallan las fuentes y las raíces de la eterna naturaleza.”

Poema de um neófito Empédocles, antes de abandonar o pitagorismo

El número divino sigue desarrollándose,

Hasta que de la santidad no consagrada del Uno

Llega al divino Cuatro, que engendra a la madre de Todo,

A la que concibe el Todo, la antigua frontera del Todo,

Infatigable e inagotable; a ésta se la llama el sagrado Diez.” Proclo

Es cierto que existen también diferencias cualitativas, por ejemplo entre los tonos del metal y las cuerdas de tripa, entre las voces humanas y los instrumentos de viento; pero la verdadera relación musical entre los diversos tonos de un mismo instrumento, sobre lo que descansa la armonía, es, indudablemente, una relación numérica.

Partiendo de aquí, los pitagóricos entran en ulteriores desarrollos de la teoría musical, en los que no hemos de seguirlos. La ley apriorística del desarrollo y la necesidad del movimiento en las relaciones numéricas es algo que permanece completamente en la sombra y en lo que sólo pueden andar a tientas los cerebros turbios: por todas partes se vislumbran los conceptos y las consonancias superficiales entre ellos, pero para esfumarse de nuevo.”

ya en tiempo de Cicerón se habían convertido en algo proverbial por su oscuridad, y es muy poco lo que en ellos podamos considerar como verdaderamente antiguo.”

Así como consideraban el número 10 como el número perfecto, como la suma y compendio de toda la naturaleza de los números, decían que eran también 10 las esferas que se movían en el cielo, y no siendo visibles más que 9, inventaban, para que fueran 10, la llamada antitierra.” Metafísica

Estas 10 esferas de que habla Aristóteles son: la Vía Láctea o las estrellas fijas, los 7 astros conocidos entonces, todos ellos, como planetas: Saturno, Júpiter, Marte, Venus, Mercurio, el sol y la luna y, por último, en noveno lugar, la tierra; la 10ª era, pues, la ‘antitierra’

Los pitagóricos colocaban en el centro el fuego y veían en la tierra una estrella que se movía circularmente en torno a aquel fuego central” De coelo, II

un gran coral armónico del universo.” Bolas do meu pau de ábaco sonoro…

Se apunta aquí la idea de un sistema del universo; para nosotros, sólo el sistema solar es racional, mientras que a las demás estrellas no se les puede reconocer dignidad alguna.”

habituados a sus sones como el herrero a su martilleo”

conocemos, a través de Keplero, las leyes, la excentricidad y cómo se relacionan entre sí las distancias y los tiempos de la rotación; pero todavía las matemáticas no han sido capaces de determinar la ley de desarrollo con arreglo a la cual se determinan estos intervalos.” “la astronomía no ha podido descubrir todavía en ello una serie consecuente, racional; lejos de ello, mira con desprecio a la exposición regular de esa serie, que es por sí misma un punto extraordinariamente importante, que no debe ser abandonado.”

CAPACHO DOS GUILHERMES: “Hoy se pretende, por el contrario, mantener la educación libre del espíritu de la época; pero el hombre no puede sustraerse a este supremo poder del Estado, sino que se halla, por mucho que trate de aislarse, sometido inconscientemente a esto general.”

un formalismo parecido, en cierto modo, a los esquemas de la electricidad, el magnetismo, el galvanismo, la condensación y la expansión, lo masculino y lo femenino, en que algunos quieren basarlo, hoy, todo: una determinabilidad puramente vacua, cuando de lo que se trata o debe tratarse es de lo real.” Por supuesto: del Estado!

ELEATAS: “Encontramos aquí el punto de arranque de la dialéctica, o sea de lo que constituye precisamente el movimiento puro del pensamiento en conceptos: y, con ello, el comienzo de la contraposición del pensamiento frente al fenómeno o al ser sensible, de lo que es en sí frente al ser para otro de este en sí: y en la esencia objetiva, la contradicción que en sí mismo entraña y que es la verdadera dialéctica.”

La determinación del ser es, para nosotros, algo conocido y trivial”

Inmóvil es lo que no es, pues en ello no se da otra cosa alguna, ni se convierte tampoco en ninguna otra cosa; sólo lo vario es móvil, pues para ello hace falta que lo uno se mueva hacia lo otro.”

Jamás nació ni nacerá varón alguno

que conozca de vista cierta lo que yo digo

sobre los dioses y sobre las cosas todas;

porque, aunque acierte a declarar las cosas

de la más perfecta manera,

él, en verdad, nada sabe de vista.

Todas las cosas ya por el contrario

Con Opinión están prendidas.”

Citação de Sexto, provavelmente corruptela de Parmênides.

Uno de los datos más importantes que de su vida conocemos es el viaje que hizo con Zenón a Atenas, donde Platón los presenta, en uno de sus diálogos, conversando con Sócrates.” E tomas tal poema como a verdade absoluta? Pois acertaste em cheio: nada mais sensato!

Conviene advertir que Platón, cuando habla concretamente de la escuela de los eléatas, no se refiere nunca a Jenófanes, sino solamente a Meliso y Parménides. Por lo demás, al asignar a Parménides el papel principal del diálogo que lleva por título su nombre, poniendo en boca de este pensador eleático la más sublime dialéctica, Platón obra movido por consideraciones que no son de este lugar.” Que lugar?

El primer fragmento largo que encontramos en Sexto (Adv. Math. VII, 111) es una introducción alegórica a su poesía sobre la naturaleza. Esta introducción tiene un tono mayestático, nos revela la manera literaria de aquel tiempo y denota, en su conjunto, un alma enérgica y violenta, que lucha con la esencia, en un formidable esfuerzo por captarla y proclamarla.”

la verdadera filosofía comienza, en rigor, con Parménides.” Pouco cito Parmênides aqui, em que pese ser O MAIS IMPORTANTE DOS PRÉ-SOCRÁTICOS, por já ter publicado no blog posts dedicados ao autor.

