Ainda que Freud reencarnado caísse-me do céu oferecendo seus serviços, é de precisão, para este aqui e agora, que eu dispensasse seus serviços – quanto mais “correr atrás da cura” disposto a passar por vexames e apertos financeiros… talvez o melhor que pudesse acontecer, nessa hipótese, seria bater à porta de um mau profissional. Sem dúvida que não é uma resistência ou apego aos sintomas, um vil conformismo, mas a constatação de que estaria perdendo o pouco tempo que tenho atrás de uma utopia: ser normie. Mesmo que fosse possível, eu certamente hipostasiaria novas doenças para fugir desta condição incômoda. É hora de pensarmos não nas minhas fraquezas enquanto fraquezas (ao contrário do que se pensa, um defeito recorrente meu), mas, e isso seria o sonho do ególatra e narcísico, Victor Hugo o sabe bem, num sentido para elas estarem ali e se manifestarem desse modo, quando o cardápio de escolhas é tão vasto: que eu queira o celibato sem precisar verbalizá-lo, conservando uma cabeleira cada vez mais inumana, uma barba sem formato, roupas sem cuidado, uma postura anômala, que meus poros suem mais que o de alguém no calor necessita em regra, e de propósito, que minha pele e meus pêlos produzam excrescências como espinhas e caspa com indústria, que minha boca insista, por mais hidratada que esteja, nesta hiper-salivação, boca, couro cabeludo, derme, todos zelosos em demasia no hobby de “me incomodar”, disso não há dúvida, e o corpo é mestre naquilo que a consciência ainda tateia como aprendiz. Segundo grande sinal: essa regressão-infantilização inexplicável dos dotes sociais, o meu não-conseguir-mais-falar-em-público, depois de todas as minhas tratativas, experiências e aquisições de sapiência, que disfarça, no fundo, uma poderosa vontade de não fazê-lo, ainda que só me trouxesse vantagens. Doravante, não passariam da mais incrível fantasia e tormento masoquista o esforço brutal que executo, que finjo executar, para romper uma casca (que vejo como limitadora das minhas capacidades intrínsecas), uma casca que desde o início, e à revelia das aparências, eu quero manter como casulo espesso, e quase nunca admito essa intenção para mim mesmo (mas quando digo quase nunca, falo sério: não são poucas as vezes que acabo atinando, flertando, com esta conclusão, mas depois a deixo de lado, volto atrás, censuro-a). Assim como um autor consagrado afirmou que a profissão ator é um ícone da décadance, por que não seria o professor um outro, num meio ainda mais restrito, mas, e por isso, repleto de sofistas bajuladores, ainda mais fácil de defender em sua posição tão amarga e “heróica”, historicamente venerada? Último refúgio do anti-social, nem mesmo esta hipocrisia de grupo, a do “sábio de escola”, a do profeta de seita, consegue mais exercer sobre mim qualquer atração ou influência? As potenciais vantagens deste tipo de cargo ou carreira, vocação, já não equivalem nem em pensamento a minha ojeriza longamente alimentada, em silêncio, pelo mesmo estilo de vida do culto, este hipócrita autoflagelador, ator de palco pequeno? Porque cada fibra minha se recusa peremptoriamente a ajudar minha pseudodeterminação consciente de vencer estes nervosismo e tensão asfixiantes, isso é inegável. Essa obsessão simulada, que trata minha suposta falta de eloqüência como uma ligeira sociofobia tratável, quando na verdade são sete cadeados impostos por mim mesmo para que cada vez que eu tente transigir este meu tabu autodeterminado eu me arrependa amargamente dada a repercussão do ato? Um luto corpóreo “sadio” por trás (plot twist!) de uma quase-grave neurose de intelectual? Frustração, que já usa de muletas variadas, sendo na verdade a grande muleta que esconde meu dilema mais essencial? Eu não quero um Victor Hugo ou um Freud; ou a novela iria continuar; eu quero a auto-aceitação sem compromissos desse gauchismo irreverente? Idiossincrasias caminhando na rua, comendo, jogando conversa fora ou pegando o metrô, quem se importa com elas? Um estado físico suficiente para sair de casa e fazer seu trabalho, sem se expor tresloucadamente, sem brincar de seminarista, porque afinal eu só aceito uma forma de ser seminarista, não estaria “mais do que bom”? Não seria tudo que pedi à divindade que pudesse ser comparada, em tempos modernos, a um Gestor de Carreiras? Meu pedido já não me foi concedido de antemão? Não estou apenas lixando pedregulhos? Polindo matéria bruta que de qualquer jeito já tem um destino irretratável? Pérolas ou argamassa, que sei eu? Se úteis para porcos ou crianças, que sei eu?!? Precisaria eu de fãs, discursando e gravando vídeos? Ou isso não seria desabar com todo o edifício pelo que vim labutando até aqui em condições tão adversas, recalcitrantes? “Listas, pra que as listas?”, quis saber ou cutucar ou admoestar V.H. Do que adianta, se as listas são mais importantes que eu mesmo e eu aceito alugar meu corpo por elas, por assim dizer? Não, um analista não pode me ajudar neste meu segredo íntimo, nesta ranhenta briga intestinal do artista de si para si… Toda vez que vejo a Dra. Mariana eu penso que não gostaria de receber alta e “estar me sentindo perfeitamente bem, exatamente como todos os outros”… Meu maior pânico. As pessoas não se esgotam porque trabalham demais, elas se esgotam para não ter de trabalhar demais. Meu CID é meu seguro de vida gratuito. Essa cogitação toda só seria refutada com um diagnóstico de câncer terminal, eu presumo.
