[ARQUIVO] FRASES PARA ANIMAR PROLETÁRIOS (O GERMINAL)

“não tinha a resignação do rebanho”

“Seu orgulho de homem se revoltava por ser tratado como um animal a quem cegam e esmagam.”

Não importa o quanto a gente reme, sempre afunda. E de forma humilhante e inconteste.

“Quando as moças dizem não, é porque gostam de apanhar antes.”

“a semana em que os bebês não nascem”

“de tão abalado, caiu de cama com febre alta. Só pôde voltar ao trabalho três dias depois.”

“O trabalho assalariado é outra forma de escravidão.”

“Teria dado de boa vontade o seu salário para poder ter, como eles, um relacionamento sexual fácil e sem remorsos.”

“Não, o único bem era não ser, ou, sendo, ser árvore, ser a pedra, menos ainda, ser o grão de areia que não sangra ao ser pisoteado.”

“Como não ousava matar, era ele quem devia morrer.”

“desde que se conhecia por gente, sua vida era só sofrer.”

“quando a gente não tem esperança, perde o prazer de viver.”

“seu gosto se refinara, queria subir para uma classe superior.”

“e eu não terei mais qualquer fraqueza amorosa”

“Quando um homem tinha uma mulher no coração, estava acabado, podia morrer.”

25 de junho de 2011

[ARQUIVO] A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER – Milan Kundera

Originalmente publicado em 8 de janeiro de 2011 (digressões abreviadas)

Se a revolução Francesa devesse repetir-se eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre.”

Não se dava conta de que aquilo que julgava irreal (seu trabalho no isolamento das bibliotecas) era sua vida real, enquanto as passeatas que ele julgava reais eram apenas um espetáculo de teatro, uma dança, uma festa, em outras palavras: um sonho.”

As pessoas nunca perdem a ocasião de falar mal dos amigos.”

[kitsch] Esta é uma palavra alemã que apareceu em meados do sentimental século XIX e que, em seguida, se espalhou por todas as línguas. O uso repetido da palavra fez com que se apagasse seu sentido metafísico original: em essência, o kitsch é a negação absoluta da merda; tanto no sentido literal quanto no sentido figurado: o kitsch exclui de seu campo visual tudo que a existência humana tem de essencialmente inaceitável.”

É preciso evidentemente que os sentimentos suscitados pelo kitsch possam ser compartilhados pelo maior número possível de pessoas (…) a lembrança do primeiro amor [por exemplo].” “como é bonito ficar emocionado, junto com toda a humanidade, diante de crianças correndo no gramado! Somente isso faz com que o kitsch seja o kitsch.” “Paz, amor e a fraternidade entre todos os homens não poderá nunca ter outra base senão o kitsch.” “O kitsch é o ideal estético de todos os homens políticos, de todos os partidos e movimentos políticos.”

O gulag pode ser considerado como uma fossa sanitária em que o kitsch totalitário joga seus detritos.”

DOS QUATRO TIPOS DE OLHARES-SOBRE-SI (TRÊS NÃO IMPORTAM MUITO): “Por fim, existe a 4ª categoria, a mais rara, a daqueles que vivem sob o olhar imaginário dos ausentes. São os sonhadores. P.ex., Franz. Se chegou até a fronteira do Camboja, foi unicamente por causa de Sabina. O ônibus sacoleja na estrada da Tailândia e ele sente que Sabina tem os olhos pousados nele.”

Odeia-se mais aqueles de cuja opinião já nos livramos com muito custo”

Antes de sermos esquecidos, seremos transformados em kitsch. O kitsch é a estação intermediária entre o ser e o esquecimento.”

O amor que se tem por um cachorro escandaliza.”

O homem dominou a natureza – isto é, enrolou cordões de marionete no próprio pescoço.”

Karenin cometeu o erro de sempre: largou seu pedaço de croissant para tentar pegar o pedaço que seu dono segurava na boca. Como sempre, esquecera que Tomas não era cachorro e que tinha mãos. Tomas não largou o pedaço que tinha na boca, e apanhou o pedaço que caíra no chão.”

A nostalgia do Paraíso é o desejo do homem de não ser homem.”

O amor entre o homem e o cão é idílico. É um amor sem conflitos, sem cenas dramáticas, sem evolução.”

Por isso o homem não pode ser feliz, pois a felicidade é o desejo da repetição.”

Como determinar o instante em que não vale mais a pena viver.”

Missão é uma palavra idiota.”

LA CRÈME DE LA CRÈME DES ‘ESSAYS OF MICHEL DE MONTAIGNE’

Tradução ao inglês de Charles Cotton, editor William Carew Hazlitt, 1877.

Texto integral em http://www.gutenberg.org/files/3600/3600-h/3600-h.htm#link2H_PREF

PREFACE

His Essays, which are at once the most celebrated and the most permanent of his productions, form a magazine out of which such minds as those of Bacon and Shakespeare did not disdain to help themselves; and, indeed, as Hallam observes, the Frenchman’s literary importance largely results from the share which his mind had in influencing other minds, coeval and subsequent.”

He was, without being aware of it, the leader of a new school in letters and morals. His book was different from all others which were at that date in the world. It diverted the ancient currents of thought into new channels. It told its readers, with unexampled frankness, what its writer’s opinion was about men and things, and threw what must have been a strange kind of new light on many matters but darkly understood. Above all, the essayist uncased himself, and made his intellectual and physical organism public property. He took the world into his confidence on all subjects.” “Of all egotists, Montaigne, if not the greatest, was the most fascinating, because, perhaps, he was the least affected and most truthful.”

The text of these volumes is taken from the first edition of Cotton’s version, printed in 3 vols. 8vo, 1685-6, and republished in 1693, 1700, 1711, 1738, and 1743, in the same number of volumes and the same size. In the earliest impression the errors of the press are corrected merely as far as page 240 of the 1st volume, and all the editions follow one another. That of 1685-6 was the only one which the translator lived to see. He died in 1687, leaving behind him an interesting and little-known collection of poems, which appeared posthumously, 8vo, 1689.

It was considered imperative to correct Cotton’s translation by a careful collation with the ‘variorum’ edition of the original, Paris, 1854, 4 vols. 8vo or 12mo, and parallel passages from Florin[ou Florio?]’s earlier undertaking have occasionally been inserted at the foot of the page. A Life of the Author and all his recovered Letters, 16 in number, have also been given; but, as regards the correspondence, it can scarcely be doubted that it is in a purely fragmentary state.”

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ALGUNS EXCERTOS DE CARTAS

they say that a sensible person may take a wife indeed, but that to espouse her is to act like a fool.”

Let us live, my wife, you and I, in the old French method. Now, you may recollect that the late M. de la Boétie, my brother and inseparable companion, gave me, on his death-bed, all his books and papers, which have remained ever since the most precious part of my effects. I do not wish to keep them niggardly to myself alone, nor do I deserve to have the exclusive use of them; so that I have resolved to communicate them to my friends; and because I have none, I believe, more particularly intimate than you, I send you the Consolatory Letter written by Plutarch to his Wife, translated by him into French”

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(Ao rei Henrique IV, que, como, a parecer, todos os reis do período, se encontrava em contínuas campanhas de conquista…)

If there is to be severity and punishment, let it be deferred till success has been assured. A great conqueror of past times boasts that he gave his enemies as great an inducement to love him, as his friends. And here we feel already some effect of the favourable impression produced upon our rebellious towns by the contrast between their rude treatment, and that of those which are loyal to you.”

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FIRST BOOK

CHAPTER I——THAT MEN BY VARIOUS WAYS ARRIVE AT THE SAME END.

The Emperor Conrad III having besieged Guelph, Duke of Bavaria, [In 1140, in Weinsberg, Upper Bavaria.] would not be prevailed (…) to condescend to milder conditions than that the ladies and gentlewomen only who were in the town with the duke might go out without violation of their honour, on foot, and with so much only as they could carry about them. Whereupon they, out of magnanimity of heart, presently contrived to carry out, upon their shoulders, their husbands and children, and the duke himself; a sight at which the emperor was so pleased, that, ravished with the generosity of the action, he wept for joy, and immediately extinguishing in his heart the mortal and capital hatred he had conceived against this duke, he from that time forward treated him and his with all humanity.” Algo parecido com o conto do Barão de Munchhausen!

And yet pity is reputed a vice amongst the Stoics, who will that we succour the afflicted, but not that we should be so affected with their sufferings as to suffer with them.”

Man (in good earnest) is a marvellous vain, fickle, and unstable subject, and on whom it is very hard to form any certain and uniform judgment. For Pompey could pardon the whole city of the Mamertines, though furiously incensed against it, upon the single account of the virtue and magnanimity of one citizen, Zeno, who took the fault of the public wholly upon himself; neither entreated other favour, but alone to undergo the punishment for all. And yet Sylla’s host, having in the city of Perugia manifested the same virtue, obtained nothing by it, either for himself or his fellow-citizens.

And, directly contrary to my first examples, the bravest of all men, and who was reputed so gracious to all those he overcame, Alexander, having, after many great difficulties, forced the city of Gaza, and, entering, found Betis, who commanded there, and of whose valour in the time of this siege he had most marvellous manifest proof, alone, forsaken by all his soldiers, his armour hacked and hewed to pieces, covered all over with blood and wounds, and yet still fighting in the crowd of a number of Macedonians, who were laying on him on all sides, he said to him, nettled at so dear-bought a victory (for, in addition to the other damage, Alexander had two wounds newly received in his own person), <Thou shalt not die, Betis, as thou dost intend; be sure thou shall suffer all the torments that can be inflicted on a captive.> To which menace the other returning no other answer, but only a fierce and disdainful look; <What,> says Alexander, observing his haughty and obstinate silence, <is he too stiff to bend a knee! Is he too proud to utter one suppliant word! Truly, I will conquer this silence; and if I cannot force a word from his mouth, I will, at least, extract a groan from his heart.> And thereupon converting his anger into fury, presently commanded his heels to be bored through [atravessados], causing him, alive, to be dragged, mangled, and dismembered at a cart’s tail.(Quintus Curtius, 4. 6. This act of cruelty has been doubted, notwithstanding the statement of Curtius.)—Was it that the height of courage was so natural and familiar to this conqueror, that because he could not admire, he respected it the less? Or was it that he conceived valour to be a virtue so peculiar to himself, that his pride could not, without envy, endure it in another? Or was it that the natural impetuosity of his fury was incapable of opposition? Certainly, had it been capable of moderation, it is to be believed that in the sack and desolation of Thebes, to see so many valiant men, lost and totally destitute of any further defence, cruelly massacred before his eyes, would have appeased it: where there were above 6,000 put to the sword, of whom not one was seen to fly, or heard to cry out for quarter; but, on the contrary, every one running here and there to seek out and to provoke the victorious enemy to help them to an honourable end. Not one was seen who, however weakened with wounds, did not in his last gasp yet endeavour to revenge himself, and with all the arms of a brave despair, to sweeten his own death in the death of an enemy. Yet did their valour create no pity, and the length of one day was not enough to satiate the thirst of the conqueror’s revenge, but the slaughter continued to the last drop of blood that was capable of being shed, and stopped not till it met with none but unarmed persons, old men, women, and children, of them to carry away to the number of 30,000 slaves.” Discordo dos devaneios morais de Montaigne. Todo essa massacre, toda essa matança, que ele atribui à empáfia alexandrina, poderiam ter sido evitados se esses homens simplesmente se rendessem, o que é nobre, pois que contra o mesmo orgulho invencível que Montaigne tanto ataca no parágrafo.

CHAPTER II——OF SORROW

The Italians have more fitly baptized by this name—(La tristezza)—malignity; for ‘tis a quality always hurtful, always idle and vain; and as being cowardly, mean, and base, it is by the Stoics expressly and particularly forbidden to their sages.”

Quem mais pranteia no enterro é quem menos sofre.

Petrified with her misfortunes.—Ovid, Met., vi. 304.Penso que li isso em algum outro lugar – Virginia Woolf cita, talvez? Agora entendo o contexto: a mãe que, de tanto perder filhos, não podendo expressar externamente sua tristeza, converteu-se súbito em pedra.

oppressed with accidents greater than we are able to bear.”

He who can say how he burns with love, has little fire”

Petrarca, Sonetto 137.

hence that frigidity which by the force of an immoderate ardour seizes him even in the very lap of fruition”

Light griefs can speak: deep sorrows are dumb.”

Seneca, Hippolytus, act ii. scene 3.

Besides the examples of the Roman lady, who died for joy to see her son safe returned from the defeat of Cannae; and of Sophocles (…) who died [laughing, reportedly]” Suspeito quando se fala do obituário de alguém famoso, mas demos crédito quando a pessoa é anônima!

And for a more notable testimony of the imbecility of human nature, it is recorded by the ancients—(Pliny)—that Diodorus the dialectician died upon the spot, out of an extreme passion of shame, for not having been able in his own school, and in the presence of a great auditory, to disengage himself from a nice argument that was propounded to him. I, for my part, am very little subject to these violent passions; I am naturally of a stubborn apprehension, which also, by reasoning, I everyday harden and fortify.”

(…)

CHAPTER IV——THAT THE SOUL EXPENDS ITS PASSIONS UPON FALSE OBJECTS, WHERE THE TRUE ARE WANTING

So it seems that the soul, being transported and discomposed, turns its violence upon itself, if not supplied with something to oppose it, and therefore always requires an object at which to aim, and whereon to act. Plutarch says of those who are delighted with little dogs and monkeys, that the amorous part that is in us, for want of a legitimate object, rather than lie idle, does after that manner forge and create one false and frivolous. And we see that the soul, in its passions, inclines rather to deceive itself, by creating a false and fantastical a subject, even contrary to its own belief, than not to have something to work upon. After this manner brute beasts direct their fury to fall upon the stone or weapon that has hurt them”

And the philosopher Bion said pleasantly of the king, who by handsful pulled his hair off his head for sorrow, <Does this man think that baldness is a remedy for grief?>—(Cicero, Tusc. Quest., iii. 26.)—Who has not seen peevish gamesters chew and swallow the cards, and swallow the dice, in revenge for the loss of their money? Xerxes whipped the sea, and wrote a challenge to Mount Athos; Cyrus employed a whole army several days at work, to revenge himself of the river Gyndas, for the fright it had put him into in passing over it; and Caligula demolished a very beautiful palace for the pleasure his mother had once enjoyed there.”

I remember there was a story current, when I was a boy, that one of our neighbouring kings—(Probably Alfonso XI. of Castile)—having received a blow from the hand of God, swore he would be revenged, and in order to it, made proclamation that for 10 years to come no one should pray to Him, or so much as mention Him throughout his dominions, or, so far as his authority went, believe in Him; by which they meant to paint not so much the folly as the vainglory of the nation of which this tale was told. They are vices that always go together, but in truth such actions as these have in them still more of presumption than want of wit. Augustus Caesar, having been tossed with a tempest at sea, fell to defying Neptune, and in the pomp of the Circensian games, to be revenged, deposed his statue from the place it had amongst the other deities. Wherein he was still less excusable than the former, and less than he was afterwards when, having lost a battle under Quintilius Varus in Germany, in rage and despair he went running his head against the wall, crying out, <O Varus! give me back my legions!> for these exceed all folly, forasmuch as impiety is joined therewith, invading God Himself, or at least Fortune, as if she had ears that were subject to our batteries; like the Thracians, who when it thunders or lightens, fall to shooting against heaven with Titanian vengeance, as if by flights of arrows they intended to bring God to reason.” Fantástico!

CHAPTER V——WHETHER THE GOVERNOR OF A PLACE BESIEGED OUGHT HIMSELF TO GO OUT TO PARLEY

Astúcia: um longo enredo de Tróia ao leão de Zaratustra.

Orgulho ferido, mas nada amputado.

In the kingdom of Ternate, amongst those nations which we so broadly call barbarians, they have a custom never to commence war, till it be first proclaimed; adding withal an ample declaration of what means they have to do it with, with what and how many men, what ammunitions, and what, both offensive and defensive, arms; but also, that being done, if their enemies do not yield and come to an agreement, they conceive it lawful to employ without reproach in their wars any means which may help them to conquer.” So?

The ancient Florentines were so far from seeking to obtain any advantage over their enemies by surprise, that they always gave them a month’s warning before they drew their army into the field, by the continual tolling of a bell they called Martinella.”

Where the lion’s skin is too short, we must eke it out with a bit from that of a fox”

(…)

CHAPTER VII——THAT THE INTENTION IS JUDGE OF OUR ACTIONS

Death discharges us of all our obligations.”

Henry VII, King of England, articled with Don Philip, son to Maximilian the emperor, or (to place him more honourably) father to the Emperor Charles V, that the said Philip should deliver up the Duke of Suffolk of the White Rose, his enemy, who was fled into the Low Countries, into his hands; which Philip accordingly did, but upon condition, nevertheless, that Henry should attempt nothing against the life of the said Duke; but coming to die, the king in his last will commanded his son to put him to death immediately after his decease. (…) Unjust judges, who defer judgment to a time wherein they can have no knowledge of the cause!”

(…)

CHAPTER IX——OF LIARS

above all, old men who retain the memory of things past, and forget how often they have told them, are dangerous company”

It is not without good reason said <that he who has not a good memory should never take upon him the trade of lying.> I know very well that the grammarians distinguish betwixt an untruth and a lie, and say that to tell an untruth is to tell a thing that is false, but that we ourselves believe to be true; and that the definition of the word to lie in Latin, from which our French is taken, is to tell a thing which we know in our conscience to be untrue; and it is of this last sort of liars only that I now speak.”

I see that parents commonly, and with indiscretion enough, correct their children for little innocent faults, and torment them for wanton tricks, that have neither impression nor consequence; whereas, in my opinion, lying only, and, which is of something a lower form, obstinacy, are the faults which are to be severely whipped out of them, both in their infancy and in their progress, otherwise they grow up and increase with them; and after a tongue has once got the knack of lying, ‘tis not to be imagined how impossible it is to reclaim it whence it comes to pass that we see some, who are otherwise very honest men, so subject and enslaved to this vice.”

a dog we know is better company than a man whose language we do not understand.”

CHAPTER X——OF QUICK OR SLOW SPEECH

All graces were never yet given to any one man.”

So we see in the gift of eloquence, wherein some have such a facility and promptness, and that which we call a present wit so easy, that they are ever ready upon all occasions, and never to be surprised; and others more heavy and slow, never venture to utter anything but what they have long premeditated, and taken great care and pains to fit and prepare.”

O PADRE E O ADVOGADO: “If I were worthy to advise, the slow speaker, methinks, should be more proper for the pulpit, and the other for the bar: and that because the employment of the first does naturally allow him all the leisure he can desire to prepare himself, and besides, his career is performed in an even and unintermitted line, without stop or interruption; whereas the pleader’s business and interest compels him to enter the lists upon all occasions, and the unexpected objections and replies of his adverse party jostle him out of his course, and put him, upon the instant, to pump for new and extempore answers and defences.”

But he who remains totally silent, for want of leisure to prepare himself to speak well, and he also whom leisure does noways benefit to better speaking, are equally unhappy.”

I know, experimentally, the disposition of nature so impatient of tedious and elaborate premeditation, that if it do not go frankly and gaily to work, it can perform nothing to purpose.”

I am always worst in my own possession, and when wholly at my own disposition: accident has more title to anything that comes from me than I; occasion, company, and even the very rising and falling of my own voice, extract more from my fancy than I can find, when I sound and employ it by myself. By which means, the things I say are better than those I write, if either were to be preferred, where neither is worth anything.”

when I come to speak, I am already so lost that I know not what I was about to say, and in such cases a stranger often finds it out before me.”

CHAPTER XI——OF PROGNOSTICATIONS

Socrates’ demon might, perhaps, be no other but a certain impulsion of the will, which obtruded itself upon him without the advice or consent of his judgment; and in a soul so enlightened as his was, and so prepared by a continual exercise of wisdom and virtue, ‘tis to be supposed those inclinations of his, though sudden and undigested, were very important and worthy to be followed. Every one finds in himself some image of such agitations, of a prompt, vehement, and fortuitous opinion; and I may well allow them some authority, who attribute so little to our prudence, and who also myself have had some, weak in reason, but violent in persuasion and dissuasion, by which I have suffered myself to be carried away so fortunately, and so much to my own advantage, that they might have been judged to have had something in them of a divine inspiration.”

CHAPTER XII——OF CONSTANCY

there is no supple [flexível] motion of body, nor any movement in the handling of arms, how irregular or ungraceful soever, that we need condemn, if they serve to protect us from the blow that is made against us.”

Neither do the Stoics pretend that the soul of their philosopher need be proof against the first visions and fantasies that surprise him; but, as to a natural subjection, consent that he should tremble at the terrible noise of thunder, or the sudden clatter of some falling ruin, and be affrighted even to paleness and convulsion; and so in other passions, provided his judgment remain sound and entire, and that the seat of his reason suffer no concussion nor alteration, and that he yield no consent to his fright and discomposure.”

CHAPTER XIII——THE CEREMONY OF THE INTERVIEW OF PRINCES

To what end do we avoid the servile attendance of courts, if we bring the same trouble home to our own private houses?”

CHAPTER XV——OF THE PUNISHMENT OF COWARDICE

But as to cowardice, it is certain that the most usual way of chastising it is by ignominy and it is supposed that this practice brought into use by the legislator Charondas; and that, before his time, the laws of Greece punished those with death who fled from a battle; whereas he ordained only that they be for 3 days exposed in the public dressed in woman’s attire, hoping yet for some service from them, having awakened their courage by this open shame:

Suffundere malis hominis sanguinem, quam effundere. //

Rather bring the blood into a man’s cheek than let it out of his body. (Tertullian in his Apologetics.)” Não sei como isso pode infundir coragem, entretanto…

CHAPTER XVI——A PROCEEDING OF SOME AMBASSADORS [O PERIGO DE QUERER-SER-POLÍMATA-TENDO-APENAS-UM-GRANDE-TALENTO-QUE-EXCEDE-TODOS-OS-OUTROS-DE-DILETANTE – PRINCIPALMENTE NO QUE CONCERNE AO MONARCA, PARA NÃO SE TORNAR MAU GOVERNANTE OU MESMO DÉSPOTA]

I observe in my travels this custom, ever to learn something from the information of those with whom I confer (which is the best school of all others), and to put my company upon those subjects they are the best able to speak of:—

Basti al nocchiero ragionar de’ venti,

Al bifolco dei tori; et le sue piaghe

Conti’l guerrier; conti’l pastor gli armenti.

Let the sailor content himself with talking of the winds; the cowherd of his oxen; the soldier of his wounds; the shepherd of his flocks.—An Italian translation of Propertius, ii. i, 43

For it often falls out that, on the contrary, every one will rather choose to be prating of another man’s province than his own, thinking it so much new reputation acquired; witness the jeer Archidamus put upon Pertander, <that he had quitted the glory of being an excellent physician to gain the repute of a very bad poet>.—And do but observe how large and ample Caesar is to make us understand his inventions of building bridges and contriving engines of war,—and how succinct and reserved in comparison, where he speaks of the offices of his profession, his own valour, and military conduct. His exploits sufficiently prove him a great captain, and that he knew well enough; but he would be thought an excellent engineer to boot; a quality something different, and not necessary to be expected in him.”

By this course a man shall never improve himself, nor arrive at any perfection in anything. He must, therefore, make it his business always to put the architect, the painter, the statuary, every mechanic artisan, upon discourse of their own capacities.”

I have, in my time, known men of command checked for having rather obeyed the express words of the king’s letters, than the necessity of the affairs they had in hand. Men of understanding do yet, to this day, condemn the custom of the kings of Persia to give their lieutenants and agents so little rein, that, upon the least arising difficulties, they must fain have recourse to their further commands; this delay, in so vast an extent of dominion, having often very much prejudiced their affairs; and Crassus, writing to a man whose profession it was best to understand those things, and pre-acquainting him to what use this mast was designed, did he not seem to consult his advice, and in a manner invite him to interpose his better judgment?”

CHAPTER XVII——OF FEAR

So much does fear dread even the means of safety.”—Quint. Curt., ii. II.

And the many people who, impatient of the perpetual alarms of fear, have hanged or drowned themselves, or dashed themselves to pieces, give us sufficiently to understand that fear is more importunate and insupportable than death itself.”

CHAPTER XVIII——THAT MEN ARE NOT TO JUDGE OF OUR HAPPINESS TILL AFTER DEATH.

And, in this sense, this good advice of Solon may reasonably be taken; but he, being a philosopher (with which sort of men the favours and disgraces of Fortune stand for nothing, either to the making a man happy or unhappy, and with whom grandeurs and powers are accidents of a quality almost indifferent) I am apt to think that he had some further aim, and that his meaning was, that the very felicity of life itself, which depends upon the tranquillity and contentment of a well-descended spirit, and the resolution and assurance of a well-ordered soul, ought never to be attributed to any man till he has first been seen to play the last, and, doubtless, the hardest act of his part.”

To death do I refer the assay of the fruit of all my studies: we shall then see whether my discourses came only from my mouth or from my heart. I have seen many by their death give a good or an ill repute to their whole life.”

that I may die well—that is, patiently and tranquilly.”

CHAPTER XIX——THAT TO STUDY PHILOSOPY IS TO LEARN TO DIE

The reason of which is, because study and contemplation do in some sort withdraw from us our soul, and employ it separately from the body, which is a kind of apprenticeship and a resemblance of death; or, else, because all the wisdom and reasoning in the world do in the end conclude in this point, to teach us not to fear to die.”

All the opinions of the world agree in this, that pleasure is our end, though we make use of divers means to attain it: they would, otherwise, be rejected at the first motion; for who would give ear to him that should propose affliction and misery for his end?”

Let the philosophers say what they will, the thing at which we all aim, even in virtue is pleasure. (…) This pleasure, for being more gay, more sinewy, more robust and more manly, is only the more seriously voluptuous, and we ought give it the name of pleasure, as that which is more favourable, gentle, and natural, and not that from which we have denominated it.”

The felicity and beatitude that glitters in Virtue, shines throughout all her appurtenances and avenues, even to the first entry and utmost limits. Now, of all the benefits that virtue confers upon us, the contempt of death is one of the greatest, as the means that accommodates human life with a soft and easy tranquillity, and gives us a pure and pleasant taste of living, without which all other pleasure would be extinct.”

Xenophilus the musician, who lived 106 years in a perfect and continual health”

The end of our race is death; ‘tis the necessary object of our aim, which, if it fright us, how is it possible to advance a step without a fit of ague? The remedy the vulgar use is not to think on’t; but from what brutish stupidity can they derive so gross a blindness?”

They affright people with the very mention of death, and many cross themselves, as it were the name of the devil. And because the making a man’s will is in reference to dying, not a man will be persuaded to take a pen in hand to that purpose, till the physician has passed sentence upon and totally given him over, and then betwixt and terror, God knows in how fit a condition of understanding he is to do it.”

Young and old die upon the same terms; no one departs out of life otherwise than if he had but just before entered into it; neither is any man so old and decrepit, who, having heard of Methuselah, does not think he has yet 20 good years to come. Fool that thou art! who has assured unto thee the term of life? Thou dependest upon physicians’ tales: rather consult effects and experience.”

thou wilt find more who have died before than after 35 years of age.” “He ended His life at 33 years. The greatest man, that was no more than a man, Alexander, died also at the same age.”

Aeschylus, threatened with the fall of a house, was to much purpose circumspect to avoid that danger, seeing that he was knocked on the head by a tortoise falling out of an eagle’s talons in the air.” “Ésquilo, com sua vida ameaçada pelo soterramento de uma casa, foi circunspecto o bastante para se prevenir desse perigo, mas não para deixar de ser atingido na cabeça por uma tartaruga que caiu das garras duma águia – e assim ele morreu.”

Se, porém, devo completar os casos com um de meu próprio sangue, meu irmão, Capitão St. Martin, muito jovem ainda, 23 anos, que já havia dado provas de seu valor, jogando um duelo de tênis, recebeu uma bolada um pouco acima da orelha direita; sem nada sentir da gravidade da lesão no momento, ele nem sequer achou prudente interromper a partida. Cinco ou seis horas depois ele faleceu de uma apoplexia causada por essa mesma contusão.”

But ‘tis folly to think of doing anything that way. They go, they come, they gallop and dance, and not a word of death. All this is very fine; but withal, when it comes either to themselves, their wives, their children, or friends, surprising them at unawares and unprepared, then, what torment, what outcries, what madness and despair! Did you ever see anything so subdued, so changed, and so confounded? A man must, therefore, make more early provision for it; and this brutish negligence, could it possibly lodge in the brain of any man of sense (which I think utterly impossible), sells us its merchandise too dear.”

Let him hide beneath iron or brass in his fear, death will pull his head out of his armour.” Propertius

let us converse and be familiar with him, and have nothing so frequent in our thoughts as death. Upon all occasions represent him to our imagination in his every shape; at the stumbling of a horse, at the falling of a tile, at the least prick with a pin, let us presently consider, Well, and what if it had been death itself?

The Egyptians were wont to do after this manner, who in the height of their feasting and mirth, caused a dried skeleton of a man to be brought into the room to serve for a memento to their guests:

Omnem crede diem tibi diluxisse supremum

Grata superveniet, quae non sperabitur, hora.

Think each day when past is thy last; the next day, as unexpected, will be the more welcome.—Hor., Ep., i. 4, 13.”

he who has learned to die has unlearned to serve. There is nothing evil in life for him who rightly comprehends that the privation of life is no evil: to know how to die delivers us from all subjection and constraint.”

In truth, in all things, if nature do not help a little, it is very hard for art and industry to perform anything to purpose. I am in my own nature not melancholic, but meditative; and there is nothing I have more continually entertained myself withal than imaginations of death, even in the most wanton time of my age” “In the company of ladies, and at games, some have perhaps thought me possessed with some jealousy, or the uncertainty of some hope, whilst I was entertaining myself with the remembrance of some one, surprised, a few days before, with a burning fever of which he died, returning from an entertainment like this, with his head full of idle fancies of love and jollity, as mine was then, and that, for aught I knew, the same destiny was attending me.” “Every minute, methinks, I am escaping, and it eternally runs in my mind, that what may be done to-morrow, may be done to-day.” “A friend of mine the other day turning over my tablets, found therein a memorandum of something I would have done after my decease, whereupon I told him, as it was really true, that though I was no more than a league’s distance only from my own house, and merry and well, yet when that thing came into my head, I made haste to write it down there, because I was not certain to live till I came home. As a man that am eternally brooding over my own thoughts, and confine them to my own particular concerns, I am at all hours as well prepared as I am ever like to be, and death, whenever he shall come, can bring nothing along with him I did not expect long before. We should always, as near as we can, be booted and spurred, and ready to go, and, above all things, take care, at that time, to have no business with anyone but one’s self” Montaigne era um hipocondríaco.

Why for so short a life tease ourselves with so many projects?” Hor.

LADRAR O CÃO SABIA: “One man complains, more than of death, that he is thereby prevented of a glorious victory; another, that he must die before he has married his daughter, or educated his children; a third seems only troubled that he must lose the society of his wife; a fourth, the conversation of his son, as the principal comfort and concern of his being. For my part, I am, thanks be to God, at this instant in such a condition, that I am ready to dislodge, whenever it shall please Him, without regret for anything whatsoever. I disengage myself throughout from all worldly relations; my leave is soon taken of all but myself. Never did any one prepare to bid adieu to the world more absolutely and unreservedly, and to shake hands with all manner of interest in it, than I expect to do. The deadest deaths are the best”

We are to discharge ourselves from these vulgar and hurtful humours. To this purpose it was that men first appointed the places of sepulture adjoining the churches, and in the most frequented places of the city, to accustom, says Lycurgus, the common people, women, and children, that they should not be startled at the sight of a corpse, and to the end, that the continual spectacle of bones, graves, and funeral obsequies should put us in mind of our frail condition”

It was formerly the custom to enliven banquets with slaughter, and to combine with the repast the dire spectacle of men contending with the sword, the dying in many cases falling upon the cups, and covering the tables with blood.”Silius Italicus, xi. 51.

If I were a writer of books, I would compile a register, with a comment, of the various deaths of men: he who should teach men to die would at the same time teach them to live.”

The vigour wherein I now am, the cheerfulness and delight wherein I now live, make the contrary estate appear in so great a disproportion to my present condition, that, by imagination, I magnify those inconveniences by one-half, and apprehend them to be much more troublesome than I find them really to be, when they lie the most heavy upon me; I hope to find death the same.”

Caesar, to an old weather-beaten soldier of his guards, who came to ask him leave that he might kill himself, taking notice of his withered body and decrepit motion, pleasantly answered, <Thou fanciest, then, that thou art yet alive.>

Should a man fall into this condition on the sudden, I do not think humanity capable of enduring such a change: but nature, leading us by the hand, an easy and, as it were, an insensible pace, step by step conducts us to that miserable state, and by that means makes it familiar to us, so that we are insensible of the stroke when our youth dies in us, though it be really a harder death than the final dissolution of a languishing body, than the death of old age; forasmuch as the fall is not so great from an uneasy being to none at all, as it is from a sprightly and flourishing being to one that is troublesome and painful.” Esse luto eu já atravessei há muito tempo…

I will keep thee in fetters and chains, in custody of a savage keeper.—A god will when I ask Him, set me free. This god I think is death. Death is the term of all things.” —Hor.

why should we fear to lose a thing, which being lost, cannot be lamented?”

To him that told Socrates, <The 30 tyrants have sentenced thee to death>; <And nature them>, said he.—(CORRECTION: Socrates was not condemned to death by the 30, but by the Athenians. As in Diogenes Laertius, ii.35.)”

to lament that we shall not be alive 100 years hence, is the same folly as to be sorry we were not alive 100 years ago. Death is the beginning of another life. So did we weep, and so much it cost us to enter into this, and so did we put off our former veil in entering into it. Nothing can be a grievance that is but once.”

Long life, and short, are by death made all one; for there is no long, nor short, to things that are no more. Aristotle tells us that there are certain little beasts upon the banks of the river Hypanis, that never live above a day: they which die at 8 of the clock in the morning, die in their youth, and those that die at 5 in the evening, in their decrepitude: which of us would not laugh to see this moment of continuance put into the consideration of weal or woe? The most and the least, of ours, in comparison with eternity, or yet with the duration of mountains, rivers, stars, trees, and even of some animals, is no less ridiculous.”

Your death is a part of the order of the universe, ‘tis a part of the life of the world.”

Shall I exchange for you this beautiful contexture of things? ‘Tis the condition of your creation; death is a part of you, and whilst you endeavour to evade it, you evade yourselves. This very being of yours that you now enjoy is equally divided betwixt life and death. The day of your birth is one day’s advance towards the grave”

The first hour that gave us life took away also an hour.”

Seneca

Why not depart from life as a sated guest from a feast?”

Lucretius

But: “If you have not known how to make the best use of it, if it was unprofitable to you, what need you care to lose it, to what end would you desire longer to keep it?”

Life in itself is neither good nor evil; it is the scene of good or evil as you make it.”

if you have lived a day, you have seen all”

There is no other light, no other shade; this very sun, this moon, these very stars, this very order and disposition of things, is the same your ancestors enjoyed, and that shall also entertain your posterity” Eu gostaria de ver o sol alaranjado ou vermelho de meio-dia: o crepúsculo da civilização ocidental!

Your grandsires saw no other thing; nor will your posterity.”

Manilius

And, come the worst that can come, the distribution and variety of all the acts of my comedy are performed in a year. If you have observed the revolution of my 4 seasons, they comprehend the infancy, the youth, the virility, and the old age of the world: the year has played his part, and knows no other art but to begin again; it will always be the same thing”

We are turning in the same circle, ever therein confined.”

Lucretius

I am not prepared to create for you any new recreations”

Give place to others, as others have given place to you. Equality is the soul of equity. Who can complain of being comprehended in the same destiny, wherein all are involved? Besides, live as long as you can, you shall by that nothing shorten the space you are to be dead; ‘tis all to no purpose; you shall be every whit as long in the condition you so much fear, as if you had died at nurse”

Know you not that, when dead, there can be no other living self to lament you dead, standing on your grave?”

Death is less to be feared than nothing, if there could be anything less than nothing.”

Make use of time while it is present with you. It depends upon your will, and not upon the number of days, to have a sufficient length of life. Is it possible you can imagine never to arrive at the place towards which you are continually going?”

No night has followed day, no day has followed night, in which there has not been heard sobs and sorrowing cries, the companions of death and funerals.”

To what end should you endeavour to draw back, if there be no possibility to evade it? you have seen examples enough of those who have been well pleased to die, as thereby delivered from heavy miseries; but have you ever found any who have been dissatisfied with dying? It must, therefore, needs be very foolish to condemn a thing you have neither experimented in your own person, nor by that of any other. Why dost thou complain of me and of destiny? Do we do thee any wrong? Is it for thee to govern us, or for us to govern thee? Though, peradventure, thy age may not be accomplished, yet thy life is: a man of low stature is as much a man as a giant; neither men nor their lives are measured by the ell. Chiron refused to be immortal, when he was acquainted with the conditions under which he was to enjoy it, by the god of time itself and its duration, his father Saturn. Do but seriously consider how much more insupportable and painful an immortal life would be to man than what I have already given him. If you had not death, you would eternally curse me for having deprived you of it”

It was I that taught Thales, the most eminent of your sages, that to live and to die were indifferent; which made him, very wisely, answer him, ‘Why then he did not die?’ ‘Because,’ said he, ‘it is indifferent.’

Why dost thou fear thy last day? it contributes no more to thy dissolution, than every one of the rest” “Every day travels towards death; the last only arrives at it.”

* * * “These are the good lessons our mother Nature teaches.” * * *

I believe, in truth, that it is those terrible ceremonies and preparations wherewith we set it out, that more terrify us than the thing itself (…) our beds environed with physicians and divines; in sum, nothing but ghostliness and horror round about us; we seem dead and buried already.”

Children are afraid even of those they are best acquainted with, when disguised in a visor; and so ‘tis with us; the visor must be removed as well from things as from persons, that being taken away, we shall find nothing underneath but the very same death that a mean servant or a poor chambermaid died a day or two ago, without any manner of apprehension. Happy is the death that deprives us of leisure for preparing such ceremonials.” Die young!

CHAPTER XX——OF THE FORCE OF IMAGINATION [OU SOBRE HERMAFRODITAS]

A imaginação não precisa de eventos, mas os eventos sempre precisam de imaginação…

A perpetual cough in another tickles my lungs and throat. (…) Simon Thomas was a great physician of his time: I remember, that happening one day at Toulouse to meet him at a rich old fellow’s house, who was troubled with weak lungs, and discoursing with the patient about the method of his cure, he told him, that one thing which would be very conducive to it, was to give me such occasion to be pleased with his company, that I might come often to see him, by which means, and by fixing his eyes upon the freshness of my complexion, and his imagination upon the sprightliness and vigour that glowed in my youth, and possessing all his senses with the flourishing age wherein I then was, his habit of body might, peradventure, be amended; but he forgot to say that mine, at the same time, might be made worse. Gallus Vibius so much bent his mind to find out the essence and motions of madness, that, in the end, he himself went out of his wits, and to such a degree, that he could never after recover his judgment, and might brag that he was become a fool by too much wisdom.”

We start, tremble, turn pale, and blush, as we are variously moved by imagination; and, being a-bed, feel our bodies agitated with its power to that degree, as even sometimes to expiring.”

Although it be no new thing to see horns grown in a night on the forehead of one that had none when he went to bed, notwithstanding, what befell Cippus, King of Italy, is memorable; who having one day been a very delighted spectator of a bullfight, and having all the night dreamed that he had horns on his head, did, by the force of imagination, really cause them to grow there. Passion gave to the son of Croesus the voice which nature had denied him. And Antiochus fell into a fever, inflamed with the beauty of Stratonice, too deeply imprinted in his soul. Pliny pretends to have seen Lucius Cossitius, who from a woman was turned into a man upon her very wedding-day. Pontanus and others report the like metamorphosis to have happened in these latter days in Italy.”

Myself passing by Vitry le François, saw a man the Bishop of Soissons had, in confirmation, called Germain, whom all the inhabitants of the place had known to be a girl till 22 years of age, called Mary. He was, at the time of my being there, very full of beard, old, and not married. He told us, that by straining himself in a leap his male organs came out; and the girls of that place have, to this day, a song, wherein they advise one another not to take too great strides, for fear of being turned into men, as Mary Germain was.” HAHAHAHAHA!

to the end it may not so often relapse into the same thought and violence of desire, it were better, once for all, to give these young wenches the things they long for.”

St. Augustine makes mention of another, who, upon the hearing of any lamentable or doleful cries, would presently fall into a swoon, and be so far out of himself, that it was in vain to call, bawl in his ears, pinch or burn him, till he voluntarily came to himself; and then he would say, that he had heard voices as it were afar off, and did feel when they pinched and burned him; and, to prove that this was no obstinate dissimulation in defiance of his sense of feeling, it was manifest, that all the while he had neither pulse nor breathing.”

I am not satisfied whether those pleasant ligatures—(Les nouements d’aiguillettes, as they were called, knots tied by some one, at a wedding, on a strip of leather, cotton, or silk, and which, especially when passed through the wedding-ring, were supposed to have the magical effect of preventing a consummation of the marriage until they were untied. See Louandre, La Sorcellerie, 1853, p. 73. The same superstition and appliance existed in England. – NT)—with which this age of ours is so occupied, that there is almost no other talk, are not mere voluntary impressions of apprehension and fear; for I know, by experience, in the case of a particular friend of mine, one for whom I can be as responsible as for myself, and a man that cannot possibly fall under any manner of suspicion of insufficiency, and as little of being enchanted, who having heard a companion of his make a relation of an unusual frigidity that surprised him at a very unseasonable time; being afterwards himself engaged upon the same account, the horror of the former story on a sudden so strangely possessed his imagination, that he ran the same fortune the other had done; and from that time forward, the scurvy remembrance of his disaster running in his mind and tyrannising over him, he was subject to relapse into the same misfortune. He found some remedy, however, for this fancy in another fancy, by himself frankly confessing and declaring beforehand to the party with whom he was to have to do, this subjection of his, by which means, the agitation of his soul was, in some sort, appeased; and knowing that, now, some such misbehaviour was expected from him, the restraint upon his faculties grew less. And afterwards, at such times as he was in no such apprehension, when setting about the act (his thoughts being then disengaged and free, and his body in its true and natural estate) he was at leisure to cause the part to be handled and communicated to the knowledge of the other party, he was totally freed from that vexatious infirmity. After a man has once done a woman right, he is never after in danger of misbehaving himself with that person, unless upon the account of some excusable weakness. Neither is this disaster to be feared, but in adventures, where the soul is overextended with desire or respect, and, especially, where the opportunity is of an unforeseen and pressing nature; in those cases, there is no means for a man to defend himself from such a surprise, as shall put him altogether out of sorts. I have known some, who have secured themselves from this mischance, by coming half-sated elsewhere, purposely to abate the ardour of the fury, and others, who, being grown old, find themselves less impotent by being less able; and one, who found an advantage in being assured by a friend of his, that he had a counter-charm of enchantments that would secure him from this disgrace.” Quanto jogo de esconde para falar de impotência sexual, a.k.a. pinto mole! Será que o termo frígido era unissex, pois?

Amasis, King of Egypt, having married Laodice, a very beautiful Greek virgin, though noted for his abilities elsewhere, found himself quite another man with his wife, and could by no means enjoy her; at which he was so enraged, that he threatened to kill her, suspecting her to be a witch. As ‘tis usual in things that consist in fancy, she put him upon devotion, and having accordingly made his vows to Venus, he found himself divinely restored the very first night after his oblations and sacrifices. Now women are to blame to entertain us with that disdainful, coy, and angry countenance, which extinguishes our vigour, as it kindles our desire; which made the daughter-in-law of Pythagoras—(Theano, the lady in question was the wife, not the daughter-in-law of Pythagoras.)— say, <That the woman who goes to bed to a man, must put off her modesty with her petticoat, and put it on again with the same.>

Married people, having all their time before them, ought never to compel or so much as to offer at the feat, if they do not find themselves quite ready”

8=====D “The indocile liberty of this member is very remarkable, [HAHAHAHA] so importunately unruly in its tumidity and impatience, when we do not require it, and so unseasonably disobedient, when we stand most in need of it: so imperiously contesting in authority with the will, and with so much haughty obstinacy denying all solicitation, both of hand and mind. (…) For let any one consider, whether there is any one part of our bodies that does not often refuse to perform its office at the precept of the will, and that does not often exercise its function in defiance of her command.” “The same cause that animates this member, does also, without our knowledge, animate the lungs, pulse, and heart, the sight of a pleasing object imperceptibly diffusing a flame through all our parts, with a feverish motion. Is there nothing but these veins and muscles that swell and flag without the consent, not only of the will, but even of our knowledge also? We do not command our hairs to stand on end, nor our skin to shiver either with fear or desire; the hands often convey themselves to parts to which we do not direct them; the tongue will be interdict, and the voice congealed, when we know not how to help it. When we have nothing to eat, and would willingly forbid it, the appetite does not, for all that, forbear to stir up the parts that are subject to it, no more nor less than the other appetite we were speaking of, and in like manner, as unseasonably leaves us, when it thinks fit. The vessels that serve to discharge the belly have their own proper dilatations and compressions, without and beyond our concurrence, as well as those which are destined to purge the reins; and that which, to justify the prerogative of the will, St. Augustine urges, of having seen a man who could command his rear to discharge as often together as he pleased, Vives, his commentator, yet further fortifies with another example in his time,—of one that could break wind in tune; but these cases do not suppose anymore pure obedience in that part; for is anything commonly more tumultuary or indiscreet? To which let me add, that I myself knew one so rude and ungoverned, as for 40 years together made his master vent with one continued and unintermitted outbursting, and ‘tis like will do so till he die of it.”

A woman fancying she had swallowed a pin in a piece of bread, cried and lamented as though she had an intolerable pain in her throat, where she thought she felt it stick; but an ingenious fellow that was brought to her, seeing no outward tumour nor alteration, supposing it to be only a conceit taken at some crust of bread that had hurt her as it went down, caused her to vomit, and, unseen, threw a crooked pin into the basin, which the woman no sooner saw, but believing she had cast it up, she presently found herself eased of her pain.”

witness dogs, who die of grief for the loss of their masters; and bark and tremble and start in their sleep; so horses will kick and whinny in their sleep.”

When we look at people with sore eyes, our own eyes become sore.

Many things are hurtful to our bodies by transition.”

Ovid

Tortoises and ostriches hatch their eggs with only looking on them, which infers that their eyes have in them some ejaculative virtue. And the eyes of witches are said to be assailant and hurtful”

There was at my house, a little while ago, a cat seen watching a bird upon the top of a tree: these, for some time, mutually fixing their eyes one upon another, the bird at last let herself fall dead into the cat’s claws, either dazzled by the force of its own imagination, or drawn by some attractive power of the cat.”

For my part, I think it less hazardous to write of things past, than present, by how much the writer is only to give an account of things every one knows he must of necessity borrow upon trust.” Não foi o que vimos em vários relatos de médicos e de noivos logo acima!

there is nothing so contrary to my style as a continued narrative; I so often interrupt and cut myself short in my writing for want of breath; I have neither composition nor explanation worth anything, and am ignorant, beyond a child, of the phrases and even the very words proper to express the most common things; and for that reason it is, that I have undertaken to say only what I can say, and have accommodated my subject to my strength.” “Plutarch would say of what he has delivered to us, that it is the work of others: that his examples are all and everywhere exactly true: that they are useful to posterity, and are presented with a lustre that will light us the way to virtue, is his own work. It is not of so dangerous consequence, as in a medicinal drug, whether an old story be so or so.”

CHAPTER XXI——THAT THE PROFIT OF ONE MAN IS THE DAMAGE OF ANOTHER

Demades the Athenian—(Seneca, De Beneficiis, 6:38, whence nearly the whole of this chapter is taken.)—condemned one of his city, whose trade it was to sell the necessaries for funeral ceremonies, upon pretence that he demanded unreasonable profit, and that that profit could not accrue to him, but by the death of a great number of people. A judgment that appears to be ill grounded, forasmuch as no profit whatever can possibly be made but at the expense of another, and that by the same rule he should condemn all gain of what kind soever. The merchant only thrives by the debauchery of youth, the husband man by the dearness of grain, the architect by the ruin of buildings, lawyers and officers of justice by the suits and contentions of men: nay, even the honour and office of divines are derived from our death and vices. A physician takes no pleasure in the health even of his friends, says the ancient Greek comic writer, nor a soldier in the peace of his country, and so of the rest. And, which is yet worse, let every one but dive into his own bosom, and he will find his private wishes spring and his secret hopes grow up at another’s expense. Upon which consideration it comes into my head, that nature does not in this swerve from her general polity; for physicians hold, that the birth, nourishment, and increase of everything is the dissolution and corruption of another”

CHAPTER XXII——OF CUSTOM, AND THAT WE SHOULD NOT EASILY CHANGE A LAW RECEIVED

He seems to me to have had a right and true apprehension of the power of custom, who first invented the story of a country-woman who, having accustomed herself to play with and carry a young calf in her arms, and daily continuing to do so as it grew up, obtained this by custom, that, when grown to be a great ox, she was still able to bear it. For, in truth, custom is a violent and treacherous schoolmistress. She, by little and little, slily and unperceived, slips in the foot of her authority, but having by this gentle and humble beginning, with the benefit of time, fixed and established it, she then unmasks a furious and tyrannic countenance, against which we have no more the courage or the power so much as to lift up our eyes. We see her, at every turn, forcing and violating the rules of nature”

I refer to her Plato’s cave in his Republic, and the physicians, who so often submit the reasons of their art to her authority; as the story of that king, who by custom brought his stomach to that pass, as to live by poison, and the maid that Albertus reports to have lived upon spiders. In that new world of the Indies, there were found great nations, and in very differing climates, who were of the same diet, made provision of them, and fed them for their tables; as also, they did grasshoppers, mice, lizards, and bats; and in a time of scarcity of such delicacies, a toad was sold for 6 crowns, all which they cook, and dish up with several sauces. There were also others found, to whom our diet, and the flesh we eat, were venomous and mortal”

The power of custom is very great: huntsmen will lie out all night in the snow, or suffer themselves to be burned up by the sun on the mountains; boxers, hurt by the caestus [a luva romana, de ferro e couro], never utter a groan.”—Cicero

NOISE – ACQUIRED TASTE: “what philosophers believe of the music of the spheres, that the bodies of those circles being solid and smooth, and coming to touch and rub upon one another, cannot fail of creating a marvellous harmony, the changes and cadences of which cause the revolutions and dances of the stars; but that the hearing sense of all creatures here below, being universally, like that of the Egyptians, deafened, and stupefied with the continual noise, cannot, how great soever, perceive it(This passage is taken from Cicero, Dream of Scipio; see his De Republica, 6:2. The Egyptians were said to be stunned by the noise of the Cataracts.)— Smiths, millers, pewterers, forgemen, and armourers could never be able to live in the perpetual noise of their own trades, did it strike their ears with the same violence that it does ours.” Schopenhauer e Goethe discordam.

I myself lie at home in a tower, where every morning and evening a very great bell rings out the Ave Maria: the noise shakes my very tower, and at first seemed insupportable to me; but I am so used to it, that I hear it without any manner of offence, and often without awaking at it.”

Mothers are mightily pleased to see a child writhe off the neck of a chicken, or to please itself with hurting a dog or a cat; and such wise fathers there are in the world, who look upon it as a notable mark of a martial spirit, when they hear a son miscall, or see him domineer over a poor peasant, or a lackey, that dares not reply, nor turn again; and a great sign of wit, when they see him cheat and overreach his playfellow by some malicious treachery and deceit. Yet these are the true seeds and roots of cruelty, tyranny, and treason; they bud and put out there, and afterwards shoot up vigorously, and grow to prodigious bulk, cultivated by custom. And it is a very dangerous mistake to excuse these vile inclinations upon the tenderness of their age, and the triviality of the subject: first, it is nature that speaks, whose declaration is then more sincere, and inward thoughts more undisguised, as it is more weak and young; secondly, the deformity of cozenage does not consist nor depend upon the difference betwixt crowns and pins; but I rather hold it more just to conclude thus: why should he not cozen in crowns since he does it in pins, than as they do, who say they only play for pins, they would not do it if it were for money?”

I know very well, for what concerns myself, that from having been brought up in my childhood to a plain and straightforward way of dealing, and from having had an aversion to all manner of juggling and foul play in my childish sports and recreations (and, indeed, it is to be noted, that the plays of children are not performed in play, but are to be judged in them as their most serious actions), there is no game so small wherein from my own bosom naturally, and without study or endeavour, I have not an extreme aversion from deceit.”

I saw the other day, at my own house, a little fellow, a native of Nantes, born without arms, who has so well taught his feet to perform the services his hands should have done him, that truly these have half forgotten their natural office; and, indeed, the fellow calls them his hands; with them he cuts anything, charges and discharges a pistol, threads a needle, sews, writes, puts off his hat, combs his head, plays at cards and dice, and all this with as much dexterity as any other could do who had more, and more proper limbs to assist him. The money I gave him—for he gains his living by showing these feats—he took in his foot, as we do in our hand. I have seen another who, being yet a boy, flourished a 2-handed sword, and, if I may so say, handled a halberd with the mere motions of his neck and shoulders for want of hands; tossed them into the air, and caught them again, darted a dagger, and cracked a whip as well as any coachman in France.”

Is it not a shame for a natural philosopher, that is, for an observer and hunter of nature, to seek testimony of the truth from minds prepossessed by custom?”

A French gentleman was always wont to blow his nose with his fingers (a thing very much against our fashion), and he justifying himself for so doing, and he was a man famous for pleasant repartees, he asked me, what privilege this filthy excrement had, that we must carry about us a fine handkerchief to receive it, and, which was more, afterwards to lap it carefully up, and carry it all day about in our pockets, which, he said, could not but be much more nauseous and offensive, than to see it thrown away, as we did all other evacuations. I found that what he said was not altogether without reason, and by being frequently in his company, that slovenly action of his was at last grown familiar to me; which nevertheless we make a face at, when we hear it reported of another country.”

There are peoples, where, his wife and children excepted, no one speaks to the king but through a tube. In one and the same nation, the virgins discover those parts that modesty should persuade them to hide, and the married women carefully cover and conceal them. To which, this custom, in another place, has some relation, where chastity, but in marriage, is of no esteem, for unmarried women may prostitute themselves to as many as they please, and being got with child, may lawfully take physic, in the sight of every one, to destroy their fruit. And, in another place, if a tradesman marry, all of the same condition, who are invited to the wedding, lie with the bride before him; and the greater number of them there is, the greater is her honour, and the opinion of her ability and strength: if an officer marry, ‘tis the same, the same with a labourer, or one of mean condition; but then it belongs to the lord of the place to perform that office; and yet a severe loyalty during marriage is afterward strictly enjoined. There are places where brothels of young men are kept for the pleasure of women; where the wives go to war as well as the husbands, and not only share in the dangers of battle, but, moreover, in the honours of command. Others, where they wear rings not only through their noses, lips, cheeks, and on their toes, but also weighty gimmals of gold thrust through their paps and buttocks; where, in eating, they wipe their fingers upon their thighs, genitories, and the soles of their feet: where children are excluded, and brothers and nephews only inherit; and elsewhere, nephews only, saving in the succession of the prince: where, for the regulation of community in goods and estates, observed in the country, certain sovereign magistrates have committed to them the universal charge and overseeing of the agriculture, and distribution of the fruits, according to the necessity of everyone where they lament the death of children, and feast at the decease of old men: where they lie 10 or 12 in a bed, men and their wives together: where women, whose husbands come to violent ends, may marry again, and others not: where the condition of women is looked upon with such contempt, that they kill all the native females, and buy wives of their neighbours to supply their use; where husbands may repudiate their wives, without showing any cause, but wives cannot part from their husbands, for what cause soever; where husbands may sell their wives in case of sterility; where they boil the bodies of their dead, and afterward pound them to a pulp, which they mix with their wine, and drink it; where the most coveted sepulture is to be eaten by dogs, and elsewhere by birds; where they believe the souls of the blessed live in all manner of liberty, in delightful fields, furnished with all sorts of delicacies, and that it is these souls, repeating the words we utter, which we call Echo; where they fight in the water, and shoot their arrows with the most mortal aim, swimming; where, for a sign of subjection, they lift up their shoulders, and hang down their heads; where they put off their shoes when they enter the king’s palace; where the eunuchs, who take charge of the sacred women, have, moreover, their lips and noses cut off, that they may not be loved; where the priests put out their own eyes, to be better acquainted with their demons, and the better to receive their oracles; where every one makes to himself a deity of what he likes best; the hunter of a lion or a fox, the fisher of some fish; idols of every human action or passion; in which place, the sun, the moon, and the earth are the principal deities, and the form of taking an oath is, to touch the earth, looking up to heaven; where both flesh and fish is eaten raw; where the greatest oath they take is, to swear by the name of some dead person of reputation, laying their hand upon his tomb; where the new-year’s gift the king sends every year to the princes, his vassals, is fire, which being brought, all the old fire is put out, and the neighbouring people are bound to fetch of the new, every one for themselves, upon pain of high treason; where, when the king, to betake himself wholly to devotion, retires from his administration (which often falls out), his next successor is obliged to do the same, and the right of the kingdom devolves to the 3rd in succession: where they vary the form of government, according to the seeming necessity of affairs: depose the king when they think good, substituting certain elders to govern in his stead, and sometimes transferring it into the hands of the commonality: where men and women are both circumcised and also baptized: where the soldier, who in one or several engagements, has been so fortunate as to present 7 of the enemies’ heads to the king, is made noble: where they live in that rare and unsociable opinion of the mortality of the soul: where the women are delivered without pain or fear: where the women wear copper leggings upon both legs, and if a louse [piolho] bite them, are bound in magnanimity to bite them again, and dare not marry, till first they have made their king a tender of their virginity, if he please to accept it: where the ordinary way of salutation is by putting a finger down to the earth, and then pointing it up toward heaven: where men carry burdens upon their heads, and women on their shoulders; where the women make water standing, and the men squatting: where they send their blood in token of friendship, and offer incense to the men they would honour, like gods: where, not only to the 4th, but in any other remote degree, kindred are not permitted to marry: where the children are 4 years at nurse, and often 12; in which place, also, it is accounted mortal to give the child suck the 1st day after it is born: where the correction of the male children is peculiarly designed to the fathers, and to the mothers of the girls; the punishment being to hang them by the heels in the smoke: where they circumcise the women: (DV) where they eat all sorts of herbs, without other scruple than of the badness of the smell: where all things are open the finest houses, furnished in the richest manner, without doors, windows, trunks, or chests to lock, a thief being there punished double what they are in other places: where they crack lice with their teeth like monkeys, and abhor to see them killed with one’s nails: where in all their lives they neither cut their hair nor pare their nails; and, in another place, pare those of the right hand only, letting the left grow for ornament and bravery: where they suffer the hair on the right side to grow as long as it will, and shave the other; and in the neighbouring provinces, some let their hair grow long before, and some behind, shaving close the rest: where parents let out their children, and husbands their wives, to their guests to hire: where a man may get his own mother with child, and fathers make use of their own daughters or sons, without scandal: [fake news] where, at their solemn feasts, they interchangeably lend their children to one another, without any consideration of nearness of blood. In one place, men feed upon human flesh; in another, ‘tis reputed a pious office for a man to kill his father at a certain age; elsewhere, the fathers dispose of their children, whilst yet in their mothers’ wombs, some to be preserved and carefully brought up, and others to be abandoned or made away. Elsewhere the old husbands lend their wives to young men; and in another place they are in common without offence; in one place particularly, the women take it for a mark of honour to have as many gay fringed tassels at the bottom of their garment, as they have lain with several men. Moreover, has not custom made a republic of women separately by themselves? has it not put arms into their hands, and made them raise armies and fight battles? And does she not, by her own precept, instruct the most ignorant vulgar, and make them perfect in things which all the philosophy in the world could never beat into the heads of the wisest men? For we know entire nations, where death was not only despised, but entertained with the greatest triumph; where children of 7 years old suffered themselves to be whipped to death, without changing countenance; where riches were in such contempt, that the meanest citizen would not have deigned to stoop to take up a purse of crowns. And we know regions, very fruitful in all manner of provisions, where, notwithstanding, the most ordinary diet, and that they are most pleased with, is only bread, cresses, [agrião] and water. Did not custom, moreover, work that miracle in Chios that, in 700 years, it was never known that ever maid or wife committed any act to the prejudice of her honour?”

Darius asking certain Greeks what they would take to assume the custom of the Indians, of eating the dead bodies of their fathers (for that was their use, believing they could not give them a better nor more noble sepulture than to bury them in their own bodies), they made answer, that nothing in the world should hire them to do it; but having also tried to persuade the Indians to leave their custom, and, after the Greek manner, to burn the bodies of their fathers, they conceived a still greater horror at the motion. (Herodotus, 3:38)”

testemunhai Crísipo (Sextus Empiricus, Pyyrhon. Hypotyp., 1:14), quem, em tantos de seus escritos, espargiu sua soberana indiferença frente a conjunções incestuosas, não importa quão próximo fosse o grau de parentesco entre os partícipes.”

I shall ask him, what can be more strange than to see a people obliged to obey laws they never understood; bound in all their domestic affairs, as marriages, donations, wills, sales, and purchases, to rules they cannot possibly know, being neither written nor published in their own language, and of which they are of necessity to purchase both the interpretation and the use? Not according to the ingenious opinion of Isocrates,—(Discourse to Nicocles)—who counselled his king to make the traffics and negotiations of his subjects, free, frank, and of profit to them, and their quarrels and disputes burdensome, and laden with heavy impositions and penalties; but, by a prodigious opinion, to make sale of reason itself, and to give to laws a course of merchandise. I think myself obliged to fortune that, as our historians report, it was a Gascon gentleman, a countryman of mine, who first opposed Charlemagne, when he attempted to impose upon us Latin and imperial laws.”

there are double laws, those of honour and those of justice, in many things altogether opposite one to another; the nobles as rigorously condemning a lie taken, as the other do a lie revenged: by the law of arms, he shall be degraded from all nobility and honour who puts up with an affront; and by the civil law, he who vindicates his reputation by revenge incurs a capital punishment: he who applies himself to the law for reparation of an offence done to his honour, disgraces himself; and he who does not, is censured and punished by the law. Yet of these 2 so different things, both of them referring to one head, the one has the charge of peace, the other of war; those have the profit, these the honour; those the wisdom, these the virtue; those the word, these the action; those justice, these valour; those reason, these force; those the long robe, these the short;—divided betwixt them.”

for the most fantastic, in my opinion, that can be imagined, I will instance amongst others, our flat caps, that long tail of velvet that hangs down from our women’s heads, with its party-coloured trappings; and that vain and futile model of a member we cannot in modesty so much as name, which, nevertheless, we make show and parade of in public.” Curiosamente análogo ao trecho narrado por Dolgoruki em O Adolescente

The Ephoros who so rudely cut the 2 strings that Phrynis had added to music never stood to examine whether that addition made better harmony, or that by its means the instrument was more full and complete; it was enough for him to condemn the invention, that it was a novelty, and an alteration of the old fashion. Which also is the meaning of the old rusty sword carried before the magistracy of Marseilles.” Não entendeu o mundo grego.

O QUE AGUARDA JAIR BOLSONARO: “Alas! The wounds were made by my own weapons.

Ovid, Ep. Phyll. Demophoonti, vers. 48.

They who give the first shock to a state, are almost naturally the first overwhelmed in its ruin; the fruits of public commotion are seldom enjoyed by him who was the first motor; he beats and disturbs the water for another’s net.”

CHAPTER XXIII——VARIOUS EVENTS FROM THE SAME COUNSEL

What then, is it possible that I am to live in perpetual anxiety and alarm, and suffer my would-be assassin, meantime, to walk abroad at liberty? Shall he go unpunished, after having conspired against my life, a life that I have hitherto defended in so many civil wars, in so many battles by land and by sea? And after having settled the universal peace of the whole world, shall this man be pardoned, who has conspired not only to murder, but to sacrifice me?” Júlio (ou Augusto?) César

<Why livest thou, if it be for the good of so many that thou shouldst die? must there be no end of thy revenges and cruelties? Is thy life of so great value, that so many mischiefs must be done to preserve it?> His wife Livia, seeing him in this perplexity: <Will you take a woman’s counsel?> said she. <Do as the physicians do, who, when the ordinary recipes will do no good, make trial of the contrary. By severity you have hitherto prevailed nothing; Lepidus has followed Salvidienus; Murena, Lepidus; Caepio, Murena; Egnatius, Caepio. Begin now, and try how sweetness and clemency will succeed. Cinna is convict; forgive him, he will never henceforth have the heart to hurt thee, and it will be an act to thy glory.> Augustus was well pleased that he had met with an advocate of his own humour; wherefore, having thanked his wife, and, in the morning, countermanded his friends he had before summoned to council, he commanded Cinna all alone to be brought to him; who being accordingly come, and a chair by his appointment set him, having ordered all the rest out of the room, he spake to him after this manner: <In the first place, Cinna, I demand of thee patient audience; do not interrupt me in what I am about to say, and I will afterwards give thee time and leisure to answer. Thou knowest, Cinna, that having taken thee prisoner in the enemy’s camp, and thou an enemy, not only so become, but born so, I gave thee thy life, restored to thee all thy goods, and, finally, put thee in so good a posture, by my bounty, of living well and at thy ease, that the victorious envied the conquered. The sacerdotal office which thou madest suit to me for, I conferred upon thee, after having denied it to others, whose fathers have ever borne arms in my service. After so many obligations, thou hast undertaken to kill me.” At which Cinna crying out that he was very far from entertaining any so wicked a thought: <Thou dost not keep thy promise, Cinna, that thou wouldst not interrupt me. Yes, thou hast undertaken to murder me in such a place, on such a day, in such and such company, and in such a manner.> At which words, seeing Cinna astounded and silent, not upon the account of his promise so to be, but interdict with the weight of his conscience: <Why, to what end wouldst thou do it? Is it to be emperor? Believe me, the Republic is in very ill condition, if I am the only man betwixt thee and the empire. Thou art not able so much as to defend thy own house, and but t’other day was baffled in a suit, by the opposed interest of a mere manumitted slave. What, hast thou neither means nor power in any other thing, but only to undertake Caesar? I quit the throne, if there be no other than I to obstruct thy hopes. Canst thou believe that Paulus, that Fabius, that the Cossii and the Servilii, and so many noble Romans, not only so in title, but who by their virtue, honour and their nobility, would suffer or endure thee?> After this, and a great deal more that he said to him (for he was 2 long hours in speaking), <Now go, Cinna, go thy way: I give thee that life as traitor and parricide, which I before gave thee in the quality of an enemy. Let friendship from this time forward begin betwixt us, and let us show whether I have given, or thou hast received thy life with the better faith>; and so departed from him. Some time after, he preferred him to the consular dignity, complaining that he had not the confidence to demand it; had him everafter for his very great friend, and was, at last, made by him sole heir to all his estate. Now, from the time of this accident which befell Augustus in the 40th year of his age, he never had any conspiracy or attempt against him, and so reaped the due reward of this his so generous clemency. But—so vain and futile a thing is human prudence; throughout all our projects, counsels and precautions, Fortune will still be mistress of events. “

The poetic raptures, the flights of fancy, that ravish and transport the author out of himself, why should we not attribute them to his good fortune, since he himself confesses that they exceed his sufficiency and force, and acknowledges them to proceed from something else than himself, and that he has them no more in his power than the orators say they have those extraordinary motions and agitations that sometimes push them beyond their design? It is the same in painting, where touches shall sometimes slip from the hand of the painter, so surpassing both his conception and his art, as to beget his own admiration and astonishment. But Fortune does yet more evidently manifest the share she has in all things of this kind, by the graces and elegances we find in them, not only beyond the intention, but even without the knowledge of the workman: a competent reader often discovers in other men’s writings other perfections than the author himself either intended or perceived, a richer sense and more quaint expression.”

all that our wisdom can do alone is no great matter; the more piercing, quick, and apprehensive it is, the weaker it finds itself, and is by so much more apt to mistrust itself. I am of Sylla’s opinion (<Who freed his great deeds from envy by ever attributing them to his good fortune, and finally by surnaming himself Faustus, the Lucky.>—Plutarch, How far a Man may praise Himself, IX); and when I closely examine the most glorious exploits of war, I perceive, methinks, that those who carry them on make use of counsel and debate only for custom’s sake, and leave the best part of the enterprise to Fortune, and relying upon her aid, transgress, at every turn, the bounds of military conduct and the rules of war.”

You will read in history, of many who have been in such apprehension, that the most part have taken the course to meet and anticipate conspiracies against them by punishment and revenge; but I find very few who have reaped any advantage by this proceeding; witness so many Roman emperors. Whoever finds himself in this danger, ought not to expect much either from his vigilance or power; for how hard a thing is it for a man to secure himself from an enemy, who lies concealed under the countenance of the most assiduous friend we have, and to discover and know the wills and inward thoughts of those who are in our personal service.”

whosoever despises his own life, is always master of that of another man.” Sêneca

And moreover, this continual suspicion, that makes a prince jealous of all the world, must of necessity be a strange torment to him. Therefore it was, that Dion, being advertised that Callippus watched all opportunities to take away his life, had never the heart to inquire more particularly into it, saying, that he had rather die than live in that misery, that he must continually stand upon his guard, not only against his enemies, but his friends also”

Those who preach to princes so circumspect and vigilant a jealousy and distrust, under colour of security, preach to them ruin and dishonour: nothing noble can be performed without danger. Those who preach to princes so circumspect and vigilant a jealousy and distrust, under colour of security, preach to them ruin and dishonour: nothing noble can be performed without danger.”

Courage, the reputation and glory of which men seek with so greedy an appetite, presents itself, when need requires, as magnificently in cuerpo, as in full armour; in a closet, as in a camp; with arms pendant, as with arms raised.” E tudo aquilo foi como se não fôra nada… Quando olhei para trás, em retrospecto, já havia sido corajoso!

Confiança obriga à fidelidade. O que é uma verdade tanto para o senhor quanto para o súdito.

The most mistrustful of our kings—Louis XI—established his affairs principally by voluntarily committing his life and liberty into his enemies’ hands, by that action manifesting that he had absolute confidence in them, to the end they might repose as great an assurance in him.”

Só merece ser temido quem escolhe não temer.

to represent a pretended resolution with a pale and doubtful countenance and trembling limbs, for the service of an important reconciliation, will effect nothing to purpose.”

There is nothing so little to be expected or hoped for from this many-headed monster, in its fury, as humanity and good nature”

I look upon Julius Caesar’s way of winning men to him as the best and finest that can be put in practice. First, he tried by clemency to make himself beloved even by his very enemies, contenting himself, in detected conspiracies, only publicly to declare, that he was pre-acquainted with them; which being done, he took a noble resolution to await without solicitude or fear, whatever might be the event, wholly resigning himself to the protection of the gods and fortune: for, questionless, in this state he was at the time when he was killed.”

A stranger having publicly said, that he could teach Dionysius, the tyrant of Syracuse, an infallible way to find out and discover all the conspiracies his subjects could contrive against him, if he would give him a good sum of money for his pains, Dionysius hearing of it, caused the man to be brought to him, that he might learn an art so necessary to his preservation. The man made answer, that all the art he knew was that he should give him a talent, and afterwards boast that he had obtained a singular secret from him. Dionysius liked the invention, and accordingly caused 600 crowns to be counted out to him. It was not likely he should give so great a sum to a person unknown, but upon the account of some extraordinary discovery, and the belief of this served to keep his enemies in awe. Princes, however, do wisely to publish the informations they receive of all the practices against their lives, to possess men with an opinion they have so good intelligence that nothing can be plotted against them, but they have present notice of it.”

To invite a man’s enemies to come and cut his throat, seems a resolution a little extravagant and odd; and yet I think he did better to take that course, than to live in continual feverish fear of an accident for which there was no cure. But seeing all the remedies a man can apply to such a disease are full of unquietness and uncertainty, ‘tis better with a manly courage to prepare one’s self for the worst that can happen, and to extract some consolation from this, that we are not certain the thing we fear will ever come to pass.”

CHAPTER XXIV——OF PEDANTRY

as plants are suffocated and drowned with too much nourishment, and lamps with too much oil, so with too much study and matter is the active part of the understanding which, being embarrassed, and confounded with a great diversity of things, loses the force and power to disengage itself, and by the pressure of this weight, is bowed, subjected, and doubled up.”

the philosopher is so ignorant of what his neighbour does, that he scarce knows whether he is a man, or some other animal” Plato – Montaigne pensa que isso é uma crítica, mas é um elogio ao filósofo.

For what concerns the philosophers, as I have said, if they were in science, they were yet much greater in action. And, as it is said of the geometrician of Syracuse (Archimedes), who having been disturbed from his contemplation, to put some of his skill in practice for the defence of his country, that he suddenly set on foot dreadful and prodigious engines, that wrought effects beyond all human expectation; himself, notwithstanding, disdaining all his handiwork, and thinking in this he had played the mere mechanic, and violated the dignity of his art, of which these performances of his he accounted but trivial experiments and playthings so they, whenever they have been put upon the proof of action, have been seen to fly to so high a pitch, as made it very well appear, their souls were marvellously elevated, and enriched by the knowledge of things.”

In plain truth, the cares and expense our parents are at in our education point at nothing but to furnish our heads with knowledge; but not a word of judgment and virtue.”

so our pedants go picking knowledge here and there, out of books, and hold it at the tongue’s end, only to spit it out and distribute it abroad. (…) do I not the same thing throughout almost this whole composition? I go here and there, culling out of several books the sentences that best please me, not to keep them (for I have no memory to retain them in), but to transplant them into this; where, to say the truth, they are no more mine than in their first places. (…) We can say, Cicero says thus; these were the manners of Plato; these are the very words of Aristotle: but what do we say ourselves? What do we judge? A parrot would say as much as that.”

I know one, who, when I question him what he knows, he presently calls for a book to show me, and dares not venture to tell me so much, as that he has piles in his posteriors, till first he has consulted his dictionary, what piles and what posteriors are.”

We are in this very like him who, having need of fire, went to a neighbour’s house to fetch it, and finding a very good one there, sat down to warm himself without remembering to carry any with him home.” Plutarch, How a Man should Listen

What good does it do us to have the stomach full of meat, if it do not digest, if it be not incorporated with us, if it does not nourish and support us?” Cicero

Would I fortify myself against the fear of death, it must be at the expense of Seneca: would I extract consolation for myself or my friend, I borrow it from Cicero. I might have found it in myself, had I been trained to make use of my own reason.”

Diogenes the cynic laughed at the grammarians, who set themselves to inquire into the miseries of Ulysses, and were ignorant of their own; at musicians, who were so exact in tuning their instruments, and never tuned their manners; at orators, who made it a study to declare what is justice, but never took care to do it. If the mind be not better disposed, if the judgment be no better settled, I had much rather my scholar had spent his time at tennis, for, at least, his body would by that means be in better exercise and breath. Do but observe him when he comes back from school, after 15 or 16 years that he has been there; there is nothing so unfit for employment; all you shall find he has got is that his Latin and Greek have only made him a greater coxcomb [dândi] than when he went from home.”

These pedants of ours, as Plato says of the Sophists, their cousin-germans, are, of all men, they who most pretend to be useful to mankind, and who not only do not better and improve that which is committed to them, as a carpenter or a mason would do, but make them much worse, and make us pay them for making them worse, to boot.”

you see the husbandman and the cobbler go simply and fairly about their business, speaking only of what they know and understand; whereas these fellows, to make parade and to get opinion, mustering this ridiculous knowledge of theirs, that floats on the superficies of the brain, are perpetually perplexing, and entangling themselves in their own nonsense.”