Zenão era supervalorado pela filosofia e historiografia da época de Hegel.

Las circunstancias de la conducta final del filósofo, que fueron las de una violenta y colérica reacción de los sentidos, aparecen relatadas de diversos modos. Se dice que, haciendo ademán de querer decir algo al oído al tirano, le mordió en la oreja, sin soltarlo, hasta que los demás le dieron muerte.” “Otros relatos dan la versión de que, al ser sometido a los más espantosos martirios después de aquella respuesta, se amputó la lengua de una dentellada y se la escupió a la cara al tirano, como para decirle que no conseguiría arrancarle una sola palabra, después de lo cual se dice que su cuerpo fue aplastado en un mortero.”

[he] escrito esto más bien contra quienes tratan de ridiculizar la tesis de Parménides, poniendo de manifiesto qué ridículos y contradicciones se desprenden contra ellos mismos de su afirmación; combato, por tanto, a aquellos que predican el ser de lo múltiple, para demostrar que, partiendo de aquí, se llega a consecuencias mucho más disparatadas que arrancando de la proposición de Parménides.”

AO MENOS H. SOUBE PENSAR O <PARADOXO>: “Cuando Aristóteles dice que Zenón negaba el movimiento porque éste encerraba una contradicción interna, no debe interpretarse esto en el sentido de que el movimiento no sea en absoluto.” “el movimiento tiene certeza sensible, tan cierto como que hay elefantes: en este sentido, no podía ocurrírsele a Zenón negar el movimiento.” “Desde este punto de vista deben interpretarse las proposiciones de Zenón, y no como objeciones contra la realidad del movimiento, aunque a primera vista parezcan eso, sino como una manera necesaria de determinar el movimiento y cómo se debe proceder para ello.”

Es sabido con qué sencillez refutaba estas pruebas de la contradicción del movimiento Diógenes de Sinope, el cínico: se levantaba sin decir una palabra y se ponía a pasearse silenciosamente de arriba abajo, refutando así semejantes argumentaciones con hechos.”

Vemos aquí ante nosotros lo infinito malo o la manifestación pura, cuya esencia simple pone de relieve la filosofía como concepto general, manifestarse en primer lugar desarrollado en su contradicción, y a su historia adquirir la conciencia de esta contradicción; el movimiento, esta misma manifestación pura, aparece como algo pensado, puesto con arreglo a su esencia, a saber: en lo que lo diferencia de la pura identidad consigo mismo y de la pura negatividad, del punto frente a la continuidad. Para nosotros, no envuelve contradicción alguna en la representación el que el aquí del espacio o el ahora del tiempo se establezcan como una continuidad y una longitud; pero su concepto es algo contradictorio consigo mismo.”

o ponto é o puro ser para si (pura aparência)”

Al decir ‘hasta el infinito’, nos representamos un más allá, fuera de nuestra representación, al que no es posible llegar. Trátase, indudablemente, de un trascender sin fin, infinito, pero presente en el concepto: un trascender de una determinabilidad contrapuesta a otra, de la continuidad a la negatividad, de la negatividad a la continuidad, pero ambas se hallan ante nosotros.”

Bayle (tomo IV, art. Zénon, nota E), dice, refiriéndose a la respuesta [refutação] de Aristóteles que es pitoyable.”

En eso consiste precisamente lo infinito: en que ninguno de sus momentos tiene realidad.”

Lo representado como tal o en cuanto imagen de la representación no es una cosa; no tiene ser alguno, ni es tampoco la nada.” “La división del espacio como ser dividido no es absoluta puntualidad, ni la continuidad pura lo indiviso e indivisible; del mismo modo, el tiempo no es la negatividad o puntualidad pura, sino que es también continuidad.”

el movimiento mismo no es otra cosa que esta unidad real en la contraposición y el desdoblamiento de ambos momentos en esta unidad.”

Se concede como indiscutible que no hay más remedio que llegar a la mitad; pero, con ello, se ha concedido todo lo que se postula, es decir, el no llegar, pues una vez dicho aquello, es como si se dijera infinidad de veces.” “en la hipótesis de la mitad va ya implícita la interrupción de la continuidad.” “La continuidad se atomiza en lo contrario de ella, en la cantidad indeterminada”

el moverse quiere decir encontrarse en este lugar y no encontrarse en él, es decir, encontrarse en los 2 lugares al mismo tiempo; es la continuidad del espacio y del tiempo, sin la cual el movimiento no sería posible.”

tanto da que, dentro del espacio absoluto, el ojo se mueva o se esté quieto.”

las antinomias de Kant no son otra cosa que lo ya expresado aquí por Zenón.”

el contenido de la conciencia sólo es un fenómeno, nada verdadero”

¿Acaso no valéis vosotros más que los gorriones?”

Abandonamos aquí la escuela eleática, que se continúa en Leucipo y, de otra parte, con los sofistas, quienes hacen extensivos a toda la realidad los conceptos de los eléatas y señalan la actitud que la conciencia adopta ante ella, mientras que aquél, como continuador tardío del concepto en su abstracción, adopta una actitud física frente a la conciencia.”

Dejando a un lado a los jonios, quienes aún no concebían lo absoluto como pensamiento, y a los pitagóricos, nos encontramos con el ser puro de los eléatas y con la dialéctica, que destruye y supera todas las relaciones finitas: para los eléatas, el pensamiento es el proceso de tales fenómenos, el mundo en sí mismo lo que se manifiesta y sólo el ser puro lo verdadero. La dialéctica de Zenón capta, pues, las determinaciones que van implícitas en el mismo contenido; pero puede ser llamada también dialéctica subjetiva en cuanto que corre a cargo del sujeto pensante y en cuanto que lo uno, sin este movimiento de la dialéctica, no es más que intensidad abstracta.”

O OCIDENTAL OBSCURO COM RETINTOS ORIENTAIS: “Heráclito, por su parte, concibe lo absoluto mismo como este proceso de la dialéctica.”