Categoria: Seclusão
L’ENCYCLOPÉDIE – AL – compilado (3)
ALGEBRE. “il faut observer que les Arabes ne se servent jamais du mot algebre seul pour exprimer ce que nous entendons aujourd’hui par ce mot; mais ils ajoutent toujours le mot macabelah, qui signifie opposition et comparaison; ainsi algebra-almacabelah est ce que nous appellons propremente algebre. (…) Les anciens auteurs Italiens lui donnent le nom de regula rei & census, c’est-à-dire, la regle de la racine & du quarré: chez eux la racine s’appelle res, et le quarré, census.”
“Elle soulage la mémoire et l’imagination en diminuant beaucoup les efforts qu’elles seraient obligées de faire, pour retenir les différentes choses nécessaires à la découverte de la vérité sur laquelle on travaille, et que l’on veut conserver presentes à l’esprit: c’est pourquoi quelques auteurs appellent cette science géométrie métaphysique.”
“Diophante est le premier et le seul auteur parmi les Grecs qui ait traité de l’algebre. On croit que cet art a été fort cultivé par les Arabes: on dit même que les Arabes l’avaient reçu des Perses, et les Perses des Indiens. On ajoute que les Arabes l’apparterent en Espagne; d’où, suivant l’opinion de quelques-uns, il passa en Anglaterre avant que Diophante y fût connu.”
“Luc Paciolo, ou Lucas à Burgo, cordelier, est le premier dans l’Europe qui mit écrit sur ce sujet: son livre, écrit en Italien, fut imprimé à Venise en 1494. Il était, dit-on, disciple d’un Léonard de Pise et de quelques autres dont il avait appris cette méthode: mais nous n’avons aucun de leurs écrits. Selon Paciolo, l’algebre vient originairement des Arabes: il ne fait aucune mention de Diophante; ce qui ferait croire que cet auteur n’était pas encore connu en Europe. Son algebre ne va pas plus loin que les équations simples et quarrées; encore son travail sur ces dernieres équations est-il fort imparfait, comme on le peut voir par le detail que donne sur ce sujet M. l’abbé de Gua, dans un excellent mémoire imprimé parmi deux de l’académie des sciences de Paris en 1741.”
“Viete ne considera donc point les racines réelles négatives, non plus que les racines impossibles, que Bombelli avait introduites dans le calcul; et ce ne fut que par des voies indirectes qu’il vint à bout de déterminer, lorsqu’il en eu besoin, le nombre des racines réelles positives.”
“Il n’est presqu’aucune science qui n’ait dû au grand Descartes quelque degré de perfection: mais l’algebre et l’analyse lui sont encore plus redevables que toutes les autres. Vraisemblablement il n’avait point lu ce que Viete avait découvert dans ces deux sciences, et il les poussa beaucoup plus loin.” “C’est lui qui a introduit dans l’algebre les exposans, et qui a donné les príncipes élémentaires de leurs calculs” “Voyez le commencement de sa Géométrie.” “enfin, l’application de l’analyse et de la géométrie à la physique, dont on n’avait point vu jusqu’alors d’aussi grand exemple.”
“la détermination du nombre des racines vraies ou fausses, c’est-à-dire positives ou négatives” “Quoique Newton fût né dans un temps où l’analyse paraissait déja presque parfaite; cependant un si grand génie ne pouvait manquer de trouver à y ajouter encore.” “A cela il faut joindre l’application des fractions au calcul des exposans; l’expression en suites infinies des puissances entieres ou fractionnaires, positives ou négatives d’un binome quelconque; l’excellente regle connue sous le nom de Regle du parallélogramme; (…) methodus differentialis.”