They are wonderfully well acquainted with Galen, but not at all with the disease of the patient; they have already deafened you with a long ribble-row of laws, but understand nothing of the case in hand; they have the theory of all things, let who will put it in practice.”

O you, of patrician blood, to whom it is permitted to live without eyes in the back of your head, beware of grimaces at you from behind.”

Whosoever shall narrowly pry into and thoroughly sift this sort of people, wherewith the world is so pestered, will, as I have done, find, that for the most part, they neither understand others, nor themselves; and that their memories are full enough, but the judgment totally void and empty; some excepted, whose own nature has of itself formed them into better fashion. As I have observed, for example, in Adrian Turnebus, who having never made other profession than that of mere learning only, and in that, in my opinion, he was the greatest man that has been these thousand years, had nothing at all in him of the pedant, but the wearing of his gown, and a little exterior fashion, that could not be civilised to courtier ways, which in themselves are nothing. I hate our people, who can worse endure an ill-contrived robe than an ill-contrived mind, and take their measure by the leg a man makes, by his behaviour, and so much as the very fashion of his boots, what kind of man he is.”

For it is not for knowledge to enlighten a soul that is dark of itself, nor to make a blind man see. Her business is not to find a man’s eyes, but to guide, govern, and direct them, provided he have sound feet and straight legs to go upon. Knowledge is an excellent drug, but no drug has virtue enough to preserve itself from corruption and decay, if the vessel be tainted and impure wherein it is put to keep.”

Plato’s principal institution in his Republic is to fit his citizens with employments suitable to their nature. Nature can do all, and does all. Cripples are very unfit for exercises of the body, and lame souls for exercises of the mind. Degenerate and vulgar souls are unworthy of philosophy. If we see a shoemaker with his shoes out at the toes, we say, ‘tis no wonder; for, commonly, none go worse shod than they. In like manner, experience often presents us a physician worse physicked, a divine less reformed, and (constantly) a scholar of less sufficiency, than other people.”

Old Aristo of Chios had reason to say that philosophers did their auditors harm, forasmuch as most of the souls of those that heard them were not capable of deriving benefit from instruction, which, if not applied to good, would certainly be applied to ill”

They proceeded effeminate debauchees from the school of Aristippus, cynics from that of Zeno.”

Cicero, De Natura Deor., iii., 31.

It is a thing worthy of very great consideration, that in that excellent and, in truth, for its perfection, prodigious form of civil regimen set down by Lycurgus, though so solicitous of the education of children, as a thing of the greatest concern, and even in the very seat of the Muses, he should make so little mention of learning; as if that generous youth, disdaining all other subjection but that of virtue, ought to be supplied, instead of tutors to read to them arts and sciences, with such masters as should only instruct them in valour, prudence, and justice; an example that Plato has followed in his laws.”

A great boy in our school, having a little short cassock, by force took a longer from another that was not so tall as he, and gave him his own in exchange: whereupon I, being appointed judge of the controversy, gave judgment, that I thought it best each should keep the coat he had, for that they both of them were better fitted with that of one another than with their own: upon which my master told me I had done ill, in that I had only considered the fitness of the garments, whereas I ought to have considered the justice of the thing, which required that no one should have anything forcibly taken from him that is his own.” Ciro, o rei persa

it is nothing strange if, when Antipater demanded of the spartans 50 children for hostages, they made answer, quite contrary to what we should do, that they would rather give him twice as many full-grown men, so much did they value the loss of their country’s education.”

The most potent empire that at this day appears to be in the whole world is that of the Turks, a people equally inured to the estimation of arms and the contempt of letters. I find Rome was more valiant before she grew so learned. The most warlike nations at this time in being are the most rude and ignorant: the Scythians, the Parthians, Tamerlane, serve for sufficient proof of this. When the Goths overran Greece, the only thing that preserved all the libraries from the fire was that some one possessed them with an opinion that they were to leave this kind of furniture entire to the enemy, as being most proper to divert them from the exercise of arms, and to fix them to a lazy and sedentary life. When our King Charles VIII, almost without striking a blow, saw himself possessed of the kingdom of Naples and a considerable part of Tuscany, the nobles about him attributed this unexpected facility of conquest to this, that the princes and nobles of Italy more studied to render themselves ingenious and learned than vigorous and warlike.”

CHAPTER XXV——OF THE EDUCATION OF CHILDREN

I never seriously settled myself to the reading any book of solid learning but Plutarch and Seneca; and there, like the Danaides, I eternally fill, and it as constantly runs out; something of which drops upon this paper, but little or nothing stays with me.” Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que Plutarco é um mentiroso patológico, mero criptomitólogo!

many words so dull, so insipid, so void of all wit or common sense, that indeed they were only French words!”

the greatest and most important difficulty of human science is the education of children.” “The symptoms of their inclinations in that tender age are so obscure, and the promises so uncertain and fallacious, that it is very hard to establish any solid judgment or conjecture upon them.” “we often take very great pains, and consume a good part of our time in training up children to things, for which, by their natural constitution, they are totally unfit.”

“‘Tis the custom of pedagogues to be eternally thundering in their pupil’s ears, as they were pouring into a funnel, whilst the business of the pupil is only to repeat what the others have said” “Socrates, and since him Arcesilaus, made first their scholars speak, and then they spoke to them”

Such as, according to our common way of teaching, undertake, with one and the same lesson, and the same measure of direction, to instruct several boys of differing and unequal capacities, are infinitely mistaken; and ‘tis no wonder, if in a whole multitude of scholars, there are not found above two or three who bring away any good account of their time and discipline. Let the master not only examine him about the grammatical construction of the bare words of his lesson, but about the sense and let him judge of the profit he has made, not by the testimony of his memory, but by that of his life.”

I was privately carried at Pisa to see a very honest man, but so great an Aristotelian, that his most usual thesis was: <That the touchstone and square of all solid imagination, and of all truth, was an absolute conformity to Aristotle’s doctrine; and that all besides was nothing but inanity and chimera; for that he had seen all, and said all.>“Who follows another, follows nothing, finds nothing, nay, is inquisitive after nothing.”

and no matter if he forget where he had his learning, provided he know how to apply it to his own use.”

Men that live upon pillage and borrowing expose their purchases and buildings to everyone’s view: but do not proclaim how they came by the money.”

I would that a boy should be sent abroad very young, and first, so as to kill two birds with one stone, into those neighbouring nations whose language is most differing from our own, and to which, if it be not formed betimes, the tongue will grow too stiff to bend.”

when wrestlers counterfeit the philosophers in patience, ‘tis rather strength of nerves than stoutness of heart.”

O trabalho enobrece ou termina de estragar.™

When the vines of my village are nipped with the frost, my parish priest presently concludes, that the indignation of God has gone out against all the human race, and that the cannibals have already got the pip. Who is it that, seeing the havoc of these civil wars of ours, does not cry out, that the machine of the world is near dissolution, and that the day of judgment is at hand; without considering, that many worse things have been seen, and that in the meantime, people are very merry in a thousand other parts of the earth for all this? For my part, considering the licence and impunity that always attend such commotions, I wonder they are so moderate, and that there is no more mischief done. To him who feels the hailstones patter about his ears, the whole hemisphere appears to be in storm and tempest; like the ridiculous Savoyard, who said very gravely, that if that simple king of France could have managed his fortune as he should have done, he might in time have come to have been steward of the household to the duke his master: the fellow could not, in his shallow imagination, conceive that there could be anything greater than a Duke of Savoy. And, in truth, we are all of us, insensibly, in this error, an error of a very great weight and very pernicious consequence. But whoever shall represent to his fancy, as in a picture, that great image of our mother nature, in her full majesty and lustre, whoever in her face shall read so general and so constant a variety, whoever shall observe himself in that figure, and not himself but a whole kingdom, no bigger than the least touch or prick of a pencil in comparison of the whole, that man alone is able to value things according to their true estimate and grandeur.”

So many humours, so many sects, so many judgments, opinions, laws, and customs, teach us to judge aright of our own, and inform our understanding to discover its imperfection and natural infirmity, which is no trivial speculation. So many mutations of states and kingdoms, and so many turns and revolutions of public fortune will make us wise enough to make no great wonder of our own. So many great names, so many famous victories and conquests drowned and swallowed in oblivion, render our hopes ridiculous of eternising our names by the taking of half-a-score of light horse, or a henroost, [galinheiro] which only derives its memory from its ruin.”

“‘Tis a great foolery to teach our children what influence Pisces have, or the sign of angry Leo, or Capricorn, washed by the Hesperian wave.”—Propertius

To what purpose should I trouble myself in searching out the secrets of the stars, having death or slavery continually before my eyes?” Anaximenes to Pythagoras

“‘Tis for such as are puzzled about inquiring whether the future tense of the verb ——— is spelt with a double A, or that hunt after the derivation of the comparatives ——- and ——-, and the superlatives —— and ———, to knit their brows whilst discoursing of their science: but as to philosophical discourses, they always divert and cheer up those that entertain them, and never deject them or make them sad.” Heracleon the Megarean

“‘Tis Baroco and Baralipton—(Two terms of the ancient scholastic logic.)—that render their disciples so dirty and ill-favoured, and not philosophy; they do not so much as know her but by hearsay. What! It is she that calms and appeases the storms and tempests of the soul, and who teaches famine and fevers to laugh and sing; and that, not by certain imaginary epicycles, but by natural and manifest reasons.”

If this pupil shall happen to be of so contrary a disposition, that he had rather hear a tale of a tub than the true narrative of some noble expedition or some wise and learned discourse; who at the beat of drum, that excites the youthful ardour of his companions, leaves that to follow another that calls to a morris [baile campesino] or the bears; who would not wish, and find it more delightful and more excellent, to return all dust and sweat victorious from a battle than from tennis or from a ball, with the prize of those exercises; I see no other remedy, but that he be bound prentice in some good town to learn to make minced pies, though he were the son of a duke; according to Plato’s precept, that children are to be placed out and disposed of, not according to the wealth, qualities, or condition of the father, but according to the faculties and the capacity of their own souls.”

They begin to teach us to live when we have almost done living.”

And how many have I seen in my time totally brutified by an immoderate thirst after knowledge? Carneades was so besotted with it, that he would not find time so much as to comb his head or to pare his nails.”

(*)Hobbes said that if he had been at college as long as other people he should have been as great a blockhead as they. And Bacon, before Hobbes’ time had discussed the futility of university teaching.” (nota do editor, séc. XIX.)

To our little monsieur, a closet, a garden, the table, his bed, solitude, and company, morning and evening, all hours shall be the same, and all places to him a study. Philosophy, who, as the formatrix of judgment and manners, shall be his principal lesson, has that privilege to have a hand in everything.”

As to the rest, this method of education ought to be carried on with a severe sweetness, quite contrary to the practice of our pedants, who, instead of tempting and alluring children to letters by apt and gentle ways, do in truth present nothing before them but rods and ferules, horror and cruelty.” “‘Tis a real house of correction of imprisoned youth. They are made debauched by being punished before they are so. Do but come in when they are about their lesson, and you shall hear nothing but the outcries of boys under execution, with the thundering noise of their pedagogues drunk with fury. A very pretty way this, to tempt these tender and timorous souls to love their book, with a furious countenance, and a rod in hand!”

“‘Tis marvellous to see how solicitous Plato is in his Laws concerning the gaiety and diversion of the youth of his city, and how much and often he enlarges upon the races, sports, songs, leaps, and dances: of which, he says, that antiquity has given the ordering and patronage particularly to the gods themselves, to Apollo, Minerva, and the Muses. He insists long upon, and is very particular in, giving innumerable precepts for exercises; but as to the lettered sciences, says very little, and only seems particularly to recommend poetry upon the account of music.” Misconception on poetry! E eu devo ter perdido essa parte tão ‘despojada’ d’As Leis! No máximo, a ênfase na ‘liberdade do exercício’ deve ser uma concessão à unilateralidade oposta (e também excessiva) d’A República

All singularity in our manners and conditions is to be avoided, as inconsistent with civil society.”

There is a vast difference betwixt forbearing to sin, and not knowing how to sin.”—Seneca

Uma coisa é verdade: deve-se comer pimenta entre os mexicanos, e não se deve ser um grande devasso no Tibete!

A Westfalia ham makes a man drink; drink quenches thirst: ergo a Westfalia ham quenches thirst. Why [what will our boy do?], let him laugh at it; it will be more discretion to do so, than to go about to answer it”

Most of those I converse with, speak the same language I here write; but whether they think the same thoughts I cannot say.”

Not that fine speaking is not a very good and commendable quality; but not so excellent and so necessary as some would make it; and I am scandalised that our whole life should be spent in nothing else. I would first understand my own language, and that of my neighbours, with whom most of my business and conversation lies.”

SOPA CONTRADITÓRIA DE IDÉIAS: “No doubt but Greek and Latin are very great ornaments, and of very great use, but we buy them too dear. (…) I was above 6 years of age before I understood either French or Perigordin, any more than Arabic; and without art, book, grammar, or precept, whipping, or the expense of a tear, I had, by that time, learned to speak as pure Latin as my master himself, for I had no means of mixing it up with any other. If, for example, they were to give me a theme after the college fashion, they gave it to others in French; but to me they were to give it in bad Latin, to turn it into that which was good.”

CHAPTER XXVI——THAT IT IS FOLLY TO MEASURE TRUTH AND ERROR BY OUR OWN CAPACITY

If we give the names of monster and miracle to everything our reason cannot comprehend, how many are continually presented before our eyes?”

CHAPTER XXVII——OF FRIENDSHIP

La Boétie escreveu sua Servidão voluntária antes dos 18 anos.

But he has left nothing behind him, save this treatise only (and that too by chance, for I believe he never saw it after it first went out of his hands), and some observations upon that edict of January (1562, which granted to the Huguenots the public exercise of their religion.) made famous by our civil wars, which also shall elsewhere, peradventure, find a place. These were all I could recover of his remains, I to whom with so affectionate a remembrance, upon his death-bed, he by his last will bequeathed his library and papers, the little book of his works only excepted, which I committed to the press. And this particular obligation I have to this treatise of his, that it was the occasion of my first coming acquainted with him; for it was showed to me long before I had the good fortune to know him; and the first knowledge of his name, proving the first cause and foundation of a friendship, which we afterwards improved and maintained, so long as God was pleased to continue us together, so perfect, inviolate, and entire, that certainly the like is hardly to be found in story, and amongst the men of this age, there is no sign nor trace of any such thing in use”

The father and the son may be of quite contrary humours, and so of brothers: he is my son, he is my brother; but he is passionate, ill-natured, or a fool.”

As the hunter pursues the hare, in cold and heat, to the mountain, to the shore, nor cares for it farther when he sees it taken, and only delights in chasing that which flees from him.”—Aristo of Cuios, x. 7.

O my friends, there is no friend” Aristotle

If two at the same time should call to you for succour, to which of them would you run? Should they require of you contrary offices, how could you serve them both? Should one commit a thing to your silence that it were of importance to the other to know, how would you disengage yourself? A unique and particular friendship dissolves all other obligations whatsoever: the secret I have sworn not to reveal to any other, I may without perjury communicate to him who is not another, but myself. ‘Tis miracle enough certainly, for a man to double himself, and those that talk of tripling, talk they know not of what.”

CHAPTER XXIX——OF MODERATION

Those who say there is never any excess in virtue, forasmuch as it is not virtue when it once becomes excess, only play upon words”

An immoderate zeal, even to that which is good, even though it does not offend, astonishes me, and puts me to study what name to give it.”

The archer that shoots over, misses as much as he that falls short, and ‘tis equally troublesome to my sight, to look up at a great light, and to look down into a dark abyss.”

Marriage is a solemn and religious tie, and therefore the pleasure we extract from it should be a sober and serious delight, and mixed with a certain kind of gravity; it should be a sort of discreet and conscientious pleasure.” “Aelius Verus, the emperor, answered his wife, who reproached him with his love to other women, that he did it upon a conscientious account, forasmuch as marriage was a name of honour and dignity, not of wanton and lascivious desire”

CHAPTER XXX——OF CANNIBALS

I am sorry that Lycurgus and Plato had no knowledge of them; for to my apprehension, what we now see in those nations does not only surpass all the pictures with which the poets have adorned the golden age, and all their inventions in feigning a happy state of man, but, moreover, the fancy and even the wish and desire of philosophy itself; so native and so pure a simplicity, as we by experience see to be in them, could never enter into their imagination, nor could they ever believe that human society could have been maintained with so little artifice and human patchwork. I should tell Plato that it is a nation wherein there is no manner of traffic, no knowledge of letters, no science of numbers, no name of magistrate or political superiority; no use of service, riches or poverty, no contracts, no successions, no dividends, no properties, no employments, but those of leisure, no respect of kindred, but common, no clothing, no agriculture, no metal, no use of corn or wine; the very words that signify lying, treachery, dissimulation, avarice, envy, detraction, pardon, never heard of.

(This is the famous passage which Shakespeare, through Florio’s version, 1603, or ed. 1613, p. 102, has employed in the Tempest, ii. 1.]” PLAGIÁRIO!

As to the rest, they live in a country very pleasant and temperate, so that, as my witnesses inform me, ‘tis rare to hear of a sick person, and they moreover assure me that they never saw any of the natives, either paralytic, bleareyed, toothless, or crooked with age. The situation of their country is along the sea-shore, enclosed on the other side towards the land, with great and high mountains, having about 100 leagues in breadth between. They have great store of fish and flesh, that have no resemblance to those of ours: which they eat without any other cookery, than plain boiling, roasting, and broiling. The first that rode a horse thither, though in several other voyages he had contracted an acquaintance and familiarity with them, put them into so terrible a fright, with his centaur appearance, that they killed him with their arrows before they could come to discover who he was. [HAHAHA] Their buildings are very long, and of capacity to hold 200 or 300 people, made of the barks of tall trees, reared with one end upon the ground, and leaning to and supporting one another at the top, like some of our barns, of which the covering hangs down to the very ground, and serves for the side walls. They have wood so hard, that they cut with it, and make their swords of it, and their grills of it to broil their meat. Their beds are of cotton, hung swinging from the roof, like our seamen’s hammocks, every man his own, for the wives lie apart from their husbands. They rise with the sun, and so soon as they are up, eat for all day, for they have no more meals but that; they do not then drink, as Suidas reports of some other people of the East that never drank at their meals; but drink very often all day after, and sometimes to a rousing pitch. Their drink is made of a certain root, and is of the colour of our claret, and they never drink it but lukewarm. It will not keep above 2 or 3 days; it has a somewhat sharp, brisk taste, is nothing heady, but very comfortable to the stomach; laxative to strangers, but a very pleasant beverage to such as are accustomed to it. They make use, instead of bread, of a certain white compound, like coriander seeds; I have tasted of it; the taste is sweet and a little flat. The whole day is spent in dancing. Their young men go a-hunting after wild beasts with bows and arrows; one part of their women are employed in preparing their drink the while, which is their chief employment. One of their old men, in the morning before they fall to eating, preaches to the whole family, walking from the one end of the house to the other, and several times repeating the same sentence, till he has finished the round, for their houses are at least 100 yards long. Valour towards their enemies and love towards their wives, are the two heads of his discourse, never failing in the close, to put them in mind, that ‘tis their wives who provide them their drink warm and well seasoned. The fashion of their beds, ropes, swords, and of the wooden bracelets they tie about their wrists, when they go to fight, and of the great canes, bored hollow at one end, by the sound of which they keep the cadence of their dances, are to be seen in several places, and amongst others, at my house. They shave all over, and much more neatly than we, without other razor than one of wood or stone. They believe in the immortality of the soul, and that those who have merited well of the gods are lodged in that part of heaven where the sun rises, and the accursed in the west.

They have I know not what kind of priests and prophets, who very rarely present themselves to the people, having their abode in the mountains. At their arrival, there is a great feast, and solemn assembly of many villages: each house, as I have described, makes a village, and they are about a French league distant from one another. This prophet declaims to them in public, exhorting them to virtue and their duty: but all their ethics are comprised in these 2 articles, resolution in war, and affection to their wives. He also prophesies to them events to come, and the issues they are to expect from their enterprises, and prompts them to or diverts them from war: but let him look to’t; for if he fail in his divination, and anything happens otherwise than he has foretold, he is cut into a thousand pieces, if he be caught, and condemned for a false prophet: [HAHAHA] for that reason, if any of them has been mistaken, he is no more heard of.”

They have continual war with the nations that live further within the mainland, beyond their mountains, to which they go naked, and without other arms than their bows and wooden swords, fashioned at one end like the head of our javelins. The obstinacy of their battles is wonderful, and they never end without great effusion of blood: for as to running away, they know not what it is. Every one for a trophy brings home the head of an enemy he has killed, which he fixes over the door of his house. After having a long time treated their prisoners very well, and given them all the regales they can think of, he to whom the prisoner belongs, invites a great assembly of his friends. They being come, he ties a rope to one of the arms of the prisoner, of which, at a distance, out of his reach, he holds the one end himself, and gives to the friend he loves best the other arm to hold after the same manner; which being done, they 2, in the presence of all the assembly, despatch him with their swords. After that, they roast him, eat him amongst them, and send some chops to their absent friends. They do not do this, as some think, for nourishment, as the Scythians anciently did, but as a representation of an extreme revenge; as will appear by this: that having observed the Portuguese, who were in league with their enemies, to inflict another sort of death upon any of them they took prisoners, which was to set them up to the girdle in the earth, to shoot at the remaining part till it was stuck full of arrows, and then to hang them, they thought those people of the other world (as being men who had sown the knowledge of a great many vices amongst their neighbours, and who were much greater masters in all sorts of mischief than they) did not exercise this sort of revenge without a meaning, and that it must needs be more painful than theirs, they began to leave their old way, and to follow this. [Querer imputar o costume da antropofagia aos portugueses é ir longe demais!] I am not sorry that we should here take notice of the barbarous horror of so cruel an action, but that, seeing so clearly into their faults, we should be so blind to our own. I conceive there is more barbarity in eating a man alive, than when he is dead; in tearing a body limb from limb by racks and torments, that is yet in perfect sense; in roasting it by degrees; in causing it to be bitten and worried by dogs and swine (as we have not only read, but lately seen, not amongst inveterate and mortal enemies, but among neighbours and fellow-citizens, and, which is worse, under colour of piety and religion), than to roast and eat him after he is dead.” Surpreendente apologia do canibalismo das Américas. Não esperava essa “mente aberta” do cristão e pudico Montaigne!

Chrysippus and Zeno, the 2 heads of the Stoic sect, were of opinion that there was no hurt in making use of our dead carcasses, in what way soever for our necessity, and in feeding upon them too; as our own ancestors, who being besieged by Caesar in the city Alexia, resolved to sustain the famine of the siege with the bodies of their old men, women, and other persons who were incapable of bearing arms.”

We may then call these people barbarous, in respect to the rules of reason: but not in respect to ourselves, who in all sorts of barbarity exceed them. Their wars are throughout noble and generous, and carry as much excuse and fair pretence, as that human malady is capable of; having with them no other foundation than the sole jealousy of valour. Their disputes are not for the conquest of new lands, for these they already possess are so fruitful by nature, as to supply them without labour or concern, with all things necessary, in such abundance that they have no need to enlarge their borders. And they are, moreover, happy in this, that they only covet so much as their natural necessities require: all beyond that is superfluous to them: men of the same age call one another generally brothers, those who are younger, children; and the old men are fathers to all. These leave to their heirs in common the full possession of goods, without any manner of division, or other title than what nature bestows upon her creatures, in bringing them into the world. If their neighbours pass over the mountains to assault them, and obtain a victory, all the victors gain by it is glory only, and the advantage of having proved themselves the better in valour and virtue: for they never meddle with the goods of the conquered, but presently return into their own country, where they have no want of anything necessary, nor of this greatest of all goods, to know happily how to enjoy their condition and to be content. And those in turn do the same; they demand of their prisoners no other ransom, than acknowledgment that they are overcome: but there is not one found in an age, who will not rather choose to die than make such a confession, or either by word or look recede from the entire grandeur of an invincible courage. There is not a man amongst them who had not rather be killed and eaten, than so much as to open his mouth to entreat he may not. They use them with all liberality and freedom, to the end their lives may be so much the dearer to them; but frequently entertain them with menaces of their approaching death, of the torments they are to suffer, of the preparations making in order to it, of the mangling their limbs, and of the feast that is to be made, where their carcass is to be the only dish. All which they do, to no other end, but only to extort some gentle or submissive word from them, or to frighten them so as to make them run away, to obtain this advantage that they were terrified, and that their constancy was shaken; and indeed, if rightly taken, it is in this point only that a true victory consists”

The Hungarians, a very warlike people, never pretend further than to reduce the enemy to their discretion; for having forced this confession from them, they let them go without injury or ransom, excepting, at the most, to make them engage their word never to bear arms against them again. We have sufficient advantages over our enemies that are borrowed and not truly our own; it is the quality of a porter, and no effect of virtue, to have stronger arms and legs; it is a dead and corporeal quality to set in array; ‘tis a turn of fortune to make our enemy stumble, or to dazzle him with the light of the sun; ‘tis a trick of science and art, and that may happen in a mean base fellow, to be a good fencer. The estimate and value of a man consist in the heart and in the will: there his true honour lies. Valour is stability, not of legs and arms, but of the courage and the soul; it does not lie in the goodness of our horse or our arms but in our own.”

The part that true conquering is to play lies in the encounter, not in the coming off; and the honour of valour consists in fighting, not in subduing.”

Those that paint these people dying after this manner, represent the prisoner spitting in the faces of his executioners and making wry mouths at them. And ‘tis most certain, that to the very last gasp, they never cease to brave and defy them both in word and gesture. In plain truth, these men are very savage in comparison of us; of necessity, they must either be absolutely so or else we are savages; for there is a vast difference betwixt their manners and ours.”

the same jealousy our wives have to hinder and divert us from the friendship and familiarity of other women, those employ to promote their husbands’ desires, and to procure them many spouses; for being above all things solicitous of their husbands’ honour, ‘tis their chiefest care to seek out, and to bring in the most companions they can, forasmuch as it is a testimony of the husband’s virtue. [Só na vontade da poligamia, né, pervertido!] Most of our ladies will cry out, that ‘tis monstrous; whereas in truth it is not so, but a truly matrimonial virtue, and of the highest form. In the Bible, Sarah, with Leah and Rachel, the 2 wives of Jacob, gave the most beautiful of their handmaids to their husbands” Mais um motivo para achar tal postura condenável.

To which it may be added, that their language is soft, of a pleasing accent, and something bordering upon the Greek termination.”

CHAPTER XXXI——THAT A MAN IS SOBERLY TO JUDGE OF THE DIVINE ORDINANCES

In a nation of the Indies, there is this commendable custom, that when anything befalls them amiss in any encounter or battle, they publicly ask pardon of the sun, who is their god, as having committed an unjust action, always imputing their good or evil fortune to the divine justice, and to that submitting their own judgment and reason.”

CHAPTER XXXIII——THAT FORTUNE IS OFTEN-TIMES OBSERVED TO ACT BY THE RULE OF REASON

(*) “The term Fortune, so often employed by Montaigne, and in passages where he might have used Providence, was censured by the doctors who examined his Essays when he was at Rome in 1581. See his Travels

The Duc de Valentinois,—(Caesar Borgia)—having resolved to poison Adrian, Cardinal of Corneto, with whom Pope Alexander VI his father and himself were to sup in the Vatican, he sent before a bottle of poisoned wine, and withal, strict order to the butler to keep it very safe. The Pope being come before his son, and calling for drink, the butler supposing this wine had not been so strictly recommended to his care but only upon the account of its excellency, presented it forthwith to the Pope, and the duke himself coming in presently after, and being confident they had not meddled with his bottle, took also his cup; so that the father died immediately upon the spot,(*) and the son, after having been long tormented with sickness, was reserved to another and a worse fortune.”

(*) “Other historians assign the Pope several days of misery prior to death.”

Constantine, son of Helen, founded the empire of Constantinople, and so many ages after, Constantine, the son of Helen, put an end to it.”

CHAPTER XXXV——OF THE CUSTOM OF WEARING CLOTHES

I was disputing with myself in this shivering season, whether the fashion of going naked in those nations lately discovered is imposed upon them by the hot temperature of the air, as we say of the Indians and Moors, or whether it be the original fashion of mankind. Men of understanding, forasmuch as all things under the sun, as the Holy Writ declares, are subject to the same laws, were wont in such considerations as these, where we are to distinguish the natural laws from those which have been imposed by man’s invention, to have recourse to the general polity of the world, where there can be nothing counterfeit. Now, all other creatures being sufficiently furnished with all things necessary for the support of their being it is not to be imagined that we only are brought into the world in a defective and indigent condition, and in such a state as cannot subsist without external aid.”

of those nations who have no manner of knowledge of clothing, some are situated under the same temperature that we are, and some in much colder climates. And besides, our most tender parts are always exposed to the air, as the eyes, mouth, nose, and ears; and our country labourers, like our ancestors in former times, go with their breasts and bellies open. Had we been born with a necessity upon us of wearing petticoats and breeches, there is no doubt but nature would have fortified those parts she intended should be exposed to the fury of the seasons with a thicker skin, as she has done the finger-ends and the soles of the feet. And why should this seem hard to believe? I observe much greater distance betwixt my habit and that of one of our country boors, than betwixt his and that of a man who has no other covering but his skin. How many men, especially in Turkey, go naked upon the account of devotion? Someone asked a beggar, whom he saw in his shirt in the depth of winter, as brisk and frolic as he who goes muffled up to the ears in furs, how he was able to endure to go so? ‘Why, sir,’ he answered, ‘you go with your face bare: I am all face.’

Herodotus tells us, that in the battles fought betwixt the Egyptians and the Persians, it was observed both by himself and by others, that of those who were left dead upon the field, the heads of the Egyptians were without comparison harder than those of the Persians, by reason that the last had gone with their heads always covered from their infancy, first with biggins, and then with turbans, and the others always shaved and bare. King Agesilaus continued to a decrepit age to wear always the same clothes in winter that he did in summer. Caesar, says Suetonius, marched always at the head of his army, for the most part on foot, with his head bare, whether it was rain or sunshine, and as much is said of Hannibal

and Plato very earnestly advises for the health of the whole body, to give the head and the feet no other clothing than what nature has bestowed. He whom the Poles have elected for their king,—Stephen Bathory—since ours came thence, who is, indeed, one of the greatest princes of this age, never wears any gloves, and in winter or whatever weather can come, never wears other cap abroad than that he wears at home. Whereas I cannot endure to go unbuttoned or untied; my neighbouring labourers would think themselves in chains, if they were so braced.”

Varro is of opinion, that when it was ordained we should be bare in the presence of the gods and before the magistrate, it was so ordered rather upon the score of health, and to inure us to the injuries of weather, than upon the account of reverence”

At the mouth of Lake Maeotis the frosts are so very sharp, that in the very same place where Mithridates’ lieutenant had fought the enemy dryfoot and given them a notable defeat, the summer following he obtained over them a naval victory. The Romans fought at a very great disadvantage, in the engagement they had with the Carthaginians near Piacenza, by reason that they went to the charge with their blood congealed and their limbs numbed with cold, whereas Hannibal had caused great fires to be dispersed quite through his camp to warm his soldiers, and oil to be distributed amongst them, to the end that anointing themselves, they might render their nerves more supple and active, and fortify the pores against the violence of the air and freezing wind, which raged in that season.” Gostaria de confirmar estes relatos futuramente. Bom, pelo menos não vêm de Plutarco, o que já é bom sinal!

But, so far as clothes go, the King of Mexico changed 4 times a day his apparel, and never put it on again, employing that he left off in his continual liberalities and rewards; and neither pot, dish, nor other utensil of his kitchen or table was ever served twice.”

CHAPTER XXXVI——OF CATO THE YOUNGER

These rare forms, that are culled out by the consent of the wisest men of all ages, for the world’s example, I should not stick to augment in honour, as far as my invention would permit, in all the circumstances of favourable interpretation; and we may well believe that the force of our invention is infinitely short of their merit.”

as Plutarch [ihhh…] complains that in his time some attributed the cause of the younger Cato’s death to his fear of Caesar, at which he seems very angry, and with good reason; and by this a man may guess how much more he would have been offended with those who have attributed it to ambition. Senseless people! He would rather have performed a noble, just, and generous action, and to have had ignominy for his reward, than for glory. That man was in truth a pattern that nature chose out to show to what height human virtue and constancy could arrive.”

we have far more poets than judges and interpreters of poetry”

But who is Cato (general romano//Merivale)? Pois é. Parece que até onde cheguei na História Romana do autor, só li sobre Cato the Old.

CHAPTER XXXVII——THAT WE LAUGH AND CRY FOR THE SAME THING

When Pompey’s head was presented to Caesar, the histories tell us that he turned away his face, as from a sad and unpleasing object.”

Who for seeing me onewhile cold and presently very fond towards my wife, believes the one or the other to be counterfeited, is an ass.”

“‘Tis said, that the light of the sun is not one continuous thing, but that he darts new rays so thick one upon another that we cannot perceive the intermission”

We have resolutely pursued the revenge of an injury received, and been sensible of a singular contentment for the victory; but we shall weep notwithstanding. ‘Tis not for the victory, though, that we shall weep: there is nothing altered in that but the soul looks upon things with another eye and represents them to itself with another kind of face; for everything has many faces and several aspects.”

When Timoleon laments the murder he had committed upon so mature and generous deliberation, he does not lament the liberty restored to his country, he does not lament the tyrant; but he laments his brother: one part of his duty is performed; let us give him leave to perform the other.”

CHAPTER XXXVIII——OF SOLITUDE

Let us tell ambition that it is she herself who gives us a taste of solitude; for what does she so much avoid as society? What does she so much seek as elbowroom?”

“‘Tis not that a wise man may not live everywhere content, and be alone in the very crowd of a palace; but if it be left to his own choice, the schoolman will tell you that he should fly the very sight of the crowd”

There is nothing so unsociable and sociable as man, the one by his vice, the other by his nature.”

there is little less trouble in governing a private family than a whole kingdom.”

One telling Socrates that such a one was nothing improved by his travels, he answered: I very well believe it, for he took himself along with him”

If a man do not first discharge both himself and his mind of the burden with which he finds himself oppressed, motion will but make it press the harder and sit the heavier, as the lading of a ship is of less encumbrance when fast and bestowed in a settled posture. You do a sick man more harm than good in removing him from place to place; you fix and establish the disease by motion, as stakes sink deeper and more firmly into the earth by being moved up and down in the place where they are designed to stand.”

Wives, children, and goods must be had, and especially health, by him that can get it; but we are not so to set our hearts upon them that our happiness must have its dependence upon them; we must reserve a backshop, wholly our own and entirely free, wherein to settle our true liberty, our principal solitude and retreat.” “as if without wife, children, goods, train, or attendance, to the end that when it shall so fall out that we must lose any or all of these, it may be no new thing to be without them.”

In our ordinary actions there is not one of a thousand that concerns ourselves. (…) our own affairs do not afford us anxiety enough; let us undertake those of our neighbours and friends, still more to break our brains and torment us” “We have lived enough for others; let us at least live out the small remnant of life for ourselves; let us now call in our thoughts and intentions to ourselves, and to our own ease and repose. ‘Tis no light thing to make a sure retreat; it will be enough for us to do without mixing other enterprises. Since God gives us leisure to order our removal, let us make ready, truss our baggage, take leave betimes of the company, and disentangle ourselves from those violent importunities that engage us elsewhere and separate us from ourselves.” Fala como um tonto que não entende a si mesmo. Não existe essa falsa oposição. Para quem eu escrevo senão para os outros?

CHAPTER XXXIX——A CONSIDERATION UPON CICERO

they both [Cicero and Pliny the younger], in the sight of all the world, solicit the historians of their time not to forget them in their memoirs; and fortune, as if in spite, has made the vanity of those requests live upon record down to this age of ours, while she has long since consigned the histories themselves to oblivion.”

as if a man should commend a king for being a good painter, a good architect, a good marksman, or a good runner at the ring: commendations that add no honour, unless mentioned altogether and in the train of those that are properly applicable to him, namely, justice and the science of governing and conducting his people both in peace and war.” Isso fica muito mal para “Cícero, o Orador”!

Demosthenes’ companions in the embassy to Philip, extolling that prince as handsome, eloquent, and a stout drinker, Demosthenes said that those were commendations more proper for a woman, an advocate, or a sponge, than for a king” Sobre essa embaixada, que buscava salvar Atenas quando ela – e a Grécia inteira – já estavam condenadas, ver o relato do principal oponente de Demóstenes, Ésquines.

Plutarch says, moreover, that to appear so excellent in these less necessary qualities is to produce witness against a man’s self, that he has spent his time and applied his study ill, which ought to have been employed in the acquisition of more necessary and more useful things. So that Philip, king of Macedon, having heard that great Alexander his son sung once at a feast to the wonder of the best musicians there: ‘Art thou not ashamed, said he to him, to sing so well?’ And to the same Philip a musician, with whom he was disputing about some things concerning his art: ‘Heaven forbid, sir, said he, that so great a misfortune should ever befall you as to understand these things better than I.’ A king should be able to answer as Iphicrates did the orator, who pressed upon him in his invective after this manner: ‘And what art thou that thou bravest it at this rate? art thou a man at arms, art thou an archer, art thou a pikeman?’‘I am none of all this; but I know how to command all these.’

And how many stories have I scattered up and down in this book that I only touch upon, which, should anyone more curiously search into, they would find matter enough to produce infinite essays.” Indeed. Not a good thing, though!

But returning to the speaking virtue: I find no great choice betwixt not knowing to speak anything but ill, and not knowing to speak anything but well.”

There is something like this in these 2 other philosophers, for they also promise eternity to the letters they write to their friends; but ‘tis after another manner, and by accommodating themselves, for a good end, to the vanity of another; for they write to them that if the concern of making themselves known to future ages, and the thirst of glory, do yet detain them in the management of public affairs, and make them fear the solitude and retirement to which they would persuade them, let them never trouble themselves more about it, forasmuch as they shall have credit enough with posterity to ensure them that were there nothing else but the letters thus written to them, those letters will render their names as known and famous as their own public actions could do.” Se isso é um elogio, eu não queria ser elogiado…

For to traffic with the wind, as some others have done, and to forge vain names to direct my letters to, in a serious subject, I could never do it but in a dream, being a sworn enemy to all manner of falsification. I should have been more diligent and more confident had I had a judicious and indulgent friend whom to address, than thus to expose myself to the various judgments of a whole people, and I am deceived if I had not succeeded better. I have naturally a humorous and familiar style; but it is a style of my own, not proper for public business, but, like the language I speak, too compact, irregular, abrupt, and singular; and as to letters of ceremony that have no other substance than a fine contexture of courteous words, I am wholly to seek. I have neither faculty nor relish for those tedious tenders of service and affection; I believe little in them from others, and I should not forgive myself should I say to others more than I myself believe.” Freud ganharia tendo-o lido, M.!

The Italians are great printers of letters; I do believe I have at least 100 several volumes of them; of all which those of Annibale Caro seem to me to be the best. If all the paper I have scribbled to the ladies at the time when my hand was really prompted by my passion were now in being, there might, peradventure, be found a page worthy to be communicated to our young inamoratos, that are besotted with that fury.”

CHAPTER XL——THAT THE RELISH FOR GOOD AND EVIL DEPENDS IN GREAT MEASURE UPON THE OPINION WE HAVE OF THEM

And amongst that mean-souled race of men, the buffoons, there have been some who would not leave their fooling at the very moment of death.”

What a world of people do we see in the wars betwixt the Turks and the Greeks rather embrace a cruel death than uncircumcise themselves to admit of baptism? An example of which no sort of religion is incapable.”

Should I here produce a long catalogue of those, of all sexes and conditions and sects, even in the most happy ages, who have either with great constancy looked death in the face, or voluntarily sought it, and sought it not only to avoid the evils of this life, but some purely to avoid the satiety of living, and others for the hope of a better condition elsewhere, I should never have done. Nay, the number is so infinite that in truth I should have a better bargain on’t to reckon up those who have feared it. This one therefore shall serve for all: Pyrrho the philosopher being one day in a boat in a very great tempest, showed to those he saw the most affrighted about him, and encouraged them, by the example of a hog that was there, nothing at all concerned at the storm. Shall we then dare to say that this advantage of reason, of which we so much boast, and upon the account of which we think ourselves masters and emperors over the rest of all creation, was given us for a torment? To what end serves the knowledge of things if it renders us more unmanly? if we thereby lose the tranquillity and repose we should enjoy without it? and if it put us into a worse condition than Pyrrho’s hog? Shall we employ the understanding that was conferred upon us for our greatest good to our own ruin; setting ourselves against the design of nature and the universal order of things, which intend that everyone should make use of the faculties, members, and means he has to his own best advantage?”

Posidonius being extremely tormented with a sharp and painful disease, Pompeius came to visit him, excusing himself that he had taken so unseasonable a time to come to hear him discourse of philosophy. ‘The gods forbid,’ said Posidonius to him, ‘that pain should ever have the power to hinder me from talking,’ and thereupon fell immediately upon a discourse of the contempt of pain: but, in the meantime, his own infirmity was playing his part, and plagued him to purpose; to which he cried out, ‘Thou mayest work thy will, pain, and torment me with all the power thou hast, but thou shalt never make me say that thou art an evil.’

Death has been, or will come: there is nothing of the present in it.”

Étienne de la Boétie, Satires

The delay of death is more painful than death itself.”

Ovid, Ep. Ariadne to Theseus, v. 42.

All ills that carry no other danger along with them but simply the evils themselves, we treat as things of no danger: the toothache or the gout, painful as they are, yet being not reputed mortal, who reckons them in the catalogue of diseases?”

Courage is greedy of danger.”

Seneca, De Providentia, c. 4

As an enemy is made more fierce by our flight, so pain grows proud to see us truckle under her. She will surrender upon much better terms to them who make head against her: a man must oppose and stoutly set himself against her. In retiring and giving ground, we invite and pull upon ourselves the ruin that threatens us.”

We are more sensible of one little touch of a surgeon’s lancet than of 20 wounds with a sword in the heat of fight. The pains of childbearing, said by the physicians and by God himself to be great, and which we pass through with so many ceremonies—there are whole nations that make nothing of them. I set aside the Lacedaemonian women, but what else do you find in the Swiss among our foot-soldiers, if not that, as they trot after their husbands, you see them today carry the child at their necks that they carried yesterday in their bellies?”

CHAPTER XLI——NOT TO COMMUNICATE A MAN’S HONOUR

we lend our goods and stake our lives for the necessity and service of our friends; but to communicate a man’s honour, and to robe another with a man’s own glory, is very rarely seen.”

. . .

ZAZIE DANS LE MÉTRO – Raymond Queneau

I

« Doukipudonktan, se demanda Gabriel excédé. Pas possible, ils se nettoient jamais. Dans le jour­nal, on dit qu’il y a pas onze pour cent des appar­tements à Paris qui ont des salles de bains, ça m’étonne pas, mais on peut se laver sans. Tous ceux-là qui m’entourent, ils doivent pas faire de grands efforts. D’un autre côté, c’est tout de même pas un choix parmi les plus crasseux de Paris. Y a pas de raison. C’est le hasard qui les a réunis. On peut pas supposer que les gens qu’attendent à la gare d’Austerlitz sentent plus mauvais que ceux qu’attendent à la gare de Lyon. Non vraiment, y a pas de raison. Tout de même quelle odeur. »

T’entends comme il me manque de respect, ce gros cochon?

« C’était pas de sa faute à lui, Gabriel, si c’était toujours les faibles qui emmerdaient le monde. Il allait tout de même laisser une chance au moucheron. »

— Skeutadittaleur…

[est-ce qu’eux t’a dit à leur…]

Le ptit type se mit à craindre. C’était le temps pour lui, c’était le moment de se forger quelque bouclier verbal. Le premier qu’il trouva fut un alexandrin:

  • D’abord, je vous permets pas de me tutoyer.
  • Foireux, répliqua Gabriel avec simplicité.

Et il leva le bras comme s’il voulait donner la beigne à son interlocuteur. Sans insister, celui-ci s’en alla de lui-même au sol, parmi les jambes des gens. Il avait une grosse envie de pleurer. Heureu­sement vlà ltrain qu’entre en gare, ce qui change le paysage. La foule parfumée dirige ses multiples regards vers les arrivants qui commencent à défiler, les hommes d’affaires en tête au pas accéléré avec leur porte-documents au bout du bras pour tout bagage et leur air de savoir voyager mieux que les autres.

Gabriel regarde dans le lointain; elles, elles doivent être à la traîne, les femmes, c’est toujours à la traîne; mais non, une mouflette surgit qui l’inter­pelle:

— Chsuis Zazie, jparie que tu es mon tonton Gabriel.

— C’est bien moi, répond Gabriel en anoblissant son ton. Oui, je suis ton tonton.

La gosse se mare. Gabriel, souriant poliment, la prend dans ses bras, il la transporte au niveau de ses lèvres, il l’embrasse, elle l’embrasse, il la redes­cend.

  • Tu sens rien bon, dit l’enfant.
  • Barbouze de chez Fior, explique le colosse.
  • Tu m’en mettras un peu derrière les oreilles?
  • C’est un parfum d’homme.
  • Tu vois l’objet, dit Jeanne Lalochère s’ame­nant enfin. T’as bien voulu t’en charger, eh bien, le voilà.
  • Ça ira, dit Gabriel.
  • Je peux te faire confiance? Tu comprends, je ne veux pas qu’elle se fasse violer par toute la
  • Mais, manman, tu sais bien que tu étais arrivée juste au bon moment, la dernière fois.
  • En tout cas, dit Jeanne Lalochère, je ne veux pas que ça recommence.
  • Tu peux être tranquille, dit Gabriel.
  • Alors je vous retrouve ici après-demain pour le train de six heures soixante.
  • Côté départ, dit Gabriel.
  • Natürlich, dit Jeanne Lalochère qui avait été occupée. A propos, ta femme, ça va?
  • Je te remercie. Tu viendras pas nous voir?
  • J’aurai pas le temps.

— C’est comme ça qu’elle est quand elle a un jules, dit Zazie, la famille ça compte plus pour elle.

— A rvoir, ma chérie. A rvoir, Gaby.

Elle se tire.

Zazie commente les événements:

— Elle est mordue.

Gabriel hausse les épaules. Il ne dit rien. Il saisit la valoche à Zazie.

Maintenant, il dit quelque chose.

— En route, qu’il dit.

Et il fonce, projetant à droite et à gauche tout ce qui se trouve sur sa trajectoire. Zazie galope derrière.

  • Tonton, qu’elle crie, on prend le métro?
  • Comment ça, non?

Elle s’est arrêtée. Gabriel stope également se retourne, pose la valoche et se met à espliquer.

  • Bin oui: non. Aujourd’hui, pas moyen. Y a grève.
  • Y a grève.
  • Bin oui: y a grève. Le métro, ce moyen de transport éminemment parisien, s’est endormi sous terre, car les employés aux pinces perforantes ont cessé tout travail.
  • Ah les salauds, s’écrie Zazie, ah les vaches. Me faire ça à moi.
  • Y a pas qu’à toi qu’ils font ça, dit Gabriel parfaitement objectif.
  • Jm’en fous. N’empêche que c’est à moi que ça arrive, moi qu’étais si heureuse, si contente et tout de m’aller voiturer dans lmétro. Sacrebleu, merde alors.
  • Faut te faire une raison, dit Gabriel dont les propos se nuançaient parfois d’un thomisme légè­rement kantien.

Et, passant sur le plan de la cosubjectivité, il ajouta:

Et puis faut se grouiller: Charles attend.

— Oh! celle-là je la connais, s’esclarna Zazie furieuse, je l’ai lue dans les Mémoires du général Vermot.

— Mais non, dit Gabriel, mais non, Charles, c’est un pote et il a un tac. Je nous le sommes réservé à cause de la grève précisément, son tac. T’as compris? En route.

Il resaisit la valoche d’une main et de l’autre il entraîna Zazie.

Charles effectivement attendait en lisant dans une feuille hebdomadaire la chronique des coeurs saignants. Il cherchait, et ça faisait des années qu’il cherchait, une entrelardée à laquelle il puisse faire don des quarante-cinq cerises de son prin­temps. Mais les celles qui, comme ça, dans cette gazette, se plaignaient, il les trouvait toujours soit trop dindes, soit trop tartes. Perfides ou sournoises. Il flairait la paille dans les poutrelles des lamenta­tions et découvrait la vache en puissance dans la poupée la plus meurtrie.

— Bonjour, petite, dit-il à Zazie sans la regarder en rangeant soigneusement sa publication sous ses fesses.

  • Il est rien moche son bahut, dit Zazie.
  • Monte, dit Gabriel, et sois pas snob.
  • Snob mon cul, dit Zazie.

Elle est marante, ta petite nièce, dit Charles qui pousse la seringue et fait tourner le moulin.

D’une main légère mais puissante, Gabriel envoie Zazie s’asseoir au fond du tac, puis il s’installe à côté d’elle.

Zazie proteste.

— Tu m’écrases, qu’elle hurle folle de rage.

— Ça promet, remarque succinctement Charles d’une voix paisible.

Il démarre.

On roule un peu, puis Gabriel montre le paysage d’un geste magnifique.

— Ah! Paris, qu’il profère d’un ton encoura­geant, quelle belle ville. Regarde-moi ça si c’est beau.

  • Je m’en fous, dit Zazie, moi ce que j’aurais voulu c’est aller dans le métro.
  • Le métro! beugle Gabriel, le métro!! mais le voilà!!!

Et, du doigt, il désigne quelque chose en l’air. Zazie fronce le sourcil. Essméfie.

  • Le métro? qu’elle répète. Le métro, ajoute-t-elle avec mépris, le métro, c’est sous terre, le métro. Non mais.
  • Çui-là, dit Gabriel, c’est l’aérien.
  • Alors, c’est pas le métro.
  • Je vais t’esspliquer, dit Gabriel. Quelquefois, il sort de terre et ensuite il y rerentre.
  • Des histoires.

Gabriel se sent impuissant (geste), puis, désireux de changer de conversation, il désigne de nouveau quelque chose sur leur chemin.

  • Et ça! mugit-il, regarde!! le Panthéon!!!
  • Qu’est-ce qu’il faut pas entendre, dit Charles sans se retourner.

Il conduisait lentement pour que la petite puisse voir les curiosités et s’instruise par-dessus le marché.

— C’est peut-être pas le Panthéon? demanda Gabriel.

Il y a quelque chose de narquois [derisive] dans sa question.

  • Non, dit Charles avec force. Non, non et non, c’est pas le Panthéon.
  • Et qu’est-ce que ça serait alors d’après toi?

La narquoiserie du ton devient presque offen­sante pour l’interlocuteur qui, d’ailleurs, s’empresse d’avouer sa défaite.

  • J’en sais rien, dit Charles.
  • Là. Tu vois.
  • Mais c’est pas le Panthéon.

C’est que c’est un ostiné, Charles, malgré tout.

  • On va demander à un passant, propose Gabriel.
  • Les passants, réplique Charles, c’est tous des

— C’est bien vrai, dit Zazie avec sérénité.

Gabriel n’insiste pas. Il découvre un nouveau sujet d’enthousiasme.

— Et ça, s’exclame-t-il, ça c’est…

Mais il a la parole coupée par une euréquation de son beau-frère.

— J’ai trouvé, hurle celui-ci. Le truc qu’on vient de voir, c’était pas le Panthéon bien sûr, c’était la gare de Lyon.

  • Peut-être, dit Gabriel avec désinvolture, mais maintenant c’est du passé, n’en parlons plus, tandis que ça, petite, regarde-moi ça si c’est chouette comme architecture, c’est les Invalides…
  • T’es tombé sur la tête, dit Charles, ça n’a rien à voir avec les Invalides.
  • Eh bien, dit Gabriel, si c’est pas les Invalides, apprends-nous cexé.
  • Je sais pas trop, dit Charles, mais c’est tout au plus la caserne de Reuilly.
  • Vous, dit Zazie avec indulgence, vous êtes tous les deux des ptits marants.

Zazie, déclare Gabriel en prenant un air majes­tueux trouvé sans peine dans son répertoire, si ça te plaît de voir vraiment les Invalides et le tombeau véritable du vrai Napoléon, je t’y conduirai.

— Napoléon mon cul, réplique Zazie. Il m’inté­resse pas du tout, cet enflé, avec son chapeau à la con.

— Qu’est-ce qui t’intéresse alors?

Zazie répond pas.

— Oui, dit Charles avec une gentillesse inatten­due, qu’est-ce qui t’intéresse?

— Le métro.

Gabriel dit: ah. Charles ne dit rien. Puis, Gabriel reprend son discours et dit de nouveau: ah.

  • Et quand est-ce qu’elle va finir, cette grève? demande Zazie en gonflant ses mots de férocité.
  • Je sais pas, moi, dit Gabriel, je fais pas de
  • C’est pas de la politique, dit Charles, c’est pour la croûte.
  • Et vous, msieu, lui demande Zazie, vous faites quelquefois la grève?
  • Bin dame, faut bien, pour faire monter le tarif.
  • On devrait plutôt vous le baisser, votre tarif, avec une charrette comme la vôtre, on fait pas plus dégueulasse. Vous l’avez pas trouvée sur les bords de la Marne, par hasard?
  • On est bientôt arrivé, dit Gabriel conciliant. Voilà le tabac du coin.
  • De quel coin? demande Charles ironiquement.
  • Du coin de la rue de chez moi où j’habite, répond Gabriel avec candeur.
  • Alors, dit Charles, c’est pas çui-là.
  • Comment, dit Gabriel, tu prétendrais que ça ne serait pas celui-là?
  • Ah non, s’écrie Zazie, vous allez pas recommen­
  • Non, c’est pas celui-là, répond Charles à
  • C’est pourtant vrai, dit Gabriel pendant qu’on passe devant le tabac, celui-là j’y suis jamais allé.
  • Dis donc, tonton, demande Zazie, quand tu déconnes comme ça, tu le fais esprès ou c’est sans le vouloir?
  • C’est pour te faire rire, mon enfant, répond
  • T’en fais pas, dit Charles à Zazie, il le fait pas exeuprès.
  • C’est pas malin, dit Zazie.
  • La vérité, dit Charles, c’est que tantôt il le fait exeuprès et tantôt pas.
  • La vérité! s’écrie Gabriel (geste), comme si tu savais cexé. Comme si quelqu’un au monde savait cexé. Tout ça (geste), tout ça c’est du bidon: le Panthéon, les Invalides, la caserne de Reuilly, le tabac du coin, tout. Oui, du bidon. [bogus]

Il ajoute, accablé:

  • Ah là là, quelle misère!
  • Tu veux qu’on s’arrête pour prendre l’apéro? [apperitif] demande Charles.
  • C’est une idée.
  • À La Cave?
  • A Saint-Germain-des-Prés? demande Zazie qui déjà frétille.
  • Non mais, fillette, dit Gabriel, qu’est-ce que tu t’imagines? C’est tout ce qu’il y a de plus démodé.
  • Si tu veux insinuer que je suis pas à la page, dit Zazie, moi je peux te répondre que tu n’es qu’un vieux con.
  • Tu entends ça? dit Gabriel.
  • Qu’est-ce que tu veux, dit Charles, c’est la nouvelle génération.
  • La nouvelle génération, dit Zazie, elle t’…
  • Ça va, ça va, dit Gabriel, on a compris. Si on allait au tabac du coin?
  • Du vrai coin, dit Charles.
  • Oui, dit Gabriel. Et après tu restes dîner avec
  • C’était pas entendu?
  • Alors?
  • Alors, je confirme.
  • Y a pas à confirmer, puisque c’était entendu.
  • Alors, disons que je te le rappelle des fois que t’aurais oublié.
  • J’avais pas oublié.
  • Tu restes donc dîner avec nous.
  • Alors quoi, merde, dit Zazie, on va le boire, ce verre?

Gabriel s’extrait avec habileté et souplesse du tac. Tout le monde se retrouve autour d’une table, sur le trottoir. La serveuse s’amène négligemment. Aussitôt Zazie esprime son désir:

  • Un cacocalo, qu’elle demande.
  • Y en a pas, qu’on répond.
  • Ça alors, s’esclame Zazie, c’est un monde.

Elle est indignée.

  • Pour moi, dit Charles, ça sera un beaujolais.
  • Et pour moi, dit Gabriel, un lait-grenadine. Et toi? demande-t-il à Zazie.
  • Jl’ai déjà dit; un cacocalo.
  • Elle a dit qu’y en avait pas.
  • C’est hun cacocalo que jveux.
  • T’as beau vouloir, dit Gabriel avec une patience estrême, tu vois bien qu’y en a pas.
  • Pourquoi que vous en avez pas? Demande Zazie à la serveuse.
  • Ça (geste).
  • Un demi panaché, Zazie, propose Gabriel, ça ne te dirait rien?

—C’est hun cacocalo que jveux et pas autt chose.

Tout le monde devient pensif. La serveuse se gratte une cuisse.

  • Y en a à côté, qu’elle finit par dire. Chez l’Italien.
  • Alors, dit Charles, il vient ce beaujolais?

On va le chercher. Gabriel se lève, sans commen­taires. Il s’éclipse avec célérité, bientôt revenu avec une bouteille du goulot de laquelle sortent deux pailles. Il pose ça devant Zazie.

— Tiens, petite, dit-il d’une voix généreuse.

Sans mot dire, Zazie prend la bouteille en main et commence à jouer du chalumeau. [straw]

  • Là, tu vois, dit Gabriel à son copain, c’était pas difficile. Les enfants, suffit de les comprendre.

II

— C’est là, dit Gabriel.

Zazie examine la maison. Elle ne communique pas ses impressions.

— Alors? demanda Gabriel. Ça ira?

Zazie fit un signe qui semblait indiquer qu’elle réservait son opinion.

  • Moi, dit Charles, je passe voir Turandot, j’ai quelque chose à lui dire.
  • Compris, dit Gabriel.
  • Qu’est-ce qu’il y a à comprendre? Demanda

Charles descendit les cinq marches menant du trottoir au café-restaurant La Cave, poussa la porte et s’avança jusqu’au zinc en bois depuis l’occupa­tion.

  • Bonjour, meussieu Charles, dit Mado Ptits-pieds qui était en train de servir un client.
  • Bonjour, Mado, répondit Charles sans la
  • C’est elle? demanda Turandot.
  • Gzactement, répondit Charles.
  • Elle est plus grande que je croyais.
  • Et alors?
  • Ça me plaît pas. Je l’ai dit à Gaby, pas d’his­toires dans ma maison.
  • Tiens, donne-moi un beaujolais.

Turandot le servit en silence, d’un air méditatif. Charles éclusa son beaujolais, [vinho] s’essuya les mous­taches du revers de la main, puis regarda distraite­ment dehors. Pour ce faire, il fallait lever la tête et on ne voyait guère que des pieds, des chevilles, des bas de pantalon, parfois, avec de la chance, un chien complet, un basset. Accrochée près du vasistas, une cage hébergeait un perroquet triste. Turandot remplit le verre de Charles et s’en verse une lichée. Mado Ptits-pieds vint se mettre derrière le comptoir, à côté du patron et brise le silence.

  • Meussieu Charles, qu’elle dit, vzètes zun mélancolique.
  • Mélancolique mon cul, réplique Charles.
  • Eh bien vrai, s’écria Mado Ptits-pieds, vous êtes pas poli aujourd’hui.
  • Ça me fait marer, dit Charles d’un air sinistre. C’est comme ça qu’elle cause, la mouflette.
  • Je comprends pas, dit Turandot pas à l’aise du tout.
  • C’est bien simple, dit Charles. Elle peut pas dire un mot, cette gosse, sans ajouter mon cul après.
  • Et elle joint le geste à la parole? Demanda
  • Pas encore, répondit gravement Charles, mais ça viendra.
  • Ah non, gémit Turandot, ah ça non.

Il se prit la tête à deux mains et fit le futile simulacre de se la vouloir arracher. Puis il continua son discours en ces termes:

  • Merde de merde, je veux pas dans ma maison d’une petite salope qui dise des cochoncetés comme ça. Je vois ça d’ici, elle va pervertir tout le quartier. D’ici huit jours…
  • Elle reste que deux trois jours, dit Charles.
  • C’est de trop! cria Turandot. En deux trois jours, elle aura eu le temps de mettre la main dans la braguette de tous les vieux gâteux qui m’honorent de leur clientèle. Je veux pas d’histoires, tu entends, je veux pas d’histoires.

Le perroquet qui se mordillait un ongle, abaissa son regard et, interrompant sa toilette, il intervint dans la conversation.

  • Tu causes, dit Laverdure, tu causes, c’est tout ce que tu sais faire.
  • II a bien raison, dit Charles. Après tout, c’est pas à moi qu’il faut raconter tes histoires.
  • Je l’emmerde, dit Gabriel affectueusement, mais je me demande pourquoi tu as été lui répéter les gros mots de la ptite.
  • Moi je suis franc, dit Charles. Et puis, tu pourras pas cacher que ta nièce elle est drôlement mal élevée. Réponds-moi, est-ce que tu parlais comme ça quand t’étais gosse?
  • Non, répond Gabriel, mais j’étais pas une petite fille.
  • A table, dit doucement Marceline en appor­tant la soupière. Zazie, crie-t-elle doucement, à

Elle se met à verser doucement des contenus de louche dans les assiettes.

— Ah ah, dit Gabriel avec satisfaction, du consommé.

— N’egzagérons rien, dit doucement Marceline.

Zazie vient enfin les rejoindre. Elle s’assied l’œil vide, constatant avec dépit qu’elle a faim.

Après le bouillon, il y avait du boudin noir avec des pommes savoyardes, et puis après du foie gras (que Gabriel ramenait du cabaret, il pouvait pas s’en empêcher, il avait le foie gras aussi bien à droite qu’à gauche), et puis un entremets des plus sucrés, et puis du café réparti par tasses, café bicose Charles et Gabriel tous deux bossaient de nuit. Charles s’en fut tout de suite après la surprise attendue d’une grenadine au kirsch, Gabriel lui son boulot commençait pas avant les onze heures. Il allongea les jambes sous la table et même au-delà et sourit à Zazie raide sur sa chaise.

  • Alors, petite, qu’il dit comme ça, comme ça on va se coucher?
  • Qui ça «on»? demanda-t-elle.
  • Eh bien, toi bien sûr, répondit Gabriel tom­bant dans le piège. A quelle heure tu te couchais là-bas?
  • Ici et là-bas ça fait deux, j’espère.
  • Oui, dit Gabriel compréhensif.
  • C’est pourquoi qu’on me laisse ici, c’est pourque ça soit pas comme là-bas. Non?
  • Tu dis oui comme ça ou bien tu le penses vraiment?

Gabriel se tourna vers Marceline qui souriait:

  • Tu vois comment ça raisonne déjà bien une mouflette de cet âge? On se demande pourquoi c’est la peine de les envoyer à l’école.
  • Moi, déclara Zazie, je veux aller à l’école jusqu’à soixante-cinq ans.
  • Jusqu’à soixante-cinq ans? répéta Gabriel un chouïa surpris.
  • Oui, dit Zazie, je veux être institutrice.
  • Ce n’est pas un mauvais métier, dit douce­ment Marceline. Y a la retraite.

Elle ajouta ça automatiquement parce qu’elle connaissait bien la langue française.

  • Retraite mon cul, dit Zazie. Moi c’est pas pour la retraite que je veux être institutrice.
  • Non bien sûr, dit Gabriel, on s’en doute.
  • Alors c’est pourquoi? demanda Zazie.
  • Tu vas nous espliquer ça.
  • Tu trouverais pas tout seul, hein?
  • Elle est quand même fortiche la jeunesse d’au­jourd’hui, dit Gabriel à Marceline.

Et à Zazie:

  • Alors? pourquoi que tu veux l’être, institutrice?
  • Pour faire chier les mômes, répondit Zazie. Ceux qu’auront mon âge dans dix ans, dans vingt ans, dans cinquante ans, dans cent ans, dans mille ans, toujours des gosses à emmerder.
  • Eh bien, dit Gabriel.
  • Je serai vache comme tout avec elles. Je leur ferai lécher le parquet. Je leur ferai manger l’éponge du tableau noir. Je leur enfoncerai des compas dans le derrière. Je leur botterai les fesses. Parce que je porterai des bottes. En hiver. Hautes comme ça (geste). Avec des grands éperons pour leur larder la chair du derche.
  • Tu sais, dit Gabriel avec calme, d’après ce que disent les journaux, c’est pas du tout dans ce sens-là que s’oriente l’éducation moderne. C’est même tout le contraire. On va vers la douceur, la compréhension, la gentillesse. N’est-ce pas, Marce­line, qu’on dit ça dans le journal?
  • Oui, répondit doucement Marceline. Mais toi, Zazie, est-ce qu’on t’a brutalisée à l’école?
  • Il aurait pas fallu voir.
  • D’ailleurs, dit Gabriel, dans vingt ans, y aura plus d’institutrices: elles seront remplacées par le cinéma, la tévé, l’électronique, des trucs comme ça. C’était aussi écrit dans le journal l’autre jour. N’est-ce pas, Marceline?
  • Oui, répondit doucement Marceline.

Zazie envisagea cet avenir un instant.

  • Alors, déclara-t-elle, je serai astronaute.
  • Voilà, dit Gabriel approbativement. Voilà, faut être de son temps.
  • Oui, continua Zazie, je serai astronaute pour aller faire chier les Martiens.

Gabriel enthousiasmé se tapa sur les cuisses:

  • Elle en a de l’idée, cette petite.

Il était ravi.

  • Elle devrait tout de même aller se coucher, dit doucement Marceline. Tu n’es pas fatiguée?
  • Non, répondit Zazie en bâillant.
  • Elle est fatiguée cette petite, reprit douce­ment Marceline s’adressant à Gabriel, elle devrait aller se coucher.
  • Tu as raison, dit Gabriel qui se mit à concocter une phrase impérative et, si possible, sans réplique.

Avant qu’il eût eu le temps de la formuler, Zazie lui demandait s’ils avaient la tévé.

  • Non, dit Gabriel. J’aime mieux le cinémascope, ajouta-t-il avec mauvaise foi.
  • Alors, tu pourrais m’offrir le cinémascope.
  • C’est trop tard, dit Gabriel. Et puis moi, j’ai pas le temps, je prends mon boulot à onze heures.
  • On peut se passer de toi, dit Zazie. Ma tante et moi, on ira toutes les deux seules.
  • Ça me plairait pas, dît Gabriel lentement d’un air féroce.

Il fixa Zazie droit dans les yeux et ajouta méchamment:

— Marceline, elle sort jamais sans moi.

Il poursuivit:

— Ça, je vais pas te l’espliquer, petite, ce serait trop long.

Zazie détourna son regard et bâilla.

— Je suis fatiguée, dit-elle, je vais aller me cou­cher.

Elle se leva. Gabriel lui tendit la joue. Elle l’em­brassa.

— Tu as la peau douce, remarqua-t-elle.

Marceline l’accompagne dans sa chambre et Gabriel va chercher une jolie trousse en peau de porc marquée de ses initiales. II s’installe, se verse un grand verre de grenadine qu’il tempère d’un peu d’eau et commence à se faire les mains; il adorait ça, il s’y prenait très bien et se préférait à toute manucure, il se mit à chantonner un refrain obscène, puis, les prouesses des trois orfèvres achevées, il sifflota, pas trop fort pour ne pas réveiller la petite, quelques sonneries de l’ancien temps telles que l’extinction des feux, le salut au drapeau, caporal conconcon, etc.

Marceline revient.

— Elle a pas été longue à s’endormir, dit-elle doucement.

Elle s’assoit et se verse un verre de kirsch.

— Un petit ange, commente Gabriel d’un ton neutre.

Il admire l’ongle qu’il vient de terminer, celui de l’auriculaire, et passe à celui de l’annulaire.

— Qu’est-ce qu’on va bien pouvoir en faire de toute la journée? demande doucement Marceline.

  • C’est pas tellement un problème, dit Gabriel. D’abord, je l’emmènerai en haut de la tour Eiffel. Demain après-midi.
  • Mais demain matin? demande doucement

Gabriel blêmit.

  • Surtout, qu’il dit, surtout faudrait pas qu’elle me réveille.
  • Tu vois, dit doucement Marceline. Un pro­blème.

Gabriel prit des airs de plus en plus angoissés.

— Les gosses, ça se lève tôt le matin. Elle va m’empêcher de dormir… de récupérer… Tu me connais. Moi, il faut que je récupère. Mes dix heures de sommeil, c’est essentiel. Pour ma santé.

Il regarde Marceline.

— T’avais pas pensé à ça?

Marceline baissa les yeux.

— J’ai pas voulu t’empêcher de faire ton devoir, dit-elle doucement.

— Je te remercie, dit Gabriel d’un ton grave. Mais qu’est-ce qu’où pourrait bien foutre pour que je l’entende pas le matin.

Ils se mirent à réfléchir.

  • On, dit Gabriel, pourrait lui donner un sopo­rifique pour qu’elle dorme jusqu’à au moins midi ou même mieux jusqu’à son quatre heures. Paraît qu’y a des suppositoires au poil qui permettent d’obtenir ce résultat.
  • Pan pan pan, fait discrètement Turandot der­rière la porte sur le bois d’icelle.
  • Entrez, dit Gabriel.

Turandot entre accompagné de Laverdure. Il s’assoit sans qu’on l’en prie et pose la cage sur la table. Laverdure regarde la bouteille de grenadine avec une convoitise mémorable. Marceline lui en verse un peu dans son buvoir. Turandot refuse l’offre (geste). Gabriel qui a terminé le médius attaque l’index. Avec tout ça, on n’a encore rien dit.

Laverdure a gobé sa grenadine. Il s’essuie le bec contre son perchoir, puis prend la parole en ces termes:

— Tu causes, tu causes, c’est tout ce que tu sais faire.

— Je cause mon cul, réplique Turandot vexé.

Gabriel interrompt ses travaux et regarde mé­chamment le visiteur.

  • Répète un peu voir ce que t’as dit, qu’il dit.
  • J’ai dit, dit Turandot, j’ai dit: je cause mon
  • Et qu’est-ce que tu insinues par là? Si j’ose
  • J’insinue que la gosse, qu’elle soit ici, ça me plaît pas.
  • Que ça te plaise ou que ça ne teu plaiseu pas, tu entends? je m’en fous.
  • Je t’ai loué ici sans enfants et mainte­nant t’en as un sans mon autorisation.
  • Ton autorisation, tu sais où je me la mets?
  • Je sais, je sais, d’ici à ce que tu me déshonores à causer comme ta nièce, y a pas loin.
  • C’est pas permis d’être aussi inintelligent que toi, tu sais ce que ça veut dire «inintelligent», espèce de con?
  • Ça y est, dit Turandot, ça vient.

— Tu causes, dit Laverdure, tu causes, c’est tout ce que tu sais faire.

— Ça vient quoi? demande Gabriel nettement menaçant.

  • Tu commences à t’esprimer d’une façon repous­
  • C’est qu’il commence à m’agacer, dit Gabriel à
  • T’énerve pas, dit doucement Marceline.
  • Je ne veux pas d’une petite salope dans ma maison, dit Turandot avec des intonations pathé­
  • Je t’emmerde, hurle Gabriel. Tu entends, je t’emmerde.

Il donne un coup de poing sur la table qui se fend à l’endroit habituel. La cage va au tapis suivie dans sa chute par la bouteille de grenadine, le flacon de kirsch, les petits verres, l’attirail manucure, Laver­dure se plaint avec brutalité, le sirop coule sur la maroquinerie, Gabriel pousse un cri de désespoir et plonge pour ramasser l’objet pollué. Ce faisant, il fout sa chaise par terre. Une porte s’ouvre.

— Alors quoi, merde, on peut plus dormir?

Zazie est en pyjama. Elle bâille puis regarde Laverdure avec hostilité.

  • C’est une vraie ménagerie ici, qu’elle déclare.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.

Un peu épatée, elle néglige l’animal pour Turan­dot, à propos duquel elle demande à son oncle:

— Et çui-là, qui c’est?

Gabriel essuyait la trousse avec un coin de la nappe.

— Merde, qu’il murmure, elle est foutue.

— Je t’en offrirai une autre, dit doucement Marceline.

— C’est gentil ça, dit Gabriel, mais dans ce cas-là, j’aimerais mieux que ce soit pas de la peau de porc.

  • Qu’est-ce que tu aimerais mieux? Le box-calf?

Gabriel fit la moue.

  • Le galuchat?

Moue.

  • Le cuir de Russie?

Moue.

  • Et le croco?
  • Ce sera cher.
  • Mais c’est solide et chic.
  • C’est ça, j’irai me l’acheter moi-même.

Gabriel, souriant largement, se tourna vers Zazie:

  • Tu vois, ta tante, c’est la gentillesse même.
  • Tu m’as toujours pas dit qui c’était çui-là?
  • C’est le proprio, répondit Gabriel, un proprio exceptionnel, un pote, le patron du bistro d’en bas.
  • De La Cave?

— Gzactement, dit Turandot.

  • On y danse dans votre cave?
  • Ça non, dit Turandot.
  • Minable, dit Zazie.
  • T’en fais pas pour lui, dit Gabriel, il gagne bien sa vie.
  • Mais à Singermindépré, dit Zazie, qu’est-ce qu’il se sucrerait, c’est dans tous les journaux.
  • Tu es bien gentille de t’occuper de mes affaires, dit Turandot d’un air supérieur
  • Gentille mon cul, rétorqua Zazie.

Turandot pousse un miaulement de triomphe.

  • Ah ah, dit-il à Gabriel, tu pourras plus me soutenir le contraire, je l’ai entendu son mon cul.
  • Dis donc pas de cochoncetés, dit Gabriel.
  • Mais c’est pas moi, dit Turandot, c’est elle.
  • Il rapporte, dit Zazie. C’est vilain.
  • Et puis ça suffit, dit Gabriel. Il est temps que je me tire.
  • Ça doit pas être marant d’être gardien de nuit, dit Zazie.
  • Aucun métier n’est bien marant, dit Gabriel. Va donc te coucher.

Turandot ramasse la cage et dit:

  • On reprendra la conversation.

Et il ajoute d’un air fin:

  • La conversation mon cul.
  • Est-il bête, dit doucement Marceline.
  • On peut pas faire mieux, dit Gabriel.
  • Eh bien, bonne nuit, dit Turandot toujours aimable, j’ai passé une agréable soirée, j’ai pas perdu mon temps.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Il est mignon, dit Zazie en regardant l’animal.
  • Va donc te coucher, dit Gabriel.

Zazie sort par une porte, les visiteurs du soir par une autre.

Gabriel attend que tout se soit calmé pour sortir à son tour. Il descend l’escalier sans bruit, en loca­taire convenable.

Mais Marceline a vu un objet qui traîne sur une commode, elle le prend, court ouvrir la porte, se penche pour crier doucement dans l’escalier:

  • Gabriel, Gabriel.
  • Quoi? Qu’est-ce qu’il y a?
  • Tu as oublié ton rouge à lèvres.

(…)

Elle regarda dans la cour: il ne s’y passait rien. Dans l’appartement de même, il y avait l’air de ne rien se passer. L’oreille plantée dans la porte, Zazie ne distinguait aucun bruit. Elle sortit silencieuse­ment de sa chambre. Le salonsalamanger était oscur et muet. En marchant un pied juste devant l’autre comme quand on tire à celui qui commencera, en palpant le mur et les objets, c’est encore plus amu­sant en fermant les yeux, elle parvint à l’autre porte qu’elle ouvrit avec des précautions considé­rables. Cette autre pièce était également oscure et muette, quelqu’un y dormait paisiblement. Zazie referma, se mit en marche arrière, ce qui est toujours amusant, et au bout d’un temps extrêmement long, elle atteignit une troisième et autre porte qu’elle ouvrit avec de non moins grandes précautions que précédemment. Elle se trouva dans l’entrée qu’éclai­rait péniblement une fenêtre ornée de vitraux rouges et bleus. Encore une porte à ouvrir et Zazie découvre le but de son escursion: les vécés.