El progreso necesario realizado por Heráclito consiste en haber pasado del ser como primer pensamiento inmediato a la determinación del devenir, como el segundo”

Divisamos, por fin, tierra; no hay, en Heráclito, una sola proposición que nosotros no hayamos procurado recoger en nuestra Lógica.”

con él comienza la separación y el retraimiento del filósofo de los negocios públicos y los intereses de la patria, para entregarse por entero, en una vida de soledad, a la filosofía.”

Bien merecido les estaría a los efesios en la edad adulta ahorcarse y abandonar a los niños la ciudad, a ellos que han expulsado a Hermodoro, el varón más eficaz de los suyos, diciendo: ‘no haya entre nosotros ninguno más eficaz; si lo hay, que sea en otra parte y entre otros’ Heráclito apud Cicerón, Diógenes Laercio

Sus conciudadanos lo invitaron a participar en los negocios públicos de la ciudad, pero él se negó a hacerlo, por no aprobar su constitución, sus leyes ni su gobierno.” Diógenes

La única obra compuesta por este filósofo y que, según nos informa Diógenes (IX, 12 y 6), llevaba por título, según unos, Las musas y, según otros, Sobre la naturaleza, fue depositada por él en el templo de la Diana de Éfeso. Parece que esta obra existía aún en tiempos posteriores; los fragmentos que han llegado a nosotros aparecen reunidos en la Poësis philosophica de Stephanus (pp. 129 ss.).” “Creuzer nos había hecho concebir la esperanza de estudiar a este filósofo con mayor sentido crítico y un conocimiento más a fondo de su lenguaje, a base de una colección de textos más completa, tomada principalmente de los gramáticos; pero, habiendo encomendado este trabajo, por falta de tiempo, a un erudito joven, que fue sorprendido por la muerte, el estudio proyectado no ha llegado al público. Semejantes colecciones suelen ser demasiado prolijas; contienen una gran masa de erudición, y es más fácil, por lo general, escribirlas que leerlas.”

Pero esto de escribir oscuro deliberadamente no sería más que una necedad; es, sin embargo, simplemente la necedad del propio Cicerón, que trata de imputarla al filósofo de Éfeso.”

No hay manera de saber cuándo una palabra pertenece a la oración anterior o a la posterior.” Aristóteles, Ret. III, 5.

Sin embargo, lo que hay de oscuro en esta filosofía se debe, principalmente, a que se expresa en ella un pensamiento profundo, especulativo; el concepto, la idea, se escapan al entendimiento, no pueden ser captadas por él; en cambio, la matemática la comprende con gran facilidad.”

En Heráclito vemos ahora la consumación de la conciencia anterior, el perfeccionamiento de la idea hasta la totalidad, que es el comienzo de la filosofía, en cuanto que este comienzo proclama la esencia de la idea, el concepto de lo infinito, del ser en y para sí, como lo que es, a saber: como la unidad de lo contrapuesto. De Heráclito data la idea permanente, que es la misma en todos los filósofos hasta nuestros días”

Gran pensamiento este de pasar del ser al devenir, aun cuando, por ser la primera unidad de determinaciones opuestas, sea todavía un pensamiento abstracto. Aquí, estas determinaciones aparecen como algo inquieto y llevan consigo, por tanto, el principio de la vida, con lo cual queda superada la falta de movimiento que Aristóteles ponía de relieve en las filosofías anteriores, y el movimiento mismo se eleva a principio. Por tanto, esta filosofía no se proyecta sobre el pasado, su principio es esencial y por eso figura en nuestra Lógica al comienzo, inmediatamente después del ser y de la nada.”

El entendimiento aísla tanto al ser como al no ser como verdaderos y válidos; la razón, por el contrario, conoce al uno en el otro, ve al otro contenido en el uno. Si no tomamos la representación del ente lleno, vemos que el ser puro es el pensamiento simple, en el que se niega todo lo determinado, lo absolutamente negativo; la nada, en cambio, es lo mismo, precisamente este algo igual a sí mismo.”

O entendimento isola tanto o ser como o não-ser como (conteúdos) verdadeiros e válidos; a razão, ao contrário, conhece o um no outro, vê o outro contido no um. Se não tomamos a representação do ente cheio (pleno), vemos que o ser puro é o pensamento simples, no qual se nega todo o determinado, o absolutamente negativo; o nada, em compensação, é o mesmo, precisamente este algo igual a si mesmo.”

Estamos ante el tránsito absoluto a lo opuesto, al que Zenón no llegó, puesto que se detuvo en la tesis de que ‘de la nada no se genera nada’; en cambio, en Heráclito el momento de la negatividad es inmanente, y en torno a ello gira el concepto de toda la filosofía.”

Estamos diante do trânsito absoluto ao oposto, ao que Zenão não chegou, posto que se deteve na tese de que ‘do nada não se gera nada’; em Heráclito o momento da negatividade é imanente, e em torno dele gira o conceito de toda a filosofia.”

O contrário reside no mesmo, e assim, p.ex., o mel é doce e amargo.”

o infinito morto é uma abstração ruim, comparada com esta profundidade com que nos encontramos em Heráclito.”

EU VEJO POR TRÁS DE TUA ASTÚCIA DE MAIA, H.! “La subjetividad, por ejemplo, es lo otro con respecto a la objetividad y no con respecto a un pedazo de papel, supongamos, lo cual sería absurdo”

claro está que esto resulta siempre difícil y oscuro para el entendimiento, que tiende a considerar por sí mismo y separadamente el ser y el no ser, lo subjetivo y lo objetivo, lo real y lo ideal.” Premissa ensaboada.

además de esta forma general en que expresa su principio, sabe dar a su idea una forma más real, más natural; de aquí que, a veces, se le incluya todavía entre los pensadores de la escuela jónica de filósofos de la naturaleza.”

o tempo é o não-ser imediatamente no ser e o ser imediatamente no não-ser” “No tempo não é o passado nem o futuro, senão que o agora: e isto é precisamente para não ser como algo já passado; e este não ser permuta também em ser, enquanto futuro.”