“Je me suis contenté dans cet article de donner l’idée générale de l’algebre, telle à-peu-près qu’on la donne communément; et j’y ai joint, d’après M. l’abbé de Gua, l’histoire de ses progrès. Les savans trouveront à l’article ARITHMÉTIQUE UNIVERSELLE, des réflexions plus profondes sur cette science, et à l’art.” Pomposo.
Obs.: em Francês, número irracional é “nombre sourd”.
ALK. O popular pingüim, pingouin, provindo do Norueguês! Depois convertido para “auk” (termo compartilhado pelos anglo-saxões). “La forme de son bec est des plus singulières; il est si comprimé, si applati par les cotés, qu’il ressemble à un triangle; de sorte qu’il parait avoir presqu’autant de hauteur ou de profoundeur que de longueur. (…) Les aîles sont composées de 28 plumes et la queue de 12, qui sont pointues, et d’autant plus longues, qu’elles sont plus proches du milieu § En general cet oiseau est noir en dessus et blanc en dessous; mais on voit outre cela quelques mélanges.”
ALLEGRO. “designa, do lento ao rápido, o terceiro dos quatro principais graus de movimento estabelecidos na Música Italiana. Adjetivo que significa contente; e é também a expressão de um movimento alegre e animado, o mais vivo de todos depois do presto. Vide Mouvement. O diminutivo allegretto indica uma agitação mais moderada, um pouco menos de vivacidade na medida.”
#offtopic Não deixa de ser irônico e paradoxal que antes se prefira o amanhã que o hoje.
“ALLEMANDE, s. f. (Musique.) est une sorte de piece de Musique, dont la mesure est à 4 tems, & se bat gravement. Il paroît par son nom que ce caractere d’air nous est venu d’Allemagne: mais il est vieilli, & à peine les Musiciens s’en servent-ils aujourd’hui; ceux qui l’employent encore lui donnent un mouvement plus gai.”
“ALLIGATOR, s. m. espece de crocodile des Indes Occidentales; il a jusqu’à 18 piés de long, & sa grosseur est proportionnée à sa longueur. Il est amphibie.[!]”
“ALLURE, s. f. c’est la maniere de marcher des bêtes. Ce mot s’applique en Morale à la conduite, & se prend en mauvaise part.”
“ALLURES, s. f. plur. (Manége.) train, marche d’un cheval. Les allures du cheval sont le pas, l’entre-pas, le trot, l’amble, le galop, le traquenard, & le train rompu.”
L’ENCYCLOPÉDIE – AC (compilado-1)
AC
“* ACARA ou ACARAI, s. Place de l’Amérique méridionale dans le Paraguai, bâtie par les Jésuites en 1624. Long. 26. 55. lat. mérid. 26.
Les Anglois, les Hollandois, & les Danois, sont établis à Acara, ce qui les rend maîtres de la traite des Negres & de l’or. Celle de l’or y étoit jadis considérable; celle des Negres y étoit encore bonne; les Marchands Maures du petit Acara sont entendus: ils achetent en gros, & détaillent ensuite. La traite de Lampy & de Juda est considérable pour l’achat des Negres. En 1706 & 1707, les vaisseaux de l’Assiente en eurent plus de 250 pour 6 fusils, 5 pieces de perpétuanes, un baril de poudre de cent livres, 6 pieces d’Indienne, & 5 de tapsels; ce qui, valeur d’Europe, ne faisoit pas 45 à 50 livres pour chaque Negre. Les Negres à Juda étoient plus chers. On voit par une comparaison des marchandises avec une certaine quantité de Negres obtenue en échange, qu’on portoit là des fusils, des pieces de perpetuanes, de tapsels, des bassins de cuivre, des bougis des chapeaux, du crystal de roche, de l’eau-de-vie, du fer, de la poudre, des couteaux, des pierres-à-fusil, du tabac, & que le Negre revenoit à 88 ou 90 livres, valeur réelle de cette marchandise.”
“* ACCARON, s. m. ville de la Palesne, celui des cinq gouvernemens des Philistins où l’arche fut gardée après avoir été prise. Beelzébuth étoit le dieu d’Accaron.”
ACCÈS. “en Medecine, se dit du retour périodique de certaines maladies qui laissent de tems en tems des intervalles de relâche au malade.” “a. de fièvre, d’épilepsie, de folie, prophétique, &c.”