Zazie n’est pas tout à fait déçue, elle sait qu’elle est bien à Paris, que Paris est un grand village et que tout Paris ne ressemble pas à cette rue. Seulement pour s’en rendre compte et en être tout à fait sûre, il faut aller plus loin. Ce qu’elle commence à faire, d’un air dégagé.

Mais Turandot sort brusquement de son bistro et, du bas des marches, il lui crie:

— Eh petite, où vas-tu comme ça?

Zazie du coup adopte le pas de gymnastique. Elle prend un virage à la corde. L’autre rue est nettement plus animée. Zazie maintenant court bon train. Personne n’a le temps ni le souci de la regarder. Mais Turandot galope lui aussi. Il fonce même. Il la rattrape, la prend par le bras et, sans mot dire, d’une poigne solide, lui fait faire demi-tour. Zazie n’hésite pas. Elle se met à hurler:

— Au secours! Au secours!

Ce cri ne manque pas d’attirer l’attention des ménagères et des citoyens présents. Ils abandonnent leurs occupations ou inoccupations personnelles pour s’intéresser à l’incident.

Après ce premier résultat assez satisfaisant, Zazie en remet:

— Je veux pas aller avec le meussieu, je le connais pas le meussieu, je veux pas aller avec le meussieu.

Exétéra.

Turandot, sûr de la noblesse de sa cause, fait fi de ces procurations. Il s’aperçoit bien vite qu’il a eu tort en constatant qu’il se trouve au centre d’un cercle de moralistes sévères.

Devant ce public de choix, Zazie passe des consi­dérations générales aux accusations particulières, précises et circonstanciées.

  • Ce meussieu, qu’elle dit comme ça, il m’a dit des choses sales.
  • Qu’est-ce qu’il t’a dit? demande une dame alléchée.
  • Madame! s’écrie Turandot, cette petite fille s’est sauvée de chez elle. Je la ramenais à ses

Le cercle ricane avec un scepticisme déjà soli­dement encré. La dame insiste; elle se penche vers Zazie.

  • Allons, ma petite, n’aie pas peur, dis-le-moi ce qu’il t’a dit le vilain meussieu?
  • C’est trop sale, murmure Zazie.
  • Il t’a demandé de lui faire des choses?
  • C’est ça, mdame.

Zazie glisse à voix basse quelques détails dans l’oreille de la bonne femme. Celle-ci se redresse et crache à la figure de Turandot.

— Dégueulasse, qu’elle lui jette en plus en prime.

Et elle lui recrache une seconde fois de nouveau dessus, en pleine poire. Un type s’enquiert:

— Qu’est-ce qu’il lui a demandé de lui faire?

La bonne femme glisse les détails zaziques dans l’oreille du type:

— Oh! qu’il fait le type, jamais j’avais pensé à ça.

Il refait comme ça, plutôt pensivement:

— Non, jamais.

Il se tourne vers un autre citoyen:

  • Non mais, écoutez-moi ça… (détails). C’est pas croyab.
  • Ya vraiment des salauds complets, dit l’autre

Cependant, les détails se propagent dans la foule. Une femme dit:

  • Comprends pas.

Un homme lui esplique. Il sort un bout de papier de sa poche et lui fait un dessin avec un stylo à bille.

  • Eh bien, dit la femme rêveusement.

Elle ajoute:

  • Et c’est pratique?

Elle parle du stylo à bille.

Deux amateurs discutent:

  • Moi, déclare l’un, j’ai entendu raconter que… (détails).
  • Ça m’étonne pas autrement, réplique l’autre, on m’a bien affirmé que… (détails).

Poussée hors de son souk par la curiosité, une commerçante se livre à quelques confidences:

— Moi qui vous parle, mon mari, un jour voilà t-il pas qu’il lui prend l’idée de… (détails). Où qu’il avait été dégoter cette passion, ça je vous le demande.

  • Il avait peut-être lu un mauvais livre, suggère quelqu’un.
  • Peut-être bien. En tout cas, moi qui vous cause, je lui ai dit à mon mari, tu veux que? (détails). Pollop, que je lui ai répondu. Va te faire voir par les crouilles si ça te chante et m’emmerde plus avec tes vicelardises. Voilà ce que je lui ai répondu à mon mari qui voulait que je… (détails).

On approuve à la ronde.

Turandot n’a pas écouté. Il se fait pas d’illu­sions. Profitant de l’intérêt technique suscité par les accusations de Zazie, il s’est tiré en douce. Il passe le coin de la rue en rasant le mur et rejoint en hâte sa taverne, se glisse derrière le zinc en bois depuis l’occupation, se verse un grand ballon de beaujolais qu’il écluse d’un trait, réitère. Il se tamponne le front avec la chose qui lui sert de mouchoir.

Mado Ptits-pieds qui épluchait des patates lui demande:

  • Ça va pas?
  • M’en parle pas. Jamais eu une telle trouille de ma vie. Ils me prenaient pour un satyre tous ces cons. Si j’étais resté, ils m’auraient émietté.
  • Ça vous apprendra à faire le terre-neuve, dit Mado Ptits-pieds.
  • La ptite, dit Turandot assoufflé, la ptite, hein, eh bien, elle s’est barée.

Marceline répond pas, va droit à la chambre. Gzakt. Lagoçamilébou.

— Je l’ai vue, dit Turandot, j’ai essayé de la rattraper. Ouatt! (geste).

Marceline entre dans la chambre de Gabriel, le secoue, il est lourd, difficile à remuer, encore plus à réveiller, il aime ça, dormir, il souffle et s’agite, quand il dort il dort, on l’en sort pas comme ça.

  • Quoi quoi, qu’il finit par crier.
  • Zazie a foutu le camp, dit doucement Mar­

Il la regarde. Il fait pas de commentaires. Il comprend vite, Gabriel. Il est pas con. Il se lève. Il va faire un tour dans la chambre de Zazie. Il aime bien se rendre compte des choses par lui-même, Gabriel.

  • Elle est peut-être enfermée dans les vécés, qu’il dit avec optimisme.
  • Non, répond doucement Marceline, Turandot l’a vue qui se barait.
  • Qu’est-ce que t’as vu au juste? qu’il demande à Turandot.
  • Je l’ai vue qui se barait, alors je l’ai rattra­pée et j’ai voulu te la ramener.
  • C’est bien! ça, dit Gabriel, t’es un pote.
  • Oui, mais la ptite a ameuté les gens, elle gueulait comme ça que je lui avais proposé de me faire des trucs.
  • Et c’était pas vrai? demande Gabriel.
  • Bien sûr que non.
  • On sait jamais.
  • Dacor, on sait jamais.
  • Tu vois bien.
  • Laisse-le donc continuer, dît doucement Mar­
  • Alors voilà autour de moi tous les gens qui se rassemblent tout prêts à me casser la gueule. Ils me prenaient pour un satyre les cons.
  • Faudra l’enfermer à clé cette petite, dit
  • Je me demande pourquoi elle a foutu le camp, murmura pensivement Gabriel.
  • Elle a pas voulu faire de bruit, dit doucement Marceline, alors pour pas te réveiller, elle est allée se promener.
  • Mais je veux pas qu’elle se promène seule, dit Gabriel, la rue c’est l’école du vice, tout le monde sait ça.
  • Américanophile! s’esclame Gabriel, t’emploies des mots dont tu connais pas le sens. Américano­phile! comme si ça empêchait de laver son linge sale en famille. Marceline et moi, non seulement on est américanophiles, mais en plus de ça, petite tête, et en même temps, t’entends ça, petite tête, en même temps, on est lessivophiles. Hein? ça te là coupe, ça (pause) petite tête.
  • Ensuite? Le début vous suffît pas? C’est une fugue qu’elle est en train de faire cette gosse. Une fugue!
  • C’est gai, murmura Gabriel.
  • Vous n’avez qu’à prévenir la police.
  • Ça me dit rien, dit Gabriel d’une voix très
  • Elle rentrera pas toute seule.
  • On sait jamais.

Comme concitoyens et commères continuaient à discuter le coup, Zazie s’éclipsa. Elle prit la pre­mière rue à droite, puis la celle à gauche, et ainsi de suite jusqu’à ce qu’elle arrive à l’une des portes de la ville. De superbes gratte-ciel de quatre ou cinq étages bordaient une somptueuse avenue sur le trottoir de laquelle se bousculaient de pouilleux éventaires. Une foule épaisse et mauve dégoulinait d’un peu partout. Une marchande de ballons Lamoricière, une musique de manège ajoutaient leur note pudique à la virulence de la démonstration. Émer­veillée, Zazie mit quelque temps à s’apercevoir que, non loin d’elle, une œuvre de ferronnerie baroque plantée sur le trottoir se complétait de l’inscription métro. Oubliant aussitôt le spectacle de la rue, Zazie s’approcha de la bouche, la sienne sèche d’émotion. Contournant à petits pas une balustrade protectrice, elle découvrit enfin l’entrée. Mais la grille était tirée. Une ardoise pendante portait à la craie une inscription que Zazie déchiffra sans peine. La grève continuait. Une odeur de poussière ferru­gineuse et déshydratée montait doucement de l’abîme interdit. Navrée, Zazie se mit à pleurer.

Elle y prit un si vif plaisir qu’elle alla s’asseoir sur un banc pour y larmoyer avec plus de confort. Au bout de peu de temps d’ailleurs, elle fut dis­traite de sa douleur par la perception d’une pré­sence voisine. Elle attendit avec curiosité ce qui allait se produire. Il se produisit des mots, émis par une voix masculine prenant son fausset, ces mots formant la phrase interrogative que voici:

— Alors, mon enfant, on a un gros chagrin?

Devant la stupide hypocrisie de cette question, Zazie doubla le volume de ses larmes. Tant de sanglots semblaient se presser dans sa poitrine qu’elle paraissait ne pas avoir le temps de les étran­gler tous.

  • C’est si grave que ça? demanda-t-on.
  • Oh voui, msieu.

Décidément, il était temps de voir la gueule qu’avait le satyre. Passant sur son visage une main qui transforma les torrents de pleurs en rus bour­beux, Zazie se tourna vers le type. Elle n’en put croire ses yeux. II était affublé de grosses bac­chantes noires, d’un melon, d’un pébroque et de larges tatanes. C’est pas possib, se disait Zazie avec sa petite voix intérieure, c’est pas possib, c’est un acteur en vadrouille, un de l’ancien temps. Elle en oubliait de rire.

Lui, fit une sorte de grimace aimable et tendit à l’enfant un mouchoir d’une étonnante propreté. Zazie, s’en étant emparée, y déposa un peu de la crasse humide qui stagnait sur ses joues et compléta cette offrande par une morve copieuse.

— Allons, voyons, disait le type d’un ton encou­rageant, qu’est-ce qu’il y a? Tes parents te battent? Tu as perdu quelque chose et tu as peur qu’ils te grondent?

Il en faisait des hypothèses. Zazie lui rendit son mouchoir très humidifié. L’autre ne manifesta nul dégoût en remettant cette ordure dans sa fouillouse. Il continuait:

  • Il faut tout me dire. N’aie pas peur. Tu peux avoir confiance en moi.
  • Pourquoi? demanda Zazîe bredouillante et
  • Pourquoi? répéta le type déconcerté.

Il se mit à racler l’asphalte avec son pébroque.

  • Oui, dit Zazie, pourquoi que j’aurais confiance en vous?
  • Mais, répondît le type en cessant de gratter le sol, parce que j’aime les enfants. Les petites fiîles. Et les petits garçons.
  • Vous êtes un vieux salaud, oui.
  • Absolument pas, déclara le type avec une véhémence qui étonna Zazie.

Profitant de cet avantage, le meussieu lui offrit un cacocalo, là, au premier bistro venu, en sous-entendant: en plein jour, devant tout le monde, une proposition bien honnête, quoi.

Ne voulant pas montrer son enthousiasme à l’idée de se taper un cacocalo, Zazie se mit à consi­dérer gravement la foule qui, de l’autre côté de la chaussée, se canalisait entre deux rangées d’éventaires.

  • Qu’est-ce qu’ils foutent tous ces gens? deman­da-t-elle.
  • Ils vont à la foire aux puces, dit le type, ou plutôt c’est la foire aux puces qui va-t-à-z-eux, car elle commence là.
  • Ah, la foire aux puces, dit Zazie de l’air de quelqu’un qui veut pas se laisser épater, c’est là où on trouve des ranbrans pour pas cher, ensuite on les revend à un Amerlo et on n’a pas perdu sa journée.
  • Y a pas que des ranbrans, dit le type, y a aussi des semelles hygiéniques, de la lavande, des clous et même des vestes qui n’ont pas été portées.
  • Y a aussi des surplus américains?
  • Bien sûr. Et aussi des marchands de frites. Des bonnes. Faites dans la matinée.
  • C’est chouette, les surplus américains.
  • Si on veut, y a même des moules. Des bonnes. Qu’empoisonnent pas.
  • Izont des bloudjinnzes, leurs surplus améri­cains?
  • Ça fait pas un pli qu’ils en ont. Et des boussoles qui fonctionnent dans l’oscurité.
  • Je m’en fous des boussoles, dit Zazie. Mais les bloudjinnzes (silence).
  • On peut aller voir, dit le type.
  • Et puis après? dit Zazie. J’ai pas un rond pour me les offrir. A moins d’en faucher une paire.

— Allons voir tout de même, dit le type.

Zazie avait fini son cacocalo. Elle regarda le type et lui dit:

  • Je vous vois venir avec vos pataugas.

Elle ajouta:

  • On y va?

Le type paie et ils s’immergent dans la foule. Zazie se faufile, négligeant les graveurs de plaques de vélo, les souffleurs de verre, les démonstrateurs de nœuds de cravate, les Arabes qui proposent des montres, les manouches qui proposent n’importe quoi. Le type est sur ses talons, il est aussi subtil que Zazie. Pour le moment, elle a pas envie de le semer, mais elle se prévient que ce sera pas commode. Y a pas de doute, c’est un spécialiste.

Elle s’arrêta pile devant un achalandage de sur­plus. Du coup, a boujplu. A boujpludutou. Le type freine sec, juste derrière elle. Le commerçant engage la conversation.

— C’est la boussole qui vous fait envie? qu’il demande avec un aplomb. La torche électrique? Le canot pneumatique?

Zazie tremble de désir et d’anxiété, car elle n’est pas du tout sûre que le type ait vraiment des inten­tions malhonnêtes. Elle ose pas énoncer le mot disyllabique et anglo-saxon qui voudrait dire ce qu’elle veut dire. C’est le type qui le prononce.

  • Vous auriez pas des bloudjînnzes pour la petite? qu’il demande au revendeur. C’est bien ça ce qui te plairait?
  • Oh voui, vuvurre Zazie.
  • Si j’en ai, des bloudjînnzes, dit le pucier, je veux que j’en ai. J’en ai même des qui sont positive­ment inusables.
  • Ouais, dit le type, mais vous imaginez bien qu’elle va continuer à grandir. L’année prochaine elle pourra plus les mettre ces trucs, alors qu’est-ce qu’on en fera à ce moment-là?

— Ce sera pour le ptit frère ou la ptite sœur.

  • Elle en a pas.
  • D’ici un an, ça peut venir (rire).
  • Plaisantez pas avec ça, dit le type d’un air lugubre, sa pauvre mère est morte.
  • Oh! escuses.

Zazie regarde un instant le satyre avec curiosité, avec intérêt même, mais c’est des à-côtés à appro­fondir plus tard. Intérieurement, elle trépigne, elle y tient plus, elle demande:

  • Vous auriez ma taille?
  • Bien sûr, mademoiselle, répond le forain talon-
  • Et ça coûte combien?

C’est encore Zazie qui a posé cette question-là. Automatiquement. Parce qu’elle est économe mais pas avare. L’autre le dit combien ça coûte. Le type hoche la tête. Il a pas l’air de trouver ça tellement cher. C’est du moins ce que conclut Zazie de son comportement.

— Je pourrais essayer? qu’elle demande.

Le bazardeur est soufflé: elle se croit chez Fior, cette petite connasse. Il fait un joli sourire à pleines dents pour dire:

— Pas la peine. Regardez-moi çui-la.

Il déploie le vêtement et le suspend devant elle. Zazie fait la moue. Elle aurait voulu essayer.

  • Isra pas trop grand? qu’elle demande encore.
  • Regardez! Il vous ira pas plus bas que le mollet et regardez-moi ça encore s’il est pas étroit, tout juste si vous pourrez entrer dedans, mademoi­selle, quoique vous soyez bien mince, c’est pas pour

Zazie en a la gorge sèche. Des bloudjinnzes. Comme ça. Pour sa première sortie parisienne. Ça serait rien chouette.

Le type tout d’un coup prend un air rêveur. On dirait que maintenant il pense plus à ce qui se passe autour de lui.

Le marchand remet ça.

  • Vous le regretterez pas, allez, qu’il insiste, c’est inusable, positivement inusable.
  • Je vous ai déjà dit que je m’en foutais que ce soit inusable, répond distraitement le type.
  • C’est pourtant pas rien l’inusabilité, qu’il insisté le commerçant.
  • Mais, dit soudain le type, au fait, à propos, il me semble, si je comprends bien, ça vient des sur­plus américains, ces bloudjinnzes?
  • Natürlich, qu’il répond le forain.
  • Alors, vous pourrez peut-être m’espliquer ça: y avait des mouflettes dans leur armée, aux Amerlos?

— Y avait de tout, répond le forain pas dé­concerté. Le type sembla pas convaincu.

  • Bin quoi, dit le revendeur qui n’a pas envie de louper une vente à cause de l’histoire universelle, faut de tout pour faire une guerre.
  • Et ça? demande le type, ça vaut combien?

Ce sont des lunettes antisolaires. Il se les chausse.

— C’est en prime pour tout acheteur de bloudjinnzes, dit le colporteur qui voit l’affaire dans le sac.

Zazie en est pas si sûre. Alors quoi, i va pas se décider? Qu’est-ce qu’il attend? Qu’est-ce qu’i croit? Qu’est-ce qu’il veut? C’est sûrement un sale type, pas un dégoûtant sans défense, mais un vrai sale type. Faut sméfier, faut sméfier, faut sméfier. Mais quoi, les bloudjinnzes…

Enfin, ça y est. Il les paie. La marchandise est emballée et le type met le paquet sous le bras, sous son bras à lui. Zazie, dans son dedans, commence à râler ferme. C’est donc pas encore fini?

— Et maintenant, dit le type, on va casser une petite graine.

Il marche devant, sûr de lui. Zazie suit, louchant sur le paquet. Il l’entraîne comme ça jusqu’à un café-restaurant. Ils s’assoient. Le paquet se place sur une chaise, hors de la portée de Zazie.

  • Qu’est-ce que tu veux? demande le type. Des moules ou des frites?
  • Les deux, répond Zazie qui se sent devenir folle de rage.
  • Apportez toujours des moules pour la petite, dit le type tranquillement à la serveuse. Pour moi, ce sera un muscadet avec deux morceaux de sucre.

En attendant la bouffe, on ne dit rien. Le type fume paisiblement. Les moules servies, Zazie se jette dessus, plonge dans la sauce, patauge dans le jus, s’en barbouille. Les lamellibranches qui ont résisté à la cuisson sont forcés dans leur coquille avec une férocité mérovingienne. Tout juste si la gamine ne croquerait pas dedans. Quand elle a tout liquidé, eh bien, elle ne dit pas non pour ce qui est des frites. Bon, qu’il fait, le type. Lui, il déguste sa mixture à petites lampées, comme si c’était de la chartreuse chaude. On apporte les frites. Elles sont exceptionnellement bouillantes. Zazie, vorace, se brûle les doigts, mais non la gueule.

Quand tout est terminé, elle descend son demi-panaché d’un seul élan, expulse trois petits rots et se laisse aller sur sa chaise, épuisée. Son visage sur lequel passèrent des ombres quasiment anthropophagiques s’éclaircit. Elle songe avec satisfaction que c’est toujours ça de pris. Puis elle se demande s’il ne serait pas temps de dire quelque chose d’aimable au type, mais quoi? Un gros effort lui fait trouver ça:

  • Vous en mettez du temps pour écluser votre Papa, lui, il en avalait dix comme ça en autant de temps.
  • Il boit beaucoup ton papa?
  • I buvait, qu’il faut dire. Il est mort.
  • Tu as été bien triste quand il est mort?
  • Pensez-vous (geste). J’ai pas eu le temps avec tout ce qui se passait (silence).
  • Et qu’est-ce qui se passait?
  • Je boirais bien un autre demi, mais pas pana­ché, un vrai demi de vraie bière.

Le type commande pour elle et demande une petite cuiller. Il veut récupérer ce qui reste de sucre dans le fond du glasse. Pendant qu’il se livre à cette opération, Zazie liche la mousse de son demi, puis elle répond:

  • Vous lisez les journaux?
  • Des fois.
  • Vous vous souvenez de la couturière de Saint-Montron qu’a fendu le crâne de son mari d’un coup de hache? Eh bien, c’était maman. Et le mari, naturellement, c’était papa.
  • Ah! dit le type.
  • Vous vous en souvenez pas?

Il n’en a pas l’air très sûr. Zazie est indignée.

— Merde, pourtant, ça a fait assez de foin. Maman avait un avocat venu de Paris esprès, un célèbre, un qui cause pas comme vous et moi, un con, quoi. N’empêche qu’il l’a fait acquitter, comme ça (geste), les doigts dans le nez. Même que les gens izz applaudissaient maman, tout juste s’ils l’ont pas portée en triomphe. On a fait une fameuse foire ce jour-là. Y avait qu’une chose qui chagrinait maman, c’est que le Parisien, l’avocat, il se faisait pas payer avec des rondelles de saucisson. Il a été gourmand, la vache. Heureusement que Georges était là pour un coup.

  • Et qui était ce Georges?
  • Un charcutier. Tout rose. Le coquin de C’est lui qui avait refilé la hache (silence) pour couper son bois (léger rire).

Elle s’envoie une petite lampée de bière, avec distinction, tout juste si elle ne lève pas l’auriculaire.

— Et c’est pas tout, qu’elle ajoute, moi, que vous voyez là devant vous, eh bien, j’ai déposé au procès, et à huis clos encore.

Le type ne réagit pas.

  • Vous me croyez pas?
  • Bien sûr que non. C’est pas légal un enfant qui dépose contre ses parents.
  • D’abord, des parents y en avait plus qu’un, primo, et ensuite vous y connaissez rien. Vous auriez qu’à venir chez nous à Saint-Montron et je vous montrerais un cahier où j’ai collé tous les articles de journaux où il est question de moi. Même que Georges, pendant que maman était en tôle, pour mon petit Noël, il m’a abonnée à l’Argus de la Presse. Vous connaissez ça l’Argus de la Presse?
  • Non, dit le type.
  • Et ça veut discuter avec moi.
  • Pourquoi aurais-tu témoigné à huis clos?
  • Ça vous intéresse, hein?
  • Pas spécialement.
  • Ce que vous pouvez être sournois.

Et elle s’envoie une petite lampée de bière, avec distinction, tout juste si elle ne lève pas l’auri­culaire. Le type ne bronche pas (silence).

  • Allons, finit par dire Zazie, faut pas bouder comme ça. Je vais vous la raconter, mon histoire.
  • J’écoute.
  • Voilà. Faut vous dire que maman pouvait pas blairer papa, alors papa, ça l’avait rendu triste et il s’était mis à picoler. Qu’est-ce qu’il descen­dait comme litrons. Alors, quand il était dans ces états-là, fallait se garer de lui, parce que le chat lui-même y aurait passé. Comme dans la chanson. Vous connaissez?
  • Je vois, dit le type.
  • Tant mieux. Alors je continue: un jour, un dimanche, je rentrais de voir un match de foute, y avait le Stade Sanctimontronais contre l’Étoile-Rouge de Neuflize, en division d’honneur c’est pas Vous vous intéressez au sport, vous?
  • Au catch.

Considérant le gabarit médiocre du bonhomme, Zazie ricane.

  • Dans la catégorie spectateurs, qu’elle dit.
  • C’est une astuce qui traîne partout, réplique le type froidement.

De rage, Zazie assèche son demi, puis elle la boucle.

— Allons, dit le type, faut pas bouder comme ça. Continue donc ton histoire.

  • Elle vous intéresse, mon histoire?
  • Alors, vous mentiez tout à l’heure?
  • Continue donc.
  • Vous énervez pas. Vous seriez plus en état de l’apprécier, mon histoire.

V

Ltipstu et Zazie reprit son discours en ces termes:

— Papa, il était donc tout seul à la maison, tout seul qu’il attendait, il attendait rien de spé­cial, il attendait tout de même, et il était tout seul, ou plutôt il se croyait tout seul, attendez, vous allez comprendre. Je rentre donc, faut dire qu’il était noir comme une vache, papa, il commence donc à m’embrasser ce qu’était normal puisque c’était mon papa, mais voilà qu’il se met à me faire des papouilles zozées, alors je dis ah non parce que je comprenais où c’est qu’il voulait en arriver le salaud, mais quand je lui ai dit ah non ça jamais, lui il saute sur la porte et il la ferme à clé et il met la clé dans sa poche et il roule les yeux en faisant ah ah ah tout à fait comme au cinéma, c’était du tonnerre. Tu y passeras à la casserole qu’il déclamait, tu y passeras à la casserole, il bavait même un peu quand il proférait ces immondes menaces et finalement immbondit dssus. J’ai pas de mal à l’éviter. Comme il était rétamé, il se fout la gueule par terre. Isrelève. Ircommence à me courser, enfin bref, une vraie corrida. Et voilà qu’il finit par m’attraper. Et les papouilles zozées de recommencer. Mais, à ce moment, la porte s’ouvre tout doucement, parce qu’il faut vous dire que maman elle lui avait dit comme ça, je sors, je vais acheter des spaghetti et des côtes de porc, mais c’était pas vrai, c’était pour le feinter, elle s’était planquée dans la buanderie où c’est que c’est qu’elle avait garé la hache et elle s’était ramenée en douce et naturellement elle avait avec elle son trousseau de clés. Pas bête la guêpe, hein?

  • Eh oui, dit le type.
  • Alors donc elle ouvre la porte en douce et elle entre tout tranquillement, papa lui il pensait à autre chose le pauvre mec, il faisait pas attention quoi, et c’est comme ça qu’il a eu le crâne fendu. Faut reconnaître, maman elle avait mis la bonne C’était pas beau à voir. Dégueulasse même. De quoi mdonner des complexes. Et c’est comme ça qu’elle a été acquittée. J’ai eu beau dire que c’était Georges qui lui avait refilé la hache, ça n’a rien fait, ils ont dit que quand on a un mari qu’est un salaud de skalibre, y a qu’une chose à faire, qu’à lbousiller. Jvous ai dit, même qu’on l’a féli­citée. Un comble, vous trouvez pas?
  • Les gens… dit le type… (geste).
  • Après, elle a râlé contre moi, elle m’a dit, sacrée conarde, qu’est-ce que t’avais besoin de raconter cette histoire de hache? Bin quoi jlui ai répondu, c’était pas la vérité? Sacrée connarde, qu’elle a répété et elle voulait me dérouiller, dans la joie générale. Mais Georges l’a calmée et puis elle était si fière d’avoir été applaudie par des gens qu’elle connaissait pas qu’elle pouvait plus penser à autre chose. Pendant un bout de temps, en tout
  • Et après? demanda le type.
  • Bin après c’est Georges qui s’est mis à tourner autour de moi. Alors maman a dit comme ça qu’elle pouvait tout de même pas les tuer tous quand même, ça finirait par avoir l’air drôle, alors elle l’a foutu à la porte, elle s’est privée de son jules à cause de moi. C’est pas bien, ça? C’est pas une bonne mère?
  • Ça oui, dit le type conciliant.
  • Seulement, y a pas bien longtemps elle en a retrouvé un autre et c’est ce qui l’a amenée à Paris, elle lui court après, mais moi, pour pas me laisser seule en proie à tous les satyres, et y en a, et y en a, elle m’a confiée à mon tonton Gabriel. Il paraît qu’avec lui, j’ai rien à craindre.
  • Et pourquoi?
  • Ça j’en sais rien. Je suis arrivée seulement hier et j’ai pas eu le temps de me rendre compte.
  • Et qu’est-ce qu’il fait, le tonton Gabriel?
  • Il est veilleur de nuit, il se lève jamais avant midi une heure.
  • Et tu t’es tirée pendant qu’il roupillait encore.
  • Voilà.
  • Et où habites-tu?
  • Par là (geste).
  • Et pourquoi pleurais-tu tout à l’heure sur le banc?

Zazie répond pas. Il commence à l’emmerder, ce type.

— Tu es perdue, hein?

Zazie hausse les épaules. C’est vraiment un sale type.

  • Tu saurais me dire l’adresse du tonton Gabriel?

Zazie se tient des grands discours avec sa petite voix intérieure: non mais, de quoi je me mêle, qu’est-ce qu’i s’imagine, il l’aura pas volé, ce qui va lui arriver.

Brusquement, elle se lève, s’empare du paquet et se carapate. Elle se jette dans la foule, se glisse entre les gens et les éventaires, file droit devant elle en zigzag, puis vire sec tantôt à droite, tantôt à gauche, elle court puis elle marche, se hâte puis ralentit, reprend le petit trot, fait des tours et des détours.

Elle allait commencer à rire du bonhomme et de la tête qu’il devait faire lorsqu’elle comprit qu’elle se félicitait trop tôt. Quelqu’un marchait à côté d’elle. Pas besoin de lever les yeux pour savoir que c’était le type, cependant elle les leva, on sait jamais, c’en était peut-être un autre, mais non c’était bien le même, il n’avait pas l’air de trouver qu’il se soit passé quoi que ce soit d’anormal, il marchait comme ça, tout tranquillement.

Zazie ne dit rien. Le regard en dessous, elle egzamina le voisinage. On était sorti de la cohue, on se trouvait maintenant dans une rue de moyenne largeur fréquentée par de braves gens avec des têtes de cons, des pères de famille, des retraités, des bonnes femmes qui baladaient leurs mômes, un public en or, quoi. C’est du tout cuit, se dit Zazie avec sa petite voix intérieure. Elle prit sa respira­tion et ouvrit la bouche pour pousser son cri de guerre: au satyre! Mais le type était pas tombé de la dernière pluie. Lui arrachant le paquet mécham­ment, il se mit à la secouer en proférant avec éner­gie les paroles suivantes:

— Tu n’as pas honte, petite voleuse, pendant que j’avais le dos tourné.

Il fit ensuite appel à la foule s’amassant:

— Ah! les jitrouas, rgardez-moi cqu’elle avait voulu mfaucher.

Et il agitait le pacson au-dessus de sa tête.

  • Une paire de bloudjinnzes, qu’il gueulait. Une paire de bloudjinnzes qu’elle a voulumfaucher, la
  • Si c’est pas malheureux, commente une ména­gère.
  • De la mauvaise graine, dit une autre.
  • Saloperie, dit une troisième, on lui a donc jamais appris à cette petite que la propriété, c’était sacré?

Le type continuait à houspiller la môme.

— Hein, et si je t’emmenais au commissariat? Hein? Au commissariat de police? Tu irais en prison. En prison. Et tu passerais devant le tri­bunal pour mineurs. Avec la maison de redresse­ment comme conclusion. Car tu serais condamnée. Condamnée au massimum.

Une dame de la haute société qui passait d’aven­ture dans le coin en direction des bibelots rares daigna s’arrêter. Elle s’enquit auprès de la popu­lace de la cause de l’algarade et, lorsque, non sans peine, elle eut compris, elle voulut faire appel aux sentiments d’humanité qui pouvaient peut-être exister chez ce singulier individu, dont le melon, les noires bacchantes et les verres fumés ne semblaient pas étonner les populations.

  • Meussieu, lui dit-elle, ayez pitié de cette Elle n’est pas responsable de la mauvaise éducation que, peut-être, elle reçut. La faim sans doute l’a poussée à commettre cette vilaine action, mais il ne faut pas trop, je dis bien «trop», lui en vouloir. N’avez-vous jamais eu faim (silence), meussieu?
  • Moi, madame, répondit le type avec amertume (au cinéma on fait pas mieux, se disait Zazie), moi? avoir eu faim? Mais je suis un enfant de l’Assis­tance, madame…

La foule se fit frémir d’un murmure de compas­sion. Le type, profitant de l’effet produit, la fend, cette foule, et entraîne Zazie, en déclamant dans le genre tragique: on verra bien ce qu’ils disent, tes parents.

Puis il se tut un peu plus loin. Ils marchèrent quelques instants en silence et, tout à coup, le type dit:

— Tiens, j’ai oublié mon pébroque au bistro.

Il s’adressait à lui-même et à mi-voix encore, mais Zazie ne fut pas longue à tirer des conclusions de cette remarque. C’était pas un satyre qui se donnait l’apparence d’un faux flic, mais un vrai flic qui se donnait l’apparence d’un faux satyre qui se donne l’apparence d’un vrai flic. La preuve, c’est qu’il avait oublié son pébroque. Ce raisonnement lui paraissant incontestable, Zazie se demanda si ce ne serait pas une astuce savoureuse de confronter le tonton avec un flic, un vrai. Aussi, quand le type eut déclaré que c’était pas tout ça, où c’est qu’elle habitait, elle lui donna sans hésitation son adresse. L’astuce était effectivement savoureuse: lorsque Gabriel, après avoir ouvert la porte et s’être écrié Zazie, s’entendit annoncer gaîment «tonton, via un flic qui veut tparler», s’appuyant contre le mur, il verdit. II est vrai que ce pouvait être l’éclai­rage, il faisait si sombre dans cette entrée, cepen­dant le type prit l’air de rien remarquer, Gabriel lui dit comme ça entrez donc d’une voix déséqui­librée.

Ils entrèrent donc dans la salle à manger et Mar­celine se jeta sur Zazie en manifestant la plus grande joie de retrouver cette enfant. Gabriel lui dit: offre donc quelque chose au meussieu, mais l’autre leur signifia qu’il ne voulait rien ingurgiter, c’était pas comme Gabriel qui demanda qu’on lui apportât le litre de grenadine.

De sa propre initiative, le type s’était assis, cependant que Gabriel se versait une bonne dose de sirop qu’il agrémentait d’un peu d’eau fraîche.

— Vous ne voulez vraiment pas boire quelque chose?

— (geste).

Gabriel s’envoya le réconfortant, posa le verre sur la table et attendit, l’œil fixe, mais le type n’avait pas l’air de vouloir causer, Zazie et Marce­line, debout, les guettaient.

Ça aurait pu durer longtemps.

Finalement, Gabriel trouva quelque chose pour amorcer la conversation.

  • Alors, qu’il dit comme ça Gabriel, alors comme ça vous êtes flic [policial]?
  • Jamais de la vie, s’écria l’autre d’un ton cor­dial, je ne suis qu’un pauvre marchand forain.
  • Le crois pas, dit Zazie, c’est un pauvre
  • Faudrait s’entendre, dit Gabriel mollement.
  • La petite plaisante, dit le type avec une bonhomie constante. Je suis connu sous le nom de Pedro-surplus et vous pouvez me voir aux Puces les samedi, dimanche et lundi, distribuant aux popu­lations les menus objets que l’armée amerloquaine laissa traîner derrière elle lors de la libération du
  • Et vous les distribuez gratuitement? Demanda Gabriel légèrement intéressé.
  • Vous voulez rire, dit le type. Je les échange contre de la menue monnaie (silence). Sauf dans le cas présent.
  • Qu’est-ce que vous voulez dire? demanda
  • Je veux dire simplement que la petite (geste) m’a fauché une paire de bloudjinnzes.
  • Si c’est que ça, dit Gabriel, elle va vous les
  • Le salaud, dit Zazie, il me les a repris.
  • Alors, dit Gabriel au type, de quoi vous vous plaignez?
  • Je me plains, c’est tout.
  • I sont à moi, les bloudjinnzes, dit Zazîe. C’est lui qui mles a fauchés. Oui. Et, en plus de ça, c’est un flic. Méfie-toi, tonton Gabriel.

Gabriel, pas rassuré, se versa un nouveau verre de grenadine.

  • C’est pas clair, tout ça, qu’il dit. Si vous êtes un flic, je vois pas pourquoi vous râlez et, si vous en êtes pas un, y a pas de raisons pour que vous me posiez des questions.
  • Pardon, dit le type, c’est pas moi qui pose des questions, c’est vous.
  • Ça c’est vrai, reconnut Gabriel avec objec­tivité.
  • Ça y est, dit Zazie, i va se laisser faire.
  • C’est peut-être à mon tour maintenant de poser des questions, dit le type.
  • Réponds que devant ton avocat, dit Zazie.
  • Fous-moi la paix, dit Gabriel. Je sais ce que j’ai à faire.
  • I va te faire dire tout ce qu’il voudra.

— Elle me prend pour un idiot, dit Gabriel en s’adressant au type avec amabilité. C’est les gosses d’aujourd’hui.

— Y a plus de respect pour les anciens, dit le type.

  • C’est écœurant d’entendre des conneries comme ça, déclare Zazie qui a son idée. Je préfère m’en aller.
  • C’est ça, dit le type. Si les personnes du deuxième sexe pouvaient se retirer un instant.
  • Comment donc, dit Zazie en ricanant.

En sortant de la pièce, elle récupéra discrètement le pacson oublié par le type sur une chaise.

— On vous laisse, dit doucement Marceline en se tirant à son tour.

Elle ferme doucement la porte derrière elle.

—Alors, dit le type (silence), c’est comme ça que vous vivez de la prostitution des petites filles?

Gabriel fait semblant de se dresser pour un geste de théâtrale protestation, mais se ratatine aussitôt.

  • Moi, msieu? murmure-t-il.
  • Oui! réplique le type, oui, vous. Vous n’allez pas me soutenir le contraire?
  • Si, msieu.
  • Vous en avez du culot. Flagrant délit. Cette petite faisait le tapin au marché aux puces. J’espère au moins que vous la vendez pas aux Arabes.
  • Ça jamais, msieu.
  • Ni aux Polonais?
  • Non pus, msieu.
  • Seulement aux Français et aux touristes for­tunés?
  • Seulement rien du tout.

La grenadine commence à faire son effet. Gabriel récupérait.

  • Alors vous niez? demanda le type.
  • Et comment.

Le type sourit diaboliquement, comme au cinéma.

  • Et dites-moi, mon gaillard, qu’il susurre, quel est votre métier ou votre profession derrière lequel ou laquelle vous cachez vos activités délictueuses.
  • Je vous répète que je n’ai pas d’activités délic­
  • Pas d’histoires. Profession?
  • Vous? un artiste? La petite m’a dit que vous étiez veilleur de nuit.
  • Elle y connaît rien. Et puis on dit pas toujours la vérité aux enfants. Pas vrai?
  • À moi, on la dit.
  • Mais vous n’êtes pas un enfant (sourire aimable). Une grenadine?
  • (geste).

Gabriel se sert un autre verre de grenadine.

  • Alors, reprend le type, quelle espèce d’artiste?

Gabriel baisse modestement les yeux.

  • Danseuse de charme, qu’il répond.

VI

  • Qu’est-ce qu’ils se racontent? demanda Zazie en finissant d’enfiler les bloudjinnzes.
  • Ils parlent trop bas, dit doucement Marceline l’oreille appuyée contre la porte de la chambre. Je n’arrive pas à comprendre.

Elle mentait doucement la Marceline, car elle entendait fort bien le type qui disait comme ça: Alors c’est pour ça, parce que vous êtes une pédale, que la mère vous a confié cette enfant? et Gabriel répondait: Mais puisque je vous dis que j’en suis pas. D’accord, je fais mon numéro habillé en femme dans une boîte de tantes mais ça veut rien dire. C’est juste pour faire marer le monde. Vous comprenez, à cause de ma haute taille, ils se fendent la pipe. Mais moi, personnellement, j’en suis pas. La preuve c’est que je suis marié.

Zazie se regardait dans la glace en salivant d’admiration. Pour aller bien ça on pouvait dire que les bloudjinnzes lui allaient bien. Elle passa ses mains sur ses petites fesses moulées à souhait et perfection mêlés et soupira profondément, grandement satisfaite.

  • T’entends vraiment rien? elle demande. Rien de rien?

Non, répondit doucement Marceline toujours aussi menteuse car le type disait: Ça veut rien dire. En tout cas vous allez pas nier que c’est parce que la mère vous considère comme une tante qu’elle vous a confié l’enfant; et Gabriel devait bien le reconnaître. Iadssa, iadssa, qu’il concédait.

— Comment tu me trouves? dit Zazie. C’est pas chouette?

Marceline, cessant d’écouter, la considéra.

  • Les filles s’habillent comme ça maintenant, dit-elle doucement.
  • Ça te plaît pas?
  • Si donc. Mais, dis-moi, tu es sûre que le bonhomme ne dira rien que tu lui aies pris son paquet?
  • Puisque je te répète qu’ils sont à moi. II va en faire un nez quand il va me voir avec.
  • Parce que tu as l’intention de te montrer avant qu’il soit parti?

— Je veux, dit Zazie. Je vais pas rester à moisir ici.

Elle traversa la pièce pour aller coller une oreille contre la lourde. Elle entendit le type qui disait: Tiens où donc j’ai mis mon pacson.

— Dis donc, tata Marceline, dit Zazie, tu te fous de moi ou bien t’es vraiment sourdingue? On entend très bien ce qu’ils se racontent.

  • Eh bien, qu’est-ce qu’ils se racontent?

Renonçant pour le moment à approfondir la question de la surdité éventuelle de sa tante, Zazie plongea de nouveau son étiquette dans le bois de la porte. Le type disait comme ça: Ah ça, i faudrait voir, j’espère que la petite me l’a pas fauché, mon pacson. Et Gabriel suggérait: vous l’aviez peut-être pas avec vous. Si, disait le type, si la môme me l’a fauché, ça va barder un brin.

  • Qu’est-ce qu’il peut râler, dit Zazie.
  • Il ne s’en va pas? demanda doucement Mar­
  • Non, dit Zazie. Via maintenant qu’il entre­prend le tonton sur ton compte.

Après tout, disait le type, c’est peut-être vott dame qui me l’a fauché, mon pacson. Elle a peut-être envie de porter des bloudjinnzes elle aussi, vott dame. Ça sûrement non, disait Gabriel, sûrement pas. Qu’est-ce que vous en savez? répliquait le type, l’idée peut lui en être venue avec un mari qui a des façons d’hormosessuel.

  • Qu’est-ce que c’est un hormosessuel? Demanda
  • C’est un homme qui met des bloudjinnzes, dit doucement Marceline.
  • Tu me racontes des blagues, dit Zazie.
  • Gabriel devrait le mettre à la porte, dit doucement Marceline.
  • Ça c’est une riche idée, Zazie dit.

Puis, méfiante:

  • Il serait chiche de le faire?
  • Tu vas voir.
  • Attends, je vais entrer la première.

Elle ouvrit la porte et, d’une voix forte et claire, prononça les mots suivants:

  • Alors, tonton Gabriel, comment trouves-tu mes bloudjinnzes?
  • Veux-tu vite enlever ça, s’écria Gabriel épouvanté, et les rendre au meussieu tout de suite.
  • Les rendre mon cul, déclara Zazie. Y a pas de Ils sont à moi.
  • J’en suis pas bien sûr, dit Gabriel embêté.
  • Oui, dit le type, enlève ça et au trot.
  • Fous-le donc à la porte, dit Zazie à Gabriel.
  • T’en as de bonnes, dit Gabriel. Tu me préviens que c’est un flic et ensuite tu voudrais que je tape

C’est pas parce que c’est un flic qu’i faut en avoir peur, dit Zazie avec grandiloquence. C’est hun dégueulasse qui m’a fait des propositions sales, alors on ira devant les juges tout flic qu’il est, et les juges, je les connais moi, ils aiment les petites filles, alors le flic dégueulasse, il sera condamné à mort et guillo­tiné et moi j’irai chercher sa tête dans le panier de son et je lui cracherai sur sa sale gueule, na.

Gabriel fermit les yeux en frémissant à l’évocation de ces atrocités. Il se tournit vers le type:

  • Vous entendez, qu’il lui dit. Vous avez bien réfléchi? C’est terrible, vous savez les gosses.
  • Tonton Gabriel, s’écria Zazie, je te jure que c’est hà moi les bloudjinnzes. Faut mdéfendre, tonton Gabriel. Faut mdéfendre. Qu’est-ce qu’elle dira ma moman si elle apprenait que tu me laisses insulter par un galapiat, un gougnafier et peut-être même un conducteur du dimanche.
  • Merde, ajouta-t-elle pour son compte avec sa petite voix intérieure, chsuis aussi bonne que Michèle Morgan dans La Damé aux camélias.

Effectivement touché par le pathétique de cette invocation, Gabriel manifesta son embarras en ces termes mesurés qu’il prononça médza votché et pour ainsi dire quasiment in petto:

— C’est tout de même embêtant de se mettre à dos un bourin.

Le type ricane.

  • Ce que vous pouvez avoir l’esprit mal tourné, dit Gabriel en rougissant.
  • Non mais, vous voyez pas tout ce qui vous pend au nez? dit le type avec un air de plus en plus vachement méphistophélique: prossénétisme, entôlage, hormosessualité, éonisme, hypospadie balanique, tout ça va bien chercher dans les dix ans de travaux forcés.

Puis il se tourne vers Marceline:

  • Et madame? On aimerait avoir aussi quelques renseignements sur madame.
  • Lesquels? demanda doucement Marceline.
  • Faut parler que devant ton avocat, dit Zazie. Tonton a pas voulu m’écouter, tu vois comme il est emmerdé maintenant.

— Tu vas te taire? dit le type à Zazie. Oui, reprend-il, madame pourrait-elle me dire quelle profession elle exerce?

  • Ménagère, répond Gabriel avec férocité.
  • En quoi ça consiste? demande ironiquement le

Gabriel se tourne vers Zazie et lui cligne de l’oeil pour que la petite se prépare à savourer ce qui va suivre.

— En quoi ça consiste? dit-il anaphoriquement. Par exemple, à vider les ordures.

Il saisit le type par le col de son veston, le tire sur le palier et le projette vers les régions inférieures.

Ça fait du bruit: un bruit feutré.

Le bada suit le même chemin. II fait moins de bruit quoiqu’il soit melon.

  • Formi, s’esclama Zazie enthousiasmée cepen­dant qu’en bas le type se ramassait et remettait en place sa moustache et ses lunettes noires.
  • Ça sera quoi? lui demanda Turandot.

— Un remontant, répondit le type avec à-propos.

  • C’est qu’il y a des tas de marques.
  • M’est égal.

Il alla s’asseoir dans le fond.

  • Qu’est-ce que je pourrais bien lui donner, rumine Turandot. Un fernet-branca?
  • C’est pas buvable, dit Charles.
  • Tu n’y as peut-être jamais goûté. C’est pas si mauvais que ça et c’est fameux pour l’estomac. Tu devrais essayer.

— Fais voir un petit fond de verre, dit Charles conciliant.

Turandot le sert largement.

Charles trempe ses lèvres, émet un petit bruit de clapotis qu’il shunte, remet ça, déguste pensivement en agitant les lèvres, avale la gorgée, passe à une autre.

  • Alors? demande Turandot.
  • C’est pas sale.
  • Encore un peu?

Turandot emplit de nouveau le verre et remet la bouteille sur l’étagère. II fouine encore et découvre autre chose.

  • Y a aussi l’eau d’arquebuse, qu’il dit.
  • C’est démodé ça. De nos jours, ce qu’il fau­drait, c’est de l’eau atomique.

Cette évocation de l’histoire universelle fait se marer tout le monde.

  • Eh bien, s’écrie Gabriel, en entrant dans le bistro à toute vapeur, eh bien vous vous embêtez pas dans l’établissement. C’est pas comme moi. Quelle histoire. Sers-moi une grenadine bien tassée, pas beaucoup de bouillon, j’ai besoin d’un remon­ Si vous saviez par où je viens de passer.
  • Tu nous raconteras ça tout à l’heure, dit Turandot un peu gêné.
  • Tiens bonjour toi, dit à Charles Gabriel. Tu restes déjeuner avec nous?
  • C’était pas entendu?
  • Jte lrappelle, simplement.
  • Ya pas à me lrappeler. Jl’avais pas oublié.
  • Alors disons que je te confirme mon invita­
  • Ya pas à mla confirmer puisque c’était d’ac­
  • Tu restes donc déjeuner avec nous, conclut Gabriel qui voulait avoir le dernier mot.
  • Tu causes tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Bois donc, dit Turandot à Gabriel.

Gabriel suit ce conseil.

  • (soupir) Quelle histoire. Vous avez vu Zazie revenir accompagnée par un type?
  • Vvui, vuvurrèrent Turandot et Mado Ptits-pieds avec discrétion.
  • Moi chsuis arrivé après, dit Charles.
  • Au fait, dit Gabriel, vous l’avez pas vu rpasser, le gars?
  • Tu sais, dit Turandot, j’ai pas eu le temps de bien le dévisager, alors je ne suis pas tout à fait sûr de le reconnaître, mais c’est peut-être bien le type qu’est assis derrière toi dans le fond.

Gabriel se retourna. Le type était là sur une chaise, attendant patiemment son remontant.

  • Nondguieu, dit Turandot, c’est vrai, escuses, je vous avais oublié.
  • De rien, dit poliment le type.
  • Qu’est-ce que vous diriez d’un fernet-branca?
  • Si c’est ça ce que vous me conseillez.

À ce moment, Gabriel, verdâtre, se laisse glisser mollement sur le plancher.

  • Ça fera deux fernet-branca, dit Charles en ramassant le copain au passage.
  • Deux fernet-branca, deux, répond mécanique­ment Turandot.

Rendu nerveux par les événements, il n’arrive pas à remplir les verres, sa main tremble, il en fout à côté des flaques brunâtres qui émettent des pseu­dopodes qui vont s’en allant souiller le bar en bois depuis l’occupation.

— Donnez-moi donc ça, dit Mado Ptits-pieds en arrachant la bouteille des mains de l’ému patron.

Turandot s’éponge le front. Le type suppe pai­siblement son remontant enfin servi. Pinçant le nez de Gabriel, Charles lui verse le liquide entre les dents. Ça dégouline un peu le long des commissures labiales. Gabriel s’ébroue.

  • Sacrée cloche, lui dit Charles affectueusement.
  • Petite nature, remarque le type requinqué.
  • Faut pas dire ça, dit Turandot. Il a fait ses Pendant la guerre.
  • Qu’est-ce qu’il a fait? demande l’autre négli­
  • L’esstéo, répond l’aubergiste en versant à la ronde de nouvelles doses de fernet.
  • Ah! fait le type avec indifférence.
  • Vous vous souvenez ptêtt pas, dit Turandot. Scon oublie vite, tout dmème. Le travail obliga­ En Allemagne. Vous vous souvenez pas?
  • Ça prouve pas forcément une forte nature, remarque le type.
  • Et les bombes, dit Turandot. Vous les avez oubliées, les bombes?

— Et qu’est-ce qu’il faisait des bombes, votre costaud? Il les recevait dans ses bras pour qu’elles éclatent pas?

  • Elle est pas drôle votre astuce, dit Charles qui commence à s’énerver.
  • Vous disputez pas, murmure Gabriel qui reprend contact avec le paysage.

D’un pas un peu trop hésitant pour être vrai, il va s’effondrer devant une table qui se trouve être celle du type. Gabriel sort un petit drap mauve de sa poche et s’en tapote le visage, embaumant le bistro d’ambre lunaire et de musc argenté.

  • Pouah, fait le type. Elle empeste vott lingerie.
  • Vous allez pas recommencer à m’emmerder? demande Gabriel en prenant un air douloureux. Il vient pourtant de chez Fior, ce parfum.
  • Faut comprendre les gens, lui dit Charles. Y a des croquants qui n’aiment pas squi est raffiné.
  • Raffiné, vous me faites rire, dit le type, on a raffiné ça dans une raffinerie de caca, oui.
  • Vous croyez pas si bien dire, s’esclama Gabriel Il paraît qu’il y en a une goutte dans les produits des meilleures firmes.
  • Même dans l’eau de Cologne? demande Turan­dot qui s’approche timidement de ce groupe choisi.
  • Ce que tu peux être lourd, toi alors, dit Tu vois donc pas que Gabriel répète n’im­porte quelle connerie sans la comprendre, suffit qu’il l’ait entendue une fois.
  • Faut bien les entendre pour les répéter, rétor­qua Gabriel. As-tu jamais été foutu de sortir une connerie que t’aurais trouvée à toi tout seul?
  • Faut pas egzagérer, dit le type.
  • Egzagérer quoi? demande Charles.

Le type, lui, s’énerve pas.

  • Vous ne dites jamais de conneries? qu’il demande insidieusement.
  • Il se les réserve pour lui tout seul, dit Charles aux deux autres. C’est un prétentiard.
  • Tout ça, dit Turandot, c’est pas clair.
  • D’où c’est qu’on est parti? demande Gabriel.
  • Jte disais que tu n’es pas capable de trouver tout seul toutes les conneries que tu peux sortir, dit Charles.
  • Quelles conneries que j’ai sorties?
  • Je sais plus. T’en produis tellement.
  • Alors dans ce cas-là, tu ne devrais pas avoir de mal à m’en citer une.
  • Moi, dit Turandot qu’était plus dans le coup, je vous laisse à vos dissertations. Le monde se ramène.

Les midineurs arrivaient, d’aucuns avec leur gamelle. On entendit Laverdure qui poussait son tu causes tu causes c’est tout ce que tu sais faire.

— Oui, dit Gabriel pensivement, de quoi qu’on causait?

  • De rien, répondit le type. De rien.

Gabriel le regarda d’un air dégoûté.

  • Alors, qu’il dit. Alors qu’est-ce que je fous ici?
  • T’es venu mchercher, dit Charles. Tu te sou­viens? Je déjeune chez toi et après on emmène la petite à la tour Eiffel.
  • Alors gy.

Gabriel se leva et, suivi de Charles, s’en fut, ne saluant point le type. Le type appela (geste) Mado Ptits-pieds.

— Pendant que j’y suis, qu’il dit, je reste déjeu­ner.

Dans l’escalier Gabriel s’arrêta pour demander au pote Charles:

  • Tu crois pas que ç’aurait été poli de l’inviter?

(…)

Le type haussa tranquillement les épaules et dit sans conviction ni amertume:

— Des insultes, voilà tous les remerciements qu’on reçoit quand on ramène une enfant perdue à ses parents. Des insultes.

Et il ajoute après un gros soupir:

— Mais quels parents.

Gridoux décolla ses fesses de sus sa chaise pour demander d’un air menaçant:

  • Et qu’est-ce qu’ils ont de mal, ses parents? qu’est-ce que vous trouvez à leur redire?
  • Oh! rien (sourire).
  • Mais dites-le, dites-le donc.
  • Le tonton est une tata.
  • C’est pas vrai, gueula Gridoux, c’est pas vrai, je vous défends de dire ça.
  • Vous n’avez rien à me défendre, mon cher, je n’ai pas d’ordre à recevoir de vous.
  • Gabriel, proféra Gridoux solennellement, Ga­briel est un honnête citoyen, un honnête et hono­rable citoyen. D’ailleurs tout le monde l’aime dans le quartier.
  • Une séductrice.

— Vous m’emmerdez, vous, à la fin, avec vos airs supérieurs. Je vous répète que Gabriel n’est pas une tante, c’est clair, oui ou non?

(…)

  • Ça ne prouve rien, continuait Gridoux, sinon que ça amuse les gogos. Un colosse habillé en torero ça fait sourire, mais un colosse habillé en Sévillane, c’est ça alors qui fait marer les gens. D’ailleurs c’est pas tout, il danse aussi La Mort du cygne comme à l’Opéra. En tutu. Là alors, les gens ils sont plies en deux. Vous allez me parler de la bêtise humaine, dakor, mais c’est un métier comme un autre après tout, pas vrai?

(…)

  • Je donnerais cher pour savoir ce que vous êtes venu faire dans le coinstot.
  • Je suis venu reconduire une enfant perdue à ses
  • Vous allez finir par me le faire croire.
  • Et ça m’a attiré bien des ennuis.
  • Oh! dit Gridoux, pas bien graves.
  • Je ne parle pas de l’histoire avec le roi de la séguedille et de la princesse des djinns bleus (silence). Y a pire.

Le type avait fini de remettre sa chaussure.

  • Ya pire, répéta-t-il.
  • Quoi? demanda Gridoux impressionné.
  • J’ai ramené la petite à ses parents, mais moi je me suis perdu.
  • Oh! ça n’est rien, dit Gridoux rasséréné. Vous tournez dans la rue à gauche et vous trouvez le métro un peu plus bas, c’est pas difficile comme vous
  • S’agit pas de ça. C’est moi, moi, que j’ai perdu.
  • Comprends pas, dit Gridoux de nouveau un peu inquiet.
  • Posez-moi des questions, posez-moi des ques­tions, vous allez comprendre.
  • Mais vous y répondez pas aux questions.
  • Quelle injustice! comme si je n’ai pas répondu pour les épinards.

Gridoux se gratta le crâne.

  • Eh bien par exemple…

Mais il ne put continuer, fort embarrassé.

  • Dites, insistait le type, mais dites donc, (silence)

Gridoux baisse les yeux.

Le type lui vient en aide,

  • Vous voulez peut-être savoir mon nom par egzemple?
  • Oui, dit Gridoux, c’est ça, vott nom.
  • Eh bien je ne le sais pas.

Gridoux leva les yeux.

  • C’est malin, ça, dit-il.
  • Eh non, je ne le sais pas.
  • Comment ça?
  • Comment ça? Comme ça. Je ne l’ai pas appris par cœur.

(silence)

  • Vous vous foutez de moi, dit Gridoux.
  • Et pourquoi ça?
  • Est-ce qu’on a besoin d’apprendre son nom par cœur?
  • Vous, dit le type, vous vous appelez comment?
  • Gridoux, répondit Gridoux sans se méfier.
  • Vous voyez bien que vous le savez par cœur votre nom de Gridoux.
  • C’est pourtant vrai, murmura Gridoux.

Mais ce qu’il y a de plus fort dans mon cas, reprit le type, c’est que je ne sais pas si j’en avais un avant.

  • Un nom?
  • Un nom.
  • Ce n’est pas possible, murmura Gridoux avec
  • Possible, possible, qu’est-ce que ça veut dire «possible», quand ça est?
  • Alors comme ça vous n’avez jamais eu de nom?
  • Il semble bien.
  • Et ça ne vous a jamais causé d’ennuis?
  • Pas de trop. (silence)

Le type répéta:

  • Pas de trop, (silence)
  • Et votre âge, demanda brusquement Gridoux. Vous ne le savez peut-être pas non plus votre âge?
  • Non, répondit le type. Bien sûr que non.

Gridoux examina attentivement la tète de son interlocuteur.

  • Vous devez avoir dans les…

Mais il s’interrompit.

  • C’est difficile à dire, murmura-t-il.
  • N’est-ce pas? Alors, quand vous venez m’inter­roger sur mon métier, vous comprenez que c’est pas par mauvaise volonté que je ne vous réponds pas.
  • Bien sûr, acquiesça Gridoux angoissé.

Un bruit de moteur vaseux fit se retourner le type. Un taxi vieux passa, ayant à bord Gabriel et Zazie.

— Ça va se promener, dit le type.

Gridoux ne fait aucun commentaire. Il voudrait bien que l’autre aille se promener, lui aussi.

  • Il ne me reste plus qu’à vous remercier, reprit le type.
  • De rien, dit Gridoux.
  • Et le métro? Alors, je le trouverai par là?

(geste)

  • C’est ça. Par là.
  • C’est un renseignement utile, dit le type. Surtout quand y a la grève.
  • Vous pourrez toujours consulter le plan, dit

Il se mit à taper très fort sur une semelle et le type s’en va.

(…)

Ils regardèrent alors en silence l’orama, puis Zazie examina ce qui se passait à quelque trois cents mètres plus bas en suivant le fil à plomb.

  • C’est pas si haut que ça, remarqua Zazie.
  • Tout de même, dit Charles, c’est à peine si on distingue les gens.
  • Oui, dit Gabriel en reniflant, on les voit peu, mais on les sent tout de même.
  • Moins que dans le métro, dit Charles.
  • Tu le prends jamais, dit Gabriel. Moi non plus, d’ailleurs.

Désireuse d’éviter ce sujet pénible, Zazie dit à son oncle:

— Tu regardes pas. Penche-toi donc, c’est quand même marant.

Gabriel fit une tentative pour jeter un coup d’œil sur les profondeurs.

— Merde, qu’il dit en se reculant, ça me fout le vertige.

II s’épongea le front et embauma.

— Moi, qu’il ajoute, je redescends. Si vous en avez pas assez, je vous attends au rez-de-chaussée.

Il est parti avant que Zazie et Charles aient pu le retenir.

— Ça faisait bien vingt ans que j’y étais pas monté, dit Charles. J’en y ai pourtant conduit des gens.

Zazie s’en fout.

  • Vous riez pas souvent, qu’elle lui dit. Quel âge que vous avez?
  • Quel âge que tu me donnes?

— Bin, vzêtes pas jeune: trente ans.

  • Et quinze de mieux.
  • Bin alors vzavez pas l’air trop vieux. Et ton­ton Gabriel?
  • Trente-deux.
  • Bin, lui, il paraît plus.
  • Lui dis pas surtout, ça le ferait pleurer.
  • Pourquoi ça? Parce qu’il pratique l’hormosessualité?
  • Où t’as été chercher ça?
  • C’est le type qui lui disait ça à tonton Gabriel, le type qui m’a ramenée. Il disait comme ça, le type, qu’on pouvait aller en tôle pour ça, pour l’hormosessualité. Qu’est-ce que c’est?
  • C’est pas vrai.
  • Si, c’est vrai qu’il a dit ça, répliqua Zazie indignée qu’on puisse mettre en doute une seule de ses paroles.
  • C’est pas ça ce que je veux dire. Je veux dire que, pour Gabriel, c’est pas vrai ce que disait le type.
  • Qu’il soit hormosessuel? Mais qu’esfc-ce que ça veut dire? Qu’il se mette du parfum?
  • Voilà. T’as compris.
  • Y a pas de quoi aller en prison.
  • Bien sûr que non.

Ils rêvèrent un instant en silence en regardant le Sacré-Cœur.

— Et vous? demanda Zazie. Vous l’êtes, hor­mosessuel?

  • Est-ce que j’ai l’air d’une pédale?
  • Non, pisque vzêtes chauffeur.
  • Alors tu vois.
  • Je vois rien du tout.
  • Je vais quand même pas te faire un dessin.
  • Vous dessinez bien?

Charles se tournant d’un autre côté s’absorba dans la contemplation des flèches de Sainte-Clotilde, œuvre de Gau et Ballu, puis proposa:

  • Si on redescendait?
  • Dites-moi, demanda Zazie sans bouger, pour­quoi que vous êtes pas marié?
  • C’est la vie.
  • Pourquoi que vous vous mariez pas?
  • J’ai trouvé personne qui me plaise.

Zazie siffla d’admiration.

  • Vzêtes rien snob, qu’elle dit.
  • C’est comme ça. Mais dis-moi, toi quandtu seras grande, tu crois qu’il y aura tellement d’hommes que tu voudrais épouser?
  • Minute, dit Zazie, de quoi qu’on cause? D’hommes ou de femmes?
  • S’agit de femmes pour moi, et d’hommes pour
  • C’est pas comparable, dit Zazie.
  • T’as pas tort.
  • Vzêtes marant vous, dit Zazie. Vous savez jamais trop ce que vous pensez. Ça doit être épui­ C’est pour ça que vous prenez si souvent l’air sérieux?

Charles daigne sourire.

  • Et moi, dit Zazie, je vous plairais?
  • T’es qu’une môme.
  • Ya des filles qui se marient à quinze ans, à quatorze même. Y a des hommes qu’aiment ça.
  • Alors? moi? je te plairais?
  • Bien sûr que non, répondit Zazie avec simpli­cité.

Après avoir dégusté cette vérité première, Charles reprit la parole en ces termes:

  • Tu as de drôles d’idées, tu sais, pour ton âge.
  • Ça c’est vrai, je me demande même où je vais les chercher.
  • C’est pas moi qui pourrais te le dire.
  • Pourquoi qu’on dit des choses et pas d’autres?
  • Si on disait pas ce qu’on a à dire, on se ferait pas comprendre.
  • Et vous, vous dites toujours ce que vous avez à dire pour vous faire comprendre?
  • (geste).
  • On est tout de même pas forcé de dire tout ce qu’on dit, on pourrait dire autre chose.
  • (geste).
  • Mais répondez-moi donc!
  • Tu me fatigues les méninges. C’est pas des questions tout ça.
  • Si, c’est des questions. Seulement c’est des questions auxquelles vous savez pas répondre.
  • Je crois que je ne suis pas encore prêt à me marier, dit Charles pensivement.
  • Oh! vous savez, dit Zazie, toutes les femmes posent pas des questions comme moi.
  • Toutes les femmes, voyez-vous ça, toutes les Mais tu n’es qu’une mouflette.
  • Oh! pardon, je suis formée.
  • Ça va. Pas d’indécences.
  • Ça n’a rien d’indécent. C’est la vie.
  • Elle est propre, la vie.

Il se tirait sur la moustache en biglant, morose, de nouveau le Sacré-Cœur.

  • La vie, dit Zazie, vous devez la connaître. Paraît que dans votre métier on en voit de drôles.
  • Où t’as été chercher ça?
  • Je l’ai lu dans le Sanctimontronais du dimanche, un canard à la page même pour la province où ya des amours célèbres, l’astrologie et tout, eh bien, on disait que les chauffeurs de taxi izan voyaient sous tous les aspects et dans tous les genres, de la sessualité. A commencer par les clientes qui veulent payer en nature. Ça vous est arrivé souvent?
  • Oh! ça va ça va.
  • C’est tout ce que vous savez dire: «Ça va ça va». Vous devez être un refoulé.
  • Ce qu’elle est emmerdante.
  • Allez, râlez pas, racontez-moi plutôt vos
  • Qu’est-ce qu’il faut pas entendre.
  • Les femmes ça vous fait peur, hein?
  • Moi je redescends. Parce que j’ai le vertige. Pas devant ça (geste). Mais devant une mouflette comme toi.

Il s’éloigne et quelque temps plus tard le revoilà à quelques mètres seulement au-dessus du niveau de la mer. Gabriel, l’œil peu vif, attendait, les mains posées sur ses genoux largement écartés. En aper­cevant Charles sans la nièce, il bondit et sa face prend la teinte vert-anxieux.

  • T’as tout de même pas fait ça, qu’il s’écrie.
  • Tu l’aurais entendue tomber, répond Charles qui s’assoit accablé.
  • Ça, ça serait rien. Mais la laisser seule.
  • Tu la cueilleras à la sortie. Elle s’envolera pas.
  • Oui, mais d’ici qu’elle soit là, qu’est-ce qu’elle peut encore me causer comme emmerdements. (sou­pir) Si j’avais su.

Charles réagit pas.

Gabriel regarde alors la tour, attentivement, lon­guement, puis commente:

  • Je me demande pourquoi on représente la ville de Paris comme une femme. Avec un truc comme ça. Avant que ça soit construit, peut-être. Mais maintenant. C’est comme les femmes qui deviennent des hommes à force de faire du sport. On lit ça dans les journaux.
  • (silence).
  • Eh bien, t’es devenu muet. Qu’est-ce que t’en penses?

Charles pousse alors un long hennissement dou­loureux et se prend la tête à deux mains en gémis­sant:

— Lui aussi, qu’il dit en gémissant, lui aussi… toujours la même chose… toujours la sessualité… toujours question de ça… toujours… tout le temps… dégoûtation… putréfaction… Ils pensent qu’à ça…

Gabriel lui tape sur l’épaule avec bénévolence.

  • Ça n’a pas l’air d’aller, qu’il dit comme ça. Qu’est-ce qu’est arrivé?
  • C’est ta nièce… ta putain, de nièce…
  • Ah! attention, s’écrie Gabriel en retirant sa main pour la lever au ciel, ma nièce c’est ma nièce. Modère ton langage ou tu vas en apprendre long sur ta grand-mère.

Charles fait un geste de désespoir, puis se lève brusquement.

— Tiens, qu’il dit, je me tire. Je préfère pas revoir cette gamine. Adieu.

Et il s’élance vers son bahut.

Gabriel lui court après:

  • Comment qu’on fera pour rentrer?
  • Tu prendras le métro.
  • Il en a de bonnes, grogna Gabriel en arrêtant sa poursuite.

Le tac s’éloignait.

Debout, Gabriel médita, puis prononça ces mots:

— L’être ou le néant, voilà le problème. Monter, descendre, aller, venir, tant fait l’homme qu’à la fin il disparaît. Un taxi l’emmène, un métro l’em­porte, la tour n’y prend garde, ni le Panthéon. Paris n’est qu’un songe, Gabriel n’est qu’un rêve (charmant), Zazie le songe d’un rêve (ou d’un cau­chemar) et toute cette histoire le songe d’un songe, le rêve d’un rêvé, à peine plus qu’un délire tapé à la machine par un romancier idiot (oh! pardon). Là-bas, plus loin — un peu plus loin — que la place de la République, les tombes s’entassent de Parisiens qui furent, qui montèrent et descendirent des escaliers, allèrent et vinrent dans les rues et qui tant firent qu’à la fin ils disparurent. Un forceps les amena, un corbillard les remporte et la tour se rouille et le Panthéon se fendille plus vite que les os des morts trop présents ne se dissolvent dans l’humus de la ville tout imprégné de soucis. Mais moi je suis vivant et là s’arrête mon savoir car du taximane enfui dans son bahut locataire ou de ma nièce suspendue à trois cents mètres dans l’at­mosphère ou de mon épouse la douce Marceline demeurée au foyer, je ne sais en ce moment précis et ici-même je ne sais que ceci, alexandrinairement: les voilà presque morts puisqu’ils sont des absents. Mais que vois-je par-dessus les citrons empoilés des bonnes gens qui m’entourent?

Des voyageurs faisaient le cercle autour de lui l’ayant pris pour un guide complémentaire. Ils tour­nèrent la tête dans la direction de son regard.

  • Et que voyez-vous? demanda l’un d’eux par­ticulièrement versé dans la langue française.
  • Oui, approuva un autre, qu’y a-t-il à voir?
  • En effet, ajoute un troisième, que devons-nous voir?
  • Kouavouar? demanda un quatrième, kouavouar? kouavouar? kouavouar?
  • Kouavouar? répondit Gabriel, mais (grand geste) Zazie, Zazie ma nièce, qui sort de la pile et s’en vient vers nous.

Les caméras crépitent, puis on laisse passer l’en­fant. Qui ricane.

  • Alors, tonton? on fait recette?
  • Comme tu vois, répondit Gabriel avec satis­

Zazie haussa les épaules et regarda le public. Elle n’y vit point Charles et le fit remarquer.

  • Il s’est tiré, dit Gabriel.
  • Pourquoi?
  • Pour rien.
  • Pour rien, c’est pas une réponse.
  • Oh bin, il est parti comme ça.
  • Il avait une raison.
  • Tu sais, Charles, (geste)
  • Tu veux pas me le dire?
  • Tu le sais aussi bien que moi.

Un voyageur intervint:

  • Maie bonas horas collocamua si non dicis isti puellae thé reason why this man Charles went away.
  • Mon petit vieux, lui répondit Gabriel, mêle-toi de tes cipolles. She knows why and she bothers me quite a lot.
  • Oh! mais, s’écria Zazie, voilà maintenant que tu sais parler les langues forestières.
  • Je ne l’ai pas fait esprès, répondit Gabriel en baissant modestement les yeux.
  • Most interesting, dit un des voyageurs.

Zazie revint à son point de départ.

  • Tout ça ne me dit pas pourquoi charlamilébou.

Gabriel s’énerva.

  • Parce que tu lui disais des trucs qu’il compre­nait pas. Des trucs pas de son âge.
  • Et toi, tonton Gabriel, si je te disais des trucs que tu comprendrais pas, des trucs pas de ton âge, qu’est-ce que tu ferais?
  • Essaie, dit Gabriel d’un ton craintif.
  • Par egzemple, continua Zazie impitoyable, si je te demandais t’es un hormosessuel ou pas? est-ce que tu comprendrais? Ça serait-i de ton âge?
  • Most interesting, dit un voyageur (le même que tout à l’heure).
  • Pauvre Charles, soupira Gabriel.
  • Tu réponds, oui ou merde, cria Zazie. Tu comprends ce mot-là: hormosessuel?
  • Bien sûr, hurla Gabriel, veux-tu que je te fasse un dessin?

La foule intéressée approuva. Quelques-uns applaudirent.

— T’es pas chiche, répliqua Zazie.

C’est alors que Fédor Balanovitch fit son appa­rition.

  • Allons grouillons! qu’ilse mit à gueuler. Schnell! Schnell! remontons dans le car et que ça saute.
  • Where are we going now?
  • A la Sainte-Chapelle, répondit Fédor Bala­ Un joyau de l’art gothique. Allons grouil­lons! Schnell! Schnell!

Mais les gens grouillaient pas, fortement inté­ressés par Gabriel et sa nièce.

— Là, disait celle-ci à celui-là qui n’avait rien dessiné, tu vois que t’es pas chiche.

  • Ce qu’elle peut être tannante, disait celui-là.

Fédor Balanovitch, remonté de confiance à son bord, s’aperçut qu’il n’avait été suivi que par trois ou quatre minus.

— Alors quoi, beugla-t-il, y a pus de discipline? Qu’est-ce qu’ils foutent, bon dieu!

Il donna quelques coups de claqueson. Ça ne fit bouger personne. Seul, un flic, préposé aux voies du silence, le regarda d’un œil noir. Comme Fédor Balanovitch ne souhaitait pas engager un conflit vocal avec un personnage de cette espèce, il redes­cendit de sa guérite et se dirigea vers le groupe de ses administrés afin de se rendre compte de ce qui pouvait les entraîner à l’insubordination.

  • Mais c’est Gabriella, s’esclama-t-il. Qu’est-ce que tu fous là?
  • Chtt chtt, fit Gabriel cependant que le cercle de ses admirateurs s’enthousiasmait naïvement au spectacle de cette rencontre.
  • Non mais, continuait Fédor Balanovitch, tu ne vas tout de même pas leur faire le coup de La Mort du cygne en tutu?
  • Chht chht, fit de nouveau Gabriel très à court de discours.
  • Et qu’est-ce que c’est que cette môme que tu trimbales avec toi? où que tu l’as ramassée?
  • C’est ma nièce et tâche a voir de respecter ma famille même mineure.
  • Et lui, qui c’est? demanda Zazie.
  • Un copain, dit Gabriel. Fédor Balanovitch.
  • Tu vois, dit Fédor Balanovitch à Gabriel, je ne fais plus le bâille-naïte, je me suis élevé dans la hiérarchie sociale et j’emmène tous ces cons à la Sainte-Chapelle.
  • Tu pourrais peut-être nous rentrer à la maison. Avec cette grève des transtrucs en commachin, on peut plus rien faire de ce qu’on veut. Y a pas un tac à l’horizon.
  • On va pas déjà rentrer, dit Zazie.
  • De toute façon, dit Fédor Balanovitch, faut qu’on passe d’abord la Sainte-Chapelle avant que ça ferme. Ensuite, ajouta-t-il à l’intention de Gabriel, c’est possible que je te rentre chez toi.
  • Et c’est intéressant, la Sainte-Chapelle? demanda Gabriel.
  • Sainte-Chapelle! Sainte-Chapelle! telle fut la clameur touriste et ceux qui la poussèrent, cette clameur touriste, entraînèrent Gabriel vers le car dans un élan irrésistible.
  • Il leur a tapé dans l’œil, dit Fédor Balano­vitch à Zazie restée comme lui en arrière.
  • Faut tout de même pas, dit Zazie, s’imaginer que je vais me laisser trimbaler avec tous ces veaux.
  • Moi, dit Fédor Balanovitch, je m’en fous.