FIERCE FIRE: “El fuego es el tiempo físico, la movilidad absoluta, la disolución absoluta de lo existente: la destrucción de lo otro, pero también de sí mismo; y así, podemos comprender por qué Heráclito, partiendo de su determinación fundamental, afirma con toda consecuencia el fuego como el concepto del proceso.” “he aquí por qué Heráclito emplea también, para designar este proceso, la palabra precisa de evaporación, aunque la expresión más exacta sería la de tránsito.”

Así, pues, en la hostilidad entre los hombres se impone uno como independiente frente a los demás, o es para sí, se realiza en general; en cambio, la armonía y la paz es el hundirse del ser para sí en la indiferenciabilidad o en la no-realidad. Todo es trinidad y, al mismo tiempo, sin embargo, unidad esencial” Na hora de tirar um 10, Hegel viaja.

Tenemos, pues, ante nosotros, en general, una metamorfosis del fuego. Pero estas expresiones orientales, figuradas, no deben tomarse, tal como Heráclito las emplea, en un sentido directo, toscamente sensorial, como si estos cambios se manifestasen a la percepción externa, sino que forman la naturaleza de estos elementos, con arreglo a la cual la tierra crea eternamente su sol y sus cometas.”

Este mundo, el mismo para todos, no lo hizo ninguno de los dioses ni de los hombres, sino que ha sido eternamente y es y será un fuego eternamente viviente, que se enciende según medidas y se apaga según medidas.” apud Clemente de Alexandria, Stromata

La extinción del alma, del fuego en el agua, la combustión que se convierte en producto aparece falsamente explicada por algunos, por ejemplo por Diógenes Laercio, Eusebio y Tennemann como una combustión del universo. Pero nos parece que es más bien una figura de la fantasía lo que Heráclito dice, según se nos cuenta, de un incendio del universo, de que el mundo habrá de convertirse en fuego al cabo de cierto tiempo (…) A la luz de los pasajes más concretos, (Estobeo) podemos afirmar que Heráclito no se refiere, en realidad, a este incendio del universo, sino más bien a esta continua combustión como el proceso del devenir de la amistad, la vida general y el proceso general del universo.”

Nos detendremos un momento en este punto, ya que con esto se expresa, de un modo general, todo concepto de la consideración especulativa de la naturaleza.” “Es falso ver en lo especulativo algo que sólo existe en el pensamiento o en el interior de nosotros, no se sabe dónde.”

SOBRE O EMPIRISMO FÍSICO-QUÍMICO: “Como ocurre siempre que se expresan los resultados de la percepción y la experiencia, cuando el hombre los proclama, hay en ellos un concepto; concepto que no es posible descartar, sino que se mantiene siempre en la conciencia, con un tinte de generalidad y de verdad. La esencia no es, precisamente, otra cosa que el concepto; pero este concepto sólo se revela como concepto absoluto a la razón formada, y no cuando, como aquí sucede, permanece prisionero dentro de una determinabilidad.” A seguir, polêmicas de experimentos de época, ininteligíveis para nós hoje: “los higrómetros, botellas llenas de aire que se hacen descender de las regiones altas por medio de un globo, no lo revelan [ao hidrogênio] como existente. Y, del mismo modo, el agua cristalizada no se les manifiesta como agua, sino ya convertida, transformada en tierra”

Es cierto que Heráclito dice que todo fluye, que nada persiste, que sólo lo uno permanece; pero esto no es sino el concepto de la unidad que solamente existe en la contraposición, no de la que se refleja en sí misma. Este uno, en su unidad con el movimiento de los individuos, es el género o el concepto simple en su infinitud como pensamiento; como tal, habrá de determinarse aún la idea, tal como volveremos a encontrarla en el nous de Anaxágoras. Lo general es la unidad simple inmediata en la contraposición, que retorna a sí misma como proceso de lo diferenciado; pero también esto se encuentra en Heráclito: esta unidad en la contraposición es lo que él llama destino o necesidad. Y el concepto de la necesidad consiste precisamente en esto: en que la determinabilidad constituye la esencia de lo que es como algo individual, pero refiriéndose cabalmente, a través de ello, a lo opuesto: la absoluta ‘relación que pasa a través del ser del todo’.”

Sólo nos resta, ahora, examinar qué relación guarda, según Heráclito, esta esencia con la conciencia. La filosofía heracliteana presenta, en su conjunto, la modalidad de una filosofía natural, en cuanto que el principio, aunque lógico, es concebido como el proceso general de la naturaleza.”

Es un modo hermoso, espontáneo, infantil, de expresar la verdad en términos verdaderos. Se presenta aquí por vez primera lo general y la unidad de la esencia de la conciencia y del objeto, y la necesidad de la objetividad.” “El verdadero ser no es este ser inmediato, sino la mediación absoluta, el ser concebido, el pensamiento.” Aqui se diluem as fronteiras do que é Heráclito e do que é superinterpretação à la Hegel.

Sexto aduce en los siguientes términos la determinación de este criterio: ‘Todo lo que nos rodea es, de suyo (a juicio de Heráclito), lógico y racional’, pero no por ello dotado de conciencia. ‘Cuando nos asimilamos por la inspiración esa esencia general, nos convertimos en seres racionales; pero sólo despiertos lo somos, pues cuando estamos dormidos eso queda sepultado en el olvido’.”

O EGRESSO DA CAVERNA DE PLATÃO: “En el hombre despierto, en cambio, el entendimiento, mirando hacia más allá por los caminos del sentimiento como por ventanas y entrelazado con lo que lo rodea, se halla sostenido por una fuerza lógica.”

muchos viven como si tuviesen su propio entendimiento; sin embargo, el entendimiento no es otra cosa que la interpretación (la conciencia), el modo de la ordenación del todo.” “El hombre suele inclinarse a creer que, cuando piensa algo, debe ser algo especial, propio; pero esto es un error.”