“On confond bien souvent accès avec paroxysme, cependant ce sont deux choses différentes; l’accès n’étant proprement que le commencement ou la premiere attaque de la maladie, au lieu que le paroxysme en est le plus fort & le plus haut degré. (N)”
“ACCORD, en Musique, est l’union de deux ou plusieurs sons entendus à la fois, formant ensemble une harmonie réguliere. L’harmonie naturelle produite par la résonance d’un corps sonore, est composée de trois sons différens, sans compter leurs octaves, lesquels forment entr’eux l’accord le plus agréable & le plus parfait que l’on puisse entendre, d’où on l’appelle par excellence accord parfait.” “Les accords imparfaits sont ceux où regne la sixte au lieu de la quinte, & en général tous ceux où le son grave n’est pas le fondamental.”
“Qui ne sait combien la quinte est plus sonore que la quarte? L’accord de grande sixte & celui de sixte mineure sont deux faces du même accord: mais de combien l’une n’est-elle pas plus harmonieuse que l’autre? L’accord de petite sixte majeure au contraire n’est-il pas plus brillant que celui de fausse quinte? & pour ne parler que du plus simple de tous les accords, considérez la majesté de l’accord parfait, la douceur de la sixte, & la fadeur de la sixte quarte, tous accords composés des mêmes sons. En général les intervalles superflus, les dièses dans le haut, sont propres par leur dureté à exprimer l’emportement & la colère; au contraire les bémols, les intervalles diminués, forment une harmonie plaintive qui attendrit le coeur. C’est une multitude d’observations semblables, lorsqu’on sait s’en prévaloir, qui rend un Musicien intelligent, maître des dispositions de ceux qui l’écoutent.”
“Quant au grave & à l’aigu, pour bien accorder, il est nécessaire d’être doüé d’une oreille extrèmement fine, ce qui s’appelle parmi les facteurs & les gens de l’art, avoir de l’oreille; c’est un don de la nature qu’un Maître ne sauroit communiquer.”
ACOUSTIQUE. “L’Acoustique est proprement la partie théorique de la Musique. C’est elle qui donne les raisons plus ou moins satisfaisantes du plaisir que nous fait l’harmonie, qui détermine les affections ou propriétés des cordes vibrantes, &c.”
“* ACRATISME, s. m. (Hist. an.) Les Grecs faisoient quatre repas; le déjeuner, qu’ils appelloient acratisma, ou dianestismos; le dîner, ariston ou dorpiston: un petit repas entre le dîner & le souper, hesperisme, ce qu’on appelle en Latin merenda; & le souper, dipnon, & quelquefois epidorpis.”
ACRE. “Ce mot vient du Saxon accre, ou de l’Allemand acker, lequel vraissemblablement est formé d’acer, & signifie la même chose. Saumaise cependant le fait venir d’acra, qui a été dit pour akena, & signifioit chez les Anciens une mesure de terre de 10 piés.”
“ACROBATES, s. m. (Hist. anc.) espece de danseurs de corde. Il y en avoit de quatre sortes: les premiers se suspendant à une corde par le pié ou par le col voltigeoient autour, comme une roue tourne sur son essieu; les autres voloient de haut en bas sur la corde, les bra & les jambes étendus, appuyés simplement sur l’estomac; la troisieme espece étoient ceux qui couroient sur une corde tendue obliquement, ou du haut en bas; & les derniers, ceux qui non-seulement marchoient sur la corde tendue horisontalement, mais encore faisoient quantité de sauts & de tours, comme auroit fait un danseur sur la terre. Nicéphore, Grégoras, Manilius, Nicétas, Vopiscus, Symposius font mention de toutes ces différentes especes de danseurs de corde. (G)”
TÍTULOS E MAIS TÍTULOS (PARECE ATÉ A GALERIA DO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE)
INCURÁVEL MENTE SOMBRIA
IRREACIONAL – irreal? irracional reação zero
MEU NU É O NADA
SOBRE AS CINZAS DE DEUS
DESALENTO TOTAL
A ÉTICA DO DESTINO
2 TESES DE MONOGRAFIA EM LETRAS
—IDÉIAS—e lá vamos Nós de novo…
. O discurso aforismático como brecha para o filosofar a que os autores originais da Pós-modernidade necessitam recorrer, diante da crise irreversível da Prosa (escrita branca, etc.) / A peculiaridade da língua espanhola nesse tocante – fundamentar em bibliografia (Hjelmslev, Ortega y Gasset, teses contemporâneas, etc.)