Et il remonta devant son volant et son micro, utilisant aussitôt ce dernier instrument:

— Allons grouillons! qu’il haut-parlait joviale­ment. Schnell! Schnell!

Les admirateurs de Gabriel l’avaient déjà confor­tablement installé et, munis d’appareils adéquats, mesuraient le poids de la lumière afin de lui tirer le portrait avec des effets de contre-jour. Bien que toutes ces attentions le flattassent, il s’enquit cependant du destin de sa nièce. Ayant appris de Fédor Balanovitch que la dite se refusait à suivre le mouvement, il s’arrache au cercle enchanté des xénophones, redescend et se jette sur Zazie qu’il saisit par un bras et entraîne vers le car.

Les caméras crépitent.

— Tu me fais mal, glapissait Zazie folle de rage.

Mais elle fut elle aussi emportée vers la Sainte-Chapelle par le véhicule aux lourds pneumatiques.

(…)

  • Sainte-Chapelle, qu’ils essayaient de dire. Sainte-Chapelle…
  • Oui, oui, dit-il aimablement. La Sainte-Chapelle (silence) (geste) un joyau de l’art gothique (geste) (silence).
  • Recommence pas à déconner, dit aigrement
  • Continuez, continuez, crièrent les voyageurs en couvrant la voix de la petite. On veut ouïr, on veut ouïr, ajoutèrent-ils en un grand effort ber
  • Tu vas tout de même pas te laisser faire, dit

Elle lui prit un morceau de chair à travers l’étoffe du pantalon, entre les ongles, et tordit mécham­ment. La douleur fut si forte que de grosses larmes commencèrent à couler le long des joues de Gabriel. Les voyageurs qui, malgré leur grande expérience du cosmopolitisme, n’avaient encore jamais vu de guide pleurer, s’inquiétèrent; analysant ce compor­tement étrange, les uns selon la méthode déductive, les autres selon l’inductive, ils conclurent à la nécessité d’un pourliche. Une collecte fut faite, on la posa sur les genoux du pauvre homme, dont le visage redevint souriant plus d’ailleurs par cessation de souffrance que par gratitude, car la somme n’était pas considérable.

— Tout ceci doit vous paraître bien singulier, dit-il timidement aux voyageurs.

Une francophone assez distinguée esprima l’opi­nion commune:

  • Et la Sainte-Chapelle?
  • Ah ah, dit Gabriel et il fit un grand geste.
  • Il va parler, dit la dame polyglotte à ses congé­nères en leur idiome natif.

D’aucuns, encouragés, montèrent sur les ban­quettes pour ne rien perdre et du discours et de la mimique. Gabriel toussota pour se donner de l’assurance. Mais Zazie recommença.

  • Aouïe, dit Gabriel distinctement,
  • Le pauvre homme, s’écria la dame.
  • Ptite vache, murmura Gabriel en se frottant la
  • Moi, lui souffla Zazie dans le cornet de l’oreille, je me tire au prochain feu rouge. Alors, tonton, tu vois ce qui te reste à faire.
  • Mais après, comment on fera pour rentrer? dit Gabriel en gémissant.
  • Puisque je te dis que j’ai pas envie de rentrer.
  • Mais ils vont nous suivre…
  • Si on descend pas, dit Zazie avec férocité, je leur dis que t’es un hormosessuel.
  • D’abord, dit paisiblement Gabriel, c’est pas vrai et, deuzio, i comprendront pas.
  • Alors, si c’est pas vrai, pourquoi le satyre t’a dit ça?
  • Ah pardon (geste). Il est pas du tout démontré que ça eille été un satyre.
  • Bin qu’est-ce qu’i te faut.
  • Ce qu’il me faut? Des faits!

Et il fit de nouveau un grand geste d’un air illuminé qui impressionna fortement les voyageurs fascinés par le mystère de cette conversation qui joignait à la difficulté du vocabulaire tant d’asso­ciations d’idées exotiques.

  • D’ailleurs, ajouta Gabriel, quand tu l’as amené, tu nous as dit que c’était un flic.
  • Oui, mais maintenant je dis que c’était un Et puis, tu n’y connais rien.
  • Oh pardon (geste), je sais ce que c’est.
  • Tu sais ce que c’est?
  • Parfaitement, répondit Gabriel vexé, j’ai eu souvent à repousser les assauts de ces gens-là. Ça t’étonne?

Zazie s’esclaffa.

— Ça ne m’étonne pas du tout, dit la dame fran­cophone qui comprenait vaguement qu’on était sur le chapitre des complexes. Oh! mais!! pas du tout!!!

Et elle biglait le colosse avec une certaine lan­gueur.

Gabriel rougit et resserra le nœud de sa cravate après avoir vérifié d’un doigt preste et discret que sa braguette était bien close.

— Tiens, dit Zazie qui en avait assez de rire, tu es un vrai tonton des familles. Alors, on se tire?

Elle le pinça de nouveau sévèrement. Gabriel fit un petit saut en criant aouïe. Bien sûr qu’il aurait pu lui foutre une tarte qui lui aurait fait sauter deux ou trois dents, à la mouflette, mais qu’auraient dit ses admirateurs? Il préférait disparaître du champ de leur vision que de leur laisser l’image pustuleuse et répréhensible d’un bourreau d’enfant. Un encombrement appréciable s’étant offert, Ga­briel, suivi de Zazie, descendit tranquillement tout en faisant aux voyageurs déconcertés de petits signes de connivence, hypocrite manœuvre en vue de les duper. Effectivement, les dits voyageurs repartirent avant d’avoir pu prendre de mesures adéquates. Quant à Fédor Balanovitch, les allées et venues de Gabriella le laissaient tout à fait indifférent et il ne se souciait que de mener ses agneaux en lieu voulu avant l’heure où les gardiens de musée vont boire, une telle faille dans le pro­gramme n’étant pas réparable car le lendemain les voyageurs partaient pour Gibraltar aux anciens parapets. Tel était leur itinéraire.

Après les avoir regardés s’éloigner, Zazie eut un petit rire, puis, par une habitude rapidement prise, elle saisit à travers l’étoffe du pantalon un bout de chair de cuisse de l’oncle entre ses ongles et lui imprime un mouvement hélicoïdal.

  • Merde à la fin, gueula Gabriel, c’est pas drôle quoi merde ce petit jeu-là, t’as pas encore compris?
  • Tonton Gabriel, dit Zazie paisiblement, tu m’as pas encore espliqué si tu étais un hormosessuel ou pas, primo, et deuzio où t’avais été pêcher toutes les belles choses en langue forestière que tu dégoisais tout à l’heure? Réponds.
  • T’en as dla suite dans les idées pour une mou­flette, observa Gabriel languissamment.
  • Réponds donc, et elle lui foutit un bon coup de pied sur la cheville.

Gabriel se mit à sauter à cloche-pied en faisant des simagrées.

  • Houille, qu’il disait, houïe là là aouïe.
  • Réponds, dit Zazie.

Une bourgeoise qui maraudait dans le coin s’ap­procha de l’enfant pour lui dire ces mots:

  • Mais, voyons, ma petite chérie, tu lui fais du mal à ce pauvre meussieu. Il ne faut pas brutaliser comme ça les grandes personnes.
  • Grandes personnes mon cul, répliqua Zazie. Il veut pas répondre à mes questions.
  • Ce n’est pas une raison valable. La violence, ma petite chérie, doit toujours être évitée dans les rap­ports humains. Elle est éminemment condamnable.
  • Condamnable mon cul, répliqua Zazie, je ne vous demande pas l’heure qu’il est.

— Seize heures quinze, dit la bourgeoise.

  • Vous n’allez pas laisser cette petite tranquille, dit Gabriel qui s’était assis sur un banc.
  • Vous m’avez encore l’air d’être un drôle d’édu­cateur, vous, dit la dame.
  • Éducateur mon cul, tel fut le commentaire de Zazie.
  • La preuve, vous n’avez qu’à l’écouter parler (geste), elle est d’une grossièreté, dit la dame en manifestant tous les signes d’un vif dégoût.
  • Occupez-vous de vos fesses à la fin, dit Gabriel. Moi j’ai mes idées sur l’éducation.
  • Lesquelles? demanda la dame en posant les siennes sur le banc à côté de Gabriel.
  • D’abord, primo, la compréhension.

Zazie s’assit de l’autre côté de Gabriel et le pinça rien qu’un petit peu.

  • Et ma question à moi? demanda-t-elle mignar On y répond pas?
  • Je peux tout de même pas la jeter dans la Seine, murmura Gabriel en se frottant la cuisse.
  • Soyez compréhensif, dit la bourgeoise avec son plus charmant sourire.

Zazie se pencha pour lui dire:

  • Vous avez fini de lui faire du plat à mon tonton? Vous savez qu’il est marié.
  • Mademoiselle, vos insinuations ne sont pas de celles que l’on subtruque à une dame dans l’état de veuvage.
  • Si je pouvais me tirer, murmura Gabriel.
  • Tu répondras avant, dit Zazie.

Gabriel regardait le bleu du ciel en mimant le désintérêt le plus total.

  • Il n’a pas l’air de vouloir, remarqua la dame veuve objectivement.
  • Faudra bien.

Et Zazie fit semblant de vouloir le pincer. Le tonton bondit avant même d’être touché. Les deux personnes du sexe féminin s’en réjouirent grande­ment. La plus âgée, modérant les soubresauts de son rire, formula la question suivante:

  • Et qu’est-ce que tu voudrais qu’il te dise?
  • S’il est hormosessuel ou pas.
  • Lui? demanda la bourgeoise (un temps). Y a pas de doute.
  • Pas de doute: quoi? demanda Gabriel d’un ton assez menaçant.
  • Que vous en êtes une.

Elle trouvait ça tellement drôle qu’elle en glous­sait.

  • Non mais dites donc, dit Gabriel en lui don­nant une petite tape dans le dos qui lui fit lâcher son sac à main.
  • Il n’y a pas moyen de causer avec vous, dit la veuve en ramassant différents objets éparpillés sur l’asphalte.
  • T’es pas gentil avec la dame, dit Zazie.
  • Et ce n’est pas en évitant de répondre aux questions d’une enfant que l’on fait son éducation, ajouta la veuve en revenant s’asseoir à côté de lui.
  • Faut être plus compréhensif, ajouta Zazie

Gabriel grinça des dents.

  • Allez, dites-le, si vous en êtes ou si vous en êtes pas.
  • Non non et non, répondit Gabriel avec fer­meté.
  • Elles disent toutes ça, remarqua la dame pas convaincue du tout.
  • Au fond, dit Zazie, je voudrais bien savoir ce xé.
  • Quoi?
  • Ce xé qu’un hormosessuel.
  • Parce que tu ne le sais pas?
  • Je devine bien, mais je voudrais bien qu’il me le dise.
  • Et qu’est-ce que tu devines?
  • Tonton, sors un peu voir ta pochette.

Gabriel, soupirant, obéit. Toute la rue embauma.

  • Vzavez compris? demanda Zazie finement à la veuve qui remarque à mi-voix:
  • Barbouze de chez Fior.
  • Tout juste, dit Gabriel, en remettant son mou­choir dans sa poche. Un parfum d’homme.
  • Ça c’est vrai, dit la veuve.

Et à Zazie:

  • Tu n’as rien deviné du tout.

Zazie, horriblement vexée, se tourne vers Gabriel:

  • Alors pourquoi que le type t’a accusé de ça?
  • Quel type? demanda la dame.
  • Il t’accusait bien de faire le tapin, répliqua Gabriel à l’intention de Zazie.
  • Quel tapin? demanda la dame.
  • Aouïe, cria Gabriel.
  • N’egzagère pas, ma petite, dit la dame avec une indulgence factice.
  • Pas besoin de vos conseils.

Et Zazie pinça de nouveau Gabriel.

  • C’est vraiment charmant les gosses, murmura distraitement Gabriel en assumant son martyre.
  • Si vous aimez pas les enfants, dit là bour­geoise, on se demande pourquoi vous vous chargez de leur éducation.
  • Ça, dit Gabriel, c’est toute une histoire.
  • Racontez-la-moi, dit la dame.
  • Merci, dit Zazie, je la connais.
  • Mais moi, dit la veuve, je ne la connais pas.
  • Ça, on s’en fout. Alors tonton, et cette réponse?
  • Puisque je t’ai dit non, non et non.
  • Elle a de la suite dans les idées, fit observer la dame qui croyait le jugement original.
  • Une vraie petite mule, dit Gabriel avec atten­

La dame fit ensuite cette remarque non moins judicieuse que la précédente:

— Vous ne semblez pas très bien la connaître, cette enfant. On dirait que vous êtes en train de découvrir ses différentes qualités.

Elle roula le mot qualités entre des guillemets.

  • Qualités mon cul, grommela Zazie.
  • Vzêtes une fine mouche, dit Gabriel. En fait je nl’ai sur les bras que depuis hier.
  • Je vois.
  • Elle voit quoi? demanda Zazie aigrement.
  • Est-ce qu’elle sait? dit Gabriel en haussant les épaules.

Négligeant cette parenthèse plutôt péjorative, la veuve ajouta:

  • Et c’est votre nièce?
  • Gzactement, répondit Gabriel.
  • Et lui, c’est ma tante, ajouta Zazie qui croyait la plaisanterie assez neuve ce qu’on escusa étant donné son jeune âge.
  • Hello! s’écrièrent des gens qui descendaient d’un taxi.

Les plus mordus d’entre les voyageurs, la dame francophone en tête, revenus de leur surprise, pour­chassaient leur archiguide à travers le dédale lutécien et le magma des encombrements et venaient avec un pot d’enfer de remettre la main dssus. Ils manifestaient une grande joie, car ils étaient sans rancune au point de ne pas même soupçonner qu’ils avaient des raisons d’en avoir. Se saisissant de Gabriel aux cris de Montjoie Sainte-Chapelle! ils le traînèrent jusqu’à leur véhicule, l’insérèrent dedans non sans habileté et s’entassèrent dessus pour qu’il ne s’envolât point avant qu’il leur eût montré leur monument favori dans tous ses détails. Ils ne se soucièrent point d’emmener Zazie avec eux. La dame francophone lui fit simplement un petit signe amical et d’une ironique pseudoconni­vence tandis que le bahut démarrait, cependant que l’autre dame, non moins francophone d’ailleurs mais veuve, faisait des petits sauts sur place en poussant des clameurs. Les citoyens et citoyennes qui se trouvaient dans lcoin asteure se replièrent sur des positions moins esposées au tintouin.

  • Si vous continuez à gueuler comme ça, bou­gonna Zazie, y a un flic qu’est capable de se rame­
  • Petit être stupide, dit la veuve, c’est bien pour ça que je crie: aux guidenappeurs, aux guidenap

Enfin se présente un flicard alerté par les bêle­ments de la rombière.

  • Y a kèkchose qui se passe? qu’il demande.
  • On vous a pas sonné, dit Zazie.
  • Vous faites pourtant un de ces ramdams, dit le flicard.
  • Y a un homme qui vient de se faire enlever, dit la dame haletante. Un bel homme même.
  • Crénom, murmura le flicard mis en appétit.
  • C’est ma tante, dit Zazie.
  • Et lui? demanda le flicard.
  • C’est lui qu’est ma tante, eh lourdingue.
  • Et elle alors?

Il désignait la veuve.

— Elle? c’est rien.

Le policemane se tut pour assimiler le zest de la situation. La dame, stimulée par l’épithète zazique, sur-le-champ conçut un audacieux projet.

  • Courons sus aux guidenappeurs, qu’elle dit, et à la Sainte-Chapelle nous le délivrerons.
  • Ça fait une trotte, remarqua le sergent de ville bourgeoisement. Je suis pas champion de cross, moi.
  • Vous ne voudriez tout de même pas qu’on prenne un taxi et que je le paye, moi.
  • Elle a raison, dit Zazie qui était près de ses Elle est moins conne que je ne croyais.
  • Je vous remercie, dit la dame enchantée.
  • Y a pas de quoi, répliqua Zazie.
  • Tout de même c’est gentil, insista la dame.
  • Ça va ça va, dit Zazie modestement.
  • Quand vous aurez fini tous vos salamalecs, dit le flicard.
  • On ne vous demande rien, dit la dame.
  • Ça c’est bien les femmes, s’esclama le sergent de ville. Comment ça, vous ne me demandez rien? Vous me demandez tout simplement de me foutre un point de côté, oui. Si c’est pas rien, ça, alors je comprends plus rien à rien.

Il ajouta d’un air nostalgique:

  • Les mots n’ont plus le même sens qu’autrefois.

Et il soupirait en regardant l’extrémité de ses tatanes.

  • Tout ça ne me rend pas mon tonton, dit On va encore dire que j’ai voulu faire une fugue et ce sera pas vrai.
  • Ne vous inquiétez pas, mon enfant, dit la Je serai là pour témoigner de votre bonne volonté et de votre innocence.

— Quand on l’est vraiment, innocent, dit le sergent de ville, on a besoin de personne.

  • Le salaud, dit Zazie, je le vois venir avec ses gros yéyés. I sont tous pareils.
  • Vous les connaissez donc tant que ça, ma pauvre enfant?
  • M’en parlez pas, ma pauvre dame, répond Zazie en minaudant. Figurez-vous que maman elle a fendu le crâne à mon papa à la hache. Alors des flics après ça, vous parlez si j’en ai vu, ma chère.
  • Ça alors, dit le sergent de ville.
  • C’est encore rien les flics, dit Zazie. Mais c’est les juges. Alors ceux-là…
  • Tous des vaches, dit le sergent de ville avec impartialité.
  • Eh bien, les flics comme les juges, dit Zazie, je les eus. Comme ça (geste).

La veuve la regardait émerveillée.

— Et moi, dit le sergent de ville, comment vas-tu t’y prendre pour m’avoir?

Zazie l’examina.

— Vous, qu’elle dit, j’ai déjà vu votre tête quelque part.

  • Ça m’étonnerait, dit le flicmane.
  • Et pourquoi ça? Pourquoi que je vous aurais pas déjà vu quelque part?
  • En effet, dit la veuve. Elle a raison, cette
  • Je vous remercie, madame, dit Zazie.
  • Il n’y a pas de quoi.
  • Mais si mais si.
  • Elles se foutent de moi, murmura le sergent de
  • Alors? dit la veuve. C’est tout ce que vous savez faire? Mais remuez-vous donc un peu.

— Moi, dit Zazie, je sais sûre de l’avoir vu quelque part.

Mais la veuve avait brusquement reporté son admiration sur le flic.

  • Montrez-nous vos talents, qu’elle lui dit en accompagnant ces mots d’une œillade aphrodi­siaque et vulcanisante. Un bel agent de police comme vous, ça doit en connaître des trucs. Dans les limites de la légalité, bien sûr.
  • C’est un veau, dit Zazie.
  • Mais non, dit la dame. Faut l’encourager. Faut être compréhensive.

Et de nouveau elle le regarda d’un œil humide et thermogène.

  • Attendez, dit le flicmane soudain mis en mouvement, vzallez voir ce que vzallez voir. Vzallez voir ce dont est capable Trouscaillon.
  • Il s’appelle Trouscaillon! s’écria Zazie enthou­siasmée.
  • Eh bien moi, dit la veuve en rougissant un tantinet, je m’appelle madame Mouaque. Comme tout le monde, qu’elle ajouta.

(…)

Trouscaillon, emmerdé, se mettait à douter de la vertu de l’uniforme et de son sifflet. Il était en train de secouer le dit objet pour l’assécher de toute la salive qu’il y avait déversée, lorsqu’une conduite intérieure bien banale vint d’elle-même se ranger devant lui. Une tête dépassa de la carrosserie et prononça les mots d’espoir suivants:

  • Pardon, meussieu l’agent, vous ne pourriez pas m’indiquer le chemin le plus court pour me rendre à la Sainte-Chapelle, ce joyau de l’art gothique?
  • Eh bien, répondit automatiquement Trous­caillon, voilà. Faut d’abord prendre à gauche, et puis ensuite à droite, et puis lorsque vous serez arrivé sur une place aux dimensions réduites, vous vous engagez dans la troisième rue à droite, ensuite dans la deuxième à gauche, encore un peu à droite, trois fois sur la gauche, et enfin droit devant vous pendant cinquante-cinq mètres. Naturellement, dans tout ça, y aura des sens interdits, ce qui vous simplifiera pas le boulot.
  • Je vais jamais y arriver, dit le conducteur. Moi qui suis venu de Saint-Mohtron exeuprès pour ça.
  • Faut pas vous décourager, dit Trouscaillon. Une supposition que je vous y conduise?
  • Vous devez avoir autre chose à faire.
  • Croyez pas ça. Je suis libre comme l’r. Seulement, si c’était un effet de votre bonté de véhiculer aussi ces deux personnes (geste).
  • Moi je m’en fous. Pourvu que j’arrive avant l’heure où c’est que ça se ferme.
  • Ma parole, dit la veuve de loin, on dirait qu’il a fini par réquisitionner un voiturin.
  • Il va m’épater, dit Zazie objectivement.

Trouscaillon fit un petit temps de galop dans leur direction et leur dit sans élégance:

  • Amenez-vous en vitesse! Le type nous em­
  • Allons, dit la veuve Mouaque, sus aux guidenappeurs!
  • Tiens, je les avais oubliés ceux-là, dit Trous­
  • Faut peut-être mieux pas en parler à votre bonhomme, dit la veuve diplomatiquement.
  • Alors comme ça, demanda Zazie, il nous emmène à la chapelle en question?
  • Mais grouillez-vous donc!

Prenant Zazie chacun par un bras, Trouscaillon et la veuve Mouaque foncèrent vers la conduite intérieure bien banale dans laquelle ils la jetèrent.

  • J’aime pas qu’on me traite comme ça, hurlait Zazie folle de rage.
  • Vous, avez l’air de quidnappeurs, dit le Sanctimontronais plaisamment.
  • C’est une simple apparence, dit Trouscaillon en s’asseyant à côté de lui. Vous pouvez y aller si vous voulez arriver avant la fermeture.

On démarre. Pour aider le mouvement, Trous­caillon se penchait au dehors et sifflait avec fréné­sie. Ça avait tout de même un certain effet. Le provincial était ravi.

— Maintenant, faut prendre à gauche, ordonna Trouscaillon.

Zazie boudait.

  • Alors, lui dit la veuve Mouaque hypocrite­ment, tu n’es pas contente de revoir ton tonton?
  • Tonton mon cul, dit Zazie.
  • Tiens, dit le conducteur, mais c’est la fille de Jeanne Lalochère. Je l’avais pas reconnue, dégui­sée en garçon.
  • Vous la connaissez? demanda la veuve Mouaque avec indifférence.
  • Je veux, dit le type.

Et il se retourna pour compléter l’identification, juste le temps de rentrer dans la voiture qui le précédait.

  • Merde, dit Trouscaillon.
  • C’est bien elle, dit le Sanctimontronais.
  • Je vous connais pas, moi, dit Zazie.
  • Alors quoi, on sait plus conduire, dit l’em­bouti descendu de son siège pour venir échanger quelques injures bourdonnantes avec son embou Ah! ça m’étonne pas… un provincial… Au lieu de venir encombrer les rues de Paris, vous feriez mieux d’aller garder vozouazévovos.
  • Mais meussieu, dit la veuve Mouaque, vous nous retardez avec vos propos morigénateurs! Nous sommes en mission commandée nous! Nous allons délivrer un guidenappé.
  • Quoi, quoi? dit le Sanctimontronais, moi je marche plus. Je suis pas venu à Paris pour jouer au coboille.
  • Et vous? dit l’autre conducteur en s’adressant à Trouscaillon, qu’est-ce que vous attendez pour dresser un constat?

—Vous en faites pas, lui répondit Trouscaillon, c’est constaté, c’est constaté. Pouvez me faire confiance.

Et il imitait le flic qui griffonne des trucs sur un vieil écorné carnet.

  • Vzavez votre carte grise?

Trouscaillon fit semblant de l’examiner.

  • Pas de passeport diplomatique?
  • (négation écœurée).
  • Ça ira comme ça, dit la trouscaille, vous pou­vez vous tirer.

L’embouti, songeur, remonta dans sa voiture et reprit sa course. Mais le Sanctimontronais, lui, ne bougeait pas.

— Eh bien! dit la veuve Mouaque, qu’est-ce que vous attendez?

Derrière, des claquesons râlaient.

  • Mais puisque je vous dis que je ne veux pas jouer au coboille. Une mauvaise balle est vite attra­pée.
  • Dans mon bled, dit Zazie, on est moins trouil
  • Oh toi, dit le type, je te connais. Tu ferais se battre des montagnes.
  • C’est vache, ça, dit Zazie. Pourquoi que vous essayez de me faire cette réputation dégueulasse?

Les claquesons hurlaient de plus en plus fort, un vrai orage.

  • Mais démarrez donc! cria Trouscaillon.
  • Je tiens à ma peau, dit le Sanctimontronais
  • Vous en faites pas, dit la veuve Mouaque tou­jours diplomate, y a pas de danger. Juste une

Le type se retourna pour voir d’une façon un peu plus détaillée l’allure de cette rombière. Cet examen l’inclina vers la confiance.

  • Vous me le promettez? qu’il demanda.
  • Puisque je vous le dis.
  • C’est pas une histoire politique avec toutes sortes de conséquences eminerdatoires?
  • Mais non, c’est juste une blague, je vous
  • Alors allons-y, dit le type quand même pas absolument rassuré.
  • Puisque vous dites que vous me connaissez, dit Zazie, ma moman, vous l’auriez pas vue par hasard? Elle est à Paris elle aussi.

Ils avaient tout juste parcouru une distance de quelques toises que quatre heures sonnèrent au clocher d’une église voisine, église de style néo­classique d’ailleurs.

— C’est foutu, dit le Sanctimontronais.

Il freina de nouveau, ce qui provoqua derrière lui une nouvelle explosion d’avertisseurs sonores.

  • Plus la peine, qu’il ajouta. Ça va être fermé
  • Raison de plus pour vous presser, dit la veuve Mouaque raisonnable et stratégique. Notre guidenappe, on va plus pouvoir le retrouver.
  • Je m’en fous, dit le type.

Mais ça claquesonnait tellement fort derrière lui qu’il ne put s’empêcher de se remettre en route, poussé en quelque sorte devant lui par les vibra­tions de l’air agité par l’irritation unanime des stoppés.

  • Allez, dit Trouscaillon, faites pas la mauvaise tête. Maintenant on est presque arrivés. Vous pour­rez dire comme ça aux gens de votre pays que si vous avez pas pu la voir, la Sainte-Chapelle, du moins vous en avez pas été loin. Tandis qu’en res­tant ici…
  • C’est qu’il cause pas mal quand il veut, remarqua Zazie impartialement à propos du dis­cours du flicmane.
  • De plus en plus il me plaît, murmura la veuve Mouaque à voix tellement basse que personne ne l’entendit.
  • Et ma moman? demanda de nouveau Zazie au type, puisque vous dites que vous me connaissez, vous l’auriez pas vue par hasard?
  • Ça alors, dit le Sanctimontronais, je manque vraiment de pot. Avec toutes ces bagnoles, faut que vous ayez choisi justement la mienne.
  • On l’a pas fait esprès, dit Trouscaillon. Moi, par egzemple, quand je suis dans une ville que je connais pas, ça m’arrive aussi de demander mon
  • Oui mais, dit le Sanctimontronais, et la Sainte-Chapelle?
  • Ça faut avouer, dit Trouscaillon qui, dans cette simple ellipse, utilisait hyperboliquement le cercle vicieux de la parabole.
  • Bon, dit le Sanctimontronais, j’y vais.
  • Sus aux guidenappeurs, cria la veuve Mouaque.

Et Trouscaillon, sortant sa tête hors carrosserie, sifflait pour écarter les importuns. On avançait médiocrement vite.

  • Tout ça, dit Zazie, c’est misérable. Moi je n’aime que le métro.
  • Je n’y ai jamais mis les pieds, dit la veuve.
  • Vous êtes rien snob, dit Zazie.
  • Du moment que j’en ai les moyens…
  • N’empêche que tout à l’heure vous étiez pas prête à raquer un rond pour un taxi.
  • Puisque c’était inutile. La preuve.
  • Ça roule, dit Trouscaillon en se retournant vers les passagères pour quêter une approbation.
  • Voui, dit la veuve Mouaque en extase.
  • Faudrait pas charrier, dit Zazie. Quand on sera arrivés, le tonton se sera barré depuis belle
  • Je fais de mon mieux, dit le Sanctimontronais qui, changeant de voie de garage, s’esclama: ah! si on avait le métro à Saint-Montron! n’est-ce pas petite?
  • Ça alors, dit Zazie, c’est le genre de déconnances qui m’écœurent particulièrement. Comme si pouvait y avoir le métro dans nott bled.
  • Ça viendra un jour, dit le type. Avec le pro­grès. Y aura le métro partout. Ça sera même ultra­ Le métro et l’hélicoptère, vlà l’avenir pour ce qui est des transports urbains. On prend le métro pour aller à Marseille et on revient par l’hélicoptère.
  • Pourquoi pas le contraire? demanda la veuve Mouaque dont la passion naissante n’avait pas encore entièrement obnubilé le cartésianisme natif.
  • Pourquoi pas le contraire? dit le type ana A cause de la vitesse du vent.

Il se tourne un peu vers l’arrière pour appré­cier les effets de cette astuce majeure, ce qui l’en­traîne à rentrer de l’avant dans un car stationné en deuxième position. On était arrivé. En effet Fédor Balanovitch fit son apparition et se mit à débiter le discours type:

— Alors quoi? On sait plus conduire! Ah! ça, m’étonne pas… un provincial… Au lieu de venir encombrer les rues de Paris, vous feriez mieux d’aller garder vozouazévovos.

— Tiens, s’écria Zazie, mais c’est Fédor Bala­novitch. Vzavez pas vu mon tonton?

  • Sus au tonton, dit la veuve Mouaque en s’estrayant de la carlingue.
  • Ah mais c’est pas tout ça, dit Fédor Bala­ Faudrait voir à voir, regardez ça, vous m’avez abîmé mon instrument de travail.
  • Vzétiez arrêté en deuxième position, dit le Sanctimontronais, ça se fait pas.
  • Commencez pas à discuter, dit Trouscaillon en descendant à son tour. Jvais arranger ça.
  • C’est pas de jeu, dit Fédor Balanovitch, vzétiez dans sa voilure. Vzallez être partial.
  • Eh bien, démerdez-vous, dit Trouscaillon qui se tira anxieux de retrouver la veuve Mouaque, laquelle avait disparu dans le sillage de la mou­

XI

A la terrasse du Café des Deux Palais, Gabriel, vidant sa cinquième grenadine, pérorait devant une assemblée dont l’attention semblait d’autant plus grande que la francophonie y était plus dispersée.

  • Pourquoi, qu’il disait, pourquoi qu’on suppor­terait pas la vie du moment qu’il suffit d’un rien pour vous en priver? Un rien l’amène, un rien l’anime, un rien la mine, un rien l’emmène. Sans ça, qui supporterait les coups du sort et les humiliations d’une belle carrière, les fraudes des épiciers, les tarifs des bouchers, l’eau des laitiers, l’énervement des parents, la fureur des professeurs, les gueulements des adjudants, la turpitude des nantis, les gémissements des anéantis, le silence des espaces infinis, l’odeur des choux-fleurs ou la passivité des chevaux de bois, si l’on ne savait que la mauvaise et proliférante conduite de quelques cellules infimes (geste) ou la trajectoire d’une balle tracée par un anonyme involontaire irresponsable ne viendrait inopinément faire évaporer tous ces soucis dans le bleu du ciel. Moi qui vous cause, j’ai bien souvent gambergé à ces problèmes tandis que vêtu d’un tutu je montre à des caves de votre espèce mes cuisses naturellement assez poilues il faut le dire mais professionnellement épilées. Je dois ajouter que si vous en esprimez le désir, vous pouvez assister à ce spectacle dès ce soir.
  • Hourra! s’écrièrent les voyageurs de confiance.
  • Mais, dis-moi, tonton, tu fais de plus en plus
  • Ah te voilà, toi, dit Gabriel tranquillement. Eh bien, tu vois, je suis toujours en vie et même en pleine prospérité.
  • Tu leur as montré la Sainte-Chapelle?
  • Ils ont eu du pot. C’était en train de fermer, on a juste eu le temps de faire un cent mètres devant les vitraux. Comme ça (geste) d’ailleurs, les vitraux. Ils sont enchantés (geste), eux. Pas vrai my gretchen lady?

La touriste élue acquiesça, ravie.

  • Hourra! crièrent les autres.
  • Sus aux guidenappeurs, ajouta la veuve Mouaque suivie de près par Trouscaillon.

Le flicmane s’approcha de Gabriel et, s’inclinant respectueusement devant lui, s’informa de l’état de sa santé. Gabriel répondit succinctement qu’elle était bonne. L’autre alors poursuivit son interrogatoire en abordant le problème de la liberté. Gabriel assura son interlocuteur de l’étendue de la sienne, que de plus il jugeait à sa convenance. Certes, il ne niait pas qu’il y ait eu tout d’abord une atteinte non contestable à ses droits les plus imprescriptibles à cet égard, mais, finalement, s’étant adapté à la situation, il l’avait transformée à tel point que ses ravisseurs étaient devenus ses esclaves et qu’il disposerait bientôt de leur libre arbitre à sa guise. II ajouta pour conclure qu’il détestait que la police fourrât son nez dans ses affaires et, comme l’horreur que lui inspiraient de tels agissements n’était pas loin de lui donner la nausée, il sortit de sa poche un carré de soie de la couleur du lilas (celui qui n’est pas blanc) niais imprégné de Barbouze, le parfum de Fior, et s’en tamponna le tarin.

Trouscaillon, empesté, s’escusa, salua Gabriel en se mettant au garde-à-vous, egzécuta le demi-tour réglementaire, s’éloigna, disparut dans la foule accompagné par la veuve Mouaque qui le pour­chasse au petit trot.

  • Comment que tu l’as mouché, dit Zazie à Gabriel en se faisant une place à côté de lui. Pour moi, ce sera une glace fraise-chocolat.
  • Il me semble que j’ai déjà vu sa tête quelque part, dit Gabriel.
  • Maintenant que voilà la flicaille vidée, dit Zazie, tu vas peut-être me répondre. Es-tu un hormosessuel ou pas?
  • Je te jure que non.

Et Gabriel étendit le bras en crachant par terre, ce qui choqua quelque peu les voyageurs. Il allait leur espliquer ce trait du folclore gaulois, quand Zazie, le prévenant dans ses intentions didactiques, lui demanda pourquoi dans ce cas-là le type l’avait accusé d’en être un.

— Ça recommence, gémit Gabriel.

Les voyageurs, comprenant vaguement, commen­çaient à trouver que ça n’était plus drôle du tout et se consultèrent à voix basse et dans leurs idiomes natifs. Les uns étaient d’avis de jeter la fillette à la Seine, les autres de l’emballer dans un plède et de la mettre en consigne dans une gare quelconque après l’avoir gavée de ouate pour l’insonoriser. Si per­sonne ne voulait sacrifier de couverture, une valise pourrait convenir, en tassant bien.

Inquiet de ces conciliabules, Gabriel se décide à faire quelques concessions.

  • Eh bien, dit-il, je t’espliquerai tout ce soir. Mieux même tu verras de tes propres yeux.
  • Je verrai quoi?
  • Tu verras. C’est promis.

Zazie haussa les épaules.

  • Les promesses, moi…
  • Tu veux que je crache encore un coup par terre?
  • Ça suffit. Tu vas postillonner dans ma glace.
  • Alors maintenant fous-moi la paix. Tu verras, c’est promis.
  • Qu’est-ce qu’elle verra, cette petite? Demanda Fédor Baianovitch qui avait fini par régler son tamponnement avec le Sanctimontronais lequel d’ailleurs avait manifesté une forte envie de dispa­raître du coin.
  • Si maintenant elle se met à te faire du charme, dit Gabriel, on aura tout vu.
  • Pourquoi? demanda Zazie. C’est un hormo?
  • Tu veux dire un normal, rectifia Fédor Bala­ Suprême, celle-là, n’est-ce pas tonton?

Et il tapa sur la cuisse de Gabriel qui se tré­moussa. Les voyageurs les regardaient avec curio­sité.

  • Ils doivent commencer à s’emmerder, dit Fédor Balanovitch. Il serait temps que tu les emmènes à tes billards pour les distraire un chouïa. Pauvres innocents qui croient que c’est ça, Paris.
  • Tu oublies que je leur ai montré la Sainte-Chapelle, dit Gabriel fièrement.
  • Nigaud, dit Fédor Balanovitch qui connaissait à fond la langue française étant natif de Bois- C’est le Tribunal de commerce que tu leur as fait visiter.
  • Tu me fais, marcher, dit Gabriel incrédule. T’en es sûr?
  • Heureusement que Charles est pas là, dit Ça se compliquerait.

D’autant plus que les voyageurs manifestaient leur accord en sortant leur monnaie avec enthou­siasme, témoignant ainsi et du prestige de Gabriel et de l’amplitude des connaissances linguistiques de Fédor Balanovitch.

  • C’est justement ça, ma deuxième question dit Zazie. Quand je t’ai retrouvé aux pieds de la tour Eiffel, tu parlais l’étranger aussi bien que lui. Qu’est-ce qui t’avait pris? Et pourquoi que tu recommences plus?
  • Ça, dit Gabriel, je peux pas t’espliquer. C’est des choses qu’arrivent on sait pas comment. Le coup de génie, quoi.

Il finit son verre de grenadine.

— Qu’est-ce que tu veux, les artisses, c’est comme ça.

(…)

De nouveau la veuve Mouaque soupira.

  • Et moi qui me sens si seule… si seule… si ..
  • Seule mon cul, dit la fillette avec la correc­tion du langage qui lui était habituelle.
  • Sois donc compréhensive avec les grandes per­sonnes, dit la dame la voix pleine d’eau. Ah! si tu ..
  • C’est le flicard qui vous met dans cet état?
  • Ah l’amour… quand tu connaîtras…
  • Je me disais bien qu’au bout du compte vous alliez me débiter des cochonneries. Si vous conti­nuez, j’appelle un flic… un autre…
  • C’est cruel, dit la veuve Mouaque amèrement.

Zazie haussa les épaules.

— Pauv’vieille… Allez, chsuis pas un mauvais cheval. Je vais vous tenir compagnie le temps que vous vous remettiez. J’ai bon cœur, hein?

Avant que la Mouaque utu le temps de répondre, Zazie avait ajouté:

  • Tout de même… un flicard. Moi, ça me débec
  • Je te comprends. Mais qu’est-ce que tu veux, ça s’est trouvé comme ça. Peut-être que si ton oncle n’avait pas été guidenappé…
  • Je vous ai déjà dit qu’il était marié. Et ma tante est drôlement mieux que vott’
  • Ne fais pas de réclame pour ta famille. Mon Trouscaillon me suffit. Me suffira, plutôt.

Zazie haussa les épaules.

  • Tout ça, c’est du cinéma, qu’elle dit. Vous auriez pas un autre sujet de conversation?
  • Non, dit énergiquement la veuve Mouaque.
  • Eh bien alors, dit non moins énergiquement Zazie, je vous annonce que la semaine de bonté est terminée. A rvoir.
  • Merci tout de même, mon enfant, dit la veuve Mouaque pleine d’indulgence.

Elles traversèrent ensemble séparément la chaus­sée et se retrouvèrent devant la brasserie du Sphé­roïde.

— Tiens, dit Zazie, vous via encore vous. Vous me suivez?

  • J’aimerais mieux te voir ailleurs, dit la
  • Elle est suprême, celle-là. Y a pas cinq minutes, on pouvait pas se débarrasser de vous. Maintenant faut prendre le large. C’est l’amour qui rend comme ça?
  • Que veux-tu? Pour tout dire, j’ai rendez-vous ici même avec mon Trouscaillon.

Du sous-sol émanait un grand brou. Ah ah.

  • Et moi avec mon tonton, dit Zazie. Ils sont tous là. En bas. Vous les entendez qui s’agitent en pleine préhistoire? Parce que, comme je vous l’ai dit, moi, le billard…

La veuve Mouaque détaillait le contenu du rez-de-chaussée.

  • Il est pas là, votre coquin, dit Zazie.
  • Pointancor, dit la dame. Pointancor.
  • Bin sûr. Y a jamais de flics dans les bistros. C’est défendu.
  • Là, dit la veuve finement, tu vas être coyonnée. Il est allé se vêtir civilement.
  • Et vous serez foutue de le reconnaître dans cet état?
  • Je l’aime, dit la veuve Mouaque.
  • En attendant, dit Zazie rondement, descendez donc boire un glasse avec nous. Il est peut-être au sous-sol après tout. Peut-être qu’il l’a fait esprès.
  • Faut pas egzagérer. Il est flic, pas espion.
  • Qu’est-ce que vous en savez? Il vous a fait des confidences? Déjà?
  • J’ai confiance, dit la rombière non moins extatiquement qu’énigmatiquement.

Zazie haussa les épaules encore une fois.

— Allez… un glasse, ça vous renouvellera les idées.

— Pourquoi pas, dit la veuve qui, ayant regardé l’heure, venait de constater qu’elle avait encore dix minutes à attendre son fligolo.

Du haut de l’escalier, on apercevait des petites boules glisser alertement sur des tapis verts et, d’autres plus légères, zébrer le brouillard qui s’éle­vait des demis de bière et des bretelles humides. Zazie et la veuve Mouaque aperçurent le groupe compact des voyageurs agrégé autour de Gabriel qui était en train de méditer un carambolage d’une haute difficulté. L’ayant réussi, il fut acclamé en dea idiomes divers.

— Ils sont contents, hein, dit Zazie toute fière de son tonton.

La dame, du chef, eut l’air d’approuver.

  • Ce qu’ils peuvent être cons, ajouta Zazie avec attendrissement. Et encore ils n’ont rien vu. Quand Gabriel va se montrer en tutu, la gueule qu’ils vont

La dame daigna sourire.

  • Qu’est-ce que c’est au juste qu’une tante? lui demanda familièrement Zazie en vieille copine. Une pédale? une lope? un pédé? un hormosessuel? Y a des nuances?
  • Ma pauvre enfant, dit en soupirant la veuve qui de temps à autre retrouvait des débris de mora­lité pour les autres dans les ruines de la sienne pulvé­risée par les attraits du flicmane.

Gabriel qui venait de louper un queuté-six-bandes les aperçut alors et leur fit un petit salut de la main. Puis il reprit froidement le cours de sa série, négli­geant l’échec de son dernier carambolage.

  • Je remonte, dit la veuve avec décision.
  • Bonnes fleurs bleues, dit Zazie qui alla voir le billard de plus près.

La boule motrice était située en f2, l’autre boule blanche en g3 et la rouge en h4. Gabriel s’apprêtait à masser et, dans ce but, bleuissait son procédé. II dit:

  • Elle est drôlement collante, la rombière.
  • Elle a un fleurte terrible avec le flicmane qu’est venu te causer quand on s’est ramenés au bistro.
  • On s’en fout. Pour le moment, laisse-moi jouer. Pas de blagues. Du calme. Du sang-froid.

Au milieu de l’admiration générale, il leva sa queue en l’air pour percuter ensuite la boule motrice afin de lui faire décrire un arc de parabole. Le coup porté, déviant de sa juste application, s’en fut sabrer le tapis d’une zébrure qui représentait une valeur marchande tarifée par les patrons de l’éta­blissement. Les voyageurs qui, sur des engins voi­sins, s’étaient efforcés de produire un résultat semblable sans y être parvenus, manifestèrent leur admiration. Il était temps d’aller dîner.

Après avoir fait la quête pour payer les frais et réglé la note équitablement, Gabriel, ayant récupéré son monde, y compris les joueurs de pimpon, le mena casser la graine à la surface du sol. La bras­serie au rez-de-chaussée lui parut convenir à cette entreprise et il s’affala sur une banquette avant d’avoir vu la veuve Mouaque et Trouscaillon à une table vise-à-vise. Ils lui firent des signes guillerets et Gabriel eut du mal à reconnaître le flicmane dans l’endimanché qui prenait des mines à côté de la rombière. N’écoutant que les intermittences de son cœur bon, Gabriel les convia du geste à se joindre à sa smalah, ce dont ne se firent faute. Les étrangers s’étranglaient d’enthousiasme devant tant de cou­leur locale, cependant que des garçons vêtus d’un pagne commençaient à servir, accompagnée de demis de bière enrhumés, une choucroute pouacre parsemée de saucisses paneuses, de lard chanci, de jambon tanné et de patates germées, apportant ainsi à l’appréciation inconsidérée de palais bien disposés la ffine efflorescence de la cuisine ffransouèze.

Zazie, goûtant au mets, déclara tout net que c’était de la merde. Le flicard élevé par sa mère concierge dans une solide tradition de bœuf miron­ton, la rombière quant à elle experte en frites authentiques, Gabriel lui-même bien qu’habitué aux nourritures étranges qu’on sert dans les cabarets, s’empressèrent de suggérer à l’enfant ce silence lâche qui permet aux gargotiers de corrompre le goût public sur le plan de la politique intérieure et, sur le plan de la politique extérieure, de dénaturer à l’usage des étrangers l’héritage magnifique que les cuisines de France ont reçu des Gaulois, à qui l’on doit, en outre, comme chacun sait, les braies, la tonnellerie et l’art non figuratif.

  • Vous m’empêcherez tout de même pas de dire, dit Zazie, que c’ (geste) est dégueulasse.
  • Bien sûr, bien sûr, dit Gabriel, je veux pas te Je suis compréhensif moi, pas vrai, madame?
  • Des fois, dit la veuve Mouaque. Des fois.
  • C’est pas tellement ça, dit Trouscaillon, c’est à cause de la politesse.
  • Politesse mon cul, dit Zazie.
  • Vous, dit Gabriel au flicmane, je vous prie de me laisser élever cette môme comme je l’entends. C’est moi qui en ai la responsibilitas. Pas vrai, Zazie?
  • Paraît, dit Zazie. En tout cas, moi, rien à faire pour que je bouffe cette saloperie.
  • Mademoiselle désire? s’enquit hypocritement un loufiat vicieux qui flairait la bagarre.
  • Jveux ottchose, dit Zazie.
  • Notre choucroute alsacienne ne plaît pas à la petite demoiselle? demanda le vicieux loufiat.

Il voulait faire de l’ironie, le cou.

— Non, dit Gabriel avec force et autorité, ça lui plaît pas.

Le loufiat considéra pendant quelques instant le format de Gabriel, puis en la personne de Trous­caillon subodora le flic. Tant d’atouts réunis dans la seule main d’une fillette l’incitèrent à boucler sa grande gueule. Il allait donc faire une démonstration de plat ventre, lorsqu’un gérant, plus con encore, s’avisa d’intervindre. Il fit aussitôt son numéro de charme.

— De couaille, de couaille, qu’il pépia, des étran­gers qui se permettent de causer cuisine? Bin merde alors, i sont culottés les touristes st’année. I vont peut-être se mettre à prétendre qu’i s’y connaissent en bectance, les enfouarés.

Il interpella quelques-uns d’entre eux (gestes).

— Non mais dites donc, vous croyez comme ça qu’on a fait plusieurs guerres victorieuses pour que vous veniez cracher sur nos bombes glacées? Vous croyez qu’on cultive à la sueur de nos fronts le gros rouge et l’alcool à brûler pour que vous veniez les déblatérer au profit de vos saloperies de cocacola ou de chianti? Tas de feignants, tandis que vous pratiquiez encore le cannibalisme en suçant la moelle des os de vos ennemis charcutés, nos ancêtres les Croisés préparaient déjà le biftèque pommes frites avant même que Parmentier ait découvert la pomme de terre, sans parler du boudin zaricos verts que vzavez jamais zétés foutus de fabriquer. Ça vous plaît pas? Non? Comme si vous y connaissiez quelque chose!

Il reprit sa respiration pour continuer en ces termes polis:

— C’est p-têtt le prix qui vous fait faire cette gueule-là? I sont pourtant bin nonnêtes, nos prix. Vous vous rendez pas compte, tas de radins. Avec quoi qu’il ne paierait pas ses impôts, le patron, s’il ne tenait pas compte de tous vos dollars que vous savez pas quoi en faire.

— T’as fini de déconner? demanda Gabriel. Le gérant pousse un cri de rage.

— Et ça prétend causer le français, qu’il se met à hurler.

Il se tourna vers le vicieux loufiat et lui commu­niqua ses impressions:

  • Non mais t’entends cette grossière merde qui se permet de m’adresser la parole en notre dialecte. Si c’est pas écœurant…
  • I cause pas mal pourtant, dit le vicieux loufiat qu’avait peur de recevoir des coups.
  • Traître, dit le gérant exacerbé, hagard et trémulant.
  • Qu’est-ce que t’attends pour lui casser la gueule? demanda Zazie à Gabriel.
  • Chtt, fit Gabriel.
  • Tordez-y donc les parties viriles, dit la veuve Mouaque, ça lui apprendra à vivre.
  • Je veux pas voir ça, dit Trouscaillon qui verdit. Pendant que vous opérerez, je m’absenterai le temps qu’il faut. J’ai justement un coup de bigophone à passer à la Préfectance.

Le vicieux loufiat d’un coup de coude dans le bide du gérant souligna le propos du client. Le vent tourna.

  • Ceci dit, commença le gérant, ceci dit, que désire mademoiselle?
  • Le truc que vous me servez là, dit Zazie, c’est tout simplement de la merde.
  • Y a eu erreur, dit le gérant, avec un bon sou­rire, y a eu erreur, c’était pour la table à côté, pour les voyageurs.
  • I sont avec nous, dit Gabriel.
  • Vous inquiétez pas, dit le gérant d’un air complice, je trouverai bien à la replacer ma chou­ Qu’est-ce que vous désirez à la place, made­moiselle?
  • Une autre choucroute.
  • Une autre choucroute?
  • Oui, dit Zazie, une autre choucroute.
  • C’est que, dit le gérant, l’autre sera pas meil­leure que celle-là. Je vous dis ça tout de suite pourque ça recommence pas, vos réclamations.
  • Somme toute, y a que de la chose à manger dans votre établissement?
  • Pour vous servir, dit le gérant. Ah si y avait pas les impôts (soupir).

— Miam miam, dit un voyageur en dégustant le fin fond de son assiette de choucroute. D’un geste, il signifia qu’il en revoulait.

— Là, dit le gérant triomphalement.

Et l’assiette de Zazie que le vicieux loufiat venait juste d’enlever réapparut en face du boulimique.

— Comme je vois que vous êtes des connaisseurs, continua le gérant, je vous conseille de prendre notre cornède bif nature. Et j’ouvrirai la boîte devant vous.

— Il a mis du temps pour comprendre, dit Zazie.

Humilié, l’autre s’éloignait. Gabriel, bonne âme, pour le consoler, lui demanda:

  • Et votre grenadine? Elle est bonne, votre grenadine?

(…)

  • Allô.
  • C’est toi, Charles?
  • Alors fonce et va chercher Marceline que je lui cause, c’est hurgent.
  • J’ai d’ordres à recevoir de personne.
  • Ah là là, s’agit pas de ça, grouille que je te dis, c’est hurgent.
  • Et moi je te dis que j’ai d’ordres à recevoir de personne.

Et il raccroche.

Puis il revint vers le comptoir derrière lequel Mado Ptits-pieds semblait rêver.

  • Alors, dit Charles, qu’est-ce que t’en penses? C’est oui? c’est non?
  • Jvous répète, susurra Mado Ptits-pieds, vous mdites ça comme ça, sans prévnir, c’est hun choc, jprévoyais pas, ça dmande réflexion, msieu Charles.
  • Comme si t’avais pas déjà réfléchi.
  • Oh! msieu Charles, comme vous êtes squelep

La sonnerie du truc-chose se mit de nouveau à téléphonctionner.

  • Non mais qu’est-ce qu’il a, qu’est-ce qu’il a.
  • Laisse-le donc tomber, dit Charles.
  • Faut pas être si dur que ça, c’est quand même un copain.
  • Ouais, mais la gosse en supplément ça n’ar­range rien.
  • Y pensez pas à la gamine. A stage-là, c’est du flan.

Comme ça continuait à ronfler, de nouveau Charles se mit au bout du fil de l’appareil décroché.

  • Allô, hurla Gabriel.
  • Rrroin, dit Charles.
  • Allez, fais pas lcon. Va, fonce chez Marceline et tu commences à m’emmerder à la fin.
  • Tu comprends, dit Charles d’un ton supérieur, tu mdéranges.

— Non mais, brâma le téléphone, qu’est-ce qu’i faut pas entendre. T’t’déranger toi? qu’est-ce que tu pourrais branler d’important?

Charles posa énergiquement sa main sur le fonateur de l’appareil et se tournant vers Mado, lui demanda:

  • C’est-ti oui? c’est-ti non?
  • Ti oui, répondit Mado Ptits-pieds en rougis­
  • Bin vrai?
  • (geste)

Charles débloqua le fonateur et communiqua la chose suivante à Gabriel toujours présent à l’autre bout du fil:

  • Bin voilà, j’ai une nouvelle à t’annoncer.
  • M’en fous. Va me chercher…
  • Marceline, je sais.

Puis il fonce à toute vitesse:

  • Mado Ptits-pieds et moi, on vient de se fian­
  • Bonne idée. Au fond j’ai réfléchi, c’est pas la ..
  • T’as compris ce que je t’ai dit? Mado Ptits-pieds et moi, c’est le marida.
  • Si ça te chante. Oui, Marceline, pas la peine qu’elle se dérange. Dis-y seulement que j’emmène la petite au Mont-de-piété pour voir le spectacle. Y a des voyageurs distingués qui m’accompagnent et quelques copains, toute une bande quoi. Alors mon numéro, ça ce soir, je vais le soigner. Autant que Zazie en profite, c’est une vraie chance pour Tiens, et puis c’est vrai, t’as qu’à venir aussi, avec Mado Ptits-pieds, ça vous fera une célébration pour vos fiançailles, non, pas vrai? Ça s’arrose ça, c’est moi qui paie, et le spectacle en plus. Et puis Turandot, il peut venir aussi, cette andouille, et Laverdure si on croit que ça l’amusera, et Gridoux, faut pas l’oublier, Gridoux. Sacré Gridoux.

Là-dessus, Gabriel raccroche.

Charles laisse pendre l’écouteur au bout de son fil et se tournant vers Mado Ptits-pieds, il entreprit d’énoncer quelque chose de mémorable.

  • Alors, qu’il dit, ça y est? L’affaire est dans le sac?
  • Et comment, dit Madeleine.
  • On va se marier, nous deux Madeleine, dit Charles à Turandot qui rentrait.
  • Bonne idée, dit Turandot. Je vous offre un réconfortant pour arroser ça. Mais ça m’embête de perdre Mado. Elle travaillait bien.
  • Oui mais c’est que je resterai, dit Madeleine. Je m’emmerderais à la maison, le temps qu’il fait le taxi.
  • C’est vrai, ça, dit Charles. Au fond, y aura rien de changé, sauf que, quand on tirera un coup, ça sera dans la légalité.
  • On finit toujours par se faire une raison, dit Turandot. Qu’est-ce que vous prenez?
  • Moi jm’en fous, dit Charles.
  • Pour une fois, c’est moi qui vais te servir, dit Turandot galamment à Madeleine en lui tapant sur les fesses ce qu’il n’avait pas coutume de faire en dehors des heures de travail et alors seulement pour réchauffer l’atmosphère.
  • Charles, il pourrait prendre un fernet-branca, dit Madeleine.
  • C’est pas buvable, dit Charles.
  • T’en as bien écluse un verre à midi, fit remar­quer Turandot.
  • C’est pourtant vrai. Alors pour moi ce sera un beaujolais.

On trinque.

  • A vos crampettes légitimes, dit Turandot.
  • Merci, répond Charles en s’essuyant la bouche avec sa casquette.

Il ajoute que c’est pas tout ça, faut qu’il aille prévenir Marceline.

  • Te fatigue pas, mon chou, dit Madeleine, jvais y aller.
  • Qu’est-ce que ça peut lui foutre que tu te maries ou pas? dit Turandot. Elle attendra bien demain pour le savoir.
  • Marceline, dit Charles, c’est encore autre chose. Y a Gabriel qu’a gardé la Zazie avec lui et qui nous invite tous et toi aussi à venir s’en jeter un en le regardant faire son numéro. S’en jeter un et j’es­père bien plusieurs.
  • Bin, dit Turandot, t’es pas dégoûté. Tu vas haller dans une boîte de pédales pour célébrer tes fiançailles? Bin, je le répète, t’es pas dégoûté.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Vous disputez pas, dit Madeleine, moi jvais prévenir madame Marceline et m’habiller chouette pour faire honneur à notre Gaby.

Elle s’envole. A l’étage second parvenue, sonne à la porte la neuve fiancée. Une porte sonnée d’aussi gracieuse façon ne peut faire autre chose que s’ouvrir. Aussi la porte en question s’ouvre-t-elle.

  • Bonjour, Mado Ptits-pîeds, dit doucement
  • Eh bin voilà, dit Madeleine en reprenant sa respiration laissée un peu à l’abandon dans les spires de l’escalier.
  • Entrez donc boire un verre de grenadine, dit doucement Marceline en l’interrompant.
  • C’est qu’il faut que je m’habille.
  • Je ne vous vois point nue, dit doucement

Madeleine rougit.

Marceline dit doucement:

  • Et ça n’empêcherait pas le verre de grenadine, n’est-ce pas? Entre femmes…
  • Tout de même.
  • Vous avez l’air tout émue.
  • Jviens de me fiancer. Alors vous comprenez.
  • Vous n’êtes pas enceinte?
  • Pas pour le moment.
  • Alors vous ne pouvez pas me refuser un verre de grenadine.
  • Ce que vous causez bien.
  • Je n’y suis pour rien, dit doucement Marceline en baissant les yeux. Entrez donc.

Madeleine susurre encore des politesses confuses et entre. Priée de s’asseoir, elle le fait. La maîtresse de céans va quérir deux verres, une carafe de flotte et un litron de grenadine. Elle verse ce dernier liquide avec précaution, assez largement pour son invitée, juste un doigt pour elle.

— Je me méfie, dit-elle doucement avec un sourire complice. Puis elle dilue le breuvage qu’elles supent avec des petites mines.

  • Et alors? demande doucement Marceline,
  • Eh bien, dit Madeleine, meussieu Gabriel a téléphoné qu’il emmenait la petite à sa boîte pour le voir faire son numéro, et nous deux avec, Charles et moi, pour fêter nos fiançailles.
  • Parce que c’est Charles?
  • Autant lui qu’un autre. Il est sérieux et puis, on se connaît.

Elles continuaient à se sourire.

— Dites-moi, madame Marceline, dit Madeleine, quelle pelure dois-je mettre?

— Bin, dit doucement Marceline, pour des fiançailles, c’est le blanc moyen qui s’impose avec une touche de virginal argenté.

  • Pour le virginal, vous rpasserez, dit Madeleine.
  • C’est ce qui se fait.
  • Même pour une boîte de tapettes?
  • Ça ne fait rien à la chose.
  • Oui mais oui mais oui mais, si j’en ai pas moi de robe blanc moyen avec une touche de virginal argenté ou même simplement un tailleur deux-pièces salle de bains avec un chemisier porte-jarretelles cuisine, eh! qu’est-ce que je ferai? Non mais, dites-moi dites, qu’est-ce que je ferai?

Marceline baissa la tête en donnant les signes les plus manifestes de la réflexion.

  • Alors, qu’elle dit doucement, alors dans ce cas-là pourquoi ne mettriez-vous pas votre veste amarante avec la jupe plissée verte et jaune que je vous ai vue un jour de bal un quatorze juillet.
  • Vous me l’avez remarquée?
  • Mais oui, dit doucement Marceline, je vous l’ai remarquée (silence). Vous étiez ravissante.
  • Ça c’est gentil, dit Madeleine. Alors comme ça vous faites attention à moi, des fois?
  • Mais oui, dit doucement Marceline.
  • Passque moi, dit Madeleine, passque moi, je vous trouve si belle.
  • Vraiment? demanda Marceline avec douceur.
  • Ça oui, répondit Mado avec véhémence, ça vraiment oui. Vous êtes rien bath. Ça me plairait drôlement d’être comme vous. Vzêtes drôlement bien roulée. Et d’une élégance avec ça.
  • N’exagérons rien, dit doucement Marceline.
  • Si si si, vzêtes rien bath. Pourquoi qu’on vous voit pas plus souvent? (silence). On aimerait vous voir plus souvent. Moi (sourire) j’aimerais vous voir plus souvent.

Marceline baissa les yeux et rosit doucement.

— Oui, reprit Madeleine, pourquoi qu’on vous voit pas plus souvent, vous qu’êtes en si rayonnante santé que je me permets de vous le signaler et si belle par-dessus le marché, oui pourquoi?

  • C’est que je ne suis pas d’humeur tapageuse, répondit doucement Marceline.
  • Sans aller jusque-là, vous pourriez…
  • N’insistez pas, ma chère, dit Marceline.

Là-dessus, elles demeurèrent silencieuses, pen­seuses, rêveuses. Le temps coulait pas vite entre elles deux. Elles entendaient au loin, dans les rues, les pneus se dégonfler lentement dans la nuit. Par la fenêtre entrouverte, elles voyaient la lune scintiller sur le gril d’une antenne de tévé en ne faisant que très peu de bruit.

— Il faudrait tout de même que vous alliez vous habiller, dit doucement Marceline, si vous ne voulez pas rater le numéro de Gabriel.

— Faudrait, dit Madeleine. Alors je mets ma veste vert pomme avec la jupe orange et citron du quatorze juillet?

  • C’est ça.

(un temps)

  • Tout de même, ça me fait triste de vous laisser toute seule, dit Madelaine.
  • Mais non, dit Marceline. J’y suis habituée.
  • Tout de même.

Elles se levèrent ensemble d’un même mouve­ment.

  • Eh bien, puisque c’est comme ça, dit Made­leine, je vais m’habiller.
  • Vous serez ravissante, dit Marceline en s’ap­prochant doucement.

Madeleine la regarde dans les yeux. On cogne à la porte.

  • Alors ça vient? qu’il crie Charles.

XIV

Le bahut s’emplit et Charles démarra. Turandot s’assit à côté de lui, Madeleine dans le fond, entre Gridoux et Laverdure.

Madeleine considéra le perroquet pour demander ensuite à la ronde:

  • Vous croyez que le spectacle va l’amuser?
  • T’en fais pas, dit Turandot qui avait poussé la vitre de séparation pour entendre ce qui se raconte­rait derrière lui, tu sais bien qu’il s’amuse à son idée, quand il en a envie. Alors pourquoi pas en regardant Gabriel?
  • Ces bêtes-là, déclara Gridoux, on sait jamais ce qu’elles gambergent.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce ‘que tu sais faire.
  • Vous voyez, dit Gridoux, ils entravent plus qu’on croit généralement.
  • Ça c’est vrai, approuva Madeleine avec fougue. C’est rudement vrai, ça. D’ailleurs nous, est-ce qu’on entrave vraiment kouak ce soit à kouak ce soit?
  • Koua à koua? demanda Turandot.
  • A la vie. Parfois on dirait un rêve.
  • C’est des choses qu’on dit quand on va se

Et Turandot donne une claque sonore sur la cuisse de Charles au risque de faire charluter le taxi.

  • Me fais pas chier, dit Charles.
  • Non, dit Madeleine, c’est pas ça, je pensais pas seulement au marida, je pensais comme ça.
  • C’est la seule façon, dit Gridoux d’un ton
  • La seule façon de quoi?
  • De ce que tu as dit.

(silence)

  • Quelle colique que l’egzistence, reprit Made­leine (soupir).
  • Mais non, dit Gridoux, mais non.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Quand même, dit Gridoux, il change pas souvent son disque, celui-là.
  • Tu insinues peut-être qu’il est pas doué? Cria Turandot par-dessus son épaule.

Charles, que Laverdure n’avait jamais beaucoup intéressé, se pencha vers son propriétaire pour lui glisser à mi-voix:

  • Dmanddzi si ça colle toujours le marida.
  • A qui je demande ça? A Laverdure?
  • Te fais pas plus con qu’un autre.
  • On peut plus plaisanter, alors, dit Turandot d’une voix émolliente.

Et il cria par-dessus son épaule:

  • Mado Ptits-pieds!
  • La vlà, dit Madeleine.
  • Charles demande si tu veux toujours de lui pour époux.
  • Voui, répondit Madeleine d’une voix ferme.

Turandot se tourna vers Charles et lui demanda:

  • Tu veux toujours de Mado Ptits-pieds pour épouse?
  • Voui, répondit Charles d’une voix ferme.
  • Alors, dit Turandot d’une voix non moins ferme, je vous déclare unis par les liens du mariage.
  • Amen, dit Gridoux.
  • C’est idiot, dit Madeleine furieuse, c’est une blague idiote.
  • Pourquoi? demanda Turandot. Tu veux ou tu veux pas? Faudrait s’entendre.
  • C’était la plaisanterie qu’était pas drôle.
  • Je plaisantais pas. Ça fait longtemps que je vous souhaite unis, vous deux Charles.
  • Mêlez-vous de vos fesses, msieu Turandot.
  • Elle a eu le dernier mot, dit Charles placide­ment. Nous y vlà. Tout le monde descend. Je vais ranger ma voiture et je reviens.
  • Tant mieux, dit Turandot, je commençais à avoir le torticolis. Tu m’en veux pas?
  • Mais non, dit Madeleine, vzêtes trop con pour qu’on puisse vous en vouloir.

Un amiral en grand uniforme vint ouvrir les por­tières.

Il s’esclama.

— Oh la mignonne, qu’il fit en apercevant le perroquet. Elle en est, elle aussi?

Laverdure râla:

  • Tu causes, tu causes, c’est tout ce que tu sais
  • Eh bien, dit l’amiral, on dirait qu’elle en veut.

Et aux nouveaux venus:

— C’est vous les invités de Gabriella? Ça se voit du premier coup d’œil.

  • Dis donc eh lope, dit Turandot, sois pas inso­
  • Et ça aussi, ça veut voir Gabriella?

Il regardait le perroquet avec l’air d’avoir l’air d’avoir le cœur soulevé de dégoût.

  • Ça te dérange? demanda Turandot.
  • Quelque peu, répondit l’amiral. Ce genre de bestiau me donne des complexes.
  • Faut voir un psittaco-analyste, dit Gridoux.
  • J’ai déjà essayé d’analyser mes rêves, répon­dit l’amiral, mais ils sont moches. Ça donne rien.
  • De quoi rêvez-vous? demanda Gridoux.
  • De nourrices.
  • Quel dégueulasse, dit Turandot qui voulait

Charles avait trouvé une place pour garer sa tire.

  • Alors quoi, dit Charles, vzêtes pas encore entrés?
  • En voilà une méchante, dit l’amiral.
  • J’aime pas qu’on plaisante avec moi, dit le
  • J’en prends note, dit l’amiral.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure…
  • Vous en faites un sainfoin, dit Gabriel apparu. Entrez donc. Ayez pas peur. La clientèle est pas encore arrivée. Y a que les voyageurs. Et Zazie. Entrez donc. Entrez donc. Tout à l’heure, vous allez drôlement vous marer.
  • Pourquoi que spécialement tu nous as dit de venir ce soir? demanda Turandot.
  • Vous qui, continua Gridoux, jetiez le voile pudique de l’ostracisme sur la circonscription de vos activités.
  • Et qui, ajouta Madeleine, n’avez jamais voulu que nous vous admirassassions dans l’exercice de votre art.
  • Oui, dit Laverdure, nous ne comprenons pas le hic de ce nunc, ni le quid de ce quod.

Négligeant l’intervention du perroquet, Gabriel répondit en ces termes à ses précédents interlo­cuteurs.

— Pourquoi? Vous me demandez pourquoi? Ah, l’étrange question lorsqu’on ne sait qui que quoi y répondre soi-même. Pourquoi? Oui; pourquoi? Vous me demandez pourquoi? Oh! laissez-moi, en cet instant si doux, évoquer cette fusion de l’existence et du presque pourquoi qui s’opère dans les creusets du nantissement et des arrhes. Pourquoi pourquoi pourquoi, vous me demandez pourquoi? Eh bien, n’entendez-vous pas frissonner les gloxinias le long des épithalames?

  • C’est pour nous que tu dis ça? demanda Charles qui faisait souvent les mots croisés.
  • Non, du tout, répondit Gabriel. Mais, regar­dez! Regardez!

Un rideau de velours rouge se magnifiquement divisa selon une ligne médiane laissant apparaître aux yeux des visiteurs émerveillés le bar, les tables, le podium et la piste du Mont-de-piété, la plus célèbre de toutes les boîtes de tantes de la capitale, et c’est pas ça qui manque, asteure encore seule­ment et faiblement animée par la présence aber­rante et légèrement anormale des disciples du cicéron Gabriel au milieu desquels trônait et pérorait l’enfant Zazie.

  • Faites place, nobles étrangers, leur dit Gabriel.

Ayant toute confiance en lui, ils se remuèrent pour permettre aux nouveaux venus de s’insérer au milieu d’eux. Le mélange opéré, on installa Laverdure au bout d’une table. Il manifesta sa satisfaction en foutant des graines de soleil un peu partout autour de lui.

Un Écossaise, simple loufiat attaché à l’établisse­ment, considéra le personnage et fit part à haute voix de son opinion.

  • Y a des cinglés tout de même, qu’il déclara. Moi, la terre verte…
  • Grosse flotte, dit Turandot. Si tu te crois rai­sonnable avec ta jupette.
  • Laisse-le tranquille, dit Gabriel, c’es’t son ins­trument de travail. Quant à Laverdure, ajouta-t-il pour l’Écossaise, c’est moi qui lui ai dit de venir, alors tu vas la boucler et garder tes réflexions pour ta personne.
  • Ça c’est causer, dit Turandot en dévisageant l’Écossaise d’un air victorieux. Et avec ça, ajouta-t-il, qu’est-ce qu’on nous offre? Du Champagne, ou quoi?
  • Ici c’est obligatoire, dit l’Écossaise. A moins que vous preniez le ouisqui. Si vous savez ce que c’est.
  • Imdemande ça, s’esclama Turandot, à moi qui suis dans la limonade!
  • Fallait le dire, dit l’Écossaise en brossant sa jupette du revers de la main.
  • Eh bien gy, dit Gabriel, apporte-nous la bibine gazeuse de l’établissement.
  • Combien de bouteilles?
  • Ça dépend du prix, dit Turandot.
  • Puisque je te dis que c’est moi qui régale, dit Gabriel.
  • Je défendais tes intérêts, dit Turandot.
  • Ce qu’elle est près de ses sous, remarqua l’Écossaise en pinçant l’oreille du cafetier et en s’éloignant aussitôt. J’en apporterai une grosse.
  • Une grosse quoi? demanda Zazie en se mêlant tout à coup à la conversation.
  • I veut dire douze douzaines de bouteilles, espliqua Gabriel qui voit grand.

Zazie daigna s’occuper alors des nouveaux arri­vants.

  • Eh, l’homme au taxi, qu’elle dit à Charles, paraît qu’on se marie?
  • Paraît, répondit succinctement Charles.
  • En fin de compte, vous avez trouvé quelqu’un à vott goût.

Zazie se pencha pour regarder Madeleine.

  • C’est elle?
  • Bonjour, mademoiselle, dit aimablement Ma­
  • Salut, dit Zazie.

Elle se tourna du côté de la veuve Mouaque pour l’affranchir.

  • Ces deux-là, qu’elle lui dit en désignant du doigt les personnes en cause, ils se marient.
  • Oh! que c’est émouvant, s’esclama la veuve Et mon pauvre Trouscaillon qu’est peut-être en train d’attraper un mauvais coup, par cette nuit noire. Enfin (soupir), il a choisi ce métier-là (silence). Ce serait comique si je devenais veuve une seconde fois avant même d’être mariée.

Elle eut un petit rire perçant.

  • Qui c’est, cette dingue? demanda Turandot à
  • Sais pas. Depuis staprès-midi, elle nous colle aux chausses avec un flicard qu’elle a récolté en
  • Lequel c’est, le flicard?
  • Il est allé faire un tour.
  • Ça me plaît pas, cette compagnie, dit Charles.
  • Oui, dit Turandot. C’est pas sain.
  • Vous en faites pas, dit Gabriel. Vous vous inquietez pour un rien. Tenez, via la bibine. Hourra! Gobergez-vous, amis et voyageurs, et toi, nièce chérie, et vous, tendres fiancés. C’est vrai! faut pas les oublier, les fiancés. Un tôste! Un tôste pour les fiancés!

Les voyageurs, attendris, chantèrent en chœur apibeursdè touillou et quelques serviteurs écossaises, émus, écrasèrent la larme qui leur aurait gâché leur rimmel.

Puis Gabriel tapa sur un verre avec un estracteur de gaz et l’attention générale aussitôt obtenue, car tel était son prestige, il s’assit à califourchon sur une chaise et dit:

— Alors, mes agneaux et vous mes brebis mes­dames, vous allez enfin avoir un aperçu de mes talents. Depuis longtemps certes vous savez, et quelques-uns d’entre vous ne l’ignorent plus depuis peu, que j’ai fait de l’art chorégraphique le pis principal de la mamelle de mes revenus. Il faut bien vivre, n’est-ce pas? Et de quoi vit-on? je vous le demande. De l’air du temps bien sûr — du moins en partie, dirai-je, et l’on en meurt aussi — mais plus capitalement de cette substantifique moelle qu’est le fric. Ce produit mellifluent, sapide et polygène s’évapore avec la plus grande facilité cepen­dant qu’il ne s’acquiert qu’à la sueur de son front du moins chez les esploités de ce monde dont je suis et dont le premier se prénomme Adam que les Élohim tyrannisèrent comme chacun sait. Bien que sa planque en Éden ne semble pas onéreuse pour eux aux yeux et selon le jugement des humains actuels, ils l’envoyèrent aux colonies gratter le sol pour y faire pousser le pamplemousse tandis qu’ils interdisaient aux hypnotiseurs d’aider la conjointe dans ses parturitions et qu’ils obligeaient les ophi­diens à mettre leurs jambes à leur cou. Billevesées, bagatelles et bibleries de mes deux. Quoi qu’il en soit j’ai oint la jointure de mes genous avec la dite sueur de mon front et c’est ainsi qu’édénique et adamiaque, je gagne ma croûte. Vous allez me voir en action dans quelques instants, mais attention! ne vous y trompez pas, ce n’est pas du simple slip-tize que je vous présenterai, mais de l’art! De l’art avec un grand a, faites bien gaffe! De l’art en quatre lettres, et les mots de quatre lettres sont incontestablement supérieurs et aux mots de trois lettres qui charrient tant de grossièretés à travers le majestueux courant de la langue française, et aux mots de cinq qui n’en véhiculent pas moins. Arrivé au terme de mon discours, il ne me reste plus qu’à vous manifester toute ma gratitude et toute ma reconnaissance pour les applaudissements innom­brables que vous ferez crépiter en mon honneur et pour ma plus grande gloire. Merci! D’avance, merci! Encore une fois, merci!