Podemos decir de Heráclito algo parecido a lo que se cuenta que dijo Sócrates [acerca do próprio Her.]: lo que de él se ha conservado es magnífico; en cuanto a lo que no ha llegado a nosotros, hay que suponer que nos parecería igualmente magnífico, si lo conociéramos.”

A la par con Empédocles, estudiaremos las figuras de Leucipo y Demócrito, en las que se revela la idealidad de lo sensible y, al mismo tiempo, la determinabilidad general o la transición a lo general.”

Leucipo es anterior a Demócrito, y éste no hace sino continuar y perfeccionar la obra iniciada por aquél, pero sin que sea fácil discernir históricamente su parte original dentro de ella. Las fuentes nos dicen, ciertamente, que se limitó a desarrollar los pensamientos de Leucipo, y algo se ha conservado de su obra, pero sin que nos sea posible hacer ninguna cita literal o precisa de pasajes suyos.”

Diógenes (IX, 35s.) dice que Demócrito gastó su crecida fortuna en sus viajes a Egipto y a los países del interior del Oriente; pero esto es bastante inverosímil. Su patrimonio aparece tasado en unos 100 talentos, y si suponemos que un talento ático valía de 1,000 a 1,200 táleros, es evidente que, con aquella fortuna, habría podido pasarse la vida viajando.”

Lo lleno tiene como principio el átomo: lo absoluto, lo que es en y para sí es, pues, el átomo y lo vacío; es ésta una determinación de gran importancia, sin duda, pero insuficiente. No es en los átomos, por ejemplo en los que nos representamos flotantes en el aire, donde reside, exclusivamente, el principio, sino que es igualmente necesaria la nada que entre ellos existe; tal es, pues, la primera manifestación del sistema atomístico.”

es Leucipo quien introduce la determinación del ser para sí [aparência].”

Así concebido, el principio atomístico no ha sido superado, ni puede serlo, sino que permanece para siempre; el ser para sí tiene que presentarse necesariamente en toda filosofía lógica como un momento esencial, aunque no como momento último.” Para quem ainda tinha dúvidas, essa é uma História da Filosofia Hegeliana (todos os autores que me influenciaram) e não uma história da filosofia…

Por consiguiente, si el desarrollo de la filosofía en la historia ha de corresponder al desarrollo de la lógica, necesariamente tendrá que haber en ésta pasajes que en el desarrollo histórico desaparezcan. Si, por ejemplo, quisiéramos erigir la existencia en principio, esa existencia sería lo que nosotros tenemos en la conciencia: existen cosas, estas cosas son finitas y se hallan relacionadas entre sí; pero esto no pasa de ser una categoría de nuestra conciencia sin pensamiento, de la apariencia.”

Como negación de la alteridad, que es, a su vez, negación contra mí, el ser para sí es negación de la negación y, por tanto, afirmación; y ésta es, según la llamo yo, la negatividad absoluta, en la que se contiene, sin duda, cierta mediación, pero una mediación que está ya también levantada.”

Como negação da alteridade, que é, por sua vez, negação contra mim, o ser-para-si é negação da negação e, portanto, afirmação; e esta é, segundo eu a batizo, a negatividade absoluta, a qual contém, sem dúvida, certa mediação, mas uma mediação que está já, também, suspensa.”

O princípio do um é um princípio totalmente ideal, pertence por inteiro ao mundo do pensamento, e assim seria ainda que quisera afirmar-se que os átomos existem. O átomo pode ser concebido num sentido material, mas é, apesar disso, algo não-sensível, puramente intelectual. (…) Mas os átomos de Leucipo não são as molécules, as partículas de que nos fala a física.” “O um não pode ser visto nem apreciado mediante retortas nem aparatos de medição, já que se trata de uma abstração do pensamento; o que se mostra é sempre matéria condensada. E, ainda assim, é um esforço vão o daqueles que, hoje, com a ajuda do microscópio, tratam de escrutar o interior do orgânico, a alma, e de descobri-lo por meio da vista e do tato. O princípio do um é, pois, um princípio totalmente ideal, mas não no sentido de que só exista no pensamento, na cabeça, e sim no sentido de que o pensamento é a verdadeira essência das coisas. Assim o entendia também Leucipo; destarte sua filosofia não tem absolutamente nada de empírica.”

Dentro da esfera do Estado, pode manifestar-se o ponto de vista de que a vontade individual, enquanto átomo, é o absoluto; tais são, no fundo, as novas teorias sobre o Estado, que se fazem valer também na prática.” Trecho inócuo seguido de uma crítica ao Contrato Social.

Portanto, os átomos, inclusive quando aparecem unidos no que chamamos coisas, acham-se separados entre si pelo vazio, que é, para eles, algo puramente negativo e estranho; quer dizer, sua relação não se dá neles mesmo, mas é algo distinto do que eles são. Este vazio, o negativo diante do afirmativo, é também o princípio do movimento dos átomos; estes vêem-se solicitados, digamos assim, pelo vazio, a preencherem-no e negarem-no.”

elementos puramente independentes aparecem unidos a outros igualmente independentes, sem perder sua independência, o que quer dizer que se trata de uma união simplesmente mecânica.”

E, no entanto, não nos é lícito acrescentar a isto tudo o que a imaginação dos tempos modernos acrescenta às vezes, a saber: que o universo foi, em tempos remotos, algo assim como um caos, um vazio cheio de átomos, que logo se uniram e ordenaram para dar nascimento a este mundo em que vivemos; hoje e sempre, o ser-em-si (a essência) é e segue sendo o vazio e o cheio.”

Aristóteles (e, quase, por isso Hegel) considera o finalista Anaxágoras o primeiro filósofo “profissional”, comparado ao amadorismo anterior.