. História dos falsos cognatos Português-Espanhol e do seu Trato Acadêmico – o “desmerecimento” da função de tradutor espanhol-português devido à similitude dos dois idiomas e a crescente importância do estudo técnico na área
Aquele velho ditame (mas complementado)
Pau que nasce torto (pra um lado) nunca se endireita(, mas às vezes entorta pro lado oposto).
A despedida que virou olá!
Prezado Ledor, Prezada Ledora,
(Originalmente, essa mensagem seria postada em xtudotudo6.zip.net, mas um erro na conta impossibilita qualquer nova alteração no domínio.)
Devido ao esgotamento do espaço de armazenamento da conta do UOL Blog, estou migrando minhas postagens para outro endereço (provavelmente outro servidor, para aproveitar a possibilidade de contar com mais recursos de diagramação dos textos e também um layout que se faça mais agradável). Esse arquivo permanecerá disponível indeterminadamente.
Das vezes anteriores, tivemos de migrar entre diversas contas do UOL Blog, que foram do xtudotudo1.zip.net ao xtudotudo6.zip.net ao longo de aproximadamente 2 anos de intensas postagens. Devido ao peso considerável (em KBs e MBs) das imagens inseridas, sobretudo durante a cobertura jornalística da Copa do Mundo de 2006 e a publicação de reviews de games, ambas bastante ilustradas, o endereço sofreu profusas migrações em poucos meses, por estrita necessidade. Não obstante, desde 19 de setembro de 2006 (há exatos 10 anos e 2 meses) tínhamos nos “estabilizado” nesta URL devido à mudança de foco nas publicações (majoritariamente textos sem imagens). Esse “dia fatídico” do fim do armazenamento também do xtudotudo6, entretanto, teria de chegar, o que não significa (ufa!) o fim da produção do autor.
Marcamos época, em quantidade de tempo e em amadurecimento intelectual e temático; alguns dentre vocês me acompanham desde o início, outros são visitantes e seguidores mais recentes, outros acompanharam brevemente a iniciativa, no passado, mas prezo igualmente por todos e agradeço o apoio, módico em termos numéricos a partir de determinado período em que rumei para leituras consideradas mais “obscuras e restritas” (os posts futebolísticos e gamísticos eram bem populares e respondem por cerca de 80% das 70.000 visitas alcançadas pelo contador), mas significativo em termos qualitativos. Seja por mais ou menos tempo, quando consideramos apenas os indivíduos, esse estímulo do público, mais ou menos seleto, jamais deixou de existir.
O projeto, iniciado no meu 3º ano do ensino médio, passou por inúmeras mudanças de título e conceito. A idéia original do então “X-TudoTudo” era tentar uma inovadora abordagem multidisciplinar. Durante a fase Transcender, assumo que houve uma guinada acadêmico-epistemológica e aspectos filosófico-sociológicos ligados ao futuro da civilização capitalista adquiriram primeira plana. Num terceiro estágio, a verve polemista quase onipresente na figura do Autor Moderno se fez mais presente do que nunca. Foi a era “O Esgoto a Céu Aberto Na Sua Rua”. A quarta fase, e atual (até ontem/hoje), vislumbrou os preparativos para as publicações dos meus primeiros livros, meta muito antiga, e se intitulou “Alma aristocrata nascida em corpo de plebeu”, adágio como que remanescente da época do Transcender.
A quinta fase, que deixamos para outro espaço, já fará referência nominal ao nome pretendido para minha (provisória) magnum opus, uma coletânea gigantesca dos textos do X-Tudo1 ao 6 [e agora do Seclusão Anagógica]. Por motivos que não me cabe expor aqui, insto os interessados, em contato pessoal comigo, ou através das redes sociais e do e-mail wormsaiboty@gmail.com, a solicitar-me a nova sede virtual do projeto (que, ademais, ainda não foi cem por cento inaugurada).
Novamente, meu muito obrigado pelo tempo que passamos “juntos”, e que um novo velho ciclo se inicie-perpetue continuando e reiterando nossa “luta literária e artística” cotidiana. O mote do Blog, apesar das mudanças de eixo, sempre foi a RETROALIMENTAÇÃO e o RESSURGIMENTO DAS CINZAS, aspectos que resumem a própria condição humana!
Assinado: Rafael Aguiar, Blogmaster, wormsaiboty, A Mosca Filosófica, O Mestre Trágico do Existir, Ocidental Obscuro, cila (ou caribde)…
e todo e qualquer nome artístico utilizado durante todos estes anos que eu porventura tenha esquecido no instante desta redação!