Et, se levant d’un bond avec une souplesse aussi singulière qu’inattendue, le colosse fit quelques entrechats en agitant ses mains derrière ses omo­plates pour simuler le vol du papillon.

Cet aperçu de son talent suscita chez les voyageurs un enthousiasme considérable.

  • Go, femme, qu’ils s’écrièrent pour l’encoura­
  • Va hi, hurla Turandot qui n’avait jamais bu d’aussi bonne bibine.
  • Oh! la bruyante, dit un serviteur écossaise.

Tandis que de nouveaux clients arrivaient par grappes, déversés par les autocars familiers de ces lieux, Gabriel brusquement, revenait s’asseoir, l’air sinistre.

  • Ça ne va pas, meussieu Gabriel? demanda gentiment Madeleine.
  • J’ai le trac.
  • Coyon, dit Charles.

— C’est bien ma veine, dit Zazie.

  • Tu vas pas nous faire ça, dit Turandot.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Elle a de l’à-propos, cette bête, dit un servi­teur écossaise.
  • Te laisse pas impressionner, Gaby, dit Turan­
  • Imagine-toi qu’on est des gens comme les autres, dit Zazie.
  • Pour me faire plaisir, dit la veuve Mouaque en
  • Vous, dit Gabriel, je vous emmerde. Non, mes amis, ajouta-t-il à l’intention des autres, non, c’est pas seulement ça (soupir) (silence), mais j’aurais tellement aimé que Marceline puisse m’admirer, elle aussi.

On annonçait que le spectacle allait commencer par une caromba dansée par des Martiniquais tout à fait chous.

(…)

  • Décidément, dit Trouscaillon, ça tourne pas .. et tout ça à cause de la femme que je ren­contra ce matin.
  • Que je rencontrai.
  • Que je rencontrais.
  • Que je rencontrai sans esse.
  • Que je rencontrai.
  • La rombière que Gabriel traîne après lui?
  • Oh non. Pas celle-là. D’ailleurs celle-là, elle m’a déçu. Elle m’a laissé courir à mes occupations, et quelles occupations, sans même faire des sima­grées pour me retenir, tout ce qu’elle voulait, c’est voir danser Gabriella. Gabriella… marant… positivement marant.
  • C’est le mot, dit Fédor Balanovitch. Y a rien de comparable au numéro de Gabriel sur la place de Paris et je vous assure que j’en connais un bout sur le bâille-naïte de cette cité.
  • Vous en avez de la veine, dit Trouscaillon
  • Mais je l’ai vu si souvent, le numéro de Gabriel, que maintenant j’en ai soupe, c’est le cas de le dire. Et puis, il ne se renouvelle pas. Les artisses, qu’est-ce que vous voulez, c’est souvent comme ça. Une fois qu’ils ont trouvé un truc, ils l’esploitent à fond. Faut reconnaître qu’on est tous un peu comme ça, chacun dans son genre.
  • Moi pas, dit Trouscaillon avec simplicité. Moi, mes trucs, je les varie constamment.
  • Parce que vous avez pas encore trouvé le bon. Voilà: vous vous cherchez. Mais une fois que vous aurez obtenu un résultat appréciable, vous vous en tiendrez là. Parce que jusqu’à présent ce que vous avez obtenu comme résultats, ça ne doit pas être bien brillant. Y a qu’à vous regarder: vous avez l’air d’un minable.
  • Même avec mon uniforme?
  • Ça n’arrange rien.

(…)

Les voyageurs montent peu à peu dans le car. Fédor Balanovitch bâille.

Dans sa cage, au bout du bras de Turandot, Laverdure s’est endormi. Zazie résiste courageuse­ment: elle n’imitera pas Laverdure. Charles est allé chercher son bahut.

  • Alors, mon coquin, dit la veuve Mouaque en voyant arriver Trouscaillon, vous vous êtes bien amusé?
  • Point de trop, point de trop, dit Trouscaillon.
  • Nous, ce qu’on a pu se distraire. Meussieu est d’un drôle.
  • Merci, dit Gabriel. N’oubliez pas l’art tout de même. Y a pas que la rigolade, y a aussi l’art.
  • I sramène pas vite avec son bahut, dit Turan­
  • Elle s’est bien amusée? demande l’amiral en considérant l’animal le bec sous son aile.
  • Ça lui fera des souvenirs, dit Turandot.

Les derniers voyageurs ont regagné leur place. Ils enverront des cartes postales (gestes).

— Ho ho! crie Gabriel, adios araigos, tchinn tchinn, à la prochaine…

Et le car s’éloigne emportant ses étrangers ravis. Le jour même, à la première heure, ils partiront pour Gibraltar aux anciens parapets. Tel est leur itinéraire.

(…)

  • D’ailleurs, dit Turandot, tu vas nous offrir rien du tout. T’oublies que t’es flic. Moi qui suis dans la limonade, jamais je servirais un flic qui amènerait une bande de gens avec lui pour leur arroser la dalle.
  • Vous êtes pas forts, dit Gridoux. Vous le reconnaissez pas? C’est le satyre de ce matin.

Gabriel se pencha pour l’egzaminer plus atten­tivement. Tout le monde, même Zazie parce que fort surprise et vexée à la fois, attendit le résultat de l’inspection. Trouscaillon, tout le premier, conservait un silence prudent.

  • Qu’est-ce que t’as fait de tes moustaches? lui demanda Gabriel d’une voix paisible et redoutable à la fois.
  • Vous allez pas lui faire du mal, dit la veuve

D’une main, Gabriel saisit Trouscaillon par le revers de sa vareuse et le porta sous la lueur d’un réverbère pour compléter son étude.

  • Oui, dit-il. Et tes moustaches?
  • Je les ai laissées chez moi, dit Trouscaillon.
  • Et en plus c’est donc vrai que t’es un flic?
  • Non, non, s’écria Trouscaillon. C’est un dégui­sement… juste pour m’amuser… pour vous amuser… c’est comme vott tutu… c’est le même tabac…
  • Le même passage à tabac, dit Gridoux ins­piré.
  • Vous allez tout de même pas lui faire du mal, dit la veuve Mouaque.
  • Ça demande des esplications, dit Turandot, en surmontant son inquiétude.
  • Tu causes, tu causes… dit faiblement Laverdure et il se rendormit.

Zazie la bouclait. Dépassée par les événements, accablée par la somnolence, elle essayait de trouver une attitude à la fois adéquate à la situation et à la dignité de sa personne, mais n’y parvenait point.

Soulevant Trouscaillon le long du réverbère, Gabriel le regarda de nouveau en silence, le reposa délicatement sur ses pieds et lui adressa la parole en ces termes:

  • Et qu’est-ce que t’as à nous suivre comme ça?
  • C’est pas vous qu’il suit, dit la veuve Mouaque, c’est moi.
  • C’est ça, dit Trouscaillon. Vous savez peut-être pas… mais quand on est mordu pour une mousmé…
  • Qu’est-ce que (oh qu’il est mignon) t’insinues (il m’a appelée) sur mon compte (une mousmé), dirent, synchrones, Gabriel (et la veuve Mouaque), l’un avec fureur, (l’autre avec ferveur).
  • Pauvre andouille, continua Gabriel en se tour­nant vers la dame, il vous raconte pas tout ce qu’il
  • J’ai pas encore eu le temps, dit Trouscaillon.
  • C’est un dégoûtant satyre, dit Gabriel. Ce matin, il a coursé la petite jusque chez elle. Ignoble.
  • T’as fait ça? demanda la veuve Mouaque bouleversée.
  • Je ne vous connaissais pas encore, dit Trous­
  • Il avoue! hurla la veuve Mouaque.
  • Il a avoué! hurlèrent Turandot et Gridoux.
  • Ah! tu avoues! dit Gabriel d’une voix forte.
  • Pardon! cria Trouscaillon, pardon!
  • Le salaud! brailla la veuve Mouaque.

Ces vociférantes exclamations firent hors de l’ombre surgir deux hanvélos.

— Tapage nocturne, qu’ils hurlèrent les deux hanvélos, chahut lunaire, boucan somnivore, médianoche gueulante, ah ça mais c’est que, qu’ils hurlaient les deux hanvélos.

Gabriel, discrètement, cessa de tenir Trouscaillon par les revers de sa vareuse.

— Minute, s’écria Trouscaillon faisant preuve du plus grand courage, minute, vous m’avez donc pas regardé? Adspicez mon uniforme. Je suis flicard, voyez mes ailes.

(…)

— D’où tu sors, dit le hanvélo qualifié pour engager le dialogue. On t’a jamais vu dans le canton.

  • Possible, répondit Trouscaillon animé avec une audace qu’un bon écrivain ne saurait qualifier autrement que d’insensée. Possible, n’empêche que flic je suis, flic je demeure.
  • Mais eux autres, dit le hanvélo d’un air malin, eux autres (gestes), c’est tous des flics?
  • Vous ne voudriez pas. Mais ils sont doux comme l’hysope.
  • Tout ça ne me paraît pas très catholique, dit le hanvélo qui causait.

L’autre se contentait de faire des mines. Terrible.

  • J’ai pourtant fait ma première communion, répliqua Trouscaillon.
  • Oh que voilà une réflexion qui sent peu son flic, s’écria le hanvélo qui causait. Je subodore en toi le lecteur de ces publications révoltées qui veulent faire croire à l’alliance du goupillon et du bâton blanc. Or, vous entendez (et il s’adresse à la ronde), les curés, la police les a là (geste).

Cette mimique fut accueillie avec réserve, sauf par Turandot qui sourit servilement. Gabriel haussa nettement les épaules.

(…)

  • Fais-nous donc voir tes papiers, dit à Trous­caillon le hanvélo qui savait causer.
  • On n’a jamais vu ça, dit la veuve Mouaque.
  • Toi, la vieille, ferme ça, dit le hanvélo qui savait pas causer.
  • Ah ah! dit Zazie.
  • Soyez poli avec madame, dit Trouscaillon qui devenait téméraire.
  • Encore un propos de non-flic, dit le hanvélo qui savait causer. Tes papiers, hurla-t-il, et que ça saute.
  • Ce qu’on peut se marer, dit Zazie.
  • C’est tout de même un peu fort, dit Trous­ C’est à moi qu’on réclame ses papiers main­tenant alors que ces gens-là (geste) on leur demande rien.
  • Ça, dit Gabriel, ça c’est pas chic.
  • Quel fumier, dit Gridoux.

Mais les hanvélos changeaient pas d’idée comme ça.

  • Tes papiers, hurlait celui qui savait causer.
  • Tes papiers, hurlait celui qui savait pas.
  • Tapage nocturne, surhurlèrent à ce moment de nouveaux flics complétés, eux, par un panier à salade. Chahut lunaire, boucan somnivore, médianoche gueulante, ah ça mais c’est que…

Avec un flair parfait, ils subodorèrent les respon­sables et sans hésiter embarquèrent Trouscaillon et les deux hanvélos. Le tout disparut en un instant.

— Y a tout de même une justice, dit Gabriel. La veuve Mouaque, elle, se lamentait.

  • Faut pas pleurer, lui dit Gabriel. II était un peu faux jeton sur les bords votre jules. Et puis on en avait mare, de sa filature. Allez, venez donc vous taper une soupe à l’oignon avec nous. La soupe à l’oignon qui berce et qui console.

XVII

Une larme tomba sur un croûton brûlant et s’y volatilisa.

— Allez allez, dit Gabriel à la veuve Mouaque, reprenez vos esprits. Un de perdu, dix de retrouvés. Moche comme vous êtes, vous n’aurez pas de mal à redécrocher un coquin.

Elle soupire, incertaine. Le croûton glisse dans la cuiller et la veuve se le projette, fumant, dans l’œsophage. Elle en souffre.

— Appelez les pompiers, lui dit Gabriel.

Et il lui remplit de nouveau son verre. Chaque bouchée mouaquienne est ainsi arrosée de muscadet sévère.

Zazie a rejoint Laverdure dans la somnie. Gri­doux et Turandot se débattent en silence avec les fils du râpé.

— Fameuse hein, que leur dit Gabriel, cette soupe à l’oignon. On dirait que toi (geste) tu y as mis des semelles de bottes et toi (geste) que tu leur as refilé ton eau de vaisselle. Mais c’est ça que j’aime: la bonne franquette, le naturel. La pureté,
quoi.

Les autres approuvent, mais sans commentaires.

  • Eh bien, Zazie, tu manges pas ta soupe?
  • Laissez-la dormir, dit la veuve Mouaque d’une voix effondrée. Laissez-la rêver.

Zazie ouvre un œil.

—Tiens, qu’elle dit, elle est encore là, la vieille taupe.

  • Faut avoir pitié des malheureux, dit Gabriel.
  • Vzêtes bien bon, dit la veuve Mouaque. C’est pas comme elle (geste). Les enfants, c’est bien connu: ça n’a pas de cœur.

Elle vida son glasse et fit signe à Gabriel qu’elle souhaitait vivement qu’il le remplît de nouveau.

  • Ce qu’elle peut déconner, dit Zazie faiblement.
  • Peuh, dit Gabriel. Quelle importance? N’est-ce pas, vieille soucoupe? ajouta-t-il à l’intention de la principale intéressée.
  • Ah vzêtes bon, vous, dit celle-ci. C’est pas comme elle. Les enfants, c’est bien connu. Ça n’a pas de cœur.
  • Elle va nous les casser encore longtemps comme ça? demanda Turandot à Gabriel en profi­tant d’une déglutition réussie.
  • Vous êtes dur, vous alors, dit Gabriel. Il a quand même du chagrin, ce vieux débris.
  • Merci, dit la veuve Mouaque avec effusion.
  • De rien, dit Gabriel. Et, pour revenir à cette soupe à l’oignon, il faut reconnaître que c’est une invention bien remarquable.
  • Celle-ci, demanda Gridoux qui, au terme de sa consommation, raclait avec énergie le fond de son assiette pour faire un sort au gruyère qui adhérait encore à la faïence, celle-ci en particulier ou la soupe à l’oignon en général?
  • En général, répondit Gabriel avec décision. Je ne parle jamais qu’en général. Je ne fais pas de demi-mesures.
  • T’as raison, dit Turandot qui avait également achevé sa pâtée, faut pas chercher midi à quatorze Egzemple: le muscadet se fait rare, c’est la vieille qui siffle tout.
  • C’est qu’il n’est pas sale, dit la veuve Mouaque en souriant béatement. Moi aussi, je parle en général quand je veux.
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure réveillé en sursaut pour un motif inconnu de tous et de lui-même, c’est tout ce que tu sais faire.
  • J’en ai assez, dit Zazie en repoussant sa por­
  • Attends, dit Gabriel en attirant vivement l’assiette devant lui, je vais te terminer ça. Et qu’on nous envoie deux bouteilles de muscadet, et une de grenadine ajouta-t-il à l’intention d’un garçon qui circulait dans les parages. Et lui (geste), on l’oublie. Peut-être qu’il croquerait bien quelque chose?
  • Hé Laverdure, dit Turandot, tu as faim?
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est tout ce que tu sais faire.
  • Ça, dit Gridoux, ça veut dire oui.
  • C’est pas toi qui vas m’apprendre à comprendre ce qu’il raconte, dit Turandot avec hauteur.
  • Je me permettrais pas, dit Gridoux.
  • N’empêche qu’il l’a fait, dit la veuve Mouaque.
  • Envenimez pas la situation, dit Gabriel.
  • Tu comprends, dit Turandot à Gridoux, je comprends ce que tu comprends aussi bien que toi. Je suis pas plus con qu’un autre.

— Si tu comprends autant que moi, dit Gridoux, alors c’est que  t’es moins con que t’en as l’air.

— Et pour en avoir l’air, dit la veuve Mouaque, il en a l’air.

  • Elle est culottée, celle-là, dit Turandot. La vlà qui m’agonise maintenant.
  • Voilà ce que c’est quand on n’a pas de prestige, dit Gridoux. Le moindre gougnafîer vous crache alors en pleine gueule. C’est pas avec moi qu’elle
  • Tous les gens sont des cons, dit la veuve Mouaque avec une énergie soudaine. Vous compris, ajouta-t-elle pour Gridoux.

Elle reçut immédiatement une bonne calotte. Elle la rendit non moins prestement. Mais Gridoux en avait une autre en réserve qui retentit sur le visage mouaquien.

— Palsambleu, hurla Turandot.

Et il se mit à sautiller entre les tables, en essayant vaguement d’imiter Gabriella dans son numéro de La Mort du cygne.

Zazie, de nouveau, dormait. Laverdure, sans doute dans un esprit de vengeance, essayait de pro­jeter un excrément frais hors de sa cage.

Cependant les gifles allaient bon train entre Gri­doux et la veuve Mouaque et Gabriel s’esclaffait en voyant Turandot essayer de friser la jambe.

Mais tout ceci n’était pas du goût des loufiats d’Aux Nyctalopes. Deux d’entre eux spécialisés dans ce genre d’exploit saisirent subitement Turan­dot chacun sous un bras et, l’encadrant allègrement, ils eurent tôt fait de l’emmener hors pour le projeter sur l’asphalte de la chaussée, interrompant ainsi la maraude de quelques taxis moroses dans l’air grisâtre et rafraîchi du tout petit matin.

— Alors ça, dit Gabriel. Alors ça: non!

Il se leva et, attrapant les deux loufiats qui s’en retournaient satisfaits vers leurs occupations ména­gères, il leur fait sonner le cassis l’un contre l’autre de telle force et belle façon que les deux farauds s’effondrent fondus.

— Bravo! s’écrient en chœur Gridoux et la veuve Mouaque qui, d’un commun accord, ont inter­rompu leur échange de correspondance.

Un tiers loufiat qui s’y connaissait en matière de bagarre, voulut remporter une victoire éclair. Pre­nant en main un siphon, il se proposait d’en faire résonner la masse contre le crâne de Gabriel. Mais Gridoux avait prévu la contre-offensive. Un autre siphon, non moins compact, balancé par ses soins, s’en vint, au terme de sa trajectoire, faire des dégâts sur la petite tête de l’astucieux.

— Palsambleu! hurle Turandot qui, ayant repris son équilibre sur la chaussée aux dépens des freins de quelques chars nocturnes particulièrement matineux, pénétrait de nouveau dans la brasserie en manifestant un fier désir de combats.

C’était maintenant des troupeaux de loufiats qui surgissaient de toutes parts. Jamais on upu croire qu’il y en u tant. Ils sortaient des cuisines, des caves, des offices, des soutes. Leur masse serrée absorba Gridoux puis Turandot aventuré parmi eux. Mais ils n’arrivaient pas à réduire Gabriel aussi facilement. Tel le coléoptère attaqué par une colonne myrmidonne, tel le bœuf assailli par un banc hirudinaire, Gabriel se secouait, s’ébrouait, s’ébattait, projetant dans des directions variées des projectiles humains qui s’en allaient briser tables et chaises ou rouler entre les pieds des clients.

Le bruit de cette controverse finit par éveiller Zazie. Apercevant son oncle en proie à la meute limonadière, elle hurla: courage, tonton! et s’em­parant d’une carafe la jeta au hasard dans la mêlée. Tant l’esprit militaire est grand chez les filles de France. Suivant cet exemple, la veuve Mouaque dissémina des cendriers autour d’elle. Tant l’esprit d’imitation peut faire faire de choses aux moins douées. S’entendit alors un fracas considérable: Gabriel venait de s’effondrer dans la vaisselle, entraînant parmi les débris sept loufiats déchaînés, cinq clients qui avaient pris parti et un épileptique.

D’un seul mouvement se levant, Zazie et la veuve Mouaque s’approchèrent du magma humain qui s’agitait dans la sciure et la faïence. Quelques coups de siphon bien appliqués éliminèrent de la compétition quelques personnes au crâne fragile. Grâce à quoi, Gabriel put se relever, déchirant pour ainsi dire le rideau formé par ses adversaires, du même coup révélant la présence abîmée de Gridoux et de Turandot allongés contre le sol. Quelques jets aquagazeux dirigés sur leur tronche par l’élé­ment féminin et brancardier les remirent en situa­tion. Dès lors, l’issue du combat n’était plus dou­teuse.

Tandis que les clients tièdes ou indifférents s’éclipsaient en douce, les acharnés et les loufiats, à bout de souffle, se dégonflaient sous le poing sévère de Gabriel, la manchette sidérante de Gridoux, le pied virulent de Turandot. Lorsque ratatinés, Zazie et Mouaque les effaçaient de la surface d’Aux Nyctalopes et les traînaient jusque sur le trottoir, où des amateurs bénévoles, par simple bonté d’âme, les disposaient en tas. Seul ne prenait pas part à l’héca­tombe Laverdure, dès le début de la bigorne dou­loureusement atteint au périnée par un fragment de soupière. Gisant au fond de sa cage, il murmurait en gémissant: charmante soirée, charmante soirée; traumatisé, il avait changé de disque.

Même sans son concours, la victoire fut bientôt totale.

Le dernier antagoniste éliminé, Gabriel se frotta les mains avec satisfaction et dit:

  • Maintenant, je me taperais bien un café-crème.
  • Bonne idée, dit Turandot qui passa derrière le zinc tandis que les quatre autres s’y accoudaient.
  • Et Laverdure?

Turandot partit à la recherche de l’animal qu’il trouva toujours maugréant. Il le sortit de sa cage et se mit à le caresser en l’appelant sa petite poule verte. Laverdure rasséréné lui répondit:

— Tu causes, tu causes, c’est tout ce que tu sais faire.

  • Ça, c’est vrai, dit Gabriel. Et ce crème?

Rassuré, Turandot réencagea le perroquet et s’approcha des machines. Il essaya de les faire marcher, mais, ne pratiquant pas ce modèle, il commença par s’ébouillanter une main.

  • Ouïouïouïe, dit-il en toute simplicité.
  • Sacré maladroit, dit Gridoux.
  • Pauvre minet, dit la veuve Mouaque.
  • Merde, dit Turandot.
  • Le crème, pour moi, dit Gabriel: bien blanc.
  • Et pour moi, dit Zazie: avec de la peau dessus.
  • Aaaaaaahh, répondit Turandot qui venait de s’envoyer un jet de vapeur en pleine poire.
  • On ferait mieux de demander ça à quelqu’un de l’établissement, dit Gabriel placidement.
  • C’est ça, dit Gridoux, je vais en chercher un.

Il alla choisir dans le tas le moins amoché. Qu’il remorqua.

  • T’étais bath, tu sais, dit Zazie à Gabriel. Des hormosessuels comme toi, doit pas y en avoir des
  • Et comment mademoiselle désire-t-elle son crème? demanda le loufîat ramené à la raison.
  • Avec de la pelure, dit Zazie.
  • Pourquoi que tu persistes à me qualifier d’hormosessuel? demanda Gabriel avec calme. Mainte­nant que tu m’as vu au Mont-de-piété, tu dois être fixée.
  • Hormosessuel ou pas, dit Zazie, en tout cas t’as été vraiment suprême.
  • Qu’est-ce que tu veux, dit Gabriel, j’aimais pas leurs manières (geste).
  • Oh meussieu, dit le loufiat désigné, on le regrette bien, allez.
  • C’est qu’ils m’avaient insulté, dit Gabriel.
  • Là, meussieu, dit le loufiat, vous faites erreur.
  • Que si, dit Gabriel.
  • T’en fais pas, lui dit Gridoux, on est toujours insulté par quelqu’un.
  • Ça c’est pensé, dit Turandot.
  • Et maintenant, demanda Gridoux à Gabriel, qu’est-ce que tu comptes faire?
  • Bin, boire ce crème.
  • Et ensuite?
  • Repasser par la maison et reconduire la petite à la gare.
  • T’as vu dehors?
  • Eh bien, va voir.

Gabriel y alla.

  • Évidemment, dit-il en revenant.

Deux divisions blindées de veilleurs de nuit et un escadron de spahis jurassiens venaient en effet de prendre position autour de la place Pigalle.

XVIII

— Faudrait peut-être que je téléphone à Marce­line, dit Gabriel.

Les autres continuèrent à boire leur crème en silence.

  • Ça va chier, dit le loufiat à mi-voix.
  • On vous a pas sonné, répliqua la veuve
  • Je vais te rapporter où je t’ai pris, dit Gri­
  • Ça va ça va, dit le loufiat, y a plus moyen de plaisanter.

Gabriel revenait.

— C’est marant, qu’il dit. Ça répond pas. Il voulut boire son crème.

  • Merde, ajouta-t-il, c’est froid.

Il le reposa sur le zinc, écœuré.

Gridoux alla regarder.

  • Ils s’approchent, qu’il annonça.

Abandonnant le zinc, les autres se groupèrent autour de lui, sauf le loufiat qui se camoufla sous la caisse.

  • Ils ont pas l’air content, remarqua Gabriel.
  • C’est rien chouette, murmura Zazie.
  • J’espère que Laverdure aura pas d’ennuis, dit Il a rien fait, lui.
  • Et moi alors, dit la veuve Mouaque. Qu’est-ce que j’ai fait, moi?
  • Vous irez rejoindre votre Trouscaillon, dit Gridoux en haussant les épaules.
  • Mais c’est lui! s’écria-t-elle.

Enjambant le tas des déconfits qui formaient une sorte de barricade devant l’entrée d’Aux Nyctalopes, la veuve Mouaque manifesta l’intention de se précipiter vers les assaillants qui s’avançaient avec lenteur et précision. Une bonne poignée de balles de mitraillette coupa court à cette tentative. La veuve Mouaque, tenant ses tripes dans ses mains, s’effondra.

— C’est bête, murmura-t-elle. Moi qu’avais des rentes.

Et elle meurt.

— Ça se gâte, fit remarquer Turandot. Pourvu que Laverdure attrape pas un mauvais coup.

Zazie s’était évanouie.

  • Ils devraient faire attention, dit Gabriel Y a des enfants.
  • Tu vas pouvoir leur faire tes observations, dit Gridoux. Les vlà.

Ces messieux, fortement armés, se trouvaient maintenant tout simplement de l’autre côté des vitres, défense d’autant plus faible qu’elles avaient en majeure partie valsé durant la précédente bagarre. Ces messieux, fortement armés, s’arrê­tèrent en ligne, au milieu du trottoir. Un person­nage, le pébroque accroché à son bras, se détacha de leur groupe et, enjambant le cadavre de la veuve Mouaque, pénétra dans la brasserie.

— Tiens, firent en chœur Gabriel, Turandot, Gri­doux et Laverdure.

Zazie était toujours évanouie.

  • Oui, dit l’homme au pébroque (neuf), c’est moi, Aroun Arachide. Je suis je, celui que vous avez connu et parfois mal reconnu. Prince de ce monde et de plusieurs territoires connexes, il me plaît de parcourir mon domaine sous des aspects variés en prenant les apparences de l’incertitude et de l’erreur qui, d’ailleurs, me sont propres. Poli­cier primaire et défalqué, voyou noctinaute, indécis pourchasseur de veuves et d’orphelines, ces fuyantes images me permettent d’endosser sans crainte les risques mineurs du ridicule, de la calembredaine et de l’effusion sentimentale (geste noble en direc­tion de feu la veuve Mouaque). A peine porté disparu par vos consciences légères, je réapparais en triomphateur, et même sans aucune modestie. Voyez! (Nouveau geste non moins noble, mais englobant cette fois-ci l’ensemble de la situation.)
  • Tu causes, tu causes, dit Laverdure, c’est…
  • En voilà un qui me paraît bon pour la casse­role, dit Trouscaillon pardon: Aroun Arachide.
  • Jamais! s’écrie Turandot en serrant la cage sur son cceur. Plutôt périr!

Sur ces mots, il commence à s’enfoncer dans le sol ainsi d’ailleurs que Gabriel, Zazie et Gridoux. Le monte-charge descend le tout dans la cave d’Aux Nyctalopes. Le manipulateur du monte-charge, plongé dans l’obscurité, leur dit doucement, mais avec fermeté, de le suivre et de se grouiller. Il agitait une lampe électrique, signe à la fois de ralliement et des vertus de la pile qui l’entretenait. Tandis qu’au rez-de-chaussée, les messieux fortement armés, sous le coup de l’émotion, se laissaient partir des rafales de mitraillette entre les jambes, le petit groupe suivant l’injonction et la lumière susdites se dépla­çait avec une notable rapidité entre les casiers bour­rés de bouteilles de muscadine et de grenadet. Gabriel portait Zazie toujours évanouie, Turandot Laverdure toujours maussade et Gridoux ne por­tait rien.

Ils descendirent un escalier, puis ils franchirent le seuil d’une petite porte et ils se trouvèrent dans un égout. Un peu plus loin, ils franchirent le seuil d’une autre petite porte et ils se trouvèrent dans un couloir aux briques vernissées, encore obscur et désert.

  • Maintenant, dit doucement le lampadophore, si on veut pas se faire repérer, il faut partir chacun de son côté. Toi, ajouta-t-il à l’intention de Turandot, t’auras du mal avec ton zoizo.
  • Je vais le peindre en noir, dit Turandot d’un air sombre.
  • Tout ça, dit Gabriel, c’est pas marant.
  • Sacré Gabriel, dit Gridoux, toujours le mot pour rire.
  • Moi, dit le lampadophore, je ramène la petite. Toi aussi, Gabriel, t’es un peu visible. Et puis j’ai pris sa valoche avec moi. Mais j’ai dû oublier des J’ai fait vite.
  • Raconte-moi ça.
  • C’est pas le moment.

Les lampes s’allumèrent.

  • Ça y est, dit doucement l’autre. Le métro Toi, Gridoux, prends la direction Étoile et toi, Turandot, la direction Bastille.
  • Et on se démerde comme on peut? dit Turan­
  • Sans cirage sous la main, dit Gabriel, va falloir que tu fasses preuve d’imagination.
  • Et si je me mettais dans la cage, dit Turandot, et que ce soit Laverdure qui me porte?
  • C’est une idée.
  • Moi, dit Gridoux, je rentre chez moi. La cor­donnerie est, heureusement, une des bases de la société. Et qu’est-ce qui distingue un cordonnier d’un autre cordonnier?
  • C’est évident.
  • Alors au revoir, les gars! dit Gridoux.

Et il s’éloigna dans la direction Étoile.

  • Alors au revoir, les gars! dit Laverdure.
  • Tu causes, tu causes, dit Turandot, c’est tout ce que tu sais faire.

Et ils s’envolèrent dans la direction Bastille.

 

XIX

Jeanne Lalochère s’éveilla brusquement. Elle consulta sa montre-bracelet posée sur la table de nuit; il était six heures passées.

— Faut pas que je traîne.

Elle s’attarda cependant quelques instants pour examiner son jules qui, nu, ronflait. Elle le regarda en gros, puis en détail, considérant notamment avec lassitude et placidité l’objet qui l’avait tant occupée pendant un jour et deux nuits et qui main­tenant ressemblait plus à un poupard après sa tétée qu’à un vert grenadier.

— Et il est d’un bête avec ça.

Elle se vêtit en vitesse, jeta divers objets dans son fourré-tout, se rafistola le visage.

— Faudrait pas que je soye en retard. Si je veux récupérer la fille. Comme je connais Gabriel. Ils seront sûrement à l’heure. À moins qu’il lui soit arrivé quelque chose.

Elle serra son rouge à lèvres sur son cœur.

—Pourvu qu’il lui soit rien arrivé.

Maintenant, elle était fin prête. Elle regarda son jules encore une fois.

—S’il revient me trouver. S’il insiste. Je dirai peut-être pas non. Mais c’est plus moi qui courrai après.

Elle ferma doucement la porte derrière elle. L’hô­telier lui appela un taxi et à là demie elle était à la gare. Elle marqua deux coins et redescendit sur le quai. Peu après, Zazie s’amenait accompagnée par un type qui lui portait sa valoche.

—Tiens, dit Jeanne Lalochère. Marcel.

—Comme vous voyez.

—Mais elle dort debout!

—On a fait la foire. Faut l’escuser. Et moi aussi, faut m’escuser si je me tire.

—Je comprends. Mais Gabriel?

—C’est pas brillant. On s’éclipse. A rvoir, petite.

—Au revoir, meussieu, dit Zazie très absente.

Jeanne Lalochère la fit monter dans le compar­timent.

—Alors tu t’es bien amusée?

—Comme ça.

—T’as vu le métro?

—Non.

—Alors, qu’est-ce que t’as fait?

—J’ai vieilli.

A DAMA DAS CAMÉLIAS – Dumas Filho

Trad. Sampaio Marinho, 1988. Biblioteca de Ouro da Literatura Universal.

18/03/16 a 23/04/16


Não tendo chegado ainda à idade em que se inventa, contento-me em narrar.”

a velhice, essa primeira morte das cortesãs.”

Esse arrependimento eterno, não do mau caminho seguido, mas dos cálculos mal feitos e do dinheiro mal utilizado, é uma das coisas mais confrangedoras.”

Eu era então muito novo e predisposto a aceitar a moral fácil do meu tempo.”

No meio dos desregramentos programados pela mãe, pareceu à pecadora que Deus lhe permitia a felicidade (…) Luísa correu a anunciar à mãe essa novidade que a tornava tão feliz.” “Luísa morreu em conseqüência do aborto a que se sujeitara.”

no seu mundo não há amigos se não houver saúde.”

São sóis que se põem como nasceram, sem brilho. A sua morte, quando morrem novas, é sabida por todos os amantes ao mesmo tempo, dado que em Paris quase todos os amantes de uma meretriz conhecida vivem em intimidade.”

Atualmente, aos 25 anos, as lágrimas são uma coisa tão rara que não se pode concedê-las à primeira que aparece.”

Não passava em círculo à entrada dos Campos Elíseos, como fazem e faziam todas as suas colegas.”

Sempre que se representava uma peça nova, podia-se ter a certeza de a ver com 3 coisas que nunca a abandonavam e que ocupavam sempre a frente do seu camarote do rés-do-chão: o binóculo, um saco de bombons e um ramo de camélias [também chamadas rosas-do-Japão].”

Durante 25 dias do mês, as camélias eram brancas, e durante 5 eram vermelhas.”

amantes e amante estavam contentes consigo mesmos.”

a jovem estava no terceiro grau da tísica”

Atribuiu-se à libertinagem, freqüente nos velhos ricos, este entendimento entre o idoso duque e a jovem mulher. Supõe-se tudo, exceto a verdade.” outra relação para além das relações de coração ter-se-ia parecido um incesto”

uma vez de regresso a Paris, parecera a essa meretriz habituada à vida dissipada, aos bailes, mesmo às orgias, que a solidão, perturbada apenas pelas visitas periódicas do duque, a faria morrer de tédio, e os ardentes bafos da sua vida anterior passavam-lhe ao mesmo tempo pela cabeça e pelo coração.”

a doença, adormecida mas não vencida, continuava a despertar nela esses febris desejos que são quase sempre o resultado das afecções pulmonares.”

Como tinham razão os antigos que inventaram um único deus para os comerciantes e os ladrões!”

Manon Lescaut é uma comovedora história de que conheço todos os pormenores” Prévost

Hugo fez Marion Delorme, Musset fez Bernerette, Alexandre Dumas [!] fez Fernande, os pensadores e os poetas de todos os tempos levaram à cortesã a oferenda da sua misericórdia e, por vezes, um grande homem reabilitou-as com o seu amor e até com o seu nome.” Urachismo ou Surfistinhismo? Nem putas nosso tempo faz direito.

este mundo, que se faz duro para que o julguemos forte”

É à minha geração que me dirijo, àqueles para quem as teorias de M. de Voltaire já não existem, felizmente (…) A ciência do bem e do mal está definitivamente adquirida; a fé reconstrói-se (…) sejamos bons, sejamos jovens, sejamos sinceros! O mal não passa de uma vaidade”

o olho é apenas um ponto e abarca léguas.”

Oh! daria 10 anos da minha vida para poder chorar uma hora aos seus pés!”

É sempre difícil consolar uma dor que não se conhece”

a dor exagera as sensações.”

– Conheceu uma tal Margarida Gautier?

– A Dama das Camélias?

– Precisamente.

– Muito!

Estes <Muito!> eram por vezes acompanhados de sorrisos incapazes de suscitarem dúvidas quanto ao seu significado.”

Sempre os mesmos pormenores gerais.”

Não se lhes deve exigir mais do que podem dar.”

Estava-se em abril, fazia bom tempo, os túmulos já não deviam ter o aspecto doloroso e desolado que lhes dá o inverno”

é impossível orientar-se, sem guia, nessa cidade dos mortos que tem as suas ruas como a cidade dos vivos.”

um amigo da morta, sem dúvida, pois parece que ela era uma leviana.”

escrevem nos seus túmulos lágrimas que nunca verteram” “É a minha morta preferida.” “somos obrigados a amar os mortos, porque estamos tão ocupados que quase não temos tempo para amar outra coisa.”

<Que fazer para voltar a vê-la?> Só mudando-a de sepultura” “morto de fadiga, lhe era impossível sair.”

depois de ter visto, verei.”

Tenho que ver o que Deus fez dessa criatura que amei tanto e talvez a repulsa do espetáculo substitua o desespero da recordação.”

As suas velas tinham ardido até o fim”

De onde vem o doloroso prazer que experimentamos nesta espécie de espetáculos? Quando chegamos à sepultura o jardineiro tinha retirado todos os vasos de flores, a grade de ferro tinha sido arrancada e dois homens cavavam a terra.”

um ligeiro tremor das faces e dos lábios provavam que estava à beira de uma violenta crise nervosa.”


crisis & rise of the capital


Quanto a mim, só posso dizer uma coisa: lamentava estar ali” A umidade da terra tinha enferrujado os parafusos e não foi sem esforços que a urna se abriu. Um cheiro infeto espalhou-se, apesar das plantas aromáticas que a inundavam.” a lembrança dessa cena surge-me ainda na sua majestosa realidade.” Os olhos eram apenas dois buracos, os lábios tinham desaparecido e os dentes brancos cerravam-se uns contra os outros.” Armando estava cor de púrpura, delirava e tartamudeava palavras incoerentes, através das quais só o nome de Margarida se ouvia distintamente.”

Felizmente, a doença física matará a doença moral”

eu, que gostaria de sofrer por aquela mulher, receava que ela me aceitasse demasiado depressa e me desse demasiado prontamente um amor que eu gostaria de pagar com uma longa espera ou um grande sacrifício. Nós, homens, somos assim; e ainda bem que a imaginação deixa esta poesia aos sentidos e os desejos do corpo fazem esta concessão aos sonhos da alma.”

Estudava previamente as frases que lhe dirigiria.

Sublime ingenuidade do amor!”

Não julgue que é uma duquesa, é simplesmente uma mulher amantizada, o mais amantizada possível, meu caro; portanto, não se acanhe e diga tudo o que lhe vier à cabeça.”

Quando entrei na frisa [camarote], Margarida ria às gargalhadas. Gostaria que ela estivesse triste.”

durante 5 minutos amei-a como nunca se amou uma mulher.”

Por muito pouco que se tenha vivido com mulheres do gênero de Margarida, sabe-se o prazer que elas experimentam em se mostrarem espirituosas sem razão e arreliarem as pessoas que vêem pela primeira vez. É, sem dúvida, um desforço das humilhações que são muitas vezes obrigadas a suportar por parte daqueles que vêem todos os dias.”

Mal fechei a porta, ouvi uma terceira gargalhada. Gostaria que alguém me tivesse acotovelado nesse momento.”

Riu-se e garantiu-me que nunca vira nada tão engraçado como você. Mas não se considere derrotado; simplesmente, não dê a essas mulheres a honra de as tomar a sério. Não sabem o que é a elegância e a delicadeza; são como os cães a que se deita perfume, acham que cheira mal e vão rebolar-se no ribeiro.”

– O pobre rapaz está apaixonado por si.

– Se tivesse de ouvir todos os que estão apaixonados por mim, nem tempo teria para jantar.”

Via-se que ainda estava na virgindade do vício. (…) como esses frascos do Oriente que, por muito bem rolhados que estejam, deixam escapar o perfume da essência que encerram.”

Mas os que haviam amado Margarida não tinham conta e os que ela amara não se contavam ainda.”

Está louco – respondia-lha Margarida. – Não quero nada consigo. Não é 2 anos depois de se conhecer uma mulher como eu que se lhe pede para ser sua amante. Nós ou nos entregamos imediatamente ou nunca. Vão, meus senhores, para a mesa.”

Gastão divertia-se francamente; era um rapaz cheio de coração, mas cujo espírito fôra um tanto pervertido pelos primeiros hábitos.”

tratar-se é para as mulheres de sociedade, que têm uma família e amigos; mas nós, assim que deixamos de alimentar a vaidade ou o prazer dos nossos amantes, somos abandonadas e as longas noites sucedem-se aos longos dias.”

Pensa desse modo esta noite, porque o vinho lhe dá para a tristeza, mas não teria a paciência de que se gaba.”

Faz-se sempre cerimônia com uma mulher; pelo menos, é a minha opinião.”

uma mulher que escarra sangue e gasta 100 mil francos por ano está bem para um velho ricaço como o duque, mas é enfadonha para um jovem como você.”

– Porque a sua alegria faz-me demasiado mal.

– Nesse caso, serei triste.”

Eu bem sabia que iria zangar-se. Os homens têm a mania de quererem saber o que irá magoá-los.”

Admitindo que venha a ser sua amante, é preciso que saiba que tive outros amantes além de si. Se já começa a fazer-me cenas de ciúme, que será depois, se o depois vier a existir? Nunca vi um homem como você.”

– E quando voltarei a vê-la?

– Quando essa camélia mudar de cor.”

saímos daquele quarto, ela cantando, eu meio louco.”

Por muito pouco que tenha de vida, viverei mais que o seu amor por mim.”

Os homens, em vez de se mostrarem satisfeitos por se lhes conceder durante muito tempo o que só esperavam obter uma vez, exigem da amante contas do presente, do passado e do futuro. À medida que se habituam a ela, pretendem dominá-la e tornam-se tanto mais exigentes quanto mais se lhes dá o que querem.”

nem sempre se pode aplicar os tratados no dia em que são assinados.”

quanto mais se aproximava o momento em que já não teria necessidade de esperar, mais duvidava.”

Foi-me impossível ficar em casa. O quarto parecia-me demasiado pequeno para conter a minha felicidade; tinha necessidade de toda a natureza para me expandir. § Saí.”

Gostava, sem as conhecer, de todas as pessoas que encontrava. § Como o amor nos torna bons!”

Se aquelas que iniciam a nossa vergonhosa profissão soubessem o que é, prefeririam ser criadas de quarto. Mas não: a vaidade de terem vestidos, carruagens, diamantes, arrastam-nas; acredita-se no que se ouve, porquanto a prostituição tem a sua fé, e gasta-se pouco a pouco o coração, o corpo, a beleza, é-se temida como um animal selvagem, desprezada como um pária, rodeada de pessoas que exigem sempre mais do que aquilo que dão e um dia morre-se como um cão, depois de ter perdido os outros e se ter perdido a si mesma.”

Pareceu-me que a cidade adormecida me pertencia; procurava na memória os nomes daqueles cuja felicidade tinha invejado até então; e não me recordava de nenhum sem me considerar mais feliz do que ele.”

Ser amado por uma rapariga casta, ser o primeiro a despertar nela esse estranho mistério do amor, é, sem dúvida, uma grande ventura, mas é a coisa mais simples do mundo. Conquistar um coração que não está habituado aos ataques é entrar numa cidade aberta e sem guarnição. A educação, o sentimento dos deveres e a família são sentinelas muito fortes, mas não há sentinelas, por muito vigilantes que sejam, que não iluda uma rapariga de 16 anos, a quem, pela voz do homem que ama, a natureza dá os primeiros conselhos de amor que são tanto mais ardentes quanto mais puros parecem.” a falta de [des]confiança[?] a deixa sem força, e fazer-se amar por ela é um trunfo que qualquer homem de 25 anos conseguirá quando quiser. (…) Os conventos não têm muros, suficientemente altos, as mães fechaduras suficientemente sólidas, a religião obrigações suficientemente contínuas para fechar todas essas encantadoras aves na sua gaiola.”

quando Deus permite o amor a uma cortesã, esse amor, que inicialmente parece um perdão, torna-se sempre para ela um castigo.”

Não fazes por amor mais do que fizeste por dinheiro. § Então elas não sabem que provas dar. Uma criança, conta a fábula, depois de se ter divertido durante muito tempo num campo a gritar: Socorro!, para fazer acorrer os trabalhadores, um belo dia foi devorada por um urso, sem que aqueles que tinha enganado tantas vezes acreditassem então nos gritos reais que soltava. O mesmo acontece com essas infelizes mulheres, quando ninguém acredita nelas e são, no meio dos seus remorsos, devoradas pelo amor.”

quando cada um deles seguiu o seu destino numa ordem diferente, a lógica do acaso põe-nos um em frente do outro. Essa mulher torna-se amante desse homem e ama-o. Como? Por quê? As suas existências tornam-se uma só; a intimidade que passa a existir parece-lhes ter existido sempre e tudo o que ficou para trás se apaga da memória dos dois amantes. Confessemos que é curioso.”

Amava-me o bastante para acreditar que quanto mais bela eu a achasse, mais feliz me sentiria?”

Censura-se aqueles que se arruínam por atrizes e mulheres amantizadas; o que me espanta é que não façam por elas 20 vezes mais loucuras.”

– Continua a amar-me? – inquiriu.

– Ainda o pergunta!

– Tem pensado em mim?

– Todo o dia.”

Não é com os seus 7 ou 8.000 francos de pensão que manterá o luxo dessa mulher; não chegariam para a conservação da sua carruagem.”

Gosta de si, você gosta dela, não se preocupe com o resto.”

Ah!, meu caro, como é retrógrado!”

com 500 mil francos por ano, não pode dar a uma mulher mais que 40 ou 50 mil francos, ao longo do ano, e já é muito.” “Quando cometem a veleidade de pagar tudo, arruínam-se como tolos e vão se deixar matar em África, depois de terem deixado 100 mil francos de dívida em Paris.”

nem família nem ambição, esses segundos e últimos amores do homem.”

Como se vê que a vida deve ser curta pela rapidez das sensações!”

Sem querer, olhei para a cama, não estava desfeita”

o que neles era naturalidade, em mim era esforço e o meu riso nervoso estava muito próximo das lágrimas.”

Tudo o que sei é que com essa melodia as recordações voltaram e, aproximando-me dela, tomei-lhe a cabeça entre as mãos e beijei-a.”

note que ainda estamos no segundo dia e já tenho de lhe perdoar. Cumpre mal as suas promessas de obediência cega.”


PROJETOS

Projetos de viagens não-realizadas

Sonhos não-consumados

Talvez seja melhor assim

Nisso consiste

Coração que bate

bate já bateu

E pés no chão.


E eis que você assume ares importantes e diz grandes frases. Criança três vezes criança.”

os outros nunca me amaram a não ser por eles.”

Não há homem que não tenha sido enganado pelo menos uma vez e não saiba o que se sofre.” “Só um homem que já não ama a amante a deixa sem lhe escrever.” “O meu amor-próprio veio então ao de cima.” “Como vê, não fui capaz de acabar a carta sem uma impertinente ironia” o que Flavius nunca poderão compreender!

o meu criado chamava-se José, como todos os criados.”

As respostas impacientemente esperadas chegam sempre quando não se está em casa.”

Decididamente, Margarida não era como todas as mulheres, pois são muito poucas as que, ao receberem uma carta como a que eu havia escrito, não respondem qualquer coisa.”

– Mas por que havia eu de ir onde vai Margarida?

– Porque é seu amante, pois então!”

fazia de Otelo, espiava-a e julgava puni-la deixando de a ver.”

cartas como essa pensam-se, não se escrevem.”

devia amar-me um pouco menos ou compreender-me um pouco melhor.”

amei-te imediatamente tanto como ao meu cão.”

Era ciúme, é certo, mas ciúme irônico e impertinente.”

O que amava em ti não era o homem que eras, mas aquele que devias ser.”

A minha vida, geralmente tão calma, revestiu-se de repente de uma aparência de rumor e desordem.”

Vim para Paris, estudei direito, formei-me e, como muitos jovens, meti o diploma no bolso e entreguei-me à vida descuidada de Paris”

desde que as casas de jogo foram destruídas, joga-se por toda a parte.”

Por muito que se ame uma mulher, por muita confiança que se tenha nela, por muita certeza quanto ao futuro que nos dê o seu passado, é-se sempre mais ou menos ciumento. Se já esteve apaixonado, apaixonado a sério, deve ter sentido essa necessidade de isolar no mundo o ser no qual desejaria viver por inteiro.”

O pobre velho vê-se metido entre a espada e a parede.”

Ai de nós! Tínhamos pressa em ser felizes, como se adivinhássemos que não o podíamos ser durante muito tempo.”

Havia dias em que corria pelo jardim como uma rapariga de 10 anos, atrás de uma borboleta ou de uma libélula.”

Seria difícil dar-lhe pormenores da nossa vida. Compunha-se de uma série de criancices fascinantes para nós, mas insignificantes para quem as ouvisse contar. Você sabe o que é amar uma mulher, sabe como os dias passam depressa e com que amorosa negligência nos deixamos transportar ao dia seguinte.” “Todo o ser que não é a mulher amada parece um ser inútil na criação. Lamenta-se ter já lançado parcelas do coração a outras mulheres e não entrevê a possibilidade de vir a apertar outra mão que não seja a que já se aperta.” “Descobre-se todos os dias na amante um encanto novo, uma volúpia desconhecida.”

A existência não é mais do que a satisfação repetida de um desejo contínuo”

Quem ama tem prisão de ventre e a bexiga grande, não sente fome, sede, sono ou cansaço. Não há ressaca ou doença, tosse ou espirro, medo ou ânsia. Só êxtase e saudade profunda quando se vira de costas na cama por 5 segundos.

Pensa que, agora, que gozei uma nova vida, morreria se voltasse à outra.”

esse tempo de tempestade faz-me mal aos nervos; não digo o que quero dizer.”

Julga-se que basta amar-se e ir viver para o campo uma vida pastoral e vaporosa? Não, meu amigo, não. Ao lado da vida ideal há a vida material e as resoluções mais castas são mantidas em terra por fios ridículos”

as mulheres amantizadas prevêem sempre que serão amadas, nunca que amarão, de outro modo poriam dinheiro de lado e aos 30 anos poderiam dar-se ao luxo de ter um amante em troca de nada.”

Numa ligação como a nossa, se a mulher tem ainda um pouco de dignidade, deve impor-se todos os sacrifícios possíveis, em vez de pedir dinheiro ao amante e dar um aspecto venal ao seu amor.”

amo-te mais suntuosa do que simples.”

Caro senhor, conheço a vida melhor do que você. Só há sentimentos inteiramente puros nas mulheres inteiramente castas.” “Seria inútil o mundo envelhecer, se não se corrigisse.” Já eu digo: seria inútil o mundo envelhecer, se não continuasse a errar. Pois a trama deve continuar…

Achas honroso para ti viver maritalmente com uma mulher que toda a gente possuiu?” “Pensa, Armando, e não digas mais tolices. Deixa essa mulher, é o teu pai quem to suplica.” “Tens 24 anos, pensa no futuro. Não podes amar sempre essa mulher, que também não te amará sempre.” “Parte, vai passar 1 mês ou 2 junto da tua irmã.” “Sentia que o meu pai tinha razão em relação a todas as mulheres, mas estava convencido de que não tinha razão quanto a Margarida.” “O verdadeiro amor torna-nos sempre melhores, qualquer que seja a mulher que o inspira.” “Pois bem, é para impedir a tua ruína a favor de uma cortesã que estou em Paris.” “Ele sabe perfeitamente que tu tens de ter uma amante e deveria sentir-se feliz por ser eu, visto que te amo e não ambiciono mais do que a tua situação permite.”

Como é bom deixar-se persuadir por uma voz que se ama!”

alegando tudo o que uma mulher pode alegar quando não quer responder a verdade.”

Acabou por adormecer nos meus braços, mas era um desses sonos que quebram o corpo em vez de o repousarem”

fui imediatamente pedir a Prudência que fosse visitar Margarida, esperando que a sua verborréia e alegria a distraíssem.”

Oh!, jovens!, até quando sacrificareis as afeições sinceras às afeições duvidosas?”

O futuro aparecia-me tal como há muito me esforçava para vê-lo. § Queria mais ao meu pai do que jamais lhe tinha querido.”

Teria eu caído numa esparrela? Margarida enganava-me?”

Ó vaidade do homem!, como assumes todas as formas!”

procurei um livro, porque não ousava pensar.”

olhei em redor, espantado por ver que a vida dos outros continuava sem se preocupar com a minha infelicidade.”

Se ela tivesse entrado nessa altura, as minhas resoluções de vingança teriam desaparecido e ter-me-ia lançado a seus pés.”

Oh!, como o homem é pequeno e vil quando uma das suas mesquinhas paixões é ferida!”

Margarida era uma mulher amantizada como Olímpia e, no entanto, nunca teria ousado dizer-lhe, a primeira vez que a vira, o que acabava de dizer a essa mulher.” “Então, as cartas anônimas sucederam-se às impertinências diretas e não havia coisas vergonhosas que eu não incitasse a minha amante a contar e que eu próprio não contasse a respeito de Margarida” “A calma sem desdém, a dignidade sem desprezo com que Margarida respondia a todos os meus ataques e que aos meus próprios olhos a mostravam superior a mim irritavam-me ainda mais contra ela.”

O dia encontrou-nos acordados.”

Já nada me retinha em Paris, nem ódio nem amor.”

Tinha o direito de fazer o que fez, Armando: nunca me pagaram tão caro as minhas noites!”

para que matar-se quando se está quase a morrer?”

os velhos não são pacientes, sem dúvida porque se apercebem de que não são eternos.”

Os homens que compram o amor examinam a mercadoria antes de tomarem posse dela. Havia em Paris mulheres mais saudáveis, mais gordas do que eu”

Só os homens têm força para não perdoar.”

O delírio e a tosse dividiam entre si o resto da minha pobre existência.”

Quantos felizes que não sabem o que são!” “Como o aspecto da vida e da felicidade dos outros faz desejar viver aqueles que, na véspera, na solidão da sua alma e na sombra do seu quarto de doentes, desejavam morrer depressa!”

Em suma, não se pode ser sempre infeliz.”

Dir-se-ia até que gozava secretamente com a destruição que a doença fizera em mim. Parecia estar orgulhoso de estar de pé, quando eu, ainda nova, era esmagada pelo sofrimento.” “Prudência, a quem já não posso dar tanto dinheiro como antigamente, começa a pretextar assuntos para se afastar.”

Não sou apóstolo do vício, mas far-me-ei eco da infelicidade nobre onde quer que a ouça suplicar.”


GLOSSÁRIO:

carrejão: moço de fretes [caminhoneiro?]

botoeira: a casa do botão na camisa

L’INCONVÉNIENT D’ÊTRE NÉ / DA INCONVENIÊNCIA DE TER NASCIDO – Cioran

«C’est déjà du passé», dit-il de tout ce qu’il accomplit, dans l’instant même de l’acte” Le mal, le vrai mal est pourtant derrière, non devant nous. C’est ce qui a échappée au Christ, c’est ce qu’a saisi le Bouddha”

Pode-se suportar qualquer verdade, por mais destrutiva que ela seja, contanto que ela abarque tudo, e que ela contenha tanta vitalidade quanto fosse a esperança depositada naquilo que ela substituiu”

Não se deve constringir a uma obra, mas tão-só dizer qualquer coisa que se pudesse murmurar ao pé-do-ouvido de um bêbado ou um moribundo.”

Se indignar contra a hereditariedade é se indignar contra bilhões de anos, contra a primeira célula.”

Jamais em gratidão no imediato, não me seduz senão o que me precede, senão o que me afasta daqui, os instantes sem-número em que não fui: o não-nascido.”

Necessidades de desonra física. Teria amado ser filho de carrasco.”

Não posso tolerar que se inquietem de minha saúde.”

Desfazer, descriar, é a única tarefa que o homem pode se subscrever, se ele aspira, como tudo indica, a se distinguir do Criador.” Um niilista passivo que não crê na possibilidade de voltar a criar (Zaratustra, etc.).

Ter cometido todos os crimes, menos o de ser pai.”

<Não posso te encontrar no teu futuro. Não temos um só instante que nos seja comum.> É que pra ele a conjunção do futuro já está lá.”

se eu conseguisse de um jeito ou de outro resolver a questão do ser ou nada, ainda assim pereceria de saúde.”

Minha faculdade de ser decepcionado ultrapassa o entendimento. É ela que me faz compreender o Buda, mas é ela também que me impede de segui-lo.”

Aquilo pelo que não podemos mais nos penalizar, não conta e não existe mais. Percebe-se por que nosso passado cessa tão-logo de nos pertencer ao tomar a forma de história, de algo que não tem nada a ver com ninguém.”

presença mútua muda que nada muda

O verdadeiro contato entre os seres não se estabelece senão pela presença muda, pela aparente não-comunicação, pela troca misteriosa e sem palavras que lembra a reza interior.”

O que eu sei aos 60, sabia tão bem aos 20. Quarenta anos de um longo, de um supérfluo trabalho de verificação…”

De que tudo seja desprovido de consistência, de fundamento, de justificação, estou de ordinário tão convencido que aquele que ousasse me contradizer, fosse ele o homem que mais estimo, me apareceria como um charlatão ou embrutecido.”

Desde a infância eu percebia o escoamento das horas, independentes de toda referência, de todo ato e de todo evento, a disjunção do tempo daquilo que não é o tempo, sua existência autônoma, seu estatuto particular, seu império, sua tirania. Lembro-me, mais claramente impossível, desse meio-dia quando, pela primeira vez, em face do universo vazio, em que não senti nada a não ser uma fuga de instantes rebeldes no seu fado de cumprir sua própria e única função, fugir. O tempo se descolava do ser às minhas expensas.”

À diferença de Jó, eu não maldisse o dia do meu nascimento; os outros dias, em compensação, eu os cobri todos de anátemas…”

Se a morte só tivesse lados negativos, morrer seria um ato impraticável.”

Estar em vida – de repente sou afetado pela estranheza dessa expressão, como se ela não se aplicasse a ninguém.”

Toda vez que as coisas não estão indo e que tenho pena do meu cérebro, sou tomado por uma irresistível vontade de proclamar. É então que descubro de que patéticos abismos surgem os reformadores, profetas e messias.”

Se na lucidez entram tantas ambigüidades e problemas, é que eles são o resultado de um mau uso de nossa vigília.”

A fixação da nascença, nos transportando para antes do nosso passado, nos faz perder o gosto do futuro, do presente e do passado mesmo.”

Raros são os dias em que, projetado na pós-história, não assisto à hilaridade dos deuses ao sair do episódio humano. § É preciso uma visão de mudança, quando a do Juízo Final não satisfaz mais ninguém.”

Frustração do resultado. Jamais evadir-se do possível, luxuriar-se na indecisão eterna, esquecer de nascer.”

A única, verdadeira desgraça: aquela de ver o dia. Ela remonta à agressividade, ao princípio de expansão e de fúria contidos nas origens, ao ímpeto rumo ao pior, que os sacode.” Minha interpretação: de ver o dia significa de ver o nascer do diaUm novo dia é quando, mais uma vez, os seres se lançam em seus afazeres e ocupações. Toda a impressão escatológica do filósofo insone se dissipa no barulho e movimento da cidade e do cotidiano. Toda origem é uma liberação de energia, mesmo nas ciências empíricas, que chegam à especulação do início do devir num big bang ou singularidade de expansão ainda em curso a partir de um ponto impossível, de densidade infinita. O ato de criação, se é que pode haver uma cultura que não o supervalorize, é supervalorizado pela cultura do Ocidente. A física moderna, que equivale toda ação a energia vê na criação a entrada em atividade de todo o potencial de energia do marco zero até o fim dos tempos, pois não pode fugir da preconcepção da termodinâmica, da não-criação após esse começo, da dissipação lentíssima, gradual porém absoluta, dessa energia ao longo de uma quantidade abstrata, virtualmente infinita, de tempo. O ser humano como passivo e rendido a esse processo. Todo novo dia acordamos sabendo de antemão que iremos lidar com novos conflitos e gastos energéticos. Todo elevar do sol no horizonte é uma decadência do homem.

Quando pessoas se revêem após longos anos, dever-se-iam sentar um diante do outro e não se dizer nada durante várias horas, a fim de que, graças ao silêncio, a consternação possa se saborear a ela mesma.”

maturidade desapego vitória esterilidade? festa festejar agradecer gratidão deixar-se invadir desprezo mau humor bile bills contas destruição de sete universos contra tebas complexo enredo trágico tenacidade já nessa idade circular canalha remordedora remorsura do inteleito baba de vaca mastiga as intrigas rumar a um novo ar impossível formatar grr

Sou requisitado pela filosofia hindu, cujo propósito essencial é soterrar o eu; e tudo que eu faço e tudo em que eu penso é no eu e na desgraça do eu.”

Enquanto agimos, temos uma meta; a ação terminada, esta não tem para nós mais nada de real que a própria meta que buscávamos. Logo, nada havia de bem nisso tudo, era só parte do jogo. Há quem tenha consciência desse jogo enquanto a ação transcorre: esse tipo de homem vive a conclusão já nas premissas, realiza-a virtualmente, degrada o sério a partir do fato mesmo de sua existência.”

Toda vertigem ou agonia não é senão uma experiência metafísica abortada.”

A gente mete-se à besta de querer sondar e afrontar abismos inexauríveis, inextinguíveis… O que isso poderia fazer, matar?! [Claquete.] [Risadas.]

STRANGER THINKERS & FOOT-ISLE UNSER-VICE-ABLE FEET

I am a losing shadow. Under the light of the last happenings I say that nothing utters to exist. Actually, I’d say not

with

standing

the nausea we

live now

and see

the sea

and other things

without pointing

blamelessly

our

thing…ers

fingers

stranger thingers

tinkerman?

people are immense

just like the doors of perception

one more verse and

two more

deceptions

esse evento, crucial para mim, é inexistente, aliás, inconcebível sequer, para o resto dos seres, para todos os demais seres. Salvo para Deus, se essa palavra pode ter um sentido.”

Se tudo é fútil, nem mesmo tudo é fútil.

Um rei jamais entenderia que tudo é igual debaixo do sol.

Eu reajo exatamente como todo mundo e mesmo como aqueles que eu mais menosprezo; mas ao menos eu compenso deplorando-me a cada ato que cometo, bom ou mau.”

COMO PODE?

Se eu sou exatamente a soma de todas as sensações evaporadas que não estão mais aqui (em mim), onde é eu–?

A clarividência é o único vício que torna livre – livre num deserto.”

À medida que os anos passam, o número daqueles com quem se pode conversar decresce. Quando não houver mais ninguém a que se dirigir, finalmente ser-se-á como se era antes de recair sob um nome.”

PLATÃO NÃO PROSAVA

Quando a gente se recusa ao lirismo, <sangrar> uma página se torna uma provação: pra quê escrever bem para dizer exatamente o que se tem a dizer?”

É impossível aceitar ser julgado por qualquer um que sofreu menos que nós. E como cada qual se crê um Jó ignorado…”

Se o paraíso fosse suportável, o primeiro homem ali teria se acomodado. Mas esse mundo também não o é mais.” Seria preciso um paraíso dessa nova versão de paraíso para ver se dessa vez as coisas iriam funcionar (a terra?)…

Aqueles que possuem saúde não estão conscientes disso, caso contrário significa que já é uma saúde comprometida ou em vias de se comprometer. Como ninguém tira proveito, portanto, de sua ausência de deficiências, podemos falar, sem exagero algum, de uma punição justa dos saudáveis.”

Alguns sofrem de infortúnios; outros de obsessões. Quais são os mais dignos de simpatia?”

la vida es [nir]vana

O que é uma crucificação única comparada à crucificação cotidiana que suporta o insone?”

J’étais ivre de mille évidences inattendues, dont je ne savais que faire…”

Seria ótimo que nos preferíssemos ao universo, no entanto nós nos odiamos muito mais do que imaginamos. Se o sábio é uma aparição tão insólita, é porque ele parece engatilhado pela aversão que, tanto quanto por todos os demais homens, ele é obrigado a cultivar por si mesmo.”

Só a visão do fracasso nos aproxima de Deus (seria a visão que Deus tem de nós). O sucesso apenas aliena e nos corta de nossa própria intimidade.

À medida que a gente acumula os anos, se forma uma imagem mais e mais sombria do futuro. Seria só para se consolar de ser excluída? Sim em aparência, não de fato, porque o futuro sempre foi atroz, sem poder o homem remediar seus males a não ser agravando-os, de sorte que a cada época a existência é bem mais tolerável antes de encontrada a solução às dificuldades do momento.”

Nas grandes perplexidades, force-se a viver como se a história estivesse fechada e a reagir como um monstro devorado pela serenidade.”

Se, antigamente, perante um morto, eu me perguntava: <De que serviu pra ele nascer?>, a mesma questão, agora, eu me coloco diante de qualquer ser vivo.”

O excesso de peso que ganha a questão do nascimento não é outra coisa senão o gosto pelo insolúvel levado à insanidade.”

IM.Fucked

Entre a Pirâmide e o Necrotério.

Entre o FMI, o FBI e o IML.

X me insulta. Eu me preparo para revidar. Reflexão feita, eu me abstenho.

Quem sou eu? Qual é meu verdadeiro eu: o da réplica ou o da recuada? Minha primeira reação é sempre enérgica; a segunda, molenga. Aquilo que se denomina <sabedoria> não é mais que uma perpétua <reflexão feita>, ou seja, a não-ação como primeiro movimento.”

Na ansiedade e no pânico, a calma súbita ao pensamento do feto que se foi.”

o pensamento da morte auxilia em tudo, menos a morrer!”

A grande sorte de Nietzsche de ter terminado como terminou. Na euforia!”

Não ter nascido, nada com que se preocupar, que felicidade, que liberdade, que espaço!”

Se o desgosto do mundo lhe conferia a ele apenas a santidade, eu não vejo como eu poderia evitar a canonização.”

É mais fácil avançar com vícios do que com virtudes. Os vícios se entendem uns com os outros, já as virtudes são mutuamente invejosas, se anulando na intolerância.”

Perdoo X. por tudo, por causa de seu sorriso démodé.”

Não é humilde quem se odeia.”

O Tempo, fecundo em recursos, mais inventivo e mais caridoso do que se pensa, possui uma capacidade marcante de vir em nossa ajuda, de nos trazer a qualquer hora alguma nova humilhação.”

Eu sempre cacei a paisagem de antes de Deus. Daí o meu fraco pelo Caos.”

Decidi não mais me prender a ninguém depois que observei que eu sempre terminava por parecer com meu último inimigo.”

Por muito tempo eu vivi com a idéia de que eu era o ser mais normal que já houve. Essa idéia me dava o gosto, a paixão, da improdutividade: qual a vantagem de se fazer valer em um mundo infestado de loucos, chafurdado na estupidez ou no delírio? Por que se desgastar e para qual fim? Só me resta saber se estou inteiramente livre dessa certeza, salvaguarda no absoluto, ruinosa no imediato.”

Não se deveria escrever livros a não ser para dizer as coisas que não se ousa confiar a ninguém.

CAPÍTULO DA TENTAÇÃO

Jesus X Diabo

Buda X Mara

As pessoas não sabem fazer a divisão entre aqueles que pagam caro pelo menor passo em direção ao conhecimento e aqueles, incomparavelmente mais numerosos, que compartilham de uma sabedoria cômoda, indiferente, um saber sem testes ou provas de fogo.”

Dizem, injustamente: ele não tem talento, o que ele tem é estilo.”

Olhar sem compreender, eis o Paraíso. O Inferno, conseqüentemente, seria o lugar em que se compreende, ou se compreende demais…”

É ao julgar sem piedade seus contemporâneos que alguém tem toda a probabilidade de fazer a figura, aos olhos da posteridade, de espírito clarividente. Na mesma machadada, esse alguém renuncia ao lado contingente da admiração, aos riscos maravilhosos que ela impõe. A admiração é uma aventura, a mais imprevisível que há, porque pode até ser que ela termine bem.”

As idéias vêm durante a caminhada, dizia Nietzsche. A caminhada dissipa o pensar, professava Sankara. As duas teses têm fundamento, são igualmente verdadeiras, e cada um pode se assegurar em uma hora, ou quem sabe em um minuto, de suas validades…”

Nenhuma espécie de originalidade literária é ainda possível se não se tortura, se não se tritura a linguagem. Obtém-se o contrário se se restringe à expressão da idéia como tal. Eis aí um setor onde as exigências não variaram desde os pré-socráticos.”

Imagine como seria se um réptil metesse as patas à obra no mundo literário: reformularíamos todos os conceitos, registraríamos todas as percepções dos sentidos, as variações mais ínfimas do toque!”

Tudo que nos pode acontecer de bom vem de nossa indolência, de nossa incapacidade para passar ao ato, para colocar em execução nossos projetos e nossos planos. É a impossibilidade ou a recusa de nos realizar que entretém nossas <virtudes>, e é a vontade de dar nosso máximo que nos conduz ao excesso e aos desarranjos.”

Ame ser ignorado. Não se chega ao auto-contentamento sem se conformar a esse preceito.”

O valor intrínseco dum livro não tem nada a ver com a importância do conteúdo (sem a qual os teólogos o anulariam, e de longe), mas com a maneira de abordar o acidental e insignificante, de dominar o ínfimo. O essencial nunca exigiu o menor talento.”

A sensação de ter 10 mil anos de retardo, ou de antecipação, em relação aos outros, de pertencer aos começos ou aos estertores da humanidade…”

A negação não nasce de um raciocínio, mas de qualquer coisa obscura e anciã. Os argumentos surgem depois, para justificá-la e sustentá-la. Todo não surge do sangue.”

Toda vez que a morte não faz parte dos meus devaneios, tenho a impressão de estar enganando ou induzindo ao erro alguma parte de mim mesmo.”

Há noites que nem os mais engenhosos dos torturadores seriam capazes de inventar. Sai-se às ruas em migalhas, estúpido, absolutamente desorientado, sem lembranças ou pressentimentos, e mesmo sem saber o que se é. Nessas horas é que o dia parece inútil, a luz perniciosa, e mais opressora até do que as trevas.”

Fosse uma larva consciente, ela desbravaria exatamente as mesmas dificuldades, o mesmo gênero do insolúvel que têm de desbravar o homem.”

É melhor ser animal que homem, inseto que animal, planta que inseto, e assim por diante. A salvação? Tudo que apequena o reino da consciência e compromete a sua supremacia.”

Tenho todos os defeitos dos outros e, não obstante, tudo que eles fazem me parece inconcebível.”

Julgando conforme a natureza, o homem foi feito para viver virado para o exterior. Se ele quiser ver em si mesmo, ele precisa fechar os olhos, renunciar a empreender, sair do corrente. Aquilo que se chama <vida interior> é um fenômeno tardio que só foi possível mediante uma desaceleração de nossas atividades vitais, a <alma> não podendo mais emergir nem se satisfazer a não ser às expensas do bom funcionamento dos órgãos.”

A menor variação atmosférica compromete meus projetos, não ouso pronunciar minhas convicções. Essa forma de dependência, a mais humilhante imaginável, nunca deixa de me abater, ao mesmo tempo que ela dissipa o menor naco de ilusões que me restaria sobre minhas possibilidades de ser livre, sobre a possibilidade da própria liberdade como um todo. De que adianta se envaidecer, se se está à mercê do Úmido e do Seco? Desejaríamos antes uma escravidão menos lamentável, e deuses de outra índole.”

Não é nem a dor de se matar, já que a gente sempre se mata tarde demais.”

Quando se sabe de forma absoluta que tudo é irreal, também não se vê por que se fatigar provando-o.”

O que se diria duma reza cujo objeto fosse a religião?”

O espírito que tudo questiona e que todos atinge, depois de mil interrogações, uma apatia quase total, uma situação que o apático conhece precisamente de antemão. Por que a apatia não passa ela mesma de uma perplexidade congênita?”

Que decepção que Epicuro, o sábio de que mais tenho precisão, tenha escrito mais de 300 tratados! E que alívio que eles tenham se perdido!”

– O que você faz da manhã à noite?

– Eu me agüento.”

A velhice é a autocrítica da natureza.”

Tendo desde sempre vivido com medo de ser surpreendido pelo pior; em toda circunstância eu me esforcei por assumir a dianteira, me jogando na desgraça bem antes que ela surgisse.”

Cada qual crê, de uma maneira inconsciente, subentenda-se, perseguir ele só a verdade, que os outros são incapazes de buscá-la e indignos de tê-la. Essa loucura é tão enraizada e tão útil que é impossível representar-se o que adviria conosco caso um dia ela desaparecesse.”

OS AFLITOS POR NATUREZA:O primeiro pensador foi sem dúvida nenhuma o primeiro maníaco do porquê. Mania inabitual, nada contagiosa. Raros são, com efeito, aqueles que dela sofrem, que são carcomidos pela interrogação, e que não podem aceitar nenhum dado porque eles nasceram na consternação.”

Este segundo aqui desapareceu para sempre, ele se perdeu na massa anônima do irrevogável. Ele jamais voltará. Sofro e não sofro. Tudo é único – e insignificante”

Emily Brontë. Tudo que dEla emana tem a propriedade de me comocionar. Haworth é meu lugar de peregrinagem.”

Só Deus tem o privilégio de nos abandonar. Os homens só podem nos soltar.”

Sem a faculdade do esquecimento, nosso passado pesaria de forma tão esmagadora sobre nosso presente que não teríamos a força de encará-lo e revivê-lo um só instante, quem dirá confrontá-lo. A vida não parece suportável senão às naturezas leves, aos esquecidos.” Quem sabe ser viciado em ler não é uma maneira extrema de esquecer quando se tem uma memória muito acima da média.

Plotino, conta Porfírio, tinha o dom de ler as almas. Um dia, sem outro preâmbulo, ele disse a seu discípulo, grandemente surpreso, para não tentar se matar e empreender uma viagem. Porfírio partiu para a Sicília: ele se curou de sua melancolia mas, acrescenta ele repleto de arrependimento, ausentou-se assim à morte de seu mestre, que sobreveio assim que ele partira.”

Faz tempo que os filósofos não lêem mais as almas. Não é seu métier, dir-se-á. É possível. Mas que eles não se admirem se perderem toda a relevância para nós.”

Uma obra só existe se preparada nas sombras com atenção, com o cuidado do assassino que medita seu golpe. Nos dois casos, o que prevalece é a vontade de [a]bater.”

O auto-conhecimento, o mais amargo dos conhecimentos, é também o menos cultivado: pra que, afinal, se surpreender da manhã à noite em flagrante delito de ilusão, rememorar sem piedade até as raízes de cada ato, perdendo causa após causa no seu próprio tribunal?

Todas as vezes que me dá um branco, penso na angústia que devem sentir aqueles que sabem que não se lembram mais de nada. Mas algo me diz que após certo tempo uma alegria secreta os possui, que eles não aceitariam trocar por nenhuma lembrança, mesmo a mais exaltante.”

fanático da indiferença

Quanto mais se é submetido a impulsos contraditórios, menos se sabe a qual deles ceder. Prescindir de caráter é isso e nada mais.”

TEMPONIX, O FILHO DE NIX E CRONOS:O tempo puro, o tempo decantado, livre de eventos, de seres e de coisas, não se assinala salvo em certos momentos da noite, quando sente-se-a avançar, com a única preocupação de preparar a gente para uma catástrofe exemplar.”

Sentir, bruscamente, que você sabe tanto quanto Deus sobre todas as coisas e tão logo, bruscamente, ver desaparecer essa sensação.”

Eu não amo mais que um vulcão resfriado”

Se se pudesse ver pelos olhos dos outros, desaparecer-se-ia ato contínuo.”