La unidad retorna a sí misma, como algo general, de la contraposición; al contrario de lo que ocurre en la síntesis de Empédocles, en que lo contrapuesto todavía separado y para sí, y no el pensamiento mismo, es el ser; aquí, en cambio, el pensamiento es, como proceso puro y libre de suyo, lo general que se determina a sí mismo, sin distinguirse del pensamiento consciente.”

Aristóteles dice que Anaxágoras fue el primero que expresó la determinación de la esencia absoluta como entendimiento.” Hegel é apenas “o” Aristóteles moderno.

Con él vemos a la filosofía instalada en la verdadera Grecia, que hasta entonces no había tenido filosofía alguna, y, concretamente, en Atenas” Perfeito para o seu sistema de “razão da História”…

Durante este período fijan su residencia en Atenas los artistas más prestigiosos y los más famosos filósofos y sofistas, una pléyade de luminarias de las artes y las ciencias, como Ésquilo, Sófocles, Aristófanes, Tucídides, Diógenes de Apolonia, Protágoras, Anaxágoras y otros talentos oriundos del Asia Menor. Estaba por aquel entonces al frente del estado ateniense Pericles, quien lo elevó a su máximo esplendor. Anaxágoras, aunque vivió todavía en este período de máximo florecimiento de la vida ateniense y griega, toca ya a los años de decadencia o, por mejor decir, de tránsito a la decadencia, a la muerte de la hermosa vida de Atenas.”

Mérito de Atenas para H.: ciência e belas-artes; a filosofia.

Mérito de Esparta para H.: subsumir as individualidades na idéia de Estado.

Un pueblo en que imperaba una unidad tan recia y tan firme, en el que la voluntad del individuo había desaparecido totalmente en rigor, representaba por fuerza una cohesión insuperable; así se explica que Lacedemonia se pusiera a la cabeza de los griegos y conquistase la hegemonía de Grecia, como llegaron a alcanzarla los argivos en tiempo de Troya. Es éste, sin duda, un gran principio, sin el que no puede existir ningún verdadero Estado, pero que entre los lacedemonios no llegó a perder nunca su unilateralidad.”

En Lacedemonia, la personalidad propia y peculiar llegó a pasar a tal punto a segundo plano, que el individuo no podía vivir, bajo ningún concepto, entregado a su libre desarrollo ni a las manifestaciones de su personalidad; allí no se reconocía la individualidad ni, por tanto, se la coordinaba o armonizaba con los fines generales del Estado. Esta abolición del derecho de la subjetividad, que a su modo proclama también La República de Platón, llegaba muy lejos entre los lacedemonios.”

Así como la individualidad que se separa de lo general cae en la impotencia y perece, tampoco puede mantenerse en pie lo unilateralmente general, la costumbre de la individualidad.” Obviamente, para H., a Prússia era a síntese de Esparta-Atenas.

TOLO AQUELE QUE LIGA AVANÇO E FILOSOFIA AO PODER DO COMÉRCIO: “cada familia conservaba inalienablemente sus bienes hereditarios, y la prohibición de toda clase de dinero en sentido estricto y de cambios y negocios cerraba el paso a la posibilidad de las desigualdades de la riqueza”

Sua brutalidade é música para meus ouvidos.

En una organización racional, se dan todos los momentos de la idea; si el hígado se aislase como bilis, no funcionaría por ello ni más ni menos que antes, pero, en cambio, se aislaría como un órgano hostil a la economía vital del organismo.”

VACILANTE: “Gracias a ello, pudo alumbrar, al plasmar el genio libremente sus concepciones, las grandes obras de arte de las artes plásticas y las obras inmortales de la poesía y la historia. El principio de la subjetividad no había revestido aún, por tanto, la forma en que lo particular, como tal, queda en libertad y confiado a su propio albedrío y en que también su contenido adquiere una particularidad subjetiva y propia, por lo menos a diferencia de la base general, de la moralidad general, de la religión general y de las leyes generales.”

Pero fue Pericles quien tuvo la dicha de ser el primero dentro del Estado, en este pueblo noble, libre y culto de los atenienses; y esta circunstancia le confiere en la valoración de la individualidad un rango tan alto como pocos hombres han llegado a alcanzar. De cuanto hay de grande entre los hombres, nada más grande que el poder sobre la voluntad de los hombres que tienen una voluntad, pues la individualidad que disfruta de este poder tiene que ser necesariamente, para llegar a alcanzarlo, la más general y la más viva de todas; pocos mortales hay ya, suponiendo que haya alguno, dignos de gozar esta suerte.”

Poco después, la individualidad se desmanda, su vitalidad se deja arrastrar al extremo, pues el Estado no se halla aún organizado como tal, independientemente y de suyo.” É a vida! Ou, antes, diria: é a polis!…

en que el espíritu no vive en cuanto concepto, como en nuestros Estados.”

Más importante que esto es el dato de que, más tarde, Anaxágoras, como ocurriría, andando el tiempo, a Sócrates y a muchos otros filósofos, fue acusado de despreciar a los dioses adorados por el pueblo; es el antagonismo de la prosa del entendimiento contra la concepción poético-religiosa de la vida.”

existe también en la naturaleza, cierto es, como esencia objetiva, pero no de un modo puro y para sí, sino llevando consigo como inmediato un algo particular.”

INSTINTO X VONTADE: “Como alma, lo que se mueve a sí mismo es sólo algo inmediatamente individual, mientras que el nous, como algo simple, es lo general.”

con el nous aparece el para qué, la determinación del fin” Um para quê órfão.

El nous no es, por tanto, una esencia pensante exterior que organice el universo; concebirlo así, equivaldría a echar a perder por completo el pensamiento de Anaxágoras y privarlo de todo interés filosófico.” O nous é o daimon deus que está em nós.

una llamada esencia pensante ha dejado de ser un pensamiento, para convertirse en un sujeto.”