Eu dizia a um amigo italiano que os latinos são sem segredos, abertos demais, pra lá de tagarelas, e que eu prefiro as pessoas desfiguradas pela timidez, e que um escritor que não a conhece na vida não vale nada em seus escritos. <É verdade, me respondeu ele. Quando, nos livros, relatamos nossas experiências, elas carecem de intensidade e prolongamento, porque já as contamos cem vezes antes.> E a esse respeito nós ainda conversamos sobre a literatura feminina, sobre sua falta de mistério nos países onde perduraram os salões e o confessionário.”

Cesse l’ascèse!

Vient l’abscès!

A fisionomia da pintura, da poesia, da música, daqui a um século? Ninguém pode figurar. Como após a queda de Atenas ou de Roma, uma longa pausa intervirá, devido à extenuação dos meios de expressão, assim como a extenuação da consciência ela mesma. § A humanidade, para se reconciliar com o passado, deverá se inventar uma segunda inocência, sem a qual ela não poderá jamais recomeçar as artes.”

É impossível ler uma linha de Kleist sem pensar que ele se matou. É como se seu suicídio tivesse precedido sua obra.”

No Oriente, os pensadores ocidentais mais curiosos, mais estranhos, nunca foram levados a sério, por causa de suas contradições. Para nós, é aí precisamente que reside a razão do interesse de que os dotamos. Não amamos um pensamento, mas as peripécias, a biografia de um pensamento, as incompatibilidades e as aberrações que nele se acham, em suma os espíritos que, não sabendo como se pôr em conformidade com os demais e muito menos consigo mesmos, mentem tanto por capricho quanto por fatalidade. Sua marca distintiva? Um naco de astúcia no trágico, um nada de jogo até no incurável…” Porém, diria que, sem paradoxo algum, nós ocidentais também apreciamos no oriental justamente as justaposições de pensamentos impossíveis emanando da suposta unidade…

Se, nas suas Fondations, Thérèse d’Ávila [uma das principais influências de René Descartes] discorre muito tempo sobre a melancolia, é justamente porque ela a considera incurável. Os médicos, diz, nada podem, e a superior de um convento, na presença de doentes desse gênero, só tem um recurso: inspirar-lhes o medo da autoridade, ameaçá-los, despertar-lhes pavor. O método que preconiza a santa segue sendo o melhor: em face dum <depressivo>, sente-se bem que o único eficaz são pontapés, bofetadas, enfim, uma boa duma surra. E é isso mesmo que faz o <depressivo> ele mesmo quando se decide a exterminar sua melancolia: ele emprega grandes meios.”

Com relação a qualquer ato da vida, o espírito faz o papel do estraga-prazeres.”

Tudo que se faz me parece pernicioso, na melhor hipótese inútil. A rigor, eu posso me agitar mas não posso agir. Eu compreendo perfeitamente a expressão de Wordsworth sobre Coleridge: Atividade eterna sem ação.”

Todas as vezes que algo me parece ainda possível, tenho a impressão de ter sido enfeitiçado.”

A única confissão sincera é a que fazemos indiretamente – falando dos outros.”

A consciência é bem mais que a espinha, ela é o punhal na carne.”

ferocidade em todos os estados, menos no da alegria. A palavra Schadenfreude, alegria maligna, é um contra-senso. Fazer o mal é um prazer, não uma alegria. A alegria, única verdadeira vitória sobre o mundo, é pura na sua essência, ela, é, pois, irredutível ao prazer, sempre suspeito em si mesmo e nas suas manifestações.”

Uma existência constantemente transfigurada pelo fracasso.”

O sábio é aquele que consente com tudo, porque ele não se identifica com nada. Um oportunista sem desejos.”

Só conheço uma visão da poesia que seja inteiramente satisfatória: é a de Emily Dickinson quando diz que, em presença de um verdadeiro poema, dela se apodera um tal frio que ela tem a impressão de que nenhum fogo poderá reaquecê-la.”

O grande erro da natureza foi não ter sabido se confinar a um só reino. Ao lado do vegetal, tudo parece inoportuno, mal-vindo. O sol devia ter desdenhado o advento do primeiro inseto, e se mudado assim que irrompera o chimpanzé.”

Se, à medida que se envelhece, a gente escava mais e mais o próprio passado em detrimento dos <problemas> [supostamente o presente, aquilo que vige ainda diante de nós], é sem dúvida porque é muito mais fácil remoer lembranças do que idéias.”

Os últimos a quem perdoamos a infidelidade para conosco são aqueles que decepcionamos.”

<Eu já era Profeta, nos adverte Maomé, quando Adão estava ainda entre a água e a argila.>

… Quando alguém não tem o orgulho de ter podido fundar uma religião – ou ao menos de arruinar uma – como é que se ousa mostrar à luz do dia?”

Só se pode ruminar sobre a eternidade estirado num leito. Não foi ela durante um período considerável a principal preocupação dos Orientais? Não supervalorizam eles a posição horizontal?

Assim que se deita, o tempo pára de se desbordar, e de contar. A história é um produto de uma canalha vertical.

Enquanto animal vertical que é, o homem deveria adquirir o hábito de olhar diante de si, não somente para o espaço mas também para o tempo. A que lamentável origem não remonta o Devir!”

Todo misantropo, por mais sincero que seja, lembra por momentos aquele velho poeta imobilizado em seu leito e completamente esquecido, quem, furioso contra seus contemporâneos, decretara que não mais desejava receber qualquer um. Sua mulher, por caridade, chama-o de tempos em tempos à porta.”

Uma obra está terminada quando não se a pode melhorar, conquanto se a reconheça como insuficiente e incompleta. O autor já se esforçou tanto, encontra-se de tal forma excedido e nos seus limites, que não tem mais a coragem de mexer numa só vírgula, por mais indispensável ou supérflua que ela seja ao texto, numa milésima revisão. O que decide do grau de completude duma obra não é de forma alguma uma exigência da arte ou da verdade, mas tão-só a fadiga, e, ainda mais, o desgosto.”

Atenção ao contraste: ao passo que exige-se um simulacro de invenção da menor frase que se deve escrever, basta um pouquinho só de atenção para entrar num texto, mesmo que difícil. Bosquejar um simples cartão-postal se aproxima mais duma atividade criativa que ler a Fenomenologia do Espírito.”

O budismo designa a cólera <mancha do espírito>; o maniqueísmo, <raiz da árvore da morte>. Eu sei. Mas do que isso me serve?”

Ela me era completamente indiferente. Pensando, de repente, depois de tantos anos, que, acontecesse o que acontecesse, eu não a veria de novo, faltou pouco para eu ter um troço. Não compreendemos o que é a morte se não lembramos, de supetão, da figura de alguém que nada significou para nós.”

À medida que a arte se afunda no impasse, os artistas se multiplicam. Essa anomalia cessa, enquanto anomalia, se se considera que a arte, em vias de desaparecimento, agora é ao mesmo tempo impossível e fácil.”

Ninguém é responsável por aquilo que é e nem mesmo por aquilo que faz. Isso está na cara e todo mundo nisso mais ou menos convém. Por que então exaltar ou denegrir? Porque existir equivale a avaliar, a emitir julgamentos, e também porque a abstenção, quando não se trata de efeito da apatia ou covardia, demanda um trabalho que ninguém deseja assumir.”

Toda forma de ódio, mesmo direcionada ao bem, traz consigo alguma comoção mental.”

Os pensamentos menos impuros são aqueles que surgem entre as nossas preocupações, nos intervalos de tédio, nesses instantes de luxo que se auto-oferece nossa miséria.”

As dores imaginárias são de longe as mais reais, uma vez que delas temos necessidade constante e as inventamos porque não teriam meios de acontecer jamais.”

Se é próprio do sábio o não fazer nada inútil, ninguém me ultrapassará em sabedoria: eu não me rebaixo nem mesmo às coisas úteis.”

É impossível imaginar um animal degradado, um sub-animal.”

Se pudéssemos ter nascido antes do homem!”

Devo confessar que não menosprezo todos esses séculos nos quais não se ocuparam doutra coisa que chegar a uma definição de Deus.”

A maneira mais eficaz de se subtrair de um abatimento motivado ou gratuito é pegar um dicionário, de preferência de uma língua que se conhece, mas pouco, e procurar várias palavras, desde que sejam palavras que, com certeza, nunca vamos utilizar na vida.”

Traduzir antes de ler, um novo ofício. Vagas abertas!

Enquanto se vive aquém do terrível, encontra-se uma multidão de palavras para exprimi-lo; assim que se o conhece por dentro, já não se acha expressão.”

As desconsolações de toda sorte passam, mas o fundo de que elas procedem subsiste sempre, e ninguém tem o domínio sobre ele. Ele é inatacável e inalterável. Ele é nosso fatum.”

Lembrar-se, em meio ao furor e à desolação, que a natureza, como diz Bossuet, não consentirá em nos deixar demasiado tempo <esse pouco de matéria que ela nos emprestou>.

<Esse pouco de matéria> – de tanto pensar nisso chegamos à calma, a uma calma, isso lá é verdade, que mais valeria nunca termos conhecido.”

O paradoxo não é a entrada em cena de enterros, matrimônios, nascenças. Os eventos sinistros – ou grotescos – exigem o lugar-comum, o terrível, como o penoso, não se acomodam senão no cliché.”

Por mais desenganado que se seja, é impossível viver sem alguma esperança. Todos a sustém, ainda que à revelia, e essa última esperança inconsciente compensa todas as outras, explícitas, que já foram rejeitadas ou exauriram.”

Quanto mais anos a gente acumula, mais a gente fala da desaparição como de um evento distante, altamente improvável até. Quem se tornou tão apegado à vida adquire uma inaptidão para a morte.”

Não perdoamos senão as crianças e os loucos por serem francos conosco: os outros, se eles têm a audácia de imitá-los, arrepender-se-ão cedo ou tarde.”

Para ser <feliz>, é necessário ter constantemente presente ao espírito a imagem das desgraças de que se escapou. Essa seria para a memória uma forma de se readquirir, visto que, não conservando, de hábito, senão as infelicidades passadas, ela se dedica a sabotar a felicidade e assim chega ao êxito.”

Depois de uma noite em branco, os passantes parecem uns autômatos. Ninguém parece respirar ou andar. Cada qual parece movido por uma energia estranha: nada de espontâneo; sorrisos mecânicos, gesticulações de espectros. Espectro você mesmo, como seria você capaz de ver nos outros seres viventes?”

Ser estéril – com tantas sensações! Perpétua poesia sem palavras.”

A fadiga pura, sem causa, a fadiga que sobrevém como que caída do céu: é através dela que me reintegro ao meu eu, que me sei <eu>. Se ela desaparece, não sou mais que um objeto inanimado.”

Tudo que ainda vive no folclore vem de antes do cristianismo. – Tudo que ainda vive dentro de nós também.”

Quem teme o ridículo não irá jamais longe demais, para o bem ou para o mal, e continuará aquém de seus talentos, e mesmo que tivesse algum gênio seria tido como um medíocre.”

NÓS, CONTEMPLADORES PROFISSIONAIS:<Em meio a vossas atividades mais intensas, detende-vos um só instante a fim de ‘contemplardes’ vosso espírito>, – essa recomendação certamente não está destinada a quem <contempla> seu espírito noite e dia, e que, portanto, não tem por que se interromper, sob a boa desculpa de que ele não desenvolve nenhuma <atividade>.” Quando não contemplamos nosso espírito enfim é que nos sentimos donos de uma identidade a-problemática.

Só dura aquilo que foi concebido na solidão, em face de Deus, acredite-se n’Ele ou não.”

A paixão pela música é já ela mesma uma confissão. Sabemos mais sobre um desconhecido que a admira que sobre qualquer um que lhe seja insensível e com quem trombemos todos os dias.”

Não se medita sem gostar de repetições.”

Enquanto o homem estava a reboque de Deus, avançava lentamente, tão lentamente que ele nem mesmo se apercebia disso. Desde que não vive mais à sombra de ninguém, ele se agita, se estressa, e daria qualquer coisa para recuperar a cadência ancestral.”

Perdemos ao nascer tanto quanto perdemos ao morrer. Tudo.”

Saciedade – acabo de pronunciar essa palavra, e já não sei mais a propósito do quê, já que ela se aplica a tudo que sinto e penso, a tudo que amo e detesto, à própria saciedade.”

Nunca matei ninguém, eu faço melhor: matei o Possível, e, exatamente como Macbeth, o que mais tenho necessidade é de orar, se bem que, não mais que ele, não posso dizer Amém.”

É um milagre não sofrer de insônia na cidade.”


ME DEIA

remedeio a falta de remédios com remendos

remedeia ela os pecados do mundo e do sangue matando os filhos e

extirpando suas vidas secando seus corpos duros

sem fluxos nem eflúvios a não ser progressivamente os da

podridão.


bistrot, o barcOpOSujO francês.


O BARZINHO

O barzinho é freqüentado por velhos que dormem no asilo que fica no fundo da cidadezinha. Lá eles ficam por horas, todos os dias, se bobear, copo na mão, se olhando sem falar nada. É aí que, como à intervenção dum relâmpago, um deles se desembesta a contar algum causo engraçado ou curioso, alguma anedota fictícia muito antiga de sua vida, quando tinha bem mais cores. Ninguém escuta, se bem que ninguém ri. Ninguém ri dele nem ninguém ri de coisa alguma. Ninguém troça ou despreza. Ninguém ignora ou é seletivo na atenção. Não ficam na sua, porque não existe mais “sua”. Ninguém é solícito ou bom ouvinte, mas todos o são, ao mesmo tempo, porque não existe a menor resistência. Entre mesas, cadeiras e essas “pessoas”, ninguém nunca sabe o que pode ser mais móvel ou interativo. Na verdade a pessoa, para chegar a esse estado, tem de decair e decair por anos a fio, numa longa viagem ladeira da senilidade e da banalidade abaixo, num se-foder diário imperceptível a olho nu. Se fosse antigamente, na vida camponesa, teriam sufocado um desses velhotes com uma almofada, por compaixão e praticidade. Melhor que vê-lo babar que nem um idiota o resto de seus dias, consumindo recursos da lavoura. Fórmula incomparavelmente mais sábia e humanizada, aperfeiçoada por cada família num insólito consenso independente. Conduta muito superior a pegar velhos inválidos, reuni-los em rebanho, confiná-los a aposentos fedorentos e apertados, sem circulação do ar, para refletir sua penosamente involuída conformação mental. A cura do tédio pelo mais cretino estupor – ou a cura do estupor via o tédio mais cru e cruel?!


Às vezes quem joga água no chopp só quer hidratar sua vida

Às vezes quem joga sêmen no café só quer despertá-la para novas sensações


Une ancienne femme de chambre à mon «Ça va?» me répondit sans s’arrêter : « Ça suit son cours ». Cette réponse archibanale m’a secoué jusqu’aux larmes.”

Vivíamos no campo, eu estava na escola, e, detalhe importante, eu dormia no mesmo quarto que os meus pais. À noite meu pai tinha o costume de ler para minha mãe. Conquanto fosse padre, ele lia todo tipo de coisa, pensando sem dúvida que, haja vista minha pouca idade, não me era possível compreender. Na maioria das vezes não escutava nada e acabava dormindo, a não ser que por alguma razão a estória me fisgasse. Uma noite afiei minha audição. [<É fan-tás-ti-co!!>] Meu pai lia uma biografia de Rasputin, na cena em que o pai, no leito de morte, chama o seu filho e diz: <Vai para São Petersburgo, torna-te mestre de toda a cidade, não te curves diante de ninguém e nada teme, porque Deus não passa de um porco velho.>

Uma tal enormidade na boca de meu pai, para quem o sacerdócio não era nenhuma brincadeira, me impressionou tanto quanto um incêndio ou um terremoto. Não cesso de lembrar cada segundo claramente – e já faz mais de meio século desse dia –, e depois da comoção senti uma espécie de prazer desconhecido, não-familiar, não ousaria dizer perverso…”

Mais de um desequilíbrio – que digo eu, talvez todo desequilíbrio! – provém de uma vingança longamente adiada. Saibamos explodir! Qualquer doença é mais saudável que aquilo que suscita um rancor entesourado.” Os sonhos do idílio infantil que não pode mais ser revivido se tornando o palanque político da execração e do escracho de quem sempre mereceu ser rebaixado, e que agora eu rebaixo até quando estou descansando em paz: A****** FASCISTA, A****** RACISTA! Ninguém vai votar em você, seu B********!

«Mon neveu, c’est clair, n’a pas réussi; s’il avait réussi, il aurait eu une autre fin. — Vous savez, madame, ai-je répondu à cette grosse matrone, qu’on réussisse ou qu’on ne réussisse pas, cela revient au même. — Vous avez raison», me répliqua-t-elle après quelques secondes de réflexion. Cet acquiescement si inattendu de la part d’une telle commère me remua presque autant que la mort de mon ami.”


MAIS NATURAL DO QUE SE PENSA

“— Oh, que pena, me dizia você, que Fulano não tenha produzido nada…

E daí?! Ele existe. Se ele tivesse deixado livros, se ele tivesse tido o azar de <realizar-se>, nós nem estaríamos, pra começo de conversa, falando sobre ele! A vantagem de ser um qualquer é mais rara que a de autor. Produzir é fácil; o que é difícil é desdenhar fazer o uso de suas habilidades.”

ginecologistas se apaixonam por suas clientes (o que não é normal, pois todo corpo por dentro é feio), coveiros têm filhos, doentes incuráveis fazem mil projetos, até os céticos escrevem…”


os grandes desastres nada subsidiam no plano literário ou religioso. Só as meias-desgraças são fecundas, porque, primeiro, elas podem ser, e segundo, são um ponto de partida; já os pastos de um inferno bem-acabado são tão estéreis quanto o paraíso.”

Essas pessoas que entra década, sai década continuam as mesmas são literalmente zumbis, nada de ser vivo. Não estão cumprindo com o devir. Não sabemos reagir a essas <aparições> diurnas!

Eu sei que eu não valho nada, mas em compensação não creio ter chafurdado tanto assim para que me retratem num livro!”

Não faz sentido ter dó de um cachorro. Ele não se lembra de nada do que vive. Ele não retém o ruim que lhe sucede…

Um desconhecido vem me contar que ele matou não sei quem. Ele não é procurado pela polícia, porque ninguém suspeita dele. Sou o único a saber que ele é o assassino. O que fazer? Eu não tenho a audácia nem a deslealdade (porque ele me confiou um segredo, e que segredo!) de denunciá-lo. Me sinto seu cúmplice, e me resigno a ser preso e punido como tal. Ao mesmo tempo, considero que isso seria a suprema tolice. Talvez vá denunciá-lo agora mesmo. E é quando eu acordo.

O interminável é a especialidade dos indecisos. Nada se resolve na vida desses sujeitos, e ainda menos nos pesadelos, digo, sonhos, onde não cessam de perpetuar suas hesitações, sua covardia, seus inesgotáveis escrúpulos. Estes são os mais aptos a péssimas noites de sono.”

JOWDAY:Um filme sobre as bestas selvagens: crueldade sem parar a todas as latitudes. A <natureza>, torturadora do gênio, imbuída dela mesma e de sua obra, exulta não sem razão: a cada segundo, tudo que vive arrepia e faz arrepiar.A piedade é um luxo bizarro, que só os mais pérfidos e mais ferozes dos seres poderiam ter inventado, por precisão de se autopunirem e de se autotorturarem, por ferocidade pura e simples.”

Sobre o outdoor que, à entrada duma igreja, anuncia A Arte da Fuga, alguém pichou: Deus está morto. E tudo isso a propósito de um músico que testemunha que Deus, à hipótese de que ele seja mesmo um defunto, pode ressuscitar, pelo menos o tempo que durar nossa audição dessa cantata ou, justamente, daquela fuga [fuga é um modo clássico de compor, daí o trocadilho]!”

DESCRIÇÃO DE UM ALOÍSIO: “Passamos pouco mais de uma hora juntos. Ele aproveitou cada minuto se gabando. De tanto se esforçar para dizer algo interessante de si mesmo, ele obteve sucesso, eu diria que ele me venceu. Se ele tivesse se dirigido apenas elogios razoáveis, tê-lo-ia achado incrivelmente entediante e arranjaria um jeito de me escafeder em 15 minutos. Mas, ao exagerar, ao fazer direitinho o seu papel de fanfarrão, ao dar tudo de si, ele praticamente chegou lá: da aparência ao espírito faltou bem pouco! O desejo de parecer refinado não depõe contra o refinamento! Um débil mental, se pudesse recuperar o orgulho, a vontade de se ostentar, conseguiria mudar totalmente seu aspecto, de fato voltaria a ser uma pessoa inteligente.”


O ELOGIO DO DOIDIVANAS

DE TANTO QUERER SER ACABOU SENDO

COMIDA DE LOBO SEU NOME

ACREDITE NO SEU POTENCIAL

POTENCILA

He…sito, logo sou.

Quem disse que o pavão não é elegante?


A diferença entre um presumido e um idiota é que um presumido não se acha de modo algum um idiota!

DESCRIÇÃO DE UM JESUS: “X., que já ultrapassou a idade dos patriarcas, depois de teimar, durante um bom bocado, numa discussão coletiva, contra uns e outros, me disse: <A grande fraqueza da minha vida teria sido nunca odiar ninguém.>

O ódio não diminui com a passagem dos anos: ele só aumenta. Aquele de um senil atinge níveis complicados até de imaginar: tornado insensível a suas antigas afecções, todas as suas faculdades são dirigidas aos rancores, os quais, miraculosamente revigorados, sobreviverão mesmo à erosão de sua memória e razão.

… O perigo de conviver demais com velhos vem de observá-los tão distanciados e desapegados dos outros, e tão incapazes de qualquer aproximação a essa altura do campeonato, que fantasiamos muito mais as vantagens de sua condição do que eles jamais usufruem na realidade. E essa estima, real ou fictícia, da lassidão ou da rabugice naturais da idade incitam à presunção.”

Cada família tem sua filosofia. Um dos meus primos, morto ainda jovem, me escrevia: <Tudo é assim, sempre foi e sempre será sem dúvida nenhuma até que já não haja mais nada.>

Minha mãe, por seu turno, sempre encerrava assim suas cartas: <De tudo que o homem tente, ele se arrependerá, cedo ou tarde.>

Esse vício do arrependimento, eu não posso nem mesmo me gabar de ter adquirido por minhas próprias desilusões. Ele me precede, faz parte do patrimônio da minha tribo. Meu principal legado é a inaptidão à ilusão!”

Em contínua insurreição contra minha ascendência, toda a minha vida eu desejei ser outro… Espanhol, russo, canibal,–tudo, tudo, menos o que eu sou. É uma aberração se valorar diferente do que se é, de esposar em teoria todas as condições exceto a sua própria.”

O dia que li a lista de quase todos os sinônimos disponíveis em sânscrito para se referir à palavra <absoluto>, compreendi que errei de caminho, de país, e de idioma.”

Uma amiga, depois de não sei quantos anos de silêncio, me escreveu dizendo que não tinha mais muito tempo, que se avizinhava da entrada do <Desconhecido>… Esse clichê me faz franzir. Não discirno bem no quê se poderia entrar pela morte. Qualquer afirmação nesse terreno já me parece abusiva. A morte não é um estado, ela não é nem sequer uma passagem. O que ela é, pois? E, sendo clichê, vou me meter a responder minha amiga?”

É capaz de eu mudar de opinião sobre um mesmo assunto, um mesmo evento, 10, 20, 30 vezes no espaço de um dia. E dizer, a cada vez, como o último dos impostores, que ouso pronunciar a <última palavra>!”

Algumas pessoas são tão velhas que parecem apopléticas, jurássicas. Uma velha, uma vez, <avançava> em semi-círculo por horas, à minha frente, contemplando o solo (curvada, a única coisa que podia contemplar), em passinhos inimaginavelmente lentos e hesitantes. Poder-se-ia acreditar que aquela criatura aprendia ali a caminhar, que ela tinha medo a cada novo gesto de não saber ou de ter esquecido como se colocam os pés em movimento.

… Tudo que me aproxima do Buda me soa bom.”

Somos pulgas e a Terra é o caixão-cachorro.

<Tudo é desprovido de fundamento e substância>, eu sempre mo repito, nunca sem sentir qualquer coisa próxima à felicidade. O chato é que há uma quantidade imensa de vezes em que não chego a mo repetir…”

Ah! que pena que nunca nos afogamos!… Mais fácil dizer que nos afogueamos.

Alguns escritores, na língua nativa, soam como se estivéssemos lendo alguém num idioma estrangeiro que conhecemos apenas razoavelmente: reconhecemos um sentido aqui, um grupamento de palavras ali, nada mais que isso, mas damos braçadas em sopas de letras insignificantes entre essas ilhas. Um bom exercício de atletismo úmido.

Me é absconso o ritmo dos mares!

Atividade e desonestidade são termos correlacionados.”

A risada desapareceu, depois desapareceu o sorriso.” – autor desconhecido

Não é fácil falar de Deus quando não se é um crente nem um ateu: e este é sem dúvida nosso drama particular, o de todos nós, teólogos inclusos, de não mais podermos ser nem um nem outro.”

Para um escritor, o progresso rumo à autonomia e à felicidade é um desastre sem precedentes. Ele, mais do que ninguém, tem necessidade de seus defeitos: se ele triunfa, está perdido. Que ele se guarde de se tornar alguém melhor, porque se conseguir, se arrependerá amargamente.”

“Deve-se desconfiar das luzes que se possui sobre si próprio. O conhecimento que temos de nós mesmos indispõe e paralisa nosso demônio. É aí mesmo que deve ser buscada a razão de por que Sócrates jamais escreveu.”

O que torna maus poetas ainda piores é que eles só lêem poetas (como o mau filósofo só lê filósofos), embora fossem tirar muito mais proveito de um livro de botânica ou geologia. Não nos enriquecemos a não ser freqüentando disciplinas estrangeiras à nossa. Isso só é verdade, bem entendido, para os domínios em que o eu participa.”

Tertuliano nos indica que, para se curar, os epilépticos iam <chupar com avidez o sangue dos criminosos derramado na arena>. Se eu desse ouvidos aos meus instintos, seria esse o único gênero de terapêutica que eu adotaria para todas as doenças.”

Tem você o direito de se indignar contra alguém que o chame de monstro? O monstro é sozinho por definição, e a solidão, mesmo a da infâmia, supõe qualquer coisa de positivo, uma eleição um pouco especial, mas de qualquer forma eleição, inegavelmente.”

Dois inimigos são um mesmo homem dividido.”

«Não julgue ninguém antes de se pôr no lugar dessa pessoa.» Esse velho provérbio torna impossível qualquer julgamento, porque julgamos alguém justamente porque não podemos nos pôr em seu lugar.”

Quem ama sua independência deve se prestar, a fim de salvaguardá-la, a qualquer depravação, se arriscar até, se for preciso, a ser ignominioso.”

Nada mais abominável que a crítica e, com muito mais razão, o filósofo em cada um de nós: se eu fosse poeta, reagiria como Dylan Thomas, que, assim que alguém comentava seus poemas em sua presença, se jogava no chão e começava a se contorcer.”

Todos que se iram cometem injustiça atrás de injustiça, sem sentir o menor remorso. Do mau humor somente. – O remorso é reservado aos que não agem, aos que não podem agir. Ele os previne de qualquer ação, ele os consola de sua ineficácia.”

A maioria de nossas decepções vêm de nossos primeiros movimentos. O menor élan se paga mais caro que um crime.”

Os aventureiros e os aleatórios estão em desvantagem em relação aos doentes, os perseguidos e as vítimas de toda sorte de coisas e circunstâncias. Porque, se eles vivem, eles não têm lembranças de uma vida. As lembranças exigem provas, testemunhas e a fixação da sensação.”

Gostamos de quem causa uma forte impressão. Vamos atrás dessas pessoas no nosso dia a dia. O vaidoso é quase sempre irritante, na massa de energia que ele é obrigado a pôr em movimento a cada aparição: é um chato que bem gostaria de não sê-lo, a bem da verdade. No fim, todos acabam suportando o chato, e ele se torna uma figura indispensável. Em compensação, quem não visa a efeitos nos deixa pálidos de raiva. Que dizer-lhe, que esperar dele? Ou exploramos o que resta do macaco em nós, ou é melhor nem sairmos em público.”

Não é o medo de empreender, é o medo de ter sucesso que explica mais de um fracasso.”

Eu gostaria de uma reza cheia de palavras acutilantes. Mas, infelizmente, toda reza é igual pra todo mundo. Essa é uma das maiores dificuldades da fé.”

Só podemos suportar o futuro enquanto não tivermos a segurança de poder nos matar no momento desejado.”

Nem Bossuet, nem Malebranche, nem Fénelon se dignaram a comentar os Pensées. Aparentemente, Pascal não lhes parecia grave o bastante.”

O antídoto do tédio é o medo. O remédio deve ser mais forte que o mal.”

Inclusive para emergir à minha superfície sou obrigado a estratagemas que só de pensar já me ruborizam.”

Houve um tempo em que, cada vez que eu sofria qualquer afronta, para afastar de mim toda veleidade de vingança, eu me imaginava bem calmo em minha própria tumba. E logo eu serenava. Não subestime seu cadáver: ele pode servir à ocasião. Mas não exagere o recurso: o próprio papa Inocêncio IX só olhava seu retrato, figurado num caixão, quando precisava tomar decisões de vida ou morte.”

Todo pensamento deriva de uma sensação contrariada.”

A única maneira de conhecer os outros em profundidade é seguir rumo ao mais profundo de si mesmo. Noutros termos, é tomar o caminho inverso dos que se dizem espíritos <generosos>.”

<A bendição da minha vida foi que eu jamais tive necessidade de uma coisa antes de possuí-la!>, me disse uma vez um rabino.”

Ao permitir o homem, a natureza cometeu muito mais que um erro de cálculo: um atentado contra si mesma.”

O medo torna consciente, o medo mórbido e não o medo natural. Se assim não fosse, os animais teriam atingido um grau de consciência superior ao nosso.”

Quanto ao orangotango propriamente dito, o homem é antigo; quanto ao orangotango histórico, ele é relativamente recente: um recém-chegado que ainda não teve o tempo de aprender a se portar na vida.”

Depois de certas experiências, o mais correto seria mudar de nome, porque então já somos outros. Tudo ganha um novo aspecto, a começar pela morte. Ela parece próxima e desejável, reconciliamo-nos com ela, e até aprendemos a tomá-la pela <melhor amiga do homem>, como a chama Mozart numa carta a seu pai agonizante.” Eu me rebatizei aos 20.

Deve-se sofrer até o fundo, até o momento em que cessa-se de acreditar no sofrimento.”

«A verdade permanece oculta a quem alimenta o desejo e o ódio.» (Buda)

… Ou seja, a todos os vivos.”

Atraído pela solidão, ele continua, no entanto, no século: um monge sem coluna.”

«Você fez mal em apostar em mim.»

Quem poderia usar essa linguagem? – Deus e o Fudido.”

Tudo que completamos, tudo que sai de nós, aspira a esquecer suas origens, e não prospera a não ser se voltando contra nós. Daí o signo negativo que demarca todos os nossos sucessos.”

Não se pode falar nada de porra nenhuma. Não haveria um limite para o número de livros.”

O fracasso, mesmo reprisado, parece sempre novo, enquanto que o sucesso, ao se multiplicar, perde todo o interesse, toda a atração. Não é a desgraça, é a felicidade, a felicidade insolente, é vero, que conduz à acidez e ao sarcasmo.” Depois da pizza é que vem a azia!

Um inimigo é tão útil quanto um Buda. (…) ele deixa tudo em ordem para que não nos demonstremos indignos da idéia que ele faz de nós.” Dignidade é meu nome, se eu tenho um só.

Firmamo-nos, chegamos melhor a ser seres firmes, quando aprendemos a reagir contra os livros negadores,¹ dissolventes, contra sua força nociva. Os livros fortificantes, em suma, pois eles suscitam a energia que os nega.² Quanto mais um livro contém de veneno, mais ele exerce um efeito salutar, desde que seja lido à contra-corrente, como todo livro deve ser lido, começando pelo catecismo.”

¹ (20-04-2023) Nota interessante: minha restrição a ler Émil Cioran por vários anos foi o que se falava sobre Émil Cioran. Pensava que ele era um destes autores de livros negadores! Suponho que o leitor ingênuo assim o trate, e teria motivos, em sua visão estreita – mas o caso é bem outro…

² (id.) O fim da frase inverte todo o raciocínio explicitado na nota 1: os livros negadores são os afirmadores, os melhores. Nesse sentido, a Bíblia não é nada negadora, etc. Cioran estaria sendo bem-avaliado pelos “leigos”: porém os leigos, aqueles referidos na primeira nota, são meros niilistas passivos, jovens, jovens demais. I am Orangutan! O princípio retirado por Cioran mais adiante não é nada misterioso ou nonsense: todo veneno é um antídoto também; o que não mata fortalece.

O maior serviço que se pode prestar a um autor é o de interditá-lo de trabalhar durante um tempo determinado. É necessário aplicar tiranias de curta duração, extensíveis a toda atividade intelectual. A liberdade de expressão sem interrupção alguma expõe os talentos a um perigo mortal, obriga-os a se desgastar além de seus recursos e os impede de estocar as sensações e experiências. A liberdade sem limites é um atentado contra o espírito.” O escritor milionário deve ser um verdadeiro asceta, muito disciplinado, se não quiser ser apenas uma piada para a próxima geração.

A pena de nós mesmos é menos estéril do que se pensa. Desde que se sinta o menor acesso, adquire-se uma pose de pensador, e, maravilha das maravilhas, chega-se mesmo a pensar.”

A máxima estóica segundo a qual devemos sofrer resignada e silenciosamente as coisas que não dependem de nós leva em conta apenas as desgraças exteriores, que escapam à nossa vontade. Mas e às que vêm de nós mesmos, como reagir? Se nós formos a fonte de nossos males, a quem nos dirigir? a que recorrer? a nós mesmos? Providenciaremos, de forma contente, o esquecimento de que nós somos os verdadeiros culpados; logo, a existência só é tolerável se renovamos a cada dia essa mentira e esse olvido.”

Minha vida toda eu vivi com o sentimento de ter sido afastado de meu verdadeiro lugar. Se a expressão «exílio metafísico» não tivesse nenhum sentido, minha existência sozinha lhe emprestaria um.”

A fim de salvar a palavra «grandeza» da pompa excessiva, não nos deveríamos servir dela a não ser a propósito da insônia ou da heresia.”

Quer a ironia que não haja pessoa mais vulnerável, mais suscetível, menos disposta a reconhecer seus próprios defeitos que o maledicente. Basta com citar-lhe uma ligeira reserva para que ele perca a continência, se superexcite e se afunde em sua bile.” Keila Virgínia.

É normal que o homem não se interesse mais pela religião, mas pelas religiões, porque é só através delas que ele estará em vias de compreender as múltiplas versões de seu colapso espiritual.”

as irrecusáveis verdades do marasmo”

«Maldito seja aquele que, nas futuras reimpressões das minhas obras, modificar deliberadamente o que quer que seja, uma frase, ou somente uma palavra, uma sílaba, uma letra, um sinal de pontuação!»

Foi o filósofo Schopenhauer ou foi o escritor Schopenhauer que fez Schopenhauer falar assim? Os dois ao mesmo tempo, e essa conjunção (estilo deslumbrante com que se sonha deparar em qualquer obra filosófica) é muito rara. Um Hegel jamais proferiria maldição semelhante! Nem algum outro filósofo de primeira grandeza, salvo Platão.”

Não há nada de mais exasperante que a ironia sem falha, sem intervalo, que não deixe tempo para respirar, e ainda menos para refletir, que, ao invés de ser elusiva, ocasional, é massiva, automática, nos antípodas da sua natureza essencialmente delicada. Tal é em geral o uso que dela faz o alemão, o ser que, por ter sido o que mais meditou acerca da ironia, é o menos apto a manejá-la.” A ironia é que ele foi irônico demais… Deixe para os britânicos, pois eles levam isso a sério (ou não)!

Nada provoca a ansiedade, ela procura se justificar, e, para conseguir, se serve de qualquer método, dos pretextos mais miseráveis, nos quais pega carona, uma vez que os tenha inventado. Realidade em si que precede suas expressões particulares, suas variedades, ela se suscita, ela se engendra por si mesma, ela é «criação infinita», mais propícia, como tal, a evocar maquinações da divindade que a da psique.”

Tristeza automática: um robô elegíaco.”

Diante de uma tumba, as palavras: jogo, impostura, brincadeirinha, sonho, se impõem. Impossível pensar que existir seja um fenômeno sério. A certeza de uma fraude de começo, lá da base. Dever-se-ia cunhar no frontão dos cemitérios: «Nada é trágico. Tudo é irreal.»

Não esquecerei tão cedo a expressão de horror em seu rosto, o esgar, o pavor, a desconsolação extrema, e a agressividade. Ele não estava feliz, não mesmo. Jamais vi alguém tão mal na alegria de seu caixão.”

Não procura nem adiante nem detrás de ti, procura em ti mesmo, sem medo ou arrependimento. Ninguém se ensimesma tanto a ponto de se tornar por isso escravo do passado ou do futuro.”

É deselegante se desaprovar alguém por sua esterilidade, quando ela é postulada [voluntária], quando ela é seu modo de auto-realização, seu sonho…”

As noites que nós dormimos são como se jamais tivessem sido. Só nos restam na memória aquelas em que não pregamos o olho: noite quer dizer noite branca.”

Eu transformei, porque não consegui resolvê-las, todas as minhas dificuldades práticas em dificuldades teóricas. Face ao Insolúvel eu respiro, enfim…” Demonstra que é um bom filósofo. Se isso é bom ou ruim, há que se filosofar a respeito…

A um estudante que queria saber minha opinião acerca do autor do Zaratustra, eu respondi que eu tinha parado de lê-lo há muito tempo. Por quê? mo perguntou. – Porque eu o acho ingênuo demais

Repreendo seus entusiasmos e até seus fervores. Ele demoliu os ídolos unicamente para substituí-los por outros. Um falso iconoclasta, com facetas adolescentes, e não sei que virgindade, que inocência, inerentes à carreira de solitário. Ele não observou os homens a não ser de longe. [E como poderia tê-los observado de perto? Só por memórias muito antigas…] Se os visse de perto, jamais poderia conceber nem exaltar o supra-homem, visão excêntrica, risível, senão grotesca, quimera ou capricho que só podia surgir no espírito d’alguém que não tivera tempo de envelhecer, de conhecer a indiferença, o longo desgosto sereno. [Nós solitários somos muito severos especialmente com os de nossa própria espécie; defeito inocente, incorrigível, de nossa natureza.]

Muito mais próximo me é um Marco Aurélio. Nenhuma hesitação de minha parte entre o lirismo do frênesi e a prosa da aceitação: encontro mais conforto, e mais esperança, mesmo, aos pés de um imperador fatigado que ao lado dum profeta fulgurante.”

«Tem o talento necessidade de paixões? Sim, de muitas paixões reprimidas.» (Joubert)¹ Não há um só moralista que não possamos converter em precursor de Freud.”

¹ Joseph Joubert (Montignac (Dordonha)7 de maio de 1754 – Paris4 de maio de 1824) foi um moralista e ensaísta francês, lembrado sobretudo por seus “pensamentos”, publicados postumamente.”

Escrever é o ato menos ascético que pode haver. É paradoxal que os místicos do cristianismo primitivo tenham nos legado tantas obras. Quiçá não era apenas a vontade de renome na posterioridade o que os movia?”

Sempre se deseja a morte na forma duma enfermidade vaga; mas se a teme ao menor sinal de uma doença precisa.” O mal dos românticos. Tuberculose: uma metáfora. Câncer: uma metáfora de um século científico.

Se eu detesto o homem, não poderia dizer com a mesma facilidade: eu detesto o ser humano, porque apesar de tudo há nessa palavra ser qualquer coisa de pleno, de enigmático e de sedutor, qualidades estranhas à idéia de homem.”

No Dhammapada, recomenda-se, para obter a felicidade, seguir a dupla corrente do Bem e do Mal. Que o Bem seja em si mesmo um entrave, nós ainda somos espiritualmente involuídos demais para admitir. Destarte, não alcançaremos a salvação.”

Eu creio, com esse doidivanas do Calvino, que estamos predestinados ao sucesso ou à reprovação dentro da barriga da mãe. Já se viu antes de nascer.”

É livre aquele que discerniu a inanidade de todos os pontos de vista, e liberto aquele que disso soube tirar as conseqüências.” Tudo é vaidade sob o sol, DESTARTE… incipit tragoedia.

Eu suprimia do meu vocabulário palavra atrás de palavra. O massacre acabou. Uma só sobreviveu: Solidão. Acordei realizado.”

Se pude agüentar até o presente, é que a cada abatimento, que me parecia intolerável, um segundo sucedia, mais atroz, depois um terceiro, e assim sucessivamente. Devo estar no inferno, que eu desejaria ver multiplicar em círculos, para poder descobrir uma nova provação, mais rica que a precedente, debaixo do nono, debaixo do décimo círculo. Tudo isso para me convencer da minha teoria mirabolante. É uma boa política, em termos de tormentos, pelo menos. Talvez essa ansiedade seja a sensação predominante do sujeito infernizado, consista em seu único castigo de uma outra vida onde nada parecido se pudesse conceber. [Quem nunca o pensou que empurre o primeiro grande seixo sisífico!]

Chega de corpo. Já basta o eu!”

um sono de muitos períodos cósmicos me revitalizará”

Almas atormentadas se erigem em teoricistas do desapego, em convulsionários que bancam os céticos.”

«Ele era jovem ainda, se muito nos sessenta. Encontraram-no morto no campo. Que queria você? É desse jeito… É desse jeito… É desse jeito…»

Tantos anos para despertar desse sono em que se embalam todos os demais; e em seguida anos e anos para fugir dessa vigília…”

Adão Shepherd Crusoe quis sair de sua Ilha paradisíaca. Ele ia ficar que nem as árvores. Dane-se religião, juramento, prudência, obediência…

Viver é perder o terreno.”

Num livro gnóstico do segundo século de nossa era, diz-se: «A oração do homem triste nunca tem a força para chegar até Deus.»

… Como não se ora a não ser no abatimento, deduzir-se-á que nunca uma oração foi bem-sucedida.”

Na China Antiga, as mulheres, quando estavam com o humor colérico ou depressivas, subiam em pequenos estrados, reservados especialmente para elas nas ruas, e se deixavam levar por suas torrentes de furor e lamentação. Esse gênero de confessionário deveria ser ressuscitado e adotado em todo lugar, nem que fosse só para substituir o da Igreja, obsoleto, ou o dessa ou daquela terapia, inoperante.”

Um livro é um suicídio procrastinado.” Mais de 10.

O único meio de salvaguardar sua solidão é agredir o mundo inteiro, começando por quem se ama.”

Se vossas provações, no lugar de vos expandir, de vos colocardes num estado de euforia enérgica, vos deprimem e vos amarguram, saibais que vós não tendes vocação espiritual.”

Viver na expectativa, depositar sobre o futuro ou sobre um simples simulacro de futuro todo o imaginável, nos é corriqueiro a tal ponto que não concebêramos a idéia da imortalidade senão por pura necessidade de esperar pela eternidade.”

Toda amizade é um drama às escondidas, uma sucessão de feridas sutis.”

 

Lutero morto por Lucas Fortnagel. Máscara terrificante, agressiva, plebéia, de um leitão sublime… que retrata bem os modos de quem nunca será louvado o bastante por ter dito: «Os sonhos são mentirosos; caga na tua cama, só isso é o verdadeiro.»

Mais se vive, menos útil se nos parece o ter vivido.”

Nenhum autocrata jamais deteve tanto poder quanto um miserável na situação de se dispor a se matar ou não.”

Existir é um estado tão inconcebível quanto seu contrário”

Na Antiguidade, os <livros> eram tão custosos que não era possível colecioná-los, a não ser sendo rei, tirano ou… Aristóteles, o primeiro a possuir uma biblioteca digna do nome. Um cômodo a mais a cargo desse filósofo, um homem já tão repleto de ocupações e atribulações…”

Se eu me conformasse a minhas convicções as mais íntimas, cessaria de me manifestar, de reagir de qualquer forma concebível. Porém, sou ainda capaz de sensações…”

Se eu tivesse um mascote, ele seria o Frankenstein.

Durante um exorcismo da Idade Média, enumeravam-se todas as partes do corpo, mesmo as mais mínimas, das quais o demônio era convidado a se retirar: dir-se-ia um verdadeiro tratado louco e oral de anatomia, que seduz pelo seu excesso de precisão, a profusão de minúcias e o inesperado. Uma encantação minuciosa. Saia das unhas! É insensato mas não isento de efeito poético.”

A noite é um grande lixo incomensurável.

A força dissolvente da conversação: entende-se bem por que a meditação e a ação exigem silêncio.”

Ir à Índia por causa do Vedanta ou do budismo, ou à França por causa do jansenismo. Esse último é o mais recente, pois só sucumbiu há 3 séculos.”

Por que o Gita eleva tão alto a <renúncia ao fruto de seus atos>?

Porque essa renúncia é rara, irrealizável, contrária a nossa natureza e realizá-la é destruir o homem que se foi e que se é, matar em si mesmo todo o passado, a obra de milênios, se emancipar, numa só palavra, da Espécie, dessa ralé ignominiosa e imemorial.”

Êxtase embrionário-larval

A verdade reside no drama individual.”

Os verdadeiros escritores-espelhos de um povo são os figurantes, os secundários.”

Minhas afinidades com o byronianismo russo, de Pétchorine [Lermontov] a Stavroguine, meu tédio e minha paixão pelo tédio.”

Os velhos, faltos de ocupações, têm o ar de querer resolver qualquer coisa de muito complicada e de empregar todas as suas capacidades restantes tão logo e tanto quanto possível. Talvez essa seja a única razão de não haver suicídios em massa nessa idade, como deveria haver se eles estivessem um tiquinho menos absorvidos.”

O amor o mais apaixonado não aproxima tanto dois seres quanto o faz a calúnia. Inseparáveis, o caluniador e o caluniado constituem uma unidade <transcendente>, estão colados inexoravelmente. Um calunia, o outro suporta, mas se ele suporta ele está acostumado. E quem se acostuma reclama pela coisa. Ele sabe que seus desejos serão realizados, que não será esquecido jamais, que ele estará, aonde for, eternamente presente no espírito de seu infatigável bem-feitor.” Os canalhas nunca morrem.

O ermitão nômade é a melhor coisa que já fizeram. Chegar a não ter mais ao quê renunciar! Tal deveria ser o sonho de todo espírito desenganado.”

A negação desesperada – a única negação possível.”

Felizardo Jó, tu que não fostes obrigado a resenhar teus gritos!”

Madame d’Heudicourt, [ama de Luís XIV] observa Saint-Simon, não falava bem de ninguém senão com severas restrições. Sem o saber, este pensador formulou uma lei, não da maledicência, mas da conversação em geral.”

Tudo o que vive faz barulho. – Excelente advocacia pelos minerais!

Bach era brigão, competitivo, metódico, mesquinho, ambicioso, ávido por títulos, honras, etc. Ah, então! o que é que isso pode trazer? Um musicólogo, enumerando as cantatas que têm a morte por tema principal, afirmou que nenhum mortal fôra mais nostálgico. Só isso conta. O resto deriva da biografia.”

As questões penosas e daninhas que nos imputam os mal-educados nos irritam, nos desconcertam, e podem ter sobre nós o mesmo efeito dalguns procedimentos técnicos utilizados no Oriente. Uma estupidez grosseira, agressiva, por que não provocaria ela a iluminação? Ela bem vale uma porrada na cabeça.”

O conhecimento é impossível, e, mesmo que não fosse, ele não resolveria nada. Tal é a posição do cético. O que se quer, o que se busca então? Nem ele nem pessoa alguma jamais saberá. O ceticismo é a bebedeira do impasse.”

Assediado pelos outros, tento me descolar, sem grande sucesso. Chego, no entanto, a alcançar, diariamente, por alguns segundos, um diálogo com aquele que eu gostaria de ser.”

Refletir e ser modesto é uma utopia. Desde que começa a masturbação do espírito, ele troca de lugar com Deus e quem quer que seja. Reflexão é indiscrição, trespassamento, profanação. O espírito não <trabalha>, desarranja. A tensão que trai seus progressos e denuncia suas pegadas revela o caráter brutal, implacável. Sem uma boa dose de ferocidade, não se saberia conduzir um pensamento até o final.”

A maioria dos tumultuadores, dos visionários e dos sábios foi ou de epilépticos ou de dispépticos. [quem tem gastrite, azia crônica, gases] Sobre as virtudes do mal mais nobre, há unanimidade; sobre os embaraços gástricos, em contrapartida, reconhecem-se menos méritos. Contudo, nada convida mais a causar tumulto e revolução que uma dor de barriga.”

Minha missão é de sofrer por todos aqueles que sofrem sem o saber. Eu devo pagar por eles, expiar sua inconsciência, a sorte que eles têm de ignorar até que ponto eles são infelizes.” Ah, meu irmão…

Cada vez que o Tempo me martiriza, eu repito que um de nós dois deve saltar, que é impossível continuar indefinidamente nesse tête-à-tête cruel…”


Todo aquele ou tudo aquilo que socorre o depressivo na hora mais fatal lhe parecerá um semi-deus ou um manjar divino. Uma bíblia diferente no meu criado-mudo… Bible Green and Thin… Two books also. Sans ordre alcune. Postmorten and no resurrection.

É incrivelmente irracional acima de qualquer medida antropológica que Deus tenha sido considerado por longo tempo uma solução, e incrivelmente honesta a previsão de que será impossível uma solução melhor – ou mesmo uma equivalente – aparecer daqui em diante.

Fazer figo da opinião dos outros seria encarnar um deus.


César morreu porque não era um tirano. Fosse tirano, teria executado primeiro todos os seus ofensores. Mas eles não podiam suportar sua clemência.”

Não se enterram deuses impunemente, sabe disso a Filosofia cristã.

O fanatismo é a morte da conversação. Não se discute com um candidato a mártir. O que se poderia dizer a alguém que se recusa a penetrar suas razões e que, a partir da hora em que não se inclinam às dele, preferiria perecer que ceder? Viva os diletantes e sofistas, que, pelo menos, penetram em todas as razões…”

Nossos mais próximos são os primeiros a pôr em dúvida nossos méritos. A regra é universal: nem o próprio Buda escapou: era um primo seu principal desafeto, e, somente após esse prelúdio familiar, Mara, o diabo.”

Para o ansioso, não existe diferença entre o sucesso e o fiasco. Sua reação diante de um ou outro é a mesma. Os dois o desarranjam por igual.”

PARA OS DESEMPREGADOS: “Quando eu me preocupo um pouco demais sobre eu não trabalhar, eu me consolo dizendo que poderia muito bem estar morto e que assim trabalharia ainda menos…”

Melhor dentro do esgoto que acima do pedestal.”

Se debater tanto nas conversas quanto um epilético na crise.”

Não há negador que não fique tentado por qualquer sim catastrófico.”

Pode-se estar assegurado de que o homem jamais atingirá de novo profundezas compatíveis com aquelas exploradas no decorrer dos séculos de diálogo egoísta com seu Deus.”

os termos com os quais eu qualifico minha desgraça são os mesmos que definem, em primeiro lugar, <o ser supremo>: Nem um só instante em que não me encontre fora do Universo!”

Aristóteles, Tomás de Aquino, Hegel – três serviçais do espírito. A pior forma de despotismo é a do sistema, em filosofia e em tudo.”

Deus é o que sobrevive à evidência de que nada merece ser pensado.”

Jovem, nada me dava mais prazer que criar inimigos. Hoje em dia, quando me faço um, meu primeiro pensamento é o de me reconciliar com ele, pra que eu não tenha que me ocupar disso. Ter inimigos é uma grande responsabilidade. Meu fardo só me basta, não posso carregar ainda o dos outros.”

A alegria é uma luz que se devora inexaustivamente; é o sol nos seus começos.”

O insólito não é um critério. Paganini é mais surpreendente e mais imprevisível que Bach.”

NINGUÉM NESSE MUNDO É PORRA NENHUMA, FRANGO, GENTE OU URSO POLAR!

Todo dia devíamos repetir: Eu sou um dos que, aos bilhões e borbotões, se movem na superfície da terra. Um deles e nada mais. Essa banalidade justifica qualquer conclusão, desconsiderando todo tipo de comportamento ou ação: voluptuosidade, castidade, suicídio, trabalho, crime, indolência ou rebelião.

… Disso decorre que cada um tem razão de fazer o que faz.”

Tzintzoum. Essa palavra risível designa um conceito maior da Cabala [Zohar]. Para que o mundo existisse, Deus, que era tudo e estava em tudo, consentiu em se contrair, para deixar um espaço vazio que não fosse habitado por ele: é nesse <buraco> que o mundo tomou lugar.

Sendo assim, ocupamos o terreno vago que ele nos concedeu por misericórdia ou por capricho. Para que nós fôssemos, ele se contraiu e desmilingüiu, limitou sua soberania. Nós somos o produto de seu emagrecimento voluntário, de seu apagamento, de sua abstenção parcial. Em sua loucura, ele se amputou de nós. Que falta de bom senso e de bom gosto teve esse Deus, para não se conservar inteiro!”

No Evangelho segundo os Egípcios, [este manuscrito não chegou até nós] Jesus proclama: <Os homens serão vítimas da morte enquanto as mulheres embarrigarem.> E precisa: <Eu vim destruir as obras da mulher.> [WIKIA: <O perdido Evangelho Grego dos Egípcios, provavelmente escrito no segundo quarto do século II d.C., foi citado por Clemente na sua ‘Miscelâneas’ (Stromata), que é a fonte de quase todos os trechos que chegaram até nossos dias.>]

Quando se embarca nas verdades extremas dos gnósticos, amar-se-ia, se possível, ir muito mais longe, dizer qualquer coisa jamais dita antes, algo que petrifique ou pulverize a história, qualquer coisa oriunda de um neronismo [Nero–ismo, crueldade gratuita, particularmente contra os cristãos] cósmico, duma demência do nível da matéria.”

Traduzir uma obsessão é projetá-la fora de si, é alvejá-la, é exorcizá-la. As obsessões são os daemon de um mundo sem fé.”

O homem aceita a morte, mas não a hora de sua morte. Morrer quando quer que seja, salvo na hora que se deve morrer!”

O absoluto é um tique do espírito.”

Quando eu recapitulo meus projetos que continuaram projetos e os que se realizaram, me bate o arrependimento de ver que esses últimos não tiveram a sorte dos primeiros.”

«Aquele que é inclinado à luxúria é simpático e misericordioso; os que são inclinados à pureza não o são.» (Clímacus [alter ego de Kierkegaard])

Para denunciar com uma tal clareza e vigor, não as mentiras, mas a essência mesma da moral cristã, e de toda moral, é preciso ser um santo, nem mais nem menos do que isso.”

Aceitamos sem medo a idéia de um sono ininterrupto; em compensação, uma vigília eterna (a imortalidade, se ela fosse concebível, seria bem isso) nos deixa de cabelo em pé.

O inconsciente é uma pátria; o consciente, um exílio.”


A LUGUBRIDADE DO ÚLTIMO PÔR DO SOL

Um povo perece. Outros existem e persistem. Muitas vezes os povos perecem um por causa do outro, se é que não é uma lei universal que não comporta exceções, desde os dinossauros. Decadências e ascensões estão intimamente entrelaçadas, como atesta Roma e a barbárie. Os muçulmanos e a Europa. De forma que ao invés da morte pura e simples podemos falar em “fusão de corpos”. O inglês de hoje é o indiano de ontem. O americano de amanhã será o mexicano de hoje. Todos seremos uns japoneses súditos de imperadores exóticos trajando mantos que representam o Astro-Rei. Continuaremos vivos embora sejamos outro alguém. Podemos mesmo registrar “o último moicano” em filmes, documentários, narrativas ou furos jornalísticos. O último quilombola, o último bicho-do-mato, o último africano subsaariano faminto, o último branquelo egresso da União Européia, até o último moscovita comunista. Mas o triste de perecer como um todo, quando a humanidade perecer, com “p” de petrodólares, é que não haverá testemunhas, não será nem fusão, nem pacto. Não será lei de Darwin, onde os animais continuam a prosperar. O gélido sonho dos finados não seguirá sorridente e intransigente nas veias quentes dos conquistadores na moda. Poderia mesmo restar um último homem, judeu errante, holandês rastejante, perambulando sobre e entre destroços hiper-tecnológicos. Mas sem o Olho que Vê e festeja. Não há uma Babilônia a quem se prostituir. Fim da linha. Fim dos avatares. Nem o sol nasce amanhã. Haverá festa mesmo assim?


Sem a crença num universo falhado, o espetáculo da injustiça vigorante sob todos os regimes da Terra conduziria necessariamente mesmo os abúlicos [abulia: falta de vontade extrema, caracterizada como psicopatologia] à camisa de força.”

Cada geração vive no absoluto: ela se comporta como se ela tivesse chegado ao topo, senão ao fim, da história.”

Todo e qualquer povo, num determinado momento de seu progresso, se crê eleito. É nessa fase que ele apresenta do seu melhor e do seu pior.”

Que a guilhotina tenha nascido na França antes de na Itália ou na Espanha não é por acaso. Os espanhóis e os italianos falam sem parar, também, mas eles não se escutam enquanto isso;os franceses, falando e falando, saboreiam sua eloqüência, e não esquecem jamais o que o escutam; chegam ao cume da consciência. Eles, e só eles, podiam considerar o silêncio como uma prova e uma ascese.”

Que as sociedades prósperas são de longe mais frágeis que as outras, é óbvio: só lhes resta esperar a ruína certeira; o bem-estar não é mais um ideal quando já se o possui, e ainda menos quando ele existe entre os cidadãos há gerações. Sem contar que a natureza não o incluiu em seus cálculos e ela não saberia proporcioná-lo sem perecer.”

Se as nações se tornassem apáticas ao mesmo tempo, não haveria mais conflitos, guerras nem impérios. Mas o azar quer que sempre haja povos jovens, e aliás jovens de alto a baixo em todas as sociedades – obstáculo maioral para os sonhos dos filantropos: fazer com que todos os homens atinjam o mesmo grau de lassidão e moleza…”

As revoluções são o sublime da má literatura.”

O cansativo nas comoções públicas é que qualquer um se julga competente o bastante para comentar o assunto.”

DA EDUCAÇÃO NÃO-CÍNICA DO FUTURO: “A única coisa que deveria ser adequadamente ensinada ao jovem é que não há nada a se esperar da vida – vá lá, quase nada. O ideal educacional seria um Quadro das Decepções afixado em classe onde figurassem todos os prováveis descontentamentos reservados a cada um. Haveria alguns exemplos gerais pré-fixados. O aluno teria espaço para completar o seu quadro ele mesmo com o passar dos dias.”

NO ZIL:Um povo nunca faz mais do que uma revolução. Os alemães pararam na Reforma. A França é o país do 89. E lá vão os russos com seu 17. Essa característica singular, a de que qualquer revolução posterior não passa de um simulacro baseado na primordial e única verdadeira, é ao mesmo tempo aflitiva e reconfortante.”

Toda civilização esgotada espera seu bárbaro, e todo bárbaro espera seu daemon.”

O Ocidente é um cadáver que tem cheiro de flor.”

Os brancos merecem cada dia mais o título de pálidos que os índios americanos lhes davam.”

Os romanos, os turcos e os ingleses puderam fundar impérios duráveis porque, refratários a toda doutrina, eles não impuseram nenhuma às nações sujeitadas. Estes povos jamais teriam conseguido exercer uma hegemonia tão durável se fossem afligidos por qualquer vício messiânico. Opressores inesperados, administradores e parasitas, senhores sem convicções, eles possuíam a arte de combinar autoridade e indiferença, rigor e deixar-passar. É essa arte, segredo do verdadeiro mestre, que faltara aos espanhóis lá atrás.”

Qual será o aspecto de nossa sociedade contemporânea que nossos bisnetos apreciarão com mais nostalgia ao ler os livros de História? “Ah, tempos dourados, quando…”?!?!?! “Nós fomos os últimos que ainda tinham uma certa noção de ‘Paraíso Perdido’

Minha visão do amanhã é tão precisa que, se eu tivesse filhos, estrangulá-los-ia na hora.”

Hesíodo foi o primeiro a elaborar uma filosofia da história.¹ Foi ele também que lançou a idéia de declínio. Só com ela, quanta luz ele não jogou sobre o devir histórico! Se, no núcleo das origens, em pleno mundo pós-homérico, ele estimava que a humanidade estava na idade do ferro, o que ele teria dito séculos mais tarde? o que diabos ele diria hoje? Exceto em épocas obnubiladas pela frivolidade ou a utopia, o homem sempre pensou que estava no limiar do pior. Sabendo o que ele sabia e sempre soube, por qual milagre pôde ainda assim variar tanto seus desejos e terrores?”

¹ Boa proposta. Muitos são um tanto conservadores nessa atribuição: dizem que foi Ibn Khaldun!

Quando, na ressaca da guerra de 14, foi introduzida a energia elétrica na minha cidade natal, foi um murmúrio e tanto, e depois a desolação muda. Durante a instalação da eletricidade nas igrejas (eram 3), cada qual estava persuadido de que o Anticristo havia aterrissado e, com ele, o fim dos tempos. Esses camponeses dos Cárpatos viram direitinho, viram muito longe. Eles, que acabavam de sair da pré-história, já sabiam, à época, o que os civilizados foram aprender só um pouco depois.”

Foi do meu preconceito contra tudo que termina bem que veio meu gosto pelas leituras históricas. As idéias são impróprias ao ponto da agonia; elas morrem, decerto, mas sem saber morrer, enquanto que um acontecimento não existe senão com vistas a seu fim. Razão suficiente para que se prefira a companhia dos historiadores à dos filósofos.”

Se repetir é provar que ainda se acredita em si mesmo.”

A idéia de progresso desabona o intelecto.”

À la longue, la tolérance engendre plus de maux que l’intolérance. — Si ce fait est exact, il constitue l’accusation la plus grave qu’on puisse porter contre l’homme.”

O historiador que se mete a julgar o passado faz jornalismo num outro século.”

Em coisa de 200 anos (porque é necessário ser preciso!), os sobreviventes dos povos mais azarados serão confinados em reservas, e o público pagará ingressos para contemplá-los, cheios de desgosto, comiseração ou estupor, e também com uma admiração maligna no rosto.”

“— Você é contra tudo que aconteceu desde a última guerra, me dizia a madame.

Você se confundiu de data. Eu sou contra tudo que aconteceu desde Adão.”

Hitler é sem dúvida alguma o personagem mais sinistro da história. E o mais patético. Ele conseguiu realizar o contrário exato do que queria, destruiu ponto por ponto seu ideal. É por isso que ele é um monstro à parte, quer seja, duas vezes monstro, porque seu próprio patético é monstruoso.”

O sábio é um destruidor aposentado.”

Indivíduo maldito e indivíduo desgraçado não são a mesma coisa.”

Satanás é superior ao agitador, porque se destruir é muito mais difícil e honrado que destruir o que está fora de si.

Dividido ao meio, entre a violência e o desapontamento, eu me penso como o terrorista que, saindo de casa com a idéia de perpetrar um atentado qualquer, acaba parando no meio do caminho para consultar o Eclesiastes ou um Epicteto.”

O <despotismo esclarecido> é o único regime que segue sedutor para o espírito que já viu e viveu tudo.”

Em todo relato antropológico que se me faz constar o homem civilizado foi, num primeiro contato, considerado como um morto-vivo pelo aborígene.”

X. sustenta que nós estamos no fim de um «ciclo cósmico» e que tudo vai cedo ou tarde (cedo ou cedo) ser aniquilado. Disso ele não duvida um só instante.

Ao mesmo tempo, ele é pai de família, e duma família assaz numerosa. Com convicções como as dele, que aberração explica ele atirar nesse mundo sem conserto um filho atrás do outro? Se alguém prevê o Fim, se está certo de que ele logo virá, se inclusive conta com esse Fim, deveria ao menos esperar por ele sozinho. Não se procria em Patmos¹!”

¹ Ilha grega, no mar Egeu, famosa por ter sido o suposto lugar das visões que foram acometidas a João para que ele as descrevesse aos cristãos (Livro do Apocalipse).

Montaigne, um sábio, não teve posteridade; Rousseau, um histérico, ainda agita as nações. Só consigo amar os pensadores que não inspiraram nenhum orador.” Montaigne é assustadoramente superestimado. Só sabia citar autores antigos. Só sabia ler.

Em 1441, no concílio de Florença, foi decretado que os pagãos, judeus, heréticos e cismáticos não teriam parte alguma na <vida eterna> e que todos, a menos que se convertessem à verdadeira religião antes de morrer, irão direto para o inferno.”

O homem que venceu completamente o egoísmo, que não guarda mais traço algum, não pode durar além de 21 dias, é o que é ensinado numa escola moderna do Vedanta.

Nenhum moralista ocidental, mesmo o mais soturno, jamais ousou estipular sobre a natureza humana uma previsão tão seca e exata.”

Primeiro, a crença decidida no progresso; depois, a crença na evolução e sobrevivência do mais forte; depois, a crença na mutação; quarto estágio – a sensação iminente de uma catástrofe sem paralelos.”

Zeus sim era malvado, e ele engendrava Ésquilos.”

Pascal reescreveu à mão algumas de suas Provinciais 17 vezes. É inconcebível como tal homem perdeu tanto tempo com algo tão irrelevante, de interesse hoje menos do que mínimo. Já sua magnum opus, Pensées, por ser um debate entre homem e deus, e não entre homem e homem, ainda merece um bocadinho mais de atenção.”

O ansioso se agarra a todo estímulo excitante de seu desconforto providencial: querer curá-lo é prejudicar seu equilíbrio, a ansiedade sendo a base de sua existência e de sua prosperidade. O confessor astuto sabe que ela é necessária. O padre exalta a ansiedade, essa máquina de remorso. É a sua clientela. O laico não compreende e quer exterminar esse mal.”

Ó, você me diz que a morte não existe. Eu lho concedo, sob a condição de precisar ainda melhor: nada existe. Aceitar a realidade em tudo e então refutá-la no ponto em que parece manifestamente mais real é pura extravagância.”

Por que o homem não hiberna? Por que passa sua época estéril em mortificações e acessos de cólera?”

A vantagem não-negligenciável de ter odiado bastante os homens é de chegar a um ponto em que se os pode suportar, justamente graças à exaustão natural de qualquer ódio.


É lá o Aqui

é aqui o Lá

ECCE HONTE: Virtudes se consomem rápido, quão mais virtuosas são em si. Os vícios só se agravam com a idade.


<Tudo está repleto de deuses>, dizia Tales à aurora da filosofia. Do crepúsculo, devemos dizer, não só por mania de simetria: <Tudo está vazio de deuses>.”


VISÕES RETUMBANTES

Uma grávida num cemitério é uma visão e tanto!

Nasceu onde morreu.

Viveu como morreu,

cavando

o próprio fracasso.

Pagando caro

o ter(re)no.

Esse maldito

importunado

pelas criancinhas travessas

que pulam o muro à noite!

Atchim!

Os ossos do crânio espirraram

* * *

Há mais em comum entre bocejos e orações do que a vã filosofia reza.

* * *

O duro é que pra dizer que a Literatura morreu é preciso ser um Artista.

* * *

Todos proclamam a morte de Deus, mas ninguém quer exumar o cadáver.

* * *

Minha maior ambição é continuar um bom tempo sem ambições.

* * *

A gente se arrepende dos gestos nobres que faz. Mas é verdade, também, que a gente se arrepende dos gestos ignóbeis.”


«Infeliz aquele de que todos falam bem!»

Jesus Cristo


O que me segura num livro de psiquiatria são as aspas dos doentes; o que me segura num livro de crítica são as aspas.”

Os períodos de esterilidade que atravessamos coincidem com uma exacerbação de nosso discernimento, com o eclipse do demente que há em nós.

Ir até as extremidades de sua arte e, mais, de seu ser, essa é a lei de quem quer que se ame, tanto faz se tem realmente talento ou não.”

«Se uma doutrina se espalha, é porque o céu quis.» (Confúcio)

… É nessas horas que eu adoraria me persuadir, todas as vezes, diante de tal ou qual aberração vitoriosa, que minha raiva beira a apoplexia.”

A quantidade de exaltados, de desvalidos e degenerados que eu pude admirar! Alívio vizinho ao orgasmo à idéia de que nunca mais vou abraçar uma causa, qualquer que seja ela…” Sobre seu passado associado à apologia do nazismo.


NUNCA SE TERÁ FALADO O BASTANTE DESSE TIPO DE PESSOA

É um acrobata? É um maestro fisgado pela Idéia? Ele se embala, depois se modera, ele alterna entre alegro e andante, ele é mestre de si como o são os faquires ou os escroques. Todo o tempo que ele fala, dá a impressão de procurar, mas não se sabe o quê: um especialista na arte de desbaratar os pensadores. Se ele dissesse uma só coisa perfeitamente clara e inquestionável, estaria perdido. Como ele ignora, tanto quanto sua audiência, onde ele quer chegar, pode continuar durante horas a fio, sem pôr a perder esse embasbacamento dos fantoches na platéia.”

EmbasBACANTES

É um privilégio viver em conflito com seu tempo. A cada momento é-se consciente de que não se pensa como as outras pessoas. Esse estado de dissonância aguda, por mais indigente, por mais estéril que ele possa parecer, possui entretanto um estatuto filosófico que se procuraria em vão nas cogitações que concordam com os eventos em marcha.”

<Não se pode nada>, não cessava de responder aquela nonagenária a tudo que eu lhe dizia, a tudo que eu grunhisse ao pé de sua orelha, fosse sobre o presente, sobre o futuro, sobre a marcha das coisas…

Na esperança de arrancar-lhe qualquer outra resposta, continuei com minhas apreensões, pesares, reclamações. Não obtendo dela nada além do sempiterno <Não se pode nada>, achei que já tinha tido o suficiente e me fui dali, irritado comigo, irritado com ela. Que idéia foi essa de se abrir para uma imbecil!

Mas uma vez fora, reviravolta completa: <Mas a velha tem razão. Como não me dei conta imediatamente que sua cantilena encerrava uma verdade, a mais importante, sem dúvida, já que tudo que surge a proclama e tudo em nós a ignora?>

Duas sortes de intuição: as originais (Homero, Upanishads, folclore) e as tardias (budismo, Mahayana, estoicismo romano, gnose alexandrina). Relâmpag

MORT À CREDIT

Louis-Ferdinand Céline

04/09/15 a 01/06/16

DIC:

bite: rola

boiter: mancar

canícula (port./esp/franc.): período mais quente do ano

cerf-volant: pipa

charogne: bastardo(a); puta; carcaça apodrecida (do animal).

ferme: farm; firm.

gonzesse: mina; guria; talvez fedelha ou com conotação pior.

jour du certificat: dia da diplomação (teste oral)

menottes: algemas

paris à paris: apostas em Paris

pelle-bêche: forquilha

picoler: beber

s’astiquer: masturbar-se

Mon tourment à moi c’est le sommeil. Si j’avais dormi toujours j’aurais jamais écrit une ligne.”

Je me méfie d’elle. J’ai des raisons fort sérieuses. Où que tu l’as mise ma belle oeuvre? que j’l’attaque comme ça de but en blanc. J’en avais au moins des centaines de raisons pour la suspecter…” “La mère Vitreuve tape mes romans.”

Je suis la terreur des vagins… J’ai enculé ma grande soeur… Je me suis fiancé douze fois!”

Le Capital et ses lois, elle les avait compris, Mireille…”

Ré!… fa!… sol dièse!… mi!… Merde! Il en finira jamais! Ça doit être l’élève qui recommence… (…) Non! Ré, do, mi! ré bémol!… C’est l’élève qui se remet en difficulté… Il escalade des doubles croches…”

Elle pique des colères terribles si seulement je me mets à tousser, parce que mon père c’était un costaud de la caisse [robusto dos “pulmões”], il avait les poumons solides…”

Dans la grande transe, il se poussait au carmin, il se gonflait de partout, ses yeux roulaient comme d’un dragon. C’était atroce à regarder. On avait peur ma mère et moi. Et puis il cassait une assiette et puis on allait se coucher…” “Il pétait un solide coup. C’était la détente. Elle pétait aussi un petit coup à la sympathie, et puis elle s’enfuyait mutine [bagunçadamente, rebelde], au fond de la cuisine.”

Quand il montait me voir papa, le vent lui ébouriffait les moustaches. C’est ça mon premier souvenir.”

Ma mère était pas cuisinière, elle faisait tout de même une ratatouille. Quand c’était pas <panade aux oeufs> [sopa de pão com ovos] c’était sûrement <macaroni>.”

C’était ma chambre, c’est là aussi que mon père pouvait dessiner quand il revenait de livraisons. Il fignolait les aquarelles et puis quand il avait fini, il faisait souvent mine de descendre pour me surprendre à me branler. Il se planquait dans l’escalier. J’étais plus agile que lui. Il m’a surpris qu’une seule fois.” Meus pais nunca me pegaram me masturbando, pelo menos até hoje, aos 27. Quem sabe se não vai acontecer? No ritmo atual, faço uma vez por dia. Mas é raro que não seja em “total segurança”. (01/10/15)

Mamãe vai sofrer, isso é certo. De minha parte, não prefiro ninguém. Pelos desaforos e baboseiras, acho-os iguais… Ela bate menos forte, mas mais vezes. Aquele que eu mais preferiria que matasse o outro? Eu creio que seja ainda minha mamãe ou meu papai. Não me deixarão ver. <Vai pro teu quarto, pequeno bastardo!… Vai te deitar! Faz tua reza!…> Ele muge, ele encoleriza, ele explode, ele vai bombardear o prato de comida. Depois do prato principal não resta mais nada…” Oito de cada 10 verbos, adjetivos, substantivos são gírias. Complicadíssima e vagarosa a tradução!

La table il la catapulte d’un seul grand coup de pompe…”

Grand-mère, elle se rendait bien compte que j’avais besoin de m’amuser, que c’était pas sain de rester toujours dans la boutique. D’entendre mon père l’énergumène beugler ses sottises, ça lui donnait mal au coeur. Elle s’est acheté un petit chien pour que je puisse un peu me distraire en attendant les clients. J’ai voulu lui faire comme mon père. Je lui foutais des vaches coups de pompes quand on était seuls. Il partait gémir sous un meuble. Il se couchait pour demander pardon. Il faisait comme moi exactement.” “<T’as aimé ça?> qu’elle me demandait Caroline. Je répondais rien, j’aime pas les questions intimes.”

Eu fazia caquinha como uma ave entre duas tempestades…”

Grand-mère, elle riait pas beaucoup, mais elle voulait bien que je m’amuse… C’était pas drôle à la maison… Elle se rendait bien compte… Ça c’était du plaisir pas cher…”

Mon père me dérouille à fond, à pleins coups de bottes, il me fonce dans les côtes, il me marche dessus, il me déculotte.”

Le dimanche matin, c’est elle qui venait nous chercher pour qu’on parte ensemble au cimetière. Le nôtre c’était le Père-Lachaise, la 43e division. Mon père il y entrait jamais. Il avait horreur des tombeaux. Il dépassait pas le Rond-Point en face la Roquette. Il lisait là son journal, il attendait qu’on redescende.” Cemitério francês muito célebre, também descrito em Balzac.

Cemiterestaurante

Mes frères se tiennent comme des bagnards [presidiários]! Ma soeur vend son cul en Russie! Mon fils a déjà tous les vices! Je suis joli! Ah! je suis fadé!…”

Il laissait pas mon père finir… Ratiociner ses bêtises… Il nous embrassait tour à tour… Il était bien content de nous revoir…”

Meu estômago tanto queima que já posso fritar batatas em mim!

Il voudrait vomir ses deux yeux… Il fait des efforts pour ça… Il s’arc-boute à la mâture… Il essaye qu’ils lui sortent des trous…”

Ele se cala para melhor gritar.

J’en prends plein les dents, des haricots, de la tomate… moi qu’avais plus rien à vomir!…” “Je lui repasse à sa toute belle tout un écheveau parfait de nouilles… avec le jus de la tomate… Un cidre de trois jours…”

Des cadavres seraient pas plus timides.”

O culcou diz as horas de cagar e de ter torcicolo.

Escouta aqui, vai tomar no cul

Ele auscultou o pescouço do paciente.

Ex-cou ça pra não dar o cul, mademoiselle!

Ex-cul-ursão ex-cou-lar

Cum-padre

O pai que goza

depois o cu arde (cumadre)

La pluie d’Angleterre c’est un Océan suspendu… On se noie peu à peu…” “On reconnaissait plus notre route tellement déjà les orages l’avaient bouleversée…”

Afoga-se pouco a pouco no mar de desilusões chamado mundo.

“— (…) Mais Londres, vous y êtes pas allés? qu’a demande M. Lérosite, le marchand de lunettes du 37, qu’était tout à fait puéril, qui recevait ses verres de là-bas…

Si! mais seulement aux environs… Nous avons vu le principal!… C’est le Port! C’est la seule chose au fond qui compte!”

J’ai repris des beignes à la volée pour vouloir jouer au lieu d’apprendre. Je comprenais pas grand-chose en classe. Mon père, il a redécouvert que j’étais vraiment un crétin. La mer ça m’avait fait grandir, mais rendu encore plus inerte. Je me perdais dans la distraction. Il a repiqué des crises terribles.”

Je reprenais mon arithmétique… C’est lui qui me faisait répéter… Alors j’avais plus rien à dire, il m’en foutait la berlue, tellement qu’il s’embarbouillait dans ses propres explications. Je m’y prenais moi tout de travers… Je comprenais déjà pas grand-chose… J’abandonnais la partie… Il considérait mes lacunes… Il me trouvait indécrottable [incorrigível]… Moi je le trouvais con comme la lune… Il se refoutait à râler à propos de mes « divisions ».”

eu estúpido gordo como a lua

Il m’a posé deux questions à propos des plantes… Ça je ne savais pas du tout… Il s’est répondu à lui-même. J’étais bien confus. Alors il m’a demandé la distance entre le Soleil et la Lune et puis la Terre et l’autre côté… Je n’osais pas trop m’avancer. Il a fallu qu’il me repêche. Sur la question des saisons je savais un petit peu mieux. J’ai marmonné des choses vagues… Vrai il était pas exigeant… Il finissait tout à ma place.”

« Ah! Comment? qu’il m’a repoussé… Ah! le cochon!… le petit sagouin [filhote de porco]!… Mais il est tout rempli de merde!… Ah! Clémence! Clémence!… Emmène-le là-haut, je t’en prie!… Je vais encore me mettre en colère! Il est écoeurant [repugnante]!… »

Quand on le croyait encore loin, il était à un fil de vous… Il était bossu. Il se flanquait derrière les clientes…” “« Ferdinand! qu’il m’interpellait, vous êtes assommant! vous faites ici, à vous tout seul, plus de raffut qu’une ligne d’omnibus! »… Il exagérait.”

« Sortirez-vous? petit rossard [malicioso]! Hein! C’est ça que vous appelez du travail?… À vous branler dans tous les coins!… C’est ainsi que vous apprendrez? N’est-ce pas? Les côtes en long! La queue en l’air!… Voilà le programme de la jeunesse!… »

À force de renifler tant de poussière, les crottes dans son nez devenaient du mastic. Elles s’en allaient plus… C’était sa forte distraction de les décrocher, de les bouffer ensuite gentiment. Comme on se mouchait dans les doigts, parmi le cirage, les crottes et les matricules, on en devenait parfaitement nègre.”

et puis on causait aussi des trente-six façons de regarder le cul des clientes dès qu’elles sont un peu assises.”

cou col cul cule mete a culher

né nez caga iz

Y en avait des bien vicelardes parmi les « coursières »… Elles se mettaient quelquefois le pied en l’air exprès sur un escabeau pour qu’on vise la motte. Elles se trissaient en ricanant [rir galhofando]… Une comme je passais, elle m’a montré ses jarretelles… Elle me faisait des bruits de suçons [chupão]… Je suis remonté là-haut pour lui dire au petit André… On se questionnait tous les deux… Comment qu’elle devait être sa craque? si elle jutait [gozava] fort? en jaune? en rouge? Si ça brûlait [queimava]? Et comment étaient les cuisses [coxas]? On faisait des bruits nous aussi avec la langue et la salive, on imitait le truc de baiser…”

La vraie haine, elle vient du fond, elle vient de la jeunesse, perdue au boulot sans défense. Alors celle-là qu’on en crève. Y en aura encore si profond qu’il en restera tout de même partout.”

« Ferdinand! Encore une fois! Tu vois même pas ce que tu manges! Tu avales tout ça sans mâcher! Tu engloutis tout comme un chien! Regarde-moi un peu ta mine! T’es transparent! T’es verdâtre!… Comment veux-tu que ça te profite! On fait pour toi tout ce qu’on peut! mais tu la gâches ta nourriture! »

André, il faisait semblant de pas me voir, il s’apportait exprès là-haut Les Belles Aventures Illustrées. Il les lisait pour lui seul. Il les étalait sur les planches… Si je lui causais, même au plus fort de ma voix… il faisait semblant de pas m’entendre. Il frottait ses chiffres à la brosse. Tout ce que je pouvais dire ou faire ça lui semblait louche [suspeito]. Dans son estime j’étais un traître [traíra]. Si jamais il perdait sa place, il me l’avait souvent raconté, sa tante lui foutrait une telle danse, qu’il s’en irait à l’hôpital… Voilà! C’était convenu depuis toujours…” “Il me répondait rien encore, il continuait de marmonner dans ses images… Il se lisait tout haut. Je me rapproche… Je regarde aussi ce que ça racontait… C’était l’histoire du Roi Krogold… Je la connaissais bien moi l’histoire… Depuis toujours… Depuis la Grand-mère Caroline… On apprenait là-dedans à lire… Il avait qu’un vieux numéro, un seul exemplaire…”

O dia seguinte ao “dia do exagero nos exercícios físicos”: até as extremidades dos dedos, as unhas, tudo, parece latejar de dor à infinitésima potência. Não sei como me agüento, ainda, de pé, e com humor! (P.S. 2022) Provavelmente um princípio de reumatismo ou qualquer desconforto psico-somático que eu tinha no trabalho há 6, 7 anos. Nem gosto de lembrar!

Une fois la surprise passée, mon père a rebattu la campagne… Il a recommencé l’inventaire de tous mes défauts, un par un… Il recherchait les vices embusqués au fond de ma nature comme autant de phénomènes… Il poussait des cris diaboliques… Il repassait par les transes… Il se voyait persécuté par un carnaval de monstres… Il déconnait à pleine bourre… Il en avait pour tous les goûts… Des juifs… des intrigants… les Arrivistes… Et puis surtout des Francs-Maçons… Je ne sais pas ce qu’ils venaient faire par là… Il traquait partout des dadas… Il se démenait si fort dans le déluge, qu’il finissait par m’oublier…” “Après tout, il se lavait les mains!… Comme Ponce Pilate!… qu’il disait… Il se déchargeait la conscience…”

Um livro familiar, em dois sentidos: “On n’avait qu’une chose de commun, dans la famille, au Passage, c’était l’angoisse de la croûte. On l’avait énormément. Depuis les premiers soupirs, moi je l’ai sentie… Ils me l’avaient refilée tout de suite… On en était tous possédés, tous, à la maison.” O apego à casa era a única coisa que mantinha os três juntos, fosse o barco furado ou não, fosse aquilo um hospício ou o paraíso.

Moi, mon plaisir dans l’existence, le seul, à vraiment parler, c’est d’être plus rapide que « les singes » dans la question de la balance… Je renifle le coup vache d’avance… Je me gafe à très longue distance… Je le sens le boulot dès qu’il craque… Déjà j’en ai un autre petit qui pousse dans l’autre poche. Le patron c’est tout la charogne, ça pense qu’à vous débrayer…”

Tu as l’as dans tes mains!

bijuterista, obviamente aquele que faz deliciosos bijus

Mais un bijoutier c’est terrible sur la question de la confiance. Ça tremble tout le temps pour ses joyaux! Ça n’en dort plus qu’on le cambriole! qu’on l’étrangle et qu’on l’incendie!… Ah!…”

“Avec des parents comme les miens si méticuleux, si maniaques pour faire honneur à leurs affaires, j’avais un sacré répondant!… Je pouvais aller me présenter devant n’importe quel patron!… Le plus hanté… le plus loucheur… avec moi, il était tranquille! Jamais aussi loin qu’on se souvienne, dans toute la famille, on n’avait connu un voleur, pas un seul!” Nous ne sommes pas riches ni l’un ni l’autre, mais nous n’avons pas un sou de dettes…”

« C’est plus difficile de le caser, que de liquider toute la boutique!… et pourtant, ça tu le sais, Clémence, c’est un tintouin bien infernal! »

On retournait le ciel et la terre… mais la résurrection venait pas…”

J’ai cavalé vers l’Odéon, dans les pourtours du théâtre, les derniers joailliers parnassiens. Ils crevaient même plus de famine, ils digéraient la poussière.”

Sur les trente-cinq francs du mois, mes parents m’en laissaient quinze… Ils disparaissaient en transports. Sans le faire exprès, par force des choses, je devenais assez dispendieux… En principe c’est évident j’aurais dû aller à pied… mais alors c’était les chaussures!…”

Seulement à force de rien gagner, de rien vendre, de marcher toujours avec une collection si lourde, je maigrissais de plus en plus… Sauf des biceps bien entendu. Je grandissais encore des pieds. Je grandissais de l’âme… de partout… Je devenais sublime…”

En remontant dans les étages, il reluquait dans toutes les serrures [ele espionava por todos os buraco de fechadura]… C’était sa grande distraction.”

Il m’a montré le système pour regarder par les gogs, pour voir les gonzesses pisser, sur notre palier même, deux trous dans le montant de la porte. (…) et Mme. Gorloge aussi, c’était même elle la plus salope, d’après ce qu’il avait remarqué, la façon qu’elle retroussait ses jupes… § Il était voyeur par instinct. Il paraît qu’elle avait des cuisses comme des monuments, des énormes piliers, et puis alors du poil au cul, tellement que ça remontait la fourrure, ça lui recouvrait tout le nombril [umbigo]…[!!!]”

On pouvait faire tout ce qu’on voulait du moment qu’on lui demandait rien. Il nous prévenait franchement lui-même: « Faites donc comme si j’étais pas là! »”

Il me montre alors sur la carte, d’où qu’il vient lui… Du bout du monde… et même d’un peu plus loin encore, à gauche dans la marge… C’était le mandarin en vacances…”

Dès que le patron a mis les bouts, le petit Robert, il se tenait plus. Il voulait à toute force les voir, Antoine et la patronne en train de s’emmancher. Il disait que ça arriverait, que c’était fatal… Il était voyeur par nature.”

Comme ça, vers la seconde semaine, la patronne a changé subitement de manière. Elle qu’était plutôt distante, qui me causait presque jamais tant que Gorloge était par là, d’un seul coup, elle devint aimable, engageante et personnelle. Je trouvais d’abord que c’était louche [falso]. Enfin tout de même j’ai pas tiqué. J’ai réfléchi que c’était peut-être parce que je devenais plus utile?… Parce que je ramenais des petits boulots?… Et cependant ça donnait pas de pèze [dinheiro]… Il rentrait pas une seule facture…”

C’était de la folie, dans un sens… Tout le monde avait perdu la boule, c’était l’effet de la canicule [verão ou seca; equinócio] et de la liberté.”

Antoine tout de suite, il l’a basculée à genoux, la grosse môme… Il était extrêmement brutal… Elle avait comme ça le cul en l’air… Il lui farfouillait la fente… Il trouvait pas la craquouse… Il déchirait les volants… Il déchirait tout… Et puis il s’est raccroché. Il a sorti son polard… Il s’est foutu à la bourrer… Et c’était pas du simili… Jamais je l’aurais cru si sauvage. J’en revenais pas… Il grognait comme un cochon. Elle poussait des râles aussi… Et des beaucoup plus aigus à chaque fois qu’il fonçait… C’est vrai ce que Robert m’avait dit à propos de ses fesses, à elle… Maintenant on les voyait bien… Toutes rouges… énormes, écarlates!…”

Le pantalon en fin volant, il était plus que des loques… C’était tout mouillé autour… Antoine il venait buter dur en plein dans les miches… chaque fois ça claquait… Ils s’agitaient comme des sauvages…”

« Antoine! Antoine! j’en peux plus!… Je t’en supplie, laisse-moi, mon amour!… Fais attention!… Me fais pas un môme!… Je suis toute trempée!… » Elle réclamait, c’était du mou!… « Ça va! Ça va! ma charogne! boucle ta gueule! Ouvre ton panier!… » Il l’écoutait pas, il la requinquait à bout de bite avec trois grandes baffes dans le buffet… Ça résonnait dur… Elle en suffoquait la garce… Elle faisait un bruit comme une forge… Je me demandais s’il allait pas la tuer?… La finir sur place?…”

Antoine d’ailleurs, il se dégonflait, il allait plus si fort au cul, il s’essoufflait [esgotava] pour des riens… Il s’y reprenait en dix fois… Il se vautrait entre les fesses… Il la faisait toujours mettre à genoux… Il lui calait le bide à présent avec l’édredon. Il lui remontait haut la tête sur les oreillers [almofadas]… C’était une drôle de position… Il lui empoignait les tiffes… Elle poussait de vaches soupirs…” “Elle gueulait plus fort qu’un âne!… Il dérapait à toutes les prises… Il y arrivait plus… Il saute alors du pageot, il pique tout droit dans la cuisine… Comme on était nous sur le poêle, il nous voit pas heureusement, tellement qu’il était passionné… Il passe à côté, il se met à farfouiller dans le placard, comme ça à poil, en chaussons… Il cherchait le pot de beurre…”

Il lui a beurré le cul en plein, les bords, tout lentement, soigneusement à fond, comme un ouvrier de la chose… Elle reluisait déjà, la tante!… Il a pas eu de mal… Il l’a mise à fond d’autorité… c’est rentré tout seul… Ils ont pris un pied terrible… Ils poussaient des petits cris stridents. Ils se sont écroulés sur le flanc. Ils se sont raplatis… Ils se sont foutus à ronfler…”

« Ah! le petit salopiaud, il paraît que tu regardes dans les trous, hein?… Ah! dis-moi donc que c’est pas vrai?… »

« Je vais le dire à ta maman, moi. Oh! là! là! le petit cochon!… Chéri petit cochon!… »

« Touche! Touche donc là! » qu’elle me fait… Je lui mets la main dans les cuisses…

« Va qu’elle insiste… Va! gros chouchou!… Va profond! vas-y… Appelle-moi Louison! Ta Louison! mon petit dégueulasse! Appelle-moi, dis!… »

« Oui, Louison! »… que je fais…”

C’est elle qui me maltraite, qui me tarabuste… Je glisse moi dans la marmelade… J’ose pas trop renifler… J’ai peur de lui faire du mal… Elle se secoue comme un prunier…

« Mords un peu, mon chien joli!… Mords dedans! Va! » qu’elle me stimule… Elle s’en fout des crampes de ruer! Elle pousse des petits cris-cris… Ça cocotte la merde et l’oeuf dans le fond, là où je plonge… Je suis étranglé par mon col… le celluloïd… Elle me tire des décombres… Je remonte au jour… J’ai comme un enduit sur les châsses, je suis visqueux jusqu’aux sourcils…

« Va! déshabille-toi! qu’elle me commande, enlève-moi tout ça! Que je voye ton beau corps mignon! Vite! Vite! Tu vas voir, mon petit coquin! T’es donc puceau [virgem]? Dis, mon trésor? Tu vas voir comme je vais bien t’aimer!… Oh! le gros petit dégueulasse [o grande nojentinho]… il regardera plus par les trous!… »”

Je savais que j’avais de la merde au cul et les pieds bien noirs… Je me sentais moi-même…”

J’avais le gland perdu… (…) Elle voulait encore que j’en mette… Elle n’implorait pas pitié comme à l’autre enflure… Au contraire, elle me faisait pas grâce d’un seul coup de bélier…”

Enfonce-toi bien mon gros chouchou! Enfonce-la, va! Bien au fond! Hein! T’en as, dis, une grosse belle bite?… Ah! Ah! comme tu me crèves, gros salaud… Crève-moi bien! Crève-moi! Tu vas la manger ma merde? Dis-moi oui! Oh! Oh!… Ah! tu me défonces bien… Ma petite vache!… Mon grand petit fumier!…

C’est bon comme ça! Dis? » Et hop! Je lui foutais un coup de labour… J’en pouvais plus!… Je renâclais… Elle me sifflait dans la musette… J’en avais plein le blaze, en même temps que ses liches… de l’ail… du roquefort… Ils avaient bouffé de la saucisse…”

Elle me saute sur le gland en goulue… Elle pompe tout… Elle se régale!… Elle aime ça la sauce… « Oh! qu’il est bon ton petit foutre! » qu’elle s’exclame en plus.”

« Je vais t’enculer petit misérable! »… qu’elle me fait mutine. Elle me fout deux doigts dans l’oignon. Elle me force, c’est la fête!… La salope en finira pas de la manière qu’elle est remontée!…”

Je me tâte la poche… Je faisais ce geste-là sans savoir… Une inspiration… Je touche encore… Je trouve plus la bosse… Je tâte l’autre… C’est du même! Je l’ai plus!… Mon écrin il est barré! Je recherche de plus en plus fort… Je tripote toutes mes doublures… Ma culotte… Envers… Endroit… Pas d’erreur!… J’entre dans les chiots… Je me déshabille totalement…”

Ma mère elle me trouvait bizarre, à voir ma mine, ele se demandait quelle maladie je pouvais couver?… J’avais la peur dans toutes les tripes… J’aurais voulu disparaître… maigrir tellement qu’il me reste rien… Mon père, il faisait des remarques caustiques. « T’es pas amoureux par hasard?… Ça serait pas des fois le printemps?… T’as pas des boutons au derrière?… » Dans un petit coin il m’a demandé: « T’as pas attrapé la chaude-pisse [gonorréia]…? » Je savais plus comment me poser, me mettre de coin ou d’équerre…”

Je voulais plus rentrer chez Gorloge… Je préférais encore mes parents... C’était aussi épouvantable… mais c’était tout de même plus près… Juste à côté du square Louvois… C’est curieux quand même quand on n’a plus pour respirer que des endroits tous bien horribles…”

Ça me fascinait qu’il tourne bleu… ou jaune après coup. Il me recouvrait d’une telle furie, que je sentais plus rien…” “Ce fut tout de même un coup terrible. Je suis resté longtemps dans ma chambre, cinq ou six jours sans sortir. Ils me forçaient à descendre manger… Elle m’appelait une dizaine de fois. Elle montait me chercher à la fin. Moi, je voulais plus rien du tout, je voulais surtout plus parler. Mon père, il se causait tout seul. Il s’en allait en monologues. Il vitupérait, il arrêtait pas… Tout le bataclan des maléfices… Le Destin… Les Juifs… La Poisse [Azar]… L’Exposition… La Providence… Les Francs-Maçons…” “Il recommençait lui, Ponce Pilate, il éclaboussait tout l’étage, il se lavait les mains de mon ordure, à plein jet, à toute pression. Il faisait des phrases entières latines. Ça lui revenait aux grands moments. Comme ça, dans la petite cuisine, tout debout, il me jetait l’anathème, il déclamait à l’antique. Il s’interrompait pour des pauses, pour m’expliquer entretemps, parce que j’avais pas d’instruction, le sens des « humanités »…” “J’étais méprisé de partout, même par la morale des Romains, par Cicéron, par tout l’Empire et les Anciens… Il savait tout ça mon papa… Il avait plus un seul doute… Il en hurlait comme un putois… Ma mère arrêtait pas de chialer…”

Mais moi si j’étais à votre place! mais moi je pisserais sur le monde! Sur le Monde entier! Vous m’entendez bien! Vous êtes mou [mole] Monsieur! c’est tout ce que je peux voir!”

L’univers, pour lui, n’était plus qu’un énorme acide… Il avait plus qu’à essayer de devenir tout « bicarbonate »…”

Je m’en fous bien des papiers! Bordel de bon Dieu de Nom de Dieu de merde!”

“— Ton mari n’ira pas loin! S’il continue à se bouleverser de cette façon-là… Il maigrit chaque jour un peu plus… Tout le monde le remarque dans le Passage… Tout le monde en cause…”

“— Mourir, moi? Ah! là! là! La mort? Oh! mais je ne demande que ça moi! Mourir! Vite! Ah! là! là! Alors tu parles comme je m’en fous! Mais c’est ce que je désire moi la mort!… Ah! Nom de Dieu!…” Il avait pas pensé à ça… La mort! Nom de Dieu… Sa mort!… Le voilà reparti en belle transe… Il se donne tout entier! Il se requinque!… Il se relance vers l’évier… Il veut boire un coup. Ta ra! Vlac!!!… Il dérape!… Il carambole!… Il va glisser des quatre fers… Il plonge dans le buffet… Il rebondit dans la crédence… Il braille à tous les échos… Il s’est bigorné la trompe… Il veut se rattraper… Tout le bazar nous flanche sur la gueule… Toute la vaisselle, les instruments, le lampadaire… C’est une cascade… une avalanche… On reste écrasés dessous… On se voit plus les uns les autres… Ma mère crie dans les décombres… « Papa! Papa! Où es-tu?… Réponds-moi, papa!… »”

C’est plus une vie que nous endurons!… Nous n’avons pas mérité ça!… Tu m’entends n’est-ce pas? Mon petit? Ce n’est pas des reproches que je t’adresse… Mais c’est pour que tu te rendes bien compte… Que tu te fasses pas d’illusions, que tu comprennes bien tout le mal que nous avons dans l’existence… Puisque tu vas t’en aller pendant plusieurs mois. Tu nous as compliqué les choses, tu sais, Ferdinand! Je peux bien te le dire, te l’avouer!… Je suis pour toi pleine d’indulgence… Je suis ta mère après tout!… Ça m’est difficile de te juger… Mais les étrangers, les patrons, eux autres qui t’ont eu chez eux tous les jours… Ils ont pas les mêmes faiblesses…”

< Madame, qu’il me fait, je vois à qui je cause… Votre garçon, pour moi, c’est bien simple… Vous êtes comme tant d’autres mères… Vous l’avez gâté! Pourri! Voilà tout! On croit bien faire, on se décarcasse! On fait le malheur de ses enfants! > Je te répète mot pour mot ses propres paroles… < Absolument sans le vouloir, vous n’en ferez qu’un petit jouisseur! un paresseux! un égoïste!… >”

C’est que vraiment tu n’as pas de coeur… C’est ça au fond de toutes les choses… Je me demande souvent de qui tu peux tenir. Je me demande maintenant d’où ça te vient? Sûrement pas de ton père ni de moi-même… Il a du coeur lui ton père… Il en a plutôt trop, le pauvre homme!… Et moi, je crois que tu m’as bien vue comme j’étais avec ma mère?… C’est jamais le coeur qui m’a manqué… Nous avons été faibles avec toi… Nous étions trop occupés, nous n’avons pas voulu voir clair… Nous avons cru que ça s’arrangerait… Tu as fini à la fin par manquer même de probité!… Quelle terrible abomination!… Nous en sommes un peu fautifs!…”

Ça n’a vraiment pas d’importance… Ce qu’il faut c’est décourager le monde qu’il s’occupe de vous… Le reste c’est du vice.”

Dès qu’on était dans la foule, on devenait timides, furtifs… Même mon père, qui gueulait si fort au Passage, dehors, il perdait là tous ses moyens… Il se ratatinait. C’est à la maison seulement qu’il remuait la foudre et les tonnerres. À l’extérieur, il rougissait qu’on le remarque…”

Mange et mâche surtout lentement… Tu te détruiras l’estomac… Prends ton sirop contre les vers… Perds l’habitude de te toucher…”

le canari qui picore « L’Avenir » dans la boîte” Seria o bem-te-vi?

Ah! un coup de bourrasque! On le retrouve!… un vrai gentleman, redingote… Il montre la Lune pour deux pennies… Pour trois pièces il vous donne Saturne…”

C’est bien agréable une langue dont on ne comprend rien… C’est comme un brouillard [neblina] aussi qui vadrouille [passeia] dans les idées… C’est bon, y a pas vraiment meilleur… C’est admirable tant que les mots ne sortent pas du rêve…”

La môme qui trifouillait la sauce, je peux pas dire qu’elle était jolie… Il lui manquait deux dents de devant… Elle arrêtait pas de rigoler… (…) Elle me souriait toujours… Elle avait pas vingt piges la môme et des petits nénés insolents… et la taille de guêpe [marimbondo]… et un pétard [cu] comme je les aime, tendu, musclé, bien fendu…”

Je lui ai montré ma monnaie… Elle m’a servi des fritures assez pour gaver une famille. Elle m’a pris qu’une petite pièce… Nous étions en sympathie…”

Elle redouble de courtoisie, d’aménité, d’entreprise… Son trou de sourire il me dégoûte d’abord!… Je lui montre que je vais faire un tour du côté des bars… M’amuser!… Je lui laisse ma valise en échange, ma couverture… Je les pose à côté de son pliant… Je lui fais signe qu’elle me les conserve…”

J’ai un sursaut dans la mémoire… Où je l’ai mise ma couverture? Je me souviens de la môme Graillon… Je passe d’une baraque à une autre… Enfin je la retrouve la mignonnette. Elle m’attendait justement. Elle avait déjà tout bouclé, toutes les marmites, sa grande fourchette, replié tout son bataclan… Elle avait plus qu’à s’en aller…” “Falô, docinho! Vá cagar inseto!” “elle me sort la queue en plein vent… Je bandais déjà plus… (…) Ela levantava a saia, ele fazia a dança do selvagem…” “Ainda não era uma hora! Ela queria tudo! Merda! Ela corria atrás de mim… Ela se tornou desagradável! Ela me recaptura… Ela tenta me morder! uns gemidos violentos! É uma rapariga que amava o estrangeiro…” “Eu preferia chegar logo ao dormitório da escola que transar com a Gwendoline.”

« Demain, Ferdinand! Demain… Je ne vous parlerai plus qu’anglais! Eh? What?… » Ça le faisait même rire d’avance…

« Attendez-moi un moment! Wait! Môment! Ah! vous voyez! Déjà! Ferdinand! Déjà!… »

Il faisait le rigolo…”

Even some Nazis thought Céline’s antisemitic pronouncements were so extreme as to be counter-productive.” excerto Wikipédia

Dans de tels climats si ravagés, si rigoureux, on prend des appétits farouches… Ça fait devenir les mômes costauds, des vrais mastards! Avec une croûte suffisante!”

Pendant qu’ils disaient la prière, j’avais des sensations dangereuses… Comme on était agenouillés, je la touchais presque moi, Nora. je lui soufflais dans le cou, dans les mèches. J’avais des fortes tentations… C’était un moment critique, je me retenais de faire des sottises… je me demande ce qu’elle aurait pu dire si j’avais osé?… Je me branlais en pensant à elle, le soir au dortoir, très tard, encore après tous les autres, et le matin j’avais encore des « revenez-y »…”

tous ces mômes avec leurs grimaces… J’avais plus l’âge ni la patience. Je trouvais plus ça possible l’école… Tout ce qu’ils fabriquent, tout ce qu’ils récitent… c’est pas écoutable en somme… à côté de ce qui nous attend… de la manière qu’on vous arrange après qu’on en est sorti… Si j’avais voulu jaspiner, je les aurais moi, incendiées en trois mots, trois gestes, toutes ces fausses branlures.”

Si je m’étais mis à leur causer, j’aurais raconté forcément comment c’était les vrais « business… »! les choses exactes de l’existence, les apprentissages… Moi je les aurais vite affranchis ces mirmidons à la gomme! Ils savaient rien ces petits… Ils soupçonnaient pas… Ils comprenaient que le football, c’est pas suffisant… Et puis se regarder la bite…”

C’était trop froid pour savonner. Et la pluie n’arrêtait plus. À partir du mois de décembre ce fut vraiment du déluge. On voyait plus rien de la ville, ni du port, ni du fleuve au loin… Toujours le brouillard, un coton énorme…”

Nora [nascida pra casar!], la patronne, je la regardais furtivement, je l’entendais comme une chanson… Sa voix, c’était comme le reste, un sortilege de douceur… Ce qui m’occupait dans son anglais c’était la musique, comme ça venait danser autour, au milieu des flammes. Je vivais enveloppé aussi moi, un peu comme Jonkind en somme, dans l’ahurissement [estupefação].”

Une question me revenait souvent, comment qu’elle l’avait épousé l’autre petit véreux? le raton sur sa badine? ça paraissait impossible! Quel trumeau! quel afur! quelle bobinette! en pipe il ferait peur! il ferait pas vingt sous! Enfin c’était son affaire!…”

Je m’en convulsais, moi, des souvenirs! Je m’en écorchais le trou du cul!…”

Qu’elle serait encore bien plus radieuse et splendide cent dix mille fois [um milhão de vezes], j’y ferais pas le moindre gringue! pas une saucisse! pas un soupir! Qu’elle se trancherait toute la conasse, qu’elle se la mettrait toute en lanières, pour me plaire, qu’elle se la roulerait autour du cou, comme des serpentins fragiles, qu’elle se couperait trois doigts de la main pour me les filer dans l’oignon, qu’elle s’achèterait une moule tout en or! J’y causerais pas! jamais quand même!… Pas la moindre bise…”

Il inscrivait des phrases entières sur le tableau noir, en lettres capitales… Bien faciles à déchiffrer… et puis en dessous la traduction… Les mômes rabâchaient tous ensemble, des quantités de fois… en choeur… en mesure… J’ouvrais alors la gueule toute grande, je faisais semblant que ça venait… J’attendais que ça sorte… Rien sortait… Pas une syllabe… Je rebouclais tout… C’était fini la tentative… J’étais tranquille pour vingt-quatre heures…”

Plus qu’ils [colombins; pigeons; pombos] étaient devenus bouseux, hermétiques, capitonnés par la merde, plus qu’ils étaient heureux, contents… Ils déliraient de bonheur à travers leurs croûtes de glace”

Fallait pas qu’il s’approche des buts… Dès qu’il voyait le ballon rentrer, il se connaissait plus, il se précipitait dans les goals, emporté par sa folie, il bondissait sur la baudruche, il l’arrachait au gardien… Avant qu’on ait pu le retenir il était sauvé avec… Il était vraiment possédé dans ces moments-là… Il courait plus vite que tout le monde… Hurray! Hurray! Hurray!… qu’il arrêtait pas de gueuler, comme ça jusqu’en bas de la colline, c’était coton pour le rejoindre, il dévalait jusqu’à la ville.”

Pendant trois mois j’ai pas mouffeté; j’ai pas dit hip! ni yep! ni youf!… J’ai pas dit yes… J’ai pas dit no… J’ai pas dit rien!… C’était héroïque… Je causais à personne. Je m’en trouvais joliment bien…”

Par le retour du courrier, j’ai reçu alors moi-même trois lettres bien compactes, que je peux qualifier d’ignobles… blindées, gavées, débordantes de mille menaces, jurons horribles, insultes grecques et puis latines, mises en demeure comminatoires… représailles, divers anathèmes, infinis chagrins… Il qualifiait ma conduite d’infernale! Apocalyptique!… Me revoilà découragé!… Il m’envoie un ultimatum, de me plonger séance tenante dans l’étude de la langue anglaise, au nom des terribles principes, de tous les sacrifices extrêmes… des deux cent mille privations, des souffrances infectes endurées, entièrement pour mon salut! Il en était tout déconcerté, tout ému, tout bafouillard, le sale andouille Merrywin d’avoir provoqué ce déluge…”

Je distrayais tout le monde en classe… Je claquais tout le temps mon pupitre… J’allais regarder à la fenêtre, les brouillards et le mouvement du port… Je faisais des travaux personnels avec des marrons et des noix, je constituais des combats navals… des grands voiliers en allumettes… J’empêchais les autres d’apprendre…”

je détestais pas l’intonation anglaise… C’est agréable, c’est élégant, c’est flexible… C’est une espèce de musique, ça vient comme d’une autre planète… J’étais pas doué pour apprendre… J’avais pas de mal à résister… Papa le répétait toujours que j’étais stupide et opaque… C’était donc pas une surprise… Ça me convenait mon isolement, de mieux en mieux…” “não é que eu detestasse a entonação inglesa… É agradável, é elegante, é flexível… É uma espécie de música, como que vinda de outro planeta… Eu só não tinha nascido pra aprender… Na verdade não tinha nada que me impedisse… Papai repetia sempre que eu era estúpido e opaco… Então o resultado não me surpreendia… Isso convinha, esse meu isolamento, cada vez mais…”

J’aurais voulu là, l’embrasser… ça me dévorait atrocement… Je passais par-derrière… Je me fascinais sur sa taille, les mouvements, les ondulations…” “Dans l’église, Nora elle me faisait l’effet d’être encore plus belle que dehors, moi je trouvais du moins. Avec les orgues, et les demi-teintes des vitraux, je m’éblouissais dans son profil… Je la regarde encore à présent… Y a bien des années pourtant, je la revois comme je veux.” “Ça me suffisait pas quand même, c’est elle que j’aurais voulue, c’est elle tout entière à la fin!… C’est toute la beauté la nuit… ça vient se rebiffer contre vous… ça vous attaque, ça vous emporte… C’est impossible à supporter… À force de branler des visions j’en avais la tête en salade…” “Pour perdre encore moins de chaleur, on restait couchés deux par deux… On se passait des branlées sévères… Moi, j’étais impitoyable, j’étais devenu comme enragé, surtout que je me défendais à coups d’imagination… Je la mangeais Nora dans toute la beauté, les fentes [buracos, brechas, janelas, fissuras]… J’en déchirais le traversin [estrangulava o travesseiro]. Je lui aurais arraché la moule [Eu teria podido virar sua boceta do avesso], si j’avais mordu pour de vrai, les tripes, le jus au fond, tout bu entièrement… je l’aurais toute sucée moi, rien laissé, tout le sang, pas une goutte… J’aimais mieux ravager le pageot, brouter entièrement les linges… que de me faire promener par la Nora et puis par une autre! [Preferia bem mais devastar a cama, morder inteiramente a lã… que me deixar manipular pela Nora ou depois por qualquer outra!]”

O coitado que afunda é pior que a merda!”

eu tinha minha braguilha à deriva!”

Elle me ferait pas fondre la vampire! même qu’elle serait mille fois plus gironde. D’abord, elle couchait avec l’autre, le petit macaque! Ça débecte tant qu’on est jeunes les vieux qu’elles se tapent… Si j’avais un peu parlé, j’aurais essayé de savoir pourquoi lui? pourquoi lui si laid? Y avait de la disproportion!… J’étais peut-être un peu jaloux?… Sans doute! Mais c’est vrai qu’il était affreux à regarder et à entendre… avec ses petits bras tout courts… agités comme des moignons [cotocos]… sans raison… sans cesse… Il avait l’air d’en avoir dix, tellement qu’il les agitait…

J’allais pas Better nom de Dieu! Jamais que j’irais Better!…”

Ils étaient terribles ses doigts… c’était comme des rais de lumière, sur chaque feuillet à passer… Je les aurais léchés… je les aurais pompés… J’étais retenu par le charme… Je pipais pas malgré tout…”

Je vais [re]péter pour toi!

Ils regrettaient leurs « douze à zéro ». Ils comprenaient plus l’existence… Ils avaient plus de rivaux du tout… Ça les déprimait horrible… Ils sont repartis chez eux sinistres…”

Les quatre mômes qui subsistaient, ils faisaient du barouf comme trente-six… et puis ça les amusait plus… alors ils se trissaient simplement… ailleurs… au jardin… dans les rues… Ils laissaient Merrywin tout seul, ils venaient nous rejoindre à la promenade. Plus tard, on le rencontrait, lui, sur la route… on le croisait en pleine campagne… on le voyait arriver de loin… il venait vers nous en vitesse, perché sur un énorme tricycle…”

Je me branlais trop pour la Nora, ça me faisait la bite comme toute sèche… dans le silence, je me créais d’autres idées nouvelles… et des bien plus astucieuses, plus marioles et plus tentantes, des tendres à force… Avant de quitter le Meanwell, j’aurais voulu la voir la môme, quand elle travaillait son vieux… Ça me rongeait… ça me minait soudain de les admirer ensemble… ça me redonnait du rassis rien que d’y penser. Ce qu’il pouvait lui faire alors?” “Comment qu’ils baisaient? Ça se passait-il chez lui? chez elle? Je me suis résolu… Je voulais tout de même me payer ça… J’avais attendu trop longtemps…”

Aucun des gniards n’est revenu des vacances de Pâques. Il restait plus au Meanwell que Jonkind et moi. C’était un désert notre crèche.”

Nora s’appuyait le grand turbin, mais elle faisait quand même la coquette. À table, je la retrouvais toute avenante, et même enjouée si je peux dire.”

C’est Jonkind qui animait toutes les parlotes, lui tout seul! No trouble! Il avait appris un autre mot! No fear! Il en était fier et joyeux. Ça n’arrêtait pas! « Ferdinand! No fear! » qu’il m’apostrophait sans cesse, entre chaque bouchée…”

Le piano à queue, il a plus existé longtemps. Ils sont venus le chercher les déménageurs un lundi matin… Il a fallu qu’ils le démantibulent pièce par pièce… Avec Jonkind on a pris part à la manoeuvre…”

Ça faisait au moins la dixième qu’on recevait de mon père depuis la Noël… Je répondais jamais… Merrywin non plus… On était bloqués par le fait… Il me l’ouvre, il me la montre… Je regarde par acquit de conscience… Je parcours les pages et les pages… C’était copieux, documenté… Je recommence. C’était un vrai rappel formel!… C’était pas nouveau qu’ils m’engueulent… Non… Mais cette fois-ci y avait le billet!… un vrai retour par Folkestone!” “Nous sommes in extremis mon cher enfant! Matériellement, nous ne possédons plus rien!… Du petit avoir, que nous tenions de ta grand-mère, il ne nous reste rien!… absolument rien!… pas un sou! Tout au contraire! Nous nous sommes endettés! Et tu sais dans quelles circonstances… Les deux pavillons dAsnières sont grevés d’hypothèques!… Au Passage, ta mère, dans son commerce, se trouve aux prises avec de nouvelles difficultés, que je présume insurmontables…” “Ne possédant aucune relation personnelle ou politique, parvenu presque au bout de mon rouleau, n’ayant ni fortune ni parents, ne possédant pour tout atout [outro mérito senão] dans mon jeu que l’acquis des services rendus honnêtement, scrupuleusement, pendant vingt et deux années consécutives à la Coccinelle, ma conscience irréprochable, ma parfaite probité, la notion très précise, indéfectible de mes devoirs… Que puis-je attendre? Le pire évidemment… Ce lourd bagage de vertus sincères me sera compté, j’en ai peur, plutôt à charge qu’à crédit, le jour où se régleront mes comptes!… J’en ai l’absolu pressentiment, mon cher fils!…” “À tout hasard, dans un ultime sursaut défensif, je me suis attelé (dernière tentative!) à l’apprentissage de la machine à écrire, hors du bureau bien entendu, pendant les quelques heures que je peux encore soustraire aux livraisons et aux courses pour notre magasin. Nous avons loué cet instrument (américain) pour une durée de quelques mois (encore des frais). Mais de ce côté non plus je ne me berce d’aucune illusion!… Ce n’est pas à mon âge, tu t’en doutes, que l’on s’assimile aisément une technique aussi nouvelle! d’autres méthodes! d’autres manières! d’autres pensées!”

Vouf! La voilà qui fond en larmes… Elle chiale, elle se tient plus, elle se lève, elle se sauve, elle s’enfuit dans la cuisine. Je l’entends qui sanglote dans le couloir… ça me déconcerte son attitude! C’était pas son genre du tout… ça lui arrivait jamais… Je bronche pas quand même [Eu não ouso me mexer]… Je reste en place avec l’idiot, je finis de le faire bouffer…”

Il faudrait reprendre toute l’enfance, refaire le navet [filme B; sucata] du début! L’empressé! Ah! la sale caille! la glaireuse horreur!… l’abjecte condition! Le garçon bien méritant! Cent mille fois Bonze! Et Rata-Bonze! j’en pouvais plus d’évocations!… J’avais la gueule en colombins rien que de me représenter mes parents! Là, ma mère, sa petite jambe d’échasse, mon père, ses bacchantes et son bacchanal, tous ses trifouillages de conneries…”

Comment qu’il me voyait lui, au fond? Comme un boeuf? Comme une langouste?… Il s’était bien habitué à ce que je le promène, avec ses gros yeux de loto, son contentement perpétuel… Il avait une sorte de veine… Il était plutôt affectueux si on se gafait de pas le contrarier… De me voir en train de réfléchir, ça lui plaisait qu’à demi… Je vais regarder um peu par la fenêtre… Le temps que je me retourne, il saute, le loustic, parmi les couverts… Il se calme, il urine! Il éclabousse dans la soupe! Il l’a déjà fait! Je me précipite, je l’arrache, je le fais descendre…”

P. 263: “J’irais voir mon père faire craquer son col… Ma mère… ramasser sa jambe… J’irais chercher des boulots… Il allait falloir que je recause, que j’explique pourquoi du comment! Je serais fabriqué comme un rat… Ils m’attendaient pourris de questions… J’avais plus qu’à mordre… J’en avais le coeur qui se soulevait à la perspective…”

No último dia no “colégio-internato inglês” o jovem Ferdinand consegue comer a coquete, mulher do dono do local semi-falido: “Je suis trituré, je n’existe plus… C’est elle, toute la masse qui me fond sur la pêche… ça glue… J’ai la bouille coincée, j’étrangle… Je proteste… j’implore… J’ai peur de gueuler trop fort… Le vieux peut entendre!… Je me révulse!… Je veux me dégager par-dessous!… Je me recroqueville… j’arc-boute! Je rampe sous mes propres débris… Je suis repris, étendu, sonné à nouveau… C’est une avalanche de tendresses… Je m’écroule sous les baisers fous, les liches, les saccades… J’ai la figure en compote… Je trouve plus mes trous pour respirer… « Ferdinand! Ferdinand! » qu’elle me supplie… Elle me sanglote dans les conduits… Elle est éperdue… Je lui renfonce dans la goulette, tout ce que je me trouve de langue, pour qu’elle gueule pas tant… Le vieux dans sa crèche il va sûrement sursauter!… J’ai la terreur des cocus… Y en a des horribles… § J’essaye de bercer sa douleur, qu’elle se contienne um peu… Je calfate au petit hasard!… je me dépense… je m’évertue… je déployé toutes les fines ruses… Je suis débordé quand même… elle me passe des prises effrénées… Elle en saccade tout le plumard! Elle se débat la forcenée… Je m’acharne… J’ai les mains qui enflent tellement je lui cramponne les fesses! Je veux l’amarrer! qu’elle bouge plus! C’est fait! Voilà! Elle parle plus alors! Putain de Dieu! J’enfonce! Je rentre dedans comme un souffle! Je me pétrifie d’amour!… Je ne fais plus qu’un dans sa beauté!… Je suis transi, je gigote… Je croque en plein dans son nichon! Elle grogne… elle gémit… Je suce tout… Je lui cherche dans la figure l’endroit précis près du blaze, celui qui m’agace, de sa magie du sourire… Je vais lui mordre là aussi… surtout… Une main, je lui passe dans l’oignon, je la laboure exprès… j’enfonce… je m’écrabouille dans la lumière et la bidoche… Je jouis comme une bourrique… Je suis en plein dans la sauce… Elle me fait une embardée farouche… Elle se dégrafe de mes étreintes, elle s’est tirée la salingue!… elle a rebondi pile en arrière… Ah merde! Elle est déjà debout!… Elle est au milieu de la pièce!… Elle me fait un discours!… Je la vois dans le blanc réverbère!… en chemise de nuit… toute redressée!… ses cheveux qui flottent… Je reste là, moi, en berloque avec mon panais tendu…” “Elle semble furieuse d’un seul coup! Elle crie, elle se démène… Elle recule encore vers la porte. Elle me fait des phrases, la charogne!… « Good-bye, Ferdinand! qu’elle gueule, Good-bye! Live well, Ferdinand! Live wel!… » C’est pas des raisons… § Encore un scandale! Putinaise! Je saute alors du pageot!… Celle-là je vais la raplatir! Ça sera la dernière! Bordel de mon sacré cul! Elle m’attend pas la fumière! Elle est déjà dégringolée!… J’entends la porte en bas qui s’ouvre et qui reflanque brutalement!… Je me précipite! Je soulève la guillotine… J’ai juste le temps de l’apercevoir qui dévale au bord de l’impasse… sous les becs de gaz… Je vois ses mouvements, sa liquette qui frétille au vent… Elle débouline les escaliers… La folle! Où qu’elle trisse?”

« Tu vas voir Toto! Tu vas voir! »

Pas du tout!… Ils avaient l’air content mes vieux, ils étaient plutôt heureux de me voir arriver… Ils ont seulement été surpris que je ramène pas une seule chemise ni une seule chaussette, mais ils n’ont pas insisté… Ils ont pas fait le scénario… Ils étaient bien trop absorbés par leurs soucis personnels…”

De plus avoir son chronomètre, mon père ça l’affolait complètement… De plus avoir l’heure sur lui… ça contribuait à sa déroute. Lui si ponctuel, si organisé, il était forcé de regarder à chaque instant l’horloge du Passage… Il sortait pour ça sur le pas de la porte…”

Pourquoi s’évertuer sur le Beau? Voilà ce que les dames demandaient! Du tape-à-l’oeil à présent! Du vermicelle! Des tas d’horreurs! Des vraies ordures de bazar! La belle dentelle était morte!… Pourquoi s’acharner?”

Ma conduite, tous mes forfaits chez Gorloge et chez Berlope les avaient tellement affectés qu’ils ne s’en relèveraient jamais…”

Que s’il m’arrivait par malheur de commettre d’autres tours pendables… eh bien ça serait la vraie débâcle!… mon père résisterait sûrement plus… il pourrait plus le malheureux! Il tomberait en neurasthénie… il faudrait qu’il quitte son bureau… Pour ce qui la concernait, si ele passait par d’autres angoisses… avec ma conduite… ça retentirait sur sa jambe… et puis d’abcès en abcès on finirait par lui couper… Voilà ce qu’il avait dit Capron [le médecin]. § Question de papa, tout devenait encore plus tragique, à cause de son tempérament, de sa sensibilité… Il aurait fallu qu’il se repose, pendant plusieurs mois et tout de suite, qu’il puisse prendre des longues vacances, dans un endroit des plus tranquilles, écarté, à la campagne… Capron l’avait bien recommandé! Il l’avait longuement ausculté… Son coeur battait la breloque… Il avait même des contretemps… Tous deux Capron et papa, ils avaient juste le même âge, quarante-deux ans et six mois… (…) Il avait même ajouté qu’un homme c’est encore plus fragile qu’une femme dans les moments de la « ménopause »…”

Chaque fois que je montais l’escalier, mon père faisait des grimaces.”

Le moment était mal choisi pour la recherche d’um emploi… C’était plutôt calme le commerce à la veille de la morte-saison.”

J’avais la nature infecte… J’avais pas d’explications!… J’avais pas une bribe, pas un brimborion d’honneur… Je purulais de partout! Rebutant dénaturé! J’avais ni tendresse ni avenir… J’étais sec comme trente-six mille triques! J’étais le coriace débauché! La substance de bouse… Un corbeau des sombres rancunes… J’étais la déception de la vie! J’étais le chagrin soi-même. Et je mangeais là midi et soir et encore le café au lait… Le Devoir était accompli! J’étais la croix sur la terre!”

Un projet était à l’étude pour amener l’électricité dans toutes les boutiques du Passage! On supprimerait alors le gaz qui sifflait dès quatre heures du soir, par ses 320 becs, et qui puait si fortement dans tout notre air confiné que certaines dames, vers sept heures, arrivaient à s’en trouver mal… (en plus de l’odeur des urines des chiens de plus en plus nombreux…). On parlait même encore bien plus de nous démolir complètement! De démonter toute la galerie! De faire sauter notre grand vitrage! oui!”

Visios, le gabier des pipes, Charonne le doreur, la mère Isard des teintures, ils voulaient savoir ce qu’on mangeait à Rochester dans ma pension? Et surtout question des légumes, si vraiment ils les bouffaient crus ou bien cuits à peine? Et pour la bibine et la flotte? Si j’en avais bu du whisky? Si les femmes avaient les dents longues? un peu comme les chevaux? et les pieds alors? une vraie rigolade! Et pour les nichons? Elles en avaient-y? Tout ça entre des allusions et mille manières offusquées.”

P. 280: “Je savais en tout: River… Water… No trouble… No fear et encore deux ou trois machins… C’était vraiment pas méchant… Mais j’opposais l’inertie… Je me sentais pas du tout en verve… Ma mère, ça la chagrinait de me voir encore si buté. Je justifiais pas les sacrifices! Les voisins eux-mêmes ils se vexaient, ils faisaient déjà des grimaces, ils me trouvaient une tête de cochon… « Il a pas changé d’un poil! » que remarquait Gaston, le bosco. « Il changera jamais d’abord!… Il est toujours comme au temps qu’il pissait partout dans mes grilles! J’ai jamais pu l’empêcher! »”

Mon oncle, à défaut de mon père, c’était encore un idéal… Elle me disait pas ça crûment, mais elle me faisait des allusions… Papa, c’était pas son avis, qu’Édouard ça soye un idéal, il le trouvait très idiot, complètement insupportable, mercantile, d’esprit extrêmement vulgaire, toujours à se réjouir de conneries…”

cas·se·te·te |cà…éte|

(francês casse-tête)

substantivo masculino

Cacete usado sobretudo por forças policiais ou militares.

o quebra-cabeça do genial policial

o cassetete do menino pimpolho

pintando o setembro

irmãos petralha

deviam roubar a tralha

já que não serve pra nada

Dans cette putain d’Angleterre, j’avais perdu l’accoutumance de respirer confiné… Il allait falloir que je m’y refasse! C’était pas la bourre! Rien que de les apercevoir les patrons possibles, ça me coupait complètement le guignol! J’avais la parole étranglée… Rien qu’à chercher l’itinéraire, dans la rue, j’en crevais déjà… Les plaques des noms sur les portes, elles fondaient après les clous tellement ça devenait une étuve [suadouro]… Il a fait des 39,2!”

Que c’était le moment ou jamais pour orienter ma carrière… Tout ça c’était excellent… C’était bien joli…”

Je suis sous le sous, sans soul, seule. Du sel! Et sucre. Me soulever… Prendre un sub… {sob, sob}

Je méritais pas leur grande bonté… les terribles sacrifices… Je me sentais là tout indigne, tout purulent, tout véreux… Je vois bien ce qu’il aurait fallu faire et je luttais désespérément, mais je parvenais de moins en moins… Je me bonifiais pas avec l’âge… Et j’avais de plus en plus soif… La chaleur aussi c’est un drame… Chercher une place au mois d’août, c’est la chose la plus altérante à cause des escaliers d’abord et puis des appréhensions qui vous sèchent la dalle à chaque tentative… pendant qu’on poireaute… Je pensais à ma mère… à sa jambe de laine et puis à la femme de ménage qu’on pourrait peut-être se procurer si je parvenais à ce qu’on me prenne… Ça me remontait pas l’enthousiasme… J’avais beau me fustiger, m’efforcer dans l’idéal à coups de suprêmes énergies, j’arrivais pas au sublime. Je l’avais perdue depuis Gorloge, toute ma ferveur au boulot! C’était pitoyable! Et je me trouvais malgré tout, en dépit de tous les sermons, encore bien plus malheureux que n’importe quel des autres crabes, que tous les autres réunis!… C’était un infect égoïsme!”

Ma mère laissait traîner sa bourse, la petite en argent, sur le dessus des meubles… Je la biglais avidement… Tant de chaleur, ça démoralise!”

J’avais pas droit pour ma part aux lamentations, jamais!… C’étaient des trucs bien réservés, les condoléances et les drames. C’était seulement pour mes parents… Les enfants c’étaient des voyous, des petits apaches, des ingrats, des petites raclures insouciantes!… Ils voyaient tous les deux rouge à la minute que je me plaignais, même pour un tout petit commencement… Alors c’était l’anathème! Le blaspheme atroce!… Le parjure abominable!…”

Y avait même plus de jambe qui tienne, ni d’abcès, ni de souffrances atroces!… Ma mère se redressait d’un seul bond! « Petit malheureux! Tout de suite! Petit dévoyé sans entrailles! Veux-tu retirer ces injures… »

C’est le roman qui pousse au crime encore bien pire que l’alcool…”

P. 292: “Je vois encore mon chapeau de paille, le canotier renforci, je l’avais toujours à la main, il pesait bien ses deux livres… Il fallait qu’il me dure deux années, si possible trois…”

Comme apprenti, ils me refoulaient, j’avais déjà dépassé l’âge… Comme veritable employé, je faisais encore beaucoup trop jeune… J’en sortirais pas de l’âge ingrat… et même si je parlais bien l’anglais c’était exactement pareil!… Ils avaient pas l’utilité! Ça concernait que les grandes boutiques, les langues étrangères. Et là ils faisaient pas de débutants!… De tous côtés j’étais de la bourre!… Que je m’y prenne comme ci ou comme ça!…”

Mais entre nous, Ferdinand, je crois que notre pauvre boutique… Tst! Tst! Tst!… Elle pourra pas s’en relever… Hum! Hum! je crains bien le pire tu sais!… C’est une affaire entendue!… La concurrence dans notre dentelle est devenue comme impossible!… Ton père ne peut pas lui s’en rendre compte. Il ne voit pas les affaires comme moi de tout près, chaque jour…”

Que je me fasse le train, oui ou merde, ça changerait pas la marche des choses… J’étais certain qu’avec une bonne, elle travaillerait cinquante fois plus…”

J’aurais bien voulu être marin… Papa aussi autrefois… C’était mal tourné pour nous deux!… Je me rendais à peu près compte…”

Maman restait sur le lit, mon père et moi on faisait le plus gros, le balayage, les tapis, le devant de la porte, la boutique avant de partir le matin… C’était bien fini d’un seul coup la flânerie, l’hésitation, les tortillements… Il fallait que je me dépêtre, que je m’en trouve vite un boulot. À la six-quatre-deux!…”

avait pas le temps de se coucher… C’est le manger qui la soutenait et surtout les cafés-crème… Elle s’en tapait au moins dix dans une seule journée… Chez le fruitier, elle bouffait comme quatre. C’était un numéro, Hortense, elle faisait même rigoler ma mère sur son lit de douleurs avec ses ragots [gossip]. Mon père, ça l’agaçait beaucoup quand il me trouvait dans la même pièce… Il avait peur que je la trousse… Je me branlais bien à cause d’elle, comme on se branle toujours, mais c’était vraiment pas méchant, plus du tout comme en Angleterre… J’y mettais plus la frénésie, c’était plus la même saveur, on avait vraiment trop de misères pour se faire encore des prouesses… Salut! Merde! C’était plus l’entrain!… D’être comme ça sur le ballant avec la famille à la traîne, c’était devenu la terreur… J’en avais la caboche farcie par les préoccupations… C’était encore un pire tintouin de me trouver une place à présent qu’avant que je parte à l’étranger.”

J’ai repiqué dans tous les étages avec mon col, ma cravate, mon « ressort papillon », mon canotier si blindé… J’ai pas oublié une seule plaque… à l’aller… en sens inverse… Jimmy Blackwell et Careston, Exportateurs… Porogoff, Transactionnaire… Tokima pour Caracas et Congo… Hérito et Kugelprunn, nantissements pour Toutes les Indes…”

S’ils me demandaient mes références?… ce que je voulais faire dans la partie?… mes véritables aptitudes?… mes exigences?… Je me dégonflais à la seconde même… je bredouillais, j’avais des bulles… je murmurais des minces défaites et je me tirais à reculons… J’avais la panique soudaine… La gueule des inquisiteurs me refoutait toute la pétoche… J’étais devenu comme sensible… J’avais comme des fuites de culot. C’était un abîme!… Je me trissais avec ma colique… Je repiquais quand même au tapin… J’allais resonner un autre coup dans la porte en face… c’était toujours les mêmes « affreux »… J’en faisais comme ça, une vingtaine avant le déjeuner…”

À propos de mon cas, surtout, ils faisaient des ragots fumiers… Ça les énervait ces charognes de me voir à la traîne. Pourquoi que je trouvais pas un boulot?… Hein? Ils arrêtaient pas de demander… La façon que je restais pour compte en dépit de tant d’efforts, de sacrifices extraordinaires, c’était pas imaginable!… Ça dépassait l’entendement!… Ah! Hein? C’était une énigme!… De me voir ainsi sur le sable”

Mais dans la souffrance comme ça, d’une telle acuité, elle contrôlait plus ses réflexes… Elle a tout redit à papa, rebavé presque mot à mot… Y avait déjà bien longtemps qu’il avait pas piqué une crise… Il s’est jeté sur l’occasion… Il a recommencé à hurler que je l’écorchais vif, et ma mère aussi, que j’étais tout son déshonneur, son opprobre irrémédiable, que j’étais responsable de tout! Des pires maléfices! Du passé comme de l’avenir! Que je l’acculais au suicide! Que j’étais un assassin d’un genre absolument inouï!… Il expliquait pas pourquoi… Il sifflait, soufflait tellement la vapeur, qu’il faisait un nuage entre nous… Il se tirait les peaux dans le fond du cuir dans les tifs… Il se labourait le crâne au sang… Il s’en retournait tous les ongles… À gesticuler en furie, il se bigornait dans les meubles… Il emportait la commode… C’était tout petit la boutique… Y avait pas de place pour un furieux… Il bute dans le porte-parapluies… Il fout par terre les deux potiches. Ma mère veut les ramasser, elle se donne un terrible tour à sa jambe! Elle en pousse un cri si perçant… si absolument atroce… que les voisins radinent en trombe!”

À force de me préoccuper je me réveillais en sursaut dans le milieu de la nuit… J’avais une obsession comme ça, qui me possédait de plus en plus fort… Ça me tenaillait toute la bouille… Je voulais retourner chez Gorloge… Je ressentais là, tout d’un coup, un énorme remords, une honte irrésistible, la malédiction… Il me venait des idées de paumé, je commençais des tours de sale con… Je voulais remonter chez Gorloge, me donner à eux tout franchement, m’accuser… devant tout le monde… « C’est moi qu’ai volé! » que je dirais… « C’est moi qu’ai pris la belle épingle! Le Çâkya-Mouni tout en or!… C’est moi! C’est moi positivement! »Je m’embrasais tout seul! Merde! Après ça, je me faisais, la poisse s’en ira… Il me possédait le mauvais sort… par toutes les fibres du trognon! J’en avais tellement l’horreur que j’en grelottais constamment… Ça devenait irrésistible… Bordel! Pour de vrai quand même à la fin je suis retourné devant leur maison… en dépit de la chaleur d’étuve, il me passait des froids dans les côtes… J’avais déjà la panique! Voilà que j’aperçois la concierge… Elle me regarde bien, elle me reconnaît de loin… Alors j’essaye de me rendre compte, de tâter comment je suis coupable… Je me rapproche de sa cambuse… Je vais lui dire tout d’abord à elle!… Merde!… Mais là, je peux plus… Je me déconcerte… Je fais demitour subito… Je me débine à grandes foulées… Je recavale vers les boulevards… ça va pas mieux!… Je me tenais comme un vrai « plouc »! J’avais la hantise… des extravagances foireuses… Je rentrais plus pour déjeuner… J’emportais du pain, du fromage… J’avais sommeil le tantôt d’avoir si mal dormi la nuit… Tout le temps réveillé par les songes… Fallait que je marche sans arrêt ou bien je somnolais sur les bancs…”

Tous mes sous pour les tramways je les dilapidais en canettes [cerveja]… Alors je marchais de plus en plus… Il faisait aussi un été absolument extraordinaire! Il avait pas plu depuis deux mois!…”

Mon père il tournait comme un tigre devant sa machine… Dans mon plumard à côté y avait plus moyen que je dorme tellement qu’il jurait sur le clavier… Il lui est sorti au début du mois de septembre toute une quantité de furoncles, d’abord sous les bras et puis ensuite derrière le cou alors un véritable énorme, qu’est devenu tout de suite un anthrax. Chez lui, c’était grave les furoncles, ça le démoralisait complètement… Il partait quand même au bureau… Mais on le regardait dans la rue, tout embobiné dans les ouates. Les gens se retournaient… Il avait beau s’ingénier et prendre beaucoup de levure de bière, ça n’allait pas du tout mieux…”

Bordel de bon Dieu d’existence!…” “« C’est facile à dire! qu’il hurlait… C’est facile à dire! Nom de Dieu de sacré saloperie de Nom de Dieu de merde! Tonnerre!”

Pas plus de « Lilas » que de beurre au cul!”

J’ai bien bu moi deux canettes, entièrement à la fauche gratuite… et deux… et deux… qui font douze… Voilà!… J’avais dépensé les cent sous… J’avais plus un seul petit fric… J’ai sifflé un litre de blanc… Pas d’histoires!… Et un mousseux tout entier… Je vais faire quelques échanges avec la famille sur le banc!… Ah!… Je lui troque pour un camembert… tout vivant… mon coeur à la crème!… Attention!… J’échange la tranche de jambon pour un « kil » de rouge tout cru!… On peut pas mieux dire… Il survient à ce moment juste un violent renfort des agents de la garde!… Ah!… le culot… La sotte astuce!… Ils ne font bien bouger personne!… Ils sont tout de suite démontés, honnis… branlés… raccourcis… Ils sont virés dans un souffle!”

Il me reste encore de l’ivresse… Je marche, c’est visible, de traviole… Ces gens, ils étaient étonnés. Ça m’arrivait jamais d’être saoul!… Ils m’avaient pas encore vu… Ils m’apostrophaient de surprise!… « Dis donc, alors Ferdinand? T’as trouvé une situation?… C’est la fête à la grenouille?… T’as donc rencontré un nuage?… T’as vu un cyclone Toto?… » Enfin des sottises… Visios qui roulait son store, il m’interpelle tout exprès… Il me fait en passant comme ça…: « Dis donc, ta mère, Ferdinand elle est descendue au moins vingt fois depuis sept heures, demander si on t’a pas vu? Je te jure! Elle fait salement vilain!… Où que tu t’étais encore caché?… »

Depuis six heures elle ne vit plus!… Y a eu, paraît-il, des bagarres dans les jardins des Tuileries! Elle est sûre que vous y étiez!… Elle est sortie ce tantôt pour la première fois en entendant les rumeurs… Elle a vu dans la rue Vivienne un cheval emballé! Elle est revenue décomposée. Ça lui a retourné tous les sangs!… Jamais je l’avais vue si nerveuse!…”

avec ma jambe je suis certaine qu’il va pleuvoir!… Je ne peux pas me tromper!… C’est toujours la même douleur… Elle me tiraille derrière la fesse… C’est positivement le signe, c’est absolument infaillible… T’entends, Auguste, c’est la pluie!…”

“— Mais je le sais bien! Bordel de Dieu! de charogne de trou du cul! Mais je le sais bien qu’il est deux heures! Est-ce que c’est ma faute?… Il sera trois heures! Nom de Dieu! Et puis quatre! Et puis trente-six! Et puis douze! Bordel de tonnerre!… C’est malheureux bordel de merde qu’on vienne me faire chier jour et nuit?… c’est pas admissible à la fin!… (…) Ah! Ah! il nous a tout bu! Il nous a tout englouti!… Il pue l’alcool! Il est saoul! Il a attrapé la vérole! La chaude-pisse! Il nous ramènera le choléra! C’est seulement là que tu seras contente!… Ah! Eh bien tu récolteras les fruits! Toi-même, tu m’entends!… Ton fils pourri tu l’as voulu!…”

C’est à douze ans pas plus tard qu’il aurait fallu te saisir et t’enfermer solidement! Ah oui! Pas plus tard! Mais j’ai manqué d’énergie!… T’enfermer en correction… Voilà! C’est là que t’aurais été maté!…”

Je vois tout drôle alors d’un seul coup!… Je veux plus voir… Je fais qu’un bond… Je suis dessus! Je soulève sa machine, la lourde, la pesante… Je la lève tout en l’air. Et plac!… d’un bloc là vlac!… je la lui verse dans la gueule! Il a pas le temps de parer!… Il en culbute sous la rafale, tout le bastringue à la renverse!… La table, le bonhomme, la chaise, tout le fourniment viré en bringue… Tout ça barre sur les carreaux… s’éparpille… Je suis pris aussi dans la danse… Je trébuche, je fonce avec… Je peux plus m’empêcher… Il faut là, que je le termine le fumier salingue! Pouac! Il retombe sur le tas… Je vais lui écraser la trappe!… Je veux plus qu’il cause!… Je vais lui crever toute la gueule… Je le ramponne par terre… Il rugit… Il beugle… Ça va! Je lui trifouille le gras du cou… Je suis à genoux dessus… Je suis empêtré dans les bandes, j’ai les deux mains prises. (…) Je lâche mon vieux… Je ne fais qu’un saut… Je suis dessus l’Hortense!… Je vais l’étrangler! Je vais voir comment qu’elle gigote elle! Elle se dépêtre… Je lui arbouille la gueule… Je lui ferme la bouche avec mês paumes… Le pus des furoncles, le sang plein, ça s’écrase, a lui dégouline… Elle râle plus fort que papa… Je la cramponne… Elle se convulse… Elle est costaude… Je veux lui serrer aussi la glotte… C’est la surprise… C’est comme un monde tout caché qui vient saccader dans les mains… C’est la vie!… Faut la sentir bien… Je lui tabasse l’occiput à coups butés dans la rampe… Ça cogne… Elle ressaigne des tifs… Elle hurle! C’est fendu! Je lui fonce un grand doigt dans l’oeil… J’ai pas la bonne prise… Elle se dégrafe… Elle a rejailli… Elle se carapate… Elle a de la force… Elle carambole dans les étages… Je l’entends hurler du dehors… Elle ameute… Elle piaille jusqu’en haut… « À l’assassin! À l’assassin!… » J’entends les échos, les rumeurs. Voilà une ruée qui s’amène… ça cavalcade dans la boutique, ça grouille en bas dans les marches… Ils se poussent tous à chaque étage… Ils envahissent… J’entends mon nom… Les voilà!…“

Pp. 320-21: “J’ai pas appuyé… Jamais je l’aurais cru si faible, si mou… C’était la surprise… je suis étonné… C’était facile à serrer… Je pense comment que je suis resté avec les mains prises devant, les doigts… la bave… et qu’il me tétait… Je peux plus m’arrêter de tremblote… Je suis vibré dans toute la barbaque… Serrer voilà! J’ai la grelotte dans la gueule… Je gémis à force! Je sens maintenant tous les coups, tous les ramponneaux des autres vaches… C’est pas supportable la frayeur!… C’est le trou du cul qui me fait le plus mal… Il arrête plus de tordre et de renfrogner… C’est une crampe atroce.”

J’aurais jamais cru que je pouvais tenir dans l’intérieur une tempête pareille… C’était pas croyable comme saccades… Je cavalais comme une langouste… Ça venait du fond… « Je l’ai estourbi! » que je me disais… J’en étais de plus en plus certain et puis alors un moment j’ai entendu comme des pas… des gens qui discutaient le coup…”

Je commence à vomir… Je me poussais même pour me faire rendre… Ça me soulageait énormément… J’ai tout dégueulé… La grelotte m’a repris… J’en gigotais tellement fort, que je me reconnaissais plus… Je me trouvais étonnant moi-même… J’ai vomi le macaroni… J’ai recommencé, ça me faisait un violent bien. Comme si tout allait partir… Partout sur le carreau j’ai dégueulé tout ce que j’ai pu… Je me poussais dans la contraction… Je me cassais en deux pour me faire rendre encore davantage et puis les glaires et puis de la mousse… Ça filait… ça s’étendait jusque sous la porte… J’ai tout vomi la tambouille d’au moins huit jours auparavant et puis en plus de la diarrhée… Je voulais pas appeler pour sortir… Je me suis traîné jusqu’au broc qu’était debout près de la cheminée…”

Y avait plus personne dans notre escalier, ni dans la boutique non plus. Tout le monde était débiné… Ils devaient être rentrés chez eux… Ils avaient de quoi raconter…”

Jamais il parlait de sentiments… C’est ce que j’estimais bien chez lui… (…) L’oncle, il aimait pas qu’on en cause… Il aimait mieux parler des sports, de sa pompe, de boxe, d’ustensiles… de n’importe quoi… Les sujets brûlants ça lui faisait mal… et à moi aussi…”

Elle pouvait plus marcher du tout… Je tenais pas beaucoup à la revoir… À quoi ça aurait servi?… Elle disait toujours les mêmes choses… Enfin le temps a passé… Une semaine, puis deux, puis trois… Ça pouvait pas s’éterniser… Je pouvais pas prendre des racines… Il était gentil, mon oncle, mais précisément… Et puis alors comment vivre? Rester toujours à sa charge?… C’était pas sérieux… J’ai fait une petite allusion… « On verra plus tard! », qu’il a répondu… C’était pas du tout pressé… Qu’il s’en occupait…”

Il m’a appris à me raser… Il avait un système spécial, subtil et moderne et remontable dans tous les sens et même à l’envers… Seulement alors si délicat, que c’était un blot d’ingénieur quand il fallait changer la lame…”

Après, je me promenais où je voulais… Exactement!… C’était une affaire!… J’avais pas un but commandé… Rien que des véritables balades… Il me le répétait tous les jours, avant de sortir, l’oncle Édouard. « Va te promener! Va donc Ferdinand! Comme ça droit devant toi… T’occupe pas du reste!… Va par où ça te fera plaisir!… Si t’as un endroit spécial, vas-y! Vas-y donc! Jusqu’au Luxembourg si tu veux!… Ah! Si j’étais pas si pris… J’irais moi voir jouer à la Paume… J’aime ça moi la Paume… Profite donc un peu du soleil… Tu regardes rien, t’es comme ton père!… » Il demeurait encore un instant. Il bougeait plus, il réfléchissait… Il a rajouté… « Et puis tu reviendras tout doucement… Je rentrerai ce soir un peu plus tard… » Il me donnait en plus un petit flouze, des 30 sous, 2 francs… « Entre donc dans un cinéma… si tu passes par les boulevards… T’as l’air d’aimer ça les histoires… »

Il en parlait pas, voilà tout… C’était pas seulement un homme pour la mécanique l’oncle Édouard… Faudrait pas confondre… Il était extrêmement sensible on peut pas dire le contraire… C’est même enfin à cause de ça que j’étais de plus en plus gêné… Ça me tracassait de plus en plus de rester là comme un plouc à goinfrer sa croûte… Un vrai sagouin culotté… Merde!…”

Va encore faire des balades… Ça durera sûrement pas toujours! Va par les quais jusqu’à Suresnes! Prends le bateau, tiens! Change-toi d’air! Y a rien de meilleur que ce bateau-là! Descends à Meudon si tu veux! Change-toi les idées!… Dans quelques jours je te dirai… Je vais avoir quelque chose de très bien!… Je le sens!… J’en suis sûr!… Mais il faut rien brutaliser!… Et j’espère que tu me feras honneur!…

Oui mon oncle!…”

Il annonçait lui-même son âge plusieurs fois par jour… Il avait cinquante piges passées… Il tenait encore bon la rampe grâce aux exercices physiques, aux haltères, massues, barres fixes, tremplins… qu’il pratiquait régulièrement et surtout avant le déjeuner, dans l’arrière-boutique du journal. Il s’était aménagé là un veritable gymnase entre deux cloisons.”

« Les muscles, Ferdinand, sans l’esprit, c’est même pas du cheval! Et l’esprit quand y a plus les muscles c’est de l’électricité sans pile! Alors tu sais plus où la mettre! Ça s’en va pisser partout! C’est du gaspillage… C’est la foire!… » C’était son avis.”

Non! rien de tapageur, de pharamineux! d’insolite! Il les avait en horreur lui, les chienlits de l’atmosphère!… Que des envols démonstratifs! des ascensions éducatives!… Toujours scientifiques!… C’était sa formule absolue.”

Il pensait déjà aux héliums! Il avait 35 ans d’avance! C’est pas peu dire!”

Lui, non plus, Courtial des Pereires, il arrêtait jamais de produire, d’imaginer, de concevoir, résoudre, prétendre… Son génie lui dilatait dur le cassis du matin au soir… Et puis même encore dans la nuit c’était pas la pause… Il fallait qu’il se cramponne ferme contre le torrent des idées… Qu’il se garde à carreau… C’était son tourment sans pareil… Au lieu de s’assoupir comme tout le monde, les chimères le poursuivant, il enfourchait d’autres lubies, des nouveaux dadas!… Vroutt!… L’idée de dormir s’enfuyait!… ça devenait vraiment impossible… Il aurait perdu tout sommeil s’il ne s’était pas révolté contre tout l’afflux des trouvailles, contre ses propres ardeurs… Ce dressage de son génie lui avait coûté plus de peine, de vrais surhumains efforts que tout le reste de son oeuvre!… Il me l’a souvent répété!…

Les inventeurs c’est pas des drôles… Toujours à la disposition! Il s’y collait courageusement, rien ne rebutait son zèle, ne déconcertait sa malice… ni l’abracadabrant problème, ni le colossal, ni l’infime… Avec des grimaces, il digérait tout… Depuis le « fromage en poudre », l’« azur synthétique », la « valve à bascule », les « poumons d’azote », le « navire flexible », le « café-crème comprimé » jusqu’au « ressort kilométrique » pour remplacer les combustibles…”

Si Courtial déclarait comme ça dans sa première page que l’idée n’était pas recevable! Holà! Holà! funambulesque! hétéroclite! qu’elle péchait salement par la base… la cause était entendue! Ce fourbi ne s’en relevait pas!… Le projet tombait dans la flotte.”

La faveur, l’engouement universels suscités dès la parution par cet infime, trivial ouvrage peuvent à présent de nos jours difficilement s’imaginer… Toutefois « L’Équipement des Vélos » par Courtial Marin des Pereires représenta vers 1900, pour le cycliste néophyte, une sorte de catéchisme, un « chevet », la « Somme »… Courtial savait faire d’ailleurs et d’une manière fort pertinente toute sa critique personnelle.”

Les plus hautaines, les plus complexes théories, les pires imaginations de la physique, chimie, des « radiospolarites » naissantes… La photographie sidérale… Tout y avait passé peu ou prou à force d’en écrire. Il éprouvait pour cela même une très grande désillusion, une veritable mélancolie, une surprise bien déprimante, à se voir comme ça préféré, encensé, glorieux, pour des propos de chambre à air et des astuces de « pignons doubles »!… Personnellement, pour commencer, il avait horreur du vélo… Jamais il avait appris, jamais il était monté dessus… Et question de mécanique c’était encore pire… Jamais il aurait pu démonter seulement une roue, même la chaîne!… Il ne savait rien foutre de ses mains à part la barre fixe et le trapèze… Il était des plus malhabiles, comme trente-six cochons réellement… Pour enfoncer un clou de travers il se déglinguait au moins deux ongles, il se flanquait tout le pouce en bouillie, ça devenait tout de suite un carnage dès qu’il touchait un marteau. Je parle pas des tenailles, bien sûr, il aurait arraché le pan de mur… le plafond… la crèche entière… Il restait plus rien autour… Il avait pas un sou de patience, son esprit allait bien trop vite, trop loin, trop intense et profond… Dès que la matière lui résistait, il se payait une épilepsie… Ça se terminait en marmelade… C’est seulement par la théorie qu’il arrangeait bien les problèmes… Question de la pratique, par lui-même, il savait juste faire les haltères et seulement dans l’arrière-boutique… et puis en plus le dimanche escalader la nacelle et commander son « Lâchez tout »… et se recevoir plus tard en « boule »Si il se mêlait de bricoler comme ça de ses propres doigts, ça finissait comme un désastre.