BASTARIA, NO LUGAR, FAZER UMA METAFÍSICA DA OBRA DE ARTE: “El fin empieza siendo, en cuanto yo lo tengo, mi propia representación, la cual es para sí y cuya realización depende de mi voluntad; cuando lo pongo en práctica, debo procurar, sí no soy muy torpe, que el objeto producido sea conforme al fin y no contenga otra cosa que no sea él.”

Descontento con que mi fin sea puramente subjetivo, mi actividad consiste en curarlo de este defecto, convirtiéndolo en un fin objetivo.”

OS SECRETOS DESÍGNIOS DO NADA: “Así, por ejemplo, en la idea de que Dios, por su sabiduría, gobierna el universo con arreglo a fines, el fin se establece para sí en una esencia representativa, sabia. Pero lo general del fin consiste en que, siendo una determinación fija para sí, que domina la existencia, el fin sea lo verdadero, el alma de una cosa. Lo bueno encuentra su contenido en el fin mismo, de tal modo que, actuando con este contenido y después de manifestarse al exterior, no brote ningún otro contenido sino el que ya existía con anterioridad.” Seu fim era procurar seu conceito de fim perfeito, a Idéia – o que não logrou H…

El ejemplo más importante de esto nos lo ofrece la vida misma. La vida es movida por impulsos, y estos impulsos son sus fines; pero, en cuanto algo vivo simplemente, no tiene la menor noción de estos fines, los cuales son, simplemente, determinaciones primarias e inmediatas, fijas. El animal labora para satisfacer estos impulsos, es decir, para cumplir el fin; se comporta ante las cosas exteriores mecánicamente, unas veces, y otras veces químicamente. Pero la relación de su actividad no es algo puramente mecánico o químico; el producto es más bien el animal mismo, el cual sólo se produce a sí mismo como fin de sí mismo en su actividad en cuanto que destruye e invierte aquellas relaciones mecánicas o químicas.” “La propia conservación es un producir constante, en el que no nace nada nuevo, sino que sólo renace, continuamente, lo viejo; es un constante retorno de la actividad a sí misma, encaminada a su propia producción.” Marx saberia retirar de tudo isso conseqüências melhores…

Los predicados señalados más arriba que Anaxágoras atribuye al nous son, por tanto, indudablemente, predicados que pueden enunciarse, pero que, por sí mismos, no pasan tampoco de ser simples predicados unilaterales.”

Las homeomerías aparecen más claramente cuando las comparamos con las ideas de Leucipo, Demócrito y otros filósofos. Esta materia o lo absoluto como esencia objetiva lo encontramos ya en Leucipo y en Demócrito, lo mismo que en Empédocles, con tal claridad que los átomos simples—en Empédocles los 4 elementos, en aquellos otros dos pensadores un número infinito de ellos— sólo se concebían como distintos en cuanto a la forma, y de su síntesis, de sus combinaciones, surgían las cosas existentes.”

Anaxágoras, por el contrario, establece como materias simples lo formado por partes iguales, por ejemplo la carne, los huesos, etc.; en cambio, las cosas como el agua y el fuego son una mezcla de estos elementos originarios.” Ar.

El principio era, para Anaxágoras, el mismo que para los eléatas: ‘Lo igual se genera solamente de lo igual; no es posible un tránsito a lo opuesto, ni es posible tampoco la unión de los contrarios.’

Por eso, todo cambio es, para Anaxágoras, solamente una separación y una unión de lo igual, pues el cambio como verdadero cambio sería, en realidad, un devenir partiendo de la nada de sí mismo.”

El primero admite un cambio de estos estados, el segundo solamente una aparición que sólo se da una vez.” Aristóteles (Empédocles X Anaxágoras)

De aquí que Anaxágoras diga, según Aristóteles (De gen. anim. I, 18): ‘La carne se convierte, mediante la nutrición, en carne’. La digestión no es, desde este punto de vista, otra cosa que la absorción de lo homogéneo y la eliminación de lo heterogéneo y, por tanto, toda nutrición y todo crecimiento no son verdadera asimilación, sino solamente incremento, desde el momento en que todas las vísceras del animal extraen sus partículas de las distintas hierbas, de los distintos cuerpos, etc. de que el animal se alimenta. La muerte es, por el contrario, la eliminación de lo igual y la mezcla con lo heterogéneo. La actividad del nous, considerada como eliminación de lo homogéneo de entre el caos y como unión de lo homogéneo, así como la disolución o desintegración de este algo homogéneo, es, ciertamente, algo simple y relacionado consigo mismo, pero también algo puramente formal y carente, por tanto, de contenido.”

La química dice: para saber lo que son real y verdaderamente la carne, la madera, la piedra, etc., es necesario descomponerlos en sus elementos simples, los cuales son los componentes últimos a que es posible reducir esos cuerpos. Además, reconoce que hay muchas cosas que sólo son relativamente simples, y así, por ejemplo, el platino está formado por 3 y hasta por 4 metales. También el agua y el aire han sido considerados durante mucho tiempo como cuerpos simples, hasta que ha venido la química a analizarlos y descomponerlos.”

El en sí [a essência] no es, para él, ciertamente, un verdadero ser sensible; las homeomerías son lo no sensible, es decir, lo que no puede verse, oírse, etc. Es la máxima exaltación de los físicos vulgares por encima del ser sensible hasta el plano de lo no sensible, como lo meramente negativo del ser para nosotros [do ser como aparência]; pero lo positivo consiste en que la propia esencia que es sea lo general. [se a essência coincidisse com a aparência]”

El vous no es, así, más que lo que une y lo que separa, lo diacosmizante.”

por muy fácilmente que las homeomerías de Anaxágoras puedan mover a confusión, no cabe duda de que debe mantenerse en pie la determinación fundamental.”