« L’oeuvre complète d’Auguste Comte, ramenée au strict format d’une < prière positive >, en 22 versets acrostiches »!… § Pour cette inouïe performance, il avait été fêté, presque immédiatement, à travers toute l’Amérique… la latine… comme un immense rénovateur. L’Académie Uruguayenne réunie en séance plénière quelques mois plus tard l’avait élu par acclamations Bolversatore Savantissima avec le titre additif de « Membre Adhérent pour la vie »… Montevideo, la ville, point en reste, l’avait promu le mois suivant Citadinis Etematis Amicissimus. Courtial avait espéré qu’avec un surnom pareil, et en raison de ce triomphe, il allait connaître d’autre gloire, d’un genre un peu plus relevé… qu’il allait pouvoir prendre du large… Prendre la direction d’un movement de haut parage philosophique… « Les Amis de la Raison Pure »… Et puis point du tout! Balle Peau! Pour la première fois de sa vie il s’était foutu le doigt dans l’oeil! Il s’était entièrement gouré… Le grand renom d’Auguste Comte exportait bien aux Antipodes, mais ne retraversait plus la mer!

Ils aimaient pas Auguste Comte. Autant Flammarion leur semblait nettement populaire, autant Auguste les débectait. Il jetait la poise dans la vitrine…”

C’était pas juste que je le rançonne… Puis j’encombrais son domicile… c’était pas très vaste son bocal… j’avais beau faire semblant de dormir quand il se ramenait une mignonne… sur la pointe des pieds… sûrement quand même je le gênais.”

L’oncle Édouard, il ne se leurrait guère sur mes aptitudes. Il s’était bien rendu compte que dans les boulots réguliers je me démerdais franchement mal. Il voyait les choses assez juste. Que pour mon genre et ma balance, ce qui serait plutôt indiqué c’était les trucs « en dehors », des espèces d’astuces capricieuses, des manigances à la « godille ».”

C’est lui, Courtial des Pereires, qu’avait obtenu en France le second permis de conduire pour automobile de course. Son diplôme encadré d’or et puis sa photo « jeune homme », au volant du monstre avec la date et les tampons, nous l’avions au-dessus du bureau. Ça avait fini tragiquement…” “Le vide absolu! La voiture? Vacuum mon ami! Vacuum! Plus de voiture! Évaporée!… Foudroyée! Littéralement! Les roues, le châssis… Chêne!… pitchpin! calcinés!… Toute la membrure… Que voulez-vous! Je me traîne aux environs, je me démène d’une motte à l’autre! Je creuse! Je trifouille! Quelques miettes de-ci, de-là! quelques brindilles… Un petit morceau d’éventail, une boucle de ceinture! Un des bouchons du réservoir… Une épingle à cheveux! C’est tout!… Une dent dont je ne fus jamais sûr!… L’enquête officielle n’a rien résolu!… Rien élucidé!… C’était à prévoir… Les causes de ce formidable embrasement demeurent pour toujours mystérieuses…” “D’ailleurs à ce stade fort critique du progrès des automobiles il fut observé à bien des reprises de telles fantastiques explosions, presque aussi massives! en pulvérisations totales! Des disséminations atroces! Des propulsions gigantesques!… Je ne pourrais leur comparer à l’extrême rigueur que les déflagrations subites de certains brasiers d’Air liquide… Et encore!… Je ferais mes réserves!… Celles-ci sont en effet banales! Absolument explicables… Et de fond en comble! Aucun doute! Aucune énigme! Tandis que le mystère subsiste presque tout entier quant aux causes de ma tragédie!… Avouons-le très modestement! Mais quelle importance aujourd’hui? Aucune!… On n’utilise plus les < fusibles > depuis Belle Lurette!”

Il était terrible à renifler arrivé le samedi tantôt… C’était le dimanche matin qu’il faisait sa toilette, j’étais averti. La semaine, il avait pas le temps. Je savais tout ça… Sa femme je l’avais jamais vue, il me racontait ses faits et gestes. Ils demeuraient à Montretout… Pour les pieds, y avait pas que lui… C’était la terreur à l’époque… Quand il venait des inventeurs, qu’ils arrivaient comme ça en nage, presque toujours de fort loin, ça devenait quand même difficile de les écouter jusqu’au bout, même avec la porte grande ouverte sur le grand jardin du Palais… Ce qu’on arrivait à renifler à certains moments c’était pas croyable… Ils parvenaient à me dégoûter de mes propres nougats.” Era terrível respirar o ar chegado o sábado… Era domingo de manhã que ele fazia a toalete, eu já tinha sido advertido. Durante a semana ele não tinha tempo. Eu sabia de tudo isso… Sua mulher eu nunca a vi, ele me contava das suas coisas e do seu jeito. Eles moravam em Mostra-Tudo… Pros pés, não havia pior que ele… Era o terror à época… Quando vinham os inventores, que chegavam nadando, quase sempre de muito longe, era praticamente impossível escutá-los até o final, mesmo com o portão aberto dando para o grande jardim do Palácio… Os aromas que se chegava a cheirar algumas horas, era até difícil de acreditar… Eles conseguiam me fazer ter nojo dos meus próprios pés.”

Il avait le sens du désordre… Il plaignait tous ceux qui l’ont pas… Tout l’ordre est dans les idées! Dans la matière pas une trace!… Quand je lui faisais ma petite remarque que ça m’était bien impossible de me dépêtrer dans cette pagaye et ce vertige, alors c’est lui qui faisait vilain et il m’incendiait… Il me laissait même pas respirer… Il prenait d’autor l’offensive… « Évidemment, Ferdinand, je ne vous demande pas l’impossible! Jamais vous n’avez eu l’instinct, la curiosité essentielle, le désir de vous rendre compte… Ici! malgré tout! c’est pas les bouquins qui vous manquent!… Vous vous êtes jamais demandé, mon pauvre petit ami, comment se présente un cerveau!… L’appareil qui vous fait penser? Hein? Mais non! Bien sûr! ça vous intéresse pas du tout!… Vous aimez mieux regarder les filles! Vous ne pouvez donc pas savoir! Vous persuader bien facilement du premier coup d’oeil sincère, que le désordre, mais mon ami c’est la belle essence de votre vie même! de tout votre être physique et métaphysique! Mais c’est votre âme Ferdinand! des millions, des trillions de replis… intriqués dans la profondeur, dans le gris, tarabiscotés, plongeants, sousjacents, évasifs… inimitables! Voici l’Harmonie, Ferdinand! Toute la nature! une fuite dans l’impondérable! Et pas autre chose! Mettez en ordre, Ferdinand, vos pauvres pensées! Commencez par là! Non par quelques substitutions grimacières, matérielles, négatives, obscènes, mais dans l’essentiel je veux dire! Allez-vous pour ce motif vous précipiter au cerveau, le corriger, le décaper, le mutiler, l’astreindre à quelques règles obtuses? au couteau géométrique? Tu restes, je le crains, pour toujours dans ta poubelle à raison! Tant pis pour toi! C’est toi le couillon Ferdinand! le myope! l’aveugle! l’absurde! le sourd! le manchot! la bûche!… C’est toi qui souilles tout mon désordre par tes réflexions si vicieuses… En l’Harmonie, Ferdinand, la seule joie du monde! La seule délivrance! La seule vérité!… L’Harmonie! Trouver l’Harmonie! Voilà… Cette boutique est en Har-mo-nie!… M’entends-tu!

Ferdinand? comme un cerveau pas davantage! En ordre! Pouah! En ordre! (…) Oui! Le Génitron! C’est un cerveau! Est-ce assez clair? Ce n’est pas ce que tu désires? Toi et les tiens?… (…) Je n’abolis pas pour vivre, moi! Je prends la vie telle qu’elle se pose! Cannibale Ferdinand? Jamais!… (…) Je ne veux plus compter les étoiles 1! 2! 3! 4! 5! Je ne me crois pas tout permis! Et le droit de rétrécir! corriger! corrompre! tailler! repiquer!… Hein!… Où donc l’aurais-je pris? De l’infini? Dans la vie des choses? C’est pas naturel, mon garçon! C’est pas naturel! C’est des manigances infâmes!… Je reste bien avec l’Univers moi! Je le laisse tel que je le trouve!… Je ne le rectifierai jamais! Non!… L’Univers, il est chez lui! Je le comprends! Il me comprend! Il est à moi quand je le demande! Quand j’en veux plus je le laisse tomber! Voilà comment les choses se passent!… C’est une question cosmogonique! J’ai pas d’ordre à donner! Tu n’as pas d’ordre! Il n’a pas d’ordre!… Buah! Buah! Buah!… »”

Il se passionnait ce garçon pour les ascenseurs en tous genres. C’était son rêve, sa manie!… On lui avait fait parvenir toute la documentation… Il en avait jamais vu en réalité. Courtial avait publié vers 1893 un véritable traité De la Traction Verticale. Il connaissait tous les détails, les multiples applications, hydrauliques, balistiques, « l’électrorécupérative »…”

P. 344-5: “Ça se retenait, ça s’oubliait, sans fatigue aucune. On calculait grosso modo comme ça en causant, pour ne parler que de la France, qu’une famille au moins sur quatre possédait dans son armoire une Astronomie des Familles, une Économie sans Usure et la Fabrication des Ions… Une au moins sur douze sa Poésie en couleurs, son Jardinier sur les Toits, L’Élevage des poules au Foyer.”

Peu à peu, à force de vivre avec Courtial dans la grande intimité, j’ai bien saisi sa nature… C’était pas extrêmement brillant tout à fait en dessous. Il était même assez carne, mesquin, envieux et sournois… Maintenant, demeurant équitable, il faut bien admettre que c’était un terrible afur le boulot qu’il s’envoyait! de se démerder comme un perdu, à longueur d’année, c’est exact, contre la bande des grands maniaques, les abonnés du Génitron… § Il passait des heures horribles, absolument ravagées… dans un déluge de conneries… Il fallait qu’il tienne quand même, qu’il se défende, qu’il renvoie les coups, qu’il emporte toutes les résistances, qu’il leur laisse la bonne impression, qu’ils s’en aillent tous assez heureux avec l’envie de revenir…”

Je n’avais pas besoin d’argent qu’ils répétaient à mon oncle… J’en ferais sûrement mauvais usage… Ce qu’était beaucoup plus essentiel, c’est que je retourne plus chez eux… C’était l’avis unanime de toute la famille, des voisins aussi et de toutes nos connaissances. Qu’on me donne à faire n’importe quoi! qu’on m’occupe à n’importe quel prix! n’importe où et n’importe comment! Mais qu’on me laisse pas désoeuvré! et que je reste bien à distance. D’un jour à l’autre, de la façon que je débutais, je pouvais foutre le feu au « Passage »! C’était le sentiment général…”

J’avais pas besoin de répondre. C’est comme ça que je l’ai séduit… En fermant ma gueule…”

Nous n’avons qu’un frêle esquif au vent de l’esprit!… Et que de tempêtes, mon ami, que de tempêtes!… Vous embarquez? Soit. Je vous accueille! Je vous prends! Soit! Montez à bord! Mais je vous le dis bien d’avance! Pas un doublon dans les cales! Rien dans les mains! Peu dans les poches! Point d’amertume! Point de rancoeur!… Vous préparerez le déjeuner! Vous coucherez à l’entresol, j’y couchais moi-même autrefois… dans le bureau tunisien… Vous arrangerez votre sofa… L’on y demeure parfaitement… Vous y serez joliment tranquille! Ah! veinard!… Vous verrez un peu sur le soir! quel séjour! Quel calme! Le Palais-Royal est à vous absolument tout entier à partir de neuf heures!… Vous serez heureux Ferdinand!… À présent, tenez! moi-même!” « Point de salaire! Certes! Soit! Nominal c’est-à-dire! Mais du spirituel! Ah! vous ne savez pas Ferdinand ce que vous allez gagner? Non! non! non! Vous me quitterez Ferdinand, un jour… forcément… » Sa voix devenait déjà triste. « Vous me quitterez… Vous serez riche! Oui! riche! Je le dis!… »

« Il n’y a rien dans un portemonnaie! Rien!… »

et on mangeait sur nos genoux avec une serviette, au fond du bureau… Je trouvais pas ça risible au flanc!…”

Enfin, tout de même, y a un chapitre où il m’a jamais truqué, jamais déçu, jamais bluffé, jamais trahi même une seule fois! C’est pour mon éducation, mon enseignement scientifique. Là, jamais il a flanché, jamais tiqué une seconde!… Jamais il a fait défaut! Pourvu que je l’écoutasse, il était constamment heureux, ravi, comblé, satisfait… Toujours je l’ai connu prêt à me sacrifier une heure, deux heures, et davantage, parfois des journées entières pour m’expliquer n’importe quoi… Tout ce qui peut se comprendre et se résoudre, et s’assimiler, quant à l’orientation des vents, les cheminements de la lune, la force des calorifères, la maturation des concombres et les reflets de l’arc-en-ciel… Oui! Il était vraiment possédé par la passion didactique. Il aurait voulu m’enseigner toute la totalité des choses et puis aussi de temps à autre me jouer un beau tour de cochon! Il pouvait pas s’en empêcher! ni dans un cas ni dans l’autre!” “Il me parlait souvent de sa daronne, mais jamais il me la montrait. Elle venait jamais au bureau, elle aimait pas le Génitron. Elle devait avoir ses motifs.”

CONFIDÊNCIAS HERMANAS: Por que eu e D. jamais nos bateremos

Ele jamais se calará quando deve. Ele jamais falará quando deve. Ele jamais estará sério quando não é para rir, nem se irá descontrair quando o caso exige. Sendo assim, esse potencial pequeno-criminoso não poderia cair nas minhas graças. Jamais eu poderia engolir ter de sustentá-lo; e ainda mais não poderia perdoar o fato de ainda assim não sustentá-lo tendo-o a minha frente após anos ou décadas me torturando pensando que meu destino recairia no fazê-lo, promovê-lo, porque ele é completamente inútil para poder parar de fazer suas barras e flexões e limpar as próprias calças, rasgar as próprias fraldas, e finalmente encorpar no bom sentido! O parasita muito-mais-do-que-visível, mas que a família trata com insolência no seu solene pacto de silêncio, que sempre está em casa quando não deveria, mas some nos momentos imprescindíveis, arre! Por que ele se tortura em pensamentos desejosos infantis?!… Eu pensei que ele não queria dinheiro por não precisar, mas vive alimentando seu ego com desejos de compras irrealizáveis para um perpétuo-desempregado… O irremediável. Ainda que recebesse mais um – o enésimo – emprego na mão! Ainda que ganhasse outros troféus por curto e breve bom desempenho…

O que mais me surpreende, não obstante, é que em trinta e quatro anos malvividos ele não tenha aprendido a compreender minimamente o mutismo sentimental de seu irmão. É, tem razão, seu comportamento e sua rotina asquerosas também não entram na minha cabeçorra… Ele que herdou a cabecinha…

Fechado num quarto vazio, só com uma bicicleta… Se matando na excitação do calor, ouvindo e roncando os gols de futebol da rodada, depois mudando para uma cena de crime, um caixote de surfe, um documentário animal… E aí vem o assunto do peixe e a compatibilidade com meu pai… Natureza-morta… Ou dissimulação para sobreviver? O cinismo com que todos ali levam esse teatrinho adiante e nunca cumprem suas ameaças… A não ser comigo, talvez, porque eu forçasse até o último limite. José. Diogo. Raça de apaziguadores. Ainda não, não estamos prontos para o Após-calypse.

E os dias horríveis em que ele inventa de fumar maconha, o cheiro desagradável que de barriga vazia me faz querer vomitar, pôr os bofes pra fora… Sem defesa. Sempre lembro daqueles dias e de como minha janela está de súbito tão escancarada. E a porta não-trancada… Comendo bolacha recheada, acabando com o suprimento de carne… Uma sala de terapia é por demais opressiva para esse tipo de desaguamento paranormal… Se não nos engalfinharmos vamos parar no mal. Vai acabar mal. Correndo juntos ou um contra o outro. Nos esbarrando por aí. Na cozinha, no banheiro onde ele nunca se lembra da descarga, no corredor… Quem vai morrer primeiro?, a pergunta dos irmãos. O gênio e o burricão.

E quando a homofobia dos seus parentes só parece se dirigir ao canto (genital) errado… Algo monstruoso, já que pago pelo que nunca cometi: só o não ser um garanhão e não levar garotas pra casa. Deve ficar sempre aquela dúvida: será que ele é?!…

Me azucrinando nos estudos, e fazendo questão de nunca ter nenhum livro sob seu poder, a não ser um maldito catálogo, lista telefônica ou enciclopédia de decoração… Decorar um estilo de vida simples, e querer que se adaptem a ele, assim, bluff, sem mais nem menos…

Nada disso faz sentido… O mais incapacitado da família é quem mais quer o tênis da moda, o carro do ano, ter filhos… Usar caros e improdutivos narcóticos… Ser o comilão que deixa o registro aberto, a TV ligada, o ventilador girando, que coloca na chave “inverno” no calor mais escaldante… Se ao menos ele ajudasse com o aluguel do seu hegemônico colchão… Hegemônico desarrumado colchão… Bleargh…, como me repugna essa criatura vermiforme…

* * *

Déjà, on l’avait ramené deux fois en voiture du bureau… Il tenait plus en l’air… Il était tout le temps sujet à des défaillances… Il lui faisait me dire qu’il me pardonnait volontiers, mais qu’il voulait plus me recauser… avant très longtemps d’ici… avant que je parte au régiment… avant que j’aie changé tout à fait d’allure et de mentalité… avant que je revienne du service…” Um homem sempre muda depois de servir o exército! Eu não sei quando é propaganda e quando é matéria-reportagem… Quando é propaganda ou quando é sonho…

C’était la première fois de sa vie à ma pauvre mère qu’elle entendait parler de son fils en des termes aussi élogieux… Elle en revenait pas…”

Ils rentraient tous à tire-d’aile… Direction: le Palais-Royal!… On leur laissait la fenêtre ouverte… Ils flânaient jamais en route, ils aimaient pas la campagne, ni les grandes vadrouilles… Ils revenaient automatique… Ils aimaient beaucoup leur grenier et « Rrou!… et Rrou!… Rrouu!… Rrouu!… » Ils en demandaient pas davantage. Ça ne cessait jamais… Toujours ils étaient rentrés bien avant nous autres. Jamais j’ai connu pigeons aussi peu fervents des voyages, si amoureux d’être tranquilles… Je leur laissais pourtant tout ouvert… Jamais l’idée leur serait venue d’aller faire un tour au jardin… d’aller voir un peu les autres piafs… Les autres gros gris roucoulards qui batifolent sur les pelouses… autour des bassins… un peu les statues! (…) Je m’entendais tout à fait bien avec les pigeons, ils me rappelaient un peu Jonkind… Je leur ai appris à faire des tours… Comme ça à force de me connaître… Bien sûr, ils me mangeaient dans la main… mais j’obtenais beaucoup plus fort, qu’ils tiennent tous les douze ensemble perches sur le manche du balai… J’arrivais ainsi, sans qu’ils bougent, sans qu’un seul veuille s’envoler, à les descendre… et les remonter du magasin… C’était vraiment des sédentaires. Au moment de les foutre dans le panier quand il fallait bien qu’on démarre ils devenaient horriblement tristes. Ils roucoulaient plus du tout. Ils rentraient la tête dans les plumes. Ils trouvaient ça abominable.”

360: A carta do leitor ludibriado por Courtial Pereire: “Cher Courtial, cher maître et vénéré précurseur! C’est bien grâce à vous, à votre admirable et si scrupuleux télescope (des familles) que j’ai pu voir hier à deux heures et sur mon propre balcon toute la lune, dans sa totalité complète et les montagnes et les rivières, et même je pense une forêt… Peut-être même un lac! J’espère bien avoir aussi Saturne, avec mes enfants, dans le cours de la semaine prochaine, comme c’est indiqué (aux lettres italiques) sur votre « calendrier sidéral » et aussi Bellegophore un peu plus tard, dans les derniers jours de l’automne, comme vous l’avez vous-même écrit à la page 242… À vous cher, gracieux et bienveillant maître, à vous de corps, de coeur, d’esprit ici-bas et dans les étoiles.

Un transformé.”

Moi je crois que les favorables, il se les écrivait à lui-même… Il les montrait aux visiteurs… Il me l’a jamais très positivement avoué… Y avait des sourires quelquefois… J’approuvais pas complètement.”

il avait un drôle de nom, il s’appelait Naguère [Antigamente]…”

Toi, n’est-ce pas, tu ne te doutes de rien! Tu écouteras n’importe quoi! Tu n’as rien à faire au fond… Mais moi, tu comprends, mon ami, ça n’est pas du tout le même afur… Ah! pas du tout le même point de vue!… J’ai un souci moi… Un souci métaphysique! Permanent! Irrécusable! Oui! Et qui ne me laisse pas tranquille! Jamais!”

Tu t’en fous au maximum des conséquences universelles que peuvent avoir nos moindres actes, nos pensées les plus imprévues!… Tu t’en balances!… tu restes hermétique n’est-ce pas? calfaté!… Bien sanglé au fond de ta substance… Tu ne communiques avec rien… Rien n’est-ce pas? Manger! Boire! Dormir! Là-haut bien peinardement… emmitouflé sur mon sofa!… Te voilà comblé… Bouffi de tous les bien-être… La terre poursuit… Comment? Pourquoi? Effrayant miracle! son périple… extraordinairement mystérieux… vers un but immensément imprévisible… dans un ciel tout éblouissant de comètes… toutes inconnues… d’une giration sur une autre… et dont chaque seconde est l’aboutissant et d’ailleurs encore le prélude d’une éternité d’autres miracles… d’impénétrables prodiges, par milliers!… Ferdinand! millions! milliards de trillions d’années… Et toi? que fais-tu là, au sein de cette voltige cosmologonique? du grand effarement sidéral? Hein? tu bâfres! Tu engloutis! Tu ronfles! Tu te marres!… Oui! Salade! Gruyère! Sapience! Navets! Tout! Tu t’ébroues dans ta propre fange! Vautré! Souillé! Replet! Dispos! Tu ne demandes rien! Tu passes à travers les étoiles… comme à travers les gouttes de mai!… Alors! tu es admirable, Ferdinand! Tu penses véritablement que cela peut durer toujours?… »”

Tu diras que je suis parti! loin!… très loin!… en expédition!… que je suis parti au Sénégal!… à Pernambouc!… au Mexique!… où tu voudras! Sacredié!…”

“— Tu n’es pas mauvais, Ferdinand… ton père s’est trompé sur ton compte. Tu n’es pas mauvais… T’es informe! informe voilà!… proto-plas-mique! De quel mois es-tu, Ferdinand! En quel mois naquis-tu veux-je dire!… Février? Septembre? Mars?

Février, Maître!…”

Il faisait peut-être pas voir Saturne, mais on voyait bien des Pereires comment qu’il sucrait sa « purée ». Après ça c’était « l’oxygène » et puis encore un vermouth… On distinguait bien les couleurs…”

“Des Pereires malgré son culte du progrès certain exécrait, depuis toujours, toute la production standard… Il s’en montra dès le début l’adversaire irréductible… Il en présageait l’inéluctable amoindrissement des personnalités humaines par la mort de l’artisanat…

Courtial en me racontant ces choses, il en restait déconcerté à quinze ans de distance…”

Je le connais de trop ce prolixe! Ce bouseux de la gueule! chaque fois qu’il vient m’interviewer j’en suis pour deux heures au moins!… Il m’a fait perdre déjà dix fois tout le fil de mes déductions! C’est une honte! C’est un scandale! Tue-le ce fléau! Tue-le! je t’en prie, Ferdinand! Le laisse plus courir par le monde!…”

J’avais un système, je veux bien… J’étais comme le « Chalet par soi », je l’abordais en souplesse… J’offrais aucune résistance… Je pliais dans le sens de la furie… J’allais encore même plus loin… Je le surprenais le dingo par la virulence de ma haine envers le dégueulasse Pereires… Je le baisais à tous les coups en cinq sec… au jeu des injures atroces!… Là j’étais parfaitement suprême!… Je le vilipendais! stigmatisais! couvrais d’ordures! de sanies! Cette abjecte crapule! cette merde prodigieuse! vingt fois pire! cent fois! mille fois encore pire qu’il avait jamais pensé seul!…”

C’était vraiment pas concevable à quel prodigieux paroxysme je parvenais à me hausser dans la colère absolue… Je tenais tout ça de mon papa… et des rigolades parcourues… Pour l’embrasement, je craignais personne!… Les pires insensés délirants interprétatifs dingos, ils existaient pas quand je voulais un peu m’y mettre, m’en donner la peine… j’avais beau être jeune… Ils s’en allaient de là, tous vaincus… absolument ahuris par l’intensité de ma haine… mon incoercible virulence, l’éternité de vengeance que je recelais dans mes flancs…

« Ferdinand! Tu viens de me sauver la vie… Ah! Oui! La vie!… C’est un fait! J’ai tout entendu! Ah! C’est exactement tout ce que je redoutais! Ce gorille m’aurait disloqué! Là sur place! Tu t’es rendu compte!… »

Ces comédies, je veux le croire, n’affectent en rien ton sentiment? Ce serait trop odieux! Tu me gardes toute ton affection? Tu peux, tu le sais, entièrement compter sur moi! Je n’ai qu’une parole! Tu me comprends! Tu commences à me comprendre, n’est-ce pas?”

Quand je dis la cause! Comprends-moi! Il est pas question d’argent! C’est le frêle trésor que j’invoque! La grande richesse immatérielle! C’est la grande Résolution! L’acquis du thème infini! Celui qui doit nous emporter… Comprends-moi plus vite, Ferdinand! Plus vite! Le temps passe! Une minute! Une heure! À mon âge? mais c’est déjà l’Éternité! Tu verras! C’est tout comme Ferdinand! C’est tout comme!” “Y avait pas deux ordures comme lui…” “On peut faire entrer peut-être le tout petit dans l’immense… Mais alors comment réduire l’énorme à l’infime? Ah! Tous les malheurs n’ont point d’autre source!”

Pour la sonnette c’était la crise… Elle grêlait continuellement… Moi ça m’empêchait toutes ces distractions d’aller réparer mon Zélé… Il embarrassait toute la cave Courtial avec ses conneries… C’était pourtant mon vrai boulot!… C’est moi qu’étais responsable et répréhensible au cas qu’il se casserait la hure… Il s’en fallait toujours d’un fil!… C’était donc cul son procédé… J’ai fait la remarque à la fin, à ce propos-là parmi tant d’autres, que ça pouvait plus continuer… que je marchais plus!… que je m’en tamponnais désormais… qu’on courait à la catastrophe!… C’était pur et simple… Mais il m’écoutait à peine! Ça lui faisait ni chaud ni froid… Il disparaissait de plus en plus. Quand il était au sous-sol il voulait plus que personne lui cause!… Même sa calebombe elle le gênait… Il arrivait à l’éteindre pour mieux réfléchir. § (…) il devrait aller dans l’égout! Qu’il serait encore bien plus tranquille pour chercher sa résolution!… du coup alors, il m’incendie!…”

Menteur! Boa! Vampire! Engelure! Si les mots que je prononce ne sont point la stricte expression de l’ineffable vérité! Tu as bien voulu, n’est-ce pas, Ferdinand? supprimer ton père? Déjà? Ouais! C’est un fait! Ce n’est pas un leurre? Quelque fantasmagorie? C’est la réalité même! extraordinairement déplorable!… Un exploit dont plusieurs siècles ne sauraient effacer la honte! Certes! Ouais! Mais absolument exact! Tu ne vas pas nier à présent? Je n’invente rien! Et alors? Maintenant! Que veux-tu? dis-moi? Me supprimer à mon tour? Mais c’est évident! Voilà! C’est simple! Profiter!… Attendre!… Saisir le moment favorable!… Détente… Confiance… Et m’occire!… M’abolir!… M’annihiler!… Voilà ton programme!… Où avais-je l’esprit? Ah! Décidément Ferdinand! Ta nature! Ton destin sont plus sombres que le sombre Érèbe!… Ô tu es funèbre Ferdinand! sans en avoir l’air! Tes eaux sont troubles! Que de monstres Ferdinand! dans les replis de ton âme! Ils se dérobent et sinuent! Je ne les connais pas tous!… Ils passent! Ils emportent tout!… La mort!… Oui! À moi! Auquel tu dois dix mille fois plus que la vie! Plus que le pain! Plus que l’air! Que le soleil même! La Pensée! Ah! C’est le but que tu poursuis, reptile? N’est-ce pas! Inlassable! Tu rampais!… Divers… Ondoyant! Imprévu toujours!… Violences… Tendresse… Passion… Force… Je t’ai entendu l’autre jour!… Tout t’est possible, Ferdinand. Tout! l’enveloppe seule est humaine! Mais je vois le monstre. Enfin! Tu sais où tu vas? M’avait-on prévenu? Ah ça oui! Les avis ne m’ont point manqué… Cautèle!… Sollicitude!… et puis soudain sans une syllabe douteuse… toutes les frénésies assassines! Frénésies!… La ruée des instincts! Ah! Ah! Mais c’est la marque mon ami! Le sceau absolu! La foudre du criminel… Le congénital! Le pervers inné!… Mais c’est toi! Je l’ai là! Soit! mon ami!… Soit! (…) Achève-moi donc si tu le peux!… Vas-y! Je t’attends! De pied ferme! Ose! Tu me vois bien? Je te défie, Ferdinand! Tu m’excites dirai-je! Tu m’entends! Tu m’exaspères! Je ne suis pas dupe! Entièrement conscient! Regarde l’Homme dans le blanc des yeux! J’avais évalué tous mes risques!… Le jour de ton accueil ici! Que ce soit ma suprême audace!”

le gros mastoc, l’Hippocrate… il me grattait le dedans de la main… Il pesait au moins trois kilos… J’avais du mal… Je me contenais… J’avais du mérite… Il continuait encore la tante!…”

tour de Forcefrance

facture de cop

S’il existe un truc au monde, dont on ne doit jamais s’occuper qu’avec une extrême méfiance, c’est bien du mouvement perpétuel!…”

Il a continué à causer… Il entendait pas mes réponses… Il est reparti par le couloir… C’était devenu un somnambule…”

Il s’en trouvait tellement des dettes, que je crois qu’il en inventait… Il a cherché un crayon… Il allait tout recommencer… Je l’ai empêché résolument…”

Ferdinand! comme tu as raison!… Tu parles plus sagement que ton maître! Ce vieillard putride! Un vent de folie Ferdinand! Un vent de folie!…

Seulement rien qu’à la pensée, il me remontait déjà du fiel [fel]…”

Jusqu’à dix heures du matin où il revenait de Montretout… c’était moi quand même le patron… Ça c’est joliment appréciable! Une fois nourris mes pigeons j’étais absolument libre…”

Jamais j’ai été si content qu’à cette époque au Génitron… Je faisais pas des projets d’avenir… Mais je trouvais le présent pas trop tarte [medíocre]…”

C’était moi alors Courtial qu’il entreprenait… qu’il essayait d’humilier… Ça le soulageait qu’on aurait dit… Il me saisissait au dépourvu… « Un jour quand même Ferdinand, il faudra que je t’explique quelques trajectoires majeures… quelques ellipses essentielles… Tu ignores tout des grands Gémeaux!… et même de l’Ours! la plus simple!… Je m’en suis aperçu ce matin, quand tu parlais avec ce morpion… C’était pitoyable! atterrant!… Suppose un peu, qu’un jour ou l’autre un de nos collaborateurs en vienne au cours d’un entretien, à te pousser quelques colles, par exemple sur le ‘Zodiac’?… ses caractères?… le Sagittaire?… Que trouveras-tu à répondre? Rien! ou à peu près! Absolument rien vaudrait mieux… Nous serions discrédités Ferdinand! Et sous le signe de Flammarion!… Oui! C’est un bouquet! C’est le comble de la dérision! Ton ignorance? Le ciel? Un trou!… »

Ça faisait déjà des années que j’avais quitté les Berlope… et le petit André… Il devait avoir plutôt grandi, ce gniard dégueulasse!… (…) Merde! Ce que ça vieillit vite un môme! (…) on a beau être jeune quand on s’aperçoit pour le premier coup… comme on perd des gens sur la route… des potes qu’on reverra plus… plus jamais… qu’ils ont disparu comme des songes… que c’est terminé… évanoui… qu’on s’en ira soi-même se perdre aussi… un jour très loin encore… mais forcément… dans tout l’atroce torrent des choses, des gens… des jours… des formes qui passent… qui s’arrêtent jamais… Tous les connards, les pilons, tous les curieux, toute la frimande qui déambule sous les arcades, avec leurs lorgnons, leurs riflards et les petits clebs à la corde… Tout ça, on les reverra plus… Ils passent déjà… Ils sont en rêve avec des autres… ils sont en cheville… ils vont finir… C’est triste vraiment… C’est infâme!…“

On n’avait même plus le téléphone. On nous l’avait supprimé, il fallait que je saute à la poste… Il était coupé depuis trois mois… Les inventeurs qui réclamaient, ils venaient forcément en personne… Nos lettres on les lisait plus… On en recevait beaucoup de trop!… On était devenus trop nerveux avec ces menaces judiciaires… Question d’ouvrir notre courrier, on prélevait seulement les fafiots… Pour le reste on laissait courir… C’était sauve qui peut!…”

Ave mar

Avait marre…

Zélé, o balão de estimação.

Il a publié coup sur coup, en pas l’espace de deux mois, quatre manuels et douze articles dans les colonnes de son cancan, pour démontrer « mordicus » que les avions voleraient jamais!… Que c’était un faux progrès!… un engouement contre nature!… une perversion de la technique!… Que tout ça finirait bientôt dans une capilotade atroce! Que lui, Courtial des Pereires, qu’avait 32 [treinte-six!] ans d’expérience, ne répondait plus de rien! Sa photographie dans l’article!… Mais il était déjà en retard sur le courant des lecteurs!… Absolument dépassé! Submergé par la vogue croissante! (…) C’est ainsi qu’il a fondé la société « La Plume au Vent » à l’instant même le plus critique!… « Pour la défense du sphérique, du beaucoup plus léger que l’air! » Exhibitions! Démonstrations! Conférences! Fêtes! Réjouissances! Siège social au Génitron. Il est pas venu 10 adhérents! Ça sentait la terrible poisse! Je suis retourné aux rafistolages…” 36 = 0; nombre des cochons volants du futur presque proche!

L’odeur infecte se répand!… Les gens se sauvent devant les gaz… Ce fut une panique! une angoisse!… En plus, voilà l’énorme enveloppe qui redégringole sur les gendarmes!…”

“— Il est pas là, Madame!… Il est parti voir le Ministre!…

« Ah! le Ministre! Comment vous dites? Le Ministre! » Elle se fout à rigoler! « Ah! mon petit! Ah! Pas à moi celle-là!… Pas à moi!… Je le connais mieux que vous, moi, le sagouin! Ministre! Ah! non! Aux maisons closes! Oui, peut-être! Au cabanon, vous voulez dire! au Dépôt! Oui! Ça sûrement! n’importe où! À Vincennes! À Saint-Cloud! peut-être!… mais pour le Ministre! Ah! non! »

Elle me fout son parapluie sous le nez…”

Quand elle était encore sage-femme, diplômée de première classe!… Comment elle aidait le Courtial à préparer ses ascensions… Qu’elle avait abandonné à cause de lui et du ballon toute sa carrière personnelle! Pour ne pas le quitter une seconde!… Ils avaient fait en sphérique leur voyage de noces!… D’une foire à une autre!… Elle montait alors avec son époux… Ils avaient été comme ça jusqu’à Bergame en Italie!… à Ferrare même… à Trentino près du Vésuve. À mesure qu’elle s’épanchait, je voyais bien que, pour cette femme-là, dans son esprit, sa conviction, le Zélé devait durer toujours!… Et les foires de même!… Ça devait jamais s’interrompre!…”

Il m’avait prévenu de la moustache, qu’elle voulait pas se faire épiler… Et c’était pas une petite ombre!… Ça s’était mis à lui pousser à la suite d’une opération!… On lui avait tout enlevé dans une seule séance!… Les deux ovaires et la matrice!… On avait cru dans les débuts que ça serait qu’une appendicite… mais en ouvrant le péritoine, ils avaient trouvé un fibroma énorme… Opérée par Péan lui-même…”

Voulez-vous savoir ce qu’il fait à la gare du Nord? au lieu de rentrer directement?… Vous, vous le savez peut-être aussi Où y s’en va perdre toutes ses forces? Dans les cabinets, Ferdinand! Oui! Tout le monde l’a vu! Tout le monde t’a reconnu, mon bonhomme!… On l’a vu comme il se masturbait… On l’a surpris dans la salle! et dans les couloirs des Pas Perdus!… C’est là qu’il s’exhibe! Ses organes!… Son sale attirail!… À toutes les petites filles! Oui, parfaitement! aux petits enfants! Ah! (…) Tout ça, je le savais bien sûr! J’en ai pourtant assez souffert!… J’ai bien payé pour connaître! Mais à présent, des petites filles!… C’est même pas imaginable!…”

C’est pas nous, Irène! C’est l’époque!… C’est la débâcle qu’est générale…”

C’est fini!… Vous êtes bien gentil, Ferdinand, de pas nous abandonner à présent… Nous deux vieux… Hein?… Vous allez pas nous quitter?… Passivité quand même?… Hein? Ferdinand? Pas si vite… au moins pendant quelques jours… Quelques semaines…”

Desti[n-]tué!

Éternité!… Vous vous dites donc éternel?… Tout simplement!… C’est entendu!… L’évidence même vous accable!… Vous aviez bien l’intention en instituant votre concours de ne jamais en venir à bout!… Ah! c’est bien ça!… Je vous y prends!…”

Mais nos pauvres pigeons voyageurs, à partir de ce moment-là, ils avaient plus bien raison d’être… On les nourrissait pas beaucoup depuis déjà plusieurs mois… parfois seulement tous les deux jours… et ça revenait quand même très cher!… Les graines, c’est toujours fort coûteux, même achetées en gros… Si on les avait revendus… sûrement qu’ils auraient rappliqué comme je les connaissais… Jamais ils se seraient accoutumés à des autres patrons… C’était des braves petites bêtes loyales et fidèles… Absolument familiales… Ils m’attendaient dans la soupente… Dès qu’ils m’entendaient remuer l’échelle… Ils roucoulaient double!…”

<Je suis féerique! Je suis comblé! Retour des choses!… Moi hier encore au zénith! Perclus de faveurs! Moi qu’on adule! Moi qu’on plagie! Moi qu’on harcèle! Qu’on fête alentour divinement! Que dis-je? Qu’on prie des quatre coins du monde! Tu l’as vu? Tu l’as lu!… Et puis aujourd’hui?… Patatrac! Broum!!!… Plus rien! La foudre est tombée!… Rien!… L’atome, c’est moi!… Mais l’atome Ferdinand, c’est tout!… L’exil Ferdinand!… L’exil?> Sa voix sombrait dans la tristesse… <Oui! C’est cela! Je me découvre! Le destin m’ouvre les portes! L’exil? Soit! À nous deux!… Depuis trop longtemps, je l’implore! C’est fait!… Le coup m’atteint! Transcendant! Hosanna! Irrévocable! Toute la félonie se débusque!… Enfin!… Elle me le devait!… Depuis tant d’années qu’elle me traque! me mine! m’épuise!… Compensation!… Elle se montre! Je la découvre! Moi je la viole absolument! Oui! Forcée, bouillonnante… En pleine place publique!… Quelle vision, Ferdinand!… Quel spectacle! Je suis comblé mon Irène!… Écumante! sanglante! hurleuse! tu m’entends?…>

Tu l’as jamais vu le <Penseur>? Il est sur son socle… Il est là… Que fait-il? Hein, Ferdinand? Il pense mon ami! Oui! Ça seulement! Il pense! Eh bien! Ferdinand! Il est seul!… Voilà! Moi aussi je suis seul!… Il est nu! Moi aussi je suis nu!… Que feriez-vous pour moi? pauvres petits?…”

Comme tu es obtuse, ma mignonne!… ma bonne… ma douce! ma chérubine!…”

Ferdinand!… C’est pas une maladie son cas! C’est une catastrophe!”

Un jour, il revient, c’est la chimie!… Le lendemain, c’est les machines à coudre!… Après-demain, ce sera la betterave! Toujours quelque chose de plus neuf!… Bien sûr qu’il arrive à rien!… Son genre à lui, c’est les ballons! Moi je n’en ai jamais démordu! J’ai jamais arrêté de lui dire: <Courtial! ton sphérique! Courtial! ton sphérique! C’est la seule chose que tu saches faire! Ailleurs tu prendras que des gadins! C’est pas la peine que tu insistes!> (…) Monsieur était <écrivain>… Je comprenais rien aux choses! Il est <savant>, il est <apôtre>! Il est je sais quoi! Un vrai <jean-foutre> en personne!… Un vrai pillard! Polichinelle! Sale raclure!… Sauteur!… Un clochard, moi je vous le dis! Sans conscience ni maille! Une vraie cloche pleine de morbaques, voilà ce qu’il mérite! Et puis il l’aura! Voilà la vraie fin pour tout ça! Oui! Voilà comment qu’il est devenu!… Il foire partout! Il sait plus même où mettre la tête!… Il croit que je m’en rends pas compte!… Il a beau baver des heures!”

Je veux des radis immenses! Voilà la formule! L’avenir appartient au radis! Le mien!… Et qui m’empêchera?… (…) Si je m’adonne au radis… pour prendre le radis comme exemple! J’aurais pu choisir le navet!… Mais prenons le radis!… La surprise sera plus vive! Ah!”

Je m’écarquille encore un coup… Je fais un effort suprême… Je suis vraiment bien fatigué… Je voudrais pas qu’il remette tout ça…”

Le difficile pour des Pereires c’était toujours de se décider à propos de son fameux légume… Il fallait trouver autre chose… On doutait maintenant des radis… Quel légume qu’on entreprendrait?… Lequel qui serait approprié à la radio-tellurie?… Et qu’on ferait décupler de volume?… Et puis y avait le choix du terrain!… C’était pas une petite question!… C’était des minutieuses recherches…”

À la bonniche, la dure Agathe, je lui ai appris comment faut faire, pour éviter les enfants… Je lui ai montré que par-derrière, c’est encore plus violent… Du coup, je peux dire qu’elle m’adorait… Elle me proposait de faire tout pour moi… Je l’ai repassée un peu à Courtial, qu’il voye comme elle était dressée! Elle a bien voulu… Elle serait entrée en maison, j’avais vraiment qu’un signe à faire…”

Cette terre est des plus ingrates! J’ai beau me tuer à te le dire!… Les paysans d’ici eux-mêmes, ils ont graduellement renoncé!… Je pense qu’ils se tourneront vers l’élevage!…”

À la Grosse Boule l’après-midi, ils nous accablaient de questions… Nous qu’avions été jusqu’alors très bien blairés et peinards à l’autre bout de l’arrondissement, bien accueillis, bien tolérés, attendus même chaque tantôt par tous les terreux d’alentour, on s’est mis à nous faire la gueule… Ça paraissait louche nos cultures… Ils devenaient jaloux à l’instant… « Pâtâtes! Pâtâtes! » qu’ils nous appelaient.”

Tu me l’as dit, n’est-ce pas?… Tu vas pas te dédire?… Je t’ai bien entendu?… Tu me l’as répété dix fois… cent fois!… Que t’allais la faire marcher ta sale engeance électrique? J’avais pas la berlue?… C’est pour ça, n’est-ce pas, qu’on est venus tous par ici?… J’imagine rien?… C’est pour ça que t’as vendu la boîte pour un morceau de pain?… Lavé ton journal?… Que tu nous as tous embarqués de gré, de force, de violence dans cette fondrière!… dans cette porcherie!… Cette pourriture!… Oui?…”

Vide-lui toute la sauce!… T’as l’âge de toutes les ivresses! Profite! Abuse! Nom de Dieu! Reluis! Fais-en ce que tu veux! J’en aurai moi toujours de trop!…

Embrasse-moi!…”

Notre exploitation « radiotellurique » se transformait, séance tenante, par l’apport des souscripteurs en « Familistère Rénové de la Race Nouvelle »… Nous intitulions ainsi sur nos prospectus notre ferme et ses domaines… Nous couvrîmes en quelques jours, avec nos « appels », plusieurs quartiers de Paris… (tous expédiés par Taponier)… les plus populeux… les plus confinés…”

C’est toujours ainsi les voyeurs… ça se régale d’abord à plein tube… ça en perd pas un atome et puis quand la fête est finie… alors ça s’indigne!… Il a trouvé à qui causer!…”

Des ondes comme les telluriques pouvaient engendrer très bien certains désordres individuels… on ne savait pas… des répercussions absolument imprévisibles… bouleversant la physiologie… Personnellement des Pereires il ressentait la saturation… Il avait déjà des vertiges…”

Les enfants ne souffraient de nulle part… aucun n’était tombé malade… On avait perdu seulement nos sept lapins! une épizootie [epizootia; epidemia animal] bien brutale! Peut-être qu’ils résistaient pas au climat?… à la nourriture?… Enfin les gendarmes sont repartis…”

Le feu au bois c’est très joli, mais c’est pas extrêmement commode. C’est compliqué à entretenir, ça consume trop à la fois, il faut tout le temps ranimer…”

« Tu vois Ferdinand je ne peux plus… Je ne peux plus faire deux choses à la fois… Moi qu’en faisais toujours trois ou quatre… Ah! C’est pas drôle Ferdinand!… c’est pas drôle!… Je ne dis pas la vie Ferdinand mais le Temps!… La vie c’est nous, ça n’est rien… Le Temps! c’est tout!… Regarde donc les petites < Orionnes >… Tu vois < Sirius >? près du < Fléau >?… Elles passent… Elles passent… Elles vont bien là-bas les retrouver les grandes lactéennes d’Antiope… » Il en pouvait plus… ses bras retombaient sur ses genoux… « Tu vois Ferdinand par une soirée comme celle-ci j’aurais pu retrouver Bételgeuse… une nuit de vision quoi! une vraie nuit de cristal!… Peut-être qu’avec le télescope nous pourrions encore… Par exemple c’est le télescope que je suis pas près de retrouver!… Ah! Nom de Dieu! Quel foutu fatras quand j’y pense!… Ah! crois-tu Ferdinand? Ah! crois-tu?… Ah! Dis donc t’as bien mordu ça?… »

Quand il reprenait plein optimisme il faisait plus que des conneries… Il a continué à me parler comme ci comme ça…” “il décrivait des paraboles… Il promenait les mains dans les voies lactées… haut, très haut dans les atmosphères… Il retrouvait encore une cligneuse… une petite chose à m’expliquer… Il voulait encore… mais il pouvait plus… Ses mots raclaient trop… C’est la poitrine [peitoral] qui le gênait…”

Il était magnifique Raymond, il avait pas son pareil pour la « fauche » des oeufs… Il les refaisait sous la poule… sans la faire couaquer!… La main de velours…”

C’est par le thon et les sardines qu’on a recommencé à pâtir… On pouvait plus faire de pommes frites!… On restait derrière nos persiennes… On surveillait les abords… On se méfiait d’être à la « brune » ajusté par un paysan… Il s’en montrait de temps à autre… Ils passaient avec leurs fusils le long des fenêtres, en vélo… Nous aussi on avait un flingue, un vieux canard chevrotine à deux percuteurs… et puis un pistolet à bourre…”

Il nous en restait plus que sept… quatre garçons, trois filles… On a écrit à leurs parents si ils voulaient pas nous les reprendre?… que notre expérience agricole nous réservait quelques mécomptes… Que des circonstances imprévues nous obligeaient temporairement à renvoyer quelques pupilles. § Ils ont même pas répondu ces parents fumiers! Absolument sans conscience!… Trop heureux qu’on se démerde avec… Du coup on a demandé aux mômes si ils voulaient qu’on les dépose dans un endroit charitable?…” “Ils voulaient plus rien admettre… Tout de suite on a mis les pouces… On leur avait donné toujours beaucoup trop d’indépendance et d’initiative à ces gniards salés pour pouvoir maintenant les remettre en cadence!…”

528: “l’allure pustuleuse… répugnante!… Merde! Elle me prenait à témoin!… Elles grossissaient pas beaucoup… C’était assez évident… J’osais pas trop faire la remarque… trop abonder dans son sens… mais je pouvais pas dire le contraire… Rongées… racornies, immondes bien pourries… et en plus pleines d’asticots!… Voilà les patates à Courtial!… On pourrait même pas les briffer… même dans la soupe pour nous autres…” “Où qu’il peut percher son connard qui va lui acheter des telles ordures?… Où qu’il est donc cette bille de clown que je lui envoye une corbeille!… Ah! dis donc, je voudrais le voir tout de suite!… Ah! Il est blindé mon zébu!” “Moisies tout à fait… grouillantes de vermine, des larves avec des mille-pattes… et puis une très vilaine odeur! infiniment nauséeuse!…”

Ça a fini par se savoir dans toute la région… Les péquenots sont revenus fouiner… Ils déterraient nos pommes de terre pour se rendre mieux compte!… Ils ont fait porter au Préfet des échantillons de nos cultures!… avec un rapport des gendarmes sur nos agissements bizarres!… Et même des bourriches entières qu’ils ont expédiées, absolument farcies de larves, jusqu’à Paris, au Directeur du Muséum!… Ça devenait le grand événement!… D’après les horribles rumeurs, c’est nous qu’étions les fautifs, les originaux créateurs d’une pestilence agricole!… entièrement nouvelle… d’un inouï fléau maraîcher!…”

A incrível história onde TUDO dá errado: “Nous venions là de faire naître, à Blême-le-Petit, une race tout à fait spéciale d’asticots [vermes] entièrement vicieux, effroyablement corrosifs, qui s’attaquaient à toutes les semences, à n’importe quelle plante ou racine!… aux arbres même! aux récoltes! aux chaumières! À la structure des sillons! À tous les produits laitiers!… n’épargnaient absolument rien!… Corrompant, suçant, dissolvant… Croûtant même le soc des charrues!… Résorbant, digérant la pierre, le silex, aussi bien que le haricot [feijão]! Tout sur son passage! En surface, en profondeur!… Le cadavre ou la pomme de terre!… Tout absolument!… Et prospérant, notons-le, au coeur de l’hiver!… Se fortifiant des froids intenses!… Se propageant à foison, par lourdes myriades!… de plus en plus inassouvibles!… à travers monts! plaines! et vallées!… et à la vitesse électrique!… grâce aux effluves de nos machines!… Bientôt tout l’arrondissement ne serait plus autour de Blême qu’un énorme champ tout pourri!… Une tourbe abjecte!… Un vaste cloaque d’asticots!… Un séisme en larves grouilleuses!… Après ça serait le tour de Persant!… et puis celui de Saligons!… C’était ça les perspectives!… On pouvait pas encore prédire où et quand ça finirait!… Si jamais on aurait le moyen de circonscrire la catastrophe!… Il fallait d’abord qu’on attende le résultat des analyses!… Ça pouvait très bien se propager à toutes les racines de la France… Bouffer complètement la campagne!… Qu’il reste plus rien que des cailloux sur tout le territoire!… Que nos asticots rendent l’Europe absolument incultivable… Plus qu’un désert de pourriture!… Alors du coup, c’est le cas de le dire, on parlerait de notre grand fléau de Blême-le-Petit… très loin à travers les âges… comme on parle de ceux de la Bible encore aujourd’hui…”

Elle en avait décuplé notre correspondance!… Des gens qui voulaient tout connaître… qui voulaient venir interviewer!… Et puis de nombreux anonymes qui nous régalaient pour leurs timbres!… Des tombereaux d’insultes!…”

« C’est de l’hydrate ferreux d’alumine! Retiens bien ce nom Ferdinand! Retiens bien ce nom!… Tu vois cette espèce de méconium?… Nos terrains en sont farcis! littéralement!… J’ai même pas besoin d’analyse!… Précipités par les sulfures!… Ça c’est notre grand inconvénient!… On peut pas dire le contraire… Regarde la croûte qui jaunit… Je m’en étais toujours douté!… Ces pommes de terre!… tiens!… moi je vais te le dire!… Elles feraient un engrais admirable!… Surtout avec de la potasse… Tu la vois la potasse aussi?… C’est ça qui nous sauve! La Potasse! Elle adhère extraordinairement… Elle surcharge tous les tubercules!… Regarde un peu comme ils scintillent! (…) Mais il se montre… ça, je l’admets, un peu chargé en alumine!… Un autre petit inconvénient!… mais passager!… très passager!… Question de température! L’optima pour l’alumine c’est 12 degrés 0,5… Ah! Oh! Retiens bien! Zéro! cinq!… Pour ce qui nous concerne! Tu me comprends?… »

Même le feu de bois ça ne réchauffe plus… quand on la pète à ce point-là… On toussait sous des quintes terribles. Et puis alors on devenait maigres… des jambes comme des flûtes… une faiblesse pas ordinaire… à ne plus bouger, plus mastiquer, plus rien du tout… (…) On se serait pas tellement déprimés si y avait eu encore du beurre ou même un peu de margarine…”

Mais c’est le froid!… voyons pauvre idiot!…

C’est pas le froid du tout!…

C’est la faim alors?…

Mais j’ai pas faim!… Je dégueulerais plutôt!…

Ah! Tu sais pas ce que tu veux!…

Pas plus de Courtial que de beurre au cul!…”« Le petit vieux, il en a eu marre de tout nous autres et de la culture!… Il est barré le plus loin possible… On le reverra pas de sitôt!… » (…) Il était joliment sournois [insidioso], rancuneux, dissimulé… comme 36 ours… Ça n’était pas une surprise… Je le savais aussi depuis toujours…” “À Blême, il avait pas sa cave pour se cacher comme au Palais… Il était peut-être pas très loin?… C’était peut-être qu’une fantaisie?… Une saute de maniaque?… Où nous irions avec les mômes si il rappliquait plus du tout?… La vieille à force de réfléchir elle a repris un petit peu d’espoir… Elle se disait que c’était pas possible… qu’il avait quand même un peu de coeur… que c’était qu’une sale farce idiote… qu’il reviendrait bientôt malgré tout… On commençait à reprendre confiance… Sans aucune raison d’ailleurs…”

Dépêche-toi! Cavale voir ton vieux!… Il est là-bas sur la route, après le passage de la Druve… à la remontée de Saligons!… Tu sais la petite passerelle en bois?… C’est là qu’il s’est tué!… Les gens des <Plaquets> ils l’ont entendu… Le fils Arton et la mère Jeanne… Il était juste après 6 heures… Avec son fusil… le gros… Ils m’ont dit de vous dire… Que tu l’enlèves si tu veux… Moi, j’ai rien vu… t’as compris?… Eux ils savent rien non plus… Ils ont entendu que le pétard…”

Il a pas fondu en guimauve!…” “Ele não derreteu como marshmallow!…”

marshmallow |màrchemélau| (palavra inglesa) substantivo masculino

Doce de consistência esponjosa, feito de raiz de malvaísco ou xarope de milho, açúcar, clara de ovo, goma arábica e gelatina.

Mais la tête était qu’un massacre!… Il se l’était tout éclatée… Il avait presque plus de crâne… À bout portant quoi!… Il agrippait encore le flingue… Il l’étreignait dans ses bras… Le double canon lui rentrait à travers la bouche, lui traversait tout le cassis… Ça embrochait toute la compote… Toute la barbaque en hachis!… (…) Son nez était comme à l’envers… C’est plus qu’un trou sa figure… avec des rebords tout gluants… et puis comme une boule de sang qui bouchait… au milieu… coagulée… un gros pâté… et puis des rigoles qui suintaient jusqu’à l’autre côté de la route… Surtout ça coulait du menton qu’était devenu comme une éponge…” Le tronc même et puis les jambes on aurait pu les soulager en tirant dessus assez fort… Mais pas la tête!… Le hachis… ça faisait un pavé compact avec les cailloux de la route… C’était pas possible… Le corps ratatiné en Z… le canon embrochant la tête… Il fallait d’abord le détendre…”

C’est pas un chien nom de Dieu!… Il a pas la rage!… C’est pas un veau!… Il a pas les aphtes!… Il s’est tué et puis voilà!… C’était un homme sain… Il a pas la morve!… Faudrait au moins qu’on l’abrite un petit moment dans le hangar!… Le temps que les autres ils arrivent!… (…) Mais ce qui fut le plus terrible, ce fut pour dégager le fusil… Le canon comme ça, il tenait si dur dans l’énorme bouchon de barbaque avec la cervelle… c’était comme coincé, pris à bloc, à travers la bouche et le crâne!… qu’on a dû s’y mettre tous les deux… Elle retenait la tête d’un côté, moi je tirais de l’autre par la crosse… quand la cervelle a lâché ça a rejuté encore plus fort… ça dégoulinait à travers… ça fumait aussi… c’était encore chaud…”

Il avait le bonjour!… On n’avait pas le droit qu’il disait, de trimbaler le corps! Que c’était un crime en soi-même!… Qu’on aurait jamais dû le toucher!… Qu’il était très bien sur la route!… Qu’il pouvait plus faire le constat!… Ah? Et qu’un coup de bagne pour 25 ans ça nous dresserait à tous le cul! Sacredieu pétard! Ah! il nous aimait pas la tante!… Enfin toutes les plus crasses des salades! des vraies sales beuglages de sale con!…”

Comment que vous me parlez à présent?… Que c’est moi qui l’ai massacré?… Mais vous avez bu mon garçon!… Ah! vous avez du culot!… Mais vous êtes tous fous alors?… Mais comment?… C’est moi que vous venez accuser?… Pour ce voyou?… Cet abuseur?… de sac et de corde?… Ah! mais je la retiens alors celle-là!… Ah! elle est trop bonne!… Ah! je la ferai copier!… La vermine qu’a fait mon malheur!… Et qui n’en a jamais fait d’autres!… Mais c’est moi!… vous entendez!… Mais c’est moi! très justement qu’il a toujours assassinée!… Ah le vampire? mais c’est lui… Mais pas seulement qu’une seule fois! pas dix fois!… pas cent fois!… mais mille! dix mille fois!… Mais vous étiez pas encore nés tous autant que vous êtes qu’il m’assassinait tous les jours!… Mais je me suis mise en quatre pour lui!… Oui! arraché toutes les tripes!… J’ai été sans briffer des semaines pour qu’on l’embarque pas aux Rungis!… Toute ma vie vous m’entendez?… Échignée! Bernée!… c’est moi! Oui!… crevée. Oui toute ma vie pour ce fumier-là!…”

“Si vous saviez toutes les dettes! Ah! Vous savez pas ça non plus!… Et comment qu’il s’en foutait alors!… Un drapeau-ci!… Un drapeau-là!… Va les douiller ma chère rombière! Et toujours encore des nouvelles!… Crève-toi le ventre… T’es là pour ça! Un coup d’esbroufe! Perlimpinpin! Un coup de nuage! Un boniment! Va comme je te pousse! Limonade!… C’est tout comme ça qu’il a vécu! Il comprenait que ça! l’entourloupe! La cloche! Pas un soupçon de sentiment!…”

<Voici… 30 ans que ça durait!… Trente ans, que j’ai tout supporté… c’est pas une seconde 30 ans!… Et là c’est moi qu’on accuse!… Après toutes les pires avanies!… Après que j’ai tout enduré?… Ah dis donc! Ça passe les bornes!…> À cette énorme pensée-là elle se remettait en transports! <Comment? Comment! C’est pas Dieu permis! Le voilà qui se défigure… il se barre!… Il se met en compote! maintenant c’est moi qu’est la coupable? Ah! là! là! Mais c’est un comble!… Y a de quoi se renverser!… Ah! la charognerie! Ah! il sera bien dit jusqu’au bout qu’il m’a emmerdé l’existence ce sale foutu pierrot pourri!… (…) Personne a plus voulu nous voir!… Rien que des ramassis d’escarpes! des bandes de voyous déchaînés! des échappés de Charenton!… Je me suis détruit la santé!…> Des éclats de rire du public!… <Hop! il en fourniquait une autre! Toujours plus extravagante!… Je l’ai perdue ma résistance! (…) J’ai pas dormi, depuis 20 ans, une seule nuit complète! (…) Je peux plus prendre un omnibus! Je suis écoeurée immédiatement!… Aussitôt que je vais un peu vite, même à pied je vois 36 chandelles!… Et à présent on me dit encore que c’est moi qui assassine!… Ça c’est bien le plus fort que tout! Tenez! Regardez donc vous-même avant de causer des choses pareilles!…>

« Vous les voyez là ses chaussettes?… Vous les voyez bien!… Eh bien c’est lui qu’a la seule paire!… Y en a pas deux dans la maison!… Nous on en pas nous autres!… Jamais! Ni Ferdinand! ni les mômes!… » (…) « Il a tout eu!… toujours tout! Deux maisons!… Un journal!… au Palais-Royal!… Des moteurs!… Cent mille trucs fourbis encore, des rafistolages infernals!… qui ont coûté je sais combien!… les yeux de la tête!… tout le bazar! Pour satisfaire ses marottes!… Je peux même pas tout raconter… Ah! On l’a jamais contrarié! Ah! C’est pas de ça je vous assure qu’il s’est fait la peau!… Il était gâté!… Il était pourri! Tiens! Pourri! Tu veux des fourbis électriques?… Très bien, mon petit! les voilà!… Tu veux qu’on aille à la campagne?… Très bien!… Nous irons!… Tu veux encore des pommes de terre?… C’est tout à fait entendu!… Y avait pas de cesse!… Pas de quiproquo! pas de salade! Monsieur pouvait jamais attendre!… Tu veux pas des fois la Lune?… C’est parfait mon coeur tu l’auras!… Toujours des nouveaux caprices! Des nouveaux dadas!… À un môme de 6 mois, Messieurs, on lui résiste davantage!… Il avait tout ce qu’il désirait! Il avait même pas le temps de parler! Ah! ce fut bien ma grande faiblesse!… Ah! que je suis donc punie!… Ah! si j’avais su là-bas! tenez! quand je l’ai trouvé la gueule en miettes… ce qu’on viendrait maintenant me raconter!… Ah! si je l’avais su!… Eh bien moi je peux bien vous le dire! Ah! ce que je l’aurais jamais ramené? Je sais pas ce qu’il en ressentait lui le môme!… Mais moi!… Mais moi tenez! Moi! j’aurais eu bien plutôt fait de le basculer dans le revers! Vous viendriez plus m’emmerder!… C’est là qu’il devrait être!… La sacrée sale pourriture! C’est tout ce qu’il mérite! Je m’en fous moi d’aller en prison!… Ça m’est bien égal!… Je serai pas plus mal là qu’ailleurs!… Mais Nom de Dieu! Ah! »

Allez! Allez! Faites pas des réflexions imbéciles! Donnez-moi tout de suite les prénoms, le lieu de l’origine… le nom de la famille?… La victime d’abord!… La date, le lieu de naissance?… Comment qu’il s’appelait finalement?… Courtial?… Comment?… Et où ça qu’il était né?… Connu? Occupations?…”

Il s’appelait pas Courtial du tout!… qu’elle a répondu brûle-pourpoint!… Il s’appelait pas des Pereires!… Ni Jean! Ni Marin! Il avait inventé ce nom-là!… C’était comme ça comme de tout le reste!… Une invention de plus! Un mensonge!… Que des mensonges qu’il avait!… Toujours! Partout! Encore!… Il s’appelait Léon… Léon-Charles Punais!… Voilà son vrai nom véritable!… C’est pas la même chose n’est-ce pas?… Comme moi je m’appelle Honorine Beauregard et pas Irène! Ça c’était encore un autre nom qu’il m’avait trouvé!… Fallait qu’il change tout!… Moi j’ai les preuves de tout ça!… Je les ai moi!… Je dis rien pour tromper. Jamais elles me quittent!… Je l’ai là mon livret de famille!… Je vais le chercher d’abord… Il était né à Villed’Avray en 1852… le 24 septembre!… c’était son anniversaire! Je vais vous le chercher de l’autre côté… il est là dans mon réticule… Viens avec moi Ferdinand!…

« Mais il a plus de tête mon Dieu!… Il a plus de tête Ferdinand! Mon chéri! mon chéri! Ta tête!… Il en a plus!… » « Un placenta!… C’est un placenta!… Je le sais!… Sa tête!… Sa pauvre tête!… C’est un placenta!… T’as vu Ferdinand?… Tu vois?… Regarde!… Ah! Oh! Oh!… »

“Toujours tous les sacrifices!… Il a plus de tête!… Ah! Comme vous m’en voulez tous!… Il a rien gardé!… Bonne chance!… Bonne chance!… qu’il a dit… le pauvre amour!… Bonne chance!… Mon Dieu! vous avez vu?… c’est écrit!… C’est lui ça quand même!… C’est bien écrit avec sa main! C’est pas moi! Le pauvre malheureux! C’est pas moi! Bonne chance! Ça c’est lui! Absolument seul!”

[#off-topic] Estes dias eu ouvi diversas e diversas vezes o Master of Puppets, novo-considerado auge da banda, talvez da Música Moderna, em contraposição à Clássica. As faixas 02 e 03 do CD são absolutamente idênticas em estrutura, reparar no crescendo e no progressivo da agitação dos riffs, depois no solo furioso.

Merde! Merde! Moi je me rendais compte… L’âge ça c’est le plein tour de vache… Les enfants, c’est comme les années, on les revoit jamais.” Feliz Adulto-Novo: “Merda! Merda! Eu me dava conta… A idade é o grande drible da vaca… As crianças, são como os anos, não se as revê mais.”

Ce jour-là c’est vrai, je peux bien le dire c’est un des plus moches de ma vie. Merde!”

Février c’est le mois le plus petit, c’est aussi le plus méchant!…”

* * *

Aqui fritam-se os meus neurônios… Belo pâté de cerveau

Quando foi que você começou a se entender por gente?

Com mofo Ikki vô seco me e soa ciente em depor G&T?

Q du monde

cu do conde

cheio de kk

q del mundo

Rrudáz

Anne Conde, la dang(-h)e(u)reus

* * *

Hein que tu l’as bien vu Ferdinand?… Comme il montait bien … Tu te rappelles dis mon petit?… Dis-leur à eux!… Dis-leur mon petit!… Ils ne veulent pas me croire moi!… Miséricorde! Doux Jésus! Je vais faire une prière! Ferdinand! Monsieur l’ingénieur! Sainte Marie! Marie! Agneau du Ciel! Priez pour nous! Ferdinand! Je t’en conjure! Dis-leur bien à ces Messieurs! Veux-tu?… Viens faire ta prière! Viens vite!… Viens ici! Ça c’est vrai hein?… Au nom du Père! du Fils! du Saint-Esprit!… Tu la sais celle-là Ferdinand?… Tu la sais aussi ta prière?…”

“Pardonnez-nous nos offenses!… Allons! Ensemble! Là! Voilà! Comment je vais vous pardonner!… Allons! Comme je vais vous pardonner!… Répète Nom de Dieu!… petit malfrin!…”

“C’est moi je suis la femme horrible!… C’est ma faute à moi tout ça… C’est ma faute, Monsieur l’Ingénieur!… Ah! oui! Ah! oui! C’est moi qui ai fait tout le mal!… À lui j’ai tout fait du mal! Il est monté 200 fois!… 100 fois!… Je me rappelle plus mon amour!… 200!… 6!… 600 fois!… Je sais plus!… Je sais plus rien!… C’est atroce!… Monsieur l’Ingénieur!… 300!… Plus! Bien plus!… Je sais pas!…”

<Trois mille!… Dix mille! Jésus! Quinze!… 1800 mètres!… Ô Jésus! Ferdinand! Tu peux rien dire?… C’est trop fort!… Merde de Dieu!…> Elle se reperdait dans les chiffres… « Deux cent vingt-deux fois!… C’est bien ça!… 222! »… elle retombait… « Merde! je sais plus rien!… Ma vie! Ma vie!… »

<Vous le numéro!> C’était moi… <Vous pouvez partir!… Vous pouvez vous en aller! Il faut retourner tout de suite chez vous!… Chez vos parents!… Vous donnerez votre adresse au Greffe!… Si j’ai besoin de vous, je vous ferai venir! Voilà! Allez! Allez!>

Ah! Avec lui y a pas de chanson!”

« C’est pas un crime!… Pop! Pop! Pop! »

« C’est pas un crime!… Pop! Pop! Pop! »

C’est pas midi à 14 heures!…”

Ferdinand, ao contrário do outro Ferdinand (Viagem ao Fim…) fica mais tagarela perto do fim dos fins…

Tu sais, il était pas religieux lui, mais enfin quand même… Ils l’ont assez martyrisé! Un peu de respect ça fera pas de mal…”

Ce qui m’a frappé en premier lieu, c’était les récents autobus… leur modèle sans « impériale » et les nouveaux taxis-autos… Ils étaient plus nombreux que les fiacres… Ils faisaient un barouf affreux… J’avais bien perdu l’habitude des trafics intenses… Ça m’étourdissait…” “La rue, elle me foutait la panique… de la voir comme ça devant moi… sur les côtés… à droite… à gauche… Toutes les façades tout ça si fermé, si noir! Merde!… si peu baisant… c’était encore pire que Blême!… pas un navet à chiquer…”

ferme la femme, ouvre l’oeuvre

galáxia de ori-honte de vivre comme ivre

Je reconnaissais toutes les étoiles… Presque toutes en somme… et je savais bien les noms!… Il m’avait assez canulé l’autre olibrius avec ses orbites trajectoires!… C’est drôle comme je les avais retenus sans bonne volonté d’ailleurs… ça il faut bien le dire… La « Caniope » et « l’Andromède »… elles y étaient là rue Saint-Denis… Juste au-dessus du toit d’en face… Un peu plus à droite le « Cocher » celui qui cligne un petit peu contre « les Balances »… Je les reconnais tous franco… Pour pas se gourer sur « Ophiuchus »… c’est déjà un peu plus coton… On la prendrait bien pour Mercure, si y avait pas l’astéroïde!… Ça c’est le condé fameux… Mais le « Berceau » et la « Chevelure »… On les méprend presque toujours… C’est sur « Pelléas » qu’on se goure bien! Ce soir-là, y avait pas d’erreur!… C’était Pelléas au poil!… au nord de Bacchus!… C’était du travail pour myope… Même la « Grande nébuleuse d’Orion » elle était absolument nette… entre le « Triangle » et « l’Ariane »… Alors pas possible de se perdre… Une unique chance exceptionnelle!… À Blême, on l’avait vue qu’une fois! pendant toute l’année l’Orion… Et on la cherchait tous les soirs!…”

“Te laisse pas berner, troubadour! Les étoiles c’est tout morue!…”

Une seule fois, quand tu regardes une chose… Tu dois la retenir pour toujours!… Te force pas l’intelligence!… C’est la raison qui nous bouche tout…”

“Je discutais maintenant tout haut!… Les gens s’arrêtaient pour m’entendre… Ils devaient penser que j’étais ivre… Alors j’ai bouclé ma trappe… Mais ça me relançait quand même… ça me tenaillait toute la caboche. Ils me possédaient bien les souvenirs… Je pouvais pas croire qu’il était mort mon vieux vice-broquin… Et pourtant je le revoyais avec sa tête en confiture… Toute la barbaque qui remuait toujours… et que ça grouillait plein la route!… Merde!”

“Et à toutes les patates infectes… Ah! C’était dégueulasse au fond… comme il avait pu nous mentir…”

“C’est ça la présence de la mort… C’est quand on cause à leur place…”

J’avais une peur bleue des bourriques!… Ils me croyaient saoul eux aussi!… Devant le cadran du « Nègre » j’ai fait « pst! pst! » à un fiacre!… Il m’a embarqué…

« Chez l’oncle Édouard!… » que j’ai dit…

Où ça l’oncle Édouard?…

Rue de la Convention! 14!”

Plus c’est l’opulence et tant plus c’est la charogne!… C’est terrible les compagnies!…”

Celui qu’est malade peut crever!…”

D’abord tu manges beaucoup trop vite… Tes parents te l’ont toujours dit… De ce côté-là ils ont pas tort…”

Faut te retourner mais tout doucement… Faut faire attention!… Le travail c’est comme la croûte… Il faut que ça profite d’abord…” “Il reparlait encore d’un emploi… ça le minait un peu comment j’allais me démerder?…”

Il savait même tout le grand Zénith, un moment donné… du Triangle au Sagittaire, le Boréal presque par coeur!… Tout le « Flammarion » il l’avait su et forcément le « Pereires » !… Mais il avait tout oublié… Il se souvenait même plus d’une seule…”

Morto nas estrelas com hiato

ri alto perdido no pé do pó do cadáver estrelas com a pancada do de deus não olha os dentes

<Tu t’es rempli de savoir-vivre!… Ah! T’es trapu mon petit pote!… Tu te l’es farcie ta grosse tête!… Hein dis mon poulot? Mais c’est la science ma parole!… Ah! y a pas d’erreur!…> Ah! je le faisais rire… On a reparlé un peu de Courtial…”

Se o livro tivesse 6.000 páginas, não creio que saísse dessa balada do desempregado azarado; nem que ficasse desinteressante.

D’abord les gens qui jouent aux courses? pas?… C’est qu’ils aiment se casser la gueule!… Ils peuvent pas se refaire!… Ça on peut pas les empêcher… Il faut qu’ils arrivent au Malheur!…”

Ah! ça non alors! Par exemple! Ah! Nom de Dieu! Non!…”

Tiens, je vais te prendre moi, dans mon garage!… C’est peut-être pas très excellent d’être apprenti chez son oncle… Mais enfin tant pis!… La santé d’abord! Les usages, je m’en fous!… Le reste ça s’arrange toujours! La santé! voilà!… voilà!…”

ex(is)tirpartir

toujours je ferais de la peine à tout le monde!… C’était ma terrible évidence!…”

On part pas comme ça!… En coup de tête… On contracte pas pour un jour!… C’est pour 3 années mon ami!… C’est pour 1085 jours… et puis les rabiots!…”

Ils prennent pas les soldats squelettes!… Il faut que tu te rempiffes en kilos!… Dix au moins! t’entends?… Ça je t’assure!… Dix pour commencer!… Autrement! Barca!… Tu veux aller à la guerre?… Ah! mais! Ah! mais! Tu tiendrais comme un fétu!… (…) Où ça que tu vas t’engager?… T’en sais rien encore?… Alors comment que tu te décides?…”

Ah! Tu changes d’avis?… T’es pas long!… Astronome alors?… Astronome!… T’iras au <1er Télescope>!”

Ah! ben toi! t’es comme ta mère!… Quand t’as une musique dans le cassis, tu l’as pas ailleurs!…”

T’iras pas dans la marine… T’as déjà comme ça le mal de mer!… Alors tu comprends?… Et ton père qu’a fait 5 années? Qu’est-ce qu’il va nous dire?…”

mon po(e)te

Voilà moi, ce que je trouve… T’es retourné de fond en comble!… À ton âge, on se rempiffe d’autour!… Il suffit de plus y penser… Penser à autre chose!… Et de bouffer comme 4!… comme 46!… Dans 8 jours ça paraîtra plus!”

Non mon oncle.

Oui mon oncle!…