En ninguna otra parte se ha explicado con mayor detalle que el vous de Anaxágoras no pasó nunca de ser algo puramente formal que en el conocido pasaje del Fedón de Platón que tanto interés encierra en cuanto a la filosofía de Anaxágoras. En este diálogo de Platón, Sócrates indica del modo más claro y preciso qué es lo importante para ambos, en qué consiste para ellos lo absoluto y por qué el principio de Anaxágoras no podía satisfacerles.”

Platón presenta a Sócrates en su prisión, una hora antes de su muerte, y le hace hablar prolijamente acerca de sus relaciones con Anaxágoras:

Oyendo leer a alguien en un libro, que dijo ser de Anaxágoras, que la inteligencia es la regla y causa de todos los seres, quedé encantado; me pareció admirable que la inteligencia fuera la causa de todo, porque pensé que si ella había dispuesto todas las cosas las habría arreglado del mejor modo. Si alguien, pues, quiere saber la causa de alguna cosa, lo que hace que nazca y perezca, debe buscar la mejor manera de que aquélla pueda ser. (…) Y me pareció que de este principio se deducía que la única cosa que el hombre debe buscar, tanto por él como por los otros, es lo mejor y más perfecto, porque en cuanto lo haya encontrado conocerá necesariamente lo que es lo peor, ya que para lo uno y lo otro no hay más que una ciencia. Reflexionando así, sentía una alegría muy grande por haber encontrado en Anaxágoras un maestro que me explicaría, según yo deseaba, la causa de cuanto es y que, después de haberme dicho, por ejemplo, si la tierra es redonda o plana, me explicaría la causa y la necesidad de que sea como es y me diría qué es aquí lo mejor y por qué lo es. Y también si creía que está en el centro del universo, y esperaba me dijera por qué es mejor que estuviera allí. Y, después de haber recibido de él todas estas aclaraciones, estaba dispuesto a no buscar jamás otra clase de causa. Me proponía también interrogarle acerca del sol, de la luna y de las demás estrellas, a fin de conocer las razones de sus revoluciones, de sus movimientos y de todo lo que les sucede, y sobre todo, para saber por qué es lo mejor que cada uno de ellos haga lo que hace. Porque no podía imaginar que, después de haber dicho que la inteligencia había dispuesto las cosas, pudiera darme otra causa de su disposición sino ésta: que aquello era lo mejor. Y me lisonjeaba de que, después de haber asignado esta causa en general y en particular a todo, me haría conocer en qué consiste lo bueno de cada cosa en particular y lo bueno de todas ellas en común. Por mucho que me hubiesen prometido, no habría dado mis esperanzas a cambio. Cogí, pues, estos libros con el mayor interés y empecé su lectura lo más pronto que me fue posible, para saber cuanto antes lo bueno y lo malo de todas las cosas; mas no tardé en perder la ilusión de tales esperanzas, porque desde que hube adelantado un poco en la lectura, vi un hombre que en nada hacía intervenir la inteligencia, que no daba razón alguna del orden de las cosas, y que, en cambio, sustituía al intelecto por el aire, el fuego, el agua y otras cosas igualmente disparatadas.’

Ver minha tradução deste trecho em https://seclusao.art.blog/2019/01/25/fedon-ou-da-alma/.

chama-se, pois, fim ao que se produz a si mesmo e que já em seu devir é como um ente em si.”

El género se enfrenta a sí mismo como lo individual y lo general; de este modo, el género se realiza en lo vivo a través del antagonismo entre los sexos, cuya esencia es, sin embargo, el género común.”

O gênero se enfrenta a si mesmo como o individual e o geral; deste modo, o gênero se realiza no vivo através do antagonismo entre os sexos, cuja essência é, porém, o gênero comum.”

El fin de la procreación es el levantamiento de la individualidad del ser”

O fim da procriação é a suspensão da individualidade do ser”

Pues toda idea es un círculo cerrado y perfecto, pero cuya perfección es, asimismo, un tránsito a otro círculo: un torbellino cuyo centro, al que retorna, se encuentra directamente en la periferia de un círculo superior que lo devora. Así y sólo así, llegamos a la determinación de un fin último del universo, como inmanente a él.”

Pois toda idéia é um círculo fechado e perfeito, mas cuja perfeição é, ainda assim, um trânsito a outro círculo: um torvelinho cujo centro, ao que retorna, se encontra diretamente na periferia de um círculo superior que o devora. Assim, e somente assim, chegamos à determinação de um fim último do universo, como imanente a ele.”

todo mundo sabe do geral; mas não o sabe enquanto essência.”

é até aqui, e somente até aqui aonde chega a concepção comum de nossos dias. [o sensível indeterminado negativo, o absoluto carente de predicado ou absoluto relativo]”

Con este descubrimiento del pensamiento ponemos fin a la sección primera de nuestra historia, y entramos en el segundo período de ella.”

El espíritu no tiene ya por qué buscar la esencia fuera de él, sino dentro de sí mismo, pues lo que parecía algo extraño se revela ahora como pensamiento, es decir, la conciencia tiene esta esencia en sí misma.”

O espírito não tem já por que buscar a essência fora de si, senão dentro de si mesmo, pois o que parecia algo estranho se revela agora como pensamento, quer dizer, a consciência tem esta essência em si mesma.”

Esta evolución de lo general, en la que la esencia se pasa por entero al lado de la conciencia, la encontraremos en la tan denostada filosofía de los sofistas; podemos enfocar esto en el sentido de que es aquí donde se desarrolla la naturaleza negativa de lo general.”

Esta evolução do geral, em que a essência passa por inteiro para o lado da consciência, encontrá-la-emos na tão criticada (e com razão) filosofia dos sofistas; podemos enfocar isto no sentido de que é aqui onde se desenvolve a natureza negativa do geral (o sensível determinado negativo, para usar a nomenclatura da citação anterior).”

FIM DO PRIMEIRO VOLUME

DIC:

al buen tuntún: inadvertidamente

atisbo: insight, vislumbre de algo maior

cifrar: inscrever

de suyo: de per se, por si só

lienzo: tela, pintura